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Pré-Projeto de Inclusão Escolar

O documento discute a inclusão de alunos com necessidades especiais na educação brasileira. Ele destaca que a educação inclusiva promove a integração de todos os estudantes, diferente da educação especial voltada para públicos específicos. Também analisa os desafios de implementar educação inclusiva na prática escolar, como a capacitação de professores e recursos adequados para atender às necessidades diversas.

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Pré-Projeto de Inclusão Escolar

O documento discute a inclusão de alunos com necessidades especiais na educação brasileira. Ele destaca que a educação inclusiva promove a integração de todos os estudantes, diferente da educação especial voltada para públicos específicos. Também analisa os desafios de implementar educação inclusiva na prática escolar, como a capacitação de professores e recursos adequados para atender às necessidades diversas.

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FACULDADE ESTACIO

CURSO PEDAGOGIA

JÚLIA MOREIRA MAGALHÃES

Pré – Projeto

MORADA NOVA
2022
Pré projeto : Inclusão Escolar

É um grande desafio aos professores o processo de inclusão dos alunos com


necessidades educacionais especiais, pois cabe a eles construírem novas propostas
de ensino, atuar com um olhar diferente em sala de aula, sendo o agente facilitador do
processo de ensino-aprendizagem. Muitas vezes os professores apresentam
resistência quando o assunto é mudança, proporcionando uma grande discussão de
como incluir metodologias no processo de ensino que proporcione a inclusão de
alunos com necessidades especiais dentro do âmbito educacional. Quanto mais
conhecemos determinado fato ou assunto, mais nos sentimos seguros diante dele. O
novo gera insegurança e instabilidade, exigindo reorganização e mudança. É comum
sermos resistentes ao que nos desestabiliza. Sem dúvida, as ideias inclusivas
causaram muita desestabilidade e resistência (MINETTO, 2008, p.17).

Assim, cabe aos professores procurar novas posturas e habilidades que


permitam compreender e intervir nas diferentes situações que se deparam, além de
auxiliarem na construção de uma proposta inclusiva, fazendo com que haja mudanças
significativas pautadas nas possibilidades e com uma visão positiva das pessoas com
necessidades especiais. Para que os objetivos do processo de inclusão sejam
alcançados, deve haver mudanças nesse processo dentro do contexto escolar, que
são realizadas através da reflexão comprometida e responsável pelos envolvidos
referente à realidade inclusiva. Considerando a importância do professor no processo
de ensino educativo e inclusivo, os objetivos deste trabalho foram analisar e avaliar
sua qualificação e habilidades frente à inclusão de alunos com necessidades especiais
e o processo de aprendizagem proposto para tais alunos, a fim de facilitar a inclusão
desses sujeitos de maneira eficaz e satisfatória.

Sabemos que para a construção de todo e qualquer estudo, torna-se necessário


um percurso metodológico. A partir disso, para o referido estudo, o desenvolvimento
da metodologia se deu de forma sistematizada, ou seja, partindo de uma investigação
bibliográfica do tipo qualitativo. Mediante uso de leituras de artigos e arquivos
documentais, que proporcionaram uma concretização sucinta da discussão do tema
em destaque.

Para que as escolas atendam ao processo de inclusão, os alunos com


necessidades educacionais especiais devem ser incluídos no ensino regular, onde o
cujo processo de ensino precisa de uma revisão, a fim de atender as demanda
individuais de cada aluno, independentemente de suas particularidades e diferenças,
de modo a adequar e organizar o Currículo Escolar e o Projeto Político Pedagógico da
instituição, contemplando a diversidade de sua comunidade escolar, formando um
equilíbrio entre o desenvolvimento dos conteúdos previstos e a socialização de todos
os envolvidos. Um currículo centrado fundamentalmente nos conteúdos conceituais e
nos aspectos mais acadêmicos, que propõe sistemas de avaliação baseados na
superação de um nível normativo igual a todos, lança ao fracasso alunos com mais
dificuldades para avançar nestes âmbitos. Os currículos mais equilibrados, nos quais o
desenvolvimento social e pessoal também tem importância e em que a avaliação seja
feita em função do progresso de cada aluno, facilitam a integração dos alunos
(MARCHESI, 2004, p. 39). A escola como suporte para a educação inclusiva depende
de adaptações de grande e médio porte. Os de grande porte competem aos órgãos
federais, estaduais e municipais de educação; as de pequeno porte são mudanças que
cabem das iniciativas dos professores, que devem buscar recursos para ampliar sua
qualificação, com o intuito de inserir esses alunos de forma eficaz e humana, com
direitos e tratamentos iguais na educação.

Quando se afirma que “a educação é um direito de todos”, faz-se necessário


compreender que a educação está baseada na aceitação das diferenças e na
valorização do indivíduo, independente dos fatores físicos e psíquicos. Nessa
perspectiva é que se fala em inclusão, em que todos tenham os mesmos direitos e
deveres, construindo um universo que favoreça o crescimento, valorizando as
diferenças e o potencial de todos. Inclusão tem sido um assunto recorrente em nossa
sociedade. Nesse contexto, está inserida a educação especial, que visa ao
atendimento a alunos com necessidades especiais. Diante do direito de todos de ter
acesso à educação de forma integrativa, essa discussão é mais que importante: é
fundamental.

Crianças com deficiências física, mental, visual e auditiva; crianças com altas
habilidades; e aquelas que possuem qualquer dificuldade no processo de estudo e
aprendizagem: todas elas têm direito garantido por lei a uma educação de qualidade e
ofertada de forma gratuita, dentro do ensino regular. Porém, isso realmente é colocado
em prática no cotidiano do nosso país? Para responder a essa pergunta, faremos uma
análise geral sobre a educação inclusiva no Brasil.

As políticas públicas são muito importantes para integrar todos os membros da


sociedade. Quando elas não existem, o preconceito e as ações de exclusão por tudo o
que foge à regra geral de um povo começam a aparecer. Sendo assim, até alguns
anos atrás, era mais do que comum pessoas com altas habilidades ou algum tipo de
deficiência serem colocadas à margem do convívio social, internadas em asilos ou
confinadas ao ambiente familiar, sem, na maior parte das vezes, nem receber uma
educação formal.

O primeiro passo para mudar esse cenário no Brasil veio com a criação, no Rio
de Janeiro, do Imperial Instituto dos Meninos Cegos e do Instituto dos Surdos-Mudos,
ambos da década de 1850. Apesar desses espaços proporcionarem conhecimento
sistematizado aos seus estudantes, ainda eram locais com caráter excludente e
voltados a públicos muito específicos. Com o tempo, outras ações foram tomadas e
podemos destacar a Lei 9.394, ou Nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação, criada
em 1996. Nela consta que todas as crianças e os adolescentes têm direito ao ensino
escolar. O problema é que a lei não enfatiza a questão da inclusão, deixando claro que
nem sempre será possível favorecer a integração dos alunos nas classes de ensino
regular. Essa situação muda com a chegada do Plano Nacional de Educação (PNE)
aprovado em 2014. Por meio dele, fica garantido um “sistema educacional inclusivo em
todos os níveis, etapas e modalidades”.

Educação inclusiva é diferente de educação especial, porém ambas ainda são


confundidas facilmente. A última é uma modalidade de educação voltada
exclusivamente para o público com algum tipo de deficiência ou altas habilidades. Já a
outra promove a integração social, ou seja, qualquer criança ou adolescente pode
aprender em conjunto dentro do ensino regular ofertado em escolas públicas e
privadas. Porém, como funciona a educação inclusiva na prática? Bem, para lidar com
as diferentes necessidades dos estudantes, é preciso que os professores e a equipe
administrativa dos colégios sejam capacitados de forma adequada. Fora isso,
estudantes com necessidades especiais podem ter acesso, caso seja necessário, a

um cuidador ou educador especializado. O objetivo é auxiliá-los na realização


de atividades e compreensão da aula.

Escola inclusiva é aquela que põe em prática ações para promover a


diversidade.

Para isso, ela deve ter:

• políticas pedagógicas adaptativas;

• professores bem capacitados;


• ambiente estrutural acessível;

• presença de um segundo professor na sala de aula;

• materiais e recursos didáticos adaptáveis às necessidades dos


estudantes;

• comunicação efetiva entre professores, pais e funcionários


administrativos;

• tecnologia assistiva e inclusiva;

• um projeto pedagógico no qual constem todas as ações de inclusão


trabalhadas no local.

O processo educativo já teve um grande avanço desde a instituição da


Constituição Federal, em 1988. Porém, a educação inclusiva ainda caminha a passos
lentos. Apesar de as escolas da rede pública já aceitarem alunos especiais em suas
turmas regulares, isso apenas não é o suficiente. É preciso oferecer um ensino de
qualidade a esses estudantes, algo que ainda não se tornou uma realidade. O
problema é que falta preparo pedagógico por parte da equipe escolar, faltam
metodologias realmente inclusivas e materiais que contribuam para o aprendizado.
Então, ocorre é que mesmo estando junto de outros estudantes, quem possui altas
habilidades ou deficiência acaba sendo excluído da convivência com os demais e
tendo seu desenvolvimento prejudicado.

Sendo a educação especial uma área de estudo relativamente nova no campo


da pedagogia, muitos professores encontram-se desestabilizados frente às
concepções e estruturais sociais no que diz respeito às pessoas consideradas
“diferentes”. Dessa forma, a partir do século XVI, a educação busca teorias e práticas
focadas ao ensino de qualidade, com profissionais comprometidos em dar aos seus
alunos um ensino de qualidade, independente de suas diferenças individuais. Nessa
perspectiva de está aberto a conhecer o outro, Freire (2005, p. 58) em sua obra
Pedagogia da Autonomia afirma que “o ideal é que na experiência educativa,
educandos, educadoras e educadores, juntos ‘convivam’ de tal maneira com os
saberes que eles vão virando sabedoria. Algo que não é estranho a educadores e
educadoras.”

Cabe ao professor realizar seu trabalho voltado ao direito da igualdade e de


oportunidade a todos, o que não exige um único modo de educar, mas o de poder
oferecer a cada indivíduo o que melhor atende às suas necessidades frente às suas
características, interesses e habilidades.

Formar um ensino que respeite a diversidade das pessoas e aprender com isso,
usufruindo de conhecimentos construídos por cada um na perspectiva de um
crescimento interpessoal, pois a possibilidade de aprendizagem dessas pessoas está
diretamente relacionada ao intuito de aprender, estimulado pelo professor e por todos
os sujeitos que se relacionam, possibilitando a aquisição de novas funções cognitivas
que será essencial para sua trajetória escolar, independente de suas necessidades
e/ou capacidades.

A inclusão implica uma mudança nas políticas educacionais e de


implementação de projetos educacionais do sentido excludente ao sentido inclusivo,
formando um ambiente onde a prática não precisa estar limitada a um sistema paralelo
de educação. Para que os professores possam trabalhar na educação inclusiva é
necessário que ocorram mudanças estruturais e pedagógicas, quebrando barreiras e
abrindo portas para os alunos com diversos tipos e graus de dificuldades e
habilidades.

Por fim, nota-se a importância do professor nesse processo, pois é através dele
que os alunos aprendem a conviver com as diversidades e diferenças na sala de aula,
fazendo com que haja um ensino voltado à compreensão e ao respeito mútuo, onde
não haja discriminações, pois não existem pessoas melhores e nem piores devidos às
suas particularidades, o que existe são diferenças que precisam ser superadas.

Planejamento Educativo:

Projeto:
“Incluir: um dever de todos”.

Tema:
Inclusão social/educacional.

Período:
Ano Letivo de 2022.
Séries/Anos comtempladas(os) no projeto:
1º ano do Ensino Fundamental / Turmas B e C.

Objetivo do projeto:
Promover o acesso ao currículo comum através de intervenções pedagógicas que
respondam às especificidades e às necessidades educativas do estudante público- alvo da
Educação Inclusiva, considerando as diferentes dimensões humanas e visando sua plena
participação.

Objetivo geral:
Integrar a todos, sem exclusões.

Conteúdo Programático:
 Conteúdos previstos nos planos de ensino do 1º ano;
 Comunicação expressiva e compreensiva;
 Autonomia e independência;
 Interdependência, cuidado e atenção pedagógica;
 Identidade e alteridade;
 Respeito, solidariedade e colaboração;
 Interação e participação.
 Atenção e memória;
 Signo, significado e significante;
 Permanência e mudança de objeto;
 Letramento social;
 Regras sociais.
Justificativa do projeto:

Promover uma maior integração de todos no ambiente escolar/social.


Objetivos Específicos:
 Fomentar atitudes que favoreçam práticas inclusivas através do exercício da
solidariedade, alteridade e respeito às diferenças;
 Atuar em conjunto com os demais professores da turma;
 Colaborar na organização de um ambiente seguro e propício à
aprendizagem;
 Flexibilizar currículos, avaliações e tempos escolares;
 Adaptar, orientar a adaptação e produzir materiais didáticos conjuntamente com os
demais professores;
 Ampliar as diferentes formas de comunicação já utilizadas pelo estudante;
 Sistematizar o uso de comunicação alternativa;
 Favorecer situações de trocas sociais;
 Promover contextos que exijam comportamento de solicitação;
 Enfatizar ações que favoreçam a atenção compartilhada;
 Orientar professores, funcionários, bolsistas e famílias na adoção de atitudes que
fortaleçam comportamentos adequados por parte dos estudantes público-alvo da
educação especial;
 Estabelecer articulação com a equipe técnica e profissionais de saúde;
 Realizar Atendimento Educacional Especializado em sala de recurso
multifuncional.
 Proporcionar aos estudantes um trabalho complementar específico, para que possam
superar e/ou compensar as limitações causadas pelos seus comprometimentos
sensoriais, físicos, intelectuais ou comportamentais, desenvolvendo e explorando ao
máximo suas competências e habilidades;
 Promover trocas de experiências e de saberes, bem como, informar e orientar os
pais, professores e demais profissionais envolvidos sobre o atendimento na Sala de
Recursos Multifuncionais, em especial sobre o desenvolvimento do estudante e seus
aprendizados;
 Estabelecer articulação com os professores da classe comum de cada estudante que
frequenta o Atendimento Educacional Especializado em parceria com os
profissionais que compõe a equipe multidisciplinar da escola,
visando à disponibilização dos serviços, dos recursos pedagógicos e de
acessibilidade, bem como, das estratégias pedagógicas que promovem a
participação do estudante nas atividades escolares.

Metodologia:
A professora do 1º ano “B” utiliza a metodologia de trabalho com base na Análise Aplicada
ao Comportamento (ABA), a professora do 1º ano “C” emprega os fundamentos da
Psicologia Cognitiva e Social. Ambas preveem adaptações de material didático e
flexibilização de currículos e tempos escolares quando necessário. Enfatizam a
comunicação expressiva e privilegiam as interações sociais.

Avaliação das atividades:


 Frequência;
 Atenção e participação;
 Tempo de permanência na atividade;
 Respostas às estratégias pedagógicas empregadas pelos professores;
 Acompanhamento do processo de aprendizagem manifestada.

REFERÊNCIAS
CALLIGARIS, C. A adolescência. São Paulo: Publifolha, 2000.
CANDAU, V. M. Reinventar a Escola. Rio de Janeiro: Vozes, 2000.
CARVAJAL, G. Tornar-se adolescente: a aventura de uma metamorfose. São
Paulo:
Cortez, 1998.
CHARLOT, B. Relação com o saber, Formação dos Professores e
Globalização. Porto
Alegre: Artmed, 2005.
FREIRE, P. Educação como prática da liberdade. 19 ed. Rio de Janeiro: Paz e
Terra,
1989.
__________. Medo e ousadia. 8. ed. São Paulo: Paz e Terra, 2000.
__________. Pedagogia da autonomia. 36. ed. São Paulo: Paz e Terra, 2007.
GALVÃO, I. Uma concepção Dialética do desenvolvimento infantil. Rio de
Janeiro:
Vozes,1995.
GASPARIN, J. L. Uma didática para a pedagogia histórico-crítica. 3 ed.
Campinas:
Autores Associados, 2005
GUILLOT G. O resgate da autoridade em educação. Porto Alegre: Artmed.
2008.
MIZUKAMI, M da G. N. Ensino: as abordagens do processo. São Paulo: EPU,
1986.

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