Índice
Introdução........................................................................................................................................2
1. Mencione as Carateristicas de Auto -domínio........................................................................3
2. Estabeleça a Relação entre os dois constituintes da responsabiblide.......................................4
3. Relação da ética com a Antopologia........................................................................................5
3.1. Relação da ética com a Sociologia.......................................................................................6
3.2. Relação da ética com a Psicologia........................................................................................6
3.3. Relação da ética com a Politica............................................................................................6
4. Relação entre fascinio, consternação e desejos........................................................................9
Conclusão......................................................................................................................................11
Referências Bibliográficas.............................................................................................................12
Introdução
O mundo está, longe de ser guiado de forma satisfatória, por princípios éticos. Os mesmos
fenômenos que dificultam a eficácia de uma ética universal, as mediações entre teoria e prática, e
os interesses do poder frustram entre nós as aspirações de um desenvolvimento justo e humano.
A Ética social procura dar conta da importância da dimensão do agir social do homem e propor
uma nova compreensão do ambiente de relacionamento no lugar onde convivemos, mudando o
nosso comportamento, a nossa maneira de ser e contribuindo para uma boa relação Social.
Relacionam-se também aos hábitos e costumes dependentes e interdependentes do
comportamento entre os indivíduos enquanto social e proveniente ou habitante dum certo grupo
de pessoas.
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1. Mencione as Carateristicas de Auto -domínio
O auto domínio segundo (Saura Calixto,1995) é o controlo das emoções e acções que dão
segurança para se tomar decisões combatendo a ansiedade e impulsividade. As suas
características principais são:
A aquisição de máxima independência do controlo externo do que conhece;
Serve para optimizar as condutas em função de um objecto concreto;
Potencia a reflexão e decisão racional ou cognitiva.
A cognição social segundo (Leon Festinger,1957) é um valor ético que provém de conhecimento
do individuo, esta, pode ser influenciada por costumes, hábitos, etc. E, cada individuo dentro da
sociedade tem o seu modo de agir dependendo das suas capacidade cognitivas adquiridas. Fala-
se de;
dissonância cognitiva, como o conhecimento de algo por um individuo que pode
influenciar o comportamento do outrem ;
dissonância cognitiva, como estado interno desagradável que as pessoas têm perante o
conhecimento de certo valor ético (costume, hábito) que este tende a reduzir sempre que
possível através do conhecimento do acto (Mau), para conseguir equilibrar enfim,
consonância é o equilíbrio do conhecimento.
A cognição ou conhecimento no seio individual ou social, envolve:
percepção de desejo;
Julgamento;
Intenção de conhecer;
Deliberação através do consentimento individual ou social do acto a efectuar;
o Juízo pratico através da escolha,;
comando da razão usando os meios da consciências e;
percepção de alcance ou do gozo do facto ético.
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Portanto, a consonância cognitiva neste caso, seria a capacidade de conhecimento do Homem do
seu comportamento ou conduta em equilíbrio com o conhecimento dos valores éticos (costumes
e hábitos) Bons ou Maus vividos dentro da sociedade.
Estratégia de Autodomínio:
Se o individuo conhece e pretende atingir a Felicidade, a conduta assertiva deve ser a
sua virtude, pois cria uma defesa adequada dos próprios direitos e actos éticos. Da
mesma forma, distingue a partir do conhecimento os valores éticos Maus, decidindo a
sua tomada de acção ou acto ético perante o seu autodomínio sem prejudicar a outrem;
Conduta agressiva; é uma defesa inadequada do próprio individuo sobretudo quando
conhece ou não o direito, o valor ético do facto. Pode o individuo agir também com
ignorância. Quer com conhecimento, quer com ignorância as duas posições sempre
tendem a conduta Má dentro do contexto social.
Conduta não agressiva é quando reconhecemos que há violação dos direitos e valores
éticos das pessoas, por não ser expressos ou orientados.
2. Estabeleça a Relação entre os dois constituintes da responsabiblide
Responsabilidade - é a propriedade recíproca no sujeito moral através da qual se deve sentir a
causa ou autor do acto moral. Deve-se sentir ainda as consequências e o individuo deve
responder diante da sua consciência e dos demais indivíduos.
No acto responsável o individuo tem que responder a causa e as consequências e, a resposta deve
estar sobre a sua consciência.
O sentido da responsabilidade
Segundo Hortelano(1970;268) o sentido da responsabilidade é uma atitude do homem total que o
impele a colocar-se em situação de radical disponibilidade quanto aos imperativos morais. É
característica do homem adulto e consciente. É como toda a atitude verdadeiramente existencial ,
é um fenómeno complexo. Inclui os seguintes aspectos:
1. Zelo pela verdade – O homem responsável não se deixa levar de preconceitos ou verbais.
Procura descobrir as autênticas exigências morais sejam quais forem , mesmo que não estejam de
acordo com os nossos gostos ou desejos. Cumpre-nos ser radicalmente sincero para aceitar os
verdadeiros valores que encontramos no nosso caminho;
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2. Atenção positiva aos sinais do tempo; -O homem responsável deve ser extraordinariamente
sensível à determinadas situações em que vive, já que por meio das circunstâncias se manifesta
de modo concreto os planos da vida;
3. Consciência dos próprios limites; - A autêntica responsabilidade não deve ser orgulhosa. Há-
de ter consciência de próprios limites e aceitar com humildade a responsabilidade em grupo,
dentro da qual se há-de sentir verdadeiramente activa;
4. Superação da anquilose moral; - O homem responsável tem que evitar a todo o custo a
anquilose da consciência, como faculdade estável, devida ao desprezo habitual das suas
exigências morais. Esta anquilose pode produzir negligências, precipitações ou má fé.
a) A responsabilidade como auto-responsabilidade
O sujeito deve ser percebido como a causa, a origem da acção moral e social e, este, deve ser
considerado consciente e livre nas suas acção, até que se prove contrário.
b) A responsabilidade como Diologicidade
Esta diologicidade pode ser vertical ou Horizontal.
É dialogocidade vertical, quando se sublinha um contrato com o transcendental, e o
homem tem essa capacidade. Os Teólogos afirmam que o ser Divino é quem inicia o
Dialogo e o homem deve dar resposta, comprometendo-se e agindo sob responsabilidade
das orientações Divinas para a sociedade.
É dialogocidade Horizontal, quando o homem abre-se com o outro homem na procura
de realização e assumindo a responsabilidade dos seus actos em relação ao outro dentro
do grupo, da comunidade e da sociedade.
3. Relação da ética com a Antropologia
Antropologias ( social, Cultural e filosófica) pelo facto destas ciências estudarem os costumes e
suas origem, como se expandem os hábitos e costumes e a ética poder verificar os
relacionamentos dos costumes Bom e Maus dentro das sociedades.
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3.1. Relação da ética com a Sociologia
A Sociologia pode utilizar-se dos conceitos filosóficos que envolvem a ética para entender
melhor as relações sociais entre as pessoas. A ética pretende racionalizar a moral e indicar
aquilo que é certo e o que é errado em uma sociedade.
Segundo Mendes (2001), em nossa sociedade segmentada e em conflito com o princípio da
igualdade de todos só tem existência retórica; sobram sentimentos racistas, preconceito,
estereótipos desqualificadores e práticas intolerantes.
A ética pública começa com a aceitação do outro como fundamentalmente igual, o que implica
que não se pode programar sua própria vida com indiferença ao destino de outros, que há uma
comunidade de interesses forçada e uma necessidade de inclusão; a igualdade fundamental já é
uma incipiente solidariedade.
O objetivo da ética é melhorar a vida humana, tendo em consideração que as pessoas vivem em
sociedade e o meio ambiente, por isso está incluído o respeito pelos outros.
Por outro lado, e de acordo com a Cortina (1996), a ética é normativa desde suas origens entre os
filósofos da Grécia antiga.
3.2. Relação da ética com a Psicologia
A Psicologia que também procura relacionar-se com ética na medida em que procura estudar o
homem no seu comportamento Bom e Mau, sobretudo no agir Social.
3.3. Relação da ética com a Politica
Ética busca determinar o que deve ser feito por indivíduos, enquanto a Política visa à
determinação do que o governo de um Estado ou uma sociedade política deve fazer e como deve
se constituir, - incluindo, sob a última, todas as questões quanto ao controle sobre o governo que
deveriam ser exercidas pelos governados.
A relação entre ética e política adquiriu formas e valores bem distintos ao longo da história da
humanidade, desde uma forte relação entre ética e política na Antiguidade, uma ruptura entre
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ambas no Renascimento e início da modernidade, uma crise de valores característica da
contemporaneidade até uma proposta atual de reaproximação entre ambas. Uma marca
característica da ética na Antiguidade é sua indissociabilidade com a política. Desde Platão e seu
discípulo Aristóteles, que a ideia de constituição da polis é perpassada pelo princípio de que a
cidade deve ser dirigida por governantes sábios, justos e virtuosos. É de Aristóteles, por
exemplo, a afirmação de que o homem é um animal político – zoon politikon. “Trata-se de um
homem ‘essencialmente destinado à vida em comum na polis e somente aí se realiza como ser
racional. Ele é um zoon politikón por ser exatamente um zoon logikón, sendo a vida ética e a vida
política artes de viver segundo a razão’” (LIMA VAZ, 2004, p. 38-39 apud PANSARELLI,
2009, p. 13). E Hélcio Corrêa afirma que na polis grega o cidadão só é reconhecido como tal a
partir de sua inserção na comunidade política e a razão prática que norteia a ação do cidadão
grego está intimamente ligada ao ethos “[...] entendido este como um conjunto de tradições,
costumes e valores próprios da vida na polis” (2011, p. 77) e, no caso de Aristóteles, “[...] as
noções de ética e política se completam reciprocamente na teoria da justiça” (2011, p. 77).
Ética e Política Hoje
Embora nem sempre haja convergência entre as práticas políticas e os princípios morais,
é fato hoje que a sociedade em geral está cansada de tantas notícias envolvendo escândalos
de corrupção e posturas não condizentes com nossos representantes políticos (tanto na esfera
do poder executivo quanto do legislativo) e clama por uma sociedade mais justa, no mesmo
sentido em que desde a antiguidade Platão e Aristóteles já destacavam o importante papel que a
justiça deve desempenhar para a vida em sociedade. Em um de seus pronunciamentos como
candidato à presidência da República, Rui Barbosa afirmou: “Toda a política se há de inspirar na
moral. Toda a política há de emanar da Moral. Toda a política deve ter a Moral por norte,
bússola e rota” (apud NOGUEIRA, 1993, p. 350). Além disso, “a intensa crise política no país
impõe que faça algumas reflexões sobre o problema da ética na política” (CHERCHI, 2009, p.
15).
Para alguns há uma incompatibilidade inelutável entre ética e política e ambas devem ser
consideradas em domínios opostos. Para outros “[...] há uma forte expectativa, particularmente
nos regimes democráticos, de que os governantes se conduzam de acordo com critérios de
probidade e justiça na administração dos negócios públicos” (DINIZ, 1999, p. 57). De qualquer
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forma é preciso considerar que o âmbito da esfera política não pode ser reduzido ao universo da
ética e da moral, pois como afirma Frota (2012, p. 14): “Os valores políticos transcendem os
valores éticos e o universo da política não pode ser confundido com o da ética”.
Tanto a ética quanto a política são temas de uma longa tradição do pensamento filosófico
e continuam a permear nossa realidade contemporânea por uma razão muito simples: não há
como pensar a vida em sociedade sem valores morais e sem organização política. A questão é: as
duas questões estão relacionadas ou devem ser tratadas de forma independente? Como vimos, ao
longo da história, nem sempre os filósofos tiveram a mesma opinião sobre o assunto e ainda hoje
esse tema é motivo de conflitos de ideias. Afinal, ética e política podem convergir entre si?
“Podem ser ambos referidos a um mesmo termo de comparação, ou pertencem a universos
incomensuráveis porque muito distantes? Pode-se responder de um e outro modo e articular a
resposta de muitos modos diferentes” (BOVERO, 1992, p. 143). Para Cherchi (2009, p. 15), “a
ética na política, diz respeito à conduta de cidadãos investidos em funções públicas, que como
agentes públicos são responsáveis por manter uma conduta ética compatível com o exercício do
cargo público para os quais foram eleitos” .
Por fim vale ressaltar que a sociedade contemporânea parece, de fato, cansada de ouvir
falar de tantos escândalos na política e a apatia e até mesmo repulsa de muitos cidadãos pela
política são a consequência direta da forma como a política é conduzida pelos nossos
governantes. Mas nem todos os cidadãos ficam passivos diante dos problemas que envolvem a
classe política. As mais recentes manifestações da população brasileira como as do ano corrente
ou as de 2014 ou 2013 atestam isso. A sociedade está cada vez mais disposta a se mobilizar pela
“moralidade pública”. Escândalos de corrupção envolvendo as mais importantes empreiteiras do
país na famosa operação Lava-Jato, os esquemas de corrupção conhecido como Mensalão, e até
mesmo décadas atrás, no conhecido “movimento pela ética na política” de 1992 que culminou
com o impeachment do ex-presidente Fernando Collor de Melo demonstram o quanto a
população está disposta a tomar as ruas se for preciso para acabar com a corrupção que assola o
nosso país. Sabemos que muito há ainda por ser feito e que a corrupção, talvez, dificilmente
tenha fim, já que são muitas as formas de manipulação, utilização e desvios de verba pública
para beneficiar interesses particulares e partidários. Contudo, há nos corações e mentes de
homens e mulheres sempre uma fagulha de esperança de que é possível viver numa sociedade
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mais justa e menos desigual. E é este sentimento que nos anima e nos move rumo a um futuro
melhor.
4. Relação entre fascinio, consternação e desejos
A realidade actual da Ética social manifesta-se através das demonstrações de fascínio,
consternação e desejos,
a) Fascinação
O homem apresenta uma característica de “ querer saber tudo” e a liberdade da pessoa
humana provoca conflitos devido a abertura excessiva (de Poder, conhecimento, autonomia,
etc.);
b) Consternação
O homem fica admirado da natureza, do mundo, dos sucessos que alcança e também de
medo. Quer dizer, vive num mundo duvidoso sem capacidade de reflexão sobre os valores do
bem;
c) Desejo de fuga
O homem vive com o espírito de fuga da funcionalidade da sociedade nova, procura formar
novos ‘estases’ devido a Stress, e procura descansar e refugiar a mente bem como a e parte
física do organismo, através de uso de Drogas, Álcool, sem se dar conta que este tipo de
refugio (costumes e hábitos maus) provenientes da livre escolha dou da liberdade são
prejudiciais ao próprio homem.
O homem além de actuar na base das novas manifestações da consciência, ele tem esperança e
procura a partir da ética incutir valores através do processo educativo. Procura algo que lhe
liberte, ele tem desejo de vencer a alienação, nele há também o desejo de senso de vida própria
(Chamar a sua consciência actos Bons) embora, haja um fundo escuro.
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Estes factores que influenciam a autonomia e autenticidade do agir do homem. Alguns são
acentuados e muito notórios e outros aparecem com influência lenta, provocando mudanças
progressiva no pensar e agir do homem em épocas diferentes. De salientar que, cada factor é
dependente do outro e varia a sua influencia dependendo da região e dos povos - rico, pobres,
costumes e hábito, entre outros.
Os efeitos de mudanças progressivas interferem nas civilizações e modos de pensar,
consequentemente na autonomia do agir humano, perante os factos. E isto pode observar-se em:
Quanto mais existir a diversidade de pensar, maior será a dinâmica do pensar do homem
em relação ao seu passado, presente e Futuro ( Quer dizer que o seu pensar torna-se
dinâmico), sofre mudanças devido a liberdade os seus actos;
O modo concreto do pensar - a antiga maneira de pensar tinha uma linha diferente da
actual, o pensar estava ligado ao Divino, na vida actual tudo tem explicação;
O modo antropológico do pensar ( Centralizado no homem) onde o homem passou a ter
outra concepção de manipulação dos sentimentos humano através de comunicação e
outros meios;
Nos sistemas de valores, há mudança na escala de valores, verifica-se uma estima
reduzida de valores, o que era transcendente e fascinante provocando medo, hoje a
realidade mostra o contrário e ultrapassado;
Existência uma nova relação entre problemas e Mistérios. Hoje percebe-se que a
mentalidade moderna muda e realiza os problemas.
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Conclusão
Feito o trabalho, conclui-se que A ética é a forma de proceder o ser humano em cada momento
da vida. Momentos onde suas atuações podem ser vistas pelas outras pessoas como corretas e
incorretas em sua vida diária.
Da mesma forma, pode-se dizer que cada pessoa se vê comprometida com seus atos e está
obrigada a justificar suas decisões que para o caso viessem sendo corretas ou incorretas. Estas
decisões vem sendo parte do modo de ser e agir de cada indivíduo.
O objetivo da ética é melhorar a vida humana, tendo em consideração que as pessoas vivem em
sociedade e o meio ambiente, por isso está incluído o respeito pelos outros. A nível social, a ética
reconhece o valor das demais pessoas e sugere reconhecer as diferenças individuais, de igual
maneira envolve a colaboração dos membros da comunidade e frente as necessidades dos
demais, mescla uma disposição a colaborar com quem o necessitam.
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Referências Bibliográficas
CAMARGO, Marculino. Fundamentos de ética geral e profissional. Petrópolis: Vozes,
1999.
Hortelano, A. Moral responsável, edição Paulista, Lisboa 1970;
MORIN, Edgar, Introdução ao Pensamento ético, edição Paulista, Lisboa, 1989;
SOUZA, Ricardo Timm. Ética como fundamento: uma introdução à Ética
contemporânea. São Leopoldo, Nova Harmonia, 2004;
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