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01 Introducao

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Licenciatura em

Gestão, Economia, Finanças e MAEG


Planeamento e Controlo de Gestão
2º semestre
2015/2016

João Carvalho das Neves


Professor Catedrático, Gestão
[email protected]
Rua Miguel Lúpi, 20 – Gab. 605

João Carvalho das Neves


Professor catedrático em gestão, ISEG
Membro do Conselho Geral e Supervisão, Vice-Presidente para Matérias
Financeiras e Auditora, Membro da Comissão de Estratégia e
Performance e da Comissão de Vencimentos
Membro do Conselho Consultivo para a Gestão da Raríssimas –
Associação das Doenças Raras
 Ph.D. Business Administration, Manchester Business School; MBA e licenciado em gestão
de empresas pelo ISEG.
 Professor convidado em HEC Paris, EM Lyon, Copenhagen Business School, Universidade
Federal de Minas Gerais, Fundação D. Cabral, FEPorto, Universidade Católica,
Universidade do Algarve, Universidade de Évora, Universidade de Coimbra.
 Presidente da Administração Central do Sistema de Saúde (no período de intervenção da
Troika 2011-2014), Administração da SLN e BPN na administração Cadilhe (2008-2009),
Gestor Judicial da Torralta e Casino Hotel de Troia (1993-1997) e TVI (1997-1998),
Consultor Associado da Coopers & Lybrand (1992-1993), Diretor geral (1987-1992) e
Formador (1985-1987) do CIFAG/IPE, Adjunto do controller da Cometna Industrial
Metalúrgica e Metalomecânica (1981-1985). Consultor em diversas empresas
nomeadamente, Sonae, SIBS, Unicre, CGD, Cimpor, Secil, etc..
 Autor de diversos livros de gestão: Análise e relato financeiro, Controlo de gestão,
Avaliação de empresas e negócios, Avaliação da performance estratégica da empresa, ABC
das fusões e aquisições, Análise de investimentos imobiliários, BPN: Estado a mais,
supervisão a menos.
© JCNeves, ISEG Lisbon, 2016 2

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Objetivos

 O objetivo da disciplina é dar aos alunos uma formação sólida nas diversas ferramentas do controlo
de gestão, bem como a capacidade de as utilizar, conceber e implementar de acordo com as
necessidades específicas das empresas onde o aluno venha a trabalhar como quadro ou consultor. A
informação a preparar não vale per si nem as técnicas apresentadas como metodologias standard e
rotineiras. Devem ser antes contextualizadas no campo da formulação e implementação da
estratégia da empresa e como tal, fazem parte de um sistema que evoluiu em face do nível do ciclo
de vida da empresa
• Utilizar o sistema de informação contabilística e preparar informação para apoio à
tomada de decisão sobre política de preços, produção versus outsourcing,
lançamento e abandono de produtos, entre outras decisões estratégicas;
• Ajudar na organização e estruturação do sistema de controlo de gestão de uma
empresa, nomeadamente na definição dos centros de responsabilidade e preços
de transferência interna, elaboração de orçamentos, sistemas de reporting
mensal, balanced scorecards, sistemas de avaliação da performance e de
incentivos, de acordo com a estratégia da empresa;
• Compreender de que modo a informação financeira e não financeira
afecta o comportamento dos gestores e a tomada de decisão
© JCNeves, ISEG Lisbon, 2016 3

Programa

1. Introdução ao controlo de gestão nas organizações


2. Tipologia de custos
3. Custos relevantes e tomada de decisão
4. Sistemas de apuramento de custos
5. Estrutura organizacional e centros de responsabilidade
6. Preços de transferência interna
7. Sistemas de avaliação da performance
8. O processo de gestão e o controlo orçamental
9. Sistemas integrados de avaliação da performance
10. Sistemas de incentivos
11. Conceção e implementação do sistema de controlo de gestão

© JCNeves, ISEG Lisbon, 2016 4

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Bibliografia

 Livros Base:
− Jordan, H., J. Neves e J. Rodrigues (2015 ou 2011),
O Controlo de Gestão: Ao Serviço da Estratégia e
dos Gestores, 10ª edição, Áreas Editora, Lisboa.
− Drury, C. (2012), Management and Cost
Accounting, 8th edition, Cengage Learning, London
 Outros Livros de apoio:
− Carvalho das Neves, J. (2011), Avaliação e gestão
da performance estratégica da empresa, Texto
Editores, 2ª Ed.
− Atkinson, A. A., Kaplan, R. S., Matsumura, E. M. e
Young, S. M. (2012), Management Accounting, 6th
edition, Upper Saddle River, Prentice-Hall
© JCNeves, ISEG Lisbon, 2016 5

Exercícios

 Os exercícios sobre os diferentes conceitos


relacionados com os Sistemas de Controlo
de Gestão expostos ao longo do curso
serão disponibilizados através da
Plataforma Áquila

© JCNeves, ISEG Lisbon, 2016 6

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Avaliação

 A classificação final é de 0 a 20 valores que é


calculada da seguinte forma:
 Avaliação contínua, resolução casos e exercícios –
40%
 Prova escrita individual – 60%
 A nota final será obtida através da média
ponderada das classificações obtidas nos dois
critérios acima enunciados. Na prova escrita
individual é permitido consulta de elementos de
estudo.

© JCNeves, ISEG Lisbon, 2016 7

Princípios a seguir

 Pontualidade a chegar à sala de aula


 Os telemóveis devem ser desligados antes do inicio da aula.
 O aluno deve vir às aulas e participar ativamente no seu
processo de aprendizagem.
 O aluno que não pretenda fazer a avaliação contínua deve
informar o docente nas duas primeiras semanas de aulas
 Organizar a sua agenda com as datas importantes da
cadeira e tomar as melhores opções
 Leitura de jornais e revistas sobre gestão e negócios é
fundamental para o desenvolvimento profissional e
académico

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1. Introdução ao controlo de
gestão nas organizações

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Controlo de gestão nas


organizações

Crescimento

Estratégia de
negócio

Lucro Controlo
Fonte: Robert Simons (2000)

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Controlo de gestão nas
organizações

Dilemas dos gestores


 Tensão entre resultados no curto-prazo, desenvolvimento
de competências no longo-prazo e aproveitamento de
oportunidades
 Tensão nas expectativas de diferentes entidades face ao
desempenho da organização
 Tensão nas oportunidades e na focalização da atenção na
resolução de problemas
 Motivar as pessoas para o sucesso da organização

© JCNeves, ISEG Lisbon, 2016 11

Controlo de gestão nas


organizações

Anthony e Govindarajan (2003)


− Processo conduzido de forma repetitivo e coordenado através do
qual os gestores asseguram que as pessoas com quem trabalham
implementam as estratégias concebidas.

Simons (2000)
− Procedimentos e rotinas formais que proporcionam a
− informação que os gestores utilizam para
− manter ou alterar padrões nas atividades da organização.

© JCNeves, ISEG Lisbon, 2016 12

6
Controlo de gestão nas
organizações

Implicações
− Uma ferramenta ao serviço da implementação das estratégias
desejadas (outras ferramentas: estrutura, cultura e recursos
humanos)
− Congruência de objetivos -> redução dos custos de agência
− Orientação comportamental

© JCNeves, ISEG Lisbon, 2016 13

Controlo de gestão nas


organizações

Controlo e o nível organizacional

Hierarquia Tipo de controlo Natureza produto final

Missão, objetivos,
objetivos,
Gestão Topo Controlo estratégico
estratégias, políticas

Implementação (planos
Gestores 1.º nível Controlo operacional acção e controlo
objetivos)
objetivos) das estratégias

Controlo da performance:
Gestores operacionais Controlo de tarefas eficiência e eficácia das
tarefas individuais

© JCNeves, ISEG Lisbon, 2016 14

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Controlo de gestão nas
organizações

Informação que os gestores utilizam nas actividades


organizacionais

O que foi feito e O que a empresa


concretizado face ao pretende fazer?
plano? Controlar Planear

Dirigir Organizar
Como posso
comunicar e
influenciar o Como levar a cabo o
comportamento dos plano?
RH?

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Controlo de gestão nas


organizações

Papéis dos SCG

Fonte: Jordan, Carvalho das Neves e Azevedo Rodrigues, 2011


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Controlo de gestão nas
organizações

Instrumentos de pilotagem

Fonte: Jordan, Carvalho das Neves e Azevedo Rodrigues, 2011


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Controlo de gestão nas


organizações

SCG de orientação de comportamento


DIRECÇÃO GERAL

CENTRO A CENTRO B CENTRO C CENTRO D

CENTRO B1 CENTRO B2 CENTRO D1 CENTRO D2

Centros de Responsabilidade
Critérios de Avaliação do Desempenho
Preços de Transferência Interna
Fonte: Jordan, Carvalho das Neves e Azevedo Rodrigues, 2011

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Controlo de gestão nas
organizações

Instrumentos de diálogo
• Negociação dos objectivos • Crítica aos objectivos

• Negociação dos planos e • Crítica aos meios utilizados


orçamentos

• Crítica aos resultados


• Análise e interpretação dos
desvios
• Crítica à interpretação dos desvios
• Negociação das medidas
correctivas • Crítica aos planos e medidas
correctivas

GESTORES CONTROLADORES

Fonte: Jordan, Carvalho das Neves e Azevedo Rodrigues, 2011


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Controlo de gestão nas


organizações

Evolução dos sistemas de controlo gestão


S is te m a s d e c o n trolo
in te ra c tiv o s
C rise

S is te m a s d e fro n te ira e s tra té g ic o s

In tro d u ç ã o S is te m a s d e c o nv ic ç õ e s
dos SCG C ris e
S iste m a s fro n te ira d e c o n d u ta d e n e g ó c io

P la n e a m e nto e s is te m a s de c o n tro lo d ia g n ós tic o


C ris e
C on tro lo in te rn o

C ic lo vid a S ta rt-u p C re scim en to M a tu rid a d e

C e n tros d e A g ru p a m e nto e m
E s tru tu ra da E s p ec ia liz açã o
In form a l re su lta d o s b a se a d os p ro d u to s/re g iõe s/clie
org a niza ç ã o fu n cio n a l
n o m e rca d o n te s

Focalização Obrigação legal Retrospetivo Prospetivo Integrado

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Controlo de gestão nas
organizações

Papel do controller
 Montar um sistema que efetivamente conduza a
comportamentos e decisões coerentes com a estratégia
 Fornecer os instrumentos adequados para que cada
responsável operacional controle a sua área de atividade: o
controlador não tem o papel de gestor
 Criar instrumentos adequados para que os responsáveis
hierárquicos exerçam o controlo de gestão, pois
descentralização não é independência
 Consultor na implementação e uso desses instrumentos

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