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Educação Medieval: Patrística e Escolástica

A educação na Idade Média foi marcada pela influência da Igreja e tentativa de conciliar razão e fé. Dividiu-se em Educação Patrística, representada por Santo Agostinho, e Escolástica, representada por Santo Tomás de Aquino, que especulou sobre a fé aceitando o que a razão não explicava.

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Educação Medieval: Patrística e Escolástica

A educação na Idade Média foi marcada pela influência da Igreja e tentativa de conciliar razão e fé. Dividiu-se em Educação Patrística, representada por Santo Agostinho, e Escolástica, representada por Santo Tomás de Aquino, que especulou sobre a fé aceitando o que a razão não explicava.

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A EDUCAÇÃO NA IDADE MÉDIA

Cátia Regina de Oliveira Schneider


Prof. Marcos Neotti
Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI
Licenciatura em História (HID0771) – História da Educação
21/08/07

RESUMO

A Educação na Idade Média é uma síntese da fundamentação da Educação Medieval, onde a


religião surge como elemento singular, que, exposto à racionalidade, acentua a preocupação
apologética, ou seja, a defesa incontestável da fé cristã. Divide-se a educação na Idade Média
basicamente em duas tendências que aqui estão especificadas: a educação Patrística e a
Escolástica, representadas respectivamente e principalmente por Santo Agostinho e Santo Tomás
de Aquino.

Palavras-chave: Educação; Religião; Razão.

1 INTRODUÇÃO

Este estudo trata da educação no período medieval (sécs. V a XV), portanto mil anos, onde
esta foi marcada pela tentativa de conciliar a razão e a fé.

Com a queda do Império Romano (séc. V), deu-se a formação de inúmeros reinos bárbaros
cujo os chefes pouco a pouco foram sendo convertidos ao cristianismo, surgindo assim uma
soberana influência da Igreja na educação do mundo ocidental.

O predomínio da temática religiosa, da defesa da fé cristã e do trabalho de conversão dos


não-cristãos, onde o “crer para compreender e compreender para crer” fez com que a cultura greco-
romana praticamente desaparecesse, principalmente no período feudal, salvo pelos monges que
conseguiram conservá-la nos mosteiros.

Pode-se dividir, simplistamente, a Idade Média em duas tendências fundamentais: a


Educação Patrística, que auxilia a exposição racional da doutrina religiosa, e a Escolástica,
dominante nas escolas durante o Renascimento carolíngio, onde se pretende promover uma
especulação filosófico-teológica.
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2 A EDUCAÇÃO PATRÍSTICA

Filosofia contida nos trabalhos dos Padres da Igreja, (de onde originou-se o nome), inicia-se
no período decadente do Império Romano, no século III.

A retomada da filosofia platônica fundamenta a necessidade da criação de uma rigorosa


ética moral, do controle racional das paixões e a predileção pelo supra-sensível.

A patrística auxilia a exposição racional da doutrina religiosa, preocupando-se


principalmente com a relação entre fé e ciência, com a vida moral, com a natureza de Deus e da
alma.

Alguns de seus representantes principais foram Clemente de Alexandria, Orígenes e


Tertuliano. Porém, a figura de principal destaque é Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona.

Santo Agostinho defende uma iluminação pela qual a verdade é infundida no espírito
humano por Deus e segue, conforme citado anteriormente, a tradição platônica, que “via sempre o
Perfeito por trás de todo imperfeito e a Verdade absoluta por trás de todas as verdades particulares”.
(ARANHA; MARTINS, 1986, p.134).

3 A EDUCAÇÃO ESCOLÁSTICA

A especulação filosófico-teológica que se desenvolve do séc. IX até o Renascimento é


denominada escolástica, assim designada por ter sido dominante nas escolas surgidas durante o
Renascimento carolíngio.

O Imperador Carlos Magno (séc. VIII), com o intuito de incrementar a cultura, fundou as
escolas monacais, junto aos mosteiros, as catedrais, junto às igrejas e as palatinas, junto às cortes.
Contratou diversos sábios, como o inglês Alcuíno de York, que foi diretor da escola instalada no
palácio do próprio Imperador.

A base do currículo educacional medieval, tratou sobre tudo das “Sete Artes Liberais”,
distinguidas já por Platão no que chamou de trivium (gramática, retórica e dialética) e quadrivium
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(aritmética, música, geometria e astronomia). As artes liberais eram assim chamadas por
compreender não somente o conhecimento, mas uma produção que decorria imediatamente da
razão.

Desenvolveu-se então um novo conceito de educação, onde, acreditavam os pensadores


desta época, as palavras possuíam em si a possibilidade de resgatar a experiência humana
esquecida.

As universidades surgiram a partir do séc. XI, destacando as de Paris, Bologna e Oxford,


tornando-se focos fecundos de reflexão filosófica.

A Igreja condena, a princípio, o pensamento aristotélico, que, traduzido a partir do séc. XII,
chegava deformado à Europa, adquirindo contornos panteístas, pois era traduzido do grego para o
sírio, do sírio para o árabe, do árabe para o hebraico e do hebraico para o latim medieval.

Santo Tomás de Aquino consulta a tradução de Aristóteles feita diretamente do grego,


recupera o pensamento original, faz as devidas adaptações à visão cristã, e escreve a “Suma
Teológica”, onde as questões de fé são abordadas racionalmente e coloca a filosofia como
instrumento de auxílio ao trabalho da teologia. Aristóteles assim é cristianizado e surge então a
filosofia aristotélico-tomista.

O mais destacado dos escolásticos, Santo Tomás de Aquino (1225-1274), dividia as


verdades em duas categorias: crenças cujas as veracidades podiam ser provadas com a razão, e
crenças cujas as verdades ou falsidades não podiam ser provadas. Considerava que a razão não era
inimiga da revelação, e que, quanto mais racional a humanidade se tornava, também se tornava mais
cristã.

À partir do século XIV, posturas dogmáticas contrárias à reflexão, obstruem as pesquisas e


a livre investigação. Assim, a escolástica sofre um processo de autoritarismo, o “princípio da
autoridade”, a aceitação cega das verdades dos textos bíblicos.

Este período, denominado de a fase do magister dixit, que em latim significa “o mestre
disse”, é marcada por um rigoroso controle, feito pelo Santo Ofício (Inquisição), órgão da Igreja
que examinava o caráter herético das doutrinas. As obras julgadas proibidas eram colocadas numa
lista, o Index. Caso considerassem o caso muito grave, o próprio autor era julgado, e se condenado,
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queimado vivo. Se a leitura fosse permitida, recebia a nihi obsta (nada obsta), e podia ser divulgada.

Uma das figuras pouco enquadradas à escolástica com mais expressão foi o padre
franciscano Roger Bacon (séc. XIII), pertencente à Escola de Oxford. Bacon foi perseguido em
várias ocasiões, por gerar desconfiança ao tentar aplicar às ciências métodos de experimentação e
matemáticos.

4 CONCLUSÃO

A educação no período medieval destaca a influência e soberania da Igreja, podendo-se


concluir que este foi um período em que a educação sofre uma certa obscuridade. Há um absoluto
interesse pelas discussões religiosas. Mesmo quando se envolve a razão, a “revelação” surge como
verdade única na produção do conhecimento.

A Patrística, onde se infunde a fé como uma verdade incontestável e irreflexiva e a


Escolástica onde se começa a especular sobre a fé, porém aceitando o que a razão não explica, não
permitiam ao estudante e aos pensadores o livre pensar, o que era passível de severas e rigorosas
punições.

A educação medieval também reedita a valorização do conhecimento teórico, e desdenha as


atividades práticas e manuais, isso sendo observado com maior ênfase no período do modo de
produção feudal.

5 REFERÊNCIAS

ARANHA, Maria Lúcia de Arruda; MARTINS, Maria Helena Pires. Filosofando: introdução à
filosofia. São Paulo: Moderna, 1986. p.132-138.

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