Disciplina: PRR - Prevenção e Controle de Riscos em Máquinas,
Equipamentos e Instalações II
Identificação da tarefa: Tarefa 2. Envio de arquivo
Pontuação: 20 pontos
Tarefa 2
1. Realize um estudo dirigido com o mínimo de 5 páginas e o máximo 10,
baseando-se na RTP 05 - Instalações Elétricas Temporárias em Canteiros de
Obras (FUNDACENTRO) e nas Normas Regulamentadoras correlatas,
abordando as seguintes questões:
Considerações gerais do trabalho envolvendo eletricidade e a
importância do tema;
Relacionar seis medidas de proteção coletiva e individuais para as
atividades envolvendo eletricidade em canteiros de obras. Apresente
suas reflexões quanto às proteções relacionadas.
2. A partir do estudo dirigido elaborado, faça um formulário padronizado
para avaliação de risco no trabalho envolvendo eletricidade.
1. Estudo Dirigido RTP 05
Introdução:
Uma preocupação necessária a quem se preocupa com a segurança é atender
as normas técnicas que estão em vigor. Quando se trata de choques elétricos,
as principais fontes seriam a Norma Regulamentadora 10: Segurança em
Instalações e Serviços em Eletricidade, e a ABNT NBR 5410: Instalações
Elétricas de Baixa Tensão. Outra referência importante e que será a base
desse estudo dirigido é a Recomendação Técnica de Procedimentos (RTP-05):
Instalações Elétricas Temporárias em Canteiros de Obras, da Fundacentro.
A importância do tema:
A importância de tratar o tema da eletricidade é que ela é um agente de risco
responsável por muitos acidentes, considerando-se tanto danos pessoais aos
trabalhadores envolvidos nas atividades quanto a usuários da utilidade, mas
também devem ser considerados os prejuízos materiais. Muitos riscos podem e
devem ser identificados por meio de uma análise preliminar sensorial, como por
exemplo, o risco de queda em um trabalho em altura, o risco devido ao
vazamento de gases tóxicos ou combustíveis que sejam percebidos pelo olfato,
ambientes com temperaturas extremas etc., mas quando se fala de
eletricidade, equipamentos e dispositivos que estejam energizados só pode ser
constatado o risco associado através de instrumentos específicos.
Uma das principais causas de acidentes de grande gravidade e que levam a
morte, decorrem do choque elétrico em canteiros de obras. Esse quadro é
bastante estarrecedor em razão do alto grau de riscos para a segurança dos
trabalhadores e dos materiais (equipamentos, instalações, produto etc.) e é
decorrente da falta de cuidados necessários na elaboração de projetos e por
vezes nas dificuldades de execução na manutenção das instalações elétricas
temporárias dos canteiros de obras. Outro fator agravante é quando tais
atividades são realizadas por profissionais não qualificados. Assim observa-se
no estudo da Fundacentro.
“A organização americana NIOSH (National Institute for occupation Safety and
Health) apresenta uma estatística em que a eletrocussão é a terceira causa de
acidentes fatais no local de trabalho entre jovens trabalhadores, situando-se
em 12% do total. Devido a esses fatos, é necessário que trabalhos em
eletricidade sejam executados com a utilização de procedimentos específicos
de segurança, aliados a um intenso programa de treinamento em conformidade
com uma assumida política de segurança do trabalho nas empresas.” (NR 10
comentada, apostila USP)
Dessa forma, é necessário reduzir o quadro atual de acidentes de trabalho que
envolvam instalações elétricas, com o objetivo de reduzir os riscos e os perigos
às pessoas envolvidas, como também, reduzir as perdas de energia e os danos
às instalações e materiais. Isso requer que sejam adotadas medidas que
permitam o uso seguro e adequado da eletricidade.
Considerações gerais:
Conforme se vê no relatório da Abracopel (Associação Brasileira de
Conscientização para os Perigos da Eletricidade), no período de 2013 a 2020,
um total de 446 trabalhadores civis, sejam ajudantes ou pedreiros, morreram
em decorrência de acidentes com choque elétrico em o canteiro de obras.
Mas o que é o choque elétrico?
De acordo com a RTP 05 da Fundacentro, o choque elétrico é a passagem de
uma corrente elétrica pelo organismo do ser humano, que é chamada de
corrente de choque. Essa corrente de choque circula pelo corpo e tem o
potencial de provocar efeitos significativos com consequências diversas,
podendo chegar à matar. Essas consequências dependem de algumas
condições como a intensidade da corrente, do tempo de exposição, do
percurso tomado pela corrente pelo através do corpo humano e de condições
orgânicas da pessoa.
O choque elétrico pode ocorrer de 2 formas, através de contato direto e
indireto. O primeiro caso é o contato das pessoas ou animais com estruturas
energizadas, o segundo é o contato com estruturas condutoras que ficaram
energizadas acidentalmente.
Alguns conceitos são importantes sobre a corrente elétrica no corpo humano. A
menor corrente sensível ao corpo é definida como limiar de percepção; quando
a corrente passa pelos tecidos nervosos pode provocar a paralisia da
musculatura, denominada tetanização; também pode ocorre a chamada parada
respiratória, quando a corrente paralisa os pulmões e os músculos peitorais; a
asfixia é quando os músculos ligados à respiração se contraem e/ou os centros
nervosos que comandam a função respiratória paralisam por conta de
correntes elétricas superiores ao limite de largar. Se a corrente elétrica
permanece, o indivíduo perde a consciência e morre sufocado; Se a corrente
elétrica atinge diretamente o músculo cardíaco, pode perturbar seu
funcionamento regular e gerar a fibrilação ventricular e a queimadura ocorre
quando a passagem da corrente promove o aquecimento do corpo ou partes e
pode ter efeitos variados.
Localização dos Riscos Elétricos:
Analisando a RTP 05, identifica-se a caracterização dos locais com riscos
elétricos. Em geral, o trabalho realizado cerca de redes elétricas que estejam
energizadas, sejam elas internas ou externas ao canteiro de obra, só é
permitido quando tais redes estiverem devidamente protegidas contra contatos
que possam ocorrer acidentalmente pelos trabalhadores, sejam eles diretos ou
indiretos. Deve-se considerar o risco de indução. Os locais que costumam ser
de maior risco nos canteiros de obras são os quadros de distribuição, os
dispositivos de proteção e manobra, as instalações aéreas e/ou subterrâneas,
as tomadas, iluminação provisória, máquinas e equipamentos.
Controle de energias perigosas:
Por ser a eletricidade uma energia perigosa, deve ter um controle conforme
legislação. O controle deve atender a Gestão de Riscos Elétricos e o Programa
de Gestão de Riscos Elétricos, sempre com a finalidade de proteger os
trabalhadores.
Basicamente, o controle deve seguir as seguintes etapas: preparação,
desligamento ou neutralização, isolamento ou desenergização, bloqueio,
etiquetagem, liberação ou controle de energias armazenadas.
O RTP ainda traz consigo a necessidade da implementação do PIE (prontuário
de instalações elétricas) que tem o objetio de reunir documentos importantes
relacionados às instalações elétricas.
Também é tratado no RTP as instalações elétricas de áreas classificadas.
Entende-se como área classificada todo local onde há a possibilidade de existir
explosões ou onde pode se formar misturas explosivas com o ar (ou com CO2 )
devido à presença de gases, vapores, poeiras em proporção que cause
explosão. Nesse caso, medidas específicas devem ser tomadas.
Também é informado quando ao IP (índice de proteção) que é apresentado na
norma brasileira (ABNT, 2017) e é aplicado aos invólucros dos equipamentos
elétricos e objetiva: proteger pessoas contra contato com partes energizadas
desprotegidas e ferimentos com partes móveis; e salvaguardar equipamentos
elétricos contra a penetração de corpos estranhos ou água em seu interior.
Medidas de Proteção Coletivas e Individuais
Conforme definido na NR 06, EPI é todo dispositivo ou produto de uso
individual utilizado pelo trabalhador, destinado à proteção de riscos suscetíveis
de ameaçar a segurança e a saúde no trabalho. Para trabalhos com
eletricidade, são de uso obrigatório, conforme previsão na NR 10
(BRASIL,2004). Além dos EPIs, os equipamentos de proteção coletiva (EPCs)
também são necessários à segurança dos trabalhadores nos canteiros de
obras
Botas: proteção para os pés com a finalidade de proteger contra choques
elétricos, mas também contra choques mecânicos. Em trabalhos envolvendo
eletricidade é necessário que a botina não tenha elementos metálicos.
Luvas: proteção para as mãos. Assim como as botas, as luvas isolantes
protegem as atividades contra choques elétricos e dependendo do modelo e
aplicação também protegem contra choques mecânicos.
Óculos: os óculos protegem os olhos contra projeções, mas também protegem
contra a irradiação de arco elétrico.
Capacete: o capacete protege a cabeça contra choques mecânicos, quedas de
objetos etc. mas também impede o contato acidental com circuitos
energizados.
Os 4 EPI’s apresentados não impedem o evento em si, mas impedem ou
reduzem as consequências de um choque elétrico. Ou seja, a bota não impede
que se pise em um cabo, as luvas não impedem o contato com bornes etc.,
mas isolam o corpo humano das estruturas energizadas.
Multímetro: equipamento que é utilizado para detectar a presença ou ausência
de tensão. Deve ser utilizado por profissional habilitado e deve estar
devidamente especificado para evitar acidentes.
Barreiras: tem o objetivo de delimitar, sinalizar e informar sobre as áreas
permitidas, proibidas e risos existentes. As barreiras podem ser do tipo físico ou
moral (por exemplo, uma etiqueta).
2. Formulário Padronizado para avaliação de riscos com eletricidade
Análise de Riscos para Atividades com eletricidade
Área isolada e
Atividade Riscos EPI's EPC's Bloqueio de energia Treinamento NR10 Área classificada
identificada
1 ( ) S; ( ) N; ( ) S; ( ) N; ( ) S; ( ) N; ( ) S; ( ) N;
2
3
4
5
6
7
8
9
10
Responsável:
Executantes:
Referências
FUNDACENTRO. Recomendação Técnica de Procedimentos – RTP 5 –
Instalações Elétricas Temporárias em Canteiros de Obra. São Paulo: 2007.
MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO. NR 10 – Segurança em
instalações e serviços em eletricidade. Brasília. 29 abr. 2016.
MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO. NR 06 – equipamento de
proteção individual. Brasília. 24 out. 2018.
<chromeextension://efaidnbmnnnibpcajpcglclefindmkaj/[Link]
nr10/arquivos/apostila_nr10_comentada.pdf> acesso em 15/05 de 2022.
Anuario Abracopel 2013, 2014, 2015, 2016, 2017, 2018, 2019, 2020