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Controlo Integrado de Oidio

O documento discute o controlo integrado do oídio na cultura da abóbora no distrito de Moamba em Moçambique. Analisa a situação atual da doença e sua história na região, além dos objetivos de longo e curto prazo do projeto de controle. Ele propõe vários componentes de um sistema de controle integrado, incluindo pesticidas botânicos, controle cultural e químico. O documento também discute a implementação, monitoramento e avaliação econômica do projeto.

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Controlo Integrado de Oidio

O documento discute o controlo integrado do oídio na cultura da abóbora no distrito de Moamba em Moçambique. Analisa a situação atual da doença e sua história na região, além dos objetivos de longo e curto prazo do projeto de controle. Ele propõe vários componentes de um sistema de controle integrado, incluindo pesticidas botânicos, controle cultural e químico. O documento também discute a implementação, monitoramento e avaliação econômica do projeto.

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FACULDADE DE AGRONOMIA E ENGENHARIA FLORESTAL

DEPARTAMENO DE PROTECÇÃO VEGETAL


Curso de Engenharia Agronómica

Disciplina: Controlo Integrado de Pragas, Doenças e Infestantes

Tema:

Controlo integrado de oídio na cultura de Abobora em Moamba

Discentes: Docentes:

 Cumbe, Orcélio das Neves António Eng. Amândio Muthambe

PhD. Amelia Sidumo

Eng. Francisco Muguambe

Maputo, julho de 2021


Controlo integrado de oídio na cultura de Abobora em Moamba Agosto de
2021

Índice
1. Introdução .................................................................................................................... 4

2. Situação actual................................................................................................................. 4

2.1. Análise histórica ......................................................................................................... 4

2.2. Análise socio-económica ............................................................................................ 5

3. Análise do conhecimento actual ...................................................................................... 6

3.1. Biologia e ecologia da doença ..................................................................................... 6

3.2. Métodos de controlo ................................................................................................... 6

3.3. Avaliação das perdas................................................................................................... 6

4. Objectivos do projecto ....................................................................................................... 7

4.1. Objectivo a longo prazo .............................................................................................. 7

4.2. Objectivo imediato ...................................................................................................... 7

5. Desenho do sistema de CIP ............................................................................................. 8

5.1. Alvo do sistema de Controlo integrado ....................................................................... 8

5.2. Componentes do sistema de CIP a implementar .......................................................... 8

5.2.1. Pesticidas botânicos .............................................................................................. 8

5.2.2. Controlo cultural .................................................................................................. 9

5.2.3. Controlo químico................................................................................................ 10

5.2.4. Informação adicional .......................................................................................... 11

5.3. Análise dos atributos do sistema de CIP .................................................................... 12

6. Implementação do projecto........................................................................................... 13

6.1. Plano de actividades .................................................................................................. 13

6.7. Recursos necessários para implementar as actividades .............................................. 14

6.3. Estrutura organizacional da implementação do projecto ............................................ 15

7. Resultados do projecto .................................................................................................. 16

7.1. Indicadores económicos da cultura de abobora .......................................................... 16

7.1.1Estrutura de custos ............................................................................................... 16

CUMBE, ORCELIO DAS NEVES ANTONIO 2


Controlo integrado de oídio na cultura de Abobora em Moamba Agosto de
2021

7.1.2. Rentabilidade da cultura ..................................................................................... 17

8. Factores externos ........................................................................................................... 17

9. Revisão Bibliográfica .................................................................................................... 17

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Controlo integrado de oídio na cultura de Abobora em Moamba Agosto de
2021

1. Introdução

A maioria da população de Moamba, dedica-se à produção em sequeiro com baixa


produtividade e alto risco, em explorações familiares de menos de 1 hectare e dependentes
das condições de pluviosidade. Existem grandes extensões de antigas propriedades
agrícolas abandonadas que outrora foram pertença de privados ou antigas machambas
estatais. Uma das principais culturas produzidas pelos agricultores é a abóbora. Associação
dos Agricultores da Moamba quer promover o incremento da produção da abobora de nos
campos agrícolas de forma sustentável, implementando o controlo integrado do oídio no
distrito.

Cliente: Associação dos Agricultores da Moamba.

Financiador: Fundo Nacional de Desenvolvimento Sustentável

2. Situação actual
2.1. Análise histórica
O oídio afecta as folhas expondo-as à queimadura do sol e é causado por um fungo que se
desenvolve em temperaturas baixas, orvalho e nevoeiro pesado (CATÁLOGO RURAL, 2005).
Causa sérias perdas em áreas secas, húmidas, frias ou quentes, porém a doença é mais grave
em áreas secas e quentes. O fungo reduz a superfície funcional das folhas, causando perdas no
rendimento e na qualidade dos frutos, entretanto, raramente leva à morte. Os primeiros
sintomas da doença em folhas, pecíolos e hastes jovens são manchas de cor amarela-palha
(ROCHA, 2006).

O distrito foi afectado pelas cheias de 2000, que destruiu muitas culturas da região, afectando
negativamente a produção dos agricultores. O distrito de Moamba, do ponto de vista climático
segundo a classificação de Koppen e denominado pelo clma do tpo Bs clima seco de estepe,
tem uma temperatura media anual que oscila entre 23º a 24º C e precipitação anual entre 580 a
590mm

O distrito tem duas estacoes, uma quente de temperatura mais elevadas e de precipitação
acentuada que vai de outubro a Marco e outra fresca e precipitação não acentuada

Nos últimos anos, ela vem ocasionando perdas em várias culturas, sendo constatado o aumento
gradual de danos irreparáveis, Os sintomas mais comuns são as lesões verde-claras a amarelo

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Controlo integrado de oídio na cultura de Abobora em Moamba Agosto de
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intenso que surgem na página inferior das folhas. No centro destas lesões podem desenvolver-
se pontos necróticos formando por vezes anéis concêntricos.

2.2. Análise socio-económica


Estima-se em 229 mil hectares o potencial de terra arável do distrito da Moamba (cerca de
metade da área total) estando ocupados pela exploração agrícola menos de 20% desta área
(24.500 ha de sequeiro e 9.100 ha irrigados) e pela pecuária cerca de 60 mil hectares de
pasto, isto é, 23% da terra arável.

 A maioria da terra explorada em regime de consociação de culturas alimentares


principais, milho e mandioca.

Exploracoes e area
area exploracoes
7000
6000 6438
5000
4000
3000
3106 3106
2000
1000
920
0
milho mandioca

A Moamba possui cerca de 10 mil explorações agrícolas familiares com uma área média é
de 1.3 hectares. Metade das explorações do distrito têm menos de 1 hectare, apesar de
ocuparem somente 20% da área cultivada, agricultura é praticada em explorações
familiares de 1 hectare, em regime de consociação de culturas com base em variedades
locais. As principais culturas são o milho, amendoim, feijão-nhemba, abóbora, cana
sacarina, batata-doce e mandioca, alimentando-se a população de cereais e tubérculos
(milho, mandioca e arroz) acompanhados de verduras, feijões, amendoim, peixe e carne de
caça.
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Controlo integrado de oídio na cultura de Abobora em Moamba Agosto de
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3. Análise do conhecimento actual


3.1. Biologia e ecologia da doença
Os oídios (Erysiphe cichoracearum) são causados por fungos pertencentes à subdivisão
Ascomycetos, ordem Erysiphales, família Erysiphales. Sua fase imperfeita corresponde ao
Gênero Oidium, da ordem Moniliales, família Moniliaceae, subdivisão Deuteromycota.
Caracterizam-se por serem parasitas obrigatórios.

Inicialmente a doença manifesta-se por manchas pequenas mais ou menos redondas, com
um crescimento branco pulverulento na página inferior da folha e dos ramos tenros, mais
tarde aparecem também na página superior das folhas e nos caules, acabando por cobrir
toda a planta.

O fungo forma esporos muito abundantes que no seu conjunto dão especto pulverulento
característico desta doença, estes esporos são disseminados pelo vento, é uma doença
policíclica.

Os oídios, embora sejam comuns e causem severas doenças tanto no frio como em áreas
quentes e úmidas, são normalmente, na maioria das culturas, mais severos em climas
quentes e secos. Isso acontece porque seus esporos podem ser liberados, germinar e causar
infecções mesmo quando a U. R. do ar é baixa.

Eles se situam entre os principais fitopatógenos, ocorrendo em todas as regiões do globo e


na maioria das espécies vegetais cultivadas.

3.2. Métodos de controlo


O controlo de doenças de plantas, com consequente redução de perdas, é de grande
importância no sistema produtivo, sendo necessário entender que controlar doenças implica
em mantê-las em níveis economicamente toleráveis (MIZUBUTI & MAFFIA, 2006).

Os métedos de controlo adotados pelos produtores são: consociação. Rotação de culturas,


lavouras, muitos produtores não aplicam muitos pesticidas para o controlo de oídio nos
campos.

3.3. Avaliação das perdas


O oídio raramente causa a morte da planta, eles extraem as suas reservas nutricionais, que
poderiam ser utilizados para fins produtivos. Além de diminuírem o potencial produtivo
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Controlo integrado de oídio na cultura de Abobora em Moamba Agosto de
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das plantas, o oídio afecta a qualidade do fruto colhido reduzindo o rendimento, no distrito
de Moamba não há registo de perdas significativas da cultura de abobora.

 O dano causado depende muito da susceptibilidade do hospedeiro, podendo causar


prejuízos de até 40%.

BIZI (2006), afirmou que o oídio pode causar perdas significantes quando não controlado
prontamente, comumente pode ser encontrado em viveiros, estufas e em condições de
campo.

A ocorrência e o progresso das doenças em populações de plantas são fatores


condicionantes para a estimativa de danos e consequentemente estratégias de controle que
permitam o uso racional dos meios disponíveis. Assim, conforme CARDOSO et al. (2006),
o monitoramento das doenças no tempo e no espaço constitui-se na base de todo e qualquer
programa de manejo integrado, devendo ser uma prática frequente na região,
independentemente do tamanho e da região onde se desenvolve.

4. Objectivos do projecto
4.1. Objectivo a longo prazo
Os agricultores do distrito da Moamba tem usado métedos culturas, como a consociação
com outras culturas, tem aplicado pesticidas, com a implementação do programa de
controlo integrado a longo prazo se espera que todos os agricultores adotem métedos
combinados para o controlo do oídio na cultura de abobora e a seja sustentável para os
produtores.

 O programa seja sustentável para os agricultores.

4.2. Objectivo imediato


 Manter a qualidade ambiental.
 Aumentar a quantidade e qualidade do abobora produzida e comercializada,
 Diminuir o nível da densidade de oídio na cultura, fazendo a integração de vários
métedos de controlo do oídio no adotados pelos agricultores na região.

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Controlo integrado de oídio na cultura de Abobora em Moamba Agosto de
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5. Desenho do sistema de CIP


O desenho do sistema de controlo integrado de oídio:

Método
Método
cultural
químico

Rotação de cultura Pesticidas botânicos

Época de sementeira Pesticidas químicos


Controlo integrados do
Consociação oídio
Irrigação

Eliminação de plantas doentes

Método Controlo
mecânico preventivo

Lavoura Limpeza de equipamentos

Destruição de hospedeiros alternativos

5.1. Alvo do sistema de Controlo integrado


O programa vai abranger uma área de 1,200 ha de terras compostos por 900 agricultores da
região.

5.2. Componentes do sistema de CIP a implementar


5.2.1. Pesticidas botânicos

Pesticidas à base de margosa são efectivos contra os fungos, não degradam o ambiente, ou uso
dos pesticidas a base químico podem ser usados, como enxofre.

Use semente certificada e livre de doenças e use um espaçamento na sementeira de acordo com
as recomendações.

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Controlo integrado de oídio na cultura de Abobora em Moamba Agosto de
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5.2.2. Controlo cultural


5.2.2.1. Rotação de culturas

A rotação de culturas reduz o desenvolvimento do oídio que é um parasito obrigatório, que


necessita de tecidos vivos das plantas para sobreviver, a rotação de culturas é a mais eficiente
entre os métodos culturais de controlo.

A rotação de culturas consiste no cultivo alternado de espécies vegetais diferentes no mesmo


local e na mesma estação anual. O princípio de controlo envolvido na rotação de culturas é
eliminação do substrato apropriado para o patógeno. A ausência da planta cultivada anual
(inclusive as planta voluntárias e os restos culturais) leva à erradicação total ou parcial
reduzindo infestação na cultura.

 O fungo sobrevive em restos de culturas e os conídios são facilmente disseminados


pelo vento;
 Usar cultura que não seja hospedeira do fungo.

5.2.2.2. Irrigação

Os produtores devem usar rega por gravidade para reduzir a disseminação,

Estabelecer quebra-ventos com o objetivo de minimizar a disseminação do patógeno podendo


fazer a consociação com algumas culturas produzidas localmente. Utilização de quebra ventos
e não utilizar irrigação por aspersão, diminuindo o tempo de molhamento foliar (REIS, 2007).

5.2.2.3. Época de sementeira:

O período seco e com baixa ocorrência de chuvas favorece o desenvolvimento desta doença e
baixa luminosidade favorece o progresso da doença. As condições ótimas para a ocorrência da
doença são temperaturas em torno de 25 °C e umidade relativa do ar entre 40 a 60%.

 Os agricultores podem produzir a abobora na época de elevada precipitação, porque as


chuvas lavam os conídios e danificam o conidióforo e micélio e quentes.

5.2.2.4. Lavoura

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Controlo integrado de oídio na cultura de Abobora em Moamba Agosto de
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A lavoura deve ser feita de forma a eliminar os hospedeiros alternativos e restos da cultura,
podendo fazer uma lavoura e seguida de uma gradagem.

5.2.2.5. Consociação

Os produtores podem fazer consociação da abobora com milho ou mandioca sendo uma das
culturas principalmente produzidas pelos agricultores.

A consociação com essas culturas vai servir de barreiras físicas, que irão reduzir a disseminação
do inoculo para outras plantas através do vento.

5.2.3. Controlo químico


Entre as principais medidas de controlo do oídio, esta a utilização de fungicidas (BEDENO,
2011; SARTORATO et al., 1996), tanto fungicidas sistêmicos como também fungicidas
convencionais. Os principais fungicidas utilizados como produtos químicos para o controle
do oídio incluem produtos a base de enxofre,

 As vantagens do enxofre são a baixa toxicidade ao homem e aos animais e o baixo


custo.
 Aplicação de fungicidas a base de enxofre é um eficiente e econômico meio de
controlo. Estes fungicidas devem ser aplicados antes do aparecimento do fungo. O
controlo químico com produtos sistêmicos poderá ser utilizado em situações onde
o uso do enxofre não é aconselhável.

Na cultura do abobora, o manejo do oídio deve ser implementado pela adoção conjunta
de medidas como: estabelecer os plantios em sentido contrário aos ventos
predominantes, evitando a disseminação do fungo de áreas contaminadas;

Uso de cultivares com algum nível de resistência; eliminação e destruição de plantas


remanescentes, plantas daninhas e/ou hospedeiros potenciais; eliminação de restos
culturais.

 Essas práticas de manejo devem ser usadas de acordo com as condições ambientais
de cada região, buscando assim a eliminação ou redução do inóculo inicial e da taxa
da doença, diminuindo as perdas ocasionadas pelo patógeno.

5.2.4. Resistência de plantas

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Controlo integrado de oídio na cultura de Abobora em Moamba Agosto de
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Consiste no uso de variedades resistentes ao ataque de oídio.

 Os produtores devem se informar se existem no mercado variedades resistentes ou


tolerantes, adaptadas e apreciadas comercialmente (variedades de interesse), ou
usar semente própria selecionar nos seus campos a semente de plantas que não estão
atacadas por oídio pois estas podem ser resistentes
 Uso de variedades resistentes ou tolerantes.

5.2.5. Controlo preventivo

Limpeza de equipamentos

A limpeza dos equipamentos deve ser feita depois de ser usados para que não haja introdução
da fonte de inoculo em campos.

5.2.3. Produtos, equipamentos e respectivos procedimentos de uso

No programa vai se usar culturas que não sejam hospedeiro do oídio das culturas produzidas
pelos agricultores, como mandioca, milho, amendoim, batata-doce e feijão.

Produtos e Equipamentos

 Vai se usar enxofre 80% WP, deve ser aplicado num intervalo de 2 semanas,
 Morestan 25% WP; deve iniciar a aplicação quando as plantas apresentarem de 3 a 5
folhas definitivas, repetir a intervalo de 1 a 2 semanas.
 O enxofre e Morestan devem ser aplicados nos campos usando tractores para a
pulverização, diminui o tempo de aplicação.
 Belante 50% WP, deve ser tratar a semente, antes da sementeira para aumentar o vigor
da semente, usar equipamento de protecção durante o tratamento.
 Variedades resistentes de abobora;
 Tractores,

5.2.4. Informação adicional


Durante a implementação do programa do controlo do oídio em Moamba vai se utilizar alguns
equipamentos disponíveis a nível local, como tractores, pulverizadores, etc. vai consistir na
distribuição de sementes de variedades resistentes através do Ministério da Agricultura a
Associação de Agricultores de Moamba.

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Controlo integrado de oídio na cultura de Abobora em Moamba Agosto de
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5.3. Análise dos atributos do sistema de CIP


Na área dos pequenos regadios há predominância de praticas culturais baixas, isso causando
redução significantes na produção a implementação deste programa de controlo de oídio em
Moamba visa a aumentar a produção e rendimento ganho pelos produtores durante a
comercialização.

 A combinação dos métodos descritos acima visa garantir o controlo do oídio


continuadamente.
 Esses método mantem a ocorrência do oídio na região a níveis baixos, com vista a
aumentar a produção obtida.
 Visto que actualmente a população faz a aplicação de químicos de forma
irregular (chegando a não aplicar) para o controlo do oídio, fazendo a
consociação de abobora e outras culturas, rega por gravidade, durante a
implementação do programa vai se combinar varias praticas como rotação de
culturas, sistema de rega a ser usado, maneio da cultura, aplicação de pesticidas.
 A implantação dos métodos vai garantir a redução da disseminação da fonte de inoculo
do oídio sendo policíclica, mantendo a níveis aceitáveis, e consequentemente
aumentado a produção da abobora na região.

Pressupostos:
1. Actualmente a perda na produção de abobora no distrito de Moamba causada pelo
oídio é estimada em 40%, isso acontece quando os produtores não controlam o
oídio, reduzindo a quantidade potencial da cultura.
2. Com a implementação do projecto, espera-se um aumento na quantidade produzida
de 60% para 95%, a combinação dos métedos do controlo podem garantir isso nas
condições da área, onde há disponibilidade de alguns inputs, como sistema de rega
tractores para a preparação da terra sem atrasar a data de sementeira.

 Os métedos desenhados para o programa de controlo de oídio em Moamba, não sai da


realidade dos produtores da região, esses métodos dinamizam o controlo de oídio e
aumentam a produção, isto é, eles estão inseridos no contexto dos campos agrícolas,
sendo simples e flexível de implementar.

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Controlo integrado de oídio na cultura de Abobora em Moamba Agosto de
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 O programa será sustentável a medio e longo prazo para os agricultores da região,


mantendo-se um ciclo perpétuo do controlo do oídio na área para a cultura da abobora,
proporcionando na área uso de práticas que diminuirão a ocorrência do oídio a níveis
aceitáveis. Os produtores serão capacitados a ter conhecimentos básicos de controlo e
quando aplicar as medidas de controlo do oídio.
 O métodos desenhados para o controlo do oídio em Moamba, são considerados
ambientalmente saudáveis, isto é, o desenho elaborado consistem em usar a integração
de varias praticas culturas, para manter o oídio a níveis aceitáveis, sem recorrer somente
a aplicação de pesticidas químicos para o controlo.

6. Implementação do projecto
6.1. Plano de actividades

Actividades a ser Executor Quando realizar Objectivo da realização


realizadas
Identificação da área Gerente do programa Antes do desenho do Saber quantos e qual é a
abrangida pelo de controlo integrado projecto dimensão da área do
projecto e No de do oídio projecto
agricultores
Fornecer sementes, Associação dos Antes do início da Garantir que a população
pesticidas aos agricultores de época agrícola tenha insumos adequados
produtores Moamba

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Controlo integrado de oídio na cultura de Abobora em Moamba Agosto de
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Lavoura e gradagem Produtor Na época de Preparar a terra e destruir a


sementeira fonte de inoculo e
hospedeiro do oídio
Identificação dos Agente de extensão ou Durante o Verificar a fonte do
Sintomas, produtores desenvolvimento da inoculo e os hospedeiros
epidemiologia do capacitados cultura
oídio
Monitoramento Agente de extensão Regularmente Identificar e avaliar o
densidade
Capacitação dos Agente de extensão Ocorrência do oídio na Dotar o produtor de
produtores sobre os cultura conhecimento, em relação
níveis aceitáveis a quando implementar
outro método para manter
a níveis baixos
Aplicação de Agricultores Se for necessário fazer Reduzir a fonte de inoculo
pesticidas o controlo químico, a
altos níveis nos
campos

Estimar a quantidade Gerente do projecto Durante a colheita e a Determinar os lucros e a


produzida na área do comercialização da quantidade produzida
projecto e o cultura segundo os imputs
rendimento
Balanço dos métedos Gerente do projecto No fim da época Avaliar a eficiência dos
implementados no agrícola métedos desenhados
programa

Eliminar ou não fazer rotação com os hospedeiros do oídio no campo, Alface e Quiabo.

6.7. Recursos necessários para implementar as actividades


Em Moamba, durante a implementação do projecto vai se precisar de:

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Recursos

Humano Gerente do projecto


Agentes de extensão
Produtores
Supervisor do projecto
Material Sementes de abobora
Enxofre 80% WP
Morestan 25% WP
Belante 50% WP
Combustível
Alimentação
Equipamentos 8 Tratores (*)
900 Pulverizadores (*)
5 Motas
Armazém dos equipamentos (pesticidas, tractores)
Telemóveis
Financeiro Estima-se 2,5 Milhões de meticais

(*) Equipamentos que estão disponíveis na associação ou pelos produtores.

6.3. Estrutura organizacional da implementação do projecto


 Suporte a administrativo
Direcção Nacional do Plano e Orçamento
 Instituições envolvidas
Direcção Distrital de Agricultura e Desenvolvimento Rural
Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural
Associação de Agricultores de Moamba
 Modelos de liderança
Modelo de extensão do tipo & V

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Controlo integrado de oídio na cultura de Abobora em Moamba Agosto de
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1. Supervisão rigorosa aos agentes de extensão;


2. Planeamento rígido;
3. Visitas fixas;
4. Apoio preferencial aos agricultores de contacto;
5. Optimização dos recursos disponíveis
 Sistemas de coordenação e comunicação usados no programa será um modelo
grupal onde haverá: reuniões, Excursões, demonstração de métodos, demonstração
de resultados; palestras.

7. Resultados do projecto
7.1. Indicadores económicos da cultura de abobora
7.1.1Estrutura de custos
A análise da estrutura de custos abaixo, permite observar que nos sistemas de produção de
abobora analisados os agricultores alocam maior parte dos seus recursos monetários na
aquisição dos insumos.

Tipo de custo Antes do projecto Implementação do CIP


Custos de insumos 3.000,00 (32%) 4.500,00 (37%)
Custos de maquinaria 3.500,00 (30%) 3.500,00 (29%)
Custo de mão-de-obra 2.800,00 (37,6%) 4.000,00 (33%)
Custos totais variáveis 9.300,00 12.000,00

O programa vai aumentar o investimento dos agricultores em 2.500,00Mts por agricultor para
aumentar a produção, para compra de sementes certificadas, fertilizantes, etc.

Com base na tabela, quando os agricultores os custos de aluguer de maquinaria são os que
apresentam menor contribuição na estrutura global de custos de produção, o que sugere que a
mecanização da agricultura é ainda deficiente.

Com a implementação do programa do controlo do oídio espera-se que o aumento de


investimento do agricultor, aumenta a produção até 95%.

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Controlo integrado de oídio na cultura de Abobora em Moamba Agosto de
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7.1.2. Rentabilidade da cultura


Na tabela acima, pode-se observar que comercializando a folha da abobora ao preço de 25,00
Mt/Kg e a abobora ao preço de 75MT/Kg, o valor de produção com a implementação do
programa é cerca de 2 vezes superior ao valor de produção obtido no sistema sem a
implementação do programa, isto é, os produtores actualmente tem colhido 60% do produto
com o aumento de inputs aumentam a quantidade colhida para 95%, aumentando os lucros
durante a comercialização.

8. Factores externos
Fraca disponibilidade de agente de extensão, para poder dar assistência técnica aos
produtores.
Falta de pagamento da energia electrica e agravamento das taxas, nos blocos de
regadios, o que vai dificultar a rega na área do projecto.
Causas tradicionais que podem limitar a adoção de alguns métodos.
Ocorrência de estiagem, reduzindo a quantidade de água no rio dos pequenos
regadios.
Dificuldades na tomada de decisão em adotar as estratégias de controlo integrado
do oídio.

9. Revisão Bibliográfica
 BEDENDO, I. P. Oídios. In: AMORIM, L.; REZENDE, J. A. M.; BERGAMIN
FILHO, A. Manual de Fitopatologia. São Paulo: Ceres, 2011
 BIZI, R. M. Alternativas de controlo do mofo-cinzento e do oídio em mudas de
eucalipto. 2006. 80 f. Dissertação - Universidade Federal do Paraná, Curitiba, 2006;
 CARDOSO, J. E.; SANTOS, A. A.; FREIRE, F. das C. O.; VIANA, F. M. P.;
VIDAL, J. C.; OLIVEIRA, J. N.; UCHOA, C. DO N. Monitoramento de Doenças na
Cultura do Cajueiro. Fortaleza, 2006;
 Disconzi M.S. Fitopatologia II. Uruguai 2008;
 MICHEREFF, S. J. Fundamentos de fitopatologia. Recife, Universidade Federal
Rural de Pernambuco, 2001;

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Controlo integrado de oídio na cultura de Abobora em Moamba Agosto de
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 Ministério da Administração Estatal. Perfil do distrito de Moamba província de


Maputo, edição 2005;
 MIZUBUTI, E. S. G.; MAFFIA, L. A. Introdução á Fitopatologia. Viçosa:
Universidade Federal de Viçosa, 2006;
 PINTO O.R. O., HONORATO T. B, Importância do oídio em plantas cultivadas.
Brasil. 2014
 SARTORATO, A.; RAVA, C. A.; RIOS, G. P. Doenças fúngicas e bacterianas da
parte aérea. In: ARAUJO, R. S.; RAVA, C. A.; STONE, L. F.; ZIMMERMANN,
M. J. (Cords). O. Cultura do feijoeiro no Brasil. Piracicaba: Potafos, 1996.
 SEGEREN et al. Pragas doenças e ervas daninhas nas culturas alimentares em
Moçambique. INIA.1994
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reabilitacao-do-bloco-i-do-regadio-de-moamba-provincia-de-maputo-relatorio-do-
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CUMBE, ORCELIO DAS NEVES ANTONIO
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