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TERAPIA COGNITIVA-COMPORTAMENTAL DA DEPRESSÃO
TRABALHO ACADÊMICO REFERENTE À
DISCIPLINA DE PSICOLOGIA DA PERSONALIDADE III
DO CURSO DE GRADUAÇÃO PSICOLOGIA, QUINTO SEMESTRE.
PROFESSOR GLEISON GOMES.
GAMA - 2022
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RESUMO
O artigo traz como abordagem os conceitos sobre a Depressão e o Tratamento
Cognitivo como uma das opções terapêuticas. Neste sentido, o trabalho apresenta e
discute um estudo de caso de um paciente com um quadro depressivo e a eficácia do
tratamento, utilizando-se deste método, onde se propõe a usar técnicas estruturadas,
tendo sua efetividade no caso analisado, o terapeuta consegue analisar quais são as
situações que levaram este paciente a formar crenças, baseados em eventos que
aconteceram no passado, podendo assim, gerar um quadro de depressão; para
complementação o artigo traz um questionário de pesquisa como ferramenta de
análise.
PALAVRAS-CHAVE: depressão, método, terapia cognitiva comportamental.
ABSTRACT
The article approaches the concepts of Depression and Cognitive Treatment as
one of the therapeutic options. In this sense, the work presents and discusses a case
study of a patient with a depressive condition and the effectiveness of the treatment,
using this method, where it proposes to use structured techniques, having its
effectiveness in the analyzed case, the therapist can analyze what are the situations
that led this patient to form beliefs, based on events that happened in the past, which
could thus generate a picture of depression; as a complement, the article brings a
survey questionnaire as an analysis tool.
Keywords: depressao,method, cognitive behavioral therapy.
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JUSTIFICATIVA
Compreender e entender o conceito da Depressão assim como conhecer a
eficácia da TCC como uma abordagem terapêutica para o tratamento, após o
diagnóstico. O tratamento através da TCC, para Beck, Freemam, & Davis, (2004),
pode reverter o quadro depressivo; pois assim como as crenças distorcidas
desenvolvidas ao longo de sua vida resultam em pensamentos negativos, os autores
acreditam que a terapia cognitiva deve ajudar o paciente a desconstruir estas crenças
e modificar os pensamentos que o indivíduo tem de si mesmo, do mundo e do futuro,
ou seja, a TCC reformula as próprias cognições para que, desta maneira, ele
desenvolva um novo modo e esquema de vida, passando a viver melhor com novo
ponto de vista, logo pode se afirmar que a técnica da TCC desenvolve confiança e
cooperação entre paciente-terapeuta e vice-versa, trazendo eficácia ao tratamento.
OBJETIVO
Mostrar de maneira concisa um quadro depressivo e conhecimento da
população sobre o tema, portanto trazer conhecimento acerca da depressão, tanto no
desenvolvimento dos sintomas como alertar a quem busque saber que a doença não
é ‘frescura', que tem tratamento, desta maneira objetiva apresentar a TCC como uma
terapia eficaz em todo o seu processo, incluindo as modificações cerebrais para um
melhor funcionamento neuronal. O alerta às pessoas é que saibam dar atenção aos
sintomas e sinais de forma consciente, ampare e encaminhe o indivíduo de maneira
correta. A negatividade que o paciente apresenta é uma característica que dificulta o
tratamento, para Davis & Younggren, (2009) o tratamento pode ser difícil no início por
estes aspectos, mas depois de algumas sessões, o terapeuta já elaborou ideias
eficazes para que a terapia flua de forma produtiva e assertiva.
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METODOLOGIA
O presente estudo, rata-se de uma Metodologia de procedimento Bibliográfico
e Pesquisa de Campo, isto é, através de estudos e leituras de livros, artigos/
documentos acadêmicos e Estudo de Caso, além de Questionário como instrumentos
de pesquisa. Assim, a revisão bibliográfica traz conhecimento sobre os conceitos ao
tema que propõe o artigo, o estudo de caso analisa a eficácia da Técnica da Terapia
Cognitiva para quem tem a Depressão e a pesquisa instrumental mostra o
conhecimento da população sobre o tema.
Portanto, para a realização deste documento, a direção inicial fora direcionada
por livros e artigos científicos que nortearam o conhecimento conceitual e veracidade
para as narrativas apresentadas pelo estudo de caso, que corroborou para validar a
tenacidade do tratamento. O estudo fora organizado em sua justificativa e objetivos,
resultados da pesquisa por questionário e estudo de caso onde trouxe seu
desenvolvimento, discussão e resultados.
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PARTICIPANTES
Participaram desta pesquisa o paciente B, a Psicóloga G no estudo de caso; a
população que fora entrevistada de modo remoto, a saber vinte e duas pessoas, com
idades entre 23 e 50 anos de vida.
INSTRUMENTOS
Relato de um psicólogo real e paciente depressivo;
Questionário Elaborado no GOOGLE FORMS contendo 10 perguntas.
PROCEDIMENTO
Observar o questionário e o gráfico com respostas inserida, em anexo, neste
artigo, onde mostra todas as perguntas e respostas, traz gráficos percentuais sobre o
conhecimento dos pesquisados e pessoas inseridas com idade entre 23 e 50 anos,
do sexo feminino e masculino de diversas profissões, questionário este simples,
objetiva o conhecimento dos entrevistados sobre o tema, com perguntas conceituais
de múltipla escolha.
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HISTÓRIA DO PARTICIPANTE DO ESTUDO DE CASO
Paciente B de 22 anos, mora com os pais, tem três irmãos e nove irmãs, uma
família bem grande. Sua fonte de renda é obtida por venda, onde trabalha na loja de
roupa de uma de suas irmãs. Ela entrou no processo terapêutico com queixas de
pensamentos negativos que estava tendo sobre ela, comportamento auto lesivos,
relação conflituosa com a família, pensamentos suicidas e ansiedade.
Resultados e discursão
Os transtornos depressivos são conceituados por características de tristeza
grave ou persistente que altera o funcionamento e, em sua grande maioria, traz apatia
para quem a desenvolve. Embora a causa exata seja desconhecida, ela
provavelmente tem caráter hereditário, biológico com alterações e desorganização
sistemático, tanto no sistema neurológico como endócrino, e inclui também fatores
ambientais ou psicossociais. Dispondo desse conhecimento, o estudo de caso
analisou o caso a seguir em sua contextualização como seu tratamento e resultado.
A busca da Paciente B por ajuda e o acolhimento da Psicóloga G, a paciente
busca ajuda terapêutica pois sentia sintomas depressivos sem ter entendimento sobre
o que estava ocorrendo em suas emoções. A princípio ela não trouxe como queixa a
depressão, foi uma demanda percebida pela psicóloga G que a paciente B tinha esse
comportamento depressivo. A análise foi toda voltada para o comportamento e análise
disfuncional. As intervenções foram feitas utilizando técnicas da TCC.
No início e decorrer das sessões foram observadas e percebidas as seguintes
demandas: depressão, ambiente familiar ‘invalidante’, prisão em suas relações
vivenciadas no passado, padrão comportamental inacessível em relação a suas
emoções e fuga esquiva de sair de casa, aumentando o distanciamento de vínculos
sociais. Diante disso foi percebido a depressão pela psicóloga G que observou que
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dentro da sua família sempre havia várias discussões, B era a que discordava da
opinião de todas as outras pessoas, discussões estas geralmente advindas com
temas de política e demais assuntos sociais, B sempre discordava de tudo que todos
propunham e era tratada como doida, esquerdista e todas as denominações possíveis
sobre suas discordâncias.
Dentro do sistema educacional sofreu bullyng e não tinha amigos; iniciou um
curso de Química, mas trancou o estudo por achar que não daria conta se vendo como
incapaz. Sobre suas relações afetivas, B não tem amigos, foge ao máximo para não
sair de casa, se mantendo trancada no quarto; sobre relacionamento amoroso,
namorou três vezes e foram bem prejudiciais para sua história. Nunca havia feito
tratamento psiquiátrico e esse foi seu primeiro contato com um psicólogo.
Após diagnosticado, o paciente necessita de, além da interação
medicamentosa e acompanhamento psiquiátrico, psicoterapia e uma das abordagens
proposta neste estudo é a Terapia Cognitiva da Depressão. No estudo de caso
analisado, foi elaborado pela Psicóloga G alguns aspectos descritos. Desta maneira
a psicóloga G elaborou sua terapia direcionada à paciente para modificar crenças e
distorções cognitivas, a terapeuta fez escuta ativa e conceitualizou o desafio da
colaboração e trabalhou com a paciente para a assertividade, trabalhou o
comportamento de fuga esquiva, com intenção em reduzir comportamento alto lesivo
da paciente a fez focar no momento presente, definir valores para a vida e expor a
paciente B às novas contingências; estes foram o foco da Psicóloga naquele instante
frente à situação entendida e melhor opção que a psicóloga T. encontrou.
A psicóloga G utilizou estratégias trabalhadas, como análises funcionais
molares e moleculares, acolhimento e audição não punitiva, realizou também um
curtograma (exercício que trabalha o que a pessoa gosta de fazer e o que não gosta,
o que gosta de fazer e não faz) para aumentar as contingências dela sobre exposição
social; exercícios de Mindfulness (para diminuir as crises de ansiedade), foi realizado
a psico-educação sobre o comportamento auto-lesivo, disfunção cognitiva voltada pra
ACT (terapia de aceitação e compromisso), metáforas e vídeos educativos.
Das respostas verificadas ao longo do tratamento feito através da abordagem
TCC foi bem longo, porém no final foram alcançados os objetivos; a paciente B
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diminuiu e/ou quase colocou em extinção o comportamento auto lesivo; conseguiu se
expor mais socialmente, como gostava muito de música, foi reforçado esta questão
com uma nova cognição, desta forma ela conseguiu entrar para uma das bandas da
Igreja e com isso alguns comportamentos depressivos e ansiosos foram diminuídos.
A terapia trouxe autoconhecimento durante as sessões, ou seja aprendeu a se
perceber. A paciente B ficou em terapia por 2 anos e recebeu alta em novembro de
2021.
O estudo de caso mostra claramente que a terapia em todo seu contexto como
uma aliada precisa ao tratamento da depressão, mostra que como conceituada, para
a cognição da paciente B fora restaurada, vale ressaltar que quando a TCC modifica
as crenças do paciente, significa que seu sistema neural é regenerado também, para
os autores (Beck, Rush, Shaw & Emery, 2012) as funções fisiológicas estão
diretamente ligadas ao comportamento do indivíduo, logo durante o tratamento nota-
se respostas significantes às suas funções cognitivas, inclusive entre seus
neurotransmissores responsáveis pela ativação de Serotonina, a saber, hormônio que
entre outras coisas, é responsável pela regulação do humor, ritmo cardíaco,
temperatura corporal, sono, apetite, sensibilidade e funções cognitivas que ficam em
baixa nos pacientes depressivos, entende-se este processo como neuroplasticidade,
ou seja, a TCC faz com que o sistema cerebral modifique suas estruturas e níveis ao
longo do tratamento de cognições.
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CONCLUSÃO
Com base no exposto, a depressão e o tratamento com a terapia cognitiva
comportamental é conclusiva em sua eficácia, uma vez que sendo abordada de forma
correta pelos profissionais os resultados são assertivos.
De acordo com o tema apresentado, com os resultados obtidos em relação à
paciente B, foi possível observar que esta passou a apresentar os objetivos
designados do tratamento, pois a interação entre a psicóloga e o paciente aconteceu
de maneira fluida e presente. Sobre o conhecimento geral acerca do tema, com o
questionário elaborado para conhecimento eletivo, concluiu-se que a população, com
idades mencionadas no procedimento, está bem informada, em sua grande maioria,
sobre o problema da depressão e um pouco menos sobre a TCC como opção de
terapia, porém é preciso que se amplie maneiras de levar ao conhecimento e
conscientização para que o tratamento não seja tardio.
Segundo Beck , Judith S (1997, p 33)
Em uma situação específica, as crenças subjacentes da pessoa influenciam sua percepção,
que é expressa por pensamentos automáticos específicos à situação. Esses pensamentos, por
sua vez, influenciam as emoções da pessoa. Seguindo um passo adiante, os pensamentos
automáticos também influenciam o comportamento e com frequência conduzem a uma
resposta fisiológica.
A autora enfatiza que a depressão é uma doença que precisa ser levada a
sério, é uma doença que, além de causas fisiológicas provém de fatores ambientais,
crenças distorcidas e modos específicos. Com a terapia cognitivo comportamental, a
TCC, é possível modificar essa crença modificando assim a fisiologia do paciente
trazendo resultados positivos em seu modo de agir, pensar e enxergar o mundo,
resinificando então sua conduta e melhorando seus domínios.
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REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
BECK, DAVIS E FREEMAN; Terapia Cognitiva Dos Transtornos Da
Personalidade. Porto Alegre – RS; Artmed 3ª edição, 2017,
BECK, A. et al; Terapia Cognitiva Da Depressão. Porto Alegre – RS; Artmed 1ª
edição, 2012.
BECK, J. S; Terapia Cognitiva - Teoria e Prática. Porto Alegre – RS; Artmed, 1997.
CIZIL, et al. AS CONTRIBUIÇÕES DA TERAPIA COGNITIVO COMPORTAMENTAL
NO TRATAMENTO DA DEPRESSÃO. Disponível em:
< [Link] >. Data de acesso: 18
de maio de 2022.
[Link]
QN7w_srrULErcDqXFmA/viewform?usp=sf_link (Instrumento utilizado, Questionário
de Pesquisa) Gama- DF, 2022.
[Link]
=sharing (Descrição do Relato auditivo da Psicóloga T sobre o Tratamento do paciente
B.) Gama- DF, 2022.
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INTEGRANTES DA PESQUISA
Alunas de Psicologia do Quinto Semestre Noturno 2022 UniBrasília
1. Alessandra Fagundes Furtado De Melo
[Link]@[Link] 61 996591601
2. Camila Melazzi de almeida lima
camilamelazzi@[Link] 61 985201226
3. Maria Aparecida Bezerra Campos
cidabez@[Link] 61 981781913
4. Josefa Josirene do Nascimento Barboza
josirene.g12@[Link] 61 9 85123610
5. Rejane Ferreira Medeiros Mendes
[Link]@[Link] 61 9 98381013
6. Simone Rodrigues de Oliveira
simrogai@[Link] 61 981675104
Gama DF, 2022.