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Garantias na Relação Jurídica do Imposto

Este documento discute as garantias tributárias e a relação jurídica do imposto no contexto de um curso de Administração e Políticas Públicas. Aborda conceitos como sujeitos da relação jurídica de imposto, personalidade tributária ativa e passiva, garantias tributárias gerais e especiais, e juros de mora como garantia. O autor é António Martinho Juga e foi escrito para a Universidade Alberto Chipande.

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Garantias na Relação Jurídica do Imposto

Este documento discute as garantias tributárias e a relação jurídica do imposto no contexto de um curso de Administração e Políticas Públicas. Aborda conceitos como sujeitos da relação jurídica de imposto, personalidade tributária ativa e passiva, garantias tributárias gerais e especiais, e juros de mora como garantia. O autor é António Martinho Juga e foi escrito para a Universidade Alberto Chipande.

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UNIVERSIDADE ALBERTO CHIPANDE

Departamento de Ensino a Distancia


_____________________________________________________________________________

Garantia e a relação jurídica do imposto

António Martinho Juga

Curso: Administração e Politicas publica


Disciplina: Direito fiscal
Ano de Frequência: 3º Ano

Caia, Maio 2022


UNIVERSIDADE ALBERTO CHIPANDE
Departamento de Ensino a Distancia
_____________________________________________________________________________

Garantia e a relação jurídica do imposto

António Martinho Juga

Curso: Administração e Politicas publica


Disciplina: Direito fiscal
Ano de Frequência: 3º Ano
Docente: Eusébio Lambo

Caia, Maio 2022


Índice

Introdução .............................................................................. Erro! Marcador não definido.

Garantias tributárias em geral ................................................................................................. 4

Garantias tributárias em especial ............................................................................................ 4

Juros de mora e compensatórios como garantias tributárias .................................................. 4

Sujeitos da relação jurídica de imposto .................................................................................. 5

Natureza da personalidade tributária activa............................................................................ 5

Personalidade tributária ativa do Estado ................................................................................ 6

Personalidade tributária passiva ............................................................................................. 6

Sujeitos tributários passivos originários e não originários ..................................................... 7

Fundamento genérico da personalidade tributária passiva ..................................................... 7

Personalidade tributária em especial ...................................................................................... 8

Situações de personalidade tributária passiva ........................................................................ 8

Conclusão ............................................................................................................................... 9

Bibliografia ........................................................................................................................... 10
Introdução

O presente trabalho revela aspetos integrados a garantia da relação jurídica dos impostos.
Sendo assim é importante que saibamos que o imposto é uma prestação pecuniária para as
pessoas, exigindo pela autoridade devida, de modo permanente e sem remuneração por tal,
para cobrir uma função pública necessária. Sendo assim este presente trabalho aborda
questões ligadas ao imposto bem como a garantia da relação jurídica do mesmo.
Garantias tributárias em geral
O cumprimento de qualquer obrigação acha-se assegurado pela faculdade conferida ao credor
de obter coercivamente do devedor a respetiva prestação. A Acão creditória sobre o
património do devedor constitui, a garantia comum das obrigações (arts. 601º e 817º CC).
Também o património do sujeito tributário passivo constitui a garantia geral das obrigações
fiscais. Mas estas beneficiam de um regime particularmente favorável quanto à acção
creditória sobre o património do devedor, que corresponde á execução fiscal.

Em regra, a realização coerciva do interesse do credor é precedida de uma acção declarativa,


na qual se reconheça o crédito, embora esse reconhecimento prévio não seja, muitas vezes,
necessário, como no caso da acção, da letra, que são ao mesmo tempo declarativas e
executivas.

Garantias tributárias em especial


São pessoais, as garantias resultantes da responsabilidade que as leis fiscais frequentemente
atribuem no sentido de melhor assegurar o cumprimento da obrigação tributária pela
vinculação de outras pessoas, além do obrigado originário. São garantias reais ou privilégios
creditórios, estabelecidos em favor da Fazenda Nacional e das Autarquias Locais, a hipoteca
legal, de que uma e outra gozam, e ainda a prestação de caução, nalguns casos admitida.

Admite ainda a lei que o cumprimento da obrigação tributária seja assegurado através de uma
caução pelos contribuintes que queiram beneficiar de certas vantagens, nomeadamente
exercer determinados direitos, sem pagamento prévio de imposto que, em princípio, seria
exigível.

Juros de mora e compensatórios como garantias tributárias


Se o imposto não for pago no prazo legalmente estabelecido, começam a vencer-se juros de
mora, a uma taxa mensal de 2%. Os juros de mora só serão devidos quando o cumprimento
não tenha sido pontual. Mas poderá não haver mora do contribuinte e, no entanto, o
pagamento ser retardado por se ter procedido tardiamente às operações de lançamento e
liquidação. Se esse atraso não for imputável ao contribuinte, este só terá que realizar a
prestação tributária, não acrescida de quaisquer juros. Mas se tal atraso lhe for atribuível, à

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prestação acrescerão juros de compensatórios, sem prejuízo das multas e outras penas
porventura aplicáveis.

Também as multas fiscais e outros meios compensatórios, poderão, em termos paralelos


constituir garantias de cumprimento da obrigação tributária.

Sujeitos da relação jurídica de imposto


Personalidade tributária

A personalidade tributária, constitui um dos aspectos da personalidade jurídica. Consiste no


reconhecimento de centros de imputação de direitos e deveres tributários. É a
susceptibilidade desses direitos e desses deveres.

As leis fiscais, visando transferir para as entidades públicas a parte dos patrimónios que se
julga devida pela participação daquelas no processo de formação de riqueza, atingem pela
incidência tributária, realidades económicas, que nem sempre correspondem a situações
jurídicas regularmente definidas.

A personalidade jurídica sofre, limitações e cerceamentos, ditados pelas particularidades dos


ramos de Direito face aos quais não faria sentido, não teria causa, atribuir personalidade a
determinadas entidades. E acontece também, por vezes, que a personalidade jurídica é
atribuível apenas como suscetibilidade de certos direitos e deveres em determinados tipos de
relações jurídicas.

Natureza da personalidade tributária ativa


A suscetibilidade em obrigações tributárias como sujeito ativo, isto é, a personalidade
tributária ativa é nitidamente separável da soberania fiscal. Não apenas porque aquela
qualidade de sujeitos ativos é atribuída a entidades diversas do Estado, não soberanas, mas
também porque a personalidade do Estado se desdobra por dois planos, o do Estado-
soberano, legislador, e o Estado-administrador. E é este que aparece nas relações tributárias
como sujeito ativo.

A lei de imposto, ao definir os pressupostos tributários de que faz depender o nascimento da


relação jurídico-fiscal, atribui a certas entidades determinados direitos, dependentes da
verificação daqueles pressupostos e integrados na relação jurídico-fiscal respetiva. Mas a lei

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de imposto não pode atribuir uma qualidade de credor um vínculo tributário a uma entidade
que não goze da personalidade tributária ativa. Põe-se, pois, o problema de saber de que
condições depende essa personalidade, a que poderá a lei de imposto atribuir a qualidade de
sujeito tributário ativo.

A personalidade tributária ativa parece depender da prossecução de interesses coletivos.


Poderá admitir-se que o Estado legislador seja livre na concessão dessa personalidade
tributária ativa; mas aos sistemas políticos e jurídicos evoluídos repugnaria a atribuição de
créditos fiscais a entidades que não prosseguem fins de interesse público.

Personalidade tributária ativa do Estado


O Estado, pela sua mesma natureza, carece de órgãos para através deles exprimir a sua
vontade soberana, de império, no exercício da sua função legislativa, ou governativa. De
igual modo, o Estado, ao exercer funções executivas, administrativas, carece de órgãos que,
normalmente, exprime a vontade do Estado, no plano da Administração é o Governo.

O Governo é também o órgão por meio do qual o Estado manifesta a sua vontade nos quadros
da relação jurídica de imposto, através de actos de conteúdo individual (lançamento,
liquidação, cobrança, fiscalização) realizados por agentes situados na hierarquia da orgânica
governamental.

Personalidade tributária passiva


As especialidades do conceito tributário de personalidade avultam quanto à suscetibilidade
de ser sujeito passivo da obrigação fiscal, quanto à personalidade tributária passiva.

Não oferece dúvidas a atribuição de personalidade tributária passiva às entidades que como
pessoas são tidas pela generalidade de outras disciplinas jurídicas, quer se trate de pessoas
físicas quer de pessoas meramente jurídicas.

Sujeito tributário passivo, contribuinte de direito e contribuinte de facto

O sujeito da relação de imposto, pessoa a quem é juridicamente exigível a prestação


tributária, apresenta-se-nos como o contribuinte, ou contribuinte de Direito, para distingui-lo
da figura do contribuinte de facto, que se desenha em consequência de, por vezes, o sacrifício

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económico resultante do pagamento do imposto ser suportado por pessoa diversa a quem é
juridicamente exigível.

Sujeitos tributários passivos originários e não originários


Tem-se procurado distinguir o sujeito passivo – titular de uma situação jurídico-tributária
passiva – do contribuinte – pessoa em relação à qual se verificam os pressupostos tributários
– e do devedor de imposto – aquele sobre quem recai o dever de prestar.

Não deverá pretender-se que o substituto de impostos ou que o responsável tributário sejam
devedores mas não sejam contribuintes, nem sujeitos passivos, da relação de imposto. O
substituto como o responsável, como o devedor solidário, como o sucessor devem o imposto,
são devedores, porque são contribuintes, porque são sujeitos passivos a relação jurídica de
imposto. Apenas não são sujeitos passivos, nem contribuintes, nem devedores originários.

O sujeito tributário passivo pode sê-lo por um débito originário ou por um débito não
originário. O débito do sujeito tributário passivo é normalmente originário.

Mas também quanto ao carácter originário do débito tributário importa ter presente que
aquele carácter não coincide sempre e necessariamente com o desenvolvimento normal da
relação jurídica de imposto. Não serão sujeitos passivos não originários apenas as pessoas
daquela relação. Há casos em que a entidade obrigada a pagar na base de um desenvolvimento
normal da relação de imposto é um sujeito passivo não originário. Assim acontece com os
substitutos de imposto, chamados a pagar a prestação tributária normalmente, isto é, na base
de um desenvolvimento normal da relação jurídica de imposto. Mesmo assim, os substitutos
de impostos são devedores, sujeitos passivos, não originários; porquanto em relação a eles
não se estabelece uma presunção de benefício que justifique a incidência tributária.

Fundamento genérico da personalidade tributária passiva


A atribuição de personalidade tributária passiva depende de vínculos de carácter político e
económico. É o fator político que fixa os limites da atribuição no espaço. A ordem jurídico-
fiscal tributa situações económicas, mas apenas aquelas que se desenvolvem na esfera da
respetiva soberania. Esta esfera é limitada por elementos políticos, tais como a cidadania, o
domicílio, a residência, a passagem pelo território estadual, a situação de bens nesse mesmo
território, a propositura de uma Acão judicial perante os Tribunais do Estado, etc. Assim,

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sujeito passivo de uma relação tributária predial, ou de contribuição autárquica, será quem se
presume auferir um rendimento – elemento económico – proveniente de um prédio situado
no território do Estado – elemento político: será sujeito de uma relação tributária de imposto
do selo quem, tendo celebrado um contrato no estrangeiro, queira invocá-lo perante a ordem
jurídica portuguesa.

Personalidade tributária em especial


Não basta o gozo de personalidade tributária passiva, em geral, para que uma entidade se
integre, como sujeito passivo, em qualquer tipo de obrigação de imposto. A estrutura
característica de cada espécie tributária exige preenchimento de certos requisitos de cuja
verificação depende a personalidade tributária em especial.

As isenções pessoais ou subjetivas, funcionam como condições negativas relativamente à


atribuição de personalidade tributária passiva específica. Esta só será atribuída a certa
entidade se ela não beneficiar de uma isenção.

As isenções – quer as subjetivas quer as objetivas – não devem confundir-se com as


situações de não incidência. Para que se verifique uma isenção tributária é indispensável
precisamente uma situação de incidência, da qual a isenção tem o efeito de afastar uma pessoa
– caso de isenção subjetiva – ou um bem – caso da isenção objetiva.

Situações de personalidade tributária passiva


Quando várias pessoas se acham na posição de sujeitos passivos de um mesmo vínculo
tributário, é de admitir que a lei fiscal a considere solidariamente obrigadas. E nesse caso, o
sujeito activo poderá exigir de uma só o pagamento da totalidade da prestação tributária nos
termos comuns do regime de solidariedade (art. 521º e 524º CC).

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Conclusão
Findo trabalho, deu-se a concluir que os impostos regulam as taxas do rendimento do
contribuinte, sendo assim é importante que saibamos como o direito atua na guarnição dos
impostos e as garantias resultantes da responsabilidade que as leis fiscais frequentemente
atribuem no sentido de melhor assegurar o cumprimento da obrigação tributária pela
vinculação de outras pessoas, além do obrigado originário. São garantias reais ou privilégios
creditórios, estabelecidos em favor da Fazenda Nacional e das Autarquias Locais, a hipoteca
legal, de que uma e outra gozam, e ainda a prestação de caução, nalguns casos admitida.

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Bibliografia
 Sujeitosdarelaçãojurídicadeimpostos. Disponível
em:http://octalberto.no.sapo.pt/sujeitos_da_relcao_juridica_de_imposto.htm.
Acessado aos 2 de Setembro de 2015.

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