1
REPÚBLICA DE ANGOLA
MINISTÉRIO DA SAÚDE
GOVERNO DA PROVÍNCIA DE LUANDA
JAIME JOAQUIM ANIBAL
1
2
TEMAS :
1- Sinais Vitais …………………………………………………………………….4
2- Cálculos de Medicamentos …………………………………………………..7
3- Suporte Básico de Vida……………………………………………………….14
4- Banho no Leito ………………………………………………………………..16
imentos
5- Administração de Medicação ……………………………………………18
6- Cuidados de Enfermagem ao Paciente Acamado ……………………23
7- Feridas…………………………………………………………………………24
8- Infecções Intra-Hospitalares……………………………………………………..26
9- Hemodialise ……………………………………………………………………….27
2
3
eter e Fistulas;
10- Enfermagem e Cuidados Obstétricos …………………………………………30
- nascido.
11- Cuidados de Enfermagem Perante Doentes com Patologias…………………32
11- Ética e Deontologia Profissional……………………………………………..47
- Cultura Geral
3
4
[Link] VITAIS
Os sinais vitais são indicadores das funções vitais, podem orientar o
diagnóstico inicial e o acompanhamento da evolução do quadro clínico do utente, são
ainda um meio rápido e eficiente para identificar problemas de saúde.
Sinais vitais:são medidas que nos fornecem dados fisiologico indicando as condições
de saude da pessoa .
As informações obtidas através da aferição dos sinais vitais podem ser diagnosticadas
problemas como: choques, PCR, crises hipertensivas, infecções respiratórias e outras.
Os SSVV podem alterar segundo a influencias ambientais, esforço físico, stress.
- Para avaliação dos SSVV englobam:
Temperatura
Pressão Arterial
Frequência Cardíaca
Frequência Respiratória;
-Quando devem ser aferidos:
Na admissão de qualquer utente
Antes e depois de qualquer procedimento cirúrgico
Antes e depois de qualquer procedimento invasivo
Antes e depois da administração de fármacos que apresenta risco de
alterações hemodinamicas
Na presença de piora repentina das condições clínicas do utente.
Antes da transferência do utente para outro sector ou unidade
hospitalar.
- Material necessário:
Tabuleiro contendo:
-Cubarrím contendo balas de algodão embebido em álcool a 70%
-Luvas de procedimento
-Termômetro
-Vaselina ou óleo
-Relógio com ponteiro de segundo
Estetoscopio para auscuta
Esfignomanometro
-Bloco de anotação ou inprenso de sinais vitais.
Temperatura
Temperatura corporal é o grau de calor que o corpo apresenta, É ainda o
equilíbrio entre calor produzido e eliminado pelo corpo.
Afere-se para verificar se existe equilíbrio entre a produção e a perda de calor
por parte do organismo, e ainda detectar alterações no controle de temperatura e
presença de infecções e patologias.
4
5
Pode ser verificada na região:e com os valores normais
Axilar-35,5 ºc a 37,0 ºc
Inguinal
Bucal-36,0 ºc a 37,4 ºc
Rectal-36,0 ºc a 37,5 ºc
Terminologias Básicas
Hipotermia:é a perda de calor durante uma exposição ao frio que ultrapassa a
capacidade do corpo de produzir calor .Temperatura abaixo de 36 ºc.
Hipertermia:é a incapacidade do corpo de promover a perda de calor ou reduzir a
produção de calor .temperatura que vai desde 39,1 ºc a 40 ºc.
Mormotermia: temperatura normal
Afebril: sem elevação de temperatura;
p 3 3C 3 C
Febre ou hipertemia: temperetura a partir de 39,1,ºC;
p p p p 4 C
Hipotermia: temperatura abaixo do normal.
PULSO
É a delimitaçao palpavel da circulaçao sanguinea. E ainda um indicador do
estado circulatorio.
Valores normais
-Homem: 60 a 70 bpm ( batimentos por minutos )
- Mulheres: 65 a 80 bpm,
Infantes : 90 a 140 bpm,
Pre escolar: 80 a 110
Escolar: 75 a 100
- Latentes: 120 a 160 bpm,
Recen- nascido: 135 a 140 bpm.
Locais onde são verificado o pulso
AS artérias mais comuns para verificação do pulso são:
Artéria temporal
Artéria braquial
Artéria radial
Apical
ulnar
-Artéria carotida,
-Artéria femoral,
5
6
-Artéria poplítea,
-Artéria tibial posterior
- Dorsal do pé.
Terminologias básicas
- Frequência: é o número de batimentos por minuto,
- Taquicardia: batimentos cardíacos acima de 100 bpm/min
- Bradicardia: batimentos cardíacos abaixo de 50 bpm/min
- Pulso Ritmico regulares: batimentos com intervalos iguais,
- Pulso arrítmico inrregulares: batimentos com intervalos desiguais.
-Pulso dicróticos: que dá a impressão de dois batimentos,
- Pulso normocárdico: Batimento cardíaco normal
- Taquisfigmia: pulso fino e taquicárdico (acelerado)
- Bradisfigmia: pulso fino e bradicárdico (lento)
-Pulso filiforme, fraco ou débil: termos que indicam a redução da força ou do
volume do pulso periferico.
RESPIRAÇÃO
É o acto de inspirar e expirar, promovendo a hematose (troca gasosa) entre o
organismo e o ambiente.
Variações aceitaveis: - ( respiração por minuto- rpm)
RN- 30 a 60
Lactentes – 30 a 50 rpm
Pre escolar- 25 a 32
Escolar- 20 a 30
Adolescentes- 16 a 19
Adulto- 12 a 20 rpm
.Terminologias Básicas
- Eupneia: respiração normal,
- Taquipneia: respiração rápida e superficial,
- Bradipneia: diminuição do número de respiração por minuto, ritmo lento
- Apneia: parada respiratória
- Hiperpneia: inspirações amplamente rápida e profundas, interrompidas por
curtos períodos de apneia
- Dispneia: dor ou dificuldade ao respirar
- Ortopneia: dificuldade de respirar em posição deitada (dorsal) .
Locais De Verificação Da Pressão Arterial
Nos membros superiores pela artéria braquial.
Nos membros inferiores pela artéria poplítea.
Valores normais da P.A por idade
1 mês : 80/54 mm Hg
1 ano: 95/66 mm Hg
6 anos: 105/65 mm Hg
10-13: 110/65 mm Hg
6
7
14-17: 120/75 mm Hg
Acima de 18: 120/80 mm Hg .
Classificação da P.A para adultos
Sistolica (mm Hg) Diastolica(mm Hg)
Normal: 120/80
Pré hipertensão: 120-139/80-89
Hipertensão de estagio 1: 140-159/ 90-99
p nsão s g o 2 ≥ 16 ≥1
Hipotensão: ocorre quando a pressão sistolica cai para 90 mm Hg ou menos. Ocorre
por causa da dilatação das artérias no leito vascular ou perda de sangue por
hemorragia, ou ainda enfarto do miocárdio.
Equipamento de pressão arterial: um esfignomanometro e constituído por um
manómetro de pressão, uma capa oclusiva ou manguito de vinil, um bolbo de pressão
e uma válvula de escape que infla a câmara.
2. CÁLCULOS DE MEDICAMENTO
2.1. CÁLCULOS DE GOTEJAMENTO (FÓRMULAS)
Uma das actividades que a equipe de enfermagem realiza frequentemente é a
administração de medicamentos. Para fazê-lo correctamente, na dose exacta, muitas
vezes ela deve efectuar cálculos matemáticos, porque nem sempre a dose prescrita
corresponde ao contido no frasco.
Os cálculos, todavia, não são muito complicados; quase sempre podem ser feitos com
base na regra de três simples.O cálculo de gotejamento a principio é fácil, porém
alguns detalhes podem confundir alguns profissionais e alunos de enfermagem.
Antes de fazermos as contas, precisamos saber alguns detalhes como:
- 1 gota equivale a 3 microgota
- 1 ml do equipo de macrogota equivale a 20 gotas
- 1 ml do equipo de microgota equivale a 60 gotas
.FÓRMULA DO CÁLCULO DE GOTEJAMENTO
G = Gotejamento (gts/min)
V = Volume da solução (ml)
T = Tempo (horas)<3
Fórmula Gts = V / (Tx3)
7
8
Essa fórmula é utilizada quando temos o tempo em horas e queremos o
resultado em Gts/min
Exemplo:
Prescrito Ringer com Lactato 500 ml em 8 horas. Quantas gotas irão infundir
por minuto?
Para resolver vamos utilizar a fórmula:
Gts = V / (Tx3)
(Essa fórmula é utilizada quando temos o tempo em horas e queremos o resultado em
Gts/min)
Gts= 500 ml / (8h x 3)
Gts = 500 / 24
Gts = 20,83 gts/ min
Arredondando por aproximação fica:
Irão infundir 21 gts / min.
2.2 CÁLCULOS COM MEDICAMENTOS
Embora muitos Hospitais trabalhem com as doses dos fármacos personalizadas e
prontas para o uso de cada paciente, entretanto, para a administração de
medicamentos na maioria dos Hospitais Públicos existe a necessidade de calcular a
dosagem prescrita para evitar equívocos ou erros, pois, a apresentação do fármaco
(quantidade do fármaco por mg ou por ml) nem sempre coincide com a quantidade de
cada dose que deve ser administrada.
Para facilitar a compreensão temos alguns exemplos de situações
frequentemente encontradas:
1 – Foi prescrito para uma criança 48 mg de paracetamol de 12/12 horas para ser
administrado em seringa oral. A apresentação do fármaco é 120mg/5ml. Quantos
ml serão administrados em cada dose ?
Resposta:
Se 120 mg corresponde a 5 ml do paracetamol (conforme a apresentação do
fármaco), para
calcular quantos ml corresponde a 48 mg deste medicamento, teremos:
120 mg------------------------------------- 5 ml
48 mg ---------------------------------------X ml
Portanto, 48 x 5
48 x 5 = 240, e, 240 dividido por 120 = 2
8
9
Ou seja, X corresponde a 2 ml que é cada dose do paracetamol que deve ser
administrada.
2 – Foi prescrito para um paciente o medicamento Amoxicilina suspensão, por
via oral, devendo ser administrado 500 mg de 8/8 horas. A apresentação da
Amoxicilina é de 250 mg em cada 5 ml. Quantos ml devem ser administrados em
cada dose ?
Resposta:
Se 250 mg corresponde a 5 ml da amoxicilina (conforme a apresentação do
fármaco), para calcular quantos ml corresponde a 500 mg deste antibiótico, teremos:
250 mg 5 ml
500 mg X ml
Portanto, 500 x 5
250 assim, 500 x 5 = 2500, e, 2500 dividido por 250 = 10
OU seja, X corresponde a 10 ml que é cada dose da suspensão de amoxicilina
que deve ser administrada.
3 – Foi prescrito para o paciente 250 mg de amicacina IM de 12/12 horas.
Entretanto, a apresentação deste medicamento (existente no Hospital) é de
ampolas de 2 ml com 500 mg (sendo que este fármaco já se encontra diluído, ou
seja, é uma solução). 2 Quantos ml devem ser administrados em cada dose ?
Resposta:
Se 500 mg corresponde a 2 ml (apresentação de cada ampola), para calcular quantos
ml corresponde a 250 mg, teremos:
500 mg 2 ml
250 mg X ml
Portanto, 250 x 2
500 assim, 250 x 2 = 500, e, 500 dividido por 500 = 1
Ou seja, X corresponde a 1 ml que é cada dose de amicacina (250 mg) que deve ser
administrada por via intramuscular.
4 – Deve ser administrado em um paciente 200 mg de cefalotina por via
endovenosa de 6/6 horas. A apresentação deste fármaco disponível no setor é
9
10
de frasco-ampola de 1 g (portanto, uma grama, o medicamento se encontra em
pó liofilizado que corresponde ao soluto, e, neste caso, o fabricante determina
que a quantidade de solvente para cada frasco-ampola deve corresponder a 10
ml ). Como deve ser administrado este medicamento ?
Resposta:
Como a apresentação do fármaco é em gramas (1 g), e, deve ser administrado
em mg, inicialmente convertemos grama em miligramas, ou seja, 1g = 1000 mg,
assim, cada frasco ampola após diluído com o solvente (que foi recomendado 10 ml
para cada frasco-ampola),
então teremos 1000 mg de cefalotina em 10 ml do frasco-ampola, e, para calcular 200
mg deste medicamento
1000 mg 10 ml
200 mg X ml
Portanto, 200 x 10
1000 assim, 200 x 10 = 2000, e, 2000 dividido por 1000 = 2
ou seja, X corresponde a 2 ml que é cada dose de cefalotina (200 mg) da solução que
deve ser administrada por via endovenosa a cada 6 horas.
5 – Foi prescrito para o paciente 5 mg de Gentamicina por via endovenosa de
12/12 horas diluídos em 20 ml de soro glicosado 5 %. No Hospital encontra-se
disponível apenas ampolas de 40 mg/ml. Como calcular e administrar este
fármaco ?
Resposta:
Como em cada ml da ampola existe 40 mg de gentamicina, (e, precisamos de apenas
5 mg, portanto, uma quantidade muito pequena, não sendo recomendável utilizar
números que resultem em dízimas na divisão final), devemos rediluir o medicamento
aumentando o volume para facilitar o cálculo buscando um submúltiplo de 40
(concentração do fármaco por ml), assim, podemos aspirar 1 ml do conteúdo da
ampola (= 40 mg de gentamicina), utilizando uma ampola de 10 ml, e, acrescentamos
7 ml de água destilada, portanto, alcançando o volume total 8 ml (que é submúltiplo de
40, e, embora tenha aumentado o volume, a quantidade da gentamicina existente é de
40 mg),
então, teremos
40 mg de gentamicina em 8 ml (1 ml com 40 mg de gentamicina mais 7 ml de água
destilada), e, para encontrar 5 mg de gentamicina (conforme prescrito), calculamos
10
11
40 mg 8 ml
5 mg X ml
Portanto, 5 x 8
40 assim, 5 x 8 = 40, e, 40 dividido por 40 = 1
ou seja, X corresponde a 1 ml que é cada dose de gentamicina (5 mg) da solução
obtida, e, que deve ser colocada em uma bureta com 20 ml soro glicosado 5%, e,
administrada por via endovenosa a cada 12 horas, conforme recomendado.
6 – Foi prescrito 1/3 da ampola de Metoclopramida (Plasil) por via endovenosa.
Cada ampola deste fármaco contém 2 ml do fármaco. Como administrar o
medicamento ?
Resposta:
Como foi prescrito 1/3 da ampola, e, cada ampola tem 2 ml, se dividirmos 2 ml
por três partes teremos uma dizima (2 dividido 3 = 0,66), portanto, preferimos
acrescentar água destilada rediluindo o conteúdo da ampola até obtermos um volume
que dividido por 3 (ou seja, um terço do volume final é que deve ser administrado) seja
um numero inteiro, assim, acrescentamos um ml de água destilada ao conteúdo da
ampola, e, teremos o total de 3 ml.
Como um terço (1/3) de 3 ml corresponde 1 ml, este é o volume final que deve ser
administrado após a rediluição do medicamento.
7 – Em uma prescrição consta a dose de 16 mg do fármaco Vancomicina de 6/6
horas, diluído em 10 ml de soro glicosado 5% por via endovenosa. A
Vancomicina encontra-se na apresentação apenas do soluto (em pó) com frasco-
ampola de 500 mg. Como calcular e administrar este antibiótico ?
Resposta:
Inicialmente temos que diluir a vancomicina (em pó), ou seja, um frasco-ampola com
500 mg em 5 ml de solvente (água destilada), assim, teremos 5 ml da solução com
500 mg de vancomicina (como a dose a ser calculada deste fármaco tem que ser
administrado com soro glicosado devemos utilizar o mínimo de volume final para obter
16 mg da vancomicina).
Assim, após esta diluição, constatamos que 5 ml = 500 mg, em seguida, calculamos o
volume correspondente à dose de 100 mg do antibiótico:
500 mg 5 ml
100 mg X ml
Portanto, 100 x 5
500 assim, 100 x 5 = 500, e, 500 dividido por 500 = 1
11
12
ou seja, X corresponde a 1 ml que é o volume que contém 100 mg de vancomicina.
Mas, como foi prescrito apenas 16 mg de vancomicina, podemos aspirar 1 ml da
solução (500 mg de vancomicina diluída em 5 ml de água destilada) que corresponde
100 mg de vancomicina, e, rediluir com mais 9 ml de água destilada totalizando 10 ml,
mas, ainda com 100 mg de vancomicina nesta solução. E, após esta rediluição (10 ml
contendo 100 mg de vancomicina) podemos calcular o volume necessário
correspondente a 16 mg de vancomicina, sendo
100 mg 10 ml
16 mg X ml
Portanto, 16 x 10
100 assim, 16 x 10 = 160, e, 160 dividido por 100 = 1,6
ou seja, X corresponde a 1,6 ml que é cada dose de vancomicina (16 mg) da solução
rediluída devendo ser colocada em uma bureta com 10 ml de soro glicosado 5%, e
administrada por via endovenosa a cada 6 horas.
8 – Foi prescrito para um paciente 2.000.000 UI de penicilina cristalina por via
endovenosa de 4/4 horas. O frasco-ampola disponível corresponde a 5.000.000
UI em 2 ml. Como administrar este fármaco ?
Resposta:
Deve-se lembrar que a penicilina cristalina é apresentada em UI (unidades
internacionais) que é diferente de gramas e miligramas.
Para a administração é recomendável obtermos como dose um volume igual ou
superior a 1 ml. Assim, acrescentamos água destilada ao frasco-ampola para atingir
10 ml, ou seja, a apresentação do frasco-ampola é 2 ml, acrescentando mais 8 ml de
água destilada, e, teremos então 5.000.000 UI em 10 ml de água destilada. Mas, como
precisamos apenas de 2.000.000 UI de penicilina cristalina, calculamos
5.000.000 UI 10 ml
2.000.000 UI X ml
Portanto, 2.000.000 x 10
5.000.000
assim, 2.000.000 x 10 = 20.000.000, e, 20.000.000 dividido por 5.000.000 = 4
ou seja, X corresponde ao volume de 4 ml que corresponde a cada dose da solução
de pencilina cristalina rediluída que deve ser administrada por via endovenosa a cada
4 horas.
9 – Qual a quantidade de diluente (água destilada) deve ser adicionada para se
obter uma solução contendo 100.000 UI por ml de Penicilina G em pó, sabendo-
se que a apresentação deste fármaco contém 1.000.000 UI por frasco-ampola ?
12
13
Resposta:
Se queremos obter 100.000 UI em 1 ml da solução (ou seja, diluído em água
destilada),sabendo-se que o medicamento se encontra em pó com 1.000.000 UI no
frasco-ampola fazemos a proporção
100.000 UI 1 ml
1.000.000 UI X ml
Portanto, 1.000.000 x 1
100.000
assim, 1.000.000 x 1 = 1.000.000, e, 1.000.000 dividido por 100.000 = 10
ou seja, X corresponde ao volume de 10 ml que é a quantidade do diluente (água
destilada) que deve ser adicionado ao frasco-ampola (para que cada ml tenha 100.000
U).
10 – Qual a quantidade de gotas a correr, em um minuto, a fim de se administrar
um litro de soro glicosado 5%, em 6 horas ?
Resposta:
Para se calcular o número de gotas por minuto se aplica a fórmula:
Nº de gotas/min = Volume em ml (V)
T x 3 (constante)
T = tempo em horas
3 = constante
Assim, aplicando a fórmula teremos:
Volume (em ml)= 1000 ml
Tempo = 6 horas
1000 (ml) = 1000
6 x 3 18
Dividindo-se 1000 por 18 = 55,5 que aproximando-se corresponde a 56 gotas/minuto.
11 – Qual a quantidade de microgotas a correr, em um minuto, para se administrar 300
ml de soro fisiológico a 0,9%, em 4 horas ?
Resposta:
13
14
A fórmula para se administrar microgotas é:
Nº de microgotas/min = Volume em ml (V)
T (tempo em horas)
Assim, aplicando a fórmula teremos:
Volume (em ml)= 300 ml
Tempo = 4 horas
300 (ml)
Dividindo-se 300 por 4 = 75 ou seja, a quantidade será de 75 microgotas/minuto.
3. SUPORTE BÁSICO DE VIDA
O Suporte Básico de Vida compreende o atendimento prestado a uma vítima
de mal súbito ou trauma, visando à manutenção de seus sinais vitais e à preservação
da vida, além de evitar o agravamento das lesões existentes, até que uma equipe
especializada possa transportá-la ao hospital e oferecer um tratamento definitivo.
Suporte básico de vida
São inúmeras as situações de urgências e emergências que necessitam do
atendimento de um profissional de saúde ou de um socorrista especializado:
traumatismos, queimaduras, doenças cardiovasculares, parada cardiorrespiratória,
crise convulsiva, afogamento, intoxicações etc. Para cada caso específico, o
profissional deverá estar apto a prestar um socorro adequado e de qualidade.
[Link] CUIDADOSAMENTE O CENÁRIO
–Qual a situação? Observar, reconhecer e avaliar cuidadosamente os riscos
que o ambiente oferece (para você, sua equipe e terceiros – paciente, familiares,
testemunhas, curiosos), qual o número de vítimas envolvidas, gravidade etc.
–Como a situação pode evoluir? Tenha sempre em mente que o ambiente pré-
hospitalar nunca está 100% seguro e uma situação aparentemente controlada pode
tornar-se instável e perigosa a qualquer momento. Portanto, a segurança deverá ser
reavaliada constantemente! Identifique as ameaças ao seu redor, tais como riscos de
atropelamento, colisão, explosão, desabamentos, eletrocussão, agressões etc. Na
existência de qualquer perigo em potencial, aguarde o socorro especializado.
Lembre-se: não se torne mais uma vítima! Quanto menor o número de vítimas, melhor.
–Que recursos devem ser acionados? Verifique se há necessidade de solicitar
recursos adicionais, tais como corpo de bombeiros, defesa civil, polícia militar,
companhia elétrica e outros.
[Link] A EQUIPE DE RESGATE : especializado e autoridades competentes,
caso seja necessário, conforme avaliação anterior. Não devemos esquecer que
14
15
solicitar o serviço de socorro pré-hospitalar profissional é tão importante quanto cuidar
da própria vítima.
3. SINALIZAR O LOCAL: isso é especialmente importante em casos de acidentes
automobilísticos, portanto não se esqueça de sinalizar a cena e torná-la o mais segura
possível. Utilize o triângulo de sinalização, pisca-alerta, faróis, cones, galhos de
árvores etc.
Utilizar BARREIRAS DE PROTEÇÃO contra doenças contagiosas. Ao
examinar e manipular a vítima, o socorrista deverá tomar todas as precauções para
evitar a sua contaminação por agentes infecciosos, sangue, secreções ou produtos
químicos. O uso de equipamento de proteção individual (EPI), tais como luvas
descartáveis, óculos de proteção, máscaras e aventais, é essencial para a segurança
do profissional de saúde em atendimento.
RELACIONAR TESTEMUNHAS para sua própria proteção pessoal, profissional e legal
enquanto prestador de socorro.
ABORDAGEM E AVALIAÇÃO DA VÍTIMA
Após avaliar o ambiente e tomar todas as precauções de segurança e proteção
n v s o so o s v á s n f s p s n àv z n o “So
p of ss on s ú . Posso j ?”
Em seguida, devidamente autorizado a prestar auxílio e observando todos os
aspectos pessoais e legais da cena do acidente (ou doença aguda), o profissional
poderá intervir diretamente no atendimento.
É fundamental que o socorrista profissional classifique a vítima em adulto,
criança ou bebê, pois os procedimentos de SBV, caso sejam necessários, serão
adotados respeitando-se essa classificação, de acordo com as últimas
recomendações (2010) da American Heart Association.
•B ê (“ n ”) on s n o o primeiro ano de vida.
• C nç op o no v éo n o p (po s nvo v no
das mamas em meninas e pelos axilares nos meninos).
•A o p p .
A prioridade de atendimento é determinada basicamente pela gravidade da vítima, ou
seja, serão socorridas e atendidas primeiramente aquelas que se encontram sujeitas a
maior risco de morte, pois o objetivo principal do primeiro socorro é a preservação da
vida. O socorrista deverá seguir uma sequência padronizada e executar as medidas
de socorro conforme for identificando as lesões da vítima. O exame é dividido em dois
tempos principais: avaliação primária e avaliação secundária.
Avaliação Primária
consiste numa análise de todas as condições que impliquem risco iminente de morte,
tais como permeabilidade das vias aéreas, respiração eficaz (anormal ou gasping),
estabilidade circulatória, controle de grandes sangramentos e estabilização da coluna
15
16
cervical. Essa etapa inicial da avaliação deverá ser completada em 60 segundos, no
máximo e imediatamente chamar ou solicitar alguém que chame o serviço de
atendimento móvel, se disponível no local trazer o DEA – Desfibrilador Automático
Externo. Durante a avaliação primária, o socorrista identifica e corrige prontamente
todos os problemas que ameaçam a vida do doente. As medidas de suporte básico de
vida são iniciadas nesse primeiro instante.
Avaliação Primária
A sequência ABC foi alterada para CAB, o socorrista iniciará com as compressões
caso a vítima não apresente pulso. A maior parte dos pacientes que sofrem PCR
inicialmente apresentou Fibrilação Ventricular – FV ou Taquicardia Ventricular – TV
sem pulso. Diante disto as medidas imediatas são compressões e desfibrilação
precoce. Sendo assim a sequência utilizada anteriormente retardaria o início da
massagem cardíaca. Com alteração da sequência as manobras de compressões
serão iniciadas sem atraso e a ventilação verá em seguida.
Avaliação Primária
•C ção – O pulso está presente? Não se deve demorar mais do que 10 segundos
para identificar o pulso. Existe alguma hemorragia grave? Na ausência de pulso iniciar
de imediato com 30 compressões torácicas, em uma frequência de no mínimo 100
vezes por minutos, com a profundidade de 5 cm. Prevenir ou tratar o estado de
choque.
• V s aéreas e estabilização da coluna cervical (em vítimas de trauma, profissionais
de saúde que suspeitarem de trauma realizar anteriorização da mandíbula) – Ver,
Ouvir e Sentir não se usa mais. Verificar se as vias aéreas estão pérvias ou se existem
sinais de obstrução.
• R sp ção – O paciente respira? Na ausência da respiração realizar 2 ventilações.
Essa respiração está sendo eficaz? Ofertar suporte ventilatório com oxigênio
suplementar de 12 a 15 L/min para vítimas de trauma.
4. BANHO NO LEITO
• Banho no leito:
É a higienização total ou parcial do corpo executada em pacientes acamados,
impossibilitados de sairem do leito;
Um banho completo no leito limpa a pele, estimula a circulação, proporciona
um exercício leve e promove conforto;
O banho possibilita ao enfermeiro avaliar a condição da pele, a mobilidade
articular e a força muscular;
O banho pode ser completo ou parcial.
Tipos de banho no leito
16
17
1- Aspersão - banho de chuveiro;
2- Imersão - banho na banheira;
3- Ablução - jogando pequenas porções de água sobre o corpo;
4- No leito - usado para pacientes acamados em repouso absoluto.
Finalidades do banho no leito
– Limpeza da pele;
– Estimular a circulação;
– Propiciar observação do estado da pele e geral;
– Proporcionar conforto físico e mental;
– Promover o relaxamento muscular;
– Aliviar a sensação de fadiga e desconforto da posição permanente e da
umidade produzida pelo calor.
Material necessário para banho
Jarra com água morna;
Balde Roupa de uso pessoal;
Material para higiene oral Luvas de banho;
Toalha, desodorante;
Sabonete;
Cuba rim forrada com papel
Talco ou creme;
Roupa de cama,
Pente;
Comadre ou papagaio,
Saboneteira ou cubarim;
Luvas de procedimento,
Bacia;
Biombo.
Técnica para o banho no leito
17
18
• Lavar as mãos;
• explicar o procedimento e finalidade ao paciente;
• Fechar as portas e janelas;
• proteger com biombo a unidade;
• desocupar a mesa‐de‐ • n o o o á‐lo sobre a mesa‐
de‐ • ç v s po mento;
• Oferecer a comadre ao paciente;
• Desprender a roupa de cama;
• Colocar a roupa dobrada e na ordem em que vai ser usada, sobre o espaldar
da cadeira aos pés da cama;
• fazer a higiene oral do paciente;
Material:
Escova de dente; dentifrício; copo descartável com água; toalha de rosto; cuba-
rim; espátula;
canudo s/n; lubrificante labial (vaselina); anti-septico oral (Cepacol); luva de
procedimento;
gaze. Caso não tenha escova, utilizar uma espátula
[Link]ÇÃO DE MEDICAÇÃO
[Link] DE ADMINISTRAÇÃO
A via de administração compreende a forma como o medicamento entrará em
contacto com o organismo, para exercer sua actividade farmacológica. De acordo com
algumas condições, como o objectivo a ser alcançado, as propriedades do
medicamento, ou as condições clínicas do paciente, haverá a indicação para uma via
de administração específica, que apresentará suas vantagens e desvantagens.
A via prescrita para administração de um medicamento depende das suas
propriedades e do efeito desejado, assim como as condições físicas e mentais do
utente.
A administração de medicamentos requer base de conhecimentos para permitir
uma administração segura e os profissionais devem estar preparados para a utilização
das diferentes vias.
18
19
Após a administração do medicamento ele sofre absorção, distribuição,
metabolização e excreção. Em geral eles levam um determinado tempo para entrar na
corrente sanguínea, excepto quando administrado por via endovenosa.
Ao administrar um medicamento o profissional deve orientar o utente e/
familiares a respeito da medicação , o motivo da escolha da via, a importância da
toma de medicamentos quando por via oral e os principais efeitos colaterais.
Podem ser classificadas em dois grandes grupos, sendo a via enteral e a
parenteral.
Classificação das vias de administração: Enterais e Parenterais
- Enterais: quando o fármaco entra em contato com qualquer segmento do trato
gastrointestinal
Ex: Vias oral, bucal, sublingual e retal
- Parenterais: São aquelas que não utilizam o tubo digestivo. Podem ser divididas em
parenterais diretas e parenterais indiretas
Ex: Vias intravenosa, intramuscular, subcutânea, intra-dérmica, intra-arterial, intra-
cardíaca, intratecal, peridural, intra-articular (parenterais diretas)
Vias cutânea, respiratória, conjuntival, geniturinária, intracanal (parenterais
indiretas)
Via Oral
Vantagens
- Conveniência
- Economia
- Segurança
- Menor tendência de ocorrerem reações alérgicas
Limitações da Via Oral
- Tende a haver um retardo na absorção da droga (média de 30 a 60 minutos)
- Inativação metabólica ou formação de complexos
- Espectro de reações adversas: do início ao fim do trato gastro-intestinal
Via Bucal
- Principalmente para obtenção de efeitos locais
19
20
- Em alguns casos para evitar inativação pelo suco gástrico
- Cavidade oral: fino epitélio rico em vasos proporcionando absorção adequada e
superficial
- Formas farmacêuticas como soluções aquosas ou oleosas, colutórios, pastilhas
podem ser administrados por esta via
- Riscos: absorção sistêmica de drogas que se destinam a produção de efeitos locais e
sensibilização do paciente.
Via Sublingual
- Forma farmacêutica: geralmente comprimidos que devem ser dissolvidos pela saliva,
e não deglutidos
Vantagens
- Permite a chegada da droga à circulação sistêmica, sem sofrer inativação pelos
sucos digestivos e metabolismo de primeira passagem
- Permite a retenção do fármaco por mais tempo
- Absorção rápida de pequenas doses (maior suprimento sangüíneo e menor
espessura da mucosa)
Via Intramuscular
- Permite o depósito do medicamento na profundidade da massa muscular da
região glútea, do músculo deltóide do ombro ou mesmo da língua.
- O volume administrado não deve ultrapassar a 10 ml
Membrana de absorção: endotélio de capilares vasculares e linfáticos
Vantagens
- Absorção rápida
- Administração em pacientes inconscientes
- Adequada para volumes medrados, veículos aquosos, não aquosos e suspensões
Desvantagens
- Dor
- Aparecimento de lesões musculares, pela aplicação de substâncias irritantes ou
substâncias de pH não neutro
- Aparecimento de processos inflamatórios pela injeção de substâncias irritantes ou
mal absorvidas
20
21
Via Endovenosa
Membrana de absorção: não há absorção
Vantagens
- Obtenção rápida de efeitos
- Administração de grandes volumes
- infusão lenta
- Aplicação de substâncias irritantes diluídas
- Possibilidade de controle de doses, para prevenção de efeitos tóxicos
Desvantagens
- Superdosagem relativa em injeções rápidas
- Riscos de embolia, irritação do endotélio vascular, infecções por bactérias ou vírus,
reações anafiláticas
- Imprópria para solventes oleosos e substâncias insolúveis
- Nos casos de reações imprevistas, é praticamente impossível a recuperação do
paciente
- A injeção deve ser lenta (± 1 min) caso contrário, teremos grandes concentrações da
droga no plasma, antes da sua total distribuição
Vantagens da Via Parenteral
- Permite a administração de medicamentos que são degradados ao longo do trato
gastrointestinal pelo suco gástrico, suco entérico ou enzimas presentes nesse meio
- Favorece a administração de medicamentos que não são absorvidos pelo trato
gastrointestinal
- Permite a administração de medicamentos mesmo sem a cooperação do paciente
- Proporciona maiores níveis sangüíneos em menor tempo
- Permite reposição rápida de líquidos, eletrólitos e outros elementos perdidos pelo
paciente, em caso de acidentes ou moléstias que se caracterizam por elevada perda
de líquidos
21
22
[Link] DE ENFERMAGEM AO PACIENTE ACAMADO
6.1. Úlceras de Pressão: cuidados com o doente acamado
As úlceras de pressão, também conhecidas como úlceras de decúbito, escara
ou escara de decúbito, são lesões de pele ou partes moles, que se originam,
basicamente, de isquemia tecidual. Elas ocorrem, devido a qualquer posição que é
mantida pelo paciente durante um longo período de tempo (comum em pacientes
acamados) ou por curto tempo com uma contra pressão alta, especialmente em
tecidos onde há sobreposição de uma proeminência óssea, resultante da presença de
pouco tecido subcutâneo nessas regiões do corpo. Existem fatores que contribuem
para o desenvolvimento destas úlceras, como a idade avançada, traumatismos,
desnutrição, incontinência urinária e fecal, infecção, umidade excessiva, pressão
arterial e edema. As regiões mais comuns atingidas são a região sacral e os
calcâneos, sendo que aproximadamente 60% das úlceras de pressão se desenvolvem
na região sacra.
Prevenção e cuidados
A prevenção é a melhor solução para o problema. Primeiro deve ser avaliado o
risco, considerando que este é maior para indivíduos acamados, restritos a cadeira de
rodas ou os que apresentam limitada capacidade de reposicionamento. Devem ser
identificados todos os fatores de risco, objetivando programar as medidas preventivas
específicas. A pele necessita de inspeção diária. É fundamental também que se faça o
alívio da pressão da pele nas áreas que apresentam maior risco, ou onde são
encontrados ossos proeminentes. Cuidados devem ser tomados como:
Manter o colchão piramidal sobre o colchão de cama do paciente;
Mudar a posição do paciente acamado a cada 2 horas;
Elevar os calcanhares colocando-se travesseiros macios embaixo do tornozelo;
Uma vez ao dia, posicionar o paciente sentado em poltronas macias, ou
revestidas com colchão piramidal;
Alterar a posição das pernas quando o paciente encontra-se sentado;
Dieta rica em vitaminas e proteínas;
Manter hidratação;
Manter o paciente seco e limpo, trocando suas fraldas de três em três horas;
Realizar hidratação da pele com hidratantes e/ou óleos corporais a base de
vegetais;
Usas sabonete com pH neutro para realizar a higiene da área genital;
Manter-se atento para o surgimento de infecções fúngicas;
Manter as roupas de cama sempre limpas e secas.
Tratamento
O tratamento das úlceras de pressão é feito por meio da limpeza das lesões
aplicando-se soro fisiológico forma de jato sob estas, de preferência morno. Este jato
apresenta a capacidade de limpar a ferida sem lesar o que o próprio organismo vem
reparando. Quando estão presentes escaras (crostas enegrecidas e endurecidas)
22
23
sobre as lesões, estas deverão ser removidas por um profissional da área
especializado.
7. FERIDAS
Ferida – ou lesão - é quando ocorre a perda da continuidade dos tecidos. Ela
modifica a estrutura normal da pele, o maior órgão de nosso corpo, cuja função é
proteger de atritos, ajudar no controle da nossa temperatura corporal, dentre outras.
A pele é formada por três camadas:
epiderme, a camada mais externa, formada por várias camadas de células,
cada uma com uma função;
derme, composta de colágeno, que proporciona elasticidade à pele e onde há
os vasos sanguíneos e linfáticos e as terminações nervosas;
tecido subcutâneo, onde estão as células adiposas e é a parte que une a pele
a outros órgãos. Dependendo de quais camadas uma ferida atinge, ela pode
ser apenas superficial ou pode ser profunda.
os tipos de feridas, mas vamos aprofundar um pouquinho:
Agudas: são as feridas recentes e que estão nas camadas mais próximas à superfície
(epiderme e derme). São normalmente causadas por fatores externos, como traumas
biológicos, químicos ou físicos. Elas podem ainda serem causadas por cirurgias –
neste caso, se não tratadas de forma adequada, podem ser transformar em crônicas.
Crônicas: são as feridas cujo cicatrização demora mais do que o esperado, levando o
tecido a demorar para se restabelecer, porque atingem camadas mais profundas, além
das camadas mais externas, que são a epiderme e a derme. São, normalmente,
causadas por fatores internos como infecções ou doenças vasculares ou metabólicas.
Outro motivo pode transformá-las em crônicas: a falta de cuidados adequados, que as
deixam expostas a organismo externos e acabam complicando a cicatrização.
Classificação das feridas
As feridas são classificadas de acordo com os mesmos fatores que as causam,
divididos nas seguintes propriedades: cirúrgicas, patológicas e traumáticas.
Feridas cirúrgicas
São normalmente causadas de forma premeditada e se originam de algum
tratamento específico. Devem ser feitas de forma asséptica (livre de contaminação), e
empregando os cuidados corretos, através de profissionais da área médica.
23
24
Feridas patológicas
São as resultantes de fatores sistêmicos: deficiências proteicas ou doenças
pré-existentes, como Diabetes Melito (DM) e Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS). O
"pé diabético" é um exemplo de ferida patológica.
Feridas traumáticas
As feridas podem ser classificadas de acordo com o que a causou:
Laceração: quando o tecido é esmagado por um excesso de pressão.
Escoriação: é uma lesão que ocorre na epiderme (superfície da primeira
camada da pele), em que o tecido é retirado.
Corte ou incisão: quando é causada por algum tipo de lâmina - faca ou bisturi,
por exemplo.
Contusão: são as esquimoses, fraturas ou luxações, causadas por objetos que
causam trauma ou choque nos tecidos.
Perfuração: são as feridas causadas pela perfuração em um ou em vários
tecidos, como a causada por armas de fogo.
As causadas por queimaduras, calor ou radiação, úlceras por pressão e outros.
Graus de contaminação das feridas
Já mencionamos que os tipos de feridas são definidos também pelo seu grau
de contaminação. Conheça alguns deles:
Ferida limpa: as cirúrgicas são exemplos de feridas limpas. Como são
realizadas em ambientes cirúrgicos e esterilizados, acredita-se não terem o
risco de contato com microrganismos.
Ferida limpa-contaminada: esse tipo tem grande chance de ser contaminada.
São as feridas causadas por acidentes ou abertas por até seis horas antes do
atendimento. Encaixam-se aqui também as cirurgias que envolvem cavidades.
Ferida contaminada: são as que têm reação inflamatória. Essa reação pode
ser causada pelo contato com terra ou algum outro tipo de matéria
contaminada.
Ferida infectada: esses tipos apresentam sinais claros de infecção, como
edemas, vermelhidão, dor, alteração de temperatura e presença de pus.
Úlceras, feridas crônicas ou as que demoram a cicatrizar são bastante
suscetíveis a ter um agente infeccioso no local, causando uma reação
inflamatória e destruindo tecidos.
Como você pode observar, até mesmo quando são "apenas arranhões", as
feridas são classificadas (escoriações). Também conhecemos por "esfolar". Tudo o
que foi visto até agora é apenas uma introdução do que trata um curso de feridas. Os
cursos EAD sobre feridas, curativos, formas de tratamento e cuidados são
24
25
direcionados tanto a quem trabalha na saúde quanto a qualquer pessoa que queira
conhecer sobre esse tema, que é de grande utilidade.
MATERIAL NECESSÁRIO
Material Necessário: -
02 Pares de luvas de procedimento,
01 pacote de curativo,
01 unidade de soro fisiológico 0,9% de 125ml conforme tamanho da ferida,
fita micropore,
01 saco de lixo pequeno,
pacote de gaze (a quantidade depende do tamanho da ferida) e
01 bandeja média, medicação prescrita s/n.
8. INFECÇÃO INTRA-HOSPITALAR
A infecção intra-hospitalar é definida como qualquer infecção adquirida enquanto a
pessoa está internada no hospital, podendo se manifestar ainda durante a internação,
ou após a alta, desde que seja relacionada com a internação ou os procedimentos
realiazados no hospital.
Adquirir uma infecção no hospital não é incomum, pois este é um ambiente em que
estão muitas pessoas doentes e em tratamento com antibióticos.
Durante o periódo em hospital, alguns dos principais fatores que causam a
infecção são:
-Desiquilibrio da flora bacteriana da pele e do organismo, geralmente devido ao uso
de antibioticos.
-Queda da defesa do sistema imune da pessoa internadtanto peoa doença, como
por uso de medicamentos.
-Realização de procedimentos invasivos como passagem de catéter, passagem de
sondas, biópsias, endoscopias ou cirurgias, por exemplo, que quebram a barreira de
protecção da pele.
Geralmente, os micro-organismos que causam a infecção hospitalar não
causam infecções em outras situações, pois eles aproveitam o ambiente com poucas
bactérias inofensivas e aqueda da resistência do pte para se instalar. Apesar disto, as
bactérias hospitalares costumam desenvolver infecções graves e de dificil tratamento,
já que são mais resistentes aos antibióticos, por isso, em geral, é necessário usar
antibióticos mais potentes para curar este tipo de infecção. .
25
26
"Como é Feito O Controle" ?
O Ministério da Saúde determina que todo ambiente destinado a cuidados com
a saúde possuam certos cuidados para prevenir a infecção hospitalar. No hospital,
deve haver uma comissão de controle se infecção hospitalar(CCIH), formada por um
grupo de profissionais de saúde, como médicos e enfermeiros, que têm a
responsabilidade de estudar as fontes e causas de infecções daquele hospital, e
montad um programa de prevenção para reduzir ao máximo o número de infecções.
9. HEMODIÁLISE
A hemodiálise é um procedimento que filtra o sangue. Através da hemodiálise
são retiradas do sangue substâncias que quando em excesso trazem prejuízos ao
corpo, como a uréia, potássio sódio e água.
Hemodiálise é o processo de filtragem e depuração de substâncias
indesejáveis do sangue como a creatinina e a uréia. A hemodiálise é realizada em
pacientes portadores de insuficiência renal crônica ou aguda, já que nesses casos o
organismo não consegue eliminar tais substâncias devido à falência dos mecanismos
excretores renais.
Basicamente a separação por diálise é um processo lento que depende das
diferenças entre o tamanho das partículas e entre os índices de difusão dos
componentes coloidais e cristalóides. Quando uma mistura é posta num recipiente de
colódio, pergaminho, ou celofane e submersa em água, os íons e pequenas moléculas
atravessam a membrana, deixando as partículas coloidais no interior do recipiente.
Esquema representativo do circuito de hemodiálise. O sangue é retirado do
paciente por um acesso venoso e impulsionado por uma bomba até o filtro, sendo
então devolvido ao paciente.
Na hemodiálise, o sangue é obtido de um acesso vascular (cateter venoso
central ou fístula artério-venosa) e impulsionado por uma bomba até o filtro de diálise,
também conhecido como dialisador. No dialisador, o sangue é exposto à solução de
diálise (também conhecida como dialisato) através de uma membrana semipermeável,
permitindo assim, as trocas de substâncias entre o sangue e o dialisato. Após ser
o o p n p ss o vés o s o o s ng “f o” é n ão
devolvido ao paciente pelo acesso vascular.
As máquinas de hemodiálise possuem vários sensores que tornam o
procedimento seguro e eficaz. Os principais dispositivos presentes nas máquinas de
diálise são: monitor de pressão, temperatura, condutividade do dialisato, volume de
ultra filtração, detector de ar, etc.
Tipos de Hemodialise
26
27
1-Hemodialise convencional
2-Hemodialise de Alta eficácia
3-Hemodialise de Alto fluxo
4-Hemodiafiltração
OBJETIVOS DO HEMODIALISE
REQUISITOS PARA A DIÁLISE:
MÉTODOS DE ACESSO À CIRCULAÇÃO DO PACIENTE:
CUIDADOS DE ENFERMAGEM NA UNIDADE DE HEMODIÁLISE:
ambiente limpo, calmo e arejado.
-lo sobre o processo.
mente, principalmente PA antes, durante e
após a hemodiálise.
alteração. Nesses casos o
ter assepsia rigorosa em todos os procedimentos.
coagulação (TAP), já que é
MÁQUINA DE HEMODIÁLISE
Funciona como um rim artificial planejado apenas para filtrar o sangue,
porque os rins têm também a capacidade de produzir hormônios e vitamina D,
controlar a pressão arterial e mandar a medula óssea fabricar sangue. Por isso, quase
100% dos pacientes com insuficiência renal têm anemia não por falha da fábrica de
sangue, mas por falha na ordem para fabricá-lo. No entanto, essas deficiências podem
ser corrigidas com medicamentos sob a forma de comprimidos ou injeções, para que o
indivíduo tenha a melhor qualidade de vida possível.
Uma sessão convencional de hemodiálise tem, em média, duração de 4 horas
e freqüência de 3 vezes por semana. Entretanto, de acordo com as necessidades de
27
28
cada paciente, a sessão de hemodiálise pode durar 3 horas e meia ou até mesmo 5
horas, e a freqüência pode variar de 2 vezes por semana até hemodiálise diária para
casos seletos.
9.1. CUIDADOS ESPECÍFICOS DE ENFERMAGEM EM INSUFICIÊNCIA RENAL
CRÔNICA
Apoio psicológico ao paciente e família.
Preparar o paciente para os métodos dialíticos.
Controlo de cumprimento da dieta, restrição de água, sódio, proteínas de
origem animal e a entrada calórica correspondente.
Administração de hidróxido de Alumínio para evitar a absorção intestinal do
fósforo, deste modo evitar as alterações do cálcio.
Medir sinais vitais periodicamente.
Levar a cabo peso e medição da diureses diária, avaliar a evolução dos
edemas.
Controle estrito balanço hidromineral .
Garantir higiene pessoal e ambiental, com o objetivo de prevenir a sepsis.
Levar a cabo procedimento substitutivo adequado.
Observar aparecimento de complicações.
[Link] E CUIDADOS OBSTETRICOS
10.1. INFECÇÃO PUERPERAL
Infecção puerperal: invasão direta de microorganismos patogênicos aos
órgãos genitais, durante ou depois do parto, favorecida pelas mudanças locais e
generais do organismo nestas etapas.
Considera – se infeção puerperal as primeiras 24 h depois do parto, toda
puérpera que tenha uma temperatura superior aos 38 º C, mantida em 2
determinações separadas por um intervalo de 6 h.
7.1. VIAS DE PENETRAÇÃO DOS GERMES
Ferida placentaria e onde há sangue, que é um meio de cultivo excelente.
Feridas abertas do pescoço uterino, vagina, vulva e períneo.
Decidua fina com orifícios abertos.
OS GÉRMENES CAUSAIS MAIS FREQÜENTES SÃO:
Escherichia coli (50 %),
estreptococos anaerobios,
estreptococos hemolíticos (beta e alfa),
Estaphylococcus aureus,
Klebsiella,
Proteus Mirabilis,
Entorobacter,
28
29
Pseudomonas,
Chlamydia trachomatis,
Neisseria gonorrhoeae
QUADRO CLÍNICO
Tira do estado geral.
Calafrios.
Febre pela tarde e de noite temprana.
Taquisfigmia.
Hipotensão arterial.
Subinvolução uterina.
Loquios fétidos.
Dor e engrossamento dos parametrios, dos anejos ou ambos.
Retenção de membranas e malhas placentarios.
Infecção local do pescoço uterino, vagina, vulva, períneo ou da incisão
cirúrgica.
CUIDADOS DE ENFERMAGEM (I.P)
Vigiar signos vitais.
Obter mostra e envio ao laboratório.
Observar característica da drenagem e estado da ferida.
Observar resposta ao tratamento.
Facilitar repouso e sonho.
Proporcionar medidas higiênicas encaminhadas a melhorar o bem-estar da
mulher.
Aplicar medidas físicas para favorecer o descida da febre.
Efetuar a higiene do periné e mudança de curativo freqüentemente.
Verificar os conhecimentos da mulher com relação à higiene e autocuidado.
Ajudar à mulher a confrontar o processo, lhe proporcionando apóio psicológico.
Cura da ferida
Subministrar tratamento com antibióticos.
Subministrar analgésicos, se tiver dor.
10.2. CUIDADOS DE ENFERMAGEM AO RECÉM NASCIDO CUIDADOS
IMEDIATOS AO RN
manutenção da respiração.
-lo
e remover os campos úmidos.
Pinçamento e Secção do Cordão Umbilical: clampear 6 a 8 cm do abdome e
realizar curativo com álcool 70%;
-se 1 gota de Nitrato de Prata a 1%
nos olhos, na vagina e/ou pênis do RN a fim de evitar oftalmia gonocócica,
transmitida verticalmente.
Identificação do RN: Dados e pulseira/ esparadrapo no antebraço e tornozelo.
29
30
Índice de Apgar
O índice de Apgar : é uma escala que foi desenvolvida por uma médica norte-
americana, com o objetivo de avaliar qual a adaptação do recém-nascido ao mundo
extrauterino e se em algum momento o RN sofreu de asfixia e qual a sua gravidade.
Deve ser realizado no 1º e 5º minuto de vida, se persistir baixa nota de avaliação deve
ser repetido no 10º minuto.
O mais importante dado é o batimento cardíaco, e o menos relevante é a cor da pele.
Cuidados Mediatos
);
igual ou superior a 2 Kg.
11. CUIDADOS DE ENFERMAGEM PERANTE DOENTE COM PATOLOGIAS
11.1. DIABETES MELLITUS
Diabetes Mellitus: É uma enfermidade endocrino-metabólico crônica, a qual
pode dever-se à ação de diferentes fatores (genéticos, lhes vire, imunológico e
ambientais) segundo o caso. Este síndrome heterogêneo afeta o metabolismo geral do
organismo.
É um estado de hiperglicemia crônica causado por um déficit absoluto ou
relativo da produção ou liberação de insulina que leva a alterações no metabolismo
dos carboidratos, lipídios e proteínas a qual se traduz à larga por um aumento da
glicose em sangue e urina.
Classificação etiológica e fisiopatológica:
1. Diabetes tipo I ou Insulinodependiente: Se diagnóstica na infância ou primeira
juventude, estes pacientes de não receber insulina se descompensan, é de causa
Autoinmune e idiopática e não se produzem insulina porque as células beta do
pâncreas foram destruídas por um processo.
2. Diabetes tipo II ou não insulino dependente: Aparece na idade adulta, Geralmente
não necessitam Insulina nem desenvolvem Cetoacidosis, controlam-se com a dieta e
hipoglicemiantes orais. Neste tipo de diabetes existem 2 elemento relacionados
com a insulina.
a)- A resistência à insulina: (É quando a insulina se volta menos eficaz e as malhas
não captam a glicose).
30
31
b)-Alteração na secreção da insulina. (refere-se a uma maior quantidade de insulina
que deve segregar o pâncreas para superar a resistência insulinica e evitar a
hiperglicemia).
3. Diabetes gestacional: É a que se produz durante o embaraço. Embora
geralmente desaparece depois do nascimento do bebe ou desenvolvem diabetes tipo
II; deve-se a um aumento de secreção de hormônio na placenta, um dos diversos
hormônios produzidos pela placenta, como o lactógeno placentario humano, a
gonadotropina coriónica, os estrogênios, a progesterona e um hormônio similar a
tirotropina.
4. Outras: Pancreatitis, Neoplasias do pâncreas e Medicamentosa pelo abuso do
Glucocorticoides, Tiazidas, etc.
Quadro Clínico:
1. Polifagia ( Fome excessiva)
2. Polidipsia ( sede excessiva)
3. Poliuria
4. Prurito general ou vulvar ou ambos
5. Perda de peso
6. Má cicatrização de feridas.
7. Transtornos vasculares. neurológicos, visuais. retinianos, renais.
8. Astenia.
9. Infeccione a repetição.
10. Visão imprecisa.
11. Problemas do funcionamento sexual.
12. Obesidade.
Exames complementares:
1. Glicemia em jejuma e pospandrial de 2 horas
2. PTG. Especialmente para os diabéticos de tipo II.
3. Albuminuria de 24 H.
4. Benedit e Imbert.
5. Provas funcionais hepáticas (se se suspeitar de afecções Hepáticas).
6. Hemograma.
7. Eritrocedimentación.
31
32
8. Ex. Parcial de urina.
9. Eletrocardiograma
10. Contagem do Addis e filtrado glomerular (se se suspeitar de Afecções renais).
11. Creatinina.
12. Ácido Úrico
13. Uréia.
Tratamento da diabete millitus
Pilares do Tratamento do Diabético.
Dieta: Balançada, (rica em vitaminas, minerais e proteínas e poucos
carboidratos e hipograsa divididos em 6 comidas) e individualizada.
Exercícios: Estes se realizassem de acordo às condições do paciente (devem
ser moderados e em casos de atividade físicas intensas se administram
glúcidos).
Tratamento: realizam-se com hipoglicemiantes orais Ex. Diabetón ou
tolbutamida, Glibenclamida e diabefen.
Insulina (Lenta ou simples).
Os Hipoglicemiantes por via oral: So estão indicados em pacientes não insulino
dependentes depois de 2 semanas com tratamento dietético sem obter controle
metabólico adequado ou de entrada se existirem níveis muito elevados de glicemia.
Ordem de eleição
Glibenclamida: começa-se com ½ ou 1 tablete no café da manhã e se aumenta
a dose até 15 0 2 mlg lhe acrescentando em almoço e comida.
Contra-indicações: Diabéticos insulina dependente. Complicações agudas.
Insuficiência hepática ou renal. Consumo de álcool ou barbitúricos. Pacientes anciões
ou depauperados
Tolbutamida: a dose varia de 0.5 a 3g jornais começando com 1 tab no café da
manhã. Se for necessário se aumenta em comida ou almoço até não mais de 3
gramas ao dia (6tab). É útil em anciões não insulinodependientes.
COMPLICAÇÕES DA DIABETES MILLITUS
Neurológicas: Cãibras, adormecimento e parestesia em membros inferiores.
(neuropatías).
Oftalmológicas: Diminuição ou perda de visão, dor. (Retinopatía).
Renais: Astenia, edema, disuria, dor nos pontos renoureterales, cistite, febre,
calafrios. (Nefropatías).
Vasculares: Enfermidade coronária, Ateroesclerosis. Hipertensão Arterial,
síndrome vascular periférico (Pé do Charcot).
Infecções: Renal, cutânea, genital, bocal, seios perinasales, respiratório.
32
33
Cetoacidosis diabética.
Vírgula diabético.
CUIDADOS DE ENFERMAGEM PACIENTE COM DIABETE MELLITE
conforme prescrição médica.
da insulina e a necessidade de
rotatividade.
frituras.
hidratação adequada.
Orientar sobre a importância da atividade física para controle do nível
glicêmico, da pressão arterial e para o bem-estar geral.
hada em local plano.
na unidade de saúde.
arterial.
Orientar sobre a hidratar os pés.
feridas.
venosas, arteriais.
sua realidade.
11.2. INTOXICAÇÃO
Intoxicação : É um processo patológico causado por substâncias endógenas
ou exógenas, caracterizado por desequilíbrio fisiológico, conseqüente das alterações
bioquímicas no organismo. Processo é evidenciado por sinais e sintomas ou mediante
dados laboratoriais.
33
34
CLASSIFICAÇÃO DAS INTOXICAÇÃO
-aguda ou sub-crônica
INTOXICAÇÃO AGUDA: Decorre de um único contato (dose única- potência da
droga) ou múltiplos contatos (efeitos cumulativos) com o agente tóxico, num período
de tempo aproximado de 24 horas. Os efeitos surgem de imediato ou no decorrer de
alguns dias, no máximo 2 semanas. Estuda a relação dose/resposta que conduz ao
cálculo da DL50.
INTOXICAÇÃO SUB-AGUDA OU SUB-CRÔNICA: Exposições repetidas a
substâncias químicas – caracteriza estudos de dose/resposta após administrações
repetidas.
INTOXICAÇÃO CRÔNICA: Resulta efeito tóxico após exposição prolongada a doses
cumulativas do toxicante ou agente tóxico, num período prolongado, geralmente maior
de 3 meses a anos.
FASES DA INTOXICAÇÃO:
FASE DE EXPOSIÇÃO: É a fase em que as superfícies externa ou interna do
organismo entram em contato com o toxicante. Importante considerar nesta fase a via
de introdução, a freqüência e a duração da exposição, as propriedades físico-
químicas, assim como a dose ou a concentração do xenobiótico e a susceptibilidade
individual.
FASE DE TOXICOCINÉTICA: Inclui todos os processos envolvidos na relação entre a
disponibilidade química e a concentração do fármaco nos diferente tecidos do
organismo. Intervêm nesta fase a absorção, a distribuição, o armazenamento, a
biotransformação e a excreção das substâncias químicas. As propriedades físico-
químicas dos toxicantes determinam o grau de acesso aos órgãos-alvos, assim
como a velocidade de sua eliminação do organismo.
FASE DE TOXICODINÂMICA: Compreende a interação entre as moléculas do
toxicante e os sítios de ação, específicos ou não, dos órgãos e, conseqüentemente, o
aparecimento de desequilíbrio homeostático.
FASE CLÍNICA: É a fase em que há evidências de sinais e sintomas, ou ainda,
alterações patológicas detectáveis mediante provas diagnósticas, caracterizando os
efeitos nocivos provocados pela interação do toxicante com o organismo.
MANEJO DO PACIENTE INTOXICADO
34
35
A intoxicação aguda é uma emergência médica determinada pela exposição
direta a substâncias (drogas, medicamentos, mantimentos etc.) já seja de forma
acidental ou intencional os quais podem dar ao traste com a vida do paciente.
CAUSAS DAS INTOXICAÇÕES TOXICA o Medicamentoso. (Psicofármacos,
analgésicos e antinflamatorios não esteroideo. o Plaguicidas. o Metais pesados. o
Gases tóxicos. o Substâncias corrosivas. o Drogas. o Planta toxicas. o Mantimentos
ciguataros e poluídos (bactérias, vírus parasitas, toxinas etc. O principal Síndrome no
paciente intoxicado é:
Síndrome Comatoso: caracteriza-se por perda progressiva do estado de vigília
que pode chegar até o estado de vigília sem signos de localização neurológicas.
HÁ DOIS TIPOS DE COMA:
1-Tranqüilo e profundo. (por meprobamato, narcótico, gases toxicas etc.)
2-Intranqüilos e superficial. (Alterna com períodos de excitação e um estado
delirantes) Atropina etc.
OS SINTOMAS GERAIS POR INTOXICAÇÃO SÃO
PILARES DO TRATAMENTO DA INTOXICAÇÃO
Eliminar rapidamente as substâncias toxicas pela via de entrada.
Tratar as alterações das funções vitais.
Coleta de amostra das evidências da intoxicação.
Tratamento de eleição para o tipo de intoxicação. (antídotos específicos da
intoxicação nos casos que o requeira)
Ativar o sistema de Emergência Móvel Avançado e remeter à área de cuidados
intensivos Municipal ou ao Hospital segundo o caso.
É importante que quando for necessário a evacuação da população pela
presença de desastre ter encontra o seguinte.
Primeiros Socorros
equipamentos de proteção próprios para cada situação, a fim de proteger a si mesmo;
técnicas de ressuscitação cárdio-respiratória, se for necessária. Não faça respiração
boca-a-boca caso o acidentado tenha inalado o produto. Para estes casos, utiliza
aquecido e sob observação. Os efeitos podem não ser imediatos.
35
36
11.3. DIFERENÇAS ENTRE AVC ISQUÊMICO E AVC HEMORRÁGICO
O Acidente Vascular Cerebral (AVC), muito conhecido como derrame cerebral ocorre
quando há um rompimento ou entupimento dos vasos que levam o sangue ao cérebro,
provocando a paralisia da região afetada.
Existem dois tipos de AVC, são eles:
1. AVC isquêmico: ocorre quando há a falta de sangue em uma região do
cérebro devido a uma obstrução em um vaso sanguíneo, o que pode motivar sequelas
graves ou até mesmo a morte do paciente se ele não for socorrido a tempo. Porém,
esse tipo de AVC é o menos grave, pois o fornecimento de sangue para o cérebro é
interrompido por um período curto, sendo os sintomas sentidos por pouco tempo
(entre uma a duas horas) capaz de desaparecer dentro de 24 horas.
Os sintomas do AVC isquêmico são: dores de cabeça muito fortes, dificuldade
em compreender e falar, perda de força ou paralisia de um dos lados do corpo,
problemas para engolir, alterações visuais, boca torta e tontura. Os fatores de risco
para esse tipo de derrame são diversos, sendo os principais a hipertensão, colesterol
alto, diabetes, doenças cardiovasculares, tabagismo ou excesso de peso.
O tratamento pode ser feito através de medicamentos e o acompanhamento
de um profissional para realizar sessões de fisioterapia, para que o indivíduo tenha a
recuperação de qualidade e o auxílio adequado no tratamento de alguma sequela.
2. AVC hemorrágico: é caracterizado pelo sangramento em uma parte do
cérebro causado por uma ruptura de um vaso sanguíneo cerebral. A principal causa
desse tipo de derrame é a pressão alta, aneurisma, distúrbios na coagulação
sanguínea e aterosclerose.
Os sintomas do AVC hemorrágico são: dor de cabeça intensa, perda da força
de um dos lados do corpo ou a paralisia, principalmente perna ou braço, perder parte
ou totalmente a visão, dificuldade de falar e compreender, dormência nas mãos,
pernas e rosto, dificuldade em andar, perda de coordenação ou equilíbrio e tontura.
O tratamento pode ser feito com uma cirurgia no cérebro ou com a utilização
de medicamentos. A cirurgia tem como objetivo tirar o sangue derramado de dentro da
região afetada do cérebro, remover o coágulo de sangue que causou o rompimento,
fechar o aneurisma e amenizar o excesso de pressão dentro do cérebro.
Já o tratamento clínico reside no uso de medicamentos para tratar a pressão
arterial elevada, infecções ou crises convulsivas, mas o paciente que sofreu o AVC
hemorrágico também deve iniciar imediatamente sessões de fisioterapia ocupacional
para diminuir as lesões e melhorar a qualidade de vida.
O QUE CAUSA O AVC
O acidente vascular cerebral, também conhecido como AVC ou derrame
cerebral, é a interrupção do fluxo de sangue para alguma região do cérebro, e isso
pode ter diversos motivos, como acúmulos de placas de gordura ou formação de um
36
37
coágulo, que dão origem ao AVC isquêmico, ou sangramento por pressão alta e até,
ruptura de um aneurisma, dando origem ao AVC hemorrágico.
Quando esta situação acontece, as sequelas dependem da gravidade da lesão
cerebral e do tratamento adequado, sendo comum ficar com fraqueza em um lado do
corpo ou dificuldade na fala, por exemplo. Por isso, é importante focar em terapias de
reabilitação, para diminuir qualquer tipo de dificuldade que tenha permanecido.
Causas do AVC isquêmico
O AVC isquêmico é causado pela obstrução de algum vaso que leva sangue
ao cérebro, que na maioria das vezes, acontece em pessoas acima dos 50 anos,
entretanto, também é possível acontecer em jovens. Isso pode acontecer devido a:
a) Tabagismo e má alimentação Hábitos de vida como o tabagismo, o
consumo de alimentos ricos em gorduras, frituras, sal, carboidratos e açúcares,
aumentam o risco de desenvolver o acúmulo de placas de gordura, também chamadas
de aterosclerose, nos vasos sanguíneos do cérebro e em vasos importantes para a
circulação cerebral. Quando isso acontece, o sangue não consegue passar e, as
células da região afetada começam a morrer por falta de oxigênio.
Como evitar: adotar uma alimentação mais saudável, com dieta rica em
vegetais, frutas e carne magra, além de praticar atividade física, pelo menos, 3 vezes
na semana e não fumar. Confira quais são as nossas dicas de hábitos para evitar
doenças como AVC e infarto.
b) Pressão alta, colesterol e diabetes Doenças como pressão alta, colesterol,
triglicerídeos altos, obesidade ou diabetes são os maiores riscos para a formação de
acúmulo de placas de gordura, assim como o desenvolvimento de inflamações nos
vasos sanguíneos e doenças cardíacas, sendo importantes riscos para o AVC.
Como evitar: controlar adequadamente estas doenças, com o tratamento indicado
pelo médico, além de adotar hábitos de vida saudáveis, para diminuir seus efeitos
negativos sobre o corpo.
Causas do AVC hemorrágico
O derrame cerebral hemorrágico acontece quando há um sangramento dentro do
cérebro ou nas meninges, que são películas que envolvem o cérebro.
Este tipo de AVC pode acontecer tanto em idosos quanto em jovens, e as principais
causas são:
a) Pressão alta A pressão muito elevada pode romper algum dos vasos do cérebro,
sendo esta a principal causa do AVC hemorrágico. Geralmente, acontece em pessoas
que têm picos de pressão muito alta, por não realizar o tratamento da hipertensão.
37
38
Como evitar: é necessário fazer um acompanhamento médico para exames de check-
up e verificar se tem pressão alta e, caso seja confirmada, fazer um tratamento e
controle adequado da doença, prevenindo seus efeitos no corpo.
b) Pancada na cabeça O traumatismo crânio-encefálico, que pode acontecer em
acidentes de trânsito, é uma importante causa de AVC, pois pode provocar o
sangramento dentro e ao redor do cérebro, sendo uma situação muito grave e que põe
em risco a vida da pessoa.
11.4. UROLOGIA
O médico urologista é o profissional responsável pelo diagnóstico e tratamento
de doenças do trato urinário de toda a população, e do sistema genital dos homens,
exclusivamente. Esse profissional conclui duas especializações, uma na área de
cirurgia geral e outra em urologia, nas quais ele adquire toda a experiência necessária
para atuar.
O médico urologista é o responsável por diagnosticar e tratar doenças do
sistema urinário, que inclui órgãos, como a bexiga e os rins, e canais, como a uretra e
os ureteres. Para problemas desse tipo, tanto homens quanto mulheres devem
procurar o profissional.
O urologista também é habilitado para cuidar do sistema reprodutor masculino,
que inclui a próstata, testículo, pênis, vesículas seminais, ductos deferentes e
epidídimos. Ademais, esse médico também é responsável por realizar diagnósticos e
tratar problemas relacionados às adrenais, também chamadas de glândulas
suprarrenais, que produzem hormônios importantes como a adrenalina e o cortisol.
Assim, esse profissional pode atuar em todos os segmentos da urologia ou se
qualificar em uma das subdivisões da especialidade.
Exemplos desses ramos são:
1. Andrologia: em que o profissional cuida exclusivamente do sistema reprodutor
masculino, assim como a sua função sexual e hormônios envolvidos;
2. Doenças sexualmente transmissíveis (DSTs): como gonorreia, herpes e sífilis;
3. Urologia feminina ou pediátrica: em que o profissional se especializa nos problemas
que acometem principalmente essas populações;
4. Uroneurologia: em que o médico atua especialmente em casos de doenças
urinárias consequentes de distúrbios neurológicos;
[Link]-oncologia: para diagnóstico e tratamento específico de tumores urológicos;
Transplante renal.
Assim como acontece com outras especialidades, esse profissional também
atende em consultório médico. Além disso, ele ainda trabalha em hospitais, para
realizar cirurgias, exames diagnósticos e para acompanhar seus pacientes que estão
38
39
internados. Como destaque, o urologista tem um papel de relevância para a saúde dos
homens, pois realiza exames preventivos essenciais, como o exame da próstata,
indispensável no check up anual para diagnosticar de maneira precoce um câncer na
região.
Ao todo, as responsabilidades do urologista incluem diagnosticar e estabelecer
o tratamento mais adequado para cada pessoa em relação às doenças urológicas e
genitais. Dessa forma, ele garante a recuperação mais rápida, com o restabelecimento
da saúde e qualidade de vida do paciente.
QUAIS AS DOENÇAS TRATADAS POR ESTE ESPECIALISTA
A lista de doenças tratadas pelo urologista é gigantesca. Entre os problemas
que podem acometer tanto homens quanto mulheres em todas as idades estão:
- Infecções urinárias, como a cistite e a pielonefrite;
- Inflamações;
- Tumores benignos ou malignos (câncer);
- Cálculos renais, as famosas pedras no rim; - Incontinência ou obstrução do
fluxo urinário. Para os homens, o urologista identifica e trata problemas como: -
Infertilidade;
- Ejaculação precoce;
Impotência sexual; - DSTs;
- Fimose; -
Curvatura peniana; - Câncer que acomete o sistema reprodutor masculino.
No processo de diagnosticar essas doenças, o médico solicita alguns exames.
Os mais comuns são os de sangue, para avaliar principalmente os parâmetros
bioquímicos relacionados com o trato urinário, como creatinina, ureia e ácido úrico,
além da contagem de leucócitos para verificar uma possível infecção. Os exames de
imagem também podem ser solicitados, os quais incluem ultrassonografias e
ressonância magnética.
11.5. CARDIOPATIA
Insuficiência cardíaca: Incapacidade do coração para bombear aos copos da
circulação geral um volume de sangue suficiente para satisfazer as necessidades do
metabolismo, daí a incapacidade de manter um gasto cardíaco adequado, é a
diminuição da contractilidad do músculo cardíaco.
É o estado em que o coração não pode produzir o gasto cardíaco necessário
para satisfazer as necessidades metabólicas do organismo. As diminuições das
propriedades contráteis do coração fazem que diminua o gasto cardíaco. Ao diminuir o
gasto cardíaco os nervos simpáticos aceleram a freqüência cardíaca para que o gasto
seja adequado.
39
40
Retorno venoso: Quantidade de sangue que sai do coração em um minuto.
Causas:
Isquemia cardíaca
Necrose muscular
Hipertensão arterial não tratada.
Dilatação das cavidades cardíacas
Valvulopatia e calcificação valvular.
Enfermidade do Chagas
Febre Reumática
Ateroesclerosis
Classificação:
Direita: Quando a deficiência circulatória de bombeamento depende do
ventrículo direito, o qual favorece o retorno venoso retrocedo provocando uma recarga
circulatória Hepato-Rena-Portal.
Esquerda: Quando a deficiência circulatória de bombeamento depende do
ventrículo esquerdo, provocando uma sobrecarga do retorno venoso retrocedo para as
veias pulmonares e em conseguinte produz um edema pulmonar e bloqueio da difusão
refrigerante alvéolo-capilar. Desencadeia o Edema Agudo do Pulmão.
Global: Quando a deficiência circulatória de bombeamento depende da dilatação
global com retorno venoso retrocedo para ambas as circulações maior e menor.
Quadro Clínico:
Generais:
Edema dos membros inferiores
Fácil cansaço a deambulación.
Dispnéia de esforço.
Direita:
Regurgitação hepatoyugular
Edema duro, quente e difícil godet
Hepatoesplenomegalia
Hipertensão arterial
Taquicardia.
Esquerda:
. Dispnéia paroxística noturna
2. Posição de ortopnea
Cianose peribucal e distal
Edema pulmonar
Bradipnea e Apnea
Hemoptisis espumosa
Silencio auscultatorio progressivo
40
41
Intranqüilidade
Paro cardiorrespiratorio.
Meios Diagnósticos:
Laboratório Clínico:
Hemograma completo
Lipidograma
Uréia e Ácido Úrico
Ionograma
Radiológicos:
Ecocardiograma
Rx de Tórax a distancia telex (dilatação cavidades, cardiomegalia)
Ultra-som abdominal e renal
Angiografía
Elétricos: Eletrocardiograma
Tratamentos:
Não farmacológico:
Proporcionar relaxação física e emocional.
Aliviar a hipoxia e melhorar a ventilação.
Retardar o retorno venoso ao coração.
Melhorar a função cardiovascular.
Farmacológico
Diuréticos de ASA e poupadores de potássio.
Relaxantes da musculatura Lisa bronquial
Digitálicos
Anticalcicos
EICA
Antiagregantes plaquetarios
Cuidados específicos de Enfermaria:
Manter em posição fowler sentado ou semisentado.
Oxigenoterapia suplementar
Melhorar o retorno venoso mediante a realização torniquetes nos membros
inferiores e superiores deixando livre só um cada 10 minutos.
Administração imediata de 250 mg da Aminofilina e 100 mg da Furosemida por
via endovenosa na emergência, se Edema Agudo Pulmonar.
Realizar eletrocardiograma
Aplicar terapêutica farmacológica segundo protocolo específico.
Vigiar aparição de complicações clínicas e reações adversas medicamentosa
Manter um estrito controle dos líquidos administrados no balanço hidromineral
do paciente.
Aplicar protocolo específico se necessidade de ventilação mecânica artificial.
41
42
Suspender mantimentos as primeiras 10 H. Posteriormente segundo o estado
do paciente se pode incorporar primeiro dieta líquida e posteriormente branda
(segundo critério).
Controlar o peso diário do paciente.
2.2. Intervenções de Enfermagem ou Cuidados de Enfermagem ao Paciente:
necessidades de oxigênio,
-Fowler ou Fowler-alto para facilitar o retorno venoso,
lsava,
consciência, sons cardíacos,
pele fria, palidez facial, enchimento capilar retardado,
-Fowler ou Fowler-alto para facilitar a respiração e aliviar
a congestão pulmonar,
Proporcionar refeições fracionadas e em pouca quantidade,
-estar e câimbras,
potenciais problemas dos diuréticos,
restringir os líquidos.
Proporcionar refeições fracionadas e em pouca quantidade,
-
estar e câimbras,
potenciais problemas dos diuréticos,
próstata,
líquidos.
42
43
12. ÉTICA E DEONTOLOGIA PROFISSIONAL
12.1. DILEMA ÉTICO PERANTE DECISÃO DO DOENTE TERMINAL
ALGUNS TERMOS USADO
CONSIDERAÇÕES GERAIS
TANATOLOGIA :é a ciência que estuda a morte e seus processos intrínsecos.
Desde a concepção o homem, como ser complexo que é, teme a morte em
suas dimensões física, emocional, intelectual e espiritual.
Dentro da tanatologia, parte da bioética, a morte é dividida em modalidades,
segundo critérios de decisão pela abreviação da vida.
DIVIDE- SE EM:
EUTANÁSIA ATIVA,
EUTANÁSIA PASSIVA,
DISTANÁSIA,
ORTOTANÁSIA,
MISTANÁSIA.
EUTANÁSIA ATIVA: Ocorre quando há um acordo entre médico,família e paciente
com o objetivo de terminar com a vida do último. Seja por meio de uma droga letal ou
da retirada de aparelho de respiração, a interferência de outra pessoa é ativa.
EUTANÁSIA PASSIVA: Ocorre quando o médico ou qualquer pessoa do convívio do
paciente lhe provê todo o material necessário ao suicídio, mas não realiza ativamente
o ato final.
DISTANÁSIA: Ocorre quando opta-se pela persistência em um tratamento que não
curará ou melhorará o estado de saúde do paciente. É considerado antiético. Esta
prática prolonga uma dor e pode ser comparada à tortura. Assim, é a obstinação
terapêutica em que a tecnologia médica é usada para prolongar penosa e inutilmente
o processo de agonia e morrer.
ORTOTANÁSIA: Ocorre quando, deliberadamente, suspende-se o tratamento
de uma doença incurável que só prolongaria o sofrimento do paciente. É a atuação
correta frete à morte (Pessini, 2001), a abordagem adequada diante do paciente que
está morrendo, implica garantir a este paciente sua dignidade e individualidade.
MISTANÁSIA: Ocorre normalmente fora das instituições hospitalares. Trata-se
de uma morte miserável, antes da hora. É uma categoria que nos permite refletir sobre
o fenômeno da maldade humana.
43
44
A bioética pode valer-se de princípios para nortear as condutas éticas com relação ao
processo de morte do paciente.
OS PRINCÍPIOS SÃO:
BENEFICÊNCIA,
NÃO MALEFICÊNCIA,
AUTONOMIA
JUSTIÇA.
PRINCIPIOS BIOÉTICOS
Benevolência,
Não-maleficência,
Autonomia
Justiça.
BENEFICÊNCIA E NÃO MALEFICÊNCIA: Estes princípios, sintetizados desta
forma, dentro da tradição filosófico moral, simbolizam o "fazer o bem". É uma
manifestação de benevolência, pretende evitar danos corporais e mentais. Remete à
tradição hipocrática e supõe que maximizar o bem do outro implica diminuir o mal.
AUTONOMIA: Princípio que eleva em primeiro plano a liberdade do paciente,
capaz de construir regras para si mesmo com base na razão. Remete à tradição
kantiana da filosofia moderna, que creditava confiança no homem racional. Reflete a
capacidade de autogoverno.
JUSTIÇA: É o princípio que propõe a imparcialidade na distribuição dos riscos
e benefícios, considerando as desigualdades (sociais, morais, físicas e financeiras), a
dignidade da pessoa e a recusa a qualquer tipo de violência. A justiça é um princípio
que vem sendo desprestigiado, mas que tem importância fundamental na resolução
das questões burocráticas.
ÉTICA NO TRABALHO
A ética profissional é um conjunto de atitudes e valores positivos aplicados no
ambiente de trabalho. A ética no ambiente de trabalho é de fundamental importância
para o bom funcionamento das atividades da empresa e das relações de trabalho
entre os funcionários.
Vantagens da ética aplicada ao ambiente de trabalho:
- Maior nível de produção na empresa;
- Favorecimento para a criação de um ambiente de trabalho harmonioso, respeitoso
e agradável;
44
45
- Aumento no índice de confiança entre os funcionários.
Exemplos de atitudes éticas num ambiente de trabalho:
- Educação e respeito entre os funcionários;
- Cooperação e atitudes que visam à ajuda aos colegas de trabalho;
- Divulgação de conhecimentos que possam melhorar o desempenho das
atividades realizadas na empresa;
- Respeito à hierarquia dentro da empresa;
- Busca de crescimento profissional sem prejudicar outros colegas de
trabalho;
- Ações e comportamentos que visam criar um clima agradável e positivo
dentro da empresa como, por exemplo, manter o bom humor;
- Realização, em ambiente de trabalho, apenas de tarefas relacionadas ao
- Conversas de trabalho, com colegas de trabalho e chefes,
baseadas em verdades e inform - Respeito às regras e normas
da empresa.
12.CÓDIGO DE ÉTICA DOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM
ENFERMAGEM COMO CIÊNCIA (Ética e bioética em enfermagem)
Ética, moral e bioética
Moral: Derivada
Bioética: Estudo interdisciplinar dos problemas criados pelo progresso biomédico, sua
repercussão na sociedade e seu sistema de valores.
Ética
É a Ciência que estuda o comportamento moral do homem em sociedade.
Avalia os atos sendo bons ou maus. Reflexão que interpreta, discute e problematiza os
v o s p n p os g s o s po o“ o ”p v o so .
Moral
Significa costumes, relacionados ao conceito do que a pessoa deve ou não
deve fazer. Designa uma instituição social, composta por um conjunto de regras que
geralmente são admitidas por seus membros – código moral – princípios ou
obrigações de cada um. A moral tende a ser particular, pela realização de suas ações;
a ética tende a ser universal, pela abstração de seus princípios. As morais são
relativas às sociedades e à época em que ocorrem, são múltiplas.
CONSCIÊNCIA MORAL E VALORES MORAIS
45
46
Consciência moral
Para Chaui (2001), a consciência moral refere-se a valores (justiça, honradez,
espírito de sacrifício, integridade, generosidade), a sentimentos provocados pelos
valores (admiração, vergonha, culpa, remorso,
contentamento, cólera, amor, dúvida, medo) e a decisões que conduzam a ações com
conseqüências para nós e para os outros.
Intuição direta, produto da intuição sensível. É a verdadeira qualidade valiosa
de sentimentos, que só pode experimentar-se e viver-se imediatamente e só pode
conhecer-se intuitivamente. Serve de fundamento para as regras com as quais a
pessoa governa suas próprias ações.
BIOÉTICA
-se a abordagem dos problemas éticos ocasionada pelo avanço
extraordinário das ciências biológicas, bioquímicas e médicas.
sobrevivência humana, numa perspectiva de promover e defender a dignidade
humana e qualidade de vida, indo para além do âmbito humano, e abarcando até a
realidade cósmico-ecológica.
Princípios da ética e da bioética:
1 – Autonomia
2 – Beneficência
3 – Não maleficência
4 – Justiça ou eqüidade
5 – Responsabilidade
CAMPOS DA BIOÉTICA
46
47
DEONTOLOGIA
Provém do grego déon, déontos (dever) e logos (tratado). Estuda os deveres
de um determinado grupo profissional. Possui o ser humano como centro dos estudos.
Interrelaciona-se com outras ciências (história, sociologia, psicologia). Na
enfermagem, é regida pelo código de ética.
CÓDIGO DE ÉTICA DE ENFERMAGEM
Conjunto de normas a serem cumpridas pelo profissional de enfermagem.
Carrega em seu bojo a preocupação primordial da assistência de enfermagem. Teve
referência e influência de: Declaração Universal dos Direitos do Homem. Código de
Ética do Conselho Internacional de Enfermeiros.
Referência bibliográfica
BAUMANN, Gilberto. Implicações ético-legais no exercício da [Link]:
Mondrian, 2004. Marilena Chauí. Convite à Filosofia. 12ª ed. SP: Editora Ática, 2001.
p. 335
47