INSTITUTO DE ENSINO SUPERIOR DO SUL DO MARANHÃO
UNIDADE DE ENSINO SUPERIOR DO SUL DO MARANHÃO
CURSO DE PSICOLOGIA
KÁTIA MARIA HORAS DA SILVA
THATIANE DA COSTA RIBEIRO
ANORMALIDADES SENSORIAIS: Olfato e Paladar
Imperatriz
2020
KÁTIA MARIA HORAS DA SILVA
THATIANE DA COSTA RIBEIRO
ANORMALIDADES SENSORIAIS: Olfato e Paladar
Trabalho apresentado a disciplina
Neuroanatomia, como requisito
para obtenção parcial de nota.
Professora:Juliana da Silva Teofilo
Imperatriz
2020
Anormalidades sensórias: Olfato e paladar
O olfato e o paladar são sentidos químicos. Os sistemas neurais que intermedeiam estas
sensações, os sistemas gustatório e olfatório, estão entre aqueles filogeneticamente mais
antigos do encéfalo e ao perceberem substâncias químicas na cavidade oral e nasal
trabalham conjuntamente.
As sensações surgem pela interação de moléculas com os receptores da olfação e
gustação. Como os impulsos se propagam para o sistema límbico (bem como para as
áreas corticais superiores), certos odores e gostos podem desencadear intensas respostas
emocionais ou afluxo de memórias.
Os cientistas acreditam que as moléculas de odor, que se difundem no ar, atinjam e
encaixem-se em receptores da membrana dos pelos sensoriais, o que estimula a célula.
Os neurônios possuem dendritos curtos e grossos, com extremidades expandidas,
chamadas bastonetes olfativos. Destes bastonetes projetam-se cílios (pelos) para a
superfície do muco. Existem de 10 a 20 cílios por neurônio receptor. Os axônios dos
neurônios receptores olfativos passam através da lâmina crivada do osso etmoide e
penetram nos bulbos olfativos.
Entretanto, os sentidos do olfato e do paladar são muito diferentes anatomicamente. Os
receptores do olfato são receptores de distância (teleceptores); as vias olfativas não têm
conexões no tálamo e não há área de projeção neocortical para a olfação. As vias do
gosto ascendem no tronco cerebral para o tálamo e projetam-se no giro pós-central,
juntamente com as vias da sensibilidade do tato e da pressão oriundas da boca.
A importância do paladar reside no fato de que ele permite a um indivíduo selecionar
substâncias específicas de acordo com os seus desejos e, frequentemente, de acordo com
as necessidades metabólicas dos tecidos corpóreos.
A olfação, mais ainda que a gustação, tem a qualidade afetiva de ser agradável ou
desagradável. Por isso, a olfação é, provavelmente, mais importante do que a gustação
para a seleção de alimentos. Nós não sentimos os sabores dos alimentos apenas com o
sentido do paladar, mas também pela estimulação das células olfativas. Os sentidos do
olfato e do paladar agem juntos para identificar melhor o gosto dos alimentos. Ao
ingerirmos os alimentos, eles liberam moléculas olfativas que são detectadas pela
mucosa olfativa, e nos dão a combinação de sabores e aromas.
Um dano ao sistema olfatório, como resultado de um traumatismo craniano, ou mesmo,
um resfriado comum, o qual impede a condução de moléculas transportadas pelo ar nas
cavidades nasais, pode atenuar a percepção do sabor, ainda que as sensações básicas do
gosto doce, ácido, salgado e amargo estejam preservadas.
O olfato pode ajudar, também, no diagnóstico precoce de algumas doenças
neurodegenerativas, como a doença de Parkinson. O resultado indica que o
comprometimento do olfato, e, consequentemente, do paladar, é um indicativo
importante para o diagnóstico precoce da doença, em uma fase na qual os sintomas
motores típicos (como tremores, rigidez e lentidão na execução dos movimentos) ainda
não se manifestaram.
Portanto, muitas ideias simples podem ser sugeridas a pacientes com alterações de
gosto. A mastigação de goma ou de gelo pode atuar como uma ajuda temporária na
hipogeusia. Os pacientes devem ser encorajados a mastigar seus alimentos muito bem,
alterando os lados de sua boca ou então os seus alimentos. As vezes, o tratamento das
alterações olfatórias e gustativas não é fácil e é necessária uma cooperação
interdisciplinar entre o otorrinolaringologista, endocrinologista, neurologista, psiquiatria
entre outros.
Referência
Palheta Neto, Francisco Xavier; Targino, Mauricio Neres; Peixoto, Victor
Soares; Alcântara, Flávia Barata; Jesus, Camila Corrêa de; Araújo, Dalila Costa
de; Marçal Filho, Eduardo Flávio de Lacerda.
Arq. int. otorrinolaringol. (Impr.) ; 15(3): 350-358, jul.-set. 2011.