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Empreendedorismo na Educação Básica

O documento discute o empreendedorismo em educação, definindo-o como um processo que desenvolve habilidades para a auto-realização do indivíduo. Ele descreve a importância de ensinar conceitos empreendedores desde a educação básica e os objetivos de desenvolver comportamentos empreendedores e capacidade de realizar sonhos. Também apresenta os eixos temáticos da disciplina de empreendedorismo, começando pelo autoconhecimento dos alunos da 5a série através da elaboração de um mapa de sonhos.

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Eveli Rayane
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Empreendedorismo na Educação Básica

O documento discute o empreendedorismo em educação, definindo-o como um processo que desenvolve habilidades para a auto-realização do indivíduo. Ele descreve a importância de ensinar conceitos empreendedores desde a educação básica e os objetivos de desenvolver comportamentos empreendedores e capacidade de realizar sonhos. Também apresenta os eixos temáticos da disciplina de empreendedorismo, começando pelo autoconhecimento dos alunos da 5a série através da elaboração de um mapa de sonhos.

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MATRIZ DE REFERÊNCIA DE EMPREENDEDORISMO

Deranor Gomes de Oliveira

Apresentação da Disciplina:

1. O Empreendedorismo
2. Importância do Empreendedorismo
3. Objetivos do Empreendedorismo
4. Os Eixos Temáticos
4.1. Auto-Conhecimento
5. Empreendedorismo Social
6. Economia Pessoal
7. Empreendedorismo De Negócio
8. Transversalidade e Interdisciplinaridade em Empreendedorismo
9. Como Avaliar Empreendedorismo
10. Descritores e Blocos de Conhecimentos
APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA
O EMPREENDEDORISMO

D
esde sua origem, o termo empreendedorismo sempre foi, paralelamente, relacionado à área empresarial, contudo seu
significado não se limita a este fator, expande-se por todos os setores sociais. Há uma distinção clara entre o
empreendedorismo de negócio, ou privado, e empreendedorismo coletivo ou social. Inúmeros aspectos como: foco principal;
resultado final; medida de desempenho e público-alvo são levados em consideração no momento de distinguir uma ação da outra.
Embora o empreendedorismo apresente inúmeras vertentes, o empreendedor possui características próprias, independente da
área em que empreenda. O empreendedor se caracteriza, em qualquer área, pelo ato de sonhar e pela busca constante a fim de
transformar seu sonho em realidade (Dolabela, 2003). A criatividade, a capacidade de estabelecer e atingir objetivos e metas, além da
acentuada consciência em relação aos componentes do ambiente no qual se insere, são pontos fundamentais de um perfil
empreendedor (Filion, 1999). Traçar um perfil empreendedor a ser seguido é complexo, visto que inúmeras características podem ser
inerentes a ele.
Perseverança, iniciativa, criatividade, aversão a normas e padrões que possam restringir a liberdade de agir, comprometimento,
liderança, tolerância aos riscos, além da orientação para o futuro, são as peculiaridades mais comumente relacionadas ao
empreendedor, levando-se em conta a individualidade de cada um.
O empreendedor social deve ser alguém que gosta de, e que sabe, “pensar social”, subordina o econômico ao humano, o
individual ao coletivo e carrega consigo um grande “sonho” de transformação da realidade atual.
Empreendedores sociais têm características semelhantes aos empreendedores de negócios, mas possuem uma missão social
onde o objetivo final não é a geração de lucro, mas o impacto social; são os agentes de transformação no setor social. Não se contentam
em atuar apenas localmente. São extremamente visionários e pensam sempre em inspirar a sociedade com as suas ideias e como
colocá-las em prática. São persistentes e, ao invés de desistirem ao enfrentarem um obstáculo, os empreendedores sociais se
perguntam “como posso ultrapassar este obstáculo?” e seguem com determinação suas respostas.
Com a finalidade de despertar o protagonismo infanto-juvenil, trabalhando noções de liderança, estratégias, recursos
financeiros, afim de que esses jovens possam difundir estes conhecimentos dentro de seu meio social, estabelecendo uma maior
interação entre escola x comunidade e inspirados na “Pedagogia Empreendedora” de Fernando Dolabela, na metodologia “Setes
Passos” proposta por Laudinéia Santos e na junção de outras metodologias empreendedoras, a disciplina Empreendedorismo busca
trabalhar o “Mapa dos Sonhos” com alunos da 5ª série, “Empreendedorismo Social na escola e na comunidade” com os alunos da 6ª
série, “Economia Pessoal” com os alunos da 7ª série e “Empreendedorismo de Negócio” com alunos da 8ª série.
Sem abandonar os valores básicos, no sistema educacional deve ser possível encorajar estudantes a lidar de novas formas com o
mundo real. Empreendedores vêem possibilidades, e não problemas, para provocar mudanças na sociedade e não se limitam aos
recursos que têm num momento.
O empreendedorismo como processo que proporciona “o desenvolvimento de habilidades e conhecimentos capazes de subsidiar
atitudes que não só irão satisfazer às necessidades básicas, mas, principalmente, à auto-realização do indivíduo.”, é hoje, um caminho que
contribui na formação do homem. A escola espaço onde ocorre a prática educacional formal e intencional, como ambiente aberto para a
construção e o exercício das aptidões cognitivas e atitudinais necessárias para a compreensão do conhecimento, torna-se uma fonte
fundamental na disseminação do espírito empreendedor. (Laudinéia Santos.)
Dessa forma, o empreendedorismo trabalhado na escola possibilita e contribui para o desenvolvimento das habilidades de crianças e
adolescentes capazes de pensar, de fazer, de inovar através desses conhecimentos.
Para tanto, é necessário que o empreendedorismo na prática escolar seja composto por instrumentos didáticos e metodológicos que
permeiam o sistema educacional. Entretanto, as habilidades cognitivas e as competências sociais é que devem ser desenvolvidas,
preparando o indivíduo para a resolução de problemas e a elaboração de resultados. Nesse processo, a aprendizagem se expande, indo além
das fronteiras da sala de aula e dos livros didáticos. O aluno passa a aprender não só pela teoria como também pela prática e principalmente
pela interação com o meio, e com o contato com realidades.
E nesse momento o professor adquire papel fundamental na aprendizagem, ele será o vinculo do aluno, a ponte que possibilita
métodos de aprendizagem para o desenvolvimento de novas habilidades.
A necessidade de uma nova prática educativa também é apontada na proposta dos Parâmetros Curriculares Nacionais (1998), que
indica os quatro pilares da educação ao longo da vida;
a) Aprender a conhecer: pressupõe saber selecionar, acessar e integrar os elementos de uma cultura geral, suficientemente extensa e básica,
com o trabalho de alguns assuntos, com espírito investigador e visão crítica, em resumo, significa ser capaz de aprender ao longo da vida;
b) Aprender a fazer: pressupõe desenvolver a competência do saber se relacionar em grupo, saber resolver problemas e adquirir uma
qualificação profissional;
c) Aprender a viver com os outros: Consiste em desenvolver a compreensão das interdependências, na realização de projetos comuns,
preparando-se para gerir conflitos, fortalecendo sua identidade e respeitando a dos outros, respeitando valores de pluralismo, de
compreensão mútua e de busca de paz;
d) Aprender a ser: “para melhor desenvolver e poder agir com autonomia, expressando opiniões e assumindo as responsabilidades pessoais”
IMPORTÂNCIA DO EMPREENDEDORISMO
A aprendizagem dos conceitos de empreendedorismo é fundamental em todas as áreas da educação, principalmente se estiver
paralelamente ligado à orientação para a cidadania. É de total importância que estes conceitos sejam abordados desde a educação
básica, visto que auxiliam o jovem em todo o seu processo de desenvolvimento, não só na escola como também em qualquer outra fase
de sua vida.
No âmbito escolar, o conceito de empreendedorismo é tão importante para qualquer estudante, como qualquer outra disciplina
abordada.
A educação, um dos motores que mais contribui para o crescimento econômico do país deve preparar o indivíduo para as
mudanças no mundo do trabalho. Somente com o desenvolvimento de nova práxis o homem poderá fazer frente às novas exigências.
Estudos mostram que as instituições, como a escola, a família e a igreja têm servido para inibir as atitudes empreendedoras do
indivíduo (Filion, 2004).
Por outro lado, se existem dúvidas sobre a possibilidade de se ensinar alguém a ser empreendedor, sabe-se que é possível que
alguém aprenda a sê-lo em determinadas circunstâncias que sejam favoráveis ao autoaprendizado.
A sala de aula é transformada em um ambiente de alta disseminação da cultura empreendedora. Ali, o aluno que ainda não
despertou seu perfil empreendedor poderá aprender dentro dos mesmos padrões em que o empreendedor real aprende: de forma
autosuficiente, desenvolvendo o seu próprio método de aprendizagem, fazendo e errando, definindo visões, buscando o conhecimento
de forma pró-ativa, tudo isto dentro de uma cultura favorável em que o contexto emocional é importante.
Portanto, a identificação das características empreendedoras desde a mais tenra idade é fundamental para que a capacidade
empreendedora possa ser estimulada. Logo, o contato dos alunos de 5ª a 8ª séries com esta abordagem é significativo.

OBJETIVOS DO EMPREENDEDORISMO

A disciplina Empreendedorismo objetiva desenvolver habilidades empreendedoras em crianças e adolescentes do Ensino


Fundamental, gerando nos alunos comportamentos novos; incentivar e promover a criação, realização e adaptação de sonhos em todas
as etapas da vida dos estudantes; desenvolver a capacidade empreendedora coletiva e individual; preparar os estudantes para
participar ativamente da construção do desenvolvimento social sustentável, através da cooperação, cidadania e da geração de emprego
e da distribuição de renda, com vistas à propagação de valores humanos e familiares, melhoria de vida da população e redução da
exclusão social; utilizar os membros das comunidades locais para promover a discussão de temas que necessitam melhoria; estimular a
comunidade escolar a desenvolver projetos individuais e/ou coletivos que promovam o desenvolvimento sustentável da comunidade
local.
OS EIXOS TEMÁTICOS

AUTO-CONHECIMENTO

A estratégia didática aplicada aos estudantes da 5ª série é baseada em duas perguntas: Qual é o seu sonho? Como irá realizá-lo?
Essas perguntas são a base de todo o trabalho a ser desenvolvido por esses estudantes.
Através dessas duas questões pretende-se elaborar o Mapa dos Sonhos que é o registro do aluno, onde ele irá descrever seu
sonho e como irá transformá-lo em realidade. Nesse “mapa”, o estudante vai descrever todas as etapas que ele irá percorrer, desde a
concepção do sonho, o conceito de si, a rede de relações, o ambiente em que seu sonho está inserido, passando pela análise e
viabilidade desse sonho, de como conseguir, organizar e administrar recursos, até sua realização.
O empreendedor é alguém que sonha e busca transformar seu sonho em realidade. Este conceito contém basicamente dois
momentos:
 Sonhar: O individuo desenvolve um sonho e imagina um lugar no futuro onde deseja chegar ou a imagem do que gostaria de
ser no futuro.
 Buscar realizar o sonho: Ele busca a realização do sonho e, por exigência dessa ação, procura aprender tudo o que for
necessário para atingir seus objetivos.
A relação entre os dois momentos é que fará emergir o caráter empreendedor e irá determinar a necessidade do saber, do
conhecimento.
A caminhada em direção ao sonho é a fonte de geração e manutenção do nível emocional que dá ao individuo a capacidade de
persistir e de continuar sua trajetória, apesar de obstáculos, erros e fracassos. A habilidade de tentar, de aprender com os erros e,
portanto, de evoluir, constitui a própria construção do saber empreendedor.

EMPREENDEDORISMO SOCIAL

Os procedimentos metodológicos utilizados no desenvolvimento do Empreendedorismo Social na Escola e na Comunidade,


direcionado aos alunos da 6ª série são sintetizados em sete passos que convergem para um caminho: o do desenvolvimento de
habilidades empreendedoras em crianças e adolescentes, por meio do planejamento, organização e execução de projetos sociais.
A partir do levantamento das necessidades da escola e da comunidade realiza-se o primeiro passo. Nele, os problemas são
transformados em oportunidades e desafios estimulantes para atitudes criativas e inovadoras.
No segundo passo, inicia-se o processo de filtro em que ocorre a Validação de Ideias, de acordo com o mercado-alvo selecionado
para pesquisa. Nesse caso, o ambiente para o desenvolvimento de habilidades favorece, principalmente, a atitude de busca de
informação.
O Planejamento ou Plano de ação para a realização do processo produtivo é considerado como o terceiro passo. Nele, os sonhos
e as ideias tornam-se possíveis com ênfase na habilidade de discriminação de informações para o planejamento do “como fazer”.
Concretizando suas ideias por meio de Parcerias em que a exigência para o sucesso é proporcional ao desenvolvimento da
habilidade de negociar chega-se ao quarto passo.
A partir daí, o grupo está preparado para executar empreendimento, ou seja, resolver as necessidades da escola e da
comunidade neste quinto passo. A execução exige, entre outras, a habilidade de negociar, pois é no acontecer que as decisões e
avaliações devem ser rápidas e coerentes.
Embora a avaliação conste como sexto passo do procedimento metodológico junto com as habilidades de organização das
informações coletadas a partir do resultado final, é importante ressaltar que na sequência lógica dos passos e na didática da aplicação
os procedimentos são organizados de maneira a enfatizar a dialética da ação e/ou representação da realidade.
Por isso, o sétimo passo, o “Recomeçar” indica que o processo é interminável, ou que o final de um empreendimento caracteriza-
se pela percepção de oportunidades de novos desafios.
Para os alunos da 7ª série, é utilizada uma adaptação do programa desenvolvido pela Junior Achievement intitulado “Economia
Pessoal”. Suas atividades procuram ajudar os alunos a entenderem seus interesses e habilidades pessoais, a explorarem opções de
carreira e descobrirem o valor da educação. Os participantes também aprendem sobre orçamentos, gerenciamento financeiro pessoal
e familiar.
O primeiro encontro retrata a importância da “Primeira impressão” que causamos nas pessoas. Algumas reflexões são feitas,
ressaltando alguns aspectos negativos. No segundo encontro, os alunos percebem suas habilidades e interesses por meio de uma
atividade específica chamada “Inventário de interesses”. Neste inventário, eles identificam algumas áreas de atuação e aprendem que
as escolhas que fazem hoje têm consequências agora e no futuro. Utilizando uma “Estrada da Vida” retratam sua trajetória até o
momento e enfatizam quais são seus pontos fortes. No encontro seguinte, é trabalhado o “Baralho do Trabalho”. No jogo, os alunos
reconhecem que os indivíduos têm liberdade para escolherem suas carreiras e identificam ocupações que se relacionam com seus
interesses.
O quarto encontro é chamado de “As chaves para o meu sucesso”. Nele, é possível evidenciar a importância da educação e do
sonho. Em um primeiro momento, todas as fases educacionais são expostas para os alunos (desde o Ensino Fundamental até
Doutorado) e, depois, eles realizam uma “Estrada da Vida II”, expondo, dessa vez, os seus objetivos, o que querem para seu futuro. No
quinto encontro, os alunos apresentam a todos os seus objetivos utilizando o currículo e lhe são passadas instruções de como fazer tal
apresentação.
O sexto encontro trata de orçamento pessoal, onde os alunos são alertados a terem cautela nos seus gastos e orçamento familiar.
Neste, as famílias precisam administrar receitas e despesas para ter saúde financeira no lar.
O sétimo encontro chama-se “Gastando com sabedoria” e nele são tratados fatores que influenciam o nosso comportamento de
compra (mídia, referências, preço, garantia etc.). Os alunos percebem a importância de considerar “n” fatores no momento da compra
para que possam se sentir satisfeito posteriormente.
O último encontro trata da administração do dinheiro, dos cuidados necessários com empréstimos e das formas que temos de
poupar (aplicações, poupança etc.).

EMPREENDEDORISMO DE NEGÓCIO

O empreendedorismo de negócio, subdivisão mais conhecida, é trabalhada com os alunos da 8ª série. Alguns desafios estão
incorporados a esta metodologia, tais como a competitividade do negócio; a busca dos diferenciais competitivos; de vencer a
concorrência; e alcançar a lucratividade e a produtividade necessárias à manutenção do empreendimento.
Para a realização de tal metodologia, os alunos deverão criar uma microempresa onde os conceitos de empreendedorismo serão
utilizados.
Na primeira oficina, trabalha-se a importância do empreendedorismo de negócios para o desenvolvimento do país. Nela, os
cursistas terão noções básicas sobre o que é empreendedorismo de negócio.
Após o conhecimento dos conceitos que regem o empreendedorismo de negócio, busca-se, na segunda oficina, realizar a
identificação de “oportunidades”, realizando diferenciações entre mercado e mercado consumidor, definindo quem é seu consumidor
e que necessidade irá tentar solucionar com a venda de um produto (bem ou serviço), quais características esse produto deverá possuir.
Depois de ter identificado o público alvo (consumidores) e as oportunidades ou necessidades que serão atingidas, aplica-se a terceira
oficina com o intuito de identificar qual será o seu mercado fornecedor, ou seja, quais são os recursos necessários para a
produçã[Link] fase, também é avaliado o mercado concorrente no qual se verifica quais são as alternativas que este poderá utilizar
para adquirir uma fatia de mercado satisfatória.
Na quarta oficina, são abordados tópicos a respeito do marketing da empresa, definindo sua importância, aplicabilidade, as
diferenças entre marketing, publicidade e propaganda. Mostrando o marketing como ferramenta que liga a produção ao consumidor,
através do levantamento das características esperadas pelos consumidores e a descrição do produto na hora da venda.
A produção é considerada a quinta etapa da metodologia. Nela, ocorre a elaboração do produto como um todo. É necessário
fazer um fluxograma de todo processo produtivo (sequência lógica de atividades) de forma a identificar os procedimentos adequados às
etapas de produção. Estas etapas podem ser sintetizadas em três fases: diferenciação de produtos; forma de produção e distribuição de
produtos.
Depois das cinco etapas anteriores, é chegada a hora de trabalhar diretamente com dinheiro. Os estudos direcionados ao sistema
financeiro da empresa iniciam-se com o Planejamento. Em seguida, é feito o Levantamento de Custos Fixos e Variáveis, analisando sua
importância, através da elaboração de banco de dados, listas de produto, fichas com custos dos produtos, entre outras técnicas
administrativas. Para concluir esta sexta oficina, busca-se aplicar o conceito de Ponto de Equilíbrio, visando estabelecer a relação
demanda x oferta.
A penúltima oficina busca avaliar a situação financeira da empresa. A partir dos conceitos aplicados na etapa anterior pode-se
calcular os lucros e prejuízos.
Para culminar a metodologia da 8ª série, faz-se necessário fundamentar todas as ações da empresa, incluindo os estudos de
capital de giro e fluxo de caixa.

TRANSVERSALIDADE E INTERDISCIPLINARIDADE EM EMPREENDEDORISMO

A disciplina empreendedorismo funciona de forma altamente interdisciplinar, tendo um alto nível de relação de troca com as
outras disciplinas.
Dentro dos conteúdos disciplinares de Empreendedorismos, percebemos diversos assuntos que comungam com conteúdo das
outras disciplinas, fazendo-se necessário que haja uma relação direta entre essas disciplinas para que o processo de ensino-
aprendizado seja efetivo e que possamos desenvolver, ao máximo, os alunos nos aspectos trabalhados.
Então, na compreensão do que venha a ser mercado, fazemos um passeio na história das primeiras relações econômicas e
viajamos até as primeiras feiras e mercados da idade média, onde o conceito se forma e dissemina. Ao trabalharmos o mapa dos sonhos
incentivamos os alunos à prática da formação do autoconhecimento e consequentemente, levando-os a perspectiva da diferença de
formas de aprendizado. Assim, a metodologia empreendedora anda de mãos dadas com perspectivas mais contemporâneas da
pedagogia. Ao falarmos de economia pessoal e finanças, precisamos que os alunos tenham um bom entendimento matemático e ao
desenvolvermos esses conteúdos, demonstramos como se aplicar esses conteúdos aprendidos em sala de aula, como porcentagem e
juros, para melhorar e desenvolver práticas do cotidiano. Uma noção do espaço geográfico tanto no aspecto físico quanto populacional
é desenvolvido quando trabalhamos o mix do marketing, onde buscamos caracterizar o nosso cliente, fazendo um levantamento das
características etárias e econômicas do nosso público alvo, assim como as características do espaço que ocupam.
Assim, percebemos o quanto é necessário fazer uma construção do conhecimento do empreendedorismo através da
transversalidade desse com as outras disciplinas curriculares.

COMO AVALIAR EMPREENDEDORISMO

A avaliação é parte integrante do processo ensino/aprendizagem, e como tal é de grande importância. É no momento da
avaliação que é possível identificar o nível de aprendizagem do aluno, que é o foco de trabalho de todo professor, de toda instituição de
ensino, visando proporcionar um ensino de qualidade de modo que a aprendizagem aconteça de fato.
O processo avaliativo é permeado de vários fatores que devem ser analisados de forma coerente e eficaz. No momento da ação
de avaliar, é preciso ter em foco os critérios que serão avaliados e de que forma serão avaliados.
No ensino de empreendedorismo, o processo avaliativo diverge do tradicional, já que o enfoque da disciplina, além da teoria é
também a interação com o meio e com a prática. Dessa forma, o professor deve estabelecer parâmetros que se identifiquem com as
atividades aplicadas e com os critérios que serão avaliados. Esses critérios podem ser estipulados através da metodologia aplicada em
cada série do ensino Fundamental já que, como os enfoques são diferentes, o Professor pode dispor, também, de diferentes recursos de
avaliação para as diferentes séries.

Como avaliar?
A disciplina de Empreendedorismo permite uma gama de métodos avaliativos que podem ser escolhidos mediante cada
professor e cada realidade escolar. Algumas maneiras de avaliar podem ser: observação das atividades; avaliação em grupo; reflexão
sobre erros e acertos dos alunos e do próprio professor; autoavaliação (tem atingido grandes resultados); como também testes
avaliativos.
O ideal é que a avaliação aconteça de forma contínua possibilitando uma avaliação mais completa, identificando a evolução do
conhecimento aplicado, assim como dos objetivos da disciplina das habilidades empreendedoras , a interação com o meio, entre outros
critérios que podem ser estabelecidos através da metodologia de ensino e de cada realidade escolar.
6º ANO
MAPA DO SONHO
DESCRITORES BLOCO DE CONHECIMENTO
CONCEPÇÃO DO SONHO CONCEPÇÃO DO SONHO
1. Reconhecer a importância do Empreendedorismo 1.1. Empreendedorismo:
2. Identificar o sonho de acordo com as aptidões do indivíduo 1.2. Valores empreendedores
3. Distinguir e definir sonho estruturante e sonho periférico 2.1. O que é sonho?
4. Diferenciar e definir sonho individual e coletivo 3.1 Sonho estruturante
I BIMESTRE

3.2 Sonho periférico


CONCEITO DE SI [Link] individual
Discutir acerca das necessidades inerentes ao ser humano. 4.2. Sonho coletivo
Conhecer suas habilidades e atributos com a finalidade de obter um
autoconhecimento e elevar a auto-estima CONCEITO DE SI
Necessidades humanas
 Autoconhecimento
 Auto-estima
 Espaço de Si
 Energia
REDE DE RELAÇÕES REDE DE RELAÇÕES
Identificar os parceiros e criar redes de contatos, tendo como objetivo o  Parcerias para realização do sonho
benefício multilateral  Sonho: benefício mútuo ou bilateral?
II BIMESTRE

AMBIENTE DO SONHO AMBIENTE DO SONHO


Fazer um estudo das entidades que influenciam o processo da concepção  A influência do ambiente na concepção do sonho
do sonho  O processo de mudança do ambiente
Buscar informações sobre o ambiente do sonho  Ambiente do sonho
DESCRITORES BLOCO DE CONHECIMENTO
ANÁLISE E VIABILIDADE DO SONHO ANÁLISE E VIABILIDADE DO SONHO
III BIMESTRE Fazer uma análise da viabilidade e compatibilidade do sonho  Conhecimento sobre o ambiente e características do sonho
Identificar os recursos necessários para realização do sonho  Tempo necessário
 Recursos necessários para a realização do sonho
ESTRATÉGIA PARA CONSEGUIR RECURSOS E REALIZAR O SONHO
Formular estratégias para realização do sonho ESTRATÉGIA PARA CONSEGUIR RECURSOS E REALIZAR O SONHO
Definir como obter os recursos que ainda faltam  Estratégias para realização do sonho
 Obtenção de recursos
 Recurso materiais e imateriais

COMO ORGANIZAR E USAR OS RECURSOS? COMO ORGANIZAR E USAR OS RECURSOS?


Compreender onde, como e em qual momento deve-se aplicar os recursos Análise dos recursos:
adquiridos.  Onde Aplicar os recursos
 O momento de aplicar os recursos
IV BIMESTRE

NARRATIVA DO SONHO  Como aplicar os recursos


Expor a trajetória de busca à realização do sonho
Avaliar o processo de concepção do sonho e a busca por sua realização NARRATIVA DO SONHO
Definir o próximo sonho Contextualização do sonho
 Ponderação da adequação do sonho, e tudo que o cerca e o seu próprio
eu
 Qual é o próximo passo?
7º ANO
EMPREENDEDORISMO SOCIAL
DESCRITORES BLOCO DE CONHECIMENTO
EMPEENDEDORISMO SOCIAL EMPEENDEDORISMO SOCIAL
Relacionar as necessidades humanas no âmbito social.  Necessidades Humanas
Conhecer as vertentes do empreendedorismo social, seu foco de atuação e  Conceito de empreendedorismo social;
características.  Diferença entre Empreendedorismo de Negocio e empreendedorismo
Social;
IDÉIA INICIAL  Habilidades cognitivas (Piaget) e competências sociais.
I BIMESTRE

Desenvolver e explorar a criatividade, gerando idéias para um evento.  Projetos sociais.


 Motivação.
 Avaliação diagnóstica;
- Avaliação diagnóstica do local;
- Avaliação diagnóstica do público especifico;
 Avaliação Formativa;

IDÉIA INICIAL
 Criatividade e inovação;
 Características individuais e coletivas do ambiente social;

VALIDAÇÃO DA IDÉIA VALIDAÇÃO DA IDÉIA


Procurar informações, conferindo as possibilidades de concretizar as idéias  Busca de Informações.
geradas no grupo.  Captação de recursos.
 Persistência;
COMO FAZER  Atitude proativa e investigadora;
II BIMESTRE

Trabalhar habilidades para fixação de metas e planejamento.  Viabilidade do projeto;

COMO FAZER
 Como realizar o evento?
 Organização de informações;
 Publico- alvo;
 Plano de ação.
DESCRITORES BLOCO DE CONHECIMENTO
PARCERIAS PARCERIAS
III BIMESTRE Estimular atitude de negociação.  Parcerias;
 Trabalho em equipe;
EXECUÇÃO  Técnicas de negociação;
Capacitar para a resolução de problemas com delimitação de tempo.
EXECUÇÃO
 Processo decisório;
 Ações preventivas;
 Divisão de tarefas;

AVALIAÇÃO AVALIAÇÃO
Organizar as informações sobre o evento realizado.  Processos de avaliação;
 Avaliação do projeto;
RECOMEÇAR  Feedback de parceiros e participantes;
IV BIMESTRE

Sensibilizar os alunos para perceberem novas oportunidades.  Desempenho do grupo;


 Relatório final;
 Avaliação qualitativa e quantitativa;

RECOMEÇAR
 Divulgação dos resultados;
 Replanejamento das ações;
 Novas propostas de trabalhos.
8º ANO
ECONOMIA PESSOAL
DESCRITORES BLOCO DE CONHECIMENTO
O QUE É ECONOMIA PESSOAL O QUE É ECONOMIA PESSOAL.
I BIMESTRE Introduzir conceitos sobre economia pessoal.  Apresentação Pessoal.
 Apresentação do conteúdo programático.
AÇÃO CIDADÃ  Economia pessoal.
Enfatizar a importância da documentação para o desenvolvimento da
cidadania. AÇÃO CIDADÃ
 Documentos de identificação;
 Preenchimento de formulários;
 Conta bancária(Cheque, cartão de crédito, empréstimo);

INVENTÁRIO DE INTERESSES INVENTÁRIO DE INTERESSES.


Identificar interesses pessoais e habilidades que possuem. Carreiras.
Verificar opções de carreiras e profissões que exigem uso de um ou mais de Inventário de Interesses das profissões.
seus interesses ou habilidades pessoais. Pontos fortes e pontos fracos da pessoa.
Explicar como as escolhas de carreiras feitas hoje têm conseqüências agora Oportunidades interessantes de trabalho.
II BIMESTRE

e no futuro. Trajetória de vida (acadêmica e pessoal).


A importância de se pensar no futuro.
BARALHO DO TRABALHO
Reconhecer as diferenças entre o sistema de iniciativa privada e o sistema BARALHO DO TRABALHO
de iniciativa pública no Brasil.  Avaliações de Carreiras.
Identificar ocupações – dentro de um grupo de carreiras – que relacionam  O que o futuro reserva.
seus interesses e habilidades.  Encontrando suas metas.
Descrever a educação geral e outros requerimentos para uma ocupação de  Traçando metas “Mapa da Vida”
interesse.
DESCRITORES BLOCO DE CONHECIMENTO
A UM PASSO DO EMPREGO A UM PASSO DO EMPREGO
Descobrir os passos envolvidos na busca de empregos.  Onde e como procurar emprego (classificados, agências de emprego)
Utilizar ferramentas para identificar oportunidades de emprego.  Compatibilidade com a vaga de emprego (que características ele deve
Discutir as características que o mercado quer dos profissionais potenciais. possuir).
 Como montar um currículo.
III BIMESTRE

ORÇAMENTO PESSOAL E FAMILIAR  Como não agir numa entrevista de emprego.


Reconhecer a importância de se fazer um orçamento e os aspectos e  Como proceder numa entrevista de emprego.
características básicas de diferentes orçamentos.
Compreender a importância dos orçamentos ORÇAMENTO PESSOAL E FAMILIAR
 Como as pessoas podem evitar gastar mais dinheiro do que ganham.
 Planejar um orçamento pessoal.
 Despesas domésticas.
Planejamento de Orçamento Mensal familiar dispondo todas as despesas
essenciais.

GASTANDO COM SABEDORIA GASTANDO COM SABEDORIA


Avaliar quais as formas disponíveis para se gastar com sabedoria. Por que as pessoas compram?
Analisar propagandas de revistas, jornais, TV, rádio e internet que
ESTABELECENDO METAS FINANCEIRAS chamem a atenção dos alunos.
Conhecer as vantagens e desvantagens de usar o crédito para fazer Questionar e criticar as propagandas, falar sobre elas e os recursos que
compras. elas usam para vender.
Aprender as diferentes oportunidades de investimento. Como fazer uma Boa Compra – Conceito “QPP” (Quero, preciso e
IV BIMESTRE

posso).
Consumo consciente.

ESTABELECENDO METAS FINANCEIRAS


 Como gastar dinheiro com sabedoria, saber o que é um cartão de
crédito, quais vantagens e desvantagens de usar crédito.
 Funcionamento de uma fatura de cartão de crédito.
 Explanação sobre Investimentos.
 Revisão sobre o conteúdo dos módulos.
 Relação entre os assuntos apresentados durante o programa.
9º ANO
EMPREENDEDORISMO DE NEGÓCIOS
DESCRITORES BLOCO DE CONHECIMENTO
CONCEITO E IMPORTÂNCIA, DO ENSINO DE EMPREENDEDORISMO DE CONCEITO E IMPORTÂNCIA, DO ENSINO DE EMPREENDEDORISMO DE
NEGÓCIO. NEGÓCIO
Apresentar o conceito de empreendedorismo de Negócio.  Uma história sobre o ensino de empreendedorismo.
Mostrar a importância dessa disciplina na matriz curricular de ensino.  Um país de empreendedores
Demonstrar a utilidade, para o desenvolvimento sócio-econômico, criação  Importância do ensino de empreendedorismo de negócios
de novos empreendimentos, e praticas empreendedoras no Brasil.  Para fazer sucesso não existe uma receita infalível
I BIMESTRE

 Características comportamentais comuns em empreendedores.


DESCOBRINDO OPORTUNIDADE E O MERCADO.
Mostrar mecanismos de identificação de oportunidades de negócio. DESCOBRINDO OPORTUNIDADE E O MERCADO
Refletir acerca do que vem a ser mercado, seus principais componentes, e a  Como identificar a oportunidade.
melhor forma de exploração do mesmo.  O que é mercado
 Tipos de mercado: atacadista e varejista.
 Mercado consumidor
 Mercado concorrente
 Mercado fornecedor
 Feiras (FENAGRI, FEJEM...)

A RELAÇÃO DA EMPRESA COM O MERCADO: MARKETING A RELAÇÃO DA EMPRESA COM O MERCADO: MARKETING
Apresentar os conceitos de marketing, assim como sua importância no  O que é marketing
desenvolvimento da relação com o mercado.  Marketing x Propaganda ou publicidade
Através dos seus mecanismos de identificação de características  Os 4Ps do Marketing
valorizadas pelos clientes, desenvolver produtos e políticas de preço,  Processo de Decisão de Compra
II BIMESTRE

distribuição e praça.  Ferramentas de diferenciação

A PRODUÇÃO A PRODUÇÃO
Apresentar o conceito do sistema de produção, e as diferentes forma que  Etapas gerais do sistema produtivo
ele se apresenta, assim como a diferenciação dos termos bens e serviços de  INPUTS
forma a complementar as oficinas anteriores.  PROCESSO DE TRANSFORMAÇÃO
 OUTPUTS
 Escolha do processo produtivo
 Métodos de avaliação da qualidade
DESCRITORES BLOCO DE CONHECIMENTO
AS FINANÇAS DA EMPRESA. AS FINANÇAS DA EMPRESA.

01 - OS NÚMEROS DA EMPRESA. 01 - OS NÚMEROS DA EMPRESA.


Conhecer com detalhes os números e os conceitos de finanças que vão  Definição de alguns conceitos financeiros
ajudar no gerenciamento de sua organização.  Custo fixo
 Custo Variável
02 - CAPITAL E FLUXO DE CAIXA.  Lucro;
III BIMESTRE

Trabalhar as necessidades financeiras da empresa assim como o controle  Prejuízo;


das finanças.  Pró-labore
 Planejamento e monitoramento sistemático

02 - CAPITAL E FLUXO DE CAIXA.


 Capital de giro
 Calcular o capital de giro
 Entradas financeiras
 Fluxo de caixa
 Saídas financeiras e outras despesas.
 Montagem do fluxo de caixa.

ANALISE DOS RESULTADOS ANALISE DOS RESULTADOS


Apresentar os métodos de avaliação de resultados, assim como as formas  Avaliação dos métodos empregados no desenvolvimento de um
ideais para sua implementação. empreendimentos
 Avaliação da satisfação dos clientes e dos envolvidos no processo
ELABORANDO PLANO DE NEGÓCIO.  Levantamento dos resultados financeiros
Exemplificar a importância do planejamento antes da abertura de um
IV BIMESTRE

empreendimento, através da elaboração de um plano de negócios. ELABORANDO PLANO DE NEGÓCIO.


Transmitir a estruturação e elaboração de um plano de negócios.  Importância do planejamento antes da antes da abertura de um
empreendimento.
 O que é um plano de negócios? Como é sua estrutura?
 Descrição do empreendimento
 Apresentação dos produtos e serviços
 Análise de Mercado
 Plano de Marketing
 Plano Financeiro

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