UNIVERSIDADE EDUARDO
MONDLANE
Departamento de Física
Trabalho III da cadeira de Álgebra Linear e Geometria Analítica
Cursos: Física e Meteorologia
Discentes:
Benedito Luís Dos Santos ( Física )
Dinis Paulo ( Física )
Ernesto Dos Santos Junior ( Meteorologia )
Zélio Sarmento Ngove ( Meteorologia )
Orientador: Prof. Doutor Anselmo Lourenço Cossa
Maputo, aos 14/05/22
INTRODUÇÃO
Pretendemos com neste trabalho expor o resumo teórico referente ao tema “Quádricas”, tema
abordado pela Geometria Analítica. Foi por isso que fomos a busca de manuais de Geometria
Analítica que procurassem de forma mais clara e dictática nos orientar na nossa pesquisa
bibliográfica e cientíca.
Deste modo neste trabalho está abordado o resumo teórico sobre as quádricas.
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ÍNDICE
Quádricas em ℝ3 ......................................................................................................................4
Esfera (ou superfície esférica)..................................................................................................4
Elipsóide...................................................................................................................................4
Hiperbolóide.............................................................................................................................5
Parabolóide...............................................................................................................................5
Bibliografia...............................................................................................................................7
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Quádricas em ℝ𝟑
Uma quádrica em ℝ𝟑 é um conjunto de pontos cujas coordenadas em relação a base canônica
satisfazem a equação:
ax2 + by2 + cz2 + 2dxy + 2exz + 2fyz + gx + hy + iz + j = 0
em que a,..., j são números reais quaisquer. Por exemplo, a esfera com centro na origem e
raio r 0 é uma quádrica, pois se fazemos a = b = c = 1 , d = e = f = g = h = i = 0 e d = -r
obtemos sua equação como um caso particular da equação geral.
Classificação das Quádricas
Esfera (ou superfície esférica)
A esfera (ou superfície esférica) é o conjunto de todos os pontos P(x,y,z) do espaço que estão
a uma certa distância (chamada raio) de um ponto fixo (chamado centro).
Figura 1.0: Esfera centrada na origem
O = (0,0,0), de raio r. Figura 1.1: Superfície esférica
Equação geral da esfera
x2 + y2 + z2 + Ax + By + Cz + D = 0
sendo A, B, C e D constantes.
Elipsóide
Definição: Chama-se elipsóide a uma superfície dada pela equação
𝒙𝟐 𝒚𝟐 𝒛𝟐
+ + =𝟏
𝒂𝟐 𝒃𝟐 𝒄𝟐
O elipsóide obtém-se pela rotação de uma elipse em torno
dos seus eixos coordenados.
Fig 3: Elipsóide
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Hiperbolóide
Existem dois tipos de hiperbolóide, a saber:
1. Hiperbolóide de uma folha
Definição: Chama-se hiperbolóide de uma folha a superfície curvilínea dada pela equação:
𝒙𝟐 𝒚𝟐 𝒛𝟐
+ − =𝟏
𝒂𝟐 𝒃𝟐 𝒄𝟐
− O hiperbolóide de uma folha obtém-se pela rotação de uma hipérbole em torno do seu eixo
imaginário;
− Esta superfície é simétrica em relação aos planos coordenadas e a origem.
2. Hiperbolóide de duas folhas
Chama-se hiperbolóide de duas folha a superfície curvilínea dada pela equação:
𝒙𝟐 𝒚𝟐 𝒛𝟐
+ − = −𝟏
𝒂𝟐 𝒃𝟐 𝒄𝟐
− O hiperbolóide de duas folhas obtém-se pela rotação de uma hipérbole em torno do seu
eixo real;
− Esta superfície e simétrica em relação aos planos coordenados e a origem.
As imagens a seguir ilustram os dois tipos de hiperbolóide.
Fig. 4: Hiperbolóide de uma Fig. 5: Hiperbolóide de duas
folha folha
Parabolóide
Os parabolóides podem ser agrupados em dois tipos:
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1. Parabolóide elíptico
Definição: Chama-se Parabolóide elíptico a superfície curvilínea dada pela equação:
𝒙𝟐 𝒚𝟐
+ = 𝒑𝒛
𝒂𝟐 𝒃𝟐
Com 𝑝 ≠ 0, 𝑝 > 0.
Esta superfície obtém-se pela rotação duma parábola em torno do seu eixo de simetria.
2. Parabolóide hiperbólico
Chama-se Parabolóide hiperbólico a superfície curvilínea dada pela equação:
𝒙𝟐 𝒚𝟐
− = 𝒑𝒛
𝒂𝟐 𝒃𝟐
Com 𝑝 ≠ 0, 𝑝 > 0.
Fig. 6: Parabolóide elíptico Fig. 7: Parabolóide hiperbólico
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Bibliografia
1. BOULOS, P. ; CAMARGO, I. de. Geometria analítica. 2. ed. São Paulo: Mc Graw
Hill, 1987.
2. LIMA, Elon L. de. Geometria analítica e álgebra linear. Rio de Janeiro: SBM, 2001.