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Anatércia Fazenda
Carlos de Oliveira
Cleusea Ye
Letícia Leonor
Suzeth da alzarina
Romão Mairoce
Vasni Lavieque
Licenciatura em Geologia
Petrografia das Rochas Igneas e Metamorficas
Tema: Kimberlitos
2º ano
Universidade Licungo-Beira
2020
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Anatércia Fazenda
Carlos de Oliveira
Cleusea Ye
Letícia Leonor
Romão Mairoce
Suzeth da alzarina
Vasni Lavieque
Licenciatura em Geologia
Petrografia das Rochas Igneas e Metamórficas
Tema: Kimberlitos
2º ano
Docente
Dr: Manuel Simbe
Universidade Licungo-Beira
2020
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Índice
Introdução..................................................................................................................................................... 3
1. KIMBERLITOS............................................................................................................................................. 4
2. CLASSIFICAÇÃO PETROGRÁFICA-TEXTURAL.............................................................................................. 5
2.1 - Kimberlito De Crateras ...................................................................................................................... 5
2.2 – Kimberlito De Diatremas .................................................................................................................. 6
2.3 – Kimberlito Abissal............................................................................................................................. 6
3 – MODELOS DE CLASSIFICAÇÃO DE KIMBERLITOS ..................................................................................... 7
3.1 Classificação dos Kimberlitos .............................................................................................................. 7
4 - MODELOS DE FORMAÇÃO DO KIMBERLITO ............................................................................................ 7
4.1 – Teoria Do Vulcanismo Explosivo ...................................................................................................... 7
4.2 – Teoria Magmática (Fluidização) ....................................................................................................... 8
4.2.1 Desenvolvimento da Chaminé Embrionária ................................................................................ 8
4.3 – Teoria hidrovulcânica (freatomagmática) ........................................................................................ 9
5 – PETROLOGIA .......................................................................................................................................... 10
5.1 – Kimberlitos Do Grupo I ................................................................................................................... 10
5.2 – Kimberlitos Do Grupo II .................................................................................................................. 11
6- FORMAÇAO DO KIMBERLITO .................................................................................................................. 11
Conclusão .................................................................................................................................................... 13
Bibliografia .................................................................................................................................................. 14
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Introdução
O kimberlito é uma rocha ígnea intrusiva, um peridotito composto por olivina (normalmente
serpentinizada) com quantidades variáveis de flogopita, ortopiroxênio clinopiroxênio, carbonatos
e cromita.
Os kimberlitos são a mais importante fonte de diamantes, porém sua existência só se tornou
conhecida no ano de 1866. Os depósitos da região de Kimberley na África do Sul foram os
primeiros reconhecidos e deram origem ao nome. Os diamantes de Kimberley foram encontrados
originalmente em kimberlito laterizado. Classifica-se grosseiramente, em função das
características do kimberlito de Kimberley o kimberlito como sendo “yellow ground” e “blue
ground”. Yellow ground é relativo ao kimberlito intemperizado que se encontra na superfície. Blue
ground é relativo ao kimberlito não intemperizado, encontrado em profundidades variáveis.
O kimberlito ocorre principalmente nas zonas de crátons, porções da crosta terrestre estáveis desde
o período Pré-Cambriano.
Diante do exposto, verifica-se a importância que tem-se dado aos inúmeros estudos de kimberlítos,
lamproítos e seus xenólitos, pois estes materiais geológicos, além de economicamente importantes
são portadores de informações a respeito das condições de equihbrio de fases em altas pressões e
temperaturas no manto litosférico-astenosférico.
A mineralogia dos kimberlitos é resultado da cristalização de um magma parental híbrido sob
condições de temperatura e pressão registradas entre a crosta inferior e o manto superior.
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1. KIMBERLITOS
Kimberlito é uma rocha ígnea (formada pelo calor do magma) da família das olivinas,
cuja cor varia do azul-verde ao preto, passando pelo marrom avermelhado.
O kimberlito é uma rocha ígnea intrusiva, um peridotito composto por olivina
(normalmente serpentinizada)com quantidades variáveis de
flogopita,ortopiroxênio,clinopiroxênio, carbonatos e cromita.
Segundo Mitchell (1989), kimberlitos são um grupo de rochas ígneas, ultrabásicas (subsaturadas
em sílica, Si02 = 25 a 35% em peso), com conteúdo baixo em alumínio (geralmente menos que
5% em peso de Al20 3) de natureza potássica (razão NO/K20s 0,5), afinidade rniasquítica (razão
molar N~O + ~O/Al203 < 1 ,0), rica em voláteis (dominantemente C02 ), e que ocorrem na forma
de pequenos pipes verticais (subvulcânicos), diques e sills (hipoabissais).
Comumente exibem uma textura inequigranular tipica, resultante da presença de macrocristais em
uma matriz de granulometria fina.
Através de diferenças no posicionamento geográfico, idade, mineralogia, conteúdo de
megacristais, características químicas em rocha total e conteúdos isotópicos foram
individualizadas duas variedades de kimberlitos na África do Sul (Smith, 1983; Smith et al. 1985;
Skinner, 1989; Mitchell, 1991 ):
i) kimberlitos do grupo I (pobres em mica) e/ou monticelita-serpentina-calcita kimberlito (ricos
em olivina); e
ii) kimberlitos do grupo II (micáceos).
Os kimberlitos são um grupo de rochas ultrabásicas ricas em voláteis (principalmente dióxido de
carbono). Normalmente apresentam textura inequigranular característica, resultando na presença
de macro-cristalizações inseridas em uma matriz de grãos finos..
Alguns kimberlitos contém flogopita-estonita poiquilítica em estágio avançado. Sulfetos de níquel
e rutilo são minerais acessórios comuns. A substituição de olivina, flogopita, monticellita e apatita
por serpetina e calcita é comum.
Membros desenvolvidos do grupo do kimberlito podem ser pobres ou desprovidos de macro-
cristalizações e compostos essencialmente de calcita, serpentina e magnetita juntamente com
flogopita, apatita e perovskita, os últimos em menor quantidade.
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2. CLASSIFICAÇÃO PETROGRÁFICA-TEXTURAL
Segundo Kopylova (2005), em referência a Clement e Skinner (1985), o kimberlito pode ser
dividido em três unidades, baseadas em sua morfologia e petrologia:
2.1 - Kimberlito De Crateras
A morfologia de superfície de kimberlitos intemperizados é caracterizada por uma cratera de até
dois quilômetros de diâmetro cujo piso pode estar a centenas de metros abaixo da superfície. A
cratera é geralmente mais profunda no meio. No entorno da cratera há um anel de tufa
relativamente pequeno (em geral com menos de 30 metros) quando comparado com o diâmetro da
cratera. Duas categorias principais de rochas são encontradas em kimberlitos de crateras:
piroclásticas, depositadas por forças eruptivas e epiclásticas, retrabalhadas por água.
Rochas Piroclásticas: Encontradas preservadas em anéis de tufa no entorno da cratera ou dentro
da cratera. Os anéis possuem pequena relação altura por diâmetro da cratera e são preservados em
muito poucos kimberlitos. Os únicos locais com anéis de tufa bem preservados no mundo são
Igwisi Hills na Tanzânia e Kasami em Mali. Os depósitos são normalmente acamados, vesiculares
e carbonizados.
Rochas Epiclásticas: Estes sedimentos representam retrabalho fluvial no material piroclástico do
anel de tufa no lago formado no topo da diatrema. Apresentam-se dispersas quanto mais afastadas
do centro e das paredes rochosas.
Considerando a raridade de kimberlitos de crateras é difícil desenvolver um modelo para
determinar com certeza que todos os kimberlitos serão conformados segundo as características
observadas acima.
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2.2 – Kimberlito De Diatremas
Diatremas kimberlíticas possuem de 1 a 2 quilômetros de profundidade e geralmente apresentam-
se como corpos cônicos que são circulares ou elípticos na superfície e afinam com a profundidade.
O contato com a rocha hospedeira é dado usualmente entre 80 e 85 graus. A zona é caracterizada
por material kimberlítico vulcanoclástico fragmentado e xenólitos agregados de vários níveis da
crosta terrestre durante a subida do kimberlito à superfície.
2.3 – Kimberlito Abissal
Estas rochas são formadas pela cristalização de magma kimberlítico quente e rico e voláteis.
Geralmente não possuem fragmentação e parecem ígneos.
São notáveis as segregações de calcita-serpentina e as segregações globulares de kimberlito em
uma matriz rica em carbonato.
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3 – MODELOS DE CLASSIFICAÇÃO DE KIMBERLITOS
Vários modelos de classificação foram desenvolvidos para os kimberlitos e as grandes variações
de textura e mineralogia apresentadas por estas rochas implicam em dificuldades para classificá-
los. O modelo mais conhecido e geralmente bem aceito foi proposto por Clement e Skinner (1985).
Esta classificação é largamente utilizada, no entanto é importante notar aqui as implicações
genéticas neste modelo. O termo “tufisítico” significa presumir que o kimberlito foi formado
através de processo de fluidização, porém ainda existem controvérsias com relação à formação dos
kimberlitos.
3.1 Classificação dos Kimberlitos
As subdivisões das fácies principais são determinadas por diferenças na textura. As características
diferenciadoras podem ser resumidas:
Kimberlitos de crateras são reconhecidos por características sedimentares. Kimberlitos de
diatremas são reconhecidas por formações geodésicas do magma cristalizado e formações
semelhantes geradas durante a perda dos gases.
Kimberlitos abissais são comumente reconhecidos pela presença abundante de calcita e textura
segregada com macro/mega-cristalizações.
A divisão entre “breccia” e “não breccia” (coluna dois – Tipo de Rocha) denomina rochas
fragmentadas e é comumente aportuguesada do italiano pelo termo “brecha”. A denominação aqui
é baseada no volume percentual dos fragmentos visíveis macroscopicamente. Qualquer rocha com
mais de 15% do volume de fragmentos visíveis é denominada “breccia”. Fragmentos podem ser
acidentados ou cognatos. As subdivisões da terceira coluna envolvem características específicas
discutidas em detalhes por Clement e Skinner, 1985, mas que fogem do escopo deste texto. Vale
ressaltar que não existem classificações inteiramente aceitas para o kimberlito. O diagrama
proposto por Clement e Skinner é o mais comumente aceito utilizado e por isto é apresentado aqui.
4 - MODELOS DE FORMAÇÃO DO KIMBERLITO
Desde a descoberta de diamantes em kimberlito muitas teorias surgiram a respeito do processo de
formação desta rocha. Mitchell (1986) apresenta em detalhes as diferentes teorias. Destas, serão
apresentadas as três mais conhecidas e discutidas.
4.1 – Teoria Do Vulcanismo Explosivo
Esta teoria envolve o apontamento de magma kimberlítico em baixas profundidades e o
subseqüente acúmulo de voláteis. Quando a pressão confinada é suficiente para romper a rocha
superior segue-se uma erupção. Acreditava-se que epicentro da erupção encontravase no contato
da fácie abissal com a diatrema.
Através da extensiva atividade mineradora desenvolvida nas regiões kimberlíticas tornou-se claro
que esta teoria não é sustentável. Não foi encontrada nenhuma câmara intermediária nas
profundidades sugeridas. Além disso o ângulo de mergulho da grande maioria é muito alto (80-85
graus) para ter sido formado em tais profundidades, ou seja, a relação entre o raio na superfície e
a profundidade é muito pequena. Fácies de transição entre diatremas e fácies abissais têm cerca de
2km de profundidade, enquanto crateras têm geralmente cerca de 1km de largura, perfazendo
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assim uma taxa de 1:2. Estudos do ponto original das explosões revelaram que a taxa deveria estar
perto de 1:1.
4.2 – Teoria Magmática (Fluidização)
Segundo Kopylova, a proposição original desta teoria foi feita por Dawson (1962,
1971).Subseqüentemente foi desenvolvida por Clement (1982) e vem sendo estudada atualmente
por Field e Scott Smith (1999). Em termos gerais a teoria aponta que o magma kimberlítico sobe
à superfície em diferentes pulsos, formando o que é denominado de “embryonic pipes” (chaminés
embrionárias; Mitchell, 1986). O resultado é uma rede complexa de chaminés embrionárias
sobrepostas de fácies abissais de kimberlito. A superfície não é rompida e os voláteis não escapam.
Um algum ponto as chaminés embrionárias alcançam uma profundidade rasa o suficiente (cerca
de 500 metros) na qual a pressão dos voláteis é capaz de vencer o peso da rocha que o recobre e
os voláteis escapam. Com a fuga dos voláteis um breve período de fluidização ocorre. Isto envolve
o movimento ascendente dos voláteis, que é suficientemente rápido para “fluidizar” o kimberlito
e a rocha hospedeira fragmentada de modo que as partículas são carregadas em um meio sólido-
líquido-gasoso. Fragmentos da rocha encaixante que se encontrem neste sistema fluidizado podem
afundar dependendo de sua densidade. A fronte fluidizada move-se descendentemente a partir da
profundidade inicial. Acredita-se que a fluidização seja muito breve pois os fragmentos
normalmente são angulares.
4.2.1 Desenvolvimento da Chaminé Embrionária
Esta teoria supostamente explica as características observadas em chaminés kimberlíticas tais
como: fragmentos de rocha encaixante encontrados até 1km abaixo do nível estratigráfico através
de fluidização; chaminés íngremes com ângulos de ~80-85 graus, dado que a explosão inicial
acontece a profundidades relativamente baixas; Rede complexa de chaminés de fácies abismais
encontradas em
profundidade; a transição de fácies abismais para fácies de diatremas. Descobertas recentes de
chaminés de kimberlitos em Fort a la Corne no Canadá sugerem uma re-avaliação
da teoria magmática. Field e Scott Smith não negam que a água pode desempenhar um papel na
vasta variedade de chaminés de kimberlitos obervados. Eles acreditam que em alguns casos os
magmas kimberlíticos possam entrar em contato com aqüíferos e neste caso a morfologia
resultante será significantemente diferente das chaminés encontradas em outros lugares,
particularmente na África do Sul. Eles consideram que a configuração geológica em que o
kimberlito está inserido desempenha um papel significante na sua morfologia. Rochas bem
consolidadas, que são aqüíferos pobres, tais como basaltos, que cobrem a maior parte da África do
Sul, promovem a formação de chaminés muito inclinadas com 3 fácies kimberlíticas distintas.
Sedimentos mal consolidados são excelentes aqüíferos e podem promover a formação de chaminés
com ângulo de mergulho suave, o quais são preenchidos com kimberlitos de crateras, enquanto
existe ausência de kimberlitos de diatremas.
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4.3 – Teoria hidrovulcânica (freatomagmática)
O principal propositor desta teoria é Lorenz (1999), que desenvolveu o modelo hidrovulcânico por
3 décadas.
Magmas kimberlíticos ascendem à superfície por fissuras estreitas (1m). Pode ocorrer de o magma
kimberlítico encontrar-se em falhas estruturais, que agem como foco de água, ou a “brechação”
resultante da exsolução (desmescla) dos voláteis pela ascensão do kimberlito pode atuar como foco
para água. Em qualquer um dos casos o ambiente próximo à superfície é rico em água e a interação
do magma quente com a água fria produz uma explosão freatomagmática.
A explosão tem curta duração. A rocha brechada satura-se novamente com a água superficial.
Outro pulso de magma kimberlítico segue a mesma fraqueza estrutural da rocha até a superfície e
novamente entra em contato com a água produzindo outra explosão.
Pulsos subseqüentes reagem com a água da mesma maneira enquanto a fronte de contato move-se
para baixo até alcançar a profundidade média da transição entre a fácie abismal e a diatrema
Críticas a esta teoria apontam os seguintes problemas:
I) A teoria não explica porque toda erupção ocorre em contato com água, certamente algumas
erupções teriam ocorrido em regiões pobres em água.
II) A complexa rede de chaminés encontradas na área de transição da fácie abismal e da diatrema
não é explicada.
III) A falta de características que apontem para a subsidência através da chaminé.
IV) A ausência de soerguimento associado com as chaminés kimberlíticas.
A teoria hidrovulcânica tem seus méritos e é aceita como o processo de formação dos kimberlitos
encontrados em Saskatchewan pelos propositores da teoria da fluidização (Field e Scott Smith,
1999). No entanto não explica as características observadas na maior parte das outras chaminés
kimberlíticas. A formação de “maares” são associadas a explosões hidrovulcânicas e possuem
estrutura interna diferente dos kimberlitos, sendo as principais características a estrutura interna
com subsidência em forma de disco, a descontinuidade que forma um anel no entorno da cratera e
o soerguimento da rocha encaixante associado à explosão.
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5 – PETROLOGIA
Kimberlitos dividem-se em Grupo I (basáltico) e Grupo II (micáceo). Esta divisão é feita através
de bases mineralógicas.
A mineralogia dos kimberlitos do Grupo I é considerada como a representação do derretimento do
lherzolito e harzburgito, eclogito e peridotito no manto inferior. A mineralogia dos kimberlitos do
Grupo II podem representar um ambiente semelhante ao do Grupo I, porém a diferença é
apreponderância de água ao invés de dióxido de carbono
Diagrama de rochass plutonicas ultramaficas
5.1 – Kimberlitos Do Grupo I
Kimberlitos do Grupo I são ricos em CO2 e predomina a mistura de olivina forsterítica, ilmenita
magnesiana, piropo cromiano, piropo-almandina, diopsídio cromiano (em alguns casos
subcálcico), flogopita, enstatita e cromita pobre em titânio. Kimberlitos do Grupo I exibem textura
inequigranular distintiva com macrocristalizações (0,5-10mm) a megacristalizações (10-200mm),
fenocristais de olivina, piropo, diopsídio cromiano ilmenita magnesiana e flogopita em uma massa
de grãos finos a médios.
A composição mineralógica da matriz de micro-cristalizações, que apresenta com maior
propriedade a composição de uma rocha ígnea, contém olivina forsterítica, granada piropo, Cr-
diopsídio, ilmenita magnesiana e espinélio.
Minerais que não ocorrem em kimberlitos do grupo I são principalmente diopsídioaluminoso,
augita, granada andradita, feldspato, anfibólio, leucita, nefelina e rnelilita (Mitchell, 1991).
Através de análises geoquímicas de rocha total, Smith et al. (1985), dividiram os kimberlitos do
grupo I em dois subgrupos distintos: kimberlitos do grupo IA e kimberlitos do grupo IB. Os
kimberlitos do grupo IB apresentam maiores conteúdos de ferro total, CaO, Ti02, P20 5, C02, H20,
Nb, Zr e Y , porém, conteúdos menores de Si02 e menor razão em elementos terras raras leves
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relativo a terras raras pesadas (ETRUETRP) quando comparados aos kimberlitos do grupo IA
(Smi1h et ai. 1985). Estes mesmos autores sugerem que, os kimberlitos do grupo IA representam
intrusões dentro de área cratônica, enquanto os kimberlitos do grupo lB são tidos como intrudidos
fora de área cratônica.
5.2 – Kimberlitos Do Grupo II
Kimberlitos do Grupo II (ou orangeítos) são ricos em H2O. A característica distintiva dos
orangeítos são as macro e megacristalizações de flogopita, juntamente com presença de micas que
variam em composição de flogopita até tetraferroflogopita (flogopita anomalamente rica em Fe).
Macrocristalizações de olivina ou cristais euédricos primários de olivina reabsorvidos são comuns
mas não são constituintes essenciais.
Fases primárias características na matriz microcristalina incluem piroxênios zonados (núcleos de
diopsídio circulados por aegirina-Ti), minerais do grupo do espinélio, perovskita, apatita, fosfatos,
rutilo e ilmenita.
Os kimberlitos do grupo II nonnalmente são pobres em macrocristais quando comparados aos
kimberlitos do grupo I. Megacristais de ilmenita magnesiana, diopsídio sub-cálcico, enstatita e
microcristais de monticelita, ulvoespinélio magnesiano não ocorrem nos kimber\itos do grupo II
(Skinner, 1989; Mitchell, 1991 ). Perovskita e espinélio são relativamente raros nessa rocha.
6- FORMAÇAO DO KIMBERLITO
O kimberlito é uma rocha ígnea (formada pelo calor do magma) da família das olivinas, cuja cor
varia do azul-verde ao preto, passando pelo marrom avermelhado. A composição e a cor do
kimberlito correspondem à região em que se formou e aos elementos que o formaram. Seu nome
deriva de Kimberley, região da África do Sul onde foram encontrados esses minerais associados a
pedras de diamantes.
A rocha se formou a aproximadamente duzentos quilômetros de profundidade e foi transportada à
superfície pelos chamados chaminés de kimberlito, que nada mais são que erupções vulcânicas
ocorridas há milhões de anos. Onde e quando se formaram os kimberlitos, também se formaram
diamantes e outros fragmentos de rocha (xenólitos) que foram arrancadas das profundezas da
crosta terrestre. Por isso, kimberlitos ocorrem na superfície quase completamente em brechas
vulcânicas. Eles, assim como a maioria dos diamantes, se formaram a 150 milhões de anos atrás,
no entanto, os mais velhos kimberlitos que se conhecem datam de cerca de 1,2 bilhões. Eles
ocorrem na África, Austrália, América do Norte, Índia, Brasil e na Sibéria. Mineradores e
garimpeiros se valem da presença desses minerais para processarem a busca de diamantes, já que
ambos sempre estão associados.
As chaminés de kimberlito foram criadas conforme o magma passava por profundas fraturas na
Terra. O magma de dentro da chaminé de kimberlito funciona como um elevador, empurrando os
diamantes e outras rochas e minerais pelo manto e crosta em poucas horas. Estas erupções eram
breves, mas muitas vezes mais poderosas do que erupções vulcânicas que acontecem atualmente.
O magma destas erupções foi originado em profundidades três vezes maiores do que a fonte de
magma nos vulcões atuais.
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Diamantes também podem ser encontrados em leitos de rios, chamados de reserva aluvial de
diamantes. São originados em chaminés de kimberlito, mas se movimentam por atividade
geológica. Geleiras e águas podem movimentar os diamantes para milhas de distância de seu local
de origem. Hoje, a maioria dos diamantes é encontrada na Austrália, Brasil, Rússia e vários países
africanos, incluindo Zaire. Em geral essas gemas são encontradas em rios e aluviões que
deslocaram as pedras de seus locais de surgimento na superfície da Terra.
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Conclusão
É com grande prazer., que culminamos com este trabalho de investigaçãao, sobre kimberlitos, não
foi facil terminarmos, pelo facto de falta de manuais suficientes, visto que, estamos no momento
critico da pandemia que assola o mundo inteiro.
Agradecemos a colaboração de todos elementos do grupo, que foi muito positivo. Apesar da
quarentena a participaçao foi virtual assim como apresença fisica de cada elementona discusao dos
resultadod de pesquisa.
Este trabalho, foi graças as investigações de diferentes manuais com autores diferentes, onde
conseguimos elaborar com suas respevctivas imagens. Não foi facil, tinhamos que ter um enorme
esforço. Atraves deste trabalho tivemos muito proveito na abrendizagem, referente aos
kimberlitos.
O trabalho servira de grande proveito, para,os leitores porque fala da nossa natureza.
14
Bibliografia
MACHADO, F.B.; MOREIRA, C.A.; ZANARDO, A; ANDRE, A.C.;GODOY, A.M.;
FERREIRA, J. A.; GALEMBECK, T.; NARDY, A.J.R.; ARTUR, A.C.; OLIVEIRA, M.A.F.de.
Enciclopédia Multimídia de Minerais e Atlas de Rochas. [on-line]. Disponível na Internet via
WWW. URL: http://www.rc.unesp.br/museudpm. Arquivo capturado em 21 de abril de 2006.
CLEMENT, C. R. and E. M. W. SKINNER (1985). A Textural-Genetic Classification of
Kimberlites. Trans. geol. Soc. South Africa n 88: p 403-409. MITCHELL, R. H. Kimberlites:
mineralogy, geochemistry and petrology. New York, Plenum Press. 1986.
CHAVES, Mário Luiz de Sá Carneiro; SVISERO, Darcy Pedro. Diamantes de Minas Gerais: Qual
terá sido o caminho das pedras?, Ciência Hoje, v 25 n 150, p 22-29, 1999.