AULA ATIVIDADE ALUNO Planejamento tributário
AULA
ATIVIDADE
ALUNO
Planejamento tributário
AULA ATIVIDADE ALUNO Planejamento tributário
Disciplina: Planejamento Tributário
Teleaula: 02
AULA ATIVIDADE
Prezado (a) aluno (a),
A aula atividade tem a finalidade de promover o autoestudo das competências e a
fixação dos conteúdos relacionados à Unidade de Ensino II – Planejamento Tributário.
As questões a seguir tem como base os conteúdos disponíveis em nosso material
didático. A interação entre os alunos é bem-vinda.
Bons estudos!
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ATIVIDADE 1
O objetivo desse texto é levá-lo à reflexão sobre o planejamento tributário, portanto,
você é incentivado a discutir, pensar e opinar.
Texto I
Outra forma de planejamento tributário utilizado, que pode ser considerado
lícito ou ilícito, dependendo da forma como é utilizado, é a reorganização societária.
Conforme Acórdão n.º 06-26037 (2010), a constituição de várias empresas individuais,
que ocupam um mesmo espaço físico, desenvolvem o mesmo objeto social, utilizam os
mesmos colaboradores e maquinários e cujos sócios possuem grau de parentesco ou
afinidade entre si, com o objetivo de reduzir custos, usufruir tributação privilegiada e
pulverizar receitas, caracteriza-se como constituição de grupo econômico e está
impedido de optar pela forma de tributação do Simples Nacional. Em situações de
evasão fiscal, conforme o Acórdão acima, o contribuinte está sujeito à exclusão do
Simples Nacional com efeito retroativo e pagamento dos impostos.
A reestruturação societária é uma ferramenta de Planejamento Tributário
acessível e que promove uma boa economia de tributos às empresas que a adotam. Com
o planejamento tributário é possível e pode ser aplicado, porém exige muito estudo e
conhecimento da legislação (DALMAGRO; MARTINS; 2011). Luca, Teixeira Filho, Corrêa
(2007) sugerem um exemplo de planejamento tributário lícito por meio de
reorganização societária, como a abertura de duas empresas quando uma das atividades
estiver impedida de optar pelo Simples Nacional. Alertam para o cuidado em respeitar
a Lei Complementar 123/06 e destacam a importância em separar os espaços físicos,
para evitar autuações por parte da Receita Federal.
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Dalmagro e Martins (2011) relatam o caso em que a Receita Federal do Brasil
autuou determinada empresa com base na alegação de simulação da reorganização
societária. Isso porque a referida pessoa jurídica desmembrou as suas atividades com a
abertura de outra empresa e continuou a ocupar a mesma área geográfica, com o
objetivo de obter benefício perante o regime tributário do Simples Nacional.
Observando-se a ementa da decisão, não é simulação a instalação de duas empresas na
mesma área geográfica com o desmembramento das atividades antes exercidas por
uma delas, motivo que por si só, não constitui indício suficiente para a constatação de
conduta ilícita por parte do contribuinte. Nessa situação, apesar do contribuinte ter sido
autuado não foi considerado evasão fiscal.
Contudo, para Saavedra (2013), deve-se estudar e identificar todas as
alternativas legais aplicáveis ao caso ou a existência de lacunas ("brechas") na lei, que
possibilitem realizar essa operação da forma menos onerosa possível para o
contribuinte, sem contrariar a lei.
Um exemplo são os achados do estudo de Gonçalves, Nascimento e Wilbert
(2016), que analisaram empresas da bolsa de valores brasileira, receberam subvenções
governamentais, apresentaram um maior nível de elisão em relação as quais aos
tributos sobre o lucro e agregaram menos valor aos seus bens e serviços produzidos e
comercializados. Tais empresas ainda geraram um maior valor adicionado total, com
uma maior distribuição relativa de riqueza para pagamento de tributos (32,44%) e de
pessoal (25,05%), o que justifica os incentivos fiscais.
Para identificar se havia relação entre governança corporativa, incentivos
administrativos e evasão fiscal corporativa, Armstrong et al. (2015) somente
identificaram uma relação positiva entre independência do conselho e sofisticação
financeira para os baixos níveis de evasão fiscal e uma relação negativa para altos níveis
de evasão fiscal, o que indica que essas características de governança têm uma relação
mais forte quando há níveis mais extremos de evasão fiscal, mais predispostos a ser
sintoma de sobre e sub investimento por parte dos gestores.
Portanto, a elisão fiscal é legitima e lícita, pois é alcançada por escolha feita de
acordo com o ordenamento jurídico. E evasão se trata de uma conduta ilícita. O
contribuinte busca, por meio de artifícios diversos, ocultar a determinada existência de
um tributo, como ocorre na sonegação do imposto, após a ocorrência do fato gerador
da obrigação tributária (KAMILLA, 2014). Com o intuito de apresentar de maneira mais
robusta o assunto proposto, exibe-se uma abordagem da norma geral antielisiva do
direito brasileiro.
Texto extraído de:
PILATI, Rosimeri Horn; THEISS, Viviane. Identificação de situações de elisão e evasão
fiscal: um estudo com contadores no Estado de Santa Catarina - DOI:
[Link] REVISTA CATARINENSE DA
CIÊNCIA CONTÁBIL, [S.l.], v. 15, n. 46, p. p. 61-73, nov. 2016. ISSN 2237-7662. Disponível
em: [Link] . Acesso em:
16 de março de 2022.
Agora, com base na sua leitura sobre o texto apresentado, pede-se:
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1 – Cite dois pontos de destaque do texto apresentado.
2 – Comente sobre um aspecto ou ferramenta de planejamento tributário que viabiliza
a prática da elisão fiscal.
3 – Realize uma síntese do texto em dois parágrafos no máximo.
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ATIVIDADE 2
1 - O empresário Jurandir de Carvalho tem uma empresa de prestação de serviços na
área de operações imobiliária do tipo compra, venda e locação de imóveis. Que gira sob
a denominação social de “Jurandir de Carvalho – Serviços Imobiliários”. Devido às
grandes dificuldades no negócio e a necessidade de crescimento, o Sr. Jurandir de
Carvalho encontrou um parceiro empresarial, o Sr. Amarildo José, que é proprietário da
Amarildo José – Serviços Imobiliários. Os dois empresários pretendem unificar suas
empresas para atingir uma parcela maior do mercado imobiliário. Considerando o
contexto, qual tipo de alteração societária eles precisarão fazer?
a) Sociedade.
b) Transformação.
c) Cisão.
d) Organização.
e) Fusão.
2 - João é estudante de contabilidade, está cursando o 1º semestre, outro dia, em uma
passagem pela sala dos veteranos ele ouviu um dos alunos falando sobre a importância
do planejamento tributário para um melhor desempenho empresarial. Agora João
precisa saber o que representa um bom planejamento tributário.
Em termos gerais, podemos afirmar para João que o planejamento tributário
proporciona melhores condições para empresa em que sentido?
a) A evasão fiscal.
b) O atraso no recolhimento dos tributos provisionados.
c) Uma economia lícita do montante de tributos pagos.
d) A fiscalização na empresa pelos entes públicos.
e) A redução em todas as alíquotas u}lizadas pela empresa.
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3 - Para compreendermos o planejamento tributário, é preciso conhecer alguns
aspectos importantes no tocante aos fundamentos e à própria legislação sobre a
composição das sociedades empresariais. Em qual dos tipos de sociedade empresária os
sócios possuem responsabilidade limitada de acordo com a sua cota, mas respondem
solidariamente pela integralização do capital?
a) Sociedade Empresa Ltda.
b) Sociedade Empresa Simples.
c) Sociedade Anônima.
d) Sociedade em Comandita.
e) Empresário Individual
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Bom trabalho!
Prof. Elvis Albertin