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Resumo Amálgama

Este documento descreve os principais aspectos do amálgama dental, incluindo sua composição, propriedades, manipulação e técnicas de restauração. O amálgama é composto principalmente por prata, estanho, cobre e mercúrio, sendo que o cobre aumenta a dureza e resistência. Sua manipulação envolve a trituração para misturar o pó e o mercúrio, seguida de condensação, escultura e polimento para adaptar o material ao preparo cavitário.

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Este documento descreve os principais aspectos do amálgama dental, incluindo sua composição, propriedades, manipulação e técnicas de restauração. O amálgama é composto principalmente por prata, estanho, cobre e mercúrio, sendo que o cobre aumenta a dureza e resistência. Sua manipulação envolve a trituração para misturar o pó e o mercúrio, seguida de condensação, escultura e polimento para adaptar o material ao preparo cavitário.

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AMÁLGAMA DENTAL dissolvidas tem efeito de garantir resistência ao amálgama.

As que
não reagiram atuam como cunhas no interior do material.
Apesar da invenção de vários materiais restauradores
estéticos na odontologia atual, o amálgama continua sendo utilizado  PROPRIEDADES:
nas restaurações em dentes posteriores, virtude da sua facilidade de
manipulação, ótimos resultados obtidos, além do baixo custo e 1. ESTABILIDADE DIMENSIONAL: essa propriedade
grande longevidade. se dá pela dissolução da liga ao mercúrio. Contudo o mercúrio pode
causar expansão do material durante essa dissolução, dessa forma, o
 COMPOSIÇÃO: originalmente o amálgama dental é
excesso de mercúrio está diretamente associado a alterações
composto por mercúrio líquido com uma liga sólida, composta
dimensionais.
principalmente por prata (65%), estanho (29%), cobre (6%), e
pequenas quantidades de zinco, ouro e mercúrio. O cobre tem por
2. EXPANSÃO TARDIA: ela ocorre quando o campo
finalidade aumentar a dureza e a resistência e o zinco aumenta a
operatório não está totalmente livre de umidade em uma restauração
plasticidade do amálgama, facilitando a escultura.
em que o amálgama possui zinco na formulação. O zinco reage com
Os amálgamas com baixo teor de cobre (6%) são a água, formando gás hidrogênio, gerando uma pressão no interior
denominados amálgama convencionais, enquanto as ligas da restauração. Essa expansão pode ir desde uma simples protrusão
modificadas e enriquecidas possuem cerca de 30% de cobre na da restauração até uma fratura de cúspide.
composição, dando mais resistência e dureza às restaurações. Além
disso, o amálgama também pode ser classificado de acordo com os 3. CREEP: ele se define como a deformação plástica de
tipos de partículas, podem do tipo limalha: com partículas um material submetido a uma tensão constante (escoamento),
irregulares, as quais necessitam de mais mercúrio para molhamento, quando a temperatura de ambiente se aproxima da temperatura de
maior pressão na condensação e dificuldade de acabamento e fusão do material. Quando isso ocorre no amálgama, as margens das
polimento. As do tipo liga mistura ou de fase dispersa: elas possuem restaurações podem apresentar fraturas marginais. Dessa forma, a
partículas esféricas e limalhas, dessa forma, possuem propriedades melhor escolha está nos amálgamas com alto teor de cobre, que
melhores que as limalhas. apresentam um creep baixo.

 REAÇÃO DE PRESA: a reação de presa do amálgama se 4. RESISTÊNCIA A COMPRESSÃO DE TRAÇÃO: o


dá por cristalização, ou seja, quando o líquido do mercúrio entra em amálgama possui essas duas propriedades, isso se dá pela
contato com a superfície das partículas da liga, difundindo-se no seu composição do cobre a formulação, dando resistência a essas forças.
interior e se solidificando. Além disso, vale salientar que apenas as As proporções do pó e do líquido influenciam diretamente nessas
partículas que reagiram com o mercúrio, ou seja, as partículas propriedades, contudo, atualmente os amálgamas são pré-dosados.
5. MANCHAMENTO E CORROSÃO: a corrosão do mercúrio. O instrumento utilizado é o amalgamador, no qual insere-
amálgama se dá pelo fenômeno químico de destruição progressiva se as cápsulas pré-dosadas. O profissional deve ficar atento ao tempo
real do metal pela interação com o meio bucal, como alterações no e a velocidade do equipamento, devendo seguir as orientações do
pH, composição salivar e oscilações de temperatura. Os amálgamas fabricante. Dessa forma, o amálgama subtriturado apresenta-se como
com alto teor de cobre são mais resistentes a corrosão. Vale salientar fosco e granuloso, pois não houve um completo molhamento pelo
que restaurações bem acabadas e polidas são mais resistentes a mercúrio, aumentando excessivamente o tempo de trabalho e
corrosão, garantindo maior longevidade. O manchamento é bastante diminuindo a resistência e tração e compressão. O amálgama
frequente nas restaurações de amálgama, ele se dá pela oxidação do misturado normal tem um aspecto brilhante e não se adere as
amálgama, gerando sulfeto de prata, afetando esmalte e dentina. Por superfícies da cápsula. O sobretriturado é extremamente brilhante,
muitas vezes, o manchamento enfraquece o remanescente dental, pastoso e se adere a superfície, apresentando presa muito rápida, por
pois numa futura substituição por uma restauração de resina vezes impossibilitando seguir os próximos passos durante a
composta o remanescente pigmentado também é removido. restauração, além de uma contração ligeiramente maior.

 SELEÇÃO E USO DO AMÁLGAMA: alguns pontos  MANIPULAÇÃO DO MATERIAL NO PREPARO


devem ser levados em conta, antes de tudo deve-se escolher a liga CAVITÁRIOS: ele possui diversas etapas, são elas:
utilizada, sendo as ligas de composição única e com alto teor de
cobre as mais indicadas. Depois, o isolamento absoluto é de 1. CONDENSAÇÃO: esta etapa consiste na
fundamental importância, pois diminui a umidade, evitando compactação do amálgama na cavidade, de forma que o material se
possíveis expansões tardias, com protrusão da restauração e/ou adapte contra as paredes cavitárias, reduzindo a formação de
fraturas de cúspides. O preparo cavitários deve ser retentivo, pois o porosidades, tornando o material mais denso, além de eliminar
amálgama não apresenta ligação com as estruturas dentais, dessa excessos de mercúrio. Essa etapa deve ser conduzida com os
forma, ele deve ter quatro paredes circundantes e um assoalho bem condensadores, começando pelos de menor diâmetro e concluindo
definido, por vezes, os preparos cavitários para restaurações em com o de maior de diâmetro, especialmente nas restaurações com
amálgama desgastam tecido dentário sadio. Por fim, o cirurgião- amálgama do tipo limalha.
dentista deve atentar para a proporção pó(liga)/líquido(mercúrio),
evitando alterações nas propriedades do material, contudo, 2. BRUNIDURA PRÉ-ESCULTURA: esta etapa
atualmente os amálgamas são comercializados pré-dosados. consiste no esfregaço do amálgama através de brunidores. Ela
aumenta a densidade das partículas de amálgama, remove os
 MANIPULAÇÃO DO MATERIAL FORA DO excessos de mercúrio, melhora a adaptação do amálgama as margens
CAVIDADE BUCAL DO PACIENTE: antes do material ser cavitárias, reduzindo a microinfiltração, e diminui a rugosidade
inserido no preparo cavitário retentivo, ele deve passar pela superficial, facilitando as técnicas de acabamento e polimento.
trituração ou amalgamação, ele consiste no molhamento da liga pelo
3. ESCULTURA: a escultura das restaurações em
amálgama deve ser feita de forma mais simples e rápida possível,
devido ao curto tempo, com sulcos pouco pronunciados e vertentes
menos inclinadas. O momento ideal para a escultura é o momento do
“grito do amálgama”, que ocorre quando o instrumento é
posicionado em corte contra o material gera um ruído. A escultura
deve ser realizada com instrumentos de corte, caso não seja, será
apenas mais uma brunidura. É importante salientar que sulcos
profundos e vertentes muito inclinadas podem servir como depósito
de placa bacteriana (potencial acidogênico), acelerando a corrosão
do amálgama.
4. BRUNIDURA PÓS ESCULTURA: deve ser
realizada assim como na brunidora pós-escultura, com os mesmos
objetivos. Ela deve ser feita começando do centro até as margens.
5. ACABAMENTO E POLIMENTO: o acabamento
deve ser feito com brocas multilaminadas em baixa rotação, as quais
devem ser usadas de forma que se adaptem as determinadas regiões
da restauração, sendo necessárias várias delas. O acabamento deve
diminuir as ranhuras e a rugosidade da restauração para um posterior
polimento. O polimento deve ser feito com pós abrasivos, dentre os
quais temos a pedra-pomes, o carbonato de cálcio e o óxido de
zinco, todos devem ser empregados com as escovas de Robinson. As
borrachas abrasivas devem ser usadas em ordem decrescente, ou
seja, da mais abrasiva até a menos abrasivas, dentro desses grupos,
deve-se empregar aquela que melhor se adapte a restauração. Além
disso, vale salientar que cada etapa deve se seguida de uma lavagem
com água, afim de remover as partículas abrasivas.

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