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Desejo e Existencialismo: Sartre e Lacan

O documento discute as visões de Sartre e Lacan sobre o desejo humano e a liberdade em contraste com visões religiosas ou deterministas. Aborda como o existencialismo vê o homem como um ser de liberdade e desejo constantemente insatisfeito, em contraste com visões que veem o homem como um objeto determinado. Também discute como a angústia e o desamparo são parte integrante da condição humana segundo uma perspectiva existencialista.

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Desejo e Existencialismo: Sartre e Lacan

O documento discute as visões de Sartre e Lacan sobre o desejo humano e a liberdade em contraste com visões religiosas ou deterministas. Aborda como o existencialismo vê o homem como um ser de liberdade e desejo constantemente insatisfeito, em contraste com visões que veem o homem como um objeto determinado. Também discute como a angústia e o desamparo são parte integrante da condição humana segundo uma perspectiva existencialista.

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Especialização e Aperfeiçoamento em Filosofia e Psicanálise EAD – UFES

DESEJO EM JEAN PAUL SARTRE E JACQUE LACAN

Pós - Graduação do Curso de Especialização em Filosofia e Psicanálise, EAD


UFES. [email protected].

Para o filosofo Lacan e Sartre tem a disparidade entre a visão técnica do


homem e o existencialismo, exemplificando o Catolicismo, o cristianismo ou
qualquer forma de religião com preceitos que poda o homem, parece objeto
fabricado com regras e limitações, a sua produção precede a existência, ele
não é o dono de seus atos, porém tem o seu raciocínio, o conhecimento, sua
cultura, portanto racionalização de suas ações.

E a visão humanista que implica pensar o homem como liberdade, um olhar


empírico sobre as coisas, portanto vejo como um fato que apoia as
experiências vividas do ser humano, ou seja, observação da coisa é um olhar
sensível e ao mesmo tempo desejo sempre insatisfeito, as criações e
invenções, podemos dizer que o ser humano não está totalmente pronto e
acabado, é uma eterna construção em todos os sentidos.

O filme traz Mathiel e a jovem Conchita, uma busca do ser humano na sua
humanidade, dos seus desejo e prazer, focado de interesse todos querendo
seus benefícios próprios. O filme vem de encontro com frustração, desejo não
realizado. Nossa essência como ser humanos e travados pelas experiências da
vida, no desejo do nada, sempre estamos almejando algo, estamos buscando
alguma coisa sempre, ora, material, sentimental e espiritual somos um eternos
insatisfeitos. Experiência boa e ruim, nas dores traumáticas pode citar o
descobrimento em da morte nos traz marcas dolorosas, que ficam alojadas nas
áreas do subconsciente, afetando a vida embora descobrissem o sofrimento,
através da dor, os sentimentos reprimidos nos causas vários danos
psicológicos.

Criamos interesse no nosso existencialismo pela vida e nossa mente fantasiosa


nos leva a viagem , bem como o heroísmo, também criamos ilusões, coisas
que jamais se realizarão e logo a frustração, de coisa que fantasiamos.

A hipnose no tratamento dos sintomas causada na infância traumática que é


vivida no sexo na infância, seus nossos sonhos e fantasia.

Complexo de Édipo, desejo pela mãe e ódio pelo pai, o desejo do ser humano
desde infância, com sua fantasia e sua libido.

Buscamos algo proibido por instinto e somos podados por vários fatores, ora a
religiosidade que nos proíbe, ou ora o meio cultural. “Tudo que é bom engorda”
esse é o ditado popular que usamos nessa Contemporaneidade, que não
seguimos o padrão somos considerados libertinos fora do padrão.

O filosofo Sartre caminha do o lado com o desamparo e a angústia, a perda de


cada dia que é das consequências, o homem dotado de objeções, que são as
fantasias de cada dia, seus caprichos e anseios.

O pensamento do filosofo de Sartre podemos dizer é totalmente baseada na


doutrina, moral, sentimentos, angústia e principalmente desamparo.
Observando que segundo ele o homem vive isolado e perspectivamente o peso
cartesiano, e que ele é um ser solitário, não alcança no cogito, o homem está
condenado a ser livre, uma falsa liberdade que na doutrina cristã negamos a
realidade que nos somos pautados e suprimos com os mandamentos de Deus
nosso vazio, valores que são imposto pelos homens, à consciência na razão do
ser.

Sabemos que o existencialismo é criticado pelo lado negativo da vida humana


e tem uma disparidade com o naturalismo onde o homem está sempre para
baixo, podemos exemplificar o homem na sua universidade da natureza como
cita Kant, portanto ele como uma fabrica, como princípio, ou seja, são
conjuntos de técnicas e suas qualidades permitem sua produção e definição
que precede sua existência, ora seja homem da natureza quanto o burguês
todos com a mesma existência historicamente vivida, onde ele existe.

O Heidegger diz na existência e a subjetividade o sujeito é um ser individual e


diante da impossibilidade de transpor seus limites, sabemos que escolhemos o
que queremos ser na vida e projetamos nossa própria imagem e também
escolhemos a melhor para nós mesmos, o autor exemplifica o operário, porem
está enganado em nos mesmo, e o que nos causa à angústia e que não damos
conta daquilo que escolhemos ser.

Nos seres humanos mascaramos nossa ansiedade e evitamos a encarar a


realidade , segundo Kuerkegaard que deu o nome de angústia de Abraão onde
exemplificou “O Anjo ordenando a Abraão a sacrificar seu filho”, porém isso lhe
causou angustia em se sentir desamparado por Deus , quando o anjo pediu
que sacrificasse seu filho, mas a fé remove montanha, ele acreditou e firmou
na fé.

Dostoievisk escreveu “se Deus não existisse tudo seria permitido”, o


existencialismo não acredita na paixão, o amor se reinventa, os valores são
vagos. Vejamos que o desamparo e a angustia são aliados inseparáveis nos
seres humanos na temática do existencialismo, um pensar filosófico, Max
definiu uma filosofia ativa na parte social e política que fez parte na construção
econômica, até desenvolveram teorias políticas neoberalismo e de radical-
socialismo, sua revalia são usadas em função de pesquisa, teoria como
exemplo quebismo que é totalmente contrario, pois valor coletivo, Sartre
contribuiu em 1945 no partido dos trabalhadores na UDSR do Comunismo
pequeno burguês.
Referência Bibliográfica:

SARTRE, J. P. (1939) Esboço de uma Teoria das Emoções. Porto Alegre: L


& PM, 2009.

MURTA, Claudia, 1967- Angústia em filosofia e psicanálise [recurso


eletrônico] Vitória: Universidade Federal do Espírito Santo, Secretaria de
Ensino a Distância, 2017.

DESCARTES, R. Meditações. São Paulo: Editora Nova Cultura, 1996. 2


LACAN, J. A instância da letra no inconsciente ou a razão desde Freud. Rio

SARTRE. O ser e o nada. Petrópolis: Vozes, 1999; _____. O existencialismo é


um humanismo. São Paulo: ed. Abril, coleção Os pensadores. ______. Esboço
para uma teoria das emoções. Porto Alegre: L&PM, 2006.

LACAN, Jacques. Subversão do sujeito e dialética do desejo no


inconsciente freudiano. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1998.

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