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PRAD - Final

Este documento apresenta um Plano de Recuperação de Área Degradada (PRAD) para uma área de 65.940 metros quadrados localizada em Uberlândia, MG. O plano descreve a caracterização da área e origem da degradação, objetivos de recuperação, espécies a serem plantadas, ações de manutenção e cronograma de implementação. A equipe técnica responsável é formada por 4 engenheiros ambientais da Universidade Federal de Uberlândia.

Enviado por

Jessyca Silva
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PRAD - Final

Este documento apresenta um Plano de Recuperação de Área Degradada (PRAD) para uma área de 65.940 metros quadrados localizada em Uberlândia, MG. O plano descreve a caracterização da área e origem da degradação, objetivos de recuperação, espécies a serem plantadas, ações de manutenção e cronograma de implementação. A equipe técnica responsável é formada por 4 engenheiros ambientais da Universidade Federal de Uberlândia.

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UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA

INSTITUTO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

ENGENHARIA AMBIENTAL

PLANO DE RECUPERAÇÃO DE ÁREA DEGRADADA - PRA

Isabelle Vieira Dias – 11621EAB037

Jéssyca Batista - 11711EAB042

Raissa de Sousa R. Barcelos -11621EAB040

Rerisson Santos Sousa – 11521EAB023

Uberlândia
2022
INFORMAÇÕES GERAIS......................................................................................................3
CARACTERIZAÇÃO DO IMÓVEL RURAL.................................................................4
IDENTIFICAÇÃO DA ÁREA DEGRADADA...............................................................6
EQUIPE TÉCNICA...........................................................................................................6
ORIGEM DA DEGRADAÇÃO........................................................................................7
OBJETIVOS GERAIS......................................................................................................8
OBJETIVOS ESPECÍFICOS............................................................................................8
CARACTERIZAÇÃO REGIONAL E LOCAL...............................................................9
SOLO.........................................................................................................................................9
CLIMA.....................................................................................................................................10
FAUNA....................................................................................................................................11
FITOFISIONOMIA....................................................................................................................13
GEOLOGIA..............................................................................................................................13
IMPLEMENTAÇÕES.....................................................................................................14
ESCOLHA DAS ESPÉCIES..........................................................................................................14
ESPAÇAMENTO E ALINHAMENTO..........................................................................................16
PLANTIO.................................................................................................................................17
AÇÕES DE MANUTENÇÃO E PREVENÇÃO............................................................17
COROAMENTO.......................................................................................................................17
COVEAMENTO E ADUBAÇÃO..................................................................................................17
CONTROLE DE PRAGAS...........................................................................................................18
ISOLAMENTO..........................................................................................................................18
REPLANTIO.............................................................................................................................18
EDUCAÇÃO AMBIENTAL.........................................................................................................18
CERCAMENTO........................................................................................................................19
PREPARO DO SOLO.................................................................................................................19
ACEIRO...................................................................................................................................20
CRONOGRAMA FÍSICO...............................................................................................20
CRONOGRAMA FINANCEIRO...................................................................................21
REFERÊNCIAS..............................................................................................................23
INFORMAÇÕES GERAIS

A área deste PRAD está localizada no município de Uberlândia, Minas Gerais,


cidade a qual faz parte da mesoregião do Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba, figura 1.
Seu território é composto 98% pelo bioma Cerrado e 2% pelo bioma Mata Atlantica
segundo a infosanbas.

Figura 1 - Localização de Uberlândia.

Fonte: 1 www.geominas.mg.gov.br.

Segundo IBGE, Uberlândia possui atualmente 4.115,206 km² de área territorial,


e sua população estimada é de aproximadamente 706.597pessoas

CARACTERIZAÇÃO DO IMÓVEL RURAL

A área de intervenção deste PRAD é referente a reconstituição da flora em uma


área afetada, a qual possui aproximadamente 65.940 metros quadrados, como visto na
Figura 1, localizada dentro da Bacia Hidrográfica do Córrego Guaribas, sendo ela um
braço da mesma, a qual se localiza na porção sudoeste do município de Uberlândia,
MG, localizada no bairro Jardim das Palmeiras 2, ao lado do clube Águas quentes
Palmeiras.
Figura 2 - Localização espacial da área do PRAD.

Fonte: 2 Google Earth.

Figura 3 Localização da área do PRAD.

Fonte: 3 Google Earth.


IDENTIFICAÇÃO DA ÁREA DEGRADADA

A área de estudo se encontra dentro de uma bacia a qual de acordo com a Lei
Complementar N°245, sobre o parcelamento e zoneamento do uso e ocupação do solo
do município, abrange três zonas de critérios referentes a uso e ocupação sendo eles,
Zona de Proteção Total, que se refere às áreas de preservação permanente do córrego, a
Zona de Proteção Parcial e a Zona Residencial 1, (Oliveira (2009), como visto na Figura
2.

Figura 4 Bacia Hidrográfica do Córrego Guaribas e seu entorno.

Fonte: 4 http://clyde.dr.ufu.br/bitstream/123456789/16054/1/dis.pdf

EQUIPE TÉCNICA

Nome Formação Matrícula Cidade E-mail


Isabelle Vieira Dias Engenheira 11621EAB037 Uberlândia - Isabellevd_25@h
Ambiental MG otmail.com

Jéssyca Batista Engenheira 11711EAB042 Uberlândia - jessycabasi@outl


Ambiental MG ook.com
Rerisson Santos Engenheiro 11521EAB023 Uberlândia - Rerisson.santos@
Sousa Ambiental MG gmail.com
Raissa de Sousa R. Engenheira 11621EAB040 Uberlândia - Raissabarcelos14
Barcelos Ambiental MG @gmail.com
ORIGEM DA DEGRADAÇÃO

Impactos ambientais negativos ocorridos na região foi a implementação de


atividades agropecuárias por agropecuaristas da região, no qual houve a compactação do
solo, causando a diminuição da cobertura vegetal natural, além de queimadas diversas
durante anos seguidos, as quais geram afugentamento da fauna, o que resulta na invasão
de animais peçonhentos ou não aos imóveis próximos.

Figura 5 Área impactada

Fonte: 5 Autor (2022.)

Figura 6 Gado solto dentro da área do PRAD.

Fonte: 6 Autor (2022.)


Figura 7 - Área impactada.

Fonte: 7 Autor (2022.)

OBJETIVOS GERAIS

Recuperar uma a área degradada, localizada na região sudoeste do município de


Uberlândia, próxima ao Clube Águas Quentes Palmeiras, afetada por queimadas e uso
para atividades de pecuária.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

 Tratar o solo para plantio.

 Controlar pragas que venham a afetar as espécies plantadas.

 Introdução de novas espécies para o reflorestamento.

 Delimitar a área com cercas.

 Utilizar de técnicas para evitar queimadas.

 Educação ambiental para a população para que as mesmas tenham noção


do que fazer e não fazer a respeito da área tratada.
CARACTERIZAÇÃO REGIONAL E LOCAL

SOLO

Como é observado na figura 8 e 9, o solo da região da cidade de Uberlândia de


acordo com Del Grossi (1991), possui os seguintes tipos de solos: Latossolo Vermelho-
amarelo Álico, Latossolo Vermelho-Escuro Distrófico e Álico, Latossolo-Roxo
Distrófico e Eutrófico, Podzólico, Vermelho-Amarelo Eutrófico, Cambissolo e Glei
húmico.

Figura 8 M a p a d e s o l o s d o e s t a d o d e M i n a s G e r a i s

Fonte: 8 Z o n e a m e n t o d e R i s c o s A g r í c o l a s d o B r a s i l .

Figura 9 Tipologia de solo de Uberlândia.

Fonte: 9 http://www.feam.br/-qualidade-do-solo-e-areas-contaminadas/mapa-de-solos
CLIMA

De acordo com a classificação de Köppen, a cidade de Uberlândia - MG, possui


clima do tipo Aw, isso significa que, o inverno é considerado seco e o verão chuvoso
(Mendes, 2001). Ainda, segundo Carrijo e Baccaro (2000), o clima da região sofre
influência das massas de ar continental (Equatorial e Tropical) e atlântica (Polar e
Tropical). Os deslocamentos dessas massas de ar são responsáveis pelas variações
sazonais entre as estações úmidas e secas no município.

Como evidenciado acima, a estação seca é observada entre os meses de abril a


setembro, e a chuvosa, entre os meses de outubro a março (Rosa et al. 1991).
Recentemente, a descrição climática proposta por Novais (2011), descreve a cidade
como grande receptora de quantidades de energia ao longo do ano, com variação
deveras marcada da precipitação, com 4 a 5 meses secos.

FAUNA

O Cerrado é considerado o segundo maior Bioma Brasileiro, abrangendo os


estados da Bahia, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Minas Gerais,
Piauí, Rondônia, São Paulo, Tocantins e Distrito Federal.

Dito isso, considerando a localização de Uberlândia-MG, no Triângulo Mineiro,


a diversidade biológica do Bioma é extraordinária. Estima-se que existam 160 mil
espécies de plantas e animais no cerrado. Em relação à diversidade de plantas, estimam-
se 10 mil espécies, sendo um dos biomas mais ricos da região tropical. Mas, apesar de
ser considerada a savana tropical mais rica do mundo, também é tida como a mais
ameaçada.

Carnívoros das famílias Canidae, Procyonidae, Mustelidae e Felidae estão


presentes na região. Canídeos incluem Cerdocyon thous, o cachorro-do-mato;
Pseudalopex vetulus, a raposinha do campo e Chrysocyon brachyrus, o lobo-guará, as
duas últimas ameaçadas.

Procionídeos são representados por Procyon cancrivorus, o mão pelada e por


Nasua nasua, o quati. Entre os mustelídeos destacam-se: Conepatus semistriatus, a
jaratataca e Lontra longicaudis, a lontra, que também está incluída na Lista Vermelha
de Espécies Ameaçadas de Extinção da Fauna de Minas Gerais (BIODIVERSITAS,
1998).

Felídeos incluem herpailurus yaguarondi, o gato-mouriso; Leopardus pardalis,


a jaguatirica; Leopardus tigrinus, o gato-do-mato; Leopardus wiedii, o gato-maracajá e
Puma concolor, a suçuarana ou onça-parda.

Edentados (ordem Xenarthra) incluem: Tamandua tetradactyla, o tamanduá-


mirim; Myrmecophaga tridactyla, o tamanduá-bandeira (Myrmecophagidae); Dasypus
septemcinctus, o tatu-galinha; Cabassous unicintus, o tatu-de-rabo-mole; Eupractus
sexcintus, tatu-peba; e Priodontes maximus, o tatu-canastra (Dasypodidae).

Entre os demais grupos de mamíferos, destacamos as seguintes espécies:


Didelphimorphia- Didelphis albiventris, o gambá; Luterolina crassicaudata, a cuíca; e
Chironectes minimus, a cuíca d água, o único marsupial adaptado à vida semi-aquática,
que se encontra em perigo de extinção (Didelphidae) ; Primates-Callithrix spp, os
saguis ou micos(Callithricidae); Cebus apella, o macaco-prego ou capuchinho; Alouatta
sp, os bugios; e Callicebus personatus, o sauá ou guigó; Artiodactyla-Mazama
gouazoubira, o veado-catingueiro; Mazama americana, o veado-mateiro; Ozotoceros
bezoarticus, o veado-campeiro(Cervidae).

A avifauna apresenta uma grande riqueza de espécies na região. As ordens


Passeriformes (pássaros), Ciconiiformes (socós e garças), Falconiformes (gaviões e
falcões), Columbiformes (pombos e rolinhas), Psittaciformes (araras, papagaios e tuins),
apodiformes (andorinhões e beija-flores) e Piciformes (pica-paus, tucanos, etc.), estão
entre as mais representativas da região. Das espécies endêmicas do cerrado, estão
presentes: Herpsilochmus longirostris (chorozinho-de-bico-comprido), Hylocryptus
rectirastris (fura-barreira), Antilophia galeata (soldadinho), Cyanocorax cristatellus
(gralha-do-campo), e Amazona xantops (papagaio-galego), Melanopareia torquata
(tapaculo-de-colarinho) e Scytalopus novacapitalis (tapaculo-de-Brasília), entre outras.

A herpetofauna do Triângulo Mineiro inclui anfíbios (anuros) das famílias


Bufonidae (Bufo chneideri), Hylidae (Hyla minuta), Leptodactylidae (Leptodactylus
ocellatus). Répteis são representados por: Amphisbenídeos, como Amphisbaena
vermicularis; por lagartos, como Ameiva ameiva, Tupinambis merianae e Tropidurus
sp. ; por serpentes, como Micrurus frontalis (coral-verdadeira) e Crotalus durissus
(cascavel); por quelônios, como Prynops geoffoanus; e por crocodilianos, como
Caiman latirostris.

Os principais grupos de peixes presentes no Triângulo Mineiro são teleósteos


(subclasse de Osteichthyes) das ordens Characiformes e Siluriformes. Na primeira,
destacam-se as famílias Characidae (lambaris, dourado, pacu, piranha, entre outros) e
Anostomidae (piaus e piapara). Na segunda, a família Pimelodidae (mandis e pintado).
Pseudoplastystoma corruscans, pintado; Pulicea luetkeni, jaú, e Salminus maxillosus,
dourado são algumas das maiores espécies encontradas na região. Também são
registradas, algumas espécies introduzidas como Cichla ocellaris (tucunaré),
Oreochromis niloticus (tilápia), Cyprinus carpio (carpa), Plagioscion squamosissimus
(curvina) e Poecilia reticulata (grupe).

FITOFISIONOMIA

Podemos listar 11 fisionomias principais: Formações Savânicas (Cerrado


propriamente dito, Parque de Cerrado, Palmeiral e Vereda); florestais (Mata de galeria,
Mata Ciliar, Mata Seca e Cerradão); e campestres (Campo sujo, Campo Limpo e Campo
Rupestre). Entretanto, os termos mais conhecidos e usados são Cerrado Propriamente
Dito, Cerradão e Campo Sujo no qual resume os três grupos de fisionomias. Segundo o
sistema de classificação da vegetação brasileira proposto pelo IBGE (1991), constatou-
se que a área apresenta Floresta Estacional Semidecidual, Savana Florestada (cerradão)
e vegetação com influência fluvial, abrangendo tanto a mata de brejo quanto a vereda
(campos hidromórficos caracterizados pela presença da palmeira arborescente Mauritia
flexuosa). Encontram-se, ainda, alguns locais praticamente destituídos da vegetação
original, porém restando algumas árvores nativas isoladas e pequenas faixas residuais
(leiras), onde percebe-se a existência de um Cerrado Sensu Stricto ocupando esses
trechos há algum tempo.

GEOLOGIA

A região está inserida na Bacia Sedimentar do Paraná, assim como quase toda a
mesorregião do Triângulo Mineiro, sendo que os lototipos referem-se a arenitos da
Formação Botucatu, basaltos da Formação Serra Geral e preenchendo a sequência têm-
se os arenitos e materiais desestruturados do Grupo Bauru.

Figura 10 Bacia hidrográfica do Paraná no território Brasileiro.

Fonte: 10 ECOA

Os afloramentos dos arenitos da Formação Adamantina ocorrem a sudoeste e


oeste do município de Uberlândia-MG, nas bacias dos rios Tijuco, Douradinho e Estiva.
Possuem “[...] granulação média a grossa, coloração marrom, marrom avermelhada,
marrom arroxeada e avermelhada” (p. 13), Nishiyama (1989).

Já a Formação Marília, corresponde a arenitos não consolidados superpostos aos


níveis carbonáticos (RADAMBRASIL, 1983) e, subdivide-se nos Membros Ponte Alta
e Serra da Galga. Em Uberlândia, o membro Serra Galga compreende à uma expressiva
extensão, estendendo-se de sudeste à noroeste, limitada pelos rios Araguari e Bom
Jardim, (NISHIYAMA, 1989).
IMPLEMENTAÇÕES

ESCOLHA DAS ESPÉCIES

Notou-se que diversos pontos do local precisam ser vegetados para impedir a
continuidade da degradação do solo. Além disso, encontrou-se diversas rebrotas
próximas às árvores plantadas, portanto, o ambiente tem capacidade de se recuperar
naturalmente, o que é um ponto importante para a escolha das técnicas de plantio ideais
para a área. Desse modo, serão escolhidas espécies do mesmo bioma a fim de aumentar
a biodiversidade e respeitando as sucessões ecológicas, com a inserção de pioneiras,
secundárias e clímax. Nesse contexto, ainda será proposto o plantio de frutíferas nativas
em alguns pontos para atrair a fauna, aumentando a dispersão de sementes, e também,
atraindo a atenção da população quanto a importância do local para a qualidade de vida
das pessoas que residem no entorno.

Segue abaixo a lista de espécies, de acordo com o levantamento das espécies


presentes na área a ser recomposta, bem como espécies nativas da região.

Tabela 1 Espécies escolhidas.

Inga Primário
Ingá-do-brejo
uruguensis
Guazuma
Mutamba
ulmifolia
Schinus
Aroeira-vermelha
terebinthifolius
Psidium
Goiabeira
guajava
Cróton
Sangue de Dragão
urucurana
Cecropia
Embauba
pachystachya
Capixingui Croton
floribundus
Aspidosp
Guatambu erma
macrocarpum
Inga
Ingá
laurina
Albizia Secundário
Farinha-seca
hasslerii
Cedrela
Cedro
fissilis
Eugenia
Pitanga
uniflora
Chrysoph
Aguaí-preto yllum
marginatum
Carinian
Jequitibá
a legalis
Myracro
Aroeira do Sertão druom
Clímax
urundeuva
Lecythis
Sapucaia
pisonis
Pterigota
Pau-rei
brasiliensis
Hymanea
Jatoba
courbaril

Teremos 7 espécies pioneiras, sendo 50% e obtendo um total de 18 espécies,


sendo o restante com características que se adaptem na área e ainda ressaltando, 40%
secundárias e 10% clímax.

ESPAÇAMENTO E ALINHAMENTO
Será adotado o espaçamento de 3m x 3m entre as mudas. Com esse espaçamento
obteremos uma população de 7326 plantas considerando uma reposição de 10% das
mudas, serão adquiridas 8059 mudas. Considerando uma proporção de 50% espécies
pioneiras 40% espécies secundárias e 10% espécies climaxes, teremos então; 4029,
3223 e 805 mudas de cada grupo ecológico respectivamente.

PLANTIO

As mudas selecionadas para plantio devem apresentar boas características


físicas, bom estado nutricional e estarem aclimatadas para suportar o estresse durante e
após o plantio. No plantio, a embalagem deve ser retirada cuidadosamente, evitando o
destorroamento da muda, o que provoca danos às raízes. Raízes tortas ou enoveladas
devem ser podadas. Será realizado no início do período de chuvas (a partir do final de
outubro). As mudas deverão ser molhadas logo após o plantio com cinco litros de água
por cova, repetindo esta irrigação após uma semana caso não chova. As mudas deverão
ser dispostas no campo alternando uma linha de espécies pioneiras, com outra linha
mista, em esquema triangular, conforme a ilustração a seguir.

Figura 11 Croqui das mudas.

Fonte: 11 Autor (2022).

AÇÕES DE MANUTENÇÃO E PREVENÇÃO

COROAMENTO

Sempre que necessário deverá ser realizada uma capina manual com coroamento
em um raio de 50 cm ao redor da muda. A vegetação capinada deverá ser colocada
próxima à muda com o objetivo de melhorar as condições físicas e estruturais do solo e
reduzir a perda de água próximo à muda.

COVEAMENTO E ADUBAÇÃO

As mudas serão plantadas em covas com dimensões de 30 x 30 x 30 cm. Quanto


à melhoria da fertilidade e condições físicas do solo quando da implantação do plantio
poderão ser utilizados adubos orgânicos, como esterco, por exemplo. Na prática,
observa-se ganho significativo no crescimento obtido com uma fertilização correta.

CONTROLE DE PRAGAS

O ponto inicial do reflorestamento é o controle das formigas e cupins, visto que


estes possuem o potencial de destruir mudas em um curto tempo. O combate será
realizado utilizando isca tóxica granulada, as quais as próprias formigas carregam os
grânulos para o formigueiro atrapalhando a produção dos fungos que servem de
alimento, e destruindo os ninhos/cupinzeiros escavando com enxadão ou maquinário
pesado.

ISOLAMENTO

As áreas plantadas deverão ser cercadas isolando a área a ser recuperada antes
das intervenções previstas a fim de se evitar a entrada de animais e o trânsito de pessoas
que poderão comprometer a sobrevivência e desenvolvimento das mudas. Estas cercas
devem possuir qualidade para que a durabilidade atenda à proteção das áreas
revegetadas no período inicial de desenvolvimento (até três anos).

REPLANTIO

O replantio consiste na reposição das mudas que morreram, devendo ser


realizado sempre que a mortalidade for superior a 5%. O replantio indicado para o
PRAD atual será realizado após 60 dias do primeiro plantio através de verificação in
loco e as mudas escolhidas deverão ter a mesma função no processo de restauração das
que morreram.

EDUCAÇÃO AMBIENTAL

Segundo Moura e Rodrigues (2011) para que um PRAD comece a ser cumprido
eficientemente, ele precisa apresentar diretrizes básicas para o desenvolvimento de
ações pedagógicas de sensibilização a sociedade quanto à necessidade de preservação
do meio ambiente (fauna, flora, recursos hídricos e solo) e higiene sanitária,
promovendo a interação saudável entre os principais agentes direto e/ou indiretamente
envolvidos na construção da obra.

Nesse sentido uma forma de passar sensibilização sobre os cuidados do local às


pessoas é através de informações educacionais que serão espalhadas na área de estudo.
Esses informativos serão placas orientando que não seja jogado lixo na área, pedindo
que tomem cuidado com os plantios promovidos no lugar e também, placas que
orientem a pessoa como agir caso notem focos de incêndio na área.

CERCAMENTO

Na área de estudo já possui cercas em alguns locais, para evitar o depósito de


lixo dentro da mesma, porém é necessário a reforma e implementação completa, visto
que diariamente acontece a soltura de gado para pastagem no local, visto que podem vir
a prejudicar o crescimento de mudas e o desenvolvimento das mesmas.
Figura 12 Localização das cercas na área do PRAD.

Fonte: 12 Autor (2022).

PREPARO DO SOLO

No início do plantio, não se deve retirar toda a vegetação, apenas as com


potencial de competitividade por nutrientes e água com as mudas. Além disso é
necessária a realização de análises de Ph, para se corrigir a acidez no solo, e por se tratar
de um solo compactado, realizar a subsolagem ou aração profunda se necessário
dependendo da existência de camadas compactadas em profundidade superior à
alcançada pelos arados.

ACEIRO

Por se tratar de uma área com incidência a incêndios, será implementado aceiros
ao redor da mesma com a função de manter o espaço limpo evitando, portanto, a
propagação de incêndios. Será realizado aceiro para a proteção das cercas, troncos,
arames e principalmente das árvores que serão inseridas.

CRONOGRAMA FÍSICO
Tabela 2 Cronograma físico das atividades a serem realizadas.

CRONOGRAMA 2022
Atividade de J F M A M J J A S O N D
implantação Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez
1- Controle de
formigas x
2- Limpeza da
área - roçada x
3- Aplicação
do Herbícida x
4 - Preparo do
Solo x
5- Adubação
de base x
6- Controle de
formigas pós plantio x x
7 - Plantio x

Manutenção 1°ano

1- Replantio x
2-Coroamento x
3- Controle de
formigas x
4- Adubação e
cobertura x

CRONOGRAMA FINANCEIRO

Tabela 3 Custos individuais dos serviços e insumos.

Atividade Custo (R$) Total (R$)


Formicida 10 formicidas, 15
150
granular reais cada
4 funcionários,
Funcionários 4848
1.212 reais cada
valor gasto em
toras: 4923,48
Cercamento 15206,44
valor gasto em fio:
10282,95
Fertilizante 2 fertilizantes, 34kg
900
Adubo cada
Total 21104,44

Tabela 4 Custos individuais das mudas.

Prec
Nome popular Nome cientifíco Quantidade Total
o
Ingá-do-brejo Inga uruguensis 19,00 576 10944
Mutamba Guazuma ulmifolia 12,00 575 6900
Aroeira-vermelha Schinus terebinthifolius 12,00 575 6900
Goiabeira Psidium guajava 14,00 575 8050 63307,0
Sangue de 0
15,00
Dragão Cróton urucurana 575 8625
Embauba Cecropia pachystachya 19,00 575 10944
Capixingui Croton floribundus 19,00 575 10944
Aspidosperma
19,00
Guatambu macrocarpum 645 12255
Ingá Inga laurina 19,00 644 12236 61199,0
Farinha-seca Albizia hasslerii 19,00 644 12236 0
Cedro Cedrela fissilis 19,00 644 12236
Pitanga Eugenia uniflora 19,00 644 12236
Aguaí-preto Chrysophyllum marginatum 19,00 134 2546 14070,0
Jequitibá Cariniana legalis 19,00 134 2546 0
Aroeira do Sertão Myracrodruom urundeuva 19,00 134 2546
Sapucaia Lecythis pisonis 21,00 134 2814
Pau-rei Pterigota brasiliensis 8,00 134 1072
Jatoba Hymanea courbaril 19,00 134 2546

Valor total aproximado que será necessário: 159680,44 reais.

REFERÊNCIAS

OLIVEIRA, Paula Cristina Almeida de. Cenários Ambientais e Diagnose da


Bacia Hidrográfica do Córrego Guaribas, Uberlândia-MG. 2009. 143 f. Dissertação
(Mestrado) - Curso de Geografia e Gestão de Território, Universidade Federal de
Uberlândia, Uberlândia, 2009. Disponível em:
http://clyde.dr.ufu.br/bitstream/123456789/16054/1/dis.pdf. Acesso em: 17 mar. 2022.

Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção - Ministério do


Meio Ambiente. Disponível em:
<https://www.icmbio.gov.br/portal/images/stories/biodiversidade/fauna-brasileira/livro-
vermelho/volumeI/vol_I_parte1.pdf>. Acesso em: 21 mar. 2022.

NISHIYAMA, L. Geologia do município de Uberlândia e áreas Adjacentes.


Revista Sociedade e Natureza, Uberlândia. No 1, jun. 1989, p. 09 – 15
RADAMBRASIL - Ministério das Minas e Energia. Levantamento de recursos
naturais. Rio de Janeiro, V.31., 1983. 76p.

COLESANTI, M. T.M. (Coord.). Fauna e Flora do Triângulo Mineiro e Alto


Paranaíba. Uberlândia: Roma, 2007. v. 2.

Carrijo, B.R.; Baccaro, C.A.D. (2000). Análise sobre a erosão hídrica na área
urbana de Uberlândia (MG). Caminhos de Geografia 1(2).

MENDES, P.C. (2001) A gênese espacial das chuvas na cidade de Uberlândia


(MG) Dissertação (Mestrado em Geografia) - Universidade Federal de Uberlândia,
Uberlândia.

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