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Cantigas de Amor

As Cantigas eram canções monódicas galego-portuguesas dos séculos XI a XIII, de caráter profano ou religioso, originadas na arte trovadoresca medieval. As Cantigas de Santa María, compiladas no século XIII pelo rei Afonso X, o Sábio, são a coleção mais importante.

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Cantigas de Amor

As Cantigas eram canções monódicas galego-portuguesas dos séculos XI a XIII, de caráter profano ou religioso, originadas na arte trovadoresca medieval. As Cantigas de Santa María, compiladas no século XIII pelo rei Afonso X, o Sábio, são a coleção mais importante.

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Cantigas1

Cantigas, canções monódicas galego-portuguesas dos séculos XI, XII e XIII, de


caráter profano ou religioso. Têm suas origens na arte trovadoresca que surgiu na
França durante a Idade Média.

De todos os cancioneiros que apareceram naquela época com cantigas de amor e de


escárnio, foram conservadas apenas seis das sete Cantigas de Amigo, do trovador
galego Martin Codax, do século XIII, e a coleção mais importante, conhecida como as
Cantigas de Santa María, do rei Alfonso X, o Sábio. Esta obra, a mais importante da
lírica espanhola, foi compilada no século XIII. 2

ESTILO DE ÉPOCA PRODUÇÃO LITERÁRIA PANORAMA HISTÓRICO MUNDIAL ANO

ERA MEDIEVAL

Primeira fase Cantigas galaico- Feudalismo, teocentrismo e 1189-


portuguesas de amor, de primeiras universidades 1350
amigo, de escárnio e de
maldizer; livros de linhagens
Segunda fase Crônicas de Fernão Lopes; Crise do sistema feudal; 1350-
Cancioneiro geral, teatro de desenvolvimento do comércio e 1520
Gil Vicente; vidas de santos antropocentrismo

ERA CLÁSSICA

Quinhentismo Romances de cavalaria; Renascimento, capitalismo mercantil 1520-


ou Classicismo Francisco de Sá de Miranda; e reforma protestante 1580
Luís de Camões, Os
lusíadas
Seiscentismo Francisco Rodrigues Lobo; Contra-reforma 1580-
ou Barroco Francisco Manuel de Melo; 1750
Luís de Sousa; António
Vieira; literatura satírica
(Arte de furtar)
Setecentismo Literatura neoclássica, Iluminismo, Revolução Industrial e 1750-
ou Arcadismo arcádica e Bocage Revolução Francesa 1805

1"Cantigas," Enciclopédia® Microsoft® Encarta. © 1993-1999 Microsoft Corporation.


Todos os direitos reservados.

2"Cantigas," Enciclopédia® Microsoft® Encarta. © 1993-1999 Microsoft Corporation.


Todos os direitos reservados.
ERA ROMÂNTICA

Pré-romantismo e Almeida Garrett, Liberalismo burguês e 1805-


romantismo Alexandre Herculano, Guerras Napoleônicas 1870
Camilo Castelo Branco
Realismo Antero de Quental, Eça de Socialismo, positivismo e 1870-
Queiroz, Guerra Junqueiro, segunda Revolução Industrial 1890
Joaquim Oliveira Martins,
Cesário Verde
Simbolismo Decadentismo, Eugênio de Pré-guerra, Freud e a psicanálise, 1890-
Castro, Antônio Nobre e surgimento das vanguardas 1915
Camilo Pessanha artísticas
Primeira fase Revista Orpheu, José de I Guerra Mundial, Revolução Russa, 1915-
modernista Almada Negreiros, queda da República portuguesa 1927
Fernando Pessoa e
Mário de Sá Carneiro
Segunda fase Adolfo Casais Monteiro, Estado Novo português, nazi- 1927-
modernista Miguel Torga, Aquilino fascismo, II Guerra Mundial 1940
Ribeiro, José Régio, Vergílio
Ferreira, José Cardoso Pires
Neo-realismo e António Pedro, Ferreira de Advento do rock, primeira viagem do 1940-
surrealismo Castro, Rodrigues Miguéis, homem à Lua, revolta estudantil de 1970
Manuel da Fonseca maio de 1968, revoluções sul-
Jorge de Sena, Carlos americanas e golpes militares
Oliveira, Fernando Namora,
Soeiro Pereira Gomes,
Mário Cesariny
Geração de Abril José Saramago, António Revolução dos Cravos, lutas pela 1970-
Lobo Antunes, Olga independência (Angola, 1980
Gonçalves, Lídia Jorge, Moçambique), popularização de
Teolinda Gersão, Agustina sistemas de computadores
Bessa Luís individuais
Contemporâneo Carlos Câmara Leme e Descoberta do vírus da Aids, 1980-
Álvaro Guerra dissolução da União Soviética, 2000
advento da Internet, Portugal na
Comunidade Econômica Européia

3
Poesia trovadoresca galaico-portuguesa, entre os finais do século XII e meados do
século XIV, textos poéticos escritos em galaico-português que, na cultura peninsular,
constituíam letras de canções. Atingiu grande brilhantismo no reinado de D. Dinis I
(1279-1325), ele próprio um trovador.

Estes textos foram compilados em três grandes coletâneas:

– Cancioneiro da Ajuda, guardado na Biblioteca do palácio da Ajuda, em Lisboa.

3"Periodização da literatura portuguesa," Enciclopédia® Microsoft® Encarta. © 1993-


1999 Microsoft Corporation. Todos os direitos reservados.
– Cancioneiro da biblioteca nacional de Lisboa, também conhecido pelo nome de
Cancioneiro Colocci-Brancuti, nome de quem o mandou copiar e do proprietário da
biblioteca onde foi descoberto, em 1875.

– Cancioneiro da vaticana, depositado na Biblioteca apostólica do Vaticano.

Integrado no Cancioneiro da biblioteca nacional de Lisboa existe um tratado poético


incompleto, do século XIV, A arte de trovar, de influência francesa, que classifica os
gêneros de poesia coligidos neste cancioneiro e no Cancioneiro da vaticana em três
tipos:.

– cantigas de amigo, nas quais se supõe a fala de uma mulher a um amigo ou


namorado.

– cantigas de amor, em que o discurso é masculino, provavelmente do próprio


trovador.

– cantigas de escárnio e maldizer, sobre assuntos satíricos. As cantigas de escárnio


foram compostas em uma linguagem genérica e irônica. As cantigas de maldizer, com
base em acusações diretas e dando nome às pessoas a quem se dirigem.

A estas diferenciações, outras se podem aduzir, como a variedade temática que surge
nas cantigas de amigo, inspiradas em mais de um estrato social ou cultural: desde a
vida popular rural até os ambientes domésticos ou de corte, ainda que revelando uma
composição cortês. Por outro lado, a cantiga de amor segue o modelo da canção
provençal, através dos trovadores e jograis que chegaram à Península Ibérica vindos
desta região. Esta influência é notória na forma lingüística das cantigas, em que o
galaico-português aparece entrecruzado por numerosos provençalismos, e pela eleição
do ideal do amor cortês como tema dominante, característica da trova provençal.

Nas cantigas de escárnio e maldizer, a sátira quase nunca versava sobre temas morais
ou sociais, utilizados para influenciar a opinião pública - ressalvando-se o caso de
Afonso X, o Sábio. Detêm-se, sobretudo, em aspectos particulares da vida de corte ou
jogralesca e a freqüência de certos motivos denunciam traços marcantes do ambiente
social e cultural da época.4

1. INTRODUÇÃO  
Portuguesa, Língua, da família do indo-europeu, integrando o grupo ítalo-céltico, o português
é uma língua românica, ou neolatina, por derivar do latim introduzido na península Ibérica, a
partir do século III a.C., pelas legiões romanas que conquistaram territórios do leste e do sul.
Idioma oficial de Portugal (inclusive os arquipélagos dos Açores e da Madeira), do Brasil, de
Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Angola, Moçambique e Guiné-Bissau, o português também
é falado no Timor Leste (ver Timor), em Goa, Macau, Damão e Málaca.

O latim vulgar (sermo vulgaris) foi a língua coloquial do império romano, em oposição ao latim
literário ou clássico (sermo litterarius), praticado pela elite culta. Com essa característica
comunicativa, fonte de constante inovação, o idioma difundiu-se na Hispânia, que recebeu
funcionários romanos, bem como mercadores e colonos itálicos, após a etapa de ocupação
militar. Esse processo determinou a imposição do latim vulgar sobre os povos conquistados.

4"Poesia trovadoresca galaico-portuguesa," Enciclopédia® Microsoft® Encarta. © 1993-


1999 Microsoft Corporation. Todos os direitos reservados.
A partir do século V d.C., começaram as invasões dos povos bárbaros germânicos, sem deixar
marca lingüística, até que, no século VI, passaram a dominar os visigodos. De nível cultural
mais elevado, fundiram-se com a população cristã que falava o latim vulgar, e neste
introduziram palavras que dariam origem a termos como “agasalhar”, “bando”, “guerra”,
“luva”, “trégua”. A contribuição visigótica específica para a futura língua portuguesa foi,
porém, pequena, resumindo-se a nomes de pessoas e de lugares do norte de Portugal e da
Galícia.

Em 711 d.C., a invasão dos árabes, oriundos do norte da África, introduziu na península uma
civilização brilhante, capaz de marcar todas as dimensões da cultura. No léxico português,
cerca de mil vocábulos provêm do domínio islâmico (ver Língua árabe): eles estão presentes na
administração e na organização guerreira (“alcaide”, “alferes”, “ameia”), na alimentação
(“açafrão”, “açúcar”, “alface”), no comércio e nos pesos e medidas (“armazém”, “arroba”,
“quilate”), em ofícios e cargos (“alfaiate”, “almoxarife”, “califado”), nos instrumentos musicais
(“adufe”, “alaúde”, “tambor”) e, notavelmente, nas ciências (“álcool”, “álgebra”, “cifra”,
“zênite”, “alfarrábio”, sendo esta última derivada do nome Al-Farabi, filósofo do século X).
Enquanto os árabes ocupavam a parte meridional das terras lusas, mais ao norte a língua
evoluía para o português primitivo, onde vocábulos do românico (ou romance) se misturaram
ao latim, conforme revelam documentos notariais do século IX, que já incluem as palavras
“cabra” e “várzea”, por exemplo. Portanto, é bastante provável que, quando dom Afonso
Henriques, em torno de 1095, separou o Condado Portucalense da monarquia de Castela e
León, já se falasse nesta região um românico-lusitano ou protoportuguês.

A grande diferenciação lingüística, cujos contornos remontariam ao século VI, sedimentou-se


na região compreendida entre a Galícia e o território lusitano que vai do Minho ao Douro: o
galego-português, com alguns traços da língua provençal, foi veículo de admirável expressão
literária e língua falada com relativa homogeneidade até o fim do período medieval.

2. DOCUMENTOS E EVOLUÇÃO DA LÍNGUA  


Contemporânea ao nascimento da nação portuguesa, a língua tem como primeiro documento
uma cantiga de amor, a “Ribeirinha” (1189). O autor, Paio Soares de Taveiros, se dirige nela a
Maria Pais Ribeiro, célebre favorita do rei Sancho I, o Povoador (filho de Afonso Henriques,
fundador da nacionalidade): “No mundo non me sei parelha/mente me for como vai,/cá moiro
por vós – e ai!/mia senhor branca e vermelha (...)”. A prosa também está documentada em autos
de partilhas e num testamento de 1193, onde se lê: “Eu Eluira Sanchiz offeyro (ofereço) o meu
corpo áás virtudes de Sam Saluador do moensteyro de Vayram (...)”.

O domínio da língua cresce no campo da lírica, com versos como os do trovador Rui
Fernandez: “Quand’eu vejo las ondas/e las muyt’altas ribas,/logo mi veen ondas/al cor pola
velyda (ao coração, pela querida)”. Neste exemplo, é interessante destacar o duplo uso da
palavra ”ondas” e a presença de orações subordinadas, traço que implica uma maior
complexidade na estrutura sintática. Este é o português que se construirá em verso e prosa até
atingir o esplendor quinhentista. Enquanto Os lusíadas de Camões conferem à língua literária
sua expressão máxima, essa mesma língua avança pelo mundo, e vai sendo falada, do Ocidente
ao Oriente, nas terras descobertas e conquistadas pela expansão marítima de Portugal (ver
Explorações e descobrimentos portugueses; Catecismos em línguas africanas, americanas e
asiáticas).
Variam as classificações de períodos evolutivos da língua portuguesa, podendo-se admitir os
seguintes estágios: latim lusitânico, falado desde a conquista romana até o século V d.C.;
romance lusitânico, falado do século VI ao IX, sem documentação escrita; protoportuguês, do
século IX até fins do século XII, com alguns vocábulos característicos intercalados no chamado
latim bárbaro, sem esquecer a influência do latim eclesiástico; português arcaico, de princípios
do século XIII até a primeira metade do século XVI, com progressos de codificação gramatical
– a primeira obra no gênero é a Grammatica da lingoagem portuguesa, de Fernão de Oliveira,
publicada em 1536; e português moderno, do século XVI até hoje, compreendendo um período
clássico (séculos XVI e XVII) e um outro pós-clássico (século XVIII em diante).

Pelo vigor e por sua plasticidade, a língua portuguesa permitiu uma extraordinária visualização
do que era “exótico” nas conquistas coloniais, como atestam documentos vários, notadamente a
Carta de Pero Vaz de Caminha. Em primeiro de maio de 1500, o escriba da esquadra cabralina
assim descreve os homens avistados no Brasil recém descoberto: “A feição deles é serem
pardos, um tanto avermelhados, de bons rostos e narizes bem feitos. Andam nus, sem cobertura
alguma. Nem fazem mais caso de encobrir ou deixar de encobrir as suas vergonhas. Acerca
disso são de grande inocência”. E, no domínio literário, o idioma possibilitou a aproximação de
suas origens, ou do seu apogeu setecentista, ao estágio da língua atual, como se aprecia,
respectivamente, na História do cerco de Lisboa e no Memorial do convento, romances de José
Saramago, prêmio Nobel de Literatura de 1998.

3. A INDIVIDUALIDADE LINGÜÍSTICA  
O português conserva aspectos gramaticais que não se encontram nas demais línguas
românicas. Por exemplo, mantém as duas formas de futuro para o modo subjuntivo, o simples e
o composto; permite a interposição do pronome entre o verbo auxiliar e o particípio passado do
verbo que se conjuga; e é a única língua românica que mantém o infinitivo pessoal, freqüente
em latim, nas orações subordinadas substantivas. Além disso, conta com uma forma simples
para o pretérito mais-que-perfeito, diretamente derivada da equivalente latina “amara”, que
procede do latim amaueram, podendo-se dizer “eu estudara” em lugar do composto “eu tinha
(ou havia) estudado”.
Do ponto de vista lingüístico, a língua portuguesa é muito rica, dada a complexidade do seu
sistema fonológico. Vale observar a diferenciação dos sons orais e nasais, que assim se podem
exemplificar, partindo das vogais a, e, i, o, u nas seguintes palavras: ave, pai, mau, mãe, cãibra,
mão, amam; pé, pera, rei, papéis, meu, céu, porém, vento; mi, viu, mim; loja, ovo, foi, herói,
sou, põe, som; uva, azuis, um, muito. Tal riqueza tem como característica a queda das
consoantes na forma latina, mantidas em outras línguas românicas, como é o caso de lua, que,
em espanhol e italiano, persistiu como o original luna (ver Ci).

A análise fonológica destaca 25 diferentes fonemas, com valores próximos aos das outras
línguas românicas. Uma variação interessante é a do r inicial ou do –rr– intervocálico que,
conforme o tipo de falar local, pode ser uvular ou gutural.

A escassa cesura da língua falada favorece o encadeamento das palavras que formam uma
oração, e isso explica a passagem de s para z, ou seja, o s se torna sonoro na posição
intervocálica dentro da cadeia fonológica, sendo os fenômenos dessa natureza muito marcantes
na evolução do português.

4. O PORTUGUÊS DO BRASIL  Desde que se introduziu na terra


descoberta em 1500, a língua portuguesa passou por várias modificações. Ao idioma dos
colonizadores foram incorporados termos indígenas e africanos, e, pelo contato com essas
etnias, além do enriquecimento léxico, surgiram características próprias no falar e no âmbito
gramatical. A presença indígena é notável nos topônimos, nos nomes próprios de pessoas e nos
de plantas e animais. Um dos primeiros registros elaborados desta influência é o poema-
romance Iracema (talvez, segundo Afrânio Peixoto, anagrama de América), de José de Alencar.
A influência africana é visível nos nomes de comidas (ver Gastronomia no Brasil), nas
expressões derivadas dos ritos afro-brasileiros, nos termos que configuraram a linguagem das
lutas contra a escravidão (quilombo, por exemplo).

As antigas províncias do norte, hoje estados do Pará e do Maranhão, por sua maior proximidade
da metrópole, receberam formas que foram mantidas enquanto a língua se modificava no
continente europeu. Ou então, o apego a hábitos lingüísticos originais. Um exemplo
interessante é a utilização do pronome tu como sinal de intimidade, em contraposição ao caráter
mais cerimonioso do você. No sul, onde o uso da segunda pessoa do singular também é
corrente, o contato com o espanhol fronteiriço teve peso decisivo, assim como influenciaram a
posteriores correntes migratórias, não ibéricas.

Entretanto o idioma oficial é um só. Hoje, o português brasileiro utiliza muitos neologismos,
geralmente criados nas grandes capitais, em particular na cidade do Rio de Janeiro, sede das
grandes redes de comunicação. Vale notar que a televisão, atingindo todo o território nacional,
torna-se também responsável pelo progressivo desaparecimento de peculiaridades locais.

Já em relação a Portugal, as maiores diferenças recaem na pronúncia, na maneira de utilizar o


idioma para construir o mundo e na colocação dos pronomes. Como simples exemplo, a
expressão lusa de “Ele me disse: Aqui estão nascendo mais meninas...” seria “Disse-me ele: Cá
estão a nascer mais raparigas...”.

Em termos de produção literária, o português do Brasil tem um percurso de enorme


desenvoltura, e atinge sua expressão própria com o nacionalismo, o modernismo, o
regionalismo e diversas tendências mais atuais. Guardião de um posto singular, é o mineiro
João Guimarães Rosa, capaz de escrever, em Grande sertão: veredas: “Agora, o senhor já viu
uma estranhez? A mandioca-doce pode de repente virar azangada — motivos não sei (...)”.

Ver também Literatura brasileira; Literatura portuguesa; Comunidade dos Países de Língua
Portuguesa; Escritores africanos de língua portuguesa. 5

5"Portuguesa, Língua," Enciclopédia® Microsoft® Encarta. © 1993-1999 Microsoft


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