Religião Importa!
Muitos dizem que religião não importa, para dizerem que não fazem
parte de nenhuma igreja, ou só para declararem que fazer parte de alguma
ou nenhuma igreja não é importante.
Esta afirmação é um erro tremendo, acredito que quem prega tal
absurdo não sabe o que significa “religião”.
O que é religião?
Religião vem do latim “religio”, que significa louvor a Deuses. No caso dos
cristãos, é realizado o louvor a Deus (religião). Com o louvor a Deus,
estamos nos religando ao Pai: Religar = Religião.
Então podemos entender religião como o louvor a Deus, para assim
estarmos religados a ele.
Se você diz que religião não importa, você está dizendo que “o louvor
a Deus não é importante” ou “estar ligado a Deus não é importante”.
Entendido o que é religião podemos prosseguir.
Como foi dito, religião é estar religado a Deus. Quem nos reconciliou
com o Pai, quem nos religou ao Pai foi Jesus Cristo.
E já tendo nos religado ao Pai, Jesus não nos deixaria à deriva neste
mundo, tentando continuar ligados ao Pai sem nenhuma autoridade para
nos conduzir no caminho da sã doutrina.
Para que esta ligação com Deus permanecesse viva entre as pessoas,
para que a doutrina de Cristo fosse interpretada, pregada e preservada
corretamente, e nós fossemos guiados pelo caminho certo, Cristo funda a
sua igreja.
Cristo fundou sua igreja
É da vontade de Deus que a todos os povos espalhados pela terra, tão
diferentes por índole, cultura, educação etc, há de chegar a doutrina
salvadora do evangelho, todos os povos hão de recebê-la. E a doutrina
salvadora do evangelho deve permanecer intacta, imutável, ela deverá
sobreviver a todas as mudanças dos lugares que ela foi recebida, ela deverá
sobreviver a todas as revoluções, todas as guerras, todas as migrações dos
povos, todas as constituições políticas, ela deverá resistir a “tudo o que der e
vier” e permanecer intacta.
Nosso senhor criou sua igreja para ser a depositária fiel de sua
doutrina, doutrina esta que a igreja tem a missão de pregá-la a todos os
povos e preservá-la. Para que a doutrina de Cristo fosse interpretada
corretamente e permanecesse imutável em todas as épocas e em todos os
lugares da terra, é necessário que haja apenas uma autoridade para
interpretá-la, o sagrado magistério da igreja, que com o auxílio do Espírito
Santo interpreta as sagradas escrituras corretamente (“a igreja é a coluna e
sustentáculo da verdade” [1Tm 3,15]).
Cristo cria a sua igreja, como uma sociedade visível, que qualquer
pessoa de boa vontade poderia identificá-la facilmente, e a criou como
sociedade hierárquica, para que fosse mantida a ordem nesta sociedade.
As mentes brilhantes buscam a unidade. Na ordem universal as
espécies se subordinam hierarquicamente. Há na natureza também uma
hierarquia. Nós, seres humanos, resistimos a ações desagregadoras, pois a
nossa natureza humana (criada por Deus assim como todas as coisas) preza
pela unidade, pela união, pela ordem, pela hierarquia, pois encontramos na
ordem, na subordinação e na hierarquia condições normais de vida e de
progresso.
Veja, tudo é ordem, tudo é hierarquia, tudo é unidade nas obras do
senhor. Se Deus em sua criação fez toda uma sociedade hierárquica da qual
os seres estão todos incluídos, por que não faria o mesmo para que houvesse
ordem em sua igreja, que tem nada menos do que a missão de interpretar e
pregar a doutrina de Cristo a todos os povos e preservá-la por todas as
épocas e em todos os lugares?
Deus disse ao gênero humano: “Eu sou o caminho, a verdade e a
vida”. Mas onde contemplar com segurança a luz desta verdade? Não haverá
uma sociedade hierárquica, visível e fundada por Deus para ser a depositária
de sua verdade, de sua doutrina? Sim, o grande foco da luz divina, a
autoridade encarregada de preservar a verdade, a doutrina de Cristo, é a
igreja.
Além disso, ainda convinha que as almas não se dispersassem, mas
que se reunissem num grande organismo social, visível e brilhante que todo
homem de boa vontade pudesse facilmente identificar, a igreja.
Concluímos que a igreja é uma sociedade visível e hierárquica, criada
por Cristo para interpretar e comunicar a todos os povos a doutrina de Cristo
e preservá-la, e também para reunir as almas remidas “sob uma só fé, um
só senhor, um só batismo, um só Deus pai de todos” (Ef 4,5-6), o que seria
impossível se todos interpretarem a doutrina de Cristo por si só.
“Sobre esta pedra edificarei a minha igreja” (Mt 16,18), mas que igreja
será esta? Dizem os protestantes que não pode ser a igreja católica, como
nós católicos pregamos, pois não há o nome “igreja católica” na bíblia.
Isto não é um problema, pois o nome pouco importa. O nome de
alguma coisa é usado para manifestar a existência desta coisa, e antes da
coisa ter um nome, ela já deve existir. A inexistência do nome “católica” na
bíblia não provará nunca a inexistência da igreja católica na era apostólica.
Os escritores do novo testamento não precisavam ficar escrevendo “igreja
católica” em seus respectivos livros, apenas “igreja”, pois havia apenas
uma igreja, a igreja católica. Mas como sabemos que a igreja daquela época
era a igreja católica? A história mostra que a igreja daquela época já se
chamava igreja católica. Vejamos o que escreveu um discípulo do apóstolo
São João, chamado Inácio de Antioquia, no início do século II:
“Que nada façam à igreja sem o conhecimento do bispo. Que a celebração da
Eucaristia seja válida quando celebrada pelo bispo ou por quem este designar. Onde
estiver o bispo, esteja o povo, assim como onde está Jesus Cristo, está a igreja
católica.”
Santo Inácio de Antioquia - Carta aos Esmirnenses - 106 d.C.
Veja, já no século II a igreja era chamada de “igreja católica”, e de
quebra ainda temos a comprovação histórica da santa missa, na carta
chamada de “celebração da Eucaristia”, com a mesma só podendo ser
celebrada pelo bispo ou por quem ele designar, o que prova a ordenação
sacerdotal e a autoridade dos bispos.
E outra coisa: o termo “católico(a)” significa “universal”. Os
escritores antigos apenas usavam o termo “católica” depois de “igreja”,
para declararem que a igreja é universal, de todos, que todos são bem vindos
à igreja, não para se referir a uma determinada igreja, pois como foi dito,
existia apenas uma igreja. Apenas quando as “placas de igreja” começaram
a surgir que houve a necessidade de usar o termo “católica” para se referir a
Igreja Católica Apostólica Romana.
Isto já seria o suficiente para provar que religião importa. Se Cristo
fundou uma igreja, e desde os primórdios do cristianismo os cristãos
seguiam esta igreja, religião importa sim.
Mas ainda há muito mais a ser abordado.
Interpretação das escrituras
Os amigos protestantes dizem: “religião não importa, pois a bíblia já é
o suficiente, tento a bíblia, posso interpretá-la por mim mesmo, não preciso
de igreja”.
Errado! Não é permitido que uma pessoa interprete a bíblia por si só,
pois a interpretação humana está sujeita ao erro. As sagradas escrituras não
podem ser interpretadas de forma errada, pois assim não levaria a verdade e
a vida, mas sim a mentira e a morte.
Além disso, com cada um interpretando a bíblia por si, o que só pode
acontecer é divisões: uma pessoa interpreta a bíblia diferente de outra, que
por sua vez têm uma interpretação diferente da de outra pessoa, causando
assim uma confusão interminável. A prova disto é o protestantismo.
No protestantismo há milhares de denominações, auto-intituladas
“igrejas evangélicas”, cada uma com sua doutrina, batismo e interpretação
da bíblia, que está em contradição com a interpretação da outra “igreja”,
que por sua vez têm uma interpretação que está em contradição com
interpretação de uma outra “igreja”. Uma pessoa discorda do “pastor” da
“igreja” que frequenta sobre um tema bíblico, e assim pode fundar uma
outra “igreja” para pregar sua interpretação. Nesta brincadeira de
interpretação pessoal já temos 70 mil “igrejas evangélicas” dizendo possuir
a verdade, a verdadeira interpretação. Isso sem contar as interpretações de
cada pessoa em particular… Milhões de interpretações! Milhões de
pensamentos diferentes sobre o mesmo tema! Milhões de doutrinas! Uma
verdadeira balbúrdia!
Dizem os protestantes que é o Espírito Santo que dá o entendimento a
todas as pessoas para interpretarem a bíblia. Se é o Espírito Santo quem dá o
suposto entendimento para interpretar a bíblia, por que não dá a todos o
mesmo entendimento? Por tantos entendimentos diferentes? Não pode ser
o Espírito Santo o responsável por esta confusão interminável!
Esta divisão de doutrinas é totalmente proibida pela bíblia:
“Recomendo-lhes, irmãos, que tomem cuidado com aqueles que causam
divisões e colocam obstáculos ao ensino que vocês têm recebido. Afastem-se
deles. Pois essas pessoas não estão servindo a Cristo, nosso Senhor, mas a
seus próprios apetites. Mediante palavras suaves e bajulação, enganam os
corações dos ingênuos” (Rm 16,17-18).
“Rogo-vos, porém, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que
digais todos uma mesma coisa, e que não haja entre vós dissensões; antes
sejais unidos em um mesmo pensamento e em um mesmo parecer”
(1Cor 1,10).
“Completai a minha alegria, de modo que penseis a mesma coisa, tenhais o
mesmo amor, sejais unidos de alma, tendo o mesmo sentimento” (Fl 2,2).
“Procurando guardar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz. Há um só
corpo e um só Espírito, como também fostes chamados em uma só
esperança da vossa vocação; Um só Senhor, uma só fé, um só batismo; Um
só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos e em todos vós”
(Ef 4,3-6).
Além disto, a própria bíblia proíbe a interpretação pessoal das
sagradas escrituras: “Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia
da Escritura é de particular interpretação. Porque a profecia nunca foi
produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus
falaram inspirados pelo Espírito Santo” (2Pd 1,20-21).
Então, a quem cabe a missão de interpretar as sagradas escrituras?
Quem seriam esses “homens inspirados pelo Espírito Santo que devem
interpretar as sagradas escrituras”? A igreja.
Como foi dito, a igreja foi fundada para pregar a doutrina de Cristo a
todos os povos, e preservar esta doutrina. Mas antes de pregar e preservar
uma doutrina, é necessário, primeiro, interpretá-la, e interpretar
corretamente!
Assim, a interpretação das sagradas escrituras é uma tarefa
unicamente da igreja, pois possui o chamado “sagrado magistério” que é a
autoridade, dada por Cristo a sua igreja, de interpretar as sagradas
escrituras corretamente, sendo assim, infalível em sua interpretação e
ensino. “A igreja é a coluna e sustentáculo da verdade” (1Tm 3,15).
Jesus ensinou várias pessoas enquanto estava em sua vida terrestre,
sendo Cristo infalível, seus ensinamentos eram isentos ao erro. A igreja é a
continuidade de Cristo na terra, então ela também não pode ensinar a
doutrina de Cristo sobre uma interpretação falha.
Cristo durante sua vida terrestre, reúne doze homens e os aperfeiçoa.
No fim de sua vida os envia para pregar sua doutrina a toda criatura dizendo:
“É-me dado todo o poder no céu e na terra. Portanto ide, fazei discípulos de
todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito
Santo; Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e
eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos”
(Mt 28,18-20), e mais: “O Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome,
esse vos ensinará todas as coisas” (Jo 14,26).
Cristo manda os apóstolos pregar a sua doutrina a todos os povos,
promete que o Pai enviará o Espírito Santo para os ensinar todas as coisas e
declara que estará com eles até o fim dos tempos.
Como poderia a igreja, naquele momento sendo apenas os apóstolos,
ensinar algo errado aos seus ouvintes, tendo Cristo prometido estar com
eles até o fim dos tempo? Não poderiam, pois Cristo concedeu à sua igreja a
graça da infalibilidade doutrinal, para que nunca errasse em sua
interpretação e ensinamento da palavra de Deus.
É necessário que a igreja de Cristo fosse revestida da infalibilidade
doutrinal, afinal, ela prega a todos os povos a doutrina de Cristo. Jesus disse
que “quem crer e for batizado será salvo, quem não crer será condenado”
(Mc 16,16), diante desta sentença, como poderia a igreja pregar algo errado?
Se a interpretação da doutrina de Cristo realizada pela igreja fosse falha,
consequentemente o ensinamento dessa doutrina seria errônea, trazendo,
assim, não a salvação a quem a recebe, mas sim a condenação!
Se a igreja não fosse revestida da infalibilidade doutrinal, se não
houvesse o auxílio do Espírito Santo, sobraria apenas a interpretação
humana, que como foi dito, está sujeita ao erro, assim, a verdadeira
doutrina de Cristo se perderia para sempre.
Caso não saiba, foi a igreja católica que definiu o cânon bíblico. Foi a
igreja católica que definiu como inspirados pelo Espírito Santo os vinte e
sete livros do novo testamento, em meio a uma multidão de livros apócrifos.
Como poderia a igreja fazer tal coisa sendo falível? Houve sim o auxílio do
Espírito Santo para que a igreja definisse corretamente quais livros foram
inspirados pelo Espírito Santo. Os ensinamentos da igreja são infalíveis, pois
precisam ser.
A conclusão óbvia disso é que precisamos da igreja para que as
sagradas escrituras sejam interpretadas corretamente. Deve haver apenas
uma interpretação, pois a verdade é uma só. Cabendo unicamente a igreja a
interpretação das sagradas escrituras. Igreja esta que já foi provado ser a
igreja católica.
Sacramentos
Como dito, a igreja é a responsável por pregar a doutrina de Cristo a
todos os povos.
Tendo recebido a doutrina de Cristo, vem os elementos da fé católica,
alguns obrigatórios para o cristão, como a santa missa e os sacramentos, e
alguns “apenas” úteis para a vida do cristão, como as novenas e as vias
sacras. Será sobre os sacramentos que daremos ênfase aqui.
Os sacramentos são sinais sensíveis instituídos por Jesus, que
produzem a graça em nossas almas.
São sinais sensíveis, nós podemos vê-los, percebê-los, pois se não
pudéssemos percebê-los, deixariam de ser sinais.
Devem ser instituídos por Jesus, pois apenas Deus pode conferir a um
sinal sensível a faculdade de produzir a graça.
Produzem a graça em nós, isto é, nos transmitem os merecimentos
que Jesus conseguiu por nós na cruz.
Podemos compreender os sacramentos como canais, nos quais Deus
transmite a nós a sua graça. Mas o que é a graça?
Segundo a teologia, a graça é um dom de Deus, como um meio de
salvação, tendo este dom sido conseguido por Jesus na Cruz.
A graça pertence a Deus, esta graça é o nosso meio de salvação, o
sacrifício de Jesus na cruz conseguiu esta graça para nós humanos (não
estou falando que Jesus só serviu para conseguir a graça e acabou o papel
dele, não confunda as coisas).
Tendo Jesus conseguido a graça para nós, falta-nos recebe-los, mas
como receber a graça de Deus conseguido por Jesus na cruz? Através dos
sacramentos instituídos por Cristo, os canais em que Deus transmite sua
graça.
Recebemos a graça de Deus através dos sacramentos. É a igreja, a
continuidade de Cristo na terra, a responsável por “distribuir” os
sacramentos aos crentes em Jesus Cristo. Uma pessoa passa a crer em Jesus,
passa a viver como cristão, e na vida do cristão estão os sacramentos, para
assim o cristão receber a graça de Deus, são eles: batismo, confissão,
eucaristia, matrimônio, ordem e unção dos enfermos.
O Batismo
O batismo é o primeiro dos sete sacramentos, ao se converter ao
cristianismo o sujeito se submete ao batismo.
Para que o batismo serve? Para nos libertar do pecado original. O
nome “pecado original” é o termo dado pela igreja católica para se referir ao
pecado cometido por Adão.
Quando Adão, o primeiro homem pecou contra Deus, adquiriu para si
o pecado original. Em Adão esse foi um pecado pessoal nele, mas para nós
foi um pecado de raça, pois Adão tendo pecado, e adquirido para si a mancha
do pecado original, ele passou essa mancha para toda a sua descendência,
isto é, todos nós. “Aos 130 anos, Adão gerou um filho à sua semelhança,
conforme a sua imagem” (Gn 5,3). Um pai decaído gera filhos decaídos, esta
é a lei geral.
Quando Adão pecou, o céu se fechou para a humanidade, até que Jesus
viesse e nos redimisse com o Pai. Podemos tomar o pecado original como
uma coisa que nos impede de entrar no céu.
Mas nosso senhor Jesus Cristo veio ao mundo, e em um de seus
ensinamentos disse: “quem crer e for batizado será salvo, quem não crer
será condenado” (Mc 16,16). A conclusão óbvia desta afirmação de Jesus é
que o batismo é necessário para a nossa salvação, para sermos salvos
precisamos do batismo.
Então podemos concluir que: se o pecado original é o que nos impede
de sermos salvos, e é o batismo que nos faz ser salvos, então o batismo serve
justamente para nos livrar dessa mancha que nos impede de sermos salvos,
o pecado original.
Quanto ao “batismo para arrependimento” defendido pelos
protestantes, ou muito dos protestantes, esse batismo é o batismo de João
Batista, batismo este que o próprio João Batista disse que seria substituído
pelo batismo de Cristo, o batismo para o livramento do pecado original:
“Eu, em verdade, vos batizo com água, para arrependimento; mas depois de
mim vem alguém mais poderoso do que eu, tanto que não sou digno nem de
levar as suas sandálias. Ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo.”
(Mt 3,11).
Chegamos a conclusão que o Batismo é algo necessário, e precisamos
de sacerdotes para a execução deste sacramento. Mas na falta de um
sacerdote, um leigo pode executar o batismo.
Confissão
O sacramento da confissão, também chamado de sacramento da
penitência, consiste em confessar os pecados a um sacerdote e dele receber
o perdão de Cristo.
No evangelho de São Mateus Jesus diz: “Ora, para que saibais que o
Filho do homem tem na terra poder para perdoar pecados ... E a multidão,
vendo isto, maravilhou-se, e glorificou a Deus, que dera tal poder aos
homens” (Mt 9,6-8). Jesus recebeu de Deus o poder de perdoar pecados.
Passemos agora para o evangelho de São João. Jesus diz aos apóstolos:
“assim como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós” (Jo 20,21), isto é,
assim como o pai enviou Cristo para pregar o evangelho e revestido do poder
de perdoar os pecados, também Cristo envia os apóstolos para pregarem o
evangelho e os reveste do mesmo poder de perdoar os pecados que Cristo
recebeu do Pai, “Recebei o Espírito Santo, aqueles a quem perdoardes os
pecados lhes são perdoados; e àqueles a quem os retiverdes lhes são
retidos'' (Jo 20,22-23). Jesus transmitiu aos apóstolos o poder de perdoar
pecados e os apóstolos sendo os primeiros sacerdotes da igreja,
transmitiram este poder aos seus sucessores, e quem são os sucessores dos
apóstolos? Os sacerdotes da Igreja católica. Os apóstolos de Jesus, durante
suas vidas, fizeram discípulos, e confiaram seus discípulos o governo da
igreja através do sacramentos da ordem, e os discípulos dos apóstolos
também fizeram discípulos e assim por diante até chegar em nossos
sacerdotes de hoje (isto será melhor explicado no tópico do sacramento da
ordem).
Os apóstolos receberam de Cristo o poder de perdoar pecados, os
apóstolos transmitiram este poder a seus sucessores, os ordenando
sacerdotes, e por sua vez os ordenados pelos apóstolos ordenaram seus
discípulos, transmitindo assim o poder de perdoar pecados, e assim foi até
chegar em nossos sacerdotes. O “confessar os pecados a um sacerdote” foi
uma prática instituída por Cristo, então deve ser seguida por seus
seguidores.
E quanto ao “confessar os pecados diretamente a Deus”? Eu apenas
pergunto: baseado em quê está o “se confessar diretamente a Deus”, visto
que está bem provado pela bíblia que devemos confessar nossos pecados a
um sacerdote? A confissão é a revelação do pecado a um homem. Para que
confessar seus pecados a Deus? Deus sabe de todas as coisas, Deus conhece
os pecados que você cometeu. Não faz sentido confessar a Deus o que ele já
sabe.
Na bíblia está embasada a confissão a um sacerdote.
No achismo e na negação está embasada a confissão diretamente a
Deus.
Concluímos que devemos confessar nossos pecados a um sacerdote, e
para isso precisamos da Igreja Católica.
Eucaristia
A eucaristia é o corpo e sangue de nosso senhor Jesus Cristo, Jesus
Cristo na hóstia sagrada.
“Jesus, pois, lhes disse: Na verdade, na verdade vos digo que, se não
comerdes a carne do Filho do homem, e não beberdes o seu sangue, não
tereis vida em vós mesmos. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue
tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. Porque a minha carne
verdadeiramente é comida, e o meu sangue verdadeiramente é bebida.
Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu
nele. Assim como o Pai, que vive, me enviou, e eu vivo pelo Pai, assim, quem
de mim se alimenta, também viverá por mim. Este é o pão que desceu do
céu; não é o caso de vossos pais, que comeram o maná e morreram; quem
comer este pão viverá para sempre” (Jo 6,53-58). Ainda não era a instituição
da eucaristia, mas já nessa ocasião vemos a importância desse sacramento.
Os protestantes dizem que a eucaristia é apenas um símbolo, uma
recordação do corpo de Cristo, não o corpo de Cristo de fato. Azar o deles,
pois Jesus deixa bem claro que aquele pão é o seu corpo, em momento algum
Jesus fala de símbolo ou representação de seu corpo. No mesmo capítulo do
texto bíblico mostrado acima, é relatado que muitos dos discípulos de Jesus
o abandonaram depois de Jesus ter falado sobre o seu corpo ser verdadeira e
seu sangue verdadeira bebida. Ora, eles o abandonaram tendo em mente que
Jesus falava verdadeiramente de seu corpo e sangue, se Jesus tivesse apenas
se referindo a uma representação de seu corpo, porque não busco explicar o
mal entendido que fez muitos dos seus discípulos o abandonaram? Simples,
não havia o que explicar, Jesus foi claro em seu ensinamento, ele estava de
fato se referindo a seu corpo e seu sangue.
No evangelho de São Lucas temos a sublime instituição da eucaristia:
“E, tomando o pão, e havendo dado graças, partiu-o, e deu-lho, dizendo:
Isto é o meu corpo, que por vós é dado; fazei isto em memória de mim” (Lc
22,19). Jesus institui a eucaristia e da a ordem aos apóstolos para fazerem
“isto” em memória de mim, isto é, transformar o pão e o vinho no corpo e
sangue de Cristo, eis o que os padres fazem em todas as missas. Os apóstolos
receberam de Cristo o poder de transformar o pão e o vinho no corpo e
sangue de Cristo, e os apóstolos transmitiram este poder para seus
sucessores e assim aconteceu geração após geração, até chegarmos nos
sacerdotes da igreja católica hoje em dia.
Em sua primeira carta aos coríntios, São Paulo reforça ainda mais a
importância da eucaristia: “Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e
assim coma deste pão e beba deste cálice. Porque o que come e bebe
indignamente, come e bebe para sua própria condenação, não discernindo o
corpo do Senhor” (1Cor 11,28-29). Como poderia isto ser um mero símbolo,
se comungando desse pão indignamente estarei comungando a minha
própria condenação? A eucaristia é verdadeiramente o corpo e o sangue de
nosso senhor Jesus Cristo.
Como nosso senhor disse: “Quem come a minha carne e bebe o meu
sangue tem a vida eterna”. Para receber a eucaristia, devemos ir à missa, e
ainda é necessário haver um sacerdote (ordenado obviamente) para
consagrar o pão e o vinho, transformando-os no corpo e sangue de Cristo.
Para tudo isso, precisamos da igreja católica.
Crisma
A crisma é a confirmação do batismo. Já tendo sido batizado quando
criança, se o sujeito quiser confirmar sua fé católica agora que já pode tomar
as próprias decisões, ele recebe o sacramento da crisma, por isso é também
chamado de “o sacramento da confirmação”.
No recebimento do sacramento da crisma, o ministro de Deus (bispo)
impõe as mãos sobre os crismandos, invocando o Espírito Santo, e os unge
com óleo.
“Os quais, tendo descido, oraram por eles para que recebessem o
Espírito Santo (Porque sobre nenhum deles tinha ainda descido; mas
somente eram batizados em nome do Senhor Jesus). Então lhes impuseram
as mãos, e receberam o Espírito Santo” (At 8,15-17).
“E os que ouviram foram batizados em nome do Senhor Jesus.
E, impondo-lhes Paulo as mãos, veio sobre eles o Espírito Santo; e falavam
línguas, e profetizavam” (At 19,5-6).
Para termos o sacramento da crisma, precisamos de um bispo, e para
termos um bispo, precisamos da igreja católica.
Matrimônio
O matrimônio é o casamento, a união entre um homem e uma mulher.
Quando recebem este sacramento, “os dois se tornam uma só carne” (Mc
18,8).
Esta união entre um homem e uma mulher só se torna válida quando
recebem o sacramento do matrimônio, isto é, se casar na igreja, pois apenas
os sacerdotes têm o poder, transmitido a eles na ordenação sacerdotal, de
conceder o sacramento do matrimônio aos noivos.
Caso se case no civil, isto é, ter um casamento meramente contratual,
não receberá o sacramento, pois o casamento no civil nada tem de espiritual.
Caso se case apenas no civil, ou nem se casa em nada, apenas “se junta”,
estará cometendo o pecado da fornicação.
Receber o sacramento do matrimônio (se casar na igreja) é
fundamental para quem deseja se casar, pois apenas os sacerdotes têm o
poder de conceder o sacramento do matrimônio. Para isso, precisamos da
igreja católica.
Ordem
Muito foi falado sobre a ordenação dos sacerdotes e o poder conferido
a eles pela ordenação.
É o sacramento da ordem que faz os sacerdotes da igreja. O
sacramento da ordem confere a um homem, pela imposição das mãos, o
poder e a graça de exercer funções e ministérios eclesiásticos que se referem
à salvação das almas e ao culto de Deus. Quem recebe o sacramento da
ordem se torna ministro de Deus, e assim pode realizar as atribuições
sacerdotais confiadas por Cristo, são elas:
Oferecer o santo sacrifício (santa missa): “Fazei isto em memória de
mim” (Lc 22,19). É a ordem de reproduzir o que Jesus tinha feito:
transformar o pão em seu corpo e o vinho em seu sangue.
Perdoar os pecados: “Recebei o Espírito Santo, aqueles a quem
perdoardes os pecados lhes são perdoados; e àqueles a quem os retiverdes
lhes são retidos'' (Jo 20,22-23).
Pregar o evangelho: “Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda
criatura” (Mc 16,15).
Governar a igreja: “O Espírito Santo vos constituiu bispos para
governarem a igreja de Deus” (At 20,28).
Cristo confiou essas atribuições sacerdotais aos seus apóstolos, dando
a eles a autoridade para exercer tais funções, tornando eles os primeiros
sacerdotes da igreja, os primeiros a receberem o sacramento da ordem.
Os apóstolos transmitiram o sacramento da ordem para seus
sucessores, confiando a eles as atribuições que outrora Cristo confiou a eles:
“E, havendo-lhes, por comum consentimento, eleito anciãos em cada
igreja, orando com jejuns, os encomendaram ao Senhor em quem haviam
crido” (At 14,23); “Por cujo motivo te lembro que despertes o dom de Deus
que existe em ti pela imposição das minhas mãos” (2Tm 1,6), a ordenação é
feita pela imposição das mãos.
E assim o sacramento da ordem foi sendo transmitido de geração em
geração até chegarmos em nossos sacerdotes de hoje.
O sacramento da ordem consiste em dar a um homem o poder e a
autoridade de exercer as atribuições sacerdotais que Cristo confiou aos
apóstolos, por isso que um sacerdote é necessário para transformar o pão e
vinho no corpo e sangue de Cristo, conceder os sacramentos etc, pois apenas
os sacerdotes têm o poder e autoridade para tal.
Os sacerdotes são necessários, e para termos eles, precisamos da
igreja católica.
Unção dos Enfermos
Também chamado de “extrema unção”, o sacramento da unção dos
enfermos é um sacramento dedicado a pessoas que estão enfermas, e
correm risco de morte. O sacerdote faz orações sobre o enfermo e o unge
com óleo, conferindo assim ao enfermo uma graça especial para enfrentar
as dificuldades de uma doença grave ou velhice. Por esta unção, o senhor
vem em auxílio do enfermo, para este ser libertado dos seus pecados.
“Entre vocês há alguém que está doente? Que ele mande chamar os
presbíteros da igreja, para que estes orem sobre ele e o unjam com óleo, em
nome do Senhor. E a oração feita com fé curará o doente; o Senhor o
levantará. E se houver cometido pecados, ele será perdoado” (Tg 5,14-15).
O sacramento da unção dos enfermos é importante, e para podermos
recebê-lo quando precisarmos, precisamos dos sacerdotes da igreja, e para
termos os sacerdotes, precisamos da igreja católica.
Cristo instituiu os sacramentos, então devemos recebê-los, e para
recebê-los, precisamos da igreja católica, precisamos ser católicos. Desde o
início do cristianismo foi assim. A igreja católica sempre foi seguida pelos
fiéis, sempre foi a responsável por guiar os crentes em Jesus Cristo no
caminho correto, no caminho da unidade, no caminho da reta doutrina
deixada por Cristo a seus apóstolos.
Santa Missa
Dos sete sacramentos apresentados, a eucaristia é o sacramento
recebido frequentemente pelos fiéis na santa missa para assim renovar sua
aliança com Deus. E isto de “renovar a aliança com Deus através do
sacrifício instituído por ele” não é algo que começou com Cristo, já existia
antes.
Para o antigo Israel o cordeiro identificava-se como sacrifício, e o
sacrifício é uma das formas mais primitivas de adoração. No livro do Gênesis
temos alguns exemplos de sacrifícios.
Durante a escravização de Israel no Egito, o sacrifício ocupava uma
lugar importante na religião de Israel. E esse sacrifício animal significava
muito para os israelitas:
● Era o reconhecimento da soberania de Deus sobre toda a criação: “Ao
senhor, a terra e suas riquezas” (Sl 24,1). Assim era devolvido a Deus o
que era dele.
● Era um ato de agradecimento a Deus, que deu ao homem a criação
como dádiva. Para agradecer a Deus por tal presente, é devolvido o que
foi recebido.
● Era também um ato de renúncia dos pecados, como o atual
sacramento da confissão. Quem oferecia o sacrifício reconhecia seus
pecados que poderiam fazê-lo merecer a morte, então no lugar da sua
vida, era oferecido a vida do animal.
● Às vezes, o sacrifício servia para retificar um acordo ou juramento,
uma aliança diante de Deus.
Mas o principal sacrifício da história de Israel é a páscoa, que apressou
a fuga dos israelitas do Egito. Na páscoa Deus instituiu toda a família
israelita a tomar um cordeiro sem defeito, sem ossos quebrados, degolá-lo e
passar seu sangue na ombreira da porta. E por fim os israelitas deveriam
comer o cordeiro naquela noite, se o fizessem, seus primogênitos seriam
poupados. Se não o fizessem, seus primogênitos morreriam. O cordeiro do
sacrifício morreu no lugar do primogênito da casa.
O Senhor pediu aos israelitas para comemorarem a páscoa todos os
anos, e até deu as palavras que deveriam usar para explicar o ritual às
futuras gerações: “E acontecerá que, quando vossos filhos vos disserem:
Que culto é este? Então direis: Este é o sacrifício da páscoa ao Senhor, que
passou as casas dos filhos de Israel no Egito, quando feriu aos egípcios, e
livrou as nossas casas” (Ex 12,26-27).
Além desse sacrifício, Deus também exigia um sacrifício interior:
Sl 51, Os 6,6. Mas a obrigação de oferecer o sacrifício foi mantida. E comer o
cordeiro do sacrifício da páscoa era o único jeito do judeo renovar a aliança
com Deus.
Mas e agora? Como nós cristãos renovamos nossa aliança com Deus?
Simples, recebendo o cordeiro sacrificial, assim como os judeus, mas com
algumas diferenças: o cordeiro é Jesus Cristo, e nós renovamos nossa
aliança com Deus em todas as semanas.
● Quando Jesus estava diante de Pilatos, “era o dia da preparação da
páscoa, por volta da sexta hora” (Jo 19,14). João sabia que era na sexta
hora que os sacerdotes começavam a imolar os cordeiros pascais.
Sendo esse, então, o momento do sacrifício do cordeiro de Deus.
● João relata que nenhum dos ossos de Jesus foi quebrado (Jo 19,36),
para que assim se cumprisse a escritura: “Numa casa se comerá; não
levarás daquela carne fora da casa, nem dela quebrareis ossos”
(Ex 12,46).
● Fixaram na ponta de um ramo de hissopo uma esponja embebida de
vinagre, e a serviram a Jesus: “Estava, pois, ali um vaso cheio de
vinagre. E encheram de vinagre uma esponja, e, pondo-a num
hissopo, lha chegaram à boca” (Jo 19,29). O hissopo era o ramo
preceituado pela lei para borrifar o sangue do cordeiro na páscoa:
“Então tomai um molho de hissopo, e molhai-o no sangue que estiver
na bacia, e passai-o na verga da porta, e em ambas as ombreiras, do
sangue que estiver na bacia; porém nenhum de vós saia da porta da
sua casa até à manhã” (Ex 12,22). Assim foi marcado a realização da
perfeita redenção, e Jesus diz: “tudo está consumado” (Jo 19,30).
“E, tomando o pão, e havendo dado graças, partiu-o, e deu-lho, dizendo:
Isto é o meu corpo, que por vós é dado; fazei isto em memória de mim.
Semelhantemente, tomou o cálice, depois da ceia, dizendo: Este cálice é o
novo testamento no meu sangue, que é derramado por vós” (Lc 22,16-20).
Mas e agora? Como devemos comemorar nossa páscoa? Como nós
cristãos podemos renovar nossa aliança com Deus como os israelitas faziam
e fazem em sua páscoa? Indo a missa e recebendo a eucaristia, que o corpo e
sangue de Cristo, o cordeiro pascal.
Não basta Cristo ter derramado seu sangue por nós. Também temos o
nosso papel a cumprir. Assim como aconteceu na antiga aliança, acontece
também na nova aliança: quem quer expressar, ratificar, renovar sua aliança
com Deus tem que comer o cordeiro, o cordeiro pascal, “Quem come da
minha carne e bebe do meu sangue tem a vida eterna” (Jo 6,54). Ao mesmo
tempo que também fazemos nosso sacrifício interior, como também
acontecia na antiga aliança.
Quando alguém fala “religião não importa”, certamente está
querendo dizer que não é importante fazer parte ou não de uma igreja, como
se religião fosse um grupo, uma congregação. Esta concepção de religião
está equivocada. Foi mostrado no início do texto que religião é está religado
a Deus, louvar a Deus, então se você está vivendo sua crença em Deus na sua
casa, sem participar de nenhuma igreja você já está vivendo uma religião.
Mas se religião fosse o que os defensores do “religião não importa”
dizem ser, uma congregação, a negação da religião também cairia por terra,
pois foi mostrado aqui que religião importa sim, que a igreja católica é
necessária, logo a religião importa, a religião católica importa!
● A igreja católica foi fundada por Cristo;
● A igreja católicas reúne sobre a mesma fé as almas remidas;
● A igreja católica interpreta a doutrina de Cristo corretamente;
● A igreja católica prega a doutrina de Cristo corretamente;
● A igreja católica preserva a doutrina de Cristo para que permaneça a
imutável em todos os lugares e em todas as épocas;
● A igreja católica nos transmite os sacramentos instituídos por Cristo,
pois têm os sacerdotes que possuem o poder e a autoridade para tal;
Viva a Igreja Católica!
Comparação entre o catolicismo e o
protestantismo
Ainda trabalhando como a concepção de “religião” como
congregações. Além do que já foi mostrado aqui, podemos ainda fazer
algumas comparações entre a igreja católica (catolicismo) e as 70 mil
congregações protestantes (protestantismo), para mostrar ainda mais que
religião importa é a religião católica é a correta.
E não, a igreja católica não é apenas “mais uma igreja” entre as 70 mil
congregações protestantes nascidas da livre interpretação das escrituras, a
igreja católica é muito diferente delas, e já verão o porquê.
Vamos às comparações:
Pilares da fé
A fé católica possui três pilares, as sagradas escrituras, a sagrada
tradição e o sagrado magistério.
● As sagradas escrituras são a bíblia que todos nós conhecemos. A
palavra divina escrita, seus muitos autores foram inspirados pelo
Espírito Santo para que não escrevesse nada que entrasse em
contradição com as palavras dos outros autores dos livros da bíblia.
● A sagrada tradição é a fé que os apóstolos receberam de Cristo e
transmitiram oralmente para os cristão. Estes ensinamentos não
estão na bíblia, mas isso não é um problema, afinal, a bíblia não tem
tudo, “Há, porém, ainda muitas outras coisas que Jesus fez; e se cada
uma das quais fosse escrita, cuido que nem ainda o mundo todo
poderia conter os livros que se escrevessem” (Jo 21,25). Se Jesus fez
ainda muitas outras coisas, obviamente também ensinou muitas
outras coisas, coisas estas que não estão na bíblia, mas possuem a
mesma autoridade que os ensinamentos que estão escritos possuem,
pois são ensinamentos de Cristo. Estes ensinamentos não escritos
foram transmitidos oralmente pelos apóstolos e posteriormente pelos
seus sucessores, “guardai as tradições que recebeste, por viva voz, ou
por carta” (2Tes 2,15) - “Tendo muito que escrever-vos, não quis
fazê-lo com papel e tinta; “mas espero ir ter convosco e falar face a
face, para que o nosso gozo seja cumprido”
(2Jo 1,12).
● O sagrado magistério é a autoridade da igreja que é encarregada de
ensinar e interpretar corretamente as sagradas escrituras, sendo
inspirado pelo espírito santo para que seja infalível em seus
ensinamentos e interpretação das sagradas escrituras, “Mas, se
tardar, para que saibas como convém andar na casa de Deus, que é a
igreja do Deus vivo, a coluna e firmeza da verdade” (1Tm 3,15). Não
significa que não devamos ler a bíblia, mas sim que não a
interpretamos por conta própria, esta é a tarefa do sagrado
magistério, é a tarefa da igreja, que é a coluna e firmeza da verdade.
Estes três pilares fazem com que a fé católica seja sólida, una e livre de
contradições.
Em contrapartida, os protestantes pregam que apenas a bíblia deve
ser considerada. “Só a bíblia”, gritam os protestantes, não sei onde eles
encontraram tal ensinamento na bíblia, eu nunca encontrei, pois lá não
figura.
Eu agora te pergunto, caro leitor: Qual lado está certo?
A igreja católica que tem por pilares da fé, as sagradas escrituras, a
sagrada tradição e o sagrado magistério? Ou as 70 mil congregações
protestantes que afirmam que só devemos considerar o que está na bíblia
(“Há, porém, ainda muitas outras coisas que Jesus fez; e se cada uma das
quais fosse escrita, cuido que nem ainda o mundo todo poderia conter os
livros que se escrevessem” [Jo 21,25]), negam a sagrada tradição
transmitida oralmente pelos apóstolos (“guardai as tradições que recebeste,
por viva voz, ou por carta” [2Tes 2,15]) e negam o sagrado magistério,
(“Mas, se tardar, para que saibas como convém andar na casa de Deus, que é
a igreja do Deus vivo, a coluna e firmeza da verdade” [1Tm 3,15])?
Catolicismo 1 x 0 Protestantismo
Interpretação das Escrituras
Como foi dito no tópico anterior, a igreja católica possui o sagrado
magistério como um dos pilares da fé. O sagrado magistério, como foi dito, é
a autoridade da igreja de ensinar e interpretar corretamente as sagradas
escrituras.
As sagradas escrituras, não são de fácil interpretação, ela foi sendo
escrita durante séculos, por diferentes pessoas, em diferentes lugares, em
diferentes contextos e com objetivos diferentes, para interpretá-la é
necessário um vasto conhecimento histórico, teológico e exegese.
Mas os protestantes não querem saber disso, não se importam com o
contexto, para quem foi dito ou escrito e nem com o verdadeiro sentido dos
textos que lêem. Os protestantes interpretam a bíblia por conta própria, é a
chamada livre interpretação. Dizem eles que é o Espírito Santo que dá o
entendimento a eles para interpretarem as escrituras, e isso é totalmente
ilógico, pois se é realmente o Espírito Santo que os dá o entendimento para
interpretarem as escrituras, por que existem MILHARES DE
INTERPRETAÇÕES DIFERENTES, uma em contradição com a outra? Estaria
o Espírito Santo promovendo divisões entre os cristãos com este
“entendimento” dado a cada pessoa que abre uma bíblia sem preparo nem
estudo algum? Dando assim origem a inúmeras novas “igrejas” nascidas da
livre interpretação? Impossível!
Não estou afirmando que Espírito Santo não dá o entendimento para
interpretar as sagradas escrituras corretamente, mas que ele o concede ao
sagrado magistério da igreja, o que a torna “coluna e firmeza da verdade”
(1Tm 3,15).
E além disto, a bíblia proíbe a livre interpretação das escrituras:
“Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de
particular interpretação” (2Pd 1,20). Veja, o Espírito Santo inspirou São
Pedro a escrever tal ensinamento. Se o Espírito Santo desse esse
“entendimento” para interpretar as escrituras por conta própria, estaria
entrando em contradição consigo mesmo.
Hoje nós vemos as consequências desta livre interpretação das
escrituras no protestantismo: hoje são milhares de “igrejas” ditas
"evangélicas", um dos maiores símbolos de divisão e falta de unidade (o que
nos leva ao próximo tópico).
Eu agora te pergunto, caro leitor: Qual lado está certo?
A igreja católica, com o sagrado magistério iluminado pelo Espírito
Santo para que as sagradas escrituras sejam interpretadas corretamente,
sem contradições e erros? Ou as 70 mil congregações protestantes que
pregam uma livre interpretação das escrituras que gera cada vez mais
divisão entre os fiéis e contradições entre as interpretações, e ainda entra
em contradição com a bíblia (“Sabendo primeiramente isto: que nenhuma
profecia da Escritura é de particular interpretação” [2Pd 1,20])?
Catolicismo 2 x 0 Protestantismo
Unidade
Como foi dito, o sagrado magistério da igreja é o responsável por
ensinar e interpretar as sagradas escrituras corretamente, fazendo com que
a fé católica seja sólida, una e livre de contradições. Assim, na igreja católica
há uma só interpretação, um só pensar, uma só fé, um só Deus pai de todos,
fazendo assim reinar a unidade entre os católicos.
Em contrapartida, os protestantes com sua livre interpretação fazem
justamente o contrário. O protestante interpreta a bíblia por si mesmo,
alegando receber um suposto entendimento dado pelo Espírito Santo, e a
partir desta interpretação, o protestante, caso deseje, funda a sua própria
“igreja”, com sua própria doutrina, interpretação… .
Nesta brincadeira de interpretar as escrituras por conta própria, já
foram criadas mais de 70 mil “igrejas” protestantes, cada uma com sua
própria interpretação das escrituras, doutrina, batismo, regras… Todas
alegando possuir a “verdade revelada pelo Espírito Santo” e em
contradições umas com as outras. Entre as seitas protestantes:
● Algumas concordam com o batismo de crianças, outras não.
● Algumas concordam que o batismo é necessário para a salvação,
outras não.
● Algumas concordam com a existência da santíssima trindade, outras
não.
● Algumas concordam que Jesus é Deus, outras não.
● Algumas concordam com o casamento gay, outras não.
● Algumas dizem que Jesus vai fazer você prosperar financeiramente
caso você contribua com a igreja, outras não.
● Algumas aprovam o uso de anticoncepcionais, outras não.
● Algumas aprovam o aborto, outras não.
E isto é apenas o começo, a desunião e contradição entre as
congregações protestantes vai muito além desses oito pontos. O
protestantismo é uma verdadeira balbúrdia, um verdadeiro desastre
religioso que fez o cristianismo parecer uma palhaçada e um antro de
contradições. Não existe unidade no protestantismo (Neste documento eu
digo que são 70 mil congregações, mas na verdade não é possível contar
quantas existem).
Toda esta divisão de doutrinas entre as congregações protestantes vai
contra o que pede a bíblia que eles tanto dizem seguir:
“Recomendo-lhes, irmãos, que tomem cuidado com aqueles que causam
divisões e colocam obstáculos ao ensino que vocês têm recebido. Afastem-se
deles. Pois essas pessoas não estão servindo a Cristo, nosso Senhor, mas a
seus próprios apetites. Mediante palavras suaves e bajulação, enganam os
corações dos ingênuos” (Rm 16,17-18).
“Rogo-vos, porém, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que
digais todos uma mesma coisa, e que não haja entre vós dissensões; antes
sejais unidos em um mesmo pensamento e em um mesmo parecer”
(1Cor 1,10).
“Completai a minha alegria, de modo que penseis a mesma coisa, tenhais o
mesmo amor, sejais unidos de alma, tendo o mesmo sentimento” (Fl 2,2).
“Procurando guardar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz. Há um só
corpo e um só Espírito, como também fostes chamados em uma só
esperança da vossa vocação; Um só Senhor, uma só fé, um só batismo; Um
só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos e em todos vós”
(Ef 4,3-6).
Eu agora te pergunto, caro leitor: Qual lado está certo?
A igreja católica, una, com uma só doutrina, um só senhor, uma só fé,
um só batismo, um só Deus pai de todos? Ou as 70 mil congregações
protestantes, cada uma com sua interpretação das escrituras e doutrina,
indo contra a unidade que o apóstolo Paulo pediu em suas cartas?
Catolicismo 3 x 0 Protestantismo
Sacramentos
Na fé católica há sete sacramentos, são eles: batismo, confissão,
eucaristia, crisma, matrimônio, ordem e unção dos enfermos. Todos estes
sacramentos figuram na bíblia:
Batismo: “Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações,
batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” (Mt 28,19).
Confissão: "aqueles a quem perdoardes os pecados lhes são
perdoados; e àqueles a quem os retiverdes lhes são retidos” (Jo 20,23).
Eucaristia: “Isto é o meu corpo oferecido em favor de vós; fazei isto
em memória de mim” (Lc 22,19).
Crisma: “Os quais, tendo descido, oraram por eles para que
recebessem o Espírito Santo (Porque sobre nenhum deles tinha ainda
descido; mas somente eram batizados em nome do Senhor Jesus). Então
lhes impuseram as mãos, e receberam o Espírito Santo” (At 8,15-17).
Matrimônio: “O homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e
os dois se tornarão uma só carne” (Mc 10,7-8).
Ordem: “E, lançando-lhes sortes, caiu a sorte sobre Matias. E por voto
comum foi contado com os onze apóstolos” (At 1,26).
Unção dos Enfermos: “Está alguém entre vós doente? Chame os
presbíteros da igreja, e orem sobre ele, ungindo-o com azeite em nome do
Senhor; e a oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará; e, se
houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados” (Tg 5,14-15).
Todos os sete sacramentos são de extrema importância, não são
apenas símbolos, mas canais dos quais Deus comunica sua graça.
No protestantismo, eles admitem apenas dois sacramentos, são eles:
batismo e eucaristia, e são tratados apenas como símbolos. O batismo seria
o símbolo da mudança de vida e aceitação da religião, e a eucaristia é
também apenas um símbolo, uma recordação do corpo de Cristo, que é
realizada na chamada “santa ceia”. Nada é concreto, tudo é “nas nuvens”
no protestantismo.
Eu agora te pergunto, caro leitor: Qual lado está certo?
A igreja católica, que admite os sete sacramentos e os dá o valor
devido, com todos esses sete sacramentos presentes na bíblia? Ou as 70 mil
congregações protestantes com seus dois sacramentos reduzidos a meros
símbolos?
Catolicismo 4 x 0 Protestantismo
Eucaristia
Ainda na questão dos sacramentos. Na igreja católica, a eucaristia que
recebemos é verdadeiramente o corpo e sangue de Cristo e é mostrada como
sendo o corpo e sangue de Cristo.
Nas congregações protestantes, a eucaristia, realizada na “santa
ceia”, segundo eles mesmos, não é o corpo de Cristo, mas sim uma mera
recordação do mesmo, apenas uma representação do corpo de Cristo.
Novamente, as congregações protestantes estão em desacordo com a bíblia
que tanto dizem seguir, vejamos o que ela nos diz a respeito da eucaristia:
“E, tomando o pão, e havendo dado graças, partiu-o, e deu-lho,
dizendo: Isto é o meu corpo, que por vós é dado; fazei isto em memória de
mim” (Lc 22,19). Aqui Jesus diz “isto é o meu corpo” e não “isto
representa/lembra/recorda meu corpo”, a conclusão óbvia é de que Jesus
disse que aquilo que os apóstolos fariam em memória dele é o seu corpo. Isto
fica ainda mais evidente ao ler o que o apóstolo Paulo escreveu em sua
primeira carta aos coríntios: “Porque todas as vezes que comerdes este pão
e beberdes este cálice anunciais a morte do Senhor, até que venha. Portanto,
qualquer que comer este pão, ou beber o cálice do Senhor indignamente,
será culpado do corpo e do sangue do Senhor”. Examine-se, pois, o homem
a si mesmo, e assim coma deste pão e beba deste cálice. Porque o que come e
bebe indignamente, come e bebe para sua própria condenação, não
discernindo o corpo do Senhor” (1Cor 11,26-29). Como eu poderia ser
culpado do corpo e sangue do senhor ao comungar indignamente se esse
senhor não está no pão que comunguei? Por que eu devo me examinar para
comer um simples pão de padaria? Como eu poderia comungar da minha
própria condenação ao comer um simples pão de padaria que é apenas uma
recordação do corpo de Cristo, e nada mais?
A eucaristia não é uma mera representação, é verdadeiramente o
corpo e o sangue de nosso senhor Jesus Cristo.
Agora eu te pergunto, caro leitor: Qual lado está certo?
A igreja católica, que tem a eucaristia por corpo e sangue de Cristo e o
dá o valor merecido? Ou as 70 mil congregações protestantes que têm a
eucaristia como uma mera recordação do corpo de Cristo?
Catolicismo 5 x 0 Protestantismo
Divorcio
Na igreja católica, o casamento não pode ser desfeito. Nosso Senhor
Jesus Cristo afirma isso: “‘Por esta razão, o homem deixará pai e mãe e se
unirá à sua mulher, e os dois se tornarão uma só carne’. Assim, eles já não
são dois, mas sim uma só carne. Portanto, o que Deus uniu, ninguém o
separe” (Mc 10,7-9). “Os dois serão uma só carne”, “o que Deus uniu,
ninguém separe”, Cristo não deixa dúvidas que ao casar-se, não é permitido
se separar, não é permitido divorciar-se.
Nas 70 mil congregações protestantes (não sei se são todas, afinal,
não há unidade entre elas), o divorcio é permitido. O que aconteceu com as
palavras de Cristo? Provavelmente os protestantes criaram, como sua livre
interpretação, algum sentido para essa passagem que não a fizesse implicar
na proibição do divorcio. Ou, possivelmente, em cada “igreja” é permitido
se casar uma vez, então se quiser casar-se outras vezes é só ir pulando de
“igreja” em “igreja”, não sei…
Eu agora te pergunto, caro leitor: Qual lado está certo?
A igreja católica, que não permite o divorcio, pois Cristo não o
permite? Ou as 70 mil congregações protestantes que permitem o divorcio?
Catolicismo 6 x 0 Protestantismo
Justificação
A Igreja Católica nos ensina que somos justificados pela fé em nosso
senhor Jesus Cristo (“o justo viverá pela fé” [Rm 1,17]) em conjunto com
nossas obras, “Deus retribuirá cada um segundo seu procedimento” (Rm
2,6). Não somos justificados apenas pela fé, nem apenas pelas obras, mas
pelas duas em conjunto. O motivo de não sermos justificados apenas pela fé
está na carta de São Tiago: “Meus irmãos, que aproveita se alguém disser
que tem fé, e não tiver as obras? Porventura a fé pode salvá-lo? E, se o irmão
ou a irmã estiverem nus, e tiverem falta de mantimento quotidiano, E algum
de vós lhes disser: Ide em paz, aquentai-vos, e fartai-vos; e nào lhes derdes
as coisas necessárias para o corpo, que proveito virá daí? Assim também a
fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma. Mas dirá alguém: Tu tens a
fé, e eu tenho as obras; mostra-me a tua fé sem as tuas obras, e eu te
mostrarei a minha fé pelas minhas obras. Tu crês que há um só Deus; fazes
bem. Também os demônios o crêem, e estremecem. Mas, ó homem vão,
queres tu saber que a fé sem as obras é morta? Porventura o nosso pai
Abraão não foi justificado pelas obras, quando ofereceu sobre o altar o seu
filho Isaque? Bem vês que a fé cooperou com as suas obras, e que pelas obras
a fé foi aperfeiçoada. E cumpriu-se a Escritura, que diz: E creu Abraão em
Deus, e foi-lhe isso imputado como justiça, e foi chamado o amigo de Deus.
Vedes então que o homem é justificado pelas obras, e não somente pela fé. E
de igual modo Raabe, a meretriz, não foi também justificada pelas obras,
quando recolheu os emissários, e os despediu por outro caminho? Porque,
assim como o corpo sem o espírito está morto, assim também a fé sem obras
é morta” (Tg 2,14-26).
Entre as 70 mil congregações protestantes, é pregado que somos
justificados apenas pela fé, somente pela fé. Segundo eles, de nada serve
nossas obras, basta crer em Cristo que você será justificado (considerado
reto) diante de Deus. Bem conveniente para quem quer “viver do seu jeito”.
Errado novamente, pois Jesus disse: “Nem todo o que me diz: Senhor,
Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai,
que está nos céus” (Mt 7,21).
Eu agora te pergunto, caro leitor: Qual lado está certo?
A igreja católica, que prega que seremos justificados pela fé em
conjunto com nossas obras (nosso proceder)? Ou a 70 mil congregações
protestantes que pregam que seremos justificados apenas pela fé, sendo que
a bíblia que tanto dizem seguir ensina que a fé sem obras é morta?
Catolicismo 7 x 0 Protestantismo
Cânon bíblico
O cânon bíblico da igreja católica ( lista de livros da bíblia) é composto
por 73 livros, 46 no antigo testamento e 27 no novo testamento, todos eles
considerados inspirados pelo Espírito Santo pela igreja católica, pois tem
autoridade para tal.
O cânon bíblico protestante é composto por 66 livros, 39 do antigo
testamento e 27 do novo testamento (7 livros a menos que o cânon católico).
O motivo de nas bíblias de tradução protestante ter 7 livros a menos
que as bíblias de tradução católica é um tanto cômico se não fosse trágico.
Para entender isso é preciso voltar no tempo, para quando os judeus
passaram a rejeitar esses 7 livros.
Quando os apóstolos ainda estavam entre nós aqui na terra, eles
pregavam utilizando as sagradas escrituras, óbvio, que na época era
“apenas” o antigo testamento. Entre os convertidos ao cristianismo,
estavam muitos judeus. Os sumo sacerdotes, vendo que muitos judeus
estavam se convertendo ao cristianismo, decidiram fechar de uma vez o seu
cânon bíblico, e nisso, tiraram 7 livros de seu cânon como uma resposta
negativa aos apóstolos, já depois de terem rejeitado o evangelho de Cristo,
enquanto os apóstolos continuaram usando esses 7 livros. O grande motivo
que fez os judeus tirarem esses 7 livros de seu cânon é que eles eram usados
pelos apóstolos para converter os judeus ao cristianismo, por isso eles
foram rejeitados pelos judeus. São esses 7 livros tirados do cânon pelos
judeus que também são rejeitados pelos protestantes (essa questão será
melhor abordada em um documento específico sobre o assunto).
Os protestantes rejeitam esses 7 livros porque os judeus os rejeitaram.
Preferem usar um cânon feito por pessoas que negaram o evangelho de
Cristo e o fizeram como uma resposta negativa aos apóstolos, do que usar o
cânon que os apóstolos utilizavam, antes e depois dos judeus terem feito o
seu cânon sem esses 7 livros.
Eu agora te pergunto, caro leitor: Qual lado está certo?
A igreja católica, que usa o cânon do antigo testamento que os
apóstolos usavam? Ou as 70 mil congregações protestantes que usam o
cânon do antigo testamento que os que negaram o evangelho de Cristo
fizeram, já como uma resposta negativa aos apóstolos?
Catolicismo 8 x 0 Protestantismo
Imagens de escultura
Aqui está um dos temas que, pela falta de conhecimento, muitos
abandonam a igreja católica.
Na igreja católica, as imagens dos santos e dos anjos são tratadas
apenas como representações dos santos e anjos, como fotografias deles.
Fazer imagens não está em desacordo com a bíblia. A famigerada passagem
de Êxodo 20,4 (não farás imagens de escultura alguma) que os protestantes
usam para atacar os católicos não está proibindo fazer todo e qualquer tipo
de imagem, pois o templo de Salomão era cheio de imagens (1Rs 6 e 1Rs 7) e
Deus não repudiou (1Rs 8,11), sem falar das vezes que Deus mandou fazer
imagens (querubins de ouro e a serpente de bronze). Então as imagens
proibidas por Deus são apenas imagens de ídolos, os santos e anjos não são
ídolos, então suas imagens são permitidas (esta questão das imagens será
melhor abordada em um documento específico sobre o assunto).
Nas 70 mil congregações protestantes, as imagens são proibidas, são
tidas como malditas, como demônios.
Eu agora te pergunto, caro leitor: Qual lado está certo?
A igreja católica, que tem as imagens como fotografias dos santos e
anjos do céu, para nos recordar deles assim como temos fotos de nossos
parentes em casa que nos fazem recordar quem amamos? Ou as 70 mil
gongregações protestantes que dizem que imagens de escultura são
malditas e abomináveis aos olhos de Deus, sendo que o próprio Deus
mandou fazer imagens e aprovou um templo cheio de imagens, e ainda por
cima mentem dizendo que os católicos adoram imagens?
Catolicismo 9 x 0 Protestantismo
Celibato Sacerdotal
O celibato sacerdotal é a condição de entrega total de uma pessoa a
Deus e a vida religiosa. É adotado por alguém ao se tornar sacerdote da
igreja católica. Eles se tornam celibatários para assim imitar a Cristo, que
não era casado. Um outro motivo de os padres adotarem o celibato
sacerdotal é para se entregarem totalmente a Deus, e não terem de se
preocupar em agradar a mulher. Escreveu o apóstolo Paulo: “E bem quisera
eu que estivésseis sem cuidado. O solteiro cuida das coisas do Senhor, em
como há de agradar ao Senhor; Mas o que é casado cuida das coisas do
mundo, em como há de agradar à mulher” (1Cor 7, 32-33).
Já os protestantes não seguem o celibato. Os “pastores” das
congregações protestantes se casam e têm filhos. Mas eles não apenas não
seguem o celibato, como também dizem que o celibato é algo satânico, algo
que não é bíblico.
Eu agora te pergunto, caro leitor: Qual lado está certo?
A igreja católica, com seus sacerdotes celibatários, seguindo o
conselho do apóstolo Paulo? Ou as 70 mil congregações protestantes com
seus pastores casados e cheios de filhos (isso quando não usam
anticoncepcionais…), dividindo assim seu amor a Deus com sua família, e
ainda demonizando o celibato, tendo sido ele recomendado pelo apóstolo
Paulo?
Catolicismo 10 x 0 Protestantismo
Cruz Sagrada
A cruz de nosso senhor Jesus Cristo, antes vista um instrumento de
tortura e humilhação, mas agora vista pelos cristãos como um sinal de
salvação. Nas celebrações da igreja católica a cruz está sempre presente,
muitos católicos levam consigo uma imagem de Jesus Crucificado, pois com
elas nos lembramos do que Jesus fez por nós.
Por outro lado, os protestantes condenam as imagens de Jesus
Crucificado. Dizem que por terem um crucifixo, os católicos creem em um
Deus morto. Mentiras novamente, pois na profissão de fé dos católicos está
bem explícita a crença na ressurreição de Cristo. Temos conosco um
crucifixo porque ele nos lembra nosso senhor Jesus Cristo, nos lembra do
sacrifício que Jesus sofreu por amor a nós.
Até nas sagradas escrituras vemos que a cruz era algo valoroso e
respeitado pelos cristãos: “A linguagem da cruz é loucura para os que se
perdem, mas, para os que foram salvos, para nós, é uma força divina” (1Cor
1,18); “Os judeus pedem milagres, os gregos reclamam a sabedoria; 23.mas
nós pregamos Cristo crucificado, escândalo para os judeus e loucura para os
pagãos;” (1Cor 1,22-23); “Ó insensatos gálatas! Quem vos fascinou a vós,
ante cujos olhos foi apresentada a imagem de Jesus Cristo crucificado?”
(Gl 3,1), algumas traduções protestantes tentam mudar o sentido desta
última passagem para tirar o “foi apresentado a imagem de Cristo
crucificado” por “através de minha pregação vistes o Cristo crucificado”,
esta é apenas mais uma das distorções nas bíblias de tradução protestante.
Eu agora te pergunto, caro leitor: Qual lado está certo?
A igreja católica, que sempre carrega consigo a cruz de Cristo? Ou as
70 mil congregações protestantes que assim como os judeus, que
perseguiram os cristãos, veem o Cristo crucificado como escândalo?
Catolicismo 11 x 0 Protestantismo
Deus
Bom, apesar de todas as gritantes divergências entre a santa igreja
católica e as chamadas “igrejas” “evangélicas”, o Deus adorado nas “duas”
religiões é o mesmo, certo?
Errado! Muitos caem e defendem esta falácia de que a igreja católica e
as congregações protestantes adoram o mesmo Deus, pois ambas usam a
bíblia, ledo engano!
O Deus que nós católicos seguimos é o Deus que nos pede para
renunciarmos a nossa vida, tomar nossa cruz e segui-lo. O Deus que os
protestantes seguem é o Deus que eles criaram com sua livre interpretação
das sagradas escrituras, conforme o seus caprichos.
O Deus que nós católicos seguimos é o Deus que nos deu as sagradas
escrituras. O Deus que os protestantes seguem é o Deus que eles deram a si
mesmos, com a sua interpretação das escrituras.
O Deus que nós católicos seguimos é o Deus que transcende o tempo. O
Deus que os protestantes seguem é um Deus limitado pelas páginas de um
livro, afinal, ao relatar um milagre, por exemplo, operado pelas mãos de
uma pessoa com a permissão de Deus, obviamente, os protestantes já vem
com o seu típico “onde está na bíblia”.
Ou talvez… O Deus dos protestantes seja a bíblia, afinal, tudo para eles
é: “a bíblia manda”, “a bíblia proíbe”, “a bíblia diz”, “eu acredito na
bíblia”...
Não, talvez o Deus dos protestantes sejam eles mesmo, pois com sua
livre interpretação das escrituras eles fazem sua própria crença. Como disse
o padre Júlio Maria de Lombaerde: “O protestante é um ateu envolvido na
capa de uma Bíblia, conservando só a capa, sendo ele mesmo o texto da
Bíblia, isto é, sua própria vontade, pela sua livre interpretação”.
Então não, o Deus seguido e adorado pelos católicos e pelos
protestantes não é o mesmo.
Catolicismo 12 x 0 Protestantismo
Culto
Tanto a igreja católica quanto as 70 mil congregações protestantes
têm seus respectivos cultos. Mas há uma diferença entre o culto católico e os
cultos protestantes: o culto católico é importante e necessário, enquanto os
cultos protestantes não são.
Os católicos devem ir à santa missa todos os domingos, pois na santa
missa recebemos a eucaristia, o corpo e sangue de Cristo, e recebendo o
corpo e sangue de Cristo, ele permanece em nós, e nós nele (Jo 6,56).
Já os protestantes vão para o culto para… ouvir a palavra de Deus? A
palavra de Deus eu tenho em casa, para que eu iria a um culto ouvir a palavra
de Deus se eu já a tenho ao meu alcance em casa?
Talvez para ouvir a pregação do pastor do pastor? Nisto entram em
contradição com o próprio ensino. Ora, não é o Espírito Santo que dá a todos
o suposto entendimento para interpretar as sagradas escrituras? Ouvir o que
um pastor tem a ensinar seria nada menos do que ferir o tal entendimento
que o Espírito Santo dá a todos os crentes para que interpretem as sagradas
escrituras.
Já o culto católico é necessário, apenas na santa missa recebemos o
corpo e sangue de Cristo, pois apenas na igreja católica temos os sacerdotes
que receberam o poder e a autoridade de mudar o pão e vinho em corpo e
sangue de Cristo.
Catolicismo 13 x 0 Protestantismo
Podemos parar por aqui. Como viram, nem mesmo um único ponto as
“igrejas” “evangélicas” marcam em nosso placar, pois não há nada de
positivo nelas. Pode parecer um exagero dizer isso, mas não é.
As outras religiões, apesar de invenções humanas, possuem um certo
número de ensinamentos positivos que constituem um fundamento
dogmático, o protestantismo, porém, está muito abaixo das outras religiões,
pois nada de positivo as “igrejas” “evangélicas” tem. Não possui dogmas,
moral e nem culto:
Dogmas: Os dogmas exigem uma verdade contida nas sagradas
escrituras, que deve ser declarado que significa tal coisa por uma autoridade
autêntica, para assim ser definido e declarado um dogma de fé. No
protestantismo não há dogmas, pois cada pessoa interpreta as sagradas
escrituras por conta própria, logo não há uma autoridade competente para
declarar que tal texto da bíblia significa isso ou aquilo.
Moral: Se cada pessoa interpreta as sagradas escrituras por si só, não
há uma moral fixa. Cada um crer e a faz o que quiser, afinal, o “justo viverá
SOMENTE pela fé, certo?
Culto: O pobre protestantismo também não possui culto. No
protestantismo, o individualismo religioso faz todos acreditarem no que
quiserem e construírem sua própria moral baseada em suas interpretações
pessoais das sagradas escrituras. E o que é aquele “culto” das “igrejas”
“evangélicas”? Não passa de uma mera reunião, que fazer parte ou não, não
muda absolutamente nada, que pode ser simplesmente trocada por ficar em
casa e ler umas páginas da bíblia.
Lá está o protestantismo, abaixo de qualquer outra religião, dividido,
sem fé fixa, sem moral fixa e sem culto. Nada de positivo, tudo é negativo
nele.
“A igreja somos nós”
Oh! Quem nunca se deparou com a infeliz afirmação “a igreja somos
nós”? Se os protestantes negam o que “não encontram na bíblia”, com mais
razão afirmam o que lá não figura! Afinal, onde tiraram esta ideia tosca de
“a igreja somos nós”?
É bem verdade que nós somos PARTE da igreja. A igreja é o corpo de
Cristo e nós os membros desse corpo, como explica São Paulo no capítulo
doze de sua primeira carta aos coríntios.
Mas, senhores protestantes, o que pretendem insinuar ao dizer: “a
igreja somos nós”? Por acaso se acham autossuficientes para sua salvação
só por terem um livro que vocês sequer tem autoridade para interpretar?
Acham que por serem parte da igreja, vocês são independentes? Nada disso!
A igreja católica é necessária para se ter a doutrina de Cristo
corretamente interpretada, preservada e ensinada.
A igreja católica é necessária para que o fiel possa renovar sua aliança
com Deus, através do sacrifício da santa missa, como outrora faziam os
israelitas comendo o cordeiro na páscoa.
A igreja católica é necessária para a “distribuição” dos sacramentos,
que são de extrema importância para a vida do cristão.
Sem a igreja católica, você não tem nada disso. Ao abandonar a igreja
de Cristo, você não se tornou a igreja, mas sim um ramo em putrefação que
foi retirado da videira.
“Religião não salva ninguém”
Tomando a palavra “religião” pelo seu significado correto, quem diz
que “religião não salva ninguém”, está dizendo: “louvar a Deus não
importa”, “nos religar a Deus não importa”. Mas enfim…
Se o salvador fundou sua igreja, para que ela conduza os fiéis pelo
caminho da salvação, a religião católica importa, e é importante para a
salvação das almas!
Se religião não salva ninguém, menos ainda não seguir a verdadeira
religião não irá te salvar.
“Onde estiver dois ou três reunidos em meu nome, eu
estarei presente”
Por fim, os protestantes usam a passagem do evangelho de São
Mateus que diz: “onde estiver dois ou três reunidos em meu nome, eu
estarei ali, no meio deles” (Mt 18,20), para argumentarem que basta crer
em Jesus que está tudo certo, não precisa fazer parte de nenhuma igreja, ou
não importa de qual igreja você faça parte.
Aos que dizem usam essas palavras de Cristo para defender sua
neutralidade religiosa, responda-me: onde esses “um ou dois” deveriam se
reunir?
Em um “culto” protestante, onde um homem que se autodenominou
“pastor” prega sua interpretação pessoal das sagradas escrituras que está
em desacordo com as outras milhares de denominações protestantes, com
uma bíblia mutilada e distorcida, e tomando uma “santa ceia” que não é
nada mais do que uma mera representação? Ou no culto católico, a santa
missa, onde ouvimos a palavra de Deus e recebemos o corpo e sangue de
Cristo, renovando assim a nossa aliança com Deus?
Religião Importa!
Viva Cristo Rei!