Fundamentos da Contabilidade Prática
Fundamentos da Contabilidade Prática
❖ INTRODUÇÃO
Contabilidade: técnica com o objetivo de apoiar os utilizadores a tomarem de decisões.
Todo o património é expresso na mesma unidade (euro). Assim, todos os elementos patrimoniais
são traduzidos em unidades monetárias.
Património
Capital Próprio: respeita àquilo que a empresa efetivamente vale. É o que fica, depois de aos bens e
direitos deduzirmos as obrigações.
Elementos do Ativo
✓ Não corrente: elementos que não participam no ciclo de exploração (compras e vendas)
da empresa e que permanecem na empresa por períodos > 1 ano.
o Exemplo: computadores, edifícios, marcas.
✓ Corrente: conjunto de bens físicos e financeiros que participam no ciclo de exploração.
o Exemplo: mercadorias.
Elementos do Passivo
✓ Capital
✓ Reservas
✓ Resultados transitados
✓ Resultado líquido do período
Conta
Conta: elementos que fazem parte do património com características comuns, em unidades
monetárias.
O título deve ser escolhido de forma a refletir o aspeto qualitativo da conta, istoé das
caraterísticas em comum que podemos encontrar nos elementos que a integram, sendo fixo e imutável.
Título de Conta
SALDO
SALDO DE UMA CONTA – corresponde à diferença entre o débito e o crédito, ou seja, à sua extensão. Três
situações podem ocorrer:
Este método consiste em fazer-se uma inscrição numa conta e a mesma inscrição ser repetida noutras
contas com aquela interligada pelo mesmo facto patrimonial.
• Data
• Título
• Histórico
• Importância
ATIVO
Aumentos
Contas do Passivo– creditam-se pela sua extensão inicial (saldo inicial) e pelos seus aumentos e
debitam-se pelas suas diminuições:
PASSIVO
Aumentos
Contas do Capital Próprio - creditam-se ou debitam-se pela sua extensão inicial, se o saldo
inicial for positivo ou negativo respetivamente e creditam-se pelos seus aumentos e debitam-se pelas
suas diminuições:
CAPITAL PRÓPRIO
Diminuições Aumentos
Raciocínio Contabilístico
Passo 1: Quais as contas afetadas?
GASTOS E PERDAS
RENDIMENTOS E GANHOS
Esta classe é constituída pelas seguintes contas (do 1º grau = contas do razão → contas de 2
dígitos):
➢ 11-Caixa
➢ 12-Depósitos à ordem
➢ 13-Outros depósitos bancários
➢ 14-Outros instrumentos financeiros
Caso à data do balanço, existam notas de banco e/ou moedas metálicas de curso legal, mas
estrangeiras (diferentes do €) reconhecidas ao câmbio do dia da compra, devem ser convertidos de
acordo com taxa de câmbio à data do balanço, originando diferenças relativamente à taxa de câmbio do
dia da compra que podem ser:
CONTA 11
Dinheiro em caixa
• Cheques pré-datados;
• Selos do correio;
• Vales de caixa.
Geralmente apresenta saldo devedor, tratando-se de um ativo corrente; Caso o saldo seja credor,
estamos em presença de um passivo corrente.
Movimentação:
• DEBITA-SE: Pelos depósitos efetuados; Pelas transferências recebidas de clientes; Pelos
empréstimos obtidos; Pelos juros recebidos
• CREDITA-SE: Pelos pagamentos efetuados por cheque; Pelos pagamentos efetuados por
transfª. bancária; Pela amortização de empréstimos; Pelos juros.
Qualidade,
Quantidade, Época
de entrega, Local de
entrega, Preço,
COMPRADOR VENDEDOR
Pagamento,
Reclamação e
devolução
Entrega – O documento de suporte desta fase é a guia de remessa, emitida pelo vendedor e que
acompanha a mercadoria até ao seu destino. No mercado nacional estão previstas duas modalidades de
entrega:
Liquidação – Esta fase corresponde à emissão documental do contrato. Note-se que embora esta
expressão seja muitas vezes confundida com o pagamento, liquidar uma fatura não é pagá-la, mas sim
determinar o seu valor. Os documentos de suporte são usualmente a fatura, fatura-recibo ou ainda
correções mediante a emissão de notas de débito ou de crédito.
Pagamento (Fluxo financeiro) – Com esta fase encerra-se o contrato de compra e venda. O
comprador paga ao fornecedor e este último poderá emitir o recibo.
Classe 3 – INVENTÁRIOS
Os ativos biológicos (animais e plantas vivos), no âmbito da atividade agrícola, quer consumíveis
no decurso do ciclo normal da atividade, quer de produção ou regeneração. Os produtos agrícolas
colhidos são incluídos nas apropriadas contas de inventários.
Mensuração de inventários: Os inventários devem ser mensurados pelo custo ou valor realizável
líquido, dos dois o mais baixo.
Custo dos inventários: O custo dos inventários deve incluir todos os custos de compra, custos de
conversão e outros custos incorridos para colocar os inventários no seu local e na sua condição atuais.
Custos de compra: incluem o preço de compra, direitos de importação e outros impostos (que
não sejam os subsequentemente recuperáveis das entidades fiscais pela entidade) e custos de transporte,
manuseamento e outros custos diretamente atribuíveis à aquisição de bens, de materiais e de serviços.
Os descontos comerciais, abatimentos e outros itens semelhantes devem ser deduzidos na determinação
dos custos de compra.
CONTA 31 – COMPRAS
31-COMPRAS
CONTA 22 – FORNECEDORES
221 FORNECEDORES (PASSIVO)
A B A+B
Descontos Comerciais
✓ Contemplado na fatura:
31 24321 318 221
A B C A+B-C
Nota: Nesta situação alguns autores optam por contabilizar a fatura pelo seu valor líquido, não
relevando o desconto comercial. Ou seja, registariam o montante A-C na conta compras – mercadorias.
A B A+B
Descontos Financeiros
A B C A-B-C
Nota: Pode ser reconhecido no ato da compra se for uma compra a pronto.
A B A+B
CONTA 71 - VENDAS
71 – VENDAS
DEVOLUÇÕES
Sc ou Snulo
CONTA 21 -CLIENTES
21 -CLIENTES
Sd ou Snulo
A B A+B
Descontos Comerciais
Na fatura:
A B C A+B-C
Em Nota de crédito:
A B A+B
Descontos Financeiros
Na data do recebimento:
A B C A-B-C
NOTA: Pode ser reconhecido no ato da venda se for uma venda a pronto.
A B A+B
PV = PC + %PC PV = PC (1 + % )
PV = PC + PV x % PV = PC / (1 - %)
PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS
72 — Prestações de serviços
Esta conta respeita aos trabalhos e serviços prestados que sejam próprios dos objetivos ou
finalidades principais da entidade. Poderá integrar os materiais aplicados, no caso de estes não serem
faturados separadamente. A contabilização a efetuar deve basear-se em faturação emitida ou em
documentação externa (caso das comissões obtidas), não deixando de registar os réditos relativamente
aos quais não se tenham ainda recebido os correspondentes comprovantes externos.
ADIANTAMENTOS A FORNECEDORES OU DE CLIENTES
Por adiantamento entende-se a entrega antecipada de uma determinada quantia, suportada
pela emissão de uma fatura (alínea b) do nº1 do artº 29º do CIVA).
a. COM preço previamente fixado – pressupõe que o contrato de compra e venda já está
definido.
b. SEM preço previamente fixado – pressupõe uma entrega/recebimento por conta de
fornecimentos futuros.
ADIANTAMENTOS A FORNECEDORES
“Adiantamentos por conta de compras Regista as entregas feitas pela entidade, relativas a
compras cujo preço esteja previamente fixado. Pela receção da fatura, estas verbas devem ser
transferidas para a conta 221 - Fornecedores c/c.”
A B A+B
1 - Registo da fatura
A B A+B
C
2 - Anulação/regularização do adiantamento
A B A+B
C C C
Nota: em consequência destes lançamentos, a conta de fornecedores fica apenas com o saldo
correspondente ao valor que ainda falta pagar.
ADIANTAMENTOS DE CLIENTES
a) Com preço previamente fixado
Pelo recebimento do adiantamento (para o qual deve ser emitida uma fatura):
A B A+B
C C
Pela emissão da fatura final teremos dois lançamentos:
1. Registo da fatura:
A B A+B
C C
2. Anulação (regularização) do adiantamento:
A B A+B
C C
EFEITOS NO BALANÇO
BALANÇO
ATIVO
Ativo Corrente
PASSIVO
Passivo corrente
Compras líquidas = Compras (31) + Gastos adicionais (315) – Devoluções (317) – Descontos e
Abatimentos (318)
E. I
A A’ A’ D’ D’ D
315 318
B B’ B’ E’ E’ E
382 382
C C’ C’ F’ F’ F
C
611
G
S= Existência Final
A A’ A’ C’ C’ C
G G
717
B B’ B’
G G
718
Se o saldo for credor RBV > 0
Saldo = RBV
DIÁRIO
É o registo contabilístico segundo uma ordem cronológica, dos atos que modificam ou possam
vir a modificar o património de uma unidade económica.
Dado existirem vários modelos de traçados de diário, adotou-se na presente unidade curricular
o seguinte modelo simplificado: Movimento com duas contas a débito e duas contas a crédito.
c) Imposto que garante uma igualdade tributária – uma vez que dois bens com o mesmo
preço final terão o mesmo montante de IVA, independentemente do número de fases porque
tenham passado.
d) Imposto que assenta na compensação nas fronteiras – visto geralmente ser tributado
no país de consumo ou país destino.
❖ Simples – Quando o sujeito passivo não líquida o imposto, mas também não tem o
direito a deduzir o imposto suportado (ex. médicos, creches, escolas, etc.).
❖ Completas – Quando o sujeito passivo não líquida o imposto, mas não perde o direito à
dedução (ex. exportadores)
Valor Tributável: É o valor que serve de base ao cálculo do IVA, é sobre este valor que é aplicada
a taxa. Corresponde ao valor da contraprestação obtida ou a obter do destinatário. Por isso é que devem
ser deduzidos todos os descontos e abatimentos.
Obrigações de Faturação
Obrigações contabilísticas
Direito à dedução
Regra Geral os sujeitos passivos podem deduzir o IVA suportado nas aquisições que sejam
utilizadas para a realização de operações sujeitas a imposto e dele não isentas. Ou seja:
Quem liquida IVA nas operações que realiza, tem o direito a deduzir o IVA que
suportou para que essas mesmas operações pudessem ser realizadas. Atividades sujeitas a IVA.
Quem realiza operações isentas perde o direito à dedução do IVA; caso das isenções
simples*. Atividades isentas.
*Já no caso das isenções completas, como os exportadores, embora as operações sejam isentas,
o sujeito passivo mantém o direito à dedução.
Tratamento em termos de iva
Numa aquisição intracomunitária é o próprio sujeito passivo adquirente que tem a obrigação de
liquidar o IVA, tendo também direito a deduzi-lo simultaneamente. Mercado Nacional Zona Euro Mercado
Intracomunitário Países Terceiros.
Já numa importação, o IVA é liquidado pela alfândega, tendo o sujeito passivo também o direito
à dedução.
IVA a recuperar
de períodos
anteriores
Se o saldo for credor procede-se à sua transferência para a conta IVA - A pagar
a) Reporte para o período seguinte – Isto é, irá ser deduzido nos períodos seguintes,
transferindo-se o seu saldo para a conta IVA apuramento quando se fizer o próximo apuramento.
É a regra geral.
Depois de exercida esta opção esta conta só será movimentada (saldada) quando se receber a
respetiva quantia de dinheiro.
Exemplo genérico:
A B A+B
242,00 242,00
242,00 242,00
Se o valor do transporte for suportado pelo cliente/terceiro, posteriormente, esse valor será
debitado ao cliente.
123 23 100
Estas subcontas ainda poderão ser subdivididas pela natureza do imposto (IRS/IRC) e também de
acordo com as taxas aplicadas.
RENDAS
As rendas de imóveis, regra geral, estão isentas de IVA, no entanto como rendimentos da categoria F
estão sujeitos a retenção na fonte à taxa de 25%.
Exemplo: Pagamento da renda das instalações relativa ao mês X, através do cheque n.º XXXX sobre o
BB no valor de € 750,00. Retenção na fonte (IRS) à taxa de 25,0%.
HONORÁRIOS
As prestações de serviços estão geralmente sujeitas a IVA e a retenção na fonte à taxa de 25%.
Exemplo: Cheque n.º YYY sobre o BA, no valor de € 980,00 para pagamento de honorários ao
contabilista. Retenção na fonte (IRS) à taxa de 25%; IVA à taxa de 23%.
1000 980
250 230
IRS (TAXA*REM.BRUTA)
• Sindicatos
Por solicitação de cada funcionário individualmente, uma entidade deverá reter uma
importância para pagamento das respetivas quotas de sindicato. Para o efeito, poderá criar-se
na conta “278 - Outros devedores e credores” uma subconta para sindicatos, que será registada
a crédito pelos descontos efetuados às remunerações dos trabalhadores respeitantes à
quotização da sua filiação sindical. Esta filiação do trabalhador é facultativa.
• 23 - Pessoal
o 231 - Remunerações a pagar
▪ 2311 - Aos órgãos sociais
▪ 2312 - Ao pessoal
A B C
245 CONTRIB. SEGURANÇA SOCIAL 278 OUTROS DEVEDORES E CREDORES 2321 ADIANT. AOS ORGÃOS SOCIAIS
D E F
2322 AO PESSOAL* 6311 REM. DOS ORGÃOS SOCIAIS / 632 REM. DO PESSOA
G A+B+C+D+E+F+G
* Quando por qualquer motivo as entidades adiantam dinheiro aos trabalhadores, por conta de
remunerações ou despesas futuras, procede-se à sua regularização no processamento das remunerações.
2.ª Fase - pelo processamento dos encargos sobre remunerações (parte patronal), dentro do mês
a que respeitem:
A A
3.ª Fase – Pelos pagamentos aos órgãos sociais e pessoal e às outras entidades :
11/12 2311 Aos órgãos sociais 2312 Ao pessoal 2421 Trabalho dependente
C (dia 20 do D (final do
mês seguinte) mês seguinte)
O FGCT é um fundo de natureza mutualista, que visa garantir o valor necessário à cobertura de
metade do valor da compensação por cessação do contrato de trabalho, subtraindo o valor já pago pelo
empregador ao trabalhador.
As entregas a efetuar pelas entidades empregadoras para o FCT correspondem a 0,925% e ao FGCT
correspondem a 0,075%, ambas sobre a retribuição base e diuturnidades por cada trabalhador abrangido.
Assim, o valor da entrega da entidade empregadora corresponde na totalidade a 1%, sendo repartido do
seguinte modo:
Contabilização:
Recomenda-se a subdivisão da conta “415x – Outros investimentos financeiros FCT”, por contas
de movimento de cada trabalhador. Desta forma, é possível proceder a uma conferência contabilística
rápida, dos valores individualizados entregues ao FCT.
A B A+B
A+B A+B
a) Cada compra (em sentido amplo) dá lugar a dois registos contabilísticos; um pelo
registo do documento (fatura) e outro pela transferência da conta compras utilizada
(31...) para a respetiva conta de inventários (32…).
b) Cada operação de venda dá também origem a dois lançamentos; um pelo registo
do documento de venda (fatura - ao preço de venda) e outro pela saída de armazém
(conta 32…) das mercadorias vendidas (ao custo de aquisição) para a respetiva
conta de custo dessas mesmas mercadorias (61…).
X Y Y
Também o procedimento a adotar relativamente a quebras, sobras ou ofertas origina dois
lançamentos; o registo desse acontecimento e a transferência da conta de regularizações (38…) para a
conta de inventários apropriada (32…). Podemos então concluir que numa empresa comercial que adopta
o SIP:
2. A conta “611 – CMVMC – Mercadorias” reflete o custo das mercadorias vendidas até essa data;
3. O RBV pode ser determinado em qualquer momento pela diferença entre a conta “71 –
Vendas” e a “61-CMVMC”;
Guia de entrada/saída – são documentos internos que suportam os registos das entradas e saídas
dos armazéns e consequentemente das contas de inventários.
Podemos concluir que a diferença existente entre o SII e o SIP é a frequência com que se operam
as transferências da conta compras (31…) e regularização de inventários (38…), bem como o registo do
CMVMC (61…); em SIP esses registos são realizados sempre que ocorrem movimentações nas contas de
inventários, enquanto no SII só se realizam no fim de cada período determinado (anual, trimestral,
mensal, etc).
CRITÉRIOS DE MENSURAÇÃO
❖ Mensuração dos inventários
Uma vez que em SIP se tem de proceder ao registo da entrada em armazém da mercadoria,
precisamos de um documento auxiliar que permita o cálculo do custo de aquisição, que é designado por
folha de custeio e que pode ter o seguinte formato:
NOTA: O critério LIFO (custo cronológico inverso) em que a valorização das saídas é feita pelo custo mais
recente (last in first out), estando consequentemente os inventários em armazém valorizados aos custos
mais antigos, não é aceite pelo SNC.
EXEMPLO
Considere que uma empresa iniciou a sua atividade este mês e que até agora realizou as
seguintes operações com a mercadoria M:
No dia 7 vende 500 uf da mercadoria comprada a F2, por 1.600. Determine a valorização das saídas
e o RBV para os três métodos.
Para estas empresas a adoção do SIP não será uma obrigação, mas sim uma opção.
Devolução de clientes:
Também a devolução irá originar em SIP dois registos; um pela nota de crédito e outro
pela entrada em armazém da mercadoria devolvida:
Pela nota de crédito:
X X
Y Y
Critério para valorizar a mercadoria devolvida:
Recriar a situação que existiria, caso as unidades devolvidas nunca tivessem sido vendidas.
Devolução a fornecedores:
A devolução deverá ser valorizada pelo valor que lhe tinha sido atribuído, mas em FIFO esse lote
pode já não existir. Consideremos então as seguintes hipóteses:
1. O lote em questão ainda consta na ficha de armazém e não existem despesas adicionais. O
critério adotado é o de imputar a devolução a esse lote.
2. O lote em questão ainda consta na ficha de armazém, mas existem despesas adicionais.
Nesta situação existirá sempre uma diferença entre a nota de crédito e o valor da mercadoria
devolvida, uma vez que a mercadoria deu entrada pelo custo. Retomando o exemplo
anterior considere-se que no valor do lote (170) estão incluídos 20 euros de despesas de
transporte. Considerando que o fornecedor não vai ressarcir a empresa dos custos com o
transporte, a contabilização deverá ser feita da seguinte forma:
75 75
85 75 10
3. O lote em questão já não consta na ficha de armazém. Neste caso a valorização da saída da
mercadoria será feita de acordo com o critério valorimétrico adotado, isto é, utilizando o
custo unitário que estiver em vigor na data de devolução e qualquer diferença (positiva ou
negativa) entre a nota de crédito e o valor da saída será compensada pela conta “61
CMVMC”.
Considerando que não existem despesas adicionais, a contabilização seria:
85 85
100 85 15
Recriar a situação que existiria, caso as unidades devolvidas nunca tivessem sido vendidas.
Devolução a fornecedores:
X1 X1
X1+X2=X X1 X2
Critério para valorizar a saída do armazém
Se possível fazer a imputação ao lote específico; se esse lote já não existir aplicar o critério
adotado; e qualquer diferença entre a nota de crédito e a saída de armazém é compensada na “61 –
CMVMC.
Esta conta serve para registar factos patrimoniais com repercussões nos inventários que não
estejam relacionados com compras ou vendas.
NOTA: Esta conta, à semelhança da conta compras, é uma conta provisória e não de balanço, devendo
apresentar-se saldada no fim do ano.
1. a) No caso de quebras:
68 – OUTROS GASTOS/ 6842 - QUEBRAS 382- MERCADORIAS
A A
X1 X1
b)No caso de sobras:
A A
X1 X1
2. a) Sinistro não coberto pelo seguro:
A A
X1 X1
b)Sinistro coberto pelo seguro:
C – Recebimento da indemnização
A A
X1 da mercadoria
A – Valor
X1
B B
X1 X1
B – Valor do IVA
Numa empresa, pode acontecer que um bem tanto possa ser comercializado como incorporado
na produção, podendo consequentemente ser classificado como mercadoria ou como matéria-prima. A
transferência deverá ser realizada da seguinte forma:
A B B A
X1 X1 X1 X1
A B B A
X1 X1 X1 X1
A – Transferência de ativos fixos tangíveis para mercadorias
A A
X1 X1
10 - TÍTULOS DE CRÉDITO
LETRA
NOTA: neste documento, o sacador é o credor e o sacado o devedor, sendo o tomador um terceiro a favor
de quem o sacador poderá dar a ordem de pagamento, quando não emite a letra à sua ordem.
Operações:
Vn Vn
X1 X1
II – Após o saque poderá ocorrer uma das seguintes situações:
1) Manter a letra em “carteira” até à data do seu vencimento receber nessa data o seu
valor
Vn Vn
X1 X1
Vn Vn
X1 X1
Na data do vencimento, se o cliente tiver pago a letra ao nosso fornecedor, regularizam-se as
duas contas de títulos (Déb. - 214; Créd. - 212).
Se o fornecedor devolver a letra, por esta não ter sido paga, volta-se a reconhecer a dívida:
Vn Vn
X1 X1
Vn-X X Vn
X1 X1 X1
Na data do vencimento, se o cliente tiver pago a letra ao Banco, regularizam-se as duas contas
de títulos (Déb. - 213; Créd. - 212).
Se o cliente não pagar terá de se registar o recâmbio da letra, voltando a reconhecer a dívida do
cliente:
Vn+X X Vn
X1 X1 X1
E regularizam-se as duas contas de títulos (Déb. - 213; Créd. - 212).
E E
X1 X1
III Reforma de uma letra que se encontra em carteira:
211 -Clientes C/C 212 -Clientes títulos a receber 12x -Dep. à ordem
Vn’ ou Vn’ ou A
Vn+E Vn+E
Se a reforma for total não existe amortização e o valor da nova letra será idêntica à primeira,
acrescida ou não dos encargos.
2) Fatura pelos encargos: normalmente as despesas com a reforma (como juros pelo
diferimento do prazo de pagamento) são faturadas (debitadas) ao cliente podendo ou não o valor
da nova letra contemplar esse valor.
E E
X1 X1
3) Anulação da letra a reformar – Na data do seu vencimento.
Vn Vn
X1 X1
211 -Clientes C/C 212 -Clientes títulos a receber 11x- Caixa/12x Dep. à ordem
Vn Vn’ A
X1 X1 X1
2) Pelo recâmbio – Aviso de débito do banco, representando por X as despesas com o
recâmbio
Vn+X X Vn
X1 X1 X1
E regularizam-se as duas contas de títulos (Déb. - 213; Créd. - 212).
NOTA: Como já sabemos estas despesas poderão ser debitadas ao cliente através da emissão de fatura.
V Quando a letra não é reformada, mas também não é paga na data do seu vencimento, deverá
transferir-se o seu valor novamente para a conta corrente (Déb. - 211; Créd. - 212).
I – Aceite:
Vn Vn
X1 X1
II – Pagamento:
Vn Vn
X1 X1
III Reforma:
Itens Monetários
Exemplos:
RECONHECIMENTO INICIAL
Uma transação em moeda estrangeira é uma transação que seja denominada ou exija liquidação
numa moeda estrangeira, incluindo transações que resultem de quando uma entidade:
a) Compra ou vende bens ou serviços cujo preço seja denominado numa moeda
estrangeira;
c) Por qualquer forma adquire ou aliena ativos, incorre ou liquida passivos, denominados
numa moeda estrangeira.
Quando itens monetários resultam de uma transação em moeda estrangeira e ocorre uma
alteração na taxa de câmbio, entre a data da transação e a data da liquidação, o resultado é uma diferença
de câmbio.
Quando a transação é liquidada dentro do mesmo período contabilístico em que ocorreu, toda a
diferença de câmbio é reconhecida nesse período. Porém, quando a transação é liquidada num período
contabilístico subsequente, a diferença de câmbio reconhecida em cada período até à data de liquidação
é determinada pela alteração nas taxas de câmbio durante cada período.