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Fundamentos da Contabilidade Prática

A empresa de tecnologia anunciou um novo produto revolucionário que combina hardware, software e serviços em nuvem. O dispositivo permite que os usuários acessem aplicativos e armazenem dados na nuvem de forma segura e conveniente. Analistas acreditam que o produto pode ser um sucesso se for fácil de usar e oferecer valor para os consumidores.
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Fundamentos da Contabilidade Prática

A empresa de tecnologia anunciou um novo produto revolucionário que combina hardware, software e serviços em nuvem. O dispositivo permite que os usuários acessem aplicativos e armazenem dados na nuvem de forma segura e conveniente. Analistas acreditam que o produto pode ser um sucesso se for fácil de usar e oferecer valor para os consumidores.
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CONTABILIDADE TEÓRICO-PRÁTICA

❖ INTRODUÇÃO
Contabilidade: técnica com o objetivo de apoiar os utilizadores a tomarem de decisões.

Património: conjunto de elementos utilizados pelas entidades no exercício da sua atividade.

Todos os bens e direitos afetos à empresa, assim como as suas


obrigações.

Bens (Ex: edifícios, máquinas, viaturas)

Elementos Patrimoniais Direitos (Ex: dívidas a receber)

Obrigações (Ex: dívidas a pagar)

Todo o património é expresso na mesma unidade (euro). Assim, todos os elementos patrimoniais
são traduzidos em unidades monetárias.

Têm todos um caráter pecuniário visto que todos são suscetíveis de


representação monetária (valores).

Ativo (bens e direitos) – conjunto de valores positivos

Património

Passivo (obrigações) – conjunto de valores negativos

PATRIMÓNIO = ATIVO + (-PASSIVO)

Capital Próprio: respeita àquilo que a empresa efetivamente vale. É o que fica, depois de aos bens e
direitos deduzirmos as obrigações.

ATIVO = CAPITAL PRÓPRIO + (-PASSIVO)

O património de uma empresa está em constante mutação, cabendo à contabilidade


quantificar e registar os múltiplos acontecimentos que nele ocorrem, utilizando na relevação
patrimonial (descrição ou colocação em evidência) as contas.

Elementos do Ativo
✓ Não corrente: elementos que não participam no ciclo de exploração (compras e vendas)
da empresa e que permanecem na empresa por períodos > 1 ano.
o Exemplo: computadores, edifícios, marcas.
✓ Corrente: conjunto de bens físicos e financeiros que participam no ciclo de exploração.
o Exemplo: mercadorias.

Elementos do Passivo

✓ Não corrente: provisões, financiamentos obtidos, dívidas a pagar (+ 1 ano a pagar)


✓ Corrente: fornecedores, dívidas a pagar, Estado e outras entidades públicas ( até 1 ano
a pagar).

Elementos do Capital Próprio

✓ Capital
✓ Reservas
✓ Resultados transitados
✓ Resultado líquido do período

Conta
Conta: elementos que fazem parte do património com características comuns, em unidades
monetárias.

O título deve ser escolhido de forma a refletir o aspeto qualitativo da conta, istoé das
caraterísticas em comum que podemos encontrar nos elementos que a integram, sendo fixo e imutável.

O valor ou extensão relaciona-se com o aspeto quantitativo da conta, correspondendo ao seu


valor, sendo por razões óbvias variável.

Título de Conta

Débito ou Deve Crédito ou Haver

SALDO

DEBITAR UMA CONTA – significa efetuar um lançamento do lado do débito.

CREDITAR UMA CONTA – significa efetuar um lançamento do lado do crédito.

SALDO DE UMA CONTA – corresponde à diferença entre o débito e o crédito, ou seja, à sua extensão. Três
situações podem ocorrer:

✓ D>C Sd – Saldo devedor


✓ D<CSc – Saldo credor
✓ D=CSnulo – a conta está saldada

Método de Registo Contabilístico


É o método de registo contabilístico adotado e é designado de Método das Partidas Dobradas.

Este método consiste em fazer-se uma inscrição numa conta e a mesma inscrição ser repetida noutras
contas com aquela interligada pelo mesmo facto patrimonial.

Lançamento: registo de um facto patrimonial em suportes próprios da contabilidade.

• Data
• Título
• Histórico
• Importância

Regras de debitar e creditar


Contas do ativo: debitam-se pela sua extensão inicial (saldo inicial) e pelos seus aumentos e
creditam-se pelas suas diminuições:

ATIVO

Saldo Inicial Diminuições

Aumentos
Contas do Passivo– creditam-se pela sua extensão inicial (saldo inicial) e pelos seus aumentos e
debitam-se pelas suas diminuições:

PASSIVO

Diminuições Saldo Inicial

Aumentos

Contas do Capital Próprio - creditam-se ou debitam-se pela sua extensão inicial, se o saldo
inicial for positivo ou negativo respetivamente e creditam-se pelos seus aumentos e debitam-se pelas
suas diminuições:

CAPITAL PRÓPRIO

Saldo Inicial Negativo Saldo Inicial Positivo

Diminuições Aumentos

Raciocínio Contabilístico
Passo 1: Quais as contas afetadas?

Passo 2: As contas são do Ativo, do Passivo ou Capital Próprio?

Passo 3: Quais as contas que sofrem aumentos e as que sofrem diminuições?

Passo 4: Quais as contas a debitar e a creditar?

Classe de Gastos – onde se procede ao registo dos componentes negativos do resultado do


exercício. As contas desta classe são geralmente registadas a débito apresentando um saldo devedor.

GASTOS E PERDAS

Classe de Rendimentos – onde se procede ao registo dos componentes positivos do resultado do


exercício. As contas desta classe são geralmente registadas a crédito apresentando um saldo credor.

RENDIMENTOS E GANHOS

RESULTADO = RENDIMENTOS – GASTOS = CLASSE 7 – CLASSE 6

❖ MEIOS FINANCEIROS LÍQUIDOS


Classe 1
✓ Dinheiro;
✓ Depósitos bancários;
✓ Ativos financeiros mensurados ao justo valor;
✓ Passivos financeiros mensurados ao justo valor

Esta classe é constituída pelas seguintes contas (do 1º grau = contas do razão → contas de 2
dígitos):

➢ 11-Caixa
➢ 12-Depósitos à ordem
➢ 13-Outros depósitos bancários
➢ 14-Outros instrumentos financeiros

Caso à data do balanço, existam notas de banco e/ou moedas metálicas de curso legal, mas
estrangeiras (diferentes do €) reconhecidas ao câmbio do dia da compra, devem ser convertidos de
acordo com taxa de câmbio à data do balanço, originando diferenças relativamente à taxa de câmbio do
dia da compra que podem ser:

✓ Diferenças de câmbio favoráveis


✓ Diferenças de câmbio desfavoráveis

CONTA 11
Dinheiro em caixa

Nota: Não devem fazer parte do saldo de caixa:

• Cheques pré-datados;
• Selos do correio;
• Vales de caixa.

Cheques disponíveis para depósito:

❖ Devem ser considerados como meios financeiros: 


o Até ao momento que antecede o depósito, é prática registar o seu valor a débito
de uma subconta da classe 1, por exemplo, 118-Cheques para depósito;
o Após o depósito, dever-se-á creditar a referida subconta 118 por débito de 12x -
Depósitos à ordem.
❖ Cheques não disponíveis, de imediato, para depósito (Cheques pré-datados):
o Não devem ser considerados como meios financeiros
o Tratando-se de uma promessa de pagamento recomenda-se que o registo seja
efetuado em “Contas a Receber” (Classe 2)
❖ Vales de caixa:
o Poderão constituir saldo de caixa quando se tratar de adiantamento para gastos de
conta de Entidade.

Movimentação da Conta 11-Caixa:

• DEBITA-SE: Pelas vendas a dinheiro, Pelas prestações de serviços a dinheiro, Pelos


recebimentos de clientes, Pelos levantamentos efetuados em bancos
• CREDITA-SE: Pelos pagamentos efetuados em dinheiro, Pelos depósitos bancários
efetuados.

CONTA 12 - Depósitos à Ordem


Esta conta respeita aos meios financeiros disponíveis em contas à ordem nas instituições
financeiras.

Geralmente apresenta saldo devedor, tratando-se de um ativo corrente; Caso o saldo seja credor,
estamos em presença de um passivo corrente.

Movimentação:
• DEBITA-SE: Pelos depósitos efetuados; Pelas transferências recebidas de clientes; Pelos
empréstimos obtidos; Pelos juros recebidos
• CREDITA-SE: Pelos pagamentos efetuados por cheque; Pelos pagamentos efetuados por
transfª. bancária; Pela amortização de empréstimos; Pelos juros.

Situações a ter em conta:

❖ Conciliação de saldos: Comparação entre o saldo da contabilidade e o do extrato bancário.


❖ Moedas diferentes do euro: Os saldos das contas bancárias expressos em moedas diferentes
do euro devem ser convertidas pela taxa de câmbio da data do balanço.
❖ Apresentação: Os descobertos bancários devem ser registados na subconta 2512, sendo
assim apresentados no balanço (Passivo) como Financiamentos obtidos.

CONTA 13 - Outros depósitos bancários


Esta conta inclui depósitos a prazo e outros depósitos, nomeadamente, os depósitos com aviso
prévio.

• DEBITA-SE: Pela constituição desses depósitos, Pelo reforço desses depósitos


• CREDITA-SE: Pelo resgate total ou parcial desses depósitos

CONTA 14 - Outros instrumentos financeiros


Esta conta inclui todos os instrumentos financeiros que não tenham cabimento nas contas
anteriores e será abordada, no próximo semestre, em contabilidade financeira.

3. CONTRATO DE COMPRA E VENDA


É um contrato através do qual se transmite a propriedade de uma coisa ou direito através de um
preço.

Qualidade,
Quantidade, Época
de entrega, Local de
entrega, Preço,
COMPRADOR VENDEDOR
Pagamento,
Reclamação e
devolução

Fases e documentação do contrato de compra e venda


Encomenda – Tem por objetivo especificar as condições do contrato. O documento de suporte
desta fase, emitido pelo comprador pode ser a nota de encomenda, uma requisição ou uma ordem de
compra.

Entrega – O documento de suporte desta fase é a guia de remessa, emitida pelo vendedor e que
acompanha a mercadoria até ao seu destino. No mercado nacional estão previstas duas modalidades de
entrega:

❖ No armazém do vendedor – em que as despesas e o risco de transporte são por conta


do comprador;
❖ No armazém do comprador – em que as despesas e o risco de transporte são por conta
do vendedor

Liquidação – Esta fase corresponde à emissão documental do contrato. Note-se que embora esta
expressão seja muitas vezes confundida com o pagamento, liquidar uma fatura não é pagá-la, mas sim
determinar o seu valor. Os documentos de suporte são usualmente a fatura, fatura-recibo ou ainda
correções mediante a emissão de notas de débito ou de crédito.

Pagamento (Fluxo financeiro) – Com esta fase encerra-se o contrato de compra e venda. O
comprador paga ao fornecedor e este último poderá emitir o recibo.

Reduções no preço – Descontos


Comerciais – os que derivam ou estão associados à natureza, qualidade e/ou quantidade dos
bens transacionados, tais como: bónus, abatimentos.

Financeiros – Os que derivam de condições específicas de pagamento, podendo ser:

❖ Descontos por antecipação de pagamento – quando o pagamento ocorre antes da data


acordada;
❖ Descontos de pronto pagamento – se o pagamento é efetuado num período
especificado após a receção da fatura.

Classe 3 – INVENTÁRIOS

• Detidos para venda no decurso da atividade empresarial;


• No processo de produção para essa venda;
• Na forma de materiais consumíveis a serem aplicados no processo de produção ou na
prestação de serviços.

Os ativos biológicos (animais e plantas vivos), no âmbito da atividade agrícola, quer consumíveis
no decurso do ciclo normal da atividade, quer de produção ou regeneração. Os produtos agrícolas
colhidos são incluídos nas apropriadas contas de inventários.

NORMA CONTABILÍSTICA E DE RELATO FINANCEIRO 18 – INVENTÁRIOS


Objetivo: prescrever o tratamento para os inventários. Um aspeto primordial na contabilização
dos inventários é a quantia do custo a ser reconhecida como um ativo e a ser escriturada até que os
réditos relacionados sejam reconhecidos.

Mensuração de inventários: Os inventários devem ser mensurados pelo custo ou valor realizável
líquido, dos dois o mais baixo.

Custo dos inventários: O custo dos inventários deve incluir todos os custos de compra, custos de
conversão e outros custos incorridos para colocar os inventários no seu local e na sua condição atuais.

Custos de compra: incluem o preço de compra, direitos de importação e outros impostos (que
não sejam os subsequentemente recuperáveis das entidades fiscais pela entidade) e custos de transporte,
manuseamento e outros custos diretamente atribuíveis à aquisição de bens, de materiais e de serviços.
Os descontos comerciais, abatimentos e outros itens semelhantes devem ser deduzidos na determinação
dos custos de compra.

CONTA 31 – COMPRAS
31-COMPRAS

AQUISIÇÃO DE BENS ARMAZENÁVEIS DESCONTOS E ABATIMENTOS EM COMPRAS

DESPESAS ADICIONAIS DE COMPRA DEVOLUÇÕES DE COMPRAS

TRANSFª DO SALDO PARA A ADEQUADA CONTA DE INVENTÁRIOS


Nota: Esta conta não é uma conta de balanço, é uma conta transitória, daí que o seu saldo deva
ser transferido para a conta respetiva (periódica ou sistematicamente).

CONTA 22 – FORNECEDORES
221 FORNECEDORES (PASSIVO)

Pagamentos Saldo Inicial


Notas de Crédito Faturas referentes à aquisição de inventários e
Transfª para fornecedores a outros bens e serviços
títulos a pagar Notas de débito

CONTA 24 – ESTADO E OUTROS ENTES PÚBLICOS

❖ 2432 - IVA – Dedutível


o 2433 - IVA – Liquidado
o 2434 - IVA – Regularizações 2
▪ 4341 - Mensais (ou trimestrais) a favor da empresa
▪ 24342 - Mensais (ou trimestrais) a favor do Estado

CONTABILIZAÇÃO DA COMPRA DE MERCADORIAS


✓ Compra de mercadorias – A prazo (Fatura) ou a pronto (Fatura-recibo)

311 24321 221 / 11/ 12

A B A+B

Descontos Comerciais

✓ Contemplado na fatura:
31 24321 318 221

A B C A+B-C

Nota: Nesta situação alguns autores optam por contabilizar a fatura pelo seu valor líquido, não
relevando o desconto comercial. Ou seja, registariam o montante A-C na conta compras – mercadorias.

✓ Não contemplado na fatura: Nota de crédito:

318 24342 221

A B A+B

Descontos Financeiros

✓ Normalmente reconhecidos na data do pagamento :


221 24342 782 11/12

A B C A-B-C

Nota: Pode ser reconhecido no ato da compra se for uma compra a pronto.

Devolução de Compras - Nota de crédito


317 24342 221

A B A+B

CONTA 71 - VENDAS
71 – VENDAS

DEVOLUÇÕES

DESC. E ABATIMENTOS VENDAS


TRF. DO SALDO P/A RESULTADOS

Sc ou Snulo

CONTA 21 -CLIENTES
21 -CLIENTES

Saldo inicial Recebimento de clientes


Faturação Notas de crédito relativas a
descontos ou devoluções
Faturação de encargos a
suportar pelo cliente Trf. p/ Tít. a receber ou clientes
de Cob. Duvidosa
Notas de débito corretivas

Sd ou Snulo

✓ Venda de mercadorias – a prazo (Fatura) ou a pronto (Fatura-recibo)

711 24331 211/11/12

A B A+B
Descontos Comerciais
Na fatura:

711 24331 718 211

A B C A+B-C

Em Nota de crédito:

718 24341 211

A B A+B

Descontos Financeiros
Na data do recebimento:

211 24341 682 11/12

A B C A-B-C

NOTA: Pode ser reconhecido no ato da venda se for uma venda a pronto.

Devolução de vendas – Nota de Crédito


717 24341 211

A B A+B

DETERMINAÇÃO DO PREÇO DE VENDA


➢ Margem de lucro sobre o preço de custo:

PV = PC + %PC  PV = PC (1 + % )

➢ Margem de lucro sobre o preço de venda:

PV = PC + PV x %  PV = PC / (1 - %)

PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS
72 — Prestações de serviços

Esta conta respeita aos trabalhos e serviços prestados que sejam próprios dos objetivos ou
finalidades principais da entidade. Poderá integrar os materiais aplicados, no caso de estes não serem
faturados separadamente. A contabilização a efetuar deve basear-se em faturação emitida ou em
documentação externa (caso das comissões obtidas), não deixando de registar os réditos relativamente
aos quais não se tenham ainda recebido os correspondentes comprovantes externos.
ADIANTAMENTOS A FORNECEDORES OU DE CLIENTES
Por adiantamento entende-se a entrega antecipada de uma determinada quantia, suportada
pela emissão de uma fatura (alínea b) do nº1 do artº 29º do CIVA).

Podemos considerar dois tipos de adiantamentos:

a. COM preço previamente fixado – pressupõe que o contrato de compra e venda já está
definido.
b. SEM preço previamente fixado – pressupõe uma entrega/recebimento por conta de
fornecimentos futuros.

Nota: O tratamento em termos de IVA de um adiantamento acompanha o do contrato final


(alínea c) do nº 1 do artigo 8º do CIVA).

ADIANTAMENTOS A FORNECEDORES

a) Com preço previamente fixado

“Adiantamentos por conta de compras Regista as entregas feitas pela entidade, relativas a
compras cujo preço esteja previamente fixado. Pela receção da fatura, estas verbas devem ser
transferidas para a conta 221 - Fornecedores c/c.”

Assim, pelo pagamento do adiantamento (o fornecedor deverá emitir fatura do adiantamento):

391 24321 11/12

A B A+B

Aquando da receção da fatura final teremos dois lançamentos:

1 - Registo da fatura

311 24321 221

A B A+B
C
2 - Anulação/regularização do adiantamento

391 24342 221

A B A+B
C C C

Nota: em consequência destes lançamentos, a conta de fornecedores fica apenas com o saldo
correspondente ao valor que ainda falta pagar.

b) Sem preço previamente fixado

Obedecerá exatamente ao mesmo esquema contabilístico (adiantamento, fatura e anulação) só


que será utilizada a conta 228 - ADIANTAMENTOS A FORNECEDORES e não a conta 39 - Adiantamento por
conta de compras mercadorias.

ADIANTAMENTOS DE CLIENTES
a) Com preço previamente fixado

Pelo recebimento do adiantamento (para o qual deve ser emitida uma fatura):

276 24331 11/12

A B A+B
C C
Pela emissão da fatura final teremos dois lançamentos:

1. Registo da fatura:

711 24331 211

A B A+B
C C
2. Anulação (regularização) do adiantamento:

276 24341 211

A B A+B
C C

b) Sem preço previamente fixado

Obedecerá exatamente ao mesmo esquema contabilístico (adiantamento, fatura e anulação),


sendo agora utilizada a conta 218 - ADIANTAMENTOS DE CLIENTES e não a conta 276 - Adiantamento por
conta de vendas.

EFEITOS NO BALANÇO
BALANÇO

ATIVO

Ativo Corrente

Inventários - Adiantamentos por conta de compra

Outros créditos a receber - Adiantamentos a Fornecedores

PASSIVO
Passivo corrente

Outras dívidas a pagar -Adiantamentos de Clientes

SISTEMA DE INVENTÁRIO INTERMITENTE E PERMANENTE


Inventário Permanente (em qualquer momento do ano):

✓ A conta 31 – compras está saldada;


✓ O saldo da conta de inventário reflete as existências em armazém;
✓ O CMVMC reflete o custo das mercadorias vendidas até à data.

Inventário Intermitente (durante o ano):


✓ A conta 31 – compras represente as compras feitas até à data;
✓ O saldo da conta de inventário reflete as existências do início do ano;
✓ O CMVMC não está apurado.

CMVMC: respeita unicamente as existências adquiridas (compras) e não as existências produzidas


internamente.

1 º Transferência dos saldos Compras e Regularização de Inventários para as contas de Inventários


apropriadas;

2º Apuramento do custo dos inventários vendidos e das matérias consumidas (CMVMC):

CMVMC = COMPRAS LÍQUIDAS (31) +/- REGULARIZAÇÃO DE INVENTÁRIOS (382,383) – VARIAÇOES DE


INVENTÁRIOS (32,33)

Compras líquidas = Compras (31) + Gastos adicionais (315) – Devoluções (317) – Descontos e
Abatimentos (318)

Variação de Inventários = Existência final - Existência inicial

Movimentação contabilística numa empresa comercial:

311 321 – MERCADORIAS 317

E. I
A A’ A’ D’ D’ D

315 318

B B’ B’ E’ E’ E

382 382

C C’ C’ F’ F’ F
C
611

G
S= Existência Final

APURAMENTO DO RESULTADO BRUTO DAS VENDAS (RBV)


Corresponde à diferença entre as vendas líquidas (vendas – devoluções – descontos) e o
CIVMC. Contabilisticamente este é obtido por transferência dos saldos dessas contas para a conta
Resultados.
611 81 – RESULTADOS 711

A A’ A’ C’ C’ C
G G
717

B B’ B’
G G
718
Se o saldo for credor  RBV > 0

D D’ D’ Se o saldo for devedor  RBV < 0


G G

Saldo = RBV

Podemos então concluir que utilizando o SII:

a) A conta 32 Mercadorias só é movimentada periodicamente, correspondendo o seu


saldo ao longo do período, ao valor dos Inventários iniciais desse período;

b) A conta 61 CIVMC, também só é movimentada quando se efetuam os lançamentos


de regularização.

DIÁRIO

É o registo contabilístico segundo uma ordem cronológica, dos atos que modificam ou possam
vir a modificar o património de uma unidade económica.

Dado existirem vários modelos de traçados de diário, adotou-se na presente unidade curricular
o seguinte modelo simplificado: Movimento com duas contas a débito e duas contas a crédito.

4.IMPOSTO SOBRE O VALOR ACRESCENTADO (IVA)


Características do imposto

a) Imposto indireto – incide sobre o consumo de bens e serviços e não sobre o


rendimento.

b) Imposto plurifásico – incide sobre todas as fases do circuito económico.

c) Imposto que garante uma igualdade tributária – uma vez que dois bens com o mesmo
preço final terão o mesmo montante de IVA, independentemente do número de fases porque
tenham passado.

d) Imposto que assenta na compensação nas fronteiras – visto geralmente ser tributado
no país de consumo ou país destino.

e) Imposto com pagamentos fracionários – ao longo de toda a cadeia.

f) Imposto geralmente suportado pelo consumidor final

O IVA incide sobre todas as transmissões de bens e prestações de serviços, incluindo as


importações e as operações intracomunitárias. Os sujeitos passivos de imposto são pessoas singulares ou
coletivas que exerçam atividades de produção, comercialização ou prestação de serviços, ou seja as que
realizam operações tributáveis.

As isenções podem ser:

❖ Simples – Quando o sujeito passivo não líquida o imposto, mas também não tem o
direito a deduzir o imposto suportado (ex. médicos, creches, escolas, etc.).
❖ Completas – Quando o sujeito passivo não líquida o imposto, mas não perde o direito à
dedução (ex. exportadores)

Valor Tributável: É o valor que serve de base ao cálculo do IVA, é sobre este valor que é aplicada
a taxa. Corresponde ao valor da contraprestação obtida ou a obter do destinatário. Por isso é que devem
ser deduzidos todos os descontos e abatimentos.

Obrigações administrativas e contabilísticas


Declarações periódicas

❖ Periodicidade mensal – Entrega da declaração (enviada por transmissão eletrónica de


dados) até ao dia 10 do 2º mês seguinte a que respeita e respetivo pagamento até ao
dia 15. Por exemplo, a declaração de novembro deverá ser enviada até ao dia 10 de
janeiro.
❖ Periodicidade trimestral – Para o sujeitos passivos que apresentam um volume de
negócios anual inferior 650.000 € no ano civil anterior, em que a declaração deverá ser
enviada até ao dia 15 do 2.º mês seguinte ao trimestre. Por exemplo a declaração
correspondente ao 1º Trimestre deverá ser enviada até 15 de maio e respetivo
pagamento até ao dia 20.

Obrigações de Faturação

❖ Nestes artigos encontramos os requisitos a que uma fatura ou documento equivalente


devem obedecer. Nomeadamente que além de serem datados e numerados
sequencialmente, devem identificar os intervenientes, a denominação e quantidade dos
bens, o preço, a taxa a aplicar, o IVA, etc. A fatura deverá ser emitida até ao 5º dia útil
da colocação do bem à disposição do adquirente ou de o serviço ser prestado.

Obrigações contabilísticas

❖ A contabilidade deve ser organizada de forma a possibilitar o conhecimento claro e


inequívoco dos elementos necessários ao cálculo do imposto, bem como 49 permitir o
seu controlo; comportando todos os dados necessários ao preenchimento da
declaração periódica de imposto.

Direito à dedução
Regra Geral os sujeitos passivos podem deduzir o IVA suportado nas aquisições que sejam
utilizadas para a realização de operações sujeitas a imposto e dele não isentas. Ou seja:

 Quem liquida IVA nas operações que realiza, tem o direito a deduzir o IVA que
suportou para que essas mesmas operações pudessem ser realizadas. Atividades sujeitas a IVA.

 Quem realiza operações isentas perde o direito à dedução do IVA; caso das isenções
simples*. Atividades isentas.

 Quem realiza ambos os tipos de operações só poderá deduzir o IVA suportado


parcialmente. Atividades Mistas.

*Já no caso das isenções completas, como os exportadores, embora as operações sejam isentas,
o sujeito passivo mantém o direito à dedução.
Tratamento em termos de iva

No mercado  Transmissão intracomunitária  Operação Isenta


VENDAS intracomunitário

No mercado  Exportação  Operação isenta com países terceiros

No mercado  Aquisição intracomunitária  Operação sujeita intracomunitário


COMPRAS
Mas com direito a dedução
No mercado  Importação  Operação sujeita com países terceiros

O desaparecimento do conceito de importação/exportação no seio da união europeia teve como


consequência o fim de cobrança de IVA nas fronteiras.

Numa aquisição intracomunitária é o próprio sujeito passivo adquirente que tem a obrigação de
liquidar o IVA, tendo também direito a deduzi-lo simultaneamente. Mercado Nacional Zona Euro Mercado
Intracomunitário Países Terceiros.

Já numa importação, o IVA é liquidado pela alfândega, tendo o sujeito passivo também o direito
à dedução.

Esquema do Apuramento do Iva


2432 IVA – DEDUTÍVEL 2435 IVA – APURAMENTO 2433 IVA - LIQUIDADO

IVA suportado IVA liquidado


e dedutível no no período
período

24341 M. a Fav da Empresa 24342 M. a Fav do Estado

IVA a regularizar IVA a regularizar


no período a no período a
favor da empresa favor da Estado

2437 IVA – A recuperar

IVA a recuperar
de períodos
anteriores

Saldo Devedor  A favor da Empresa


Saldo Credor  A favor do Estado
Se o saldo for devedor procede-se à sua transferência para a conta IVA – A recuperar.

2437 IVA – A RECUPERAR 2435 IVA – APURAMENTO

Se o saldo for credor procede-se à sua transferência para a conta IVA - A pagar

2435 IVA – APURAMENTO 2436 IVA – A PAGAR

Havendo IVA a recuperar existem duas possibilidades:

a) Reporte para o período seguinte – Isto é, irá ser deduzido nos períodos seguintes,
transferindo-se o seu saldo para a conta IVA apuramento quando se fizer o próximo apuramento.
É a regra geral.

b) Pedido de reembolso – Só poderá ser requerido se observados determinados


requisitos, nomeadamente quando esta situação persistir ao longo de doze meses ou antes desse
período se atingir montantes elevados (superior a €3.000)

2438 IVA – REEMBOLSOS PEDIDOS 2437 IVA – A RECUPERAR

Depois de exercida esta opção esta conta só será movimentada (saldada) quando se receber a
respetiva quantia de dinheiro.

5.FORNECIMENTOS E SERVIÇOS EXTERNOS (FSE)


Conta 62
Esta conta será movimentada a débito pelos gastos relativos à aquisição de bens de consumo
imediato e de serviços prestados por terceiros. Será movimentada a crédito, aquando do apuramento dos
resultados, pela transferência do respetivo saldo.

Registo contabilístico de algumas das operações relativas a FSE


- Pelo registo relativo a gastos suportados com eletricidade, água e comunicação.

Exemplo genérico:

Eletricidade/ água/ Comunicação EOEP iva dedutível 12/22

A B A+B

- Pelo registo relativo a gastos de representação


Exemplo: Fatura-recibo n.º X, no valor de € 242,00, relativa a gastos com o alojamento do cliente
Y. Este cliente foi convidado a assistir a uma apresentação dos nossos novos produtos. (IVA não dedutível
conforme CIVA)

6266 – DESPESAS DE REPRESENTAÇÃO 11 – CAIXA

242,00 242,00

-Pelo registo relativo a gastos suportados com combustíveis

Exercício: Fatura-recibo n.º X referente ao consumo de combustíveis:

• Gasolina – € 242,00 (IVA incluído à taxa normal - não dedutível)

• Gasóleo – € 1 230,00 (IVA incluído à taxa normal – dedutível em 50%)

6242-COMBUSTÍVEIS (gasóleo) 24323 IVA DEDUTÍVEL OBS 11

1.115,00 115,00 1.230,00

6242 – COMBUSTÍVEIS (gasolina) 11

242,00 242,00

- Pelo registo relativo ao transporte de mercadorias vendidas a clientes/terceiros

• Se o valor do transporte for suportado pela empresa;

6253 – Transporte de Mercadorias 2423 Iva Dedutível OBS 12/221

100,00 23,00 123,00

Se o valor do transporte for suportado pelo cliente/terceiro, posteriormente, esse valor será
debitado ao cliente.

Retomando o exemplo anterior, débito do cliente através de uma fatura:

211 24331 Iva liquidado 7816 Outros rendimentos suplementares

123 23 100

6. PAGAMENTOS DE RENDIMENTOS COM RETENÇÕES NA FONTE EM SEDE DE IRS/IRC


No pagamento de rendimentos do trabalho e pensões, todas as entidades devem proceder à
“Retenção de impostos sobre rendimentos”.

Na contabilidade, a conta “242 - Retenção de impostos sobre rendimentos” será movimentada a


crédito pelo imposto que tenha sido retido e debitada quando se proceder à sua entrega ao Estado.
Subdivisão:

✓ 2421 Trabalho dependente


✓ 2422 Trabalho independente
✓ 2423 Capitais
✓ 2424 Prediais
✓ 2429 Sobre outros rendimentos

Estas subcontas ainda poderão ser subdivididas pela natureza do imposto (IRS/IRC) e também de
acordo com as taxas aplicadas.

Algumas situações sujeitas a retenção:

RENDAS
As rendas de imóveis, regra geral, estão isentas de IVA, no entanto como rendimentos da categoria F
estão sujeitos a retenção na fonte à taxa de 25%.

Exemplo: Pagamento da renda das instalações relativa ao mês X, através do cheque n.º XXXX sobre o
BB no valor de € 750,00. Retenção na fonte (IRS) à taxa de 25,0%.

6261 – RENDAS E ALUGUERES 2424 EOEP 12

1000,00 250,00 750,00

HONORÁRIOS
As prestações de serviços estão geralmente sujeitas a IVA e a retenção na fonte à taxa de 25%.

- Pelo registo (Diário Geral) relativo a honorários

Exemplo: Cheque n.º YYY sobre o BA, no valor de € 980,00 para pagamento de honorários ao
contabilista. Retenção na fonte (IRS) à taxa de 25%; IVA à taxa de 23%.

6224 – HONORÁRIOS 2422T TRAB. INDEPENDENTE 24323 OUTROS BENS E SERVIÇOS 12

1000 980
250 230

7. PROCESSAMENTO DAS REMUNERAÇÕES

• 63 - Gastos com pessoal


Rendimento
o 631 - Remunerações dos órgãos sociais (Administração)
Bruto + Subsídio
o 632 - Remunerações do pessoal (Restantes trabalhadores)
Alimentação

• 242 - Retenção de impostos sobre rendimentos


o 2421 - Retenção de impostos sobre rendimentos - Trabalho dependente

IRS (TAXA*REM.BRUTA)

Taxa vai-se buscar às tabelas de retenção,


de acordo como a situação familiar.
• 245 - Contribuições para a segurança social (duas origens)
✓ É resultante de uma retenção efetuada à remuneração do trabalhador sendo, por
isso, por ele suportada (TSU-11%);
✓ A entidade patronal é obrigada a fazer contribuições a favor dos trabalhadores
(Encargos Patronais- 23,75%).

635 - Encargos sobre remunerações

NOTA: Pagar até dia 20 de cada mês.

• Sindicatos

Por solicitação de cada funcionário individualmente, uma entidade deverá reter uma
importância para pagamento das respetivas quotas de sindicato. Para o efeito, poderá criar-se
na conta “278 - Outros devedores e credores” uma subconta para sindicatos, que será registada
a crédito pelos descontos efetuados às remunerações dos trabalhadores respeitantes à
quotização da sua filiação sindical. Esta filiação do trabalhador é facultativa.

• 23 - Pessoal
o 231 - Remunerações a pagar
▪ 2311 - Aos órgãos sociais
▪ 2312 - Ao pessoal

O movimento destas contas insere-se no seguinte esquema normalizado:


1.ª Fase - pelo processamento dos ordenados, salários e outras remunerações, dentro do mês a
que respeitem:

2311 AOS ORGÃOS SOCIAIS 2312 AO PESSOAL 2421 TRABALHO DEPENDENTE

A B C

245 CONTRIB. SEGURANÇA SOCIAL 278 OUTROS DEVEDORES E CREDORES 2321 ADIANT. AOS ORGÃOS SOCIAIS

D E F

2322 AO PESSOAL* 6311 REM. DOS ORGÃOS SOCIAIS / 632 REM. DO PESSOA

G A+B+C+D+E+F+G
* Quando por qualquer motivo as entidades adiantam dinheiro aos trabalhadores, por conta de
remunerações ou despesas futuras, procede-se à sua regularização no processamento das remunerações.

2.ª Fase - pelo processamento dos encargos sobre remunerações (parte patronal), dentro do mês
a que respeitem:

245 CONTRIB. PARA A SEGURANÇA SOCIAL 635 ENCARGOS SOBRE REMUNERAÇÕES

A A

3.ª Fase – Pelos pagamentos aos órgãos sociais e pessoal e às outras entidades :

11/12 2311 Aos órgãos sociais 2312 Ao pessoal 2421 Trabalho dependente

A+B+C+D A (final mês) B (dia 20 do


mês seguinte)

245 Contrib. para a segurança social 278 Outros devedores e credores

C (dia 20 do D (final do
mês seguinte) mês seguinte)

• Outros encargos com o pessoal


O Fundo de Compensação do Trabalho (FCT) é um fundo autónomo, com personalidade jurídica e
financiado pelas entidades empregadoras, sendo a entidade gestora o Instituto de Gestão de Fundos de
Capitalização da Segurança Social, I.P. O FCT é um fundo de capitalização individual destinado ao
pagamento parcial (até 50%) da compensação por cessação do contrato de trabalho dos seus
trabalhadores.

O FGCT é um fundo de natureza mutualista, que visa garantir o valor necessário à cobertura de
metade do valor da compensação por cessação do contrato de trabalho, subtraindo o valor já pago pelo
empregador ao trabalhador.

As entregas a efetuar pelas entidades empregadoras para o FCT correspondem a 0,925% e ao FGCT
correspondem a 0,075%, ambas sobre a retribuição base e diuturnidades por cada trabalhador abrangido.
Assim, o valor da entrega da entidade empregadora corresponde na totalidade a 1%, sendo repartido do
seguinte modo:

- 0,075% para o FGCT;

- 0,925% para o FCT.

Contabilização:

Sugestão do plano de contas a movimentar:

✓ 12x – Depósitos à ordem;


✓ 248x – Outras tributações – FCT e FGCT a pagar;
✓ 415x – Outros investimentos financeiros – FCT;
✓ 635x – Encargos sobre remunerações – FGCT;

Recomenda-se a subdivisão da conta “415x – Outros investimentos financeiros FCT”, por contas
de movimento de cada trabalhador. Desta forma, é possível proceder a uma conferência contabilística
rápida, dos valores individualizados entregues ao FCT.

NOTA: Fundo de Compensação do Trabalho (FCT) e o Fundo de Garantia de


Compensação do Trabalho (FGCT).
Lançamentos contabilísticos aquando do processamento salarial

❖ Pelo processamento do salário:

415X-FCT 635X-FGCT 248X-FCT+FGCT

A B A+B

❖ Pelo pagamento dos fundos:

248 – FCT+FGCT 12X - BANCOX

A+B A+B

8. SISTEMA DE INVENTÁRIO PERMANENTE (SIP)


Neste sistema é possível determinar em qualquer momento o valor das existências em armazém
e apurar o RBV recorrendo à informação disponibilizada pela contabilidade, isto porque:

a) Cada compra (em sentido amplo) dá lugar a dois registos contabilísticos; um pelo
registo do documento (fatura) e outro pela transferência da conta compras utilizada
(31...) para a respetiva conta de inventários (32…).
b) Cada operação de venda dá também origem a dois lançamentos; um pelo registo
do documento de venda (fatura - ao preço de venda) e outro pela saída de armazém
(conta 32…) das mercadorias vendidas (ao custo de aquisição) para a respetiva
conta de custo dessas mesmas mercadorias (61…).

31-COMPRAS 32-MERCADORIAS 611-CMVMC-MERCADORIAS


Ex. Inicial
X X X X X
Transf. das Compras Custo da venda

22-FORNECEDORES 71-VENDAS 21-CLIENTES

X Y Y
Também o procedimento a adotar relativamente a quebras, sobras ou ofertas origina dois
lançamentos; o registo desse acontecimento e a transferência da conta de regularizações (38…) para a
conta de inventários apropriada (32…). Podemos então concluir que numa empresa comercial que adopta
o SIP:

1. O saldo da conta “32 – Mercadorias” representa em qualquer momento o valor das


mercadorias em armazém;

2. A conta “611 – CMVMC – Mercadorias” reflete o custo das mercadorias vendidas até essa data;

3. O RBV pode ser determinado em qualquer momento pela diferença entre a conta “71 –
Vendas” e a “61-CMVMC”;

4. A conta “31-Compras” apresenta-se saldada (geralmente).

Guia de entrada/saída – são documentos internos que suportam os registos das entradas e saídas
dos armazéns e consequentemente das contas de inventários.

Podemos concluir que a diferença existente entre o SII e o SIP é a frequência com que se operam
as transferências da conta compras (31…) e regularização de inventários (38…), bem como o registo do
CMVMC (61…); em SIP esses registos são realizados sempre que ocorrem movimentações nas contas de
inventários, enquanto no SII só se realizam no fim de cada período determinado (anual, trimestral,
mensal, etc).

CRITÉRIOS DE MENSURAÇÃO
❖ Mensuração dos inventários

Custos de compra = valor da compra + gastos adicionais – descontos comerciais

Uma vez que em SIP se tem de proceder ao registo da entrada em armazém da mercadoria,
precisamos de um documento auxiliar que permita o cálculo do custo de aquisição, que é designado por
folha de custeio e que pode ter o seguinte formato:

NOTA: O critério LIFO (custo cronológico inverso) em que a valorização das saídas é feita pelo custo mais
recente (last in first out), estando consequentemente os inventários em armazém valorizados aos custos
mais antigos, não é aceite pelo SNC.

EXEMPLO

Considere que uma empresa iniciou a sua atividade este mês e que até agora realizou as
seguintes operações com a mercadoria M:

• Dia 1 – Compra a F1 – 1.000 u.f.  2,00 = 2.000 L1


• Dia 2 – Compra a F2 – 2.500 u.f.  2,50 = 6.250 L2
• Dia 3 – Compra a F3 – 500 u.f.  2,70 = 1.350 L3

No dia 7 vende 500 uf da mercadoria comprada a F2, por 1.600. Determine a valorização das saídas
e o RBV para os três métodos.

Independentemente do critério valorimétrico adotado é necessário que a empresa disponha de


um elemento auxiliar que lhe permita valorizar as saídas e as existências em armazém, que é a ficha de
armazém.

Para estas empresas a adoção do SIP não será uma obrigação, mas sim uma opção.

CONTABILIZAÇÃO DAS DEVOLUÇÕES EM SIP

Devolução de clientes:

Também a devolução irá originar em SIP dois registos; um pela nota de crédito e outro
pela entrada em armazém da mercadoria devolvida:
Pela nota de crédito:

717 DEVOLUÇÕES DE VENDAS 211 CLIENTES C/C

X X

Pela guia de entrada:

32 MERCADORIAS 611 CMVMC MERCADORIAS

Y Y
Critério para valorizar a mercadoria devolvida:

Recriar a situação que existiria, caso as unidades devolvidas nunca tivessem sido vendidas.

Devolução a fornecedores:

A devolução deverá ser valorizada pelo valor que lhe tinha sido atribuído, mas em FIFO esse lote
pode já não existir. Consideremos então as seguintes hipóteses:

1. O lote em questão ainda consta na ficha de armazém e não existem despesas adicionais. O
critério adotado é o de imputar a devolução a esse lote.

2. O lote em questão ainda consta na ficha de armazém, mas existem despesas adicionais.
Nesta situação existirá sempre uma diferença entre a nota de crédito e o valor da mercadoria
devolvida, uma vez que a mercadoria deu entrada pelo custo. Retomando o exemplo
anterior considere-se que no valor do lote (170) estão incluídos 20 euros de despesas de
transporte. Considerando que o fornecedor não vai ressarcir a empresa dos custos com o
transporte, a contabilização deverá ser feita da seguinte forma:

Pela nota de crédito:

317 DEVOLUÇÕES DE COMPRAS 221 FORNECEDORES C/C

75 75

Pela guia de saída:

32 MERCADORIAS 317 DEVOLUÇÕES DE COMPRAS 611 CMVMC MERCADORIAS

85 75 10

3. O lote em questão já não consta na ficha de armazém. Neste caso a valorização da saída da
mercadoria será feita de acordo com o critério valorimétrico adotado, isto é, utilizando o
custo unitário que estiver em vigor na data de devolução e qualquer diferença (positiva ou
negativa) entre a nota de crédito e o valor da saída será compensada pela conta “61
CMVMC”.
Considerando que não existem despesas adicionais, a contabilização seria:

Pela nota de crédito:

317 DEVOLUÇÕES DE COMPRAS 221 FORNECEDORES C/C

85 85

Pela guia de saída:

32 MERCADORIAS 317 DEVOLUÇÕES DE COMPRAS 61 CMVMC MERCADORIAS

100 85 15

Critério para valorizar a entrada em armazém:

Recriar a situação que existiria, caso as unidades devolvidas nunca tivessem sido vendidas.

Devolução a fornecedores:

Pela nota de crédito:


317 DEVOLUÇÕES DE COMPRAS 221 FORNECEDORES C/C

X1 X1

Pela guia de saída:

32 MERCADORIAS 317 DEVOLUÇÕES DE COMPRAS 61 CMVMC MERCADORIAS

X1+X2=X X1 X2
Critério para valorizar a saída do armazém

Se possível fazer a imputação ao lote específico; se esse lote já não existir aplicar o critério
adotado; e qualquer diferença entre a nota de crédito e a saída de armazém é compensada na “61 –
CMVMC.

9. RECLASSIFICAÇÃO E REGULARIZAÇÃO DE INVENTÁRIOS E ATIVOS BIOLÓGICOS

Esta conta serve para registar factos patrimoniais com repercussões nos inventários que não
estejam relacionados com compras ou vendas.

NOTA: Esta conta, à semelhança da conta compras, é uma conta provisória e não de balanço, devendo
apresentar-se saldada no fim do ano.

Contabilização de quebras e sobras de inventários

1. a) No caso de quebras:
68 – OUTROS GASTOS/ 6842 - QUEBRAS 382- MERCADORIAS

A A
X1 X1
b)No caso de sobras:

382- MERCADORIAS 78 – OUTROS RENDIMENTOS/ 7842 - SOBRAS

A A

X1 X1
2. a) Sinistro não coberto pelo seguro:

68 – OUTROS GASTOS/ 6841 – SINISTROS 382- MERCADORIAS

A A
X1 X1
b)Sinistro coberto pelo seguro:

Teremos de comparar o valor da indemnização (I) com o valor da mercadoria (VM):


A – valor da mercadoria sinistrada

B – valor da indemnização a receber

C – Recebimento da indemnização

3. a) Ofertas de terceiros (ex. fornecedores)  Regularização positiva

382- MERCADORIAS 784x – OFERTAS E AMOSTRAS DE INVENTÁRIOS

A A

X1 da mercadoria
A – Valor
X1

b)Ofertas a terceiros (ex. clientes)  Regularização negativa

6812 – IMPOSTOS INDIRETOS 24332 -AUTOCONSUMOS E OP. GRATUITAS

B B
X1 X1

B – Valor do IVA

4. Contabilização de transferências entre contas de existências

Numa empresa, pode acontecer que um bem tanto possa ser comercializado como incorporado
na produção, podendo consequentemente ser classificado como mercadoria ou como matéria-prima. A
transferência deverá ser realizada da seguinte forma:

382- MERCADORIAS 383 – MATÉRIAS-PRIMAS

A B B A
X1 X1 X1 X1

A – Transferência de matérias-primas para mercadorias

B – Transferência de mercadorias para matérias-primas

5. Contabilização de transferências entre contas de mercadorias e de ativos fixos tangíveis

As situações que acabamos de descrever podem também ocorrer relativamente aos


investimentos.

382- MERCADORIAS 43-ATIVOS FIXOS TANGÍVEIS

A B B A
X1 X1 X1 X1
A – Transferência de ativos fixos tangíveis para mercadorias

B - Transferência de mercadorias para ativos fixos tangíveis

5. Contabilização de beneficiação de mercadorias usadas


É normal em algumas atividades adquirir bens em estado de uso, que depois de serem reparados
ou reconstruídos são vendidos (ex. automóveis). Nesta situação, 22 o valor pelo qual foi registado o bem
(custo de aquisição) já não reflete o seu real valor e deverá ser ajustado.

382- MERCADORIAS 74 - Trabalhos para a própria entidade/74x - Mercadorias usadas

A A

X1 X1

10 - TÍTULOS DE CRÉDITO
LETRA

É o título de crédito utilizado nos contratos de compra e venda.

A letra é um documento através do qual uma determinada pessoa ou entidade (o sacador)


ordena a outrem (o sacado) o pagamento de uma certa importância (valor nominal da letra), a si ou a
outra pessoa ou entidade (o tomador), numa determinada data (vencimento). A letra rege-se pela Lei
uniforme relativa a letras e livranças.

NOTA: neste documento, o sacador é o credor e o sacado o devedor, sendo o tomador um terceiro a favor
de quem o sacador poderá dar a ordem de pagamento, quando não emite a letra à sua ordem.

Operações:

❖ A – O saque: é a ordem de pagamento, corresponde à emissão da própria letra.


❖ B – O aceite: é dado pelo sacado, através do qual assume a obrigação de pagar a letra,
ao seu portador, na data do seu vencimento. Esta declaração de responsabilidade
efetiva-se com a assinatura do sacado na face da letra, passando este a designar-se por
aceitante.
❖ C – O endosso: consiste na transmissão da letra a outrem pelo tomador ou portador (se
a letra já tiver sido endossada). Quem transmite a letra designa-se por endossante e
quem a recebe por endossado.
❖ D – O desconto: operação feita em bancos comerciais, consiste na realização antecipada
do valor nominal (isto é, antes da data do seu vencimento), através de empréstimo
bancário, deduzido dos juros (correspondentes ao período de antecipação) e respetivos
encargos. Uma das vantagens da letra, para o credor, é precisamente o de possibilitar a
realização de meios líquidos através desta operação.
❖ E – A reforma: consiste na substituição de uma letra, antes da data do seu vencimento,
por outra ou outras, com vencimento posterior. Pode ser total ou parcial:
o Total – situação pouco frequente, em que o aceitante não paga nada no ato da
reforma, substituindo a letra antiga por outra(s) do mesmo valor, mas com data
de vencimento diferente.
o Parcial – Se paga uma parte no ato da reforma, aceitando letra(s) nova(s) pelo
remanescente.
❖ F – O recâmbio: consiste na devolução da letra ao sacador/portador, quando é
descontada ou enviada para cobrança e na data do seu vencimento não é paga.
LIVRANÇA

É também um título de crédito. A livrança é um documento pelo qual o devedor (subscritor) se


compromete a pagar ao credor (beneficiário ou portador) ou à sua ordem, determinada quantia, numa
determinada data. São normais nas instituições de crédito e servem para titular o empréstimo. Note-se
que enquanto na letra está subjacente uma ordem de pagamento, na livrança está subjacente uma
promessa de pagamento. Por isso mesmo a 1ª é emitida pelo credor enquanto a 2ª é emitida pelo
devedor.

CONTABILIZAÇÃO DAS OPERAÇÕES COM LETRAS

I – Saque: representando por Vn o valor nominal da letra

212x - Clientes títulos a receber 211x - Clientes C/C

Vn Vn

X1 X1
II – Após o saque poderá ocorrer uma das seguintes situações:

1) Manter a letra em “carteira” até à data do seu vencimento receber nessa data o seu
valor

11x -Caixa/12x Depósitos à ordem 212 - Clientes títulos a receber

Vn Vn

X1 X1

2) Endossar a letra a um credor (ex.: um fornecedor)


a. Na data do endosso:

221 - Fornecedores C/C 214 - Clientes – títulos endossados

Vn Vn
X1 X1
Na data do vencimento, se o cliente tiver pago a letra ao nosso fornecedor, regularizam-se as
duas contas de títulos (Déb. - 214; Créd. - 212).

Se o fornecedor devolver a letra, por esta não ter sido paga, volta-se a reconhecer a dívida:

211 - Clientes C/C 221 - Fornecedores C/C

Vn Vn

X1 X1

E regularizam-se as duas contas de títulos (Déb. - 214; Créd. - 212).

3) Descontar a letra – representando por X o valor dos juros e encargos


12x -Dep. à ordem 69112 -Desconto de títulos 213 -Títulos descontado

Vn-X X Vn
X1 X1 X1

Na data do vencimento, se o cliente tiver pago a letra ao Banco, regularizam-se as duas contas
de títulos (Déb. - 213; Créd. - 212).

Se o cliente não pagar terá de se registar o recâmbio da letra, voltando a reconhecer a dívida do
cliente:

12x-Depósitos à ordem 6227- Serviços bancários 211- Clientes C/C

Vn+X X Vn

X1 X1 X1
E regularizam-se as duas contas de títulos (Déb. - 213; Créd. - 212).

Pela fatura ao cliente pelas despesas de recâmbio:

211 -Clientes C/C 7981- Reversão de serviços bancários

E E
X1 X1
III Reforma de uma letra que se encontra em carteira:

1) Saque da nova letra e amortização parcial – Representando por A o valor da


amortização e por Vn’ o valor de Vn - A

211 -Clientes C/C 212 -Clientes títulos a receber 12x -Dep. à ordem

Vn’ ou Vn’ ou A
Vn+E Vn+E

Se a reforma for total não existe amortização e o valor da nova letra será idêntica à primeira,
acrescida ou não dos encargos.

2) Fatura pelos encargos: normalmente as despesas com a reforma (como juros pelo
diferimento do prazo de pagamento) são faturadas (debitadas) ao cliente podendo ou não o valor
da nova letra contemplar esse valor.

211 - Clientes C/C 798x-Outros rendimentos similares

E E

X1 X1
3) Anulação da letra a reformar – Na data do seu vencimento.

211- Clientes C/C 212- Clientes títulos a receber

Vn Vn
X1 X1

IV Reforma de uma letra apresentada a desconto:

1) Saque da nova letra e amortização parcial

211 -Clientes C/C 212 -Clientes títulos a receber 11x- Caixa/12x Dep. à ordem

Vn Vn’ A
X1 X1 X1
2) Pelo recâmbio – Aviso de débito do banco, representando por X as despesas com o
recâmbio

12x-Depósitos à ordem 6227 -Serviços bancários 211 -Clientes C/C

Vn+X X Vn
X1 X1 X1
E regularizam-se as duas contas de títulos (Déb. - 213; Créd. - 212).

NOTA: Como já sabemos estas despesas poderão ser debitadas ao cliente através da emissão de fatura.

V Quando a letra não é reformada, mas também não é paga na data do seu vencimento, deverá
transferir-se o seu valor novamente para a conta corrente (Déb. - 211; Créd. - 212).

APRESENTAÇÃO NO BALANÇO DE LETRAS DESCONTADAS E ENDOSSADAS

Deverão ser apresentadas no passivo, mais concretamente na rubrica “Financiamentos obtidos”,


isto porque de acordo com o SNC se a transferência não resultar num desreconhecimento, uma vez que
a entidade reteve 31 significativamente os riscos e benefícios de posse do ativo transferido, a entidade
deve continuar a reconhecer o ativo transferido de forma integral e deverá reconhecer um passivo
financeiro pela retribuição recebida (§33 da NCRF 27 - Instrumentos financeiros).

Contabilização por parte do aceitante

I – Aceite:

221- Fornecedores C/C 222 - Fornecedores títulos a pagar

Vn Vn
X1 X1
II – Pagamento:

222 -Fornecedores títulos a pagar 11x- Caixa / 12x -Depósitos à ordem

Vn Vn
X1 X1
III Reforma:

1) Aceite da nova letra e amortização parcial, contemplando a possibilidade de os


encargos estarem ou não incluídos no valor da nova letra:

2) Pela fatura relativamente aos encargos com a reforma:

3) Anulação da letra a reformar – Na data do seu vencimento:


CONTABILIZAÇÃO DAS OPERAÇÕES COM LIVRANÇAS

11 - VARIAÇÕES CAMBIAIS - TRATAMENTO CONTABILÍSTICO


DEFINIÇÕES

❖ Diferença de Câmbio: é a diferença resultante da transposição de um determinado número de


unidades de uma moeda para outra moeda a diferentes taxas de câmbio;
❖ Itens Monetários: são unidades monetárias detidas e activos e passivos a receber ou a pagar num
número fixado ou determinável de unidades monetárias;
❖ Moeda Estrangeira: é uma moeda que não seja a moeda funcional da entidade;
❖ Moeda Funcional: é a moeda do ambiente económico principal no qual a entidade opera;
❖ Taxa de Câmbio: é o rácio de troca de duas moedas;
❖ Taxa de Câmbio à Vista: é a taxa de câmbio para a entrega imediata de moeda;
❖ Taxa de Fecho: é a taxa de câmbio à vista à data do Balanço.

Itens Monetários

A caraterística essencial de um item monetário é a existência de um direito de receber (ou uma


obrigação de entregar) um número fixo ou determinável de unidades monetárias.

Exemplos:

✓ Pensões e outros benefícios de empregados a serem pagos em numerário;


✓ Provisões que devem ser liquidadas em numerário;
✓ Dividendos em numerário que sejam reconhecidos como um passivo;
✓ Um contrato para receber (ou entregar) um número variável dos instrumentos de
capital próprio da entidade ou uma quantidade variável de ativos dos quais o justo valor
a receber (ou a entregar) equivale a um número fixo ou determinável de unidades
monetárias é um item monetário.

RECONHECIMENTO INICIAL

Uma transação em moeda estrangeira é uma transação que seja denominada ou exija liquidação
numa moeda estrangeira, incluindo transações que resultem de quando uma entidade:

a) Compra ou vende bens ou serviços cujo preço seja denominado numa moeda
estrangeira;

b) Pede emprestado ou empresta fundos quando as quantias a pagar ou a receber sejam


estabelecidas numa moeda estrangeira; ou

c) Por qualquer forma adquire ou aliena ativos, incorre ou liquida passivos, denominados
numa moeda estrangeira.

Uma transação em moeda estrangeira deve ser registada, no momento do reconhecimento


inicial na moeda funcional, pela aplicação à quantia de moeda estrangeira da taxa de câmbio entre a
moeda funcional e a moeda estrangeira à data da transação.

A data de uma transação é a data na qual a transação se qualifica inicialmente para


reconhecimento de acordo com as Normas Contabilísticas e de Relato Financeiro

RECONHECIMENTO DAS DIFERENÇAS DE CÂMBIO

As diferenças de câmbio resultantes da liquidação de itens monetários ou do relato de itens


monetários de uma empresa a taxas diferentes das que foram inicialmente registadas durante o período,
ou relatadas em demonstrações financeiras anteriores devem ser reconhecidas nos resultados do período
em que ocorram.

Quando itens monetários resultam de uma transação em moeda estrangeira e ocorre uma
alteração na taxa de câmbio, entre a data da transação e a data da liquidação, o resultado é uma diferença
de câmbio.

Quando a transação é liquidada dentro do mesmo período contabilístico em que ocorreu, toda a
diferença de câmbio é reconhecida nesse período. Porém, quando a transação é liquidada num período
contabilístico subsequente, a diferença de câmbio reconhecida em cada período até à data de liquidação
é determinada pela alteração nas taxas de câmbio durante cada período.

A repartição da diferença de câmbio por diferentes períodos contabilísticos é conseguida através


da transposição, à data de cada Balanço, para a taxa de fecho.

TRATAMENTO CONTABILÍSTICO DAS VARIAÇÕES CAMBIAIS

-Se a diferença, resultante da atividade corrente da empresa, como recebimentos/pagamentos


de créditos/débitos for favorável deverá ser registada a crédito na subconta 7887 – Diferenças de câmbio
favoráveis;

- Se for desfavorável será registada a débito na subconta 6887 – Diferenças de câmbio


desfavoráveis

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