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Crino Isced Mat Aplicada

Muitas vezes estudamos a Matemática de forma muito superficial, apenas por meio de transformações algébricas aparentemente sem significado para a vida. Encontre aqui uma das maneiras de como se pode usar os conhecimentos matemáticos para a resolução de problemas concretos.

Enviado por

Jacinto Faustino
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Crino Isced Mat Aplicada

Muitas vezes estudamos a Matemática de forma muito superficial, apenas por meio de transformações algébricas aparentemente sem significado para a vida. Encontre aqui uma das maneiras de como se pode usar os conhecimentos matemáticos para a resolução de problemas concretos.

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Índice

INTRODUÇÃO .......................................................................................................................... 3

PARTE-II: EXERCÍCIOS DE MATEMÁTICA APLICADA .................................................. 4

A. NÚMEROS REAIS ............................................................................................................... 4

A.1. Estudo dos voluntários que trabalhavam num certo bairro da cidade de Beira após ......... 4

A.2. Estudo da distribuição de alunos dum Centro de Recurso de ISCED ................................ 5

A.3. Estudo das perdas dos habitantes dum distrito da província de Cabo Delgado que ........... 6

B. REPRESENTAÇÃO GRÁFICA ........................................................................................... 7

B.4. Equação da recta que passa pela origem e perpendicular a outra ....................................... 7

C. FUNÇÕES ............................................................................................................................. 7

C.5. Estudo do comportamento do ar seco através da sua temperatura e altitude ...................... 7

D. TIPOS DE ESPECIAIS DE FUNÇÕES ............................................................................... 8

D.6. O período e o contradomínio de f (x) = 3cos(2x) ............................................................... 8

E. LIMITES E CONTINUIDADE ............................................................................................. 9

E.7. Cálculo de limites................................................................................................................ 9

F. CÁLCULO DIFERENCIAL .................................................................................................. 9

F.8. Determinação do ponto máximo de uma função ................................................................. 9

CONCLUSÃO .......................................................................................................................... 10

BIBLIOGRAFIA ...................................................................................................................... 11

ii
INTRODUÇÃO
O presente trabalho da cadeira de Matemática Aplicada fala sobre:
 Números reais;
 Representação gráfica;
 Funções;
 Tipos de especiais de funções;
 Limites e continuidade, e;
 Cálculo diferencial;

O trabalho tem como objectivos:


 Geral: compreender a matemática aplicada, concretamente conjuntos, funções, limites
e derivadas.
 Específicos:
 Aplicar conjuntos ma resolução de problemas concretos.
 Representar uma função através de gráfico e expressão analítica.
 Determinar o período e contradomínio de uma função trigonométrica.
 Levantar indeterminações do tipo 0/0 no cálculo de limites de funções.
 Aplicar as derivadas na resolução de problemas concretos.

A metodologia usada na aquisição do conteúdo deste trabalho e elaboração do mesmo foi a


revisão bibliográfica. Estruturalmente, o trabalho comporta-se em capa, índice, esta
introdução, desenvolvimento, conclusão e bibliografia.

3
PARTE-II: EXERCÍCIOS DE MATEMÁTICA APLICADA
A. NÚMEROS REAIS
A.1. Estudo dos voluntários que trabalhavam num certo bairro da cidade de Beira após
o ciclone Idai
Dados:
⋕ 𝑀 = 120; ⋕ 𝑇 = 130; ⋕ 𝑁 = 80; ⋕ (𝑀 ∩ 𝑇) = 60; ⋕ (𝑀 ∩ 𝑁) = 50; ⋕ (𝑇 ∩ 𝑁) = 40;
⋕ (𝑀 ∩ 𝑇 ∩ 𝑁) = 20
Onde:

M – voluntários que trabalhavam de Manhã.


T – voluntários que trabalhavam a Tarde.
N – voluntários que trabalhavam a Noite.
Pedido:
a) ⋕ (𝑀 ∩ 𝑇) ∪ (𝑀 ∩ 𝑁) ∪ (𝑇 ∩ 𝑁) = ?
b) ⋕ 𝑈 =⋕ (𝑀 ∪ 𝑇 ∪ 𝑁) = ?
c) ⋕ 𝑇̅ = ?
d) ⋕ só M = ?

Resolução:
A situação acima pode ser descrita pelo seguinte diagrama de Venn

Assim:
a) ⋕ (𝑀 ∩ 𝑇) ∪ (𝑀 ∩ 𝑁) ∪ (𝑇 ∩ 𝑁) =
= ⋕ (𝑀 ∩ 𝑇)+⋕ (𝑀 ∩ 𝑁)+⋕ (𝑇 ∩ 𝑁) − 3 ∙⋕ (𝑀 ∩ 𝑇 ∩ 𝑁) =
4
= 60 + 50 + 40 − 3 ∙ 20 =
= 90
OU,
Olhando o diagrama acima: ⋕ (𝑀 ∩ 𝑇) ∪ (𝑀 ∩ 𝑁) ∪ (𝑇 ∩ 𝑁) = 40 + 20 + 30 = 90.

b) ⋕ 𝑈 =⋕ (𝑀 ∪ 𝑇 ∪ 𝑁) =
=⋕ 𝑀+⋕ 𝑇+⋕ 𝑁−⋕ (𝑀 ∩ 𝑇)−⋕ (𝑀 ∩ 𝑁)−⋕ (𝑇 ∩ 𝑁)+⋕ (𝑀 ∩ 𝑇 ∩ 𝑁) =
= 120 + 130 + 80 − 60 − 50 − 40 + 20 =
= 200.
OU,
Pelo diagrama acima tem-se:
⋕ 𝑈 =⋕ (𝑀 ∪ 𝑇 ∪ 𝑁) = 30 + 50 + 10 + 30 + 40 + 20 + 20 = 200

c) ⋕ 𝑇̅ =⋕ 𝑈 − #𝑇 = 200 − 130 = 70. OU, pelo diagrama acima:


⋕ 𝑇̅ = 30 + 30 + 10 = 70

d) ⋕ só M = ⋕ 𝑀−⋕ (𝑀 ∩ 𝑇)−⋕ (𝑀 ∩ 𝑁)+⋕ (𝑀 ∩ 𝑁 ∩ 𝑇) = 120 − 60 − 50 + 20 = 30


OU, olhando o diagrama acima vê-se que:
⋕ só M = 30.

A.2. Estudo da distribuição de alunos dum Centro de Recurso de ISCED


Dados:
𝑈 = 150; 𝐸 = 104; 𝐺 = 70; ̅̅̅̅̅̅̅
𝐸 ∩ 𝐺 = 36
Onde:
E – número de alunos vindos das Escolas Secundárias; G – número de alunos que estudam
Gestão Ambiental e, U – Universo (número de matriculados).
Pedido:
𝐸∩𝐺 =?
Resolução:
A situação pode ser descrita através do seguinte diagrama:

5
De onde se observa que:
(104 − 𝑥) + 𝑥 + (70 − 𝑥) + 36 = 150 ⟺ 104 − 𝑥 + 𝑥 + 70 − 𝑥 + 36 = 150
 210 − 𝑥 = 150
 𝑥 = 60.
Portanto, são 60 alunos vindos das escolas secundárias e que estudam Gestão Ambiental.

A.3. Estudo das perdas dos habitantes dum distrito da província de Cabo Delgado que
foi devastado pelo ciclone Kenethy
Dados:
⋕ 𝑈 = 20000; ⋕ ̅̅̅̅̅̅̅
𝐶 ∩ 𝐵 = 1500; ⋕ 𝐶 ∩ 𝐵 = 1950; ⋕ só C = 4570
Onde: C – pessoas que perderam casas e; B – pessoas que perderam outros bens.
Pedido: ⋕ só B = ?
Resolução:

Pela figura acima, nota-se que:


6
4570 + 1950 + 1500 + 𝑥 = 20000 ⟺ 8020 + 𝑥 = 20000 ⟺ 𝑥 = 11980.
São 11980 que perderam somente outros bens.

B. REPRESENTAÇÃO GRÁFICA
B.4. Equação da recta que passa pela origem e perpendicular a outra
Dados:
Origem: O (0; 0).
𝑟: − 2𝑥 + 3𝑦 + 14 = 0
Pedido:
𝑠 ⊥ 𝑟 ⟹ 𝑠 =?
Resolução:
2 14 2
−2𝑥 + 3𝑦 + 14 = 0 ⟺ 𝑦 = 3 𝑥 − ; Onde: declive é: 𝑎 = 3.
3

Seja, 𝑠: 𝑦 = 𝑎′ 𝑥 + 𝑏′.
2 3
𝑠 ⊥ 𝑟 ⟹ 𝑎 ∙ 𝑎′ = −1 ⟺ 3 ∙ 𝑎′ = −1.  𝑎′ = − 2.

Como a recta 𝑠 passa pela origem, então:


3
0 = − 2 ∙ 0 + 𝑏′ ⟹ 𝑏′ = 0

Assim, a equação da recta 𝑠 desejada é:


3
𝑠: 𝑦 = − 2 𝑥, ou seja, 3𝑥 + 2𝑦 = 0.

C. FUNÇÕES
C.5. Estudo do comportamento do ar seco através da sua temperatura e altitude
Dada a relação altitude-temperatura:
No Solo – 20ºC e a 1km – 10ºC; ou seja, os pontos, (0, 20) e (1, 10).
Pedido: 𝑇(ℎ) = ?
Resolução:
𝑦 −𝑦 10−20
Declive: 𝑎 = 𝑥2−𝑥1 = = −10.
2 1 1−0

𝑇(ℎ) = 𝑎ℎ + 𝑏  20 = 0 + 𝑏  𝑏 = 20.
𝑇(ℎ) = −10ℎ + 20
Cujo gráfico correspondente é:

7
b) A inclinação representa a constante de proporcionalidade entre temperatura e altitude
(declive), que neste caso é inversa.

c) T (2,5) = – 10 . 2,5 + 20 = – 25 + 20 = – 5ºC


Quer isto dizer que há 2500m a temperatura é de 5ºC negativos (muito frio).

D. TIPOS DE ESPECIAIS DE FUNÇÕES


D.6. O período e o contradomínio de f (x) = 3cos(2x)
Dada função: f (x) = 3 cos(2x).
Pedido: Período (P) = ? e CDf = ?
Resolução:
Período:
2𝜋 2𝜋
𝑝= |𝑐|
 𝑝 = |2| = 𝜋

Contradomínio:
−1 ≤ cos(2𝑥) ≤ 1  −3 ≤ 3cos(2𝑥) ≤ 3, ou seja:
CDf = [– 3; 3]

8
E. LIMITES E CONTINUIDADE
E.7. Cálculo de limites
𝑥 4 −5𝑥 2 +4 0 𝑥 4 −5𝑥 2 +4 (𝑥−1)∙(𝑥 3 +𝑥2 −4𝑥−4)
a) lim = |0|  lim = lim =
𝑥→1 𝑥 2 +𝑥−2 𝑥→1 𝑥 2 +𝑥−2 𝑥→1 (𝑥−1)∙(𝑥+2)

𝑥 3 +𝑥 2 −4𝑥−4 1+1−4−4 −6
= lim = = = −2.
𝑥→1 𝑥+2 1+2 3

√𝑥+8−3 0 √𝑥+8−3 (√𝑥+8−3)∙(√𝑥+8+3)


b) lim = |0|  lim = lim =
𝑥→1 𝑥−1 𝑥→1 𝑥−1 𝑥→1 (𝑥−1)∙(√𝑥+8+3)
𝑥+8−9 𝑥−1 1 1 1 1
lim (𝑥−1)∙(√𝑥+8+3) = lim (𝑥−1)∙(√𝑥+8+3) = lim = = 3+3 = 6
𝑥→1 𝑥→1 𝑥→1 √𝑥+8+3 √1+8+3

OU,
√𝑥+8−3 0
b) lim 𝑥−1
= |0|  seja: √𝑥 + 8 = 𝑡  𝑥 + 8 = 𝑡 2  𝑥 = 𝑡 2 − 8.
𝑥→1

Se 𝑥 → 1, então 𝑡 → √1 + 8 = 3.
Assim:
√𝑥+8−3 𝑡−3 𝑡−3 𝑡−3 1 1 1
lim  lim 𝑡 2 −8−1 = lim 𝑡 2 −9 = lim (𝑡+3)(𝑡−3) = lim 𝑡+3 = 3+3 = 6
𝑥→1 𝑥−1 𝑡→3 𝑡→3 𝑡→3 𝑡→3

F. CÁLCULO DIFERENCIAL
F.8. Determinação do ponto máximo de uma função
Dada função: 𝑓(𝑥) = 100 + 90𝑥 − 𝑥 2 → Custo de produção de 𝑥 matérias-primas.
Custo de produção máxima = ?
Resolução:
𝑓(𝑥) = 100 + 90𝑥 − 𝑥 2  𝑓′(𝑥) = 90 − 2𝑥
𝑓′(𝑥) = 0  90 − 2𝑥 = 0  𝑥 = 45
Análise do sinal de derivada:

𝑀 = 𝑓(45) = 100 + 90 ∙ 45 − 452 = 100 + 4050 − 2025 = 2125


OU,
∆ 𝑏 2 −4𝑎𝑐 902 −4∙(−1)∙100 8500
Custo de produção máxima = 𝑦𝑣 = − 4𝑎 = − =− =− = 2125.
4𝑎 4∙(−1) −4

Portanto: o custo pedido é 2125 unidades monetárias.

9
CONCLUSÃO
Durante a realização deste trabalho notou-se que os diagramas de 𝑉𝑒𝑛𝑛 resumem e descrevem
uma situação envolvendo conjuntos e suas operações.
Confirmou-se ainda que uma função é uma relação particular entre conjuntos, onde todo
elemento dum conjunto (de partida) está associado através de f a um único elemento do outro
conjunto (de chegada).
O cálculo de limites baseia-se nos teoremas e propriedades, onde uma substituição permite
encontrar o valor do limite. Porém, nem sempre é possível determinar o valor do limite para
algumas funções usando este processo. Quando isto acontecer diz-se que trata-se de uma
indeterminação; o processo que consiste na transformação algébrica/ou não com vista a
determinação do valor do limite chama-se levantamento da indeterminação.

Finalmente, comprovou-se que as derivadas podem ser utilizadas na determinação de pontos


extremos, máximos e mínimos, bem como na resolução de problemas concretos envolvendo
máximos e mínimos.

10
BIBLIOGRAFIA
1. ALVARINHO, Ida. Et. All. Matemática Básica II. BUSCEP. Maputo. 1997.

2. BIDEL, A.C.L.; [Link]. Funções elementares com o Winplot. Grupo PET Matemática
da Universidade Federal de Santa Maria. 2011.

3. BOULOS, Paulo. Cálculo Diferencial e Integral. Volume 1. Pearson Makron Books.


São Paulo. 1999.

4. DEMIDOVITCH, B. et all. Problemas e Exercícios de Análise Matemática. 4ª Edição.


Editora Mir Moscou. Moscou. 1984.

5. FLEMMING, Diva Marília, GONÇALVES, Mirian Buss. Cálculo A.: funções, limites,
derivação e integração. São Paulo: Makron Books, 1992.

6. GIOVANNI, José Ruy & BONJORNO, José Roberto, Matemática completa. 2º ano
Ensino Médio. 2ª Edição renovada, São Paulo: editora FTD, 2005.

7. GOMES, Francelino e LIMA, Yolanda. Matemática A 12º ano: XEQMAT. Volume 2.


1ª Edição. Texto Editores, Lda. Lisboa. 2007.

8. MACHANGO, Orlando e CHILAÚLE, Arone. M12:Matemática 12ª classe-Letras. 1ª


Edição. Texto Editores, Lda. Maputo. 2011;

9. UAMUSSE, Alberto António e CUAMBE, Vasco A. João. Matemática. 12ª Classe.


Maputo. s/d;

10. VUMA, José Pedro. Pré-Universitário – Matemática 12. 1ª Edição. Pearson


Moçambique, Lda. Maputo. 2014.

11. XAVIER, Cláudio & BARRETO, Benigno. Matemática Aula por Aula. 2º ano Ensino
Médio. 2ª Edição renovada, São Paulo: editora FTD, 2005.

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