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w) PMOT — Plano Municipal de Ordenamento do Território; ção quando a edificação se encontra unida ou ligada ao solo por meio
x) PNSC — Parque Natural Sintra Cascais; de alicerces, pilares, sapatas, estacas, ou ligação às infraestruturas e
y) PT — Posto de Transformação; serviços urbanos;
z) PVA — Poli(acetato de vinilo) ou PVAc (Acetato de Polivinilo em h) “Características morfotipológicas” — características dominantes
português de Portugal) existentes numa determinada área relativas ao tecido urbano, que resulta
aa) PVC — (da sua designação em inglês Polyvinyl chloride) — po- da conjugação entre a morfologia urbana e a tipologia de edificação,
licloreto de polivinila (ou cloreto de vinila ou policloreto de vinil); forma de organização e desenho dos espaços edificados e não edificados,
bb) RCD — Resíduos de Construção e Demolição; nomeadamente a dimensão de lote ou parcela, tipologia de ocupação,
cc) RGEU — Regulamento Geral da Edificação Urbana, estabelecido alinhamento, altura, dimensão e profundidade das edificações;
pelo Decreto-Lei n.º 38382/51 de 7 de agosto, na sua redação vigente; i) “Cércea” (C) — dimensão vertical da construção, medida em to-
dd) RJIGT — Regime Jurídico dos Instrumentos de Gestão Territorial, das as fachadas, a partir do ponto de cota média do terreno marginal
nos termos do Decreto-Lei n.º 80/2015 de 14 de maio; ao alinhamento da fachada até à linha superior do beirado, platibanda
ee) RJUE — Regime Jurídico da Urbanização e Edificação, nos ter- ou guarda do terraço, incluindo os pisos recuados e excluindo as ocu-
mos do Decreto-Lei n.º 555/99, de 16 de dezembro, com última redação pações acessórias, como chaminés, casa de máquinas de ascensores e
conferida pelo Decreto-Lei n.º 136/2014, de 09 de Setembro, retificada depósitos de água;
pela Declaração n.º 46-A/2014; j) “Construção ligeira” — construção executada com técnicas que
ff) RSU — Resíduos sólidos urbanos; permitem a sua desmontagem, utilizando materiais ligeiros, desig-
gg) RTTORS — Regulamento e Tabela de Taxas e Outras Receitas do nadamente madeira, incluindo estrutura, paredes e demais elementos
Município de Sintra, da ultima redação dada pelo Aviso n.º 6119/2016 essenciais;
de 12 de maio; k) “Corpos salientes” — elementos balançados, cuja projeção vertical
hh) SCE — Sistema de Certificação Energética, nos termos do Decreto- ultrapassa o perímetro definido por qualquer dos planos das fachadas
-Lei n.º 118/2013 de 20 de agosto, na sua redação vigente; da edificação e se projeta para além do limite de implantação da edi-
ii) SMAS — Serviços Municipalizados de Água e Saneamento de ficação;
Sintra; l) “Cota de soleira” (CS) — cota altimétrica da soleira verificada em
jj) SRUP — Servidões administrativas ou restrições de utilidade acesso do exterior à edificação, referenciada ao sistema ETRS89;
pública; m) “Edificabilidade do prédio” (Ed) — área de construção que se
kk) TRIU — Taxa pela Realização, Manutenção e Reforço das Infraes- pode realizar, permitida por IGT e reconhecida em título ou aprovação
truturas Urbanísticas, nos termos do artigo 116.º do RJUE. de operação urbanística de controlo prévio, considerando o definido na
alínea d) do presente artigo;
Artigo 7.º n) “Elementos dissonantes da fachada” — todos os elementos que,
Definições ainda que construídos legalmente, se traduzam numa intrusão arqui-
tetónica desqualificadora da edificação ou da harmonia do conjunto
Sem prejuízo das definições constantes do artigo 2.º do RJUE para urbano ou da paisagem;
efeitos deste regulamento e com vista à uniformização do vocabulário o) “Equipamento lúdico ou de lazer” — para os efeitos da alínea e) do
urbanístico utilizado em todos os documentos da atividade urbanística n.º 1 do artigo 6.º-A do RJUE, a colocação de baloiços, balizas, estruturas
municipal, aplicam-se os conceitos técnicos fixados pelo Decreto Re- de sombreamento ligeiras e amovíveis, e demais equipamentos de natu-
gulamentar n.º 9/2009, de 29 de maio, os conceitos constantes de IGT reza desportiva, ou de lazer, não encerrado em estrutura edificada;
em vigor, e ainda os seguintes: p) “Estrutura da fachada” — composição da fachada, incluindo a
a) “Alpendre” — espaço coberto por telhado sem paredes, em pelo estrutura resistente, os planos de fachada, e os elementos que constituem
menos dois dos seus lados, incorporado no edifício principal; a sua caracterização principal, nomeadamente, quando relevantes:
b) “Alteração significativa da topografia do terreno existente” — é a i) Vãos na sua composição dimensão e ritmo,
modelação de terrenos que implique aterro ou escavação com variação ii) Elementos salientes e reentrantes,
das cotas altimétricas superior a 1,00 metro, ou que possa interferir iii) Beirais, platibandas ou outras ligações da parede exterior com
com o natural funcionamento do sistema hídrico ou de leitos e cursos a cobertura.
de água;
c) “Anexo” — construção com carácter acessório à construção princi- q) “Estufa” — edifício, destinado a produção de plantas, arbustos ou
pal, não incorporada ou acoplada a esta, que se destina exclusivamente a árvores, de jardim ou hortícola, construído em estrutura ligeira amovível,
usos complementares e dependente dela, não podendo constituir fração revestida a material transparente de cor clara, sem carácter de perma-
autónoma pelo seu carácter de dependência; nência ou incorporação no solo, de acordo com os regimes e ciclos de
d) “Área de construção” (Ac) — corresponde à designação constante cultura, e não destinado a utilização humana.
do Decreto Regulamentar n.º 9/2009 de 29 de maio, considerando todas r) “Frente urbana” — superfície em projeção vertical, definida pelo
as edificações existentes ou a erigir numa determinada parcela objeto conjunto das fachadas dos edifícios confinantes com uma via pública
de operação urbanística, e é a que se aplica ao disposto no Artigo 11.º e compreendida entre duas vias públicas sucessivas que nela concor-
e no Artigo 12.º, no CAPÍTULO VI e no CAPÍTULO VII do presente rem;
regulamento, e ainda para efeitos do cálculo de todas as taxas estabele- s) “Índice de permeabilidade” (Ip) — Corresponde ao quociente entre
cidas em regulamento municipal; o somatório das áreas permeáveis, considerando estas como solo plantado
e) “Área edificável” (Ae) — exclusivamente para efeitos de cálculo ou solo natural sem qualquer revestimento, excluindo-se destas todas as
da edificabilidade de uma parcela, também designada por “área bruta áreas de implantação das edificações acima e abaixo da cota de soleira,
de construção”, se IGT não dispuser de forma diversa, corresponde ao principais, anexas ou ligeiras, e áreas pavimentadas com materiais não
somatório de todas as áreas de pavimentos onde se incluem todas as naturais, e a área de solo a que a operação urbanística respeita;
áreas cobertas da edificação principal, edifícios anexos e construções t) “Índice de utilização” (Iu) — Corresponde ao valor máximo de
ligeiras, e se excluem: utilização do solo admitido por IGT, determinando a sua edificabilidade,
i) Áreas destinadas a estacionamento automóvel situadas abaixo da nos termos da alínea d) do presente artigo, e corresponde ao quociente
cota de soleira, incluindo zonas de acesso; entre a área edificável (Ae) e a área do solo (As) a que o índice diz
ii) Telheiros e alpendres; respeito, traduzido na formula: Iu =Σ Ae/As;
iii) Terraços descobertos e varandas; u) “Infraestruturas base” — serviços e redes essenciais à execução
iv) Sótãos sem pé-direito regulamentar para fins habitacionais; de operações urbanísticas que incluem rede viária e acesso pedonal,
v) Áreas exclusivamente técnicas, acima ou abaixo do solo, nomeada- sinalização rodoviária horizontal e vertical, abastecimento de água
mente postos de transformação, centrais térmicas, casas das máquinas dos e escoamento de águas residuais, domésticas e pluviais, rede de ele-
elevadores, centrais de bombagem, depósitos de água e compartimentos tricidade e iluminação pública, dimensionadas em função dos usos
de recolha de lixo; instalados ou a instalar;
vi) Arrecadações em cave ou sótão, afetas aos fogos ou a espaços de v) “Infraestruturas gerais” — serviços e redes de serviço público, que
atividades económicas, ainda que sejam separadas fisicamente daqueles, incluem o sistema viário de acesso rodoviário e pedonal, sinalização
possuindo acesso autónomo, através de parte comum. rodoviária horizontal e vertical, as redes de abastecimento de água,
escoamento de águas residuais, domésticas e pluviais, fornecimento de
f) “Área de solo” (As) — corresponde à área total da parcela ou energia, elétrica e gás, e redes de telecomunicações, que devem servir
parcelas objeto da operação urbanística; o sistema urbano e quaisquer edificações em função dos seus usos, e
g) “Carácter de permanência e de incorporação no solo” — considera- que podem dever ser reforçadas em função da sobrecarga gerada pelas
-se que uma edificação tem carácter de permanência quando se incorpora operações urbanísticas, e podem ser da responsabilidade dos titulares
no solo por período superior a um ano, verificando-se essa incorpora- das referidas operações;
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w) “Infraestruturas locais” — infraestruturas que se inserem dentro 2 — As áreas acima indicadas encontram-se delimitadas na planta
dos limites da parcela objeto de operação urbanística, decorrendo direta- constante do ANEXO I ao presente Regulamento.
mente desta, incluindo as ligações às infraestruturas gerais, cuja execução
é da responsabilidade dos promotores das referidas operações; Artigo 9.º
x) “Lote” — parcela de terreno, individualizada na matriz e registo
prediais, podendo corresponder a parcela, terreno ou lote, correspon- Escassa relevância urbanística
dendo ao conteúdo definitório do conceito de prédio estabelecido pelo 1 — Sem prejuízo das expressamente consagradas no n.º 1 do ar-
Decreto Regulamentar n.º 9/2009 de 29 de maio; tigo 6.º-A do RJUE, ao abrigo da alínea i) do mesmo número, artigo
y) “Marquise” — espaço envidraçado, normalmente em varanda de e diploma, são consideradas obras de escassa relevância urbanística,
fachada de edifício, fechado, total ou parcialmente por estrutura fixa, desde que não assumam projeção para o domínio municipal, público ou
com exclusão de coberturas de terraços; privado, e assegurem uma correta integração paisagística, arquitetónica
z) “Melhores Técnicas Disponíveis” (MTD) — práticas, que incluem e urbanística:
procedimentos e tecnologias ou equipamentos, mais eficazes em termos a) A reconstrução de coberturas quando não haja alteração da altura
territoriais, urbanos e da salvaguarda da paisagem, evitando ou reduzindo e forma do telhado;
impactos da atividade que possam ser aplicadas em condições técnica e b) A pintura das paredes exteriores dos edifícios ou muros e reparação
economicamente viáveis, incluindo: de fachadas de todo o tipo de edificações;
i) Melhores: técnicas mais eficazes para alcançar um nível geral c) A construção e reparação de muros não confinantes com a via
elevado de proteção do território no seu todo; pública, nos termos do n.º 9 do Artigo 57.º, em alvenaria ou vedações
ii) Técnicas: tanto as técnicas utilizadas no processo de produção como simples constituídas por prumos verticais em madeira, rede ou sebes
o modo segundo o qual a instalação é projetada, construída, conservada, vivas, nos termos e cumprindo as disposições do Artigo 57.º, devendo
explorada e desativada; assegurar as condições de segurança de circulação, pedonal e automóvel,
iii) Disponíveis: as técnicas desenvolvidas a uma escala que possibilite o dimensionamento do sistema viário constante do ANEXO II, adotando
a sua aplicação no contexto do sector em causa, em condições económica soluções idênticas à da envolvente;
e tecnicamente viáveis, tendo em conta os custos e os benefícios, desde d) A construção de alpendres ou telheiros com área de construção
que sejam acessíveis em condições razoáveis. (Ac) até 50 m2;
e) A construção de abrigos para animais de pequena criação, estima-
aa) “Obras de reabilitação” — obras de alteração que visem adequar ção, de caça ou guarda, com área de construção (Ac) inferior a 20 m²,
e melhorar as condições de desempenho funcional de uma edificação desde que a altura não exceda 2,20 metros, se localizem no logradouro
com eventual reorganização do espaço interior, mantendo o esquema posterior da construção, não confinem com a via pública, cumprindo as
estrutural básico e o aspeto exterior original, a estrutura de fachada e a disposições do Artigo 63.º, devendo assegurar condições de salubridade
forma, altura e inclinação de cobertura; e saúde pública, não perturbem o direito ao descanso, e qualidade do
bb) “Parcela” — parcela de terreno, individualizada na matriz e registo ar, incluindo odores;
prediais, podendo corresponder a parcela, terreno ou lote, correspon- f) A instalação de estruturas para grelhadores, com área de construção
dendo ao conteúdo definitório do conceito de prédio estabelecido pelo inferior a 20 m², desde que a altura não exceda 2,20 metros, se localizem
Decreto Regulamentar n.º 9/2009 de 29 de maio; no logradouro posterior da construção, não confinem com a via pública,
cc) “Pérgula” — espaço semicoberto com estrutura em barrotes espa- cumprindo as disposições do Artigo 64.º, devendo assegurar condições
cejados, assentes em pilares, não encerrado ou totalmente coberto; de salubridade e saúde pública, e não perturbem o direito ao descanso,
dd) “Piso recuado” — último piso da edificação, com utilização e qualidade do ar, incluindo odores;
permanente, recuado em relação ao plano vertical de fachada, em que g) A instalação de estufas, de qualquer dimensão, se de natureza exclu-
nenhum dos seus elementos ultrapassa os planos que passam pelo topo sivamente agrícola, localizadas fora de perímetro urbano e dele distantes
das fachadas da edificação, linha superior do beirado, platibanda ou em, pelo menos, 100 metros, e não impliquem quaisquer movimentos
guarda do terraço, e fazem com a horizontal um ângulo de 45 graus, de terra, devendo cumprir o disposto no Artigo 66.º;
nem se situam acima da cota de 3,50 metros, medida para além da h) As construções de apoio agrícola em construção ligeira, não desti-
cércea da edificação; nados à utilização humana, com área de construção (Ac) inferior a 20 m2
ee) “Plano marginal” — plano que separa os domínio público e pri- desde que a altura não exceda 2,20 metros, e não impliquem quaisquer
vado; movimentos de terra;
i) As obras de construção, ampliação, reparação ou manutenção em
ff) “Prédio” — parcela de terreno, individualizada na matriz e registo
sepulturas e jazigos;
prediais, podendo corresponder a parcela, terreno ou lote, correspon-
j) As rampas de acesso para pessoas de mobilidade condicionada e
dendo ao conteúdo definitório do conceito de prédio estabelecido pelo
eliminação de barreiras arquitetónicas, quando localizadas dentro de
Decreto Regulamentar n.º 9/2009 de 29 de maio; logradouros ou construções, devendo assegurar as condições de segu-
gg) “Tramitação simplificada” — sucessão de atos administrativos rança de circulação, pedonal e automóvel;
que visam a preparação agilizada de um conjunto complexo de atos para k) A abertura de valas, regueiras, tanques de rega com capacidade
decisão única ou integradora, num procedimento de controle prévio de não superior a 50 m3 e demais trabalhos destinados a rega e recolha
operações urbanísticas com impacto reduzido, ou aqueles a que a lei de águas pluviais;
atribui carácter simplificado; l) Todos os trabalhos de pavimentação e ajardinamento de logradouros
hh) “Profundidade de empena” — distância medida entre o plano de privados, ainda que não enquadráveis na alínea d) do n.º 1 do artigo 6.º-A
fachada principal e plano da fachada tardoz que lhe é oposta; do RJUE, desde que assegurem as condições de segurança de circulação,
ii) “Telheiro” — espaço coberto por telhado sem paredes, em pelo pedonal e automóvel;
menos dois dos seus lados, não incorporado no edifício principal; m) Os arruamentos internos no logradouro das edificações desde que
jj) “Tenda” — abrigo desmontável em tecido flexível ou outro ma- em material permeável, devendo assegurar as condições de segurança
terial, fixado ao solo por cordas ou estacas, sem ligação ou fixação de circulação, pedonal e automóvel;
duradoura ao solo, com carácter de mobilidade e itinerância, e utilização n) A abertura, alteração e substituição de portões, desde que compa-
temporária; tíveis com os existentes na envolvente, designadamente ao nível das
kk) “Valor modal” — características morfotipológicas, que nos ter- dimensões e materiais, que assegurem o dimensionamento do sistema
mos da alínea h) do presente artigo, apresentam maior frequência de viário constante do ANEXO II, e não criem situações de incompatibili-
observação numa determinada área; dade viária ou ponham em causa as condições de segurança de circulação,
ll) “Zona urbana consolidada” — zona com as características es- pedonal e automóvel;
tabelecidas da alínea o) do artigo 2.º do RJUE, aferida num raio de o) A aposição de marquises em varandas, nos termos do Artigo 60.º,
150 metros com centro na parcela objeto da operação urbanística, ou e nas seguintes condições:
na área envolvente numa distância de 100 metros a partir de todos os
limites da parcela; i) Quando não se situem em imóveis classificados ou em vias de
classificação, ou em zonas de proteção de imóveis classificados, bem
Artigo 8.º como em imóveis integrados em conjuntos ou sítios classificados;
ii) O perfil da caixilharia, cores e materiais se assemelhem à do
Áreas do Município edifício onde são integradas;
1 — Para efeitos de aplicação do presente Regulamento, o território iii) Não criem condições de insalubridade nos termos das disposições
municipal é repartido nas seguintes zonas: legais e regulamentares aplicáveis;
a) Zona A — Área territorial a sul e nascente do sistema viário A16/A8; p) A pintura, substituição ou colocação de caixilharias exteriores, alge-
b) Zona B — Área territorial a norte e poente do sistema viário A16/A8. rozes ou tubos de queda, cumprindo o disposto no Artigo 72.º, devendo
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assegurar uma solução integrada para toda a fachada, as condições de c) Marquises, alteração de cor e materiais ou dimensão de vãos nas
segurança de circulação, pedonal e automóvel; fachadas de edifícios;
q) A colocação de elementos fixos de proteção de vãos, por razões de se- d) Execução de trabalhos de manutenção e requalificação das
gurança ou climatéricas, nomeadamente gradeamentos, palas de sombrea- infraestruturas existentes, com intervenção ou não no pavimento,
mento, toldos, corta-ventos, portadas, estores e outros sistemas de proteção; nomeadamente, passeios e pavimentação de arruamentos e desde
r) A colocação de guardas nos terraços e guarda fogos sempre que que não impliquem qualquer operação nas infraestruturas de abas-
necessários para proteção dos utilizadores; tecimento público;
s) A colocação de dispositivos de ventilação e exaustão de fumos, e) Trabalhos de remodelação de terrenos;
natural ou forçada, adossados ou embutidos nas fachadas; f) Legalização de operações urbanísticas nos termos do artigo 102.º-A
t) A colocação de contadores de consumos de prestação de serviços do RJUE, nos termos estabelecidos do CAPÍTULO IV do presente
públicos essenciais; Regulamento;
u) A instalação de caixas multibanco adossadas à fachada; g) Obras necessárias à legalização, nos termos do Artigo 91.º;
v) A colocação de antenas parabólicas e outros equipamentos de h) Regularização industrial ao abrigo do Decreto-Lei n.º 165/2014 de
receção de sinal de comunicação, em zonas onde não exista rede por 5 de novembro, que não impliquem ampliação da área de construção;
cabo, sem prejuízo do disposto no Decreto-Lei n.º 11/2003, de 18 de i) Obras determinadas em vistoria municipal, nos termos do Ar-
janeiro, cumprindo o disposto no Artigo 73.º; tigo 98.º;
w) As pequenas alterações em obras licenciadas ou tituladas por j) Obras consideradas como de escassa relevância nos termos do
comunicação prévia que não impliquem aumento de área de construção RJUE ou do Artigo 9.º do presente Regulamento e obras de conserva-
ou implantação, que pela sua dimensão, natureza, forma, localização e ção em imóveis classificados ou em vias de classificação, em imóveis
impacto não afetem a estética e as características da construção ou do
situados em zonas de proteção de imóveis classificados ou em vias de
local onde se inserem, nem correspondam a alteração substancial da
classificação, bem como de imóveis integrados em conjuntos ou sítios
edificação, designadamente:
classificados ou em vias de classificação, desde que acompanhadas dos
i) Acertos de fachada ou de vãos, quer na sua abertura, quer no seu pareceres legalmente exigíveis.
encerramento, sem prejuízo das disposições legais nesta matéria;
ii) Acertos na composição de fachada, como socos, cantarias ou ele- 2 — Estão igualmente sujeitas a tramitação simplificada as alterações
mentos simples decorativos, sem prejuízo da preservação de todos os ele- a licença de loteamento que visem a inclusão nas suas especificações
mentos que possam constituir referencias patrimoniais ou culturais; das obras de edificação identificadas no número anterior, assim como
iii) Acertos na forma ou inclinação de cobertura, desde que não alte- as que versem sobre:
rem o seu tipo nem ponham em causa a integração urbanística e arqui-
tetónica, e defesa de todos elementos morfotipológicos, patrimoniais a) Alturas de muros de vedação;
e culturais; b) Obras de escassa relevância urbanística;
iv) Acertos que impliquem modificações na estrutura da estabilidade, c) Alteração de uso que se demonstre complementar ou compatível
devendo a mesma ser objeto de responsabilidade de técnico devida- com o uso previsto para o lote, ou compatível com as edificações en-
mente qualificado para o efeito, no âmbito da comunicação prevista volventes;
no Artigo 106.º; d) Alterações que se prendam com correções à delimitação dos lotes;
v) Alteração de edifícios que consistam na substituição da estrutura e) As referidas no n.º 2 do Artigo 13.º
da cobertura ou da laje de teto adjacente, desde que não altere a altura
da fachada e a forma da cobertura; 3 — Em qualquer dos casos previstos no presente artigo, a operação
urbanística não pode ser sujeito tramitação simplificada se determinar,
x) A remoção e/ou demolição das edificações e elementos construtivos nos termos do presente Regulamento:
ou equipamentos, considerados de escassa relevância urbanística nos
termos do presente artigo ou do RJUE; a) A obrigação de cedência de áreas destinadas a espaços verdes e
y) A demolição de construções ilegais. equipamentos de utilização coletiva;
b) A sujeição ao pagamento de TRIU.
2 — Não se incluem no presente artigo quaisquer operações que
determinem a sua consideração como operações de impacte semelhante 4 — A simplificação procedimental prevista no presente artigo não
a operação de loteamento ou de impacte relevante, nos termos do Ar- exime o requerente do cumprimento de todas as normas legais e regu-
tigo 11.º e do Artigo 12.º do presente Regulamento, que impliquem a lamentares aplicáveis, designadamente as constantes de IGT e SRUP,
cedência para espaços verdes e de utilização coletiva, nos termos do ou dispensa a obtenção dos pareceres de entidades que por lei ou regu-
CAPÍTULO VI, ou implique a sujeição ao pagamento de TRIU ou lamento sejam impostos.
Compensação, nos termos do CAPÍTULO VII. 5 — A tramitação processual simplificada prevista no presente ar-
3 — A execução de operações de escassa relevância urbanística, nos tigo, não dispensa, e o respetivo processo deve ser instruído com todo
termos do presente artigo e do RJUE, deve ser precedida de comunicação os pareceres que devam, em razão da localização ou da utilização, ser
de início de obra, nos termos do Artigo 106.º, e quando aplicável, de emitidos por entidades externas ao Município.
licença de ocupação da via pública com andaimes, tapumes ou estaleiro,
nos termos do CAPÍTULO V. Artigo 11.º
4 — O previsto no presente artigo não exime o titular da operação
urbanística da obrigação de cumprir com todas as normas legais e re- Operações urbanísticas com impacte relevante
gulamentares aplicáveis, designadamente as consagradas em IGT ou
1 — Para efeitos do disposto no n.º 5 do artigo 44.º do RJUE, considera-
decorrente de SRUP, e no presente Regulamento, em especial no que
-se gerador de um impacte relevante, as operações urbanísticas de cons-
se refere às condições de edificabilidade constante do CAPÍTULO III,
das condições de execução estabelecidas no CAPÍTULO V, da dotação trução, ampliação ou alteração de utilização, de que resulte:
de estacionamento constante do ANEXO III, bem como da observância a) Um número de fogos igual ou superior a quinze;
das prescrições do Alvará de Loteamento onde se insiram, nem dispensa b) Uma área de construção (Ac) destinada a comércio superior a
os condóminos do cumprimento das normas referentes ao regime de 1.000 m2;
propriedade horizontal previstas no Código Civil. c) Postos de abastecimento de combustíveis, independentemente da
5 — O disposto no presente artigo não prejudica a obrigatoriedade dimensão;
de obtenção de pareceres de entidades, sempre que tal seja disposto na d) Uma área de construção (Ac) destinada a outros fins, não referidos
Lei ou regulamento. nas alíneas anteriores, superior a 5.000 m2;
Artigo 10.º e) Operações urbanísticas que, independentemente dos usos nela
Tramitação simplificada previstos, possuam área de construção (Ac) superior a 10.000 m2;
1 — Podem ser abrangidas por processo de tramitação simplificado as 2 — Nos casos previstos no número anterior as áreas destinadas
operações urbanísticas, nos termos do Artigo 10.º do ANEXO VI, que, a espaços verdes e de utilização coletiva e as infraestruturas viárias
não isentas de controlo prévio, tenham impacto reduzido na envolvente devem cumprir os parâmetros consagrados no IGT de maior pormenor
urbana, atendendo às suas dimensões, localização ou simplicidade, aplicável à parcela em causa, relativamente às operações de loteamento
desde que não alterem os pressupostos de títulos existentes, ou das e urbanização, e, supletivamente, os constantes no CAPÍTULO VI do
edificações que nos termos da Lei não tenham sido sujeitas a controlo presente Regulamento.
prévio, designadamente: 3 — Sempre que a operação urbanística tenha impacte urbanístico
a) Anexos, telheiros ou alpendres; relevante, deve atender ao estabelecido no presente Regulamento no
b) Apoios agrícolas e estufas; CAPÍTULO VI referente a áreas destinadas a espaços verdes e de equi-
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pamentos utilização coletiva, e no CAPÍTULO VII relativas a taxas para tramites previstos no artigo 112.º do CPA, caso estes sejam incertos, de
reforço e manutenção de infraestruturas urbanísticas. paradeiro desconhecido ou em número superior a 50.
4 — As obras de ampliação, com ou sem alteração da utilização
principal, de edificações já existentes e licenciadas antes da entrada em Artigo 15.º
vigor do presente Regulamento devem ser consideradas com impacte
relevante, desde que resulte dessa obras, para a totalidade da edificação Regra de arredondamento
existente e a ampliar, a verificação de qualquer uma das situação refe- Para efeitos de determinação de parâmetros, cálculo de edificabilidade,
ridas no n.º 1 do presente artigo, sendo que, o cálculo de taxas a pagar, liquidação de taxas ou prestação de garantias ou cauções os valores finais
nos termos do CAPÍTULO VII, e da área a ceder para espaços verdes são arredondados para a unidade imediatamente superior.
e equipamento de utilização coletiva, nos termos do CAPÍTULO VI,
incidirá apenas sobre as áreas a ampliar.
5 — Na ausência de cedência de áreas para espaços verdes e de equi-
pamentos de utilização coletiva nos termos do presente Regulamento, CAPÍTULO II
fica a operação urbanística sujeita ao pagamento de taxa a título de
compensação, nos termos definidos no CAPÍTULO VII. Das condições do pedido
6 — Sempre que a operação urbanística tenha impacte urbanístico
relevante, os respetivos projetos devem ser elaborados por equipas Artigo 16.º
multidisciplinares, nos termos do Decreto-Lei n.º 292/95, de 14 de Instrução de pedidos
novembro na redação vigente.
1 — Os pedidos devem ser instruídos nos termos da lei, em especial
Artigo 12.º sob os princípios constantes do CPA e do RJUE, da Portaria n.º 113/2015
de 22 de abril, com o conteúdo estabelecido na Portaria n.º 701-H/2008
Operações urbanísticas com impacte semelhante de 29 de junho, todos nas suas redações vigentes à data da apresentação
a operação de loteamento do pedido, e demais normais legais especiais aplicáveis nestas matérias,
1 — Para efeitos de aplicação do disposto no n.º 5 do artigo 57.º do e ainda das disposições constantes do presente Capítulo, e as constantes
RJUE, os edifícios contíguos e funcionalmente ligados entre si, deter- do ANEXO V e ANEXO VI.
minam, em termos urbanísticos, impacte semelhante a uma operação de 2 — Os pedidos devem ser acompanhados de todos os elementos que
loteamento, e como tal ficam sujeitos à previsão de áreas para espaços contenham e identifiquem claramente todos os elementos existentes na
verdes e de utilização coletiva, infraestruturas e equipamentos, conforme parcela objeto da operação urbanística e na sua envolvente, e aqueles
estabelecido nos artigos 43.º e 44.º do RJUE, as que possuam qualquer que assegurem a completa identificação e compreensão do pedido apre-
das características enunciadas no artigo anterior. sentado, nos termos definidos no ANEXO VI.
2 — Nos casos previstos no número anterior as áreas destinadas 3 — Os pedidos relativos à instalação de estabelecimentos abrangidos
a espaços verdes e de utilização coletiva e as infraestruturas viárias pelo Regime Jurídico de acesso e exercício de atividades de comércio,
devem cumprir os parâmetros consagrados no IGT de maior pormenor serviços e restauração, e respetivas alterações de utilização devem ser
aplicável à parcela em causa, relativamente às operações de loteamento apresentados através do Balcão do Empreendedor nos termos definidos
e urbanização, e, supletivamente, os constantes no CAPÍTULO VI do no artigo 8.º-A do RJUE.
presente Regulamento.
3 — Sempre que a operação urbanística tenha impacte semelhante a Artigo 17.º
uma operação de loteamento devem atender ao estabelecido no presente
Regulamento no CAPÍTULO VI referente a áreas destinadas a espaços Plataforma eletrónica
verdes e de equipamentos utilização coletiva, e no CAPÍTULO VII relati- 1 — A submissão de qualquer pedido em matéria de urbanização e
vas a taxas para reforço e manutenção de infraestruturas urbanísticas. edificação é obrigatoriamente efetuada através de plataforma eletróni-
4 — As obras de ampliação, com ou sem alteração da utilização ca — Urbanismo Online — disponível em [Link], nos termos
principal, de edificações já existentes e licenciadas antes da entrada em e em execução do artigo 8.º-A do RJUE, seguindo as normas técnicas
vigor do presente Regulamento devem ser consideradas com impacte constantes do ANEXO V, e em execução dos princípios do CPA.
relevante, desde que resulte dessa obras, para a totalidade da edificação 2 — Os procedimentos administrativos referentes aos pedidos iden-
existente e a ampliar, a verificação de qualquer uma das situação refe- tificados no número anterior são executados exclusivamente por meios
ridas no n.º 1 do presente artigo, sendo que, o cálculo de taxas a pagar, eletrónicos e digitais, na plataforma referida no número anterior.
nos termos do CAPÍTULO VII, e da área a ceder para espaços verdes 3 — A plataforma referida no presente artigo exige, para seu correto
e equipamento de utilização coletiva, nos termos do CAPÍTULO VI, funcionamento, a utilização, em qualquer procedimento, de todos os
incidirá apenas sobre as áreas a ampliar. documentos minutados e dela constantes, e a assinatura digital dos
5 — Na ausência de cedência de áreas para espaços verdes e de equi- documentos apresentados, sob pena de não aceitação do pedido.
pamentos de utilização coletiva nos termos do presente Regulamento, 4 — Podem excecionalmente ser aceites, por meio diverso do identi-
fica a operação urbanística sujeita ao pagamento de taxa a título de
ficado nos números anteriores, os pedidos de reprodução de documentos
compensação, nos termos definidos no CAPÍTULO VII.
administrativos e os pedidos de certidão meramente narrativa.
6 — Sempre que a operação urbanística tenha impacte semelhante a
uma operação de loteamento, os respetivos projetos devem ser elaborados
por equipas multidisciplinares, nos termos do Decreto-Lei n.º 292/95, Artigo 18.º
de 14 de novembro na redação vigente. Notificações eletrónicas
correspondentes a cada tipo de operação, eliminando aqueles que se âmbito de operações urbanísticas que prevejam a intervenção em áreas do
tornem inúteis ou repetidos. domínio público municipal, ou da sua ocupação por motivo de execução
3 — Podem ser objeto de pedidos cumulativos, aqueles que direta- de obras, no âmbito de operações urbanísticas de loteamento e obras de
mente se relacionem, nomeadamente: urbanização, e ainda as de impacte relevante ou semelhante a operação de
loteamento nos termos do Artigo 11.º e do Artigo 12.º, para apreciação de:
a) As operações urbanísticas de edificação e demolição diretamente
relacionadas; i) Projetos de infraestruturas viárias;
b) As operações urbanísticas que integrem, na sua execução, a ocu- ii) Projetos de arranjos exteriores, em áreas integradas ou a integrar
pação de via pública, nos termos expressamente definidos no pedido em domínio público municipal;
formulado; iii) Projetos de eletricidade e iluminação pública;
c) As operações urbanísticas de legalização, incluindo o deferimento iv) Estudos de tráfego;
de construção e o deferimento de utilização, e a emissão da respetiva v) Projetos de sinalização rodoviária;
licença final, nos termos do CAPÍTULO IV. vi) Proposta de ocupação de espaço público por motivo de obras
quando não sejam asseguradas as condições estabelecidas no ANEXO II.
4 — O alvará de licença de construção, submetido nos termos do
presente artigo, inclui as obras de demolição que estejam previstas na b) Os serviços municipais de água e saneamento — SMAS — em todas
operação urbanística ou que a ela sejam necessárias, nos termos efetua- as operações urbanísticas que intervenham ou afetem as redes, sistemas e
dos no respetivo pedido. equipamentos existentes ou na necessidade do seu reforço ou execução de
5 — O alvará de licença de construção, submetido nos termos do novas redes, sistemas ou equipamentos, e quando se refiram a operações
presente artigo, inclui a ocupação de via pública que seja necessária à de loteamento ou sejam consideradas de impacte relevante ou semelhante
execução das obras, nos termos efetuados no respetivo pedido. nos termos do Artigo 11.º e do Artigo 12.º, relativamente à apreciação de:
6 — O alvará de utilização, no âmbito de procedimento de legalização, i) Projetos de redes de abastecimento de água;
nos termos do artigo 102.º-A do RJUE e do CAPÍTULO IV, integra todos ii) Projetos de redes de drenagem de águas residuais domésticas;
os procedimentos de aprovação, deferimento, licenciamento de cons- iii) Projetos de redes de drenagem pluvial;
trução e de utilização, desde que a legalização não implique quaisquer iv) Projetos de sistemas e equipamentos de RSU;
obras ou trabalhos de adaptação, demolição ou construção. v) Quaisquer matérias incluídas nos regulamentos seguintes:
Artigo 20.º i) Regulamento dos serviços públicos de abastecimento de águas
residuais urbanas do Município de Sintra;
Pedidos alternativos ou contraditórios ii) Regulamento de drenagem de águas residuais industriais do Mu-
São rejeitados pedidos alternativos ou contraditórios. nicípio de Sintra;
iii) Regulamento do serviço público de recolha e tratamento de resí-
Artigo 21.º duos urbanos do Município de Sintra;
iv) Regulamento sobre as condições técnicas dos sistemas públicos e
Convolação de pedidos prediais de distribuição de água, drenagem de águas residuais domésticas
Sempre que o pedido ou pedidos apresentados para as operações e recolha w transporte e resíduos urbanos — SMAS Sintra.
urbanísticas não apresentem a forma mais adequada de procedimento,
proceder-se-á oficiosamente à sua convolação nos termos do CPA, c) A unidade orgânica com competência em matéria de patrimó-
reconduzindo-os ao procedimento aplicável nos termos do RJUE ou nio, arqueologia e cultura, atualmente o Departamento de Cultura e
do presente Regulamento. Desporto — DCD -, para análise de operações urbanísticas inseridas
em imóveis constantes de inventário estabelecido nos termos da lei,
Artigo 22.º ou em matéria de arqueologia em áreas definidas, nos termos da lei,
de sensibilidade ou exploração arqueológica, em classificação ou em
Junção de elementos ao pedido desenvolvimento pelo Município;
1 — A junção de elementos ao pedido inicial apenas é aceite, nas suas d) A unidade orgânica com competência em matéria de turismo,
diferentes fases e nos termos do RJUE: atualmente o Departamento de Cultura e Desporto — DCD -, para
análise de operações urbanísticas que integrem alojamento local, ou
a) Em resposta a notificação municipal sobre a apreciação do pedido; empreendimentos turísticos nos termos da lei;
b) Por uma única vez por notificação. e) A unidade orgânica com competência em matéria de fiscalização,
atualmente a Divisão de Policia Municipal e Fiscalização — DPMF
2 — Não são admitidos documentos em forma de aditamento ou -, para efeitos de vistorias, receção de obras e verificação do estado e
errata, a elementos já constantes do processo, sendo a junção de novos andamentos de obras, e ainda procedimentos decorrentes de ações de
elementos ao pedido inicial efetuada por versões consolidadas, promo- fiscalização e autos de embargo;
vendo a substituição dos documentos, peças escritas ou desenhadas, f) A unidade orgânica com competência em matéria veterinária, atual-
onde se opere qualquer alteração. mente o Gabinete Veterinário — GMV -, quando a matéria se refira a
3 — Não são admitidas junções de elementos que constituam alteração alojamento animal, ou careça de numero de controlo veterinário;
substancial ao pedido inicial. g) A unidade orgânica com competência em matéria de licenciamento
de atividades económicas e ocupação por estas do espaço público, atual-
Artigo 23.º mente o Gabinete de Licenciamento de Atividades Económicas — GLAE
Conferência de serviços municipais -, quando a matéria se refira a atividades em espaço público relacionadas
com a operação urbanística em causa;
1 — Na apreciação dos pedidos, podem ser consultados diferentes h) A unidade orgânica com competência em planeamento territorial, atual-
serviços municipais ou municipalizados, em razão da matéria, natureza mente a Divisão de Planeamento e Projetos Estratégicos — DPPE — e
ou localização das obras. Gabinete do Plano Diretor Municipal — GPDM — para análise de
2 — Os serviços municipais que se devam pronunciar sobre os pedidos operações urbanísticas localizadas em área onde esteja em elaboração ou
de operação urbanística, são consultados em simultâneo, por uma única revisão IGT, quando tais instrumentos tenham já formalizada proposta
vez, e pronunciam-se definitivamente e igualmente por uma única vez de plano submetida a parecer de entidades externas e não tenham ainda
sobre a pretensão, no prazo de 10 dias, promovendo-se para o efeito iniciado o procedimento de discussão pública nos termos da lei;
conferência decisória nos termos do CPA. i) A unidade orgânica com competência em matérias jurídicas, atualmente o
3 — A ausência de parecer ou não comparência em conferência de Departamento Jurídico e Notariado — DJN -, quando a operação urbanística
serviços equivale, para todos os efeitos, a parecer favorável, sem con- se refira a parcela ou edificação objeto de ação judicial ou processo contraor-
dições, do respetivo serviço municipal. denacional diretamente relacionado com a operação urbanística em causa;
4 — A conferência decisória dos serviços municipais é efetuada por j) A unidade orgânica com competência em matéria de património
meios eletrónicos, nomeadamente através da plataforma prevista no imóvel municipal, atualmente a Divisão de Gestão de Património Imó-
Artigo 17.º, e realiza-se preferencialmente por meio de videoconferência vel — DGPI -, quando a operações urbanística afetar áreas do domínio
quando os serviços se localizem em instalações diversas. privado municipal;
5 — Para efeitos dos números anteriores podem ser consultados os
serviços municipais ou municipalizados, em razão da matéria e no âmbito 6 — Para emissão de certidões em matéria de urbanização e edifica-
das suas competências: ção, podem ser consultados os seguintes serviços municipais:
a) A unidade orgânica com competência na gestão do espaço público, a) A unidade orgânica com competência em matéria de fiscalização
atualmente o Departamento de Gestão do Espaço Público — DGP -, no e tutela da legalidade, atualmente a Divisão de Policia Municipal e
Diário da República, 2.ª série — N.º 23 — 1 de fevereiro de 2017 2259
Fiscalização — DPMF -, quando a matéria a certificar implique a rea- ou utilização, deve respeitar os usos admitidos em cada categoria e
lização de vistoria; subcategoria estabelecida na Lei ou IGT, e só pode ocorrer quando daí
b) A unidade orgânica com competência em matéria de patrimó- não decorram riscos para a segurança de pessoas e bens, nem prejuízos
nio imóvel municipal, atualmente a Divisão de Gestão de Património e inconvenientes de ordem funcional, ambiental ou paisagística que não
Imóvel — DGPI -, quando a matéria afetar áreas do domínio privado possam ser evitados ou eficazmente minimizados, através de medidas
municipal, ou seja necessário verificar a existência de acessos públicos de mitigação ou de compensação.
às parcelas em causa, e ainda quando seja necessária a avaliação de
qualquer imóvel integrado ou a integrar em domínio municipal; Artigo 26.º
c) A unidade orgânica com competência em matéria de topografia,
atualmente a Divisão Planeamento e Projetos Estratégicos — DPPE -, Condições de edificação
quando se destine a certificar a integração de áreas em domínio municipal; 1 — Um prédio só pode ser considerado apto para a edificação, desde
d) A unidade orgânica com competência em matéria de toponímia, que, cumulativamente, assegure as seguintes exigências mínimas:
atualmente a Divisão de Assuntos Administrativos — DAAD -, quando a
matéria a certificar implique a referência de morada ou números de polícia. a) Tenha capacidade de edificação, de acordo com o estipulado na
Lei e em IGT, sem prejuízo das SRUP;
7 — Cada uma das unidades orgânicas acima indicadas pronuncia-se b) A sua dimensão, configuração e características topográficas sejam
ainda sobre os orçamentos apresentados para as obras a realizar e nas adequadas ao aproveitamento proposto, em condições de funcionalidade,
matérias da sua competência e sobre os temas elencados no presente salubridade e acessibilidade;
artigo, por forma a determinar os valores a garantir ou caucionar, e c) A área onde a edificação se localiza não apresente declive superior
sobre o estabelecimento fundamentado de condições especiais a impor a 25 %;
à execução da operação urbanística, para além das estabelecidas na Lei d) Seja dotado de infraestruturas base e servido por acesso pedonal
ou no presente Regulamento. e automóvel, e assegurando o dimensionamento estabelecido na SEC-
8 — No âmbito de procedimentos sujeitos a comunicação prévia, a tra- ÇÃO II do presente Capítulo, e no ANEXO II, de acordo com o uso
mitação simplificada nos termos do Artigo 10.º do presente Regulamento proposto;
ou os projetos em fase de apresentação de projetos de especialidades ou e) Satisfaça as necessidades de estacionamento privado, de livre acesso
de obras de urbanização da operação urbanística, quando incluam as ma- e público, nos termos do RJUE e do estabelecido na SECÇÃO III do
térias referidas na alínea b) do n.º 5 do presente artigo, são apresentados presente Capítulo e no ANEXO III, de acordo com o uso proposto;
acompanhados com o prévio parecer favorável do SMAS. f) Preveja áreas destinadas a espaços de equipamentos e de espaços
verdes de utilização coletiva, nos termos do RJUE e do estabelecido
Artigo 24.º no CAPÍTULO VI;
g) Seja titulado por licença ou objeto de comunicação prévia, em
Designação das autorizações de utilização cumprimento de todas as disposições legais e regulamentares, incluindo
1 — Sem prejuízo do disposto em legislação especial, as autorizações o presente regulamento.
de utilização tomarão, preferencialmente, a designação de:
2 — Nas operações urbanísticas em parcelas que não exijam a criação
a) Autorização de utilização para habitação; de novas vias públicas, devem ser sempre asseguradas, em cumprimento
b) Autorização de utilização para turismo; do presente Regulamento, e no que se refere ao uso previsto para a edi-
c) Autorização de utilização para comércio; ficação, as adequadas condições de acessibilidade de veículos e peões,
d) Autorização de utilização para serviços; garantindo as condições estabelecidas na SECÇÃO II do presente Ca-
e) Autorização de utilização para armazém; pítulo, e no ANEXO II, prevendo-se sempre que possível e justificável
f) Autorização de utilização para indústria; a beneficiação do arruamento confinante existente.
g) Autorização de utilização para construções agrícolas; 3 — Em virtude da dimensão e utilização proposta pela operação
h) Autorização de utilização para equipamento, incluindo saúde, urbanística, pode o Município determinar a necessidade de realização
escolar, infância ou 3.ª idade. de infraestruturas ou reforço das existentes que sejam necessárias para
assegurar os serviços urbanos às edificações objeto da operação urba-
2 — A autorização de utilização pode ainda adotar a designação ge- nística em causa, e seus utentes, ou à correta integração paisagística,
nérica de “atividades económicas”, por referência às identificadas nas arquitetónica e urbana, ainda que a operação urbanística não se integre
alíneas c) a f) de forma integrada, devendo, neste caso, cumprir todos nas referidas no Artigo 11.º e no Artigo 12.º
os parâmetros, legais e regulamentares, aplicáveis à utilização mais 4 — Nos casos em que não se verifiquem as condições exigidas,
exigentes, nos termos do n.º 4 do presente artigo. relativas à existência de infraestruturas e serviços urbanos, referidas na
3 — Poderá ser autorizada a acumulação de diferentes utilizações para alínea d) do n.º 1 do presente artigo, poderão os promotores propor-se
o mesmo edifício, unidade independente ou fração deste, devidamente à sua execução, nos termos do artigo 25.º do RJUE.
identificadas e delimitadas nos elementos instrutórios do pedido, desde 5 — Em casos devidamente justificados, podem os serviços munici-
que cumpra os requisitos referentes à compatibilidade de usos, nos termos pais aceitar condições diferentes das referidas na alínea d) do n.º 1 do
da Lei e do estabelecido no Artigo 31.º do presente Regulamento. presente artigo, desde que se mostre assegurado o acesso aos serviços e
4 — Nas situações previstas no número anterior, deve a operação infraestruturas urbanas, e sejam suficientes as condições de circulação,
urbanística verificar cumulativamente os diferentes requisitos para cada existentes ou propostas, para o uso previsto para as edificações, e não
uma das utilizações pretendidas, ainda que tais requisitos possam ser se coloque em causa a segurança de pessoas e bens:
verificados por aplicação apenas às áreas afetas individualmente a cada
uma das utilizações, se tal se mostrar possível e adequado. a) Se localizado em solo rústico para as utilizações admitidas nos
5 — Em edifício, ou parte de edifício, com licença de utilização já termos dos IGT em vigor;
emitida com designação de “loja” podem aí ser instaladas atividades de b) Se localizado em área urbana consolidada, onde não se mostre
comércio, serviços e de restauração e bebidas, desde que cumpridas as adequada a alteração dos perfis existentes ou do desenho urbano en-
correspondentes normas legais e regulamentares especialmente aplicá- volvente.
veis, e o cumprimento do presente Regulamento.
Artigo 27.º
Integração urbana
CAPÍTULO III 1 — As operações urbanísticas devem:
Das condições de edificação a) Respeitar todas as SRUP nos termos da legislação em vigor, cons-
tantes dos IGT e demais disposições legais e regulamentares aplicáveis;
b) Valorizar e privilegiar a manutenção, recuperação e reabilitação
SECÇÃO I dos edifícios existentes;
c) Assegurar uma correta integração urbana, física e paisagística,
Disposições gerais bem como a preservação dos principais pontos de vista, em todas as
intervenções;
Artigo 25.º d) Estar em harmonia com o tecido urbano envolvente, garantindo a
sua coesão, nomeadamente ao nível da rede viária e outras infraestru-
Princípio geral de edificação turas, tipologias e cérceas;
Sem prejuízo do cumprimento dos requisitos legais e regulamen- e) Tratar de forma cuidada os limites ou espaços intersticiais entre as
tares exigíveis para cada caso, a viabilização de qualquer edificação novas construções e as que lhe são confinantes;
2260 Diário da República, 2.ª série — N.º 23 — 1 de fevereiro de 2017
estabelecido nos artigos anteriores e no ANEXO III, com fundamento 3 — As operações urbanísticas devem promover o aproveitamento
nas condições e construções existentes que não seja possível ou adequado de energias renováveis, designadamente do sol e vento.
demolir, serviços de transportes públicos coletivos ou desenho urbano 4 — Nas novas edificações quando prevista a instalação de equipa-
e condições especiais da malha urbana, se reconhecido e aceites pelos mentos de produção de energia elétrica, calor e frio, e das respetivas
serviços municipais com competência em matéria de infraestruturas infraestruturas, deverá preferencialmente recorrer-se a equipamentos
viárias e mobilidade. comuns a todo o edifício em detrimento de equipamentos individuais,
2 — Em AUGI podem, desde que devidamente fundamentado e em por fração, por forma a maximizar a sua eficiência energética e reduzir
relação a construções já existentes à data da sua delimitação, prever-se o impacto visual.
dotações inferiores ao estabelecido no ANEXO III, se reconhecido 5 — O projeto de novos edifícios ou de grande intervenção em edifí-
e aceite pelos serviços municipais com competência em matéria de cios existentes deve promover o bom desempenho energético, através,
infraestruturas viárias e mobilidade. designadamente, da instalação de um sistema central de climatização, da
utilização de sistemas ou técnicas construtivas de climatização passiva,
do isolamento da cobertura e das fachadas, da estanquidade e corte
SECÇÃO IV térmico dos vãos e da instalação de coberturas verdes.
da sua proposta e seja assegurada uma correta integração arquitetónica 2 — A construção de muros deve assegurar a dimensão mínima das
e urbanística, aceite pelos serviços municipais. vias, nos termos definidos no ANEXO II.
3 — Os muros tradicionais existentes em pedra seca, sobreposta
Artigo 54.º ou emparelhada devem ser preservados, reabilitados e mantidos,
assegurando-se a sua integração nas operações urbanísticas.
Logradouros 4 — Nos casos de muros tradicionais em pedra seca, sobreposta ou
1 — O logradouro dos edifícios deve conter uma área permeável emparelhada, apenas é admitida a colocação, para além da sua altura a
preferencialmente ocupada com coberto vegetal, devendo as áreas im- plantação de uma sebe viva contígua ao referido muro.
permeáveis sê-lo na exata medida das necessidades da utilização do 5 — A não manutenção de muros de pedra seca, nos termos do número
edifício. anterior, deve ser fundamentada em relatório habilitante subscrito por
2 — O Município pode, oficiosamente ou a requerimento de qualquer técnico qualificado, atestando a sua impossibilidade de recuperação, e
interessado, determinar a limpeza dos logradouros e espaços verdes aceite pelos serviços municipais.
privados para assegurar a sua correta integração urbana e paisagística, 6 — A construção de muros de vedação deve garantir o afastamento a
em condições de salubridade e de segurança de pessoas e bens. edificações com compartimentos de habitação de, pelo menos, 2 vezes a
3 — A utilização do logradouro, para exposição de produtos ou como sua altura total, sem prejuízo das demais normas legais e regulamentares
complemento de atividade económica exercida no edifício, não pode: aplicáveis aos compartimentos de habitação.
7 — Os muros de vedação não confinantes com a via ou espaço pú-
a) Dificultar ou constituir obstáculo à normal visibilidade rodoviária blico, não podem exceder 1,50 metros de altura, a contar da cota natural
em condições de segurança; do terreno, admitindo-se vedações até 2,50 metros, em sebe viva, ou
b) Provocar obstrução de perspetivas panorâmicas; material não totalmente opaco.
c) Produzir um impacto negativo no meio urbano ou na paisagem; 8 — Os muros que confinem com a via pública não podem ter altura
d) Produzir impacto ambiental ou danos ambientais; superior a 1,50 metros, que será extensiva aos muros laterais, na parte
e) Interferir no equilíbrio arquitetónico dos edifícios e espaços pú- correspondente ao recuo da construção, quando este existir, sendo per-
blicos envolventes; mitidas vedações em sebe viva, rede de arame ou de outro material, não
f) Prejudicar condições de salubridade e a segurança de pessoas e bens. opaco, que se considere adequado.
9 — Considera-se que o muro confina com via ou espaço público
4 — O disposto nos números anteriores aplica-se igualmente para quando segue a extrema confinante com caminho, via ou espaço público,
as situações de exposição de produtos em parcelas que não constituam ou que dele dista a dimensão inferior ao estabelecido no ANEXO II,
logradouros de edifícios e para a ocupação de parcelas com elementos num mínimo de 5 metros ao eixo da via ou caminho.
que se incorporem no solo com carácter provisório. 10 — Nos casos em que o muro de vedação separe terrenos com cotas
5 — Cessada que seja a utilização de logradouro para a exposição de diferentes, na sua situação à data da operação urbanística, incluindo
produtos, ou como complemento da atividade económica exercida na as parcelas situadas em domínio público ou privado do município,
parcela, deverá ser assegurada a remoção dos materiais expostos, e a admitem-se que as dimensões estabelecidas no presente artigo sejam
reposição das condições iniciais, anteriores à atividade desenvolvida. aferidas na cota mais elevada, até ao máximo de 2,00 relativamente à
cota menos elevada.
Artigo 55.º 11 — As alturas máximas fixadas nos números anteriores devem
ser observadas em toda a extensão dos muros de vedação, nos termos
Delimitação dos lotes
aí definidos.
1 — A identificação e a demarcação de lotes resultantes de uma 12 — Podem ser admitidas soluções diversas das dispostas nos nú-
operação de loteamento serão feitas através da colocação de marcos de meros anteriores, devidamente justificadas por razões de suporte de
características perenes que garantam a sua perenidade. terras, no seu perfil natural, ou de proteção de pessoas e bens, e aceites
2 — Em loteamentos não sujeitos a obras de urbanização, os marcos pelos serviços municipais.
devem ser colocados em momento anterior à emissão do alvará de lo- 13 — Em áreas de reconhecido interesse paisagístico ou em que
teamento, devendo ser apresentada, com o pedido de emissão do alvará existam construções de reconhecido interesse histórico ou arquitetónico,
declaração subscrita pelo titular do alvará, onde ateste ter procedido em especial no Centro Histórico de Sintra, na Paisagem Cultural de
à colocação dos marcos, nas condições referidas no número anterior, Sintra — Património Mundial — e no PNSC, podem vir a ser aprovados
e confirmada da sua implantação em conformidade com a operação ou impostos outros tipos de vedações diferentes das previstas no presente
de loteamento licenciada, por meio de levantamento topográfico, nos artigo, sem prejuízo do disposto nos IGT.
termos do ANEXO VI. 14 — Na área do PNSC:
3 — Em loteamentos em que há lugar à execução de obras de urbaniza- a) Os muros de vedação não podem exceder a altura de 1,00 metro,
ção os marcos devem ser colocados em momento anterior à vistoria para com exceção dos casos em que o cumprimento desta imposição colida
receção provisória das obras de urbanização, devendo ser apresentada, com a altura modal presente na área;
com o pedido de receção, declaração subscrita pelo titular do alvará, onde b) Poderá ser colocada vedação metálica, visualmente permeável, até
ateste ter procedido à colocação dos marcos, nas condições referidas à altura global de 1,70 metro, exceto quando se trate de muros em pedra
no número anterior, e confirmada da sua implantação em conformidade seca, em que apenas será permitida a plantação de sebe viva contigua
com a operação de loteamento licenciada, por meio de levantamento ao referido muro.
topográfico, nos termos do ANEXO VI.
Artigo 58.º
Artigo 56.º
Piso recuado
Cota de soleira ou de pavimento
1 — Apenas é admitida a criação de um piso recuado na edificação.
1 — A definição da cota de soleira ou dos diferentes pavimentos deve 2 — Nos casos em que os novos edifícios confinem com construções
seguir a topografia natural do terreno na sua situação original, antes da preexistentes a manter, a criação de piso recuado só é admitida quando
operação urbanística, assegurando a efetiva integração das edificações nestas construções já exista piso recuado e se considere conveniente
na paisagem e no meio urbano. a adoção da mesma tipologia para melhor integração arquitetónica da
2 — Não são admitidas cotas de soleira, nos termos da alínea l) do Ar- nova operação urbanística.
tigo 7.º, que se situem a mais de 0,50 metros acima do terreno natural. 3 — Na situação referida no número anterior, o recuo deverá alinhar
3 — Podem os serviços municipais admitir ou impor soluções diversas pelo existente, exceto em casos devidamente justificados e aceites pelos
das referidas no presente artigo, fundamentadas nas circunstâncias con- serviços municipais.
cretas da parcela em causa ou do impacto que possa causar na paisagem
ou na envolvente construída. Artigo 59.º
Muros de vedação 1 — Não são admitidos corpos salientes nas fachadas dos edifícios
confinantes com espaço público, abertos ou fechados, que se projetem
1 — Os muros de vedação devem ser implantados de forma a assegurar no espaço público ou privado do Município, nomeadamente corpos
a sua correta integração paisagística, não podendo constituir elementos balançados utilizáveis, compartimentos ou partes de compartimentos,
que agravem as condições de circulação, pedonal ou automóvel, e as saliências ou varandas.
suas condições de visibilidade, nem constituam elementos sombreadores 2 — Excecionalmente podem ser admitidos corpos salientes que se
de edificações existentes. projetem no espaço público, em reduzidos espaços de colmatação, e em
Diário da República, 2.ª série — N.º 23 — 1 de fevereiro de 2017 2265
zona urbana consolidada, apenas e só se tal solução servir a uma melhor aplicáveis, deve assegurar condições de salubridade e saúde pública, e
integração urbanística e arquitetónica da nova operação urbanística garantir o direito ao descanso e qualidade do ar, incluindo odores, na sua
relativamente às construções confiantes, devidamente fundamentada e envolvente, e cumprimento das normas em matéria de ambiente.
aceite pelos serviços municipais.
3 — Nas situações excecionalmente admitidas no número anterior, Artigo 64.º
deve ser garantido o cumprimento das normas legais e regulamentares
aplicáveis, estabelecidas no presente Regulamento, e nomeadamente Grelhadores
as estabelecidas no RGEU, e em nenhum caso serem adotados limites, A instalação ou construção de grelhadores no logradouro, terraços
dimensões e tipologia, diversos dos corpos balançados existentes nos ou varandas das edificações, sem prejuízo das disposições legais e
edifícios confinantes, nem ser posta em causa a preservação das árvo- regulamentares especialmente aplicáveis, deve assegurar condições
res existentes, ou prejudicar os alinhamentos e árvores que devam ou de salubridade e saúde pública, e garantir a qualidade do ar, incluindo
possam vir a ser colocadas. odores, e as condições de segurança na proteção contra incêndios.
Artigo 60.º
Artigo 65.º
Marquises
Tendas
1 — É permitido o encerramento envidraçado de varandas, terraços
ou pátios em qualquer fachada de um edifício, nos termos do RJUE e 1 — A instalação de tendas ou de qualquer estrutura amovível numa
do presente Regulamento. parcela, é tida como operação urbanística de utilização do solo quando
2 — O encerramento envidraçado de varandas, deve garantir: aquela instalação, não satisfazendo os requisitos estabelecidos na alí-
nea jj) do Artigo 7.º, seja destinada à utilização humana, ou o mero uso
a) A sua integração urbana e arquitetónica, não afetando a linha do solo seja feito para fins não exclusivamente agrícolas, pecuários,
arquitetónica e arranjo do prédio e enquadrar-se nas características da florestais, mineiros ou de abastecimento público de água.
envolvente; 2 — Quando não se encontrem satisfeitos os requisitos estabelecidos
b) A adoção de uma solução global para a fachada onde se pretende no n.º 1 do presente artigo, e do estabelecido na alínea jj) do Artigo 7.º,
realizar a instalação, tanto em termos de desenho arquitetónico, como a instalação de tenda é tida como edificação para todos os efeitos, sendo
dos materiais aplicados, ou a aplicar, que devem ser de características necessário o seu licenciamento ou comunicação prévia nos termos da
gerais idênticas, ou de efeito equivalente. lei e do presente Regulamento.
c) A habitabilidade dos compartimentos; 3 — A instalação de tendas, nos termos dos números anteriores, deve
d) Um bom desempenho térmico do edifício e a boa ventilação dos cumprir as disposições estabelecidas em IGT e SRUP em vigor, e as
compartimentos. demais disposições legais e regulamentares em vigor, incluindo as
constantes do presente Regulamento, por referência às edificações em
3 — Quando num edifício se adote uma determinada solução para o geral.
encerramento envidraçado de varandas, solução equivalente deve ser ado-
tada para a mesma fachada, no que se refere a materiais, cor e estereotemia.
4 — Nos edifícios sujeitos ao regime de propriedade horizontal, Artigo 66.º
devem, nos termos do Código Civil e da deliberação da assembleia Estufas
geral de condóminos, ser adotadas soluções globais para todas as fra-
ções e fachadas do edifício que garantam o estabelecido nos números 1 — A instalação de estufas de caráter temporário e sem impermeabi-
anteriores, em especial a uniformidade de materiais, cores e soluções lização definitiva do solo ou incorporação com carácter de permanência
estereotómicas. no solo, de acordo com o regime de culturas, e nos termos da alínea q)
do Artigo 7.º do presente Regulamento, destinando-se exclusivamente
Artigo 61.º à produção agrícola e não à comercialização de produtos, não integram
Estendais o conceito de operação urbanística.
2 — As estufas devem ser reparadas ou reabilitadas se apresentarem
1 — Os espaços destinados a habitação devem prever um espaço de sinais de degradação e removidas quando deixem de ser utilizadas,
estendal por unidade habitacional. nos termos do ciclo de aproveitamento agrícola intensivo, sob pena de
2 — Não é permitida a colocação de estendais no exterior dos edifícios determinação pelo Município da sua imediata remoção.
de habitação coletiva, qualquer que seja a sua fachada, admitindo-se, 3 — Quando não se encontrem satisfeitos os requisitos estabelecidos
contudo, que se instalem no interior das varandas e nos terraços, desde no n.º 1 do presente artigo, e do estabelecido na alínea q) do Artigo 7.º, a
que sejam adotados sistemas de ocultação. instalação de estufa é tida como edificação para todos os efeitos, sendo
3 — Não são admitidas alterações de fachada que ponham em causa, necessário o seu licenciamento ou comunicação prévia nos termos da
estética e funcionalmente, os estendais existentes. lei e do presente regulamento.
4 — A instalação de estufas, nos termos dos números anteriores,
Artigo 62.º deve cumprir as disposições estabelecidas em IGT e SRUP em vigor,
Salas de condomínio e as demais disposições legais e regulamentares em vigor, incluindo
as constantes do presente Regulamento, por referência às edificações
1 — Todas as construções com possibilidade de virem a constituir-se em geral.
em regime de propriedade horizontal devem possuir espaços funcional-
mente dotados de condições que possibilitem a realização das respetivas Artigo 67.º
assembleias de condóminos, bem como espaço de apoio à manutenção
e gestão corrente das partes comuns, excecionando-se as construções Disposições especiais
existentes, quando tal não seja fundamentadamente possível. 1 — Em AUGI, núcleo histórico e zona urbana consolidada podem
2 — Os espaços para a realização de reuniões de assembleias de ser aceites soluções diversas das referidas na presente Secção, desde
condóminos, referidos no número anterior, devem possuir pé direito que devidamente fundamentadas e determinadas pela existência de
regulamentar, ventilação e iluminação adequadas e serem dotadas de construções que não seja possível ou adequado demolir.
abastecimento de água e escoamento de águas residuais domésticas 2 — Nos casos referidos no número anterior devem adotar-se as solu-
necessárias à limpeza e manutenção das áreas comuns. ções mais próximas das condições estabelecidas na presente Secção.
3 — O dimensionamento dos espaços devem ser na razão de 1,00 m2 3 — Em qualquer caso devem ser garantidas as condições de segurança
por fração, com uma área mínima de 10 m2, sem prejuízo do disposto para pessoas e bens, e cumpridas as disposições legais aplicáveis.
no número seguinte.
4 — Nos edifícios a constituir ou com possibilidade de virem a
constituir-se em propriedade horizontal e que disponham, ou possam SECÇÃO VI
dispor, de um número de frações superior a quinze, a sala de condomí-
nio deverá ter uma área mínima de 1,00 m2 por fração autónoma até Infraestruturas, sistemas e equipamentos dos serviços urbanos
ao máximo de vinte frações, aumentando 0,50 m2 por fração acima
deste número. Artigo 68.º
Artigo 63.º Infraestruturas nos edifícios
Abrigos para animais 1 — As redes e correspondentes equipamentos referentes a infraestru-
A construção de abrigos para animais em logradouro das edificações, turas de telecomunicações, de energia ou outras, necessárias na execução
sem prejuízo das disposições legais e regulamentares especialmente de operações urbanísticas, ou ainda nas promovidas pelas entidades
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concessionárias das explorações, devem ser enterradas, exceto quando panhados do parecer do serviço municipal com competência em matéria
comprovada a impossibilidade técnica de execução e esta aceite pelos de iluminação pública.
serviços municipais.
2 — A instalação de infraestruturas no exterior dos edifícios deve Artigo 71.º
realizar-se preferencialmente nas coberturas ou em fachadas não voltadas
para o espaço público e apenas é permitida se salvaguardar as questões Postos de transformação
de salvaguarda patrimonial ou de carácter estético no tocante à sua 1 — A instalação de novos PT, ou a alteração dos existentes, devem
integração na composição arquitetónica do edifício. integrar os respetivos pedidos de licenciamento e as apresentações de
3 — Os terminais ou dispositivos aparentes das redes de infraestrutu- comunicação prévia, os elementos escritos e desenhados que definam
ras devem estar perfeitamente coordenados e integrados nos projetos de a solução pretendida e a sua relação com a envolvente, acautelando a
infraestruturas e de arranjos exteriores, assegurando-se a correta integra- integração arquitetónica e que salvaguardem a sua integração no desenho
ção urbana e paisagística, não podendo constituir obstáculo à circulação do espaço público e na paisagem.
pedonal, ou obstruir a normal visibilidade à circulação automóvel em 2 — Os novos PT devem ser integrados nos muros ou nos edifícios,
condições de segurança, cumprindo o dimensionamento constante do ou através de soluções que contemplem e salvaguardem a sua integração,
ANEXO II e as demais normas do presente Regulamento. conforme definido no número anterior, com a minimização de impactes e
os riscos decorrentes da probabilidade de explosão, devendo ser sempre
Artigo 69.º garantido o acesso permanente e direto à cota da via pública.
3 — O compartimento do PT deve estar devidamente insonorizado
Armários e quadros técnicos e isolado de forma a minimizar os impactos negativos aquando da
1 — Sempre que seja necessário instalar armários ou quadros técnicos integração no edifício.
na via pública, estes equipamentos: 4 — A instalação de compartimentos para cogeração ou produção de
calor e de eletricidade, a instalar e explorar por produtores devidamente
a) Devem garantir a manutenção de um corredor livre de obstáculos
licenciados para o efeito, deve, por razões de segurança e da respetiva
com a largura mínima de 2,00 metros.
exploração, ser autónoma dos espaços para postos de transformação,
b) Não podem constituir obstáculo ao uso pleno do espaço público,
mesmo se contígua para facilitar a eventual ligação física que permita
nem constituir barreiras arquitetónicas;
a entrega da energia produzida à rede pública de distribuição.
c) Não podem constituir obstáculo ou obstruir a normal visibilidade
5 — Sempre que seja necessário instalar PT na via pública, estes
na circulação automóvel ou pedonal em condições de segurança;
equipamentos:
d) Não podem constituir elementos dissonantes, descaracterizadores e
desqualificadores do ambiente urbano, sem que sejam adotadas soluções a) Devem garantir a manutenção de um corredor livre de obstáculos
construtivas ou dissimuladoras para o seu correto enquadramento; com a largura mínima de 2,00 metros.
e) Devem ser embutidos nos muros, das paredes ou nos pavimentos, b) Não podem constituir obstáculo ao uso pleno do espaço público,
com acabamento exterior idêntico ao existente no local. nem constituir barreiras arquitetónicas;
c) Não podem obstruir a normal visibilidade na circulação automóvel
2 — Nas situações em que a instalação se verifique em espaços ver- em condições de segurança;
des públicos ou outros espaços do domínio municipal com interesse d) Devem sempre garantir condições de segurança circulação pedonal
patrimonial, ambiental ou paisagístico, em especial na área do PNSC e e automóvel;
na zona classificada como Paisagem Cultural de Sintra — Património e) Não podem constituir elementos dissonantes, descaracterizadores e
Mundial da Humanidade -, deve ser especialmente assegurado o devido desqualificadores do ambiente urbano, sem que sejam adotadas soluções
enquadramento urbano e paisagístico dos equipamentos em causa. construtivas ou dissimuladoras para o seu correto enquadramento;
f) Devem ser embutidos nos muros, das paredes ou nos pavimentos,
Artigo 70.º com acabamento exterior idêntico ao existente no local.
Iluminação Pública 6 — Nas situações em que a instalação se verifique em espaços ver-
1 — As operações urbanísticas que incidam sobre espaços do domínio des públicos ou outros espaços do domínio municipal com interesse
público municipal são dotadas de projeto de infraestruturas elétricas patrimonial, ambiental ou paisagístico, em especial na área do PNSC e
incluindo a iluminação pública, nos termos do ANEXO VI. na zona classificada como Sintra Património Mundial da Humanidade,
2 — Os projetos de infraestruturas elétricas de iluminação pública deve ser especialmente assegurado o devido enquadramento urbano e
devem garantir que: paisagístico dos equipamentos em causa.
a) As infraestruturas elétricas devem ser executadas em rede sub-
Artigo 72.º
terrânea;
b) As entradas de energia, designadas por ramais, devem ser efetuadas Sistemas de recolha de águas pluviais
em rede subterrânea, para permitirem viabilizar futuras requalificações 1 — Nas fachadas confinantes com a via pública são proibidos tubos,
de supressão de redes aéreas; caleiras ou orifícios para drenagem de águas pluviais ou de quaisquer
c) A iluminação não pode ser intrusiva para o espaço privado nem outros efluentes para além dos destinados à descarga de algerozes ou à
provocar encandeamento aos utilizadores do espaço público; saída de sacadas ou parapeitos de janelas ou varandas.
d) Os equipamentos a prever nos projetos devem ser de elevada 2 — A colocação de algerozes e tubos de queda deve harmonizar-se
eficiência energética, adotando-se as MTD, preferencialmente de tec- com os restantes elementos, cores e materiais aplicados no revestimento
nologia LED; de fachadas e coberturas.
e) As luminárias devem contemplar regulação de fluxo luminoso para 3 — As águas pluviais provenientes das coberturas, varandas e ter-
adequação dos níveis lumínicos às necessidades ao longo do período raços dos edifícios devem:
noturno;
f) Todos os projetos de iluminação pública devem respeitar as orien- a) Ao nível do piso térreo, devem ser embutidos ou protegidos, até à
tações estabelecidas no DREEIP para efeitos de cálculo do índice de altura mínima de 2,00 metros;
eficiência energética, e ser acompanhados dos respetivos cálculos lu- b) No caso de não existir passeio, ser recolhidas em algerozes ou ca-
minotécnicos justificativos da solução preconizada, em programa ho- leiras e canalizadas em tubagens adequadas, até 0,10 metros do solo;
mologado e independente do fabricante. c) Existindo passeio, ser conduzidas em tubagens enterradas até à
berma do arruamento ou ao coletor de águas pluviais.
3 — Podem ser aceites pelos serviços municipais tecnologias diversas
das constantes do número anterior, sempre que, por questões técnicas ou 4 — Em edifícios novos os sistemas de recolha de águas pluviais
de uniformidade e envolvência, devidamente justificadas, se verifique devem ser integrados na edificação de forma oculta.
não ser adequado a instalação desta tecnologia.
4 — Admite-se, excecionalmente, a adoção de redes aéreas quando na Artigo 73.º
envolvente ainda prevaleçam redes aéreas e se reconheça que a instalação
de redes subterrâneas não se justifica, mediante parecer favorável do ser- Sistemas receção de sinal televisão
viço municipal com competência em matéria de iluminação pública. 1 — Em todas as novas edificações ou nas intervenções que impli-
5 — Nos casos aceites ao abrigo do número anterior, os ramais serão quem reforma profunda de edifícios existentes, deve ser reservado um
sempre executados em modo subterrâneo. espaço para a instalação e conexão das possíveis infraestruturas de
6 — Os projetos de infraestruturas elétricas só poderão ser remetidos telecomunicações e respetivos equipamentos.
pelo promotor ou técnico responsável para licenciamento às entidades 2 — Não é permitida a instalação de infraestruturas de telecomu-
prestadoras de serviços públicos de fornecimento de energia, se acom- nicações nos vãos, varandas, fachadas e paramentos do perímetro dos
Diário da República, 2.ª série — N.º 23 — 1 de fevereiro de 2017 2267
edifícios, exceto quando seja possível ocultá-las através de elementos d) Núcleos Históricos identificados em IGT em vigor.
construtivos permanentes, de modo a que não sejam visíveis a partir
do espaço público. 2 — A presente Secção aplica-se ainda aos edifícios classificados
3 — As infraestruturas de telecomunicações, linhas e cabos necessá- e às respetivas zonas de proteção, e a edifícios constantes de lista de
rios ao funcionamento dos sistemas, não podem ser visíveis a partir da via inventário elaborada nos termos da Lei de Bases do Património Cultural,
pública, ou adotar soluções de dissimulação ou ocultação, devendo ser estabelecida pela Lei n.º 107/2001, de 8 de setembro.
de cor neutra, ou da cor do paramento a que se justapõem, e não podem 3 — O estabelecido na presente Secção não prejudica o integral cum-
incorporar legendas ou anagramas de carácter publicitário. primento da legislação especial aplicável ao património, nomeadamente a
4 — Quando as infraestruturas sejam instaladas na cobertura dos Lei de Bases do Património Cultural, estabelecida pela Lei n.º 107/2001,
edifícios deve ser escolhida a melhor localização que as oculte, desde de 8 de setembro.
que tal não prejudique o seu bom funcionamento, devendo nestes casos a Artigo 76.º
solução a adotar prever elementos construídos que garantam uma efetiva
ocultação, e a correta integração arquitetónica, urbana e paisagística. Princípios de intervenção
5 — Quando se preveja a instalação de uma antena em edifício com Constituem, para além do disposto na Lei, geral ou especial, princípios
mais de duas frações, ou que detenha condições para a sua constituição, a gerais de intervenção nos edifícios:
mesma deve permitir a utilização coletiva, devendo adotar-se as medidas
necessárias para que aquela possa ser utilizada por qualquer fração. a) O princípio da reabilitação, pela qual as intervenções devem ter
6 — No âmbito de operações urbanísticas de conservação ou reabili- sempre em vista a sua requalificação construtiva, funcional, arquitetó-
tação, e em todas as intervenções na cobertura dos edifícios existentes, nica e estética;
devem ser removidas todas as infraestruturas obsoletas, nomeadamente b) O princípio da preservação, através da identificação e catalogação
as de funcionamento analógico. de cada objeto, identificando os elementos ou técnicas construtivas a
7 — Em edifícios novos os sistemas de receção de sinal de televisão conservar, devendo toda e qualquer intervenção respeitar o tipo, traça
devem ser integrados na edificação de forma oculta. e natureza do imóvel, ainda que atual.
b) Apresentar os espaços exteriores devidamente tratados por forma a atual, seguem procedimentos especiais dele decorrentes, e devem cumprir
assegurar o correto enquadramento em meio urbano e na paisagem; as condições estabelecidas na deliberação da Assembleia Municipal
c) Não utilizarem materiais perigosos que à data da legalização sejam que reconhece o interesse público da sua regularização, nos termos
proibidos nos termos da Lei, nomeadamente elementos que contenham da alínea a) do n.º 4 do artigo 5.º do referido regime, e as condições
amianto. que sejam estabelecidas em sede de conferencia decisória prevista no
artigo 9.º do mesmo regime.
8 — O disposto no presente Capítulo, não prejudica as exigências
legais especificamente dirigidas ao exercício de atividades económicas,
sujeitas ao regime especial que lhes seja aplicável, em função do que SECÇÃO II
se pretenda instalar e fazer funcionar, ou já se encontre instalado ou a
funcionar, nas edificações a legalizar. Procedimento especial de legalização
9 — O disposto no presente Capítulo não prejudica o correspondente
processo contraordenacional que, nos termos da Lei, deva haver lugar. Artigo 94.º
10 — O procedimento de legalização previsto no presente Capítulo,
não dispensa o cumprimento das disposições regulamentares, ainda que Iniciativa
especiais, que se deva observar, em especial a obtenção de pareceres, 1 — Sempre que se verifique a existência de uma operação urbanística
autorizações ou licenças que sejam devidos no âmbito de outros regimes ilegal, nos termos do n.º 1 do artigo 102.º do RJUE, deverá ser promo-
especiais, nem do pagamento de todas as taxas que haja lugar nos termos vida a sua legalização, podendo a mesma ser da iniciativa do particular
da disposições legais e regulamentares. titular ou do Município.
2 — Pode o particular por sua iniciativa, dirigir-se à autarquia ques-
Artigo 89.º tionando da possibilidade de legalização, incluindo a indicação das taxas
a pagar e outras obrigações que deva cumprir para obter a legalização
Data da edificação
da operação urbanística, dispondo o Município do prazo máximo de
1 — A verificação das normas técnicas aplicáveis, nos termos do 30 dias, para dar cumprimento ao solicitado, indicando os elementos a
Artigo 88.º, depende da data da execução da edificação. apresentar e as condições em que a legalização pode ser obtida.
2 — Compete ao requerente apresentar documentos que comprovem 3 — Compete ao titular da operação urbanística, no momento da
de forma inequívoca a data da execução da edificação, estabelecendo-se instrução do pedido, provar a data da sua execução, por meios de prova
no ANEXO VI os meios de prova e critérios da sua valoração. legalmente admissíveis, e tendo em conta o estabelecido no Artigo 14.º
do ANEXO VI.
Artigo 90.º 4 — Sendo possível assegurar a conformidade da operação urbanística
com as disposições legais e regulamentares em vigor, nos termos do
Dispensa de normas técnicas
Artigo 88.º, o Município notificará o interessado, para, que no prazo de
Pode ser dispensado o cumprimento de normas técnicas, no âmbito do 60 dias, apresente pedido de legalização, instruído com os elementos
estabelecido no n.º 3 do Artigo 88.º, relativas à construção cujo cumpri- constantes do ANEXO VI, podendo ser aceite, mediante requerimento,
mento se tenha tornado impossível ou que não seja razoável exigir, desde prazo diverso face à complexidade dos elementos a apresentar.
que se verifique terem sido cumpridas as condições técnicas vigentes à 5 — O prazo estabelecido no número anterior pode ser prorrogado,
data da construção em questão. por uma única vez, no máximo por metade do prazo inicial.
6 — A não apresentação do pedido de legalização no prazo estabe-
Artigo 91.º lecido, ou da sua prorrogação, determinará a ordem de demolição das
construção em causa e a reposição das condições naturais da parcela
Obras exigidas à legalização
na sua situação inicial anterior à edificação ou urbanização, nos termos
1 — Pode o Município determinar a realização de trabalhos de ma- da Lei.
nutenção, de reparação, de demolição ou de adaptação que permitam
a legalização, incluindo a substituição de materiais de revestimento de Artigo 95.º
coberturas, a limpeza e pintura de fachadas ou arranjo e limpeza do
logradouro. Legalização Oficiosa
2 — Não é admitida a legalização de construções abarracadas ou que 1 — Nas situações em que o particular não promova as diligências
não reúnam condições de salubridade, ou que ponham em causa a saúde necessárias à legalização voluntária das operações urbanísticas, pode
pública ou a segurança de pessoas e bens, ou não assegurem a integração o Município, nos termos do n.º 8 do artigo 102.º-A do RJUE, proceder
paisagística e urbanística, podendo ser imposta a sua demolição ou a oficiosamente à legalização, desde que as obras em causa não impliquem
recuperação arquitetónica de edificações, nomeadamente pela imposição a realização de cálculos de estabilidade, nem a realização de trabalhos de
de obras de tratamento exterior das edificações, incluindo a sua pintura correção ou adaptação, obras de ampliação, alteração ou demolição da
ou recuperação de fachadas, alteração de materiais ou revestimentos. edificação, ou obras de urbanização ou de realização de infraestruturas
3 — Quando forem exigidos trabalhos adicionais, o procedimento e de serviços urbanos.
simplificado de legalização segue o disposto no Artigo 10.º, e o esta- 2 — O recurso à legalização oficiosa deve ser comunicado ao pro-
belecido no Artigo 96.º, devendo ser adaptado às determinações das prietário do imóvel, o qual dispõe de um prazo de 30 dias para se opor
correspondentes operações urbanísticas que devam ter lugar para sa- à legalização.
tisfação dessas exigências, no respeito pelo princípio de simplificação 3 — Quando houver lugar à oposição a que se refere o número ante-
processual e procedimental. rior, a legalização não prossegue, promovendo-se, nos termos da Lei, a
Artigo 92.º demolição do edificado e reposição das condições naturais da parcela
na sua situação inicial anterior à edificação ou urbanização ilegalmente
Disposições especiais executada.
1 — Podem ser aceites soluções diferentes das estabelecidas no pre- 4 — Se a legalização prosseguir fica o particular obrigado ao paga-
sente Regulamento, no âmbito de procedimento de legalização, no que mento das taxas urbanísticas devidas, ainda que a título de TRIU ou com-
se refere a condições de integração urbana e características construtivas pensação pela ausência de cumprimento de parâmetros obrigatórios ou de
ou estéticas, desde que não ponham em causa o conjunto urbano ou a outras obrigações, fixadas no presente Regulamento e no RTTORS.
paisagem, condições de salubridade, a saúde pública ou a segurança de 5 — Quando o requerente, notificado para pagamento das taxas
pessoas e bens, sendo determinadas, se necessário, obras de recuperação devidas, não proceder ao respetivo pagamento no prazo de 60 dias,
ou adaptação, nos termos do Artigo 91.º é promovido o correspondente procedimento de execução fiscal do
2 — As AUGI, delimitadas nos termos da Lei, regem-se por diploma montante liquidado.
legal especial, consubstanciado na Lei n.º 91/95 de 2 de setembro, na sua 6 — O prazo estabelecido no número anterior pode ser prorrogado,
redação atual, e do Regulamento Municipal próprio em vigor, sendo su- por uma única vez, no máximo por metade do prazo inicial.
pletivamente aplicáveis as disposições do presente Regulamento, e desde
que não ponham em causa o processo de reconversão ou legalização. Artigo 96.º
Pedido de legalização
Artigo 93.º
O pedido de legalização segue a forma de procedimento simplificado,
Regime excecional de regularização industrial nos termos do Artigo 10.º, e corresponde a requerimento simultâneo
As construções legalizadas ao abrigo do regime excecional estabele- para todas as fases procedimentais, incluindo a licença para edificação
cido pelo Decreto-Lei n.º 165/2014 de 5 de novembro, na sua redação e a licença para utilização, culminando na emissão final da licença de
Diário da República, 2.ª série — N.º 23 — 1 de fevereiro de 2017 2271
utilização, desde que não implique a realização de quaisquer obras Artigo 100.º
adicionais à edificação existente. Título de operações urbanísticas objeto de legalização
Artigo 97.º 1 — A deliberação final que se pronuncia simultaneamente sobre as
obras de construção e a utilização do edifício, é titulada por alvará único
Apreciação de autorização de utilização.
1 — Se o pedido de legalização não reunir os elementos necessários 2 — Com vista à salvaguarda de futuros adquirentes de boa-fé, os
para que possa ser apreciado, o interessado será notificado para juntar os títulos das operações urbanísticas derivados de procedimento de lega-
elementos em falta, no prazo máximo de 30 dias, findo o qual, mantendo- lização, deverão, para além das dispostas no RJUE para os títulos em
-se os pressupostos de facto e de direito, será submetida a decisão final geral, conter as seguintes menções especiais:
a possibilidade de legalização oficiosa, nos termos do artigo 102.º-A a) Qual a operação urbanística objeto de regularização;
do RJUE, ou iniciado ou retomado o procedimento de reposição da b) Menção expressa de que a edificação a que respeita foi objeto de
legalidade urbanística, promovendo, nos termos legais a demolição das legalização nos termos do artigo 102.º-A do RJUE;
edificações e reposição das condições naturais da parcela. c) Que foi admitida a dispensa concedida pelo n.º 5 do artigo 102.º-A
2 — Pode o Município, a requerimento fundamentado do interessado, do RJUE, relativa ao cumprimento de normas técnicas relativas à cons-
conceder prorrogação de prazo por uma única vez, e em metade do prazo trução, quando aplicável.
inicial, para efeitos de junção de elementos.
infraestruturas em execução, a fim de serem verificadas a implantação 2 — A prorrogação de prazo para execução de operações urbanísticas
e cotas de soleira das edificações em execução, devendo para o efeito o é aceite nos termos e prazos da Lei, e está sujeita a avaliação das obras
titular do alvará providenciar a presença de topógrafo profissionalmente já executadas, e na ponderação do interesse público da sua conclusão,
habilitado para o efeito. sem prejuízo do pagamento de todas as taxas aplicáveis nos termos da
5 — Durante a execução de obras de urbanização, nomeadamente Lei e dos regulamentos municipais.
de rede viária, de abastecimento de água, de escoamento de águas 3 — A prorrogação de prazo deve ser solicitada antes de terminado
residuais domésticas ou pluviais e zonas verdes, o titular da licença o prazo estabelecido no correspondente título, enquanto este decorre,
ou comunicação prévia ou o diretor técnico da obra devem solicitar considerando o prazo comunicado em processo de comunicação prévia,
periodicamente a presença dos serviços municipais com competência ou prazo constante de licença em procedimento de licenciamento.
em matéria de fiscalização, a fim de serem verificados os materiais a
utilizar e a sua aplicação. Artigo 108.º
6 — Antes do fechamento das valas para a rede de abastecimento de
água, de escoamento de águas residuais, domésticas ou pluviais, e rede Receção de obras de urbanização
rega, ou outras infraestruturas em espaço integrado ou a integrar no 1 — A receção de obras de urbanização, provisória ou definitiva, é
domínio municipal, o diretor técnico da obra deve requerer a presença sempre precedida de vistoria do conjunto dos serviços municipais com-
dos serviços municipais com competência em matéria de fiscalização petentes em cada especialidade da obra executada, destinada a verificar
e em matéria de redes de agua e saneamento, por forma a que as redes a exata execução nos termos do pedido deferido, do funcionamentos das
sejam verificadas e testadas em carga. infraestruturas e serviços urbanos, e das condições gerais do espaço a
rececionar, nomeadamente em termos de execução de acordo com as Re-
Artigo 103.º gras de Arte e MTD, e condições de limpeza e utilização de todas as áreas.
2 — A receção provisória de obras de urbanização só pode ser reque-
Livro de obra
rida se estiverem executadas e em pleno funcionamento todos os serviços
1 — Durante a execução da obra deve estar sempre presente no local, e infraestruturas urbanas, em especial as definidas na alínea u) e w) do
ou na plataforma eletrónica referida no Artigo 17.º, livro de obra onde Artigo 7.º e ainda aquelas que possam ter sido determinadas em apro-
são registados todos os factos relevantes ocorridos na execução da obra, vação ou deferimento da operação urbanística relativas a infraestruturas
nos termos da alínea c) do n.º 3 do Artigo 102.º gerais, nos termos da alínea v) do Artigo 7.º, nomeadamente:
2 — Enquanto não estiver disponível o livro de obra digital, deve o
a) Os arruamentos e restantes infraestruturas, nomeadamente abaste-
diretor técnico da obra garantir a inserção no sistema da plataforma refe-
cimento de água, escoamento de águas residuais e iluminação pública,
rida no Artigo 17.º de cópia atualizada do livro de obra, com uma perio-
espaços verdes e sistemas de rega, incluindo sistemas e órgãos respetivos
dicidade mínima bimensal, por forma a que os serviços municipais com
e todo o mobiliário urbano previsto, devem estar executados de acordo
competência em matéria de fiscalização possam programar as suas ações.
com o definido no título da operação urbanística, e projetos deferidos,
3 — Qualquer indicação de correção ou alteração deverá ser registada
e em condições de plena utilização;
pelo funcionário dos serviços municipais no livro de obra respetivo,
b) Os lotes e as áreas cedidas ao domínio municipal, público ou
ou na plataforma referida no Artigo 17.º, assim como os resultados de
privado, devem estar modelados, piquetados e assinalados por meio de
vistorias, sendo as mesmas assinadas por todos os intervenientes.
marcos, nos termos do Artigo 55.º e do estabelecido para a operação
4 — Deve ser igualmente registado em livro de obra, ou na plataforma
urbanística deferida;
referida no Artigo 17.º, o registo de dados de RCD, nos termos do
c) Área de intervenção limpa de resíduos e estaleiro levantado.
Decreto-Lei n.º 46/2008 de 12 de março, na sua redação vigente.
5 — Em caso de extravio do livro de obra, são solidariamente respon- 3 — A receção provisória, no caso de ter sido estabelecido faseamento
sáveis o diretor técnico da obra e o diretor de fiscalização, devendo de de execução da obra, pode ser requerida de modo faseado, para cada
imediato dar conhecimento desse facto aos serviços municipais. uma das fases nos termos do deferimento da operação urbanística, e do
6 — Para efeitos de instrução de procedimentos relativos à operação referido nos números anteriores.
urbanística em causa, o extravio do livro de obra implica a apresentação 4 — A receção provisória de obras de urbanização só pode ocor-
de declaração, sob compromisso de honra, dos responsáveis indicados rer após a apresentação e verificação do levantamento topográfico da
no número anterior, atestando que a obra foi executada de acordo com obra executada, nos termos estabelecidos no ANEXO VI incluindo a
as condições da licença ou comunicação, de acordo com as técnicas e delimitação dos lotes constituídos através de marcos, nos termos do
cálculos aí expressas, e das instruções eventualmente estabelecidas pelos Artigo 55.º, e a delimitação das áreas cedidas ao domínio municipal,
serviços municipais nos termos do n.º 3 do presente artigo, sob pena público ou privado.
das consequências legal e penalmente previstas em caso de prestação 5 — A receção definitiva de obras de urbanização é efetuada após
de falsas declarações. o decurso do prazo de garantia, nos termos da Lei e o disposto no
Artigo 104.º Artigo 131.º, mostrando-se todas as infraestruturas e obras em bom
Resíduos de construção e demolição estado de execução, conservação e funcionamento pleno, limpas de
quaisquer resíduos, em especial as áreas referentes a espaços verdes ou
Em matéria de gestão de RCD deve ser observado o disposto no ajardinadas, com todas as espécies em bom estado de desenvolvimento,
Decreto-Lei n.º 47/2008 de 12 de março na sua redação vigente, e o correspondente ao espectável ao longo dos anos de manutenção, e em
estabelecido no Regulamento do Serviço Público de Recolha e Transporte boas condições fitossanitárias.
de Resíduos Urbanos do Município de Sintra.
natureza pública, mobiliário ou equipamento urbano, árvores ou zonas cas, as passagens pedonais e o pessoal da obra das poeiras e dos objetos
verdes públicas, e ainda a persistência de elementos que constituam que podem cair sobre os espaços do domínio municipal, complementada
desqualificação da paisagem do meio urbano, ou da parcela objeto do com uma pala de dimensões e materiais adequados, suportada por uma
pedido de controlo prévio da operação urbanística, é condição de emissão estrutura rígida estruturalmente adequada a impedir que se solte.
de alvará de utilização. 5 — Os tapumes devem ser executados em material resistente, prefe-
rencialmente metálico, devidamente acabados e pintados, não podendo
Artigo 115.º ser provenientes de demolições, nem ter altura inferior a 2,00 metros.
6 — Atendendo ao tipo de obra ou aos condicionalismos do local,
Ocupação de passeios e arruamentos para cumprimento das disposições legais ou constantes do presente
1 — Quando, na realização de obras, seja necessária a ocupação total Regulamento, pode ser imposta a construção de tapumes ou outros meios
ou parcial do passeio, ou ainda de parte da faixa de rodagem, sem garantia de proteção com características específicas diferentes das propostas no
das dimensões mínimas estabelecidas no presente Regulamento e do pedido apresentado ou dos aqui definidos.
ANEXO II, serão construídos obrigatoriamente corredores cobertos para 7 — A limitação da circulação pedonal na via pública pela colocação
peões, com as dimensões mínimas de 1,20 metros largura e 2,20 metros de tapumes ou quaisquer outros meios de proteção, deve ser acompa-
de pé direito, imediatamente confinantes com o tapume e vedados pelo nhada, pela criação de corredores de passagem, devidamente protegidos,
exterior com prumos e corrimão em tubos redondos metálicos, devendo de modo a garantir a manutenção da circulação com segurança de tran-
os mesmos prever também a correspondente iluminação noturna. seuntes, nos termos do Artigo 115.º, ou em caso de impossibilidade, a
2 — Sempre que se verificar a necessidade de garantir o acesso de criação de circuitos de circulação, pedonal ou automóvel, alternativos de-
transeuntes ao edifício, deverão prever-se soluções que garantam a vidamente assinalados, garantindo sempre a segurança de circulação.
segurança e comodidade, de pessoas e bens, designadamente, através
da delimitação dos andaimes e colocação de estrado estanque ao nível Artigo 119.º
do primeiro teto. Andaimes e estaleiro
3 — Sempre que, na sequência da instalação de um tapume, ficar no
interior da zona de ocupação qualquer equipamento urbano essencial, 1 — O pedido de instalação de andaimes ou estaleiro integra o pedido
nomeadamente boca-de-incêndio, placa de sinalização, entre outros, inicial de licenciamento da operação urbanística, ou deve ser apresen-
deverá o responsável pela obra instalar um equipamento equivalente tado até ao momento de apresentação do pedido de emissão de alvará
pelo lado de fora do tapume, durante o período de ocupação, e nas de construção, juntando para o efeito os documentos instrutórios a ele
condições a indicar pelos serviços municipais competentes em razão necessários.
do equipamento afetado. 2 — No caso de operação urbanística sujeita a comunicação prévia,
4 — O prazo de ocupação do espaço público, por motivo de obras, deve integrar a comunicação inicial, juntando os documentos instrutórios
deve restringir-se ao período mínimo indispensável, e não pode, em caso a ele necessários.
algum, exceder o prazo fixado ou indicado para a execução das obras 3 — O pedido de instalação de andaimes ou estaleiro pode ainda
referentes à operação urbanística em causa. constituir pedido autónomo de ocupação de via pública, que deve em
qualquer caso ser apresentado em momento anterior da comunicação
Artigo 116.º prevista no Artigo 106.º
4 — Os andaimes devem ser executados em materiais adequados
Cargas e descargas na via pública e que não coloquem em causa a segurança de pessoas e bens, e não
A ocupação da via pública com cargas e descargas de materiais, provoquem, durante a execução das obras, uma efetiva desqualificação
autobetoneiras, equipamento de bombagem de betão ou plataformas de do ambiente urbano.
montagem de estruturas, apenas é permitida nas seguintes condições: 5 — O estaleiro deve ser adequadamente organizado de forma a evitar
qualquer estorvo a áreas do domínio municipal, público ou privado, e
a) Durante as horas de menor intensidade de tráfego e pelo período a terrenos limítrofes, não sendo permitida a escorrência de qualquer
estritamente necessário à execução dos trabalhos; material para parcelas do domínio municipal, público ou privado.
b) Com colocação de sinalização adequada, a uma distância mínima 6 — Sempre que o estaleiro ocupe áreas do domínio municipal, pú-
de 5,00 m em relação ao veículo estacionado. blico ou privado, é obrigatória a obtenção da correspondente licença
ou autorização, e a construção de um estrado que evite o desgaste e a
Artigo 117.º deterioração dos pavimentos, mediante a obtenção da correspondente
Proteção da obra licença de ocupação da via pública.
1 — Em todas as obras é obrigatória a construção de tapumes ou a Artigo 120.º
colocação de resguardos que tornem inacessível ao público as áreas
destinadas aos trabalhos, à deposição de entulhos e de materiais e aos Contentores para depósito e recolha de resíduos da construção
amassadouros, respeitando sempre as condições de segurança e salubri- 1 — No âmbito da execução de operações urbanísticas, os contentores
dade, e sem prejudicar a qualidade urbana, a livre circulação de pessoas para RCD não podem ser instalados em local que afete a normal circula-
e bens no espaço público em condições de segurança, nos termos da Lei ção de peões e veículos, com exceção de casos justificados, aceites pelos
e do presente Regulamento. serviços municipais, e desde que sejam adotadas as medidas previstas na
2 — Se existir vegetação ou mobiliário urbano junto da obra, devem presente Secção, em especial o referido no n.º 3 do Artigo 113.º
fazer-se resguardos que impeçam quaisquer danos nos mesmos. 2 — A instalação de contentor para recolha de RCD em espaço pú-
3 — Sempre que seja necessário remover mobiliário urbano ou blico deve obedecer ao disposto no Regulamento do Serviço Público
transplantar espécies arbustivas ou arbóreas, as despesas de remoção e de Recolha e Transportes de Resíduos Urbanos do Município de Sintra.
posterior colocação, plantação ou transplantação correm por conta do
titular da operação urbanística.
SECÇÃO IV
Artigo 118.º
Tapumes
Caução
1 — O pedido de colocação de tapumes ou quaisquer outros meios Artigo 121.º
de proteção da obra deve integrar o pedido inicial de licenciamento da
operação urbanística, ou ser apresentado até ao momento do pedido de Valor de garantia
emissão de alvará de construção, juntando para o efeito os documentos 1 — O montante da caução, é igual ao valor constante dos orçamen-
instrutórios a ele necessários. tos para execução dos projetos das obras a executar e que devam ser
2 — No caso de operação urbanística sujeita a comunicação prévia, garantidas nos termos da Lei, e nos termos da SECÇÃO V do presente
o pedido de colocação de tapumes ou quaisquer outros meios de pro- Capítulo, incluindo as de edificação e de urbanização integrados na
teção da obra integra a comunicação inicial, juntando os documentos operação urbanística em causa, eventualmente corrigido pelo Município
instrutórios a ele necessários. nos termos do n.º 3 do artigo 54.º do RJUE, face aos valores efetivamente
3 — O pedido de colocação de tapumes pode ainda integrar pedido praticados em obras similares, a que é acrescido o IVA à taxa legal em
autónomo de ocupação de via pública, que deve em qualquer caso ser vigor para obras particulares correspondentes, e ainda de um montante de
apresentado em momento anterior da comunicação prevista no Ar- 5 % do valor global, destinado a remunerar encargos da administração,
tigo 106.º conforme o estabelecido no RJUE.
4 — As fachadas da edificação devem ser resguardadas com lona, 2 — O valor da caução pode, nos termos do RJUE, ser reforçado ou
pano, tela ou rede de ensombramento, de forma a proteger as zonas públi- reduzido, de acordo com os valores referidos no n.º 1 do presente artigo,
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pela evolução ou alteração do valor ou âmbito dos trabalhos a realizar, ou 7 — A avaliação municipal dos imóveis oferecidos a garantia nos
quando as obras se encontrem rececionadas e de acordo com os trabalhos termos da presente Secção está dependente do pagamento da respetiva
realizados, sendo nestes casos reduzida na sua proporção. taxa, nos termos do RTTORS, devendo ser requerida em simultâneo
3 — O valor da caução prestada é atualizado anualmente tendo por com o pedido de emissão de alvará de licença, ou com o pedido inicial
base o índice de preços ao consumidor para obras de construção pu- de comunicação prévia da operação urbanística em causa.
blicados pelo INE. 8 — A avaliação de imóveis para efeito de garantia, é efetuada com
4 — O valor de garantias hipotecárias é atualizado anualmente por base nos usos atuais, do terreno e suas edificações eventualmente exis-
meio de reavaliação, efetuada pelos serviços municipais e sujeita ao tentes, à data da avaliação, desconsiderando qualquer determinação
pagamento de taxa nos termos do RTTORS, dos prédios oferecidos a constante dos IGT, e apenas considerando:
garantia.
5 — Se for determinado reforço da caução e o mesmo não for efetuado a) Construções edificadas existentes e tituladas;
pelo titular da operação urbanística, será determinado processo de exe- b) Uso agrícola ou florestal praticado ou constantes da matriz.
cução fiscal, e ficarão suspensos todos os procedimentos de operações
urbanísticas próprias ou conexas até que a mesma seja prestada. Artigo 124.º
Caução para reposição de condições iniciais
Artigo 122.º
1 — Por forma a assegurar os custos de demolição e reposição das
Momento de prestação da caução condições originais, em pedido de licença parcial concedida nos termos
A prestação de garantias que nos termos da Lei, em especial do RJUE do n.º 6 do artigo 23.º do RJUE, se o pedido principal for indeferido, ou
e do presente Regulamento, deve ser assegurada no momento de apre- para assegurar a reposição do terreno nas condições em que se encontrava
sentação do pedido de emissão do título correspondente à operação antes do início de trabalhos de demolição ou de escavação e contenção
urbanística que deva garantir. periférica, no âmbito de licença concedida nos termos do artigo 81.º do
RJUE, deve ser prestada garantia ou caução por um dos meios previstos
Artigo 123.º no Artigo 123.º, em simultâneo à apresentação do pedido de emissão
do alvará de construção parcial ou apresentação do pedido inicial de
Condições da caução comunicação prévia para o mesmo efeito.
1 — A caução destinada a garantir a boa execução de obras de ur- 2 — A caução referida no número anterior apenas pode ser libertada
banização deve ser prestada nos termos do disposto no artigo 54.º do após a emissão do alvará de licença de construção decorrente do pedido
RJUE. principal.
2 — A caução a prestar deve ser idónea para garantir a eventual 3 — Nas operações urbanísticas cuja execução dependa da pres-
intervenção e acionamento efetivo e imediato pelo Município para tação de garantia ou caução, deve a mesma ser prestada nos termos
a conclusão das obras de urbanização, sendo autónoma e à primeira seguintes:
solicitação, devendo constar do próprio título de garantia que a mesma a) Nos procedimentos de licença parcial para construção da estrutura,
está sujeita a atualizações e a determinação do seu reforço, nos termos a que se refere o n.º 6 do artigo 23.º do RJUE, a caução a prestar para
da Lei e do presente Regulamento. demolição da estrutura até ao piso da menor cota, deve ser calculada de
3 — A caução a prestar deve assegurar o valor global das obras, nos acordo com a seguinte fórmula:
termos Artigo 121.º, e até ao final do período em que possa a garantia
ser necessária, incluindo os trabalhos de manutenção nos termos da Lei VCd = (Ace x Ke) x Cc x (1 + TIVA)
e do Artigo 108.º, reservando-se o Município à sua aceitação, tendo em onde:
conta a sua idoneidade e aptidão à imediata execução.
4 — A garantia bancária deve ser prestada de acordo com o mo- VCd (em € considerado até ao cêntimo) — valor da caução a prestar
delo disponibilizado na plataforma eletrónica em [Link], para demolição de estrutura;
e ser apresentada conjuntamente com a apresentação do pedido de Ace (em m2 considerada até à unidade) — corresponde à área de
emissão do alvará correspondente à operação urbanística, nos casos de construção (Ac), tendo por referência a definição constante da alínea d)
licenciamento, até ao momento de pagamento das taxas devidas nos do Artigo 7.º do presente Regulamento;
termos da Lei, do RTTORS e do presente Regulamento, nos casos de Kd — coeficiente de demolição = 0,30;
comunicação prévia. Cc (em € considerado até ao cêntimo) — corresponde ao valor médio
5 — A caução é prestada, desde que aceite pelo Município, numa de construção por m2, a fixar anualmente de acordo com a Portaria
das seguintes formas: publicada para os efeitos do disposto no art. 39.º do Código do Imposto
a) Depósito a favor do Município, efetuado nos termos do RTTORS; Municipal sobre Imóveis (CIMI);
b) Garantia bancária válida desde o início das obras, autónoma, sem TIVA — Taxa normal de IVA, em vigor para empreitadas de obras
termo e sempre assegurando a totalidade do prazo de execução das de urbanização e edificação aplicável a particulares.
obras e suas prorrogações, e no caso de obras de urbanização válido até
à receção definitiva, e apenas será aceite se nele constar cláusula que b) Nos procedimentos de licença que admitam a execução de trabalhos
permita o seu acionamento à primeira solicitação e sem necessidade de de demolição, escavação e contenção periférica, nos termos previstos
acordo de terceiros ou do promotor da operação urbanística; n.º 1 do artigo 81.º do RJUE, a caução a prestar para reposição do terreno
c) Seguro-caução válido desde o início das obras, autónomo, sem nas condições em que se encontrava antes do início dos trabalhos, deve
termo e sempre assegurando a totalidade do prazo de execução das ser calculada de acordo com a seguinte fórmula:
obras e suas prorrogações, e no caso de obras de urbanização válido até VCRt = (Ve x Ke) x Cc x (1 + TIVA)
à receção definitiva, e apenas será aceite se nele constar cláusula que
permita o seu acionamento à primeira solicitação e sem necessidade de onde:
acordo de terceiros ou do promotor da operação urbanística. VCRt (em € considerado até ao cêntimo) — valor da caução a prestar
para reposição do terreno;
6 — A garantia sob a forma de hipoteca a favor do Município, sobre Ve (em m3 considerado até à unidade) — volume total de escavação
bens imóveis, por não constituir meio idóneo a satisfazer a obrigação Ke — coeficiente de escavação e aterro = 0,007;
à primeira solicitação, apenas excecionalmente e fundamentadamente Cc (em € considerado até ao cêntimo) — corresponde ao valor médio
poderá ser aceite, quando os imóveis oferecidos para garantia, reúnam de construção por m2, a fixar anualmente de acordo com a Portaria
seguintes condições, a garantir por todo o período da sua vigência: publicada para os efeitos do disposto no art. 39.º do Código do Imposto
a) Não podem estar incluídos nas parcelas objeto da operação urba- Municipal sobre Imóveis (CIMI);
nística, ou dela resultarem; TIVA — Taxa normal de IVA, em vigor para empreitadas de obras
b) Não podem estar onerados, nomeadamente por hipotecas, penhoras de urbanização e edificação aplicável a particulares.
ou que sejam objeto de usufruto, comodato ou arrendamento, nem se en-
contrarem a ser utilizados pelo próprio ou por terceiros, ou constituírem Artigo 125.º
morada de família, ou se verifique qualquer outro direito de qualquer Seguros de responsabilidade civil para instalações
natureza que diminuam ou possam impedir a execução de hipoteca;
de armazenamento de produtos de petróleo
c) Ser o imóvel avaliado pela Comissão Municipal de Avaliação em
e postos de abastecimento de combustíveis
pelo menos 1,5 vezes o valor das obras a garantir;
d) Ser sujeito a reavaliação anual, podendo tal reavaliação determinar 1 — Os montantes dos seguros de responsabilidade civil, a apresentar
a necessidade do respetivo reforço ou recusa de garantia. para instalações de armazenamento de produtos de petróleo e postos de
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abastecimento de combustíveis, nos termos do Decreto-Lei n.º 267/2002 Kt — correspondente ao fator a aplicar em função da dimensão da
de 26 de novembro com as alterações vigentes, são os seguintes: parcela objeto da operação urbanística
As > a 500 m2 = 1,5
a) Projetistas:
As ≥ a 500 m2 e < a 1.000 m2 = 1,2
i) Instalações com capacidade ≤ 10 m3 — 250.000€ As ≥ a 1.000 m2 e < a 2.000 m2 = 1,0
ii) Instalações com capacidade > 10 m3 e ≤ 100 m3 — 300.000€ As ≥ a 2.000 m2 e < a 5.000 m2 = 0,5
iii) Instalações com capacidade > 100 m3 — 500.000€ As ≥ a 5.000 m2 = 0,3
As (em m2 considerada até à unidade) — Área de solo correspondente
b) Empreiteiros e responsáveis técnicos pela execução dos projetos: à área total da parcela objeto da operação urbanística (As), nos termos
i) Instalações com capacidade ≤ 10 m3 — 300.000€ da alínea f) do Artigo 7.º do presente Regulamento.
ii) Instalações com capacidade > 10 m3 e ≤ 100 m3 — 500.000€
iii) Instalações com capacidade > 100 m3 — 750.000€ 2 — Os valores que resultam da fórmula acima indicada são os
mínimos a apresentar, podendo, face às características específicas da
c) Titulares da licença de exploração: operação urbanística, nomeadamente das características do solo em
que a mesma é realizada ou natureza da edificação a executar, resultar
i) Instalações com capacidade ≤ 5 m3 — 100.000€ valores superiores.
ii) Instalações com capacidade > 5 m3 e ≤ 15 m3 — 350.000€ 3 — Ao valor resultante da aplicação da fórmula acima indicada,
iii) Instalações com capacidade > 15 m3 e ≤ 30 m3 — 750.000€ devem ser adicionados os custos de trabalhos especiais que o projeto
iv) Instalações com capacidade > 30 m3 e ≤50 m3 — 1.000.000€ contemple.
v) Instalações com capacidade > 50 m3 — 1.350.000€ 4 — A estimativa orçamental deve ser junta com a apresentação do
pedido inicial de licenciamento ou de comunicação prévia, de acordo
2 — Para instalações cuja localização envolva elevado risco, nos com os modelos constantes da plataforma referida no Artigo 17.º, po-
termos do número seguinte, os montantes definidos no número anterior dendo ser atualizada até à apresentação do pedido de emissão de alvará
são elevados para o dobro. de construção, no caso de licenciamento e sujeita a parecer dos serviços
3 — São consideradas situações de elevado risco, designadamente municipais competentes em razão da matéria ou especialidade e sua
as instalações localizadas a menos de 200 metros de estabelecimentos aceitação pelo Município, nos termos do n.º 7 do Artigo 23.º
de ensino, de saúde, de apoio social, edifícios que recebam público e 5 — Em caso de comunicação prévia, a estimativa orçamental é
ainda instalações que, em caso de acidente, possam provocar danos aquela que constar da comunicação inicial, cumprindo as determinações
ambientais graves, nomeadamente as atividades sujeitas a Avaliação da presente Secção.
de Impacto Ambiental, ao Regime de Prevenção e Controlo Integrado
da Poluição, ao Regime de Prevenção de Acidentes Graves envolvendo Artigo 127.º
substâncias perigosas, e ainda os demais estabelecimentos que possam
ser considerados incluídos em estabelecimentos industriais do tipo 1 ou Estimativa orçamental das obras de urbanização
do tipo 2, nos termos da Lei. 1 — As obras de urbanização são orçamentadas tendo em conta a
sua natureza e condições do solo onde devam ser executadas, e das
infraestruturas e serviços a executar.
SECÇÃO V 2 — A orçamentação inclui todas as especialidades de obra a execu-
tar, e da intervenção nos serviços afetados, nomeadamente, rede viária,
Estimativa Orçamental incluindo sinalização vertical e horizontal, abastecimento de água e
drenagem de águas, pluviais ou domésticas, iluminação pública, for-
Artigo 126.º necimento energia, gás e elétrica, de telecomunicações, e ainda todos
Estimativa orçamental das obras de edificação os seus órgãos e instalações especiais necessários ao funcionamentos
das redes e sistemas de infraestruturas urbanas a executar, substituir ou
1 — A estimativa orçamental das obras de edificação, decorrente reabilitar, na operação urbanística em causa.
do respetivo pedido, deve ser elaborada de forma parcelar, em função 3 — A estimativa orçamental deve integrar o pedido inicial de li-
dos usos pretendidos, com as áreas corretamente medidas, tendo por cenciamento ou no momento de apresentação de comunicação prévia,
base o valor unitário do custo da construção, calculado de acordo com podendo ser atualizada nos termos do n.º 4 do artigo anterior.
a seguinte fórmula: 4 — Os orçamentos apresentados são analisados pelos serviços com-
V = Cc x (Ac x Ku x Ke) + (Ct x Kt x As) petentes em razão das matérias e infraestruturas em causa, em regime
de conferência decisória prevista no Artigo 23.º, podendo ser corrigidos
onde: face aos valores efetivamente praticados em obras similares.
V (em € considerado até ao cêntimo) — corresponde ao valor estimado 5 — O Município poderá estabelecer, por deliberação da Câmara
para execução das obras de edificação; Municipal, lista de preços unitários para os trabalhos mais comuns a
Cc (em € considerado até ao cêntimo) — corresponde ao valor médio utilizar na orçamentação das obras.
de construção por m2, a fixar anualmente de acordo com a Portaria pu-
blicada para os efeitos do disposto no artigo 39.º do Código do Imposto
Municipal sobre Imóveis (CIMI); CAPÍTULO VI
Ac (em m2 considerada até à unidade) — corresponde à área total
de construção (Ac) afeta a cada utilização, nos termos da alínea d) do Áreas para espaços verdes e de utilização coletiva
Artigo 7.º do presente Regulamento.
Ku — corresponde ao fator a aplicar consoante a utilização da edifi- Artigo 128.º
cação, nos termos do Artigo 24.º, com os seguintes fatores:
Âmbito
Habitação unifamiliar = 0,9
1 — As disposições do presente Capítulo são aplicáveis, nos termos
Habitação coletiva = 1,0
do RJUE e do presente Regulamento, a operações de loteamento, ope-
Turismo < a 4* = 1,2
rações de impacte semelhante a loteamento, nos termos do Artigo 12.º,
Turismo ≥ a 4* = 1,4
e a operações de impacte relevante, nos termos do Artigo 11.º
Equipamento = 1,0 2 — O disposto no presente Capítulo não prejudica o que especial-
Comércio ou serviços = 0,8 mente esteja disposto em IGT em vigor.
Indústria = 0,6
Armazém ou Agricultura = 0,3
Garagens, anexos, dependências, telheiros, alpendres e terraços — 0,4 Artigo 129.º
Ke — corresponde ao fator a aplicar consoante a dimensão da edi- Áreas para espaços verdes e equipamentos de utilização coletiva
ficação (Ac):
1 — Os titulares das operações de loteamento, das operações urba-
Ac > a 500 m2 = 1,2 nísticas de impacte semelhante a loteamento e de impacte relevante,
Ac ≥ a 500 m2 e < a 5.000 m2 = 1,0 nos termos do Artigo 11.º e do Artigo 12.º, e nos termos da Lei e do
Ac ≥ a 5.000 m2 e < a 10.000 m2 = 0,8 RJUE, cedem gratuitamente ao Município as áreas de terreno para
Ac ≥ a 10.000 m2 = 0,7 espaços verdes públicos e de equipamentos de utilização coletiva, e
Ct — corresponde ao valor médio de execução de arranjos exteriores para infraestruturas urbanas que, de acordo com a legislação em vigor,
e paisagísticos por m2 = 35,00 €; incluindo o determinado em IGT, e o estabelecido no presente Capítulo,
Diário da República, 2.ª série — N.º 23 — 1 de fevereiro de 2017 2277
ou de acordo com a licença ou comunicação prévia, devam integrar o e) Em terrenos que apresentem uma forma regular e no máximo, um
domínio municipal. declive de 5 %, exceto se tal não prejudicar a sua adequação ao uso
2 — A integração das áreas de cedências referidas no número anterior, previsto de acordo com a função para que são cedidas.
efetua-se em momento anterior à emissão do alvará de utilização ou, nos
casos de comunicação prévia, através de instrumento notarial próprio 3 — Não são aceites, no que se refere a espaços verdes de utilização
a celebrar entre as partes no prazo máximo estabelecido no n.º 3 do coletiva, áreas meramente sobrantes do desenho urbano proposto pelas
artigo 44.º do RJUE, mas sempre antes do início das obras. operações urbanísticas, nem espaços verdes de tratamento do sistema
3 — A integração de áreas no domínio municipal, depende da confir- viário, nomeadamente o interior de rotundas, ou meros canteiros para
mação de levantamento topográfico a apresentar pelo titular da operação ajardinamento.
urbanística, nos termos estabelecidos no presente Regulamento. 4 — Sem prejuízo do disposto no presente artigo, só podem ser con-
4 — As operações urbanísticas que, nos termos da Lei ou do presente siderados aptos a efetivar a função de espaços verdes e de utilização
Regulamento, devam prever áreas destinadas a espaços verdes e de coletiva, para efeitos de cedências obrigatórias nos termos do presente
utilização coletiva, infraestruturas e equipamentos, considerando o de- Regulamento, as áreas iguais ou superiores a 500 m2.
finido no presente Capítulo, e ainda definido na alínea d) do Artigo 7.º, 5 — Os terrenos são cedidos ao Município limpos e desmatados, e
ficam sujeitas à aplicação dos parâmetros, previstos no PDMS, que na quando integrados no domínio privado municipal devidamente vedados
sua redação atual prevê: nas condições que sejam estabelecidas no deferimento da operação
urbanística, sempre por materiais que assegurem a sua integridade e
a) Na área territorial a sul e nascente do sistema viário A16/A8, não permitam a sua utilização intrusiva no que se refere aos princípios
correspondendo à Zona A identificada no ANEXO I: gerais de defesa da propriedade privada em geral.
i) A área a ceder para espaços verdes de utilização coletiva (AEV) 6 — Quando as áreas a ceder, nos termos da presente Capítulo, se
corresponde a 70 m2 por 100 m2 Área de construção (Ac); destinarem a espaços verdes de utilização coletiva, os terrenos são ce-
ii) A área a ceder para equipamentos de utilização coletiva (AEQ) didos com o respetivo projeto de arranjos exteriores ou de arquitetura
corresponde a 50 m2 por 100 m2 Área de construção (Ac); paisagística executado, e rececionadas as obras provisória ou definiti-
vamente nos termos do Artigo 108.º, mediante vistoria municipal, sejam
b) Na área territorial a norte e poente do sistema viário a A16/A8, eles decorrentes de procedimentos de licenciamento ou comunicação
correspondendo à Zona B identificada no ANEXO I: prévia, destinada a atestar a sua boa e completa execução, nos termos
das Regras de Arte e das MTD, considerando que:
i) A área a ceder para espaços verdes de utilização coletiva (AEV)
corresponde a 20 m2 por 100 m2 Área de construção (Ac); a) Devem prever, de forma adequada, a instalação de mobiliário
ii) A área a ceder para equipamentos de utilização coletiva (AEQ) urbano, nomeadamente floreiras, papeleiras, bancos, bebedouros, par-
corresponde a 30 m2 por 100 m2 Área de construção (Ac). ques infantis, paragens de transportes públicos e bocas de incêndio,
sem prejuízo de outro mobiliário que, pela localização ou condições
5 — Aos parâmetros acima indicados é aplicado um fator — KU — em especiais, devam ser executados;
função da utilização dada às edificações previstas na operação urbanís- b) Se forem atravessadas por linhas de água ou confinarem com estas,
tica, pela aplicação da seguinte fórmula: o projeto de arranjos exteriores deve prever a execução de trabalhos
necessários à sua limpeza, tratamento e integração paisagística, com
ACED = (AEQ + AEV) x KU vista ao usufruto da população e requalificação da paisagem, e prever
onde: a execução das obras hidráulicas necessárias, de naturalização e de
consolidação de margens com vista à valorização do funcionamento dos
ACED (em metros quadrados até à unidade) — área total de terreno a sistemas naturais e paisagísticos, devidamente autorizados nos termos
ceder para espaços verdes e equipamentos de utilização coletiva; da Lei, pela autoridade competente em matéria de recursos hídricos e
AEV — Área destinada a espaços verdes de utilização coletiva, resul- demais SRUP verificáveis na área em causa.
tante da aplicação dos parâmetros definidos no número anterior;
AEQ — Área destinada a equipamentos de utilização coletiva, resul- Artigo 131.º
tante da aplicação dos parâmetros definidos no número anterior;
KU — Fator a aplicar em razão da utilização, nos termos seguintes: Execução e manutenção
Na Zona A nos termos do ANEXO I: 1 — A preparação, o arranjo, a reparação e a manutenção das obras
Habitação: Ku = 1,0 de urbanização executadas e das áreas cedidas no âmbito das operações
Comércio: Ku = 1,0 urbanísticas e rececionadas provisoriamente é da responsabilidade dos
Indústria, Armazém ou serviços: Ku = 0,6 titulares do alvará até à sua receção definitiva pelo Município, por um
Turismo: Ku = 0,4 prazo de 5 anos de acordo com o disposto no n.º 5 do artigo 87.º do RJUE.
Equipamento e Agricultura: Ku = 0,0 2 — Os trabalhos previstos no número anterior ficam sujeitos à ma-
nutenção das garantias ou cauções prestadas em valor correspondente,
Na Zona B nos termos do ANEXO I: acrescido dos valores estabelecidos por Lei e pelo presente Regulamento,
nos termos do Artigo 121.º, e que assegure o valor de tais trabalhos de
Habitação: Ku = 1,0 manutenção, sendo sujeita a fiscalização dos serviços municipais com-
Comércio: Ku = 0,8 petentes em matéria de gestão do espaço público, por forma a garantir
Indústria, Armazém ou serviços: Ku = 0,4 a sua contínua manutenção.
Equipamento, Turismo e Agricultura: Ku = 0,0
do n.º 1 do artigo 6.º da Lei n.º 53-E/2006 de 29 de dezembro, seguem nos termos do Artigo 11.º e do Artigo 12.º, a TRIU a pagar na referida
o disposto no RTTORS. operação de alteração de utilização corresponderá à diferença entre o
3 — A ocupação e utilização de bens do domínio público e privado valor que resultaria para o uso existente e o valor a pagar relativamente
municipal, no âmbito da execução de operações urbanísticas, são tam- ao uso proposto, considerando à totalidade de área de construção (Ac),
bém sujeitas ao pagamento de taxas, nos termos previstos na Lei, no utilizando, em ambos, a fórmula constante do número seguinte.
Regulamento de Publicidade, Outras Utilizações do Espaço Público e
Mobiliário Urbano do Município de Sintra e no RTTORS. Artigo 138.º
Determinação do valor da TRIU
Artigo 133.º
1 — A TRIU é fixada em função do zonamento estabelecido no Ar-
Áreas de Reabilitação Urbana tigo 8.º, da sua inserção ou não em perímetro urbano, nos termos do
1 — A Lei estabelece a possibilidade de prever regimes especiais IGT de maior pormenor em vigor para o local da operação urbanística,
para tributos aplicáveis em ARU, delimitadas nos termos do seu regime da sua dimensão e da utilização para ela prevista, de acordo com a
legal e do EBF. seguinte fórmula:
2 — Sem prejuízo do disposto no número anterior, o Município deli- TRIU = 0,01 x Ac x Cc x Kd x KL1 x KL2 x Ku
mita ARU e estabelece, nos termos da Lei, regimes especiais aplicáveis
aos tributos, diversos dos estabelecidos no presente Regulamento e onde:
nos demais regulamentos municipais, em especial ao estabelecido no TRIU (em € até ao cêntimo) — é o valor, em euros, da taxa devida
RTTORS. ao município pela realização, manutenção e reforço das infraestruturas
urbanísticas;
Artigo 134.º Ac (m2 até à unidade) — área de construção — é o valor, expresso
Núcleos históricos em metros quadrados, nos termos da alínea d) do Artigo 7.º;
Cc (em € considerado até ao cêntimo) — corresponde ao valor médio
Os núcleos históricos, como tal delimitados em IGT em vigor, bene- de construção por m2, a fixar anualmente de acordo com a Portaria
ficiam de uma redução de 50 % sobre as taxas urbanísticas previstas no publicada para os efeitos do disposto no art. 39.º do Código do Imposto
presente Capítulo, que resultem para a operação urbanística em causa. Municipal sobre Imóveis (CIMI);
Kd — coeficiente de dimensão, em função de Ac:
Artigo 135.º
Até 500 m2 = 1,00
Pedidos de Informação prévia de operação urbanística Superior a 500 m2 e até 1.000 m2 = 1,25
As taxas devidas pela apresentação de pedidos de informação prévia, Superior a 1.000 m2 e até 2.000 m2 = 1,50
nos termos do artigo 14.º RJUE, devem ser integralmente pagas no Superior a 2.000 m2 e até 5.000 m2 = 1,75
momento de apresentação do pedido, nos termos do estabelecido no Superior a 5.000 m2 = 2,00
RTTORS, não podendo ser aceite o pedido se as taxas devidas não se KL1 — coeficiente de localização por zonas do concelho, em que:
mostrem integralmente pagas. Zona A = 2,0
Zona B = 1,0
Artigo 136.º KL2 — coeficiente de localização em perímetro urbano, em que:
Dentro de perímetro urbano = 1,0
Apresentação de comunicação prévia de operação urbanística Fora de perímetro urbano = 1,5
As taxas devidas pela apresentação de comunicação prévia, nos termos KU — é um fator que depende do tipo de utilização das áreas cons-
do RJUE, do RTTORS e do presente Regulamento, podem ser integral- truídas ou a construir, em que:
mente pagas no momento de apresentação da comunicação, nos termos
do estabelecido na plataforma eletrónica prevista no Artigo 17.º, ou no Na Zona A:
prazo máximo de 60 dias, contados do termo do prazo para a notificação Habitação = 1,0
a que se refere o artigo 11.º do RJUE. Comércio = 3,00
Indústria, armazém ou serviços = 0,3
Turismo = 0,2
SECÇÃO II Agricultura ou equipamento = 0,0
Taxa de reforço de infraestruturas urbanísticas Na Zona B:
Habitação = 1,25
Artigo 137.º
Comércio = 12,00
Incidência da TRIU Indústria, armazém ou serviços = 0,6
1 — A taxa de reforço de infraestruturas urbanísticas (TRIU) é apli- Agricultura, equipamento ou turismo = 0,0
cável às operações de loteamento, e às operações de impacte seme-
lhante a uma operação loteamento ou impacte relevante, nos termos Artigo 139.º
do Artigo 11.º e do Artigo 12.º, do presente Regulamento, e nos termos Realização de obras para reforço de infraestruturas
gerais do RJUE.
2 — A TRIU é aplicável igualmente em operações de alteração de 1 — Para efeitos do disposto no n.º 3 do artigo 25.º do RJUE, podem
uso e ampliação, que, por esse facto, determinem a sua consideração as obras a realizar para reforço de infraestruturas, serem consideradas
como operação urbanística de entre as identificadas no número anterior, no âmbito da liquidação das taxas a título de TRIU, desde que as obras
incidindo a taxa somente quanto à área de construção relativa à alteração a realizar constituam um efetivo reforço geral da capacidade das infraes-
ou ampliação objeto da operação urbanística em causa, desde que a truturas e dos serviços urbanos.
edificação existente já disponha de licença ou autorização de utilização 2 — Verificada a ausência de infraestruturas nos termos do ar-
há pelo menos um ano. tigo 24.º do RJUE, se o titular da operação urbanística, nos termos do
3 — Para operações urbanísticas de ampliação de construções exis- artigo 25.º do RJUE, se disponibilizar para a realização das mesmas,
tentes e com título de utilização emitido há pelo menos um ano, e que, poderá ser aplicada redução ao pagamento das taxas a pagar a título
por essa ampliação, determine a sua consideração como geradoras de de TRIU, desde que intervenha conjunta e integradamente, de acordo
impacto relevante ou semelhante a loteamento nos termos do Artigo 11.º com as necessidades e impacto da operação urbanística, nos seguintes
e do Artigo 12.º, a TRIU incidirá sobre a área de construção (Ac) am- sistemas e infraestruturas urbanas:
pliada. a) Sistema viário e de circulação viária e pedonal;
4 — Para operações urbanísticas de alteração de loteamento que b) Sistema de abastecimento de água;
impliquem aumento da área de construção, a TRIU incidirá sobre a área c) Sistema de recolha de águas residuais domésticas e pluviais;
de construção (Ac) ampliada, sendo que o coeficiente de dimensão (Kd) d) Sistema de iluminação pública.
a aplicar será o resultante da área total final da operação urbanística,
recaindo a taxa apenas sobre a área ampliada. 3 — Pode ser aceite a intervenção em apenas um dos sistemas acima
5 — Quando uma operação urbanística de alteração de utilização de identificados, se devidamente fundamentado e aceite pelo serviço muni-
construções existentes que, por esse facto, determine a sua considera- cipal com competência na matéria das infraestruturas que não são asse-
ção como geradora de impacto relevante ou semelhante a loteamento guradas, no âmbito da conferência de serviços prevista no Artigo 23.º
Diário da República, 2.ª série — N.º 23 — 1 de fevereiro de 2017 2279
4 — A redução referida no n.º 2 do presente artigo, para efeitos do ACd (em m2, considerado até à unidade) — correspondente à área que,
disposto no n.º 3 do artigo 25.º do RJUE, pode ser concedida nos termos resultando da aplicação dos parâmetros estabelecidos no CAPÍTULO VI,
seguintes: não são cedidas no âmbito da operação urbanística em causa;
KL1 — coeficiente que traduz a influência da localização geográfica
a) Se os encargos inerentes ao valor dos trabalhos a realizar for da operação urbanística, de acordo com o ANEXO I em que:
superior a cinco vezes o valor da taxa a pagar, beneficiará o requerente Zona A = 1,00
de uma isenção de taxas; Zona B = 0,50
b) Se os encargos inerentes ao valor dos trabalhos a realizar for in- Ac (em m2, considerado até à unidade) — área de construção — é
ferior ou igual a cinco vezes o valor da taxa a pagar e superior a quatro o valor, expresso em metros quadrados nos termos da alínea d) do
vezes o valor dessa taxa, beneficiará o requerente de uma redução de Artigo 7.º;
taxas de 80 %; As (em m2, considerado até à unidade) — área de solo — é o valor,
c) Se os encargos inerentes ao valor dos trabalhos a realizar for in- expresso em metros quadrados, nos termos da alínea f) do Artigo 7.º;
ferior ou igual a quatro vezes o valor da taxa a pagar e superior a três Cc (em € considerado até ao cêntimo) — corresponde ao valor médio
vezes o valor dessa taxa, beneficiará o requerente de uma redução de de construção por m2, a fixar anualmente de acordo com a Portaria
taxas de 60 %; publicada para os efeitos do disposto no art. 39.º do Código do Imposto
d) Se os encargos inerentes ao valor dos trabalhos a realizar for Municipal sobre Imóveis (CIMI);
inferior ou igual a três vezes o valor da taxa a pagar e superior a duas KL2 — coeficiente que traduz a influência da localização geográfica
vezes o valor dessa taxa, beneficiará o requerente de uma redução de sobre o custo de construção, de acordo com o ANEXO I em que:
taxas de 40 %; Zona A = 0,40
e) Se os encargos inerentes ao valor dos trabalhos a realizar for inferior Zona B = 0,20
ou igual a duas vezes o valor da taxa a pagar e superior ao valor dessa
taxa, beneficiará o requerente de uma redução de taxas de 20 %; 3 — O pagamento da taxa referida no número anterior é preferencial-
f) Se os encargos inerentes ao valor dos trabalhos a realizar for inferior mente efetuado em numerário.
ou igual ao valor da taxa a pagar, deverá ser liquidada integralmente
a taxa devida. Artigo 142.º
Compensação em espécie
SECÇÃO III 1 — A compensação pode excecionalmente ser efetuada em espécie, se
aceite pelo Município, podendo neste caso, ser prestada pela entrega de
Taxa devida pela não satisfação de parâmetros urbanísticos prédios rústicos ou urbanos, designadamente frações autónomas, lotes,
parcelas de terreno, independentemente da sua localização, desde que
Artigo 140.º no território do município de Sintra, mas nunca imóveis emergentes da
operação urbanística em causa.
Taxa devida pela não satisfação da dotação de estacionamento
2 — Pode ser aceite a compensação em espécie, através da cedência de
1 — Nas operações urbanísticas, quando, por impossibilidade, cons- prédios urbanos ou rústicos, edificações ou suas frações, desde que:
trutiva ou urbana, técnica ou funcional, não for possível dotar os prédios a) O prédio não resulte da operação urbanística em causa;
dos lugares de estacionamento em satisfação dos parâmetros estabeleci- b) O prédio se encontre limpo e em plenas condições de utilização;
dos na SECÇÃO III do CAPÍTULO III do presente regulamento, desde c) O prédio não se encontre onerado, nomeadamente por hipoteca, pe-
que aceite pelo Município, é devido o pagamento de taxa, a título de nhora ou que sejam objeto de usufruto, comodato ou arrendamento, nem
compensação, nos termos no presente artigo e sem prejuízo do disposto se encontrar a ser utilizado pelo próprio ou por terceiros, ou constituir
no artigo 26.º morada de família, ou se verifique qualquer outro direito de qualquer
2 — Nas situações acima indicadas é devida taxa municipal, calculada natureza que diminuir o seu valor e impeça a sua transação livre de
de acordo com a seguinte fórmula: ónus ou encargos;
TCCE = (Epb + Epv) x V x KL d) O valor do prédio seja avaliado pelo Município em, pelo menos,
em 1,5 vezes o valor que resulta da aplicação da fórmula prevista no
onde: número seguinte.
TCE (em €, considerado até ao cêntimo) — Taxa de Compensação
por Carência de Estacionamento devida ao município e expressa em 3 — A avaliação municipal dos imóveis oferecidos para pagamento
Euro; de taxas previstas no presente artigo, está dependente do pagamento da
Epb — número de lugares em falta resultante da aplicação dos respetiva taxa, nos termos do RTTORS, devendo ser requerida previa-
parâmetros definidos no ANEXO III, referente àqueles de natureza mente ao deferimento da operação urbanística, ou com a apresentação
pública; de comunicação prévia da operação urbanística em causa.
Epv — número de lugares em falta resultante da aplicação dos parâ- 4 — A avaliação de imóveis para efeito de compensação, é efetuada
metros definidos no ANEXO III, referente àqueles de natureza privada com base nos usos atuais do terreno e suas edificações eventualmente
ou de livre acesso; existentes, desconsiderando qualquer determinação constante dos IGT,
V (em € até à unidade) — custo de execução por lugar de estaciona- e apenas considerando:
mento correspondendo a 15.000€; a) Construções edificadas e tituladas existentes;
KL — coeficiente que traduz a influência da localização geográfica b) Uso agrícola ou florestal praticado ou constantes da matriz.
da operação urbanística, de acordo com o ANEXO I em que:
Zona A = 1,0 5 — Se o valor proposto no relatório final da Comissão não for aceite
Zona B = 0,8 pelo requerente da operação urbanística, recorrer-se-á a uma comissão
arbitral, que será constituída nos termos do n.º 2 e n.º 3 do artigo 118.º
Artigo 141.º do RJUE.
Taxa devida pela não satisfação de parâmetros de cedência
para espaços verdes e equipamentos de utilização coletiva
CAPÍTULO VIII
1 — Quando não forem satisfeitos os parâmetros estabelecidos no
CAPÍTULO VI relativamente a áreas a ceder ao domínio municipal Contraordenações
para a satisfação das necessidades das populações em termos de equi-
pamentos e espaços verdes de utilização coletiva, é devida taxa, a título Artigo 143.º
de compensação, nos termos do n.º 4 do artigo 44.º do RJUE, e dos
números seguintes. Contraordenações
2 — O valor da taxa a pagar a título de compensação é determinado 1 — Sem prejuízo do disposto na demais legislação aplicável, no-
pela seguinte fórmula: meadamente no artigo 98.º do RJUE, constituem contraordenação as
TCCC = ACd x KL1 x (Ac/As) x (Cc x K L2) seguintes infrações ao disposto no RMUES:
a) A violação do disposto no Artigo 57.º;
onde:
b) A violação do disposto no Artigo 59.º;
TCCC (em €, considerado até ao cêntimo) — Taxa de Compensação c) A violação do disposto no Artigo 60.º;
por Carência de Cedências devida ao município e expressa em Euro; d) A violação do disposto no Artigo 61.º;
2280 Diário da República, 2.ª série — N.º 23 — 1 de fevereiro de 2017
pedido, minutas que são obrigatórios no caso de submissão do pedido com a parcela objeto do pedido, indicando expressamente a cota no seu
na plataforma referida no Artigo 17.º do presente Regulamento ponto de maior dimensão e a cota no seu ponto de menor dimensão.
2 — Os pedidos devem ser instruídos com os documentos estabe- 5.2.4 — Definição de muros, vedações ou sebes com funções de
lecidos na Lei, nomeadamente o RJUE, Portaria n.º 113/2015 de 22 divisória, com a localização dos respetivos portões de acesso;
de abril e Portaria n.º 701-H/2008 de 29 de julho, e demais legislação 5.2.5 — Definição e representação de lancis, bermas ou valetas limi-
especial, na redação em vigor à data de apresentação do pedido, e no tadoras de faixas de rodagem ou caminhos pedonais;
presente Regulamento. 5.2.6 — Definição e representação das infraestruturas existentes e
3 — Aquando da submissão dos pedidos deve ser liquidada a respetiva dos elementos e órgãos visíveis à superfície;
taxa ou preparo, nos termos do estabelecido no RTTORS. 5.2.7 — Definição dos elementos existentes no logradouro ou áreas
exteriores da parcela objeto da operação urbanística, nomeadamente
caminhos, áreas pavimentadas e áreas ajardinadas, e ainda as espécies
SECÇÃO III arbóreas nos termos do número seguinte;
5.2.8 — Definição e representação das espécies arbóreas com a lo-
Estudos e projetos calização do tronco e a representação da copa;
5.2.9 — Definição e representação de elementos complementares, não
Artigo 4.º enquadráveis nos pontos anteriores, que contribuam para a caracterização
da área de intervenção.
Levantamento topográfico 5.3 — Altimetria
1 — Os pedidos para a execução de operações urbanísticas, ou outros 5.3.1 — Representação das curvas de nível com equidistância com-
conexos quando justificável, devem sempre ser instruídos, nos termos da patível com a escala do levantamento, e na proporção de 100 para 10,
Lei do presente Regulamento e do presente Anexo, com levantamento devendo ser apresentada com a equidistância gráfica correspondente a
topográfico em formato vetorial que identifique todos os elementos 1 milímetro;
existentes na parcela ou parcelas objeto do pedido, por referência à 5.3.2 — Representação altimétrica dos pontos notáveis dos planos e
topografia no seu estado inicial, e à sua envolvente num raio mínimo geometrias existentes;
de 100 metros, nomeadamente: 5.3.3 — Representação altimétrica das cotas de soleira, nos termos
1.1 — Quanto ao sistema de referência e apoio: da alínea l) do Artigo 7.º do presente Regulamento, e das cotas de
1.1.1 — Sistema global de referência: PT-TM06/ETRS89 (European cumeeira e dos elementos salientes a esta, relativamente às edificações
Terrestrial Reference System 1989); existentes;
1.1.2 — Projeção cartográfica: Transversa de Mercator; 5.3.4 — Representação altimétrica dos componentes das infraes-
1.1.3 — Referência altimétrica: Marégrafo de Cascais (1938). truturas;
1.2 — Quando à escala: 5.4 — O levantamento topográfico deve ainda conter:
1.2.1 — Escala de 1:200 para operações urbanísticas de edificação ou 5.4.1 — Polígono fechado com a delimitação do cadastro da pro-
de remodelação de terrenos, e suas alterações, nos termos do presente priedade;
Regulamento e do presente Anexo; 5.4.2 — Polígonos fechados com a delimitação das áreas de implan-
1.2.2 — Escala 1:500 para operações de loteamento, ou suas altera- tação das construções;
ções, nos termos do presente Regulamento e do presente Anexo; 5.4.3 — Polígonos fechados com a delimitação das áreas impermea-
1.3 — Quanto ao seu conteúdo: bilizadas.
1.3.1 — Contendo a identificação dos exatos limites das parcelas ob- 6 — No levantamento topográfico, no seu formato digital, e nos ter-
mos estabelecidos no Artigo 4.º do ANEXO V ao presente Regulamento,
jeto da operação urbanística, por referência às coordenadas XYZ, em pelo
os diferentes níveis de informação, consubstanciados em layers, devem
menos 4 pontos e sempre que se verifique um diferente segmento, antes
seguir uma identificação lógica do seu conteúdo, adotar nomenclatura em
e após a operação urbanística quando tais limites forem alterados;
conformidade, e permitir o controlo individualizada da sua visibilidade,
1.3.2 — Devidamente cotados, com identificação do prédio ou prédios em especial dos elementos identificados no presente artigo.
abrangidos e de todos os seus elementos, edificados ou de mero arranjo, 7 — Nas operações de loteamento deve ser apresentado, com o
respetiva área, e ainda todos os elementos presentes no espaço público pedido inicial, a planta síntese proposta em formato shape file com
envolvente, nos termos do n.º 5 do presente artigo. extensão *.shp, nos termos do artigo seguinte.
2 — O levantamento topográfico deve sempre identificar as áreas
a integrar no domínio municipal, público ou privado, que resultem
Artigo 5.º
da operação urbanística em causa, com indicação da área de terreno
cedida, identificação exata dos seus limites nos termos n.º 1.3.1 do Sistema de informação geográfica
presente artigo. 1 — Os levantamentos topográficos seguem as determinações contan-
3 — O levantamento topográfico deve cobrir uma faixa de 100 m tes do Artigo 4.º do presente Anexo, e devem assegurar, nomeadamente
para além do limite da área de intervenção da operação urbanística, em o referido no número seguinte, aquando da apresentação de telas finais
todo o seu perímetro, mas sempre abrangendo todas vias e caminhos nos termos do Artigo 8.º do presente Anexo, e demais disposições da Lei,
com ela confinantes, e a implantação e alinhamento das construções do RJUE e do presente Regulamento, o seu aproveitamento e conversão
confiantes com a propriedades ou com as vias e caminhos confinantes, para formato shape file com extensão *.shp.
assim como a respetivas cotas de soleira e de cumeeira. 2 — As telas finais, a apresentar nos termos do Artigo 8.º do presente
4 — Os levantamentos topográficos são efetuados por empresas que Anexo e demais disposições do presente Regulamento e RJUE, são
constem da listagem de entidades com comunicação prévia para o exer- sempre acompanhadas de ficheiros vetoriais a integrar no sistema de
cício de atividades de produção de cartografia publicitada pela Direção- informação geográfica do Município, em formato shape file com exten-
-Geral do Território, e de acordo com as normas técnicas emanadas por são *.shp, da planta de implantação ou da planta síntese, identificadas
esta emanadas em matéria de produção de cartografia, e acompanhado no artigo seguinte, da operação urbanística em causa.
de declaração de responsabilidade do técnico ou empresa produtora 3 — A cartografia referida no ponto anterior deve cumprir as “Nor-
pela execução do mesmo. mas Técnicas de Produção e Reprodução de Cartografia”, disponível
5 — Constituem normas técnicas que definem os requisitos e regras em [Link] para
de representação a observar na execução de levantamentos topográficos a escala 1/2.000 da Direção-Geral do Território, especialmente no que
elaborados nos termos do presente artigo, com pormenor para as escalas respeita à precisão posicional e ao catálogo de objetos, por referência
1/100, 1/200 e 1/500, as seguintes: ao anexo E do referido documento.
5.1 — Referência das cotas planimétricas e altimétricas, contendo as 4 — A distinção dos objetos deve ser feita através da tabela de atribu-
coordenadas X, Y e Z; tos que deve conter um campo denominado “CODIGO”, sem acentuação
5.2 — Quanto à planimetria: e em maiúsculas, com os 8 dígitos do Catálogo de Objetos referido no
5.2.1 — Definição e representação da projeção do plano de implanta- número anterior.
ção de todas as edificações, principais ou acessórias, existentes, sendo 5 — Para efeitos do presente artigo devem os ficheiros digitais res-
os corpos balançados representados em segundo nível de acordo com peitantes à implantação da operação urbanística, ou a planta síntese
o piso onde se situam; relativamente a operações de loteamento ou suas alterações, nos termos
5.2.2 — Indicação da cota de afastamento de menor dimensão en- do presente Regulamento e Anexos, com especial destaque para as telas
tre as edificações e os seus elementos, e as edificações ou elementos finais, ser apresentados à escala 1/2.000 exclusivamente para efeitos da
confinantes, ainda que localizados fora dos limites da parcela objeto sua integração no sistema de informação geográfica do Município.
do pedido; 6 — As telas finais devem conter informação respeitante aos ele-
5.2.3 — Indicação das cotas que expressem a largura de todos os mentos resultantes, alterados ou ampliados, da operação urbanística
arruamentos, caminhos, ou acessos de qualquer natureza, confinantes em causa, excluindo todo o enquadramento que na envolvente, fora da
Diário da República, 2.ª série — N.º 23 — 1 de fevereiro de 2017 2283
área de intervenção, não é objeto de alterações integrado na operação 5.6 — Planta de arranjos exteriores e paisagísticos, registando, quando
urbanística em causa. aplicável, todas as zonas verdes, espécies plantadas e rede de rega, e
mobiliário urbano instalado.
Artigo 6.º 6 — A apresentação de telas finais deve ainda respeitar o disposto no
Artigo 5.º do presente Anexo.
Planta de implantação ou planta síntese
1 — A planta de implantação e a planta síntese, exigida nos termos da Artigo 9.º
Lei e do presente Regulamento, deve ser executada sobre levantamento Elementos do Estudo de tráfego
topográfico, quando exigível, elaborado nos termos do Artigo 4.º do
presente Anexo, e nos termos do artigo anterior. 1 — O estudo de tráfego, nas suas diversas componentes, analisa,
2 — Para além do disposto no número anterior, a planta de implan- face à operação urbanística em causa, seus usos e dimensão, a área de
tação e a planta síntese devem representar quer os elementos existentes influência num raio mínimo de 500 metros, mas sempre incluindo as
quer os propostos na operação urbanística, tendo em conta as regras vias e nós de acesso, direto ou derivado, que dão acesso à parcela objeto
cromáticas constantes da Portaria n.º 113/2015 de 22 de abril, sem pre- da operação urbanística.
juízo de apresentação, em separado, desses elementos sobrepostos, e a 2 — O estudo de tráfego deve considerar os efeitos cumulativos da
solução final resultante da execução da operação urbanística. pretensão em causa com a realidade em presença, e ainda de todas as
3 — A planta de implantação e a planta síntese devem ainda indicar as operações urbanísticas previstas para a envolvente que possam influir
áreas de construção e as áreas impermeabilizadas, existentes e propostas, na capacidade de carga e condições de funcionamento do sistema viário,
a delimitação exata da operação urbanística, os muros de vedação ou num raio mínimo de 500 metros.
outros elementos de delimitação da parcela, a indicação da dimensão 3 — Do estudo de tráfego deve constar a análise de:
de todas as vias ou caminhos envolventes da parcela, e os materiais, 3.1 — Acessibilidade do local, em relação ao transporte individual
existentes ou propostos, relativos ao tratamento ao logradouro ou áreas e coletivo;
exteriores às edificações, e, quando prever alterações no espaço público, 3.2 — Esquema de circulação na parcela e na área de influência direta
indicação de todas as alterações propostas. do empreendimento;
3.3 — Capacidade das vias e nós existentes;
Artigo 7.º 3.4 — Capacidade de estacionamento na parcela e na área de influên-
cia direta do empreendimento;
Peças desenhadas das edificações 3.5 — Funcionamento das operações de carga e descarga, quando apli-
1 — As peças desenhadas relativas a edificações e que constituem o cável, na parcela e na área de influência direta do empreendimento;
projeto de arquitetura, devem seguir as disposições legais e regulamen- 3.6 — Sinalização vertical e horizontal;
tares, em especial o disposto na Portaria n.º 113/2015 de 22 de abril e 3.7 — Medições do tráfego existente e projeções do gerado pela
Portaria n.º 701.º-H/2008 de 29 de julho, e demais legislação especial operação urbanística, face aos usos, dimensão e volume proposto pela
aplicável, devendo conter em especial: mesma, nos termos das MTD;
2 — As cotas de dimensionamento da sua inserção na parcela objeto 3.8 — Impacte gerado pela operação urbanística na rede viária, con-
do pedido, em especial na sua relação com outras edificações na en- siderando os usos, dimensão e volumes nela previstos, e os seus efeitos
volvente e com as vias ou caminhos que lhe dão acesso, qualquer que cumulativos com outros previstos para a envolvente imediata, pelo
seja a sua natureza; menos num raio de 500 metros, mas devendo abranger as principais
3 — As cotas dos seus elementos principais e caraterizadores da sua vias, e respetivos nós, que lhe dão acesso;
forma e volumetria; 4 — O estudo de tráfego deve concluir com a proposta de soluções que
minimizem os impactos gerados e assegurem níveis de funcionamento
4 — As cotas de soleira, nos termos da alínea l) do Artigo 7.º do
nunca inferiores a D.
presente Regulamento, e da cota do terreno natural anterior à operação
urbanística em qualquer ponto de acesso do exterior à edificação.
5 — A execução de peças desenhadas devem seguir, no que apli-
cável os requisitos estabelecidos no Artigo 4.º do presente Anexo, em
SECÇÃO IV
especial a sua referenciação ao sistema de coordenadas, planimétricas Instrução de procedimentos especiais
e altimétricas.
Artigo 10.º
Artigo 8.º
Tramitação simplificada
Telas finais
1 — O controlo prévio segue uma tramitação simplificada, nos termos
1 — O título ou ato administrativo que põe fim ao procedimento ad- do Artigo 10.º do presente Regulamento, e traduz-se na dispensa, face
ministrativo de controlo prévio de operação urbanística é instruído com à natureza ou relevância dos trabalhos, de apresentação de parte dos
telas finais dos projetos aprovados e executados, são apresentadas em documentos instrutórios no âmbito dos procedimentos do RJUE, nos
formato vetorial, assente em levantamento topográfico confirmado no termos dos números seguintes.
momento de conclusão das obras, executado nos termos do Artigo 4.º 2 — Os pedidos apresentados nos termos da presente tramitação
do presente Anexo. devem ser instruídos com os seguintes documentos, quando adequado
2 — As telas finais correspondem à obra efetivamente executada, e aplicável:
e são objeto de levantamento topográfico final, ou de confirmação de 2.1 — Documento comprovativo da qualidade de titular de interesse
levantamento anteriormente executado nos termos do presente Anexo, legítimo nos elementos que pretende, ou da qualidade de titular de
em especial do estabelecido no Artigo 4.º do presente Anexo. qualquer direito que confira a faculdade de realização da operação, ou
3 — As telas finais são acompanhadas de documento que ateste a da atribuição dos poderes necessários para agir em representação do
responsabilidade do técnico ou empresa produtora pela execução do titular do direito;
mesmo, nos termos do estabelecido no Artigo 4.º do presente Anexo. 2.2 — Certidão da conservatória do registo predial com a descri-
4 — Nas operações de edificação, no momento de pedido de emissão ção e inscrições em vigor atualizada, ou código de acesso à certidão
de alvará de utilização, devem ser apresentadas telas finais da planta de permanente referente ao prédio ou prédios abrangidos pela operação
implantação, confirmada com a conclusão das obras, e executada nos urbanística;
termos do Artigo 4.º e do Artigo 6.º do presente Anexo. 2.3 — Caderneta predial, quando necessária;
5 — Nas operações de loteamento, no momento de receção provisória 2.4 — Certidão da conservatória do registo comercial em vigor, no
de obras de urbanização, ou no momento de pedido de emissão de alvará caso de pessoa coletiva atualizada, ou código de acesso à certidão per-
de loteamento quando a elas não haja lugar, devem ser apresentadas manente;
as telas finais, executadas nos termos do Artigo 4.º e do Artigo 6.º do 2.5 — Delimitação precisa do local sobre o qual incide o pedido objeto
presente Anexo, da planta síntese de loteamento, e as plantas de todas da operação em planta de localização inserida no sistema associado à
as redes e infraestruturas de serviço urbano executadas ou alteradas, plataforma eletrónica;
integradas em domínio municipal, nomeadamente: 2.6 — Descrição clara dos trabalhos a efetuar, incluindo áreas de solo
5.1 — Planta final de implantação ou de síntese da operação urba- e áreas de construção, e demais elementos caracterizadores da operação
nística; urbanística a efetuar;
5.2 — Rede de abastecimento de água; 2.7 — Fotografias da parcela e edificações objeto da operação urba-
5.3 — Rede de drenagem de águas residuais, pluviais e domésticas; nística e seu enquadramento no local;
5.4 — Rede de iluminação pública; 2.8 — Levantamento topográfico executado nos termos do Artigo 4.º
5.5 — Rede viária e pedonal; do presente Anexo;
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2.9 — Planta de implantação, executada nos termos do Artigo 6.º do 1.11 — Comprovativo da contratação de seguro de responsabilidade
presente Anexo; civil válido, nos termos da Lei n.º 31/2009, de 3 de julho com as alte-
2.10 — Peças desenhadas relativas às edificações a executar, nos rações vigentes.
termos do Artigo 7.º do presente Anexo; 1.12 — Memória descritiva e justificativa, na qual deve ser identifi-
2.11 — Estimativa do custo dos trabalhos a realizar, nos termos do cada e fundamentada a observância das normas legais e regulamentares
Artigo 126.º ou Artigo 127.º do presente Regulamento; aplicáveis à operação urbanística em questão, e as normas técnicas que
2.12 — Calendarização dos trabalhos a realizar; não é possível assegurar, nos termos do artigo 102.º-A do RJUE;
2.13 — Termos de responsabilidade dos técnicos subscritores, elabora- 1.13 — Telas finais do projeto de arquitetura;
dos de acordo com as minutas da Portaria n.º 113/2015 e acompanhados 1.14 — Telas finais dos projetos de especialidades, quando aplicável,
do comprovativo das habilitações legalmente exigíveis emitido pela e por referência à data de construção;
respetiva associação pública profissional; 1.15 — Termos de responsabilidade dos autores dos projetos ou de-
2.14 — Comprovativo da contratação de seguro de responsabilidade claração de técnico que os projetos e trabalhos seguiram as normas
civil válido, nos termos da Lei n.º 31/2009, de 3 de julho com as alte- gerais aplicáveis em matéria de legalização, nos termos da lei e do
rações vigentes; Apólice de seguro do responsável pela execução dos presente regulamento;
trabalhos; 2 — Em casos devidamente fundamentados, pode ser dispensada a
2.15 — Indicação do número de alvará de empreiteiro adequado para entrega das telas finais dos projetos das especialidades e declaração de
a realização da operação urbanística. responsabilidade subscrita por técnico legalmente habilitado a subscrever
3 — Quando o pedido verse sobre a execução de trabalhos de remo- projetos daquela especialidade, nos termos da lei geral, que ateste que
delação de terrenos, o mesmo deverá ser instruído com levantamento a obra foi executada com observância das exigências legais e regula-
mentares gerais e específicas aplicáveis, de que se encontra em boas
topográfico, executado nos termos do Artigo 4.º do presente Anexo,
condições e em bom funcionamento no que se refere à especialidade
indicando a variação de cotas objeto da remodelação, e a caracterização cuja dispensa se requer, ou os certificados de aprovação emitidos pelas
da vegetação existente e que seja colocada em crise pela operação urba- entidades certificadoras competentes, desde que essa dispensa não faça
nística, designadamente espécies, portes e estado fitossanitário. perigar a segurança e saúde públicas e seja possível assegurar a confor-
4 — Quando o pedido verse sobre alteração simplificada à licença midade da obra com as disposições legais e regulamentares atualmente
de loteamento, nos termos do n.º 2 do Artigo 10.º do presente Regu- em vigor, devendo nestes casos ser apresentados comprovativos em como
lamento, o mesmo deverá ser instruído especificamente os seguintes os serviços já se encontram a ser prestados, presumindo-se assim, que
elementos: os mesmos cumprem as disposições legais e regulamentares aplicáveis,
4.1 — Planta da síntese da operação de loteamento; sem necessidade de outras verificações.
4.2 — Planta síntese alterada da operação de loteamento, nos termos
do Artigo 6.º do presente Anexo; Artigo 12.º
4.3 — Memória descritiva contendo a descrição dos novos parâme-
tros urbanísticos do lote a alterar, e ainda contendo a demonstração e Valoração de prova nos pedidos de legalização
justificação que, com a alteração pretendida, a operação de loteamento, 1 — Os pedidos de legalização devem ser suportados em prova, ad-
na sua totalidade, não viola IGT ou SRUP, e demais normas legais ou mitida nos termos do presente Regulamento ou da Lei geral em termos
regulamentares em vigor; de prova, da data de execução das respetivas operações urbanísticas.
4.4 — Levantamento topográfico do lote ou lotes a alterar, apenas se 2 — Para efeitos de valorização da prova a que se refere o número
as alterações implicarem a alteração da planta síntese de loteamento, anterior, consideram-se, nomeadamente:
excluindo-se alterações ao quadro síntese nela integrada; 2.1 — Provas fortes:
4.5 — Calendarização dos trabalhos e estimativa de custos dos tra- 2.1.1 — Levantamentos aerofotogramétricos datados e disponíveis
balhos, apenas se a alteração de loteamento for sujeita a obras de ur- em serviços da Administração Pública;
banização; 2.1.2 — Levantamentos topográficos datados;
4.6 — Fotografias da parcela e edificações objeto da operação urba- 2.1.3 — Descrição inscrita no registo predial ou inscrição do prédio e
nística e seu enquadramento no local. das edificações na matriz, com referência à data da sua inscrição;
2.1.4 — Cadastro oficial.
Artigo 11.º 2.2 — Provas complementares:
2.2.1 — Indícios claros de existência do imóvel verificados por do-
Instrução dos pedidos de legalização cumentos autênticos;
1 — O requerimento referente ao pedido de legalização, nos termos do 2.2.2 — Atestados por intermédio de vistoria;
artigo 102.º-A do RJUE e do CAPÍTULO IV do presente Regulamento, 2.2.3 — Atestados de Junta de Freguesia;
deve ser instruído pelos seguintes documentos: 2.2.4 — Documentação fotográfica datada.
1.1 — Documento comprovativo da qualidade de titular de interesse 2.3 — Provas fracas:
legítimo nos elementos que pretende, ou da qualidade de titular de 2.3.1 — Prova testemunhal.
qualquer direito que confira a faculdade de realização da operação, ou 3 — A dispensa dos elementos instrutórios, prevista no presente artigo,
da atribuição dos poderes necessários para agir em representação do é suscetível de aplicação aos procedimentos de legalização respeitantes a
titular do direito; obras de ampliação ou alterações, executadas sem o necessário controlo
1.2 — Certidão da conservatória do registo predial com a descri- prévio à data da sua realização, em edifícios previamente licenciados.
ção e inscrições em vigor atualizada, ou código de acesso à certidão
permanente referente ao prédio ou prédios abrangidos pela operação
urbanística; SECÇÃO V
1.3 — Caderneta predial, quando necessário; Instrução de outros procedimentos
1.4 — Certidão da conservatória do registo comercial em vigor, no
caso de pessoa coletiva atualizada, ou código de acesso à certidão per-
Artigo 13.º
manente;
1.5 — Delimitação precisa do local sobre o qual incide o pedido objeto Documentos a apresentar em todos os pedidos
da operação em planta de localização inserida no sistema associado à 1 — Todos os pedidos da presente secção, devem ser instruídos com
plataforma eletrónica; documentos que:
1.6 — Descrição clara dos trabalhos a efetuar, incluindo áreas de solo 1.1 — Demonstrem a legitimidade do requerente para o pedido
e áreas de construção, e demais elementos caracterizadores da operação 1.2 — Esclareçam claramente o pedido e os trabalhos a executar.
urbanística a efetuar; 2 — São comuns a todos os pedidos, quando adequado ou necessário:
1.7 — Fotografias da parcela e edificações objeto da operação urba- 2.1 — Documento comprovativo da qualidade de titular de interesse
nística e seu enquadramento no local. legítimo nos elementos que pretende, ou da qualidade de titular de
1.8 — Levantamento topográfico executado nos termos do Artigo 4.º qualquer direito que confira a faculdade de realização da operação, ou
do presente Anexo; da atribuição dos poderes necessários para agir em representação do
1.9 — Planta de implantação, executada nos termos do Artigo 6.º do titular do direito;
presente Anexo; 2.2 — Certidão da conservatória do registo predial com a descri-
1.10 — Termos de responsabilidade dos técnicos subscritores, elabora- ção e inscrições em vigor atualizada, ou código de acesso à certidão
dos de acordo com as minutas da Portaria n.º 113/2015 e acompanhados permanente referente ao prédio ou prédios abrangidos pela operação
do comprovativo das habilitações legalmente exigíveis emitido pela urbanística;
respetiva associação pública profissional; 2.3 — Caderneta predial, quando necessário;
Diário da República, 2.ª série — N.º 23 — 1 de fevereiro de 2017 2285
2.4 — Certidão da conservatória do registo comercial em vigor, no n.º 113/2015 e acompanhados do comprovativo das habilitações le-
caso de pessoa coletiva atualizada, ou código de acesso à certidão per- galmente exigíveis emitido pela respetiva associação pública profis-
manente; sional;
2.5 — Delimitação precisa do local sobre o qual incide o pedido objeto 1.3 — Orçamento para demolição, incluindo movimentos de terras
da operação em planta de localização inserida no sistema associado à ou intervenção em infraestruturas e serviços urbanos;
plataforma eletrónica; 1.4 — Prestação de caução nos termos do Artigo 124.º do presente
2.6 — Descrição dos trabalhos a efetuar, incluindo áreas de solo e Regulamento;
áreas de construção, e demais elementos caracterizadores da operação 1.5 — Termo de responsabilidade do diretor da obra ou diretor da
urbanística a efetuar; fiscalização da obra, incluindo declaração que os trabalhos decorrem
2.7 — Fotografias da parcela e edificações objeto da operação urba- nos termos do projeto aprovado e de todas as disposições legais e re-
nística e seu enquadramento no local. gulamentares aplicáveis.
2.8 — Levantamento topográfico executado nos termos do Artigo 4.º
do presente Anexo; Artigo 17.º
2.9 — Planta de implantação, executada nos termos do Artigo 6.º do
presente Anexo; Licença especial para obras inacabadas
Os pedidos para a concessão de licença especial para obras inacaba-
Artigo 14.º das, nos termos do artigo 88.º do RJUE, devem ser instruídos com os
documentos previstos no Artigo 13.º do presente Anexo em função do
Edificações existentes
tipo de operação a realizar, e ainda:
1 — Para efeitos de fixação de critérios e trâmites para o reconheci- 1.1 — Memória descritiva contendo relatório do estado atual da obra
mento de que as edificações construídas se conformam com as regras e descrição dos trabalhos em falta, subscrito por técnico habilitado à sua
em vigor à data da sua construção, assim como do licenciamento ou coordenação, execução, ou fiscalização, nos termos da lei;
da comunicação prévia de obras de reconstrução ou de alteração das 1.2 — Estimativa do custo dos trabalhos necessários à conclusão da
edificações para efeitos de aplicação do regime da garantia das edifica- obra, elaborada nos termos do Artigo 126.º ou Artigo 127.º do presente
ções existentes, nos termos do artigo 60.º do RJUE, são admitidos, sem Regulamento
prejuízo de outros que se mostrem idóneos, os seguintes meios de prova: 1.3 — Calendarização para conclusão de obra;
1.1 — Certidão matricial ou certidão de teor das descrições e de todas 1.4 — Cópia do livro de obra, devendo, em caso de extravio, nos
as inscrições em vigor emitida pela conservatória do registo predial, onde termos definidos no Artigo 103.º presente Regulamento, ser aberto
conste o ano de inscrição do prédio e suas edificações. novo livro de obra, para registo dos trabalhos a executar no âmbito do
1.2 — Memória descritiva e justificativa, na qual deve ser identifi- novo título a emitir.
cada e fundamentada, pelo técnico responsável legalmente habilitado, 1.5 — No caso de obras referidas na alínea w) do Artigo 9.º do pre-
a observância das normas referidas na alínea anterior; sente Regulamento, termo de responsabilidade do técnico responsável
1.3 — Termo de responsabilidade subscrito pelo técnico responsá- pela estabilidade da edificação, elaborados de acordo com as minutas
vel pela memória descritiva referida no número anterior, legalmente da Portaria n.º 113/2015 e acompanhados do comprovativo das habili-
habilitado, no qual declare que foram cumpridas as normas legais e tações legalmente exigíveis emitido pela respetiva associação pública
regulamentares aplicáveis à edificação à data da sua construção; profissional;
1.4 — Levantamento fotográfico da edificação e dos elementos iden- 1.6 — Fotografias da parcela e edificações objeto da operação urbanís-
tificativos e representativos do ano de construção; tica e seu enquadramento no local, demonstrando a sua situação atual.
1.5 — Relatório elaborado por técnico habilitado no qual seja demons-
trada, e tecnicamente fundamentada, a data de construção do edifício; Artigo 18.º
1.6 — Termo de responsabilidade subscrito pelo autor do relatório
referido na alínea anterior; Autorização de edifícios ou frações e sua alteração
1.7 — Declaração emitida por associação pública profissional para 1 — Sem prejuízo do previsto na Lei e regulamentos aplicáveis, o
os técnicos outorgantes dos termos de responsabilidade referidos nos requerimento de autorização de utilização, ou suas alterações, deve ser
números anteriores. instruído com os documentos previstos no Artigo 13.º, e ainda:
2 — Pode ainda ser verificado o ano de construção da edificação, 1.1 — Memória descritiva referente ao uso proposto;
mediante vistoria dos serviços municipais, sujeita ao pagamento de taxa 1.2 — Telas finais, nos termos do Artigo 8.º do presente Anexo;
nos termos do RTTORS. 1.3 — Termo de responsabilidade de técnico habilitado para a ela-
boração de projetos de arquitetura ou especialidades, declarando que
Artigo 15.º a edificação cumpre o disposto na Lei e regulamentos aplicáveis, ou
normas especiais, aplicáveis ao uso proposto, e ainda que se encontra
Comunicação de início de trabalhos
em boas condições para a utilização proposta;
1 — A comunicação de início de trabalhos nos termos do artigo 80.º-A 1.4 — Autorização do condomínio, quando aplicável.
do RJUE ou a notificação a que se refere o n.º 6 do artigo 6.º-A do RJUE, 2 — Na alteração de utilização presume-se, sob responsabilidade
e nos termos do Artigo 106.º do presente Regulamento, fica, para além dos técnicos identificados no número anterior, a verificação de todos
do disposto na Lei, sujeita à apresentação dos documentos previstos no os requisitos necessários e a existência de todos os certificados de fun-
Artigo 13.º do presente Anexo em função do tipo de operação a realizar, cionamento de infraestruturas e sistemas a ela necessários.
e ainda: 3 — Quando o pedido de emissão da autorização de utilização, ou sua
1.1 — Descrição dos trabalhos a efetuar, incluindo áreas de constru- alteração não seja precedida de operação urbanística sujeita a procedi-
ção, e materiais e técnicas a utilizar; mento de controlo prévio, é dispensada a apresentação de telas finais.
1.2 — Estimativa do custo dos trabalhos, se a mesma não tiver já sido
apresentada em procedimento de controlo prévio antecedente, elaborada Artigo 19.º
nos termos do Artigo 126.º ou Artigo 127.º do presente Regulamento.
2 — No caso de obras sujeitas a controlo prévio, a comunicação a Ocupação de Via Pública por Motivos de Obras
que se refere o número anterior, deve conter a identificação do alvará 1 — O presente artigo aplica-se exclusivamente à ocupação de via
da licença de construção, da apresentação da comunicação prévia, ou pública por motivo de execução de operações urbanísticas, nos termos
a referência ao procedimento de controlo prévio que lhe dá origem, do RJUE e do presente Regulamento, ainda que isentas de controlo
ou de outros elementos que permitam a identificação pelos serviços prévio.
municipais. 2 — O pedido de ocupação da via pública pode integrar o pedido
principal que lhe dá origem, desde que sujeito a controlo prévio.
Artigo 16.º 3 — O pedido de ocupação de via pública deve ser instruído com os
seguintes elementos:
Licença parcial para construção de estrutura
3.1 — Documento comprovativo da qualidade de titular de interesse
Os pedidos de licença parcial para construção de estrutura, nos termos legítimo nos elementos que pretende, ou da qualidade de titular de
do n.º 6 do artigo 23.º do RJUE, são instruídos com os documentos pre- qualquer direito que confira a faculdade de realização da operação, ou
vistos no Artigo 13.º do presente Anexo em função do tipo de operação da atribuição dos poderes necessários para agir em representação do
a realizar, e ainda; titular do direito;
1.1 — Projeto de especialidade relativa à estabilidade e da construção 3.2 — Certidão da conservatória do registo predial com a descri-
da estrutura; ção e inscrições em vigor atualizada, ou código de acesso à certidão
1.2 — Termos de responsabilidade do técnico subscritor do pro- permanente referente ao prédio ou prédios abrangidos pela operação
jeto de estabilidade, elaborados de acordo com as minutas da Portaria urbanística;
2286 Diário da República, 2.ª série — N.º 23 — 1 de fevereiro de 2017
3.3 — Caderneta predial, quando necessário; 1.5 — Cópia do livro de obra, sem prejuízo do disposto em caso de
3.4 — Certidão da conservatória do registo comercial em vigor, no extravio, nos termos do Artigo 103.º presente Regulamento.
caso de pessoa coletiva atualizada, ou código de acesso à certidão per- 1.6 — Telas finais da planta de implantação ou planta síntese, nos
manente; termos do Artigo 8.º do presente Anexo;
3.5 — Delimitação precisa do local sobre o qual incide o pedido objeto 1.7 — Telas finais dos projetos correspondentes a cada uma das espe-
da operação em planta de localização inserida no sistema associado à cialidades das obras efetivamente executadas, nos termos do Artigo 8.º
plataforma eletrónica; do presente Anexo;
3.6 — Indicação do alvará/licença de autorização de utilização ou 1.8 — Termo de responsabilidade subscrito pelo técnico diretor de
apresentação de documento comprovativo de que a edificação é anterior obra ou diretor da fiscalização da obra e respetiva declaração de inscrição
a 1951; emitida pela associação profissional respetiva, declarando que a obra
3.7 — Descrição dos trabalhos a efetuar, incluindo áreas de solo e foi executada de acordo com os projetos aprovados e deferidos e nos
áreas de construção, e demais elementos caracterizadores da operação termos das telas finais apresentadas;
urbanística a efetuar;
3.8 — Fotografias da parcela e edificações objeto da operação urba- Artigo 22.º
nística e seu enquadramento no local.
3.9 — Memória Descritiva da utilização pretendida para utilização Pedido de receção definitiva de obras de urbanização
do espaço a ocupar com indicação das dimensões do espaço a ocupar e Os pedidos de receção definitiva de obras de urbanização devem ser
do espaço livre para circulação de pessoas e bens, indicando a largura e
instruídos com os documentos previstos no Artigo 13.º e no Artigo 21.º,
comprimento da área ocupada pelos equipamentos, e a largura do espaço
ambos do presente Anexo em função do tipo de operação a realizar, e ainda:
livre destinado à circulação, em metros lineares;
3.10 — Indicação do cumprimento das dimensões mínimas estabe- 1.1 — Livro de obra devidamente preenchido, incluindo termo de en-
lecidas no presente Regulamento e as medidas adotadas para proteção cerramento, sem prejuízo sem prejuízo do disposto em caso de extravio,
de pessoas e bens, ou soluções de regulação de tráfego, pedonal ou nos termos do Artigo 103.º presente Regulamento.
automóvel, quando não seja possível assegurar tais disposições. 1.2 — Termo de responsabilidade do técnico diretor da obra ou diretor
3.11 — Termo de responsabilidade técnica pela montagem do an- da fiscalização da obra, declarando que a obra se encontra concluída e
daime, estrutura similar ou equipamentos especiais, acompanhado de executada nos termos e de acordo com o estabelecido no procedimento
apólice de seguro de responsabilidade civil e de declaração válida da de controlo prévio, das condições das suas aprovações e deferimentos,
respetiva associação profissional; e em respeito das Regras de Arte e das MTD.
3.12 — Seguro de Responsabilidade Civil válido pelo período com-
patível com o licenciamento pretendido, o tomador do seguro poderá Artigo 23.º
ser o requerente ou empreiteiro, devendo neste caso, ser junto, cópia da Averbamentos
adjudicação dos trabalhos, acompanhada de certidão da conservatória do
registo comercial, caso se trate de pessoa coletiva e alvará respetivo; 1 — Os pedidos de averbamento, em função das vicissitudes a que
3.13 — Declaração do requerente responsabilizando-se pelos danos os procedimentos estão sujeitos, são instruídos com os elementos
que possam ser causados no espaço público, nomeadamente, pavimentos que devam ser, nos termos da Lei e presente Regulamento, exigidos
da via pública, passeios, canalizações ou quaisquer outros elementos aos titulares e técnicos que se substituem, nos termos dos números
afetos a um bem ou a um serviço público. seguintes.
2 — Averbamento de requerente:
Artigo 20.º 2.1 — Certidão da descrição e de todas as inscrições em vigor emi-
tida pela Conservatória do Registo Predial, ou código de acesso per-
Pedido de redução de caução ou garantia
manente, ou,
Os pedidos de redução de caução ou garantia, para efeitos do n.º 2 do 2.2 — Documento comprovativo do negócio jurídico que operou a
Artigo 121.º do presente Regulamento, prestadas no âmbito de operações transferência de direitos sobre o prédio ou prédios abrangidos.
urbanísticas nos termos da Lei e do presente Regulamento, são instruídos 3 — Averbamento de técnico, coordenador de projeto, autor de projeto,
com os seguintes elementos: diretor técnico de obra ou diretor de fiscalização da obra:
1.1 — Relatório sumário das obras efetuadas, subscrito pelo téc- 3.1 — Termo de responsabilidade, nos termos legais e do presente
nico responsável pela sua coordenação, execução, ou fiscalização, ou Regulamento, dos novos técnicos;
a elas habilitado, acompanhado dos devidos certificados, pareceres ou 3.2 — Comprovativo das qualificações para o desempenho das funções
informações técnicas emitidas pelas respetivas entidades instaladoras, específicas emitido pela respetiva associação pública profissional;
concessionárias ou certificadoras, nos termos da Lei ou Regulamento; 3.3 — Comprovativo da contratação de seguro de responsabilidade
1.2 — Orçamento de trabalhos por executar, para efeitos de manu- civil válido, nos termos da Lei n.º 31/2009, de 3 de julho, com as alte-
tenção de garantia; rações vigentes;
1.3 — Termo de responsabilidade do técnico diretor de obra ou diretor 4 — Averbamento do empreiteiro:
de fiscalização de obra, atestando que a obra foi executada nos termos 4.1 — Declaração, referente ao novo empreiteiro, referente à titulari-
dos projetos apresentados e deferidos ou comunicados no âmbito do dade de detenção de título emitido pelo INCI para a operação urbanística
procedimento de controlo prévio; em causa, eventualmente confirmada, na página do INCI na internet,
1.4 — Cópia do livro de obra, sem prejuízo do disposto em caso de pelos serviços municipais;
extravio, nos termos do Artigo 103.º presente Regulamento. 4.2 — Quando o detentor do título de registo seja pessoa coletiva,
certidão atualizada do registo comercial, comprovativa da qualidade
Artigo 21.º de representante legal;
Pedido de receção provisória de obras de urbanização 4.3 — Apólice de seguro de responsabilidade civil válida, para a
operação urbanística em causa.
Os pedidos de receção provisória de obras de urbanização devem
ser instruídos com os documentos previstos no Artigo 13.º do presente
Anexo em função do tipo de operação a realizar, e ainda: Artigo 24.º
1.1 — Certidão do registo predial para comprovação da integração Ficha técnica de habitação
em domínio público que, nos termos do título emitido para a operação
urbanística em causa, devem ser assim integradas; 1 — O depósito da ficha técnica de habitação é efetuado mediante
1.2 — Relatório das obras executadas e estado das mesmas, relativo o pagamento de taxa estabelecida no RTTORS, por meio de comuni-
a cada especialidade em particular, subscrito pelo técnico responsável, cação de depósito mediante requerimento instruído com os seguintes
acompanhado do termo de responsabilidade e declaração da associação elementos:
profissional; 1.1 — Documento comprovativos da qualidade de titular de qualquer
1.3 — Levantamento topográfico confirmado com a obra executada, direito que confira a faculdade de realização da operação;
nos termos do Artigo 4.º do presente Anexo; 1.2 — Identificação da autorização de utilização da operação urba-
1.4 — Certificados ou relatórios das entidades fiscalizadoras sobre o nística em causa ou de sua fração;
estado dos trabalhos, nomeadamente de infraestruturas abastecimento 1.3 — Todos os elementos que devam integrar a ficha técnica em
de água, drenagens de águas residuais, pluviais e domésticas, resíduos causa nos termos da Lei e dos regulamentos aplicáveis.
sólidos urbanos, de fornecimento de energia, incluindo gás e eletricidade 2 — O pedido de segunda via ou cópia da ficha técnica de habitação,
nos casos aplicáveis, telecomunicações e iluminação pública, declarando segue os procedimentos gerais para o fornecimento de cópias de docu-
a conformidade da obra com o projeto aprovado e as normas e regula- mentos em posse do Município, em especial o referido no Artigo 30.º
mentação técnica aplicável; do presente Anexo.
Diário da República, 2.ª série — N.º 23 — 1 de fevereiro de 2017 2287
SECÇÃO VI 2.3 — Para cada fração autónoma deve indicar-se o edifício, bloco,
andar, o uso, o número de polícia pelo qual se processa o acesso, a de-
Procedimentos certificativos signação da sua composição incluindo estacionamentos afetos à mesma,
as áreas cobertas e descobertas e, ainda, a percentagem ou permilagem
Artigo 25.º da fração relativamente ao valor total do edifício;
2.4 — Indicação das zonas comuns e suas funções ou usos;
Disposições comuns
3 — Nas situações em que haja lugar a alteração da propriedade
1 — A presente secção aplica-se aos processos certificativos em ma- horizontal, o pedido deve ainda ser instruído com a deliberação da As-
téria de urbanização ou edificação, por referência ao RJUE, e ainda aos sembleia geral de condóminos, exigível nos termos do Código Civil.
procedimentos com ele conexos. 4 — Quando não seja suficiente, por mera descrição, identificar cla-
2 — A presente secção aplica-se ainda a matérias referentes a IGT da ramente as fração, a constituir, ou a alterar, deve o pedido ser instruído
responsabilidade do Município de Sintra. com as respetivas plantas por referência ao procedimento administrativo
3 — O pedido de certidão apenas pode incidir sobre documentos de controlo prévio da operação urbanística da edificação em causa.
constantes de procedimentos existentes nos serviços municipais ou de 5 — Quando não exista procedimento de controlo prévio nos registos
factos que seja possível verificar e certificar diretamente da realidade municipais, devem ser apresentadas plantas à escala 1:100, com plantas
territorial, mediante vistoria, sujeita a pagamento de taxa nos termos elucidativas, para além das plantas de localização e de implantação nos
previstos no RTTORS, ou de outros documentos que o Município detenha termos gerais estabelecidos no presente Regulamento e Anexos, com a
no âmbito das suas competências ou atividade. delimitação, designação e identificação de todas as frações autónomas
4 — O pedido de emissão de qualquer certidão em matéria de urbani- nos termos do n.º 2 do presente artigo.
zação e edificação, deve ser instruído com os seguintes elementos:
4.1 — Documento comprovativo da qualidade de titular de interesse Artigo 28.º
legítimo nos elementos que pretende, ou da qualidade de titular de
qualquer direito que confira a faculdade de realização da operação, ou Certidão de Destaque
da atribuição dos poderes necessários para agir em representação do O pedido de emissão de certidão de destaque, nos termos do RJUE e
titular do direito; demais disposições legais e regulamentares aplicáveis, deve ser instruído
4.2 — Certidão da conservatória do registo predial com a descri- com os documentos referidos no n.º 4 do Artigo 25.º do presente Anexo,
ção e inscrições em vigor atualizada, ou código de acesso à certidão e ainda, sem prejuízo do disposto na legislação aplicável:
permanente referente ao prédio ou prédios abrangidos pela operação 1.1 — Autorização escrita de todos os comproprietários, ou titulares
urbanística; de qualquer direito real sobre o prédio;
4.3 — Caderneta predial, quando necessário; 1.2 — Identificação da área do prédio originário, da parcela a destacar
4.4 — Certidão da conservatória do registo comercial em vigor, no e da área remanescente, e a indicação das suas confrontações após a
caso de pessoa coletiva atualizada, ou código de acesso à certidão per- efetivação do destaque;
manente; 1.3 — Identificação das construções existentes na parcela originária,
4.5 — Delimitação precisa do local sobre o qual incide o pedido objeto e referência aos respetivos títulos que as legitimam, nomeadamente
da operação em planta de localização inserida no sistema associado à licença de utilização, licença de construção ou número de processo de
plataforma eletrónica. controlo prévio, ou a indicação das que tenham sido erigidas em data
anterior à vigência do RGEU, ou sejam isentas de controlo prévio nos
Artigo 26.º termos da Lei ou do presente Regulamento.
Certidão comprovativa de edificação anterior ao RGEU 1.4 — Levantamento topográfico à escala 1:1000, nos termos do
Artigo 4.º do presente Anexo, que especialmente inclua, registando uma
1 — O pedido de certidão comprovativa de edificação anterior ao envolvente num raio mínimo de 100 metros:
RGEU, destina-se a verificar a data de execução da edificação em causa,
1.4.1 — Os limites e a orientação do prédio objeto da operação de
para efeitos de sujeição, ou não, ao regime estabelecido no RGEU e
destaque;
demais consequências legais conexas, nomeadamente a obrigatoriedade
1.4.2 — As confrontações do prédio;
de existência de licença de utilização.
2 — O pedido de emissão de certidão da comprovação de que o 1.4.3 — A delimitação da parcela a destacar e da área remanescente;
edifício foi erigido em data anterior à entrada em vigor do RGEU, 1.4.4 — A indicação da área total do prédio, da parcela a destacar e
deve ser instruído com os documentos referidos no n.º 4 do Artigo 25.º da área remanescente, bem como elementos que caracterizem as cons-
presente Anexo, e ainda: truções existentes, com identificação dos respetivos processos de obra,
2.1 — Levantamento topográfico, à escala 1:500, nos termos do da licença de construção e licença ou autorização de utilização, se for
Artigo 4.º do presente Anexo; caso disso, em ambas as parcelas;
2.2 — Fotografias da parcela e edificações objeto do pedido e com 1.4.5 — A identificação dos arruamentos de acesso e as estradas ou
enquadramento na envolvente, registando ainda as vias e parcelas que caminhos públicos que confrontam com o prédio, suas dimensões e
lhe são confinantes, em pelo menos um raio de 100 metros; características.
2.3 — Relatório elaborado por técnico habilitado para o efeito, ins-
crito em ordem profissional correspondente, no qual seja demonstrada Artigo 29.º
e tecnicamente fundamentada a data da construção do edifício; Certidão sobre obras de reabilitação urbana
2.4 — Termo de responsabilidade subscrito pelo autor do relatório; para efeitos de benefícios fiscais
2.5 — Declaração emitida por associação pública profissional, para
comprovação das qualificações para o desempenho das funções espe- 1 — A realização de obras para efeitos do presente procedimento
cíficas necessárias à produção do relatório referido. certificativo, não isenta que as mesmas sejam sujeitas aos procedimentos
3 — Quando se verifique adequado ou necessário, o Presidente da de controlo prévio estabelecidos na Lei e no presente Regulamento, in-
Câmara Municipal pode determinar vistoria aos edifícios em causa, cluindo a comunicação prevista no Artigo 106.º deste Regulamento, nem
sujeita ao pagamento de taxa nos termos do RTTORS. do cumprimento das demais disposições legais e regulamentares aplicá-
veis, nem da adoção das MTD para obras de reabilitação de edifícios.
Artigo 27.º 2 — Para efeitos de obtenção de benefícios fiscais, relativamente a
ações de reabilitação urbana nos termos do artigo 71.º do EBF, e ainda
Certidão para constituição da propriedade para efeito do benefício de aplicação da taxa reduzida do IVA cons-
horizontal ou sua alteração tante do correspondente código, relativamente a ações de reabilitação
1 — O pedido de emissão de certidão para constituição, ou alteração, urbana em imóveis localizados em ARU, o pedido de certificação deve
de propriedade horizontal, destina-se a verificar o cumprimento dos ser instruído com os documentos referidos no n.º 4 do Artigo 25.º do
requisitos legais à sua constituição, nos termos do Código Civil. presente Anexo, e ainda:
2 — O pedido de emissão de certidão deve ser instruído com os docu- 2.1 — Relatório do estado de conservação do imóvel, antes e após
mentos referidos no n.º 4 do Artigo 25.º presente Anexo, e ainda: a intervenção;
2.1 — Descrição sumária do edifício, e de todas as frações a constituir, 2.2 — Descrição das obras a realizar ou realizadas;
constituídas ou a alterar indicando o número de frações autónomas, 2.3 — Fotografias relativas ao estado de conservação do imóvel,
designadas pelas respetivas letras maiúsculas e em conformidade com antes e após a intervenção, incluindo todas as áreas que são ou foram
os requisitos estabelecidos no Código Civil e no Código de Registo objeto de intervenção.
Predial; 3 — O pedido a que se refere o número anterior, pode ainda ser ins-
2.2 — Indicação do procedimento administrativo de controlo prévio truído com a ficha de avaliação do NRAU para verificação da subida
da edificação em causa, quando legalmente exigível; dos dois níveis do estado de conservação, exigida nos termos do referido
2288 Diário da República, 2.ª série — N.º 23 — 1 de fevereiro de 2017
regime, com identificação do nível inicial e daquele que se obtém no Técnica Superior, Comunicação Social:
final da intervenção.
Presidente: Helena Maria Mano Pontes, Chefe de Divisão;
4 — Para efeitos de obtenção de benefícios fiscais, nos termos do
artigo 45.º do EBF, o pedido de certificação urbanística deve ainda ser Vogais efetivos: Maria João Afonso Moita Ferreira e Ana Maria
instruído com os seguintes elementos: Martins, Técnicas Superiores.
4.1 — Cópia dos certificados energéticos, que possibilitem a verifi-
cação da subida da classe energética em dois níveis Técnico de Informática Grau 1, Nível 1:
4.2 — Elementos que comprovem a ação de reabilitação, quer tenha Presidente: Rui de Sá Meneses, Especialista de Informática;
sido sujeita a licenciamento, comunicação prévia ou comunicação de Vogais efetivos: Carlos Daniel Camelo Cordeiro, Especialista de
início de obra, nos termos da Lei e do presente Regulamento. Informática e Luísa Maria Pinto Ferreira, Técnica Superior.
5 — Podem ser requeridas, ou determinadas pelo Presidente da Câ-
mara, quando tal se mostre adequado ou necessário, vistorias pelos O prazo para apresentação do Relatório de Avaliação Final do Período
serviços municipais, sujeitas a taxa nos termos do RTTORS, para veri- Experimental é de 10 dias úteis.
ficação das obras realizadas.
19 de janeiro de 2017. — O Presidente da Câmara, Dr. Nuno
Artigo 30.º Gonçalves.
310199564
Reprodução simples ou reprodução autenticada
1 — O pedido de reprodução simples ou autenticada do todo ou de
parte de processo administrativo de controlo prévio de operação urba-
nística, ou operação conexa em matéria de urbanização e edificação, é MUNICÍPIO DE TORRES NOVAS
instruído com os seguintes elementos:
1.1 — Documento comprovativo da qualidade de titular de qualquer Aviso n.º 1269/2017
direito que confira a faculdade para a realização do pedido; 1 — Nos termos do n.º 2 do artigo 33.º da Lei Geral do trabalho em
1.2 — Planta de localização com a delimitação precisa do local so- funções Públicas, aprovada pelo artigo 2 da Lei n.º 35/2014, de 20 de
bre o qual incide o pedido, inserida no sistema associado à plataforma junho, e do artigo 19.º da Portaria n.º 83-A/2009, de 22 de janeiro, al-
eletrónica, quando se justifique. terada pela Portaria n.º 145-A/2011, de 6 de abril, torna-se público que
2 — O pedido de reprodução é sempre, que possível ou adequado, de acordo com a deliberação da Câmara Municipal de 6 de dezembro de
respondido por via digital. 2016, se encontra aberto, pelo período de 10 dias úteis, a contar da data
3 — Sempre que o procedimento administrativo digital tenha ocorrido da publicação do presente aviso no Diário da República, procedimento
por via digital, serão apenas fornecidos elementos em formato digital. concursal comum, para constituição de relação jurídica de emprego
4 — O pedido de reprodução autêntica é respondido por via digital, público no regime de contrato de trabalho em funções públicas por
por meio que assegure a sua autenticação, ou por entrega de elementos tempo determinado, para preenchimento dos seguintes postos de trabalho
físicos autenticados, quando tal não for possível. previsto e não ocupados no mapa de pessoal deste Município:
310175799
Referência A — Um (1) posto de trabalho de Técnico Superior (Ciên-
cias da Documentação e Informação);
Referência B — Um (1) posto de trabalho de Técnico Superior (Ci-
MUNICÍPIO DE TORRE DE MONCORVO nema);
Referência C — Um (1) posto de trabalho de Técnico Superior (Edu-
Aviso n.º 1268/2017 cação de Infância)
Para efeitos do disposto na alínea b) do n.º 1 do artigo 4.º da Lei 2 — Legislação aplicável — Lei n.º 35/2014, de 20 de junho, Portaria
n.º 35/2014, de 20 de junho, torna-se público que, na sequência n.º 83-A/2009 de 22 de janeiro, com a nova redação dada pela Portaria
dos procedimentos concursais, abertos por avisos [Link] 10860/2016 e n.º 145-A/2011 de 06 de abril e Lei n.º 82-B/2014 de 31 de dezembro,
10859/2016, publicados no D R 2.ª S n.º 167 de 31/08/2016, foram Lei n.º 42/2016 de 28 de dezembro e Decreto-Lei n.º 29/2001, de 3 de
celebrados contratos de trabalho em funções públicas por tempo in- fevereiro.
determinado, com efeitos a partir do dia 6 de janeiro de 2017, com os 3 — Tendo em atenção que a consulta prévia à Entidade Centraliza-
seguintes trabalhadores: Flávio André Cardoso e Rui Daniel Cordeiro dora para a Constituição de reservas de recrutamento (ECCRC) prevista
Rego, para a carreira e categoria de Assistente Operacional, para as no n.º 1 do artigo 4.º da Portaria n.º 83-A/2009, de 22 de janeiro, está
áreas funcionais de canalizador e condutor de máquinas pesadas e temporariamente dispensada uma vez que ainda não foi publicitado
veículos especiais, respetivamente, com a remuneração de 557,00€, qualquer procedimento concursal para constituição de reserva de recru-
correspondente à 1.ª PR e 1 NR; Viviana Serra Cardoso Leonardo tamento e até à sua publicitação fica temporariamente dispensada a obri-
Teixeira, Bruno Henrique Nogueira, Sónia Cristina Morgado Faustino gatoriedade da referida consulta. Para efeitos do disposto no artigo 4.º da
e Luciana Maria Rodrigues Raimundo, para a carreira e categoria de Portaria n.º 48/2014, de 26 de fevereiro e artigo 24.º da Lei n.º 80/2013,
Técnicos Superiores paras as áreas funcionais de eng.ª do ambiente, de 28 de novembro de acordo com o despacho do Secretário de Estado
eng.ª civil, gestão e administração pública e comunicação social, res- da Administração Local datado de 15 de julho de 2014, “as autarquias
petivamente a vencerem a remuneração de 1201,48€, correspondente locais não estão sujeitas à obrigação de consulta prévia à Direção-Geral
à 1.ª PR e 15 NR; Jorge Filipe Abrunhosa para Técnico de Informática de Qualificação dos Trabalhadores (INA), prevista naquela portaria”.
grau 1 nível 1, estagiário com a remuneração correspondente a 995,51€, 4 — Local de Trabalho — Concelho de Torres Novas.
5 — Caracterizações do posto de trabalho — Os titulares destes pos-
1.ª PR e 11 NR.
tos de trabalho irão desempenhar as seguintes funções: Para além das
Para efeitos do disposto no artigo 46.º da LGTFP, foram designados funções de Técnico Superior, constantes na Lei n.º 35/2014, de 22 de
os seguintes júris de acompanhamento do período experimental: junho, de grau 3 de complexidade;
Assistentes Operacionais: Condutor de Máquinas Pesadas e Cana- Referência A — Executa com autonomia e responsabilidade funções
lizador: de estudo e conceção e adaptação de métodos e processos científico-
-técnicos, inerentes à respetiva licenciatura, inseridas, nomeadamente,
Presidente: Jorge Manuel Jordão Afecto, Chefe de Divisão; nos seguintes domínios de atividade: Implementar a classificação do-
Vogais efetivos: Manuel Fernando Camisa e Luís Manuel Gonçalves cumental através de MEF — Manter uma gestão documental conforme
Almendra. à rápida e eficaz recuperação da informação; — Implementar gestão
por processos; — Interoperabilidade funcional entre todos serviços
Técnicos Superiores: Engenharias do Ambiente e Civil: municipais;
Presidente: Jorge Manuel Jordão Afecto, Chefe de Divisão; Referência B — Executa com autonomia e responsabilidade funções
Vogais efetivos: Luís Manuel Gonçalves Almendra e Marina Jesus de estudo e conceção e adaptação de métodos e processos científico-
Cavalheiro Amaral, [Link] Civis. -técnicos, inerentes à respetiva licenciatura, inseridas, nomeadamente,
nos seguintes domínios de atividade: Conceber e realizar vídeos promo-
Técnico Superior Gestão e Administração Pública: cionais das temporadas de programação e demais vídeos ou documentá-
rios necessários para a atividade do Teatro Virgínia e, trimestralmente,
Presidente: Jorge Manuel Jordão Afecto Chefe de Divisão; do Arquivo Municipal; Editar, organizar e gerir o arquivo de vídeo
Vogais efetivos: Andreia Martins Belchior Bento, Técnica Superior de todos os espetáculos e atividades do Teatro Virgínia, em estreita
e Marina Jesus Cavalheiro Amaral, Eng.ª Civil. articulação entre o Arquivo. Apoiar a gestão documental de imagem/