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Assiduidade no Ensino Básico: Estudo em Maputo

Este documento discute a influência da assiduidade no processo de ensino-aprendizagem no 1o ciclo do Ensino Básico na escola Acordos de Roma em Maputo, Moçambique. A assiduidade dos professores e alunos é crucial para o sucesso escolar, mas altas taxas de absentismo têm sido uma grande preocupação no sistema educacional moçambicano. O estudo analisará os fatores que interferem na assiduidade e proporá soluções para melhorar a frequência e apoiar os alunos com dificuldades

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Assiduidade no Ensino Básico: Estudo em Maputo

Este documento discute a influência da assiduidade no processo de ensino-aprendizagem no 1o ciclo do Ensino Básico na escola Acordos de Roma em Maputo, Moçambique. A assiduidade dos professores e alunos é crucial para o sucesso escolar, mas altas taxas de absentismo têm sido uma grande preocupação no sistema educacional moçambicano. O estudo analisará os fatores que interferem na assiduidade e proporá soluções para melhorar a frequência e apoiar os alunos com dificuldades

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Arminda Taneia Machilico Jorge

Influência de assiduidade no processo de ensino-aprendizagem no 1º ciclo do Ensino


Básico: caso Acordos de Roma

Licenciatura em Ensino Básico

Universidade Pedagógica de Maputo


Maputo
2021
Arminda Taneia Machilico Jorge

Influência de assiduidade no processo de ensino-aprendizagem no 1º ciclo do Ensino


Básico: caso Acordos de Roma

O Projecto de Intervenção Social a ser apresentado no


Departamento de Ciências de Educação na Faculdade
de Ciências de Ciências de Educação e Psicologia da
UP-Maputo, para obtenção do grau de licenciatura .

Supervisor: Dr. Bonifácio Langa

Universidade Pedagógica de Maputo


Maputo
2021
INDICE

Declaração de Honra........................................................................................................................4

Capitulo I.........................................................................................................................................5

1.1. Introdução.................................................................................................................................5

1.2.Problematização.........................................................................................................................7

1.3.Justificativa................................................................................................................................8

1.4.Objectivos..................................................................................................................................8

Capitulo II: Marco teórico............................................................................................................9

2.1.Sistema Nacional de Educação..............................................................................................9

2.2.A assiduidade na actividade educativa.................................................................................10

2.2.1.Diferença entre assiduidade, pontualidade e absentismo escolar......................................10

2.2.2.A importância da assiduidade no processo de ensino-aprendizagem...............................12

2.3.Controlo da assiduidade e da pontualidade..........................................................................14

2.3.1.Sistemas Manuais..............................................................................................................14

3.2.2. Sistemas Mecânicos.....................................................................................................14

2.3.3.Sistema Biométrico.......................................................................................................14

CAPÍTULO III.......................................................................................................................17

3.1.Metodologia......................................................................................................................17

3.2. Cronograma de actividades.............................................................................................18

3.3.Plano de intervenção........................................................................................................18

3.3. Recursos necessários.......................................................................................................19

3.4.Resultados esperados........................................................................................................20

BIBLIOGRAFIA....................................................................................................................21
Declaração de Honra

Declaro que este Projecto de Intervenção é resultado da minha investigação pessoal e das
orientações do meu supervisor, o seu conteúdo é original e todas as fontes consultadas estão
devidamente mencionadas no texto e na bibliografia final.

Declaro ainda que este trabalho não foi apresentado em nenhuma outra instituição para obtenção
de qualquer grau académico.

Maputo, aos 08 de Junho de 2021

---------------------------------------------------------------

Arminda Taneia Machilico Jorge


Capitulo I

1.1. Introdução

Em 1999, depois de pesquisas sobre a necessidade de mudanças educacionais, o Ministério da


Educação, através do Instituto Nacional do Desenvolvimento da Educação, desencadeou uma
reforma curricular do Ensino Primário que culminou com o actual Currículo do Ensino Básico,
que entrou em vigor em todas as escolas do país no ano lectivo de 2004. Segundo MINED
(2008), esta inovação do currículo pressupunha que fosse acompanhada pela formação e
capacitação de professores para poderem responder às suas exigências, incluindo a ampliação da
rede escolar. Um dos propósitos fundamentais do novo currículo era “tornar o ensino mais
relevante, no sentido de formar cidadãos capazes de contribuir para a melhoria da sua vida, da
vida da sua família, da sua comunidade e do país” (MINED, 2008, p. 7).

Assim, a transformação curricular viria ajudar a combater as desigualdades no acesso à educação


e tornar o currículo mais relevante através do enfoque no desenvolvimento das habilidades
vocacionais dos educandos face aos desafios que Moçambique enfrenta, nos domínios da
economia, saúde, indústria, mineração, dentre outros. Entretanto, a melhoria da qualidade de
ensino, perspectivada pelo Ministério da Educação aquando da introdução do novo currículo é
contrariada pelo preocupante baixo desempenho dos alunos, principalmente, nos níveis de
conclusão dos ciclos, onde a maioria demonstra pouca competência, particularmente nos
domínios de literacia e numeracia. Esta situação é apresentada em relatórios de monitoria e
supervisão (2010) realizados pelo INDE, onde, por exemplo, refere-se que mais de metade dos
alunos da 1ª e 2ª classe não consegue ler as vogais e mais de 70% dos alunos não é capaz de ler
consoantes e sílabas simples (INDE, 2010).

Contudo, presume-se que o professor é um dos elementos fundamentais para a melhoria da


qualidade de ensino. Esta contribuição do professor na qualidade de ensino pode dever-se à sua
formação inicial e contínua, a sua experiência profissional, as condições em que exerce a sua
actividade profissional, a sua motivação e relação com o trabalho docente e, sobretudo, o seu
desempenho pedagógico no trabalho docente em termos de planificação, realização e avaliação
do processo de ensino-aprendizagem.
Do ponto de vista pedagógico, para o desempenho profissional do professor, a assiduidade às
aulas tem relevância particular se considerarmos que a aprendizagem dos alunos ocorre em
vários espaços, sendo que é nas aulas em que se verifica o maior índice de interacção entre o
professor e o aluno, razão pela qual se constata que é nelas em que ocorre a maior parte da
mediação dos conteúdos, se desenrolam as tarefas pedagógicas de ensinar e aprender, o que faz
crer que quanto maior for a presença do professor nas aulas, maior ficam as possibilidades para
que a acção interactiva professor-aluno decorra em muito mais tempo.

A preocupação para com a assiduidade dos professores constitui um alinhamento com a intenção
de melhoria do ambiente de ensino-aprendizagem, razão pela qual “a assiduidade, no âmbito de
gestão escolar, é um factor chave para alcançar os objectivos da educação. O alto grau de
absentismo tem sido uma grande preocupação no Sistema Nacional de Educação (SNE). Sobre
essa preocupação, os resultados do Inquérito sobre os Indicadores de Prestação de Serviços,
citado pela FDC (2016: 1), referem que 44% dos Directores e 45% dos professores estavam
ausentes durante as visitas e menos do tempo lectivo foi usado para dar aulas.

O Presente estudo tem como finalidade analisar influência de assiduidade no processo de ensino-
aprendizagem no 1º ciclo do Ensino Básico: caso Acordos de Roma. Importa-nos salientar que
esta é uma das fragilidades presentes em inúmeras instituições de ensino, por este motivo,
buscam-se identificar quais as dificuldades encontradas pela escola, quais os factores que
interferem no desenvolvimento do educando, bem como, qual é o papel da família frente a essa
dificuldade.
1.2.Problematização

A problemática de assiduidade, pontualidade e absentismo escolar em Moçambique tem ocupado


ou preocupado há vários anos políticos e pedagogos que querem conhecer as suas causas, os
factores que concorrem para esse fenómeno e as formas de o combater. Assume duas formas
principais: a reprovação e o abandono escolar. Também os alunos com dificuldades de
aprendizagem apresentam alguns indicadores que podem indiciar o insucesso escolar.

As consequências do insucesso poderão manifestar-se de formas diferentes e têm sempre na base


uma forte desmotivação, uma baixa auto-estima e um baixo auto conceito académico. Quando o
aluno sente que apesar do seu esforço não consegue obter sucesso, abandona a tarefa escolar e
deixa de ir às aulas. A imagem que alguns alunos têm de si é muito negativa, por isso procuram
investir em actividades em que o sucesso é mais acessível.

De facto, o tempo escolar é um recurso precioso para a mediação didáctica por parte do
professor, ao mesmo tempo que permite disponibilidade de tempo para aprendizagem do aluno,
respeitando o seu ritmo ou particularidades individuais de aprendizagem, a exercitação, o apoio
do professor ao aluno, etc. O dever de assiduidade é consagrado nos nºs 1, 2, 5 e 7 do artigo 39
do EGFAE, de uma forma generalizada, e no nº 7 do artigo 11 da Resolução n.º 4/90, de 27 de
Junho, Suplemento ao BR nº 26, I Série, que aprova o Estatuto do Professor, de forma especial:
“Ser assíduo e pontual ao serviço escolar dentro das horas que lhe forem destinadas”.

No entanto, os dados da pesquisa exploratória, revelam que na Escola Primaria Acordos de


Roma, os funcionários (pessoal docente e não docente) e alunos não respeitam os horários de
entrada e saída, pois estes elementos, são primordiais para o bom funcionamento da vida escolar,
por isso, é importante que as famílias se organizem para favorecer a assiduidade do aluno. O
atraso na hora de entrada chega a ultrapassar 30 à 50 minutos. Diante do exposto ficou em nós a
algumas questões de pesquisa: Até que ponto assiduidade dos professores e gestores escolares da
EPC de Roma influenciam no processo de ensino-aprendizagem do 1º ciclo do Ensino Básico?
Será que com a implementação do sistema de registo biométrico irá combater o absentismo nos
funcionários da escola EPC Acordos de Roma? Em que sentido o Sistema de Registo Biométrico
poderá ser uma ferramenta útil na assiduidade dos professores e gestores escolares na EPC
Acordos de Roma?
1.3.Justificativa

A assiduidade na escola, por parte de professores e gestores das escolas, afigura-se como uma
questão essencial no trabalho organizativo da escola, tendente a promover um funcionamento
institucional favorável à melhoria das condições de aprendizagem, especialmente quando se
pretende um aproveitamento eficaz do tempo escolar. O atraso na chegada causa perdas
pedagógicas, dificulta a organização do professor/turma/aluno, causando desconforto e tumulto
na sala de aula.

Com a presente pesquisa pretendemos transmitir aos professores e gestores da EPC Acordos de
Roma sobre a importância da assiduidade no momento da chegada e saída na escola, pois,
somente assim todo o planeamento da aula será cumprido. A revisão bibliografia mostra que, a
assiduidade é uma atitude, é respeito pelos colegas que vamos substituir no nosso local de
trabalho. Isto é, eles esperam a nossa chegada a tempo de poderem passar o “turno” com as
informações necessárias e importantes relacionadas com os alunos. Nesta perspectiva, presume-
se que com a introdução do ponto electrónico na EPC Acordos de Roma venha a contribuir para
aumentar a assiduidade dos funcionários (pessoal docente e não docente). Pois, no geral, os
funcionários não tem nada a perder com o colar dedo no detector de assiduidade da escola.

1.4.Objectivos

1.4.1.Objectivo geral

Analisar a influência de assiduidade no processo de ensino-aprendizagem no 1º ciclo do Ensino


Básico: caso Acordos de Roma.

1.4.2.Objectivos específicos

1. Descrever a importância da assiduidade no processo de ensino-aprendizagem;


2. Identificar as principais formas de controlo da assiduidade e da pontualidade;
3. Implementar o sistema de registo biométrico na EPC para combater o absentismo nos
funcionários da escola EPC Acordos de Roma.
Capitulo II: Marco teórico

2.1.Sistema Nacional de Educação

A educação formal em Moçambique, tal como em outros países africanos, foi introduzida pelo
colonialismo. Na sua tentativa de civilizar os moçambicanos, o Governo Colonial Português
introduziu a educação formal através das missões católicas e de escolas oficiais, dentre outras
instituições implantadas ao longo dos tempos. Entretanto, afigura-se importante sublinhar que,
muitas das vezes, para a sua educação, o nativo devia abandonar a sua condição de africano, ou
seja, os seus hábitos e costumes (tradição) para se conformar à nova filosofia e formas de vida
seguidas pelo colonizador. A propósito, Golias (1993, p. 31) afirma que “…os povos dominados,
que desejassem tornar-se assimilados e, assim civilizados, deviam requerer a cidadania
portuguesa à um tribunal local…”. Depois da independência, houve a preocupação de a educação
servir os interesses do povo. Esta pretensão fez com que diversas actividades fossem
desenvolvidas com o objectivo último de dotar o país de um sistema de educação que reflectisse
as necessidades educativas da comunidade moçambicana. Assim, foi criado o Sistema Nacional
de Educação (SNE), que rompeu com o sistema de educação implantado pelo colonialismo.

Segundo a Lei nº 6/92, de 06 de Maio, na sua estrutura geral, o Sistema Nacional de Educação
(SNE) subdividia-se em Ensino Pré-Escolar, Ensino Escolar e Ensino Extra-escolar, e tinha
como grandes objectivos:

i. Erradicar o analfabetismo, de modo a proporcionar a todo o povo o acesso ao


conhecimento científico e o desenvolvimento pleno das suas capacidades;
ii. Garantir o ensino básico a todos os cidadãos de acordo com o desenvolvimento do país
através da introdução progressiva da escolaridade obrigatória;
iii. Assegurar à todos os Moçambicanos o acesso à formação profissional;
iv. Formar cidadãos com uma sólida preparação científica, técnica, cultural e física e uma
elevada educação moral cívica e patriótica;
v. Formar o professor como educador e profissional consciente, com profunda preparação
científica e pedagógica, capaz de educar os jovens e adultos; e etc. (MINED, 1992).
2.2.A assiduidade na actividade educativa

A assiduidade é uma condição indispensável para o aproveitamento do tempo escolar,


particularmente no que diz respeito ao tempo lectivo, no tempo dedicado às aulas, em
conformidade com o horário estabelecido. Isso faz com que o absentismo escolar seja
considerado pelos sistemas educativos uma condição indesejável por prejudicar a aprendizagem
e, consequentemente, a qualidade do ensino.

Naturalmente que a assiduidade se relaciona com a pontualidade, eis porque nesta secção
pretende-se falar da assiduidade e do absentismo, ao mesmo tempo que se faz referência a
pontualidade como uma variável a ter em conta para elevar a assiduidade e reduzir o absentismo.

Pelo que, depois de uma abordagem sobre o tempo na educação e, em especial, no trabalho
escolar, são trazidas notas explicativas sobre como a assiduidade é considerada pelas escolas
e/ou sistemas educativos, particularmente em termos do interesse existente para que ela tenha
impacto sobre os processos de regulamentação da actividade educativa.

2.2.1.Diferença entre assiduidade, pontualidade e absentismo escolar

Quando se fala da assiduidade está-se referindo “a presença do trabalhador no local de trabalho


em termos de horas e dias” (Sampaio, 2003: 12), da mesma forma que pode falar-se da
assiduidade do aluno quando este também se faz presente nas actividades curriculares e
curriculares nos dias e horas indicados. O artigo 39 do Estatuto Geral dos Funcionários e
Agentes do Estado, diz que o funcionário deve “Apresentar-se ao serviço e em todos os locais
onde deve comparecer por motivo de serviço, com pontualidade, correcção, asseio e aprumo e
em condições físicas e mentais que permitam desempenhar correctamente as tarefas”, ao mesmo
tempo que o Estatuto do Professor (Resolução nº 4/90 do CNFP, art. 11), refere que o professor
deve “ Ser assíduo e pontual ao serviço escolar dentro das horas que lhe forem destinadas (nº
7); Por seu turno, o Diploma Ministerial 46/2008, referente ao Regulamento Geral das Escolas
do Ensino Básico (REGEB), no seu artigo 15, depois de mencionar que uma das competências
do Director da Escola é “aprovação dos horários, a distribuição do serviço e a planificação
geral das turmas”, este mesmo artigo encarrega a estes directores a responsabilidade de “julgar
as faltas dos professores e outros funcionários da escola” e “relevar dentro dos limites legais as
faltas dos alunos”.

Ao ser objecto de regulamentação, a assiduidade e a pontualidade estão sendo consideradas


como categorias determinantes do desempenho dos actores, o que faz com que estes sejam
avaliados também com referência à forma com fazem uso do tempo, se de forma assídua ou não,
já que a assiduidade significa estar sempre presente de forma regular a determinado
compromisso ou mesmo no ambiente do trabalho, onde o trabalhador deve ser assíduo sempre. E
pode dizer-se que as faltas (falta de assiduidade) e os atrasos (falta de pontualidade) retiram da
actividade o precioso tempo com que se devia tirar maior proveito para o benefício da
aprendizagem dos alunos, o que justifica que este tipo de “faltas” (de assiduidade e de
pontualidade) sejam considerados como graves infracções e passíveis de aplicação de sanções
disciplinares no contexto da gestão das escolas em Moçambique.

O Estatuto Geral dos Funcionários e Agentes do Estado (EGFAE) considera as faltas como
ausências do local de serviço por dias de trabalho, prevendo que o somatório de atrasos seja
capaz de constituir uma ou várias faltas, nos termos do artigo 65. Portanto, pontualidade e
assiduidade estão fortemente relacionados, da mesma forma que estão com o absentismo, ou
seja, com a ausência ou falta na actividade, a qual pode ser repetida ou prolongada.

No caso da situação escolar, a taxa de absentísmo corresponde à percentagem obtida a partir da


relação entre o número de ausências e o número de presenças, num determinado tempo e para
sujeitos específicos, sejam eles alunos, professores, funcionários ou gestores escolares. Por
exemplo, podemos ter, numa escola, uma taxa de absentismo dos alunos e uma outra dos
professores numa certa semana, mês, trimestre, semestre ou ano lectivo. E também podemos ter a
taxa de absentismo de um mesmo sujeito num determinado período de tempo, a saber que as
ausências registadas em cada intervalo de tempo cronológico podem ser na totalidade ou
parcialmente em relação ao tempo em causa.

Segundo Monteiro (op.cit: 32), citando Encarnación (2009), o absentismo escolar também pode
ser: a) Justificado (quando a família envia à escola a justificação da falta); b) Injustificado
(quando a escola não possuí nenhum tipo de documento que justifique as faltas); c)
Pontual/esporádico (quando o aluno falta durante um período de tempo considerável mas volta e
não repete a ausência); d) Descontínuo (quando a frequência acontece de forma alternada,
interrompendo o processo de aprendizagem e seguidamente voltando de novo para a escola).
Nesta ordem de ideias, González (2014) apud Marcelino, Araújo e Miranda (2015: 3) enaltece
dizendo que a forma mais comum de absentismo é a ausência às aulas.

Querer professores e alunos assíduos requer, portanto, gestores assíduos dado que estes podem
desempenhar um trabalho relevante na prevenção do absentismo, nomeadamente em termos de
sensibilização da comunidade educativa sobre a importância da assiduidade às aulas e a
utilização regular dos mecanismos de controlo da assiduidade. Também estes gestores podem e
devem tomar medidas correctivas para resolução de casos manifestos de falta de assiduidade dos
alunos e professores, o que requer, por exemplo, ir para além do simples controlo do uso do livro
de ponto na gestão das ausências dos docentes, para igualmente incorporar o controlo do livro do
sumário e, sobretudo, a gestão da realização efectiva das aulas, com particular incidência sobre a
presença do professor/aluno na aula, a efectiva mediação pedagógica por parte do professor, a
verificação do progresso dos alunos na aprendizagem escolar, do cumprimento dos programas de
ensino, da participação dos alunos/professores em todos as outras actividades curriculares e co-
curriculares, bem como de natureza organizativa da escola (ex: planificação de aulas, realização
de conselhos de escolas, reuniões com encarregados de educação, visitas domiciliárias
especialmente para alunos com forte incidência de absentismo, etc …), o que poderia revelar-se
em boas práticas para a promoção da assiduidade ao nível da unidade escolar, razão pela qual o
questionamento central deste estudo é sobre o que existe nas escolas como boas práticas para a
promoção da assiduidade dos actores que as compõem, particularmente alunos, professores e
gestores escolares.

2.2.2.A importância da assiduidade no processo de ensino-aprendizagem

Moçambique tem registado progressos consideráveis no aumento do acesso à educação. Com


efeito, o acesso à educação tem vindo a aumentar de forma importante, desde o ano 2000.
Segundo Lobo (2017), existem, actualmente, no sistema do ensino geral mais de 7,1 milhões de
alunos, em todos os níveis. A taxa bruta de admissão no EP1 é de cerca de 170% e a taxa bruta
de escolarização ultrapassado os 115%.
O PO (2015-2018) do PEE (2012-2019), baseando-se no balanço feito de 2010-2014, refere que,
durante este período, o SNE continuou a expandir-se de forma moderada, se comparado ao
período anterior. Nesse quinquénio (2010-2014), a taxa de escolarização aos 6 anos na 1ª classe
aumentou de 67,3% em 2009, para 81,5% em 2014. Segundo os dados do desempenho do ensino
primário em 2016, apresentados na Reunião Anual de Revisão (RAR) 2017, esta taxa subiu para
83,9% em 2015, e situando-se em 86,4% em 2016. As taxas líquidas de escolarização e de
admissão em todas as classes de entrada no Ensino Geral (1ª, 5ª, 8ª e 11ª classes) também
aumentaram significativamente.

Por outro lado, as políticas públicas adoptadas pelo sector contribuíram para melhorar a extensão
e inclusão do SNE, especialmente na educação primária, e com menor expressão, no primeiro
ciclo da secundária.

De facto, o EP registou um incremento acentuado de efectivos, dos anteriores 2,35 milhões, para
5,9 milhões, entre 2010 e 201615, tendo a 1ª classe atingindo mais de 1,4 milhões. Nas classes
seguintes, o número de alunos reduziu drasticamente. A taxa líquida de escolarização evoluiu de
82,6% para chegar aos 91,2%, em 2015, e a taxa bruta de escolarização atingiu os 130%. A taxa
de admissão líquida na 1ª classe aumentou de 30%, para os 94%, entre 2000 e 2015 (LOBO,
2017)

O processo de ensino-aprendizagem, de acordo com estatutos regulamentares de funcionamento


das escolas, está definido de modo que decorra em horas definidas, dentro de um horário, com
horas de começo e de término de cada actividade curricular ou co-curricular, da mesma forma
que assim se tem o tempo de duração destas actividades. E assim “o meio escolar inculca nas
crianças valores de um comportamento correcto que se traduz na pontualidade, a exactitude, a
assiduidade, a rapidez, a aplicação” (GROSSIN, 1996 apud SAVOIEZAJC, 2001: 356) e nestas
condições a criança deve aprender imediatamente o valor da pontualidade e da assiduidade, bem
como a ideia de que os trabalhos escolares são realizados dentro de certos períodos de tempo,
vulgarmente definidos a partir do horário escolar.

Querer alunos assíduos e pontuais passa, então, por conseguir que estes encontrem na escola
melhores oportunidades para alcançarem uma melhor aprendizagem, porque assim se desenvolve
a motivação e interesse pela escola, enquanto, por seu turno, a assiduidade e a pontualidade dos
alunos contribuem para que estes tenham mais possibilidades de sucesso escolar (ALVARES, s.
d: 24). Combater o absentismo, promovendo a assiduidade dos alunos e dos professores
significa, nesse sentido, elevar os níveis de aprendizagem dos alunos, promover a confiança,
motivação e interesse destes pela escola e, consequentemente, prevenir o abandono escolar e o
insucesso escolar nas suas múltiplas interpretações. Porque se reconhece que o absentismo e a
falta de assiduidade dos alunos e professores limitam, reduzem, o uso do tempo que o aluno
necessitaria para uma aprendizagem sistemática, conveniente equilibrada do ponto de vista dos
ritmos e progressos de aprendizagem para os alunos e que muitos conteúdos requerem para
serem assimilados.

2.3.Controlo da assiduidade e da pontualidade

Ao longo do tempo têm sido adoptados vários sistemas de controlo de assiduidade e


pontualidade. Destacam-se os sistemas manuais, mecânicos e biométricos.

2.3.1.Sistemas Manuais

Os sistemas manuais de registo de assiduidade e pontualidade reportam-se ao suporte de papel,


denominados por livros/folhas de ponto que correspondem a impressos específicos. Estes
registos manuais têm a desvantagem de poderem ser boicotados, através da assinatura de
qualquer outra pessoa que não o próprio ou mesmo através do registo de hora de entrada ou saída
não correspondente à realidade, uma vez não existir prova da hora exacta em que o livro fora
assinado.

3.2.2. Sistemas Mecânicos

Estes sistemas dizem respeito aos cartões com banda magnética que registam a hora de entrada e
saída após serem validados em dispositivos automáticos. Embora este método traduza com mais
precisão a hora de entrada e de saída, também ele pode ser boicotado através da utilização de
uma outra pessoa que se disponibilizasse a validar o cartão do colega (FROIS, 2008).

2.3.3.Sistema Biométrico

Biometria vem do grego “bios” (vida) e “metron” (medida), traduzindo-se literalmente como a
“medida da vida”. Biometria também pode ser definida como a aplicação de métodos estatísticos
para a solução de problemas biológicos, que passam pela identificação utilizando dados
biológicos. (MORDINI e PETRINI, 2007), a biometria estabelece-se na mensuração e na
enumeração com o objectivo de dar aos factos biológicos uma “expressão quantitativa plausível”
(CNPD, 2004).

Os sistemas biométricos prendem-se com métodos automáticos de verificação e reconhecimento


da identidade de um ser humano através de características fisiológicas ou de comportamento
(VAN DER PLOEG, 2007). As características fisiológicas incluem a impressão digital, a voz, a
retina, a íris, a face, a geometria da mão, geometria do pé, formato da orelha, padrões da pele, o
ADN. As características comportamentais dizem respeito à forma da escrita e padrões de pressão
sobre as teclas (VAN DER PLOEG, 2007).

Na nossa sociedade actual, em que vigoram sistemas burocráticos e administrativos, estes dados
são chamados dados pessoais e reportam-se a toda e qualquer informação, incluindo de natureza
audiovisual, relativa a uma pessoa singular identificada ou identificável. Do ponto de vista
jurídico, “é considerada identificável a pessoa que possa ser identificada, designadamente por
referência a um número de identificação ou a um ou mais elementos específicos da sua
identidade física, fisiológica, psíquica, económica, cultural ou social” (alínea a) do artigo 3º da
Lei nº 67/98 de 26 de Outubro). Em antropologia, a identificação refere-se a um processo de
conhecimento do outro, o qual é diferente de qualquer outra pessoa (FROIS, 2008). As
características biométricas correspondem, assim, a uma parte da individualidade das pessoas
(CNPD, 2004).

A particularidade deste novo método de controlo de assiduidade e pontualidade prende-se com o


facto de que o trabalhador tem de aceitar que elementos da sua identidade física, morfológica ou
comportamental sejam captados e armazenados numa base de dados e apresentados perante um
“sistema de reconhecimento” à entrada e à saída do local de trabalho. No entanto a introdução
deste sistema na empresa/instituição deverá procurar obter o consenso dos trabalhadores e não
ser imposto.

As características pessoais do trabalhador, fornecidas através da impressão digital, íris, geometria


da mão ou geometria facial, são transformadas num template. Este template, que representa
numericamente a característica biométrica captada, é gerado através de processo de
algoritmização e não permite descodificar e reproduzir, de forma digitalizada, a amostra
biométrica original, isto é, os sistemas biométricos não utilizam a tecnologia da digitalização da
imagem mas sim a codificação dos dados recolhidos. As chaves dos respectivos templates estão
na posse do fabricante e são inacessíveis às empresas que fornecem e adquirem os equipamentos
(CNPD, 2004, e MORDINI E PETRINI, 2007). Está salvaguardada, desta forma, a privacidade
dos trabalhadores.

As questões éticas relacionadas com a salvaguarda dos direitos humanos, nomeadamente a


protecção de dados pessoais, a confidencialidade, a liberdade do indivíduo e a relação entre os
direitos individuais e colectivos são, aliás, dos aspectos mais controversos destes sistemas
tecnológicos (MORDINI e PETRINI, 2007). A Comissão Nacional de Protecção de Dados
(CNPD) em 2004, afirmava também que, a admissão destes sistemas biométricos no âmbito da
relação de trabalho deveriam procurar ser introduzidos não de forma imposta mas sim com o
objectivo de obterem adesão entre os trabalhadores e alcançar assim a eficácia da sua utilização.

A CNPD foi chamada a pronunciar-se, pela primeira vez, sobre a utilização de dados
biométricos, no âmbito do local de trabalho em 2002. Em 2004, emitiu um documento, com o
título “Princípios sobre a utilização de dados biométricos no âmbito do controlo de acessos e de
assiduidade” no qual dá a conhecer as funcionalidades dos sistemas biométricos e os limites a
respeitar na recolha e tratamento dos dados pessoais. O princípio da proporcionalidade determina
que o tratamento de dados pessoais deve der avaliado em termos de “idoneidade e de intervenção
mínima” (CNPD, 2004).

As vantagens deste sistema são: (i) permite que as pessoas sejam identificadas sem requerer
cartões de identificação ou memorização de códigos secretos, (ii) impossibilita a falsificação dos
registos de entrada e saída dos locais de trabalho uma vez que implica a presença corporal da
pessoa no local em que dá entrada no serviço e (iii) confere segurança, homogeneidade e
fiabilidade dos dados (NEGIN, 2000; CNPD, 2004; e FROIS, 2008). A inclusão de dispositivos
de recolha de dados biométricos permite identificar e controlar as entradas e saídas dos
profissionais da instituição, permite conhecer atrasos, saídas antecipadas e inclusivamente
ausências.
CAPÍTULO III

3.1.Metodologia

Metodologias, remete-nos ao termo método, que designa etimologicamente recursos utilizados


de modo a alcançar um dado fim. O método como termo corresponde ao “conjunto de processos
empregados pelo espírito humano para a investigação, a descoberta ou comprovação da verdade
científica”. Assim sendo:

Quanto à natureza a pesquisa será qualitativa. Segundo Bogdan & Biklen (2003) citado por
Oliveira (2011), a pesquisa qualitativa consiste na obtenção de dados descritivos, obtidos no
contacto directo do pesquisador com a situação estudada, enfatiza mais o processo do que o
produto e se preocupa em retratar a perspectiva dos participantes. Entre as várias formas que
pode assumir uma pesquisa qualitativa, destacam-se a pesquisa do tipo etnográfico e o estudo de
caso.

Quanto aos objectivos, este trabalho pode será classificado como pesquisa exploratória. Segundo
Gil (2008), por pesquisa exploratória, entende-se ser aquela que se objectiva proporcionar maior
familiaridade com o problema. Quanto aos procedimentos técnicos a forma de abordagem
caracteriza-se como pesquisa bibliográfica, uma vez que, ainda segundo o autor, pesquisa
bibliográfica é aquela desenvolvida com base em material já elaborado, constituído
principalmente de livros e artigos científicos. Para Fonseca (2002) a pesquisa bibliográfica é feita
a partir do levantamento de referências teóricas já analisadas e publicadas por meio escritos e
electrónicos, como livros, artigos científicos, páginas de websites.

Tratando-se de uma pesquisa de natureza qualitativa, com vista a buscar os elementos que
viabilizem o trabalho dentro das expectativas criadas, será usada os seguintes instrumentos de
recolhas de dados: Entrevista Informal e Questionário Fechado. Segundo Gil (2008), entrevista
informal é o menos estruturado possível e só se distingue da simples conversação porque têm
como objectivo básico a colecta de dados. Para autor no questionário fechado, pede-se aos
respondentes para que escolham uma alternativa dentre as que são apresentadas numa lista.

A entrevista será feita junto a 2 gestores escolares (director da escola e chefe da secretaria e 5
professores.
3.2. Cronograma de actividades

Actividades 2021
Junho Julho Agosto Setembro
Escolha do tema X
Elaboração do projecto da pesquisa X
Correcção feita pelo supervisor X X
Recolha de dados X
Análise e interpretação de dados X X
Entrega do projecto X

3.3.Plano de intervenção

Figura 1: Estrutura de base de dados/ adaptada pela autora


Figura 2. Arquitectura do Sistema

N/O
ACTIVIDADE RESPONSÁVEL PARTICIPANTE PRAZO

01 Implementação de um sistema de Equipe Todos funcionários da 30.12.2021


registo biométrico na escola coordenadora escola
02 Formação de agentes de serviço na Equipe Todos funcionários da 30.12.2021
escola coordenadora escola

03 Instalação de servidor do CASS Equipe Todos funcionários da 30.12.2021


coordenadora escola

04 Instalação de banco de dados Equipe Todos funcionários da 30.12.2021


coordenadora escola

05 Instalação de internet Equipe Todos funcionários da 30.12.2021


coordenadora escola

3.3. Recursos necessários

N/O Material/equipamento Quantidade Valor Preço total

1 Resma 1 400,00 400,00


2 Esferográfica 2 15.00 45,00
5 Internet café N/A 1.500.00 1.500,00
6 Copias N/A 1.000,00 1.000,00
7 Impressão N/A 2.000,00 2.000,00
8 Chapa N/A 4.000,00 4.000,00
9 Lanche N/A 6.000,00 6.000,00
Total 14.945,00 Mt
3.4.Resultados esperados

O objectivo principal do Sistema de Registo Biométrico (SRB) dos profissionais da educação é a


eficiência da gestão efectiva dos recursos humanos, ou seja, a optimização dos recursos e a
redução de custos. Este sistema, aliado a um programa informático moderno, permite um melhor
planeamento do trabalho das equipas reduzindo a necessidade do recurso de horas extra. É uma
ferramenta que permite descentralizar o acesso à informação com a eliminação do papel e
acelerar a comunicação entre as diversas partes envolvidas nos processos.

As principais vantagens deste sistema são: (i) marcação de ponto colectivo, registando o perfil de
assiduidade e pontualidade de todos os profissionais; (ii) criação de horários flexíveis, adaptados
à realidade dos profissionais de saúde dos hospitais (horários fixos, horários rotativos,
planeamento de férias); (iii) ligação automática ao sistema de salários e (iv) processamento dos
vencimentos. Assim sendo, esperamos com este trabalho combater o absentismo e abando
escolar, a partir do desenvolvimento de cultura de assiduidade e pontualidade na escola, por parte
dos alunos, professores e gestores das escolas, visto que, são questões essencial no trabalho
organizativo da escola, tendente a promover um funcionamento institucional favorável à
melhoria das condições de aprendizagem, especialmente quando se pretende um aproveitamento
eficaz do tempo escolar.
BIBLIOGRAFIA

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Lisboa: CNPD, 2004.

FROIS, C. - Bases de dados pessoais e vigilância em Portugal: análise de um processo em


transição. In FROIS, C. - A sociedade vigilante: Ensaios sobre identificação, vigilância e
privacidade. Lisboa: Imprensa de Ciências Sociais, 2008.

GIL, António Carlos. Métodos e Técnicas de Pesquisa Social. 6º Ed. São Paulo: Atlas. 2008

OLIVEIRA, Maxwell Ferreira de. Metodologia Científica: um manual para a realização de


pesquisas em Administração. Catalão: UFG. 2011

FDC. Iniciativa Para a Melhoria da Educação (IME). Termos de Referência Pesquisa/Estudo


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Diploma Ministerial 166/2001. Regulamento Professores Eventuais, publicado no BR nr 45, I


Série, Maputo, 2001

INDE. Relatório de Avaliação Nacional da 3a Classe, Maputo, 2014

ISOED /UP Quelimane/IBIS. O Absentismo dos Professores nas Escolas do Ensino Básico na
Província da Zambézia: Estudo de Caso das EPCs dos Distritos de Alto Molócuè, da Maganja
da Costa e de Quelimane; S.d; S.l

LEI n.º 67/98. DR. Iª Série-A. 247 (98.10.26) 5536-5546 – Lei da Protecção de Dados Pessoais.

Lei 14/2009, referente ao Estatuto Geral dos Funcionários e Agentes do Estado, publicado no
BR, 3 suplemento, I Série, nr 10, 2009.

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