Parâmetros Físico, Químico e Microbiológico da Água do Rio Kwanza Utilizada para Fins
Domésticos pelas Populações do Bairro Samba, Distrito do Bom Jesus no Município de Icolo e
Bengo.
Universidade Independente de Angola
Faculdade de Ciências e Engenharia e Tecnologia
Engenharia dos Recursos Naturais e Ambiente
PARÂMETROS FÍSICO, QUÍMICO E MICROBIOLÓGICO DA
ÁGUA DO RIO KWANZA UTILIZADA PARA FINS DOMÉSTICOS
PELAS POPULAÇÕES DO BAIRRO SAMBA, DISTRITO DO BOM
JESUS NO MUNICÍPIO DE ICOLO E BENGO.
Estudante: Hilário Fortunato Lourenço Rodrigues
Orientador(a): Msc. Domingos Januário de Almeida
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Domésticos pelas Populações do Bairro Samba, Distrito do Bom Jesus no Município de Icolo e
Bengo.
Luanda, 2021
Universidade Independente de Angola
Faculdade de Ciências e Engenharia e Tecnologia
Engenharia dos Recursos Naturais e Ambiente
PARÂMETROS FÍSICO, QUÍMICO E MICROBIOLÓGICO DA
ÁGUA DO RIO KWANZA UTILIZADA PARA FINS DOMÉSTICOS
PELAS POPULAÇÕES DO BAIRRO SAMBA, DISTRITO DO BOM
JESUS NO MUNICÍPIO DE ICOLO E BENGO.
Estudante: Hilário Fortunato Lourenço Rodrigues
Orientador(a): Msc. Domingos Januário de Almeida
Relatório Curricular da Disciplina de Projecto e Dissertação da Licenciatura em Engenharia dos
Recursos Naturais e Ambiente, realizado no Departamento da Faculdade de Ciências da
Engenharia e Tecnologias (FCET) da Unia, em Luanda – Angola
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Luanda, 2021
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DEDICATÓRIA
Primeiramente, dedico esta Monografia aos meus pais, irmãos, e toda a
minha família, aos amigos e colegas.
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AGRADECIMENTOS
Aproveito aqui para expressar os meus mais sinceros agradecimentos a todas
as pessoas que acompanharam a realização do meu percurso académico;
A DEUS, por estar comigo em todos os momentos de minha vida, e por
manter-me optimista e determinado a alcançar meus objectivos.
A minha família xxxxxxxx
À minha mãe xxxxxxxxx ,
Ao meu pai xxxxxxx .
Aos meus irmãos xxxxxxxx obrigado pela força e palavra de incentivo, pois
sempre foram exemplos de compreensão e amizade, agradeço por estarem ao
meu lado durante este caminho.
Ao meu orientador Domingos Januário de Almeida, a quem dedico minha
admiração e meu respeito pela pessoa e profissional que esta se mostra.
Dedico toda minha gratidão pela forma permanente e incondicional que foi o
seu apoio e orientação durante o período de elaboração deste trabalho. Os
seus esclarecimentos foram essenciais para a concretização deste trabalho.
Aos professores dedico minha admiração e respeito e agradecimento pela
contribuição para minha formação, pois graças a eles tenho esta conquista,
hoje, se faz possível, agradeço a todos em especial o Professor
Aos meus amigos xxxxxxxxxxx, por acreditarem em mim.
Aos colegas da Universidade pela companhia, e pelos conhecimentos e
problemas compartilhados.
A Direcção da EPAL, em especial a ETA Sudeste, e aos seus trabalhadores
por disponibilizarem o seu tempo e conhecimentos para a realização deste
trabalho de fim do curso.
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INDICE
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LISTA DE QUADROS E TABELAS
LISTA DE FIGURAS
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LISTA DE ABREVIATURAS E SÍMBOLOS
D – Duração
EF – Exposição/frequência
EINECS - European List of New Chemical Substances
E – Escala
G – Gravidade das consequências
ha – Hectares
I-imagem pública
Km – Quilómetros
mm – milímetros
N - Normal
NA – Não aplicável
P - Pontual
PC – Prevenção e Controlo
P – Probabilidade
QA – Qualidade Ambiental
RL – Requisitos Legais
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RESUMO
O presente trabalho visou um estudo sobre a problemática atual da água em
termos de sua gestão, identificando os possíveis interesses e valores
conflitantes subjacentes a tal gestão. Para lograr tal objetivo, buscamos
compreender as formas de relacionamento homem/natureza, em particular com
a água, através de uma um acompanhamento pormenorizado, que foi desde a
captação na fonte, análise da mesma e a sua distribuição.
Actualmente, os parâmetros de qualidade são definidos pela Organização
Mundial de Saúde (OMS) é a instituição que acompanha e recomenda os
valores máximos permitidos, a partir dos estudos toxicológicos realizados em
todo o mundo e publicados em diferentes revistas e eventos científicos
especializados no tema. Alguns países, como os Estados Unidos, o Canadá, e
a Comunidade Europeia, apesar de se basearem também nas recomendações
da OMS, estimulam pesquisas toxicológicas e bioensaios que, reciprocamente,
acabam servindo de referência tanto para a OMS como para os demais países
A aglomeração de milhares de pessoas levou o homem, desde a Antiguidade,
a se ver confrontado com problemas de sobrevivência, ou seja, relacionado a
problemas ecológicos, e a água é um bom exemplo disso. Para fazer face a
tais dificuldades, era preciso desenvolver a criatividade e a engenhosidade,
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como pode ser observado nas obras de irrigação e captação para
abastecimento de água potável, entre outras, construídas pelos povos antigos.
A vigilância em saúde pública se insere em um amplo processo de
reformulação das práticas de saúde pública nos anos 80 e 90, convertendo-se
em elemento informacional estratégico que, possibilitou, em um contexto de
constrangimentos fiscais, subsidiar tomadas de decisões, avaliar a relação
custo-efetividade dos programas de intervenção e estabelecer prioridades na
alocação dos parcos recursos financeiros governamentais nas políticas de
saúde (THACKER ET AL., 1996; SHERMAN & MATHIAS, 1996; WIGLE &
MOWAT, 1999).
Palavras-chaves: Parâmetros, Qualidade, Água
ABSTRACT
The present work aimed at a study
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INTRODUÇÃO
Os países, através de mecanismos de defesa de seus interesses,
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PROBLEMÁTICA
Analisar a água do rio Kwanza usada para fins domésticos na zona da
Samba de modo a sugerir métodos exequíveis para a melhoria no seu
tratamento
FORMULAÇÃO DO PROBLEMA
A água utilizada para fins domésticos (água potável) não deve conter
microorganismos patogénicos e deve estar livre de bactérias indicadoras de
contaminação fecal. Sendo que o acesso a água de qualidade em zonas
rurais é uma problemática que requer atenção do governo e uma vez que a
maioria das comunidades não tem acesso a água potável e por meio desta
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levantam-se as seguintes questões:
● Qual é a qualidade da água consumida e usada para fins domésticos
do Bairro Samba no Distrito do Bom Jesus?
● Os parâmetros físicos, químicos e microbiológico da água usada por
esta comunidade atendem os padrões de potabilidade estabelecidos
pelo ministério da saúde?
● Quais as consequências socioambientais do uso da água fora dos
padrões estabelecidos como aceitável?
HIPÓTESES
● O processo de tratamento necessita de mais componentes químicos
usados para o efeito.
● As estações do ano devem determinar o tipo de tratamento, os
componentes, e as respectivas quantidades dos elementos químicos
a serem usados no processo,
JUSTIFICATIVA
A ideia de que esse tema é de fundamental importância para a vida está
clara e evidenciada pelas diferentes áreas do conhecimento, tornando-se
imprescindível controlar e exigir, por meio de regulamentos técnicos
específicos, as condições adequadas para esse recurso vital ser distribuído
à população.
Águas de má qualidade apresentam, nos dias atuais, grande preocupação a
dirigentes, gestores e população, tanto com a disponibilidade quanto a
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qualidade para o consumo humano
A realização deste trabalho partiu de uma visita técnica que foi realizada por
um grupo de estudantes universitários cujo enfoque foi sobre uma pesquisa
e extensão socioambiental, que durante uma visita foi observado o
problema da qualidade da água no local por apresentar visivelmente
características organolépticas alteradas, e que na altura tivera sido relatado
pelos moradores da zona que tal acontecimento poderia dever-se pelo facto
de muitos vendedores e até mesmo moradores usarem a agua do rio para
venda e até mesmo consumo doméstico sem prévio tratamento.
OBJECTIVOS
GERAIS
● Caracterizar os parâmetros físicos, químicos e microbiológicos da água
do rio kwanza utilizada para fins domésticos pela população do Bairro
Samba no Distrito do Bom Jesus.
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●
ESPECIFICOS
● Delimitar a zona de estudo
● Delimitar os pontos de coleta das amostras
● Realizar análise das amostras coletadas, identificando os respetivos
indicadores físicos (temperatura), químicos (ph) e microbiológicos
(Escherchia coli) presentes nas amostras
● Propor medidas mitigadoras conducentes a resolução dos problemas
socio-ambientais decorrentes do uso da água fora dos padrões
estabelecidos.
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CAPITULO 1 – GENERALIDADES
1.1 Breve Historial
Ao final do Século XIX, nos primórdios da institucionalização da Saúde
Pública, o paradigma higienista contribuiu para a reformulação dos planos
urbanísticos em várias cidades, através da abertura de vias, canais, redes
de abastecimento de água e esgoto, com consequente aumento da poluição
hídrica, decorrente da crescente urbanização e industrialização.
Para Freitas (2004), desde a Antiguidade, essencial para a existência
da vida, a água foi revestida de forte conteúdo simbólico, presente nos
mitos e lendas de diversas culturas. Do mundo antigo e sacralizado,
desembocamos no mundo moderno, secularizado e pluralista, baseado na
cientificidade e no tecnicismo. Contudo, a água foi, e continua sendo,
geradora de mitos, crenças e doenças, fonte de energia e abastecimento,
meio de transporte, opção de lazer e alimento.
No continente americano, o fluxo migrante tem sido alvo, igualmente,
de particular atenção política e mediática. Desde a II Guerra Mundial que a
Europa não assistia a um fluxo de refugiados e migrantes tão elevado como
o que se tem verificado na última década. Os êxodos têm-se agudizado, o
que configura um novo problema social para os estados e exige
posicionamentos dos cidadãos.
No espaço público (média e redes sociais, em particular) há práticas
discursivas que materializam conflitos entre as vozes mais securitárias, que
apelam a inseguranças e ao risco, e as mais humanitárias, que propõem um
acolhimento efetivo, evocando valores éticos e de civilização. Mas os
medos, as reações ao diferente e os confrontos culturais (onde se incluem
os linguísticos, os religiosos, os identitários, os étnico-rácicos, etc.), assim
como as imagens construídas de nós e do outro ganham particular relevo
entre os argumentos esgrimidos. Só após a primeira fase da Revolução
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Industrial, a segurança no trabalho só começou a ser encarada como
matéria de análise, quando se deu início à utilização de formas mais
poderosas de energia, num sistema económico crescentemente submetido
à concorrência, com a utilização de mão de obra conjunta nas primeiras
fábricas (FREITAS, 2004).
1.2 – Conceitos Gerais
O Decreto Presidencial n.º 261/11 de 6 de Outubro, estabelece
normas e conceitos associados a gestão e utilização da água, assim, dentre
muitos conceitos nele existente, destacamos alguns abaixo:
1. «Abastecimento particular», sistema de abastecimento de
água que funciona sob responsabilidade particular.
2. «Águas balneares», as águas doces láticas e lênticas,
comummente designadas de correntes e paradas, assim como a água do
mar e as águas estuarinas, que se encontrem classificadas como águas
balneares ou, não estando classificadas, onde o banho não esteja interdito
e seja habitualmente praticado por um número considerável de banhistas
(aproximadamente 100/dia, durante a época balnear).
3. «Água de irrigação)}, água superficial ou subterrânea ou água
residual, que vise satisfazer ou complementar as necessidades hídricas das
cu1turas agrícolas ou florestais.
4. «Águas residuais domésticas», águas residuais de instalações
residenciais e serviços, essencialmente provenientes do metabolismo
humano e de actividades domésticas.
5. «Águas residuais industriais», todas as águas residuais
provenientes de qualquer tipo de actividade que não possam ser
classificadas como águas residuais domésticas nem sejam águas pluviais.
6. «Águas residuais urbanas», águas residuais domésticas ou a
mistura destas com águas residuais industriais ou com águas pluviais.
7. «Controlo», conjunto de acções de avaliação da qualidade da
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água realizadas com carácter regular pela entidade responsável pela gestão
dos recursos hídricos em sistemas naturais ou pela entidade gestora do
sistema de abastecimento de água, do sistema de tratamento de_ águas
residuais ou da instalação industrial, com vista à manutenção permanente
da sua qualidade em conformidade com a norma ou padrão estabelecido
legalmente.
8. «Critério de verificação de conformidade da qualidade da
água», conjunto de regras que permitem avaliar se a qualidade da água,
determinada nas condições e com a frequência estipulada, cumpre a norma
ou padrão de qualidade referente à determinado uso;
9. «Entidade gestora do sistema de abastecimento público» ou
«entidade gestora», a entidade responsável pela exploração e
funcionamento, e eventualmente também pela concepção e construção, do
sistema de abastecimento público de água ou de parte deste sistema, nos
termos estabelecidos na legislação aplicável.
10. «Enriquecimento natural», o processo pelo qual uma
determinada massa de água recebe do solo certas substâncias nele
contidas, sem intervenção humana.
11. «Entidade gestora da instalação», qualquer pessoa, singular
ou colectiva, proprietária da instalação industrial ou que proceda à sua
exploração por lhe ter sido transmitido esse poder.
12. «Época balnear», o período durante o qual se prevê uma
afluência importante de banhistas, tendo em conta os usos locais,
considerando eventuais disposições legais ou regulamentares respeitantes
à prática de banhos, bem como as condições meteorológicas.
13. «Exactidão>>, a diferença entre o valor real de um parâmetro
e o valor médio experimental obtido, podendo ser expressa em
percentagem do valor real.
14. «Poluição», introdução directa ou indirecta, por acção
humana, de substâncias ou de calor na água, no ar e no solo, susceptíveis
de prejudicar a saúde humana ou a qualidade do ambiente e de causar a
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deterioração dos bens materiais, ou a deterioração ou entraves na fruição
do ambiente e na legítima utilização da água e do solo.
1.3 – A Água
Para Bacci (2009), o nosso planeta não teria se transformado em
ambiente apropriado para a vida sem a água. Desde a sua origem, os
elementos hidrogênio e oxigênio se combinaram para dar origem ao
elemento-chave da existência da vida. A presença ou ausência de água
escreve a história, cria culturas e hábitos, determina a ocupação de
territórios, vence batalhas, extingue e dá vida às espécies, determina o
futuro de gerações.
Água tem fundamental importância para a manutenção da vida no
planeta, e, portanto, falar da relevância dos conhecimentos sobre a água,
em suas diversas dimensões, é falar da sobrevivência da espécie humana,
da conservação e do equilíbrio da biodiversidade e das relações de
dependência entre seres vivos e ambientes naturais (BACCI, 2009).
Ao longo de milhares de anos, nossa espécie ocupou territórios,
cresceu e desenvolveu com base nesse bem natural tão importante e
valioso que é a água. Em condição privilegiada, deu possibilidade às
espécies de evoluírem e ao homem de existir e habitar esse planeta. No
entanto, ao longo da história, modificações aconteceram na relação do
homem com a natureza e, por consequência, na sua relação com a água
(PATACCA, 2009).
De acordo com Patacca (2009), somada ao aumento populacional em
escala mundial no último século, a intensidade da escassez aumentou em
determinadas regiões do planeta, especialmente por fatores antrópicos
ligados à ocupação do solo, à poluição e contaminação dos corpos de
águas superficiais e subterrâneos. Em nossa sociedade, a exploração dos
recursos naturais, dentre eles a água, de forma bastante agressiva e
descontrolada, levou a uma crise socioambiental bastante profunda.
Passamos a usá-la indiscriminadamente, encontrando sempre novos
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usos, sem avaliar as consequências ambientais em relação à quantidade e
qualidade da água.
1.4. Ciclo da Água
A água é o único composto químico a estar presente na Terra
simultaneamente sob forma sólida (os glaciares), líquida (os oceanos) e
gasosa (as nuvens). Estes três estados desempenham importantes papéis
no funcionamento desta Terra que é justamente designada por planeta azul
ou planeta da água. A hidrosfera pode ser subdividida em três reservatórios:
o oceano, os glaciares polares e a água doce continental. O volume destes
três reservatórios difere muitíssimo: 97 por cento ela água de superfície
encontram-se no oceano; os 3 por cento que restam são constituídos por
água doce, três quartos da qual estão retidos nos gelos polares.
A água doce dos continentes é composta essencial': mente pelas
águas subterrâneas, superfícies freáticas profundas e superficiais. A água
de superfície, aquela que vemos, que utilizamos e que marca a nossa vida
quotidiana constitui um pequeníssimo volume do total: a água dos lagos
representa a décima milésima parte da água terrestre de superfície, a água
contida na atmosfera a centésima milésima e a água dos rios e ribeiras a
milionésima.
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Figura 1: Ilustração do ciclo da água no planeta (ASA, 2012)
1. Evaporação
A água do oceano, por acção do sol, evapora-se (passando do estado
líquido para o estado gasoso) e o
vapor da água que se forma por acção da gravidade sobe para a
atmosfera.
2. Evapotranspiração
Os animais e as plantas, por um processo chamado evapotranspiração
(a transformação da água do seu
estado líquido para o estado gasoso à medida que se desloca da
superfície para a atmosfera), também
libertam vapor de água para a atmosfera.
3. Condensação
Na atmosfera, o vapor de água arrefece e condensa-se sob a forma de
gotas de água, formando as
nuvens. Este processo designa-se por condensação.
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4. Precipitação
Se a condensação for demasiada, as gotas tornam-se pesadas e
caem sob a forma de chuva ou de neve,
através da precipitação.
5. Infiltração
Uma parte da água é absorvida pelo solo e outra regressa ao oceano
através dos rios.
6. Escoamento
Uma parte da água escorre à superfície do solo e outra escorre
debaixo da superfície do solo.
1.5 – DISTRIBUIÇÃO DA ÁGUA NO PLANETA
De acordo com GIBA (2006), A água é um recurso renovável - mas
não inesgotável. Do total de 1,4 bilhão de quilômetros cúbicos de água que
revestem o globo (e cobrem três quartos da superfície), apenas 2,5% são
de água doce (35milhões de quilômetros cúbicos). A proporção da água a
que o homem tem acesso fácil - a superficial, de rios, lagos e pântanos - é
de menos de 0,4% da água doce existente.
A maior parte dessa água doce está congelada nas geleiras e calotas
polares ou se encontram em depósitos subterrâneos.
Todos já escutamos a frase: “A água vai acabar”. Porém, na verdade,
o problema passa menos pela escassez real de água e mais pelo mau
gerenciamento de seu uso. De verdade, a água do planeta jamais acabará.
Ela está em eterno processo natural de reciclagem: evapora, desaba como
chuva, escorre para o fundo da terra e retorna para a superfície, de onde
volta a evaporar, num ciclo que se perpetua há bilhões de anos (GIBA,
2006).
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Figura: Distribuição da Água no planeta (Águas da FIGUEIRA, 2015)
1.5.1. Distribuição da Água Doce
A água doce disponível parece, à primeira vista, ser suficiente para
satisfazer as necessidades básicas para a sobrevivência humana. Na
verdade, apesar do volume exacto de água necessário para satisfazer as
necessidades humanas ainda ser assunto de debate, estima-se que, não há
água potável suficiente no planeta para suportar cerca de 20 biliões de
pessoas (actualmente existem pouco mais de 6 biliões de humanos no
mundo inteiro).
Mais de 1.2 biliões de asiáticos, 250 milhões de africanos e 81 milhões
de latino-americanos irão ser expostos ao “stress hídrico” a partir de 2020.
Na Ásia, onde a água foi sempre tomada como um recurso abundante, a
sua disponibilidade diminuiu entre 40 a 60 por cento desde 1955 até 1990.
Os, pouco mais de seis biliões de pessoas que existem no planeta Terra,
usam cerca de 30% da água existente nos recursos hídricos disponíveis no
mundo inteiro. No ano de 2025 esse valor pode chegar aos 70%
(PACHAURI, 2018).
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Figura: Ilustração da Distribuição da Água Doce no planeta (ÁGUAS DA
FIGUEIRA, 2015)
1.5.2. Distribuição da Água por Sector
A falta de água ou o difícil acesso, constituem um dos principais
fatores para o baixo desenvolvimento de qualquer país, não só em termos
de indústria alimentar e não alimentar, mas também ao nível social.
Eliminar/minimizar este problema continua a ser um grande desafio em
países menos desenvolvidos.
Para além dos problemas sociais que isso acarreta, há também, e
muito importante, o fator da saúde. A falta de higiene ou ausência dela, bem
como o uso e consumo de águas contaminadas, acabam por ser uma ótima
via para a proliferação de doenças, aumentado a taxa de mortalidade das
populações, principalmente das crianças por serem mais vulneráveis.
Abaixo, apresentamos de como a destruição de água por sectores é feita no
mundo.
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Figura: Ilustração da Distribuição da Água por Sectores (ÁGUAS DA
FIGUEIRA, 2015)
1.6 – CARACTERISTICAS GERAIS DA ÁGUA
Cheiro, sabor, cor e turvação
A água da torneira é potável. No entanto, o consumidor pode em
certos casos detetar cheiro, sabor, cor ou mesmo turvação na água, o que
pode criar uma perceção de rejeição. Estas caraterísticas podem ter origem
em diversas causas (ERSAR, 2015):
● Minerais que ocorrem naturalmente na água;
● Processos de tratamento utilizados para tornarem a água potável;
● Ações de reparação e manutenção na rede pública;
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● Degradação da canalização da nossa casa
Analisam-se seguidamente algumas das situações mais correntes.
Cor branca ou turva
A eventual ocorrência de cor branca na água da torneira deve-se à
existência de ar dissolvido na água, com a formação de pequenas bolhas. É
originada, principalmente, por oscilações de pressão nas tubagens ou
reservatórios que tornam a água, momentaneamente, esbranquiçada.
Esta aparência é pontual e passageira, e não afeta a qualidade da
água. Se deixar a água repousar por alguns instantes num copo
transparente, verá como a água volta a ficar límpida.
Cor castanha ou avermelhada
A eventual ocorrência de cor castanha ou avermelhada na água da
torneira é devida à presença de minerais como o ferro e/ou o manganês.
Alterações na temperatura ou pressão e velocidade da água poderão
originar uma turvação castanha, originada pela formação e arrastamento de
depósitos de ferro nas tubagens metálicas. Pode minimizar a situação se
deixar correr a água durante algum tempo até voltar a sair límpida. Evite
lavar roupa com água nestas condições.
Cheiro ou sabor a cloro
A eventual ocorrência de cheiro ou sabor a cloro na água da torneira
resulta do processo de desinfeção da água. O cloro é adicionado à água
com o objetivo de eliminar bactérias e outros microrganismos que possam
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contaminar a água na rede pública. Por essa razão, uma quantidade
residual de cloro é mantida na rede até à nossa torneira.
Assim, é possível que note um ligeiro cheiro ou sabor a cloro ao beber
água da torneira. No entanto, estas pequenas quantidades de cloro na água
garantem a sua desinfeção e não representam qualquer perigo para a
saúde. Para eliminar o cheiro a cloro basta deixar a água repousar cerca de
meia hora ou guardar a água no frigorífico, devidamente acondicionada.
Dureza da água
A dureza da água é causada pela presença de sais dissolvidos,
essencialmente cálcio e magnésio. A água é considerada dura quando
existem valores significativos destes sais e macia quando contém pequenas
quantidades. As águas duras poderão não dissolver bem sabão,
detergentes ou champôs, apresentando maior dificuldade em fazer espuma,
e poderão causar mais facilmente depósitos de calcário em equipamentos.
Os depósitos de calcário nos pequenos eletrodomésticos são fáceis de
eliminar com uma solução de vinagre branco. Para as máquinas de lavar
roupa, existem no mercado pastilhas anticalcário que se adicionam ao
detergente e que evitam a formação destes depósitos.
1.6.1 PROPRIEDADE FISICO-QUIMICA DA ÁGUA
Polaridade
Para Clavico (2005), a polaridade da água A água tem uma estrutura
molecular simples. Ela é composta de um átomo de oxigênio e dois átomos
de hidrogênio. Cada átomo de hidrogênio liga-se covalentemente ao átomo
de oxigênio, compartilhando com ele um par de elétrons. O oxigênio
também tem um par de elétrons não compartilhados.
Assim, há 4 pares de elétrons em torno do átomo de oxigênio, dois
deles envolvidos nas ligações covalentes com o hidrogênio e dois pares
não-compartilhados no outro lado do átomo de oxigênio. A água é uma
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molécula "polar", o que quer dizer que ela tem uma distribuição desigual da
densidade de elétrons. A água tem uma carga negativa parcial junto ao
átomo de oxigênio por causa dos pares de elétrons não compartilhados, e
tem cargas positivas parciais ( ) junto aos átomos de hidrogênio (CLAVICO,
2005).
Dissolução
Uma das propriedades mais importantes da água líquida é a sua
capacidade de dissolver substâncias polares ou iônicas para formar
soluções aquosas. A interação entre as moléculas do solvente (água) e as
do soluto são responsáveis pelo processo de solubilização: cada íon
negativo, situado no interior de uma solução aquosa, atrai as extremidades
positivas das moléculas de água vizinhas, o mesmo acontecendo com os
íons positivos relativamente às extremidades negativas.
Isso faz com que os íons fiquem como que recobertos por uma
camada de moléculas de água solidamente ligadas a eles, o que confere
grande estabilidade à solução. Nisso consiste o importante fenômeno da
hidratação dos íons. A hidratação dos íons é que promove a "quebra" do
retículo cristalino da substância iônica, ou seja, a dissolução: as forças
existentes entre os cátions e ânions no sólido (ligação iônica) são
substituídas por forças entre a água e os íons.
Tensão superficial
A tensão superficial é um fator fundamental para a sobrevivência de
muitos organismos marinhos. Esta película superficial da água, resultante
de sua tensão superficial é reconhecida como habitat de muitos organismos
vivos. Tais organismos são conhecidos como Neuston e incluem bactérias,
protozoários, ovos de peixes, copépodos, dentre outros.
As moléculas da superfície do líquido, entretanto, sofrem apenas
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atração lateral e inferior. Esta força para o lado e para baixo cria a tensão
na superfície, que faz a mesma comportar-se como uma película elástica.
A tensão superficial é uma propriedade dos líquidos e ocorre devido às
forças de atração que as moléculas internas do líquido exercem junto às da
superfície. As moléculas situadas no interior de um líquido são atraídas em
todas as direções pelas moléculas vizinhas e, por isso, a resultante das
forças que atuam sobre cada molécula é praticamente nula.
Densidade
A densidade de uma substância mede o grau de compacidade desta
substância. E é definida pela razão entre a massa da substância e o seu
volume. Os sólidos são, geralmente, mais compactos que os líquidos e os
gases. Com o aumento da temperatura da substância, a sua densidade
decresce, em geral. De fato, a água é a única substância que apresenta
uma densidade maior quando se encontra no seu estado líquido.
O seu valor máximo obtém-se a 4 ºC. Esta particularidade da água
pura deve-se às ligações de hidrogênio existentes entre as suas moléculas,
que na fase sólida (gelo) formam uma estrutura ordenada, aberta e muito
estável. Como a densidade da água pura e da água do mar varia em
relação temperatura. A água pura tem maior densidade à 4 oC quando se
encontra na fase líquida. Com um valor fixo da concentração do sal
(salinidade = 35) a densidade decresce com o aumento da temperatura.
Capacidade térmica da água (calor específico)
A capacidade térmica da água é bem elevada (1 cal/ºC), quando
comparada com a maioria das substâncias conhecidas (< 1 cal/ºC). Em
outras palavras, a água é capaz de adquirir ou perder muito mais calor que
outras substâncias comuns, quando submetida à mesma temperatura. Esta
propriedade da água é sempre relacionada com a presença das pontes de
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hidrogênio.
A capacidade térmica é definida pela quantidade de calor necessária
para elevar a temperatura de 1g (grama) de uma determinada substância, e
a unidade de medida utilizada é a caloria.
Viscosidade
A viscosidade é uma medida da resistência ao fluxo. Em um gás, as
moléculas estão em média longe umas das outras e as forças de atração
não são efetivas. Assim, a viscosidade não vem do atrito interno, mas da
transferência de “momentum” (quantidade de movimento) entre camadas
adjacentes, que se movem com velocidade relativa.
As moléculas que passam de uma camada para outra e que se
movem menos rapidamente levam uma quantidade de movimento maior
que as moléculas que passam em sentido inverso, de modo que a
velocidade da camada mais rápida diminui e a velocidade da camada mais
lenta aumenta, diminuindo a velocidade relativa.
Salinidade
A água menos salina do planeta é encontrada no Golfo da Finlândia,
no Mar Báltico. O Mar Vermelho, no Oriente Médio, é considerado como o
mais salino, com a maior concentração de sais dissolvidos devido à alta
taxa de evaporação da superfície, bem como à pouca descarga fluvial.
A água do mar de todo o mundo possui em média uma salinidade de
35. Isto significa que para cada litro de água do mar há 35 gramas de sais
dissolvidos (a maior parte é cloreto de sódio, NaCl), embora possam existir
variações em função do ambiente.
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Assim, resumimos na tabela abaixo as características físicas e
organolépticas da água, assim como foi devidamente exposto nos
parágrafos anteriores deste subtema:
Quadro I: Características físicas e organolépticas da água potável
Fonte: PRÓPRIA, 2021
1.7. Legislação Aplicável
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Quadro 3: Diplomas legais relevantes
ÂMBITO
DIPLOMAS
LEGAIS
ÂMBITO
RELEVANTES
Lei nº 5/98 de 19 de Define os conceitos e os princípios básicos da protecção,
Junho preservação e conservação do ambiente, promoção da
qualidade de vida e do uso racional dos recursos naturais, de
Lei de Bases do
acordo com os nºs 1, 2 e 3 do artigo 24.º e n.º 2 do artigo 12.º
Ambiente
da Lei Constitucional da República de Angola.
Decreto Presidencial O presente diploma estabelece as normas e critérios de
n.º 261/11 qualidade da água, com a finalidade de proteger o meio
aquático e melhorar a qualidade das águas, em função dos
seus principais usos.
Decreto Presidencial sobre Prevenção e Controlo da Poluição
das águas Nacionais. Estabelece o regime de prevenção e
controlo e monitorização da poluição de águas sob a
Decreto presidencial jurisdição nacional, poluição essa que seja causada por
n.º14/12 de 21 de embarcações, navios, plataformas petrolíferas e instalações
Junho industrias, e determina que essas estruturas devem ter um
plano de emergência para mitigar a poluição das águas, de
acordo com as regras da MARPOL 73/78 e a legislação
nacional em vigor (artigo 9º).
Aprova o regulamento sobre notificação da ocorrência de
derrames. Fornece também instruções sobre a notificação.
Decreto executivo
Para além disso, define e normaliza os procedimentos a
n.º 11/05 de 12 de
seguir por operadores e empresas contratadas para informar
Janeiro
o MINPET sobre qualquer ocorrência de derrames.
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Considerando que a preservação do ambiente e a protecção
dos recursos naturais é um desígnio do Estado Angolano,
cujo principal objectivo visa promover a defesa e a
Decreto Presidencial conservação dos recursos naturais, orientando a sua
n.º 11/11 exploração e aproveitamento para o benefício de toda a
comunidade;
Considerando que para a execução da política ambiental e
dos programas nacionais do ambiente é necessário a criação
do Instituto Nacional do Ambiente.
CAPITULO 2 - METODOLOGIA
A metodologia aplicada para o desenvolvimento do Sistema de
Gestão Integrada foi baseada nas normas de Sistemas de Gestão
Ambiental ISO 14001, e de Sistema de Gestão de Saúde e Segurança do
Trabalho ISO 45001 (BSI, 2018). Trata-se, portanto, de um estudo
bibliográfico documental pautado nas normas apresentadas e políticas da
empresa. Visando facilitar a integração entre as normas, o quadro 1
apresenta os requisitos e etapas a serem cumpridas segundo as normas já
citadas. É possível observar que a estrutura das duas normas é muito
semelhante, sendo este um dos motivos já apresentados para a criação da
ISO 45001:2018, baseada nas normas ISO já existentes como a ISO
14001:2015.
A pesquisa bibliográfica que nos referimos acima foi feita com auxilio em
sites e livros relacionados ao tema, de modo a atingir os objetivos
preconizados.
Método qualitativo estatístico – uma avaliação com dados reais. Resumidos
da seguinte forma:
● Análise descritiva
● Análise laboratorial
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● Entrevistas
● Estudo de caso
TÉCNICAS PARA RECOLHA DA INFORMAÇÃO
● Entrevistas
● Questionários
● Análise documental
● Recolha de amostras do local em estudo
CAPÍTULO 2 – ESTUDO DE CASO
2.1 – Descrição e Localização da Área de Estudo
O Município do
2.1.1 – Clima
Tal como é predominante na província de Luanda clima prevalecente é
conhecido como um clima de estepe local. É caracterizado por escassez de
chuvas e grande irregularidade em sua distribuição; baixa nebulosidade;
forte insolação; índices elevados de evaporação, e temperaturas médias
elevadas, sendo que 24.3 °C é a temperatura média.
2.1.2 – Solo
O solo predominante na região é o cromopsâmico (luvisolos crómicos).
O município apresenta solos vermelhos em algumas áreas e argilosos em
outras.
2.1.3 – Hidrografia
O sistema de drenagem do município de Talatona apresenta
convencionalmente redes de colectores e órgãos acessórios, podendo
dispor de órgãos especiais e instalações complementares.
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As redes de colectores assegura o transporte dos caudais pluviais
afluentes desde o dispositivo de entrada até ao destino final, os dispositivos
de entrada (sarjetas de passeio ou sumidouros) as sarjetas de passeio são
os dispositivos sempre associados a um lancil do passeio.
2.1.4 – Relevo
A superfície é na sua maior parte plana e monótona, com algumas
deformações minúsculas. Ao norte verifica-se uma inclinação pouco
acentuada e logo volta a subir na mesma proporção e a Sul acontece o
mesmo a entrada da ponte molhada.
2.1.5 – Fauna e Flora
Nas zonas urbanas, a vegetação mais comum (embora em pouca
quantidade) o capim e uma notável presença de árvores, com destaque
para o embondeiro, e algumas acácias rubras em alguns passeios.
Observa-se também a presença de vegetação rasteira nas suas fronteiras e
espaços de preservação.
Não se verifica a presença de animais nas proximidades devido a
movimentação dos transeuntes e moradores locais. Contudo, existem
animais de caracter domésticos e ainda se verifica a presença de aves
migratórias.
2.2 – Caracterização da Área de Estudo
Em