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Apostila de Eletricidade para Eletrotécnica

1. Este documento é uma apostila sobre eletricidade para o curso técnico em eletrotécnica. A apostila aborda os fundamentos da eletricidade, circuitos elétricos de corrente contínua e alternada, e aterramento. 2. A apostila explica conceitos como tensão elétrica, corrente elétrica, resistência elétrica e potência elétrica, além de fontes renováveis de energia como hidrelétrica e solar. 3. Os circuitos elétricos são abordados em detalhe

Enviado por

Léo Hilário
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Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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Apostila de Eletricidade para Eletrotécnica

1. Este documento é uma apostila sobre eletricidade para o curso técnico em eletrotécnica. A apostila aborda os fundamentos da eletricidade, circuitos elétricos de corrente contínua e alternada, e aterramento. 2. A apostila explica conceitos como tensão elétrica, corrente elétrica, resistência elétrica e potência elétrica, além de fontes renováveis de energia como hidrelétrica e solar. 3. Os circuitos elétricos são abordados em detalhe

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Técnico em Eletrotécnica – Apostila de ELETRICIDADE

TÉCNICO EM ELETROTÉCNICA

ELETRICIDADE

POLIMIG – Unidade III - Rua Gilberto Porto, 817 – Nova Gameleira. - Belo Horizonte – MG

2020

1
Técnico em Eletrotécnica – Apostila de ELETRICIDADE

Caro Aluno (a),

Esta é a apostila de Eletricidade, elaborada pela equipe de professores da POLIMIG.


Os conteúdos desse material de estudo almejam abordar detalhadamente os tópicos
da disciplina Eletricidade, de forma didática. Porém seu conteúdo é parte integrante
do estudo do Curso Técnico em Eletrotécnica a ser concluído nos módulos seguintes.

Os conhecimentos abordados nesta disciplina são de extrema importância para o


domínio da eletricidade aplicada á eletrotécnica.

É importante ressaltar que esta apostila não se propõe a esgota esse assunto, haja
vista que a sociedade e os cidadãos estão em um processo contínuo de evolução,
bem como as regras que regulam as suas relações. Cabe então, aos profissionais que
almejam o aumento de seus conhecimentos, buscarem constantemente seu
aprimoramento pessoal e profissional, o assunto é vasto, assim como são inúmeras as
fontes de informações.

Assim sendo, os professores da instituição indicam nesta apostila, um material


complementar, com links de vídeos específicos referentes á eletricidade, disponíveis na
Internet.

Bons estudos!

2
Técnico em Eletrotécnica – Apostila de ELETRICIDADE

SUMÁRIO

UNIDADE 1 – FUNDAMENTOS DA ELETRICIDADE


1.1 - ELETRICIDADE ...................................................................................................................4
1.2 - GRADEZAS ELÉTRICAS.....................................................................................................7.
1. 3 - LEI DE OHM .......................................................................................................................7
1. 4 - UNIDADES DE MEDIDAS ELÉTRICAS ............................................................................11
1.5 - FÓRMULA PARA CALCULAR A POTÊNCIA ELÉTRICA...................................................12

UNIDADE 2 – CIRCUITOS ELÉTRICOS DE CORRENTE CONTÍNUA


2.1 – RESISTOR..........................................................................................................................16
2.2 - ASSOCIAÇÃO DE RESISTORES EM SÉRIE.....................................................................18
2.3 - ASSOCIAÇÃO DE RESISTORES DE RESISTORES EM PARALELO..............................20
2.4 - ASSOCIAÇÃO MISTA....................................................................................................... 23
2.5 - INSTRUMENTOS DE MEDIÇÃO ELÉTRICA......................................................................25
2.6 - LEIS DE KIRCHHOFF.........................................................................................................30.
2.7 - CIRCUITO EM PONTE DE WHEATSTONE.......................................................................32

UNIDADE 3 – CORRENTE ALTERNADA


3.1 - CORRENTE ALTERNADA..................................................................................................33
3.2 - POTÊNCIA EM CORRENTE ALTERNADA........................................................................36
3.3 – FATOR DE POTENCIA......................................................................................................40
3.4 - FREQUENCIA E PERIODO DE ONDA...............................................................................42

UNIDADE 4 – ATERRAMENTO
4.1 - PADRÃO DE CORES PARA CABOS ELÉTRICOS ..............................................................44
4.2 - ATERRAMENTO ................................................................................................................45

BIBLIOGRAFIA............................................................................................................................51 .

3
Técnico em Eletrotécnica – Apostila de ELETRICIDADE

UNIDADE 1 – FUNDAMENTOS DA ELETRICIDADE

1.1 - ELETRICIDADE
É uma forma de energia. É produzida através da geração de diferenças de potencial (d.d.p.) entre dois
pontos, que permitem estabelecer uma corrente elétrica entre ambos. Esta produção é feita através de
um gerador, que poderá ser alimentado por fontes de energia, sejam elas naturais ou artificiais.

1.1.2 - Histórico
O uso da eletricidade como conhecemos hoje — distribuída por companhias elétricas para uso
residencial é recente, tendo pouco mais de 100 anos.

Durante a Revolução Industrial, os geradores transformavam a energia mecânica das máquinas a vapor
em energia elétrica. Depois, ainda no séc. XIX, o uso da energia hidráulica foi popularizado com a
instalação da hidrelétrica nas cataratas do Niágara, na América do Norte. A partir do séc. XX, outras
fontes de energia elétrica foram descobertas, como a nuclear e a eólica, e a preocupação do
esgotamento energético começou a surgir no mundo.

1.1.3 - Produção de energia elétrica por fontes renováveis

As fontes de energia renováveis têm como principal característica a origem diretamente da natureza.
Por isso, elas podem ser aproveitadas sem que se esgotem ao longo do tempo, além de surgirem de
modo constante como novas tecnologias e formas de produção de energia elétrica utilizando recursos
naturais. Eles possibilitam a produção de energia elétrica sem prejudicar o meio ambiente e tampouco
se tornam esgotáveis.

1.1.4 - Fontes de energia renováveis

 Energia Hidráulica: é produzida, principalmente, por meio de centrais hidroelétricas associadas a


barragens de grande ou média capacidade
 Energia Solar: atua por meio da captação da luz do sol pelos painéis solares fotovoltaicos e a
transforma em energia elétrica através do inversor solar;
 Energia Eólica: utiliza aero geradores para a geração de energia através da força dos ventos;
 Energia das Ondas e Marés: a energia gerada provém do aproveitamento das ondas e marés
oceânicas;
 Energia da Biomassa: a geração de energia é feita através da queima de materiais orgânicos,
utilizando elementos como o bagaço da cana-de-açúcar, madeira e óleos vegetais.

4
Técnico em Eletrotécnica – Apostila de ELETRICIDADE

Figura 1- Fontes de energia renováveis

1.1.5 - Energia Hidráulica


Nas usinas hidrelétricas, várias transformações de energia ocorrem. O combustível gerador de energia é
a energia potencial da água armazenada nos reservatórios. Ao descer os dutos forçados a água
transforma sua energia potencial em cinética. Assim a força do fluxo das águas movimenta as turbinas,
possibilitando a conversão de energia mecânica em elétrica.

Figura 2- Geração de eletricidade através de energia hidráulica

O professor sugere que você assista ao Vídeo 1 - Como funciona uma usina hidrelétrica,
,,,,,,,,,,,,,, e ccmo funciona a energia solar, disponíveis nos links
[Link] e [Link]

5
Técnico em Eletrotécnica – Apostila de ELETRICIDADE

1.2 – GRANDEZAS ELÉTRICAS


As grandezas elétricas fundamentais em eletricidade são: A tensão elétrica, a corrente elétrica, a
resistência elétrica e a potência elétrica. Essas grandezas sempre estão presentes em qualquer circuito
elétrico e não podem ser dissociadas

1.2.1 - Tensão Elétrica (V)


A Tensão elétrica é a diferença de potencial elétrico entre dois pontos. Ou seja, é a "força" responsável
pela movimentação dos Elétrons. O potencial elétrico mede a força que uma carga elétrica
experimenta dentro de um campo elétrico. A unidade de tensão elétrica é o Volt (V), a tensão elétrica
é medida com o instrumento chamado de Voltímetro. Sempre que se modifica a estrutura dos átomos

de um corpo, este fica eletrizado. Se tivermos dois corpos com cargas elétricas diferentes ( + -) haverá

entre eles uma diferença de potencial elétrico (d.d.p.).

Figura 3 - Tensão elétrica

O professor sugere que você assista ao Vídeo 2 – Tensão elétrica


disponível no link [Link]

1.2.2 - Corrente Elétrica ( I )


A corrente elétrica nada mais é que um fluxo de elétrons (partículas que carregam energia) passando
por um fio, algo como a água que circula dentro de uma mangueira. A unidade de corrente elétrica é
o ampér (A), a corrente elétrica é medida com o instrumento chamado de Amperímetro.

Figura 4 – Corrente elétrica


6
Técnico em Eletrotécnica – Apostila de ELETRICIDADE

1.2.3 - Corrente Contínua (CC)


É gerada por pilhas e baterias. A corrente contínua não muda de sentido, com o decorrer do tempo, os
elétrons se movimentam num único sentido.

Exemplos de valores de Corrente Contínua 1,5V, 9V,12V, 24V

1.2.4 - Corrente Alternada (CA)


É gerada por usinas hidroelétricas ou usinas térmicas. A corrente alternada muda de sentido com o
decorrer do tempo, Os elétrons mudam de direção constantemente.

Exemplos de valores de Corrente Alternada 127V, 220V, 340V

O número de oscilações (ou variações) que a tensão elétrica (ou corrente elétrica) faz por segundo é
denominado de Freqüência. A sua unidade é Hertz e o seu símbolo é Hz. Um Hertz corresponde a um
ciclo completo de variação da tensão elétrica durante um segundo. No caso da energia elétrica
fornecida pela CEMIG, a freqüência é de 60 Hz.

Figura 5 – Gráfico da Corrente contínua Figura 6 – Gráfico da Corrente alternada

É através de fontes de corrente alternada que a energia chega às instalações residenciais, comerciais
industriais. Por outro lado, dentro das indústrias encontramos equipamentos que tanto funcionam com
corrente alternada como corrente contínua.

O professor sugere que você assista ao Vídeo 3 – Corrente elétrica


disponível no link [Link]

7
Técnico em Eletrotécnica – Apostila de ELETRICIDADE

1.2.5 - Resistência Elétrica (R)


Resistência elétrica é a dificuldade que um material condutor (cabo) oferece à passagem de corrente
elétrica. Ela está relacionada ao choque entre elétrons livres e átomos no interior dos condutores . A
unidade da resistência elétrica é o ohm (Ω). A resistência elétrica é medida com o instrumento
chamado de Ohmímetro.

Figura 7 – Representação da Resistência Elétrica

A resistência elétrica libera temperatura, este calor liberado é chamado de Efeito Joule
Exemplos: ferro elétrico, chuveiro, forno elétrico, lâmpada.

O professor sugere que você assista ao Vídeo 4 – Resistência elétrica disponível


no link
[Link]

1.2.6 - Potência Elétrica (P)


A Potência é definida como sendo o trabalho efetuado na unidade do tempo. A Potência Elétrica é
calculada através da multiplicação da Tensão pela Corrente Elétrica de um circuito. A unidade da
Potência Elétrica é o Watt e o seu símbolo é o W.

Figura 8 – Potência elétrica ( representada através do brilho


...................................................................diferenciado nas lâmpadas de 60W e 100 W)
8
Técnico em Eletrotécnica – Apostila de ELETRICIDADE

Uma lâmpada ao ser percorrida pela corrente elétrica, ela acende e aquece. A luz e o calor produzido
nada mais são do que o resultado da potência elétrica que foi transformada em potência luminosa (luz)
e potência térmica (calor).

O professor sugere que você assista ao Vídeo 5 – Eletricidade – Potência elétrica


disponível no link
[Link]

1. 3 - LEI DE OHM

Lei de Ohm é uma fórmula matemática usada para calcular as grandezas elétricas (tensão elétrica,
corrente elétrica e resistências elétrica), é possível calcular uma das grandezas usando duas das outras
grandezas. A importância de entender essa lei e compreender sua utilização são enormes e é base
para quase todos os outros estudos e aplicações da eletricidade.

,Figura 9 – Formula da Lei de Ohm Figura 10 – Circuito elétrico básico

V = Tensão R = Resistência I = Corrente

Figura 11 – Formula para cálculo da Lei de Ohm

O professor sugere que você assista ao Vídeo 6 – Eletricidade – Lei de Ohm


9
disponível no link
[Link]
Técnico em Eletrotécnica – Apostila de ELETRICIDADE

1.3.1 – 2ª Lei de Ohm (Resistividade)

A Segunda Lei de Ohm é uma expressão matemática que relaciona as propriedades físicas que
interferem na resistência elétrica de um corpo condutor e homogêneo.

A resistividade elétrica é uma propriedade que define o quanto um material opõe-se à passagem de
corrente elétrica, de forma que:

Quanto maior for a resistividade elétrica de um material, mais difícil será a passagem da corrente
elétrica, e quanto menor a resistividade, mais ele permitirá a passagem da corrente elétrica.

Fio condutor

Figura 12 – Resistividade

Fórmula da Segunda Lei de Ohm

R – Resistência elétrica (Ω – omhs)


ρ – Resistividade (valor tabelado conforme o material do fio)
L – Comprimento do corpo (m – metros)
A – Área transversal do corpo (m² – metros quadrados)

EXERCICIO RESOLVIDO

Um fio de cobre de resistividade 𝜌= 0,00017 Ω∙.mm tem comprimento 100 m e área de 4 mm2.

Calcular a resistência elétrica desse fio.


Solução
𝜌= 0,00017 Ω∙.mm
L = 100 m = 100 x 1000 = 100.000 mm
A = 4 mm2 R = 0, 00017 Ω∙mm x 100.000 mm
............... .4 mm2

R = 17 mm2 ,,,,,,,,, R = 4,25 Ω


EXERCICIO RESOLVIDO 2 ,,, 4 mm2

O professor sugere que você assista aos Vídeos 7 e 7a– 2ª Lei de ohm
disponíveis nos links [Link]
[Link] 10
Técnico em Eletrotécnica – Apostila de ELETRICIDADE

1. 4 - UNIDADES DE MEDIDAS ELÉTRICAS

As unidades de medidas no Brasil utilizam o Sistema Internacional de Unidades.


A tabela abaixo mostra as principais unidades de medidas elétricas

Tabela 1 – Unidades de medidas elétricas

As unidades possuem múltiplos e submúltiplos. A utilização de um ou outro, é em função da facilidade


de expressar a quantidade da unidade em questão.

Tabela 02 – Unidades elétricas – Múltiplos e Submúltiplos

Tabela 2 – Múltiplos e submúltiplos de unidades de medidas elétricas

11
Técnico em Eletrotécnica – Apostila de ELETRICIDADE

Outras unidades, muito utilizadas para expressar a Potência Elétrica de motores são:

 Cavalo Vapor que equivale a 735,5 W. Sua unidade é o CV


 Horse Power (inglesa) que equivale a 746 W. Sua unidade é o HP

RELAÇÃO ENTRE ESTAS UNIDADES DE POTÊNCIA

1 CV = 735,5 W 1 CV = 0,735 kW 1 kW = 1,36 CV

1 HP = 746 W; 1 HP = 0,746 kW; 1 kW = 1,34 HP

1.5 - FÓRMULA PARA CALCULAR A POTÊNCIA ELÉTRICA (P)

Pode-se a Potência (P) através das fórmulas: P = R . I2 ou P=V.I


P = Potência R = Resistência I = Corrente

1.5.1 - Formula para calcular a energia elétrica (E)

A Energia Elétrica (E) é a Potência Elétrica (P) vezes o tempo de utilização (em horas, por exemplo) do
qual o fenômeno elétrico acontece (uma lâmpada acesa, por exemplo).

E = (V. I) . t ou E=P.t

E = Energia Elétrica
P = Potência Elétrica
V = Tensão Elétrica
I = Corrente Elétrica
t = Tempo (nesse caso, o tempo é adotado em horas (h)
A unidade de Energia Elétrica (E) é o Watt-hora e o seu símbolo é Wh

O professor sugere que você assista ao Vídeo 7 – Diferença entre Corrente Contínua e Corrente
Alternada, disponível no link
[Link]

Diferença entre Fase, Neutro e Terra, disponível no link:


[Link]

12
Técnico em Eletrotécnica – Apostila de ELETRICIDADE

UNIDADE 1 - Exercícios Resolvidos

EXERCÍCIO RESOLVIDO 1
Um alarme antifurto para automóveis funciona com uma Tensão (V) de 12 V. sabendo-se [Link]
o alarme não é disparado sua Resistência (R) é de 400 Ω
Calcule o valor da Corrente elétrica que circula no alarme.

Lei de Ohm I = 12
Solução
.....300
V = 12
R = 400 I = 0,04 ampéres
I=?

EXERCÍCIO RESOLVIDO 2
Calcule o valor da Resistência de um chuveiro elétrico, que está ligado a uma tensão de 127 V ,,,,
ligada a um disjuntor com corrente de 20 A

R=V
Solução .......R
V = 127
R = 127
.......20
R I = 20
R 20
R = 6,35 Ω
R =?
R
EXERCÍCIO RESOLVIDO 3
Calcule a Tensão que deverá ser aplicada nos terminais de um condutor de uma lâmpada de LED ....
cuja resistência é igual a 22 Ω para que ele seja percorrido por uma corrente igual a 5.77 A.

Solução

V=? V=R.I

R = 22 V = 22 . 5,77

I = 5,77
V = 127 V

13
Técnico em Eletrotécnica – Apostila de ELETRICIDADE

EXERCÍCIO RESOLVIDO 4
Um chuveiro elétrico com uma potência de 4.400 Watts, ligado na tensão de 127 Volts, funcionando
durante 15 minutos.

Calcule a corrente, resistência e a energia elétrica consumida.

Solução

a) Corrente Elétrica I = P
V
4.400 W = 34,6 A
127 V

b) Resistência Elétrica R = V
I
127 V = 3,7 Ω
34,6 A

c) Energia Elétrica E = P . t

Primeiramente, deverá ser transformado o tempo dos 15 minutos em horas.

Fazendo uma ―regra de três‖, tem-se:

60 minutos 1 hora
15 minutos x

x = 15 minutos = 0,25 h
60 minutos

E=P.t

E = 4.400 W . 0,25 h

E = 1.100 Wh (Wh = watt-hora)

EXERCÍCIO RESOLVIDO 5

Um ferro elétrico com uma potência de 5.000 Watts, alimentado por uma tensão de 220 Volts, ficou ligado
durante 9 minutos.
Determine a corrente, a resistência, a potência e a energia elétrica consumida pelo ferro elétrico.

Solução

Corrente I

I=P = 5000 = 23 A
V 220

14
Técnico em Eletrotécnica – Apostila de ELETRICIDADE

Resistência R

R=V = 220 = 9,56 Ω


I 23

Energia elétrica consumida E


x = 9 minutos = 0,15 h
60 minutos 1 hora 60 minutos
9 minutos x
E = P . t = 5000 W . 0,15 h

E = 750 Wh

EXERCÍCIO RESOLVIDO 6

Calcule a POTÊNCIA elétrica de um chuveiro com uma resistência de 12 Ω e uma corrente de 20 A

P = R. I2

P = 12 . 202

P = 12 . 400

P = 4.800 W

O professor sugere que você assista ao Vídeo 8 – Resolução de Exercícios - Lei de Ohm
disponível no link [Link]

15
Técnico em Eletrotécnica – Apostila de ELETRICIDADE

UNIDADE 2 – CIRCUITOS ELÉTRICOS DE CORRENTE CONTÍNUA

2 .1 - RESISTOR

O resistor é um componente que tem a função de exercer uma determinada resistência à passagem da
corrente elétrica, utilizado para limitar a corrente elétrica e, conseqüentemente, reduzir ou dividir
tensões. Os resistores são componentes que formam a maioria dos circuitos eletrônicos.

Figura 13 – Simbologia de Resistor Figura 14 – Resistor

Dentre as várias utilidades de um resistor, podemos citar a conversão da energia elétrica em energia
térmica (através da dissipação de calor), é a Lei de Joule e o controle da voltagem em qualquer parte
do circuito, pois oferece uma resistência à passagem da corrente elétrica, 'dificultando' a passagem
[Link]étricas.

2.1.2 - Código de Cores do Resistor

É possível determinar o valor da resistência de um resistor de duas maneiras, uma utilizando


equipamentos de medição de resistência, como o multímetro, e de outro modo utilizando uma tabela
de cores.

Figura 15 – Faixa de cores do resistor

O professor sugere que você assista ao Vídeo 9 – Resistores- disponível no link


[Link]
16
Técnico em Eletrotécnica – Apostila de ELETRICIDADE

Nenhuma + 20%

Tabela 3 - Tabela de código de cores para resistores

EXEMPLO 1

A primeira e a segunda faixa fornecem


os dois algarismos da resistência, ou seja:
Amarelo = 4

Violeta = 7 . Formando assim, a dezena 47


Sentido da leitura

A terceira faixa nos dá o fator de multiplicação, ou quantos zeros devemos acrescentar ao valor já lido.
No caso temos:
Vermelho = Multiplica-se por 100 ou acrescenta dois zeros
Temos então 47 . 100 = 4700 ohms

A quarta faixa nos diz qual é a tolerância no valor do componente, quando ela existe. Se esta faixa não
existe, temos um resistor de 20%, ou seja, que pode ter até 20% de diferença entre o valor real da
resistência que ele apresenta e o valor que temos na marcação.
No nosso caso, a faixa dourada diz que se trata de um resistor com 5% de tolerância.

O professor sugere que você assista ao Vídeo 10 – Resistores- Códigos de Cores


disponível no link
[Link]

17
Técnico em Eletrotécnica – Apostila de ELETRICIDADE

EXEMPLO 2

1ª Faixa: Vermelho = 2
2ª Faixa: Violeta = 7
3ª Faixa Nº de zeros: Marrom = 1 = 0
Valor obtido: 2 7 0 = 270 Ω
4ª Faixa Tolerância: Dourado = ± 5% 5% de 270 = 13,5 Ω
De acordo com a tolerância. 270 -13,5 = 256,5 e 270 + 13,5 = 283,5

Então este resistor pode variar de 256,5 Ω a 283,5 Ω

2.2 – ASSOCIAÇÃO DE RESISTORES EM SÉRIE

Como sabemos a resistência aumenta com o comprimento. Podemos ver que quando ligamos um
conjunto em série, estamos somando os comprimentos dos resistores.

Figura 16 – Resistores em série

Deduzimos, então, que a resistência equivalente (Re) do conjunto será a soma das resistências dos
resistores (R).

Req = R1 + R2 + R3 + Rn
Req = Resistência equivalente R = Resistência elétrica

Resistores estão ligados em série quando:

 A corrente elétrica possuir só um caminho para circular.


 A resistência equivalente em série, será sempre maior que qualquer resistor da associação em
série.

EXERCÍCIO RESOLVIDO 1

Sendo a tensão na fonte de 120 Volts, e os


resistores R1 = 10 Ω , R2 = 30 Ω e R3 = 40 Ω.
Calcule:
; a) A resistência elétrica equivalente;
b) A corrente elétrica 18
,,,c) A tensão elétrica em cada resistência .
Técnico em Eletrotécnica – Apostila de ELETRICIDADE

Solução:

a) Resistência equivalente = R1 + R2 + R3

Req = 10 + 30 + 40 = 80 Ω

b) Corrente

I= V = 120 = 1,5 A
R 80 

Sendo a corrente total (I total) = I1 = I2 = I3 = 1,5 A

c) Tensão elétrica em cada resistência.

V=R.I V1 = R1 . I = 10 . 1,5 = 15 V V2 = R2 . I = 30 . 1,5 = 45 V

V3 = R3 . I = 40 . 1,5 = 60 V

Deve-se notar que a soma das tensões em cada resistência, é igual a tensão da fonte:
V1 + V2 + V3 = 15 V + 45 V + 60 V = 120 Volts

2.2.1 - Medição de Resistores em Série

Figura 17 – Medição de resistores em série, utilizando o multímetro

O professor sugere que você assista ao Vídeo 11 – Circuito em série, disponível no link
[Link]

19
Técnico em Eletrotécnica – Apostila de ELETRICIDADE

2.3 - ASSOCIAÇÃO DE RESISTORES DE RESISTORES EM PARALELO

Resistores estão ligados em paralelo, quando os seus terminais estiverem interligados.


A corrente elétrica possui mais de um caminho para circular.

3 caminhos 2 caminhos

Figura 18 – Resistores em paralelo

Como sabemos a resistência diminui, quando a seção aumenta.


Podemos notar que, quando ligamos um conjunto em paralelo, estamos somando as seções dos
resistores do conjunto. Deduzimos então, que a resistência equivalente do conjunto será sempre menor
que a resistência do menor resistor do conjunto.
Para determinarmos a resistência equivalente de um conjunto em paralelo, podemos usar a fórmula:

Req = Resistência equivalente R = Resistência elétrica

O inverso da Resistência Elétrica (R) equivalente, é igual a soma dos inversos das resistências de cada
carga.
Req = R1 . R2
................R1+ R2 Caso o circuito tenha apenas 2 resistências em Paralelo

As principais características do circuito em paralelo são:

 Cargas não dependem umas das outras para o funcionamento do circuito elétrico;
 Existe mais de 1 (um) caminho para a passagem da corrente elétrica;
 ·As tensões elétricas nas cargas são iguais a tensão da fonte de alimentação, isto é:
V Fonte = V1 = V2 = V3
 A Corrente Elétrica ( I ) total absorvida pelas cargas é igual a soma das correntes de cada
carga: I Total = I1 + I2 + I3

O professor sugere que você assista ao Vídeo 12 – Circuito em paralelo, disponível no link
[Link] 20
Técnico em Eletrotécnica – Apostila de ELETRICIDADE
EXERCÍCIO RESOLVIDO 2

Se a tensão é de 120 Volts, e os resistores 120 V


R1 = 30 Ω, R2 = 20 Ω e R3 = 60 Ω.

CALCULAR:
a) A resistência elétrica equivalente;
b) A corrente em cada resistência e a corrente elétrica total;
c) A tensão elétrica em cada resistência

Solução

1 = 1 + 1 + 1
a)
Req R1 R2 R3

1 = 1 + 1 + 1 (MMC- matemática básica)


Req 30 20 60

1 = 2 +3+1 = 6 = 0,1
Req 60 60

1 = 0,1 1 = 0,1
Req Req

Req = 1 = 10 Ω
0,1

b) Cálculo da corrente em cada resistência e a corrente elétrica total;

I=V e I Total = I1 + I2 + I3
R

I1 = V = 120 = 4 A
R1 30

I2 = V = 120 = 6 A
R2 20

I3 = V = 120 = 2 A
R3 60 I Total = I1 + I2 + I3 = 4 + 6 + 2 = 12 A

c) A tensão elétrica em cada resistência será:


120 V
VFonte = V1 = V2 = V3 =
21
Técnico em Eletrotécnica – Apostila de ELETRICIDADE

2.3.1 - Medição de Resistores em Paralelo

Figura 19 – Medição de resistores em paralelo, utilizando o multímetro

O professor sugere que você assista ao Vídeo 13 – Medição de resistores em série e em paralelo

............disponível no link [Link]

EXERCÍCIO RESOLVIDO 3

Quatro resistores iguais são ligados em paralelo, conforme a figura abaixo


R1 = 20 Ω R2 =20 Ω R3 =20 Ω R4 = 20 Ω

CALCULAR A RESISTÊNCIA EQUIVALENTE (Req)

1 =1 + 1 + 1 + 1
Req R1 R2 R3 R4

1 = 1 + 1 + 1 + 1
Req 20 20 20 20
MMC Matemática básica
1
Req = 1 +1+1+1 = 4
20 20

1 = 4 1 = 0,2 Req = 1 = 5Ω
Req 20 Req 0,2

O professor sugere que você assista ao Vídeo 14 – Associação de Circuitos em Série e Paralelo,
disponível no link [Link]

22
Técnico em Eletrotécnica – Apostila de ELETRICIDADE

2.4 - ASSOCIAÇÃO MISTA - Resistores em Paralelo e em Série

A associação mista de resistores pode se apresentar de duas formas: simples e complexa

Figura 20 – Associação Mista de Resistores (Forma Simples e Complexa)

EXERCÍCIO RESOLVIDO 4

R1= 25
No circuito misto representado pela figura ao .lado ΩΩ

R1 = 25 Ω , R2 = 100 Ω e R3 = 25 Ω
R2 = 100
CALCULAR A RESISTÊNCIA TOTAL EQUVALENTE

Solução
R3 = 25
Cálculo dos Resistores em paralelo

1 = 1 + 1 (MMC matemática básica)


Req 25 25

1 = 1 + 1 = 0.08
Req 25

Req = 1 = 12,5
,,,,,,,,,,,0.08 12,5 100
Cálculo dos Resistores em série

Req = 12,5 + 100 = 112,5 Ω

O professor sugere que você assista ao Vídeo 15 – Cálculo - Circuitos em Paralelo, disponível
no link [Link]

23
Técnico em Eletrotécnica – Apostila de ELETRICIDADE

EXERCÍCIO RESOLVIDO 5

Calcule a resistência total Rt do circuito misto, indicado na figura abaixo.

a c e R1 = 5 Ω

R2 = 10 Ω
R5
R1 R3 R3 = 6 Ω

R6 R4 = 9 Ω

R2 R4 R5 = 8 Ω
R7
R6 = 5 Ω

b d f R7 = 2 Ω

Solução

A ) Somar as resistências em série em cada ramo

Ramo ab = R1 + R2 = 5 + 10 = 15 Ω

Ramo cd = R3 + R4 = 6 + 9 = 15 Ω 15 Ω 15 Ω 15 Ω

Ramo ef = R5 + R6 = 8 + 5 + 2 = 15 Ω

B ) Calcular a resistência total equivalente (em paralelo)

1 = 1 + 1 + 1 (MMC matemática básica)


Rt 15 15 15

1 = 1 + 1 + 1 = 3 = 1
Rt 15 15 5 Rt = 5 Ω

1 = 1
Rt 5 Circuito equivalente

Rt = 5 Ω

O professor sugere que você assista ao Vídeo 16 – Cálculo - Circuitos mistos


disponível no link
[Link] 24
Técnico em Eletrotécnica – Apostila de ELETRICIDADE

2.5 - INSTRUMENTOS DE MEDIÇÃO ELÉTRICA

Na prática é muito bom saber medir corretamente as grandezas associadas a um circuito elétrico, já
que cada uma delas pode ter seu valor determinado através de uma leitura direta no correspondente
aparelho medidor.

Assim, um amperímetro mede a intensidade da corrente elétrica, um voltímetro mede a diferença de


potencial (tensão elétrica ou voltagem), um ohmímetro mede a resistência elétrica, etc.

2.5.1 - Amperímetro
O amperímetro é um aparelho destinado a registrar a intensidade da CORRENTE ELÉTRICA que percorre
um trecho de circuito.
Para fazer medições de intensidade de corrente elétrica., de acordo com o símbolo de medição
estampado na escala. Ele pode ser em ampère (A), miliampère (m A) , microampère (μA), e kiloampère
(KA).

Figura 21 – Amperímetro analógico

O amperímetro seja instalado em série no trecho onde se deseja determinar a intensidade da corrente
elétrica.

25
Técnico em Eletrotécnica – Apostila de ELETRICIDADE

2.5.2 - VOLTÍMETRO

O voltímetro é um aparelho destinado a registrar a diferença de potencial (TENSÃO ELÉTRICA) entre os


terminais de um trecho de circuito elétrico.

Figura 22 – Voltímetro analógico

Para que sua leitura seja correta, é necessário que:


O voltímetro seja instalado em paralelo com o trecho onde se deseja determinar a diferença de
potencial

O Amperímetro deve ser instalado em SÉRIE e o Voltímetro deve ser instalado em PARALELO

Figura 23 – Instalação do Amperímetro e do Voltímetro

26
Técnico em Eletrotécnica – Apostila de ELETRICIDADE

2.5.3 - MULTÍMETRO

Com a possibilidade de medir e testar instalações elétricas, componentes e aparelhos eletrodomésticos,


o multímetro é de grande importância para todos os que desejam fazer trabalhos elétricos.

Estas escalas correspondem às grandezas elétricas que o multímetro pode medir e que são:
- Resistência
- Tensões contínuas
- Tensões alternadas
- Correntes

Alguns tipos sofisticados podem medir outras grandezas como, por exemplo, fazer o teste de
continuidade, teste de transistores, medir capacitâncias, indutâncias, freqüências, etc.

Figura 24– Multímetro analógico

27
Técnico em Eletrotécnica – Apostila de ELETRICIDADE

Figura 25 – Multímetro Digital

Figura 26– Funções do Multímetro Digital

O professor sugere que você assista aos Vídeos 17 e 17a -Uso do Multímetro Digital
disponíveis nos links
[Link]
28
[Link]
Técnico em Eletrotécnica – Apostila de ELETRICIDADE

2.5.4 - ALICATE AMPERÍMETRO

Utilizado para medir a CORRENTE ELÉTRICA EM DETERMINADAS SITUAÇÕES a principal característica do


alicate de amperímetro é sua capacidade de medir o campo induzido através da corrente que passa
em suas pinças, sem ter contato direto com o circuito. A sua ligação diferencia dos outros instrumentos
apresentados, pois a sua garra deve envolver um condutor energizado.

Figura 27 – Alicate Amperímetro Digital

O professor sugere que você assista ao Vídeo 18 – Uso do Alicate Amperímetro Digital
disponível no link
[Link]

29
Técnico em Eletrotécnica – Apostila de ELETRICIDADE

2.6 - LEIS DE KIRCHHOFF

Para entendermos as Leis de Kirchhoff, inicialmente temos que definir o que é Nó, Malha e Ramo.
Para isto, observe o circuito da figura

Figura 28 – Circuito elétrico misto

 Nó: é um ponto comum do circuito onde 3 ou mais condutores são ligados. (B, C, H, I )

 Malha: é qualquer caminho fechado do circuito, ou seja, é qualquer caminho que volta ao
............ponto inicial. (A-B-F-H-G-E-A)

 Ramo: é o caminho aberto entre dois nós. O Ramo se inicia em um Nó, termina em outro Nó e
............não contém nenhum Nó entre estes dois. (B-F-H)
No circuito cima:

 B, C, H e I são exemplos de Nós (ponto comum)

 O caminho A-B-F-H-G-E-A e A-B-C-I-H-G-E-A são exemplos de Malha

 O caminho B-F-H é um exemplo de Ramo;

30
Técnico em Eletrotécnica – Apostila de ELETRICIDADE

2.6.1 - Primeira Lei de Kirchhoff (Lei das Correntes) ou (Lei dos Nós)

A Lei de Kirchhoff para a corrente afirma que:

"A soma das correntes que entram em um nó é


igual a soma das correntes que deixam o nó."

Ainda utilizando o circuito da figura 27 , a Primeira Lei de Kirchhoff,


diz que:

Para o Nó B: I1 = I2 + I3
Figura 29– Primeira Lei de Kirchhoff
E ainda para o Nó I : I6 = I4 + I5

Nem sempre você sabe qual a direção da corrente que está entrando (ou saindo) de um Nó.
Por isso precisamos adotar uma convenção. A corrente que está entrando em um Nó, tem sinal
positivo.

A corrente que está saindo de um Nó tem sinal negativo. Assim, se seus cálculos indicarem que uma
corrente é negativa, ela está saindo do Nó.

Se der positivo ela está entrando no Nó. No exemplo da figura apresentada, se I1 = 2A e I2 = -1A
(saindo do Nó), então I3 = -1A (saindo do Nó).

Esta definição da Lei de Kirchhoff, enunciada acima, pode ser colocada de uma forma matemática
mais completa que é a seguinte:

"A soma das correntes que entram e saem de um Nó é igual a zero."

Para isto, o sinal de cada corrente tem de ser considerado.


Para o Nó I ficaria assim: I4 + I5 + I6 = 0;

2.6.2 -.Segunda Lei de Kirchhoff (Lei das Tensões) ou (Lei das Malhas)

"A soma das diferenças de potencial em uma malha é igual a zero."

Ainda utilizando o circuito da figura 28, a , diz que:


Para o Malha A-B-F-H-G-E-A

VAB + VBF + VFH + VGE + VEA = 0

V4 = V1 + V2 + V3

Figura 30 – Segunda Lei de Kirchhoff 31


Técnico em Eletrotécnica – Apostila de ELETRICIDADE

O professor sugere que você assista aos Vídeos 19 e 19a – 1ª Lei de Kirchhoff, disponíveis nos link

[Link]
[Link]

2.7 – CIRCUITO EM PONTE DE WHEATSTONE

2.7.1 - Ponte de Wheatstone

A ponte de Wheatstone pode ser usada para medir uma resistência desconhecida (Rx)

Rx = R1
R3 R2 Equilíbrio da ponte

Rx = R1 . R3
,,,,,,,,, ,R2
V

Galvanômetro

Figura 31– Ponte de Wheatstone

Figura 32– Ponte de Wheatstone (na prática)


32
Técnico em Eletrotécnica – Apostila de ELETRICIDADE

EXERCICIO RESOLVIDO 1

O técnico em eletrotécnica precisa medir o valor de uma resistência desconhecida através de uma
ponte de Wheatstone em equilíbrio.
DETERMINE O VALOR DA RESISTÊNCIA DESCONHECIDA (RX)
Sendo R1 = 12 Ω R2 = 15 Ω R3 = 8 Ω Rx R1
Solução

Rx = R1
R3 R2 Rx = R1 . R3
,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,, R2 R3
Rx = 12 . 8 = 96 R2

, 15 15

Rx = 6,4 Ω

O professor sugere que você assista aos Vídeos 20 e 20ª – Ponte de Wheatstone
.... disponíveis nos links [Link] ,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,
................................. [Link]

UNIDADE 3 – CORRENTE ALTERNADA

3.1 – CORRENTE ALTERNADA


A forma mais comum que a corrente elétrica se apresenta é em Corrente Alternada (CA).
Serão apresentadas a seguir, as principais características dos circuitos elétricos monofásicos e trifásicos
em Corrente Alternada (CA).

3.1.1 - Circuito Monofásico


Um gerador com uma só bobina (enrolamento), chamado de ―Gerador Monofásico‖ ao funcionar,
gera uma Tensão entre seus terminais

Figura 33 – Gerador monofásico de corrente alternada

33
Técnico em Eletrotécnica – Apostila de ELETRICIDADE

Nos geradores monofásicos de corrente alternada, um dos terminais deste Gerador é chamado de
Neutro (N) e o outro de Fase (F).

Um circuito monofásico é aquele que tem uma Fase e um Neutro (F e N). A tensão elétrica (U) do
circuito é igual à tensão entre Fase e Neutro (UFN). A forma de onda da
Tensão Elétrica, é uma senoide.

Figura 34 –- Forma de onda da Tensão Elétrica (Senóide)

3.1.2 - Circuito Trifásico

Um gerador com três bobinas (enrolamentos), ligado conforme a figura abaixo, é um “Gerador
Trifásico”. Nesta situação, o Gerador Trifásico está com as suas três bobinas ligadas em Estrela (Y ). Este
gerador tem um ponto comum nesta ligação, chamado de ponto neutro.

Figura 35 –- Gerador trifásico


34
Técnico em Eletrotécnica – Apostila de ELETRICIDADE

Neste circuito trifásico com a ligação em Estrela, as relações entre as tensões elétricas, a tensão entre
Fase e o Neutro (UFN) e a tensão entre Fases (UFF), são:

Sendo que ( leia-se raiz quadrada de três) = 1,732

A Corrente Elétrica ( I ) é igual nas três Fases.

3.1.3 - Ligação em Triângulo (Delta)


Quando as bobinas do Gerador Trifásico são ligadas entre si, de modo a constituírem um circuito
fechado, como na figura abaixo, o Gerador tem uma ligação em Triângulo (Delta) (Δ).

Figura 36 –- Ligação em triângulo

As relações entre as tensões e correntes são:


UFF = Tensão entre Fases
e UFN = Tensão entre Fase e o Neutro

Podem-se ter os circuitos trifásicos a três fios – 3 Fases (F1, F2 e F3) e a quatro fios – 3 Fases e 1 Neutro
(F1, F2 e F3 e N). Essas Fases também podem ser representadas pelas letras: R, S, T ou A, B, C.

As formas de onda da tensão são senóides, defasadas entre si de 120º.

35
Técnico em Eletrotécnica – Apostila de ELETRICIDADE

3.2 - POTÊNCIA EM CORRENTE ALTERNADA

Em um condutor elétrico energizado em Corrente Alternada (CA), passa uma determinada quantidade
de energia, sendo um percentual.

Ativo e outro Reativo. Quanto maior for o percentual de Potência Ativa (kW) que passar, será melhor e
mais econômico.

A Potência Reativa (kVAr) é necessária para produzir o fluxo magnetizante para o funcionamento dos
aparelhos (motores, transformadores, etc.), pode ser obtida junto a esses equipamentos, com a
instalação de Capacitores.

As ondas de Corrente e de Tensão podem estar defasadas uma da outra em um circuito elétrico:
quando a Corrente está em uma determinada posição, a Tensão pode estar em outra posição, e vice-
versa.
Quando a Tensão está em fase com a Corrente, a carga é denominada de RESISTIVA. O circuito
elétrico é Resistivo.

Figura 37 –- Carga Resistiva

Quando a Corrente está atrasada em seu deslocamento da Tensão, a carga é denominada de


INDUTIVA. Esse atraso (defasamento) é de até 90º. O circuito elétrico é Indutivo.

XL

Figura 38–- Carga Indutiva

36
Técnico em Eletrotécnica – Apostila de ELETRICIDADE

Quando a Corrente está adiantada em seu deslocamento da Tensão, a carga é denominada de


CAPACITIVA. Esse adiantamento (defasamento) é de até 90o. O circuito elétrico é Capacitivo

Figura 39– Carga Capacitiva

Em um circuito elétrico de Corrente Alternada (CA), a oposição à passagem da corrente elétrica


recebe os seguintes nomes:

 Resistência (R) quando se tratar de um circuito formado por resistência elétrica.


 Reatância Indutiva (XL) quando se tratar de bobinas (enrolamentos).
 Reatância Capacitiva (XC) quando se tratar de capacitor.

3.2.1 - Impedância (Z)


A soma vetorial das Reatâncias (XL + XC) com a Resistência (R), dá-se o nome de Impedância (Z) .
A Reatância Capacitiva opõe-se à Reatância Indutiva. Assim, a Reatância total do circuito (X) é dada
pela diferença entre XL e XC (o maior destes dois valores determina se o circuito é Indutivo ou
Capacitivo).

X = XL - XC
XL > XC (o circuito é Indutivo)
XC > XL (o circuito é Capacitivo)

Os valores da Resistência, das Reatâncias e da Impedância podem ser representados graficamente


através de um triângulo retângulo

37
Técnico em Eletrotécnica – Apostila de ELETRICIDADE

Z = Impedância do circuito, da pela fórmula


R = Resistência do circuito
X = Reatância total do circuito (que é igual a X = XL - XC ou X = XC – XL).

Uma carga ligada a um circuito de Corrente Alternada (CA) é quase sempre constituída de Resistência
e Reatância ou seja, tem-se normalmente uma Impedância (Z).

A expresso da Potência P = U x I em geral, não é válida para todos os circuitos de corrente alternada,
devendo ser acrescida à expressão um outro fator.

Como já foi mostrado anteriormente, a Potência (P) pode ser dada por:

P = R . I2 em W (Watts)

Se for substituído na expressão acima, a Resistência (R) pela Reatância total (X), tem-se:

P = X. I2 = VA (Volt Ampère)

Substituindo pela Impedância:

P = Z . I2 = VA (Volt Ampère)

A expressão da Potência Reativa do circuito elétrico depende das Reatâncias existentes.


Este produto é chamado de Potência Aparente, sendo a ―soma vetorial‖ das duas Potências - Ativa e a
Reativa.

W = R . I2 VAr = X . I2 VA = Z . I2

38
Técnico em Eletrotécnica – Apostila de ELETRICIDADE

Onde:

W = Potência Ativa (ou kW, que corresponde a 1.000 W)


VAr = Potência Reativa (ou kVAr, que corresponde a 1.000 VAr
VA = Potência Aparente (ou kVA, que corresponde a 1.000 VA

3.3 - FATOR DE POTÊNCIA

A Potência Ativa (kW) é a que efetivamente produz trabalho. A Potência Reativa (kVAr) é utilizada para
produzir o fluxo magnético necessário ao funcionamento dos motores, transformadores, etc.
 Potência Ativa (kW) Produz trabalho
 Potência Reativa (kVAr) Produz o fluxo magnético

O Fator de Potência (FP) é definido como o quociente entre a Potência Ativa (kW) e a Potência
Aparente (kVA). O Fator de Potência (FP) também é igual ao cosseno do ângulo Ø do ―Triângulo das
Potências‖
FP = cos Ø ou FP = kW ou FP = P,,,,,,,,,,,,,
,,,,,,,,,,,,,, kVA V. I

OBS:
O valor do cosseno (cos) pode ser obtido com auxílio de uma calculadora científica.

FÓRMULAS

Potência Aparente (kVA) Potência Ativa (kW) Potência Reativa (kVAr)

kVA = (kW)2 + (kVAr)2 kW = kVA . cós Ø kVAr = kVA . sen Ø

P = V . I . cos Ø
Fator de Potência

,, Figura 40 – Triângulo das Potências

39
Técnico em Eletrotécnica – Apostila de ELETRICIDADE

Para que se tenha uma idéia de como são essas duas formas de energia, será dado um exemplo de
uma forma bastante simplificada, fazendo uma comparação do Fator de Potência com um copo cheio
de cerveja.

Figura 41 – Fator de Potência

Num copo cheio de cerveja, tem-se uma parte ocupada pelo líquido e outra ocupada pela espuma.
Para aumentar a quantidade de líquido nesse copo, tem-se que diminuir a espuma. Assim, de maneira
semelhante ao copo com cerveja, a Potência Elétrica solicitada, por exemplo, por um motor elétrico, é
composta de Potência Ativa (kW) que ―corresponde‖ ao líquido e Potência Reativa (kVAr) que

―corresponde‖ à espuma.

O professor sugere que você assista ao Vídeo 21 – Potencia em corrente alternada


disponível no link

[Link]

A soma vetorial (em ângulo de 90º), das Potências Ativa e Reativa é denominada de Potência
Aparente (kVA) que ―corresponde‖ ao volume do copo (o líquido mais a espuma).
Assim como o volume do copo é limitado, também a capacidade em kVA de um circuito elétrico
(fiação, transformadores, etc.) é limitada.

Para aumentar a Potência Ativa em um circuito é necessário reduzir a Potência Reativa

ara aumentar a Potência Ativa em um circuito, é preciso reduzir a Potência Reativa.

40
Técnico em Eletrotécnica – Apostila de ELETRICIDADE

EXERCICIO RESOLVIDO 1

Uma corrente de 7 A segue uma tensão de 220 V formando m ângulo de 30º .


Calcule o Fator de Potência e a Potência Ativa consumida pela carga.

Solução
Cálculo do Fator de Potência
FP = cos Ø FP = cos 30º FP = 0,866 ou FP = 86,6%

Cálculo da Potência Ativa


P = V . I . cos Ø P = 220 . 7 . 0,866 P = 1.333,64 W

EXERCICIO RESOLVIDO 2

Um motor elétrico com a especificação 240 V, 8 A, consome 1.536 W com carga máxima.
Qual o seu Fator de potência?

Solução
FP = P 1.536 FP = 0,8 ou FP = 80 %
,,,,,,,, V. I 240 . 8

O professor sugere que você assista ao Vídeo 22 – Fator de Potencia, disponível no link

[Link]

3.4 - FREQUENCIA E PERIODO DE ONDA

3.4.1 - Período (T)

É o intervalo de tempo que denota a repetição da forma de onda em igualdade de condições; é o


intervalo de tempo para descrever "um ciclo completo"; ele pode ser medido entre quaisquer dois
pontos que correspondem ao mesmo estado em ciclos sucessivos.

3.4.2 - Freqüência ( f )

É o número de ciclos completos contidos na unidade de tempo. Como cada ciclo se realiza no
intervalo de tempo T (período), podemos dizer que a freqüência é o número de períodos necessários
para preencher a unidade de tempo. A 'unidade de tempo' no Sistema Internacional de Unidades é o
segundo (s) e a 'unidade de freqüência', nesse sistema, é o hertz (Hz):
41
Técnico em Eletrotécnica – Apostila de ELETRICIDADE

Fórmula para cálculo do período T e da freqüência f

T =1 S f= 1 Hz
,,,,,,, f T

3.4.3 - Formas de ondas

Os gráficos a abaixo, que mostram diversas formas de onda, todas provenientes de sinais alternados

Figura 42 – Formas de ondas

Figura 43 – Freqüência e período de onda

42
Técnico em Eletrotécnica – Apostila de ELETRICIDADE

Pico
Pico Pico a
Pico

Pico

Período
..
.

Figura 44– Amplitude e Período de uma onda

Este processo visual produz a forma de onda que circula em determinado condutor, criando uma
amplitude B num determinado tempo A, as escalas do equipamento e as ponteiras de medição,
permitem adequar o instrumento de medição à freqüência e amplitude de tensão de modo a que se
visualize a forma de onda em toda a sua amplitude

Figura 45 – Amplitude B num determinado tempo A

Figura 46– Amplitude B e Comprimento da onda λ (lambda)

43
Técnico em Eletrotécnica – Apostila de ELETRICIDADE

UNIDADE 4 - ATERRAMENTO

4.1 - PADRÃO DE CORES PARA CABOS ELÉTRICOS

Para garantir a segurança das instalações elétricas e das pessoas que trabalham diretamente com a
manutenção e instalação do sistema de fios e cabos, o sistema de condutores é identificado por um
padrão de cores que aponta a função de cada condutor. O padrão de cores adotadas para
condutores elétricos pode ser diferente de acordo com o país ou região.

No Brasil, a norma NBR 5410 determina que as cores que devem ser utilizadas para identificar os cabos e
fios são: Azul claro: para condutores neutros com isolação; Verde ou verde com amarelo: para
condutores de proteção, popularmente conhecidos como ―fio terra‖; Vermelho, preto ou marrom:
indicado para condutores fase.

Figura 52– Padrão de cores par cabos elétricos

O fio fase e o neutro são os fios que levam a energia para a alimentação dos aparelhos, e por norma
a cor do fio neutro é obrigatoriamente azul, o fio fase pode ser vermelho, branco ou marrom

o fio terra deve ser obrigatoriamente de cor verde ou verde-amarelo.

O professor sugere que você assista ao Vídeo 23 – Padrão de ores para cabos elétricos
disponível no link
[Link]
44
Técnico em Eletrotécnica – Apostila de ELETRICIDADE

4.2 - ATERRAMENTO

4.2.1 - Definição de Aterramento

A palavra aterramento refere-se a terra propriamente dita, o aterramento é feito utilizando um fio, uma
barra de cobre, um barra de ferro que é enterrado no solo, cuja finalidade é deixar passar a corrente
elétrica para o solo.

O Aterramento é a:

―Ligação de um equipamento ou de um sistema a terra, por motivo de


,,proteção ou por exigência ,quanto ao funcionamento do mesmo‖

Figura 53 – Simbologia de aterramento

Quando se diz que algum aparelho está aterrado eletricamente, significa que um dos fios de seu cabo
de ligação está propositalmente ligado à terra, o fio que faz essa ligação é o que é chamado de
" fio terra".

Figura 54 – Fios de aterramento

Todo equipamento elétrico deve, por razões de segurança, ter o seu corpo (parte metálica) aterrado.
Também os componentes metálicos das instalações elétricas, tais como, os Quadros de Distribuição de
Circuitos – QDC, os eletro dutos metálicos, caixas de derivação, etc., devem ser corretamente aterradas

45
Técnico em Eletrotécnica – Apostila de ELETRICIDADE

[Link] - Fio Neutro


É um ―condutor‖ fornecido pela concessionária de energia elétrica, pelo qual há o ―retorno‖ da
corrente elétrica. O neutro é o elemento do circuito que estabelece o equilíbrio de todo o sistema da
instalação elétrica.

[Link] - Fio Terra


É um condutor construído através de uma haste metálica e que, em situações normais, não deve
possuir corrente elétrica circulante

Figura 55 – Cabos de aterramento

Figura 56 – Fio terra

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Técnico em Eletrotécnica – Apostila de ELETRICIDADE

[Link] - Finalidade, Objetivos e Funções do Aterramento

 Proteger o usuário do equipamento de descargas atmosféricas, através de um caminho


alternativo para a terra;
 Descarregar cargas estáticas acumuladas nas carcaças das máquinas ou..equipamentos para
a terra;
 Facilitar o funcionamento dos dispositivos de proteção através da corrente desviada para a
terra.
 Proteger o usuário do equipamento de descargas atmosféricas, através de um. caminho
alternativo para a terra;
 Descarregar cargas estáticas acumuladas nas carcaças das máquinas ou equipamentos para a
terra

[Link] - Segurança Pessoal

A conexão de equipamentos elétricos ao sistema de aterramento deve permitir que caso ocorra uma
falha na isolação dos equipamentos a Corrente de Falta passa através do condutor de aterramento ao
invés de percorrer o corpo de uma pessoa que eventualmente esteja tocando no equipamento

Sem aterramento a carcaça de equipamentos elétricos que possuem sua isolação danificada assume
um potencial elétrico em relação a terra.

Figura 57 – Sem aterramento a carcaça assume um potencial elevado em relação á terra

O aterramento oferece um caminho mais fácil a passagem da corrente elétrica, protegendo as pessoas

47
Técnico em Eletrotécnica – Apostila de ELETRICIDADE

Figura 58 – Com aterramento a corrente praticamente, não circula pelo corpo.

A falta de aterramento obriga a corrente circular pelo corpo humano, podendo causar
acidentes fatais.

Figura 59 – Sem aterramento o caminho mais fácil é o corpo.

[Link] - Desligamento Automático

O sistema de aterramento deve oferecer um percurso de baixa impedância de retorno para a terra da
Corrente de Falta permitindo que tenha a operação automática rápida e segura do sistema de
proteção.

Impedância (Z) é uma grandeza elétrica medida em ohms que é a relação entre a tensão e a corrente
elétrica.

48
Técnico em Eletrotécnica – Apostila de ELETRICIDADE

Figura 60 – Desligamento automático

[Link] - Parte Viva


Parte Viva é um condutor elétrico ou qualquer outro elemento condutor qualquer que pode ser
energizado em uso normal.

Neste caso, como parte viva, também é considerado o condutor neutro e excluído o condutor de
proteção PE. O termo condutor vivo ou condutor carregado é freqüentemente utilizado para designar
os condutores fase e neutro.

Figura 61– Exemplo de partes vivas

49
Técnico em Eletrotécnica – Apostila de ELETRICIDADE

[Link] - Elemento condutor estranho (à instalação elétrica)

É qualquer elemento não pertencente à instalação, mas pode nela introduzir um potencial, geralmente
o terra.

Figura 62 - Exemplo de elemento estranho à instalação elétrica

O professor sugere que você assista ao Vídeo 24 – Aterramento


,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,disponível no link
.................................................. [Link]

[Link] - Aterramento de proteção,

Consiste na ligação à terra das massas e dos elementos condutores estranhos à instalação, visando à
proteção contra danos que possam ocorrer a pessoas e animais e/ou a um sistema ou equipamento
elétrico.

Figura 63 – Aterramento de Proteção

50
Técnico em Eletrotécnica – Apostila de ELETRICIDADE

BIBLIOGRAFIA

BARTTKOWIAK, R.A. Circuitos Elétricos. 2 ed. São Paulo: Makron Books. 1999.

BOYLESTAD, R. L. Introdução à Análise de Circuitos. Rio de Janeiro: Prentice-Hall do Brasil. 1998.

FRENKEL, Josif. Princípios de Eletrodinâmica Clássica. São Paulo, 1º edição. Editora EDUSP, 1996, 416p.

GUSSOW . Milton. Eletricidade básica, Editora Bookman, Coleção Schaum, São Paulo, 2° Edição.2000

MEDEIROS FILHO, S. de Medição de Energia Elétrica. 4 ed. Rio de Janeiro: LTC. 1997.

TORRES, Gabriel. Fundamentos de Eletrônica. Rio de Janeiro, 1º edição. Editora Axcel Books, 2002, 240p.

[Link] Acesso em 2019


[Link] Acesso em 2019
[Link] Acesso em 2019
[Link] Acesso em 2019
[Link] Acesso em 2019
[Link] Acesso em 2019
[Link] Acesso em 2019 -
[Link] Acesso em 2019
[Link] Acesso em 2019
[Link] Acesso em 2019
[Link] Acesso em 2019
[Link] Acesso em 2019
[Link] Acesso em 2019
[Link] Acesso em 2019
[Link] Acesso em 2019 ..................
[Link]

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