Apostila de Eletricidade para Eletrotécnica
Apostila de Eletricidade para Eletrotécnica
TÉCNICO EM ELETROTÉCNICA
ELETRICIDADE
POLIMIG – Unidade III - Rua Gilberto Porto, 817 – Nova Gameleira. - Belo Horizonte – MG
2020
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Técnico em Eletrotécnica – Apostila de ELETRICIDADE
É importante ressaltar que esta apostila não se propõe a esgota esse assunto, haja
vista que a sociedade e os cidadãos estão em um processo contínuo de evolução,
bem como as regras que regulam as suas relações. Cabe então, aos profissionais que
almejam o aumento de seus conhecimentos, buscarem constantemente seu
aprimoramento pessoal e profissional, o assunto é vasto, assim como são inúmeras as
fontes de informações.
Bons estudos!
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SUMÁRIO
UNIDADE 4 – ATERRAMENTO
4.1 - PADRÃO DE CORES PARA CABOS ELÉTRICOS ..............................................................44
4.2 - ATERRAMENTO ................................................................................................................45
BIBLIOGRAFIA............................................................................................................................51 .
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1.1 - ELETRICIDADE
É uma forma de energia. É produzida através da geração de diferenças de potencial (d.d.p.) entre dois
pontos, que permitem estabelecer uma corrente elétrica entre ambos. Esta produção é feita através de
um gerador, que poderá ser alimentado por fontes de energia, sejam elas naturais ou artificiais.
1.1.2 - Histórico
O uso da eletricidade como conhecemos hoje — distribuída por companhias elétricas para uso
residencial é recente, tendo pouco mais de 100 anos.
Durante a Revolução Industrial, os geradores transformavam a energia mecânica das máquinas a vapor
em energia elétrica. Depois, ainda no séc. XIX, o uso da energia hidráulica foi popularizado com a
instalação da hidrelétrica nas cataratas do Niágara, na América do Norte. A partir do séc. XX, outras
fontes de energia elétrica foram descobertas, como a nuclear e a eólica, e a preocupação do
esgotamento energético começou a surgir no mundo.
As fontes de energia renováveis têm como principal característica a origem diretamente da natureza.
Por isso, elas podem ser aproveitadas sem que se esgotem ao longo do tempo, além de surgirem de
modo constante como novas tecnologias e formas de produção de energia elétrica utilizando recursos
naturais. Eles possibilitam a produção de energia elétrica sem prejudicar o meio ambiente e tampouco
se tornam esgotáveis.
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O professor sugere que você assista ao Vídeo 1 - Como funciona uma usina hidrelétrica,
,,,,,,,,,,,,,, e ccmo funciona a energia solar, disponíveis nos links
[Link] e [Link]
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de um corpo, este fica eletrizado. Se tivermos dois corpos com cargas elétricas diferentes ( + -) haverá
O número de oscilações (ou variações) que a tensão elétrica (ou corrente elétrica) faz por segundo é
denominado de Freqüência. A sua unidade é Hertz e o seu símbolo é Hz. Um Hertz corresponde a um
ciclo completo de variação da tensão elétrica durante um segundo. No caso da energia elétrica
fornecida pela CEMIG, a freqüência é de 60 Hz.
É através de fontes de corrente alternada que a energia chega às instalações residenciais, comerciais
industriais. Por outro lado, dentro das indústrias encontramos equipamentos que tanto funcionam com
corrente alternada como corrente contínua.
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A resistência elétrica libera temperatura, este calor liberado é chamado de Efeito Joule
Exemplos: ferro elétrico, chuveiro, forno elétrico, lâmpada.
Uma lâmpada ao ser percorrida pela corrente elétrica, ela acende e aquece. A luz e o calor produzido
nada mais são do que o resultado da potência elétrica que foi transformada em potência luminosa (luz)
e potência térmica (calor).
1. 3 - LEI DE OHM
Lei de Ohm é uma fórmula matemática usada para calcular as grandezas elétricas (tensão elétrica,
corrente elétrica e resistências elétrica), é possível calcular uma das grandezas usando duas das outras
grandezas. A importância de entender essa lei e compreender sua utilização são enormes e é base
para quase todos os outros estudos e aplicações da eletricidade.
A Segunda Lei de Ohm é uma expressão matemática que relaciona as propriedades físicas que
interferem na resistência elétrica de um corpo condutor e homogêneo.
A resistividade elétrica é uma propriedade que define o quanto um material opõe-se à passagem de
corrente elétrica, de forma que:
Quanto maior for a resistividade elétrica de um material, mais difícil será a passagem da corrente
elétrica, e quanto menor a resistividade, mais ele permitirá a passagem da corrente elétrica.
Fio condutor
Figura 12 – Resistividade
EXERCICIO RESOLVIDO
Um fio de cobre de resistividade 𝜌= 0,00017 Ω∙.mm tem comprimento 100 m e área de 4 mm2.
O professor sugere que você assista aos Vídeos 7 e 7a– 2ª Lei de ohm
disponíveis nos links [Link]
[Link] 10
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Outras unidades, muito utilizadas para expressar a Potência Elétrica de motores são:
A Energia Elétrica (E) é a Potência Elétrica (P) vezes o tempo de utilização (em horas, por exemplo) do
qual o fenômeno elétrico acontece (uma lâmpada acesa, por exemplo).
E = (V. I) . t ou E=P.t
E = Energia Elétrica
P = Potência Elétrica
V = Tensão Elétrica
I = Corrente Elétrica
t = Tempo (nesse caso, o tempo é adotado em horas (h)
A unidade de Energia Elétrica (E) é o Watt-hora e o seu símbolo é Wh
O professor sugere que você assista ao Vídeo 7 – Diferença entre Corrente Contínua e Corrente
Alternada, disponível no link
[Link]
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EXERCÍCIO RESOLVIDO 1
Um alarme antifurto para automóveis funciona com uma Tensão (V) de 12 V. sabendo-se [Link]
o alarme não é disparado sua Resistência (R) é de 400 Ω
Calcule o valor da Corrente elétrica que circula no alarme.
Lei de Ohm I = 12
Solução
.....300
V = 12
R = 400 I = 0,04 ampéres
I=?
EXERCÍCIO RESOLVIDO 2
Calcule o valor da Resistência de um chuveiro elétrico, que está ligado a uma tensão de 127 V ,,,,
ligada a um disjuntor com corrente de 20 A
R=V
Solução .......R
V = 127
R = 127
.......20
R I = 20
R 20
R = 6,35 Ω
R =?
R
EXERCÍCIO RESOLVIDO 3
Calcule a Tensão que deverá ser aplicada nos terminais de um condutor de uma lâmpada de LED ....
cuja resistência é igual a 22 Ω para que ele seja percorrido por uma corrente igual a 5.77 A.
Solução
V=? V=R.I
R = 22 V = 22 . 5,77
I = 5,77
V = 127 V
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EXERCÍCIO RESOLVIDO 4
Um chuveiro elétrico com uma potência de 4.400 Watts, ligado na tensão de 127 Volts, funcionando
durante 15 minutos.
Solução
a) Corrente Elétrica I = P
V
4.400 W = 34,6 A
127 V
b) Resistência Elétrica R = V
I
127 V = 3,7 Ω
34,6 A
c) Energia Elétrica E = P . t
60 minutos 1 hora
15 minutos x
x = 15 minutos = 0,25 h
60 minutos
E=P.t
E = 4.400 W . 0,25 h
EXERCÍCIO RESOLVIDO 5
Um ferro elétrico com uma potência de 5.000 Watts, alimentado por uma tensão de 220 Volts, ficou ligado
durante 9 minutos.
Determine a corrente, a resistência, a potência e a energia elétrica consumida pelo ferro elétrico.
Solução
Corrente I
I=P = 5000 = 23 A
V 220
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Resistência R
E = 750 Wh
EXERCÍCIO RESOLVIDO 6
P = R. I2
P = 12 . 202
P = 12 . 400
P = 4.800 W
O professor sugere que você assista ao Vídeo 8 – Resolução de Exercícios - Lei de Ohm
disponível no link [Link]
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2 .1 - RESISTOR
O resistor é um componente que tem a função de exercer uma determinada resistência à passagem da
corrente elétrica, utilizado para limitar a corrente elétrica e, conseqüentemente, reduzir ou dividir
tensões. Os resistores são componentes que formam a maioria dos circuitos eletrônicos.
Dentre as várias utilidades de um resistor, podemos citar a conversão da energia elétrica em energia
térmica (através da dissipação de calor), é a Lei de Joule e o controle da voltagem em qualquer parte
do circuito, pois oferece uma resistência à passagem da corrente elétrica, 'dificultando' a passagem
[Link]étricas.
Nenhuma + 20%
EXEMPLO 1
A terceira faixa nos dá o fator de multiplicação, ou quantos zeros devemos acrescentar ao valor já lido.
No caso temos:
Vermelho = Multiplica-se por 100 ou acrescenta dois zeros
Temos então 47 . 100 = 4700 ohms
A quarta faixa nos diz qual é a tolerância no valor do componente, quando ela existe. Se esta faixa não
existe, temos um resistor de 20%, ou seja, que pode ter até 20% de diferença entre o valor real da
resistência que ele apresenta e o valor que temos na marcação.
No nosso caso, a faixa dourada diz que se trata de um resistor com 5% de tolerância.
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EXEMPLO 2
1ª Faixa: Vermelho = 2
2ª Faixa: Violeta = 7
3ª Faixa Nº de zeros: Marrom = 1 = 0
Valor obtido: 2 7 0 = 270 Ω
4ª Faixa Tolerância: Dourado = ± 5% 5% de 270 = 13,5 Ω
De acordo com a tolerância. 270 -13,5 = 256,5 e 270 + 13,5 = 283,5
Como sabemos a resistência aumenta com o comprimento. Podemos ver que quando ligamos um
conjunto em série, estamos somando os comprimentos dos resistores.
Deduzimos, então, que a resistência equivalente (Re) do conjunto será a soma das resistências dos
resistores (R).
Req = R1 + R2 + R3 + Rn
Req = Resistência equivalente R = Resistência elétrica
EXERCÍCIO RESOLVIDO 1
Solução:
a) Resistência equivalente = R1 + R2 + R3
Req = 10 + 30 + 40 = 80 Ω
b) Corrente
I= V = 120 = 1,5 A
R 80
V3 = R3 . I = 40 . 1,5 = 60 V
Deve-se notar que a soma das tensões em cada resistência, é igual a tensão da fonte:
V1 + V2 + V3 = 15 V + 45 V + 60 V = 120 Volts
O professor sugere que você assista ao Vídeo 11 – Circuito em série, disponível no link
[Link]
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3 caminhos 2 caminhos
O inverso da Resistência Elétrica (R) equivalente, é igual a soma dos inversos das resistências de cada
carga.
Req = R1 . R2
................R1+ R2 Caso o circuito tenha apenas 2 resistências em Paralelo
Cargas não dependem umas das outras para o funcionamento do circuito elétrico;
Existe mais de 1 (um) caminho para a passagem da corrente elétrica;
·As tensões elétricas nas cargas são iguais a tensão da fonte de alimentação, isto é:
V Fonte = V1 = V2 = V3
A Corrente Elétrica ( I ) total absorvida pelas cargas é igual a soma das correntes de cada
carga: I Total = I1 + I2 + I3
O professor sugere que você assista ao Vídeo 12 – Circuito em paralelo, disponível no link
[Link] 20
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EXERCÍCIO RESOLVIDO 2
CALCULAR:
a) A resistência elétrica equivalente;
b) A corrente em cada resistência e a corrente elétrica total;
c) A tensão elétrica em cada resistência
Solução
1 = 1 + 1 + 1
a)
Req R1 R2 R3
1 = 2 +3+1 = 6 = 0,1
Req 60 60
1 = 0,1 1 = 0,1
Req Req
Req = 1 = 10 Ω
0,1
I=V e I Total = I1 + I2 + I3
R
I1 = V = 120 = 4 A
R1 30
I2 = V = 120 = 6 A
R2 20
I3 = V = 120 = 2 A
R3 60 I Total = I1 + I2 + I3 = 4 + 6 + 2 = 12 A
O professor sugere que você assista ao Vídeo 13 – Medição de resistores em série e em paralelo
EXERCÍCIO RESOLVIDO 3
1 =1 + 1 + 1 + 1
Req R1 R2 R3 R4
1 = 1 + 1 + 1 + 1
Req 20 20 20 20
MMC Matemática básica
1
Req = 1 +1+1+1 = 4
20 20
1 = 4 1 = 0,2 Req = 1 = 5Ω
Req 20 Req 0,2
O professor sugere que você assista ao Vídeo 14 – Associação de Circuitos em Série e Paralelo,
disponível no link [Link]
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EXERCÍCIO RESOLVIDO 4
R1= 25
No circuito misto representado pela figura ao .lado ΩΩ
R1 = 25 Ω , R2 = 100 Ω e R3 = 25 Ω
R2 = 100
CALCULAR A RESISTÊNCIA TOTAL EQUVALENTE
Solução
R3 = 25
Cálculo dos Resistores em paralelo
1 = 1 + 1 = 0.08
Req 25
Req = 1 = 12,5
,,,,,,,,,,,0.08 12,5 100
Cálculo dos Resistores em série
O professor sugere que você assista ao Vídeo 15 – Cálculo - Circuitos em Paralelo, disponível
no link [Link]
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EXERCÍCIO RESOLVIDO 5
a c e R1 = 5 Ω
R2 = 10 Ω
R5
R1 R3 R3 = 6 Ω
R6 R4 = 9 Ω
R2 R4 R5 = 8 Ω
R7
R6 = 5 Ω
b d f R7 = 2 Ω
Solução
Ramo ab = R1 + R2 = 5 + 10 = 15 Ω
Ramo cd = R3 + R4 = 6 + 9 = 15 Ω 15 Ω 15 Ω 15 Ω
Ramo ef = R5 + R6 = 8 + 5 + 2 = 15 Ω
1 = 1 + 1 + 1 = 3 = 1
Rt 15 15 5 Rt = 5 Ω
1 = 1
Rt 5 Circuito equivalente
Rt = 5 Ω
Na prática é muito bom saber medir corretamente as grandezas associadas a um circuito elétrico, já
que cada uma delas pode ter seu valor determinado através de uma leitura direta no correspondente
aparelho medidor.
2.5.1 - Amperímetro
O amperímetro é um aparelho destinado a registrar a intensidade da CORRENTE ELÉTRICA que percorre
um trecho de circuito.
Para fazer medições de intensidade de corrente elétrica., de acordo com o símbolo de medição
estampado na escala. Ele pode ser em ampère (A), miliampère (m A) , microampère (μA), e kiloampère
(KA).
O amperímetro seja instalado em série no trecho onde se deseja determinar a intensidade da corrente
elétrica.
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2.5.2 - VOLTÍMETRO
O Amperímetro deve ser instalado em SÉRIE e o Voltímetro deve ser instalado em PARALELO
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2.5.3 - MULTÍMETRO
Estas escalas correspondem às grandezas elétricas que o multímetro pode medir e que são:
- Resistência
- Tensões contínuas
- Tensões alternadas
- Correntes
Alguns tipos sofisticados podem medir outras grandezas como, por exemplo, fazer o teste de
continuidade, teste de transistores, medir capacitâncias, indutâncias, freqüências, etc.
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O professor sugere que você assista aos Vídeos 17 e 17a -Uso do Multímetro Digital
disponíveis nos links
[Link]
28
[Link]
Técnico em Eletrotécnica – Apostila de ELETRICIDADE
O professor sugere que você assista ao Vídeo 18 – Uso do Alicate Amperímetro Digital
disponível no link
[Link]
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Técnico em Eletrotécnica – Apostila de ELETRICIDADE
Para entendermos as Leis de Kirchhoff, inicialmente temos que definir o que é Nó, Malha e Ramo.
Para isto, observe o circuito da figura
Nó: é um ponto comum do circuito onde 3 ou mais condutores são ligados. (B, C, H, I )
Malha: é qualquer caminho fechado do circuito, ou seja, é qualquer caminho que volta ao
............ponto inicial. (A-B-F-H-G-E-A)
Ramo: é o caminho aberto entre dois nós. O Ramo se inicia em um Nó, termina em outro Nó e
............não contém nenhum Nó entre estes dois. (B-F-H)
No circuito cima:
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2.6.1 - Primeira Lei de Kirchhoff (Lei das Correntes) ou (Lei dos Nós)
Para o Nó B: I1 = I2 + I3
Figura 29– Primeira Lei de Kirchhoff
E ainda para o Nó I : I6 = I4 + I5
Nem sempre você sabe qual a direção da corrente que está entrando (ou saindo) de um Nó.
Por isso precisamos adotar uma convenção. A corrente que está entrando em um Nó, tem sinal
positivo.
A corrente que está saindo de um Nó tem sinal negativo. Assim, se seus cálculos indicarem que uma
corrente é negativa, ela está saindo do Nó.
Se der positivo ela está entrando no Nó. No exemplo da figura apresentada, se I1 = 2A e I2 = -1A
(saindo do Nó), então I3 = -1A (saindo do Nó).
Esta definição da Lei de Kirchhoff, enunciada acima, pode ser colocada de uma forma matemática
mais completa que é a seguinte:
2.6.2 -.Segunda Lei de Kirchhoff (Lei das Tensões) ou (Lei das Malhas)
V4 = V1 + V2 + V3
O professor sugere que você assista aos Vídeos 19 e 19a – 1ª Lei de Kirchhoff, disponíveis nos link
[Link]
[Link]
A ponte de Wheatstone pode ser usada para medir uma resistência desconhecida (Rx)
Rx = R1
R3 R2 Equilíbrio da ponte
Rx = R1 . R3
,,,,,,,,, ,R2
V
Galvanômetro
EXERCICIO RESOLVIDO 1
O técnico em eletrotécnica precisa medir o valor de uma resistência desconhecida através de uma
ponte de Wheatstone em equilíbrio.
DETERMINE O VALOR DA RESISTÊNCIA DESCONHECIDA (RX)
Sendo R1 = 12 Ω R2 = 15 Ω R3 = 8 Ω Rx R1
Solução
Rx = R1
R3 R2 Rx = R1 . R3
,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,, R2 R3
Rx = 12 . 8 = 96 R2
, 15 15
Rx = 6,4 Ω
O professor sugere que você assista aos Vídeos 20 e 20ª – Ponte de Wheatstone
.... disponíveis nos links [Link] ,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,
................................. [Link]
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Técnico em Eletrotécnica – Apostila de ELETRICIDADE
Nos geradores monofásicos de corrente alternada, um dos terminais deste Gerador é chamado de
Neutro (N) e o outro de Fase (F).
Um circuito monofásico é aquele que tem uma Fase e um Neutro (F e N). A tensão elétrica (U) do
circuito é igual à tensão entre Fase e Neutro (UFN). A forma de onda da
Tensão Elétrica, é uma senoide.
Um gerador com três bobinas (enrolamentos), ligado conforme a figura abaixo, é um “Gerador
Trifásico”. Nesta situação, o Gerador Trifásico está com as suas três bobinas ligadas em Estrela (Y ). Este
gerador tem um ponto comum nesta ligação, chamado de ponto neutro.
Neste circuito trifásico com a ligação em Estrela, as relações entre as tensões elétricas, a tensão entre
Fase e o Neutro (UFN) e a tensão entre Fases (UFF), são:
Podem-se ter os circuitos trifásicos a três fios – 3 Fases (F1, F2 e F3) e a quatro fios – 3 Fases e 1 Neutro
(F1, F2 e F3 e N). Essas Fases também podem ser representadas pelas letras: R, S, T ou A, B, C.
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Técnico em Eletrotécnica – Apostila de ELETRICIDADE
Em um condutor elétrico energizado em Corrente Alternada (CA), passa uma determinada quantidade
de energia, sendo um percentual.
Ativo e outro Reativo. Quanto maior for o percentual de Potência Ativa (kW) que passar, será melhor e
mais econômico.
A Potência Reativa (kVAr) é necessária para produzir o fluxo magnetizante para o funcionamento dos
aparelhos (motores, transformadores, etc.), pode ser obtida junto a esses equipamentos, com a
instalação de Capacitores.
As ondas de Corrente e de Tensão podem estar defasadas uma da outra em um circuito elétrico:
quando a Corrente está em uma determinada posição, a Tensão pode estar em outra posição, e vice-
versa.
Quando a Tensão está em fase com a Corrente, a carga é denominada de RESISTIVA. O circuito
elétrico é Resistivo.
XL
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Técnico em Eletrotécnica – Apostila de ELETRICIDADE
X = XL - XC
XL > XC (o circuito é Indutivo)
XC > XL (o circuito é Capacitivo)
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Técnico em Eletrotécnica – Apostila de ELETRICIDADE
Uma carga ligada a um circuito de Corrente Alternada (CA) é quase sempre constituída de Resistência
e Reatância ou seja, tem-se normalmente uma Impedância (Z).
A expresso da Potência P = U x I em geral, não é válida para todos os circuitos de corrente alternada,
devendo ser acrescida à expressão um outro fator.
Como já foi mostrado anteriormente, a Potência (P) pode ser dada por:
P = R . I2 em W (Watts)
Se for substituído na expressão acima, a Resistência (R) pela Reatância total (X), tem-se:
P = X. I2 = VA (Volt Ampère)
P = Z . I2 = VA (Volt Ampère)
W = R . I2 VAr = X . I2 VA = Z . I2
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Técnico em Eletrotécnica – Apostila de ELETRICIDADE
Onde:
A Potência Ativa (kW) é a que efetivamente produz trabalho. A Potência Reativa (kVAr) é utilizada para
produzir o fluxo magnético necessário ao funcionamento dos motores, transformadores, etc.
Potência Ativa (kW) Produz trabalho
Potência Reativa (kVAr) Produz o fluxo magnético
O Fator de Potência (FP) é definido como o quociente entre a Potência Ativa (kW) e a Potência
Aparente (kVA). O Fator de Potência (FP) também é igual ao cosseno do ângulo Ø do ―Triângulo das
Potências‖
FP = cos Ø ou FP = kW ou FP = P,,,,,,,,,,,,,
,,,,,,,,,,,,,, kVA V. I
OBS:
O valor do cosseno (cos) pode ser obtido com auxílio de uma calculadora científica.
FÓRMULAS
P = V . I . cos Ø
Fator de Potência
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Técnico em Eletrotécnica – Apostila de ELETRICIDADE
Para que se tenha uma idéia de como são essas duas formas de energia, será dado um exemplo de
uma forma bastante simplificada, fazendo uma comparação do Fator de Potência com um copo cheio
de cerveja.
Num copo cheio de cerveja, tem-se uma parte ocupada pelo líquido e outra ocupada pela espuma.
Para aumentar a quantidade de líquido nesse copo, tem-se que diminuir a espuma. Assim, de maneira
semelhante ao copo com cerveja, a Potência Elétrica solicitada, por exemplo, por um motor elétrico, é
composta de Potência Ativa (kW) que ―corresponde‖ ao líquido e Potência Reativa (kVAr) que
―corresponde‖ à espuma.
[Link]
A soma vetorial (em ângulo de 90º), das Potências Ativa e Reativa é denominada de Potência
Aparente (kVA) que ―corresponde‖ ao volume do copo (o líquido mais a espuma).
Assim como o volume do copo é limitado, também a capacidade em kVA de um circuito elétrico
(fiação, transformadores, etc.) é limitada.
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Técnico em Eletrotécnica – Apostila de ELETRICIDADE
EXERCICIO RESOLVIDO 1
Solução
Cálculo do Fator de Potência
FP = cos Ø FP = cos 30º FP = 0,866 ou FP = 86,6%
EXERCICIO RESOLVIDO 2
Um motor elétrico com a especificação 240 V, 8 A, consome 1.536 W com carga máxima.
Qual o seu Fator de potência?
Solução
FP = P 1.536 FP = 0,8 ou FP = 80 %
,,,,,,,, V. I 240 . 8
O professor sugere que você assista ao Vídeo 22 – Fator de Potencia, disponível no link
[Link]
3.4.2 - Freqüência ( f )
É o número de ciclos completos contidos na unidade de tempo. Como cada ciclo se realiza no
intervalo de tempo T (período), podemos dizer que a freqüência é o número de períodos necessários
para preencher a unidade de tempo. A 'unidade de tempo' no Sistema Internacional de Unidades é o
segundo (s) e a 'unidade de freqüência', nesse sistema, é o hertz (Hz):
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Técnico em Eletrotécnica – Apostila de ELETRICIDADE
T =1 S f= 1 Hz
,,,,,,, f T
Os gráficos a abaixo, que mostram diversas formas de onda, todas provenientes de sinais alternados
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Técnico em Eletrotécnica – Apostila de ELETRICIDADE
Pico
Pico Pico a
Pico
Pico
Período
..
.
Este processo visual produz a forma de onda que circula em determinado condutor, criando uma
amplitude B num determinado tempo A, as escalas do equipamento e as ponteiras de medição,
permitem adequar o instrumento de medição à freqüência e amplitude de tensão de modo a que se
visualize a forma de onda em toda a sua amplitude
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Técnico em Eletrotécnica – Apostila de ELETRICIDADE
UNIDADE 4 - ATERRAMENTO
Para garantir a segurança das instalações elétricas e das pessoas que trabalham diretamente com a
manutenção e instalação do sistema de fios e cabos, o sistema de condutores é identificado por um
padrão de cores que aponta a função de cada condutor. O padrão de cores adotadas para
condutores elétricos pode ser diferente de acordo com o país ou região.
No Brasil, a norma NBR 5410 determina que as cores que devem ser utilizadas para identificar os cabos e
fios são: Azul claro: para condutores neutros com isolação; Verde ou verde com amarelo: para
condutores de proteção, popularmente conhecidos como ―fio terra‖; Vermelho, preto ou marrom:
indicado para condutores fase.
O fio fase e o neutro são os fios que levam a energia para a alimentação dos aparelhos, e por norma
a cor do fio neutro é obrigatoriamente azul, o fio fase pode ser vermelho, branco ou marrom
O professor sugere que você assista ao Vídeo 23 – Padrão de ores para cabos elétricos
disponível no link
[Link]
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Técnico em Eletrotécnica – Apostila de ELETRICIDADE
4.2 - ATERRAMENTO
A palavra aterramento refere-se a terra propriamente dita, o aterramento é feito utilizando um fio, uma
barra de cobre, um barra de ferro que é enterrado no solo, cuja finalidade é deixar passar a corrente
elétrica para o solo.
O Aterramento é a:
Quando se diz que algum aparelho está aterrado eletricamente, significa que um dos fios de seu cabo
de ligação está propositalmente ligado à terra, o fio que faz essa ligação é o que é chamado de
" fio terra".
Todo equipamento elétrico deve, por razões de segurança, ter o seu corpo (parte metálica) aterrado.
Também os componentes metálicos das instalações elétricas, tais como, os Quadros de Distribuição de
Circuitos – QDC, os eletro dutos metálicos, caixas de derivação, etc., devem ser corretamente aterradas
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Técnico em Eletrotécnica – Apostila de ELETRICIDADE
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Técnico em Eletrotécnica – Apostila de ELETRICIDADE
A conexão de equipamentos elétricos ao sistema de aterramento deve permitir que caso ocorra uma
falha na isolação dos equipamentos a Corrente de Falta passa através do condutor de aterramento ao
invés de percorrer o corpo de uma pessoa que eventualmente esteja tocando no equipamento
Sem aterramento a carcaça de equipamentos elétricos que possuem sua isolação danificada assume
um potencial elétrico em relação a terra.
O aterramento oferece um caminho mais fácil a passagem da corrente elétrica, protegendo as pessoas
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A falta de aterramento obriga a corrente circular pelo corpo humano, podendo causar
acidentes fatais.
O sistema de aterramento deve oferecer um percurso de baixa impedância de retorno para a terra da
Corrente de Falta permitindo que tenha a operação automática rápida e segura do sistema de
proteção.
Impedância (Z) é uma grandeza elétrica medida em ohms que é a relação entre a tensão e a corrente
elétrica.
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Neste caso, como parte viva, também é considerado o condutor neutro e excluído o condutor de
proteção PE. O termo condutor vivo ou condutor carregado é freqüentemente utilizado para designar
os condutores fase e neutro.
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É qualquer elemento não pertencente à instalação, mas pode nela introduzir um potencial, geralmente
o terra.
Consiste na ligação à terra das massas e dos elementos condutores estranhos à instalação, visando à
proteção contra danos que possam ocorrer a pessoas e animais e/ou a um sistema ou equipamento
elétrico.
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BIBLIOGRAFIA
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