(CARIMBO APROVAÇÃO)
0A EMISSÃO INICIAL 20/10/2021 ROA KCL PC
REV DESCRIÇÃO DATA ELAB. VERIF. APROV.
ELABORADO VERIFICADO APROVADO
ROA KCL PC
RESPONSÁVEL TÉCNICO CREA DATA
20/10/2021
LINHA DE TRANSMISSÃO CD 230kV LECHUGA – TARUMÃ, C1 E C2
LEILÃO ANEEL 001 / 2020 – LOTE 11 – PROJETO EXECUTIVO
LINHA DE TRANSMISSÃO CD 230kV LECHUGA – TARUMÃ, C1 E C2
ESPECIFICAÇÃO TÉCNICA
MEDIÇÕES DE RESISTIVIDADE TERMICA DO SOLO
VALIDAÇÃO DE JAZIDA PARA USO DE BACKFILL
ESCALA REVISÃO FOLHA
- 0A 01 /
INDICE
1. OBJETIVO 3
2. BACKFILL 3
3. CONDIÇÕES GERAIS 3
3.1. TESTES DE HOMOLOGAÇÃO DO BACKFILL (MISTURA) 3
3.2. DESCRIÇÃO DA METODOLOGIA DO BACKFILL 5
3.3. DESCRIÇÃO DA METODOLOGIA DA LEITURA DE RESISTIVIDADE TERMICA DO SOLO 5
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1. OBJETIVO
Fazer a validação do material proveniente da jazida que será utilizada para fornecimento do
material de recobrimento de circuitos de cabos de potência diretamente enterrados (backfill) em
condições de testes com simulações semelhantes a da execução da obra.
2. BACKFILL
O backfill é o nome dado a uma mistura artificial geralmente composta por pedrisco e pó de pedra
umedecidos, ambos obtidos na pedreira.
Para o projeto em questão, a composição do backfill terá as seguintes características:
Nomenclatura Dimensão dos grãos Porcentagem da mistura
Pó de pedra 0 a 4,8 mm 40%
Brita 0 4,8 a 10 mm 60%
Tabela1 – dimensão dos grãos do backfill
3. CONDIÇÕES GERAIS
Durante a aplicação e compactação da mistura do backfill deverá ser mantida uma umidade entre
9% e 11%.
Estima-se entre 50 e 60% o acréscimo de material necessário para atingir o nível de compactação
esperado de projeto.
3.1. TESTES DE HOMOLOGAÇÃO DO BACKFILL (MISTURA)
Depois de feito a mistura dos materiais (brita 60% e pó de brita 40%), deverá ser realizado um teste
de granulometria, densidade aparente do material seco e verificação da umidade ótima para que
atenda as recomendações descritas anteriormente. O teste deverá ser realizado em no mínimo 3
amostras, podendo ser feitos em mais de acordo com as necessidades in loco. O material deverá
seguir as seguintes características:
Ensaio Condições de aprovação
Granulometria Grãos dentro das regiões limite conforme figura 1 e tabela 1
Compactação Densidade aparente a seco ≥ 2,0 g/cm³
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Tabela 2 – tipos de ensaios do backfill
Tabela 3 - % de material passante
Figura 1 – limites granulométricos da mistura do backfill
A compactação é feita em Proctor apropriado, conforme as instruções contidas na norma ABNT NBR
7182.A compactação deve ser realizada com amostras compostas por diferentes graus de umidade,
de forma a se determinar a densidade e a umidade ótima do material. Na densidade e umidade
ótima, o material atinge seu valor máximo de densidade. Neste ponto, verifica-se através de
secamento da amostra, se o valor da densidade aparente a seco encontra-se igual ou superior a 2
g/cm³.
A compactação do material deve garantir o valor mínimo de densidade a seco, especificado
anteriormente. Devera ser levantada a curva da densidade a seco em função da umidade, a partir
das compactações.
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3.2. DESCRIÇÃO DA METODOLOGIA DO BACKFILL NA VALA TESTE
Deverá ser feito no local da jazida, uma vala de 1,80 metros de profundidade por 1 metro de
largura e 3 metros de comprimento com o objetivo de simular as mais fieis condições de execução
do projeto.
O volume da vala estimado é 5,4 m³, para que possa se atingir o nível de compactação necessário,
a ideia é que o volume da mistura de backfill atinja ente 50% a 60% a mais do volume de vala, ou
seja devera ser previsto para preenchimento da vala teste de 8,10 m³.
O lançamento do material para dentro da vala deverá ser feito em volumes que permitam a
visualização de eventuais pedras ou outros fragmentos indesejáveis. Normalmente a utilização de
carrinhos de mão assegura uma boa visualização dessas condições. Não é recomendável o
lançamento do material diretamente das pás de máquinas carregadeiras.
Depois de feito a vala, a compactação será feira por camadas de 10 cm, nas primeiras camadas
deverá ser feito o ensaio de compactação assim como na última.
A compactação é feita em Proctor apropriado, conforme as instruções contidas na norma ABNT NBR
7182.A compactação deve ser realizada com amostras compostas por diferentes graus de umidade,
de forma a se determinar a densidade e a umidade ótima do material. Na densidade e umidade
ótima, o material atinge seu valor máximo de densidade. Neste ponto, verifica-se através de
secamento da amostra, se o valor da densidade aparente a seco encontra-se igual ou superior a 2
g/cm³.
A compactação do material deve garantir o valor mínimo de densidade a seco, especificado
anteriormente. Deverá ser levantada a curva da densidade a seco em função da umidade, a partir
das compactações.
A umidade absoluta ideal do material deverá ser verificada a partir da curva de densidade a seco
em função da umidade, levantada após o ensaio de compactação.
3.3. DESCRIÇÃO DA METODOLOGIA DA LEITURA DE RESISTIVIDADE TERMICA DO SOLO
A leitura de medição de resistividade térmica do solo, será feito simultaneamente com a
compactação do material do backfill na vala teste. Deverão ser feitos por sessão, ao menos 4
leituras de resistividade térmica do solo, sendo 3 na altura de assentamento do tubo PEAD e a
ultima depois de compactado a altura final do backfill, conforme pode ser visto na figura abaixo.
Ao longo da vala serão feitas mais leituras as quais serão definidas em campo, pelo menos mais 2
conjuntos de 4. A princípio serão feitos no mínimo 12 leituras.
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Figura 2 – Sessão da vala com indicativos de leituras de resistividade térmica
Os ensaios serão realizados com o uso de sonda para medição de resistividade térmica, seguindo as
recomendações da IEEE Std 442-2017, e calibrada conforme descrito em ASTM D5334-08.
Todos os ensaios deverão ser apresentados conforme tabela exemplo abaixo:
Tabela 4 – MODELO de apresentação dos resultados
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Além das tabelas que deverão ser apresentadas, precisara também ser feitos dois gráficos por
leitura, sendo uma curva de variação de temperatura com o tempo e retas com melhor
ajustamento. Seguem os exemplos abaixo:
Figura 3 – Modelo de curva de variação de temperatura x tempo
Figura 4 – Modelo de retas com melhor ajustamento
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