Estetica e Discurso Visual
Estetica e Discurso Visual
1 INTRODUÇÃO ................................................................................... 3
3 CONCEITO DE ESTÉTICA................................................................ 9
Prezado aluno!
Bons estudos!
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2 ESTÉTICA E DISCURSO VISUAL
Fonte: [Link]
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Embora a estética esteja tradicionalmente relacionada à avaliação crítica
da arte e da beleza, o uso do recurso da atração estética é aplicado em muitas
áreas da vida humana. Como as qualidades estéticas são experimentadas
pelos sentidos, um ambiente agradável pode ser manipulado para influenciar
as pessoas em um nível inconsciente.
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e conosco mesmos, os contágios entre arte e vida, os modos de interpretação
do mundo em que vivemos.
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discursos, “como em aquários falsamente transparentes” (idem, p. 25), que
ignoramos quais são esses aquários ou mesmo que eles existam.
Em Foucault a linguagem torna-se um conceito filosófico importante na
medida em que, a partir do pensamento moderno, passa a considerá-la como
elemento estruturador da relação do homem com o real, radicaliza o
estruturalismo ao historicizar a ilusão contida na ideia de que o homem é o sujeito
de sua própria história, o autor se desloca das epistemes para as práticas
discursivas.
Deste modo considerando as palavras de Lecourt, discorremos sobre tal
conceito.
Essas relações que ligam a fala, o discurso com o que referimos a algo,
objeto ou material, contextual e cotidiano. Analisando os próprios discursos,
nota-se o desfazer dos laços fortemente ligados entre as palavras e as coisas, o
que implica esse desfeixe é o confronto entre a realidade e a língua como
práticas que formam o objeto de quem fala, de modo que relaciona a pronuncia
com o objeto, significação e aos valores de verdade destacando um conjunto de
regras próprias da prática e das formas de organização. Nascemos em um
mundo que já é de linguagem e que os discursos já estão em prática na
sociedade, e nós tornamos sujeitos derivados desses discursos, e que em casos
pessoais entender uma linguagem implica entender uma nova maneira o próprio
conhecimento.
A análise das formações discursivas e de seu sistema de positividade em
relação ao elemento do saber concerne somente a certas determinações dos
acontecimentos discursivos. Segundo Foucault (1969, p.135, apud. AZEVEDO,
2016, p. 155) “Um enunciado pertence a uma formação discursiva, como uma
frase pertence a um texto, e uma proposição a um conjunto dedutivo”. Pode-se
então agora, dar sentido a definição do “discurso”.
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Por outro lado, se a imagem compõe uma forma de linguagem, a visual,
pressupõe-se que ela pode ser lida, interpretada e que, portanto, produz sentido,
significa que a imagem se insere em um sistema linguístico e que pode ser
percebida a partir de uma relação simbólica, da mesma maneira como ocorre
com o texto escrito.
Neste caso, não há erro em propor a análise de discurso de imagens,
sejam elas estáticas ou em movimento, da mesma maneira que o conteúdo
transmitido exclusivamente por áudio.
Trata-se de uma proposta de estudo que liga o pesquisador ao receptor
da mensagem a partir da qual se estabelece uma relação monológica, onde o
pesquisador imagina o que o receptor compreende sobre o discurso. Mas ainda
que o canal não seja historicamente o objeto de estudo para a análise de
discurso ou não constitua um fator complementar a ser analisado quando o
assunto é o discurso jornalístico, deve-se considerar que o estudo precisa ser
elaborado a partir de determinados contextos, nos quais o sentido discursivo está
constituído.
Mesmo a imagem televisionado não é a própria realidade, mas o resultado
da captura de imagens de alguns poucos momentos, pequenos fragmentos de
um acontecimento que serão compilados ou editados, de modo que possam ser
reproduzidos e assistidos por indivíduos como se fossem o espelho da própria
realidade. “Quando o texto deixa entrever seu autor, ele é considerado ‘subjetivo’
e passa a ser considerado menos digno de credibilidade, até mesmo falso”.
(MAINGUENEAU, 2001, p.54, apud. CARVALHO, 2013, p. 10).
Mas esta construção se dá a partir de um ponto em comum entre quem
constrói a notícia e quem recebe a mensagem.
Ela precisa fazer sentido, deve ser capaz de ativar a cognição dos
indivíduos de modo que estes possam relacionar aquilo que leem, assistem ou
ouvem ao próprio fato.
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3 CONCEITO DE ESTÉTICA
Fonte: [Link]
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–, mas sim de pensar a comunicação como uma abertura da estética dentro das
possibilidades proposicionais de estabelecimento de vínculos interacionais,
entendidos aqui a partir do delineamento que vem sendo proposto nos últimos
anos por Marcondes Filho (2010, 2012), Braga (2010, 2011) e Ferrara (2013,
2014).
A Estética é um pensamento que ganha vida através da absorção feita
pelo indivíduo. Ela dialoga com a nossa realidade, está entrelaçada com o nosso
cotidiano, por isso é difícil resumi-la em uma única disciplina.
Pensar em uma estética a partir da comunicação demanda identificar,
ainda que brevemente, a operacionalização proposta na intersecção dos
componentes dessa expressão, explicando a primeira pela última no reforço da
partícula “da”, o que implica uma relação estética como pertinente ou
pertencente ao fenômeno próprio da comunicação.
O enfoque da semiótica social da comunicação visual está na descrição
dos recursos semióticos, o que pode ser dito e feito com as imagens (e outros
modos de comunicação) e como o que as pessoas dizem e fazem com as
imagens pode ser interpretado. (JEWITT e OYAMA, 2001, p. 134, apud.
GOMES, 2015, p. 2)
Ao trabalhar a estética como uma parte do fenômeno comunicacional,
Caune (1997) evidencia o aspecto relacional indissociável da comunicação,
diminuindo com isso tanto uma perspectiva de “efeitos” da mídia tanto quanto de
uma “teoria do meio” ou do “significado”, que deixasse de lado esse aspecto da
comunicação enquanto uma relação criativa entre dois elementos distintos
ligados pela afecção mútua de sensibilidades presentes no ato de comunicação.
A proposta de uma estética que possa estabelecer elos com o público
além do vínculo propriamente estético é amplamente discutida por diversos
autores, como Forest (2006), Costa (1999) e Bourriaud (2001). Apesar dos
posicionamentos diversos, cuja discussão pormenorizada escapa a este texto, é
possível perceber a discussão acerca das qualidades da obra de arte no
estabelecimento de relações de “comunicação” com um público como um ponto
comum para a origem de suas respectivas propostas. Tangencia-se nesse
sentido a questão aberta pelas possibilidades das mídias, sobretudo as
eletrônicas, e das linguagens e códigos que as envolvem. A Estética, neste caso,
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é vista como um fenômeno que ocorre sobretudo no campo da arte e, em
particular, na relação entre a obra e quem a usufrui.
Podemos afirmar que, no mundo contemporâneo, a maioria dos meios de
comunicação costuma-se valer da combinação de texto e imagem para persuadir
e até mesmo convencer o público em geral, sobretudo, no que concerne às
propagandas cotidianas, destinadas ao incentivo direcionado para a aquisição
de bens de consumo. Mas resulta que, em situações específicas, deparamo-nos
com a força crescente da mídia quanto a ações de consolidar formas de
representação e ideologias, de modo a imprimir um caráter de veracidade, ou
mesmo de validade (seja de fatos, notícias ou de propagandas de produtos entre
outros), ao mesmo tempo em que costuma instaurar uma ordem simbólica,
mediante “ações retóricas tipificadas” na produção de sentidos (Silva e Ramalho,
2008).
A estética do cotidiano subentende, além dos objetos ou atividades
presentes na vida comum, considerados como possuindo valor estético por
aquela cultura, também e principalmente, a subjetividade dos sujeitos que a
compõem e cuja estética se organiza a partir de múltiplas facetas do seu
processo de vida e de transformação.
Gell defende que
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estética", esclarecendo que não se trata de designações de quantidade ou
extensão, mas "se referem à natureza e à ordem de existencialização". Assim,
para o autor, a macro estética refere-se a "uma Estética com 'E' maiúsculo que
nasce no século XVIII, como campo epistemológico independente, como
disciplina". Já a micro estética "se refere ao modo como cada indivíduo se
organiza enquanto subjetividade ... é a ordem da processualidade, dos campos
interativos de forças vivas da exterioridade atravessando um sujeito-em-prática".
Estabelecendo mais claramente a distinção entre a macro e a micro estética, diz
o autor: "Assim, a primeira é produto de uma subjetividade que quer se instituir
como modelo homogeneizante, [por exemplo, nos conceitos de belo, de
criatividade] enquanto que a segunda é processo de produção de
subjetividades".
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Ellen Dissanayake (1991), antropóloga americana estudiosa da arte como
comportamento humano, chama de "fazer especial" esse fazer estético
carregado de sentido, que Villela denomina de “micro estética”. Dissanayake
(1991:91) diz que a noção de arte como um comportamento reside no
reconhecimento de uma tendência comportamental fundamental do ser humano,
que antecede a arte em toda a sua diversidade, presente nos mais remotos
inícios da humanidade até os dias atuais. Esta tendência tanto pode gerar
artefatos e atividades de pessoas sem uma expressa motivação estética, como
pode gerar as mais altas criações autoconscientes da arte contemporânea. A
autora chama essa tendência making special, que traduzi como “tornando ou
fazendo especial”. No dizer da autora (1991:92), essa tendência de “tornar ou
fazer especial” é tão distinta e universal no ser humano quanto a fala ou a
habilidade para produzir e utilizar ferramentas ou equipamentos.
O “fazer especial” requer intenção ou deliberação. Ao dar forma ou
expressão artística a uma ideia, ao embelezar um objeto, ao reconhecer uma
ideia ou objeto como artístico, confere-se ou reconhece-se uma “especialidade”
que coloca o objeto ou a atitude em uma esfera diferente daquela dos objetos
comuns. Muitas vezes, na arte do passado, essa esfera especial poderia ser
considerada mágica ou sobrenatural, e não puramente estética, como a esfera
do “fazer especial” de hoje na arte ocidental.
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A percepção sensível é o modo como absorvermos o mundo ao nosso
redor por meio dos sentidos e do pensar. Ao ativarmos nossa percepção do
mundo podemos externalizá-la, considerando a expressão de cada indivíduo
uma possibilidade de visualidade, através da sua expressão poética. A
experiência estética é uma possibilidade de entendimento do mundo permeada
pela percepção própria de cada sujeito.
Há espaço para considerarmos muitas destas questões à medida que
surgem em outros contextos culturais. Esta definição não se baseia em
considerações sobre a beleza ou a verdade isoladamente. Embora este tenha
sido o foco inicial da palavra quando Platão começou a explorar estas ideias na
Grécia do século III a.C, autores contemporâneos ampliaram o uso das
discussões estéticas. Considerações acerca da ‘beleza’ não tem sido o único
projeto da investigação estética já há algum tempo, embora este conceito
sozinho tenha um representativo número volumes dedicados à sua elucidação.
Despojada das especificidades evocadas pelo termo, estética veio a ser
compreendida como associada a respostas sensoriais a fenômenos, quase
sempre circunscritos nas proximidades de objetos e/ou performances, muitas
vezes classificadas sob o rótulo de "arte".
Como tal, não há razão para suprimir comportamentos, respostas e
julgamentos de outras pessoas das discussões circunscritas em seus próprios
sentimentos estéticos porque o discurso estético não é mais apenas relativo a
noções ocidentais de beleza e de verdade.
Dessa maneira, a perspectiva estética no estudo da comunicação se
volta, para a compreensão do fenômeno comunicacional em sua condição de
uma contínua reconstrução do mundo ao redor. Trabalhando um breve resgate
dos sentidos da palavra “aisthesis”, bem como de “communis”, buscou-se uma
aproximação entre os dois que levasse em conta, de um lado, a dimensão
relacional da “aisthesis” a partir da qual se ressaltou a condição vinculadora de
seus elementos, vínculo esse responsável, em alguma instância, pela
possibilidade do estabelecimento de laços – a construção do “comum” como
parte do senso de “comunidade”, espaço da Comunicação.
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4 ESTUDOS DA IMAGEM
Fonte: [Link]
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já nos anos 1980, de termos como alfabetização visual e gramática visual,
ressaltados por autores como Dondis (2003) e Barbosa (1988; 1991) entre
outros.
Para as autoras Boccato e Fujita (2006), a indexação de imagens pode
ser baseada em dois conceitos: um baseado no conteúdo que considera a cor,
forma e textura; outro baseado nos conceitos nas quais as imagens são
identificadas e descritas em termos que elas representam o que possibilitaria um
alto nível de análise.
A imagem não constitui somente de um tipo de representação icônica que
utiliza elementos culturais e históricos como meio de expressão e de
comunicação, mas seria caracterizada como um tipo documental específico, a
imagem publicitária, por exemplo, constitui de um mecanismo de comunicação
de massa com maior capacidade para intervir nos sistemas de pensamento da
sociedade e da cultura contemporânea. Além de que estas imagens constituem
de um grande espaço visual onde é possível observar significações relevantes à
natureza cultural, ideológica, estética, social, econômica e política. Em particular,
as imagens publicitárias constituem um interessante âmbito de estudo pela
riqueza significativa e sua intencionalidade proativa, possui uma capacidade de
vender um produto, serviço ou ideia uma vez que se utiliza de diferentes recursos
estéticos para sugerir emoções e sentimentos que estimulam o consumo.
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invenção da imprensa, sendo caracterizada por metade do século com
impressões de xilogravura em blocos de madeira.
Neste contexto, houve a principal transformação do sistema gráfico
utilizado para a transmissão do conhecimento, pois com os processos
tipográficos, tornou-se possível a reprodução em grande escala da mesma
imagem. Além dos seus aspectos decorativos, as imagens dos livros se
caracterizam por estarem ligadas a um conteúdo do documento.
A inquietação com as imagens se agrava frente à facilidade da sua
produção e do seu trânsito proporcionada pela tecnologia atualmente disponível,
a cada dia mais sofisticada e sedutora. Todos nós, se não somos prioritariamente
criadores de imagens, não deixamos de cria-las, cedo ou tarde, esporádica ou
constantemente. Dentro das imagens temos as ilustrações, mais
especificamente as ilustrações que acompanham um texto antigo. Assim como
documentos escritos, as imagens entram no acervo, passando também por um
processo de análise e indexação, que segundo os autores Pinto, Meunier e Neto
(2008), o processo de indexação, sejam de documentos visuais ou textuais,
relaciona-se com processos cognitivos por atribuir conceitos que melhor
representem o conteúdo do documento visando sua recuperação. Para que esta
atividade seja empenhada com sucesso, é preciso seguir uma estrutura lógica
de leitura no qual o documento é analisado por partes para que sejam
identificados elementos que traduzam o assunto neles tratados.
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representação. Através de uma obra, principalmente um retrato, é possível
identificar elementos simbólicos que definem uma época e exalta valores de uma
sociedade e cultura específica.
A imagem é vista como documento na ciência da informação, assim como
um texto, representa um contexto histórico utilizando signos icônicos para
transmitir e comunicar uma informação verbal através do cenário, expressão
corporal dos personagens e objetos presentes. A capacidade de mostrar
exatamente o que se está pensando através de uma imagem ou vídeo durante
uma conversa já é um enorme passo para a comunicação em comparação à
maneira tradicional como trocamos ideias, mas imagens e símbolos nos
permitem não apenas transmitir informações objetivas, elas também nos
permitem expressar sentimentos de maneira que anteriormente só era possível
em um encontro pessoal.
A imagem é um documento indexável, e para tanto observa os aspectos
mais importantes do documento com o intuito de criar descritores que
representam seu conteúdo. Neste caso, é necessário fazer uso da história da
arte em que são identificados signos icônicos num primeiro momento, analisando
o cenário e os objetos que o compõem para, em seguida, atribuir significantes
culturais e estabelecer um contexto e ideologia, que pode ser representado por
meio de palavras-chave, podendo, desta forma, recuperar essa informação
visual.
Não é possível determinar, com exatidão, o grau de relevância das
imagens que resistiram até os dias de hoje para os grupos que as produziram,
contudo, a sua importância é inegável frente ao notável investimento dispensado
em suas produções, o que se deu meio a todas as civilizações espalhadas pelo
planeta. Mesmo nos períodos quando a iconoclastia predominou, imagens
visuais continuaram sendo produzidas, criações que respeitando a proibição da
representação concreta, não deixaram de criar efeitos estéticos nas sofisticadas
e até suntuosas elaborações na abstração canônica.
Barthes (1977) conclui que no sistema total da imagem, temos duas
funções: um lado de condensação paradigmática no nível conotativo (símbolos);
por outro lado, temos o fluxo sintagmático, no nível da denotação, como sendo
próximo da fala, sendo um “discurso icônico” o que “naturaliza” os símbolos. Para
fins de documentação, Agustín La Cruz (2010) concluiu que a descrição precisa
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conter o autor criador, a agência, o anunciante, produto, slogan, data, a
estratégia argumentativa e os descritores semânticos.
Interpretar, ler imagens é uma exigência da sociedade, a qual vivemos,
tendo em vista a grande quantidade de informações que nos são transmitidas
por meio dessa linguagem. A imagem é homologa a linguagem, e como a
linguagem é um processo cultural precisa necessariamente ser
aprendida/ensinada.
5 COMUNICAÇÃO VISUAL
Fonte: [Link]
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atuação, além de tornar mais evidente e plausível de investigações os processos
interativos e comunicativos on-line.
A comunicação humana, desde seu primórdio, deu-se por meio de
símbolos iconográficos. Pensando em comunicação como meio de trocar
símbolos que são assimilados e compreendidos por um receptor, temos que as
informações podem ser derivadas em diversos meios, como os impressos,
audiovisuais e iconográficos. Na contemporaneidade, a sociedade apresenta-se
imersa em elementos visuais. Seja no cotidiano, ou no ambiente de trabalho,
quase tudo ao nosso redor é direcionado por elementos que fazem parte do
processo de comunicação visual.
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A comunicação visual é um processo que incorpora mensagens criadas e
transmitidas, por intermédio de meios visuais e que deve ser estudada, em
caráter multidimensional e integrado. Na era da informação visual, e perante um
grande fluxo de informações, estruturar visualmente a informação torna mais
simples e claro o entendimento da mensagem. A comunicação visual evolui e
procura se manter ativa e efetiva em uma época em que as pessoas se fixam
cada vez mais em telas de aparelhos eletrônicos. É difícil determinar quantas
pessoas veem por dia uma fachada de loja, um banner ou mesmo um outdoor,
porém, é comprovado que esses elementos visuais são fatores decisórios
importantes na hora da compra.
Na comunicação visual o tipo de interação depende da natureza do
contato visual estabelecido entre os participantes representados, isto é, pessoas,
lugares, e coisas, que são o assunto da comunicação, e os participantes
interativos, que participam da comunicação, ou seja, quem fala e ouve ou
escreve e lê, produz as imagens ou as vê, o que inclui os leitores ou viewers.
Por mais que as pessoas estejam online e comprando através dos meios
eletrônicos, boa parte ainda usa a internet como “guia de compras” e se
deslocam até as lojas físicas para comprar produtos. É neste momento que a
comunicação visual no trajeto até a loja física e mesmo a comunicação interna
nos estabelecimentos criam os estímulos finais na decisão de compra e no ticket
médio de venda. O estímulo ao consumo é tema de muitas discussões e ainda
será por muitos anos. O certo é que a criatividade continua sendo a chave para
que a mensagem seja entregue e produza o resultado esperado.
A comunicação visual funciona como mistura de psicologia, arte,
criatividade e bom senso, tudo com o objetivo de atrair os clientes. O visual é
muito importante para uma marca ou empresa, pois ele funciona como porta de
entrada para o público. A comunicação visual de uma empresa pode ser
elaborada de duas formas: física, através da fachada do estabelecimento; ou
digital, seguido uma série de padrões pré-estabelecidos para se criar um layout
de um site ou blog, de forma que atraia os clientes que procuram pela empresa
também na internet.
Tudo pode ser cogitado na hora de construir uma boa imagem, desde
cores, formas, tamanhos e texturas, até mesmo a tipografia. Apesar dos padrões
de beleza serem relativos para cada pessoa, existem certos padrões que são
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mais atrativos para a maioria das pessoas, e como comunicação visual não se
trata apenas de aparência estética, é importante que a comunicação seja feita e
transmita uma mensagem atrativa.
Um erro comum é acreditar que o “visual” se aplica apenas a imagens
estáticas. Não é verdade! Tudo o que é imagético para as pessoas pode se
encaixar nessa definição, incluindo vídeos e tipografias, por exemplo. Textos não
fazem parte porque, neste caso, a leitura é obrigatória para a interpretação do
leitor. Tudo que pode ser interpretado a partir unicamente da sua apresentação
a quem vê, pode fazer parte da comunicação visual. Ou seja: fotos, desenhos,
ilustrações, vídeos e afins.
O design é a base para a formação da comunicação visual. É ele que
define o que será passado, e se essa mensagem será transmitida de maneira
agradável e correta. O que você vê nas embalagens dos produtos, nos jornais e
revistas, nos panfletos, e até na televisão e na internet foi construído por equipes
de designers especializados. Em alguns casos, dá até para perceber quando
não houve muito profissionalismo, não dá? Um design mal feito é algo que
ninguém quer associado à sua empresa ou projeto.
Apesar da importância dos princípios visuais, no processo de geração de
ideias, pode-se observar nas diversas técnicas de criatividade, já mapeadas na
literatura, a ausência de elementos visuais em sua estrutura. Sob essa ótica,
percebe-se a importância de inserir a comunicação visual no processo criativo,
que, de acordo com Adiloglu (2011), tem seus princípios presentes na
criatividade.
Muller (2007) expõe a comunicação visual mais como “media” do que
como arte. Nesta conjuntura, o autor afirma que este procedimento já se tornou
parte integrante da comunicação de massa, e apesar de ter raízes eclodidas na
história da arte, a comunicação visual moldou-se ao formato de mídia, com
funções que vão além da comunicação interpessoal.
Em suma, a nossa experiência comunicacional mediática não é só a
relação direta com uma obra singular, mas a relação com uma obra que é
produzida dentro de determinado formato, que obedece a certos padrões, que
foram estabelecidos socialmente e que, do ponto de vista estético, são
equivalentes às estruturas da pré compreensão hermenêutica. Assim como, do
ponto de vista semântico, temos um certo padrão prévio de compreensão, do
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ponto de vista estético, temos uma certa expectativa prévia com relação aos
formatos expressivos. Daí porque a riqueza da obra singular tem a ver, não com
a instauração de um formato original, mas com a capacidade expressiva que se
manifesta nos formatos dados, os quais serão historicamente abandonados, a
partir da necessidade expressiva de ultrapassar os modelos estabelecidos e
promover outros padrões.
Nas palavras de Martino (2007), a “Estética da Comunicação mostra as
transformações no indivíduo e no cotidiano a partir da comunicação e esta ocupa
todos os lugares, isto é, todos os espaços da vida cotidiana são preenchidos por
relações de comunicação” (p. 9). Códigos comunicativos estão em todo lugar,
seja na televisão, no rádio, nos jornais, nos muros pela cidade, nos barcos
amazônicos, nas redes sociais, ao alcance de todos. Além disso, para o autor,
tais códigos não configuram um fluxo de comunicação unilateral, baseada no
emissor-mensagem-receptor. Ao contrário, ao tratar de uma atividade mental
efetivada na relação social, enfatiza-se o aspecto intersubjetivo da comunicação.
Para Dionísio e Vasconcelos (2016, p. 19, apud. MARTINS, 2017, p.145),
estamos inseridos em “um grande ambiente multimodal”, pois
24
6 CONCEITO DE DISCURSO
Fonte: [Link]
25
As teorias do discurso nem sempre são reconhecidas pelos praticantes
dos chamados núcleos duros da Linguística como prática científica. Muitos
negam que o uso linguístico seja um objeto tão válido quanto os demais. Acresce
a isso que, muitas vezes, trava-se uma verdadeira guerra entre os estudiosos do
discurso. As diferentes teorias são distintas é verdade, mas não se anulam, pois
tratam de aspectos complementares do processo de constituição do sentido.
Aliás, não poderia ser diferente, dado que o objeto com que trabalhamos é
extremamente complexo.
A língua é, pois, para Saussure (2006), ao contrário da linguagem, “um
todo por si e um princípio de classificação”. Sabemos que o conceito de
linguagem é amplo, posto que engloba todas as possibilidades de significar,
muito além do linguístico.
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extralinguísticos que nos interessam nesse trabalho, especificamente no que
concerne a materialidade da imagem em movimento.
É no livro Problemas da poética de Dostoievski que se pode encontrar
explicitada a distinção entre língua e discurso: “Intitulamos este capítulo ‘O
discurso em Dostoiévski’ porque temos em vista o discurso, ou seja, a língua em
sua integridade concreta e viva e não a língua como objeto da lingüística, obtido
por meio de uma abstração absolutamente legítima e necessária de alguns
aspectos da vida concreta do discurso (BAKHTIN, 1997b, p. 181, grifos do autor,
apud. NUNES, 2017, p. 19).
Ou seja, entender a língua como discurso significa não ser possível
desvinculá-la de seus falantes e de seus atos, das esferas sociais, dos valores
ideológicos que a norteiam. Por isso que, no conceito de língua, vista como
objeto da linguística, não há e nem pode haver quaisquer relações dialógicas
(dialogismo), pois elas são impossíveis entre os elementos no sistema da língua
(entre os morfemas, as palavras, as orações etc.), entre os elementos da língua
no texto e mesmo entre os elementos do “texto” e os textos no seu enfoque
“rigorosamente linguístico”.
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hibridismos semióticos característicos da modernidade tardia. Embora
reconheça que o hibridismo seja inerente a todos os usos sociais da linguagem,
Fairclough (2003a) identifica o hibridismo como uma característica irredutível do
complexo discurso moderno.
Compreende-se, então, que a Semiótica Social se preocupa em promover
a integração dos diferentes dispositivos semióticos, sejam eles multimodais ou
não, de forma a refletir acerca do uso da língua e seu próprio funcionamento,
ultrapassando as formas pré-moldadas e estabelecidas para sua organização.
Afinal, a língua não é constituída por um compêndio de regras fixas e estanques,
uma vez que muda e acaba por alterar as regras à medida que o uso as
consolida. Ela é resultado, especialmente, das trocas estabelecidas pelos
falantes, concatenadas pelo uso e pelo contexto. Ampliamos essa ideia e
aproveitamos a compreensão de língua citada para reconhecer os recursos
multimodais com a mesma importância dada ao texto verbal.
De acordo com Kress e van Leeuwen (2001), todo discurso é multimodal.
Como bem observa Pardo Abril (2008: 195), “tal afirmação implica o
reconhecimento do entrelace dos diversos formatos e sistemas de signos
envolvidos e atualizados (modos), recursos e mecanismos que tomam lugar no
processo comunicativo, de cuja articulação procede a comunicação. ”
[...] o discurso não se confunde com a língua, nem com a fala, nem
com o texto; não é a mesma coisa que transmissão de informação,
tampouco surge do psiquismo individual de um falante. “é
acontecimento que articula uma atualidade a uma rede de memória
[...]. Todo discurso é índice de agitação nas filiações sócio históricas”
(PÊCHEUX apud FLORÊNCIO, 2009, P. 26).
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estados do sistema, etc. —, mas elas acabam sempre por colocar a história
como algo exterior, complementar ou em relação de causa e efeito com o
sistema linguístico. Fica evidente, portanto, que a Estética Dialógica, como um
novo ponto de vista sobre o discurso artístico, enquanto objeto estético e
enunciado concreto de sujeitos concretos em tensa interação, contribui para a
apreciação devida das relações dialógicas do discurso artístico. Essa apreciação
define-se, fundamentalmente, pelo reconhecimento da bivocalidade do
enunciado.
Para Foucault (1969) o discurso é concebido como uma dispersão, ou
seja, é formado por elementos que não estão ligados por princípio de unidade
algum, e assim, cabe a análise do discurso descrever essa dispersão Brandão
(2004). Dessa mesma forma, a análise do discurso tem a finalidade de
compreender a linguagem expressa em um discurso indo muito além da fala e
de elementos explicitados, sendo essas linguagens construídas por processos
histórico-sociais, levando a compreender que a análise do discurso deve levar
em considerações os vários aspectos da sociedade e do contexto. A análise do
discurso enquanto metodologia nos possibilita observar o contexto em que um
documento foi concebido, indo além do que está expresso em sua escrita, e
assim, pode-se pensar no conceito de ética que permeia esse procedimento,
uma vez que precisasse encontrar termos para representa-lo sem que altere o
que realmente está escrito, mas também não levando em consideração apenas
isso.
Embora não haja consenso entre os vários linguistas sobre o significado
do termo discurso (essa pequena amostra acima é representativa), há em
comum entre todas as correntes que analisam o discurso (obviamente
excetuando-se as perspectivas estruturalistas) o ideário de análise não
focalizada no funcionamento lingüístico, e sim na relação que o sujeito e esse
funcionamento estabelecem reciprocamente. Ou seja, o objeto de estudo de
qualquer análise do discurso não se trata tão somente da língua, mas o que há
por meio dela: relações de poder, institucionalização de identidades sociais,
processos de inconsciência ideológica, enfim, diversas manifestações humanas.
29
coma história, o funcionamento da ideologia. Não há sentido sem
interpretação. A rigor, não há língua, sem interpretação, e ao
interpretar, ancoramos na textualidade. (ORLANDI, 2001a, p.63, apud.
LOPONTE, 2017, p. 439)
30
"aparelhos ideológicos" (religioso, político, escolar etc.) em cujo interior as
classes sociais se organizam em formações ideológicas ("conjunto complexo de
atitudes e representações").
O discurso é um dos aspectos da materialidade ideológica, por isso, ele
só tem sentido para um sujeito quando este o reconhece como pertencente a
determinada formação discursiva. Os valores ideológicos de uma formação
social estão representados no discurso por uma série de formações imaginárias,
que designam o lugar que o destinador e o destinatário se atribuem mutuamente
(Pêcheux, 1990, p.18, apud. GREGOLIN, 2015, p. 18).
A compreensão de um discurso se dá na medida em que somos capazes
de interpretar um enunciado adequadamente – ou, ao menos, buscar meios para
tentar interpretá-lo –, fazendo com que o ato comunicativo se torne um processo
verbal mútuo entre os falantes.
O que denominamos “leis do discurso” – leis mencionadas por
Maingueneau (2011) – condiciona os interlocutores a se comprometerem entre
si numa espécie de contrato simbólico que permite que haja interação entre eles.
Além disso, as “leis”, também conhecidas por “leis de cooperação entre os
falantes”, permitem que seus enunciados sejam fluidos e carregados de
significados; ou seja, que se constituam como discurso.
31
Apesar disso, muitas vezes, esse “contrato” não é suficiente e, por isso,
nem sempre a compreensão se dá de imediato como em uma conversa, por
exemplo, em que podemos nos valer de gestos, expressões faciais e corporais
e da situação à nossa volta.
Desse modo, percebemos que os sentidos que os enunciados nos trazem
podem ser estritos ou amplos.
Em sentido estrito, um enunciado acontece sempre de imediato,
ocorrendo numa conversa, por exemplo, e só tendo significado na hora em que
é produzido; e em sentido amplo, quando um enunciado está imerso num
contexto sócio-histórico-ideológico, exigindo de nós certos conhecimentos
específicos para que se dê a compreensão.
A sintaxe do discurso compreende as projeções da enunciação no
enunciado e os procedimentos que o enunciador utiliza para persuadir o
enunciatário a aceitar o seu discurso. Aquelas abarcam a temporalização, a
espacialização e a actorialização. Sendo a enunciação, como mostrava
Benveniste, a instância do ego-hic-nunc, o processo de discursivização não
existe sem a instauração de pessoas, espaços e tempos. Todas as pessoas,
espaços e tempos instalados no enunciado estão de alguma forma relacionados
ao eu-aqui-agora da enunciação. Além disso, há um componente aspectual, que
projeta no discurso pontos de vista de um observador sobre as categorias
enunciativas. O que importa é determinar os efeitos de sentido gerados pelas
diferentes projeções da enunciação no enunciado.
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7 DISCURSO VISUAL
Fonte: comunicação-interna-e-endomarketing
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Podemos observar os elementos visuais a partir de uma perspectiva
ideológica que permite reconhecer a transformação por que passa a sociedade,
por meio de representações impressas, por vezes indiretamente, na exposição
de ideias e ideologias como forma de manifestação social, cultural e histórica.
A esse respeito, é importante considerar a afirmação de Dionísio e
Vasconcelos, a seguir:
É necessário pensar que as imagens que circulam em texto na internet,
por exemplo, não servem apenas para ilustrar, mas carrega em si uma forte
intenção de quem a criou, servindo inclusive como um elemento de divulgação
de uma ideologia.
Nesse sentido, o ato de ler imagens deve levar em consideração não
apenas os aspectos intrínsecos à constituição desse discurso visual, mas
interrogar a própria imagem, sua relação com outras imagens e com os
fenômenos imagéticos históricos, sociais e culturais que se processam no
momento em que este discurso está sendo construído, ou seja, as condições de
produção dessa imagem. Em outras palavras, “procuraremos seu significado no
momento em que foi confeccionada e no lugar em que apareceu, e nos
perguntaremos em seguida se esse significado mudou com o tempo – como sem
dúvida deve ter ocorrido” (DOMÈNECH, 2011, p. 36, apud. LUZ, 2017, p.148).
Podemos afirmar que estamos diante de uma construção “intermodal de
sentidos”, o que é muito recorrente na publicidade. A propósito, Marcuschi (2008:
167) comenta que “a publicidade opera de maneira particularmente produtiva na
subversão da ordem instituída para chamar a atenção do produto”. O texto em
análise opera nesse sentido, uma vez que praticamente ‘encobre’ ou ‘dissimula’
(Thompson, 2002) a finalidade comercial, bem como o que é feito por meio da
articulação de elementos semióticos que remetem à vida privada.
Sendo a imagem o foco do discurso, e atuando, predominantemente, de
forma autônoma, a presença do sujeito digital dessa rede social se dá por um
processo de contextualização visual que leva em consideração o ambiente em
que esse sujeito está inserido, o que corrobora a ideia de Habitus proposta por
Bourdieu (2004). Dentro dessa concepção, o sujeito traz para seu discurso toda
uma carga cultural, histórica e social que o constituiu ao longo de suas relações
comunicativas e interativas. Dessa forma, na construção multissemióticos do
discurso imagético, a seleção dos elementos que a compõem parte de escolhas
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ideológicas desse sujeito, como pudemos perceber nas postagens analisadas.
Quanto mais bem elaborada, esteticamente, e mais engajada no Habitus da
sociedade que lhe serve de base, mais curtida e comentada será a imagem.
A imagem postada torna-se sua assinatura digital, sua marca, seu estilo;
o ponto de convergência axiológico de sua relação multissemióticos discursiva,
já que irá se valer das diversas ferramentas que a rede social digital lhe oferece
para a orquestração dessa sinfonia de signos. Por isso, quanto mais persuasivo
for esse processo dinâmico realizado pelo sujeito do Instagram, maior inserção
e adesão social essa imagem terá na rede, o que poderá ser constatado por
meio da quantidade de curtidas, comentários e compartilhamentos de cada
postagem, bem como pelo índice de seguidores desse autor digital.
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A imagem não necessariamente precisa de um texto que direcione sua
compreensão, em realidade, o que ela necessita é de um contexto que fomente
as relações sintáticas, semânticas e pragmáticas que a constituem e, nesse
aspecto, concordamos com Santaella (2012), quando categoriza cada uma
dessas relações como possíveis pontos de partida para a compreensão e a
interpretação do procedimento de ler imagens.
A modalidade visual compõe seus sentidos por meio de uma sintaxe
imagética dentro de um contexto linguístico. O que é expresso na linguagem
verbal, produzido por meio de textos, por meio da escolha entre diferentes
classes de palavras numa estrutura sintática é, na composição visual, expresso
por meio da escolha entre diferentes usos, imagens, cores, layouts, ou diferentes
estruturas de composição. Isso comprova que os significados atribuídos aos
textos são resultantes da leitura do conjunto dos modos semióticos e da
compreensão das modalidades verbal e visual neles presentes.
Dessa forma, ao escolher um ou outro recurso multimodal, o produtor do
texto imprime sua intenção na mesma intensidade em que um vocábulo é
determinado para materializar um pensamento. Por essa razão, torna-se de
fundamental importância reconhecer esses recursos em seus diferentes modos
de representação para fins de análise e reconhecimento do texto como um todo.
Segundo o autor, esta visão estilística considera as imagens como
“sintomas” de um período ou como expressão da personalidade do artista.
Entende isso de uma maneira negativa: as obras não devem ser concebidas
como uma mera expressão de época, raça, situação ou classe, mas sim como o
veículo de uma mensagem particular, a qual pode ser interpretada pelo
espectador na medida em que este conhece as alternativas possíveis, o contexto
linguístico em que se situa a mensagem (GINZBURG, 2009).
Por meio da análise de um texto não verbal e sincrético, sob a perspectiva
da semiótica visual greimasiana, associada ao percurso gerativo de sentido de
um discurso, percebe-se que a imagem é um meio de expressão e de
comunicação que nos vincula às tradições e repertórios mais antigos e, portanto,
enraizados historicamente em nossa cultura. Para sua compreensão e leitura,
necessita-se levar em conta alguns contextos da comunicação, da historicidade
de sua interpretação e de suas especificidades culturais.
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Como discurso poético e estético, as imagens sincréticas analisadas
produzem uma espécie de ficção, um percurso subjetivo de análise e
interpretação. A própria estrutura da mensagem orienta-se numa determinada
organização de signos conferindo-lhe a identidade de um discurso persuasivo,
isto é, com a intenção ou função de seduzir o destinatário da mensagem e
afirmar-lhe com convicção, tratar-se de um discurso poético fundamentado na
dança.
Parece perceptível, à vista disso, que seus nomes – de Bakhtin e de
Foucault – estão incessantemente atrelados a seus textos, como instrumentos
de classificação, capazes de diferenciá-los em relação a outros, o que
particulariza a existência de seus discursos sob a forma de um estatuto,
especialmente na cultura ocidental. Seus nomes desempenham suas funções
enquanto autores, interligando-os aos sistemas institucionais, responsáveis pela
circunscrição, determinação e articulação dos discursos. Aliás, não somente
seus nomes renunciaram suas propriedades de indivíduos concretos, como
possibilitaram uma pluralidade de egos ou de “eu’s” simultâneos (FOUCAULT,
1992 [1969]), que, em outras palavras, promoveram, para além das produções
de suas próprias obras, as regras para serem formados outros textos. Estando
ambos sob focos de expressão, Bakhtin e Foucault são vistos sob formas
acabadas e circunscritas por valores.
A partir do momento em que ambos assumiram serem produtores de
linguagem e de textos, os processos de controle que são internos aos discursos,
que classificam, que distribuem e que “normatizam” as dimensões de
acontecimentos e de acaso do discurso (ORLANDI, 2013, p. 74, apud. SILVA,
2017, p. 58), fazem parte da função autor (assim como de outras funções
discursivas), o que configura seu papel multiplicador, mas, ao mesmo tempo,
restritivo e coercitivo (ORLANDI, 2013). Por isso, ao organizarem, em um todo
coerente (por meio da linguagem) – “sob formas mais ou menos acabadas”, a
dispersão discursiva, são, muitas vezes, lidos como “fundadores de
discursividade”. Isso significa que não apenas são autores de suas obras e livros,
como também são produtores de possibilidade e de formação de mais textos,
sejam de discussões congêneres a eles sejam de dissenso.
Foucault (2016 [1969], p.241, apud. SILVA, 2017, p. 60) explica, assim,
que não excluiu o sujeito, mas que seu propósito
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Tratava-se, pelo contrário, de mostrar em que consistiam as
diferenças, como era possível que homens, no interior de uma mesma
prática discursiva, falassem de objetos diferentes, tivessem opiniões
opostas, fizessem escolhas contraditórias; tratava-se, também, de
mostrar em que as diferentes práticas discursivas se distinguem umas
das outras; em suma, não quis excluir o problema do sujeito; quis
definir as posições e as funções que o sujeito podia ocupar na
diversidade dos discursos
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na análise do discurso dos elementos visuais na linguagem plástica e dos
elementos semânticos no relato verbal.
E é nesta interdiscursividade que aparece a relação entre os elementos
da linguagem visual e verbal na ordem discursiva de cada formação discursiva
e dos elementos do discurso.
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8 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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MEDEIROS, Priscila Muniz de. Imagem e discurso: a construção visual da
diferenciação entre agricultura industrial e agroecológica em
documentários ambientais. 2018, p. 158-173.
SILVA, Monica Maria Pereira da; ALMEIDA, Danielle Barbosa Lins de.
Linguagem Verbal, Linguagem Visual: Reflexões teóricas sobre a perspectiva
Sócio Semiótica da Linguística Sistêmico-Funcional. 1. ed. Paraíba: Odisseia,
2018. 36-56 p. v. 3.
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9 BIBLIOGRAFIA
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