HISTÓRICO NO MUNDO
O clima de pós-guerra sugeria a preocupação em reconstruir uma sociedade formada por seres
humanos melhores. E como fazer isso se tornar uma nova relidade, senão pela educação?
Confira aqui como surgiu a primeira escola Waldorf.
A Pedagogia Waldorf nasceu em meio ao caos social e econômico que se seguiu à Primeira
Guerra Mundial. Após a derrubada das formas sociais existentes, aqueles que se esforçavam
em construir o futuro da Europa, buscavam novas orientações. Nessas circunstâncias, Rudolf
Steiner tentou contribuir com novas perspectivas para as primeiras tentativas de autogestão,
impulsionando no seio do movimento social de iniciativas da cidadania, em Württemberg,
Alemanha, os princípios da Trimembração do Organismo Social.
A fundação da Escola Waldorf surgiu diretamente desse impulso social de trimembração.
Emil Molt, diretor da fábrica de cigarros Waldorf/Astória em Stuttgart, Alemanha, era um
comprometido colaborador do Movimento pela Trimembração do Organismo Social. Em
virtude da sugestão de R. Steiner de que os trabalhadores da fábrica deveriam conhecer
melhor o propósito de seu trabalho específico e, desse modo, conseguir uma relação mais
humana com respeito a ele, E. Molt, em princípios de 1919, dispôs que se proferissem
palestras para seus empregados sobre temas sociais e educativos. Como conseqüência, surgiu
entre os trabalhadores o desejo de que seus filhos recebessem uma educação escolar mais
adequada às reais necessidades do desenvolvimento humano na modernidade.
Por causa disso, E. Molt dirigiu-se a R. Steiner e pediu-lhe que ajudasse a organizar, segundo
sua concepção sócio-antropológica, uma escola para os filhos dos operários de sua fábrica.
Depois de um intenso estudo sobre pedagogia, didática e metodologia com os docentes que
trabalharam com R. Steiner para a elaboração da sua proposta pedagógica, em setembro de
1919, começou a funcionar a primeira escola Waldorf, em Stuttgart, Alemanha, com 12
docentes e 256 alunos.
Essa iniciativa foi considerada por testemunhas da época, como o ponto culminante e a
concretização dos princípios do Movimento para a Trimembração Social. Como escola livre, a
escola Waldorf tornava real o impulso da autogestão; como escola para crianças de qualquer
procedência, capacidade, raça, religião, plasmava a ideia da co-educação social.
Rudolf Steiner antecipou a crescente dimensão da problemática social e ecológica com que se
haveriam de enfrentar as jovens gerações do século XX em todo o mundo, e assinalou que,
para a abordagem dessa difícil tarefa, não é suficiente a aquisição de conhecimentos
científicos e técnicos: o fundamental reside em conseguir um pensamento vivo e global, que
permita atuar com independência e capacidade de iniciativa, com competência para uma
tomada adequada de decisões e um atuar autônomo sustentado na responsabilidade social.
Para isso, deve-se enfatizar o aspecto meio-ambiental e multicultural da educação. As
ferramentas que irão prover tal educação deverão procurar uma flexibilidade, uma
qualificação básica multidisciplinar, um interesse ativo por todos os aspectos da vida e uma
vontade comprometida com o social.
A partir da análise das dimensões específicas do ser humano: o pensar, o sentir e a vontade
(trimembração do ser humano) Rudolf Steiner firmou as bases de uma educação que tende a
responder às necessidades atuais e futuras da humanidade. Segundo ele, uma sociedade só
pode configurar-se e desenvolver-se de forma sadia e adequada às solicitações da época, se
levar em conta as dimensões essenciais do ser humano.
Até meados do século XX, outras 34 escolas Waldorf foram fundadas: na Alemanha, Suíça,
Holanda, Inglaterra, Noruega e Suécia, na Hungria e na Áustria, assim como nos EUA. O
movimento da Escola Waldorf consolidou-se e tornou-se um uma pedagogia amplamente
praticada. Em alguns países, como Alemanha, Holanda e Escandinávia, as escolas Waldorf
passaram a ser subsidiadas pelo estado, como escolas livres. Na maioria dos países, porém, os
pais mantêm as escolas. Apesar da situação econômica nem sempre favorável, o movimento
Waldorf cresceu. Em 1985, já havia 306 escolas em 23 países.
As escolas Waldorf formam a rede independente de educação que cresce significativamente
no mundo. E foi apontada pela UNESCO em 1994 como a pedagogia capaz de responder aos
desafios educacionais, principalmente nas áreas de grandes diferenças culturais e conflitos
sociais.
Atualmente, existem mais de 1.100 escolas Waldorf/Steiner em 64 países e 1.857 jardins de
infância Waldorf em mais de 70 países, além de associações Waldorf e centros de treinamento
de professores para educadores e professores Waldorf em todo o mundo.
RUDOLF STEINER E A ANTROPOSOFIA
Um ser à frente de seu tempo, contribuiu para o futuro da humanidade trazendo luz aos
aspectos mais importantes para o pleno desenvolvimento humano.
Rudolf Steiner nasceu em 27 de fevereiro de 1861 em Kraljeve (Áustria). Embora desde a
infância demonstrasse sensibilidade para assuntos espirituais, formou-se em ciências exatas e
logo tornou-se responsável pela edição dos escritos científicos de Goethe, tendo trabalhado no
Arquivo Goethe- Schiller em Weimar, na Alemanha (1890 – 1897). Nesse periodo escreveu sua
obra fundamental, A Filosofia da Liberdade, passando a se dedicar a expor e divulgar os
resultados de sua intensa pesquisa científico-espiritual através de conferências, de início no
âmbito da Sociedade Teosófica e mais tarde na Sociedade Antroposófica, por ele fundada.
Dornach, na Suíça, passa a ser o local onde Rudolf Steiner constroi a sede da Sociedade
Antroposófica – o Goetheanum – que mais tarde se tornará Escola Superior Livre de Ciência
Espiritual. Segundo Steiner, a Antroposofia é um "caminho de conhecimento que pretende
fazer o espírito humano chegar a união com o Espírito Cósmico". Possibilita responder às
perguntas mais profundas do homem por meio da razão, sem negar-lhes os anseios espirituais,
ampliando suas faculdades mentais, elevando sua percepção e seu pensar a outras dimensões.
Considera o homem uma síntese de todo o universo, dimensão que permeia e transcende a
física.
Morre em 1925, em Dornach, tendo deixado extraordinárias contribuições. Os resultados de
suas pesquisas antroposóficas serviram de fundamento para diversas áreas da vida humana
como a Educação, a Medicina, a Farmacologia, a Economia entre outras.
A ANTROPOSOFIA procura responder às perguntas mais profundas do homem por meio da
razão, porém sem negar-lhes anseios espirituais. Possibilita novas perspectivas ao ser humano
na ampliação de suas faculdades mentais, elevando sua percepção e seu pensar a outras
dimensões. Considerando o homem uma síntese de todo Universo, dimensão que permeia e
transcende a física.
Os resultados das pesquisas antroposóficas serviram de fundamento para iniciativas sociais – a
Pedagogia Waldorf, a Medicina e Farmacologia, a Agricultura Biodinâmica, a Educação
Terapêutica e a Pedagogia Social.
Segundo define Rudolf Steiner, a Antroposofia é "um caminho de conhecimento que pretende
fazer o espírito humano chegar à união com o Espírito Cósmico".
FUNDAMENTOS DA PEDAGOGIA WALDORF
"A nossa mais elevada tarefa é de formar seres humanos livres capazes de dar sentido e
direção em suas vidas."
Rudolf Steiner
A Pedagogia Waldorf baseia-se numa visão ampliada e completa do ser humano e do seu
desenvolvimento, em que crianças e jovens são considerados em seus aspectos individuais e
nas particularidades da faixa etária a que pertencem. A Pedagogia Waldorf procura então dar
condições para que cada indivíduo descubra seu potencial e se desenvolva, superando os seus
desafios e realizando seus talentos. A formação de pessoas livres, sensíveis e criativas é feita
com base nos valores da fraternidade e responsabilidade, consciência de grupo, alimentação
saudável e a relação respeitosa e produtiva com a natureza. Procura-se desenvolver o "pensar"
de forma adequada a cada faixa etária, em sintonia com sentimentos equilibrados e
fomentando a força de vontade e a determinação, formando assim pessoas com potencial
para transformar a sociedade em que vivem.
Integrada na configuração oficial do ciclo básico da educação em nosso país, uma escola
Waldorf encaminha o processo ensino-aprendizagem segundo alguns princípios básicos de
inspiração antroposófica:
A LIBERDADE INDIVIDUAL É A MAIOR RIQUEZA DO HOMEM
A Antroposofia entende que o que distingue o homem dos outros seres da natureza é a sua
capacidade de decidir sobre si mesmo e de fazer escolhas conscientes. O propósito de uma
Escola Waldorf é, portanto, formar indivíduos em condições de zelar por sua liberdade,
prontos a responder por suas decisões, de modo a garantir não apenas o seu bem-estar
pessoal, mas sua contribuição ao mundo.
O ENSINO SÓ PODE SER VIVO E LUMINOSO SE FOR LIVRE
A aprendizagem que privilegia apenas o intelecto dificilmente atinge o ser humano por inteiro.
As emoções e sensações que acompanham a experiência de aprender dão sustentação ao que
é captado intelectualmente. Na Escola Waldorf, a expressão artística, presente em todas as
áreas do conhecimento, favorece e possibilita essa integração, ao expor livremente os anseios
humanos. Quando a informação é elaborada no intelecto (pensar), passa pelos órgãos dos
sentidos (sentir) e determina uma vontade (agir), ela se transforma em conhecimento. Pensar,
sentir e agir é o caminho da aprendizagem.
O SER HUMANO ATUAL É FRUTO DE ACONTECIMENTOS QUE REMONTAM AOS PRIMÓRDIOS
DA HUMANIDADE
O homem reproduz em seu desenvolvimento a evolução da civilização humana.
O currículo de uma Escola Waldorf acompanha e respeita esse tempo de crescer. O conteúdo é
transmitido de acordo com a fase de desenvolvimento em que o aluno está, de modo que ele
possa reconhecer dentro de si as experiências para as quais está pronto a viver. Ao entrar para
a escola, a criança muito pequena é estimulada pela curiosidade, alcançando pouco a pouco o
domínio da linguagem, da escrita, dos números e das ciências. Espera-se que, ao terminar o
ensino médio, o jovem esteja, por fim, apto a se identificar com o homem contemporâneo.
HISTÓRICO DA ESCOLA WALDORF NO BRASIL
Há 66 anos surgia em São Paulo a Escola Waldorf Rudolf Steiner, pioneira no nosso país, tanto
no ensino quanto na formação de professores. Depois dela, inúmeras escolas surgiram e
continuam surgindo em todo o Brasil.
Em 1954, um pequeno grupo de amigos, os casais Schmidt, Mahle, Berkhout e Bromberg, que
se reuniam regularmente para estudar obras pedagógicas de R. Steiner, preocupados com a
ideia de qual poderia ser a contribuição da Antroposofia para o Brasil e para um mundo
melhor, resolveram fundar uma escola Waldorf, pois a resposta evidente à sua preocupação
era que um mundo melhor pressupõe homens melhores.
Assim, em 27 de fevereiro de l956, à Rua Albuquerque Lins, bairro de Higienópolis, em São
Paulo, começa a primeira Escola Waldorf no Brasil, integrada à realidade brasileira com a
grande tarefa de fundamentar seu trabalho na imagem espiritual do Homem e nos ideais
humanos inspiradores das demais escolas da Europa.
O casal Karl e Ida Ulrich, professores na Escola Waldorf de Pforzheim, Alemanha, foi convidado
para ser fundador da escola, o que lhes significou não só lecionar mas, também, preparar
professores para lecionarem a Pedagogia Waldorf.
A escola começou com um grupo de jardim de infância e um primário, no total de 28 alunos. O
primário logo foi reconhecido como escola experimental e assim que foram completadas as
quatro séries iniciais, o interesse dos pais pela pedagogia levou à decisão de se implantar o
ginásio. Graças à generosidade dos fundadores, a escola pôde mudar-se para uma belíssima
propriedade rodeada de bosques e jardins, no Alto da Boa Vista (Santo Amaro).
Em 1979, o ensino fundamental da Escola Waldorf Rudolf Steiner foi autorizado a funcionar
com a duração de 9 anos e a contar com o acompanhamento do Professor de Classe, do 1° ao
8° ano. Até então, era necessário solicitar equivalência de estudos para os alunos que
concluíam o 9° ano.
Durante os doze primeiros anos, a escola foi bilíngüe e o seu abrasileiramento realizou-se à
medida que a Pedagogia Waldorf foi sendo assimilada por professores brasileiros e que
professores estrangeiros conseguiram ligar-se ao espírito do povo brasileiro.
Com o crescente interesse dos pais pela continuidade da escola foi possível, em l975, concluir
a primeira classe do 2° grau.
Antes disso, em 1970, atendendo à crescente necessidade de formação e aprimoramento na
Pedagogia Waldorf, nasceu o primeiro Seminário de Pedagogia Waldorf no Brasil. Esse
Seminário foi fundado pelo casal Rudolf e Mariane Lanz.
Hoje o Seminário tornou-se um Centro de Formação de Professores que funciona como Escola
Normal, autorizado pelo Parecer CEE n° 576/97 e pela Portaria da Dirigente Regional da 17ª
Delegacia de Ensino da Capital , que possibilitaram a sua instalação e funcionamento.
A Escola Waldorf Rudolf Steiner chegou a um tal crescimento, que surgiu a necessidade da
fundação de mais uma escola Waldorf. Assim, em 1978, foi fundado o Colégio Micael, em São
Paulo, próximo a Cotia.
A partir daí, muitos outros movimentos aconteceram, surgindo então vários jardins de infância
e outras escolas no Estado de São Paulo e em outros estados. Desde a fundação da Federação
das Escolas Waldorf (FEWB) em 1998, houve um crescimento significativo de iniciativas
relacionadas a Pedagogia Waldorf, de mais de 200%. Hoje são 88 escolas Waldorf filiadas e
mais 170 em processo de filiação distribuídas em 21 estados brasileiros, reunindo mais de
16.000 alunos e cerca de 1.700 professores. Para atender a busca por formação pedagógica
Waldorf existem hoje 20 centros de formação distribuídos pelo país. Confira o panorama
brasileiro em 2019.
Se você se interessa por educação infantil, já deve ter ouvido falar em Pedagogia Waldorf,
né? Assim como outros métodos pedagógicos modernos, essa vertente defende uma
educação integral, que trabalhe ao mesmo tempo as habilidades sociais, motoras, cognitivas e
emocionais da criança.
Esse tipo de abordagem vem ganhando destaque na formação pedagógica, por atender à
educação do futuro. Hoje, vemos o mercado de trabalho exigindo dos profissionais habilidades
como pensamento crítico e inteligência emocional, e o desenvolvimento dessas competências
tende a conquistar mais importância no futuro.
Então, pra entender de vez do que se trata a Pedagogia Waldorf e porque está todo mundo
falando nela, continue lendo este post!
1 O que é Pedagogia Waldorf?
2 Como surgiu a Pedagogia Waldorf?
3 Quais são os princípios da Pedagogia Waldorf?
4 E os benefícios da Pedagogia Waldorf, quais são?
5 Como trabalhar com a Pedagogia Waldorf?
O que é Pedagogia Waldorf?
A Pedagogia Waldorf parte de uma visão antropológica, que vê o homem como um conjunto
harmônico que abrange três dimensões: físico, anímico e espiritual. Dessa maneira,
fundamenta as práticas educativas que desenvolvem o aluno de forma integral, ou seja,
associando habilidades corporais, cognitivas e emocionais.
A proposta tem objetivo de construir uma base emocional sólida, necessária para o
desenvolvimento intelectual. Assim, dá pra atender às necessidades atuais e futuras dessa
criança.
Tendo como base as fases do desenvolvimento humano, na educação infantil o foco é
estimular a criatividade por meio do livre brincar, desenvolvendo o pensamento crítico
necessário à próxima etapa: o segmento escolar.
Na prática, os professores realizam com as crianças atividades como cuidar do jardim, preparar
o lanche, guardar os brinquedos, entre outras brincadeiras livres. Além disso, elas têm
experiências motoras e sensoriais por meio de materiais naturais, como pedras, conchas, terra,
lã, tecidos etc.
Nas escolas que usam essa filosofia, existe uma visão individual de cada criança, que tem seu
tempo de desenvolvimento respeitado, bem como seus talentos e capacidades tratados como
únicos.
Como surgiu a Pedagogia Waldorf?
Em 1919, na Alemanha pós-guerra, o filósofo austríaco Rudolf Steiner foi convidado pra dar
palestras sobre educação e temas sociais aos funcionários da fábrica Waldorf-Astoria.
Estimulados por suas ideias, os funcionários manifestaram o interesse de oferecer aos seus
filhos uma educação baseada naqueles princípios. Assim, começou a funcionar num prédio da
fábrica a primeira escola Waldorf. Algum tempo depois, houve a transferência pra outro lugar,
dissociando-se da fábrica. Mas o nome foi conservado.
Rudolf Steiner retomou uma ideia da cultura grega, que dividia a vida humana em períodos de
7 anos, e a aplicou para o ensino, caracterizando os setênios da Pedagogia Waldorf. Essa é
uma das grandes diferenças pra Pedagogia tradicional, aplicada na maioria das instituições de
ensino brasileiras.
Quais são os princípios da Pedagogia Waldorf?
A Pedagogia Waldorf é bem influenciada pelas Ciências Sociais. Assim, seus princípios se
fundamentam, por exemplo, nos ideais da Revolução Francesa: liberdade de
pensar, igualdade de deveres e direitos e fraternidade, do respeito mútuo. São esses os
valores que comandam as escolas Waldorf.
Como vimos, os ciclos de aprendizagem são divididos em setênios:
De 0 a 7 anos: maturidade escolar;
De 7 a 14 anos: maturidade sexual;
De 14 a 21 anos: maturidade social.
Dessa maneira, as práticas e ferramentas de ensino são adaptadas pra cada fase do
desenvolvimento humano. Em todas elas, temos alguns princípios comuns:
desenvolvimento integral;
educação para o futuro;
cooperação;
respeito mútuo;
integração com a natureza.
E os benefícios da Pedagogia Waldorf, quais são?
Com ênfase no primeiro setênio, essa filosofia educacional acredita que ancorar o aprendizado
na experiência é fundamental. Assim, a criança desenvolve amplamente as habilidades
perceptivas e motoras, ganhando destreza, noção de tempo e espaço.
O aluno chega ao ensino fundamental com uma base sólida pra alfabetização. Além disso, os
princípios favorecem o desenvolvimento emocional e social, trazendo vantagens da Pedagogia
Waldorf, como as que a gente listou abaixo.
Participação da família
A maioria das escolas Waldorf são organizações sem fins lucrativos, muitas organizadas pelos
próprios pais. Mesmo quando não se envolvem na criação e administração, a participação da
família na educação é essencial pra adequar o ensino das crianças à proposta pedagógica, o
que acaba gerando uma aproximação benéfica.
Estímulo à criatividade
Como vimos, a metodologia de ensino aprendizagem é baseada no livre brincar, se valendo da
imaginação e fantasia infantil. É por isso que usam o lúdico, a contação de histórias e a
capacidade de aprender pela imitação, natural dessa idade.
Aulas personalizadas
O método de ensino é individualizado, tendo como base os interesses e talentos de cada
aluno. Assim, eles levam atividades pra casa sempre que se aproximam de suas capacidades e
interesses.
Limitação da tecnologia
Especialmente na educação infantil, o acesso à tecnologia é bastante limitando, permitindo
que a criança tenha liberdade pra criar e experimentar, em vez de receber conteúdo pronto.
Contato com a natureza
Utilizando a natureza como ambiente pra experimentação sensorial, a educação Waldorf
desperta a consciência na criança de que vivemos e desfrutamos dela –– por isso, precisamos
protegê-la.
Vínculo com os professores
Pra cada etapa educativa, há apenas um tutor. Ou seja, o mesmo professor acompanha a
criança por anos, estreitando os vínculos entre mestre e aprendiz. Além disso, os professores
participam de cursos de formação continuada e atualização.
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2. Razões para tirar um filho de uma escola Waldorf
Penso que os argumentos contra um aluno fazer o ensino médio em uma escola Waldorf
sejam os seguintes:
As escolas Waldorf não preparam para os exames vestibulares.
As escolas Waldorf dão mais ênfase a matérias não científicas.
As escolas Waldorf não preparam os alunos para enfrentar o mercado de trabalho.
As escolas Waldorf apresentam um ambiente irreal.
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Além disso, ela relata: “a gente acredita, como professores da escola Waldorf, que a nossa
responsabilidade é para com a vida desse ser” e que o ideal dessa Pedagogia é uma
formação para a liberdade, ou seja, uma formação que ajude a criança a se emancipar e
que, quando adulta, ela “possa agir com liberdade, não dentro de dogmas [...], mas porque
se fortificou e consegue passam no grupo como em relação ao que ela vivencia em casa,
como, por exemplo, uma nova gravidez da mã[Link] respeito pelo ritmo da crian-ça está
presente também nas rotinas que se estabelecem na escola e que compõem o currículo da
educação infantil Waldorf. Há fatos, gestos e atividades que se repetem, desde um grande
ritmo que é o anual (ou solar) – vivenciado com as estações do ano e as festas relacionadas
– passando pelo ritmo mensal (ou lunar), até a rotina diária de cada turma. Em todos esses
momentos, numa roda rítmica, há a escolha por músicas, cores, histórias e uma
teatralização que, sutilmente, o educador relaciona com cada época e repete por um
período de tempo deter-minado. Essa repetição é desejada pela criança que incorpora e se
entrega a esse ritmo – “normalmente [as crianças] estão inseridas e normalmente estão
brincando de uma maneira muito sonhadora. Ela não está pensando, ela está entregue.
Quanto mais saudável a criança, mais entregue ela está ao brincar”, conta [Link]-
se, assim, uma atividade que é específica para cada dia e que está muito relacionada com
os afazeres do homem, como a jardinagem, o fazer o pão, a pintu-ra, e outras que os
professores têm a liber-dade para eleger de acordo com as neces-sidades de cada grupo.
Nessas atividades estão incluídas aquelas que proporcionam uma ligação da criança com a
natureza, e, como concepção, estão dispensados todos os recursos tecnológicos
audiovisuais – que se considera, não fazem parte e até prejudicam o desenvolvimento da
criança.Há a necessidade de se ter o “respeito A brincadeira, a imaginação e a imitação são
os principais componentes da educação infantil na Pedagogia WaldorfA pedagogia dos
Fazer com que a criança vivencie que o mundo é bom. Esse é um dos objetivos do jardim
da infância da escola Waldorf, conforme relata Sandra Beck*, educadora e uma das
fundadoras da Escola Waldorf Anabá, de Florianópolis/SC. Segundo ela, nessa fase a
criança aprende as coisas do mundo brincando e imitando, “o jardim, para nós, é o espaço
onde a criança é muito protegida e tudo deve ser bonito, agradá-vel, com o máximo
possível de coisas natu-rais, e que ela se relacione afetivamente, emocionalmente com as
coisas.”A Pedagogia Waldorf, idealizada pelo austríaco Rudolf Steiner, é um dos ramos da
Antroposofia e concebe que a educação deve respeitar as fases de desenvolvimento da
criança e está voltada para três esferas: a cognitiva (pensar); a emocional (sentir); e a
prática / manual (querer). Para Steiner, a educação da criança até os seis anos deve
privilegiar o desenvolvimento do corpo físico e para que isso ocorra de forma saudável é
preciso compreender que a pri-meira forma de relacionamento da criança com o mundo
se dá através da imitação e do exemplo. O verbo, portanto, em um jardim da infância
Waldorf é brincar. As atividades intelectuais não estão presentes nessa fase, mas a
imaginação, a imitação e o fato de que à criança é permitido alimentar uma consciência
sonhadora em relação ao mundo, faz com que seu desenvolvimento aconteça de uma
maneira saudável, explica [Link] quatro aos seis anos, as crianças da escola Waldorf
Anabá não são divididas por idade. Isso possibilita que a criança, não estando inserida
dentro de expectati-vas relacionadas a uma idade específica, possa progredir ou regredir
como é natural nessa fase, tanto em razão de fatos que se fazer escolhas”, [Link]
entrar na escola Anabá depara-se com um espaço amplo para as brincadeiras, arborizado,
com construções em madeira e uma decoração que remete ao aconchego da casa da vovó.
Pela observação, enquan-to se aguardava o início da entrevista, foi possível perceber o
tom baixo, harmonioso e afetuoso com que uma professora atendia um grupo de crianças
que brincava livre-mente. Esse é um dos elementos funda-mentais presentes na Pedagogia
ideali-zada por Steiner – que o ambiente possa provocar alegria e que nele também os
educadores demonstrem um afeto sincero e que suas condutas sirvam de exemplo às
crianças.
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