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Lindolfo Mono Final

Este documento apresenta um estudo de caso sobre os principais fatores que contribuem para casos de desnutrição aguda em crianças de 2 a 59 meses na cidade de Chimoio, Moçambique. O estudo foi realizado no Centro de Saúde 1° de Maio e identificou infecções, distúrbios alimentares e nutricionais, e falta de higiene como causas comuns. Além disso, fatores sociais como alto analfabetismo, baixo nível socioeconômico e culturais influenciam negativamente o estado nutricional
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Lindolfo Mono Final

Este documento apresenta um estudo de caso sobre os principais fatores que contribuem para casos de desnutrição aguda em crianças de 2 a 59 meses na cidade de Chimoio, Moçambique. O estudo foi realizado no Centro de Saúde 1° de Maio e identificou infecções, distúrbios alimentares e nutricionais, e falta de higiene como causas comuns. Além disso, fatores sociais como alto analfabetismo, baixo nível socioeconômico e culturais influenciam negativamente o estado nutricional
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República de Moçambique

Conselho de Serviços de Representação de Estado em Manica


Serviço Provincial de Saúde
Instituto de Ciências de Saúde de Chimoio
Direcção do Curso de Nutrição

Principais factores que contribuem para o surgimento de casos de desnutrição aguda em crianças
de 2 à 59 meses de idade na cidade de Chimoio.
Estudo de caso: Centro de Saúde 1° de Maio

Lindolfo Baptista dos Santos Oliveira

Curso de Técnicos de Nutrição

Chimoio, Outubro de 2021


PRINCIPAIS FACTORES QUE CONTRIBUEM PARA O SURGIMENTO DE CASOS DE
DESNUTRIÇÃO AGUDA EM CRIANÇAS DE 2 À 59 MESES DE IDADE NA CIDADE DE
CHIMOIO.
ESTUDO DE CASO: CENTRO DE SAÚDE 1° DE MAIO

O Júri

Presidente
_____________________
Vogal
_____________________
Secretário
_____________________

Curso de Técnicos de Nutrição

Chimoio, Outubro de 2021

ii
Declaração De Honra
Eu declaro por minha honra que o presente trabalho é da minha autoria, pós nele foram
observados os requisitos e recomendações do Instituto de Ciências de Saúde de Chimoio,
referentes a elaboração de trabalhos acadêmicos de investigação científica.

Concomitantemente declaro e garanto que este trabalho nunca foi apresentado em alguma outra
instituição de ensino ou de formação para fins de obtenção de qualquer grau académico.

Chimoio, Outubro de 2021

__________________________________________________
Lindolfo Baptista dos Santos Oliveira

iii
DEDICATÓRIA

Dedico o presente trabalho ao meu


falecido pai, e igualmente a minha
honorífica mãe e de forma mais extensiva
a família em geral pela motivação, força e
por todo apoio e/ou incentivo moral,
material e financeiro que vem me dando
até hoje, póis isso tudo fez com que este
momento se tornasse uma realidade.

iv
EPÍGRAFE

“ Tem gente que sonha com realizações


importantes, e há que vai lá e realiza ”
(George Bernard Shaw)

v
AGRADECIMENTOS

Agradeço em primeiro lugar a Deus pela saúde, força e sabedoria a qual ele tem direcionado a
mim para melhor enfrentar os desafios e imposições da vida diariamente.
E ainda agradeço a todos os docentes desta instituição de formação e em especial ao corpo de
docentes da repartição de nutrição que serviram de guia e orientaram para materialização do
presente trabalho e curso, agradecer igualmente a eles pela sua entrega durante todo o processo
de ensino e aprendizagem e pelos novos conhecimentos adicionais e/ou complementares
adquiridos durante o curso.
Os meus agradecimentos estendem-se aos meus pais, a família, aos meus colegas e amigos que
tanto me motivam e lutam continuamente contra as coisas ruins e desafios por meios das suas
acções, para proporcionarem um horizonte cintilante e brioso.
Por último, agradecer a todos que não se cansaram de me apoiar de qualquer forma, e a todos que
directo ou indirectamente contribuíram para a realização do trabalho.

vi
LISTA DE SÍGLAS E ABREVIATURAS

OMS - Organização Mundial da Saúde


UNDP - Programa da Nações Unidas para o Desenvolvimento
IDH - Índice de Desenvolvimento Humano
SLM - Substitutos do Leite Materno
AME - Aleitamento Materno Exclusivo
US - Unidade Sanitária
URN - Unidade de Realização Nutricional
BPN - Baixo Peso a Nascença
HIV - Vírus de Imunodeficiência Humana
SIDA - Síndrome de Imunodeficiência Adquerida
TB – Tuberculose
FAO – Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura
ONU – Organização das Nações Unidas
UNICEF – Fundo das Nações Unidas para Infância
SRO – Soluções de Reidratação Oral

vii
RESUMO
A desnutrição aguda constitui uma eminente questão de saúde pública no mundo e sobretudo em
países baixos, sendo que o nosso país Moçambique não é a excepção, pós assim sendo, é
extremamente importante desenvolver vários estudos tangentes aos principais factores que
influem para a ocorrência desta problemática nutricional (sobretudo em crianças menores de
cinco anos), geralmente causado pelas infecções, destúrbios alimentares e ou nuticionais,
deficiências metabólicas (défices absortivos), contaminação dos alimentos por falta de boas
práticas de higiene e limpeza em geral. Por outo lado constituem factores deteriorantes desta
condição nutricional, o alto índice de analfabetismo, baixo nivel sócio-cultural e de escolaridade,
inclusive as práticas alimentares cuturais desfavoráveis e crenças religiosas tangentes à
alimentação infantil e dos adolescentes. Assim por fim resultando na redução da massa corporal.

Potanto, com estes problemas actuais tangentes a alimentação é importante implementar novas
práticas alimentares que contribuam positivamente a saúde de forma íntegra e sustentável. Pós
aceitar a ideia de boas práticas alimentares como um projecto de vida das famílias, com a
finalidade de estimular e consciencializar sobre a importância e os benefícios que as mesmas
proporcionam.
Palavras-Chave: Desnutrição, crianças, infecções.

viii
ABSTRACT

Acute innutrition is an eminent public health issue in the world and especially in low countries,
and our country Mozambique is no exception, therefore, it is extremely important to develop
several studies on the main factors that influence the occurrence of this nutritional problems
(especially in children under five), usually caused by infections, eating and or nutritional
disorders, metabolic deficiencies (absorptive deficits), food contamination due to lack of good
hygiene and cleaning practices in general.
On the other hand, there are deteriorating factors of this nutritional condition, the high illiteracy
rate, low socio-cultural level and education, including unfavorable cultural eating practices and
religious beliefs related to infant and adolescent feeding. So ultimately resulting in reduced body
mass.
Therefore, with these current problems affecting food, it is important to implement new food
practices that positively contribute to health in an integral and sustainable way. After accepting
the idea of good eating practices as a life project for families, in order to stimulate and raise
awareness about the importance and benefits they provide.
Key words: Desnutricion, childrens, infeccions.

ix
Índice Pág.
Declaração De Honra iii
DEDICATÓRIA iv
“ Tem gente que sonha com realizações importantes, e há que vai lá e realiza ” v
AGRADECIMENTOS vi
LISTA DE SÍGLAS E ABREVIATURAS vii
RESUMO viii
ABSTRACT ix
CAPTULO I 3
[Link]ção 3
[Link]ção do tema 4
[Link] 5
1.3. Problematização 6
1.5. Hipóteses 8
1.5.1 Primária 8
1.5.2 Secundárias 8
1.6. Objectivos 9
1.6.1. Geral 9
1.6.2. Específico 9
CAPÍTULO II REVISÃO DA LITERATURA 10
2.1. Referencial teórico 10
2.2. Diagnóstico 11
2.3. Tipos de Desnutrição Aguda 11
2.4. Causas da desnutrição 12
2.5. Sinais e Sintomas da Desnutrição 13
[Link]ências da Desnutrição 14
2.7. Prevenção 15
[Link] da Desnutrição 15
[Link] factores que contribuem e/ou influenciam para a ocorrência de
desnutrição aguda em crianças dos 2 aos 59. 16
2.9.1A pobreza e a (baixa renda familiar) 18
2.9.2.O baixo consumo e/ou ingestão alimentar insuficiente 19
2.9.3.O baixo consumo e/ou ingestão alimentar insuficiente 19
[Link]ções como a Malária, Disenteria e Diarreia 19
2.9.5.O desmame precoce e a consequentemente introdução precoce de alimentos
complementares 23
2.9.6.A falta de informações sobre o Aleitamento Materno Exclusivo (AME), suas
vantagens e sobre a alimentação infantil nos primeiros 6 meses e complementar 23
CAPÍTULO III 24
3.0 Metodologias usadas na pesquisa 24
3.2.2 Variáveis Qualitativas 25
3.3 Técnica de Pesquisa 25
3.3.1 Entrevista 25
3.3.2 Observação Directa Assistemática 26
3.4 Tipo de Amostragem 26
3.4.2 Técnica de análise de dados. 27
3.5. Instrumentos de recolha de dados. 27
3.6. População e amostra. 28
[Link]érios de inclusão e exclusão 28
3.7.1. Critérios de inclusão 28
 Ser mãe com crianca de 2 a 59 meses. 28
4.7.2. Critérios de exclusão 28
CAPÍTULO 4: APRESENTAÇÃO, ANÁLISE, INTERPRETAÇÃO E DISCUSSÃO
DOS RESULTADOS 29
4.1. Fonte de divulgação da informação sobre a Desnutrição Aguda. 30
CAPÍTULO V: CONCLUSÕES E SUGESTÕES 31
V.1. Conclusões 31
V.2. Propostas e Sugestões 32
V.3. Limitações 34
Referências Bibliográficas 35

2
3
CAPTULO I
[Link]ção
O autor do presente trabalho aborda sobre os principais factores que contribuem para o
surgimento de casos de desnutrição aguda em crianças de 2 à 59 meses de idade á nível
da área de saúde pertencente ao centro de saúde 1° de Maio na cidade de Chimoio.
A escolha deste tema baseou-se ao facto da desnutrição em geral ser considerada pela
Organização Mundial da Saúde (OMS) como um dos problemas de saúde pública mais
preocupante do século XXI. Além disso também conhecido que esta problemática é
multifactorial e / multicausal, pós é igualmente reconhecido o número de crianças com
idade inferior ou igual a cinco anos de idade, constituí uma faixa etária meramente
vulnerável a desnutrição e outras situações deploráveis tangentes a saúde. Pese embora
hajam vários esforços levados à cabos pelas autoridades de saúde e a sociedade em
geral, ainda prevalecem os mais elevados números de crianças com a desnutrição na
actualidade, pós existem inúmeros factores que influem para o seu surgimento.

Assim sendo, há que assumir que nestas situações os técnicos de nutrição e outros
intervenientes são de magna importância, devendo assumirem um importante papel
investigativo para a identificação e modificação destes factores. Através do ensino e
promoção de hábitos de vida mais saudáveis.
Desta forma a questão de investigação delineada, segundo Fortin, Côté e Filion (2009,
p. 160) "O enunciado do objectivo de investigação deve indicar de forma objectiva e
clara qual é o fim que o investigador persegue".
Portanto, deste modo o objectivo definido para este trabalho é identificar quais são os
principais factores que contribuem para a ocorrência de de casos de desnutrição aguda
em crianças na faixa etária entre 2 à 59 meses de idade na área de saúde pertencente a
unidade sanitária primeiro de Maio na cidade de Chimoio. Os dados foram colhidos no
período de Julho à Agosto de 2021.

4
[Link]ção do tema
A presente pesquisa foi realizada na Província de Manica e Distrito de Chimoio, A
pesquisa teve a duração de 3 meses, nomeadamente os meses de Julho, Agosto e
Setembro de 2021.

5
[Link]
Essa pesquisa foi realizada destacando os principais factores que contribuem para a
ocorrência de casos de desnutrição aguda em crianças na faixa etária entre 2 à 59 meses
de idade na área de saúde pertencente a unidade sanitária primeiro de Maio na cidade de
Chimoio. Investigação essa realizada entre os meses de Julho,Agosto e Setembro do
presente ano de 2021. Pós importa referir que a escolha deste tema deu-se através da
vivência quotidiana, na qual pode ser observado um maior número de crianças desta
faixa etária que têm e/ou desenvolvem a desnutrição infantil. Visto que o crescente
aumento e ou prevalência desta problemática a vários níveis e de forma generalizada á
nível mundial abarca este problema como uma epidemia global, enfatizando a mesma
como um problema de saúde pública.
Portanto, podemos assumir que a desnutrição nesta faixa etária não só abarca como uma
"espécie de doença" que perturba o desenvolvimento em geral, assolando
comitantemente o grupo infantil, assim exigindo dos profissionais da saúde, acções
preventivas que atinjam todo o contexto em que as crianças estejam inseridas.

6
1.3. Problematização
É notório que a prevalência da desnutrição infantil está continuamente aumentando
persistentemente, sendo considerada uma epidemia mundial e um preocupante problema
de saúde pública á nível global. O portal de serviços de saúde aponta a desnutrição
como sendo uma das principais causas adjacentes a morbi-motalidade, cont
contribuindo para o alto nível de mortalidade infantil no nosso país. Sendo que as taxas
desta problemática no país está entre as altas do mundo.

Pós segundo o Programa da Nações Unidas para o Desenvolvimento (UNDP-2013).


Aponta que Moçambique tem o segundo menor Índice de Desenvolvimento Humano-
IDH do mundo, ocupando a posição 185 entre 186 países analizados em 2013, estando
assim entre os países com a maior intensidade de pobreza e com privações alimentares
em cerca de 65% dos indicadores considerados pelo UNDP.

Considerando o a garantia da segurança alimentar e nutricional pública como uma das


formas ideais na prevenção da desnutrição e / outros problemas alimentares e
nutricionais associados no meio urbano tanto como em meio rural de forma sustentável
a todos.

Neste sentido, fazem-se necessárias reflexões sobre os agentes considerados como


factores de risco ou qualquer contribuem para o surgimento de casos de desnutrição
infantil nesta faixa etária em estudo. Nesta perspectiva pode-se considerar a o alto
índice de pobreza, analfabetismo, desemprego e a carência de políticas públicas
efectivas para responder com celeridade esta situação. É igualmente necessário que se
promovam alterações no comportamento da população, com enfoque em programas
educativos, alimentação saudável, comunicação social ( difusão de informações pelos
mídiaa) bem como desencorajar os maus hábitos e práticas alimentares que acometem a
saúde. Tais acções para serem melhor aceites pela população, devem considerar a fase
de desenvolvimento em que a criança se encontra, o funcionamento familiar e questões
étnicas de fundo cultural.

Diante de tais reflexões, este trabalho propõe uma revisão de estudos, buscando uma
actualização tangente a essa temática de saúde, cuja complexidade requer que as
análises alcancem novas concepções e ideias de desenvolvimento de modelos de vida
mais salutares às populações e que norteiem um ambiente mais saudável e agradável,
moldando uma nova forma de (viver, estar e ser) modificando os comportamentos

7
deteriorantes a saúde, assim como a promoção e prevenção em saúde. Pós o presente
trabalho objectiva traz ao cume a problemática de desnutrição infantil e os factores que
influem para o seu desenrolar, tendo em consideração a realidade da vida quotidiana das
famílias, comunidades e a sociedade em geral, respeitando: A acção das mídias
(conteúdos publicitários comerciais voltados a alimentação), a realidade sócio-cultural e
econômica da população. Portanto, diante desse contexto, levanta-se a seguinte questão:

Quais são os principais factores que contribuem para a ocorrência de casos de

desnutrição aguda em crianças na faixa etária entre 2 à 59 meses de idade na área de

saúde pertencente a unidade sanitária primeiro de Maio na cidade de Chimoio?

8
1.5. Hipóteses
1.5.1 Primária
 Pressupõe-se que a pobreza generalizada e o baixo poder de compra contribuem para o
surgimento da desnutrição aguda.

1.5.2 Secundárias
 A alimentação inadequada e a falta de conhecimentos sobre boas praticas alimentares
influem para a desnutrição;

 O baixo consumo e/ou ingestão alimentar insuficiente possivelmente contribua para


o surgimento da desnutrição aguda;

 A falta de conhecimentos formais sobre as vantagens do Aleitamento Materno


Exclusivo (AME) e o não cumprimento deste período possa contribuir para o
desencadear da desnutrição aguda.

9
1.6. Objectivos
1.6.1. Geral

 Compreender os principais factores que contribuem para a ocorrência de casos de


desnutrição aguda em crianças na faixa etária entre 2 à 59 meses de idade.

1.6.2. Específico

 Identificar as causas e ou factores que contribuem para a ocorrência da desnutrição


aguda na infância;

 Descrever sobre a magna relevância de um melhor estado de saúde nutricional da


criança e a necessidade da implementação de um estilo de vida mais saudável;

 Propor estratégias e boas práticas nutricionais e de saúde;

10
CAPÍTULO II REVISÃO DA LITERATURA
2.1. Referencial teórico
Desnutrição
De acordo com Mello, Luft e Mayer (p.580, 2011). A desnutrição é uma deficiência de
calorias ou de um ou mais nutrientes essenciais. Pós a desnutrição pode surgir porque as
pessoas não conseguem obter ou preparar os alimentos devidamente ou porque
apresentam algum distúrbio que dificulta a ingestão e/ou absorção de nutrientes
dietéticos ou porque possuem necessidades de calóricas (dietéticas) excessivamente
elevadas.
A desnutrição é geralmente óbvia: As pessoas ficam com peso abaixo do normal, os
ossos ficam salientes, a pele fica seca e sem elasticidade e os cabelos ficam secos e
caem com facilidade.

A desnutrição é definida como uma condição clínica decorrente de uma deficiência,


relativa ou absoluta, de um ou mais nutrientes essenciais.

A desnutrição ocorre quando o organismo não recebe os nutrientes necessários para o


seu metabolismo adequado. É um problema de saúde pública com múltiplas causas
(multifactorial), de entendimento complexo e com estreitas ligações com a pobreza. É
um resultado de factores sociais, económicos e patológicos.

A desnutrição um grave problema de saúde pública em todo o mundo, sendo mais


observada em países subdesenvolvidos e em desenvolvimento. A má nutrição é um
desequilíbrio entre os nutrientes de que o corpo precisa e os nutrientes que o corpo
obtém. Assim, a má nutrição também inclui a sobrealimentação (consumo excessivo de
calorias ou nutrientes específicos - proteínas, gorduras, vitaminas, minerais ou outros
suplementos dietéticos), além de desnutrição.

A desnutrição pode se iniciar no período gestacional no útero e se estende à vida adulta.


Os bebês com baixo peso sofrem retardo de crescimento intrauterino chegando a nascer
desnutridos (com Baixo Peso a Nascença-BPN) constituindo um eminente risco de
morte.

11
As crianças são as mais afetadas. A desnutrição infantil origina graves consequências
para o crescimento e desenvolvimento das crianças. A desnutrição infantil está
directamente relacionada às condições de vida das famílias de baixa renda. A
desnutrição é responsável por 55% das mortes de crianças até os cinco anos em todo o
mundo.

2.2. Diagnóstico
Os nutricionistas e ou Técnicos de saúde em nutrição geralmente conseguem
diagnosticar a desnutrição com base no diagnóstico clínico: aparência, altura e peso e
situação da pessoa (incluindo informações sobre dieta e perda de peso) história
alimentar. E por outro lado torna-se possível diagnosticar a desnutrição
laboratorialmente por meio de exames bioquímicos com o auxílio de meios tecnológicos
apropriados. Portanto, existem diversos métodos exequíveis para avaliação nutricional
como a antropometria e composição corporal (exames bioquímicos e físicos); avaliação
do consumo alimentar. Estes métodos de avaliação são complementares entre si e não
há um único que possa ser considerado completo por si só, por isso devem ser
interpretados conjuntamente. No entanto, independente do acesso aos recursos
necessários e das condições de trabalho para a realização de cada um, o fundamental
para que se obtenha um diagnóstico nutricional mais próximo possível da realidade.
As pessoas recebem alimentos nutritivos em quantidades que aumentam gradualmente,
por via oral se possível.

2.3. Tipos de Desnutrição Aguda


A desnutrição pode ser classificada de acordo com o nutriente que está em falta ou em
níveis mais baixos na alimentação e consequentemente no organismo. A desnutrição
proteico-energética (também conhecida como má nutrição proteico-energética) é uma
deficiência grave de proteínas e calorias que surge quando a pessoa não consome
proteínas e calorias suficientes durante um longo período.
Nos países em desenvolvimento, a desnutrição proteico-energética geralmente ocorre
em crianças. Isso contribui para a morte de mais da metade do total de mortes de
crianças (por exemplo, aumentando o risco de desenvolver infecções com ameaça à vida
e, se surgirem infecções, aumentando a gravidade). Porém, esse distúrbio pode afetar
qualquer pessoa, não importa a sua idade, se a ingestão de alimentos for inadequada.

A desnutrição proteico-energética possui duas formas principais sendo estas:

12
 Kwashiorkor: Carência de proteínas.

 Marasmo : Carência de calorias.

O marasmo é uma deficiência grave de calorias e proteínas. A deficiência tende a surgir


em lactentes e crianças pequenas. Geralmente, ela causa perda de peso, perda de
músculo e gordura e desidratação. A amamentação pelo leite materno geralmente
desempenha um papel incontestável na proteção da saúde de criança contra o marasmo.

O washiorkor é uma deficiência grave de proteínas do que de calorias. Kwashiorkor é


menos comum que marasmo. O termo deriva de uma palavra africana que significa
“Sofrimento do primeiro filho mais velho, pelo nascimento precoce do segundo filho”,
já que um primogênito muitas vezes desenvolve Kwashiorkor quando nasce o segundo
filho e o afasta do aleitamento materno. Visto que as crianças desenvolvem
Kwashiorkor depois de terem sido desmamadas, normalmente, são mais velhas do que
as que apresentam marasmo.
O Kwashiorkor tende a ocorrer em determinadas regiões do mundo, e a África e em
particular o nosso país Moçambique não é excepção, onde os alimentos e as refeições
nativas destinadas aos bebês desmamados são deficientes em proteínas, ainda que
suficientes em calorias e hidratos de carbono. Exemplos de tais alimentos são o inhame,
a tapioca, o arroz, as batatas e a banana verde. No entanto, qualquer pessoa pode
desenvolver Kwashiorkor, se a sua alimentação for essencialmente composta por
carboidratos. As pessoas com Kwashiorkor retêm líquidos em acúmulo no espaço
intersticial (fora dos vasos ou seja fora do espaço normalmente propícios para o fluir
dos líquidos intra-corporais) assim, conferindo-lhes um aspecto inchado (edematoso),
aspecto facial similar a uma cheia. Se o Kwashiorkor for grave (com edemas
generalizadas), o abdômen poderá ficar distendido.

No entanto o Kwashiorkor-Marasmático surge surge como uma combinação do


kwashiorkor e marasmo (Desnutrição Enérgico-Protéica). E raramente a deficiência de
micronutrientes.

O Kwashiorkor-marasmático surge como uma forma mista, existem falta de fontes


energéticas e proteínas.

2.4. Causas da desnutrição


As causas da desnutrição podem apresentar caráter primário ou secundário:

13
 Causas primárias: Alimentação inadequada. A pessoa tem uma alimentação
quantitativa ou qualitativamente insuficiente em calorias em outros nutrientes.

Fraca produção e produtividade (pouca disponibilidade alimentar): insuficiência de


alimentos por um médio ou longo período;

Baixo poder de compra: As famílias que vivem em condições de vida deploráveis e ou


que vivem em péssimas condições podem estar menos motivadas a prepararem
refeições e ingerir alimentos. Eles podem ter problemas financeiros, forçando-os a
comprar alimentos baratos e menos nutritivos ou menos alimentos no geral. Estes
podem estar fisicamente incapazes ou com medo de sair para comprar alimentos;
A falta completa de alimentos destinados a dieta familiar.
 Causas secundárias: Alguma condição faz com a ingestão de alimentos não
seja suficiente para atender as necessidades energéticas e ou dietéticas do
organismo. Ex: esta situação ocorre associada a presença de doenças,
verminoses, câncer, anorexia, infecções, intolerância alimentar, digestão e
absorção deficiente de nutrientes. Ex: os pacientes com HIV e SIDA. Por
conseguinte, o sistema imunológico fica debilitado, aumentando o risco de
infecção;
A falta do uso correcto das boas práticas de saúde e de higiene individual e colectiva
Igualmente a falta do devido cuidado para com a alimentação e a intolerância alimentar
associada aos frequentes enjoos (anorexias) e compulsões alimentares.
Infecções e ou doenças como a Malária, HIV e SIDA, TB, Diarreia (disenteria),
compulsão alimentar;
Infecções aparentemente e se a desnutrição for grave, as pessoas podem precisar ser
hospitalizadas.
Alimentar as pessoas muito rapidamente após uma desnutrição grave pode provocar
complicações, como diarreia e desequilíbrios na água corporal, glicose (um açúcar) e
outros nutrientes.

Outros factores também podem ocasionar a desnutrição, são eles: o desmame precoce,
falta de condições sanitárias adequadas, fatores sociais, práticas alimentares culturais e
condições emocionais.

2.5. Sinais e Sintomas da Desnutrição


O sinal mais óbvio de uma deficiência de calorias é a perda de gordura corporal (tecido

14
adiposo), inclusive o emagrecimento rápido e acentuado e a sucessiva perda de peso, o
surgimento de aspectos edematosos e dermatite cutânea, entre outros sinais como: o
rosto com um aspecto arredondado e inchado, face chupada e as buxechas encovadas, a
pele pálida e desidratada, a córnea do olho seca e os olhos mais afundados.
Outros sintomas incluem fadiga, incapacidade de permanecer aquecido, diarreia, perda
de apetite, irritabilidade e apatia.

[Link]ências da Desnutrição
A desnutrição provoca diversas alterações no funcionamento normal do organismo. A
pessoa desntruida fica mais sujeita a sofrer por infecções e ser acometida por outras
doenças. Em crianças, a desnutrição pode comprometer o desenvolvimento mental e
físico (Psico-motor). Nos casos mais graves pode levar até a morte. Entre as principais
consequências da desnutrição estão em destaque:

 A perda de massa muscular e de gordura (massa adiposa);

 Emagrecimento ligeiro, moderado e ou grave;

 A flacidez e queda fácil de cabelos;

 A perda da cor do cabelo (descoloração capilar);

 Dimunuição ou interrupção do crescimento (retardamento no crescimento) e ou


fraco desenvolvimento psicomotor;

 Anemia (deficiência de ferro e baixos níveis de hemoglobina);

 Enrugamento cutâneo, pele seca e descascamação da pele;

 Alterações ósseas e ou má formação óssea e ou deformações ósseas ( Ex:


raquitismo);

 Alterações do sistema respiratório, imunológico e digestório;

 Alterações psicológicas, como depressão e apatia e a demência em estágios


terminais.

15
2.7. Prevenção
Existem inúmeras formas de prevenir uma possível ocorrência de casos de desnutrição
aguda sendo que dentre as quais destacam-se:

 Seguirer alimentação saudáve (equilibrada em quantidade e em qualidade) e


combinada às boas práticas de saúde e higiene de forma contínua e
persistentemente constituem uma das melhores formas de prevenir a
desnutrição;

 Implementação da diversificação alimentar (variedade de alimemtos) e /


variedade alimentar ou dietética;

 Ter os alimentos suficientemente disponíveis;

 Ter o acesso alimentare contínuo, integral (Inclusivo) e permanente sem


quaisquer descriminação, seja de ordem racial, econômica, étinocultural ou
sócio-política;

 Ter uma alimentação saudável (equilibrada em quantidadee e qualidade) durante


o período gestacional ( na gestação e ou gravidez);

 Cumprir com o período de Aleitamento Materno Exclusivo (AME) em bebés até


aos Primeiros 6 meses e vida, isso para evitar a desnutrição aguda.

 Criação de machambas (campos de produção) e ou a criação de hortas familiares


à nível das comunidades;

 Criação de mais postos de emprego e a promoção do associativismo


multifacetado e ou multidimensional.

[Link] da Desnutrição
O tratamento da desnutrição varia de acordo com o estágio desta condição de saúde
nutricional em indivíduos e/ou pacientes.

Para a maioria das pessoas em alguns casos, o tratamento da desnutrição consiste em


um aumento gradual do número de calorias consumidas. A melhor maneira de conseguir
isso é consumindo um número elevado de pequenas e mais nutritivas refeições por dia.
Por exemplo: as pessoas que passaram fome recebem primeiramente pequenas
quantidades de alimento, com maior frequência (de entre 6 a 12 vezes por dia). Depois,

16
a quantidade de alimento é aumentada gradualmente. Se as crianças tiverem diarreia,
deve se manter a alimentação e receberem mais líquidos para manter o corpo hidratado.

De modo geral envolve as seguintes ações: eliminar os factores de risco e ou causas da


desnutrição e propiciar condições no tempo necessário para que o organismo possa ser
recuperar (restauração nutricional). As pessoas recebem alimentos em quantidades que
aumentam gradualmente, por via oral se possível.

No tratamento busca-se recuperar o estado nutricional da pessoa, com objetivo de


normalizar o seu metabolismo. Para isso, são fornecidos os nutrientes necessários na
alimentação. Pós em crianças, o tratamento busca também recuperar as suas condições
normais e/ou favoráveis ao bom crescimento e ganho de peso.

A alimentação saudável combinada às boas práticas de saúde e higiene constituem uma


das melhores formas de prevenir a desnutrição.

As populações mais desfavorecidas, carenciadas e ou desprovidas de óptimas condições


económicas e financeiras mais são sujeitas a falta de higiene, saneamento básico
deficitário ou inadequado, condições habitacionais não adequadas e ou deploráveis,
baixa renda familiar e o desemprego. Como a desnutrição está relacionada com os
aspectos Psico-sócio-culturais e económicos, também a que ter em consideração a
questão da depressão e de doença em estado mais grave, pós estar gravemente doente,
faz com que a pessoa não consiga comer o suficiente, porque perdeu o apetite.
Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura - FAO, em
coordenação com a Organização Mundial da Saúde (OMS) - 2015.

[Link] factores que contribuem e/ou influenciam para a ocorrência de


desnutrição aguda em crianças dos 2 aos 59.
Antes, importa referir que a desnutrição é conceituada como uma condição clínica
decorrente de uma deficiência, relativamente parcial ou absoluta, de um ou mais
nutrientes necessários ao organismo para o seu bom funcionamento.

Podendo a desnutrição ocorrer quando o organismo não recebe os nutrientes necessários


adequadamente ou insuficientes para o seu metabolismo adequado. É um problema de
saúde pública com múltiplas causas, de entendimento complexo e com estreita ligação
com a pobreza. Ela surge como resultado de vários factores como: fatores sociais,
econômicos, fisiológicos, patológicos entre outros factores.

17
Costituem as causas primárias: Alimentação inadequada (pessoa tem uma alimentação
quantitativa ou qualitativamente insuficiente em calorias e nutrientes) e as causas
secundárias: Alguma condição faz com a ingestão de alimentos não seja suficiente para
atender as necessidades energéticas do organismo. Isto geralmente ocorre associada a
presença de verminoses, anormalidades no trato gastrointestinal, anorexia, infecções,
intolerância alimentar, digestão e absorção deficiente de nutrientes. A desnutrição
provoca diversas alterações no funcionamento normal do organismo, sendo que a pessoa
(criança) desntruida fica mais sujeita (susceptível / propensa) a sofrer por infecções e a
sua saúde ser acometida por outras doenças.

Em crianças, a desnutrição pode comprometer o desenvolvimento mental e físico, e nos


casos mais graves pode levar até a morte.

Entre as principais consequências da desnutrição estão: A perda de massa muscular e de


gordura, emagrecimento, desprendimento fácil do cabelo, perda da cor do cabelo;
dimunuição, retardo ou interrupção do crescimento, anemia, enrugamento,
descascamento da pele, alterações ósseas, alterações em órgãos do sistema respiratório,
imunológico e do aparelho digestivo, alterações psicológicas (como a depressão e
apatia).

No entanto, o tratamento da desnutrição varia de acordo com a gravidade do problema,


em modo geral envolve as seguintes acções: 1° eliminar as causas da desnutrição e
proporcionar e propiciar condições no tempo necessário para que o organismo possa se
restaurar / recuperar.

No tratamento busca-se recuperar o estado nutricional da pessoa (criança), com


objectivo de normalizar o seu metabolismo. Para isso, são fornecidos alimentos
terapêuticos potencialmente carregados de conteúdos nutricionais com os nutrientes
necessários para alimentação.

Em crianças, o tratamento busca também recuperar / restaurar a normalidade e


proporcionar condições gerais normais e favoráveis ao crescimento e ganho de peso.

Outros factores também podem ocasionar a desnutrição, são eles: o desmame precoce,
falta de condições sanitárias adequadas, factores sociais, práticas alimentares culturais e
condições emocionais não rentáveis (deteriorantes) a saúde das crianças.

18
Pós o (Nascimento , at al Gomes, 2010), aponta que "desde o nascimento até aos cinco
anos é uma fase que têm um papel fulcral para aquisição de hábitos alimentares
saudáveis".

A desnutrição constitui um grave problema de saúde pública em todo o mundo, sendo


mais observada em países subdesenvolvidos e em desenvolvimento.

A desnutrição pode se iniciar no útero (desde a concepção) e se estender à vida adulta.


Os bebês de baixo peso que sofreram retardo de crescimento intrauterino já nascem
desnutridos e com risco de morte. Accioly E, Saunders C at al Lacerda EMA. Nutrição
em obstetrícia e pediatria. 3ª[Link].2021

As crianças são as mais afetadas, assim construindo um grupo alvo a esta condição
deplorável. Pós a desnutrição infantil origina graves consequências para o crescimento e
desenvolvimento das crianças. A desnutrição infantil está diretamente relacionada às
condições de vida das famílias de baixa renda. A desnutrição é responsável por 55% das
mortes de crianças até os cinco anos em todo o mundo.

2.9.1A pobreza e a (baixa renda familiar)


O alto índice de pobreza que os países baixos e os seus povos enfrentam, sendo que o
nosso país não é a excepção contribuem para a determinação geral da qualidade de vida
e influem afectando negativamente nos padrões alimentares e no modo de vivência
quotidiana.

A cidade de Chimoio encontra-se numa situação similar e consideravelmente


deplorável, sendo notória a presença de moradores de rua e mendigos, desde crianças,
adolescentes, Adultos e idosos sem tecto nem alimentação condigna. Sendo que os
mesmos problemas também afectam a área de saúde pertencente a área de saúde da
unidade sanitária Primeiro de Maio, visto que nesta região ou área da urbe existem
famílias que não consegue passar pelos menos as três (3) refeições básicas ou principais
(sendo estas o pequeno almoço /o vulgo matabicho, o almoço e o jantar), isso acontece
possivelmente por falta de valores monetários favoráveis (baixo poder de compra), o
alto índice de desemprego, que embaraçam para aquisição de alimentos adequados em
quantidade e qualidade suficientes, devido o baixo rendimento familiar, pós também
esta condição ser influenciada pelo alto índice de desemprego e baixos salários que os
chefes de famílias dos agregados familiares obtém.

19
Situação esta que faz com que os indivíduos optem em comprar os produtos alimentares
menos caros e de baixa qualidade para de seguida confeccioná-los e partilharem de
forma inclusiva no seio familiar com o objectivo de satisfazer as suas necessidades
alimentares e ou nutricionais.

2.9.2.O baixo consumo e/ou ingestão alimentar insuficiente

Esta situação possivelmente contribua para o surgimento de problemas alimentares


como a desnutrição aguda infantil, nesta faixa etária em causa, pós associado a
alimentação deficitária e inadequada e a falta de conhecimentos sobre a alimentação
saudável e ideal para as crianças, influem para a desnutrição. Como por exemplo a
compra de alimentos fora do prazo só porque estão a venda a um preço mais baixo,
assim perigando a vida do consumidor (sobre tudo as crianças), a ingestão de alimentos
não higienizados e ou em estágio de putrefação por falta de acesso a algum outro
alimento melhor, constituí um problema maior para o surgimento desta problemática de
saúde em crianças.

2.9.3.O baixo consumo e/ou ingestão alimentar insuficiente


Esta situação e/ou condição, possivelmente contribua para o surgimento de problemas
alimentares (desnutrição na infância). As famílias no seio do seu agregado familiar não
ostentam de finanças pessoais, nem dispõe de estoques alimentares e nem de outros
recursos para que tenham o acesso contínuo e permanente aos alimentos, situação esta
que faz que o organismo não receba os nutrientes necessários adequadamente (sendo
insuficients em quantidade e em qualidade) para o seu metabolismo adequao. Sendo que
a baixa disponibilidade de produtos alimentares originários das machambas familiares
foram directamente influenciadas pela baixa produção agrícola registada na safra
produtiva anterior (2020/2021), afectada negativamente pelas intempéries calamitosas.

[Link]ções como a Malária, Disenteria e Diarreia


Malária

A malária é considerada uma das mais importantes doenças parasitária e infecciosa,


permanece como uma das principais causas de morbi-mortalidade no mundo.

É uma doença infecto-parasitária aguda, que eventualmente se manifesta de forma


crônica, causada pela picada de mosquito anopheles. Os protozoários responsáveis pela
malária pertencem à ordem Haemosporidia, família Plasmodidae.

20
A malária é um dos mais graves problemas de saúde pública no mundo, com várias
pessoas em risco de contrair a doença e quase um milhão de mortes por ano,
principalmente em crianças menores de cinco (5) anos de idade. A desnutrição é
também uma doença de importância para saúde da população e afecta principalmente
crianças em regiões tropicais.

A relação entre malária e nutrição é importante perceber, no entanto, acredita-se que a


malária influencia no estado nutricional por restringir parcialmente a ingestão alimentar,
isto por conta de anorexia e/ou vômitos, além de na fase febril induzir um balanço
negativo de nitrogênio. Por outro lado, acredita-se que o estado nutricional influencia na
infecção malárica, onde a desnutrição energético-proteica modifica a resposta
imunológica do indivíduo negativamente, assim favorecendo à infecção, aumentando a
gravidade dos casos de malária .

As crianças dependem de seus cuidadores para satisfazerem suas necessidades


nutricionais. Segundo (Nóbrega,p.187.1998), descreve o vínculo mãe-filho e a educação
nutricional inadequada do cuidador como factores que possivelmente originam a
desnutrição. Na alimentação, esses factores exteriorizam-se por comportamentos
incompactíveis com as boas normas de preparo de alimentos, onde se destaca com
aspectos negativos como; a falta de higiene (individual, colectiva e para com os
alimentos e utensílios), acúmulo de águas residuais, existência de capim nos quintais e
em volta das residências, a imundície em geral, diluição incorreta de leite em pó
(fórmula infantil), uso incorrecto ou abusivo de hidrato de carbono, falta de
conhecimento do preparo de alguns alimentos habituais do cardápio, falta de meios
financeiros para aquisição de alguns alimentos e falta de interesse para melhorar sua
situação. Esta situação resulta não só da oferta (abundância) incorrecta do alimento, mas
também, da grande possibilidade de favorecer o desenvolvimento de processos
infecciosos por meio de alimentos contaminados.

A relação entre malária e estado nutricional é meramente incontestável, pós a malária é


uma doença infecciosa que impacta negativamente a qualidade de vida e causando a
deterioração do estado nutricional do indivíduo.

O impacto da malária para o estado nutricional e vice-versa é notório em Moçambique e


no mundo, sendo que a cidade de Chimoio não é a excepção.

21
O estado nutricional é decorrente do equilíbrio entre três factores: composição da
alimentação (tipo e quantidade dos alimentos ingeridos), necessidade de energia e
eficiência do aproveitamento biológico dos alimentos. Os parâmetros para a avaliação
do estado nutricional podem ser classificados em directos e indirectos. Entre os
parâmetros directos estão os sinais clínicos, antropometria e exames bioquímicos. O
parâmetro indirecto consiste nos inquéritos alimentares.

A disenteria e as diarreias
A disenteria bacilar (causada por bacilos que causa infecções) e as diarreias fazem parte
das doenças diarreicas ou também são designadas doenças de origem hídrica. Este
grupo de doenças infecciosas a sua etiologia está directamente associada ao consumo de
água contaminada ou imprópria e alimentos infectados. Sendo inapropriados para o
consumo humano, assim acometendo a saúde dos agregados familiares e a das crianças.

Caracterização: Há uma similaridade entre os aspectos da disenteria e as diarreias em


geral as fezes são amolecidas ou líquidas, com dor abdominal, suor, sensação
momentânea de frio, febre, necessidade de evacuar dejectos fecais mais de três vezes ao
dia, náuseas e vômitos, sensação de barriga cheia, desconforto abdominal, sensação de
esvaziamento incompleto do intestino, esses são os sintomas mais comuns. Mas difere a
disenteria pela presença de sangue e mucos nas fezes dos indivíduos com esta infecção.

Embora existam inúmeras doenças ou situações capazes de provocar diarreia, a maior


parte dos quadros agudos tem origem infecciosa, ou seja, é uma reação do organismo
contra bactérias, vírus, parasitas, toxinas. Os agentes podem ser transmitidos por bebida
ou comida contaminada, ou ainda de pessoa para pessoa, por hábitos inadequados de
higiene pessoal, colectiva e a falta de controle das medidas de higiene para com as
fontes ou depósitos de água e alimentos.

A diarreia aguda dura apenas de entre um a catorze dias, podendo ser considerada
crônica quando dura quatro semanas ou mais.

As diarreias causam a desidratação (perda de água no organismo), além da perda de


eletrólitos no sangue (como sódio e potássio) ou até perda de sangue.

A perda de outros nutrientes e também podem comprometer a absorção de nutrientes,


assim originando vários problemas como a desnutrição, emagrecimento e debilitar
função imunológica do organismo.

22
Situação real da área de saúde do centro de saúde 1° de Maio (Julho -
Agosto/2021).
Localização da US:

A Unidade Sanitária 1° de Maio está implantada no bairro Centro Hípico na rua


principal que dá acesso ao cemitério municipal de Chissuí na cidade de Chimoio, sendo
que a sua área de saúde compõem as povoações dos bairros circunvizinhos, pós a
unidade sanitária 1º de Maio é composta de 3 blocos principais, é uma unidade sanitária
de base que atende a demanda pela procura e ou busca dos cuidados primários de saúde,
esta unidade sanitária a sua área de saúde é bastante extensa abrangendo os utentes
dalguns bairros periféricos da autarquia de Chimoio, nomeadamente: Centro Hípico,
Nhamadjessa, 25 de Junho, bairros 4 e 5, Trangapasso, bairro Citembwe (vulgarmente
conhecido como Piloto), Nhamatsane, Hómbwa e até por vezes chegam utentes e /
pacientes doutros bairros mais distantes como: 03 de fevereiro, Agostinho Neto,
Nhaurir, entre outros. Pós a US 1º de Maio recebe também utentes e /ou pacientes que
vêm de zonas mais longuínquas como os utentes e/ou Pacientes oriundos dos povoados
de Adriano, I.A.C, Chicacaure e Zembe.

Casos ou Problemas de Diarreias, Disenteria e Malária: Tab.1.0.


Caso/problema Mês (Julho) Mês (Agosto)

Diarreia 294 casos 253 casos

Disenteria 312 casos 20 casos

Malária 27 casos 152 casos

Fonte: O Autor (US 1° de Maio - Agosto de 2021).

Os dados e/ou resultados indicam que os problemas, casos ou principais factores que
mais afectaram e ou surgiram a nível desta área são a diarreia, malária e disenteria.

No entanto, entre os meiados de junho à julho de 2021, houve registo de 294 casos de
diarreias em crianças com a idade compreendida entre os 6 à 59 meses de idade, sendo
que este cenário ou situação veio a registrar uma ligeira redução no mês seguinte para
253 casos;

Casos de disenteria no mês de julho registaram-se 312 casos em crianças com idades
entre os 2-59 meses, sendo que no mês seguinte registou um significativa, registando

23
uma significativa redução de casos , registando no total 20 casos de disenteria em
crianças nesta faixa etária.

Já os casos de malária vieram a aumentar de 27 casos em julho e 152 casos de malária


em crianças nesta faixa etária, assim significando um aumento exponencial desta
problemática de saúde.

2.9.5.O desmame precoce e a consequentemente introdução precoce de alimentos


complementares
A rápida introdução de alimentos sólidos na dieta das crianças e a utilização dos
Substitutos do Leite Materno (SLM) em detrimento do cumprimento do aleitamento
materno, associados a ingestão da alimentação familiar, pode prejudicar o
desenvolvimento da criança em geral e nortear vários problemas de saúde, uma das
quais a desnutrição. Pós nos primeiros seis (6) meses a criança deve ser alimentada
exclusivamente do leite do peito da mãe, excluindo a ingestão de água e outros
alimentos sólidos, visto que os órgãos internos são ainda frágeis e bem sensíveis e
susceptíveis à infecções. Isto associado também aos maus hábitos alimentares e
procedimentos de cocção de alimentos inadequados. MINOSSI V at Al Monole p, 103-
115, 2008.

2.9.6.A falta de informações sobre o Aleitamento Materno Exclusivo (AME), suas


vantagens e sobre a alimentação infantil nos primeiros 6 meses e complementar
Isto é inerente ao baixo nível de escolaridade, a falta de interesse de uso de meia e /
fontes formais de informação e comunicação como (jornais, rádio, revistas, TV e até
mesmo a internet), está falta de interesse é notória em vários cuidadores de crianças
como em algumas mães a nível da urbe e sua periferia em geral.

 O desconhecimento das inúmeras vantagens do cumprimento do aleitamento


materno exclusivo para a saúde das crianças nos primeiros seis meses de vida, e
para a vida em diante;

 A falta do cumprimento das normas higiénico-sanitárias individual e coletiva


durante os procedimentos de pré-preparo, preparo e cocção dos alimentos e no
processo de seleção e preparação de Substitutos do Leite Materno.

24
CAPÍTULO III
3.0 Metodologias usadas na pesquisa

3.1 Tipo de Estudo

O presente trabalho em estudo, é um estudo de caso baseado numa abordagem de


pesquisa tipicamente etnográfica, póis auxiliou-se em uma pesquisa exploratória -
descritiva, com abordagem quantitativa e qualitativa, com o objectivo de estudar as
principais causas factoriais que influem para o desencadeamento de problemas de
desnutrição aguda em crianças de idades compreendidas entre os 2 à 59 meses
residentes na área de saúde pertencente à Unidade Sanitária 1° de Maio na cidade de
Chimoio.

O estudo de caso na perspectiva exploratória-descritiva, consiste em descrever


simplesmente os fenómenos ou um conceito relativo a uma população de maneira a
estabelecer as características desta mesma população. (LeBaron et al., 2018)

3.2 Variáveis usadas na pesquisa:

3.2.1 Variáveis quantitativas

Diferentemente da pesquisa qualitativa, os resultados da pesquisa quantitativa podem


ser quantificados. Como as amostras geralmente são grandes e consideradas
representativas da população, cujos resultados são tomados como se constituíssem um
retrato real de toda a população e/ou grupo populacional alvo da pesquisa e ou estudo. A
pesquisa quantitativa se centra na objectividade.

Influenciada pelo positivismo, considera que a realidade só pode ser compreendida com
base na análise de dados brutos, recolhidos com o auxílio de instrumentos padronizados
e ou apropriados.

O autor auxiliou-se das seguintes variáveis quantitativas:

 Idade;

 Altura;

 Peso.

25
3.2.2 Variáveis Qualitativas
A pesquisa qualitativa não se preocupa com representatividade numérica, mas sim com
o aprofundamento da compreensão de um grupo social, de uma organização, etc. Os
pesquisadores que adoptam a abordagem qualitativa opõem-se ao pressuposto defende
um modelo único de pesquisa para todos as ciências, já que as ciências sociais têm sua
especificidade, o que pressupõe i metodologia própria. Assim, os pesquisadores
qualitativos refutam modelo positivista aplicado ao estudo vida social, uma vez que o
pesquisador não pode fazer julgamentos e nem permitir que seus preceitos e crenças
contaminem a pesquisa (Goldenberg, 1997, p. 34). O autor irá usar variáveis
qualitativas:

 Sexo;

 Baixo;

 Renda familiar.

3.3 Técnica de Pesquisa


A pesquisa é a actividade nuclear da ciência. Ela possibilita uma aproximação e um
entendimento da realidade a investigar. A pesquisa é um processo permanentemente
inacabado. Processa-se por meio de aproximações sucessivas da realidade, fornecendo-
nos subsídios para uma intervenção ao real. Refere-se à pesquisa como sendo a
inquisição, o procedimento sistemático e intensivo, que tem por objectivo descobrir e
interpretar os factos os factos que estão inseridos em uma determinada realidade.

Para a execução da presente pesquisa, o autor usará duas técnicas de forma separada
para atender os objectivos de estudo:

 A Entrevista e a;

 Observação Directa Assistemática.

3.3.1 Entrevista
Segundo Marcon e Elsen (2000), a entrevista desenvolve-se de maneira metódica e
proporciona ao entrevistado, verbalmente a informação necessária, é uma técnica de
colecta de dados, através do diálogo face à face. Póis por meio desta técnica (entrevista)
permitiu a recolha subsidiada de dados na área de saúde da US 1° de Maio - cidade de
Chimoio com o objectivo de fazer descobertas sobre a realidade.

26
3.3.2 Observação Directa Assistemática
A técnica de observação não estuturada ou assistemática, também denominada de
observação expontânea, informal, ordinária, livre, ocasional e ou acidental - consiste em
recolher por meio da observação e registar os factos da realidade sem que o pesquisador
utilize meios técnicos especiais ou nem que faça perguntas formais directas, sejam
verbais ou escritas. Lakatos & Marcon (fundamentos da investigação científica 5ªed,
p.89,2017).

Esta técnica é mais empregada em estudos exploratórios e não tem planejamento e


controlo previamente elaborados.

O que caracteriza a observação assistemática é o facto do conhecimento ser obtido


através de uma experiência casual, sem que tenha determinado de antemão quais os
aspectos relevantes a serem observados e que meios utilizar para observá-los.

O pesquisador poderá deslocar-se ao local da pesquisa, onde irá fazer uma observação
directa assistemática aos grupos alvos envolvidos no estudo (neste caso: a área de saúde
da US 1° de Maio), no sentido de obter por meio da observação, determinados aspectos
condizentes à realidade da comunidade, serão selecionados 10 individuos cuidadores de
crianças de ambos sexos para facilitar o trabalho de observação.

3.4 Tipo de Amostragem


O autor e/ou pesquisador fará o uso da amostragem probabilística para se estimar o
universo da população em estudo, e irá recorrer ao método simples ao acaso para
selecionar a amostra, usando o método de Amostragem aleatória simples.

3.4.1 Universo e Amostra

Esta fase de caracterização da população alvo e da amostra foi fundamental e


necessária. A população alvo foi constituída por um total de 100 mães e/ou pessoas
provedoras de cuidados à crianças desnutridas que estão em acompanhamento ou
tratamento da desnutrição aguda em ambulatório na Unidade de Reabilitação
Nutricional (URN) do Centro de Saúde 1° de Maio - Cidade de Chimoio.

A num universo composto por 100 (mães, provedores de cuidados de saúde à crianças
ou até mesmo acompanhantes), a amostra foi composta por 60 inqueridos dos quais
provedoras de cuidados à criança e/ou mães das mesmas crianças desnutridas, com
idade compreendida entre os 2 - 59 meses. Para a sua caracterização a sua
caracterização foi utilizada a amostragem probabilística, com aplicação da técnica de
27
seleção aleatória simples para as proveras e/ou mães, por se conhecer o universo da
população em estudo e foram questionadas às provedoras, mães e ou acompanhantes de
crianças com desnutrição aguda.

Portanto, os sujeitos foram incluídos no estudo à medida em que estes eram


seleccionados no local da pesquisa.

3.4.2 Técnica de análise de dados.

Os dados foram apresentados em tabelas e gráficos e foram processados através do Pacote


Microsoft office Excel versão 2013. Foi aplicada a análise de conteúdo e estatistica multivariada
A estatística multivariada pode ser definida como um conjunto de métodos estatísticos utilizados
em situações nas quais diversas variáveis são medidas simultaneamente, em cada elemento
amostral. Em geral, as variáveis são correlacionadas entre si e quanto maior o numero de
variáveis, mais complexa torna-se a análise por métodos comuns de estatística univariada”
(MINGOTI, 2005, p. 21).

É somente por meio de técnicas multivariadas que essas múltiplas relações podem ser
adequadamente examinadas para se obter uma compreensão mais completa e realista na tomada
de decisões” (HAIR Jr. et al., 2005, p.25). Para Stevenson (1971), a análise multivariada é uma
ferramenta estatística que processa as informações de modo a simplificar a estrutura dos dados e
a sintetizar as informações quando o número de variáveis envolvidas é muito grande, facilitando
o entendimento do relacionamento existente entre as variáveis do processo. O entendimento de
fenômenos físicos ou sociais é realizado por meio da coleta e da análise de uma enorme
quantidade de dados baseados em uma hipótese. Como o conjunto de dados e variáveis é muito
grande, utilizam-se métodos estatísticos para se obter informações úteis dessa massa de dados.
Esses são chamados de métodos de análise multivariada (STEVENSON, 1971).

3.5. Instrumentos de recolha de dados.

A entrevista desenvolve-se de maneira metódica e proporciona ao entrevistado,


verbalmente a informação necessária, é uma técnica de colecta de dados, através do
diálogo face à face. Marcon & Elsen (2000)

28
O método de coleta de dados na observação participante consiste na participação do
pesquisador nas atividades cotidianas relacionadas a uma área da vida social, a fim de
estudar aspectos de vida por meio da observação de eventos em seus contextos naturais
(Given, 2008).

Segundo Cervo & Bervian (2002, p. 27), observar é aplicar atentamente os sentidos físicos a um
amplo objeto, para dele adquirir um conhecimento claro e preciso. Para esses autores, a
observação é vital para o estudo da realidade e de suas leis. Sem ela, o estudo seria reduzido à
simples conjetura e simples adivinhação.
A observação participante é um método qualitativo com raízes na pesquisa etnográfica
tradicional. O termo foi usado pela primeira vez pelo antropólogo social Malinowski na década
de 1920 e a abordagem foi posteriormente desenvolvida pela Escola de Chicago sob a liderança
de Robert Park e Howard Becker (Given, 2008; Mack, Woodsong, Macqueen, Guest & Namey
2005). Essa abordagem permite ao pesquisador (fieldworker) utilizar o contexto sócio-cultural
do ambiente quotidiano observado (os conhecimentos socialmente adquiridos e compartilhados
disponíveis para os participantes ou membros deste ambiente).

3.6. População e amostra.

Segundo Fortin &Vissandjée (1999), população é o conjunto de todos os sujeitos e outros


elementos de um grupo bem definido tendo em comum uma ou várias características
semelhantes e sobre o qual assenta a investigação. Entretanto constitui população deste estudo
mães com crianças menores de 5 anos de idade.

Segundo Vergara (1997) amostra é uma parte do universo escolhido ou selecionado a partir de
um critério de representatividade. Assim, cada elemento da população tem a mesma
oportunidade em ser selecionado, dando a amostra o caracter representatividade.

[Link]érios de inclusão e exclusão


3.7.1. Critérios de inclusão

 Ser mãe com crianca de 2 a 59 meses.

4.7.2. Critérios de exclusão


 Não ser mãe com criança de 2 a 59 meses.

29
CAPÍTULO 4: APRESENTAÇÃO, ANÁLISE, INTERPRETAÇÃO E
DISCUSSÃO DOS RESULTADOS
Fizeram parte da amostra 60 mães e/ou cuidadores de crianças.

Tabela 1: Das entrevistadas, 09 (15%), as idades variavam de 14 a 19 anos, porém, 34 (56.6%),


tinham entre 20 a 33 anos, 11 (18.4%) tinham entre 34 a 39 anos, e apenas 6 (10%), tinham idade
superior a 40 anos, como é mostrado na tabela 1.

Idade das Mães ou


Cuidadoras Número Fr ( % )
<20 Anos 09 15
20 a 33 Anos 34 56.6
33 a 40 Anos 11 18.4
> 40 Anos 6 10
Total 60 100
Nivel de escolaridade Número Fr ( % )
Primário do 1º ciclo 05 8,4
Primário do 2º ciclo 25 41,6
Secundário do 1º ciclo 14 23.4
Secundário do 2º ciclo 12 20
Superior 04 6.6
Total 60 100
Sexo Número Fr ( % )
Feminino 57 95
Masculino 03 5
Total 60 100
Estado Civil Número Fr ( % )
Solteiro 06 10
Casado 42 70
Viúvo 04 4
Divorciado 08 13
Outro 02 3
Total 60 100
Fonte: autor 2021

A maior percentagem das mães e/ou acompanhantes de crianças entrevistadas foi com
idade 20 a 33 anos com 56.6%( n= 34 ) seguida mães e/ou Acompanhantes com 34 a 39
anos com 18.4% ( n= 11), seguida mães / Acompanhantes menores de 20 anos com 15%
( n= 09) e a menor percentagem foi 10% ( n= 06 ) referente as que tem idade Mais de
40 anos.

30
4.1. Fonte de divulgação da informação sobre a Desnutrição Aguda.
Tabela 2: Já ouviu falar de desnutrição aguda Se Sim, a onde?

Actividade Resposta Nº Fr(%)

Na US 30 50
Na Rádio 5 8.4
Na comunidade 18 30
Já ouviu falar de desnutricao aguda Se Sim, a
Outro 07 11.6
onde? Total 60
100

Fonte: Autor (2021)

Para Rego (2006). O profissional de Saúde pode proporcionar à população os


conhecimentos necessários e a motivação necessária para a promoção da alimentação
saudável da população.
Actividades educativas podem ser realizadas com as famílias, com a comunidade ou
com responsáveis pelas famílias.
Gráfico 1: O local em que as mães e/ou cuidadores ouviram falar de desnutrição.

Fonte: autor (2021).

A Unidade Sanitária e a Comunidade constituíram maiores fontes de divulgação de


informações Referentes a desnutrição, com 50%( n=30 ), 30% ( n=18 ) e 12% (n=7)
respectivamente e por último a rádio com 8% (n=5)

31
CAPÍTULO V: CONCLUSÕES E SUGESTÕES

V.1. Conclusões

Concluindo, o autor do presidente trabalho constatou que os vários factores como os


maus hábitos alimentares e práticas não favoráveis a saúde, as infecções (como a
diarreia, disenteria, a malária entre outros factores outrora abordados ao longo do
trabalho, constituem uma lista de factores de risco que concorrem para o surgimento de
casos de desnutrição infantil aguda em crianças nos bairros circunvizinhos da unidade
sanitária Primeiro de Maio, sendo que o mesmo trabalho traz ao cume estes factores de
forma nítida para debruçar sobre os mesmos.

Estes factores incorporam-se aos vários outros factores que como aos maus hábitos
alimentares e inadequados, a escassez de políticas públicas voltadas aos programas de
educação e promoção da saúde em geral, e a saúde nutricional em particular, visando
promover os hábitos alimentares mais saudáveis, promover o associativismo
comunitário, criar organizações comunitárias mais sólidas e resilientes para a busca de
soluções conjuntas e é necessário moldar uma nova forma de pensar sobre a situação
nutritional das comunidades, em especial às crianças, sendo assim tão necessário
combater essa realidade, igualmente e indispensável o papel do técnico de nutrição ou
nutricionista visto que estes exercem um papel fundamental no combate aos problemas
que afectam negativamente o estado nutricional dos indivíduos (as crianças em
particular), por serem uma ferramenta chave para promover e desenvolver a educação
nutricional, pós através do atendimento clínico voltado a nutrição é possível identificar
o grau do problema ou tipo de desnutrição do paciente pediátrico, fazer prescrições
dietéticas e traçar o plano alimentar de acordo com as necessidades nutricionais,
promovendo a educação alimentar e nutricional.

Portanto, para o cumprimento das tais medidas acima mencionadas pelo autor, é
meramente necessário e indispensável que os pais, encarregados de educação e ou os
chefes dos agregados familiares que são responsáveis pelo processo de compra, façam e
ou estabeleçam um plano de compras, para que em suas compras optem em comprar
alimentos ricos em nutrientes benéficos a saúde da família em geral e a das crianças em
particular, visto que estes para os seus filhos desempenham um papel educativo para
mudar o hábito alimentar tido como de risco.

32
V.2. Propostas e Sugestões

 O autor sugere as mães lactantes a se distanciarem do álcoolismo e do tabagismo


enquanto estiverem em período de amamentação dos seus filhos;

 O cumprimento do período de Amamentação exclusiva com o leite materno,


consciencializando as vantagens do mesmo;

 Cumprir com as medidas de saúde e higiene em geral, principalmente para com


os alimentos durante a aquisição, preparação e consumo (consciencializando
implamentação de aspectos mais salutogénicos);

 Verificação da validade dos produtos alimentícios na compra e antes da


preparação ou consumo;

 Preparar e confeccionar sempre alimentos seguros e que garantam e /


proporcionam saúde às crianças;

 Verduras cruas e frutas devem sempre ser higienizadas e desinfetadas antes do


consumo;

 Lave bem as mãos com água e sabão após usar o banheiro, antes das refeições,
ao trocar fraldas, cuidar do animal de estimação e antes de preparar a comida.
Quem trabalha em refeitórios ou restaurantes deve utilizar luvas ao manipular os
alimentos;

 Lave bem as superfícies da pia e os utensílios;

 Não deixe os alimentos preparados muito tempo fora da geladeira, em


temperatura ambiente - duas horas depois já é possível que bactérias e toxinas se
multipliquem;

 Evite consumir produtos de origem animal (como carnes bovina e suína, aves,
ovos, peixes e frutos do mar) crus ou mal cozidos se não tiver certeza de como
foram conservados; também evite leite e derivados que não sejam pasteurizados;

 A implantação de sistemas públicos de água tratada e de esgoto reduziu


drasticamente os casos de diarreia, mas águas e outras bebidas engarrafadas
indevidadamente, fontes e mesmo algumas águas engarrafadas, produzidas sem

33
os devidos cuidados ou clandestinas são responsáveis por grande parte dos
surtos veiculados por água;

 Criação de hortas familiares para reforçar a dieta da família e para garantir a


variação alimentar e o acesso aos alimentos nutritivos e seguros no seio do
agregado familiar;

 Incentivar o uso de água limpa e potável para a irrigação das hortas familiares e
incluir a produção de novas culturas agrícolas restantes as variações climáticas
em suas hortas em residências e machambas;

 Manter os quintais sempre limpos, sem capim ao redor das residências,


promover o associativismo comunitário e desenvolver os mecanismos de inter-
ajuda entre as famílias (sobretudo, prestar a maior atenção aos mais carenciados
dentre as quais as crianças órfãs e menores):

 Estabelecer um sistema de informação consistente e manter uma comunicação


social mais sólida a nível das comunidades;

 Promover Actividades de lazer (recreação) e socialização de forma mais


unânime e inclusiva (que envolva ambos os sexos, idades diferentes, e todos os
extratos sociais);

 Promoção da saúde, eliminação de charcos de águas residuárias, higiene em


geral e o estabelecimento de jornadas de limpeza para evitar a as doenças
infecciosas como a malária, diarreia e outras.

 As autoridades governamentais responsáveis pela tubagem de canais de


fornecimento de água e as valas de drenagem e tubagem de dejectos, o autor do
presente trabalho sugere que haja uma especial atenção e execução de
manutenção rotineiras e contínua e a sua devida supervisão.

 Aos produtores de produtos alimentares e a sociedade em geral, o autor sugere o


não uso de agrotóxicos e outras substâncias que sejam prejudiciais á saúde do
consumidor com especial atenção nas crianças, que constituem uma das camadas
sociais mais sustentáveis a esta problemática que amplamente pode acometer a
saúde da comunidade.

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V.3. Limitações

Na a realização do presente trabalho foram deparadas várias situações embaraçosas tais


como:

 Dificuldades na gestão de tempo para elaboração do trabalho, visto que durante


a elaboração do mesmo simultaneamente decorria o estágio;

 Existência de cuidadores de crianças que receiavam fornecer informações;

 Falta de recursos e meios complementares ou auxiliares para a colheita de mais


informações relevantes;

 O fluxo de cuidadores secundários e ou acompanhantes de crianças que


desconheciam informações gerais sobre alimentação da criança.

35
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