MARCHAS PATALÓGICAS
Anserina
Pertence ao grupo da marcha nas miopatias, onde estão presentes as afecções muculares, com déficit
muscular principalmente nas cinturas pélvica e escapular.
Nessa marcha se observa uma anteroversão pélvica, membros inferiores em abdução, rotação
externa, apoio em ante-pé, aumento da lordose lombar, abdômen protuso, ombros elevados,
escápulas aladas, cabeça anteriorizada e movimentos oscilatórios dos quadris.
Em bloco
não tem dissociação de cinturas.
Ocorre na Síndrome Extrapiramidal Parkinsoniana.
Há uma diminuição ou ausência dos membros superiores durante a marcha, passos curtos, às vezes
arrastando os pés, com hesitação no início, acelerações involuntárias (marcha festinada), cabeça e
tronco inclinados para frente, vagarosa.
Pacientes tem uma diminuição dos movimentos (bradcinesia), e adquire postura em flexão.
Marcha lenta, às vezes não tem nem a fase de balanço.
Paciente pode ter uma excitação no início do movimento e tem dificuldade em iniciar o movimento, às
vezes perante obstáculos ele não consegue parar, por exemplo, guia na calçada.
Ceifante
na fase de balanço não faz flexão de quadril e joelho.
Presente na Síndrome Piramidal, nos pacientes hemiparéticos.
Ao tentar fletir o membro parético para dar o passo, ocorre uma abdução de quadril e circundução.
Na fase de apoio a hipertonia extensora do membro inferior junto com a flexão plantar faz com que
o pé toque o solo pela borda lateral e ponta.
comum em pacientes hemiparéticos espásticos.
hipertonia típica em flexão de membros superiores.
membro inferior tem hipertonia do tríceps sural e joelhos.
fase de apoio em flexão plantar.
fase de balanço em extensão de joelho.
FONTE: Jessica Rose e James G. Gamble. Marcha humana. 2.ª ed. São Paulo: Editorial Premier,
1998 (com adaptações).
Ebriosa
rara.
Características de intoxicação alcoólica ou por barbitúricos, em que o paciente titubeia, cambaleia,
inclina-se para frente e para trás, parecendo que está prestes a perder o equilíbrio e cair. Os
passos são irregulares e incertos.
Atáxica
marcha irregular
Observada na ataxia cerebelar, esclerose múltipla, onde o equilíbrio é alterado. As pernas mantêm-
se afastadas, os passos são irregulares, impedindo a marcha em linha reta. Ocorre a dança dos
tendões, que são oscilações do equilíbrio estático, obrigando o paciente a manter os pés
afastados para ampliar a base de sustentação.
Em lesões unilaterais do cerebelo, há tendências a desvios para o lado afetado.
O fechamento dos olhos não tem efeito algum na habilidade em manter o equilíbrio.
paciente não consegue manter o tônus sentado ou em pé.
apresenta muita oscilação.
comum em lesão cerebelar.
FONTE: Jessica Rose e James G. Gamble. Marcha humana. 2.ª ed. São Paulo: Editorial Premier,
1998 (com adaptações).
Coreatetósica ou distônica
Presente em pacientes com Coréia de Sydenham, Doença de Huntington e PC. Caracteriza-se por
movimentos de flexão, extensão e rotação do pescoço, juntamente com caretas faciais,
movimentos de rotação de tronco e dos membros e rápido movimento dos dedos, tipo tocar
piano. Além disso, súbitos movimentos da pelve se lançando para frente ou para o lado e
rápidos movimentos de rotação do tronco e dos membros ocasionam uma marcha que se
assemelha a uma série de passos de dança.
Punho e dedos realizam flexão e extensão, supinação e pronação alternados: os lábios retraem-se e
projetam-se alternadamente, com protusão intermitente da língua.
o que dá mais estabilidade para pacientes com esta marcha é o andador.
também é comum em PC.
Marcha em tesoura
Encontrada na Paralisia Cerebral Diparética Espástica e é caracterizada por hipertonia dos
extensores e adutores da coxa.
A marcha ocorre com passos curtos, joelhos unidos podendo entrecruzá-los, com grande dificuldade
e às vezes o paciente faz uso de muletas canadenses.
é uma marcha instável, a maioria deambula.
adução de coxa, rotação interna e flexão plantar.
só faz aplicação de botox e tenotomia quando há contratura.
Fonte : Criação de Diego Lopes Sousa [Link]
Por que a Pessoa tem Alteração da Marcha
A interrupção da função normal introduz limitações que requerem ação compensatória.
O potencial de cada paciente para a marcha funcional varia com a natureza e com a gravidade da
patologia primariam e também com sua capacidade de utilizar a função residual para a ação
substituta.
A compensação depende de força muscular, controle motor, mobilidade articular e capacidade
sensorial residuais.
O padrão em marcha resultante é uma mistura de desvios causados pela disfunção primaria, assim
como