Gestão de Vendas
Gestão de Vendas
PLANO DE AÇÃO............................................................................................................................... 45
Canais e tipos de venda .......................................................................................................... 46
Venda direta e indireta ...................................................................................................... 46
Venda pessoal e impessoal ............................................................................................... 47
TIPOS DE VENDA .............................................................................................................................. 50
Vendas do tipo pessoal ........................................................................................................... 50
Venda face a face ................................................................................................................ 50
Televendas prospectivo (ativo) e receptivo..................................................................... 50
Vendas do tipo impessoal....................................................................................................... 51
Catálogo e mala direta ....................................................................................................... 51
Comércio eletrônico ........................................................................................................... 51
Vantagens e desvantagens dos tipos de venda pessoal e impessoal .............................. 53
FORÇAS DE VENDA DIRETA E INDIRETA (CANAIS DE VENDA) .................................................... 55
Relação com o mercado.......................................................................................................... 56
Vantagens e desvantagens dos canais de venda direto e indireto ................................... 57
Estratégias de redução de custos .................................................................................... 58
DEFINIÇÃO DE ZONAS DE VENDA .................................................................................................. 59
Planejamento ........................................................................................................................... 60
Formas de organização das zonas de venda ....................................................................... 60
Território de vendas por linha de produto ..................................................................... 60
Território de vendas por cliente/ mercado ..................................................................... 61
Território de vendas por espaço geográfico ................................................................... 61
Território de vendas misto ................................................................................................ 62
Orçamento de vendas ............................................................................................................. 62
Passo a passo para a elaboração da previsão de vendas .................................................. 63
GLOSSÁRIO ........................................................................................................................................... 85
BIBLIOGRAFIA ...................................................................................................................................... 87
PROFESSOR-AUTOR ............................................................................................................................. 88
MÓDULO I – VENDAS NA ESTRATÉGIA
DE MARKETING
Conceito de venda
Houve um tempo em que vender era uma atividade reativa, e os compradores não eram
muito exigentes nem conscientes dos seus direitos. Por esse motivo, havia pouca preocupação com
o cliente, e a atividade de vendas era, basicamente, a complementação do trabalho da geração de
demanda via propaganda de massa junto ao consumidor, ou seja, focava apenas o preço e o
produto. Houve, no entanto, uma mudança clara de posicionamento das organizações quando, já
em processo de transição para o atual mercado, estas, pressionadas para manter os níveis de venda
elevados, deram início a uma busca por ganhos de escala em qualidade e produtividade, visando à
conquista de novos mercados e à melhoria do sistema de distribuição, e focando a gestão da força
de vendas.
Já no mercado contemporâneo, o crescimento da cadeia de suprimentos, a diversificação e o
surgimento de novas marcas – cujos diferenciais entre concorrentes passam a ser equivalentes –
criam uma nova dinâmica no ambiente de vendas. Essa dinâmica envolve um mercado
competitivo em que há um crescente aumento da concorrência, o rompimento com modelos
preestabelecidos e o surgimento de novas oportunidades. Paralelamente, esse mercado se forma
em uma sociedade conectada cujos clientes são exigentes e bem informados, demandando
respostas rápidas das empresas em atenção às suas necessidades. Dessa forma, ao planejarem ações
que gerem valor para esses clientes, as empresas passaram a ficar atentas:
à utilização de ferramentas de gestão adequadas;
ao desenvolvimento do planejamento estratégico;
à realização de pesquisas de mercado e
à integração e ao alinhamento da área comercial com a área de marketing.
Vender tornou-se, portanto, uma atividade mais difícil, e as forças motrizes do mercado
levaram as áreas comerciais das organizações a atualizarem o planejamento estratégico para
buscar resultados.
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Aumento do número de ofertas na ponta da compra
No passado, por não ter muitas opções – os produtos e serviços se apresentavam como
únicos e havia poucos fornecedores –, o cliente comprava o que estava disponível no mercado.
Contudo, com o aumento das opções, produtos e serviços passaram a ser substituíveis, e o
consumidor passou a ter de escolher entre diversas marcas de vários concorrentes. A maior oferta
de produtos, serviços e fornecedores provocou, portanto, a diminuição da fidelização dos clientes.
Hoje temos marcas premium, alternativas, próprias (dos varejos, por exemplo) e compramos mais
de marcas pouco conhecidas do que fazíamos no passado. Isso, provavelmente, está relacionado
com o contexto socioeconômico atual e com o grau de risco existente em cada compra.
Todo esse contexto nos mostra que, atualmente, embora um fornecedor possa ter um
produto singular e superior ao dos seus concorrentes, nada lhe garante que a tradicional estratégia
de vendas funcionará de modo satisfatório, sendo necessário criar valor adicional para esse
produto. Em outras palavras, independentemente do modelo de vendas que a empresa adote,
vender deixou de ser uma atividade somente tática e operacional para tornar-se uma atividade
mais integradora e estratégica, como veremos a seguir.
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Como pudemos notar, para que se possa construir uma boa estratégia comercial, é
fundamental que todos participem do processo, o que nos leva à necessidade cada vez maior de
integrar as áreas de vendas e marketing. Nesse particular, vale observarmos o comentário de Neil
Rackham (2006, p. 33) sobre o surgimento de uma nova organização estrutural nos
departamentos de marketing. Vejamos:
Essa abordagem é instigante, pois a área comercial precisa ter claramente definida uma
proposição de valor, ou seja, não basta apenas comunicar valor, é preciso explorar, criar e entregar
valor aos clientes. Propor, comunicar, criar, entregar e manter valor na interface com o cliente
(nessa sequência) passaram a ser as ações que direcionam a estratégica de vendas dentro da
empresa. Isso nos leva à necessidade e refletir acerca de algumas questões orientadoras para a
definição de uma boa estratégia de vendas:
Como queremos ser reconhecidos pelo mercado?
Que tipo de relacionamento teremos com os nossos clientes?
Haverá segmentação dos clientes por valor?
Quais são os objetivos de venda?
Que resultados mensuráveis buscamos?
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Como sabemos, a área de vendas de uma empresa é aquela que lida com clientes, atuando
em três dimensões:
conquista e obtenção de prospects – processo de prospecção;
retenção e manutenção da base de clientes atual e
desenvolvimento do relacionamento comercial com clientes potenciais.
Segundo Ansoff (1993), a partir de duas variáveis (produtos e clientes/mercados), cada qual
com duas opções (existentes e novos), tem-se uma matriz que apresenta quatro perspectivas de
crescimento futuro. Vejamos:
a) Penetração de mercado:
O objetivo da penetração de mercado é manter ou aumentar a participação da empresa por
meio da venda de produtos existentes nos mercados em que já atua. Isso pode ser feito pela
adoção de preços competitivos (a fim de tornar o mercado pouco atraente para os concorrentes),
por meio da publicidade e da promoção de vendas, estimulando a frequência de uso do produto,
ou pelo aumento da quantidade consumida, criando programas de fidelização para transformar
clientes ocasionais em clientes regulares.
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b) Desenvolvimento de mercado:
O objetivo do desenvolvimento de mercado é vender os produtos existentes em novos
mercados. Isso pode ser realizado por meio da prospecção de novos mercados geográficos. Por
exemplo, pode-se exportar o produto para outro país ou utilizar novos canais de distribuição. No
que se refere à prospecção, ou seja, à procura de pessoas ou empresas que precisem dos seus
produtos ou serviços e que tenham orçamento para comprá-los, recomenda-se diagnosticar os seus
motivos e oportunidades para a compra. Isso ajuda a estabelecer o senso de urgência para a
compra. Da mesma forma, é importante que o marketing desenvolva o posicionamento correto
para criar a imagem adequada do produto ou da empresa e que a área de vendas promova essa
imagem por meio das suas atividades de comunicação e relacionamento direto com o cliente.
A adoção de uma estratégia multicanal é muito interessante, pois, ao utilizar diversos canais
de venda para comercializar os seus produtos ou serviços, a empresa pode levar comodidade e
conveniência para o cliente-alvo a partir de vários pontos de acesso. Esse assunto tem relação com
a política comercial da empresa, especificamente com a precificação, que, atualmente, considera
variáveis que vão além dos custos de produção, como a atuação da concorrência, a relação entre
demanda e oferta, e mesmo questões estratégicas, como a necessidade de a empresa melhorar a
performance de determinado canal praticando um preço menor no e-commerce se comparado ao
praticado no teleatendimento ou no ponto de venda físico. Vale notarmos, contudo, que é
necessário que essa estratégia seja planejada de forma colaborativa e com foco no cliente, evitando
assim transtornos no atendimento ou mesmo a chamada canibalização dos canais.
c) Desenvolvimento de produtos:
O objetivo do desenvolvimento de produtos é vender novos produtos à base já instalada de
clientes ou fazer alterações em produtos já existentes, criando novas gerações de produtos que
modifiquem a percepção dos clientes. De forma geral, o segmento da tecnologia é o que mais faz
uso dessa estratégia, como nos mostram os aplicativos desenvolvidos pela Apple e pela Microsoft,
por exemplo.
Ações de relacionamento pautadas na divulgação de novos produtos e serviços, promoções
alinhadas ao perfil do comprador e modificações que levem à prestação de um atendimento
diferenciado “blindam” o cliente do assédio de outros fornecedores. Nesse caso, é fundamental
utilizar um database marketing (inteligência artificial) que possa disponibilizar dados e
informações estratégicas para personalizar e customizar as ofertas de forma única.
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d) Diversificação:
O objetivo da diversificação é demonstrar inovação e criatividade, elementos fundamentais
à criação de novos produtos para novos mercados. Nesse sentido, é importante analisar tanto o
micro quanto o macroambiente de marketing (Swot), de modo a observar se há uma
oportunidade de venda a ser perseguida pela organização.
Por que os vendedores podem não alcançar uma maior porcentagem de sucesso do jeito que
vendem? As atividades dos compradores são iguais em todas as situações de venda? O que os
vendedores precisam fazer diferente, a fim de ajudar os compradores a escolhê-los sem objeções de
preço ou concorrência?
Para responder a essas perguntas, precisamos entender as diversas estratégias de abordagem
de vendas orientadas a resultados e correlacionar a sua aplicação à realidade situacional de vendas
em que a organização se encontra.
Como podemos observar na figura a seguir, ao longo do tempo, foram desenvolvidos e
aprimorados três modelos de venda:
modelo de soluções isoladas;
modelo de soluções configuradas e
modelo de soluções integradas.
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Figura 1 – Modelos de venda
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A seguir, analisaremos cada um desses três tipos de abordagem.
Venda de impacto
No passado, o mercado tinha poucas opções de fornecedores e produtos, e os vendedores
eram treinados para praticar o chamado roteiro de vendas, ou seja, “diga-me aonde devo ir, quem
devo procurar e o que devo dizer.” Na prática, o objetivo do vendedor era persuadir o cliente a
comprar o que lhe melhor convinha. Nesse sentido, a estrutura da abordagem de vendas era
baseada na apresentação do produto, contornando eventuais objeções e técnicas de fechamento de
pressão. Em outras palavras, o vendedor criava estímulos e lidava com respostas. Por isso mesmo,
nessa época, os ditos bons vendedores eram aqueles denominados “Bond Boca”, pois tinham
habilidades de comunicação sedutoras e vendiam até geladeiras para esquimós. Para ilustrar essa
realidade, que ainda persiste em determinadas empresas, podemos citar o televendas que trabalha
com script de vendas e os vendedores de carros usados. Em resumo, o modelo praticado
(transacional) era o de ofertar o produto, logo o trabalho do vendedor se restringia a mostrar o
valor intrínseco a esse produto. Nesse caso, os clientes se concentravam no custo, conheciam o
produto e não despendiam tempo ou dinheiro com visitas de venda. É o acontece na venda de
commodities ou de produtos simples, como um pacote de sabão em pó.
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ocorria, ela se dá pela capacidade de o vendedor não só entender as necessidades do cliente mas
também encontrar uma solução que as atenda, considerando sempre uma ótima relação custo-
benefício. Nesse contexto, os vendedores de sucesso passam a ser aqueles que desenvolvem as
habilidades de ouvir o cliente e legitimar as suas propostas, criando uma visão de retorno.
Com efeito, em um cenário como esse, o vendedor passa a ser fundamental para entender as
necessidades dos consumidores e atendê-las, viabilizando assim a compra, o que pode ser feito
pela redução dos custos totais de aquisição ou pelo aumento dos benefícios. As competências
essenciais do vendedor passam a ser, portanto, a escuta ativa, o conhecimento e a compreensão do
mercado e dos concorrentes.
Em resumo, o modelo relacional praticado partia do princípio de que os clientes estariam
dispostos a pagar um pouco mais pelo valor extrínseco proporcionado pelas informações advindas
do vendedor.
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porta, quisesse abri-la, mas não tivesse a chave. O vendedor surge então para ajudá-lo a achar a
chave que procura.
A abordagem da venda consultiva é um processo de compromisso mútuo em que o cliente
valoriza o vendedor e nele enxerga alguém que, além de exercer a sua capacidade de solucionar
problemas, terá competência para administrar os custos de aquisição envolvidos.
Em resumo, o modelo praticado é o da parceria de longo prazo, o de desenvolver uma
relação de valor estratégico e de dependência entre fornecedor e comprador. Por meio dessa
relação, obtêm-se ganhos mútuos, compartilhando informações de negócio em um ambiente
colaborativo e conseguindo o melhor retorno sobre o investimento (ROI).
Tipos de comprador
Percebendo que há diferenças marcantes entre os modelos e abordagens de venda, devemos
alinhar os tipos comprador existentes (aqueles que têm expectativas diferentes) com as situações
de compra e definir a melhor estratégia aplicada.
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c) Clientes de valor estratégico:
Os clientes de valor estratégico exigem que os seus fornecedores desenvolvam um
ecossistema de soluções customizadas.
Para atender às espirações desse tipo de cliente, a organização vendedora deve redesenhar a
sua estrutura interna, favorecendo a troca de informações e aumentando o investimento na
criação de soluções, ou seja, tornando-se um solution provider.
Vejamos alguns padrões tangíveis que podem ser utilizados para fortalecer parcerias:
integridade – ambos os parceiros são confiáveis e honrados;
importância – ambos os parceiros entendem a importância do outro para atingir os seus
objetivos estratégicos;
interdependência – ambos os parceiros necessitam um do outro, ou seja, um ajuda o
outro a atingir as suas metas;
investimentos – ambos os parceiros destinam recursos financeiros e de outros tipos ao
relacionamento;
informação – ambos os parceiros comunicam-se francamente a respeito de dados
técnicos, problemas e situações de mudança, e
integração – ambos os parceiros desenvolvem formas de oportunidade compartilhadas,
por meio das quais aprendem e ensinam mutuamente.
Como podemos notar, a gestão de vendas é complexa, dado que há uma multiplicidade de
estratégias e formatos. Se o produto tiver características simples, se as suas informações superficiais
forem suficientes para orientar a sua procura e se a preferência for pela opção mais barata, o
modelo de vendas indicado é o de vendas de impacto, pois este caracteriza-se pelo baixo custo.
Por outro lado, se o cliente precisa de ajuda e assessoria, então o melhor modelo é o de
vendas consultivas, pois se pode agregar valor por meio da flexibilidade no atendimento
personalizado, criando uma abertura para adaptação, customização.
Por fim, se o cliente busca valor estratégico, então é preciso ter uma estrutura que permita
gerar valor agregado ao negócio, ajudando o cliente a reduzir custos administrativos, de processo e
de estoque, ou mesmo aumentando as suas vendas e os seus lucros.
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MÓDULO II – PLANEJAMENTO
ESTRATÉGICO DE VENDAS
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c) Atividades do processo de vendas:
As atividades do processo de vendas devem ser gerenciadas e, por isso, é importante
controlar todas as suas fases, a saber:
prospecção;
abordagem;
apresentação;
negociação e superação de objeções, e
fechamento.
d) Força de venda:
Os processos de recrutamento, seleção e treinamento, bem como a estratégia de
remuneração, devem estar alinhados no sentido de criar uma cultura de vendas que estimule a
força de vendas a ter atitudes e comportamentos para obter êxito.
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Estabelecimento da política comercial
Os elementos essenciais ao estabelecimento da política comercial da empresa devem ser
inseridos no seu plano estratégico, como podemos observar no modelo a seguir, baseado no
modelo de vendas de Marcos Cobra (1994).
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Estrutura do plano de marketing
A estrutura do plano de marketing permitirá que a empresa defina o seu público-alvo, os
fluxos distributivos a serem utilizados para chegar até esse público e o que deve ser ofertado no
composto de marketing para atender aos desejos desse público. Dessa forma, para elaborar o
referido plano, devemos levar em conta alguns tópicos fundamentais:
definição do nicho de mercado para os quais serão direcionados os recursos;
levantamento de informações estratégicas e operacionais sobre os nichos;
identificação da tendência do público-alvo (target) e
monitoramento da concorrência e de ações táticas.
a) Análise e planejamento:
A análise e o planejamento voltam-se para a escolha do mercado de atuação. É necessário,
portanto, examinar tanto o mercado quanto a empresa e, com base na ferramenta Swot,
identificar os pontos fortes e fracos da empresa, além das ameaças e oportunidades existentes no
mercado. Além disso, é preciso estabelecer o posicionamento da marca em relação aos
concorrentes, as metas financeiras e de marketing, e o alvo que a empresa terá de focar.
c) Avaliação:
Para efeito de avaliação e monitoramento, deve-se apurar se as ações executadas lograram
êxito, observando sempre o que foi proposto nos objetivos.
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Metodologia SAP
Para facilitar o desenvolvimento do plano de marketing, podemos utilizar a metodologia
SAP, sigla correspondente ao seguinte conjunto de elementos a serem analisados:
segmento de mercado;
alvo (foco alvo) e
posicionamento.
As principais variáveis referentes ao ambiente externo são as chamadas variáveis PEST. São elas:
variáveis políticas – tudo o que esteja relacionado ou na alçada do executivo, judiciário e
legislativo, e que afete o mercado;
variáveis econômicas – tudo o que esteja relacionado à macro e micro economia e que
afete tanto o bolso dos consumidores quanto a capacidade de investimento e competição
das organizações;
variáveis socioculturais – tudo o que esteja relacionado aos hábitos de compra e consumo
dos consumidores e
variáveis tecnológicas – tudo o que esteja relacionado ao surgimento e à adoção de novas
tecnologias e que afete ou altere os processos produtivos, os produtos e as formas de
comercialização.
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fornecedores – cadeia de suprimentos, poder de negociação, relação comercial,
previsibilidade, etc.
stakeholders – relação com a comunidade de interessados, tais como acionistas, imprensa,
ONGs, clientes, etc.
Quanto ao ambiente interno, devem ser levados em conta todos os recursos, capacidades e
competências da empresa, ou seja, os ativos que possam ser utilizados como base para o seu
processo produtivo, tais como máquinas e equipamentos, insumos, produtos, plantas, marca,
patentes, know-how, recursos humanos, reputação, bem como a sua habilidade de integrar e
executar essas atividades (processos).
Para determinar a correta escolha do mercado, também é importante definir se há uma
oportunidade de venda real. Nesse caso, a análise do ambiente competitivo é crucial, pois auxilia
no entendimento do processo de compra dos clientes. A partir daí, é possível determinar as suas
necessidades e então estabelecer os objetivos de venda.
Os objetivos de venda constituem o resultado esperado do plano de vendas para
determinado período e devem ser definidos considerando o volume de vendas, o montante de
faturamento, o número de clientes, os níveis distributivos, a participação de mercado, entre outros
elementos. Nesse caso, devem ser determinadas quotas para dividir os objetivos entre as áreas de
venda e também criados parâmetros que sirvam para medir o sucesso dos objetivos pretendidos
por meio do processo de avaliação.
Para que essa análise possa embasar o plano de marketing e vendas, é importante levantar os
dados históricos da empresa. Isso garante maior precisão e confiabilidade ao plano, pois reflete o
resultado ocorrido a partir das decisões tomadas no passado. Devem ser analisados:
indicadores de venda da empresa – por volume, por linha de produtos, por time de
venda, por região e cliente, por canal de distribuição;
indicadores de lucro de margem – por linha de produtos, por time de vendas, por região
e cliente, por canal de distribuição;
indicadores de resultado – de clientes, produtos e canais de distribuição, e
market share do mercado.
Vale ressaltarmos que, como esses dados mostram os resultados alcançados no passado, eles
não garantem o comportamento futuro. Desse modo, é necessário também levantar e considerar
informações relativas ao futuro, avaliando as tendências.
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Avaliação de tendências
A avaliação de tendências é feita a partir da análise estatística de dados. O meio mais
simples de realizar esse tipo de previsão é por meio da consideração de séries históricas de venda.
Nesse caso, devemos sempre levar em conta a sazonalidade, pois é provável que, de um período
para o outro, haja alterações nos fatores que virão a afetar o comportamento das vendas.
Para realizar a avaliação de tendências, também podemos utilizar modelos matemáticos, como:
média móvel – consiste em considerar os extremos de uma série numérica,
desconsiderando assim os picos e
pesquisa de opinião – consiste em levantar o humor e a disposição para investimento e
consumo dos clientes, fornecendo elementos para orientar o plano de vendas.
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Determinação do potencial de mercado da empresa
Para determinarmos o potencial de mercado de uma empresa, precisamos estimar o volume
de vendas do mix, considerando o mercado em que a empresa atua e a atuação dos concorrentes
durante determinado período. Em outras palavras, devemos considerar:
o mix que será comercializado;
o volume financeiro de vendas ou a quantidade de produto vendidos;
um período determinado (mês, trimestre, semestre, ano) e
o segmento de atuação da empresa.
Além disso, com base na definição das suas ofertas, a empresa poderá fazer ajustes no seu
mix de produtos. Desse modo, as campanhas e ações de venda e marketing poderão ser
direcionadas aos clientes realmente potenciais, satisfazendo as suas necessidades.
Por fim, por meio da segmentação, a área comercial poderá distribuir os recursos de forma
mais eficaz, a fim de obter os resultados desejados para cada grupo de clientes.
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Critérios para a segmentação do mercado
A segmentação de mercado pode-se dar, inicialmente, por meio da classificação dos
consumidores em pessoa física ou jurídica, o que é muito relevante, pois as motivações e os processos
de compra desses tipos de cliente são diferentes e requerem abordagens de venda distintas.
Relativamente à pessoa física, sugerimos a criação de personas, ou seja, perfis imaginários do
cliente foco. As personas representam o consumidor médio e auxiliam a definir um perfil que
represente o target escolhido. Dessa maneira, podemos criar uma linha de comunicação que
suscite nesse consumidor a imagem que queremos da empresa, obtendo assim a sua preferência.
Vejamos alguns critérios utilizados para a criação dos personas:
critério geográfico – leva em consideração o espaço físico onde se encontra o foco alvo,
como em um país, estado, região, cidade, distrito, bairro ou rua;
critério demográfico – leva em consideração variáveis como idade, sexo, renda, profissão,
instrução, tamanho da família, religião, nacionalidade e classe social;
critério psicográfico – leva em consideração aspectos comportamentais relativos ao
indivíduo, como estilo de vida, personalidade, motivos de compra, entretenimento e
lazer, utilização do produto, etc.
critérios de volume – leva em consideração classificações como a da curva abc ou divide
os clientes em pequenos, médios e grandes, conforme o faturamento.
Devemos ressaltar, no entanto, que nem todos os alvos identificados podem ser objeto do
foco de vendas.
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Passemos agora à segmentação de mercado para pessoas jurídicas, ou seja, mercados
organizacionais. Nesse caso, podemos utilizar variáveis geográficas, benefícios procurados pelas
empresas e outros indicadores, conforme veremos no quadro a seguir.
variáveis características
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variáveis características
baseadas em
Atitudes em relação ao risco: devemos atender os clientes que
características
assumem riscos ou os que os evitam?
pessoais
É importante destacarmos que a cada um desses fatores é atribuído um peso relativo, o que
interfere na avaliação final. Em outras palavras, pesos de fatores como preço, qualidade,
capacidade de entrega e assistência técnica são diferentes, variando conforme a necessidade do que
se está comprando.
A experiência do cliente é a jornada percorrida por ele durante todas as suas interações com
a empresa. Para o melhor entendimento dessa jornada, é usual construirmos um mapa da
empatia, ferramenta que auxilia a empresa a colocar-se no lugar do consumidor. Esse é um passo
importante não só para proporcionar uma excelente experiência ao cliente, mas também para ter
um crescimento financeiro com base na retenção, aumentar as vendas e aprimorar o
reconhecimento da marca.
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A jornada do cliente é dividida em algumas etapas, como podemos ver no infográfico a seguir.
Geração de necessidade
Ao vendermos, uma ideia básica a ser levada em conta é a de que os clientes compram
porque têm necessidades. Tais necessidades podem ser apreendidas a partir de qualquer declaração
que nos leve a entender um desejo ou uma preocupação do cliente. Essas são as chamadas
necessidades declaradas, reconhecidas pelo cliente. A partir delas, podemos oferecer um produto
ou serviço que venha a satisfazer o seu desejo ou dirimir a sua preocupação. Há também as
necessidades latentes (ocultas), que podem ser despertadas por meio de estímulos do vendedor e
de outros agentes externos.
Como podemos notar, seja interno ou externo, há sempre um estímulo que leva o
consumidor a ter interesse por algum tipo de produto ou serviço. Na verdade, comumente, há
uma junção de estímulos: inicialmente, atuam os estímulos externos e, com o passar do tempo,
desenvolve-se a consciência de que existe a necessidade de obter determinado objeto, ou seja,
passam a atuar os estímulos internos.
33
Consideração inicial – busca de informações ou busca pré-compra
Quando tem uma necessidade, o primeiro pensamento que vem à mente do cliente é
“preciso resolver isso, mas como e por onde devo começar?” A busca pela satisfação inicia-se então
no momento em que o consumidor tem a visão da compra e identifica a possibilidade de resolver
essa necessidade comprando um serviço ou produto. A primeira busca é interna, a partir das
próprias informações retidas na memória do consumidor. Posteriormente, passa a ser externa.
Na busca interna, a lembrança de experiências anteriores ou de informações dadas por
terceiros no passado traz informações suficientes para definir a escolha do consumidor, dando
respaldo ao seu sistema de crenças. Quanto mais experiências e informações de terceiros o
consumidor já tiver, menor será a sua busca externa. As suas próprias experiências são, contudo,
mais factíveis para formar uma opinião sobre o produto.
Já na busca externa, o consumidor procura informações novas com terceiros (fontes
comerciais e não comerciais) para obter mais conhecimento acerca do produto.
a) compra de experiência:
Quando um cliente compra um produto pela primeira vez para experimentá-lo, supõe-se
que essa compra é um teste de aprovação. A ideia desse teste é validar e avaliar o produto. Assim
sendo, o esforço de quem vende deve ser o de incentivar o cliente a provar o produto utilizando,
via de regra, ações de marketing como amostras grátis, cupons de desconto e liquidações.
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c) Compra de interdependência com viés de longo prazo:
Relativamente às compras de interdependência com viés de longo prazo, a direção passa a
ser a venda consultiva, por meio da qual se pretende demonstrar o retorno do investimento e a
geração de valor (ROI).
Engajamento
Na etapa de engajamento, o consumidor já possui algumas empresas em mente, mas ainda
não conseguiu tomar uma decisão. Ele pesquisa então as melhores opções, considerando os fatores
listados no quadro a seguir:
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estado civil;
nível de instrução;
renda familiar;
aspectos demográficos
profissão e atuação;
fatores
idade e
relativos ao
sexo.
consumidor
baixo risco e
aspectos pessoais entretenimento e diversão na
experiência ao fazer compras.
Aos critérios de avaliação utilizados pelos consumidores para avaliar as marcas que
constituem as suas listas evocadas são, geralmente, atribuídos pesos. Em outras palavras, o
consumidor tende a distribuir os critérios de acordo com o grau de importância que lhes dá, o que
pode variar conforme a sua idade, o seu sexo, a sua raça, a sua classe social e também conforme
aspectos comportamentais, tais como estilo de vida e personalidade.
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Vejamos alguns exemplos de critérios:
critérios para compra de tênis – design, cor, preço, modelo, tecnologia, etc.;
critérios para compra de TVs em cores – tecnologia, prazo de garantia, preço,
compatibilidade com outros aparelhos, etc.;
critérios para compra de camisas masculinas – tamanho, cor, tecido, tipo de colarinho,
punho, etc.;
critérios para compra de computadores – tamanho, portabilidade, suporte, preço,
velocidade, quantidade de memória, etc.
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Buscam meios de economizar nas marcas e
de fiéis práticos produtos que iriam comprar de qualquer
maneira.
de compradores
Compram os itens de preço mais baixo, com
de preços mais
pouca ou nenhuma preocupação com a marca.
regras baixos
específicas
Usam cupons de desconto ou aproveitam
de trocadores
liquidações para decidir entre marcas e produtos
oportunistas
da lista evocada.
b) Regra lexicográfica:
Primeiramente, o consumidor classifica os atributos em termos da relevância ou
importância percebida. Em seguida, compara as várias opções de marca em termos de um único
atributo, aquele considerado mais importante. Se uma marca recebe pontuação suficientemente
alta nesse atributo de peso maior (independentemente da pontuação em qualquer um dos outros
atributos), ela é selecionada, e o processo termina. Quando existem duas ou mais marcas
alternativas sobreviventes, o processo é repetido com o segundo atributo de maior peso (e assim
por diante), até atingir o ponto em que uma das marcas é selecionada.
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Para enfrentar esse problema, os consumidores podem adotar algumas estratégias, como:
adiar a decisão até que obtenham a informação que falta (essa estratégia tende a ser
adotada em decisões de alto risco)
ignorar as informações que faltam e decidir permanecer com a regra de decisão atual,
utilizando a informação do atributo disponível;
mudar a estratégia de decisão comumente utilizada para outra mais adequada à
informação que falta ou
“construir” a informação que falta.
Compra
A escolha de um nicho de mercado por objeto facilita o trabalho da administração de
vendas, já que os fatores-chave de compra são diferentes nos diversos segmentos de mercado.
Como vimos, fatores-chave de compra são os critérios e os pesos relativos considerados pelo
público-alvo para selecionar um fornecedor/ marca. Esses fatores são diversos, como preço, forma
de pagamento, delivery, suporte e assistência técnica, podendo ser mais ou menos relevantes
conforme o target que estiver comprando.
Vejamos, a seguir, os possíveis fatores-chave de compra:
marca – posicionamento, marketing, percepção e referências;
pessoal – capacitação, comunicação, cortesia e sociabilidade;
distribuição – canal, cobertura de mercado, capilaridade e comodidade;
serviços – conveniência, delivery, garantia, orientação de uso, suporte, crédito e
financiamento, e
produto – atributos, performance, funções, durabilidade, tecnologia e design.
Entrega
A etapa de entrega diferencia-se de acordo com cada empresa, mas independentemente
dessas diferenças, é nela que o cliente tem o contato inicial com a sua compra e avalia os
benefícios prometidos.
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Uso e retenção, e avaliação pós-compra
A etapa de uso e retenção é aquela em que a empresa consulta o consumidor para saber
como foi a sua experiência, procurando manter o contato e mostrando-lhe que a sua avaliação é
uma peça importante para o desenvolvimento do produto ou serviço.
De uma forma geral, os consumidores avaliam o desempenho a partir das suas expectativas
internas e podem chegar à conclusão de que a compra:
alcançou os resultados esperados, o que gera um sentimento neutro;
superou a sua expectativa, o que leva à satisfação e positivação da escolha e
ficou abaixo da sua expectativa, o que causa insatisfação e um processo de
dissonância cognitiva.
Para chegar a qualquer uma dessas conclusões, o cliente considera um balanço das suas
experiências, comparando-as antes da compra e pós-compra. Nesse caso, o grau de análise
empreendido dependerá da importância dada à decisão de compra e da experiência adquirida pelo
cliente durante a utilização do produto.
Vale notarmos que a avaliação pós-compra gera a redução da incerteza quanto à escolha
feita pelo cliente e pavimenta o seu caminho para a recompra, o que é uma referência para o
aumento das taxas de sucesso da empresa.
Como vimos, a partir da escolha do público-alvo, podemos ter uma visão holística do
mercado escolhido, analisando as características dos consumidores/ clientes e o seu potencial de
compra, além de podermos estimar o potencial de vendas da empresa. Essa visão vai permitir a
elaboração de um consistente plano de vendas.
Quanto mais próxima a empresa estiver da satisfação dos fatores-chave de compra dos
seus clientes/ consumidores e de cada segmento escolhido como foco, maior será a sua
vantagem competitiva.
40
Os diferenciais competitivos podem ser:
um menor custo de produção;
a oferta de determinadas demandas a que os concorrentes não conseguem atender;
a excelência no atendimento e relacionamento com os clientes ou
um mix de qualidade e inovação superior ao dos seus concorrentes.
Posicionamento de custo
A adoção do posicionamento de custo como estratégia tem a pretensão de fazer com que o
público-alvo escolhido reconheça a empresa como a alternativa de menor custo.
Vale observarmos que, nesta apostila, quando tratamos de custo, estamos considerando o
conceito de custo de aquisição. Nesse caso, o menor custo não se refere, necessariamente, ao
menor preço do mercado, mas à melhor relação custo-benefício. O custo de aquisição envolve
todas as variáveis referentes à efetivação da compra e ao uso pelo consumidor.
Esse tipo de posicionamento é, via de regra, empregado por empresas cujo objetivo de
marketing é aumentar a participação no mercado, reduzindo os custos em relação aos seus
concorrentes.
41
A alternativa estratégica do posicionamento por diferenciação estimula a conquista da
lealdade dos clientes, o que ocorre quando esses clientes têm a convicção de que, naquele
fornecedor, sempre encontrarão o que procuram. Em outras palavras, nesse modelo de
relacionamento, o que mantém o estreitamento da relação comercial com o cliente é a conquista
da sua admiração, o que pode ser alcançado por meio da oferta de um atendimento diferenciado,
em que a satisfação do cliente é o foco da área de vendas. Consequentemente, será necessário
desenvolver programas de marketing de relacionamento que retribuam, continuamente, as
compras feitas.
O marketing de relacionamento nos permite monitorar os hábitos de compra dos
consumidores durante determinado período. Desse modo, podemos montar um perfil de cliente
que nos permita desenvolver campanhas de venda com ofertas personalizadas, como promoções
de preço ou pacotes por quantidade de aquisição.
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Alinhamento entre as áreas de marketing e vendas
Dado que o planejamento para o marketing deve criar uma relação entre a empresa, o
mercado e as suas necessidades, de forma que os esforços de vendas possam ser direcionados para
atender às suas solicitações de maneira mais assertiva, resta claro que é essencial alinhar as áreas de
vendas e marketing quando da definição das estratégias da empresa.
Considerando, portanto, que cada decisão de marketing afeta a área de vendas, indicamos
algumas estratégias que devem ser adotadas por essas duas áreas no quadro a seguir.
43
MÓDULO III – POLÍTICA COMERCIAL
Plano de ação
Caracterizado pelo conjunto de todas as decisões e ações planejadas pela gestão de vendas para
vender mais, melhor e sempre, o plano de ação é uma consequência do planejamento estratégico e visa
ao alcance dos objetivos e metas de uma empresa.
Tais objetivos podem ser quantitativos (market share) ou qualitativos (margem de contribuição)
e devem ser estabelecidos para prazos determinados.
Canais e tipos de venda
Sabemos que os resultados efetivos das vendas são essenciais para o crescimento de uma empresa
no mercado. Desse modo, uma decisão errada quanto à estratégia ou ao tipo de venda utilizado pode
ser um obstáculo para alcançar o sucesso.
As questões que se referem à escolha da melhor estratégia de venda são sempre muito relevantes
e controversas. Algumas empresas apoiam-se na força de vendas direta e na abordagem face a face;
outras acreditam que o comércio eletrônico pode desempenhar uma função relevante. No entanto, o
importante é estabelecer premissas que possibilitem criar um modelo provedor de uma arquitetura
que facilite a geração de vendas e o retorno do investimento (ROI). Nesse contexto, a escolha da
melhor estratégia de distribuição é essencial.
Na área de Administração de Vendas, a palavra “distribuição” é utilizada para descrever a
estratégia ideal para comercializar produtos ou serviços, considerando desde a sua origem de produção
até o lugar de uso e consumo, com ou sem a presença de intermediários. Em outras palavras, a
distribuição compreende todo o fluxo de entrega do produto ou serviço, desde o fornecedor até o
cliente ou consumidor final.
a) Venda direta:
Na venda direta, a venda de produtos e serviços é realizada pela própria empresa produtora
diretamente ao cliente, o que ocorre por meio do contato pessoal da sua força de vendas, filial,
agência, sucursal ou representante.
A venda direta pode ser realizada:
de porta em porta – mecanismo por meio do qual a empresa atende e prospecta os seus
clientes em domicílio ou
por catálogo (look book) – envio, eletrônico ou via correio, de um catálogo que contenha
todos os produtos comercializados pela empresa, a fim de que os clientes possam
escolher itens e fazer pedidos por meio de encomenda.
b) Venda indireta:
Na venda indireta, a comercialização de bens de consumo e serviços é realizada por
meio de diversos intermediários (os chamados canais de distribuição) até chegar ao cliente ou
consumidor final.
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A venda indireta pode ser realizada por meio de:
varejo – compra dos fabricantes e, posteriormente, revende quantidades fracionadas
diretamente ao cliente final;
atacado – compra e revende para pequenos e médios varejos, sempre em maiores
quantidades que as vendidas pelo varejo;
distribuidor – vende de forma mais regionalizada e oferece serviços como valor agregado
quando o tipo de produto comercializado demandar e
representante comercial – vende de forma autônoma e constitui pessoa jurídica cuja
finalidade é a de representar a empresa por meio de uma remuneração variável.
a) Venda pessoal:
A venda pessoal está presente no composto de comunicação e envolve a interação direta entre
vendedores e clientes. Essa atividade é bidirecional, representando os interesses tanto do vendedor
quanto do cliente ou consumidor final.
De acordo com Zenone e Buairide (2005, p. 58), “a venda pessoal consiste na comunicação
direta com uma audiência qualificada de clientes, em que o vendedor é a fonte de transmissão e
recepção de mensagens.”
Esse tipo de venda pode ocorrer por telemarketing, desde que seja ativo – isto é, prospectivo –
ou face a face, havendo as seguintes opções nesse último caso:
venda de campo – venda realizada em mercados desde o da indústria até o do varejo, ou
por meio de visitas em residências, também conhecidas como venda porta em porta. A
venda direta ao consumidor é identificada pela área comercial como a venda de
relacionamento B2C (business to consumer – da empresa para o consumidor);
venda no varejo – venda realizada no próprio estabelecimento, com auxílio do vendedor
da loja ou não (caso dos autosserviços), ou venda realizada ao consumidor final por meio
de outra empresa (por exemplo, um empréstimo pessoal de instituição financeira
vendido em uma loja de varejo). Essa última conhecida como B2B2C (business to
business to consumer – de empresas para empresas e para o consumidor) e
venda executiva – venda realizada por meio de visitas, estabelece uma relação pura entre duas
empresas. Também conhecida como venda B2B (business to business – da empresa para a
empresa), ou seja, entre CNPJs. Por exemplo, uma empresa de mineração que venda à uma
de siderurgia ou então uma indústria de cimentos que venda a uma construtora.
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b) Venda impessoal:
A venda impessoal é, fundamentalmente, realizada sem uma interface humana e utiliza o
marketing direto fortemente. De acordo com a Direct Marketing Association (DMA), o marketing
direto é um sistema interativo de marketing que usa uma ou mais mídias de propaganda para obter
uma resposta mensurável ou uma transação em qualquer localização (COBRA, Marcos; ZWARG,
Flávio, 1986).
Esse tipo de venda pode ocorrer por meio:
da internet;
de catálogos (físicos ou eletrônicos);
do correio (mala direta) e
de máquinas (vendor machine).
A decisão de que caminho seguir é, antes de tudo, estratégica e reflete o nível da prestação de
serviços de uma empresa. Dessa forma, para escolher a melhor estratégia, é necessário considerar
diversas premissas, como limitações financeiras, características e valor do produto ou serviço
comercializado, tamanho do mercado (cobertura de mercado), dispersão geográfica, cultura de
compra do nicho de mercado, etc.
48
Considerando esse desafio e a fim de prover vendas não só para clientes e consumidores finais,
mas também para prospects (clientes potenciais), as organizações valem-se de vários elementos, como
vendedores diretos e representantes comerciais indiretos (revendedores com valor agregado, como
representantes comerciais, distribuidoras, atacadistas e varejistas), além de promover ações de
publicidade e promoção (mala direta), utilizar o telemarketing (call centers) e a internet (e-commerce).
Todos esses elementos, assim como os tipos de venda pessoal e impessoal, serão melhor abordados
mais adiante. Por hora, vamos observar a sua organização no fluxograma a seguir.
Como podemos perceber, fazer a cobertura de um mercado e definir não só o tipo de venda
mais apropriado mas também os elementos a serem utilizados na realização dessa venda é um processo
que deve ser customizado de acordo com a realidade de cada empresa, pois cada segmento de clientes
tem suas características específicas.
De modo a auxiliar-nos nesse processo, duas perguntas podem ser preliminarmente respondidas:
Como está segmentado o mercado-alvo dessa empresa?
Como é o processo de compra do cliente-alvo dessa empresa?
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Relativamente à primeira pergunta, como vimos, os métodos de segmentação para a elaboração
das estratégias de go to market utilizam, de um modo geral, variáveis:
demográficas – ramo de atividade, porte e tamanho do cliente;
geográficas – onde está o cliente;
operacionais – conhecimentos técnicos e serviços que o cliente precisa que sejam
oferecidos pelo seu fornecedor;
fatores situacionais – aplicação e uso do produto comercializado e
abordagens de compra – quem são os principais tomadores de decisão, que quantidade
estão comprando e que vantagens estão buscando.
Tipos de venda
A seguir, vamos analisar os tipos de venda existentes no mercado de forma mais minuciosa.
50
tirar pedidos de pequenas vendas e
contatar clientes geograficamente inacessíveis.
Comércio eletrônico
Os avanços nas áreas de telecomunicações e informática possibilitaram um ganho altíssimo no
que se refere à troca de informações, hoje muito mais rápida e diversificada. Nesse mundo mais
dinâmico e competitivo, surgiram novas formas de efetuar vendas, tendo o comércio eletrônico
despontado como uma das principais tendências.
Com a internet, praticamente não há barreiras temporais. Hoje é possível, por exemplo, operar
em tempo integral, proporcionando ao cliente conforto quanto à escolha do horário de compra. Não
há também limites geográficos, o que leva à possibilidade de a empresa receber pedidos dos mais
51
diversos pontos territoriais. Nesse caso, há somente uma barreira: a capacidade logística de a empresa
entregar os produtos gerados por esses pedidos. Quanto ao custo, por conta da ausência de
vendedores, comissões e outros custos de interação, é possível reduzi-lo de forma significativa.
Outra ferramenta que tem evoluído muito no comércio eletrônico é o EDI (eletronic data
interchange ou troca eletrônica de dados), que permite a troca de informações, via computador, entre
as empresas fabricantes e os clientes que comercializam os produtos a fim de que os pedidos de
reposição sejam efetuados no momento em que o estoque atinge o limite mínimo de reposição.
Vale destacarmos também o uso da televisão interativa, que possibilita a venda direta dos mais
variados produtos.
Considerando essa realidade, a maior parte das organizações vem adotando o conceito de
vendas multicanal e omnichannel. A ideia de que a compra está relacionada, exclusivamente, com
o fato de o cliente dirigir-se à loja física é coisa do passado. Nas últimas décadas, o varejo sofreu
muitas transformações, e o comprador quer ter diferentes meios para adquirir produtos e serviços:
computador, smartphone, tablet, smart TV, etc. Esse novo estilo de vida fez com que as empresas
buscassem adaptar-se, utilizando alternativas que as permitam estar presentes em diversas
plataformas e atender a diferentes necessidades de demanda. O conceito de omnichannel surge
então para resolver essa questão, caracterizando-se por ser uma plataforma de comunicação
(informação) e distribuição (venda) que permite ao comprador interagir com a empresa a partir
de qualquer dispositivo (canal) com a mesma experiência (gestão colaborativa). Além disso, na
plataforma omnichannel, todos os canais de atendimento são interligados, o que tem como
objetivo passar uma experiência de consumo unificada. A ideia é fazer com que o consumidor
nem perceba a diferença entre os universos on-line e off-line.
a) Dispositivos móveis:
Tendo em vista a alta conectividade dos consumidores, o canal de atendimento por dispositivos
móveis deve ser priorizado em um projeto de omnichannel. Nesse sentido, é importante destacarmos a
necessidade de criarem-se sites responsivos, ou seja, totalmente adaptáveis a essa plataforma.
Vale ressaltarmos também que o canal de venda móvel atua, diretamente, em micro momentos
e deve ser considerado de forma personalizada, não invasiva e complementar ao canal físico.
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b) Crossdocking:
O crossdocking consiste em uma estratégia que integra o estoque das lojas físicas ao do canal
virtual, possibilitando o aumento do sortimento da loja e diminuindo custos operacionais com o
próprio estoque. Nessa estratégia, não é necessário estocar, pois a venda já foi efetuada. Além disso, os
riscos de ter produtos encalhados diminuem e a rotatividade do estoque bem é maior.
c) Dropshipping:
A estratégia de dropshipping é similar à de crossdocking, mas diferencia-se dela pelo fato de, nesse
caso, ser a própria loja física a responsável por enviar o pedido ao cliente, o que leva a um aumento
considerável do fluxo de visitantes. Por exemplo, uma loja física com grande movimento no horário
do almoço continua com os mesmos custos ao longo do dia, certo? Nesse caso, se um pedido é feito a
partir da loja virtual, mas cliente que o realizou está próximo a uma loja física, por que não lhe
proporcionar a comodidade de deixar o pedido por conta dessa loja?
d) Retirada em loja:
Nada melhor do que fazer com que o cliente entre na sua loja, não é mesmo? Depois de
comprar pelo aplicativo, site ou outro meio, ele pode desejar retirar o produto na unidade mais
próxima e, com isso, interessar-se por outras coisas.
Uma ótima opção para convidar o cliente a entrar na loja é o totem ou quiosque
multimídia de autoatendimento. Por meio dele, o usuário pode tirar dúvidas rápidas sobre o
produto sem a necessidade contatar um vendedor, o que pode significar uma enorme economia
para a empresa. Alguns modelos oferecem inclusive catálogos de produtos para que a compra seja
efetuada no formato digital.
53
Quanto à eficiência e à eficácia da venda pessoal, devemos considerar, primeiramente, que tipo
de venda pessoal será empreendida: a venda face a face ou a realizada por meio de telemarketing. Na
face a face, por exemplo, é possível avaliar melhor o andamento da venda, pois o comprador dá sinais
não só orais mas também gestuais ao vendedor, permitindo-lhe utilizar a criatividade e adaptar-se ao
processo em andamento. Por outro lado, nesse caso, a força de vendas pode custar entre 10% e 40%
do custo total das vendas.
A venda pessoal face a face é, portanto, recomendável quando o mercado estiver concentrado
geograficamente em poucas indústrias (ou consumidores), o produto tiver um alto valor unitário, uma
natureza muito técnica e necessitar de demonstração, de adaptação. Também deve ser utilizada
quando a venda representar um negócio cruzado (vender outros produtos ao mesmo cliente) ou
quando o cliente necessitar de maiores informações a respeito de como o produto poderá atender às
suas necessidades. A relação pessoal com o comprador implica, no entanto, um maior investimento de
tempo se comparada ao telemarketing (TEIXEIRA et al., 2011).
A venda pessoal pelo telemarketing é uma venda realizada por meio de equipamentos e sistemas
de telecomunicação. De acordo com a direção do fluxo da venda, ela pode ser:
ativa (telemarketing ativo) – quando a empresa vai até o cliente ou
receptiva (telemarketing receptivo) – quando o cliente procura a empresa após ter sido
estimulado por algum outro meio.
A grande vantagem da venda pessoal pelo telemarketing é a diminuição do tempo entre uma
“visita” e outra (nesse caso, um telefonema e outro), o que resulta em uma alta capacidade de realizar
contatos em um curto período. A consequência disso é a redução de custos, pois, por conta da
objetividade da “visita”, pode-se ir de um cliente a outro com mais facilidade e rapidez, o que gera o
rateio dos custos fixos por um número maior de visitas de venda.
Um telemarketing eficaz está diretamente relacionado a uma boa seleção de operadores, a um
bom treinamento e, principalmente, a um bom programa de incentivos. Uma operação de
telemarketing ativo funciona a partir da pressão sobre a equipe, principalmente quanto ao número de
contatos de venda, daí a grande necessidade de realizar atividades motivacionais.
Por outro lado, o atendimento pessoal por telemarketing vem perdendo efeito à medida que
sistemas de seleção automática de serviços ao cliente (atendimento automatizado) vêm sendo
utilizados, pois essa automatização provoca o distanciamento entre o cliente e a empresa. Dessa forma,
a decisão de colocar um sistema automatizado de atendimento deve estar diretamente relacionada não
só ao custo mas também à capacidade de o cliente entender a necessidade dessa forma de atendimento
e ficar satisfeito.
54
O uso do telemarketing é, portanto, recomendável para produtos de venda simples, aqueles de
recompra rotineira, para atender clientes que compram pouco por vez ou ainda para vender algum
tipo de serviço adicional à venda, como a assistência técnica.
Quanto à venda impessoal, podemos elencar como vantagens a rapidez com que se podem
enviar mensagens a um grande público e a possibilidade de atender diversos compradores espalhados
em uma grande área geográfica, tudo isso a um baixo custo. Em contrapartida, não se pode esperar
muita qualidade desse tipo de abordagem nem o consequente fechamento de pedidos, pois o foco está
na quantidade de contatos realizados em determinado período.
a) Distribuição intensiva:
O objetivo maior da empresa é disponibilizar os seus produtos no maior número possível de
pontos de venda. Geralmente, adota-se esse tipo de distribuição quando se comercializa produtos de
baixo valor agregado e o objetivo é o giro da mercadoria com rapidez.
A análise do custo de logística é o critério considerado na escolha destes PDVs.
b) Distribuição seletiva:
A preocupação da organização é a competitividade da disponibilidade e imagem do produto.
Nesse caso, os critérios de escolha dos pontos de venda obedecem algumas premissas:
layout dos PDVs;
localização dos PDVs;
perfil dos vendedores e
oferta de serviços agregados.
55
É aconselhável que se use a exclusividade, a fim de evitar que a concorrência se intensifique.
Além disso, recomenda-se esse tipo de distribuição quando se comercializam produtos que, via de
regra, serão comparados aos da concorrência pelos consumidores, considerando fatores-chave de
compra como qualidade, preço e desempenho.
c) Distribuição exclusiva:
Adota-se a distribuição exclusiva quando a imagem da marca e da empresa deve ser preservada
com o intuito de proteger a identidade do posicionamento premium.
Nesse caso, a escolha do PDV deve ser mais criteriosa e deve expressar o posicionamento
diferenciado que se pretende ter no mercado.
Esse tipo de distribuição se aplica a produtos mais exclusivos, com preços diferenciados e do
tipo premium, que não são procurados levando em consideração comparações, pois, por conta
dessa exclusividade, são, muitas vezes, objetos de desejo. Dessa forma, por não serem produtos
massificados, a escassez faz parte do posicionamento. Como exemplo, podemos citar todo e
qualquer produto de grife.
56
o conhecimento pleno do mercado de atuação do cliente e da sua atuação nesse mercado
(conceito de cadeia de valor, seus objetivos e estratégias), a fim de criar estratégia que
possam levar a uma relação de dependência e
o pleno entendimento do processo de compra dos clientes, de modo a avaliar as escolhas
dos canais de venda continuamente.
vantagens desvantagens
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Estratégias de redução de custos
Considerando o custo como uma das principais preocupações das empresas, no quadro a seguir,
listamos dois caminhos para a sua redução, observando que as possibilidades mais acima do quadro
representam um custo maior, e as da parte mais abaixo, um custo menor.
venda direta pessoal face a face venda direta pessoal face a face
venda direta com representantes multimarcas venda impessoal por intermédio de serviços
de correio
A decisão de usar um ou outro tipo de estratégia, ou até os dois tipos, deve sempre levar em
consideração tanto a qualidade e o controle necessários ao processo quanto o serviço a ser realizado.
Além disso, não se pode deixar de considerar a relação entre o custo da forma escolhida e o tamanho
de cada pedido. Trata-se do ticket médio relacionado ao custo de cada venda. Em outras palavras,
quanto maior for o valor da venda, maiores serão as possibilidades de determinar uma venda direta
pessoal face a face. Por outro lado, quanto menor for a venda média, maior será o encaminhamento, o
que pode ser feito pela terceirização ou pela realização de uma venda mais superficial e menos
abrangente, utilizando o telemarketing ou mesmo a venda eletrônica.
58
O importante é observar se, ao tentar reduzir o custo de venda pela limitação financeira,
estamos reduzindo o controle e a qualidade da atividade. Se o produto ou serviço em questão suportar
essa redução de controle, devemos reduzir os custos utilizando qualquer um dos caminhos. Por outro
lado, se decidirmos estrategicamente que será necessário algum tipo de controle das funções de venda,
então devemos fazer uma mescla entre os caminhos possíveis. Qualquer caminho pode dar certo,
desde que bem enquadrado nas decisões estratégicas da empresa.
Como podemos perceber, montar um canal de vendas e distribuição depende de um estudo
amplo, complexo e repleto de opções, e não há algo como uma “receita de bolo” pronta para isso.
Exemplo disso é o fato de que empresas do mesmo setor, com os mesmos tipos de produto e os
mesmos clientes-alvo utilizam estratégias de acesso diferentes e obtêm resultados que podemos
considerar exemplares, como a Natura e O Boticário na área de cosmética, ou o Submarino e o Ponto
Frio na área de venda de eletroeletrônicos.
Criar uma zona de vendas permite prestar um atendimento adequado ao target da empresa.
Nesse caso, a organização da força de vendas se dá tanto pela estrutura do mercado com que se
compete quanto pela natureza do produto vendido. Já a definição do tamanho da zona de vendas
ocorre em função do potencial de compra e utilização do produto ou serviço em determinado espaço
geográfico, do índice de produtividade de vendas esperado pela empresa e do seu plano operacional.
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Alguns critérios comumente utilizados para determinar as zonas de venda são os seguintes:
gestão e controle de fácil administração;
redução do tempo de deslocamento entre os clientes a serem visitados;
potencial e oportunidades de venda equitativos para todos os vendedores e
carga de trabalho também igual para todos.
Planejamento
Um planejamento de território de vendas tem por objetivo determinar o número necessário de
vendedores nas áreas de atuação da empresa. Para tanto, considera critérios como:
localização dos clientes e dos vendedores;
frequência e tempo de visita a cada cliente ou grupo de clientes;
critérios de segmentação do território;
metas de faturamento, abertura de novos clientes, positivação de vendas, etc.;
viabilidade das rotas de venda, com base na análise do custo da rota versus o resultado
planejado e
custos logísticos.
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Alguns cuidados devem ser tomados na aplicação desse modelo. Se a equipe for enxuta, por
exemplo, cada vendedor deverá realizar as suas vendas em todo o território de abrangência da empresa,
o que, no caso de uma empresa nacional, por exemplo, pode levar a custos elevados. Além disso, a
quantidade de visitas de diferentes vendedores da mesma empresa a um mesmo cliente também deve
ser considerada. Nesse caso, a chance de gerar conflito no relacionamento com o cliente é alta e, por
isso, é importante acompanhar as visitas dos vendedores, criando escalas.
61
Território de vendas misto
O modelo de vendas misto é híbrido, ou seja, resulta de uma combinação entre os outros
modelos. Ele é indicado para empresas maiores, que têm condições de ter uma equipe maior e
mais segmentada, e que vendem muitos produtos, a diferentes tipos de clientes e em uma grande
área geográfica.
Por ser um modelo segmentado, o desenvolvimento de cada vendedor pode ser bem trabalhado,
gerando benefícios. No entanto, a gestão desses vendedores também é mais complexa, devido à
quantidade de vendedores e à sua segmentação.
Orçamento de vendas
O orçamento de vendas é a estimativa financeira elaborada pelo departamento comercial a fim
de executar todas as atividades de acesso ao mercado de forma a lograr êxito no alcance dos seus
objetivos (lembrando: vender mais, melhor e sempre).
Por meio dele, é possível direcionar todas as ações necessárias aos diversos departamentos da
empresa, de modo que trabalhem para atender à produção de bens e serviços e, consequentemente,
auxiliem na realização de vendas.
A criação de orçamentos de venda pode ser realizada por meio do levantamento:
da quantidade de produtos vendidos e volumes financeiros, a fim de estimar o custo de
produção necessário para obter as metas previstas;
dos gastos relacionados aos custos das atividades de venda, como salários, comissões,
despesas de deslocamento, etc.;
dos custos de marketing e recursos necessários para apoiar a venda, como propagandas e
campanhas promocionais e
dos custos administrativos relacionados à gestão da operação, tais como despesas com
sistemas, processos, operações de escritórios, aluguel, eletricidade, etc.
O levantamento desses dados pode ser realizado por meio de diversos métodos. Os mais
comuns são os seguintes:
quantitativos:
modelos estatísticos, como média móvel e ponderada, e
séries históricas de venda, considerando variações sazonais e cíclicas.
qualitativos:
pesquisa de intenção de compra junto aos clientes;
percepção e opinião da força de vendas e
feeling, experiência e intuição dos gestores.
62
Passo a passo para a elaboração da previsão de vendas
Para elaborar a previsão de vendas, devemos seguir os seguintes passos:
1. determinar objetivos tangíveis e mensuráveis, considerando as realidades interna e
externa da empresa;
2. agrupar os produtos em categorias e linhas homogêneas;
3. estabelecer os fatores que podem influenciar o resultado e o seu peso relativo nas vendas
de cada linha e categoria;
4. utilizar uma combinação dos métodos qualitativos e quantitativos;
5. planilhar e analisar as informações;
6. elaborar cenários pessimistas, otimistas e realista;
7. aplicar os modelos;
8. monitorar e analisar o desempenho das vendas durante períodos determinados.
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MÓDULO IV – PRÁTICAS GERENCIAIS E
FATORES CRÍTICOS DE SUCESSO
pequenas
contratação direta em geral, o dono
empresas
organizações
contratação simples e direta o proprietário
familiares
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Determinação do perfil adequado de vendedor
Por conta do turn over (rotatividade) existente na área comercial, a determinação do perfil
adequado de vendedor é um assunto crítico para a administração de vendas. Os custos de
admissão e demissão são onerosos, além dos igualmente importantes custos das vendas perdidas.
Quando pensamos nesse tema, é comum que surja o seguinte questionamento: qual é o
perfil de um bom vendedor? Para responder a essa pergunta, devemos, primeiramente, considerar
as características e a natureza da atividade de vendas. Isso quer dizer que devemos observar se o
vendedor irá trabalhar interna ou externamente, se serão necessárias atividades administrativas, se
haverá controle, etc.
Existem diversos perfis de vendedor, cada um relacionado a determinadas atividades de
venda. Vejamos:
vendedores propagandistas – não vendem os produtos, mas têm a missão de visitar
influenciadores para divulgar a imagem da empresa e apresentar os benefícios dos seus
produtos;
tiradores de pedido – praticam o roteiro de vendas, muito usual para comercializar
produtos como bebidas, cigarros e produtos de mercearia;
vendedores internos – aguardam os compradores. Sua função é atender o cliente
esclarecendo dúvidas e prestando informações de orientação para a compra;
vendedores externos – visitam os clientes finais nos seus endereços, a fim de executar
recompras diretas e modificadas, ou prospectar novas oportunidades e
vendedores técnicos – são técnicos, especialistas em linhas de produtos, que têm a função
de apoiar o vendedor comercial por meio de apresentações e demonstrações, dando
credibilidade ao processo.
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Além dessas características, há também de se considerar as atribuições do vendedor, como
podemos ver no quadro a seguir.
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Descrição da função ou do cargo de vendas
A descrição da função ou do cargo é um ponto de alta relevância quando da captação de
vendedores, pois oferece aos recursos envolvidos na contratação informações sobre o que se espera
do contratado.
As responsabilidades de um vendedor de loja podem ser, por exemplo:
gerais:
atender os clientes e vender-lhes produtos, cuidando do estoque e da sua reposição.
específicas:
abordar os clientes na vitrine ou quando entrarem na loja;
operar os serviços de crédito, se houver;
cuidar do visual de merchandising;
manter a sua seção de produtos arrumada e
conferir e arrumar os estoques.
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As fases de um processo seletivo são as seguintes:
1. análise curricular e tomada de referências;
2. exame do candidato, de modo a saber se é adequado às características do perfil
requisitado;
3. entrevista inicial com o vendedor – essa fase serve como etapa eliminatória e podemos
realizar algum tipo de teste para compor a avaliação;
4. conferência e análise das referências do vendedor em empregos anteriores, para
confirmar as informações curriculares;
5. entrevista final para encerramento do processo de seleção e
6. exame médico.
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os clientes (segmentação e cobertura de mercado) – tipos, necessidades, motivos e
hábitos de compra;
os concorrentes – as suas estratégias e formas de atuação, os seus produtos/ serviços;
as técnicas de vendas e a técnica utilizada pela empresa e
os processos e procedimentos administrativos de venda e as responsabilidades a eles
atreladas – contratos, documentação, cobrança, pagamentos, etc.
No que se refere à fonte de todo esse conhecimento, ela deve ser creditada ao gerente de
vendas ou ao vendedor mais sênior, que deve focar os aspectos técnicos tanto da venda quanto do
produto ou serviço a ser vendido. Esse tipo de capacitação, que ocorre internamente, é realizada
de modo que todo o conhecimento seja transferido ao novo vendedor por outro mais antigo,
apoiando-o sempre que necessário.
Levar um novo vendedor a conhecer a empresa é fundamental para alinhá-lo à sua visão, à
sua missão e aos seus valores. Afinal, ele irá representar a organização e refletir o seu
posicionamento estratégico de marketing. Nesse caso, deve a empresa prover materiais de apoio
institucional acerca dos serviços que presta e dos produtos que fabrica. Esse material deve conter:
história da empresa, missão, visão e valores;
portfolio do mix comercializado;
recursos, capacidades e competências;
serviços de assistência técnica e nível de serviço prestado e
referência de mercado.
Análise de necessidades
A fase de análise de necessidades trata do levantamento individual dos participantes,
considerando as suas competências e relacionando-as aos objetivos e recursos organizacionais.
Via de regra, é feito um levantamento para determinação das diretrizes e metas a serem
alcançadas. As metas mais comuns são:
fidelizar os clientes;
promover o bem-estar da equipe de vendas;
aumentar as vendas e a lucratividade;
gerir as rotinas de venda e
controlar a força de vendas.
71
Desenho e escolha da forma de implementação do programa de
treinamento
O desenho da forma de implementação do treinamento envolve a descrição dos métodos e
da forma de entrega desse treinamento. Um treinamento de vendas pode ser entregue por
instrutores internos ou externos, e disponibilizado por meio de diversos formatos, como:
capacitação inicial para todos os novos vendedores;
programa de coaching apenas para gerentes ou
capacitação de reciclagem para toda a equipe de vendas.
Essa etapa envolve pontos que precisam ser planejados, tais como:
carga horária do treinamento;
escolha de local adequado para a sua realização;
determinação de pessoal ou setor responsável;
conteúdo programático ministrado;
participantes;
comunicados e recursos necessários à sua execução;
agendamento prévio das datas e o do período de duração;
contratação do profissional que irá conduzir o treinamento e
definição do número de participantes.
72
Remuneração da força de vendas
O tema da remuneração da força de vendas está diretamente relacionado à necessidade de obter
o maior rendimento possível dos vendedores. Isso quer dizer que objetiva que a força de vendas não se
acomode e esteja motivada, garantindo assim vendas com boa rentabilidade e altos volumes.
Quando o assunto é planejar a remuneração, os gestores comerciais ainda têm muitas
dúvidas. Nesse caso, surgem perguntas como:
Qual é a melhor remuneração para atrair e reter os melhores vendedores?
Qual é a melhor estrutura – salário fixo e premiação, ou fixo mais comissão?
Qual é a melhor forma de motivar os vendedores?
Qual é a melhor forma de estimular o vendedor individualmente e manter, ao mesmo
tempo, um clima amistoso dentro da equipe?
Plano de compensação
A formulação de um plano de compensação e a descrição dos seus benefícios é da maior
importância para a retenção e a motivação do quadro de vendedores. Para elaborar esse plano, temos
de alinhar os objetivos definidos no plano de vendas ao posicionamento da equipe de vendas.
Um plano de compensação para a força de vendas engloba valores em espécie, comissões e
premiações. Também prevê benefícios diretos e indiretos (fringe benefits), tais como seguros de
vida e previdência, saúde, cursos, automóvel, ajuda combustível, etc.
Atualmente, é comum se partir do princípio de que a estratégia do time de vendas e a de
todos os envolvidos nos resultados deva ser recompensada por meio da meritocracia, ou seja,
aqueles que atingem as metas de venda e os objetivos estratégicos da empresa devem ser
compensados por isso. Nesse sentido, é fundamental ser competitivo em relação à concorrência.
Se o plano não estiver competitivo com a realidade de mercado, haverá dificuldade em recrutar
vendedores com o perfil desejado.
Por fim, é importante destacarmos que não vender também é uma etapa natural do
processo de vendas. Afinal, é impossível obter êxito em 100% dos atendimentos. Dessa forma,
mesmo quando uma venda não se concretiza, há de se reconhecer o esforço da força de vendas por
meio de uma remuneração fixa.
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Alguns dos padrões mais utilizados pelo mercado são os seguintes:
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Prêmios
Os prêmios são recompensas pontuais pelo atingimento de uma meta quantitativa ou
qualitativa. Podendo ser individuais ou coletivos, eles são determinados de acordo com os
objetivos estratégicos de venda (KPIs).
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Para liderar, é preciso ouvir os seus subordinados, praticar a empatia e uma comunicação
adequada. Dessa forma, ser um líder é muito diferente de ser um “chefe”, que apenas dá ordens.
Um líder mostra a direção certa para que os seus vendedores se desenvolvam e possam crescer
tanto como pessoas quanto como profissionais.
Motivação
“Executivos de organizações com elevado desempenho de vendas a enxergam
como um conceito que vai muito além de recompensas e punições,
promoções e castigos, dinheiro e cotas. Eles veem a motivação como uma
coletânea de atividades, valores e condições que permeiam a organização,
desde os mais altos níveis de tomadas de decisão aos mais baixos. Eles
consideram a liderança, que é o gerenciamento da motivação, como a sua
mais importante responsabilidade” (NEWTON, 1997, p. 69).
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Os objetivos de uma avaliação de desempenho podem ser os seguintes:
medir o potencial dos vendedores;
permitir ao gestor a reflexão do seu papel no desenvolvimento dos vendedores;
estabelecer um sistemático método de feedback com o subordinado;
apurar e avaliar que programas de capacitação devem ser aplicados;
informar sobre o desempenho da equipe e estabelecer metas de recompensa e
levantar as dificuldades encontradas pela força de vendas na operação.
Quanto às premissas para avaliar o desempenho dos vendedores, devemos utilizar as listadas
a seguir:
utilização correta do processo e das técnicas de vendas da empresa;
conhecimento do mix comercializado;
taxa de conversão;
nível de prestação de serviços aos clientes;
alcance das metas de visita;
prospecção de suspects;
erros de procedimentos internos;
utilização correta dos folhetos e material de marketing;
apresentação pessoal;
proatividade e
bom relacionamento interpessoal.
Controles necessários
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Depois de estabelecidos os objetivos de venda por produto, por cliente, por território e por
tipo de venda, é necessário realizar uma análise sistemática de acompanhamento para identificar o
quanto o objetivo de cada vendedor está alinhado às metas da empresa, como cada área está se
comportando, como estão comprando os clientes, etc. A partir dessa análise, será possível
identificar as distorções e discutir as suas razões.
Como resultado, o gestor comercial terá a possibilidade de obter relatórios gerenciais, de
confrontar os resultados planejados versus realizados e de proceder com os ajustes que forem necessários.
Participação de mercado
Controlar a participação de mercado é necessário para estabelecer o desempenho relativo da
empresa. Uma empresa pode ter volumes de venda crescentes, mas não fazer isso com a mesma
velocidade de crescimento do mercado. Nesse caso, a empresa vende mais, mas perde
participação. Daí a necessidade de avaliação da participação de mercado.
Auditoria de vendas
Grande parte do processo de vendas é executado longe da empresa, distante dos gestores. A
auditoria de vendas surge então como uma forma de verificar a atuação das vendas no mercado. Ela
pode ser realizada diretamente pelo gestor de vendas, que, nesse caso, acompanha os vendedores em
suas visitas programadas a clientes, ou então ser contratada como um serviço externo.
Quando contratada como um serviço externo, a auditoria é realizada de forma amostral, e
os resultados são apresentados em números que representam a participação de mercado, os níveis
distributivos, os níveis de estoque dos produtos da empresa e dos seus concorrentes,
representando algo como uma fotografia da situação da empresa e dos seus produtos em
determinado período.
Geralmente, a auditoria é realizada de dois em dois meses, dado a abrangência e criticidade
do levantamento dos dados e da geração de relatórios.
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Análise de vendas
A análise de vendas consiste em uma comparação entre as vendas estimadas e os resultados
realizados. Ela pode ser realizada seguindo os seguintes critérios:
a) Vendas globais:
Volume total de vendas alcançado quando considerado o mix, as zonas de venda e os
clientes no período.
Essa é o critério mais fácil de ser seguido, pois basta computarmos o somatório de todos os
dados de vendas e, em seguida, comparar o nosso resultado com os resultados da concorrência.
Dessa forma, obtemos a nossa participação de mercado.
A análise é sempre feita a partir de uma estatística histórica das transações. Dessa forma, é
possível comparar o esforço de vendas junto ao cliente e mensurar o percentual de crescimento
das vendas em diferentes períodos.
A intenção é focar os esforços de marketing e evitar as distorções causadas pela regra de
Pareto, conhecida como 80-20.
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d) Custos de venda:
Nesse caso, analisa-se a relação custo-benefício da obtenção de resultados. Desse modo,
devemos fazer questionamentos como:
Como reduzir os custos das transações de venda?
Qual é o BEP (break even point) considerado uma oportunidade lucrativa de vendas?
Como reduzir os custos operacionais logísticos?
Plano de carreira
Uma das recorrentes preocupações dos gestores comerciais é buscar desenvolver os seus
liderados por meio da motivação. A elaboração e o desenvolvimento de um plano de carreira
podem auxiliar nesse sentido, pois permite aos vendedores enxergarem a possibilidade de crescer
na empresa, gerando a motivação necessária à melhoria do seu desempenho. Além disso, um
plano de carreira é, de certa maneira, também uma estratégia para aumentar a permanência do
vendedor na empresa.
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atribuições não pertinentes ao cargo;
falta de reconhecimento do desempenho e das metas alcançadas;
o fato de ser preterido em oportunidades de promoção de cargo;
distribuição equivocada de zonas de venda em relação ao tamanho do território e
metas inalcançáveis.
a) Geração de lead:
A geração de lead consiste no esforço realizado pelo marketing para que a sua marca seja
vista e motive o suspect a buscar contato com a organização.
b) Prospecção:
A prospecção é a etapa de qualificação do cliente usada para encontrar as suas necessidades e
os seus desejos e, a partir daí, definir a melhor forma de atendê-lo.
d) Negociação e objeções:
A fase de negociação e objeções é uma etapa em que se busca a superação dos gaps entre o
cliente e a empresa, e é realizada para ajustar a proposta de acordo com as possibilidades de compra.
e) Fechamento:
O fechamento é o momento final do processo, ou seja, ocorre quando a venda é concluída.
Nessa etapa, é importante fazer um checklist de todos os acordos para formalizar o compromisso
da entrega. Também é importante considerar o pós-venda, buscando sempre estreitar o
relacionamento com cliente para que ele volte a comprar da empresa.
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Como pudemos observar, por meio do funil de vendas, podemos monitorar cada etapa do
processo de vendas e acompanhar as taxas de conversão. A partir daí, poderemos determinar que
ações e esforços devem ser focados para aumentar os percentuais de conversão.
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Revisão do funil de vendas
O Funil de vendas precisa ser revisado o tempo todo, todo o tempo. Assim sendo, mesmo
que método esteja em operação, recomenda-se fazer ajustes.
Esses ajustes podem ser feitos a partir de indicadores-chave de performance por meio dos
quais analisamos os eventos ocorridos. A partir daí, direcionamos os nossos esforços a realizar as
mudanças necessárias no processo. São indicadores-chave de performance:
prospecções realizadas;
oportunidades levantadas;
oportunidades qualificadas (propostas, orçamentos);
negócios potenciais;
negócios fechados e
taxas de conversão por etapa:
percentual de conversão de suspects em prospects para qualificação;
percentual de prospects qualificados para seguir para a apresentação de vendas;
percentual de prospects para a superação de possíveis e eventuais objeções e
percentual de prospects negociados e cujo acordo foi fechado.
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Agora, vejamos um resumo dos principais benefícios do funil de vendas para outras áreas.
Para a linha de frente, o funil de vendas gera os seguintes benefícios:
permite a gestão do ciclo de fechamento das oportunidades de venda;
orienta a escolha e a priorização de leads;
permite estimar as chances de bater a meta;
ajuda a gerir e a planejar o tempo e
acelera o fechamento dos acordos.
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GLOSSÁRIO
Análise de necessidade – Diagnosticar para prescrever.
Fatores-chave de compra (FCC) – Conjunto de fatores (e o seu peso relativo) utilizados pelo
consumidor/ cliente para selecionar um fornecedor/ produto. Fatores tais como preço, qualidade,
capacidade de entrega e assistência técnica têm pesos diferentes na decisão do consumidor.
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Microambiente – Variáveis controláveis.
Pest – Método por meio do qual se realiza a análise de um cenário com base nos fatores político,
econômico, social e tecnológico.
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BIBLIOGRAFIA
ANSOFF, H. Igor. Implantando a administração estratégica. São Paulo: Atlas, 1993.
BALZAN, Newton Cesar; DIAS SOBRINHO, José (Orgs.). Avaliação Institucional: teorias e
experiências. 2. ed. São Paulo: Cortez, 2000.
COBRA, Marcos; ZWARG, Flávio. Marketing de Serviços: conceitos e estratégias. São Paulo:
Mcgraw Hill, 1986.
GOLDBERG, Claudio et al. Gestão de vendas. 5. ed. Rio de Janeiro: FGV Editora, 2012.
KOTLER, P.; KELLER, K. L. Administração de marketing. 14. ed. São Paulo: Prentice-Hall,
2012.
TEIXEIRA, E. A. et al. Gestão de vendas. Rio de Janeiro: FGV Editora, 2007. Série Marketing.
THULL, Jeff. Gestão de vendas complexas. Rio de Janeiro: Editora Campus, 2007.
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PROFESSOR-AUTOR
Claudio Goldberg é mestre em Administração Estratégica de Negócios
pela Universidade Nacional de Missiones (Argentina), especialista em
Marketing de Varejo pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e em Ciências
Políticas pela Escola Superior de Guerra (Esgue), e bacharel em Direito pela
Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ). Atua como
docente na Fundação Getulio Vargas, no Instituto Superior de Administração e Economia do
Mercosul e na Universidade Federal do Rio de Janeiro. É palestrante da Associação Brasileira de
Marketing Direto e da Associação Brasileira de Anunciantes (ABA), além de ter ministrado
palestras e treinamentos para mais de 2.000 diretores, gerentes comerciais, vendedores e
atendentes, apresentando técnicas de venda e negociação. É ainda sócio da Consultoria Gplux,
empresa especializada em consultoria, planejamento e capacitação corporativa comercial, e
consultor sênior associado ao Instituto MVC e à Enora Leaders. Autor do livro Gestão estratégica
de vendas, da FGV Editora, e da Tese de gestão estratégica para pequenas empresas de varejo, tem
também artigos publicados em mídias especializadas, além de ser colaborador e comentarista de
jornais na TV Bandeirantes.
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