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Sistema Digestório

1) O documento discute os fatores ocupacionais que podem prejudicar o sistema digestivo, como venenos industriais, agentes físicos e estresse. 2) Itens como tensão, fadiga, posturas anormais e hábitos alimentares inadequados podem ser agravados pelo ambiente de trabalho e prejudicar a digestão. 3) O médico do trabalho pode avaliar como a ocupação influencia problemas digestivos e a aptidão para o trabalho.

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Sistema Digestório

1) O documento discute os fatores ocupacionais que podem prejudicar o sistema digestivo, como venenos industriais, agentes físicos e estresse. 2) Itens como tensão, fadiga, posturas anormais e hábitos alimentares inadequados podem ser agravados pelo ambiente de trabalho e prejudicar a digestão. 3) O médico do trabalho pode avaliar como a ocupação influencia problemas digestivos e a aptidão para o trabalho.

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INTRODUÇÃO

O sistema digestivo exerce uma influência considerável na eficiência e capacidade de trabalho


do corpo, e doenças agudas e crônicas do sistema digestivo estão entre as causas mais
comuns de absenteísmo e incapacitação. Nesse contexto, o médico do trabalho pode ser
chamado de uma das seguintes maneiras para oferecer sugestões sobre higiene e
necessidades nutricionais em relação às necessidades específicas de uma determinada
ocupação: avaliar a influência que os fatores inerentes à ocupação podem ter ou produzir
condições mórbidas do sistema digestivo ou agravar outras que possam preexistir ou ser
independente da ocupação; ou expressar uma opinião sobre aptidão geral ou específica para a
ocupação.
Muitos dos fatores que são prejudiciais ao sistema digestivo podem ser de origem ocupacional;
frequentemente, vários fatores atuam em conjunto e sua ação pode ser facilitada pela
predisposição individual. Entre os fatores ocupacionais mais importantes estão os seguintes:
venenos industriais; agentes físicos; e estresse ocupacional, como tensão, fadiga, posturas
anormais, mudanças frequentes no ritmo de trabalho, trabalho por turnos, trabalho noturno e
hábitos alimentares inadequados (quantidade, qualidade e horário das refeições).

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SISTEMA DIGESTÓRIO: FUNÇÕES, ÓRGÃOS E PROCESSO DIGESTIVO
O sistema digestório, também chamado de digestivo ou gastro-intestinal (SGI) é um dos
principais sistemas do corpo humano e é responsável pelo processamento dos alimentos e
absorção de nutrientes, permitindo o bom funcionamento do organismo.

Esse sistema é constituído por diversos órgãos, que atuam em conjunto com o objetivo de
desempenhar as seguintes principais funções:

 Promover a digestão de proteínas, carboidratos e lipídeos dos alimentos e bebidas


consumidos;
 Absorver líquidos e micronutrientes;
 Fornecer uma barreira física e imunológica para microrganismos, corpos estranhos e antígenos
consumidos com o alimento.
Dessa forma, o sistema digestório é responsável por regular o metabolismo e o sistema
imunológico, de modo a manter o bom funcionamento do organismo.

ÓRGÃOS DO SISTEMA DIGESTIVO


O sistema digestório é constituído por órgãos que permitem a condução do alimento ou bebida
ingeridos e, ao longo do trajeto, absorção de nutrientes essenciais para o bom funcionamento
do organismo. Esse sistema se estende da boca ao ânus, sendo seus órgãos constituintes:

1. Boca: responsável por receber o alimento e diminuir o tamanho das partículas para que possa
ser digerida e absorvida mais facilmente, além de misturá-lo com saliva;
2. Esôfago: responsável por transportar alimentos e líquidos da cavidade oral para o estômago;
3. Estômago: desempenha papel fundamental no armazenamento temporário e digestão dos
alimentos ingeridos;
4. Intestino delgado: responsável pela maior parte da digestão e absorção dos alimentos e
recebe as secreções do pâncreas e do fígado, que auxiliam esse processo;
5. Intestino grosso: é onde ocorre a absorção de água e eletrólitos. Esse órgão também é
responsável por armazenar temporariamente produtos finais da digestão que servem como
meio para síntese bacteriana de algumas vitaminas;
6. Reto e ânus: são responsáveis pelo controle da defecação.
Além dos órgãos, o sistema digestivo é constituído por diversas enzimas que garantem a
digestão correta dos alimentos, sendo as principais:

 Amilase salivar, ou ptialina, que está presente na boca e é responsável pela digestão inicial
do amido;

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 Pepsina, que é a principal enzima do estômago e é responsável pela degradação de proteínas;
 Lipase, que também está presente no estômago e promove a digestão inicial de lipídeos. Essa
enzima também é secretada pelo pâncreas e desempenha a mesma função;
 Tripsina, que é encontrada no intestino delgado e conduz à degradação de ácidos graxos e
glicerol.
Boa parte dos nutrientes não consegue ser absorvido em sua forma natural devido ao seu
tamanho ou ao fato de não ser solúvel. Assim, o sistema digestivo é responsável por
transformar essas grandes partículas em partículas menores e solúveis capazes de serem
absorvidas rapidamente, o que acontece principalmente devido à produção de diversas
enzimas digestivas.

COMO ACONTECE O PROCESSO DIGESTIVO


O processo digestivo tem início na ingestão do alimento ou bebida e fim na liberação das fezes.
A digestão dos carboidratos tem início já na boca, apesar da digestão ser mínima, enquanto
que a digestão das proteínas e dos lipídeos tem início no estômago. A maior parte da digestão
de carboidratos, proteínas e gorduras acontece na porção inicial do intestino delgado.
O tempo de digestão dos alimentos varia de acordo com o volume total e das características do
alimento consumido, podendo durar até 12 horas para cada refeição, por exemplo.

1. DIGESTÃO NA CAVIDADE OROFARÍNGEA

Na boca, os dentes trituram e esmagam os alimentos ingeridos em partículas menores e o bolo


alimentar formado é umedecido pela saliva. Além disso, há liberação de uma enzima digestiva,
a amilase salivar ou ptialina, que inicia a digestão do amido constituinte dos carboidratos. A
digestão do amido na boca pela ação da amilase é mínima e sua atividade é inibida no
estômago devido a presença de substâncias ácidas.

O bolo alimentar atravessa a faringe, sob controle voluntário, e esôfago, sob controle
involuntário, chegando ao estômago, onde é misturado a secreções gástricas.

2. DIGESTÃO NO ESTÔMAGO

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No estômago, as secreções produzidas são ricas em ácido clorídrico e enzimas e são
misturadas ao alimento. Na presença do alimento no estômago, a pepsina, que é uma das
enzimas presentes no estômago, é secretada em sua forma inativa (pepsinogênio) e convertida
em pepsina pela ação do ácido clorídrico. Essa enzima desempenha papel fundamental no
processo de digestão das proteínas, alterando sua forma e tamanho. Além da produção de
pepsina, há também a produção, em menor quantidade, de lipase, que é uma enzima
responsável pela degradação inicial de lipídeos.
As secreções gástricas também são importantes para aumentar a disponibilidade e absorção
intestinal de vitamina B12, cálcio, ferro e zinco.
Após processamento do alimento pelo estômago, o bolo alimentar é liberado em pequenas
quantidades no intestino delgado de acordo com as contrações do estômago. No caso de
refeições líquidas, o esvaziamento gástrico dura em torno de 1 a 2 horas, enquanto que para
refeições sólidas dura cerca de 2 a 3 horas e varia de acordo com o volume total e das
características do alimento ingerido.

3. DIGESTÃO NO INTESTINO DELGADO

O intestino delgado é o principal órgão de digestão e absorção dos alimentos e nutrientes e é


dividido em três porções: duodeno, jejuno e íleo. Na parte inicial do intestino delgado, ocorre a
digestão e absorção da maior parte dos alimentos ingeridos devido ao estímulo da produção de
enzimas pelo próprio intestino delgado, pâncreas e vesícula biliar.
A bile é secretada pelo fígado e pela vesícula biliar e facilita a digestão e a absorção de
lipídeos, colesterol e vitaminas lipossolúveis. O pâncreas é responsável por secretar enzimas
que são capazes de digerir todos os principais nutrientes. As enzimas produzidas pelo intestino
delgado reduzem os carboidratos de menor peso molecular e peptídeos de tamanho médio e
grande, além dos triglicerídeos que são degradados em ácidos graxos livre e monogliceróis.
A maior parte do processo digestivo é completada no duodeno e na parte superior do jejuno, e
a absorção da maioria dos nutrientes está quase toda completa no momento em que o material
chega ao meio do jejuno. A entrada de alimentos parcialmente digeridos estimula a liberação
de vários hormônios e, consequentemente, de enzimas e líquidos que interferem na motilidade
gastrointestinal e na saciedade.
Ao longo do intestino delgado quase todos os macronutrientes, vitaminas, minerais,
oligoelementos e líquidos são absorvidos antes de chegar ao cólon. O cólon e o reto absorvem
a maior parte do fluido restante vindo do intestino delgado. O cólon absorve eletrólitos e uma
pequena quantidade de nutrientes restantes.
As fibras remanescentes, amidos resistentes, açúcar e aminoácidos são fermentados pela
borda em escova do cólon, resultando em ácidos graxos de cadeia curta e gás. Os ácidos
graxos de cadeia curta ajudam a manter a função normal da mucosa, liberam uma pequena
quantidade de energia de alguns dos carboidratos e aminoácidos residuais e facilitam a
absorção do sal e da água.

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O conteúdo intestinal demora de 3 a 8 horas para chegar até a válvula ileocecal, que serve
para limitar a quantidade de material intestinal que passa do intestino delgado para o cólon e
impede seu retorno.

O QUE PODE INTERFERIR NA DIGESTÃO


Vários são os fatores que podem fazer com que a digestão não seja realizada da forma correta,
resultando em consequências para a saúde da pessoa. Alguns dos fatores que podem afetar a
digestão são:
 Quantidade e composição do alimento ingerido, isso porque dependendo da característica
do alimento o processo de digestão pode ser mais rápido ou mais lento, o que pode influenciar
na sensação de saciedade, por exemplo.
 Fatores psicológicos, como aparência, cheiro e sabor do alimento. Isso porque essas
sensações aumentam a produção de saliva e das secreções do estômago, além de favorecer a
atividade muscular do SGI, fazendo com que o alimento seja pouco digerido e absorvido. No
caso de emoções negativas, como medo e tristeza, por exemplo, ocorre o inverso: há
diminuição na liberação de secreções gástricas bem como redução dos movimentos
peristálticos do intestino;
 Microbiota digestiva, que pode sofrer interferência devido ao uso de medicamentos como
antibióticos, induzindo a resistência bacteriana, ou a situações que levem à diminuição da
produção de ácido clorídrico pelo estômago, o que pode resultar em gastrite.
 Processamento alimentar, visto que a forma como o alimento é consumido pode interferir na
velocidade da digestão. Os alimentos cozidos normalmente são digeridos de forma mais rápida
do que os que são consumidos crus, por exemplo.
Caso seja notado algum sintoma relacionado ao sistema gastrointestinal, como excesso de
gases, azia, sensação de inchaço abdominal, prisão de ventre ou diarreia, por exemplo, é
importante ir ao gastroenterologista para que sejam feitos exames com o objetivo de identificar
a causa dos sintomas e iniciar o melhor tratamento.

AS DOENÇAS DO SISTEMA DIGESTIVO


Esse conjunto de órgãos deve funcionar em sintonia, mas às vezes, condições e doenças
atrapalham, e muito. Algumas são relacionadas ao nosso modo de vida e ajustes na
alimentação, por exemplo, são suficientes para manter a saúde em dia. Para outras, não é tão
simples assim, mas a Medicina já oferece cura para a maioria e, para algumas, bem-estar ao
paciente.
As principais doenças que “frequentam” os consultórios, relacionadas ao sistema digestivo são
o refluxo gastroesofágico, a constipação intestinal, a gastrite, a esteatose hepática e a
síndrome do intestino irritável. Para as gastrites, é importante saber que existem casos agudos,
que são aqueles que acontecem após um abuso alimentar ou alcoólico em pacientes que
nunca apresentaram uma queixa prévia. Jovens podem ter esse episódio após uma festa, ou
durante uma viagem onde os hábitos alimentares mudam radicalmente. Mas existem casos
crônicos de gastrite, comum em idosos, por exemplo, devido ao uso constante de vários
medicamentos que irritam o estômago. Por isso, nesses casos, deve-se fazer o uso de
remédios protetores gástricos associados.
De acordo com a gastroenterologista do Hospital Moriah, Dra. Nilma Ruffeil “deve-se sempre
lembrar que ingerir bastante água, durante o dia todo, ajuda muito a regularizar o
funcionamento intestinal” e esse é outro hábito que vai contribuir para a saúde do sistema
digestivo.
Nos casos de refluxo gastroesofágico a mudança de hábito alimentar é o principal elemento
para o controle da doença. Nada de jejuns longos. O ideal é uma dieta fracionada, com
pequenas porções a cada três ou quatro horas. Mastigar bem os alimentos, comer devagar e

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não beber junto com a refeição são outras recomendações importantes, além de não deitar-se
após a comida.
Aliás, uma dieta bem saudável, fracionada com pequenas porções favorece também a perda
de peso, que em si, já colabora para evitar ou controlar duas outras doenças: a esteatose
hepática (que é o aumento da gordura do fígado) e a obesidade. Isso aliado à atividade física.
Existem também doenças graves que ainda não têm cura, como o caso da retocolite e a
Doença de Crohn, entretanto, em ambos os casos, os pacientes podem levar uma vida com
grande qualidade. Dra. Nilma esclarece que “existem drogas novas muito potentes que
combatem os sintomas e controlam a doença. Os mais novos são os medicamentos biológicos
usados forma injetável”.

Cânceres
No aparelho digestivo, os cânceres mais comuns – e temidos – são o câncer de estômago e o
de intestino. Geralmente esses tumores têm um fator genético importante, por isso, pessoas
cujos pais, tios e avós tiveram cânceres nessa região devem começar cedo a investigação.
Mais uma vez, também se associa a dieta a esses cânceres, sugerindo que a menor ingestão
de carne vermelha e o aumento de fibras e alimentos integrais poderiam reduzir a chance da
doença.
Para o câncer de estômago há ainda um componente importante em países como o Brasil,
onde a cobertura de saneamento básico não é alta: a presença da bactéria Helicobacter Pylori.
Se erradicarmos essa bactéria disseminada pela água e alimentos contaminados, vamos
contribuir muito para evitar essa neoplasia.
O câncer de fígado mais comum, o carcinoma hepatocelular é frequente em pacientes com
cirrose, tanto de origem viral, por meio das hepatites B e C, como pelo consumo abusivo de
bebidas alcoólicas, e também pela esteatose hepática não alcoólica. Nesse caso a prevenção
passa necessariamente por campanhas de conscientização para as hepatites (como uso de
materiais esterilizados e uso de camisinha), e pelo maior acesso aos tratamentos dos vírus,
que já conta com novas drogas poderosas. “Mas também pela moderação ou abandono do
consumo de álcool e adoção de hábitos saudáveis para diminuição da gordura no fígado”,
recomenda Dra. Nilma.
O arsenal de combate ao câncer do sistema digestório é bastante grande, com novas cirurgias
minimamente invasivas, embolização de tumores, novas quimioterapias e radioterapia, mas a
prevenção é sempre o “melhor remédio”.

Obesidade é doença
A obesidade está associada a dezenas de doenças, não só do sistema digestivo, como ao
câncer de mama e às doenças cardiovasculares. O cuidado com a alimentação desde a
infância, estimulando hábitos saudáveis é fundamental e essa prática tem que vir do exemplo
dos pais.
Em situações extremas, com critérios bastante definidos, como o IMC (índice de massa
corporal) acima de 40 ou IMC de 35 com doenças associadas (como apneia do sono,
hipertensão arterial, Diabetes Mellitus, dislipidemia, doença coronariana e osteoartrite) é
indicada a cirurgia bariátrica. Hoje, essa cirurgia de redução do estômago já é feita de forma
minimamente invasiva, inclusive utilizando o robô cirúrgico Da Vinci Xi, e com bastante
segurança.
Ainda assim, o paciente deve pensar sempre em hábitos saudáveis para garantir uma boa
saúde e o bom funcionamento de sua “máquina”.

TIPOS DE DOENÇAS DO SISTEMA DIGESTIVO:

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DOENÇAS QUE QUE AFETAM A BOCA:
1.Cárie
É uma das doenças bucais mais comuns no mundo. Caracteriza-se pela destruição das
estruturas calcificadas dos dentes (esmalte, dentina e cemento). A cárie é silenciosa e causa
destruição progressiva dos dentes. É provocada pelos ácidos produzidos pelas bactérias da
placa bacteriana quando ingerimos açúcar com frequência e pode causar dor e desconforto.
2.Placa bacteriana
Também chamada de biofilme dental pelos profissionais de odontologia, a placa bacteriana é
uma película viscosa e incolor formada por bactérias e restos alimentares acumulados na
superfície dos dentes e na gengiva. Ela se desenvolve mais rapidamente com a ingestão
frequente de açúcares. Se não for removida, pode causar cáries, cálculo dentário, doenças da
gengiva e mau hálito.
3.Cálculo dentário
Quando a placa bacteriana não é removida totalmente, através de uma correta escovação, ela
calcifica e forma uma espécie de crosta amarelada e endurecida sobre os dentes. É o que
chamamos de cálculo dentário ou tártaro. O dentista poderá realizar a limpeza, removendo-o
dos dentes.
4.Doenças da gengiva
As doenças gengivais também são causadas pelo acúmulo da placa bacteriana.
A doença começa com a inflamação da gengiva, chamada de gengivite. Inicialmente, nota-se
que a gengiva sangra. Quando isso ocorre, não se deve parar de escovar os dentes nas partes
próximas da gengiva, pois a situação piora quando se faz isso. O que se deve fazer é melhorar
a escovação dos dentes e fazer uso do fio dental.
5.Lesões bucais
Devemos aproveitar os momentos da escovação dos dentes para observar se existem lesões
(manchas, caroços, inchaços, placas esbranquiçadas ou avermelhadas, feridas),
principalmente na língua, bochecha, lábios, céu da boca, embaixo da língua ou na garganta.
As lesões bucais mais comuns são feridas provocadas por próteses removíveis (dentaduras),
aftas, herpes labial e inflamações gengivais. Todas estas são benignas.
Entretanto, em alguns casos, o câncer pode ocorrer na boca. Se você tem mais de 40 anos de
idade, é ou foi consumidor frequente de tabaco e bebidas alcoólicas, procure um profissional
de saúde, dentista ou médico, para fazer um exame preventivo para o câncer de boca. O
exame é visual, rápido e indolor. Quando o câncer é diagnosticado logo que surge, ele pode
regredir se o tratamento for feito sem demora.

DOENÇAS QUE AFETAM O ESÔFAGO:


1. Doença do Refluxo Gastroesofágico
Também conhecida como DRGE, esta doença é provocada pelo refluxo do conteúdo do
estômago para o esôfago, o que não deveria acontecer, pois o tecido deste órgão não é
preparado para receber acidez em excesso.
Caso o refluxo gastroesofágico não seja tratado adequadamente, algumas das complicações
possíveis são esofagite, esôfago de Barrett, estreitamento do esôfago e, até câncer.
2. Esofagite
A esofagite é a inflamação do esôfago, uma complicação que afeta algumas pessoas
portadoras da doença do refluxo gastroesofágico. Esta inflamação aumenta o risco de provocar
o esôfago de Barrett, que surge quando as células inflamadas passam por uma transformação,
chamada de metaplasia, para suportar a exposição frequente à acidez, e que tem risco
aumentado de provocar câncer de esôfago.

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Outras causas de esofagite incluem infecções por fungos, herpes ou citomegalovírus, pós-
radiação durante o tratamento do câncer, como de mama e pulmão, esofagite eosinofílica ou
esofagite corrosiva, devido à ingestão de substâncias cáusticas ou ácidas.
3. Espasmo esofágico
O espasmo esofágico acontece devido a uma atividade incoordenada deste órgão, que
provoca contrações dolorosas e anormais do esôfago.
Para confirmar esta doença, o médico poderá pedir exames como manometria, que detecta a
pressão do esôfago, além de radiografia com contraste e endoscopia.
4. Câncer de esôfago
O tumor no esôfago é raro, e na maioria dos casos, está relacionado à existência de doença do
refluxo e esôfago de Barrett, entretanto, outros fatores de risco são tabagismo, consumo de
álcool, lesão cáustica ou infecção por HPV.
5. Acalásia
Acalásia é uma doença provocada pela lesão ou perda dos neurônios responsáveis pela
inervação dos músculos do esôfago. Desta forma, o esôfago perde a sua capacidade de
relaxar durante a deglutição e de realizar a peristalse, que são as ondas de movimentos do
tubo digestivo formadas para levar o alimento no sentido sentido correto, até o estômago e
intestinos. Assim, na acalásia ocorre uma dilatação e deformidade gradual do esôfago, que
podem piorar como tempo.
A acalásia é provocada por causas autoimunes, entretanto, a doença de Chagas também pode
provocar lesões nos nervos e provocar uma dilatação semelhante nos portadores desta
infecção. Para confirmar a acalásia, o médico poderá indicar exames como manometria
esofágica, para detectar alterações na pressão, além de endoscopia e radiografia com
contraste do esôfago.
6. Divertículos
Divertículos são alterações na estrutura do esôfago que, geralmente, são pequenos, mas
podem crescer e se tornarem capazes de reter saliva e alimentos.
Além dos divertículos, outras alterações na estrutura do esôfago que pode surgir são anéis e
membranas ao longo do órgão, além de pólipos ou tumores benignos, que podem dificultar a
deglutição dos alimentos, e podem ter causas congênitas ou inflamatórias.
7. Lesões no esôfago
Uma importante causa de dor no esôfago, apesar de rara, é a formação de lesões ou
perfuração, que acontecem tanto pela presença de vômitos intensos, como durante
procedimentos como endoscopia ou colocação de tubos nasogástricos, traumatismos em
acidentes ou, até, devido à corrosão provocada por esofagite ou câncer.
Além da formação de lesões, pode haver a impactação de alimentos ou algum corpo estranho
que podem ficar alojados no esôfago e causar intensa dor e incapacidade de eliminar as
secreções formadas. Em alguns casos, pode ser necessária a remoção da causa por
endoscopia.
DOENÇAS QUE PODEM AFETAR O ESTOMAGO:
1.Gastrite
Trata-se da inflamação, infecção ou erosão do revestimento do estômago. Ela pode durar
por pouco tempo, na chamada gastrite aguda, ou pode durar meses e até mesmo anos
(gastrite crônica).
2.Refluxo gastroesofágico
O refluxo gastroesofágico é o retorno involuntário e repetitivo do conteúdo do estômago para
o esôfago. Os alimentos mastigados na boca passam pela faringe, pelo esôfago (um tubo que
desce pelo tórax na frente da coluna vertebral) e caem no estômago. 

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Entre o esôfago e o estômago, existe uma válvula que se abre para dar passagem aos
alimentos e se fecha imediatamente para impedir que o suco gástrico penetre no esôfago, pois
a mucosa que o reveste não está preparada para receber uma substância tão irritante.
Crianças pequenas podem apresentar episódios de refluxo em virtude da fragilidade dos
tecidos existentes na transição entre o estômago e o esôfago. Na maioria dos casos, o
problema desaparece espontaneamente.
3.Úlcera Péptica
A úlcera é uma ferida que pode ocorrer em diversas partes do organismo. Quando se fala em
úlcera, porém, quase sempre as pessoas se referem às úlceras pépticas, isto é, às úlceras
gástricas que surgem no estômago, às úlceras do duodeno, que é aquela pequena válvula da
junção do estômago com o intestino delgado, e mesmo às do esôfago que são mais raras.
4.Câncer no estômago
Também conhecido como câncer gástrico, os tumores do estômago aparecem em terceiro
lugar na incidência entre homens e em quinto entre as mulheres. De acordo com o Instituto
Nacional de Câncer (INCA) são diagnosticados mais de 20 mil novos casos de câncer gástrico
por ano.
5.Intolerância alimentar
A intolerância alimentar consiste na ocorrência de um conjunto de reações adversas aos
alimentos, como problemas intestinais, respiratórios, surgimento de manchas e coceira na pele.
Apesar dos sintomas serem semelhantes, a intolerância alimentar é diferente da alergia
alimentar, porque na alergia há também uma reação do sistema imunológico com formação de
anticorpos, o que pode causar sintomas mais graves que na intolerância alimentar.

DOENÇAS QUE PODEM AFETAR O INTESTINO DELGADO:


1.A doença celíaca
Doença celíaca é uma doença do sistema imunológico causada por uma reação ao glúten. O
glúten é uma proteína encontrada em muitos alimentos, especialmente de trigo e grãos.
Causas da doença celíaca diminuição da absorção e digestão de nutrientes dentro do intestino
delgado. É sintomas são perda de peso e diarreia. Normalmente tratada por evasão de glúten
na dieta, os casos mais difíceis da doença celíaca necessitar de tratamento com medicação.
2.Doença de Crohn
De Crohn é uma doença inflamatória dos intestinos. Esta doença afeta o revestimento de
ambos os intestinos delgado e grosso. Seus sintomas incluem dor abdominal intensa, diarreia e
até mesmo desnutrição. Doença de Crohn muitas vezes se espalha profundamente nos tecidos
digestivos e pode causar uma situação de risco de vida, se úlceras penetrar completamente
através do tecido intestinal. Não há cura para a doença de Crohn, mas existem tratamentos
disponíveis para diminuir os sintomas.
3.Esclerodermia
Esclerodermia é uma doença reumática auto-imune crônica que pode afetar o intestino
delgado. Ela provoca atrofia das camadas musculares do tecido do intestino e a substitui por
tecido fibroso. Ela está associada com má absorção de nutrientes e leva à desnutrição, se não
tratada. Não há cura, mas os tratamentos visam manter os sintomas sob controle.
4.Doença de Whipple
De Whipple é uma doença infecciosa rara causada pela bactéria Tropheryma wippleii. Ele
afecta várias áreas do corpo, mas o intestino delgado é o órgão mais afectado comum. Os
primeiros sintomas incluem dor nas articulações e febre. Os sintomas tardios pode não
aparecer até alguns anos mais tarde e podem incluir dor abdominal, diarréia, hemorragia

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intestinal, fezes gordurosas mau cheiro, inchaço dos gânglios linfáticos e fatiga. Terapia e
fluidos antibiótico agressivo substituição é necessária.
5.Câncer
Câncer do intestino delgado é extremamente rara. Estes cancros incluem linfoma intestinal,
leiomiossarcoma e adenocarcinoma. A maioria do cancro do intestino delgado é um resultado
de metástase do cancro a partir de outro local. O tratamento consiste na remoção cirúrgica do
tumor, a quimioterapia e a radiação para destruir células cancerosas remanescentes. O
prognóstico da maioria dos cancros do intestino delgado não é bom, como o câncer é
geralmente em fases posteriores antes que ocorra a detecção.
DOENÇAS QUE PODEM AFETAR O INTESTINO GROSSO:
1.Síndrome do intestino irritável
A síndrome do intestino irritável, também conhecida como indigestão nervosa, ocorre quando o
cólon se contrai excessivamente. Quando o alimento é forçado através do intestino grosso
mais rápido do que o normal, ele causa gases, inchaço e diarreia. Com a síndrome do intestino
irritável, às vezes ocorre o oposto e, quando os alimentos se movem muito lentamente,
resultam em fezes duras e secas. O estresse emocional e certos medicamentos muitas vezes
podem fazer com que os sintomas piorem. Certos alimentos e bebidas como leite, refrigerante,
álcool e frutas e vegetais podem causar desconforto para pessoas com síndrome do intestino
irritável.
2.Câncer de cólon
O câncer de cólon, também conhecido como câncer colorretal, é outra das doenças mais
comuns do intestino grosso. Às vezes, os pólipos podem se desenvolver no intestino grosso e,
com o tempo, evoluir para câncer. Fumar e consumir uma dieta que consiste em alimentos com
alto teor de gordura e baixo teor de fibras muitas vezes pode causar câncer de cólon. Fatores
de risco adicionais para câncer de cólon incluem idade avançada e história familiar de câncer
de cólon. Se detectado precocemente, o câncer de cólon é altamente tratável, mas se não for,
o câncer pode se espalhar por todo o corpo, levando ao câncer terminal.
3.Colite ulcerativa
A colite ulcerativa geralmente afeta pessoas entre 15 e 30 anos de idade. Doença inflamatória
intestinal, a colite ulcerosa costuma ser caracterizada por cólicas, dor abdominal e fezes com
sangue, causadas pelo crescimento de feridas no intestino grosso. A causa exata da colite
ulcerosa permanece desconhecida, mas acredita-se que esteja relacionada a um sistema
imunológico hiperativo. Em alguns casos extremos, a colite ulcerosa pode causar hemorragia e
ruptura do cólon.
4.Doença de Crohn
A doença de Crohn é outra doença inflamatória intestinal que afeta o intestino grosso. Como
algumas outras doenças do intestino grosso, a doença de Crohn é caracterizada por dor
abdominal e diarreia constante. Se a doença se tornar grave o suficiente, pode levar ao
bloqueio do intestino grosso, bem como úlceras que podem criar buracos em outros órgãos. A
causa da doença de Crohn não é facilmente conhecida, mas pesquisas indicam que a doença
pode ser genética e também relacionada ao sistema imunológico. A doença de Crhon é tratável
com mudanças no estilo de vida e medicamentos e, às vezes, cirurgia.

DOENÇAS QUE PODEM AFETAR RETO E ÂNUS:


1.Fissura anal

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A fissura anal é um problema que pode acontecer em qualquer fase da vida. É caracterizada
por uma espécie de ferida no canal ou margem anal e pode ocorrer de maneira crônica ou
aguda.
Normalmente, a pessoa apresenta apenas uma fissura, mas em casos mais raros pode
apresentar duas.
Dentre as principais causas estão a diarreia crônica, sexo anal, defecar fezes duras e secas e
alguns tipos de inflamações na área retal.
O tratamento consiste em beber bastante líquido, ingerir muitas fibras e buscar o médico para
saber a necessidade de remédios e/ou pomadas para aplicar na região da ferida.

2.Verrugas anais
As verrugas anais (conhecidas por condilomas) podem surgir em função da contaminação pelo
vírus HPV (papiloma humano). Podem afetar tanto a borda do ânus, quanto atingir diretamente
o canal anal.
De maneira geral, os condilomas não causam nenhum tipo de desconforto no paciente – o que
é considerado um grande problema, já que isso dificulta o reconhecimento da doença.
Por se tratar de uma DST (doença sexualmente transmissível), o mais importante é realizar
exames anualmente. Para o tratamento, o médico pode remover as verrugas para evitar que
elas se multipliquem. Além do mais, há evidências de que se não tratadas corretamente, as
verrugas podem se tornar cancerosas.
Desta forma, mantenha os exames de rotina em dia e em hipótese alguma faça sexo sem o
uso de preservativos.

3.Hemorroidas
As hemorroidas são vasos sanguíneos associados a um tecido conjuntivo que estão presentes
fisiologicamente, mas que quando aumentadas, podem ou não causar sintomas, como  dor e
sangramento anal.
Podem ser externas ou internas, e as principais causas incluem hereditariedade,  diarreia
crônica, infecções anais, dieta pobre em fibras, constipação e permanecer por muito tempo
sentado.
O tratamento pode incluir pomadas, remédios e, em alguns casos, o auxílio cirúrgico para
remover a hemorroida.

4.Fístula anal
A fístula anal é uma ferida que se forma entre o fim do intestino e a pele do ânus, criando uma
espécie de túnel pequeno. Esse “túnel” causa uma série de sintomas, como vermelhidão na
área, dor – que pode ser de moderada a aguda -, e sangramento pelo ânus.  
Normalmente, é um problema que tende a surgir após um abscesso no ânus, mas também
pode surgir por outros fatores, como doenças inflamatórias – diverticulite ou doença de Crohn.
O tratamento consiste em uma cirurgia, a fistulectomia ou a fistulotomia anal, que objetiva
remover o túnel formado e promover a cicatrização da área.

5.Câncer de ânus
O câncer anal afeta diretamente o ânus, gerando sintomas como dor anal, caroço anal e
sangramento – principalmente durante a evacuação.
De modo geral, o câncer de ânus é mais comum em pessoas com mais de 50 anos. Também
pode surgir em pacientes infectados pelo vírus HPV.
Já o tratamento pode variar em função da fase do câncer.

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Esperamos que o conteúdo tenha cessado possíveis dúvidas sobre as principais doenças que
podem surgir no reto e ânus.

CONCLUSÃO
Concluímos que o sistema digestório é um componente muito especial no corpo, ele também
possui varias funções como retirar dos alimentos ingeridos os nutriente necessários para o
desenvolvimento e a manutenção do organismo, concluímos também que as doenças que
afetam o sistema digestório tem consequências bem piores se não for cuidada ao tratamento
de especialistas, mais para esses tipos de doenças existem suas soluções. 
Através deste trabalho pudemos entender melhor o que é e como funciona o sistema
digestório, e também pudemos descobrir o quanto de doenças existem.
E o que as doenças podem causar no nosso corpo; a maioria das doenças é causada por meio da
alimentação, pois o sistema digestório começa na boca. Somos o que comemos se comemos mal, ou
ingerimos coisas não tão boas o resultado aparece imediatamente porque o corpo reage a tudo.

Entretanto também concluímos através desse trabalho que até quando você acha que pode ser
uma dor de barriga (que é algo comum), pode se tornar uma coisa mais grave por isso nos
devemos visitar os médicos, com frequência, pois ter certeza que você está com a saúde boa é
essencial, e também não podemos nos estressar muito nessa vida, sem não acabamos
fazendo besteiras pela vida e isso pode se gerada em outra coisa, então é bom termos uma
alimentação correto, menos gordura e fritura e sim, mais legumes e verduras e também não
perder tanto álcool, pois ele pode marcar a sua vida inteira como o fumo, que pode gerar uma
cirrose ou um câncer, então é muito importe se cuidar, por que é o seu corpo e a sua saúde
que estará entrando em risco.

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REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
Doenças do Sistema Digestório: Conclusão (sistema-digestorio.blogspot.com)
 Ferron 2007, p. 331.
Starling 2009, p. 67.
Farabee, Michael J. «Online Biology Book: The Digestive System» (em inglês). Consultado em
20 de fevereiro de 2012. Arquivado do original em 10 de fevereiro de 2012
Starling 2009, p. 139.
Ferron 2007, p. 345.
Ferron, Myrian; Rancano, Jordi (2007). Grande Atlas do Corpo Humano. [S.l.]: Manole.
560 páginas. ISBN 9788520424995
Starling, Iriam Gomes; Zorzi, Rafael Luiz de Andrade (2009). Corpo humano: Órgãos, sistemas
e funcionamento. Rio de Janeiro: Senac. 232 páginas. ISBN 9788574582771

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