0% acharam este documento útil (0 voto)
80 visualizações6 páginas

Processos de Produção de Metais: Ferro, Alumínio e Titânio

O documento descreve processos para produção de metais como ferro, alumínio, titânio e cobre. O processo de produção de ferro inclui a redução do minério de ferro e a produção de ferro gusa em alto-fornos. O processo Hall-Héroult é descrito para produção de alumínio através de redução eletrolítica da alumina. O processo Kroll é explicado para produção de titânio através de cloração e redução. Finalmente, os processos pirometalúrgico e hidrometalúrgico são resumidos para

Enviado por

Karolina Neto
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
80 visualizações6 páginas

Processos de Produção de Metais: Ferro, Alumínio e Titânio

O documento descreve processos para produção de metais como ferro, alumínio, titânio e cobre. O processo de produção de ferro inclui a redução do minério de ferro e a produção de ferro gusa em alto-fornos. O processo Hall-Héroult é descrito para produção de alumínio através de redução eletrolítica da alumina. O processo Kroll é explicado para produção de titânio através de cloração e redução. Finalmente, os processos pirometalúrgico e hidrometalúrgico são resumidos para

Enviado por

Karolina Neto
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

Material de Apoio para a Avaliação Escrita - A1

a) O processo de redução direta do minério de ferro visa retirar os elementos


contaminantes do ferro em seu estado mineral para a formação do ferro esponja (ferro
metálico). A seguir temos um exemplo deste processo através do mineral hematita 𝐹𝑒2𝑂3:

Redução
𝐹𝑒2𝑂3 + 3𝐻2 → 2𝐹𝑒 + 3𝐻2𝑂

𝐹𝑒2𝑂3 + 3𝐶𝑂 → 2𝐹𝑒 + 3𝐶𝑂2

Já no processo de produção do ferro gusa, o minério de ferro é aquecido juntamente


com o coque [1] e calcário a uma alta temperatura em um alto-forno. Estes reagem
fortemente produzindo muito calor e gases e o principal produto dessa queima é o monóxido
de carbono que, ao reagir com o óxido de ferro será produzido o ferro metálico mais o
monóxido de carbono (ferro gusa). O calcário da carga é decomposto em óxido de cálcio e
dióxido de carbono conforme esta carga passa através do forno; o óxido de cálcio combina-se
com os silicatos presentes no minério, produzindo assim uma escória que é fundida na zona
de fusão. Esta escória funciona como um “filtro” no qual as impurezas ficam retidas nesta,
produzindo um ferro gusa mais puro.
𝐶𝑎𝑂 + 𝑆𝑖𝑂2 → 𝑒𝑠𝑐ó𝑟𝑖𝑎

Um aspecto relevante é que, para uma mesma temperatura, quanto maior for o teor de
monóxido de carbono em relação ao dióxido de carbono reagindo com o óxido de ferro, a
fase estável será ferro metálico. Ou seja, para uma melhor eficiência do alto-forno deve ser
utilizado no processo um alto nível de monóxido de carbono.

[1] O coque é obtido a partir da destilação do carvão mineral em fornos, na ausência


de ar num tempo estabelecido. No processo de coqueificação tem-se a formação do gás de
coqueria, alcatrão e outros produtos químicos.

b) Os processos pneumáticos em aciarias servem para oxidar as impurezas do ferro


esponja ou ferro gusa produzidos por meio da redução direta ou pelos alto-fornos. Estas
impurezas serão retidas na escória.
Os principais tipos de conversores que utilizam sistemas pneumáticos nas aciarias
são:
● LD ou BOF (Linz e Donawittz ou Basic Oxygen Process) - Uma lança introduz
oxigênio pela abertura superior do forno e este gás incide sobre a camada de
escória sobre o metal líquido;
● Q-BOP (Quick - Basic Oxygen Process) - O sopro é submerso por baixo. Requerem
alturas de prédios inferiores às do LD.
● Sopro Misto - Junção do LD com o Q-BOP.

c) Após a primeira fase da produção do alumínio, onde o minério bauxita é


transformado na alumina (𝐴𝑙2𝑂3), temos a segunda fase onde ocorre o processo de redução

eletrolítica conhecido como processo Hall-Héroult (ou processo Hall), no qual a alumina
será transformada em alumínio metálico.
Visto que a criolita (𝑁𝑎3𝐴𝑙ℓ𝐹6) atua como fundente da alumina, isto é, a criolita

consegue baixar o ponto de fusão da alumina a cerca de 1000 ºC. Assim, o processo de
Hall-Héroult consiste em colocar a mistura fundida da alumina com a criolita (
𝐴ℓ2𝑂3 + 𝑁𝑎3𝐴ℓ𝐹6) num recipiente feito de ferro ou de aço (liga metálica cujo principal

constituinte é o ferro), com eletrodos de carbono (pode ser de carvão ou de grafite)


mergulhados nessa mistura. Visto que está fundida, a mistura líquida contém os íons
𝐴ℓ³⁺ (ℓ) 𝑒 𝑂²⁻ (ℓ) livres.

3+ 2−
2 𝐴ℓ2𝑂3(ℓ) → 4 𝐴ℓ (ℓ) + 6 𝑂 (ℓ)

O recipiente de aço atua como cátodo, ou seja, como polo negativo, onde ocorre a
redução dos cátions do alumínio:

3+ −
Semirreação do cátodo: 4 𝐴ℓ (ℓ) + 12 𝑒 → 4 𝐴ℓ(ℓ)

Esse alumínio formado permanece no estado líquido, porque o seu ponto de fusão é
menor que o da mistura “criolita+alumina”, sendo igual a 660,37 ºC. Porém, visto que sua
densidade é maior que a densidade da mistura, ele desce para o fundo do recipiente, onde é
coletado por escoamento.

Depois o alumínio fundido é colocado em moldes, nos quais se solidifica.

Os eletrodos de carbono atuam como ânodos, pólos positivos onde há a oxidação dos
ânions oxigênio:
2− −
Semirreação do ânodo: 6 𝑂 (ℓ) → 12 𝑒 + 3 𝑂2(𝑔)

Esse gás oxigênio formado reage com o carbono do eletrodo e forma o gás carbônico
(CO2(g)):

3 𝑂2(𝑔) + 3 𝐶(𝑠) → 3 𝐶𝑂2(𝑔)

Desse modo, a equação global que ocorre nesse processo é dada por:

d) O processo Kroll para obtenção do Titânio consiste de uma etapa de cloração, uma de
purificação e uma de redução. A figura a seguir mostra que, no processo, o minério mais
puro, ou o mais impuro (óxido de titânio ou a ilmenita), é combinado com coque e cloro num
reator de leito fluidizado a 100°C (KROLL, 1940).
Figura 2: Esquema mostrando o processo Kroll

Fonte: (BLUMBERGS, 2010)


A reação, semelhante à primeira etapa do processo Hunter, tem como produto um
material de aspecto esponjoso, impuro, contendo tetracloreto de titânio (TiCl4) , também
conhecido como “tickle”, e outras impurezas no processo, como o cloreto de ferro.

2 𝐹𝑒𝑇𝑖𝑂3 (𝑠) + 7 𝐶𝑙2 (𝑔) + 6 𝐶(𝑠) → 2 𝑇𝑖𝐶𝑙4 (𝑙) + 2 𝐹𝑒𝐶𝑙3 (𝑙) + 6 𝐶𝑂(𝑔)

O TiCl4 obtido é separado do ferro por meio de diversas destilações fracionadas.


Nesse estágio de purificação, pode haver formação dos cloretos TiCl2 e TiCl3, devido à
estabilidades de outros graus de oxidação do Ti, indesejáveis no processo. A figura 3 mostra
que o TiCl4 gasoso é encaminhado para outro reator onde é reduzido 26 por magnésio
líquido, com cerca de 15 a 20 % de excesso, a uma temperatura de 800 °C a 850 °C.

2 𝑀𝑔 (𝑙) + 𝑇𝑖𝐶𝑙4 (𝑔) → 2 𝑀𝑔𝐶𝑙2 (𝑙) + 𝑇𝑖 (𝑠)

Obtém-se assim Ti metálico esponjoso de boa qualidade.


Figura 3: Diagrama do processo kroll para a produção do titânio.

Fonte: (NORGATE; JAHANSHAHI; RANKIN, 2007)

Rutilo (ou rútilo): É um mineral composto de dióxido de titânio , TiO2, sendo um dos
três polimorfos de TiO.
Uma desvantagem é que a produção de titânio, por meio do processo Kroll, resulta na
formação e na emissão de gases que provocam o efeito estufa, direta e indiretamente, além do
consumo de matérias-primas e utilidades, por exemplo, na geração de energia elétrica e na
fabricação de reagentes e de explosivos. Os impactos ambientais são potencializados pela
utilização de reagentes, da água e de combustível. Há preocupações de toxicidade com uma
série de produtos, por exemplo, o cloro (NORGATE; JAHANSHAHI; RANKIN, 2007).

e) Existem dois processos básicos de produção de cobre primário: o processo


pirometalúrgico, mais utilizado para os minérios sulfetados, e o processo hidrometalúrgico,
apropriado para a extração de cobre de minérios oxidados de baixo teor.
● Processo Pirometalúrgico
A extração do minério se dá a céu aberto ou em galerias subterrâneas. O minério é
submetido à britagem, moagem, flotação e secagem, obtendo-se o concentrado cujo teor de
cobre contido já alcança 30%.
O concentrado é então submetido ao forno flash, de onde sai o mate com teor de 45%
a 60%, e este ao forno conversor de onde obtêm-se o blister com 98,5% de cobre.
Dependendo da pureza desejável para o cobre, tendo em vista a sua utilização final, o blister
pode ser submetido apenas ao refino a fogo, onde se obtém cobre com 99,7% (anodo) ou ser
também refinado eletrolíticamente, atingindo um grau de pureza de 99,9% (catodo).
Os catodos são submetidos ao processo de refusão para obtenção do cobre no formato
de tarugos ou placas. Mas se ao invés da simples refusão o catodo for fundido e laminado em
processo contínuo, obtêm-se o vergalhão, a partir do qual serão fabricados os fios e cabos.
Figura 4: Fluxograma mostrando o processo de obtenção do cobre.

● Processo Hidrometalúrgico

Você também pode gostar