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Peelings Químicos e Clareadores de Pele

O documento discute peelings químicos realizados com ácidos na pele. Apresenta os principais tipos de ácidos usados como glicólico, salicílico, láctico e retinóico. Explica que a concentração, pH, peso molecular e duração do contato determinam a potência do ácido e profundidade do peeling, podendo ser muito superficial, superficial, médio ou profundo.

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David Victor
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Peelings Químicos e Clareadores de Pele

O documento discute peelings químicos realizados com ácidos na pele. Apresenta os principais tipos de ácidos usados como glicólico, salicílico, láctico e retinóico. Explica que a concentração, pH, peso molecular e duração do contato determinam a potência do ácido e profundidade do peeling, podendo ser muito superficial, superficial, médio ou profundo.

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COSMÉTICOS CLAREADORES/

DESPIGMENTANTES
2

DISCROMIAS CUTÂNEAS
• São lesões elementares que não apresentam
qualquer relevo (alto ou baixo) e podem ser
classificadas por toda e qualquer alteração de
cor, independente de sua natureza, causa ou
mecanismo.

PROFª ELISANGELA SAMPAIO 12/05/2021


EPIDERMICA

HIPERCROMICAS

DERMICA

DISCROMIAS HIPOCROMICAS

ACROMICAS
ANAMNESE

• Analisar a pele.
• Preencher a ficha de anamnese.
• Utilizar lupa e luz apropriada para a
avaliação.
12/05/2021
Peelings TERAPIA DOS CLAREADORES
químicos
Ácido glicólico
Ácido salicílico
Ácido tretinoina
Mandélico
tretinoina
Transferência
Remoção dos
dos
queratinócitos
melanossomas

Hidroquinona
Arbutim
Corticosteróides Ácido
tópicos azelaico
Ácido kójico
Função Ácido
secretoras tranexâmico
dos
Inibe a tirosinase
melanócitos
PEELINGS QUÍMICOS
Peelings químicos

DEFINIÇÃO

• “Ácido” se origina da
palavra latina “acidus”,
que significa azedo.
• A princípio, o termo era
aplicado somente ao
vinagre, mas com
evoluir dos estudos,
percebeu-se que outras
substâncias também
possuíam características
que atendiam a esta
definição.
Peelings químicos

NOÇÕES GERAIS
• Os ácidos nos lembram produtos corrosivos e perigosos,
o oposto dos produtos naturais, no entanto, isto nem
sempre é verdade, pois existe uma infinidade deles na
natureza e até mesmo no corpo humano, que sintetiza-
os para manter-se vivo e com bom funcionamento.
• Há ácidos:
• No estômago (ácido clorídrico)
• Na urina (ácido úrico)
Peelings químicos

NOÇÕES GERAIS
• Nos alimentos:
• Laranja (ácido ascórbico)
• Vinagre (ácido acético)
• Gordura (ácido graxos)
• Leite (ácido lático)
• Arroz (fítico e kójico)
• Amêndoas amargas (ácido mandélico)
• Nos medicamentos
• Analgésicos (ácido acetilsalicílico)
• Sedativos (ácido barbitúrico).
Peelings químicos

ÁCIDO NA
COSMETOLOGIA
• Importante não confundir ácido orgânico com
inorgânico
• Exemplos ácido inorgânico
• Ácido sulfúrico (H2SO4)
• Ácido fluorídrico: corrosivo do vidro
• Ácido nítrico: usado na fabricação de explosivos.
Obviamente que estes
“indivíduos” não são
empregados nos
tratamentos cutâneos.
Peelings químicos

ÁCIDOS NA
COSMETOLOGIA
• Os ácidos aplicados para fins dermato-cosmetológicos
são os orgânicos ou mais especificamente os AHA’s e
os BHA’s que são ácidos não tóxicos, geralmente fracos
e obtidos de fontes naturais.
• Uso sedimentado nos últimos 20 anos
• Não é de hoje que eles são empregados no tratamento
da pele.
Peelings químicos

ÁCIDOS NA
COSMETOLOGIA
• Cleópatra aplicava na pele leite azedo (láctico)
• Na idade média, as damas da alta sociedade
costumavam aplicar na pele “vinho velho” (ácido
tartárico) para obterem branqueamento e suavidade.
• Em 1959 o Dr. Stutgen, da Alemanha, introduziu o uso
do retinóico para algumas doenças cutâneas.
• Em 1974, os AHA’s foram introduzidos na dermatologia
para tratamento de ictiose.
• Somente 1985 começou-se o a utilizar AHA’s e BHA’s
em larga escala para acne, queratose,
despigmentação e fotoenvelhecimento.
Peelings químicos

PRINCIPAIS ÁCIDOS
COSMECÊUTICOS
• Glicólico: cana de açucar, beterraba e alcachofra
• Mandélico: amêndoas amargas
• Láctico: leite azedo (fermentação bacteriana)
• Málico: maçã-verde. Tartárico: vinho azedo
• Salicílico: casca do salgueiro ou sintetizado em
laboratório
• Retinóico: acidificação da vitamina
• Recentemente experiência com dois ácidos:
• Ácido pirúvico (alfaacetoácido)
• Ácido tranexâmico (análogo da lisina)
Peelings químicos

DIFERENÇA ENTRE AHA’S E BHA’S


Peelings químicos

VARIÁVEIS DOS ÁCIDOS

• Que obrigatoriamente devem ser levada em


consideração.

concentração pH

Peso
pKa
molecular

Duração do
contato
Peelings químicos

VARIÁVEIS DOS ÁCIDOS


(CONCENTRAÇÃO)

É a porcentagem de ácido que é


empregada na solução do produto acabado
e determina a POTÊNCIA do produto.

Regra – Quanto maior a concentração maior é a


potência e por conseqüência maior a atividade
queratolítica (descamação), também maior
probabilidade de reação adversas.
Peelings químicos

VARIÁVEIS DOS ÀCIDOS (PH


E PKA)
Potencial Hidrogeniônico O pH é quem determina o nível de
(quantidade de H+ e OH- existente em disponibilidade de um ácido é
um determinado meio) e designa o realmente aproveitada pele.
nível de acidez, neutralidade ou
alcalinidade do meio em questão.

Regra – os valores de pH
obedecem uma regra inversa ao
da concentração: Quanto menor
o pH, mais ácido será o produto e
quanto maior o pH menos ácido.
Peelings químicos

EFEITO DO PH DO ATIVO

Exemplo AHAS

0 2 3,5 6 14
Acido Peeling Ideal Hidratante Alcalino
Renovação

A medida que o pH aumenta diminui a


capacidade de renovação.
Peelings químicos

PESO MOLECULAR
Também chamado de massa molecular, este termo
refere-se ao tamanho da cadeia carbônica do ácido e
determina a velocidade de penetração do mesmo na
pele.
Regra: Quanto menor o peso molecular, mais
rapidamente o ácido penetrará na pele e quanto
maior, mais lentamente penetrará na pele.
Isso nos leva a concluir que ácidos que penetram
lentamente na pele, oferecem maior segurança para
os procedimentos estéticos.
Peelings químicos

PESO MOLECULAR
ÁCIDO FORMULA MOLECULAR PESO MOLECULAR
GLICÓLICO C2 H4 03 76,50
PIRÚVICO CH2COCOOH 88,06
LÁCTICO C3 H6 03 90,08
MÁLICO C04 H6 05 134,09
SALICÍLICO C7 H6 03 138,12
KÓJICO C6 H6 04 142,11
TARTÁRICO C02HCH(OH)CH(OH)C02H 150,08
MANDÉLICO C8 H15 03 152,15
TRANEXÂMICO C8 H15 N02 157,21
ASCORBICO C6 H8 06 176,13
CÍTRICO C6 H8 07 192,13
Peelings químicos

PEELINGS QUÍMICOS
• Também chamados de “quimioesfoliação”,
consiste na aplicação de um ou mais agentes
esfoliantes da pele, promovendo destruição da
epiderme e/ou derme, resultando na
regeneração de nova epiderme e tecido
dérmico.
• Essas aplicações produzem processos
inflamatório controlado, causando coagulação
vascular instantânea e promovendo o
rejuvenescimento da pele com relevante
melhora nas discromias pigmentares,
alterações actínicas e queratósicas, rítides e
algumas cicatrizes superficiais deprimidas.
Peelings químicos

PEELINGS QUÍMICOS

• Podem ser divididos:


• Muito superficial, Superficial, Médios e Profundo.
• Os superficiais causam necrose da epiderme até a
junção dermoepidérmica e podem com isso estimular
a formação de colágeno na derme papilar
superficial.
• Os médios atingem a derme papilar e reticular.
• Os profundos atingem a derme reticular média. Esses
porcionam resultados clínicos mais evidentes, porém
implicam em maior tempo de restauração cutânea e
maior número de complicações, como HPI, infecções,
herpes ou cicatrizes hipertróficas.
NÍVEIS DE PROFUNDIDADE DO
PEELING.
Nível do Peeling Profundidade.
Nível1 Afina ou remove o estrato
Muito superficial (esfoliação) córneo e cria lesão abaixo do
estrato granuloso.

Nível2 Cria necrose de parte ou de


Superficial (epidérmico) toda a epiderme, em qualquer
parte do estrato granuloso até a
camada basal

Nível 3 Cria necrose da epiderme e de


Médio (dérmico papilar) parte ou de toda a derme
reticular superior

Nível 4 Cria necrose da epiderme e da


Profundo (dérmico reticular) derme papilar, que se estende até
a derme reticular média
TIPOS DE ÁCIDOS
PEELINGS SUPERFICIAIS.
AHA SOLUÇÃO 50 A Rugas finas e Estrato
70%. lesões Granuloso até
actínicas. a derme
papilar
superficial.
Em média
0,6mm.
TCA SOLUÇÃO DE Melasmas,
10 A 25%. efélides e rugas
finas.

RESSORCINA SOLUÇÃO DE Acne,


JESSNER. discromias,pele
s rugosas,
hiperpigmenta
ção pós-
inflamatória.
ÁC. RETINÓICO CREMES 0,010 Hiperqueratiniz
A 0,1%. ação,
Fotoenvelheci
Peelings químicos

PEELING DE ÁCIDO
RETINÓICO
• O ácido retinóico de uso tópico é chamado de
tretinóina.

• Foi utilizado a partir da década de 1960 em distúrbios


da queratinização e, em seguida no tratamento da
acne.
• Mais recentemente passou a ser utilizado em
pacientes com fotoenvelhecimento e na forma de
peelings, para obtenção de uma descamação
superficial.
Peelings químicos

EFEITOS BIOLÓGICOS
• Na epiderme promovem compactação do
estrato córneo, aumento da espessura
epidérmica, diminuição ou melhor distribuição
do conteúdo de melanina.
• O efeito mais bem documentado do AR é o
estimulo à proliferação e à diferenciação dos
queratinócitos da camada basilar,
provocando descamação e renovação do
epitélio.
• Aparentemente, após 48 semanas de TT com
retinóides tópicos, apesar da continuidade da
melhora clínica, a hiperplasia epidermica volta
ao normal.
Peelings químicos

EFEITOS BIOLÓGICOS
• Efeitos dérmicos incluem aumento do colágeno
da camada papilar e aumento significativo da
elasticidade cutânea,
• Após TT com AR as quantidades de colágeno e
procolágeno tipo III, bem como
glicosaminoglicanos, tropoelastina e
fibronectina estão aumentadas.
• A tretinoína não promove entretanto, melhora
nas respostas mediadas por fibras elásticas.
• O AR estimula, ainda, a angiogênese,
acarretando aumento na vascularização
dérmica.
Peelings químicos

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS E
IMCOMPATIBILIDADES

• Os retinóides, em geral são fotolábios


(fotoinativados), razão pela qual deve ser
preferencialmente usado á noite.
• Cetaconazol e liarozol são inibidores.
• Pode haver também alguma interação
com a aplicação tópica de vitamina D,
em decorrência da semelhança entre os
receptores.
Peelings químicos

NA ACNE
• Apresentam atividade comedolítica.
• Normaliza a descamação do epitélio.
• Efeitos profilático por meio da inibição da
formação de novas lesões.
• Pode ser utilizado em acne comedogênica e
inflamatória, pois altera o microclima dos
folículos pilosos torna-os menos suscetíveis á
colonização pelo P.B. acnes.
• No período inicial do TT da acne inflamatória
pode haver agravamento da inflamação
(pápulas e pústulas).
Peelings químicos

FOTOENVELHECIMENTO
Redução significativa das rugas finas superficiais,
bem como melhora da hiperpigmentação,
aspereza e flacidez da pele após 24 semanas
de TT com ácido retinóico a 0,05%.
Cucé demostrou que a realização de uma série
de 5 peeling de AR em concentração de 1 a
5%, com intervalos de 2 a 3 dias entre eles,
pode alcançar em pacientes com
fotoenvelhecimento, melasma e acne; melhora
clínica na textura e na aparência cutânea
correspondente a 4 a 6 meses de TT tópico
domiciliar.
Peelings químicos

INDICAÇÕES
• Acne: os peelings superficiais atuam na acne por
meio da comedólise.
• Discromias: fornece razoável segurança mesmo no
TT pacientes com fototipos IV,V e VI, sem HPI.
• Melasma: histologicamente o pigmento fica na
camada basilar ou na derme, aumentando o riscos
de HPI com peelings mais profundo. Há duas
respostas possíveis: resposta positiva mais leve ou
melhora drástica.
• Dano actínico, rugas finas e hidratação: apesar de
controverso na literatura, são significativas as
melhoras.
• Tratamento corporal: mãos, cicatrizes e estrias.
Peelings químicos

EFEITOS ADVERSOS E
CONTRA-INDICAÇÃO
• É uma droga bastante segura, sendo os
efeitos adversos limitados à pele.

• Mais comum associado à tretinóina é a


irritação cutânea ( eritema, descamação,
ressecamento e prurido), reação temporária,
e ocorre no 1º més de uso.

• Complicações do AR, incluem-se


exacerbação temporária leve das pústulas
após 1 a2 s de uso, hiperpigmentação e
aumento das telangiectasias.
Peelings químicos

EFEITOS ADVERSOS E
CONTRA-INDICAÇÃO
• A exposição a retinóides sistêmicos é causa
de aborto e de malformação congênicas.
• A potencial teratogenicidade da tretinóina
tópica é uma preocupação justificada.
Entretanto, a absorção sistêmica de
aplicação tópica é desprezível: apenas 1%
do que é aplicado topicamente é
absorvido.
• È prudente suspender o uso no período
gestacioal.
• Alguns pacientes referem sensação
desagradável, como queimação, em
exposição ao calor.
Peelings químicos

APLICADO SOMENTE EM
CABINE
COSMÉTICOS CONTENDO
ÁCIDO RETINÓICO
ACIDO GLICÓLICO
Cosméticos Despigmentantes
CONCEITO

O ácido glicólico é um dos alfa-hidroxiácido mais


popular, é encontrado naturalmente na cana-de-
açúcar. Possui propriedades ideais para ser usado na
dermocosmética, tem boa absorção em diferentes
camadas da pele e age como um solvente para a
matriz interconeócita reduzindo a excessiva
queratinização.
Produtos cosméticos contendo agentes químicos
como o ácido glicólico, são aplicados localmente
para estimular a renovação da pele. O ácido
glicólico é também um agente clareador hidrofílico,
que aumenta a hidratação da pele
(Chang,Chang, 2003) e aumenta a elasticidade da
pele. Essa ação se deve provavelmente à
estimulação direta na produção de colágeno,
elastina e mucopolissacarídeos nas camadas
profundas da pele (Ditre, Griffin, Murphy, 1996).
• Sistemas como lipossomas e microesferas têm sido
estudados com o objetivo de otimizar as propriedades
cosméticas do ácido glicólico, diminuindo seus efeitos
adversos (Perugini et al., 2000).
• Em 1996, a Revisão de Ingredientes Cosméticos (CIR)
concluiu ser seguro o uso dos alfa-hidroxiácidos em
produtos cosméticos até 10% e que o pH final da
formulação não deveria ser inferior a 3,5 (Johnson,
Kligman, 2000). A apresentação do Guia para a
Indústria aplicada a produtos cosméticos contendo
alfahidroxiácidos estabelece o uso em até 10% e pH
maior do que 3,5; já para produtos de uso profissional
é permitida concentração de até 30% e o pH maior
do que 3,0 (Draft Guidance for Industry, 2002).
VEÍCULO
É importante considerar os parâmetros de
estabilidade, compatibilidade, irritabilidade, e
segurança. No ácido glicólico o veículo mais
apropriado é o Gel, pela maior praticidade e
controle na aplicação, Proporciona boa
espameabilidade e não escorre.
MECANISMO DE AÇÃO:

• Age como esfoliante, promovendo a remoção


de corneócitos (células mortas da camada
superior da epiderme).
•diminuindo a aderência de corneócito quando
utilizado em formulações tópicas para o
tratamento de acne, dando um resultado
excelente tanto com baixa ou alta concentração.
• Promove maior flexibilidade, hidratação,
aumento das fibras colágenas e elásticas.
• Produz compactação do extrato córneo;
• Produz espessamento da epiderme;
•Produz deposição de mucina e colágeno
dérmico a medida que aumenta a concentração e
diminui o pH.
CONTRA-INDICAÇÃO

Podem ser relativas ou absolutas.

* ABSOLUTAS: Refere-se a presença de qualquer


processo tais como: escoriações; processos
inflamatórios e infecciosos, mesmo que pequenas
cicatrizes recentes pós-traumas ou pós-cirurgias;
lesões ativas de herpes simples.

•RELATIVAS: Pele com presença de eritemas


provocados pelo uso prévio de ácidos Esfoliantes,
uso de ceras depilatórias, eritema solar ou
qualquer outro método que tenha agredido a Pele.
INDICAÇÕES

Pele desidratada, acne, psoríase, Rugas finas,


Cicatrizes, superficiais, ectiose, actínia
seborréicas verrugas virais, hiperqueratoses
Folicular, melasma, Fotoenvelhecimento, dentre
outros.
PROPRIEDADES DO
ÁCIDO GLICÓLICO
• Ácido Glicólico Grau Cosmético é uma forma de
ácido glicólico purificada através de processos que
reduzem as impurezas orgânicas e inorgânicas, tais
como metais e outros componentes que conferem cor
ao produto final.
• O poder de penetração do ácido glicólico depende
de alguns elementos variáveis que devem ser
analisados antes de aplicação do peeling: como
características individuais de cada pessoa, integridade
da barreira cutânea, agente químico proposto
(KEDE, 2009)
VANTAGENS DO ÁCIDO
GLICÓLICO
 pode-se determinar a profundidade da penetração
com medição cuidadosa da duração do peeling;
 Por ser hidrossolúvel difunde-se livremente no fluido
intercelular;
 São muito bem Tolerados Pelo paciente mesmo sendo
superficial Pode trazer excelentes resultados.
baixo risco de complicações;
pode, com segurança, fazer o peeling de muitos tipos
de pele e em diversas áreas;
baixa foto-sensibilidade.
CONCENTRAÇÃO
RECOMENDADA
• 5 a 10% em veículo gel, creme ou loção para
cosméticos .
• 10 a 20 % em dermocosméticos
• (Dosagens maiores (30 a 70%) são utilizadas em
consultório médico, na forma de peelings médios e
profundo)
ÁCIDO SALICÍLICO
Peelings químicos

PEELING DE ÁCIDO
SALICÍLICO
• O ácido salicílico é um composto fenólico
considerado um β-hidroxiácido por causa da
orientação β do grupo hidróxi (OH).
É um pó branco, cristalino, derivado de uma
variedade da fontes naturais. Foi isolado, em
1829, por Leroux, e sintetizado em 1860,
quando se descobriu que sua utilização
poderia esfoliar levemente e amaciar a
camada córnea da epiderme. Passou, desde
então, a ser amplamente usado para
acelerar a remoção das células mortas
superficiais da camada córnea.
Peelings químicos

• Possui efeito queratolítico importante e, em


razão de sua estrutura química única,
pode ser facilmente adaptado para uso
tópico diário no tratamento de condições
hiperqueratósicas variadas ou peeling.
• É clássico seu emprego em dermatologia
desde que se tornou componente da
pasta de Lassar, que continha: ácido
salicílico 2%, óxido de zinco 24%, amido
24% e parafina branca 50%.
Peelings químicos

PEELING DE ÁCIDO
SALICÍLICO
• Admite-se que em baixas concentrações (0,5 até3%)
possa ter alguma atividade queratoplástica, isto é,
estimular a formação da camada córnea; em
concentrações superiores (4 a 20%), age
exclusivamente queratolitico, removendo a camada
córnea.
• Esse efeito esfoliativo parece estar relacionado à
habilidade dos β-hidroxiácidos de solubilizar as
substâncias intercelulares (cimento) da camada
córnea, sem afetar a velocidade de divisão celular da
camada germinativa. O resultado é um aumento da
eliminação dos queratinócitos, sem interferência da
atividade mitótica.
Peelings químicos

PEELING DE ÁCIDO
SALICÍLICO
• Existem várias formas modernas de emprego
do ácido salicílico para uso diário pelo
próprio paciente, como: em soluções,
cremes, loções, pomadas, xampu, sabões,
géis, e pastas, depende da indicação.
• Pode ser usado como agente terapêutico
isolado ou em associação medicamentosas.
Nesses casos, por diminuir ou remover a
camada córnea, facilita a penetração de
outros princípios ativos. É o casos do seu
emprego no tratamento de escamosas
doenças como psoríase ictiose.
Peelings químicos

PEELING DE ÁCIDO
SALICÍLICO
• Em concentrações de 2 a 4%, combinado ou
não à resorcina, atua como esfoliante para
acne e dermatite.É aprovado (FDA), não se
sabe exatamente como o ácido salicílico
exerce efeito comedolítico na acne.
• As hipóteses são: dissolução do cemento
intercelular, redução da adesão intercelulares
entre os corneócitospode ser demonstrada
pelo aumento das escamas observadas 6h
após exposição da pele ao ácida salicílico a
2%.
Peelings químicos

PEELING DE ÁCIDO
SALICÍLICO
• O ácido salicílico tem efeito terapêutico
suficientemente comprovado em dermatologia,
uma vez que é utilizado há mais de100 anos,
principalmente como potente queratolítico.
• Na década de 1990, passou a ser destacado
tbm pela sua capacidade de, em baixas
concentrações, melhorar a aparência da pele
fotoenvelhecida e, em concentrações altas , ser
usado como agente seguro e eficaz para
realização de peeling superficiais, com
vantagem em relação a outros agentes como os
α-hidroxiácidos e, em particular, o ácido
glicólico.
Peelings químicos

INDICAÇÃO
• Acne inflamatória, não inflamatória.
• Pele seborréica e com poros dilatados.
• Rosácea pustulosa.
• Fotoenvelhecimento leve a moderado.
• Hiperpigmentações cutâneas – as de natureza pós-
inflamatória (principalmente as provocadas pela
acne) e o melasma epidémico.
EXEMPLOS
DERMOCOSMÉTICOS
ASSOCIAÇÕES DE
ÁCIDOS
ÁCIDO
TRICLORACÉTICO
PEELING DE ÁCIDO
TRICLOROACÉTICO
• A moderna esfoliação química médica com fórmulas
de ácido tricloroacético começou em 1926, quando
Roberts relatou seu uso para o tratamento de úlceras e
outras dermatoses. Um artigo publicado por Bames
apresenta algum conhecimento das observações
clínicas feitas após uso do peeling químico.
PEELING DE ÁCIDO
TRICLOROACÉTICO
• Essa substância permite a realização depeelings
superficiais, médios e profundos.
• - ATA 10% − peeling superficial.
• - ATA 10 a 30% − peeling médio. –
• ATA 35 a 50% − peeling profundo.
PEELING DE ÁCIDO
TRICLOROACÉTICO
• Há grande risco de formação de cicatrizes na
aplicação de concentrações acima de 50%, que não
se recomendam. No preparo de solução a 30%
utilizam-se 30 gramas de cristais de ATA com água até
a obtenção de100ml. As soluções podem ser
aplicadas com cotonetes ou gaze, e as pastas de 10 a
20% com espátulas. Método de aplicação: após
desengordurar a pele com álcool, aplicar o produto
com gaze levemente umedecida. Iniciar pela região
frontal, seguindo-se o nariz, regiões malares, região
perioral e pálpebras. Distribuir uniformemente a
solução principalmente nas bordas, para evitar linhas
de demarcação. O objetivo é conseguir frosting
uniforme. Reforçar a aplicação nas áreas em que
apareceram falhas.
FROSTING
PEELING DE ÁCIDO
TRICLOROACÉTICO
• Para entendermos melhor o tratamento com o ATA é
importante conhecer o mecanismo de cura das lesões
pós peeling químico que é semelhante ao da
queimadura de 2ª grau e de área doadora de enxerto
de espessura parcial da pele. A cura é espontânea e se
processa pela restauração da pele.
• Após 24 a 48 horas surge a aréola do novo epitélio,
estendendo-se desde as terminações lesadas dos
anexos de pele, ou seja, dos restos de folículos, de
glândulas sebáceas sudoríparas remanescentes, que
contêm células semelhantes as da camada germinativa
da epiderme.
INDICAÇÃO
• O peeling com ácido tricloroacético pode ser
realizado na cabeça tronco e membros. Consideram-
se que as principais indicações para dermabrasão
química sejam:
• Peeling superficial- Queratose actínica,melasma,linhas
finas, poros dilatados, comedões, verrugas, lentigos,
efélides, etc.
CONTRA-INDICAÇÕES

Cicatrizes extensas e por falta de elementos


regeneradores de epitélio, pacientes com tendência a
cicatrizes queloidianas ou hipertróficas, pele tipo
Fitzpatrick V e VI sem preparo e cuidado adequado,
diabéticos descompensados, presença de infecção,
pacientes com falsa expectativa, pacientes com
desequilíbrio psicológico.
INDICAÇÕES E CONTRA-
INDICAÇÕES
• Considera-se de fundamental importância a seleção
de pacientes para se obter êxito com esses
procedimentos. Esta deverá ser efetuada com critério,
bom senso e experiência de cada profissional.
• O peeling químico é um procedimento de risco, pois
promove uma queimadura. O diagnóstico correto é
de fundamental importância para a indicação do
peeling adequado para cada caso. O bom
relacionamento médico-paciente e o esclarecimento
de todo o processo facilitam um fator preponderante
para o êxito desse procedimento, que é a co-
responsabilidade do profissional e do paciente.
ÁCIDO
MANDÉLICO
• O Ácido mandélico, um alfahidroxiácido (AHA)
derivado da hidrólise do extrato de amêndoas
amargas, tem sido largamente utilizado em tramento
de pele como fotoenvelhecimento, hiperpigmentação
(inclusive para peles mais morenas) e acne. Tem sido
usado há muitos anos devido ao poder anti-séptico
isto atesta sua atividade antibacteriana quando usado
topicamente. É uma substância atóxica. Por ser menos
irritativo que os outros ácidos e, principalmente, por
não reagir ao solo ácido mandélico é uma excelente
opção para quem precisa tratar a pele durante todo o
ano, principalmente no verão. Além disso, os efeitos
são percebidos rapidamente e duram bastante tempo
PROPRIEDADES
• A molécula do Ácido mandélicoé maior que a do
ácido glicólico e por esta razão, penetra
lentamente no local de aplicação. Apresenta
semelhança química com o ácido salicílico com
sua ação antisséptica somada às atividades dos
alfa-hidroxiácidos. Sua formulação em gel fluído,
promove um peeling que atua de maneira
homogênea e superficial. É usado em conjunção
com peeling abrasivo, de ação química e
mecânica que possui base cremosa abrasiva que
ao ser massageada produz um polimento,
removendo parte do extrato córneo.
CONCENTRAÇÃO
RECOMENDADA DO ÁCIDO
MANDÉLICO
• Uso tópico
• Concentração usual de 2 -10%;
• Peeling químico de 30 -50%.
• Usar 20% de Ácido mandélico em pH 2 –3, permite um
peeling de ação de superficial a mediana sobre a
pele, podendo ser aplicado nas peles fitzpatrick de I a
IV, com intervalos de 10 a 20 dias, com no mínimo
quatro aplicações.
INDICAÇÃO DO ÁCIDO
MANDÉLICO
• Tratamento de acne;
• Hiperpigmentação;
• Rejuvenescimento da pele fotoenvelhecida;
• Pré e pós peeling ou cirurgia a laser;
• Tratamento de estrias.
ÁCIDO MANDÉLICO

VANTAGENS DESVANTAGENS
Ação Anti-séptica Não causa descamação excessiva, o
que pode não agradar alguns
pacientes.
Bem tolerado Não é indicado para rugas profundas

Causa menos eritema e outros efeitos


adversos na epiderme, quando
comparado ao ácido glicólico.
Promove esfoliação superficial
homogênea.
ÁCIDO
TRANEXÂMICO
• É amplamente utilizado topicamente no tratamento
de hipercromias por sua ação inibidora da síntese de
melanina, através da redução da atividade da
tirosinase e possivelmente pela interferência com a
interação dos melanócitos e queratinócitos através da
inibição do sistema plasmina-plasminogênio. Tem
também a capacidade de quelar o ferro existente na
hemossiderina, sendo por isso usado também nas
hipercromias não melanodérmicas, como no
clareamento de olheiras.
• O ácido tranexâmico (AT) tem sido estudado como
alternativa terapêutica. O uso do ácido tranexâmico
no melasma foi reportado pela primeira vez em 1979 e
desde então têm sido aplicado de forma oral, tópica e
intradérmica, como único tratamento, em associações
com outros tratamentos tópicos, além de laser e luz
intensa pulsada.

COSMÉTICOS CLAREADORES/ 
DESPIGMENTANTES
DISCROMIAS CUTÂNEAS
• São
lesões
elementares
que
não
apresentam
qualquer relevo (alto ou baixo) e podem ser
classificadas por
DISCROMIAS
HIPERCROMICAS
EPIDERMICA
DERMICA
HIPOCROMICAS
ACROMICAS
12/05/2021
ANAMNESE
• Analisar a pele.
• Preencher a ficha de anamnese. 
• Utilizar lupa e luz apropriada para a 
avaliação.
Peelings 
químicos
Ácido glicólico
Ácido salicílico
Ácido
Mandélico
tretinoina
Hidroquinona
Arbutim
Ácido
azelaico
Ácido kóji
PEELINGS QUÍMICOS
DEFINIÇÃO
• “Ácido” se origina da 
palavra latina “acidus”, 
que significa azedo.
• A princípio, o termo era 
aplicado soment
NOÇÕES GERAIS
• Os ácidos nos lembram produtos corrosivos e perigosos,
o oposto dos produtos naturais, no entanto, isto nem
s

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