Cimento Portland
O cimento Portland é o produto obtido pela pulverização de clinker, constituído
essencialmente de silicatos hidráulicos de cálcio, com certa proporção de sulfato de
cálcio natural, contendo, eventualmente, adições de certas substâncias que modificam
suas propriedades ou facilitam seu emprego.
Cimento: é um ligante hidráulico, isto é, um material inorgânico finamente moído
que, quando misturado com água, forma uma pasta que faz presa e endurece devido a
reacções e processos de hidratação e que, depois do endurecimento, conserva a sua
resistência mecânica e estabilidade mesmo de baixo da água.
Foi criado e patenteado em 1824, por um construtor inglês chamado Joseph. O nome
cimento Portland remete a um material semelhante na cor e dureza utilizado na ilha de
Portland, na Inglaterra.
Obtenção
A mistura em proporção conveniente das matérias primas, finamente pulverizada e
homogeneizada, é submetida à ação do calor no forno produtor de cimento, até a
temperatura de fusão incipiente, que resulta na obtenção do clinker, que tem natureza
granulosa. A pulverização do clinker resulta no cimento Portland.
Preparação de amostras
Para a preparação de amostras segue-se a norma NBR 5741, ssta norma estabelece os
procedimentos pelos quais devem ser executadas a extração e preparação de amostras
de cimentos.
a) Amostra de ensaio
Amostra destinada a ensaio de laboratório representativa de um lote de cimento
podendo ser amostra contínua ou amostra composta pela união de porções reduzidas e
iguais de várias amostras parciais. amostras de uma só tomada.
b) Amostra parcial
Amostra que representa somente uma parcela do lote. Cada amostra parcial deve
pesar no mínimo 2,5 kg.
b) Amostra contínua
Amostra obtida por intermédio de dispositivo automático que extrai pequenas porções
de uma corrente de cimento de forma contínua podendo ou não representar todo um
lote.
c) Amostra de uma só tomada - amostra obtida de uma única operação representando
sempre somente uma parcela de um lote.
d) Amostra testemunho
Amostra igual à amostra de ensaio que deve ser guardada para como testemunha pelo
período de 90 dias a fim de elucidar possível divergência entre os interessados.
Quantidades das amostras:
a) Amostra de ensaio = mínimo de 5 kg.
b) Amostra parcial = mínimo de 2,5 kg.
c) Porção de cada amostra parcial p/ compor a amostra de ensaio = 5 kg / número de
amostras parciais
d) Amostra testemunho = mínimo de 5 kg.
Ensaios de cimento Portland
Com o objectivo de controlar a qualidade e evitar a poluição do ambiente com metais
tóxicos, que possam estar presentes na sua composição, o cimento está entre as
matrizes que devem ser analisadas rotineiramente, visto que durante o seu processo de
fabricação, ocorrem diversas reacções, originando compostos, cujas funções
diferenciadas induzem a necessidade de métodos de análise química deste material de
modo a manter a sua composição dentro de requisitos estritos. Baseando-se nestas
propriedades é possível comparar a qualidade do cimento de diferentes fontes e, para
tal, uma série de testes é executada nos laboratórios das indústrias cimenteiras para
assegurar a qualidade do cimento de modo que este possa jogar efectivamente o seu
papel na estrutura.
Em Moçambique, a qualidade dos materiais de construção a aplicar em obras públicas
e particulares deve ser certificada pelo Laboratório de Engenharia de Moçambique
(LEM), cuja finalidade é garantir a investigação, homologação e controlo de
qualidade de materiais de construção a aplicar na construção civil, dentre os quais o
cimento produzido pelas diferentes indústrias cimenteiras do país.
De acordo com o artigo 8 do Regulamento de Produção, Comercialização e Garantia
da Qualidade de Cimento Corrente "Os estabelecimentos produtores de cimento
deverão possuir um laboratório, devidamente apetrechado em meios técnicos e
humanos, capaz de controlar as matérias-primas e o processo tecnológico utilizado de
modo a garantir a conformidade do produto com as normas de referência", Maputo,
2012.
Tipos de ensaios
Ensaio de Vicat
O aparelho de Vicat consiste em um suporte (A) que contém uma haste móvel de
metal inoxidável (B), em um de cujos extremos se encontra a sonda de Tetmajer (C),
tendo em seu outro extremo uma agulha desmontável (D).
Além disso, a haste deve ser deslizante, podendo ser fixada em qualquer posição por
meio de um parafuso (E) que suporta um ponteiro indicador (I), que se move sobre
uma escala graduada em milímetros (F), fixada no suporte (A).
Procedimentos
Inicialmente, a amostra deve ser ensaiada da forma como foi recebida, a menos que se
constate a presença de corpos estranhos ao material, neste caso, deve-se utilizar uma
peneira para peneirar a amostra. Em seguida, a amostra deve permanecer na sala de
ensaios com antecedência tal que permita a estabilização de sua temperatura com o
ambiente.
Depois, procede-se para a preparação da pasta de consistência normal e para o
enchimento dos moldes, a fim de determinar o tempo de pega conforme
recomendações da ABNT NBT 16.606. Feito o enchimento, os moldes serão
armazenados em câmara úmida.
A determinação do tempo de início da pega
Após um período mínimo de meia hora após o enchimento do molde, deve-se colocá-
lo com a placa-base no aparelho de Vicat, situando-o sob a agulha. Então, a partir daí,
faz-se descer suavemente a agulha até o contato com a pasta do ensaio, aguardando
entre 1 a 2 segundos nesta posição.
Então, solta-se as partes móveis, permitindo que a agulha penetre verticalmente na
pasta, sem choque e sem velocidade inicial. Ou seja, apenas pela ação da força de
atração gravitacional, similar a uma queda livre. Em seguida, lemos a indicação na
escala 30 segundos após o instante em que a agulha foi solta e fazemos as devidas
anotações.
Ao final, repete-se o mesmo procedimento de penetração da agulha no mesmo corpo
de prova. Entretanto, em posições separadas, que distem no mínimo 10 mm da borda
do molde e entre elas. Além disso, essa repetição deve ocorrer em intervalos de
tempos convenientemente espaçados de, por exemplo, 10 minutos.
Por fim, os resultados são registrados e, por interpolação, determina-se o tempo em
que a distância entre a agulha e a placa-base é de (6 ± 2) mm.
A determinação do tempo de fim da pega
A agulha de Vicat para a determinação do tempo de início de pega é, então,
substituída pela agulha de Vicat para a determinação do tempo de fim de pega, cujo
acessório anular facilita a observação exata de penetrações pequenas.
Em seguida, o molde cheio é invertido sobre sua placa-base. Ou seja, os ensaios para
fim de pega serão realizados na face oposta do corpo de prova. Para a realização das
medidas, faz-se o mesmo procedimento descrito anteriormente. Entretanto, os
intervalos de tempo entre ensaios de penetração podem ser ampliados para até 30 min,
por exemplo.
Deve-se, ainda, registrar com aproximação de 15 min, o tempo transcorrido a partir do
instante zero, até que a agulha penetre pela primeira vez apenas 0,5 mm na pasta,
como tempo de fim de pega do cimento.
O MÉTODO DE PENETRAÇÃO DO CONE
O método de penetração do cone contempla um procedimento para a determinação da
consistência de argamassas por meio da medida da penetração de uma haste cônica na
amostra de argamassa.
O equipamento consiste de um dispositivo de Vicat, adaptado para permitir leituras de
penetração do cone no interior de uma amostra de argamassa, a uma profundidade de
90 mm. A aparelhagem necessária para o ensaio, que pode ser facilmente realizado
em obra, constitui-se de um penetrômetro dotado de cone, um copo para argamassa,
régua, espátula e colher.
A execução do ensaio prevê, inicialmente, logo após o término da mistura da
argamassa, o seu preenchimento no copo cilíndrico. Por meio de uma colher ou
espátula, a argamassa deve ser cuidadosamente colocada no recipiente em três
camadas de igual volume, acomodando (adensando) cada camada com 20 golpes de
espátula. Em seguida, procedese a rasadura e o acabamento da superfície de topo da
argamassa, respeitando-se um período de tempo total para o preenchimento do copo
(até o acabamento final) de um minuto e meio.
Na seqüência, a haste de penetração do aparelho (contendo o cone) é levantada e
então se coloca, centralizado sob ela, o copo preenchido com a argamassa, descendo
cuidadosamente a haste até que a sua extremidade entre em contato com a superfície
da argamassa, posição esta em que a haste deve ser fixada (por meio de um parafuso
destinado a travar o movimento da haste) e o indicador ajustado para a marca zero da
escala. Verificada a centralização do copo abaixo da haste, com a ponta do cone
posicionada no centro da circunferência delimitada pelo copo, libera-se então a haste
rapidamente. Decorridos 30 segundos desta operação, realiza-se o seu travamento por
meio do parafuso e procede-se a leitura da penetração, em milímetros, sendo o
resultado da profundidade de penetração do cone expresso com aproximação de 1
mm.
Este método de ensaio abrange a determinação da consistência normal da hidráulica
cimento. Isto é, determinando a quantidade de água necessária para preparar a pasta
de cimento para a hora inicial e final do teste de definição.
Ensaio de Compressão de Cimento
O objectivo do ensaio de compressão de cimento é verificar as propriedades resistivas
mecânicas de uma amostra de cimento para garantir a qualidade calculada e prevista
ao projecto.
Realização do ensaio de compressão de cimento
Uma amostra de concreto com uma determinada geometria é posicionada a baixo de
uma prensa, que o comprime contra a base em direção ao chão. O processo de
confecção do cimento deve seguir os procedimentos correctos para que suas
propriedades mecânicas e estruturais finais sejam iguais as desejadas, e o Ensaio de
Compressão tem o intuito de verificar a conformidade com os cálculos realizados
previamente.
Ensaio de finura
A finura do cimento é um requisito para que este possa atuar efetivamente como um
aglomerante. A finura guarda estreita relação com a superfície específica, relação
entre a superfície de um corpo e o seu volume. Em outras palavras, ao se fracionar
gradativamente um determinado corpo, conservando a soma como o seu volume
inicial, a superfície específica deste corpo irá aumentar.
O aumento da superfície específica de um corpo é um indicativo de sua área de trocas,
e de interação com o meio externo, de modo a tornar o processo mais rápido ou
eficaz. Por exemplo, o calor liberado na hidratação do cimento depende da finura do
cimento.
Para alguns materiais, como as pozolanas, a finura e a superfície específica são
evocadas para justificar as suas condições de eficácia na reatividade.
Conforme a NBR 11579:1991, o ensaio de finura pode ser realizado por
peneiramento, através da peneira com abertura de malha de 0,075 mm (fig. 4).
Verifica-se, neste caso, a porcentagem de cimento retida nesta peneira. A finura é
então definida pela porcentagem retida de cimento na peneira.
Uma outra maneira de se avaliar a finura do cimento, prescrita conforme a NBR NM
76:1998, é através do aparelho Blaine. Este consta de um conjunto composto por um
tubo em forma de U, com um líquido apropriado em seu interior(i); um aspirador de
ar manual, dotado de uma ligação ao tubo, e com uma torneira adjacente à esta
ligação (ii) (fig 5a). Um complemento do sistema é uma câmara metálica, na qual o
cimento é disposto cuidadosamente (iii) (fig.5b), por auxílio de um soquete (fig.5c),
ficando o cimento disposto sobre filtros de papel e um disco de bronze perfurado. A
câmara metálica é acoplada ao tubo em U.
O índice de vazios do cimento pode ser considerado, a partir da massa do cimento
inserido no volume, preenchido dentro da câmara, pois, identifica-se a massa de
cimento compactada na câmara.
Para a realização do ensaio, a câmara metálica com o cimento é acoplada ao tubo U;
em seguida, aspira-se o ar do tubo por meio do aspirador manual, e então, o líquido
subirá, devendo-se elevar-se até a marca A, da Figura 5. Fecha-se então a torneira, e,
espera-se que o líquido desça, enquanto o ar atravessa a amostra do cimento. Com o
auxílio de um cronômetro, anota-se o tempo decorrido para que o líquido efetue o
trajeto de B até C.
O resultado final deste ensaio é o valor da superfície específica, a qual é então
calculada como correlação com o tempo de escoamento, mantendo-se constantes: a
constante do aparelho (i); a viscosidade do ar (ii).
Massa específica real e massa específica aparente
A massa específica procura associar a concentração de material por unidade de
volume, e a mesma pode tomar em consideração os casos de o material apresentar ou
não vazios, sendo, então, a massa específica absoluta e a massa específica aparente.
A norma para este tipo de ensaio é a NBR NM 23:2001. A avaliação da massa
específica absoluta do cimento é feita por meio do uso do frasco de Le Chatelier
(fig.6). O frasco é enchido por benzeno ou querosene até determinado traço; adiciona-
se então uma determinada massa de cimento, e avalia-se a alteração na graduação.
O procedimento do ensaio é muito parecido com o do frasco de Chapman, para
agregados miúdos, contudo, não se pode utilizar de água, devido à hidratação do
cimento.
Um funil auxiliar é utilizado para que o cimento possa melhor ter acesso, sem aderir
às paredes do frasco.
A massa específica absoluta é dada então por d = m/DV, onde m é a massa adicionada
de cimento, valor conhecido, e DV é a diferença entre o volume final e o valor inicial
da leitura, decorrente do deslocamento do líquido, em função da adição de cimento.
Para a avaliação da massa específica aparente, se estabelece um padrão a partir do
qual o pó é caído, e recolhido em um recipiente de um litro, de modo a não haver
compactação (fig.7). Então, pela massa do cimento recolhido e acomodado no
recipiente, calcula-se a massa específica aparente, dada por m/V, sendo que V é
definido por 1 litro.
O ensaio à frio é utilizado como indicativo da presença de cal ou de sulfato de cálcio
anidro (gesso) no cimento, enquanto que, o ensaio à quente pode ser indicativo da
presença de cal virgem e magnésia.
Uma outra variante para a avaliação da expansão, exposto em PETRUCCI (1980), é o
ensaio de autoclave. Para tanto, são preparadas barras com a utilização da pasta da
consistência normal, as quais são curadas previamente por 24 h, medidas inicialmente
no sentido axial, e posteriormente são imersas em autoclave e submetidas ao
tratamento por aproximadamente 3 h. Decorrido o tempo necessário, as barras são
novamente medidas na direção axial, com precisão, e é então avaliada a expansão
decorrente do processo interno. Conforme o autor citado, o limite para os casos
normais, quando realizada a avaliação da expansão por este processo, se situa em
torno de 0,8%.
Tipos de cimento em Moçambique e suas diferenças
Cimento IV/B (P) 32,5 N- S
Utilizações Recomendáveis
– Betão armado indicado principalmente para as classes de resistência C12/15 a
C30/37;
– Obras cujo prazo da entrada em serviço seja longo
– Pavimentos rodoviários; Camadas de base e sub-base
– Betonagens de grandes massas e temperaturas elevadas
– Betão simples de uso geral em fundações e elevações
– Betonagens em meios agressivos quando a agressividade resultar da presença de
sulfatos
– É altamente eficiente em argamassas de assentamento e revestimento, em betão
magro, betão para pavimentos e solo-cimento
Cimento II/B-L 32,5 N
Utilizações Recomendáveis
– Betão simples de uso geral em fundações e elevações
– Betão armado: indicado principalmente para as classes de resistência C12/15 a
C25/30
– Betonagens de grandes massas
– Pré-fabricação: elementos estruturais me betão armado sem exigências mecânicas
significativas. Artefactos e outros elementos de betão simples
Solo cimento
– Argamassa de todos os tipos
Cimento II/A-L 42,5 N
Utilizações Recomendáveis
– Betão armado: indicado principalmente para as classes de resistência C25/30 a
C35/45
– Pré-fabricação: Elementos estruturais em betão armado; Blocos de alvenaria;
Abobadilha;
– Pavimentos rodoviários: Camadas de base e sub-base; Solo-Cimento; Camadas de
desgaste
– Betão simples de uso geral e Betão projectado
– Caldas de injecção de uso generalizado
– Argamassas de todos os tipos
– Artefatos e outros elementos em Betão simples
[Link]
EUROCEM 32.5 R
GRÁTIS
ORÇAMENTO
Máxima qualidade para uma obra perfeita
O nosso cimento, de marca Inyati (que significa Búfalo em Changana), é um cimento
de qualidade superior que proporciona aos construtores locais e fabricantes de
produtos à base de cimento um produto de resistência consistente e confiável.
ULTRACEM 52.5N, SUPERCEM 42.5R e EUROCEM 32.5R, são tipos de cimentos
de qualidade testadas que foram projectados para alcançar uma performance
consistente e adequada.
O nosso cimento é Portland. O melhor pela sua resistência.
Cimentos da Beira Produtos Todos os Cimentos
EUROCEM 32.5 R
O EUROCEM 32.5 R é o cimento mais utilizado nas obras de construção civil. A sua
excelente trabalhabilidade e baixo calor de hidratação tornam-no especialmente
adaptado a todos os trabalhos correntes da construção.
Este produto tem a certificação NM NP EN 197-1 CEM II/B-L (cimento Portland de
calcário).
SUPERCEM 42.5 R
O SUPERCEM 42.5 R é um produto com uma boa performance ao nível das
resistências mecânicas, características que permitem o seu uso em betões de várias
classes de resistência e na prefabricação ligeira.
Este produto tem a certificação NM NP EN 197-1 CEM II/A-L (cimento Portland de
calcário).
ULTRACEM 52.5 N
O ULTRACEM 52.5 N é um produto de extraordinária performance. Aplica-se na
fabricação de betões de muito elevada resistência, armado ou pré-esforçado, e em
situações em que sejam exigidas elevadas resistências a 1 ou 2 dias após aplicação.
Este produto tem a certificação NM NP EN 197-1 CEM I (cimento Portland).
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Cimento Constroi Classe 32.5 N
Aplicacao estrutural normal,Assentar Blocos e reboque nas obras.
Cimento Forte
Classe 42.5 N
Fabricação de blocos de todos os tipos, Produtos pré-fabricados, Aplicações
estruturais de alta resistência, Concreto armado.
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Conclusão
Referências bibliográficas
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de-compressao
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