Gestão de Pessoas em Logística
Gestão de Pessoas em Logística
A p o st i l a d e ap o i o à d i sci p l i n a
m i n i st r ad a n o cu r so T e cno l o gi a
em Lo gí st i ca na F a te p –
F a cu l d a de de T ecn o l o gi a de
P i r a ci ca b a . ( s e r i a ç ã o 1 º s e m e s t r e )
Tânia R. Silvestre
Fatep - 2016/1
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INTRODUÇÃO
A Administração de Recursos Humanos que modernamente recebeu o nome de Gestão de
Pessoas abrange o conjunto de técnicas e instrumentos que permitem às organizações atrair,
manter e desenvolver os talentos humanos. Em face do contexto ora vivenciado pelas empresas,
caracterizado por mudanças constantes de ordem econômica, social e tecnológica, torna-se
fundamental, em qualquer empresa, uma administração voltada para a gestão de pessoas, visto
que a continuidade de sua existência será determinada pela qualidade agregada aos seus produtos
ou serviços, tendo como base "pessoas" motivadas e com alto nível de qualidade pessoal e
profissional. Dessa forma, é evidente que nesse cenário o diferencial hoje é o talento humano.
Para manter esse diferencial competitivo as empresas modernas estão investindo em treinamentos
que levem as pessoas ao autoconhecimento e autodesenvolvimento, buscando uma maior
capacidade de trabalho em equipes multidisciplinares, bem como estão adaptando os móveis e as
condições dos postos de trabalho visando o conforto e bem-estar de seus colaboradores. É
necessário administrar as pessoas de forma ampla.
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As empresas são constituídas pelas pessoas e, constituem para as pessoas um meio pelo qual podem
alcançar seus muitos e variados objetivos pessoais.
Ainda que as instalações físicas, os equipamentos e os recursos financeiros sejam necessários para a
organização, as pessoas – recursos humanos – são particularmente importantes. Os recursos humanos
trazem o brilho da criatividade para a empresa.
A integração entre o indivíduo e a empresa não é uma problemática nova. A fim de atingir certos objetivos,
as pessoas se organizam em equipes formais ou informais para transpor as suas limitações individuais e
obter sinergia de esforços por meio do esforço conjunto. Ao crescer, as empresas necessitam de maior
número de pessoas para a execução das suas atividades e, certamente, de mais pessoas capazes de
supervisionar e gerenciar outras.
À medida que tais decisões afetam não apenas a capacidade funcional dos empregados, mas também suas
vidas pessoais, elas estão entre as mais difíceis de serem tomadas, ainda que essenciais. Além disso, essas
decisões não são tomadas dentro de um espaço fechado, já que os aspectos políticos, culturais e
econômicos da sociedade também têm sua influência sobre elas.
Neste sentido é fundamental observar os objetivos dos indivíduos e das organizações. Os objetivos das
organizações são chamados de organizacionais e o dos indivíduos de individuais. Das relações entre estes
objetivos é que se busca o crescimento das organizações e a satisfação dos indivíduos.
OBJETIVOS INDIVIDUAIS: O que as pessoas pretendem alcançar (salário, benefícios sociais, segurança e
estabilidade no emprego, condições adequadas de trabalho, crescimento profissional etc.).
A interação dos objetivos das pessoas e organizações empresariais é um tema complexo, dinâmico e é visto
de diferentes maneiras pelos teóricos. Toda pessoa precisa ser eficiente para
satisfazer as suas necessidades individuais mediante a sua participação na
organização, mas também precisa ser eficaz para atingir os objetivos
organizacionais por meio da sua participação.
Vale a pena lembrar que para que as recompensas funcionem são necessárias três condições:
1. É necessário que elas sejam percebidas claramente como suficientemente grandes a fim de
justificarem o esforço adicional necessário para consegui-las.
2. É necessário que elas sejam percebidas como diretamente relacionadas ao desempenho solicitado e
serem concedidas imediatamente após o desempenho.
3. É necessário que elas sejam percebidas como eqüitativas pela maioria dos membros do sistema,
muitos dos quais não as receberão.
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Assim, afirmamos que, para uma empresa se desenvolver é necessária uma inteiração psicológica entre ela
e seu funcionário, o que chamamos de reciprocidade. Esta harmonia de interesses pressupõe que há pelo
menos dois contratos na relação: um contrato formal e outro psicológico.
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2. IDENTIDADE ORGANIZACIONAL
A Identidade Organizacional corresponde ao conjunto de características, valores e crenças com que a
organização se auto identifica e se diferencia das outras organizações existentes no mercado. Representa,
por outras palavras, a própria personalidade da organização, isto é, a sua forma de ser e de fazer na sua
atuação global, a qual é (ou deveria ser) partilhada pela globalidade dos seus colaboradores.
Naturalmente, a identidade de uma empresa é composta pela Cultura, Missão, Visão e Valores
Organizacionais. Cabe ressaltar que cada um desses integrantes está intimamente relacionado com os
demais, por isso qualquer alteração em um implicará em consequentes modificações nos demais.
Cultura organizacional é um sistema de valores compartilhados pelos seus membros, em todos os níveis,
que diferencia uma organização das demais. Quanto mais você entender a cultura da sua empresa, maior
a chance de sobrevivência de ambos no mercado.
Talvez você não conheça o real sentido do termo, mas, seguramente, é capaz de reconhecê-lo quando está
inserido dentro dele. Talvez você o reconheça pelo lado negativo, por meio das suas amargas experiências
no ambiente de trabalho ou ainda pelo lado positivo decorrente de uma carreira profissional de sucesso
proporcionada pelo seu espírito empreendedor na organização.
Todas as empresas, independentemente do tamanho, do segmento em que atuam e dos bens ou serviços
que produzem, possuem cultura organizacional, formalmente instituída ou não. Aliás, as empresas são
bem mais do que isso. Elas possuem personalidade própria e podem ser rígidas ou flexíveis, apoiadoras ou
hostis, inovadoras ou conservadoras, de cultura fraca ou cultura forte.
Assim, cultura organizacional é um sistema de valores compartilhados pelos seus membros, em todos os
níveis, que diferencia uma organização das demais. Em última análise, trata-se de um conjunto de
características-chave que a organização valoriza, compartilha e utiliza para atingir seus objetivos e adquirir a
imortalidade.
De acordo com pesquisadores do assunto, existem sete características básicas que, em conjunto, capturam
a essência da cultura de uma organização:
✎ Inovação e assunção de riscos: o grau em que os funcionários são estimulados a inovar e assumir
riscos.
✎ Atenção aos detalhes: o grau em que se espera que os funcionários demonstrem precisão, análise e
atenção aos detalhes.
✎ Orientação para os resultados: o grau em que os dirigentes focam mais os resultados do que as
técnicas e os processos empregados para seu alcance.
✎ Orientação para as pessoas: o grau em que as decisões dos dirigentes levam em consideração o
efeito dos resultados sobre as pessoas dentro da organização.
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✎ Orientação para as equipes: o grau em que as atividades de trabalho são mais organizadas em
termos de equipes do que de indivíduos.
Com base nesse conjunto, pode-se dizer que a cultura organizacional onde você está inserido é
representada pela forma como os colaboradores em geral percebem as características da cultura da
empresa. Não importa se eles gostam ou não. Na maioria das empresas, a maioria das pessoas não gosta.
Por que é importante entender a cultura organizacional? Aceitar melhor a sua existência, compreender os
seus meandros, entender como ela é criada, sustentada e aprendida, pode melhorar a sua capacidade de
sobrevivência na empresa, além de ajudá-lo a explicar e prever o comportamento dos colegas no trabalho.
Se a empresa onde você trabalha possui valores essenciais bem definidos e amplamente compartilhados,
maior o impacto positivo das lideranças sobre o comportamento dos funcionários e, portanto, menor a
rotatividade. Isso é o que se pode chamar de cultura organizacional forte.
Por outro lado, quando os valores essenciais estão equivocados e se chocam com os valores adotados pela
maioria, menor o grau de comprometimento com eles e maior a probabilidade de a empresa sumir do mapa
em uma ou duas gerações. Isso é o que se pode chamar de cultura organizacional fraca.
A questão da escolha e da permanência em qualquer uma delas depende exclusivamente de você. De minha
parte, penso que você nunca deve trabalhar para uma empresa dotada de valores que não condizem com os
seus nem para um patrão espiritualmente fraco. Essa escolha será decisiva para atingir ou reduzir o grau de
satisfação que você tanto almeja no trabalho.
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2.2. MISSÃO
A declaração de missão deve refletir a razão de ser da empresa, qual o seu propósito e o que a empresa faz.
Geralmente a declaração da missão é curta, com no máximo duas sentenças ou um pequeno parágrafo.
Para que a declaração de missão da sua empresa seja efetiva, ela deve:
Perguntas facilitadoras:
Qual a razão da nossa existência? Qual o nosso propósito?
O que é que a microempresa tem de único ou distinto?
Que diferenças terão o nosso negócio daqui a três ou cinco anos?
Quem são ou deveriam ser os nossos principais clientes ou segmentos de mercado?
Quais são os nossos principais produtos? E quais serão?
Quais são ou deveriam ser as nossas principais preocupações econômicas?
Quais são as nossas prioridades?
Natura: Nossa razão de ser é criar e comercializar produtos e serviços que promovam o
Bem-Estar/Estar Bem.
Citibank: Oferecer qualquer serviço financeiro em qualquer país, onde for possível fazê-lo
de forma legal e rentável.
McDonald's: Servir alimentos de qualidade com rapidez e simpatia, num ambiente limpo e
agradável.
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2.3. VISÃO
A declaração de visão é a declaração da direção que a empresa pretende seguir, ou ainda, um quadro do
que a empresa deseja ser, refletindo assim suas aspirações e suas crenças. Em outras palavras, trata da
declaração de como ela seve no futuro.
A declaração de visão provê motivação, uma direção geral, uma imagem e uma filosofia que guia a
empresa. Certamente, além de apontar um caminho para o futuro, faz com que você queira chegar lá.
Deve representar as maiores esperanças e sonhos da sua empresa.
Perguntas facilitadoras:
O que queremos ser no futuro?
Em que direção a empresa pretende seguir?
Como a empresa deseja ser reconhecida no futuro?
Hotel Transamérica São Paulo Ser reconhecido como o melhor hotel de negócios e de
eventos do Brasil e a primeira escolha de nosso público de
interesse.
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São orientadores para o processo decisório e para o comportamento da empresa no cumprimento de sua
Missão.
Temas para os Princípios: clientela, recursos humanos, envolvimento com a comunidade, transparência,
processos participativos, qualidade, imagem, ética, outros
McDonald’s Qualidade
Serviço
Limpeza
Valor
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3. COMPETÊNCIA
Como mencionamos, repetidamente nesta apostila, as empresas vivem um momento de grande
competitividade. Neste contexto, as organizações precisam ser cada vez mais competentes para se manter
no mercado. Certamente para ser competente, a empresa precisa contar com um quadro de pessoas
competentes, ou melhor, detentores das competências necessárias ao sucesso do negócio.
Competência
E para o melhor entendimento desta definição, utilizamos a metáfora da árvore para representar os três
indicadores de uma competência:
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A árvore de competências de cada pessoa é que faz com que ela se destaque dos outros, é seu diferencial,
porque os conhecimentos, habilidades e atitudes que possui e demonstra, definirão sua trajetória e seu
sucesso profissional.
CONHECIMENTO
O Saber. Ato ou efeito de conhecer. É tudo que sei sobre um determinado assunto. Cada trabalho exige
conhecimentos específicos e conhecimentos essenciais - instrução, informação, estudo.
O conhecimento é um indicador de competências que ajuda a lidar com o paradoxo da fortaleza e da flexibilidade.
Quanto mais colocamos conhecimentos em nossa bagagem, mais nos tornamos fortes e nos tornamos flexíveis
para enfrentar as mudanças e rupturas que surgem na rotina do nosso dia-a-dia.
Quem de nós pensou há quinze anos, que um profissional precisaria dominar mais uma ou duas línguas para
sobreviver em seu trabalho? "Aprender depressa" é uma das exigências dos novos tempos!
O tempo não pára... Agir como um sensor, antenar-se, procurar ver além das fronteiras e muros, perceber em seu
contexto as novas demandas do mercado e buscar as fontes de pesquisa são comportamentos que tornam a
caminhada profissional mais divertida e rica. Quem sabe faz a hora e não espera acontecer!
HABILIDADES
O Saber Fazer. Aptidão para fazer ou realizar alguma coisa. É tudo que sei fazer. Normalmente adquirido
através de treinamento. Usar o conhecimento de forma adequada é o que chamamos de "habilidade". Algumas
pessoas acumulam um baú de informações teóricas e têm dificuldade de abri-lo para uso. Pouco adiantará um
cirurgião conhecer tudo sobre cirurgia cardíaca, se não houver praticado, e muito, passo a passo para a realizar.
De nada adianta colecionar cursos, leituras e informações em geral, se estas não são úteis e trazem algum
benefício para a coletividade na qual o profissional está inserido.
ATITUDES
O Querer Fazer. Modo de proceder ou agir, maneira de ser, comportamento. É tudo que quero fazer. Um
dos indicadores de impacto e que dá distinção aos profissionais "de futuro" é o conjunto de atitudes agregadas à
sua ação cotidiana. Quanto mais adequado ao contexto, maior o seu nível de influência no ambiente de trabalho.
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As atitudes determinam o nível de confiança entre as pessoas, o clima de trabalho, o grau de comprometimento
com objetivos e metas organizacionais e, conseqüentemente, resultados maximizados.
A sua árvore de competência é resultante da sua história: se for bem cuidada e cultivada em sua trajetória de
vida, terá raízes fortes que sustentarão o tronco, favorecerão a formação de copas e a coleta de bons frutos. Caso
contrário, a árvore precisará de estacas e auxílio para sua sustentação e permanência ou passará desapercebida
no meio das outras árvores, não se destacando nem na firmeza de suas raízes (conhecimentos) nem na
imponência de seu tronco (habilidades) e nem na beleza e magnitude de sua copa (atitudes).
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4. A MOTIVAÇÃO HUMANA
O comportamento das pessoas em uma organização é complexo, depende de Fatores Internos
(decorrentes de suas características de personalidade, como a capacidade de aprendizagem, de motivação,
de percepção do ambiente interno e externo, de emoções, de atitudes, de valores, etc.) e de Fatores
Externos (decorrentes das características organizacionais, como sistemas de recompensas e punições,
pressões do chefe, influências dos colegas de trabalho, de políticas novas adotadas pela organização, as
demandas, as pressões da família, etc.)
Dentre os Fatores Internos que influenciam o comportamento das pessoas, daremos especial atenção à
Motivação, que podemos definir como tudo aquilo que nos impulsiona a seguir em frente, a correr em busca
dos nossos objetivos e sonhos.
O processo que caracteriza a natureza humana em busca de seus objetivos é a motivação, é ela quem inicia,
dirige e regula o comportamento humano para suas metas.
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A teoria mais divulgada sobre motivação é a hierarquia das necessidades humanas de Abraham Maslow, que
afirma que o homem expande suas necessidades no decorrer de sua vida, e que, à medida que satisfaz suas
necessidades básicas outras mais elevadas assumem o predomínio de seu comportamento. Segundo
Maslow, as necessidades humanas estão dispostas em uma hierarquia, conforme apresenta a figura abaixo:
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Nós seres humanos somos seres sociais, dependemos uns dos outros e convivemos uns com os outros
durante toda a vida. O outro é a referência para o eu.
As pessoas passam grande tempo no trabalho se relacionando de diversas maneiras com colegas,
supervisores e clientes, e também em casa com pais, irmãos, filhos, esposas, etc.
Em situações de trabalho, compartilhadas por duas ou mais pessoas, existem atividades importantes que
devem ser executadas, que são: a COMUNICAÇÃO, a
COOPERAÇÃO, o RESPEITO e a AMIZADE. Se temos
facilidade de comunicação, hábito de praticar a cordialidade e criar
laços de amizade então encontramos mais receptividade por parte
dos outros e isto nos favorece. Se formos mais fechados, não
temos senso de humor, nos ofendemos facilmente, então não
temos tão boa acolhida nos diferentes ambientes e grupos sociais.
A percepção deve ser sempre reavaliada e aprimorada para que se possa ter uma visão mais realista do
outro, sem interferências pessoais para viabilizar a efetiva comunicação, contribuindo para o bom
relacionamento interpessoal. A competência relacionamento interpessoal é fundamental para que os
integrantes de uma empresa, possam absorver as mudanças que surgem devido a dinâmica empresarial,
inclusive em processos de trabalho, relacionamentos interpessoais, e estilo gerencial.
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Essas pessoas ao reconhecer o problema podem iniciar um tratamento/treinamento para conseguir maior
assertividade, e, geralmente obtêm sucesso.
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5. LIDERANÇA
✎ Os líderes são incansáveis em melhorar a equipe, usando todos os encontros como oportunidades para
avaliar, treinar e reforçar a autoconfiança.
✎ Os líderes se empenham para que as pessoas não só compreendam a visão, mas também para que a
vivenciem e a respirem.
✎ Os líderes se põem no lugar de todos, transpirando energia positiva e otimismo.
✎ Os líderes angariam confiança com franqueza, transparência e reconhecendo os méritos alheios.
✎ Os líderes têm coragem para tomar decisões impopulares e agir com base no instinto.
✎ Os líderes questionam e instigam, por meio de uma curiosidade constante que se aproxima do
ceticismo, esforçando-se para que suas perguntas sejam respondidas com ação.
✎ Os líderes inspiram à assunção de riscos e o aprendizado constante, dando o exemplo.
✎ Os líderes comemoram.
AS COMPETÊNCIAS DO LÍDER
As competências essenciais ao gerenciamento do futuro são:
Diversão – Os Líderes dos novos tempos acham que a vida deve ser divertida e, como o trabalho
consome grande parte de nossas vidas, acreditam que o trabalho também deva ser divertido.
Significado - Para que um trabalho tenha significado, não é preciso envolvimentos de grande
perspectiva histórica, entretanto o trabalho precisa de um significado para quem o faz, é necessário
sentir que vale a pena ser feito.
Gerenciamento Participativo - As novas organizações têm um processo de decisão aberto com alto
grau de envolvimento do funcionário nesse processo. Todos, independente do nível que ocupam na
estrutura hierárquica, estão constantemente envolvidos nesse processo.
Flexibilidade – O verdadeiro líder sabe como e quando abrir exceções dentro da empresa.
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Orientação para a mudança - Consideram a mudança como algo positivo, tentam anteci¬par-se a
elas e estar preparados para o novo. Quanto mais fácil, um gerente/empreendedor puder se adaptar às
mudanças e quanto mais natural for, maiores serão suas oportunidades para obter sucesso.
Perspectiva Estratégica – O Líder quando toma decisões, leva em consideração não apenas o que é
bom para a empresa no futuro imediato. Pensa no impacto desta decisão em outras unidades no
presente e no futuro. Suas decisões têm profundidade e amplitude.
Pensar globalmente - No passado, um gerente/empreendedor podia concentrar-se em pensar
apenas na sua empresa ou apenas na região de sua atuação, mas isso se tornou impossível com a
globalização dos produtos e serviços.
Uso mínimo de coerção - Raramente utiliza ameaças de castigo ou punição para conseguir que os
funcionários façam o que se deseja. O uso do poder é o último recurso.
Igualdade - A organização moderna procura minimizar a distância e as barreiras entre gerentes e
funcionários, reduz símbolos de status e poder desnecessário.
Ser convincente e persuasivo – Resultados são atingidos por convencimento e não pelo famoso
“manda quem pode, obedece quem tem juízo”.
Ser seguro – Transmitir firmeza e segurança em suas ações e decisões.
Tomar a iniciativa e aproveitar oportunidades – Sair na frente, aproveitar a oportunidade do
momento, saber capitalizar o tempo disponível em que novos resultados podem ser gerados.
Confiar nos subordinados – Estabelecer uma forte relação de confiança, construída em bases
sólidas, com coerência entre o falar e o fazer.
Recentemente, David Ulrich e sua esposa a co-autora Wendy Ulrich, apresentaram em seu último livro Por
que trabalhamos, a expressão “organização abundante” para se referir a um tipo de empresa ideal para
nossos tempos, que é bem-sucedida financeiramente, mas comprometida a ser um ambiente que dá sentido
à vida das pessoas que ali trabalham.
Para David e Wendy, os líderes precisam ter um código de liderança, formado por cinco habilidades básicas
para se tornarem produtores de sentido e criarem uma organização abundante:
✎ Estrategistas: criam uma visão, missão, pauta ou propósito que conquista a alma dos funcionários
internamente e dos clientes e investidores externamente.
✎ Talentosos: não só garantem que os funcionários sejam competentes (capazes de fazer um trabalho)
e comprometidos (dispostos a fazer um trabalho), mas que tenham um senso de contribuição
(encontram sentido no trabalho que fazem).
✎ Proficiência pessoal: encontram sentido pessoal em sua capacidade de liderar os outros; esse
sentido vem quando os líderes aprendem, crescem, envolvem outros e agem a partir de selfs
autênticos.
Note que David e Wendy reforçaram no estudo apresentado as competências que vimos na página anterior
dessa apostila. Então, de qualquer forma invista, invista no desenvolvimento de suas competências.
Sucesso!
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Liderança Autocrática
Este tipo de liderança também é chamado de liderança autoritária ou diretiva. O líder é focado apenas nas
tarefas, toma decisões sozinho, desconsiderando a opinião dos liderados. O líder determina as
providências e as técnicas para a execução das tarefas, de modo imprevisível para o grupo. Além da tarefa
que cada um deve executar, o líder determina ainda qual o seu companheiro de trabalho. O líder é
dominador e pessoal nos elogios e nas críticas ao trabalho de cada membro.
Liderança Democrática
Chamada ainda de liderança participativa ou consultiva, este tipo de liderança é voltado para as pessoas e
há participação dos liderados no processo decisório. Aqui as diretrizes são debatidas e decididas pelo
grupo, estimulado e assistido pelo líder. O próprio grupo esboça as providências para atingir o alvo
solicitando aconselhamento técnico ao líder quando necessário, passando este a sugerir duas ou mais
alternativas para o grupo escolher. As tarefas ganham novas perspectivas com o debate. A divisão das
tarefas fica ao critério do próprio grupo e cada membro pode escolher os seus próprios companheiros de
trabalho. O líder procura ser um membro normal do grupo. Ele é objetivo e limita-se aos fatos nas suas
críticas e elogios.
Liderança Situacional
Na Liderança Situacional está implícita a idéia de que o líder deve ajudar a equipe a amadurecer até o ponto
em que sejam capazes e estejam dispostos a fazê-lo e esse desenvolvimento deve ser realizado ajustando-
se o comportamento de liderança. Independente do nível de maturidade do subordinado ou da equipe
podem ocorrer algumas mudanças. Sempre que, por qualquer razão, o desempenho de um subordinado
começar a regredir e sua capacidade ou motivação diminuir, o líder deverá fazer uma reavaliação do nível de
maturidade e dar o apoio e a direção apropriada que o subordinado ou a equipe necessitar.
(ALTA)
LIDERANÇA ORIENTADA PARA PESSOAS
COMPARTILHAR PERSUADIR
• Deixar a equipe participar • Ouvir as opiniões da
das decisões equipe
• Apoiar, incentivar as • Dar exemplos: ir na frente
iniciativas
DELEGAR DETERMINAR
• Mandar fazer
• Confiar na equipe
• Supervisionar tarefas
(rédeas curtas)
• Impor regras
GRUPO é um conjunto de pessoas com objetivos comuns, em geral se reúnem por afinidades. O respeito
e os benefícios psicológicos que os membros encontram, em geral, produzem resultados de aceitáveis a
bons. No entanto este grupo não é uma equipe.
Na EQUIPE as coisas são um tanto diferentes. Além de ter os seus membros voltados para os mesmos
objetivos com papéis e funções bem definidas, possui uma série de fatores positivos que a distinguem do
grupo e garantem a obtenção de excelentes resultados com muita sinergia e criatividade. Por que será?
Na equipe existe uma transparência muito grande entre todos. Ninguém esconde o jogo. Cada um sabe
o que o outro pensa e sente sobre os assuntos do trabalho, mas tudo de forma muito construtiva! Além
disso, o nível de mútua colaboração é ótimo, trabalham realmente em um time. Cada um pode contar com
o outro que espontaneamente e prazerosamente se dispõe a dar o apoio e ajuda quando necessário.
Nesse ambiente tão bom, também há conflitos, afinal eles fazem parte do relacionamento humano e se
tornam até fator de crescimento se forem trabalhados através do debate conduzido da maneira certa e na
hora certa. É isto que acontece na equipe, isso porque as lideranças não são distantes, atuam próximas e
em conjunto com todos os seus membros que participam ativamente numa rica interação entre todos,
favorecendo assim a criatividade e aumentando o comprometimento mútuo. Os líderes são suficientemente
seguros para não se sentirem ameaçados pelas idéias de valor que venham de baixo. Ninguém pretende
sobressair-se isoladamente. Os resultados é que mais se destacam em um bom time, a equipe toda vibra
com o gol do colega porque o time todo sai ganhando. Não é assim que acontece no futebol?
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Para favorecer os resultados positivos, é fundamental a prática do feedback. Fornecido na hora certa, de
forma transparente e construtiva, com a receptividade. Mais a frente falaremos sobre esta técnica.
Por fim vale ressaltar que a falta de qualidade no relacionamento da equipe e interação entre seus
membros, muitas vezes é gerada pelo estilo e personalidade dos integrantes e está intimamente relacionada
à habilidade de comunicação de cada um.
Falhas no processo de comunicação podem gerar boatos e lendas, que as pessoas passam a acreditar e
utilizam para direcionar as decisões que tomam no dia a dia de trabalho, por isso é importante a adoção de
práticas para reduzir estes e outros impactos nocivos para empresa, colaboradores, relacionamentos e
consequentemente resultados.
Equipe é um grupo que compreende seus objetivos e está engajado em alcançá-los de forma compartilhada.
A comunicação entre os membros é verdadeira e as opiniões diferentes são estimuladas.
Em uma equipe:
Assumem-se riscos
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O grupo transforma-se em equipe quando passa a prestar atenção à sua própria forma de operar e
procura resolver os problemas que afetam o seu funcionamento.
A formação da equipe deve considerar as competências individuais necessárias para o desenvolvimento das
atividades e o alcance das metas. O respeito aos princípios da equipe, a interação entre seus membros e
especialmente o reconhecimento da interdependência entre seus membros no alcance dos resultados da
equipe, deve favorecer ainda os resultados das outras equipes e da organização como um todo. É isso que
torna o trabalho desse grupo um verdadeiro trabalho em equipe.
As Diferenças entre uma Equipe e um Time de Trabalho talvez estejam na apresentação dos conceitos e
forma filosófica de empreender um trabalho ou atividade profissional.
A atividade na primeira é a busca por um resultado, geralmente setorial. Enquanto na segunda é a busca
do resultado globalizado, com comprometimento e visualização da atividade de todos os membros do grupo.
O grupo em uma equipe é setorial, buscando realizar a atividade designada e formalizada onde há
preocupação pela atividade do setor e insuficiente conhecimento e envolvimento com a atividade total.
São indivíduos ensimesmados ou empenhados em realizar sua fatia na atividade. Já no time a participação
do indivíduo é global, buscando compreender qual é o papel de sua atividade no conjunto do todo no
resultado final, há o empenho, satisfação e participação de cada membro do grupo.
A forma para definir e escolher a melhor maneira de trabalhar do grupo, em uma empresa ou local de
trabalho, depende muito do relacionamento profissional/empresa e vice-versa.
Atualmente muitas são as empresas nacionais e multinacionais, governamentais ou particulares, que estão
preocupadas em adaptar-se ao conceito de time de trabalho, investem mais em programas de
desenvolvimento, treinamento e aperfeiçoamento, tanto a nível profissional como pessoal, formando
profissionais que conheçam técnicas conceituais e práticas para desenvolver atividades em grupo, com maior
envolvimento e conhecimento das atividades da empresa.
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6.2. Comprometimento
Gerar comprometimento da equipe no dia a dia de trabalho é fundamental para obter bons resultados.
Profissionais comprometidos se empenham mais, se esforçam mais, produzem
mais e, consequentemente, rendem muito mais.
Invista em Pessoas
Invista em seus colaboradores, proporcione recursos para que eles se desenvolvam e se aprimorem
cada vez mais.
Ouça os colaboradores
Quando a empresa valoriza seus funcionários e dá a liberdade para que cada um contribua com
idéias, faz com que todos se sintam importantes e parte fundamental da equipe, gerando assim,
cada vez mais dedicação e comprometimento com o dia a dia de trabalho.
Resolva os conflitos
Os conflitos podem existir em qualquer lugar, mesmo nos melhores ambientes organizacionais,
principalmente porque as organizações são constituídas por pessoas únicas, cada uma com suas
características e particularidades. A função dos líderes é entender, respeitar e aceitar cada indivíduo
como ele é e aproveitar cada talento em especial em prol dos bons resultados.
Quando aparecerem os conflitos, os líderes e gestores devem estar preparados para resolver essas
situações de forma saudável, gerando conscientização, maturidade e crescimento em cada um.
Em sentido mais amplo, cabe destacar que o comprometimento é fundamental em todas as esferas de nossa
vida e é ingrediente essencial para atingir o que se quer. Trocando
em miúdos: quando realmente queremos alguma coisa,
assumimos esse compromisso e concentramos todas as
nossas energias para atingir o alvo desejado. O inverso
também é verdadeiro... Quando não queremos algo (ou
queremos pouco) arrumamos uma desculpa.
Por fim cabe destacar que não devemos confundir comprometimento com obrigação ou esforços negativos
na direção de um objetivo, porque se assim for considerado acabamos por distanciar a determinação e a
devoção para se fazer algo. Um relacionamento afetivo sem comprometimento entre as pessoas
envolvidas dificilmente terá qualidade e harmonia. Um político sem comprometimento com suas causas e
com o seu povo logo perderá sua credibilidade. Um estudante sem comprometimento com seus estudos não
alcançará grandes etapas na formação. E uma organização que não tiver uma cultura de
comprometimento ela perderá sua força competitiva. As grandes equipes vitoriosas já demonstraram que
o comprometimento faz diminuir as deficiências técnicas e também permite ampliar a força do grupo criando
o trabalho de equipe com fortes características de time unido e motivado na direção dos mesmos propósitos.
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7. Clima Organizacional
O clima organizacional é definido pelo consultor norte-americano, Warren G. Bennis, como "um conjunto de
valores ou atitudes que afetam a maneira como as pessoas se
relacionam umas com as outras e com a organização". O
clima dependerá do ambiente que a empresa cria para a busca
dos resultados. O ambiente é o contexto, o meio em que se
desenvolvem os relacionamentos interpessoais. Não acontece
nada fora de um contexto, que abrange elementos, físicos,
psicológicos, sociais e muitos outros.
Para mensurar a qualidade do clima de uma empresa podemos empregar mecanismos de pesquisa junto aos
trabalhadores da empresa. Contudo, o uso dessa ferramenta requer cautela e deve ser conduzida por
profissional experiente para orientar todo o processo: preparar, conduzir, apurar os resultados e identificar
oportunidades de melhoria. Atualmente a Pesquisa de Clima Organizacional despertou o interesse das
empresas em virtude de ser uma importante ferramenta estratégica para a tomada de decisão e também
por ser exigida em algumas certificações.
Cabe destacar ainda que a Pesquisa de Clima Organizacional, assim como outras pesquisas a pessoas,
demanda devolutiva dos resultados e a apresentação de plano de ação para manter os níveis dos itens
identificados como satisfatórios e corrigir os itens de insatisfação. Apenas neste formato conseguiremos
manter a credibilidade tanto da área ou profissional que aplicou a ferramenta, assim como da empresa em
ações futuras. Então, não estamos falando simplesmente de uma pesquisa e sim de uma pesquisa-ação.
E A PROPÓSITO,
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Dê tempo para a pessoa responder – não é uma via de mão única onde só um fala.
Administre sua ansiedade em dar o feedback e dê abertura para que o outro também possa responder, ou
melhor, transmitir o seu feedback.
Portanto, esteja preparado também para receber.
Não sobrecarregue – dê tempo para que a pessoa pense, pois mesmo que o feedback seja positivo,
informação em excesso sem tempo para o processamento perde o efeito.
Respeite o limite de cada pessoa.
Momento adequado – se o feedback for positivo faça-o, se possível, na frente dos demais, pois assim
ganha mais força e visibilidade.
Caso seja corretivo, faça-o reservadamente para não expor a pessoa aos membros da equipe ou outras
pessoas, mesmo que em cargo de liderança.
Evite a generalização do feedback – sempre que for elogiar ou corrigir uma ação cometida por
outrem faça diretamente para a pessoa em questão.
Há pessoas que falam para o grupo algo que deveria ser dito especificamente para um de seus membros.
Isto perde a força do feedback, pois se for positivo todos se sentirão elogiados. Entretanto, se for corretivo
ninguém vestirá a famosa “carapuça”.
Avalie a capacidade de absorção do feedback – sempre que for fornecer um feedback, avalie se
quem está recebendo tem capacidade de absorver a mensagem.
Utilize linguagem e intensidade adequada a cada pessoa.
9. RECRUTAMENTO E SELEÇÃO
9.1. O Recrutamento
As pessoas e as empresas ou organizações não nasceram juntas. As organizações escolhem as
pessoas que desejam como funcionários e as pessoas escolhem as organizações onde pretendem
trabalhar e aplicar seus esforços. Trata-se de uma escolha recíproca que depende de inúmeros fatores e
circunstâncias. Mas, para que essa relação seja possível é necessário que as organizações comuniquem e
divulguem as suas oportunidades de trabalho a fim de que as pessoas saibam como procurá-las e iniciar seu
relacionamento. Este é o papel fundamental do recrutamento: divulgar no mercado as
oportunidades que a organização pretende oferecer para as pessoas que possuam
determinadas características desejadas.
Recrutamento de Candidatos
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É importante ressaltar que o processo de recrutamento interno para ser efetivo, demanda ter política clara
para garantir sua adequada aplicação.
Muito embora o recrutamento interno traga vantagens significativas para a empresa, a verdade é que
também vem acompanhado de certas desvantagens, uma vez que nem sempre é possível encontrar o
candidato ideal no quadro de funcionários ou nos limita a escolher alguém para preencher a vaga que nem
sempre possui todas as competências necessárias para a máxima produtividade na função.
O recrutamento externo traz novos talentos e experiências para a empresa, o que pode ser muito vantajoso.
Por outro lado, apresenta desvantagens relacionadas principalmente a custos e tempo, além de impactar
negativamente as operações e até a moral dos funcionários atuais.
Formas de Recrutamento
As organizações que adotam essa técnica devem ter cuidado no gerenciamento das expectativas: algumas
alegam que o processo causa frustração e descontentamento naqueles que foram preteridos.
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Anúncio aberto:
Identifica a empresa que está procurando os profissionais p
ara ocuparem as vagas oferecidas. Traz mais segurança
ao candidato.
Anúncio semiaberto:
Não possui a identificação da empresa, porém são dadas
informações superficiais, como o setor ou o ramo de
atividade. Em geral, as candidaturas serão apresentadas
por meio eletrônico (também não identificados), ou
consultorias que estão trabalhando no processo ou ainda
para o endereço do veículo divulgador do anúncio. Assim, o
anunciante evita que o candidato se apresente diretamente
na empresa, mas pelo menos há noção do tipo de segmento
da empresa (construção civil, comércio, telecomunicações,
etc.) ao candidato.
Anúncio fechado:
Quando não é divulgado o nome da organização e o texto
não permite qualquer tipo de identificação. Por trazer
insegurança e desconfiança ao candidato, deve ser utilizado
somente quando a empresa precisa manter segredo da vaga
para seus funcionários ou para o seu público externo.
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⇒ Redes sociais
Com o desenvolvimento da tecnologia e a ampliação do uso da internet, surgiram novas formas de relação,
comunicação e organização das atividades humanas, com destaque para
as redes sociais virtuais.
⇒ Agências de recrutamento
São intermediárias entre a empresa e o mercado de trabalho que se dedicam a recrutar candidatos em
todos os níveis de mão de obra, desde a não qualificada até o mais alto nível profissional.
⇒ Casa aberta
Neste sistema o profissional de recrutamento ou relações públicas recebe pessoas que estão
interessadas em trabalhar na empresa. Em geral há a apresentação da organização e até uma
palestra rápida sobre um assunto relevante ao contexto empresarial.
⇒ Rede de contatos
Também é uma prática de baixo custo com razoável velocidade e boa efetividade.
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A entrevista pessoal tem outras aplicações, como na triagem inicial de recrutamento, no aconselhamento e
orientação profissional, na avaliação de desempenho, no desligamento, etc.
Em todas essas aplicações, a entrevista deve ser feita com habilidade e tato, a fim de que possa produzir os
resultados esperados.
Na realidade, a entrevista é processo de comunicação entre duas ou mais pessoas que interagem. De um
lado, o entrevistador ou os entrevistadores, e de outro, o entrevistado ou os entrevistados.
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Entrevistas não dirigidas: Não especifica nem as questões, nem as respostas requeridas. São
denominadas entrevistas não estruturadas, exploratórias, informais, etc. São entrevistas totalmente
livres e cuja seqüência e orientação ficam a cargo de cada entrevistador. São criticadas devido à
sua baixa consistência devido a ausência de roteiro ou itinerário prévio para cada entrevista.
Preparação da Entrevista: A entrevista não deve ser improvisada nem feita às pressas. A entrevista
precisa ter algum tipo de preparação ou planejamento que permita determinar os seguintes aspectos:
Físicos: o local físico da entrevista deve ser privado e confortável. Sem ruídos, sem interrupções e de
natureza particular. Uma pequena sala isolada da presença de outras pessoas que possam interferir em
seu andamento.
Psicológico: O clima da entrevista deve ser ameno e cordial, sem receios ou temores, sem pressões
de tempo, sem coações ou imposições.
A espera é inevitável. Assim, um número suficiente de poltronas e de cadeiras deve ser providenciado.
A sala de espera deve ser suprida de jornais, revistas além de água.
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O entrevistador provoca estímulos (perguntas) ao candidato, a fim de estudar suas respostas e reações
comportamentais, que lhe permitam reelaborar novas perguntas e assim por diante.
Da mesma forma que o entrevistador obtém as informações que deseja, deve também prestar
informações que o candidato necessita para tomar suas decisões.
O processamento da entrevista deve levar em conta dois aspectos – o material e o formal – que são
intimamente ligados:
Encerramento: A entrevista deve ser aberta e fluir livremente, sem acanhamentos e sem embaraços.
Ela é uma conversação tranqüila e controlada. Seu encerramento também deve ser elegante: o
entrevistador deve fazer algum sinal claro para demonstrar o fim da entrevista, sobretudo, proporcionar
ao entrevistado algum tipo de informação quanto à ação futura, como será contatado para saber o
resultado ou quais serão os próximos passos daquele contato.
Avaliação do Candidato: Logo que o entrevistado deixar a sala, o entrevistador deve imediatamente
empreender a tarefa de avaliar o candidato, enquanto os detalhes estão presentes em sua memória.
Se não fez anotações, deve então registrar os detalhes. Caso tenha utilizado alguma folha de
avaliação, ela deve ser checada e completada. No final, certas decisões precisam ser tomadas em
relação ao candidato: se ele foi rejeitado ou aceito ao final da entrevista e qual sua colocação em
relação aos demais candidatos que disputam à mesma vaga. Ou se uma avaliação definitiva poderá
ser feita comparativamente após o término de todas as entrevistas com os demais candidatos.
Viraram objeto de estudo das pessoas que buscam um novo emprego e grande parte dos candidatos já vai
para as entrevistas com respostas prontas para este tipo de pergunta. Dessa forma, a entrevista não
incorrerá em resultados positivos para nenhum dos dois lados.
O entrevistador que faz uso da metodologia por competência procurará, através dessa técnica, coletar
exemplos de situações vividas pelo candidato, procurando saber o que ele fez, sentiu e pensou e quais os
resultados da ação em determinada situação.
Para planejar a Entrevista por Competência, o selecionador, de posse do Perfil de Competências, que
ajudará na elaboração de perguntas específicas para investigar cada atributo ou Competência.
As perguntas utilizadas na Entrevista por Competência, considerando- se a premissa de que comportamento
passado prediz comportamento futuro, devem ser:
✎ Claras e objetivas;
✎ Abertas e específicas;
✎ Com foco em competências;
✎ Usar o verbo de ação no passado;
✎ Investigar como aconteceu determinada ação.
Exemplos de perguntas com foco em competências:
✎ Conte-me sobre uma situação imprevista que você administrou na sua função e como se saiu.
✎ Conte-me sobre um grande problema que você ajudou a solucionar, no qual suas idéias foram bem
aproveitadas e valorizadas.
✎ Quais as idéias ou sugestões mais produtivas que você
teve na sua área de atuação.
✎ Conte-me sobre uma situação em que você precisou
abrir mão de suas idéias em favor da equipe.
✎ Descreva uma situação em que você assumiu
responsabilidade por uma tarefa que não fazia parte de
suas atribuições e porque?
✎ Conte-me sobre mudanças que você implementou na
sua rotina.
✎ Conte-me sobre a negociação mais importante e com
melhor resultado que você já obteve.
✎ Descreva-me uma situação em que você entrou em conflito com um colega de trabalho e como
administrou essa situação?
Percebeu o processo? Não esqueça, devemos considerar a pergunta e a interpretação de cada resposta.
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Segundo Rabaglio (2001), as perguntas são planejadas para obter respostas que tenham:
Contexto, Ação e Resultado, denominando a entrevista como técnica CAR.
Contexto
cenário onde se dá a situação
Ação
o que foi realizado e conduzido.
Resultado
resultados alcançados.
Na resposta do candidato poderemos identificar o contexto em que ocorreu a ação investigada, detalhes da
ação tomada e o resultado alcançado devido à sua atitude.
É importante concentrar-se na técnica do contexto, ação e resultado para que não haja dispersão do
entrevistador durante a entrevista. Perguntar e ouvir a respostas são duas partes da mesma ação, e
constituem-se em competências indispensáveis para qualquer entrevistador. Só assim será possível perceber
se as respostas do candidato apresentam claramente a situação contextualizada, a atitude empreendida e os
resultados alcançados.
Essa entrevista terá por objetivo conhecer todos os comportamentos passados do candidato que estejam
relacionados às aptidões exigidas ao cargo proposto, para que possa realizar uma avaliação completa de sua
qualificação, comparando suas competências com àquelas definidas no perfil de competências do cargo
pretendido.
É importante lembrar que as respostas devem ser as mais específicas possíveis (bem como as perguntas),
contendo sempre exemplos reais de atuação do candidato na situação questionada, por isso, ambas
(pergunta e resposta) deverão trazer verbos de ação no passado. As respostas também deverão apresentar
o contexto da situação, para que o entrevistador possa identificar exatamente o enquadramento daquela
atitude; e deverá conter por fim, de maneira explícita, os resultados obtidos pela ação tomada naquela
situação contextualizada.
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Relacionamento Interpessoal:
Empatia,
Saber ouvir,
Argumentação Assertiva,
Lidar com pessoas difíceis,
Gestão de Conflitos
Forma de perguntar:
Relate uma situação em que você teve de lidar com uma pessoa difícil.
Como você conduziu esta situação?
Que resultados alcançou?
Como você se sentiu?
Forma de Perguntar:
Descreva uma situação em que você sofreu forte pressão do cliente.
Como você administrou esta situação?
Que tipo de cuidados você esteve atento?
Que tipo de iniciativas você teve de implementar?
Qual foi o resultado desta situação?
Você gostou do resultado? Por quê?
Negociação:
Foco em Resultados
Demonstrar atitude positiva
Persuasão
Buscar consenso
Administrar conflitos
Atender de acordo com os procedimentos da empresa
Forma de Perguntar:
Qual foi a negociação mais difícil que você fez com um cliente?
Narre uma situação em que você teve de chegar a um consenso com o cliente que solicitava
uma solução que não estava de acordo com os procedimentos da empresa.
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Os quais podem ser desenhados com base nas competências e devem ser aplicados conforme complexidade
da posição que é trabalhada.
Cada um desses dois tipos de testes visa avaliações consideradas mais subjetivas, com o objetivo principal
de identificar traços de personalidade, comportamento, caráter, etc.
Eles baseiam-se nas diferenças individuais das pessoas, que podem ser físicas, intelectuais e de
personalidade. Analisam o quanto variam as aptidões de um indivíduo em relação ao conjunto de indivíduos
que são considerados “padrão” de comparação.
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O mais importante a saber sobre esses testes, é que os mesmos só poderão ser considerados e aplicados
em um processo de seleção onde exista a presença de um PSICÓLOGO. Sem que haja esse profissional na
condução do processo, estes testes são terminantemente proibidos, pela própria falta de habilidades
específicas de avaliação e interpretação de outros profissionais.
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A CLT, no art. 581, § 2º dispõe que entende-se por atividade-fim a que caracterizar a
unidade do produto, operação ou objetivo final, para cuja obtenção todas as demais
atividades convirjam, exclusivamente em regime de conexão funcional.
O trabalho temporário foi instituído pela Lei 6.019/1974, a qual foi regulamentada pelo Decreto
73.841/1974.
Considera-se trabalho temporário o serviço prestado por pessoa física a uma determinada empresa, para
atender a necessidade transitória de substituição de pessoal, regular e permanente, ou motivado pelo
acréscimo extraordinário de serviços.
O trabalho temporário deve ser formalizado mediante contrato escrito, firmado com empresa de trabalho
temporário.
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⇒ Jornada máxima de oito horas diárias e quarenta e quatro semanais, salvo nas atividades que a lei
estabeleça jornada menor;
⇒ Remuneração das horas extras, não excedente a duas, mediante acordo escrito entre a empresa de
trabalho temporário e o trabalhador temporário, com acréscimo mínimo de 50%;
⇒ PIS (cadastramento do trabalhador temporário e sua inclusão na RAIS de responsabilidade da
empresa de trabalho temporário);
⇒ Repouso semanal remunerado;
⇒ Adicional por trabalho noturno de no mínimo 20% em relação ao diurno, além da jornada reduzida;
⇒ Vale-transporte;
⇒ Pagamento de férias proporcionais, em caso de dispensa sem justa causa ou término normal do
contrato temporário de trabalho, calculado na base de 1/12 (um doze avos) do último salário
percebido, por mês de trabalho, considerando-se como mês completo a fração igual ou superior a 15
(quinze) dias;
⇒ Depósito do FGTS;
⇒ 13º salário correspondente a 1/12 (um doze avos) da última remuneração, por mês trabalhado, ou
fração igual ou superior a 15 (quinze) dias;
⇒ Seguro-desemprego, quando o contrato for rescindido sem justa causa antes do término por parte
do empregador;
⇒ No término do contrato de trabalho temporário ou rescisão, a empresa de trabalho temporário deve
fornecer ao trabalhador temporário atestado de acordo com modelo instituído pelo INSS, que servirá
para todos os efeitos legais como prova de tempo de serviço e salário de contribuição.
Muito embora receba o "apelido" de contrato temporário, o contrato por prazo determinado conforme a Lei
n.º 9.601/98, nada tem a ver com essa forma de contratação.
O Contrato por prazo determinado, pode ser efetuado em qualquer situação, desde que respeite as
seguintes exigências legais:
⇒ Aumento do número de empregados do estabelecimento.
⇒ Instituição do contrato por convenção ou acordo coletivo, que estabelecerá, obrigatoriamente, a
indenização devida no caso de rescisão antecipada (quando uma das partes resolver terminar o
contrato antes do prazo combinado).
⇒ Agrupamento em separado dos empregados contratados por prazo determinado quando da
elaboração de folha salarial.
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IMPORTANTE
A contratação por prazo determinado só poderá ocorrer mediante celebração de convenção
ou acordo coletivo, ou seja, através de negociação coletiva, e, por isso, as entidades sindicais
representativas dos trabalhadores têm um papel fundamental. A convenção ou acordo
coletivo deverá prever, pelo menos, indenização devida nos casos de término antecipado do
contrato, a multa pelo descumprimento do que foi negociado e o valor dos depósitos mensais
que o empregador fará em benefício dos seus empregados e quando estes poderão sacar os
valores. Por outro lado, o acompanhamento desses contratos, a defesa dos direitos dos
trabalhadores e a vigilância para evitar abusos e fraudes também são funções das entidades
sindicais, a serem exercidas em conjunto com as Delegacias Regionais do Ministério do
Trabalho e o Ministério Público do Trabalho. Nesse sentido, será de grande valia, por
exemplo, a solicitação, por ocasião da negociação coletiva, dos comprovantes de regularidade
das empresas perante o INSS e o FGTS.
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Gestão de Pessoas
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13. TREINAMENTO
Tradicionalmente, podemos definir o Treinamento como a educação profissional que adapta o homem
para um cargo ou função em determinada empresa. Seus objetivos são em curto prazo, visando dar
ao homem seus elementos essenciais para o exercício de um presente cargo. É dado nas empresas ou em
firmas especializadas em treinamento.
Mais recentemente, o conceito foi ampliado e considera o treinamento como um meio para alavancar
o desempenho no cargo. Quase sempre o treinamento tem sido entendido como o processo pelo qual a
pessoa é preparada para desempenhar de maneira excelente as tarefas específicas do cargo que ocupa.
Nesses termos, o treinamento é uma maneira eficaz de agregar valor às pessoas, organização e aos clientes.
Ele enriquece o patrimônio humano das organizações e é responsável pelo capital intelectual das
organizações.
É importante destacar que o Treinamento é um processo educacional de curto prazo aplicado de maneira
sistemática e organizado, através do qual as pessoas aprendem conhecimentos, atitudes e habilidades em
função de objetivos definidos. Portanto, o treinamento envolve a transmissão de conhecimentos
específicos relativos ao trabalho, ao desenvolvimento de habilidade, a mudança de atitudes frente a
aspectos da organização, da tarefa ou do ambiente e introduzir novos conceitos, como detalhamos na figura
a seguir:
O processo de T&D ajuda desenvolver características individuais que auxiliam na aprendizagem, transmissão
de informações, desenvolvimento das habilidades e conceitos a fim de modificar determinadas atitudes.
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Gestão de Pessoas
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A maior parte dos programas de treinamento está concentrada em transmitir informações às pessoas sobre
a organização, suas políticas e diretrizes, regras e procedimentos, missão e visão organizacional, seus
produtos/serviços, seus clientes, seus concorrentes, dentre outros. A transmissão destas informações visa
guiar o comportamento das pessoas e o torna mais eficaz. Outros programas de treinamento estão
concentrados em desenvolver as habilidades das pessoas, para capacitá-las melhor no seu trabalho. Outros
visam ao desenvolvimento de novos hábitos e atitude para lidar com incidentes internos e externos, com o
próprio trabalho e com a organização. Há ainda, outros programas focados em desenvolver conceitos e
elevar o nível de abstração das pessoas para que elas possam pensar e agir em termos mais amplos.
Quase sempre, as organizações estão utilizando vários tipos de mudanças de comportamento ao mesmo
tempo em seus programas de treinamento. E, ao desenvolverem habilidades nas pessoas, também estão
transmitindo informações e incentivando o desenvolvimento de atitudes e de conceitos, simultaneamente.
Por fim, como vimos no decorrer deste capítulo, é através das atividades de treinamento e
desenvolvimento que a empresa faz a gestão dos fatores críticos/chaves de seu sucesso, uma vez que
utiliza essa ferramenta estratégica para atualizar e reciclar continuamente conhecimentos, ensinar e
desenvolver habilidades e promover a mudança de comportamentos de seu quadro funcional.
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Gestão de Pessoas
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Os objetivos básicos do processo de integração e ambientação consistem em buscar a melhor relação entre
o funcionário e a empresa, além de diminuir os temores e ansiedades que naturalmente são vivenciados
quando alguém é admitido em um novo emprego. A correta condução deste processo pode contribuir para
a retenção, para o comprometimento e, para um desempenho satisfatório deste profissional.
Neste sentido, este programa que pode ser classificado como um treinamento inicial que visa contextualizar
o novo funcionário com a cultura organizacional, com a forma de gestão da empresa, com as políticas de
recursos humanos (cargos e salários, planos de treinamento e desenvolvimento, planejamento de carreira,
etc.), com as especificidades do contrato de trabalho (direitos, deveres, aspectos reguladores) entre outros.
É importante destacar que o programa de integração de novos empregados pode ser empregado por
qualquer empresa, independente de seu tamanho. E, em todos os casos, este programa contribui com o
sucesso da socialização dos novatos, eliminando eventuais obstáculos à inserção do empregado na função
para a qual foi contratado.
Exemplo de um Programa de Integração de Novos Funcionários.
Informações sobre a Empresa:
História da Empresa, sua fundação, seus fundadores, primeiros passos.
Organograma da Empresa com níveis e setores, (se possível com fotos dos principais integrantes)
Dimensão, quantidade de empregados, cidades e países onde atua, etc.
Estrutura da Empresa:
Onde é a área onde o novo funcionário irá trabalhar
Onde ficam os outros setores
Onde ficam os lugares comuns: refeitório, vestiários, banheiros, estacionamentos, médico, etc
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Gestão de Pessoas
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Isso porque ainda é assunto não resolvido em muitas organizações. Afinal, o dispêndio financeiro com
treinamento deve ser classificado como custo ou como investimento? Em princípio, a questão levantada
deveria ser um tema interno restrito à área contábil. Mas não é. A área de RH também tem interesse por
esse assunto.
Quando entendido como mero custo, o treinamento é encarado como um mal necessário. Não se sabe
exatamente a que fim serve, mas todas as organizações praticam e, por isso, deve ter alguma utilidade. Ou
ainda, treina-se apenas para atender às exigências de órgãos fiscalizadores oficiais ou de clientes.
Entender o tema sob essa primeira abordagem conceitual é importante, mas não é suficiente, pois a
liderança pode, por mera conveniência, alardear que vê o treinamento como um investimento, mas sem
refletir este discurso na prática.
Nesses três casos, sem dúvida, o treinamento é um custo, pois não dá retorno à organização, ou o faz
abaixo do potencial possível.
Se as respostas às questões anteriores forem afirmativa isso irá mostrar que o treinamento pode, de fato,
contribuir de forma decisiva para o sucesso do negócio da organização.
Para usar os termos que normalmente se atribuem a estas palavras, Treinamento e Desenvolvimento são,
respectivamente, preparar os colaboradores para as funções que lhes cabe executar agora e
prepará-los, ou alguns deles, para funções que virão a exercer. Ou seja, ter um olho no presente e
outro no futuro. E quando se pensa em futuro, a palavra ‘Investimento’ faz sentido. Quando a
organização consegue projetar as necessidades de competências que ainda terá, torna-se capaz de ver o
treinamento como um investimento. Neste caso, o treinamento alarga seu potencial de produzir frutos para
o presente e para o futuro.
Assim, podemos dizer que quando é bem estruturado e planejado o treinamento é um excelente
investimento para o funcionário e é também para a organização.
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Cabe ainda trazer uma perspectiva histórica para enriquecer nossos estudos: na década passada, os
administradores de empresas simplesmente classificavam o treinamento como custos desnecessários e que
poderiam comprometer a saúde financeira da organização.
Hoje, treinar e desenvolver pessoas significa investir nos colaboradores para aumentar o conhecimento e
conseqüentemente melhorar a qualidade dos produtos e serviços e o atendimento aos clientes.
Os números brasileiros, ainda não levantados sistematicamente, são bem mais modestos, naturalmente,
acompanhando as diferenças entre as duas economias. Mas nem por isso são desprezíveis. Imagine-se
apenas a rede Senai, Senac, Sebrae, mais as milhares de empresas de treinamento espalhadas pelo país,
mais os treinamentos internos etc. Uma estimativa realista poderia dizer que o treinamento em nosso
mercado deve chegar a algo em torno de US$5 bi. Seja esse ou não o número, a verdade é que está
crescendo devido aos seguintes motivos:
as deficiências observadas na educação fazem com que os alunos saiam das escolas e faculdades
com um nível de conhecimento muito aquém do desejável;
as características peculiares a determinados cargos e empresas exigem uma adaptação dos
empregados recém-contratados;
a constante evolução tecnológica requer a atualização de conhecimentos dos empregados;
cumpre explorar o inesgotável potencial de crescimento encontrado nos seres humanos.
Por isso é preciso lembrar que as organizações além de treinamentos aos executivos (nível gerencial),
também se preocupa com os demais colaboradores, pois estes têm maior necessidade de educação básica
para se qualificar com o trabalho. Afinal, os resultados dependem das atividades de todos.
TALENTOS
COMPETENCIAS
para render
e KNOW-HOW
Investir ter mais T&D
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DESCRIÇÃO DE CARGO
CARGO: ASSISTENTE CONTÁBIL
OBJETIVO DO CARGO: AUXILIAR NA ELABORAÇÃO DA CONTABILIDADE GERAL DAS EMPRESAS,
ORIENTANDO ATRAVÉS DE DADOS E PROCEDIMENTOS BÁSICOS O CLIENTE INTERNO E EXTERNO.
ATIVIDADES DESENVOLVIDAS:
Execução da parte contábil das empresas de grande porte e médio porte.
Auxiliar na execução da parte contábil das empresas de pequeno porte.
Auxiliar a integração contábil, fiscal e contábil, folha de pagamento.
Auxiliar nas declarações de pessoa jurídica, física e DCTF.
Orientar os estagiários nas tarefas do departamento.
Auxiliar no encerramento do balanço e elaboração das demonstrações contábeis.
Controlar o pró-tributos (Baixa e cadastro de tributos)
Arquivar os documentos contábeis e fiscais (DARF, Gares).
Auxiliar nos lançamentos do departamento fiscal.
Desenvolver outras atividades correlatas ao seu campo de atuação
CONHECIMENTO:
2º grau completo com conhecimentos básicos em microinformática ou noções de controles administrativos.
EXPERIENCIA:
JUNIOR: Até 6 meses de experiência
PLENO: De 1 a 2 anos de experiência
SENIOR: De 2 a 3 anos de experiência
COMPLEXIDADE:
Atividades padronizadas. Requer análise para solução de problemas simples.
HABILIDADES:
Pro - atividade, Discernimento, Relacionamento Interpessoal.
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De modo geral, o esforço de cada pessoa ocorre em função do valor das recompensas percebidas,
oferecidas e da probabilidade de que elas dependem de seu esforço. Então, o nosso esforço é direcionado
e impulsionado pelas nossas capacidades e habilidades e pela percepção que temos do papel a ser
desempenhado.
Principais objetivos:
16.2. Benefícios
Um programa de AD quando bem planejado, coordenado e desenvolvido (especialmente a gestão de
conseqüências), normalmente traz benefícios a curto, médio e longo prazos.
Tanto o avaliado, quanto lideranças e principalmente empresa (e até comunidade) são beneficiários dos
resultados auferidos.
✎ Melhor avaliar o desempenho e o comportamento dos subordinados, tendo por base variáveis e fatores
de avaliação e, principalmente, contando com um sistema de medição capaz de neutralizar a
subjetividade.
✎ Propor medidas e providências no sentido de melhorar o padrão de comportamento de seus
subordinados.
✎ Comunicar-se com seus subordinados, no sentido de fazê-los compreender a mecânica da avaliação do
desempenho.
✎ Obter comprometimento dos trabalhadores em relação aos objetivos traçados.
✎ Identificar problemas que interfiram no desempenho setorial e individual.
✎ Identificar potencialidades e carências profissionais, administrando o assunto de maneira estratégica.
✎ Levantar necessidades de T&D.
✎ Subsidiar o processo de tomadas de decisões gerenciais.
Este é um modelo bem simplificado, que pode ser um pouco mais “sofisticado”, como no exemplo a seguir:
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Assim, cada vez mais é necessário que as empresas melhorem o processo de AD, não só em relação ao
formulário a ser utilizado, mas principalmente no que se refere à postura de avaliadores e avaliados:
Subordinado tem papel mais passivo. Subordinado tem papel mais ativo.
Parece claro que não existe um formulário ideal, porque cada empresa tem sua própria realidade, mas
quando falamos em um formulário que possa avaliar o desempenho de seus funcionários de maneira
“moderna”, que pensar em ferramentas um pouco mais complexas, que contemplem vários aspectos.
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Gestão de Pessoas
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Um bom exemplo, é a forma como a Nokia avalia seus funcionários em todos os países do mundo onde ela
tem operações.
O processo de AD possui uma ferramenta chamada IIP (Investing in People), que contempla basicamente
três módulos:
Objetivos: São as metas individuais, que são determinadas duas vezes por ano (janeiro e julho).
Competence Evaluation (CE): É feito uma vez por ano (janeiro) e serve para avaliar as
competências necessárias para o cargo, tanto técnicas quanto humanas. Ajuda a identificar os
pontos fortes e fracos, direciona treinamentos, coaching, etc para que depois, no final do ano,
possam ser avaliados os progressos que ocorreram.
Personal Development Plan (PDP): É onde os funcionários colocam suas expectativas para o
curto, médio e longo prazo, definindo efetivamente os treinamentos necessários (identificados no
CE), os próximos cargos que querem ocupar, etc...
Outras empresas, notadamente as multinacionais têm instrumentos parecidos, que trazem objetivos
bastante semelhantes, então, vamos mostrar como seria cada pedacinho de uma AD avançada.
16.4.3. Metas
Com base no planejamento estratégico da empresa, cada área tem suas metas para o ano, e então, em um
processo de desdobramento vão sendo repassadas através de todos os níveis hierárquicos. Assim, cabe a
cada liderança definir quais os objetivos mais importantes de sua área e distribuir para sua Equipe. Algumas
pessoas podem ter metas iguais, outras diferentes, mas o importante é que todas metas da empresa
estejam contempladas de maneira que com o empenho dos funcionários seja possível alcançá-las.
É claro que esse processo deve o mais democrático possível onde avaliador e avaliado devem negociar
(dentro do possível) quais as metas devem fazer parte de sua AD.
Outra característica bastante comum é estabelecer “pesos”, e “indicadores”, mas talvez seja mais fácil a
compreensão vendo um modelo de uma AD de um Chefe de RH:
Objetivos de Performance
Indicador/ Resumo dos
Meta/Peso Resultados Obtidos
1. Redução do Orçamento de Despesas Reduzir 10% em relação ao
orçado.
Peso 15%
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Gestão de Pessoas
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A partir de quando as metas são definidas, cabe ao avaliador fazer o follow-up necessário (formal e
informalmente) e no fim do ano fechar o processo como um todo (mas isso a gente verá com detalhes mais para frente).
Aqui temos o maior diferencial entre um processo tradicional e um processo avançado, pois o funcionário
tem a possibilidade de identificar quais suas aspirações, o que pretende fazer para se desenvolver e pode
alcançar suas metas.
Isso é muito para que o funcionário se sinta motivado e que para seu superior possa direcioná-lo ao seu
objetivo, realizando o coaching necessário.
No final do ano a AD é fechada e avaliador e avaliado têm uma conversa sobre os resultados obtidos (logo
mais falaremos sobre essa conversa) e tudo é transcrito para o formulário de AD.
Dependendo da empresa e do cargo exercido, esse formulário poderá ter as seguintes utilizações:
Simplesmente ser arquivado, servindo como histórico do funcionário e como ponto de partida para a
próxima AD.
Ser utilizado para análises na Comissão de Avaliação (também falaremos sobre isso).
Servir como imput para o pagamento de Bônus, prêmios, etc.
Reconhecido como um processo que expande a avaliação de performance individual, pois uma das
características é a quantidade de envolvidos no processo, a Avaliação 360 graus é um processo de avaliação
que pode, se responsavelmente aplicado, e dentro dos limites a que está sujeito, motivar para a criação de
um ambiente favorável aos relacionamentos, à troca de experiências, ao atingimento de resultados e
principalmente ao desenvolvimento organizacional.
A Avaliação 360 graus é um processo no qual um indivíduo (normalmente pessoas em cargos de liderança)
é avaliado por seu superior, pelos pares, por si próprio (auto avaliação), pelos seus funcionários (se for o
caso) e algumas vezes até por clientes. Após a análise pelo profissional responsável pela compilação de
dados, inicia-se a sessão de feedback, onde cada participante tomará conhecimento da sua avaliação, que
consiste na auto-avaliação, contra o resultado apurado nos questionários num relatório individual, que
demonstra os gaps existentes entre a sua autopercepção e a percepção externa.
Vale ressaltar que os questionários são confidenciais, o que pode permitir respostas mais precisas, haja vista
que a relação avaliado-avaliador estará completamente “protegida”. Os tópicos são estruturados para juntar
informações que são relevantes para a empresa, como estilo de trabalho, habilidades de liderança,
comunicação, estilo de aprendizado organizacional, utilização e potencialização de competências, etc. Há
ainda a oportunidade de adicionar comentários sobre outras questões específicas.
Com todas essas informações, cabe ao avaliado elaborar seu programa de desenvolvimento, tendo por
objetivo reduzir os gaps e buscar a melhoria continua. Em algumas empresas o programa de
desenvolvimento já é elaborado e apresentado pelo RH junto com a devolutiva da Avaliação.
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cada um, não é nada interessante simplesmente perdê-los. Porque, provavelmente, vão passar a engrossar
as fileiras da concorrência e também porque mais tempo e dedicação deverão ser empregados na formação
de outras pessoas para substituí-los.
Para ter funcionários felizes e motivados, nada melhor do que desenvolver uma política de recompensas, de
maneira que o talento e os esforços pessoais de todos sejam valorizados e reconhecidos e tenham razões
concretas para querer continuar crescendo na empresa.
O reconhecimento do funcionário começa pela forma como é remunerado. É usual que as pessoas
comparem seus rendimentos com os de outras pessoas que realizem trabalho semelhante ao seu, na mesma
empresa e também em outras. Estão sempre avaliando se o que ganham corresponde ao valor de mercado
e se está de acordo com as diretrizes salariais da organização.
Cada um deve ser remunerado por aquilo que faz e pela maneira que realiza seu trabalho.
Claro que a empresa deve ter uma base salarial estabelecida, mas cada caso específico merece ser avaliado
e vale a pena fazer algumas adaptações e mudanças para manter um funcionário particularmente
importante para ela.
Mas dinheiro não é tudo e há outras coisas que as pessoas valorizam, tais como liberdade para
realizar o trabalho da forma como achar mais conveniente e, é claro, atingindo os resultados
determinados.
Um bom programa de recompensas deve basear-se principalmente nas pessoas que usufruirão delas, para
que as compreendam, para que as valorizem e se sintam estimuladas a obtê-las. Em outras palavras, a
empresa deve oferecer o que seus funcionários gostariam de receber.
É preciso ter em mente que, ao exercer trabalho profissional, as pessoas buscam, além do próprio sustento
e de sua família, também a realização pessoal. É importante que gostem do que estão fazendo, do ambiente
em que trabalham, da forma como são tratados, da confiança que nelas se deposita e em sua capacidade.
E o ser humano, para alcançar o máximo da capacidade produtiva, precisa ter não apenas o corpo cuidado e
alimentado, mas a alma também deve ser suprida em suas necessidades.
Não se pode tratar um funcionário como simples peça do sistema, uma ferramenta que pode ser substituída
se apresentar qualquer dificuldade de se integrar, satisfatória e silenciosamente, na estrutura da empresa.
A responsabilidade da empresa vai muito além de simplesmente oferecer produtos ou prestar serviços à
comunidade. Também depende dele oferecer um tratamento digno a seus funcionários e boas condições de
trabalho.
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Assim, bons funcionários devem ser motivados. Os de alto desempenho, para que continuem assim, ou
melhorem as suas marcas. Os de desempenho menos satisfatório, para que se superem e atinjam mais
pontos em suas realizações.
Nem sempre as recompensas monetárias estão disponíveis, o que é bom deixar bem claro aos funcionários.
É preciso mostrar que as condições da empresa não permitem grandes alterações na folha de pagamento,
mas é possível demonstrar boa vontade e reconhecimento de outras maneiras.
Ser generoso com elogios, mas sempre muito sincero, para que as palavras não percam o impacto e valor.
Todos gostam de saber que seus esforços e suas conquistas não passaram em branco e se sentem
orgulhosos em saber que outros, notadamente seus superiores, perceberam e usufruíram a contribuição
deles para a empresa.
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BIBLIOGRAFIA
BOOG, Gustavo G. Manual de Treinamento e Desenvolvimento – Um guia de Operações. São Paulo,
Makron Books, 2001.
Chiavenato, Idalberto. Gestão de pessoas: e o novo papel de recursos humanos nas organizações.
Rio de Janeiro: Elsevier, 2004.
CHIAVENATO, Idalberto. O capital humano das organizações. São Paulo: Atlas, 2004.
ROBBINS, S. P. A verdade sobre gerenciar pessoas. São Paulo: Pearson Education Brasil. 2003.
GRAMIGNA, Maria Rita. Modelo de competências e gestão dos talentos. 2. ed. São Paulo: Pearson,
2008.
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