UNIVERSIDADE ESTADUAL DO PIAUÍ
CENTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS
CURSO: BACHARELADO EM DIREITO
DISCIPLINA: DIREITO DO TRABALHO II
PROFESSORA: LEYDE RENÊ
ALUNO(A): ISABELA TEIXEIRA DOS SANTOS
ATIVIDADE ASSÍNCRONA
DATA: 30/01/2022
1. A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) estabelece que o
empregado poderá deixar de comparecer ao serviço, sem prejuízo do
salário, em algumas situações específicas. Dentre as opções abaixo, a que
está em DESACORDO com a CLT é:
a) Até 3 (três) dias, em cada 12 (doze) meses de trabalho, em caso de
realização de exames preventivos de câncer, devidamente comprovada
b) Até 2 (dois) dias para acompanhar consultas médicas e exames
complementares durante o período de gravidez de sua esposa ou
companheira.
c) Por 1 (um) dia, em cada 12 (doze) meses de trabalho, em caso de doação
voluntária de sangue, devidamente comprovada.
d) Nos dias em que estiver comprovadamente realizando provas de exame
vestibular, para ingresso em estabelecimento de ensino superior.
e) Até 5 (cinco) dias consecutivos, em caso de falecimento do cônjuge,
ascendente, descendente, irmão ou pessoa que, declarada em sua
carteira de trabalho, viva sob sua dependência econômica
2. José tem 21 anos e trabalha aos domingos. Ocorre que ele se inscreveu
para uma prova de vestibular que irá ocorrer em um domingo,
consequentemente tendo que faltar o trabalho no referido dia. No caso em
questão, José deverá sofrer prejuízo no seu salário pela falta? Se não, seria
suspensão ou interrupção do contrato de trabalho?
RESPOSTA: José não sofrerá prejuízo no seu salário pela falta. Isso
porque, de acordo com o art. 473, inciso VII, da CLT, o empregado poderá
deixar de comparecer ao serviço sem prejuízo do salário nos dias em que
estiver comprovadamente realizando provas de exame vestibular para
ingresso em estabelecimento de ensino superior.
A situação expressa no art. 473, inciso VII, é caso de interrupção do
contrato de trabalho.
3. Pedro é celetista e foi afastado de seu emprego por motivo de doença
pelo prazo de dez dias. Considerando o ocorrido, o caso de Pedro se
enquadra em qual instituto e suas especificidades?
a) Interrupção do contrato de trabalho, sem pagamento de salários ao
empregado, e o período será computado como tempo de serviço.
b) Interrupção do contrato de trabalho, com pagamento de salários ao
empregado, e o período será computado como tempo de serviço.
c) Suspensão do contrato de trabalho, com pagamento de salários ao
empregado, e cômputo do período como tempo de serviço.
d) Suspensão do contrato de trabalho, sem pagamento de salários ao
empregado, e o período será computado como tempo de serviço.
e) Interrupção do contrato de trabalho, com pagamento de salários ao
empregado, e sem cômputo do período como tempo de serviço.
4. Suponha-se que Joana tenha acabado de se tornar mãe e vá gozar da sua
licença maternidade pelo período de seis meses. Nesse caso, durante esse
período, o empregador de Joana ficará isento do depósito correspondente a
8% da remuneração paga ou devida, no mês anterior, na conta vinculada do
fundo de garantia por tempo de serviço (FGTS).
a) CERTO
b) ERRADO
5. Se um empregado que goze de benefício previdenciário em razão de
acidente do trabalho, ao cessar o benefício não retorne ao emprego nem
apresente qualquer justificativa para tal ato, então, após 30 dias, se o
empregado não retornar às suas funções, poderá ser demitido por justa
causa, em razão do abandono de emprego?
RESPOSTA: Sim. De acordo com a Súmula 32 do TST, é caso de
presunção de abandono de emprego se o trabalhador não retornar ao
serviço no prazo de 30 (trinta) dias após a cessação do benefício
previdenciário nem justificar o motivo de não o fazer. Assim sendo, se após
30 dias do término do auxílio-doença o empregado não retornar ao trabalho
e nem justificar o motivo de não o fazer, terá sua conduta tipificada como
abandono do emprego, hipótese de justa causa.
6. De acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho, em regra, a
suspensão disciplinar do empregado por mais de trinta dias consecutivos:
a) não importa rescisão do contrato de trabalho, tendo em vista o Princípio
da Proteção.
b) importa rescisão injusta do contrato de trabalho.
c) importa rescisão de contrato de trabalho com reconhecimento imediato
de culpa recíproca entre as partes tipificada pela norma legal.
d) importa rescisão do contrato de trabalho com justa causa
e) não importa rescisão do contrato de trabalho, tendo em vista o princípio
da continuidade da relação de emprego.
7. Pedro trabalhava como motorista de uma transportadora de cargas. Ana,
sua chefe imediata, após ter constatado que a carteira de habilitação desse
empregado estava vencida havia 50 dias, alertou-o de que ele deveria
renovar o documento. Esse alerta ocorreu em quatro momentos, mas Pedro
não tomou nenhuma atitude para regularizar a situação. Em razão disso, a
empresa providenciou a demissão do empregado por justa causa. Tendo em
vista o que foi discutido em sala de aula, a atitude de Pedro satisfaz
requisito para justa causa? Se sim, em qual tipificação do art. 482 da CLT?
RESPOSTA: Sim, uma vez que a atitude de Pedro constitui desídia, ou
seja, um tipo de falta grave que, na maioria das vezes, consiste na repetição
de pequenas faltas leves, que se vão acumulando até culminar na dispensa
do empregado. Assim, desídia é motivo que autoriza a demissão por justa
causa, uma vez que tal justificativa é tipificada na alínea “e” do art. 482 da
CLT, que diz: “Art. 482 - Constituem justa causa para rescisão do contrato
de trabalho pelo empregador: e) desídia no desempenho das respectivas
funções”.
8. São verbas rescisórias devidas, em caso de rescisão do contrato de
trabalho por culpa recíproca das partes, EXCETO:
a) Metade do valor do 13º salário proporcional.
b) Indenização no percentual de 20% sobre o FGTS.
c) Metade do valor do aviso prévio.
d) Seguro-desemprego
9. Na hipótese de extinção do contrato de trabalho, por culpa recíproca de
empregado e empregador,
a) as verbas rescisórias devem ser quitadas no prazo estabelecido em
acordo coletivo de trabalho
b) as verbas rescisórias correspondem à metade do que seria devido na
hipótese de despedida sem justa causa.
c) não é devida a liberação dos depósitos do fundo de garantia do tempo
de serviço.
d) as verbas rescisórias devem ser quitadas no prazo de trinta dias
contados a partir do término do contrato.
e) empregado tem os mesmos direitos que decorreriam de um pedido de
demissão.
10. A empresa “SAZ Ltda.” rescindiu o contrato de trabalho de Patrícia
com justa causa, alegando que a mesma praticou uma falta grave
tipificadora desta espécie de rescisão contratual. A empregada, indignada,
ajuizou reclamação trabalhista requerendo o reconhecimento da dispensa
sem justa causa ou alternativamente o reconhecimento da dispensa por
culpa recíproca. O magistrado reconheceu a rescisão contratual por culpa
recíproca de ambas as partes. A empresa e Patrícia não recorreram e a
decisão transitou em julgado. Neste caso, Patrícia receberá quais verbas
trabalhistas?
RESPOSTA: Por se tratar de caso de rescisão contratual por culpa
recíproca, Patrícia receberá a multa do FGTS na proporção de 20% com a
devida liberação, além de metade do aviso prévio, das férias proporcionais
e do décimo terceiro proporcional. Além dessas verbas trabalhistas,
também tem direito a integralidade do saldo de salário, décimo terceiro
vencido e férias vencidas.