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[1] O documento discute a localização da Terra no universo e os principais corpos celestes observáveis, como o Sol, a Lua e os planetas. [2] Explica que os planetas podem ser divididos em rochosos e gasosos e descreve as distâncias e períodos de rotação e translação de cada planeta em relação ao Sol. [3] Apresenta a hipótese mais aceita sobre a formação do Sistema Solar há cerca de 5 bilhões de anos.

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Wllian M
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[1] O documento discute a localização da Terra no universo e os principais corpos celestes observáveis, como o Sol, a Lua e os planetas. [2] Explica que os planetas podem ser divididos em rochosos e gasosos e descreve as distâncias e períodos de rotação e translação de cada planeta em relação ao Sol. [3] Apresenta a hipótese mais aceita sobre a formação do Sistema Solar há cerca de 5 bilhões de anos.

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PREFEITURA DE ALEGRETE

SECRETARIA DE EDUCAÇÃO, CULTURA, ESPORTE E LAZER


EMEB SILVESTRE GONÇALVES
POLO RINCÃO DO 28

Nome: ................................................................................................................................ 9º ano do EF


Disciplina: Ciências
Professor: Willian da Silva Medeiros Data: Agosto/2021 1

O UNIVERSO E SEUS ASTROS


PARTE 1 – NOSSA LOCALIZAÇÃO NO ESPAÇO

Como observar corpos celestes no céu


Quando olhamos para o céu iluminado pelo Sol durante o dia, podemos observar nuvens, pássaros, aviões e às vezes
enxergamos até a Lua. E à noite?
Você já observou o céu em uma noite sem nuvens? O
que você viu?
Olhando para o céu vemos aquilo que está na
atmosfera terrestre, que é a camada de ar que envolve o
nosso planeta. Mas também enxergamos astros que estão
no espaço sideral, ou seja, fora do planeta Terra. E ainda
existem vários astros que só conseguimos observar com
nossos olhos utilizando equipamentos como lunetas e
telescópios. Às vezes precisamos desses equipamentos
porque os astros estão muito distantes de nós, em outros
momentos é porque eles possuem pouco brilho ou são
muito pequenos, mesmo estando próximos.
No nosso planeta existem lugares especialmente
construídos para observar os astros. Esses lugares
chamam-se observatórios. Neles há diversos tipos de
telescópios usados para observar astros que estão a
grandes distâncias do nosso planeta.
Atualmente os principais telescópios encontram-se fora
do planeta Terra, como o telescópio Hubble. São esses
telescópios que conseguem obter as imagens mais distantes
que temos do espaço sideral.
Os telescópios registram as imagens dos astros de modo
semelhante à uma máquina fotográfica. Você já tentou
fotografar a Lua ou alguma estrela brilhante? Às vezes as
pessoas ficam maravilhadas com a imagem da Lua cheia ou
com as estrelas do céu e tiram fotografias, mas nem sempre
elas ficam boas. Quais seriam os motivos? 2

Os astros principais
Qual é o astro mais visível no céu?
Atém de ser o mais visível, ele é o mais importante, pois dele recebemos
luz e calor, fundamentais para enxergarmos e para o crescimento das
plantas, que são a base da alimentação de maior parte dos demais seres
vivos. Este astro é o Sol.
É graças ao movimento de rotação e de translação do nosso planeta que
existe o dia e a noite; peta inclinação do seu eixo, temos as estações do ano,
mas nada disso aconteceria sem o Sol.
O Sol é uma estrela, e por isso possui luz própria. A sua gravidade é tão
grande que atrai a Terra e vários outros astros, mantendo-os em órbita em
torno de si. É por esse motivo que o conjunto desses astros é chamado de
Sistema Solar, o sistema da estrela Sol.
A Lua certamente é o segundo astro mais fácil de observar no céu. Nas
fases crescente e decrescente ela até pode ser vista durante parte do dia,
enquanto na fase cheia ela é facilmente vista à noite.

Os planetas vistos da Terra


A humanidade vem observando o céu há milhares de anos. Com o passar do tempo, sociedades antigas viram que
os astros se comportam de modo diferente, com movimentos distintos.
Com essas informações, passaram a diferenciar os planetas das estrelas, porque eles realizam movimentos
diferentes no céu. É por isso que a palavra planeta significa “errante” - característica daquele que erra, que vagueia.
Olhando o céu é possível localizar cinco planetas: Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno. Entretanto, os horários e
épocas para observá-los variam.
Você já viu fotografias desses astros?
É importante deixar claro que a olho nu, sem lunetas ou telescópios, não conseguimos enxergar os detalhes
mostrados nas fotografias. Acabamos vendo pontos brilhantes semelhantes às estrelas.
Retome a fotografia do céu noturno vista anteriormente, nela há dois planetas. Júpiter é o maior ponto logo acima
da Lua. Vênus é o maior ponto à direita, um pouco inclinado para baixo. Ou seja, vistos da superfície do nosso planeta,
os demais planetas são pontos brilhantes no céu, semelhantes às estrelas.
Graças à observação dos planetas no céu a humanidade pode inferir a distância deles em relação à Terra e ao Sol,
os seus movimentos e outras características.
Mercúrio é o planeta mais próximo do Sol, e por esse motivo é difícil de observá-lo no céu. Ele pode ser visto durante
o nascer e o pôr do Sol, mas só em épocas específicas do ano. 3
Mesmo assim, o excesso de luz solar dificulta sua observação.
Vênus é o segundo planeta e, por isso, também é visto sempre
próximo ao Sol, mas a uma distância em que não fica ofuscado como
Mercúrio. O segundo planeta também é conhecido como Estrela-
d’alva, porque é um ponto brilhante visível no alvorecer, ou seja. no
nascer do Sol. Também é conhecido como estrela Vésper, por sua
presença no entardecer. Depois do Sol e da Lua, Vênus é o ponto
mais brilhante no céu.
A Terra, planeta no qual vivemos, é o terceiro mais próximo do
Sol, sendo seguido por Marte. Júpiter. Saturno. Urano e Netuno.
Júpiter é mais brilhante que Marte no céu noturno, ficando logo
atrás de Vênus em luminosidade. Isso ocorre porque, apesar de
Marte estar muito mais próximo da Terra 18 vezes mais próximo).
Júpiter é cerca de 20 vezes maior do que Marte. Imagine que, se uma
pessoa tem 1,5 m de altura, 20 vezes maior seria uma altura de 30
m, o que equivale a um prédio de 10 andares. Em outras palavras,
considerando que uma pessoa de 1,5 m é Marte. o prédio seria
Júpiter.

Os planetas na Sistema Solar


Você acha que são grandes as distâncias entre os planetas do Sistema Solar? Você consegue estimar a distância da
Terra ao Sol?
As distâncias no Sistema Solar são tão grandes que os cientistas criaram uma nova forma de expressá-las para
facilitar a compreensão. Foi criada a Unidade Astronômica, cuja sigla é ua.
Uma Unidade Astronômica [1 ua] é a distância entre o Sol e a Terra. Desse modo, se um planeta está mais perto do
Sol do que nós, a distância dele é menor do que 1 ua.
Já para o planeta que estiver mais longe do que a Terra, essa distância é maior que 1 ua.
Observe na tabela abaixo as distâncias dos planetas ao Sol.

Perceba que na tabela acima os planetas foram colocados em ordem: do mais próximo do Sol ao mais distante.
Os planetas são divididos em dois tipos: os rochosos e os gasosos. Os quatro primeiros planetas mais próximos do
Sol - Mercúrio, Vênus. Terra e Marte - são rochosos. Já os quatro mais distantes - Júpiter, Saturno. Urano e Netuno - são
gasosos. Pesquisadores acreditam que Urano e Netuno possam ter um pequeno núcleo rochoso gelado.
Nos planetas rochosos predomina a matéria no estado sólido, possuindo em sua superfície rochas e em seu interior
metais pesados. Já nos gasosos há muita água e outras substâncias, todas sob forma de gás, ou seja, nesses planetas
não há solo no qual poderíamos aterrizar uma espaçonave.
4

Sabemos que um material no estado gasoso ocupa mais espaço que no estado sólido, isso explica por que os planetas
gasosos são maiores que os rochosos, ou seja, possuem diâmetros maiores.

Independentemente de serem rochosos ou gasosos. todos os planetas que compõem o Sistema Solar realizam seus
movimentos de modo semelhante à Terra, isto é, executam os movimentos de rotação e translação, porém, com
durações diferentes.
Veja na tabela abaixo o período de rotação e translação de cada planeta.

Perceba que Urano e Vênus têm rotações com sinal negativo. O que será que isso significa?
Colocar o sinal negativo é uma forma de explicar que esses dois planetas giram em sentido oposto ao da Terra. Se
no nosso planeta o Sol nasce no Leste e se põe no Oeste por causa da rotação, em Vênus acontece o contrário, o Sol
nasce no Oeste e se põe no Leste.
O modo e a velocidade com a qual cada planeta gira em torno de si mesmo varia bastante. Já a translação. ou seja,
o movimento que os planetas fazem em torno do Sol, segue um padrão: demoram mais tempo para dar uma volta
completa quanto mais distante estão do Sol.

O surgimento do Sistema Solar


A formação do Sistema Solar explica por que os planetas são divididos entre rochosos e gasosos, assim como explica
os seus movimentos de translação em torno do Sol. Estima -se que o processo de formação do Sistema Solar iniciou -se
há aproximadamente cinco bilhões de anos.
Veja a hipótese mais aceita de como o Sistema Solar foi formado na imagem a seguir.
5

OS ASTROS MENORES DO SISTEMA SOLAR


Satélites
Além dos planetas, da Lua e do Sol, outros astros que
compõem o Sistema Solar também podem ser observados
a olho nu durante o céu noturno.
A Lua é o único satélite natural que podemos observar
sem o auxílio de lunetas e telescópios. Os satélites naturais
são astros menores que giram em torno dos planetas
graças à força gravitacional.
Da mesma forma que a Terra gira em torno do Sol, a Lua
gira em torno da Terra.
Entre os planetas do Sistema Solar, apenas Mercúrio e
Vênus não possuem satélites naturais.
Além da Lua. é possível observar diretamente os
satélites artificiais e até a Estação Espacial Internacional (ISS), que também está próxima da Terra.

Cometas
Além dos planetas. outros astros observáveis orbitam o
Sol, entre eles os cometas. Conhecidos por terem cauda,
eles são astros formados por rocha, gelo e poeira e têm
dimensões variadas. Seus percursos em torno do Sol são
muito diferentes dos realizados pelos planetas, como é
possível ver na imagem.
O Cometa Halley, por exemplo, passa próximo à Terra a
cada 75 anos. Sua última aparição foi no ano de 1986. Com
que idade você estará quando o cometa voltar a se
aproximar da Terra?
Planetas-anões e asteroides
Além dos cometas, nosso Sistema Solar está repleto de outros astros menores que os planetas orbitando o Sol.
Existem os asteroides e os planetas-anões.
Os asteroides são rochas irregulares menores que os planetas-anões. A maioria dos asteroides orbita em uma região
entre Marte e Júpiter, conhecida como o Cinturão de Asteroides, mas há muitos outros circulando pelo Sistema Solar
em órbitas semelhantes às dos cometas.
No Cinturão de Asteroides existe um planeta-anão chamado Ceres. Mas por que ele é um planeta-anão? É que, para
ser considerado um planeta, é necessário ser esférico e ser o astro com maior massa da sua órbita. Em outras palavras,
para Ceres ser classificado como um planeta, ele deveria ter mais massa que todos os asteroides juntos! É por esse 6
mesmo motivo que Plutão tornou -se um planeta-anão.

Corno os planetas-anões e os asteroides do cinturão são pequenos, não conseguimos observá-los da Terra. Por outro
lado, os asteroides que estão fora do cinturão podem se aproximar do nosso planeta e ser vistos.
Existe ainda o risco de o asteroide colidir com a Terra . Por isso existe um monitoramento constante de asteroides
que se aproximam do nosso planeta e, em alguns casos, sondas espaciais são enviadas para monitorar o astro de perto.
Quando eles passam próximo ao planeta, podem ser vistos a olho nu.
Foi o caso do asteroide Vesta, um dos maiores asteroides do Sistema Solar, com 525 km de diâmetro. Ele se
aproximou da Terra em 2018.

Diferenciando meteoroides, meteoros e meteoritos


Astros ainda menores que os asteroides são chamados de meteoroides. São fragmentos de rochas ou de metais
(ferro ou níquel) que se formam de cometas e asteroides. Você já ouviu falar em estrela cadente ou em chuva de
meteoros?
Por serem pequenos, os meteoroides não trazem muita preocupação quando vêm em direção ao nosso planeta,
porque geralmente são desintegrados completamente quando atingem a atmosfera, sendo observados como estrelas
cadentes. Nesse caso, são chamados de meteoros.
Quando algum meteoroide consegue chegar à superfície da Terra, ele é chamado de meteorito.
É o caso do Bendegó, maior meteorito encontrando em solo brasileiro e que faz parte do acervo do Museu Nacional
(RJ). Apesar do incêndio do museu, ocorrido em 2 de setembro de 2018, o Bendegó não sofreu danos por ser composto
principalmente de ferro e níquel.
Observando além do Sistema Solar
Agora, será que é possível observar a olho nu algo além do Sistema Solar? Oque você acha? Como vimos, o Sol é a
nossa estrela, mas ele é igual às demais estrelas que vemos no céu? Qual a diferença?
Ao observar o céu à noite, muitas vezes chamamos genericamente os pontos brilhantes de estrelas, mesmo podendo
ser planetas, cometas e outros tipos de astros. Mas o céu realmente está repleto de estrelas!
Enquanto os planetas, satélites naturais e outros astros do Sistema Solar não têm luz própria, todas as estrelas
emitem luz. Mas por que o Sol e as demais estrelas parecem tão diferentes?
O motivo está na distância. O Sol é a estrela mais próxima de nós, distante cerca de 150 milhões de quilômetros. 7
Isso equivale a 150 bilhões de metros!
Imagine que, para dar uma volta completa ao redor da Terra, andaríamos aproximadamente 40 mil quilômetros.
Assim, a distância da Terra ao Sol equivale a praticamente 4 mil voltas em torno do planeta!
Quando as distâncias ficam muito grandes, podemos usar o conceito de ordem de grandeza para compreendermos
melhor esses números. Por exemplo, o quarteirão onde você mora deve ter por volta de 100 metros de comprimento.
Já o nosso país tem o comprimento aproximado de 4 milhões de metros, ou seja, 4 000 000 m.
Como a medida do quarteirão possui três algarismos, sua ordem de grandeza é 102. Por outro lado,
o comprimento do Brasil possui a ordem de grandeza de 106, porque a medida possui sete algarismos. Usar a ordem
de grandeza é uma forma de simplificar ou arredondar os números para facilitar a comparação.

As galáxias
Todas as estrelas que enxergamos no céu noturno fazem parte da nossa galáxia: a Via Láctea. As galáxias são
formadas por nuvens de gás e poeira, um grande número de estrelas, planetas, cometas, asteroides e diversos outros
corpos celestes unidos pela ação da força gravitacional. São esses materiais que fazem a Via Láctea ter um aspecto
leitoso, o que deu origem ao seu nome.
Como nós estamos na Via Láctea, só conseguimos observar partes dela a partir do nosso planeta. Podemos comparar
a visão de quando estamos dentro de um quarto, onde não é possível vê-lo inteiro olhando apenas em uma direção.
Observe a imagem da Via Láctea vista do nosso planeta e a representação da galáxia como se estivesse sendo vista
do espaço sideral. A nossa galáxia possui cerca de 1021 m de diâmetro.
A nossa galáxia possui o formato de um disco. com pequena espessura. É esta espessura que podemos enxergar no
céu à noite. Se fosse vista de cima, a Via Láctea pareceria uma espiral, formada pelos seus braços. Ela gira em torno de
si mesma.

Em dias escuros e sem nuvens é possível enxergar a olho nu parte da Via Láctea no céu à noite, além de duas outras
galáxias: a pequena e a grande Nuvem de Magalhães.
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As demais galáxias do Universo só podem ser vistas com o auxílio


de telescópios. Ao lado é possível ver a imagem mais profunda já
tirada do nosso Universo, feita pelo telescópio Hubble. Neta, é
possível ver diversas galáxias e seus diferentes formatos: espiral,
elíptica e irregular.
O Sistema Solar e as galáxias são agrupamentos de astros. No
caso das galáxias, estas são agrupamentos de estrelas, sistemas
planetários, gás e poeira.
Habitamos um planeta que gira em torno de uma estrela dentre
várias estrelas que formam uma única galáxia, e existem muitas
galáxias no Universo.
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