Compreendemos que é possível verificar durante o levantamento do estado
de arte do tema ´´Como Impacta os Modelos de Gestão nas Médias e Pequenas
Empresas em Angola`` que o assunto é de grande relevância e importância tanto social,
quanto educacional dentro da sua proposta. “Segundo Drucker (1981:225) “o maior
problema das pequenas e médias empresas é que geralmente são pequenas demais
para manter as gestões que precisam”. Esta visão de Drucker espelha a realidade da
gestão das Medias e Pequenas Empresa angolanas, sendo este um dos motivos
apontados para o fraco desenvolvimento do tecido empresarial do nosso país. Torna-se
assim necessário mudar algo na gestão destas empresas, procurando aproveitar os
factores impulsionadores da sua estrutura em detrimento dos seus condicionantes.
Um dos factores impulsionadores da estrutura das Medias e Pequenas
Empresas, com maior impacto na sua gestão, é o facto de permitir uma maior
proximidade e envolvimento por parte dos seus colaboradores, o que possibilita um
contacto mais directo e personalizado, assim como uma gestão mais participativa.
Procedeu-se à revisão de literatura para suportar o enquadramento estratégico e a
composição do modelo. Por onde tencionamos propor um modelo de gestão para uma
MPE angolana, assente em três componentes:
- Uma componente de análise estratégica, que tem por base uma reflexão sobre o
meio envolvente da empresa e a sua organização interna, culminando com a
elaboração de um mapa estratégico no qual são definidas as principais linhas de
orientação estratégicas, objectivos e iniciativas que vão guiar a empresa;
- Uma componente de monitorização e gestão da performance assente na
organização da empresa em torno das suas actividades e processos e, na análise da
performance da empresa por segmentos e de uma forma multidimensional,
focalizando a sua atenção nas dimensões do negócio, mercado, processos internos
e pessoas;
- Uma componente de avaliação de desempenho, composta pela integração das
duas componentes anteriores e, que irá dar origem ao sistema de bonificações a
implementar como forma de alinhamento dos interesses colaboradores com os
objectivos da empresa.
Concluir-se que, este modelo gestão permitirá uma maior motivação, alinhamento e
focalização de todos os colaboradores face às linhas de orientação estratégicas e
objectivos definidos. Por parte da direcção da empresa, existe uma noção clara daquilo
que a empresa necessita efectivamente de fazer e controlar para criar verdadeiramente
valor no dia-a-dia, garantindo assim a sua competitividade e sustentabilidade futura.
Temos assistido ao longo dos últimos anos, a alterações nos
comportamentos dos intervenientes no mercado: os consumidores estão cada vez mais
informados e exigentes, estando conscientes e atentos às suas opções de escolha,
existindo cada vez mais pequenas empresas a procurarem satisfazer as necessidades dos
clientes de forma única no sentido de garantirem a sua permanência no mercado. O foco
das empresas deixou de ser o produto e passou a ser o mercado, tornando-se o cliente o
centro das atenções.
Neste contexto de forte competitividade, torna-se fundamental que todas as
organizações, independentemente da sua dimensão, procurem adoptar a prática de
modelos de gestão proactivos e dinâmicos, assentes em (1) linhas de orientação
estratégicas que indiquem o caminho que a empresa deve seguir através da definição
clara de objectivos, (2) em processos de monitorização e gestão da performance que
forneçam informação verdadeiramente relevante para o processo de tomada de decisão
do dia-a-dia de cada gestor e, (3) em sistemas de avaliação de desempenho e de
bonificações, que consigam alinhar os interesses pessoais dos colaboradores com os
objectivos globais das empresas, tornando-as mais focalizadas na criação de valor e
preparadas para enfrentar os desafios futuros.
Um estudo efectuado recentemente pelo Instituto Nacional de Estatística
(INE) às empresas angolanas referente ao ano de 2008, concluiu que, o tecido
empresarial português é maioritariamente constituído por Médias e Pequenas Empresas.
Muitas destas empresas são familiares, e, os seus líderes, na larga maioria dos casos,
apresentam carências no que concerne à formação nas áreas da gestão. Este facto ajuda
a explicar a diminuta utilização das principais ferramentas de gestão disponíveis, o que
pode explicar em parte a performance deficitária e os baixos índices de produtividade
atribuídos a muitas empresas angolanas.
Perante esta realidade, o presente estudo pretende apresentar um Modelo de
Gestão adaptado à realidade de uma Medias Pequenas Empresas angolana do sector dos
serviços, deixando em aberto a possibilidade da sua aplicação para a generalidade das
Médias Pequenas Empresas angolanas. Partindo da concepção do referido modelo,
pretende-se identificar alguns instrumentos de gestão que possam ajudar na tomada de
decisão e na criação de valor para as Medias e Pequenas Empresas.
Assim, e conforme foi referido, tendo por base a análise da realidade de uma
Medias e Pequenas Empresas do sector dos serviços, procurou perceber-se o seu
funcionamento e organização em termos de gestão, bem como as reais necessidades do
seu corpo directivo. Assim, e tendo em vista a melhoria das práticas de gestão,
procuraremos criar condições para que esta se torne mais organizada, competitiva e
preparada para enfrentar os desafios futuros.
Situação Problemática: Como impacta os modelos de gestão nas médias e pequenas
empresas.
Hipótese: Se determine os factores que impactam os modelos de gestão nas médias e
pequenas empresas, poderá contribuir a sua permanência no mercado.
Objectivo Geral: Identificar os factores que impactam no modelo de gestão das médias
e pequenas empresas.
Objetivos Específicos: Analisar o modelo de gestão das médias e pequenas empresas;
- diagnosticar os factores que impactam nos modelos de gestão das médias e pequenas
empresas;
- Propor um modelo de gestão nas médias e pequenas empresas.
Metodologia
Para atingirmos os objectivos ora preconizados neste tema, utilizaremos a
pesquisa bibliográfica exploratória que nos permitirá, investigar na literatura, Livros,
Artigos e revistas cientificas que abordam o tema em questão a fim de embasar o
raciocínio logico. Utilizaremos ainda o método de recolha e análise de dados através de
entrevistas, preenchimento de questionário, fichas de avaliação individual e o portefólio
a fim de verificar confiabilidade dos dados obtidos. Por fim utilizaremos o método
demostrativo, a fim de apresentar os resultados da pesquisa.
Estrutura do trabalho
Índice
Agradecimentos
Sumário
Abstract
Índice geral
Índice de quadros
Índice de figuras
Lista de abreviaturas
I CAPITULO – ANALISE DOS MODELOS DE GESTÃO NAS MÉDIAS E
PEQUENAS EMPRESAS.
1.1 A Pequena empresa e o empreendorismo
1.2 O conceito de estratégia e a importância da sua interligação com as actividades
operacionais
1.3 A necessidade de monitorização e gestão da performance
2. A performance gestor como factor de equilíbrio da empresa no mercado
II CAPITULO – DEAGNOSTICAR OS FACTORES QUE IMPACTAM NO
MODELO D GESTÃO DAS MÉDIAS E PEQUENAS EMPRESAS.
3. Apresentação do Modelo de Gestão para Micro e Pequenas Empresas
3.1 Contextualização da palavra Modelo
3.2 Composição do Modelo
3.2.1 Análise estratégica
3.2.1.1 Análise do meio envolvente
3.2.1.2 Análise interna da empresa
3.2.1.3 Visão, missão e valores
3.2.1.4 Análise SWOT
3.2.1.5 Mapa estratégico
3.2.2 Monitorização e gestão da performance
3.2.2.1 Dimensão do negócio
3.2.2.2 Dimensão do mercado
3.2.2.3 Dimensão dos processos internos
3.2.2.4 Dimensão das pessoas
3.2.3 Sistema integrado de avaliação de desempenho e de cálculo dos prémios e
incentivos
III CAPITULO – O MODELO DE GESTÃO NUMA MICRO EMPRESA
4. Implementação do Modelo de Gestão aplicado a uma Micro Empresa
4.1 Apresentação da empresa
4.2 Análise estratégica
4.3 Monitorização e gestão da performance
4.4 Sistema integrado de avaliação de desempenho e de cálculo dos prémios e
incentivos
5. Conclusões
6. Bibliografia
Anexos
Bibliografia
DRUKER, P.F. (1989), “Inovação e Gestão”, 3º Edição, Editorial Presença,
Lisboa.
JORDAN, H., NEVES, J.C. e RODRIGUES, J.A. (2008), O Controlo de Gestão ao
Serviço da Estratégia e dos Gestores. 8ª Edição, Lisboa: Áreas Editora.
SIMÕES, A. M. (2001), Metodologia de Investigação Cientifica. Mestrado em Ciências
de Gestão.