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Exame Necroscópico: Processo e Procedimentos

O documento descreve o processo de exame necroscópico realizado em cadáveres. O exame envolve a abertura das três principais cavidades do corpo - crânio, tórax e abdome - para análise dos órgãos e determinação das causas da morte. Os procedimentos incluem pesagem do corpo, coleta de amostras, exame externo e interno dos órgãos para identificar possíveis lesões ou doenças que causaram o óbito.
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Exame Necroscópico: Processo e Procedimentos

O documento descreve o processo de exame necroscópico realizado em cadáveres. O exame envolve a abertura das três principais cavidades do corpo - crânio, tórax e abdome - para análise dos órgãos e determinação das causas da morte. Os procedimentos incluem pesagem do corpo, coleta de amostras, exame externo e interno dos órgãos para identificar possíveis lesões ou doenças que causaram o óbito.
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EXAME NO CADÁVER

Conceito
O corpo só é encaminhado
para exame
necroscópico (erroneamente
conhecido como autópsia)
quando é vítima de morte
violenta. Por isso, é submetido a
uma série de exames visando
determinar, com a máxima
exatidão, as circunstâncias em
que se deu a morte.
Exame Necroscópico

PELA ABERTURA DE TRÊS CAVIDADES DO CORPO: CRÂNIO, TÓRAX E ABDOME .


Um médico-legista analisa os órgãos de cada região para descobrir as circunstâncias e as causas
da morte. Três situações exigem esse tipo de exame: morte violenta ou suspeita, quando o corpo é
levado para o Instituto Médico Legal (IML); morte natural em que faltou assistência médica ou por
doença sem explicação, que fica a cargo do Serviço de Verificação de Óbitos (SVO); ou quando a
doença é rara e precisa ser estudada, mais comum em hospitais acadêmicos.

Apesar de o processo ser conhecido popularmente como autópsia, o termo correto é necropsia –
uma vez que “auto” indica que você faria o exame em si mesmo. Para ser médico legista, é preciso
formar-se em medicina e prestar concurso público.
Ah, e vale lembrar: o IML não mexe só com mortos.
Em Santa Catarina, boa parte dos atendimentos é feita com
gente viva, como vítimas de agressões, acidentes de
trânsito e de trabalho.
Corte a Corte
Os procedimentos e o trabalho dos legistas em uma vítima de morte violenta

• Após o reconhecimento da família, o corpo é identificado com um número. Ex: número de ocorrência
ou número de caso. Projéteis são enviados para o Instituto de Criminalística, do IGP, que faz perícias
em locais e objetos. O cadáver é pesado, batido fotos com a roupa que veio e após a retirada das
roupas, lavado com água e sabão, coletado sangue e urina, coletado digitais e em casos de homicídio e
vítima sem identificação, é coletado FTA.

• Na sala de necropsia, o exame começa com a análise externa do corpo. Médico e auxiliar procuram
furos de projéteis, lesões e até sinais que identificam o morto, como uma tatuagem ou uma cicatriz.
Todos os detalhes são anotados e farão parte de um documento emitido pelo IML.
“O próximo passo é o exame interno, pela abertura das
cavidades do cadáver e pelo exame minucioso de suas
vísceras”, conta Roberto Souza Camargo, diretor do IML de São
Paulo. Com uma incisão, que vai do pescoço ao púbis e que
pode ter formato de Y, de T ou de I, o legista tem acesso à caixa
torácica e ao abdome.
EXEMPLO DE LESÃO POR ARMA BRANCA NO
CORAÇÃO
TAMBÉM CHAMADA DE ÁREA DE
LESÃO POR ARMA BRANCA ZIEDLER
Depois dos órgãos do tórax, o médico
corta o couro cabeludo de uma orelha a
outra para remover o cérebro. A tampa
do crânio é retirada com uma serra
elétrica, mas o cérebro só pode ser
arrancado se todos os nervos que o
conectam ao corpo são cortados –
entre eles, os nervos ópticos, ligados
aos olhos.
Ao final da análise, os órgãos são reinseridos e o
corpo é fechado. Os pequenos pedaços utilizados
em exames são incinerados. O legista usa uma
costura contínua, que tem um ponto inicial e segue
do começo ao fim dos cortes. Cabelos e roupas
escondem as suturas durante o enterro.

• O processo inteiro, da chegada à liberação do


corpo, dura de quatro a oito horas. A necropsia leva
entre duas e três horas. Ao fim do exame, o IML
emite uma Declaração de Óbito, com a identificação
e o motivo da morte. Com esse documento, a família
consegue retirar a Certidão de Óbito em um
cartório.
Indícios de Morte
Como identificar as causas do óbito pela aparência de um
órgão

Pus no pulmão indica pneumonia.


A doença pode ter sido causada
pelo entubamento em um paciente
que ficou internado por muito
tempo.
Pulmões inchados, cheios de pintas vermelhas e face
arroxeada indicam asfixia.
No caso de afogamento, eles também ficam cheios de água.

Pulmão com pintas, sinal de Pulmão de um afogado, inchado de


asfixia. Podem não ser tão água.
evidentes.
Massa encefálica espalhada é um sinal de fratura no crânio,
que pode ser resultado de algum tipo de golpe na cabeça,
como uma machadada ou queda brusca de um local alto.
Órgãos pálidos representam grande perda de sangue devido a uma
hemorragia.
Pode ser a consequência de um ferimento por arma de fogo no coração,
por exemplo.
Os corpos a serem submetidos a exame necroscópico deverão ser encaminhados pelo médico assistente do local onde estão ou pela
autoridade policial depois de feito o BO – Boletim de Ocorrência.
Na chegada do corpo será solicitado a familiares a requisição policial de necropsia (guia de perícia em pessoa-guia cadavérica). A pessoa
que trouxe a documentação, alguns documentos, onde constará se, a vítima, porta ou não objeto de valor. O auxiliar preencherá os dados da
ficha (nome, idade, sexo, horário de entrada, data etc.).

1 – O auxiliar se paramentará com: avental plástico descartável, avental de pano, calça, bota de plástico, gorro, máscara e luva de borracha.
Em caso de morte por doenças infecto contagiosas, deverá seguir procedimento específico de proteção biológica para cada caso, sendo
que poderá até ser necessário o uso de macacão encapsulado.
2 – O corpo colocado em maca será pesado, medido e obtido a temperatura corporal e ambiente. Se algum objeto de valor for encontrado no
corpo, ele deverá ser devolvido com um recibo que será assinado pela pessoa que retirar o objeto (agente funerário ou familiar).
3 – O corpo é transportado para a sala de necrópsia e colocado na mesa. Aos pés ou onde fica melhor, é colocado uma bancada (no lado em
que o médico trabalha) para a realização dos cortes dos órgãos e obtenção das amostras para exames.
4 – No parapeito da mesa é colocado um frasco (identificado com o número da necrópsia) com formol a 10% para coleta de fragmentos e os
potes de plástico (com o número da necrópsia) para a colocação dos fragmentos que irão para o laboratório de histopatologia.
5 – O material cirúrgico utilizado pelo médico e pelo auxiliar constam de: pinça dente de rato, tesoura cirúrgica, facas, bisturi, costótomo,
agulha para sutura, fios. Cada auxiliar tem uma caixa com estes instrumentos. As facas são afiadas, pelo auxiliar, em pedra de afiar, esmeril e
chaira.
6 – O corpo é molhado para o sangue não secar e grudar e procede-se a abertura das cavidades toraco-abdominal e craniana. Os órgãos são
retirados e pesados em balança eletrônica. Todos os pesos são marcados na lousa (encéfalo, coração, pulmão direito, pulmão esquerdo,
fígado, baço, rim direito, rim esquerdo, timo, peso, altura). Durante todo o tempo da necrópsia o corpo é lavado com água corrente nos
lugares onde haja escoamento de sangue
7 – Os órgãos são expostos para visualização do médico plantonista para diagnóstico e realização dos cortes histológicos.
8 – Após examinados os órgãos são recolocados no corpo e feita a sutura do corte com cordão mercerizado.
9 – Em seguida o corpo é lavado, fechado no saco de cadáver identificado e colocado na maca e levado para câmara frigorífica
(a conservadora). As roupas são colocadas junto ao cadáver. Se não forem levadas pela funerária, são colocadas em saco
plástico branco e colocadas no lixo hospitalar.
10 – A mesa todos o instrumental será lavados conforme recomendação da ANVISA para os casos de necrópsia.
11 – O material cirúrgico será secado e após guardado nas caixas.
12 – O piso será lavado após o termino de cada autópsia.
13 – As luvas usadas pelo médico e pelo auxiliar de necrópsia são lavadas com sabão e água sanitária para reaproveitamento.
Depois de 4 necropsias são desprezadas em lixo hospitalar (em necropsias de doenças contagiosas são sempre desprezadas).
14 – O avental de pano e a calça são colocados em lixo hospitalar, pois na grande maioria, são descartáveis.
15 – Os potes com material para análise serão colocados em vidro com formol a 10% identificado com o numero da necropsia e
o nome do médico.
16 – A sala de necropsias deverá ser limpa, pelo auxiliar de necrópsia e o lixo colocado em saco plástico e encaminhado ao lixo
hospitalar seguindo as normas da vigilância sanitária.
17 – Os pesos anotados na lousa, são transferidos para o livro de pesos da sala de necropsias.
18 – A funerária é avisada para buscar o corpo.
19 – A retirada do corpo pela funerária é feita juntamente com a Declaração de óbito. Se o corpo não for entregue imediatamente
após o exame será colocado na câmara frigorífica.
20 – A Declaração de óbito após preenchimento pelo médico, serão encaminhadas aos seus respectivos destinatários.
Esquema de lesões

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