Capitulo 18
Capitulo 18
Forma Minueto/Trio
Estilo minueto
A maioria dos tipos de dança apresentam uma coleção de traços estilísticos que
podem ser facilmente identificados por um ouvinte. O estilo minueto caracteriza-se por
um metro triplo (geralmente notado 3/4), tempo moderado, preponderância de valores
rítmicos de semínima e colcheia (com uma pitada de mínimas e semicolcheias), e uma
textura relativamente simples, homofônica (embora passagens imitativas surjam de vez em
quando).
Ao contrário do minueto barroco, cujas frases quase sempre começam diretamente
no tempo forte do compasso, o minueto clássico frequentemente apresenta uma anacruse
de semínima para ajudar a “lançar” a dança.
Noções Básicas
Forma Minueto/Trio
Confrontando termos
Minueto, forma minueto. O uso de dois minuetos em um movimento cria um
problema espinhoso de terminologia, pois o minueto pode ser usado em pelo menos três
maneiras:
1. Como termo genérico aplicável a qualquer dos dois minuetos do movimento
(“todos os minuetos são em compasso ternário”)
2. Como um termo mais específico para o primeiro minueto (“o minueto é maior,
o trio, em menor”)
3. Como termo para o movimento como um todo (“esta serenata contém dois
movimentos de minuetos”)
Na maioria das situações, o contexto da discussão deixa claro como a palavra está
sendo usada, mas às vezes é útil falar do minueto propriamente dito quando se refere ao
primeiro minueto, ao contrário do trio.
O problema da terminologia torna-se um pouco mais agudo no que diz respeito à
forma, porque a “forma de minueto” poderia ser usada para se referir à dos minuetos
individuais (minueto próprio e trio) ou à de todo o movimento. Neste livro, o termo forma
minueto é restringe ao primeiro, e a expressão forma minueto/trio é usado para o último.
Analisando a Forma Clássica 3
Forma Minueto
A maioria dos minuetos individuais em forma minueto/trio são construídos de
uma forma que se assemelha fortemente ao tema do tipo pequeno ternário. (Um pequeno
número, cerca de 10%, assemelha-se ao pequeno binário). Ao analisar a forma do minueto,
podemos continuar a usar os rótulos funcionais do pequeno ternário (exposição, A,
contrastante, B, e recapitulação A’) junto com suas funções de frase constituintes
(apresentação, antecedente, continuação, cadência, posição sobre o dominante, e assim
por diante).
Como a própria forma de minueto funciona como um componente de alto nível
da forma de minueto/trio de movimento completo, queremos também identificar até que
ponto as funções temáticas de tema principal, transição, tema subordinado e expressão de
núcleo de desenvolvimento dentro minueto. De particular importância é se uma
tonalidade subordinada é ou não confirmada e, em caso afirmativo, onde e como ocorre
essa confirmação.
Dentro da exposição do minueto (seção A), a função do tema principal é expressa
por passagens que residem na tonalidade principal, e mais proeminentemente por aquelas
dadas pela confirmação cadencial na tonalidade principal. A função de transição é
representada por passagens que efetuam uma modulação para uma tonalidade
subordinada. A função do tema subordinado manifesta-se principalmente através de
passagens que confirmam a tonalidade subordinada com fecho cadencial autêntico e
também com afrouxamento de dispositivos típicos dessa função. Dada a escala
relativamente pequena da exposição do minueto em comparação com a forma sonata, o
uso da fusão funcional da forma é generalizado, especialmente o das funções de transição
e tema subordinado.
Se a exposição reside inteiramente na tonalidade principal (terminando lá com uma
CAP), então é geralmente o caso que o estabelecimento de contraste tonal (e conflito) é
transferido para o meio contrastante do minueto (seção B), e uma semelhança com as
funções de transição e tema subordinado são expressadas geralmente lá. Mas se a
exposição modular, então o meio contrastante é deixado livre para explorar outras regiões
tonais (embora raramente confirmando-os cadencialmente) e empregam, em um grau
modesto, vários dispositivos de desenvolvimento.
A recapitulação do minueto normalmente segue o mesmo curso básico que a
exposição, com ajustes tonais feitos quando necessário. Mais do que com o pequeno
ternário, a seção A’ do minueto pode se tornar altamente estendida, especialmente para
equilibrar a seção B precedente, que também tende a ser maior do que as normas de um
meio ternário contrastante.
EXAMPLE 18.1 (a) Haydn, String Quartet in G, Op. 54, No. 1, iii, 11–26; (b) 33–44
B
Transition/Subordinate Theme
a) compound basic idea continuation
b.i. c.i. mod. seq.
Allegretto
15 16
J: LK ... LK
F: KK ...
{L}
(continued)
K ...
(continued)
6 Forma Minueto/Trio
ANALYZING CLASSICAL FORM
612
Let’s Practice
EXAMPLE 18.2 Haydn, Symphony No. 101 in D (“The Clock”), iii, 1–28
Analisando a Forma Clássica 7
Vamos praticar
Let’s Practice
EXAMPLE 18.2 Haydn, Symphony No. 101 in D (“The Clock”), iii, 1–28
Exemplo 18.2: responda a estas perguntas nesta exposição do minueto (seção A):
1. Que tipo de tema simples é a base dos comp. 1-8?
2. Quando ouvimos comp. 9-10, que tipo de tema composto esperamos estar
18_WilliamECaplin_C18.indd 612 em construção? Este tema composto é realizado? Em caso afirmativo, 8/27/2013 [Link]
Mais detalhes
Exposição (A)
Tal como acontece com a exposição de um pequeno ternário, a secção A do
minueto é geralmente construída como uma forma relativamente rigorosa e convencional
(sentença, período ou híbrido) e fecha-se com uma CAP.
Às vezes, a seção A é altamente expandida e abrange mais de uma unidade temática,
cada um terminando com uma CAP. Nos casos mais extremos, a seção A é
suficientemente complexa para se assemelhar a uma exposição de forma sonata inteira.
A seção A do minueto, como a do pequeno ternário, pode permanecer
inteiramente na tonalidade principal ou modular a uma tonalidade subordinada
intimamente relacionada. Se a modulação ocorrer, é interessante observar até que ponto a
função do tema subordinado é expressa. Se a seção A não modula, fortes expectativas
serão despertadas para a seção B para trazer alguma aparência dessa função.
Seção de Encerramento
A cadência final de uma exposição de minueto é, por vezes, seguida de uma secção
de encerramento. Na maioria dos casos, seu conteúdo é inteiramente novo.
Às vezes, no entanto, a seção de encerramento consiste em ideias cadenciais
anteriores, obscurecendo assim um tanto a distinção entre funções cadenciais e pós-
cadenciais. Ocorre especialmente em um scherzo, no qual uma mudança súbita de material
para a seção de fechamento pode interromper a intensidade do impulso rítmico
predominante. (Ex. 5.9, mm 17-22, mostra esta situação.)
Exemplos
Os exemplos seguintes ilustram algumas das maneiras pelas quais a funcionalidade
temática pode ser expressa por uma seção A modulante. O primeiro exemplo aparece no
Capítulo 5.
A
Main Theme Transition/
antecedent consequent
compound basic idea continuation compound
Allegro
4 5 9
dolce
18 LK 21
Sx: KK ...
{L}
closing section
cadential codetta (¿cad.?)
18 21
K ...
PAC
(ev. cad.?) (PAC?)
K ...
EXAMPLE 18.4 Beethoven, Violin Sonata in F (“Spring”),
PAC Op. 24, iii, 1–8
(ev. cad.?) (PAC?)
EXAMPLE 18.4 Beethoven, Violin Sonata in F (“Spring”), Op. 24, iii, 1–8
Example 18.4: the first phrase is built like a simple 4-m. consequent; that is, a basic
idea is followed by a contrasting idea that ends with a PAC. That this “initiating”
phrase is interpreted here as a consequent can perhaps be more readily under-
stood if the
Example 18.4:listener
the firstimagines
phrase isits being
built likepreceded by anconsequent;
a simple 4-m. antecedent thatphrase
is, aending
basic
melodically on A, thus implying an IAC.
idea is followed by a contrasting idea that ends with a PAC. That this “initiating”
Exemplo 18.4: a primeira frase é construída como um consequente simples de 4
phrase Th
iseinterpreted
second phrase begins in m. 5, ascan the perhaps
first does,
be but it then modulates
compassos, isto é,here
uma asideia
a consequent
básica é seguida por uma more
ideia readily under- que termina com
contrastante
to uma
theifdominant
stood the
CAP. region
listener
Nesta andde
imagines
frase closes there
its“iniciação”
being with
preceded another
é aqui an PAC
byinterpretada(m. 8).
antecedent (Because
phrase
como of its
ending
consequente talvez possa
L–ser
K progression,
melodically m. 7 implying
maisonfacilmente
A, thus could qualify
an IAC.
entendida assetheo cadential
ouvinte arrival;
imaginar however, the strong por uma frase
ser precedida
rhythmic correspondence
The second
antecedente phrase
que termina between
begins the5,two
in m.
melodicamente phrases
as the makes
firstA,
em does, it diffi
but
implicando cult
it then to hear
umathat
modulates
assim CAI.
measure as the goal of the theme.)
to the dominant region and closes there with another PAC (m. 8). (Because of its
L–K progression, m. 7 could qualify as the cadential arrival; however, the strong
rhythmic correspondence between the two phrases makes it difficult to hear that
measure as the goal of the theme.)
Analisando a Forma Clássica 13
A segunda frase começa no comp. 5, como a primeira faz, mas então modula para
a região dominante e fecha lá com outra CAP (comp. 8). (Devido à sua progressão V-I, o
comp. 7 poderia qualificar-se como a chegada cadencial, no entanto, a forte
correspondência rítmica entre as duas frases faz com que seja difícil ouvir esse compasso
como o objetivo do tema).
As duas frases consideradas em conjunto se assemelham a um período
modulatório, mas esta interpretação é impressionante, já que as cadências que fecham as
frases são de igual peso (apesar de suas expressões tonais diferentes). Portanto, ao invés
de encontrar a relação funcional de frase de antecedente-consequente com estas duas frases, é
preferível identificar sua expressão temática. A primeira frase, com sua primeira cadência
autêntica, traz a função do tema principal e a segunda frase funde (de maneira altamente
comprimida) as funções de transição e de tema subordinado.
18 MINUET/TRIO FORM
(continued)
6
18_WilliamECaplin_C18.indd 618 8/27/2013 [Link]
Example 18.6: the opening of the A section resides in the home key and closes
with an early authentic cadence in m. 10. Unlike the previous examples, in which
main-theme
Exemplofunction
18.6: a is expressed
abertura dabyseção
a single phrase,na
A reside thetonalidade
music here principal
is sufficiently
e fecha com
broad to be considered a complete theme, taking the form of an expanded
uma cadência autêntica precoce no comp. 10. Ao contrário dos exemplos anteriores, nos hybrid
quais(ant.
a função
+ cont.).do tema principal é expressa por uma única frase, a música aqui é
suficientemente ampla para
A subordinate theme serthen
considerada um tema
begins directly in thecompleto, assumindo
new key, thus bypassinga any
forma de um
híbrido expandido (ant. + cont.).
sense of transition function.
Um tema subordinado então começa diretamente na nova tonalidade, assim
ignorando qualquer
EXAMPLE 18.6 senso de Piano
Mozart, função de transição.
Sonata in A, K. 331, ii, 1–18
broad to be considered a complete theme, taking the form of an expanded hybrid
(ant. + cont.).
A subordinate theme then begins directly in the new key, thus bypassing any
Analisando a Forma Clássica 15
sense of transition function.
620
Nos casos mais simples, a seção B consiste inteiramente em uma posição sobre a
dominante.
ANALYZING CLASSICAL FORM
Exemplo 18.9: como no exemplo anterior, a seção B começa por tonicizar II. Mas
aqui, Mozart estabelece Example 18.9:delike
um modelo the previous(comp.
4 compassos example, the Bque
19-22), section begins
é então by tonicizing KK.
repetido
But here, Mozart establishes a 4-m. model (mm. 19–22), which is then repeated
sequentially down a step (mm. 23–26). A subsequent move to the augmented
sixth in m. 28 prepares for the concluding HC. The overall formal organization
resembles the core of a development, although the section is relatively short, dis-
plays little sense of fragmentation, and lacks the emotional restlessness typical of
Analisando a Forma Clássica 19
18 MINUET/TRIO FORM
B
Core
Menuetto model
19 22 23
sequence
623
cresc.
G: K A: KK L ...
s: KL L {K} K
{KK}
25 26 28
cresc.
… L
A′
31 HC
A: K
B Section
SeçãoFollows
B segue a Nonmodulating
uma seção não A Section
modulante A
If the A section does not modulate, the B section can assume the role of intro-
Se a seção A não modula, a seção B pode assumir o papel de introduzir transição
ducing transition and subordinate-theme functions into the minuet. Shifting
e funções de tema subordinado no minueto. Mudar essas funções de exposição em meio
these expositional functions into the contrasting middle is not, however,
contrastante, no entanto, não é um requisito da forma. Uma série de minuetos na literatura
required of the form;
permanecem a number na
efetivamente of minuets in the
tonalidade literature
principal todoremain effectively
o tempo, emborainpossa haver uma
the home key throughout,
tonicização proeminentealthough there
da região may be a prominent
da tonalidade tonicization of
subordinada.
the subordinate-key region.
Na sequência de uma exposição não-modulante, o meio contrastante se move para
a Following
tonalidadea subordinada,
nonmodulating exposition,processos
empregando the contrasting middle
estruturais demost
fraseofttípicos
en das funções
movesde to
transição e funçõeskey
the subordinate subordinadas.
by employingEm alguns casos, a processes
phrase-structural seção B começa
typical imediatamente
of transition and subordinate-theme functions. In some cases, the B section
begins immediately in the subordinate key, thereby omitting a transition. The
section may also include both an interpolated episode and significant mod-
el-sequence technique in the manner of a core.
20 Forma Minueto/Trio
na tonalidade subordinada, omitindo assim uma transição. A seção pode também incluir
um episódio interpolado e uma significativa técnica de modelo de sequência na forma de
um núcleo.
Veja, mais uma vez, o Exemplo 18.1 para um meio contrastante que apresenta
funções de transição e de tema subordinado (fundidas juntas), juntamente com uma
retransição para a tonalidade principal.
ANALYZING CLASSICAL FORM
Recapitulation (A´)
The A´ section of minuet form recapitulates the material initially presented in
the A section. In many minuets, this section retains the basic phrase-structural
design of the exposition. Unlike a small ternary, which frequently contains a
Analisando a Forma Clássica 21
Recapitulação (A’)
Seção A’ da forma do minueto recapitula o material inicialmente apresentado na
seção A. Em muitos minuetos, esta seção mantém a estrutura de frase básica da exposição.
Ao contrário de um pequeno ternário, que frequentemente contém uma recapitulação
comprimida, a de um minueto raramente é mais curta do que a seção anterior. De fato, é
mais provável que a recapitulação do minueto seja significativamente ampliada. Além
disso, frequentemente inclui uma nova seção de fechamento, uma não encontrada na
exposição.
A expansão substancial na recapitulação é criada por afrouxamento de dispositivos
tipicamente associados a um tema subordinado. Novo material também pode aparecer em
um episódio interpolado. A cadência de engano, em particular, é um dispositivo favorito
para estender a forma. De fato, esta técnica talvez seja mais encontrada no minueto do
que em uma sonata, em que as cadências evadidas são mais comumente usadas para
estender a função cadencial.
Expansão na seção A’
A tendência para expandir a recapitulação de um minueto pode ser explicada em
vários motivos. Se a seção A é menor do que a seção B, como é frequentemente o caso,
então trazer uma seção igualmente curta A’ pode não dar à tonalidade principal espaço
suficiente para vencer a batalha de tonalidades conflitantes. E assim uma recapitulação
expandida, uma que emprega reforços cadenciais típicos de um tema subordinado, pode
ser desejável para restaurar a estabilidade tonal para a forma. A adição de uma nova seção
de fechamento (e até mesmo uma coda) também ajuda nesta luta para a predominância da
tonalidade principal.
Outra explicação, um tanto relacionada, vê a expansão da seção A’ como
fornecendo uma espécie de “recapitulação do tema subordinado” para corresponder à
expressão dessa função em uma seção B anterior. Em outras palavras, se uma exposição
não modulante representa a função do tema principal e o meio contrastante traz um tema
subordinado, então simplesmente trazendo de volta o tema principal novamente na seção
A’ deixa esse último tema sem ser recapitulado.
Uma expansão na seção A’ não literalmente recapitula o tema subordinado
anterior, pois a seção deve se modelar na exposição, não na seção B. Mas as técnicas de
estruturas de frase mais frouxas podem sugerir uma recapitulação como essa. O Exemplo
18.1b, discutido anteriormente, ilustra bem esta situação.
sentido dessa meia cadência como meta rítmica é minado pela pausa imediatamente
precedente. É como se a música tivesse secado, e assim a dominante soa mais como um
novo começo do que como um fim. (O gesto da pausa dramática é, ele próprio, uma marca
registrada desse scherzo, ver comp. 54, e no Ex. 18.3, comp. 4, 5 e 12).
Uma nova apresentação, começando com a anacruse do comp. 72, recebe uma
repetição modificada no comp. 76. Uma frase continuaçãoÞcadencial seguinte (comp.
80), que é estendido por uma série de cadências de engano. A conclusão da cadência no
comp. 86 (não mais ambígua como na exposição, Ex. 18.3, comp. 21) é reforçada por uma
seção de fechamento inteiramente nova.
Do ponto de vista da funcionalidade temática, a recapitulação é expandida de tal
forma que as funções de transição e de tema subordinado não estão mais fundidas (como
estavam na seção A), mas sim suas próprias unidades temáticas distintas (transição, comp.
51-71, tema subordinado, comp. 72-86).
From the point of view of thematic functionality, the recapitulation is
626
expanded in such a way that transition and subordinate-theme functions are no
longer fused (as they were in the A section) but rather are given their own distinct
Analisando a Forma Clássica thematic units (transition, mm. 51–71; subordinate theme, mm. 72–86).
23
A′
Transition interpolated
episode
Allegro
51 54
Gx: K L xLK
(modal shift)
60 62
decresc.
Dx: K Gx: ˚
{xLK} IAC
Subordinate Theme
presentation presentation (rep.)
70 71 72 76
cresc.
L ...
HC
continuation cadential (extended)
79 80
LK LK
dec. cad. dec. cad.
(continued)
closing section
86
627
K
PAC
Coda
As mentioned
Coda earlier, the overall minuet/trio form may close with a coda that
follows the da capo. More typically, however, the recapitulation of minuet form
Como mencionado anteriormente, a forma geral minueto/trio pode fechar com
mayuma also coda
contain
quea segue
coda. o da capo. Mais tipicamente, no entanto, a recapitulação da forma de
We havetambém
minueto alreadypode
observed
conter inuma
the preceding
coda. example that, as part of its
expansionistJátendencies,
observamos thenorecapitulation can include
exemplo anterior que, acomo
new closing
parte desection.
suas tendências de
The expansão,
sense of formal expansion can
a recapitulação podebecome
incluireven
umamore
nova pronounced if the mate- O sentido de
seção de fechamento.
expansão formal pode se tornar ainda mais pronunciado se
rial following the final cadence is organized in a manner sufficiently complex o material que segue a cadência
final estiver
to require furtherorganizado de maneira
cadential closure. We suficientemente
then can speak of complexa
a coda topara
the exigir
minuet mais fechamento
cadencial.
itself. Podemos então falar de uma coda para o próprio minueto.
Codas são mais prováveis de aparecer quando a recapitulação é modelada perto da
Codas are most likely to appear when the recapitulation is modeled
exposição. A coda então pode assumir o papel de expandir a forma, para os mesmos
closely on the exposition. The coda then can take over the role of expanding
propósitos discutidos em conexão com uma seção A’ ampliada.
the form, for Nathe same purposes
maioria das vezes,discussed
as codasinem connection
forma dewith an enlarged
minuetos exibem as mesmas
A´ section.
características e funções básicas descritas para a forma sonata no Capítulo 15. Mas, ao
For the most
contrário part, codas
da sonata, na qualinaminuet
coda estáform display the same
completamente basic da
separada features
recapitulação, a coda
and emfunctions
minuetoas those described
está mais for sonata
intimamente formainesta
ligada Chapter [Link]
última, But unlike
vez quetheestá incluída na
sonata, in which the coda is entirely separate from the recapitulation, the coda
repetição das seções B e A’ juntas (isto é, a coda precede os sinais de barra dupla e
repetição).
in minuet form is more intimately linked to the latter, since it is included in
the repetition of the B and A´ sections together (that is, the coda precedes the
double-bar and repeat signs).
Exemplo 18.12: a seção A’ é estruturalmente idêntica à seção A (ver Ex. 4.12).
Como se observou com relação ao Exemplo 18.10, o meio contrastante traz funções de
Example 18.12:
transição e the
de A´ section
tema is structurally
subordinado, identicalfechado
o último to the A por
section
uma (seeprogressão
Ex. cadencial
4.12). As pointed
expandida. Aout with respect
cadência to Example
que confirma 18.10, the contrasting
a tonalidade subordinadamiddle
([Link]
18.10, comp. 17-20) é
transition and subordinate-theme functions, the latter closed by an expanded na recapitulação
retoricamente mais forte do que a configuração da tonalidade principal
(Ex. 18.12,
cadential comp. 31-32).
progression. Thus the cadence confirming the subordinate key (Ex.
18.10, mm. 17–20) is rhetoricallyHaydn
Consequentemente, strongersegue
thanothat
final da rming
confi seção A’
thecom
homeuma key coda
in composta por
theuma nova unidade
recapitulation de 6mm.
(Ex. 18.12, compassos,
31–32). que é repetida idêntica (comp. 39-44). A função
compensadora principal desta coda é dar maior peso cadencial (falando de forma retórica,
Consequently, Haydn follows the end of the A´ section with a coda made up
não estruturalmente, todas as CAPs têm o mesmo peso estrutural) à tonalidade principal
of a new 6-m. unit, which is repeated identically (mm. 39–44). The principal com-
por meio de uma progressão cadencial expandida.
pensatory function of this coda is to give greater cadential weight (rhetorically
speaking, not structurally; all PACs have the same structural weight) to the home
key by means of an expanded cadential progression.
Analisando a Forma Clássica 25
628
Trio
Trio Most of what we have observed about minuet form holds for both the minuet
proper and the trio. The latter, however, can exhibit some stylistic and formal
A maior parte do que observamos sobre a forma de minuetos é válida tanto para
characteristics that distinguish it from the former. First and foremost, a trio
o minueto como para o trio. Este último, no entanto, pode exibir algumas características
must
estilísticas e formais que provide a da
a distinguem distinct element
primeira. of contrast
Primeiro e acimawhile
de tudo,stillum
maintaining
trio deve the same
fornecer um elementometer and tempo
distinto of the minuet
de contraste, proper.
mantendo o mesmo metro e tempo do
minueto propriamente [Link] unlike many “contrasting” sections of classical form (see text box “‘Contrast’
as ‘Intensity’”),
Mas ao contrário which“contrastantes”
de muitas seções typically express de
greater
forma complexity and caixa
clássica (ver emotional
de intensifi-
texto “Contraste comocation, the trio ofque
intensidade”), a minuet movement
tipicamente generally
expressam brings
maior a quality of simplifi
complexidade e cation
intensificação emocional, o trio deInum
and relaxation. mostminueto geralmente
of its musical traz auma
parameters, trio isqualidade de than its
usually simpler
simplificação e relaxamento. Na maioria dos seus parâmetros musicais, um
preceding minuet: the harmonic vocabulary is more diatonic, the rhythmic trio é patterns
geralmente mais simples que uniform
are more seu minueto anterior: oand
and continuous, vocabulário
the texture isharmônico
less dense. é mais
diatônico, os padrões rítmicos são mais uniformes e contínuos, e a textura é menos densa.
“CONTRAST” AS “INTENSITY”
Contraste como intensidade
The concept
O conceito de “contraste” na of “contrast”
forma in classical
clássica geralmenteformimplica
usually um
entails a sense ofdeformal
sentimento
complication and increased emotionality. That the
complicação formal e maior emotividade. Que o meio contrastante do pequeno ternário contrasting middle of the
small ternary
(e a forma análoga do minueto) tende(and the mais
a ser analogous minuete form)
complexo intensotends
dotoquebe as
more complex
partes
and intense than the outer parts has been well established.
externas foi bem estabelecido. Em um nível inferior de organização formal, uma “idéia And at a lower
levelmaior
contrastante” tende a exibir of formal organization,
intensidade quantoa “contrasting
à harmoniaidea” e aotends
ritmotoemexhibit greater
relação à inten-
ideia básica precedente. sity as regards harmony and rhythm in relation to the preceding basic idea.
As a general rule, a “middle function” at any level of structure is more
intense than a beginning function (e.g., continuation vs. presentation,
development vs. exposition, interior theme vs. main theme, rondo couplet
vs. refrain, etc.).
(continued)
26 Forma Minueto/Trio
Como regra geral, uma “função média” em qualquer nível de estrutura é mais
intensa do que uma função de início (por exemplo, continuação versus apresentação,
desenvolvimento versus exposição, tema interior versus tema principal, dístico do rondó
versus refrão).
A principal exceção a este princípio é o trio da forma de minueto/trio. Na verdade,
o termo trio em si deriva da prática do século XVII de reduzir a textura nesta parte de um
movimento de dança a apenas três instrumentos.
Mas ao invés de trazer uma recapitulação de algum tipo (ou alguma outra
continuação) e o encerramento eventual em C menor, a marcação “Menuetto d.c.” instrui
o artista a retornar ao minueto propriamente dito. Assim, o trio truncado permanece
estruturalmente subordinado aos seus minuetos circundantes.
But rather than bringing a recapitulation of some kind (or some other continua-
tion) and eventual closure in C minor, the marking “Menuetto d.c.” instructs the
performer to return to the minuet proper. The truncated trio thus remains struc-
28 Forma Minueto/Trio turally subordinate to its surrounding minuets.
630
EXAMPLE 18.13 Haydn, String Quartet in C, Op. 20, No. 2, iii, 57–86
Allegretto 1
66
d: K ... L ...
2 (incomplete) HC
Contrasting Middle
67 model sequence
Menuetto d.c.
L
dom. arr.
(premature)
Exemplo 18.14: o minueto abre com uma frase de 4 compassos suportada por uma
progressão cadencial expandida. E cadência autêntica adiantada no comp. 4 marca o fim
da função do tema principal. A próxima frase continua na tonalidade principal, e uma
passagem de continuação no comp. 9 direciona fortemente a música para a dominante,
que é confirmada como a tonalidade subordinada pela cadência no comp. 12.
(A expressão funcional da frase nos comp. 5-8 é ambígua). Seguindo a cadência,
pode ser considerada uma nova apresentação para iniciar a fusão do tema
transição/subordinado, mas a natureza do material musical dificilmente sugere o sentido
de um novo começo, bem como a frase é apoiada por um fraco prolongamento da tônica
(I^ ) e as novas unidades de agrupamento de dois compassos representam a fragmentação
em relação à unidade cadencial anterior de 4 compassos. A frase também projeta um grau
de função de continuação.)
A primeira parte deste minueto binário termina com uma breve seção de
fechamento, cuja melodia reabre subindo estranhamente até o quinto grau da escala. A
peculiaridade da passagem deve alertar-nos sobre o que Mozart poderia eventualmente
fazer com este gesto.
A segunda parte começa com um meio contrastante feito exclusivamente de uma
posição sobre o dominante (que dura até o final de comp. 24), após a qual a música dos
comp. 5-8 retorna nos comp. 25-28. E a continuação subsequente (comp. 29) é ajustada
para permanecer na tonalidade principal, e a segunda parte conclui com uma CAP no
comp. 32.
A seção de fechamento anterior, em seguida, traz sua ascensão estranha para o
quinto grau no comp. 36. Mas, ao invés de deixar esse grau “pendurado no ar”, como fez
Mozart no final da primeira parte, ele o usa como um trampolim para recapturar a frase
inicial do minueto. O deslocamento desta frase para uma posição final está particularmente
presente, não só porque compensa não ter sido recapitulado, mas também porque agora
encontra uma localização mais natural como uma unidade cadencial que fecha o material
precedente (em vez de ser a frase de abertura do minueto).
30 Forma Minueto/Trio
ANALYZING CLASSICAL FORM
632
Analisando a Forma Clássica 31
Revendo a teoria
Respondido as questões
Quais são as três maneiras pelas quais o termo minueto pode ser usado?
1. A maioria dos minuetos são construídos de uma forma que se assemelha a
qual tipo de tema?
2. Por que é importante considerar como uma tonalidade subordinada é
estabelecida ou confirmada dentro de um minueto?
3. O que é uma cadência autêntica prematura? Qual função ela serve? Por quê
nós encontramos esta cadência com frequência na forma minueto, mas
raramente em um tipo de tema pequeno ternário?
4. Por que a fusão de funções de tema de transição e tema subordinado é
encontrada mais regularmente na forma minueto do que na forma sonata?
32 Forma Minueto/Trio
Verdadeiro ou falso?
1. O minueto clássico emprega tipicamente uma anacruse no gesto de
abertura.
2. O scherzo tem o mesmo plano formal básico que um minueto.
3. O da capo do minueto geralmente traz muitos embelezamentos do
minueto próprio.
4. Como com uma exposição de sonata, a exposição da forma minueto
sempre modula para a tonalidade subordinada.
5. O meio contrastante da forma minueto é tipicamente mais expansiva que
a do pequeno ternário.
6. Assim como na forma sonata, a função de tema principal na forma minueto
precisa ser confirmada com uma cadência na tonalidade principal.
7. A seção B da forma minueto pode trazer as funções do tema da transição
e subordinado.
8. A função de transição pode ser eliminada da forma do minueto.
9. A cadência abandonada é um típico desvio cadencial da forma minueto.
10. A coda da forma minueto está mais intimamente relacionada com a
recapitulação do que na forma sonata.
2. Quais delas são típicas de como um trio contrasta com o seu minueto anterior?
a. Alteração no modo
b. Mudança de andamento
c. Texturas mais simples
d. Valores de duração mais uniformes
18 MINUET/TRIO FORM
a. Change in mode
Analisando a Forma Clássica 33
b. Change in tempo
c. Simpler textures
3. Qual destes ajuda o trio a tornar-se um pouco dependente do minueto
d. More uniform durational values
propriamente dito (e o da capo)?
3. Which of these
a. Ohelptriothe trio em
reside become
uma somewhat
tonalidadedependent
diferente on the min- 635
uet proper b.
(andOthetriodaganha
capo)?maior complexidade formal e intensidade emocional.
a. [Link] in a diff
trio é mais erent tonality.
simétrico na estrutura.
b. Thed. trio gains
O trio greater estruturalmente
permanece formal complexity and emotional
incompleto.
intensity.
c. The trio is more symmetrical in structure.
d. The trio remains structurally incomplete.
EXAMPLE 18.15 (a) Haydn, String Quartet in B minor, Op. 64, No. 2, iii, 1–14; (b) 27–42. Analyze the A section of
the minuet (mm. 1–14). Then compare it to the A´ section (mm. 27–42)
(continued)
34 Forma Minueto/Trio
ANALYZING CLASSICAL FORM
ANALYZING CLASSICAL FORM
636
636
EXAMPLE 18.16 (a) Beethoven, Piano Sonata in E, Op. 14, No. 1, ii, 63–100; (b) 101–16. The first excerpt (mm.
EXAMPLE 18.16 (a)63–100) contains
Beethoven, Pianothe [Link]
Sonata ThE,
e second
Op. 14,excerpt shows
No. 1, ii, the coda
63–100; that Beethoven
(b) 101–16. adds to the
The first excerpt ([Link]/
trio movement
63–100) as atrio.
contains the whole.
TheWhat areexcerpt
second the compensatory functions
shows the coda of this coda?
that Beethoven adds to the minuet/
trio movement as a whole. What are the compensatory functions of this coda?
(continued)
(continued)
Analisando a Forma Clássica 35
18 MINUET/TRIO FORM
637
36 Forma Minueto/Trio
ANALYZING CLASSICAL FORM
ANALYZING CLASSICAL FORM
EXAMPLE 18.17 Mozart, Piano Sonata in E-flat, K. 282, ii, Menuetto II, 33–48. The excerpt contains the A
EXAMPLE 18.17 Mozart, Piano Sonata in E-flat, K. 282, ii, Menuetto II, 33–48. The excerpt contains the A
section of this trio (Menuetto II)
section of this trio (Menuetto II)
638
638
EXAMPLE 18.18 Haydn, Symphony No. 83 in G minor (“The Hen”), iii, 1–42. The excerpt contains the minuet
EXAMPLE 18.18 Haydn, Symphony No. 83 in G minor (“The Hen”), iii, 1–42. The excerpt contains the minuet
proper
proper
Allegretto
Allegretto
9
9
(continued)
(continued)
Analisando a Forma Clássica 37
18 MINUET/TRIO FORM
EXAMPLE
17 18.18 Continued
639
17
639
25
25
33
33
EXAMPLE 18.19 Mozart, String Quartet in B-flat, K. 458, ii, 9–20. The excerpt contains the B section of the
minuet proper. The A section is shown in Example 1.25
EXAMPLE 18.19 Mozart, String Quartet in B-flat, K. 458, ii, 9–20. The excerpt contains the B section of the
minuet proper. The A section is shown in Example 1.25
(continued)
(continued)
ANALYZING CLASSICAL FORM
38 Forma Minueto/Trio
ANALYZING CLASSICAL FORM
EXAMPLE 18.19 Continued
640
640
EXAMPLE 18.20 Beethoven, Piano Sonata in A, Op. 2, No. 2, iii, 1–44. The excerpt contains the scherzo (proper)
EXAMPLE 18.20 Beethoven, Piano Sonata in A, Op. 2, No. 2, iii, 1–44. The excerpt contains the scherzo (proper)
(continued)
(continued
Analisando a Forma Clássica 39
18 MINUET/TRIO FORM
641