intensidade varia ao longo do tempo (mas sempre
ASMA presente)
Via aérea proximal (traqueia, brônquios fonte e
DEFINIÇÃO lobares) e distal (brônquios menores e bronquíolos)
constumam ser afetados
Doença inflamatória crônica, caracterizada por:
OBS: alvéolos não apresentam alterações
hiper-responsividade das vias aeres INFLAMAÇÃO: causa principal da HIPER-
inferiores REATIVIDADE BRONQUICA
Limitação variável ao fluxo aéreo (reversível
espontaneamente ou com tratamento) CRISE ASMATICA : quando estímulos como,
infecções, contato com alergenos, mudanças
Episódios recorrentes sibilancia,
de climáticas, exercícios físicos, agentes químicos,
fármacos ou estresse emocional podem desenvolver
dispneia, aperto no peito e tosse - a um quadro de obstrução aguda das vias aéreas
noite ou pela manhã ao despertar inferiores
EPIDEMIOLOGIA EVENTOS OBSERVADOS:
Afeta 7-10% da população Broncoespasmo (contração da musc.
+ frequente crianças, masculino (<14 anos) e Brônquica)
mulheres adultas Edema de mucosa
Aumento dos casos com a urbanização Formação de tampões de muco
Aumento n° de hospitalizações e óbitos
Influência de predisposição genética Acarretando em redução aguda no calibre da via
aérea
GÊNESE DA ASMA:
Desequilíbrio imunológico relacionada a diferenciação
dos linfócitos T-HELPER.
Linfócitos são diferenciados em 2 subtipos
FATORES DE RISCO
TH1: resposta protetora contra agentes
infecciosos
Principal:
TH2: promove um tipo especial de inflamação -
ATOPIA inflamação alérgica – na qual a função não é
uma “defesa”
1/3 dos atopicos desenvolvem asma
Pacientes asmáticos há predomínio dos Linf. Th2 – que
Coexistência de manifestações atopicas em pacientes pela estimulação de citocinas especificas estimulam os
asmáticos: RINITE ALERGICA e DERMATITE (+80%) eventos secundários:
OUTROS FATORE DE RISCO: 1. Proliferação de mastócitos
2. Produção de IgE por Linfocitos B
Tabagismo: passivo e ativo 3. Recrutamento de eosinófilos à mucosa respirat.
Obesidade
Ag. Infecciosos: vírus sincicial respiratorio, Eosinófilos: principais responsáveis pelas lesões
Mycoplasma, Chlmydophila) estruturais nas vias aéreas do asmático
Mastócitos: celulas que sinalizam para o sistema
PATOGÊNESE imune a ocorrência de contato com os alergenos
(ligação às IgE presentes em superfície), promovendo
liberação de mediadores que induzem diretamente o
Fenômeno fisiológico: INFLAMAÇÃO CRÔNICA das
broncoespasmo
vias aéreas inferiores
Pacientes sintomáticos ou não possuem uma reação
inflamatória característica na parede brônquica, e a
Leucotrienos B4, eotaxina e o RANTES atraem
eosinófilos
Parede brônquica se encontra cronicamente
inflamada, se o tratamento anti-inflamatório não for INTERLEUCINAS
instituído ocorre mudanças estruturais irreversíveis –
remodelamento brônquico
IL- 3, IL-4, IL-5
Outros mediadores amplificadores: IL -1, IL- 6,
TNF-alfa e GM-CSF
CLASSIFICAÇÃO ETIOLOGICA
1. Asma extrínseca alérgica
2. Asma extrínseca não alérgica
REMODELAMENTO BRÔNQUICO: 3. Asma criptogênica
4. Asmas induzida por aspirina
Desnudamento epitelial
Asma extrínseca: gênese relacionada a fatores
Edema da mucosa
externos (alergenos, agentes químicos ou fármacos)
Acumulo de muco
Espessamento de membrana basal
Asma criptogênica: não se identifica a forma causal
Hipertrofia/hiperplasia das glândulas
submucosas e camada muscular
Infiltrado inflamatório com predomínio de ASMA EXTINSECA ALÉRGICA
eosinófilos
Fenômeno
SUBSTANCIAS LIBERADAS NA VIA alérgico:
AÉREA NO PROCESSO ASMATICO:
Principal
mecanismo
Substancias produzidas por leucócitos, endotélio etiopatogênico
ou células epiteliais capazes de estimularem
atividade e proliferação das células inflamatórias 70% - <30
anos
3 grupos: 50% - >30 anos
90% - subgrupo infantil (2-15 anos)
1. Mediadores pró-inflamatorios
2. Fatores quimiotaticos para eosinófilos, Aeroalergenos: substancias suspenas no ar que, ao
neutrófilos e macrófagos serem inaladas, tem grande propensão a desencadear
3. Citocinas o processo alérgico nas vias aéreas
SUBST. PRO-INFLAMATORIAS PRINCIPAIS FONTE AEROALERGENOS
Histamina, bradicinina, prostaglandina, cisteinil- ACAROS:
leucotrieno e PAF (fator de ativação plaquetário)
Elementos comuns em poeira domenstica
Efeitos: vasodilatação e edema da mucos;
Principais: Dermatophagoides pteronyssunus,
broncoconstrição
Blomia tropicalis
Principais agentes relacionados a asma e a
Cisteinil-leucotrienos: aumenta a rinite alérgica
produção de muco e reduzem a atividade
celular
BARATAS:
A cronicidade do processo resulta em alteração
estruturais na mucosa brônquica que promovem a Eliminam aerolergenos nas fezes
exposição de terminações nervosas vagais Asmáticos sensíveis apresentam asma grave e
(parassimpática), acarretando em uma resposta refrataria
neurogênica direta que exacerba mais o edema e
o broncoespasmo CÃE E GATOS:
FATORES QUIMITAXICOS Descamação dos animais eliminam partículas
alergênicas – suspensa no ar por até 20 dias
Saliva – maior fonte de alergenos (ao se
lamberem levam saliva para pele e pelos)
Urina e fezes também contém alergenos acarretando em sensibilização dessa celulas,
ficam revestidos de IgE específica, contra o
alergeno na superfície
FUNGOS (mofos ou bolores) 2. RESPOSTA IMEDIATA
Possuem esporos - alergenos Mastócitos sensibilizados (na via aérea) – a
Se proliferem no outono reexposição ao antígeno promove a resposta
imediata
GRÃO DE POLEN:
Antigeno se liga a IgE presente na superfície do
mastócito, e ocorre degranulação e liberação de
Rica fonte de alergenos
mediadores – histamina, leucotrienos,
Responsáveis pela febre do feno
bradicinina
Importante na etiologia da asma em países de
clima temperado
Mediadores induzem 3 eventos
EVENTOS CELULARES NA REAÇÃO
1. Broncoconstrição
ALERGICA 2. Vasodilatação, levando a edema de
mucosa
Reação alérgica resposta imunológica = reação de 3. Produção de muco (cel. Caliciformes e gl.
HIPERSENSIBLIDADE tipo I ou Hepersensibilidade IgE Mucosas)
– mediada
Ativação de terminações nervosas vagais:
Para a ocorrência é preciso de um sensibilização prévia liberação reflexa de acetilcolina
ao antígeno específico (alergeno) broncocontrição e edema
INDIVIDUO SENSIBILIZADO – novos contatos com EOSINOFILOS: são recrutados por ação
antígeno desencadeiam a reação quimiotáxica e mediadores mastocitários,
tornando-se as principais celulas inflamatórias
Resposta:
Secretam substancias com ação lesiva
Resposta “imediata”: primeiros 10 minutos após celular: proteína básica principal e proteína
contato, com duração ¸< 2h eosinofilica catiônica, além de mais
mediadores inflamatórios e quimiotáxicos
Resposta tardia e prolongada: iniciando-se em 3-4 h
e duração > 24 h
1. SENSIBILIZAÇÃO 3. RESPOSTA TARDIA
Antígeno é fagocitado pela célula dendritica Mastocitos e eosinófilos (também celulas
(células de langerhans – célula apresentadora de endoteliais e epiteliais) são ativados e liberam
antígeno) presentes na mucosa brônquica mediadores quimitoaxicos NEUTROFILOS,
MONOCITOS E LINFÓCITOS
Cel. dendriticas processam e expressam o
antígeno em sua membrana plasmática, ligando- Após 3-4 h leucócitos se acumulam na mucosa
se ao complexo MHC classe II brônquica, junto com eosinófilos:
Linfócito T-helper (CD4) do tipo Th2, reconhece o Secretam mediadores que contribuem para
conjunto e da início ao processo de ativação a persistência da atividade inflamatória e
imunológica broncoconstrição
Linfócito t-helper produz interleucinas (IL-4 e IL-5) Induzem a degeneração das celulas
que estimulam a formação de linfócitos B epiteliais que descamam o lumen
produtores de IgE (imunoglobilina da alergia) brônquico
IL-4: estimula proliferação e diferenciação Eosinófilos continuam sendo as cels.
de mastócitos Inflamatórias mais numerosas, mas a reação
inflamtoria se tornou crônica (linfócitos e
monócitos)
IL-5: estimula proliferação e diferenciação
de eosinófilos
Moléculas de IgE (secretadas por linf. B) se ligam
a membrana plasmática do mastócito e basófilo,
ASMA EXTRINSECA NÃO ALERGICA
NÃO envolve reação IgE mediada
CAUSA: agentes químicos (processos industriais) que
causa irritação direta da mucosa brônquica pelas
substancias toxicas
ASMA OCUPACIONAL (10% asma dos adultos)
Causada por contato dom agentes presentes no
ambiente de trabalho – podem ser de origem alérgica
ou irritativa
Agentes: ASMA CRIPTOGÊNICA (INTRINSECA)
Inorgânicas (irritantes): isocianatos, resina 10% - Minoria pacientes asmáticos
epóxi, sais de platina, solda, glutaraldeido
Resposta negativa a todos testes cutâneos
Orgânicas (Possuem componente alérgico): níveis séricos IgE normais
enz. Proteolíticas, poeira da madeira, farinha
de cereais, poeira de mamona, crustáceos Mais comum aparecer na idade adulta
OBS: alérgico observa-se um período d elatencia entre Etiopatogenia não conhecida
exposição e início dos sintomas. Na forma irritativa é
imediato Infiltrado eosinófilico - hiperprodução local de
IgE vias aéreas
ASMA INDUZIDA POR ASPIRINA (AIA)
2-3% asma em adulto – genética: mutação na
AGENTES QUÍMICOS NO COTIDIANO lipo-oxigenase
(DOMICILIO):
Desencadeada pelo uso de aspirina ou outros
AINES
Sulfitos: metabissulfito de potássio, bissulfito de sódio,
presentes em conservantes de alimentos (saladas,
Pode persistir por vários anos após suspensão
frutaas, batatas, frutos do mar e vinho) e alguns
dos mesmos
remedios
Alguns pacientes asmáticos já eram asmáticos
ELEMENTOS DA POLUIÇÃO previamente - componente associado com AIA
ATMOSFÉRICA:
Marco clinico: associação da asma com rinite
Desencadeiam crise asmática – não participam da e pólipos nasais
gênese da diátese asmática
Mecanismo etiopatogênico: inibição da COX-1 pela
Ozônio, dióxido de nitrogênio, dióxido de aspirina (ou AINE), o acido aracdonico passa a ser
enxofre metabolizado pela lipo-oxigenase, enzima que gera
leucotrienos
OUTROS AGENTES/ELEMENTOS
Leucotrienos: mediadores da reação
inflamatória da asma broncoconstrição,
Infecções virais, ar frio, hiperventilação, fumos, edema, aumento de muco e atração de
exercício físico e estresse emocional desencadeiam eosinófilos
a exarcebação, não participam da gênese da doença
OBS: inibidores de COX-2 não se associam a AIA, e
podem ser usados nesses pacientes
REPERCUSSÃO FUNCIONAL QUADRO CLÍNICO
Asma é EPISÓDICA – períodos de exarcebação e TRIADE CLASSICA: dispneia, tosse e sibilancia
remissão
São episódios limitados
Exacerbação: CRISE ASMATICA Paciente refere sensação de aperto no peito ou
desconforto torácico
Característica: episódio agudo de obstrução
generalizada das vias aéreas inferiores Sintomas:
Princ. componente da obstrução: Mais intensos a noite ou nas primeiras horas da
manha
Broncoespasmo ou broncoconstrição
Edema e a formação de tampões Desencadeados por exposição a alergenos,
mucosos infecção viral resp., mudança climática (frio),
fumo, exercício físico, fármacos, estresse
60% dos asmáticos possui asma “persistente” e emocional
permanece com obstrução das vias aéreas do período
de intercrítico (mesmo sem sintomas) ASMA SAZONAL
40% - asma intermitente – não apresenta obstrução Geralmente asma extrínseca alérgica
nesse intervalo
Episódios de crise asmática em determinadas estações
PULMÃO do ano – relacionado a determinados alergenos que
aparecem em determinadas épocas
Obstrução altera volumes e fluxos pulmonares
Pólen – primavera
(mensurado pela espirometria)
Fungos – estações úmidas
VOL. RESIDUAL: permanece no pulmão após
expiração forçada e CAPACIDADE RESIDUAL ASMA PERENE
FUNCIONAL: vol. que permanece após espiração
espontânea – AUMENTADOS Asma alérgica relacionada a antígenos presentes
durante todo o ano
Devido ao aprisionamento de ar (air traping)
Ácaros, animais domésticos
Na expiração P intratorácica elevada agrava o
estreitamento das vias aereas mais distais, impedindo TOSSE ASMÁTICA
a saída de parte do ar que foi inspirado
Crise de tosse seca ou mucoide
Crise asmática o volume residual por aumentar ate
400%
Tosse noturna e são usuários crônicos de
antitussígenos
GASOMETRIA ARTERIAL
Investigação: tosse crônica inexplicada deve ser
Taquipneia e hiperventilação aumenta eliminação pesquisada a presença da asma
de CO2 Hipocapnia e alcalose respiratória
(alteração mais frequente) ASMA OCULTA – não há sibilos no exame físico
Casos graves: obstrução brônquica reduz alteração Tosse na asma está relacionada a hiperatividade das
V/Q (ventilação / perfusão) gera hipoxemia vias aéreas mais proximais, ricas em receptores da
(Quanto mais grave a crise, pior a hipoxemia) tosse
RINITE ALÉRGICA E DERMATITE
CRISE MUITO GRAVE
ATOPICA
Maior trabalho da musculatura respiratória
São associadas a asma alérgica e devem ser
Fadiga respiratória questionadas na anamnese do asmatico
Insuficiência respiratória aguda (hipercapnica)
Sinal precoce de fadiga: incapacidade do paciente em
manter um trabalho respiratorio elevadao (pCO2 em
níveis normais)
Obstrução brônquica mais intensa: sibilos em fase
inspiratória
DIAGNOSTICO DIFERENCIA DA ASMA
Crise asmática MUITO GRAVE: NÃO ausulta sibilos
BRONQUICA baixo fluxo aéreo
Insuficiência cardíaca Redução generalizada do murmúrio vesicular
Tromboembolismo pulmonar associado a esforço ventilatório
Obstrução da laringe ou traqueia
Traqueomalacia Roncos podem ser auscultados quando as vias aereas
Corpo estranho estão cheias de muco
Esofagite de refluxo
CARDIACO
DOENÇAS QUE TEM ASMA EM SEUS
COMPONENTES Crise grave: PULSO PARADOXAL REDUÇÃO
EXAGERADA DA pressão sistólica durante a
Angeíte de Churg-Strauss inspiração
Aspergilose broncopulmonar alérgica
Pneumonias eosnofílicas Posição de tripé: sentado com os
braços estendido suportando o tórax
melhorar a mecânica da musc.
acessória
Prostração + hiperextensão cervical +
protrusão da língua
EXAMES LABORATORIAIS
DIAGNOSTICO
Fora da crise:
EXAME FÍSICO
Eosinofilia
Aumento de IgE sérica total
CRISE ASMÁTICA:
Dependendo do caso solicita dosagem IgE contra
Taquipneia (FR>25 irpm) antígeno específico para determinar de alergia
Tempo expiratório prolongado em relação a
inspiração Testes cutâneos
Caracterizando dispneia por obstrução de vias aéreas Combinação de ambos os métodos aumenta a acurácia
do diagnóstico de alergia
CASOS MAIS GRAVES:
EXAMES DE IMAGEM
Sinais de esforço ventilatório
RX TORAX:
Tiragem intercostal
Tiragem supraclavicular
Objetivo: afastar complicações – pneumonia,
Batimento de asa do nariz
pneumotórax
Respiração abdominal
Esforço maior na fase expiratória
Asmático leve: RX normal
CRISE ASMÁTICA GRAVE Asmático moderado e grave: sinais de
hiperinsuflação pulmonar (padrão semelhante a DPOC)
Hipoxemia cianose do tipo central (lábios e lobo da
orelha)
EXAME DE ESCARRO
AUSCULTA RESPIRATORIA
Alterações:
Sinal clássico: SIBILOS EXPIRATORIOS (geralmente 1. Cristais de charcot-leiden – precipitados
difusos) cristalinos com eosinoflios degenerados
2. Espirais de Curschmann – cilindros de muco Aumento após prova broncodilatadora é critério
formados nos bronquíolos, envolto por fibrilas diagnostico da asma
em forma de espira
3. Corpúsculo de Creola – aglomerado de Utilizado para quantificar a gravidade da da doença;
celulas epiteliais descamadas
Asma leve: VEF1 > 80% do previsto
PROVA DE FUNÇÃO PULMONAR Asma Moderada: VEF1 60-80 % do previsto
Asma Grave: VEF1 <60% do previsto
Exame fundamental na asma
VEF1 de um adulto (70kg) deve estar em torno de 2
litros
Confirma diagnostico
Estratifica gravidade da obstrução broquica e
resposta a terapia 2. PICO DE FLUXO EXPIRATÓRIO
(PFE)
4 elementos:
Fluxo expiratório máximo
1. Espirometria
2. Calculo dos volumes pulmonares Utilizado para quantificar a gravidade da doença com
3. Capacidade de difusão de monóxido de valores percentuais semelhantes ao VEF1
carbono
4. Gasometria arterial Asma leve: > 80% do previsto
Asma moderada: 60-80% do previsto
ESPIROMETRIA Asma grave: < 60% do previsto
Exame mais importante para ASMA 3. CVF – CAPACIDADE VITL FORÇADA
Exame: paciente realiza uma inspiração profunda Total de ar que sai dos pulmões após uma inspiração
máxima e depois expira de forma forçada todo ar profunda seguida de uma expiração forçada
possível
Asma moderada a grave: pode haver aprisionamento
de ar nos pulmões pela obstrução das vias aéreas
Na expiração forçada, a P intratorácica no asmático fica
positiva, colabando vias aéreas terminais, impedindo a
saída de parte de ar que seria expirado
ASMA: CVF é reduzida
4. VEF1/CVF – ÍNDICE DE TEFFENAU
Reduzido na asma
Parâmetro definidor de doença obstrutiva
VEF1 pode estar reduzido nas doenças pulmonares
restritivas, a CVF reduz proporcional ao VEF1, não
ocorrendo alteração do índice
Doenças obstrutivas (asma, DPOC): o VEF1 se reduz
muito mais que a VCF
Asma adulto: < 75%
Criança: < 86%
Fluxos e volumes são mensurados e comparados com
valores estabelecidos para o sexo peso, altura e idade
5. FEF 25-75%
Principais parâmetros analisados:
Fluxo expiratório forçado entre 25% e 75% do ar
expirado
1. VEF1:
Expiração forçada o ar esta vindo das vias aéreas mais
Volume expiratório forçado no 1° minuto distais (mais acometidas a asma e DPOC) – FEF 25-
75% é REDUZIDA
Crise asmática: está reduzido e no período intercrítico
Exame funcional mais sensível – 1° que se altera e Variação ≥ 60 L/min (valor absoluto) ou ≥ 20% em
ultimo que normaliza (para diagnostico da asma e relação ao basal após inalação de broncodilatador
DPOC
Variação ≥ 20% num período de 2-3 semanas,
considerando múltiplas medidas matinais realizado pelo
paciente, sugere ASMA
Medido 2x ao dia (manhã e noite) – uma variação ≥
10% entre medidas – considera ASMA
CLASSIFICAÇÃO CLINICA DA ASMA
Classificação de acordo com o nível de controle – grau
de supressão das manifestações clínicas da doença
Forma espontânea (paciente virgem de tratamento)
Em resposta a terapia
1. Conrole das manifestações clinicas
2. Controle dos riscos futuros
MANIFESTAÇÕES CLINICAS ATUAIS:
Refere-se ao comportamento da doença nas últimas 4
CRITÉRIOS DIAGNOSTICOS DA ASMA semanas
Permite estabelecer 3 diferentes níveis de controle:
PROVA BRONCODILATADORA
POSITIVA (CRITÉRIO PRINCIPAL)
Asma controlada
Asma parcialmente controlada
Espirometria mostrando AUMENTO VEF1 Asma não controlada
≥ 200 ml (valor absoluto) e ≥ 12% do valor pré- CONTROLE DE RISCOS FUTUROS:
broncodilatador ou
Redução das chances de exarcebação
≥ 200ml (valor absoluto) e ≥ 7% do valor previsto Perda acelerada da função pulmonar
Efeitos colaterais do tratamento
TESTE PROVOCATIVO
Riscos futuros estão relacionados ao grau de controle
de manifestações clínicas, sendo reduzidos quando o
VEF1 normal no período intecritico paciente consegue manter a “asma controlada” em
longo prazo e com baixas dose de medicação
Teste provocativo – expõe o pacinete a baixas
concentrações de agentes broncodilatadores pela via
inalatória (metacolina, histamina ou carbacol)
Queda ≥ 20% no VEF1
Significa teste provocativo POSITIVO
Denota: hiper-responsividade brônquica
Diagnostico: ASMA
Asma induzida por exercício:
Queda de mais de 10-15% do VEF1 após
realização de um protocolo de atividade física
PEF (PEAK FLOW)
Estimula receptores BETA-2 da musculatura lisa
brônquica, acarreta em BRONCODILATAÇÃO de
início imediato
Inibem edema e formação de muco
OBS: existem receptores Beta-2 em outra celulas
(coração) apresentando alguns efeitos colaterais:
Taquicardia
Tremor muscular
Principalmente quando administrado por via oral ou
parenteral
ADM VIA INALATÓRIA: preferível atinge altas
concentrações nas via aéreas, com mínimo níveis
plasmáticos, devido a pequena absorção
1. Nebulização: gotas do fármaco + 3 a 5 ml de
SF 0,9% - Uso com mascara ligada a fonte de
O2 com fluxo 6-8 L/min
2. MDI – Aerossol Dosimetrado (jato de aerosl
com dose fixa ou dosimetrada) – os gase se
dispersam sob alta pressão, expelindo o jato de
aerossol (puff)
Usa câmara espaçadora (concentra o aerossol) –
As decisões terapêuticas serão tomadas objetivando paciente faz uma inspiração súbita e profunda e em
manter a asma sob controle seguida prendo o ar por 5-10 seg antes de expirar
Controle: da asma expressa o grau de supressão das 3. DPI – inalador de pó seco (turbohaler,
manifestações clinicas da doença, sendo variável em aerolinzer, diskus, pulvinal)
dias ou semanas por influência da adesão ao
tratamento e exposição a fatores desencadeantes Medicamento na forma de pó paciente encosta a
boca no dispositivo e inspira, desencadeando a
Gravidade: é uma característica intrínseca da doença, formação do aerossol, que é inalado
relacionando-se com a intensidade do tratamento
necessário para se obter o controle Método mais confiável que os 2 primeiros
ABORDAGEM TERAPEUTICA DA
CRISE
ΒETA-2-AGONISTA-CURTA DURAÇÃO
1ª ESCOLHA no tratamento da crise asmática
AÇÃO:
Dose: 1-2 mg/kg/dia – dose max. 60 mg)
Droga de escolha no tratamento da asma
aguda
Eficácia equivalente a dos corticoides venosos
(metilpredinisona)
Efeito demora da 4-6 h – mecanismo de ação envolve
transcrição genica
Corticoides sistêmicos devem ser mantidos por 7-10
dias, sem necessidade de suspenção abrupta
Risco de insuficiência adrenal uso continuo > 3 sem.
Corticoide inalatórios, em doses altas (4x dose basal
por alguns dias) podem ser efetivos no tratamento da
crise asmática se iniciados precocemente
ESTRATÉGIA NA CRISE ASMATICA
(CONSENSO BRASILEIRO DE ASMA)
ANTICOLINÉRGICO
(BROMETO DE IPRATRÓPIO)
Fármaco anticolinérgico inalatório (nebulização ou MDI)
que promove BRONCODILATAÇÃO
Mec. De Ação: inibe receptores muscarínicos da
acetilcolina liberada pelas terminações axonais livre
hiperativadas na asma
Comparado com Beta-2-agonista
Reconhecer o início da crise, utilizar corretamente a
São menos eficazes medicação e reconhecer a eficácia ou não da terapia.
Demoram mais para agir – 30-60 min
Estagio da crise asmática: Leve/moderada; Grave
Podem ser associados ao Beta-2-agonista para efeito Muito grave
aditivo na crise asmática moderada/grave ou pouco
responsiva a terapia inicial
CRITÉRIOS DE GRAVIDADE
Fármaco de escolha para tratar a crise precipitada por
BETA-BLOQ. Dificuldade de falar
Taquipneia >30 irpm
Taquicardia > 110 bpm
U s o d e
ventilatório)
CORTICOSTEROIDE SISTÊMICOS Cianose central
Presença de pulso paradoxal (queda da PA
Doses farmacológicas, inibem processo imunológicos e sistólica na inspiração)
inflamatórios – inibem formação de citocina e
interleucinas pelos linfócitos T e Eosinófilos CONSENSO AMERICANO DE ASMA
PREDINISONA (VO)
SINAL DE MAIOR GRAVIDADE:
Queda do nível de consciência – sonolência,
desorientação, torpor
Caracteriza hipercapnia e acidose
respiratória agida por fadiga ou hipoximeia
grave
Paciente imediatamente devem ser
intubados e colocados em ventilação
mecânica
Paciente sem indicação inicial de suporte
respiratório invasivo: sedativos e analgésicos
opioides são contraindicados
Oxigenioterapia e oximetria de pulso: indicado
em todos pacientes com crise moderada a grave
Insuficiência respiratória iminente: fazer uso de GINA –
beta-2-agonista IV, principalmente em crianças ASMA -ADULTO
(consequências menos deletérias da taquicardia) SABA – beta-2-agonista CURTA DURAÇÃO
Adrenalina subcutânea: pode ser feita em LABA – beta-2-agosnis de LONGA DURAÇÂO
crianças e adultos com indícios de anafilaxia ou
angiodema CI – Corticoide inalatório
Metilxantinas (aminofilina e teofilina): NÃO O tratamento é baseado no corticoide inalatorio
DEVEM ser empregadas no tratamento inicial da
crise asmática – são uma opção nos quadros
graves e refratários ETAPA 1:
Sulfato de magnésio (IV ou inalatório) Doença leve, paciente usa um Beta2 –curta
duração 1 a 2 x /mês
TRATAMENTO:
1ª escolha:
Associação do CI (budesonida) +
FORMOTEROL quando necessário (cansaço,
chiado, manifestação da asma)
Formoterol (LABA):
Perfil de rápido de início de ação
(semelhante ao SABA)
Duração longa: 12 hs
Pode ser usado no resgate da asma
Pode ser usado beclometasona +
formoterol
2ª escolha:
CI em baixa dose + SABA
ETAPA: 2 2ª escolha:
Dose baixa de Corticoide
1ª escolha:
1ª opção: Tratamento diário e continuo: CI (em PREFERENCIA DE RESGATE
baixa dose)
1ª escolha: Se necessário: baixa dose de CI
2ª opção: se necessário (cansaço e/ou (budesonida ou beclometasona) + FORMOTEROL
chiado) CI + FORMOTERAL (em baixa
dose)
2ª escolha: Se necessário: SABA
2ª escolha:
Inibidor de receptor de anti-leucotrieno (LTRA) - não
previne exacerbação
CI em baixa dose + SABA
ETAPA: 3
1ª escolha:
Dose baixa CI + LABA (indicado qualquer
LABA) – tto de manutação
2ª escolha:
CI (em dose média) ou baixa dose CI + LTRA
ETAPA: 4
1ª escolha:
Dose MEDIA CI + LABA (indicado qualquer
LABA) – tto de manutação
2ª escolha:
CI (em dose alta) ou add Tireotropico ou ass
LTRA
ETAPA: 5
1ª escolha:
Dose ALTA CI + LABA (indicado qualquer
LABA) – tto de manutação
Adicionar tratamento de acordo com o fenótipo:
tiotropia, anti-IgE, anti-IL5/5R, anti-IL4