LACTENTES: a exposição pode ser indireta, por
ANAFILAXIA contato com alérgenos transmitidos no leite materno
Crianças maiores: atentar ao fato de que a
DFINIÇÃO exposição ocorre fora do domicilio (escolas,
restaurantes, casas de amigos e parentes)
Reação alérgica séria, generalizada de inicio súbito, que
pode causar a morte Anafilaxia desencadeada por alimentos é
associação com o desencadeamento da crise
Característica: pelo exercício físico após ingestão do alimento
alergênico
2 ou mais órgãos ou sistemas são acometidos
Rapidez na evolução do quadro Hipersensibilidade a veneno de
Letal a partir de 5 a 30 min do início dos insetos
sintomas
2ª causa mais importante – insetos das ordem
Eventos anafiláticos: HYMENOPTERA (abelhas, vespas,
marimbondos e ormigas)
Tem aumentado em incidência e gravidade
São insuficientemente diagnosticados Medicamentos :
São tratados de forma pouco sistematizada,
com baixa adesão dos profissionais as diretrizes ATB: beta-lactamicos, sulfa-trimetoprim,
baseadas em evidencias quinolonas, vancominica
Anestesicos, opiaceos, analgésicos, AINES,
EPIDEMIOLOGIA quimioterápicos e agentes diagnósticos
(contrastes radiológicos)
Fatores de risco : Latex :
Faixa etária predomina em adolescente e adultos
Presente no ambiente, artefatos cotidianos (chupetas,
jovens
brinquedos, balões, equipamentos médico-hospitalares
Comorbidades asma e dç respiratórias, dç
cardíacas, renite alérgica, dermatite atópica, dç Vacinas: raro ocorrência
psiquiátricas
Estimulos físicos: exercícios e contato com o
Cardiopatas ou uso de medicamentos (beta- frio
bloqueadores) e IECA
Anafilaxia por exercício pode ser isolada ou
Etanol, sedativos, antidepressivos e drogas recreativas ocorre após a ingestão de alimentos ou
medicamentos
Principal causa de morte: casos mais
graves, é o CHOQUE, intensa vasodilatação e ANAFILAXIA IDIOPATICA: 25% dos casos, o
redistribuição do volume circulante agente causal não é determinado patogênese
2ª CAUSA DE MORTE: Parada respiratória, 2ª a PATOGENESE
broncoconstrição grave, ou obstrução por edema de
vias aéreas superiores
Mecanismo da doença é a HIPERSENDIILIDADE
IMEDIATA mediada pela IgE, após contato alérgeno e
ETIOLOGIA culminando na rápida e intensa ativação de mastócitos
e basófilos.
Faixa pediátrica: os alimentos são os desencadeantes
mais comuns de reações anafiláticas Liberação de uma variedade de substancias ativas,
principalmente a histamina, triptases, carcoxipeptidases,
LACTENTES: predominam leite e derivados, seguidos quimiases e proteogliganos
de amendoim, nozes, soja, ovos, frutas e vegetais
Produção de leucotrienos, prostaglandinas e fator
PRÉ-ESCOLARES e ESCOLARES: amendoim e nozes ativados plaquetário (PAF)
ADOLESCENTES: amendoim, nozes, frutas e vegetais, Mediadores causam vasodilatação, edema e prurido,
peixes e frutos do mar contração musculatura lisa (broncoespasmo e
acentuação da mortalidade intestinal), quimiotaxia e LABORATORIAL: fornece poco subsidio
ativação de eosinófilos e neutrófilos. diagnostico
Mastócitos e basófilos ativados liberam citocinas e Elevação nível sérico:
quimiocinas, que tem um papel imporatnate na fase
tardia de reações bifásicas, por meio de recrutamento e Triptase enzima liberada na reação
ativação celular anafilática, pode caracterizar um anafilaxia (um
intervalo curto – 15 in a 3 h do início do
episódio)
MANIFESTAÇÕES CLINICAS Dosagem histamínica plasmática: utilidade limitada
pela curta meia-vida, o que limita o período adequado
para coleta ao intervalo entre 10 min e 1 h após o inicio
Predomino de envolvimento cutâneo (>85%) do evento
Manifestações respiratórias (59 a 81% - jovens)
SINTOMAS ADICIONAIS:
Taquicardia
Eritema conjuntival
Lacrimejamento
Congestão nasal
Rinorreia
Espirros
Irritabilidade
Alteração do
estado mental
Perda de
consciência
Lactentes e crianças
pequenas tem dificuldade
em expressar seus
sintomas
Com base nos sintomas
iniciais não é possível
prever com segurança a
gravidade e o tempo de
evolução de um evento
REAÇÃO MAIS TIPICA: UNIFASICA Diagnostico diferencial:
Inicia imediamente após a exposição ao alérgeno,
sendo resolvida em minutos a 6 horas, sem recorrência
REAÇÕES BIFÁSICAS: retorno dos sintomas
ocorrendo em um período de 8 h do período inicial até
72 horas.
REAÇÃO PROTRAIDA: com duração de horas ou dias
após a reação inicial
DIAGNOSTICO TRATAMENTO
CLINICO Em unidades de saúde:
Critérios são um valioso instrumento diagnostico
Toda reação anafilática é um EMERGÊNCIA MÉDICA Se a dose inicial não for efetiva, repetir em intervalos de
5 a 15 min
Utilizar protocolos padronizados, com treinamento
periódico das equipes e pronta disponibilidade de OBS: IM propicia níveis plasmáticos e teciduais maiores
suprimentos e mais rápidos comparado a via subcutânea
INICIO DO ATENDIMENTO:
Imediata remoção do agente desencadeante
Manter a monitoração cardíaca e respiratória não
Realizar rápida avaliação do paciente (via aérea, invasiva e continua: PA, FC, ritmo cardíaco, ECG e
respiração circulação, pele, estado mental, estimativa oximetria
de peso)
Se bradicardia intensa ou parada
Passos a ser executado: cardiorrespiratória: iniciar PCR
Garantir acesso venosos seguro e iniciar expansão:
1.Solicitar ajuda das equipes de reanimação,
anestesia ou emergência Cristaloide: 20 ml/Kg NaCl a 0,9% em bolus, em
seguida a cada 30 a 60 min
Volume titulado de acordo com a PA e Perfusão
2.Suporte circulatório
orgânica e diurese
Colocar paciente em decúbito dorsal, MMII elevados Se hipotensão persistente após posicionamento,
(contraindicado nos casos de dispneia intensa ou adm de adrenalina IM e fluidos:
vômitos)
Usar adrenalina EV – 1:10.000
No episódio agudo, não sentar e não levantar o Dose: 0,01 mg/kg até max 1 mg
paciente, sob risco de colapso circulatório (SIND. Pode ser necessário infusão continua – dose
DO VENTRICULO VAZIO) 0,1 a 1 mcg/kg/min
Adm. ADRENALINA (1ª ESCOLHA) Paciente que não respondem a adrenalina ou sob
uso de beta-bloqueador:
Demora na adm é associada a maior morbidade,
mortalidade e incidência de reações bifásica Glucagon EV- dose: 0,02 a 0,03 mg/kg até 0,5
mg/dose em crianças < 20 Kg
Efeitos da adrenalina: Maiores 20 kg adm 1 mg/ dose
Alfa-adrenérgico: Se não tiver resposta e persistir o quadro de hipotensão,
recomenda-se o uso de VASOPRESSINA ou AGENTES
SIMPATOMIMÉTRICOS AGONISTA ALFA – 1em UTI
Reduzindo a vasodilatação
Aumentando a resistência vascular
periférica (util na perfusão orgânica)
3.Manejo de via aérea e suporte respiratório
Redução no angioedema
Urticaria
Administrar O2 suplementar
Beta-adrenérgico: Estra preparada para entubação traqueal ou
cricotireotomia
BETA 1: Aumenta a contratilidade cardíaca Avaliar possibilidade de entubação seletiva sob
BETA 2: sedação
Broncodilatação Manter contato com equipe de anestesia
Inibe liberação de mediadores
inflamatórios
Se dispneia tosse ou sibilos mantidos paos ingeção
de adrenalina realizar inalação com agente
Solução 1:1000 de adrenalina IM – dose 0,01 mg/kg agonista beta2-adrenergica de curta duração
(00,1 ml/kg)
Dose máxima: 4. Uso de adjuvantes
0,3 mg – crianças < 12 anos
0,5 mg – adolescentes < 12 anos e adultos
Demais agentes terapêuticos apresentam um inicio de Período de observação (6 ATE 24 HS) após episodio
ação tardio e menos eficiente agudo, dependera da gravidade, da adequação da
surpevisão, do preparao dos pais ou cuidadores e da
O uso não deve postergar ou substituir o uso da facilidade de acesso ao cuidado
adrenalina não aliviam a obstrução da via aérea
superior e não restauram a PA e Perfusão Tecidual Orientar a observar a possibilidade de recorrência dos
sintomas nas reações bifásicas, no max ate 72 horas.
ANTI-HISTAMINICO
ALTA HOSPITALAR:
Antagonista dos receptores H1:
Prescrição de:
Inicio lento de ação e aliviam o prurido, rubor,
urticaria, angiodema, sintomas nasais e Corticoides:
oculares
Pode causar sonolência (dificulta avalição do Predinisona 1mg/kg até 40 mg, 1 x /dia
estado mental)
USO: DIFENIDRAMINA
Antagonista receptores H1 da histamina:
o Dose: 1 a 2 mg/kg até 50 mg EV
Cetirizina VO
Antagonista receptores H2:
2,5 a 5 mg 1x/dia <5 anos
Uso em associação aos antagonistas H1 5 a 10 mg/dia > 5 anos
USO: RANITIDINA EV
o Dose: 0,5 a 1 mg/kg até 50 mg
Usar ate completar 72 horas do episodio agudo
AGONISTA BETA2-ADRENERGICO
Após alta : acompanhar com pediatra alergista
Atuam na sibiliancia, tosse e dispneia não responsivos à
adrenalina 1ª visita ocorrer de 1 a 2 semana após evento, quando
sera realizada a investigação para detecção do alérgeno
desencadeante, com o objetivo de arientar a profilaxia
Não atuam na obstrução das vias aéreas superiores,
hipotensão e choque
USO: SALBUTAMOL inalatório
o Dose: 0,1 mg/kg (gotas, 5 mg/ml)
CORTICOIDES
Uteis em pacientes com uso recorrente de
costicoesteroide, asma ou insuficiência suprarrenal
USO: redução das reações bifásicas, em que
pode haver exacerbação do quadro após
remissão inicial
SUCCINATO DE METILPREDINISOLONA EV
o Dose: 1 a 2 mg/kg até 50 mg
5. Acompanhamento do paciente após estabilização
PREVENÇÃO DE RECORRENCIAS
1° PASSO:
Evitar exposição a alérgenos identificados ou suspeitos
Orientar os pacientes para evitar os desencadeantes
conhecidos
ALERGIA ALIMENTAR: orientar e compreender as
informações nos rótulos dos produtos
Manejo adequado das comorbidades,
60 se ligam a AC IgE humano 15 são os principais
PREPARO PARA AUTOCUIDADO DA alérgenos Hev 1 a Hev 15
RECORRENCIA DA ANAFILAXIA NA
COMUNIDADE Alergênicos indicadores de hevea:
Hev b1: fator de alongamento da borracha
Orientar o reconhecimento dos sinais de recorrência da
anafilaxia e preparado para a automedicação – uso de
dispositivo de adrenalina autoinjetavel (DAAI) Hev b3: preniltransferase
Prescrição de adrenalina para autoinjeção ou injeção Estão associados a superfície da partícula de
por cuidador deve ser realizada para todos os pacientes borracha de pollisopreno
com diagnostico prévio de anafilaxia e considerar as
seguintes situações: SENSIBILIZAÇÃO (produção AC IgE) para Hev
b1 e 3 requer exposição diretao da mucosa a
História de urticaria aguda generalizadas após produtos de borracha de hevea (pode ocorre
exposição a um desencadeante conhecido – durante a cirurgia)
risco aumentado de futuros episódios de
anafilaxia Hev b5 (proteína acida) e Hev b 6.01/6.02 (heveina
madural)
Fatores específicos de risco que aumentam a
probabilidade de anafilaxia grave ou fatal, como Principais alérgenos envolvidos na
idade (lactente, adolescente), comorbidades por sensibilização de profissionais de saúde
doenças – asma, medicamentos (betabloq, proteínas de luva de latex
IECA)
Defeitos nas vias de degradação de mediadores
SENSIBILIZAÇÃO CRUZADA LATEZ,
da anafilaxia por abuso de etanol ou subst.. FRUTA E POLEN
químicas
30 a 50% dos indivíduos que são alérgicos ao látex
Pacientes que moram sós ou em áreas apresentam hipersensibilidade associada a alimentos
afastadas, com dificuldade de meios de derivados de plantas, e frutas frescas
transporte ou comunicação
SIND. DO FRUTO DO LATEX: reação a um
pequeno numero de alimentos
Alimentos que contem alérgenos de reação cruzada:
Banana, kiwi, abacate, castanha, mamão,
batata branca e tomate
Principal alérgeno responsável pela reatividade cruzada
do látex da fruta é uma proteína relacionada a defesa
(quitinase de classe 1) – HOMOLOGIA ESTRUTURAL
COM Hev b 6.01
Hev b5: homologia com proteína do kiwi, pêssego e
damasco
Alergia / Sindrome do Hev b 6.02: homologia com aglutinina do germe de trigo
e endochitinases em abacate e banana
Latex x Fruta Hev b7: homologia com palatina principal proteína de
tubérculos de batata
Árvore Hevea brasiliensis possui uma borracha
natural (hidrocarboneto polimérico 1,4 cis-poliisopreno)
Hev b8: profilina (proteína de ligação a actina),
sensibilizante de polen, grama e erva daninha
Várias dessas proteínas são alérgenos que induzem AC
IgE, levando a sensibilização em indivíduos expostos e
um espectro de reação alérgica após a exposição EPIDEMIOLOGIA
subsequente
A alergia ao látex continua a ser um problema sério em
250 polipeptideos do latex da borracha natural países onde luvas de látex em pó e outros produtos de
látex de borracha natural, como cateteres urinários,
ainda são amplamente usados por equipes médicas, Espirros induzidos por látex, lacrimejamento e
grupos de pacientes (por exemplo, pacientes em dialise) coceira ocular,congestão nasal e rinorreia
Anafilaxia
FATORES DE RISCO
Ocorreram após o uso de vários produtos à
Exposição ocupacional e tendência atópica base de látex em ambientes médicos e não
médicos
Profissionais da saúde
Manipuladores de alimentos / trabalhadores de
restaurante
Trabalhadores domésticos
Cabelereiro
Pessoal da segurança
Trabalhadores de construção
Trabalhadores de estufa / jardineiros
Pintores
Funcionário de funerária
Socorristas, policiais, bombeiros e atendentes
de ambulância
MANIFESTAÇÕES CLINICAS
Dependem da via de exposição, quantidade de alérgeno
no produto de borracha natrual e do mecanismo da
reação
Queixa mais comum: pele seca, com corsta e irritação
Eritema e formação de vesículas são comuns
Erupção é uma dermatite de contato irritante induzida
por sudorese associada a oclusão pela luva, contato
prolongado com PH alcalino, lavagem frequente das
mãos e uso de desinfetante e detergentes cáusticos
Dermatite de contato:
Erupção cutânea
Coceira (1 a 4 dias) após contato direto
Dermatite eczematosa aguda com vesículas
Urticária de contato alérgica:
Reações de vermelhidão, coceira, pápula e
exacerbação ocorrem no local de contato coma
pele de borracha em 10 a 15 minutos.
Rinoconjutivite e asma