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ANAFILAXIA

Este documento discute anafilaxia, uma reação alérgica grave e potencialmente fatal. Ele descreve os fatores de risco, sintomas, diagnóstico e tratamento da anafilaxia, com foco em alimentos sendo a principal causa em crianças e adolescentes. O tratamento imediato envolve remover o alérgeno, administrar adrenalina e fluidos intravenosos, além de monitoramento contínuo do paciente.

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Victor Cabreira
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ANAFILAXIA

Este documento discute anafilaxia, uma reação alérgica grave e potencialmente fatal. Ele descreve os fatores de risco, sintomas, diagnóstico e tratamento da anafilaxia, com foco em alimentos sendo a principal causa em crianças e adolescentes. O tratamento imediato envolve remover o alérgeno, administrar adrenalina e fluidos intravenosos, além de monitoramento contínuo do paciente.

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LACTENTES: a exposição pode ser indireta, por

ANAFILAXIA contato com alérgenos transmitidos no leite materno

Crianças maiores: atentar ao fato de que a


DFINIÇÃO exposição ocorre fora do domicilio (escolas,
restaurantes, casas de amigos e parentes)
Reação alérgica séria, generalizada de inicio súbito, que
pode causar a morte Anafilaxia desencadeada por alimentos é
associação com o desencadeamento da crise
Característica: pelo exercício físico após ingestão do alimento
alergênico
 2 ou mais órgãos ou sistemas são acometidos
 Rapidez na evolução do quadro Hipersensibilidade a veneno de
 Letal a partir de 5 a 30 min do início dos insetos
sintomas
2ª causa mais importante – insetos das ordem
Eventos anafiláticos: HYMENOPTERA (abelhas, vespas,
marimbondos e ormigas)
 Tem aumentado em incidência e gravidade
 São insuficientemente diagnosticados Medicamentos :
 São tratados de forma pouco sistematizada,
com baixa adesão dos profissionais as diretrizes ATB: beta-lactamicos, sulfa-trimetoprim,
baseadas em evidencias quinolonas, vancominica

Anestesicos, opiaceos, analgésicos, AINES,


EPIDEMIOLOGIA quimioterápicos e agentes diagnósticos
(contrastes radiológicos)

Fatores de risco : Latex :


Faixa etária  predomina em adolescente e adultos
Presente no ambiente, artefatos cotidianos (chupetas,
jovens
brinquedos, balões, equipamentos médico-hospitalares

Comorbidades  asma e dç respiratórias, dç


cardíacas, renite alérgica, dermatite atópica, dç Vacinas: raro ocorrência
psiquiátricas
Estimulos físicos: exercícios e contato com o
Cardiopatas ou uso de medicamentos (beta- frio
bloqueadores) e IECA
Anafilaxia por exercício pode ser isolada ou
Etanol, sedativos, antidepressivos e drogas recreativas ocorre após a ingestão de alimentos ou
medicamentos
Principal causa de morte: casos mais
graves, é o CHOQUE, intensa vasodilatação e ANAFILAXIA IDIOPATICA: 25% dos casos, o
redistribuição do volume circulante agente causal não é determinado patogênese

2ª CAUSA DE MORTE: Parada respiratória, 2ª a PATOGENESE


broncoconstrição grave, ou obstrução por edema de
vias aéreas superiores
Mecanismo da doença é a HIPERSENDIILIDADE
IMEDIATA mediada pela IgE, após contato alérgeno e
ETIOLOGIA culminando na rápida e intensa ativação de mastócitos
e basófilos.
Faixa pediátrica: os alimentos são os desencadeantes
mais comuns de reações anafiláticas Liberação de uma variedade de substancias ativas,
principalmente a histamina, triptases, carcoxipeptidases,
LACTENTES: predominam leite e derivados, seguidos quimiases e proteogliganos
de amendoim, nozes, soja, ovos, frutas e vegetais
Produção de leucotrienos, prostaglandinas e fator
PRÉ-ESCOLARES e ESCOLARES: amendoim e nozes ativados plaquetário (PAF)

ADOLESCENTES: amendoim, nozes, frutas e vegetais, Mediadores causam vasodilatação, edema e prurido,
peixes e frutos do mar contração musculatura lisa (broncoespasmo e
acentuação da mortalidade intestinal), quimiotaxia e LABORATORIAL: fornece poco subsidio
ativação de eosinófilos e neutrófilos. diagnostico

Mastócitos e basófilos ativados liberam citocinas e Elevação nível sérico:


quimiocinas, que tem um papel imporatnate na fase
tardia de reações bifásicas, por meio de recrutamento e Triptase  enzima liberada na reação
ativação celular anafilática, pode caracterizar um anafilaxia (um
intervalo curto – 15 in a 3 h do início do
episódio)

MANIFESTAÇÕES CLINICAS Dosagem histamínica plasmática: utilidade limitada


pela curta meia-vida, o que limita o período adequado
para coleta ao intervalo entre 10 min e 1 h após o inicio
Predomino de envolvimento cutâneo (>85%) do evento

Manifestações respiratórias (59 a 81% - jovens)

SINTOMAS ADICIONAIS:

 Taquicardia
 Eritema conjuntival
 Lacrimejamento
 Congestão nasal
 Rinorreia
 Espirros
 Irritabilidade
 Alteração do
estado mental
 Perda de
consciência

Lactentes e crianças
pequenas tem dificuldade
em expressar seus
sintomas

Com base nos sintomas


iniciais não é possível
prever com segurança a
gravidade e o tempo de
evolução de um evento

REAÇÃO MAIS TIPICA: UNIFASICA Diagnostico diferencial:

Inicia imediamente após a exposição ao alérgeno,


sendo resolvida em minutos a 6 horas, sem recorrência

REAÇÕES BIFÁSICAS: retorno dos sintomas


ocorrendo em um período de 8 h do período inicial até
72 horas.

REAÇÃO PROTRAIDA: com duração de horas ou dias


após a reação inicial

DIAGNOSTICO TRATAMENTO

CLINICO Em unidades de saúde:


Critérios são um valioso instrumento diagnostico
Toda reação anafilática é um EMERGÊNCIA MÉDICA Se a dose inicial não for efetiva, repetir em intervalos de
5 a 15 min
Utilizar protocolos padronizados, com treinamento
periódico das equipes e pronta disponibilidade de OBS: IM propicia níveis plasmáticos e teciduais maiores
suprimentos e mais rápidos comparado a via subcutânea

INICIO DO ATENDIMENTO:

Imediata remoção do agente desencadeante


Manter a monitoração cardíaca e respiratória não
Realizar rápida avaliação do paciente (via aérea, invasiva e continua: PA, FC, ritmo cardíaco, ECG e
respiração circulação, pele, estado mental, estimativa oximetria
de peso)
Se bradicardia intensa ou parada
Passos a ser executado: cardiorrespiratória: iniciar PCR

Garantir acesso venosos seguro e iniciar expansão:


1.Solicitar ajuda das equipes de reanimação,
anestesia ou emergência Cristaloide: 20 ml/Kg NaCl a 0,9% em bolus, em
seguida a cada 30 a 60 min

Volume titulado de acordo com a PA e Perfusão


2.Suporte circulatório
orgânica e diurese

Colocar paciente em decúbito dorsal, MMII elevados Se hipotensão persistente após posicionamento,
(contraindicado nos casos de dispneia intensa ou adm de adrenalina IM e fluidos:
vômitos)
 Usar adrenalina EV – 1:10.000
No episódio agudo, não sentar e não levantar o  Dose: 0,01 mg/kg até max 1 mg
paciente, sob risco de colapso circulatório (SIND.  Pode ser necessário infusão continua – dose
DO VENTRICULO VAZIO) 0,1 a 1 mcg/kg/min

Adm. ADRENALINA (1ª ESCOLHA) Paciente que não respondem a adrenalina ou sob
uso de beta-bloqueador:
Demora na adm é associada a maior morbidade,
mortalidade e incidência de reações bifásica  Glucagon EV- dose: 0,02 a 0,03 mg/kg até 0,5
mg/dose em crianças < 20 Kg
Efeitos da adrenalina:  Maiores 20 kg adm 1 mg/ dose

Alfa-adrenérgico: Se não tiver resposta e persistir o quadro de hipotensão,


recomenda-se o uso de VASOPRESSINA ou AGENTES
SIMPATOMIMÉTRICOS AGONISTA ALFA – 1em UTI
 Reduzindo a vasodilatação
 Aumentando a resistência vascular
periférica (util na perfusão orgânica)
3.Manejo de via aérea e suporte respiratório
 Redução no angioedema
 Urticaria
 Administrar O2 suplementar
Beta-adrenérgico:  Estra preparada para entubação traqueal ou
cricotireotomia
 BETA 1: Aumenta a contratilidade cardíaca  Avaliar possibilidade de entubação seletiva sob
 BETA 2: sedação
 Broncodilatação  Manter contato com equipe de anestesia
 Inibe liberação de mediadores
inflamatórios
Se dispneia tosse ou sibilos mantidos paos ingeção
de adrenalina  realizar inalação com agente
Solução 1:1000 de adrenalina IM – dose 0,01 mg/kg agonista beta2-adrenergica de curta duração
(00,1 ml/kg)

Dose máxima: 4. Uso de adjuvantes

 0,3 mg – crianças < 12 anos


 0,5 mg – adolescentes < 12 anos e adultos
Demais agentes terapêuticos apresentam um inicio de Período de observação (6 ATE 24 HS) após episodio
ação tardio e menos eficiente agudo, dependera da gravidade, da adequação da
surpevisão, do preparao dos pais ou cuidadores e da
O uso não deve postergar ou substituir o uso da facilidade de acesso ao cuidado
adrenalina  não aliviam a obstrução da via aérea
superior e não restauram a PA e Perfusão Tecidual Orientar a observar a possibilidade de recorrência dos
sintomas nas reações bifásicas, no max ate 72 horas.
ANTI-HISTAMINICO
ALTA HOSPITALAR:
Antagonista dos receptores H1:
Prescrição de:
 Inicio lento de ação e aliviam o prurido, rubor,
urticaria, angiodema, sintomas nasais e Corticoides:
oculares
 Pode causar sonolência (dificulta avalição do Predinisona 1mg/kg até 40 mg, 1 x /dia
estado mental)
 USO: DIFENIDRAMINA
Antagonista receptores H1 da histamina:
o Dose: 1 a 2 mg/kg até 50 mg EV
Cetirizina VO
Antagonista receptores H2:
 2,5 a 5 mg 1x/dia <5 anos
 Uso em associação aos antagonistas H1  5 a 10 mg/dia > 5 anos
 USO: RANITIDINA EV
o Dose: 0,5 a 1 mg/kg até 50 mg
Usar ate completar 72 horas do episodio agudo
AGONISTA BETA2-ADRENERGICO
Após alta : acompanhar com pediatra alergista
Atuam na sibiliancia, tosse e dispneia não responsivos à
adrenalina 1ª visita ocorrer de 1 a 2 semana após evento, quando
sera realizada a investigação para detecção do alérgeno
desencadeante, com o objetivo de arientar a profilaxia
Não atuam na obstrução das vias aéreas superiores,
hipotensão e choque

 USO: SALBUTAMOL inalatório


o Dose: 0,1 mg/kg (gotas, 5 mg/ml)

CORTICOIDES

Uteis em pacientes com uso recorrente de


costicoesteroide, asma ou insuficiência suprarrenal

USO: redução das reações bifásicas, em que


pode haver exacerbação do quadro após
remissão inicial

 SUCCINATO DE METILPREDINISOLONA EV
o Dose: 1 a 2 mg/kg até 50 mg

5. Acompanhamento do paciente após estabilização


PREVENÇÃO DE RECORRENCIAS

1° PASSO:

Evitar exposição a alérgenos identificados ou suspeitos

Orientar os pacientes para evitar os desencadeantes


conhecidos

ALERGIA ALIMENTAR: orientar e compreender as


informações nos rótulos dos produtos

Manejo adequado das comorbidades,


60 se ligam a AC IgE humano  15 são os principais
PREPARO PARA AUTOCUIDADO DA alérgenos Hev 1 a Hev 15
RECORRENCIA DA ANAFILAXIA NA
COMUNIDADE Alergênicos indicadores de hevea:

Hev b1: fator de alongamento da borracha


Orientar o reconhecimento dos sinais de recorrência da
anafilaxia e preparado para a automedicação – uso de
dispositivo de adrenalina autoinjetavel (DAAI) Hev b3: preniltransferase

Prescrição de adrenalina para autoinjeção ou injeção Estão associados a superfície da partícula de


por cuidador deve ser realizada para todos os pacientes borracha de pollisopreno
com diagnostico prévio de anafilaxia e considerar as
seguintes situações: SENSIBILIZAÇÃO (produção AC IgE) para Hev
b1 e 3 requer exposição diretao da mucosa a
História de urticaria aguda generalizadas após produtos de borracha de hevea (pode ocorre
exposição a um desencadeante conhecido – durante a cirurgia)
risco aumentado de futuros episódios de
anafilaxia Hev b5 (proteína acida) e Hev b 6.01/6.02 (heveina
madural)
Fatores específicos de risco que aumentam a
probabilidade de anafilaxia grave ou fatal, como Principais alérgenos envolvidos na
idade (lactente, adolescente), comorbidades por sensibilização de profissionais de saúde 
doenças – asma, medicamentos (betabloq, proteínas de luva de latex
IECA)

Defeitos nas vias de degradação de mediadores


SENSIBILIZAÇÃO CRUZADA LATEZ,
da anafilaxia por abuso de etanol ou subst.. FRUTA E POLEN
químicas
30 a 50% dos indivíduos que são alérgicos ao látex
Pacientes que moram sós ou em áreas apresentam hipersensibilidade associada a alimentos
afastadas, com dificuldade de meios de derivados de plantas, e frutas frescas
transporte ou comunicação

SIND. DO FRUTO DO LATEX: reação a um


pequeno numero de alimentos

Alimentos que contem alérgenos de reação cruzada:

Banana, kiwi, abacate, castanha, mamão,


batata branca e tomate

Principal alérgeno responsável pela reatividade cruzada


do látex da fruta é uma proteína relacionada a defesa
(quitinase de classe 1) – HOMOLOGIA ESTRUTURAL
COM Hev b 6.01

Hev b5: homologia com proteína do kiwi, pêssego e


damasco

Alergia / Sindrome do Hev b 6.02: homologia com aglutinina do germe de trigo


e endochitinases em abacate e banana
Latex x Fruta Hev b7: homologia com palatina  principal proteína de
tubérculos de batata
Árvore Hevea brasiliensis  possui uma borracha
natural (hidrocarboneto polimérico 1,4 cis-poliisopreno)
Hev b8: profilina (proteína de ligação a actina),
sensibilizante de polen, grama e erva daninha
Várias dessas proteínas são alérgenos que induzem AC
IgE, levando a sensibilização em indivíduos expostos e
um espectro de reação alérgica após a exposição EPIDEMIOLOGIA
subsequente
A alergia ao látex continua a ser um problema sério em
250 polipeptideos do latex da borracha natural países onde luvas de látex em pó e outros produtos de
látex de borracha natural, como cateteres urinários,
ainda são amplamente usados por equipes médicas, Espirros induzidos por látex, lacrimejamento e
grupos de pacientes (por exemplo, pacientes em dialise) coceira ocular,congestão nasal e rinorreia

Anafilaxia
FATORES DE RISCO
Ocorreram após o uso de vários produtos à
Exposição ocupacional e tendência atópica base de látex em ambientes médicos e não
médicos
 Profissionais da saúde
 Manipuladores de alimentos / trabalhadores de
restaurante
 Trabalhadores domésticos
 Cabelereiro
 Pessoal da segurança
 Trabalhadores de construção
 Trabalhadores de estufa / jardineiros
 Pintores
 Funcionário de funerária
 Socorristas, policiais, bombeiros e atendentes
de ambulância

MANIFESTAÇÕES CLINICAS

Dependem da via de exposição, quantidade de alérgeno


no produto de borracha natrual e do mecanismo da
reação

Queixa mais comum: pele seca, com corsta e irritação

Eritema e formação de vesículas são comuns

Erupção é uma dermatite de contato irritante  induzida


por sudorese associada a oclusão pela luva, contato
prolongado com PH alcalino, lavagem frequente das
mãos e uso de desinfetante e detergentes cáusticos

Dermatite de contato:

 Erupção cutânea
 Coceira (1 a 4 dias) após contato direto
 Dermatite eczematosa aguda com vesículas

Urticária de contato alérgica:

Reações de vermelhidão, coceira, pápula e


exacerbação ocorrem no local de contato coma
pele de borracha em 10 a 15 minutos.

Rinoconjutivite e asma

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