Módulo de História - 9 C
Módulo de História - 9 C
HISTÓRIA
Módulo 1
REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E CULTURA
INSTITUTO DE EDUCAÇÃO ABERTA E À DISTÂNCIA - IEDA
Ficha técnica
Consultoria:
Rosário Passos
Direcção:
Messias Bila Uile Matusse (Director do IEDA)
Coordenação:
Luís João Tumbo (Chefe do Departamento Pedagógico)
Maquetização:
Vasco Camundimo
Fatima Alberto Nhantumbo
Ilustração:
Raimundo Macaringue
Eugénio David Langa
Revisão:
Abel Ernesto Uqueio Mondlane
Lurdes Nakala
Custódio Lúrio Ualane
Paulo Chissico
Armando Machaieie
Simão Arão Sibinde
Amadeu Afonso
REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E CULTURA
INSTITUTO DE EDUCAÇÃO ABERTA E À DISTÂNCIA - IEDA
Disciplina de História
Módulo 1
Elaborado por:
Vicente Naftal Muchanga
Salvador Agostinho Sumbane
Introdução
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○
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ÍNDICE
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Pág. 12
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Introdução V 12
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Lição 1 Características Económicas do Período de Transição ............................... 1 12
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Lição 2 Características Sociais do Período de Transição ........................................ 13 12
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Lição 3 Características Sócio-Económicas e Políticas do Mundo Extra- 12
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Europeu ........................................................................................................... 21 12
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Lição 4 Primeira Expansão Europeia e o Comércio Colonial ................................. 29 12
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Lição 5 A Primazia Portuguesa na Expansão ............................................................. 41 12
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Lição 6 A Expansão Portuguesa em Moçambique .................................................... 51 12
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Lição 7 Expansão Espanhola ....................................................................................... 59 12
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Lição 8 Expansão Holandesa, Inglesa e Francesa (2ª faseda Expansão Europeia) 69 12
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Lição 9 Consequencias da Primeira Expanão Europeia ........................................... 81 12
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Lição 10 Renascimento ................................................................................................. 91 12
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Lição 11 Humanismo e a sua Difusão .......................................................................... 99 12
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Lição 12 O Desenvolvimento da Ciência no Século XVII .......................................... 107 12
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Lição 13 A Reforma Religiosa - Causas e Origens ...................................................... 119 12
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Lição 14 A Reforma Protestante: O Luteranismo ...................................................... 129 12
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Lição 15 A Reforma Protestante: O Calvinismo e o Anglicanismo .......................... 141 12
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Lição 16 A Contra Reforma ........................................................................................... 153 12
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Lição 17 Teoria Económicas do Período de Transição: O Mercantilismo ............... 165 12
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Lição 18 O Fisiocratismo e a Pilhagem Colonial ....................................................... 177 12
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Lição 19 O Absolutismo na Europa ............................................................................... 187 12
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Teste de Preparação ........................................................................................ 197 12
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História - Módulo 1
I
Introdução
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1 Ficha técnica
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1 Consultoria:
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1 Rosário Passos
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1 Direcção:
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1 Messias Bila Uile Matusse (Director do IEDA)
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1 Coordenação:
1
1 Luís João Tumbo (Chefe do Departamento Pedagógico)
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1 Maquetização:
1
1 Vasco Camundimo
1
1 Fatima Alberto Nhantumbo
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1 Ilustração:
1 Raimundo Macaringue
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1 Eugénio David Langa
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1 Revisão
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1 Abel Ernesto Uqueio Mondlane
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1 Lurdes Nakala
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1 Custódio Lúrio Ualane
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1 Paulo Chissico
1 Armando Machaieie
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1 Simão Arão Sibinde
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1 Amadeu Afonso
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História - Módulo 1
Introdução
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1 REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE
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1 _______
1 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E CULTURA
1
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1
1
1 PR OGRAMA DE ENSINO SECUNDÁRIO À DISTÂNCIA
PROGRAMA
1
1
1 MENSAGEM DO MINISTR O DA EDUCAÇÃO E CULTURA
1 MINISTRO CULTURA
1
1
1 Estimada aluna,
1
1 Estimado aluno,
1
1
1
1 Sejam todos bem vindos ao primeiro programa de Ensino Secundário
1
1 através da metodologia de Ensino à Distância.
1
1
1
1 É com muito prazer que o Ministério da Educação e Cultura coloca
1
1 nas suas mãos os materiais de aprendizagem especialmente
1
1 concebidos e preparados para que você, e muitos outros jovens
1
1 moçambicanos
moçambicanos,, possam prosseguir os vvossos
ossos estudos ao nív el
nível
1
1 secundário do Sistema Nacional de Educação, seguindo uma
1
1 metodologia denominada por “Ensino à Distância”.
1
1
1 Com estes materiais
materiais,, pr etendemos que vvocê
pretendemos ocê seja capaz de adquirir
1
1 conhecimentos e habilidades que lhe permitam concluir
concluir,, com sucesso
sucesso,,
1
1 o Ensino Secundário do 1º Ciclo, que, compreende a 8ª, 9ª e 10ª
1
1 classes
classes.. Com o 1º Ciclo do Ensino Secundário vvocê ocê pode melhor
1
1 contribuir para a melhoria da sua vida, da sua família, da sua
1
1
1 comunidade e do país
país..
1
1
1 O módulo escrito que tem nas mãos
mãos,, constitui a sua principal fonte
1
1 de aprendizagem e que “substitui” o professor que você sempre
1
1 tev
tevee lá na escola. Por outr
Por as palavr
outras as
as,, estes módulos for
palavras am
foram
1
1 concebidos de modo a poder estudar e aprender sozinho obecendo
1
1 ao seu próprio rítmo de aprendizagem.
1
1
1
1 Contudo, apesar de que num sistema de Ensino à Distância a maior
1
1 parte do estudo é realizado individualmente, o Ministério da
1
1 Educação e Cultura criou Centros de Apoio e Aprendizagem (AA)
1
1 onde, vvocê
ocê e os seus colegas
colegas,, se deverão encontr
deverão ar com os tutor
encontrar es
es,,
tutores
1
1 par
paraa o esclar ecimento de dúvidas
esclarecimento dúvidas,, discussões sobr
sobree a matéria
1
1 aprendida, realização de trabalhos em grupo e de experiências
1
1
História - Módulo 1
Introdução
○
○
○
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○
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○
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○
labor atoriais
atoriais,, bem como a av
laboratoriais aliação do seu desempenho
avaliação desempenho.. Estes
1
○
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○
1
○
1
1
1 Par
araa permitir a rrealização
ealização de todas as actividades rreferidas
eferidas
1
1 anteriormente, os Centros de Apoio e Aprendizagem estão
1
1 equipados com material de apoio ao seu estudo: livros
livros,, manuais
manuais,,
1
1 enciclopédias , vídeo
enciclopédias, vídeo, , áudio e outros meios que colocamos à sua
1
1 disposição para consulta e consolidação da sua aprendizagem.
1
1
1
1 Cara aluna,
1
1 Caro aluno,
1
1
1 Estudar à distância exige o desenvolvimento de uma atitude mais
1
1 activa no processo de ensino aprendizagem, estimulando em si a
1
1
1 necessidade de dedicação
dedicação,, or ganização
ganização,, muita disciplina,
organização
1
1 criatividade e, sobr etudo determinação nos seus estudos
sobretudo estudos..
1
1
1 O programa em que está a tomar parte, enquadra-se nas acções
1
1 de expansão do acesso à educação desenvolvido pelo Ministério
1
1 da Educação e Cultur a, de modo a permitir o alar
Cultura, gamento das
alargamento
1
1 opor tunidades educativ
oportunidades as a dezenas de milhar
educativas es de alunos
milhares alunos,,
1
1 garantindo-lhes assim oportunidades de emprego e enquadramento
1
1 sócio-cultural, no âmbito da luta contr
sócio-cultural, a pobr
contra eza absoluta no país
pobreza país..
1
1
1
1 Pretendemos com este progr ama rreduzir
programa eduzir os índices de
1
1 analfabetismo entre a população, sobretudo no seio das mulheres
1
1 e, da rrapariga
apariga em par ticular
ticular,, promov
particular endo o equlíbrio do género na
promovendo
1
1 educação e assegurar o desenvolvimento da Nossa Pátria.
1
1
1
1 Por isso
isso,, é nossa esperança que vvocê
esperança ocê se empenhe com
1
1 responsabilidade para que possa efectivamente aprender e poder
1
1 contribuir para um Moçambique Sempre Melhor!
1
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1 Boa Sorte.
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História - Módulo 1
Introdução
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INTRODUÇÃO 12
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Caro aluno, seja bem vindo ao primeiro módulo da disciplina de História, 12
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da 9ª Classe. Esperamos que o seu estudo neste módulo e em todos 12
12
módulos desta classe sejam muito devertidos. 12
12
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12
O presente módulo, aborda desde a génese da sociedade capitalista até a 12
12
formação e desenvolvimento de regimes políticos absolutista na Europa. 12
12
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Neste módulo, você, vai aprender vários acontecimentos históricos que 12
12
contribuiram para o desenvolvimento da sociedade europeia e do resto 12
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do mundo. 12
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Desde já dejamos-lhe sucessos neste módulo que está a iniciar. 12
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Bem vindo, caro aluno! Como você sabe, eu sou a 12
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Sra Madalena e vou acompanhá-lo no seu estudo. 12
12
Se tiver algumas questões sobre a estrutura deste 12
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Módulo, leia as páginas seguintes. Caso contrário... 12
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pode começar a trabalhar. Bom estudo! 12
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Como está estruturada esta 12
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disciplina? 12
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O seu estudo da disciplina de História é formado por 4 Módulos. 12
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Cada um contendo vários temas de estudo. Por sua vez, cada Módulo 12
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está dividido em lições. Este primeiro Módulo tem 19 Liçoes. 12
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Esperamos que goste da sua apresentação. 12
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V V
História - Módulo 1
Introdução
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1
avaliação?
○
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1
1 Cara aluno, Você vai ser submetido a um teste, porém,
1
1 primeiro deverá resolver o Teste de Preparação. Este
1
1 teste corresponde a uma auto-avaliação. Por isso, você
1
1 corrige as respostas com ajuda da Sra. Madalena. Só
1
1 depois de resolver e corrigir essa auto-avaliação é que
1
1 testará se está preparado para fazer o Teste de Fim de
1
1
1 Módulo, com Sucesso.
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1
1
1 Claro que a função principal do Teste de
1
1
1 preparação, como o próprio nome diz, é ajudá-
1
1 lo a prepara-se para o Teste de Fim de Módulo,
1
1 que terá de fazer no Centro de Apoio e
1
1 Aprendizagem - CAA para obter a sua
1
1 classificação oficial.
1
1 Não se assuste! Se conseguir resolver o Teste
1
1
1 de Preparação sem dificuldade, consiguirá
1
1 também resolver o Teste de Fim de Módulo com
1
1 sucesso! Assim que completar o Teste de Fim
1
1 de Módulo, o Tutor, no CAA, dar-lhe-á o
1
1 Modulo seguinte para você continuar com o seu
1
1 estudo. Se tiver algumas questões sobre o
1
1
1 processo de avaliação, ou leia o guia do Aluno
1
1 que recebeu, quando se matriculou, ou dirija-
1
1 se ao CAA e exponha as suas questõs ao Tutor.
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VI História - Módulo 1
Introdução
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○
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Como estão organizadas as 12
○
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○
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○
lições? 12
○
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○
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No início de cada lição, vai encontrar os Objectivos de 12
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Aprendizagem , que lhe vão indicar o que vai aprender nessa lição. 12
12
Vai, também, encontrar uma recomendação para o tempo que vai 12
12
precisar para completar a lição, bem como uma descrição do material 12
12
de apoio necessário. 12
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Não te esqueça, aprender História é viver o presente para melhor 12
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planificar o futuro. 12
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Aqui estou eu outra vez… para recomendar que 12
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leia esta secção com atenção, pois irá ajudá-lo a 12
12
preparar-se para o seu estudo e, a não se 12
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esquecer de nada! 12
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No geral, você vai precisar de mais ou menos quarenta minutos para 12
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completar cada lição. Como vê, não é muito tempo! 12
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12
No final de cada lição, vai encontrar alguns exercícios de auto- 12
12
12
avaliação. Estes exercícios vão ajudá-lo a decidir se vai avançar 12
12
para a lição seguinte ou se vai estudar a mesma lição com mais 12
12
atenção. Quem faz o controle da aprendizagem é você mesmo. 12
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Quando vir esta figura, já sabe que lhe vamos 12
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pedir para fazer alguns exercícios - pegue no 12
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seu lápis e borracha e mãos à obra! 12
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VII VII
História - Módulo 1
Introdução
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1
1 Ao longo das lições, vai reparar que lhe
1
1 vamos pedir que faça algumas
1
1 Actividades. Estas actividades servem
1
1 para praticar conceitos aprendidos.
1
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1
1
1
1
1 Conceitos importantes, definições, conclusões,
1
1 isto é, informações importantes no seu estudo e
1
1 nas quais se vai basear a sua avaliação, são
1
1 apresentadas desta forma, também com a ajuda
1
1 da Sra. Madalena!
1
1
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1
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1
1
1
1
1
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1
1
1 Conforme acontece na sala de aula, por vezes
1
1 você vai precisar de tomar nota de dados
1
1 importantes ou relacionados com a matéria
1
1 apresentada. Esta figura chama-lhe atenção
1
1 para essa necessidade.
1
1
1
1
1
1
1
1 E claro que é sempre bom fazer revisões da
1
1 matéria aprendida em anos anteriores ou até em
1
1 lições anteriores. É uma boa maneira de manter
1
1 presentes certos conhecimentos.
1
1
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1
1
1
1
1
1
VIII História - Módulo 1
Introdução
○
○
○
○
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○
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O que é o CAA? 12
○
12
○
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○
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○
O CAA - Centro de Apoio e 12
○
12
○
Aprendizagem foi criado especialmente 12
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para si, para o apoiar no seu estudo 12
12
através do Ensino à Distância. 12
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12
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12
12
No CAA vai encontrar um Tutor que o poderá ajudar no seu 12
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estudo, a tirar dúvidas, a explicar conceitos que não esteja a 12
12
perceber muito bem e a realizar o seu trabalho. O CAA está 12
12
12
equipado com o mínimo de materiais de apoio necessários para 12
12
completar o seu estudo. Visite o CAA sempre que tenha uma 12
12
oportunidade. Lá poderá encontrar colegas de estudo que, como 12
12
você, estão também a estudar à distância e com quem poderá 12
12
trocar impressões. Esperamos que goste de visitar o CAA! 12
12
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E com isto acabamos esta introdução. 12
12
Esperamos que este Módulo 1, de História da 9ª 12
12
classe, seja interessante para si! Se achar o seu 12
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estudo aborrecido, não se deixe desmotivar: 12
12
12
procure estudar com um colega ou visite o CAA 12
12
e converse com o seu Tutor. 12
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Bom estudo! 12
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IX IX
História - Módulo 1
Introdução
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○
○
1
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1
A SIDA
1
1
1
1
1 A SIDA é uma doença grave causada por um vírus. A
1
1 SIDA não tem cura. O número de casos em
1 Moçambique está a aumentar de dia para dia. Proteja-
1
1 se!!!
1
1
1
1
1
1 Como evitar a SIDA:
1
1 Â
1
1 Adiando o início da actividade sexual
1
1 para quando for mais adulto
1 e estiver melhor preparado.
1
1 Â
1
1 Não ter relações sexuais com pessoas
1
1 que têm outros parceiros.
1
1 Â
1
1 Usar o preservativo ou camisinha nas
1
1 relações sexuais.
1 Â
1
1 Não emprestar nem pedir emprestado,
1
1 lâminas ou outros instrumentos
1
1 cortantes.
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1
História - Módulo 1
Lição 1 - Características Económicas do Período de Transição
○
○
○
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1 Características
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Económicas do Período de
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Transição
12
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123456789012345678901234567890121234567890123456789 12
123456789012345678901234567890121234567890123456789 12
12
12
12
Objectivos de aprendizagem: 12
12
12
12
12
No final desta lição, você, deve ser capaz de: 12
12
12
12
Definir Período de Transição 12
12
12
Situar no tempo o Período de Transição 12
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Indicar as actividades económicas do Período de Transição 12
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Explicar a importância da agricultura no Período de 12
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Transição; 12
12
12
Indicar as duas formas de produção industrial neste 12
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Período; 12
12
Mencionar alguns produtos de troca no Período de 12
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12
Transição. 12
12
12
12
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Tempo necessário para completar a lição: 12
12
12
12
12
40 minutos 12
12
12
123456789012345678901234567890121234567890123456789 12
123456789012345678901234567890121234567890123456789 12
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12
12
12
12
1 1
História - Módulo 1
Lição 1 - Características Económicas do Período de Transição
○
○
○
1
○
1
1
○
1
1
1 INTRODUÇÃO
1
1
1
1
1 Caro aluno, na 8ª Classe, estudou a Sociedade Feudal.
1
1 De certeza, você, ainda se lembra de que a sociedade europeia, na Idade
1
1 Média, tinha um modo de vida económica feudal, em que os camponeses
1
1
1 (servos) ocupavam e utilizavam as terras dos senhores feudais, pagando-
1
1 lhes em troca a renda.
1
1
1
1 Nesta primeira lição da 9ª classe, você, vai estudar, de uma forma geral, a
1
1 história do Continente Europeu do período, que vai do século XV até finais
1
1 do século XVIII. Como, você, vai ver, ao longo deste período tiveram lugar,
1
1
1 na Europa, transformações económicas, políticas e sociais que levaram à
1
1 passagem do Regime Feudal, que predominou na Idade Média para um
1
1 novo Regime: o Capitalista.
1
1
1
1 Bom estudo!
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
Período de Transição
1
1 Chama-se Período de Transição à época histórica que marcou a passagem
1
1 do modo de vida Feudal, no qual os camponeses utilizavam as propriedades
1
1 do senhor, para o modo de vida Capitalista, no qual os camponeses
1
1
1 trabalhavam para os proprietários das terras recebendo um salário.
1
1
1
1 O Período de Transição começa, aproximadamente, nos finais do Século
1
1 XV e termina em finais do Século XVIII.
1
1
1
1
1
1 Economia do Período de Transição
1
1
1 Como você deve saber, cada período histórico tem as suas características
1
1 económicas. Pois bem, o Período de Transição é marcado pela
1
1 predominância de três actividades económicas:
1
1
1
1 Agricultura
1
1
1 Indústria
1
1
1 Comércio
1
1
1
1
2 História - Módulo 1
Lição 1 - Características Económicas do Período de Transição
○
○
○
○
12
○
12
○
12
12
12
12
12
12
A seguir vamos analisar cada uma destas 12
12
actividades económicas. 12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
1. Agricultura 12
12
12
12
Durante o Período de Transição a Agricultura tinha grande importância e, era 12
12
12
vista como base da economia por várias razões: 12
12
12
fornecia alimentos (cereais, vinho, fibras têxteis, couros,) às populações 12
12
12
camponesas e aos centros urbanos (cidades); 12
12
12
ocupava a maior parte da população trabalhadora. 12
12
o comércio dependia em grande parte do que era produzido na 12
12
12
agricultura (produtos europeus ou das colónias); e 12
12
12
as matérias-primas utilizadas na indústria eram principalmente de 12
12
origem agrícola 12
12
12
12
Como pode concluir, caro aluno, a Agricultura, tinha uma grande 12
12
importância nas receitas dos Estados e nas fortuna (riqueza) pessoal. 12
12
12
12
12
12
12
12
As características da agricultura no 12
12
12
12
Período de Transição 12
12
12
A agricultura no período de Transição apresentava muitas características 12
12
12
que você certamente bem conhece. 12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
Agora, resolva a seguinte actividade. 12
12
12
12
12
12
3 3
História - Módulo 1
Lição 1 - Características Económicas do Período de Transição
○
○
○
1
○
1
1
○
1
1
1
1
1
1 ACTIVIDADE
1
1
1
1 Mencione três características da Agricultura na sua comunidade, tendo
1
1 em conta os meios e as técnicas de trabalho que utiliza. Não se esqueça,
1
1 também, de falar da sua produtividade e do destino que é dado à sua
1
1 produção.
1
1
1
1 R: __________________________________________________
1
1
1
1 _______________________________________________________________
1
1
1 ______________________________________________________________-
1
1
1 ________________________________________________________________-
1
1
1
1
1
1
1
1
1 Muito bem, de certeza, respondeu que as três
1
1 características da agricultura na sua comunidade
1
1 são:
1
1
1 agricultura tradicional, usando instrumentos
1
1 rudimentares como a enxada de cabo curto;
1
1
1 objectivo desta agricultura é o auto
1
1 sustento familiar;
1
1
1 nível de produtividade baixo.
1
1
1
1
1
1
1
1
1 As características da agricultura familiar, que você acaba de indicar são muito
1
1 semelhantes às da agricultura no Período de Transição.
1
1
1 De facto, apesar de ser uma actividade económica fundamental, a agricultura
1
1 no Período de Transição caracterizava-se por:
1
1
1 Uso de instrumentos tradicionais, como é o caso da madeira: o ferro
1
1 era usado apenas nas partes cortantes.
1
1
1 Uso de adubos de origem animal ou vegetal;
1
1
1 Controlo da maior parte das terras pela classe dominante (clero e
1
1 nobreza).
1
1
1 Produtividade baixa;
4 História - Módulo 1
Lição 1 - Características Económicas do Período de Transição
○
○
○
○
12
○
12
○
Ao longo do Período de Transição, a agricultura conheceu alguns avanços 12
12
significativos na maneira de produzir. Facto que contribui bastante para o 12
12
nascimento da actividade industrial. 12
12
12
12
12
12
2. Indústria 12
12
12
12
Durante o período medieval, a actividade industrial foi sempre feita em 12
12
moldes artesanais e, com fraca produtividade. 12
12
12
12
12
No Período de Transição, a indústria continuou a manter as mesmas 12
12
características da época medieval, mas como podemos ver a seguir, registou, 12
12
durante este período, importantes progressos. 12
12
12
12
Nesta fase existiam duas formas de produção industrial: indústria artesanal 12
12
12
e a indústria manufactureira. 12
12
12
Indústria Artesanal 12
12
12
12
12
Esta indústria caracterizou-se por ser: 12
12
12
praticada em pequenas oficinas espalhadas pelas zonas rurais. 12
12
Tal é o caso de teares (um aparelho para fazer tecidos e forjas); 12
12
12
ter um número reduzido de trabalhadores por oficina: muitas 12
12
12
vezes membros da família do dono da oficina. 12
12
Ser organizada em associação constituída por Mestres, 12
12
12
Companheiros (grupo de amigos) e aprendizes que trabalhavam 12
12
em oficinas nos centros urbanos. 12
12
12
12
12
12
12
12
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12
12
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12
12
12
12
12
Fig.1 - Trabalho numa pequena oficina durante o séc.XVIII 12
12
12
12
12
5 5
História - Módulo 1
Lição 1 - Características Económicas do Período de Transição
○
○
○
1
○
1
1
○
1 Indústria Manufactureira
1
1
1
1 As manufacturas desenvolveram-se, sobretudo, nos Séculos
1
1 XVI – XVII e caracterizavam-se por:
1
1
1 Ter maior volume de produção do que a produção artesanal;
1
1
1 Ser uma indústria que gozava da protecção do Estado;
1
1
1 Estar localizadas nos centros urbanos ou junto à locais
1
1 fornecedores de matérias-primas ou de energia (cursos de água,
1
1 por exemplo);
1
1
1 um trabalho realizado em estabelecimentos (fábricas) mais
1
1 amplos;
1
1
1 empregar um número relativamente grande de operários;
1
1
1 realizar trabalho em oficinas que utilizavam meios de trabalho
1
1 mais evoluídos (altos fornos, rodas hidráulicas, trabalhadores), a
1
1
1 produção continuava a ser manual.
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1 A seguir realize a a actividade proposta.
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1 ACTIVIDADE
1
1
1
1 Apresente (3) três aspectos que diferenciem a Indústria Artesanal da
1
1
1 Indústria Manufactureira.
1
1
1 _______________________________________________________
1
1
1 ________________________________________________________
1
1
1 ______________________________________________________
1
1
1 ____________________________________________________________
6 História - Módulo 1
Lição 1 - Características Económicas do Período de Transição
○
○
○
○
12
○
12
○
12
Certamente, você disse que, a Industria Artesanal 12
12
era praticada em pequenas oficinas espalhadas em 12
12
zonas rurais e um número reduzido de 12
12
trabalhadores por oficina, enquanto que a Indústria 12
12
12
Manufactureira, a produção é feita em 12
12
estabelecimentos (fábricas mais amplos). 12
12
De seguida você vai estudar uma outra actividade 12
12
económica. 12
12
Vamos a isso! 12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
3. O comércio 12
12
12
12
12
Durante o Período de Transição, o Comércio e a Indústria foram actividades 12
12
complementares da economia agrícola. 12
12
Como, você, sabe, o Comércio era uma actividade económica importante, 12
12
pois permitia a obtenção de vários produtos vindos de outras regiões e 12
12
continentes: as especiarias, ferro, cobre, ouro, tecidos asiáticos e vidros. 12
12
12
12
Durante o Período de Transição, pouco a pouco, o Comércio ia se 12
12
12
transformando em principal actividade económica. Porém, é importante dizer 12
12
que o seu desenvolvimento, encontrou várias dificuldades, nomeadamente: 12
12
12
12
mau estado das vias terrestres, o que tornava os transportes lentos e 12
12
difíceis. A solução para este problema eram as linhas de água (rios, 12
12
canais, mares) que permitiam o transporte de mercadorias a um preço 12
12
baixo, ferro, cobre, ouro, tecidos, etc. 12
12
12
Como as vias terrestres apresentavam vários problemas, os transportes 12
12
marítimos e aquáticos eram vistos como a solução para a actividade de 12
12
transporte de mercadorias. 12
12
12
escassez e fraca circulação da moeda. 12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
7 7
História - Módulo 1
Lição 1 - Características Económicas do Período de Transição
○
○
○
1
○
1
1 RESUMINDO
○
1
1
1
1
1
1
1
1
1 Historicamente, o chamado Período de Transição corresponde à
1
1 época que vai desde o declínio do Modo de Produção Feudal
1
1
1 até entrada do Modo de Produção Capitalista, na Europa.
1
1
1 Neste período a agricultura foi a actividade económica mais
1
1 importante, complementada pela Indústria e pelo Comércio.
1
1
1 Existiam dois tipos de indústria: Indústria Manufactureira e
1
1 Indústria Artesanal.
1
1
1 O comércio permitia a troca de vários produtos tais como
1
1 especiarias, ferro, cobre, ouro, tecidos asiáticos e vidros.
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1 Caro aluno, acaba de concluir a 1ª lição
1
1 da 9ª Classe. Agora é momento de
1
1 consolidação e aplicação da matéria
1
1
1 estudada. Resolva os exercícios que de
1
1 seguida apresentamos.
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
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1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
8 História - Módulo 1
Lição 1 - Características Económicas do Período de Transição
○
○
○
○
12
○
12
○
12
12
12
EXERCÍCIOS 12
12
12
12
12
12
12
1. Em relação ao Período de Transição, assinale com 9 somente a 12
12
afirmação correcta. 12
12
12
12
Os três sectores da economia do Período de Transição são: 12
12
12
12
9 12
12
a) Agricultura, Pecúaria e Indústria. 12
12
12
b) Comércio, Agricultura e Artesanato 12
12
12
12
c) Agricultura, Indústria e Comércio 12
12
12
d) Indústria, Pesca e Pastorícia 12
12
12
12
12
12
2. Com base nos conhecimentos adquiridos, nesta lição, preencha 12
12
os espaços em branco nas seguintes frases. 12
12
12
12
12
O Período de Transição teve lugar na Europa entre os Séculos 12
12
12
_________ e ____________ . Ele representou um momento de 12
12
12
passagem do ____________ para o _________________. 12
12
12
12
12
12
12
12
3. Assinale com V as afirmações verdadeiras e, com F as falsas 12
12
em relação à importância da Agricultura no Período de 12
12
Transição. 12
12
12
12
9 12
12
a) AAgricultura ocupava a maioria da população trabalhadora. 12
12
12
12
b) A Agricultura fornecia alimentos à população, tais como 12
12
cereais, pão e ferro. 12
12
12
c) As duas formas de produção industrial (artesanal e 12
12
manufactureira) dependiam do que era produzido na terra. 12
12
12
d) O comércio era controlado pelos camponeses e mestres. 12
12
12
12
12
12
9 9
História - Módulo 1
Lição 1 - Características Económicas do Período de Transição
○
○
○
1
○
1
1
○
1
1
1
1 1. c)
1
1
1 2). XV, XVII, Feudalismo, Capitalismo
1
1
1 3a) V, b) F, c) V d) F.
1
1
1 4) ferro, ouro, cobre.
1
1 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901
12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901
1
1
10 História - Módulo 1
Lição 1 - Características Económicas do Período de Transição
○
○
○
1
○
1
1
○
1
1 O que achou da 1ª lição deste módulo? Fácil,
1
1
1 não é? Se teve dificuldades em responder os
1
1 exercícios e as actividades não hesite, volte a
1
1 estudar a lição e, de seguida, resolva os de
1
1 novo. Não desanime!
1
1 Só depois de resolver, com sucesso, os
1
1 exercícios é que passa para a lição seguinte.
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1 Antes de ter relações sexuais, esteja
1
1 preparado(a), certifique-se:
1
1
1
1 Â Gosta mesmo dessa pessoa especial?
1
1 Â Ambos querem ter relações sexuais?
1 Sente-se bem e em segurança com
1 Â
1 essa pessoa especial?
1
1
1
1 Então ... utilize um preservativo novo e não
1
1 arrisque o perigo de doenças ou infecções.
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
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1
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1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
11 História - Módulo 1
Lição 1 - Características Económicas do Período de Transição
○
○
○
○
12
○
12
○
12
12
12
12
12
12
12
12
A Cólera 12
12
12
12
12
A cólera é uma doença que provoca muita diarreia, 12
12
vómitos e dores de estômago. Ela é causada por um 12
micróbio chamado vibrião colérico. Esta doença ainda 12
12
existe em Moçambique e é a causa de muitas mortes no 12
12
nosso País. 12
12
12
12
Como se manifesta? 12
12
12
12
O sinal mais importante da cólera é uma diarreia 12
12
onde as fezes se parecem com água de arroz. Esta 12
diarreia é frequentemente acompanhada de dores de 12
12
estômago e vómitos. 12
12
12
12
Pode-se apanhar cólera se: 12
12
12
 Beber água contaminada. 12
12
 Comer alimentos contaminados pela água ou pelas 12
12
mãos sujas de doentes com cólera. 12
12
 Tiver contacto com moscas que podem transportar os 12
12
vibriões coléricos apanhados nas fezes de pessoas 12
doentes. 12
12
 Utilizar latrinas mal-conservadas. 12
12
 Não cumprir com as regras de higiene pessoal. 12
12
12
12
Como evitar a cólera? 12
12
12
12
 Tomar banho todos os dias com água limpa e sabão. 12
12
 Lavar a roupa com água e sabão e secá-la ao sol. 12
 Lavar as mãos antes de comer qualquer alimento. 12
12
 Lavar as mãos depois de usar a latrina. 12
12
 Lavar os alimentos antes de os preparar. 12
12
 Lavar as mãos depois de trocar a fralda do bébé. 12
12
 Lavar as mãos depois de pegar em lixo. 12
12
 Manter a casa sempre limpa e asseada todos os dias. 12
12
 Usar água limpa para beber, fervida ou tratada com 12
12
lixívia ou javel. 12
 Não tomar banho nos charcos, nas valas de drenagem 12
12
ou água dos esgotos. 12
12
12
12
12
12
12
12
12 12
História - Módulo 1
Lição 2 - Características Sociais do Período de Transição
○
○
○
○
12
2 Características Sociais do
○
12
○
12
12
12
12
12
12
Período de Transição
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
123456789012345678901234567890121234567890123456789 12
123456789012345678901234567890121234567890123456789 12
12
12
12
12
Objectivos de aprendizagem: 12
12
12
12
No final desta lição, você, deve ser capaz de: 12
12
12
12
Indicar os três grupos sociais que constituiam a 12
12
Sociedade Europeia no Período de Transição. 12
12
12
Caracterizar as relações entre as diferentes classes 12
12
sociais, no Período de Transição. 12
12
12
12
12
12
12
Tempo necessário para completar a lição: 12
12
12
12
40 minutos 12
12
123456789012345678901234567890121234567890123456789 12
123456789012345678901234567890121234567890123456789 12
12
12
12
12
12
12
12
12
INTRODUÇÃO 12
12
12
12
12
12
Na 1ª lição , você estudou a estrutura económica do Período de Transição. 12
12
Também viu como é que as estruturas económicas sofreram profundas 12
12
alterações, durante esse período. 12
12
12
Mas, como deve calcular, caro aluno, as alterações verificadas na passagem 12
12
do Feudalismo ao Capitalismo não foram, apenas, a nível da economia. A 12
12
organização da sociedade também sofreu alterações ao longo deste período. 12
12
Nesta lição vai, pois, estudar como é que a sociedade europeia se encontrava 12
12
organizada ao longo desse período, de modo a perceber, com clareza, as 12
12
alterações que mais tarde se operaram na estrutura social, com a chegada 12
12
do Capitalismo. 12
12
12
12
13 13
História - Módulo 1
Lição 2 - Características Sociais do Período de Transição
○
○
○
1
○
1
1
○
1
1
1
1
1 Agora, você vai aprender, de uma forma detalhada,
1
1 cada elemento que caracterizou a vida social do
1
1 Período de Transição.
1
1
1
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1
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1
1 A População Europeia no Período de
1
1
1
1 Transição
1
1
1
1
1 Estrutura Social
1
1
1 Estrutura social, pode ser definida como a forma pela qual os diferentes
1
1 grupos que compõem a sociedade se encontram organizados.
1
1
1
1
1 Durante o Período de Transição a sociedade europeia estava dividida em
1
1 três Ordens Sociais ou Classes Sociais: o Clero, a Nobreza e o Terceiro
1
1 Estado. Por isso diz se que a sociedade europeia no Período de Transição
1
1 era uma Sociedade de Ordens.
1
1
1
1
1 Cada uma destas ordens possuía os seus direitos ou poderes que o
1
1 diferenciavam das outras classes sociais ou ordens, estabelecendo-se assim
1
1 a distinção entre esses vários grupos.
1
1
1
1
1
1
1
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1
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1
1 De seguida, veja a composição, as funções e os
1
1 privilégios de cada estado.
1
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14 História - Módulo 1
Lição 2 - Características Sociais do Período de Transição
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○
○
○
12
○
12
○
Primeiro Estado: o Clero 12
12
12
12
O Clero era a classe mais alta da sociedade. Ele era composto por 12
12
membros da hierarquia religiosa e subdividia-se em: 12
12
12
12
Alto Clero - bispos e abades 12
12
12
Baixo Clero - curas e frades 12
12
12
12
12
12
Funções e privilégios do Clero 12
12
12
Funções: Ministrar os cultos religiosos e o ensino. Controlar a 12
12
12
administração pública, organizar e cobrar os impostos e dar assistência 12
12
ao rei. 12
12
12
Privilégios: Eram donos de grandes extensões de terra, cobravam a 12
12
dízima às populações. Estavam isentos de pagamento de impostos. 12
12
O Clero exercia o Direito Canónico, isto é, eram os membros do 12
12
clero que faziam a justiça e o uso de títulos. 12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
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12
12
12
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12
12
12
12
12
Fig.1. Representação do clero 12
12
12
12
12
12
12
Segundo Estado: A Nobreza 12
12
12
12
Nesta hierarquia social, a Nobreza representava a segunda classe com 12
12
vários poderes. Ela era constituída por: 12
12
12
12
Nobreza da Corte (junto do rei); 12
12
12
Nobreza de toga (administração); 12
12
12
Nobreza de espada (militar); 12
12
12
Nobreza provincial (pequena nobreza províncial). 12
12
15 15
História - Módulo 1
Lição 2 - Características Sociais do Período de Transição
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○
1
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1
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○
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_________________________________________________________________ 12
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________________________________________________________________ 12
12
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__________________________________________________________________ 12
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________________________________________________________________ 12
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______________________________________________________________ 12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
De certeza, você disse que, tanto um como outro 12
12
estado realizavam funções administrativas e 12
12
gozavam de grandes privilégios, tais como: 12
12
liberdade de não pagar impostos, cobrar impostos 12
12
12
aos camponeses, etc. 12
12
Pois bem, caro aluno, fica então claro que estes 12
12
dois estados eram privilegiados e por isso 12
12
considera-se que os dois, formavam a Classe 12
12
Dominante. 12
12
12
12
12
12
12
12
12
Terceiro Estado: A Maioria da População 12
12
12
12
12
12
12
O Terceiro Estado era constítuido por Mercadores, Banqueiros, Financiadores, 12
12
Homens das Profissões Liberais. Estes homens faziam parte da alta burguesia. 12
12
O Terceiro Estado era constituído ainda por artesãos, funcionários 12
12
administrativos, camponeses, vagabundos e mendigos. 12
12
Funções e Privilégios. 12
12
12
12
Funções: A Maioria da população produzia a riqueza para a sociedade 12
12
e para a classe dominante; desenvolver o comércio, a indústria, a 12
12
agricultura. Por outro lado e as exercia profissões liberais e 12
12
administração pública. 12
12
12
Privilégios: A Maioria da População não tinha nenhuns privilégios. 12
12
12
Apenas os membros da alta burguesia é que tinha alguns privilégios. 12
12
Esta (alta burguesia) confrontava-se, constantemente, com o rei por 12
12
causa da concentração do poder nas suas mãos. 12
12
12
17 17
História - Módulo 1
Lição 2 - Características Sociais do Período de Transição
○
○
○
1
○
1
1
○
○
○
○
○
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○
12
○
12
12
12
EXERCÍCIOS 12
12
12
12
12
12
1. Complete a seguinte tabela 12
12
12
12
Extratos sociais designação funções privilégios 12
12
Primeiro estado a) Ministrar os cultos d) 12
12
religiosos e o ensino. 12
12
Segundo estado Nobreza c) Donos de grandes 12
12
extensões de terra, 12
12
isentos de pagamento 12
de impostos. 12
12
12
12
Terceiro Estado b) Produzir a riqueza da e) 12
12
sociedade e da classe 12
12
dominante 12
12
12
12
12
12
12
12
2. Como estava subdivdido o Clero? 12
12
12
____________________________________________________________________________________________________________________________________ 12
12
12
_____________________________________________________________ 12
12
12
________________________________________________________________ 12
12
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_________________________________________________________________ 12
12
12
_____________________________________________________________ 12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
Caro amigo, depois de ter respondido às perguntas 12
12
do exercício, compare as suas respostas com as 12
12
do guião de correcção. 12
12
Conseguiu responder, correctamente, a todas as 12
12
perguntas? 12
12
Se não conseguiu, leia de novo a matéria na qual 12
12
12
sente-se menos seguro e, depois tente resolver o 12
12
exercício novamente. 12
12
Caso persistam algumas dúvidas peça apoio no 12
12
CAA junto do seu tutor. 12
12
12
19 19
História - Módulo 1
Lição 2 - Características Sociais do Período de Transição
○
○
○
1
○
1
1
○
1
1
1 CHAVE DE CORRECÇÃO
1
1
12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901
12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901
1
1
1 1. a) Clero, b) Maioria da população, c) Administração, militar,
1
1
1 conselheira do rei, d) Donos das extensas terras, cobravam
1
1 impostos, eram isentos no pagamento de impostos, e) Sem nenhum
1
1 privilégio apenas a alta burguesia possuia alguns privilégios.
1
1
1
1
1
1 2. R: Alto Clero – bispos e abades, Baixo Clero – curas e frades
1
1 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901
1 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901
12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1 Caro aluno, acaba de concluir a 2ª lição
1
1 da 9ª Classe. Agora é momento de
1
1
1 consolidação e aplicação da matéria
1
1 estudada. Resolva os exercícios que de
1
1 seguida apresentamos.
1
1
1
1
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1
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1
20 História - Módulo 1
Lição 3 - Características Sócio-Económicas e Políticas do Mundo Extra-Europeu
○
○
○
○
12
3 Características Sócio-
○
12
○
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12
12
12
12
12
Económicas e Políticas do
12
12
12
12
12
12
12
12
Mundo Extra-Europeu
12
12
12
12
12
12
12
123456789012345678901234567890121234567890123456789 12
123456789012345678901234567890121234567890123456789 12
12
12
12
Objectivos de aprendizagem: 12
12
12
12
12
No final desta lição, você, deve ser capaz de: 12
12
12
12
Caracterizar resumidamente as diversas civilizações do 12
12
mundo Extra- Europeu. 12
12
12
Explicar por que a Ásia é considerada um dos grandes 12
12
centros de civilização mundial. 12
12
12
12
12
12
12
Tempo necessário para completar a lição: 12
12
12
12
40 minutos 12
12
123456789012345678901234567890121234567890123456789 12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
INTRODUÇÃO 12
12
12
12
12
12
12
Nas lições um e dois deste módulo, você, estudou o desenvolvimento sócio- 12
12
económico da Europa, durante o Período de Transição. 12
12
Nesta lição vai estudar, como é que se deu o desenvolvimento sócio- 12
12
económico noutras civilizações fora do continente Europeu, durante o período 12
12
que estamos a estudar. 12
12
Vamos começar o estudo pelo nosso continente África, ao que se seguirão a 12
12
12
Ásia e, por fim a América. 12
12
Acompanhe atentamente a lição. 12
21 21
História - Módulo 1
Lição 3 - Características Sócio-Económicas e Políticas do Mundo Extra-Europeu
○
○
○
1
OMUNDOEXTRA-EUROPEU
○
1
1
○
1
1
1 A designação “Mundo Extra-Europeu” foi adoptada, nesta lição, para
1
1 designar os outros continentes diferentes do continente Europeu
1
1 nomeadamente África, Ásia e América, que conheceram o desenvolvimento
1
1 de suas próprias civilizações, como a seguir irá ver.
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1 Comece o seu esudo do mundo extra-europeu,
1
1 pelo continente africano.
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1 ÁFRICA
1
1
1
1
1
1 No Século XV, a África, a Sul do Saara era habitada por vários povos, a maior
1
1 parte dos quais tinham poucos contactos entre si. Esse isolamento devia-se
1
1 aos desertos, à floresta tropical e ao relevo que tornavam difícil a circulação
1
1 das pessoas e, consequentemente as comunicações.
1
1
1
1
1 Na África do Norte, até ao Vale do Niger e Sudão, nessa altura, localizavam-
1
1 se os Estados Islamizados e o Reino Cristão da Etiópia.
1
1
1
1 Na África central situavam-se os estados e reinos de Luanda e Congo,
1
1 entre outros.
1
1
1
1
1 Na Costa Oriental localizavam-se importantes estados (caso de Mutapa),
1
1 cujo poder deveu-se, principalmente, às trocas comerciais de ouro com
1
1 produtos asiáticos (tecidos, louças, missangas e porcelana).
1
1
1
1 Ao passo que no nosso país as trocas comerciais entre os nativos e os asiáticos
1
1
1 são reveladas pelos restos dos materiais comercializados nessa altura, tais
1
1 como missangas, louças e outros objectos achados em Bazaruto e Manhiquene
1
1 (província de Inhambane).
1
1
1
1 Como podes entender, caro amigo, no mundo fora da Europa, também,
1
1 desenvolveram-se grandes civilizações e culturas ao mesmo tempo que a
1
1 sociedade europeia ia progredindo do outro lado.
1
22 História - Módulo 1
Lição 3 - Características Sócio-Económicas e Políticas do Mundo Extra-Europeu
○
○
○
○
12
○
12
○
12
12
12
12
12
A seguir veja o que aconteceu no Continente 12
12
Asiático. 12
12
12
12
12
12
12
12
ÁSIA 12
12
12
12
12
12
O Continente Asiático é considerado um dos grandes centros da civilzação 12
12
mundial. É neste continente onde se localizam as civilizações mais antigas da 12
12
humanidade. 12
12
12
12
A Ásia do Século XV, já era um mundo urbanizado, logo: desenvolvido e 12
12
12
poderoso. Mas também era um continente populoso tal como é hoje e 12
12
dispunha de uma agricultura produtiva virada mais ao cultivo do arroz. A Índia, 12
12
a Ilha de Ceilão (hoje Sri Lanka), por exemplo, tinham uma produção abundante 12
12
de especiarias (pimenta, canela, noz-moscada, cravinho, etc,). 12
12
12
12
O desenvolvimento técnico alcançado, bastante superior ao europeu, 12
12
12
proporcionava o crescimento da actividade industrial: fabrico de sedas e 12
12
porcelanas (China), tecidos de algodão (Índia); objectos lacados e papel 12
12
(Japão). O comércio era bastante intenso, mas estava todo ele nas mãos dos 12
12
muçulmanos. 12
12
12
12
O grande desenvolvimento cultural, técnico e científico de algumas das 12
12
12
civilizações asiáticas, nomeadamente, a civilização hindu e chinesa permitiu- 12
12
lhes expandir-se para a região do Índico e Sudeste Asiático. 12
12
Estes povos Asiáticos formaram importantes impérios, com destaque para o 12
12
império Mogol na Índia e Ming na China. 12
12
12
12
No campo da religião, neste continente, destacam-se como religiões com 12
12
mais seguidores o Hinduísmo, o Budismo e o Islão, que dominava no Sudoeste 12
12
12
Asiático. 12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
Depois da Ásia, a seguir veja o que aconteceu 12
12
no Continente Americano. 12
12
23 23
História - Módulo 1
Lição 3 - Características Sócio-Económicas e Políticas do Mundo Extra-Europeu
○
○
○
1
○
1 AMÉRICA
1
○
1
1
1
1 A América antes da chegada dos europeus era um continente de contrastes.
1
1 Enquanto algumas das populaçãoes que alí viviam eram nómadas, vivendo
1
1 apenas de caça e da recolecção, outras, porém, eram muito sedentárias e já
1
1
1 praticavam uma agricultura desenvolvida.
1
1 As mais importantes dessas civilizações eram as dos Maias, dos Astecas e
1
1 dos Incas que se identificavam como sedentárias.
1
1 Civilização Maia
1
1
1
1
1
1
1 A Civilização Maia localizava-se na América Central e destacou-se como
1
1 uma das maiores civilizações do seu tempo pelas grandes realizações que ela
1
1 desenvolveu nos campos da Arquitetura, Escultura e Astronomia.
1
1
1
1 Os Astecas
1
1 Os Astecas eram uma tribo de guerreiros nómados que se fixou nos planaltos
1
1
1 do centro do México, submetendo as poulações locais. Aí criaram uma
1
1 federação de tribos dirigida por um chefe asteca. Os povos submetidos eram
1
1 sujeitos ao pagamento de pesadas obrigações.
1
1 A Capital asteca era Tenochtitlan (hoje, cidade do México).
1
1
1
1 Os Incas
1
1
1 Os Incas, por sua vez, fixaram-se na América do sul entre a Cordilheira Andes
1
1 e o Oceano Pacífico, na zona que corresponde aos actuais países do Equador,
1
1 Peru e Chile. Graças a um grande esforço, os Incas conseguiram edificar uma
1
1 das maiores civilizações americanas. Eles tiveram muitas grandes realizações.
1
1 Uma dessas realizações foi a construção de barreiras, e canais de irrigação o
1
1 que permitiu transformar uma paisagem não produtiva em solos totalmente
1
1
1 férteis. Para além disso construiram uma rede de estradas que cobria toda a
1
1 extensão do império e, como bons arquitectos que eram, os Incas edificaram
1
1 templos, palácios e cidades.
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
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1
1
1
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1
1
24 História - Módulo 1
Lição 3 - Características Sócio-Económicas e Políticas do Mundo Extra-Europeu
○
○
○
○
12
○
12
○
12
12
12
12
Esquimós
12
12
12
12
Comanches
12
Apaches
12
Souix 12
Civilizações urbanas 12
12
12
Ar
Semi-nómadas
aw
12
Az
ak
te
12
ca
Nómadas
s
12
s
12
Tupis
12
12
12
Incas
12
12
12
12
Patagões
12
12
12
12
12
12
12
12
Fig.1. Mapa das civilizações americanas 12
12
12
12
12
12
12
12
12
RESUMINDO 12
12
12
12
12
12
Fora da Europa, no Período de Transição, desenvolveu-se uma diversidade de 12
12
civilizações de acordo com as condições culturais e naturais de cada região. 12
12
12
12
12
Em África existiram vários reinos. Podendo-se destacar o reino de Mutapa, 12
12
Luanda, Congo, Etiópia, Niger e Sudão. 12
12
12
12
Na Ásia, existiam o império Mongol, na Índia, Ming, na China. Este 12
12
Continente era considerado um dos grandes centros da civilização mundial, 12
12
porque é nele onde existiram as civilizações mais antigas, sendo a civilização 12
12
12
hindu e chinesa as mais conhecidas. 12
12
12
12
Na América existiam as civilizações Astecas, Maias e Incas. 12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
Caro aluno, agora é o momento de aplicação dos 12
12
seus conhecimentos adquiridos ao longo desta 12
12
lição. Resolva o exercício a seguir. 12
12
25 25
História - Módulo 1
Lição 3 - Características Sócio-Económicas e Políticas do Mundo Extra-Europeu
○
○
○
1
○
1
1
○
1
1
1
1
1 EXERCÍCIOS
1
1
1
1
1 1. Assinale com 9 a afirmação verdadeira, em relação aos
1
1
1 povos (civilizações) do continente americano.
1
1 Na América desenvolveram-se as civilizações:
1
1
1
1
1 9
1
1
1 a) Azteca, Congo, e Maia
1
1
1 b) Mongol, Maia e Sudão
1
1
1 c) Azteca, Inca e Maia
1
1
1 d) Maia, Inca e Mutapa
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1 2. Complete a seguinte frase sobre as civilizações asiáticas,
1
1 utilizando as palavras ou expressões que lhe propomos em
1
1 seguida.
1
1
1
1 u Chinesa
1
1
1 u Antigas
1
1
1 u Sudeste Asiático
1
1
1 u Científico
1
1
1
1
1 A Ásia possui as civilizações mais a)____________________ da
1
1
1 humanidade, e com um grande desenvolvimento técnico e
1
1
1 b)______________________________, nomeadamente as
1
1
1 civilizações hindu e c)_________________________ que se
1
1
1 expandiram pelo Oceano Índico e d)________________________.
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
26 História - Módulo 1
Lição 3 - Características Sócio-Económicas e Políticas do Mundo Extra-Europeu
○
○
○
○
12
○
12
○
12
12
12
12
12
3. Em relação às grandes civilizações do mundo extra europeu, faça uma 12
12
redacção que não exceda as 7 linhas, acerca de uma das civilizações à 12
12
sua escolha: 12
12
12
a) Astecas 12
12
b) Maias 12
12
c) Incas 12
12
12
______________________________________________________________ 12
12
12
_______________________________________________________________ 12
12
12
__________________________________________________________________ 12
12
12
____________________________________________________________________ 12
12
12
____________________________________________________________________ 12
12
12
__________________________________________________________________ 12
12
12
12
_________________________________________________________________ 12
12
12
12
12
12
12
4. Mencione o nome de um dos grandes Estados que se localizavam na 12
12
Costa Oriental de África 12
12
12
12
______________________________________________________________ 12
12
12
_______________________________________________________________ 12
12
12
__________________________________________________________________ 12
12
12
12
____________________________________________________________________ 12
12
12
12
12
12
12
12
12
CHAVE DE CORRECÇÃO 12
12
12
1234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890
1234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890 12
12
12
12
1. c) 12
12
2. a) antigas, b) científico. 12
12
3. Consulta o tutor no CAA para avaliar o nível de 12
12
aceitabilidade da sua redacção. 12
12
4. Mutapa 12
12
12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901 12
12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901
12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901 12
27 27
História - Módulo 1
Lição 3 - Características Sócio-Económicas e Políticas do Mundo Extra-Europeu
○
○
○
1
○
1
1
○
1
1 Muito bem! O que achou desta lição? Teve
1
1 muitas dificuldades em responder os
1
1 exercícios? Se não teve, não perca mais tempo:
1
1
1 avance para a lição seguinte.
1
1 Porém, se teve, volte a ler a matéria da qual
1
1 tem dúvidas e resolva os exercícios de novo.
1
1 Bom trabalho!
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
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1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
28 História - Módulo 1
Lição 4 - 1ª Expansão Europeia e o Comércio Colonial
○
○
○
1ª Expansão Europeia e o
○
4
12
○
12
○
12
12
12
12
12
12
Comércio Colonial 12
12
12
12
12
12
12
12
123456789012345678901234567890121234567890123456789 12
12
12
12
12
Objectivos de aprendizagem: 12
12
12
12
No final desta lição, você, deve ser capaz de: 12
12
12
12
Explicar as causas da Primeira Expansão Europeia. 12
12
12
12
12
Mencionar os objectivos da Primeira Expansão Europeia 12
12
12
12
12
Tempo necessário para completar a lição: 12
12
12
12
12
40 minutos 12
123456789012345678901234567890121234567890123456789 12
123456789012345678901234567890121234567890123456789 12
12
12
12
12
12
12
12
INTRODUÇÃO 12
12
12
12
12
12
12
Um dos fenómenos mais marcantes do Período de Transição foi a Expansão 12
12
Marítima Europeia. 12
12
12
12
Desde os tempos mais recuados até ao Século XV, o contacto entre os 12
12
diferentes pontos do nosso planeta com os europeus foi bastante reduzido. 12
12
12
Porém, a partir do Século XV a situação alterou-se com o início de um intenso 12
12
fluxo migratório dos europeus em direcção a África, Ásia e América. 12
12
12
12
Porquê a expansão europeia? Quais os territórios que foram ocupados pelos 12
12
europeus? Que impacto teve esse fenómeno? 12
12
12
12
12
Nesta lição, você, vai iniciar o estudo da Expansão Europeia, para ser capaz 12
12
de responder a estas e outras perguntas. 12
12
12
12
Bom trabalho!
29 29
História - Módulo 1
Lição 4 - 1ª Expansão Europeia e o Comércio Colonia
○
○
○
1
○
1
1
○
1
1 A expansão europeia pela África, Ásia e América
1
1 teve o seu início nos princípios do Século XV.
1
1 Até essa altura a Europa era um continente que
1
1 mantinha poucos contactos com o resto do
1
1
1 mundo.
1
1 Mas porque é que os europeus decidiram partir
1
1 para a expansão?
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
As Causas da Expansão Europeia
1
1
1 A expansão européia teve várias causas. Aqui iremos falar das causas
1
1 económicas, políticas e técnico-científicas.
1
1
1
1
1 1. Causas Económicas
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1 Antes de falar sobre as causas económicas da
1
1 expansão europeia, faça a seguinte actividade,
1
1 aplicando o que aprendeu até este momento.
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1 ACTIVIDADE
1
1
1
1 Na lição 01 deste módulo, você, aprendeu as características económicas
1
1 do Período de Transição. Agora, indique dois factores que dificultaram o
1
1
1 desenvolvimento do comércio europeu durante esse período.
1
1
1 ______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
1
1
1 __________________________________________________________________________
1
1
1 ________________________________________________________________________
1
1
1 ______________________________________________________________
30 História - Módulo 1
Lição 4 - 1ª Expansão Europeia e o Comércio Colonial
○
○
○
○
12
○
12
○
12
12
De certeza, você, disse que as dificuldades do 12
12
comércio europeu derivavam do mau estado das 12
12
vias de comunicação, bem como da escassez e 12
12
fraca circulação da moeda. 12
12
12
12
12
12
12
12
12
De facto, estes problemas do comércio privavam os estados europeus de 12
12
uma importante fonte de riqueza e, por isso, era preciso encontrar soluções. 12
12
12
Pelo que é na procura de soluções para a economia europeia que encontramos, 12
12
pois, algumas das causas da expansão europeia, como a seguir você vai 12
12
constatar: 12
12
12
12
O encarecimento dos produtos orientais devido, ao monopólio 12
12
do comércio entre Europa, África Oriental e Ásia pelos italianos 12
12
e turcos. 12
12
12
Como deve se lembrar, na Baixa Idade Média os produtos asiáticos 12
12
começaram a chegar com regularidade através do Mar Mediterrâneo. 12
12
Contudo à medida que a procura destes produtos aumentava, os países 12
12
do Mediterrâneo, que controlavam este comércio, principalmente 12
12
Itália e Turquia aplicavam preços cada vez mais altos. 12
12
12
12
12
Os comerciantes italianos, compravam os produtos asiáticos nos portos 12
12
do Mediterrâneo Oriental e levavam-nos para a Europa, onde os 12
12
revendiam a preços muito elevados. Por exemplo, 100kgs de pimenta, 12
12
comprada na Índia por 2 a 3 Ducados, atingiam um preço de 80 Ducados 12
12
nos portos europeus. 12
12
12
12
12
A partir do Século XV, os europeus começaram a procurar novas rotas 12
12
comercias que lhes permitissem chegar ao Oriente em busca da matéria- 12
12
prima e temperos (especiarias) devido ao encarecimento dos produtos 12
12
vindos do Oriente. 12
12
12
12
12
12
A “fome de ouro” por parte dos Estados Europeus 12
12
12
12
O crescimento das trocas comerciais exigia cada vez mais moeda, 12
12
sobretudo a moeda de ouro. Contudo, na altura o ouro não abundava 12
12
em toda Europa, como já foi referido. Assim, movidos pela “fome de 12
12
ouro”, os Europeus ambicionavam chegar directamente às regiões 12
12
produtoras deste metal precioso. 12
12
31 31
História - Módulo 1
Lição 4 - 1ª Expansão Europeia e o Comércio Colonia
○
○
○
1
○
1
1
○
1
1
1
1 Como pode notar, caro aluno, as causas económicas
1
1 da expansão são: o encarecimento dos produtos
1
1 orientais e a “fome de ouro”.
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1 Noz moscada Canela Gengibre
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1 Cravo Cânfora Pimenta
1
1
1
1 fig.1. Especiarias.
1
1
1
1
1
1
1 2. Causas Políticas
1
1
1
1
1
1 A formação de Estados Centralizados
1
1
1
1
1 A partir do Século XIV, os Regimes Feudais, entram em queda, na Europa.
1
1
1 Como sabe, caro aluno, até este período, o poder político, em cada estado
1
1 encontrava-se nas mãos dos senhores feudais (Poder Descentralizado).
1
1 Com a queda do Regime Feudal surge um novo regime político: Estados
1
1 Centralizados. Aqui, o poder passa para as mãos de um único rei em cada
1
1 Estado.
1
1
1
1 O que é um Estado Centralizado ?
1
1 Um Estado Centralizado é aquele, no qual o poder é controlado por um só
1
1
1 indivíduo (Rei, Presidente, Primeiro-Ministro, etc.).
1
1 Ao passo que quando dentro de um estado há vários chefes a quem se deve
1
1 obediência, diz-se que esse Estado é Descentralizado, pois nele não existe
1
uma única, pessoa a governar, mas sim várias pessoas com essa capacidade.
32 História - Módulo 1
Lição 4 - 1ª Expansão Europeia e o Comércio Colonial
○
○
○
○
12
○
12
○
O surgimento de Estados Centralizados na Europa 12
12
Com a intenção de reforçar o seu poder e controlar, de facto, os seus 12
12
territórios, os reis europeus, da altura, tiveram que aliar-se à Burguesia, classe 12
12
de pessoas que possuíam muito dinheiro, proveniente do comércio, e que 12
12
estavam interessadas em eliminar os vestígios do Regime Feudal (impostos, 12
12
taxas, rendas, etc.), que impediam o desenvolvimento do comércio. 12
12
12
12
12
Portanto, nesta Sociedade Feudal, a pessoa do Rei não tinha um poder efectivo. 12
12
Quem tinha o poder real eram os senhores feudais, que controlavam cada um 12
12
o seu Domínio Senhorial. 12
12
E, como é evidente, os reis não estavam satisfeitos com esta realidade, pois 12
12
queriam ter um poder verdadeiro: mandar no território, de facto, (cobrar os 12
12
impostos, fiscalizar as terras de produção) e não ter um poder fictício. 12
12
12
12
12
Por outro lado, os burgueses que tinham acumulado muita riqueza através da 12
12
prática do comércio, viam esta actividade de que viviam, ser prejudicada pelas 12
12
barreiras feudais. 12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
Como se pode ver, caro aluno, a Burguesia e os 12
12
Reis tinham em comum o interesse de eliminar 12
12
o poder dos Senhores Feudais, embora cada um 12
12
12
tivesse suas razões, como podemos ver: 12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
Os reis, por um lado queriam reforçar o seu poder utilizando dinheiro da 12
12
Burguesia para formar exércitos, pagar os administradores das diferentes 12
12
regiões, etc. Pois, só assim, eles podiam controlar, de facto, os seus territórios. 12
12
12
Os Burgueses, por outro lado, esperavam ver o fim das barreiras feudais, que 12
12
dificultavam o comércio. E, isso só podia ser possível, se os territórios não 12
12
mais pertencessem aos senhores, passando a pertencer a um Rei que 12
12
governasse todo o território. 12
12
12
12
A aliança dos Reis aos Burgueses permitiu a formação de Estados 12
12
12
Centralizados, ou seja, Estados onde todo o poder está nas mãos de um 12
12
Rei; contrariamente ao Regime Feudal, em que cada Senhor Feudal era dono 12
12
de uma parcela de terra, sobre a qual o rei não tinha nenhum poder. 12
12
33 33
História - Módulo 1
Lição 4 - 1ª Expansão Europeia e o Comércio Colonia
○
○
○
1
○
1
1
○
○
○
○
○
12
○
12
○
produtos que adquiriam através do comércio; sobre a proveniência de 12
12
Homens com características diferentes das deles. 12
12
12
12
12
Descoberta das Novas Técnicas e Instrumentos de Navegação e de 12
12
Orientação. 12
12
Até ao Século XV, a navegacão baseava-se em técnicas rudimentares 12
12
(orientação pelas coordenadas geográficas, luzes dos faróis, sol, 12
12
estrela polar, etc), tornando quase impossível a navegacão no alto 12
12
mar. Pelo que a descoberta e utilizacão de novos instrumentos de 12
12
12
orientação permitiu aos europeus a navegacão no alto mar. 12
12
12
12
12
Estes instrumentos chegam aos europeus através do intercâmbio e da troca 12
12
de experiências entre eles, bem como chineses e indianos. 12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
A seguir vai ver os instrumentos que reforçaram o 12
12
espírito de aventura dos europeus. 12
12
12
12
12
12
12
12
Que instrumentos de navegação estimularam a navegação na Europa? 12
12
12
12
12
Dos vários instrumentos provenientes da Ásia, e que estimularam a 12
12
expansão europeia podemos destacar: 12
12
12
12
A Bússola 12
12
Instrumento descoberto pelos 12
12
12
Chineses, e levado à Europa 12
12
pelos árabes. Permite navegar 0
12
12
45
12
31
perder a orientação. 12
12
270
O
12
90
12
S 12
12
5
22
12
13
12
180
12
12
fig.2. Bússola 12
12
12
12
12
12
12
12
35 35
História - Módulo 1
Lição 4 - 1ª Expansão Europeia e o Comércio Colonia
○
○
○
1
○
1
1
○
1
60
40
1 30
1 determinar a localização
1
20
1 de um lugar, a partir da
10
1 0
36 História - Módulo 1
Lição 4 - 1ª Expansão Europeia e o Comércio Colonial
○
○
○
○
12
○
Objectivos da Primeira Expansão 12
○
12
12
12
Europeia 12
12
12
Face ao que vimos anteriormente, podemos dizer que a Expansão Européia 12
12
teve os seguintes objectivos: 12
12
12
A busca do caminho marítimo para a Índia, que era a fonte das 12
12
especiarias, tão apreciadas na Europa, mas bastante caras no 12
12
mediterraneo, devido ao monopólio dos turcos e italianos. 12
12
12
Difundir o cristianismo no mundo. A Europa era um continente cristão. 12
12
12
Na visão dos europeus a fé cristã devia ser defundida aos infieis; aqueles 12
12
que não seguiam o Cristianismo. 12
12
12
Procurar novas regiões para obtenção da matéria-prima para 12
12
alimentar a indústria europeia que estava em franco desenvolvimento, 12
12
bem como novos mercados consumidores. No entender dos industriais, 12
12
as soluções poderiam ser encontradas no Ultramar. 12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
RESUMINDO........ 12
12
12
12
A Expansão Européia foi um conjunto de viagens marítimas ao Ultramar 12
12
realizadas pelos europeus, entre os Séculos XV e XVIII. 12
12
As causas desta expansão podem ser classificadas em: económicas, 12
12
políticas e técnico-científicas. 12
12
Os objectivos da expansão foram: 12
12
12
12
Busca do caminho marítimo para a Índia, para a aquisição de 12
12
especiárias a um preço mais baixo. 12
12
12
Localização de novas regiões para obtenção de matéria-prima para 12
12
alimentar a recém-nascida indústria europeia; 12
12
12
Monopólio do comércio mundial; 12
12
12
Difusão da fé cristã . 12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
Agora você vai aplicar os seus conhecimentos 12
12
resolvendo o exercícioseguinte 12
12
12
37 37
História - Módulo 1
Lição 4 - 1ª Expansão Europeia e o Comércio Colonia
○
○
○
1
○
1
1
○
1
1
1
1
1 EXERCÍCIOS
1
1
1
1
1 1. Assinale com 3a alínea que corresponde às principais causas da
1
1 Expansão Europeia:
1
1
1
1 9
1 a) causas económicas, culturais e filosóficas.
1
1
1 b) causas políticas, económicas e militares
1
1
1
1 c) causas económicas, políticas e técnico-científicos.
1
1
1 d) Causas religiosas, socias e económicas.
1
1
1
1
1
1
1
1
1 2. Mencione as causas económicas da Expansão Europeia.
1
1
1 ___________________________________________________________
1
1
1 _______________________________________________________________
1
1
1 ______________________________________________________________
1
1
1 ___________________________________________________________________________________
1
1
1 _____________________________________________________________
1
1
1
1
1
1
1 3. Indique os objectivos da Expansão Europeia.
1
1
1
1 ___________________________________________________________
1
1
1 _______________________________________________________________
1
1
1 ______________________________________________________________
1
1
1 ___________________________________________________________________________________
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1 Muito bem! Agora compare as suas respostas
1
1 com as que lhe sugerimos.
1
1
38 História - Módulo 1
Lição 4 - 1ª Expansão Europeia e o Comércio Colonial
○
○
○
○
12
○
12
○
12
12
CHAVE DE CORRECÇÃO 12
12
12
12
12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901
12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901
12
12
12
12
1. c) 12
12
12
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2) R: O encarecimento dos produtos orientais, devido ao monopólio 12
12
do comércio entre Europa, África Oriental e Ásia pelos italianos e 12
12
turcos; 12
12
a “fome de ouro”por parte dos estados europeus. 12
12
12
12
12
3). R: 12
12
12
Busca do caminho marítimo para a Índia para a aquisição de 12
12
especiarias a um preço baixo; 12
12
12
Procura de novas regiões para obtenção da matéria-prima para 12
12
alimentar a recém-nascida indústria europeia; 12
12
12
Domínio e monopólio do comércio mundial; 12
12
12
Difusão da fé cristã, os europeus consideravam o Cristianismo 12
12
como a religião universal para todas as sociedades. 12
12
12
12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901
12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901 12
12
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12
12
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12
Parabéns, se você acertou em todas as questões. 12
12
Caso tenha tido algumas dificuldades ao 12
12
resolver o exercício, volte a estudar a lição e 12
12
resolva de novo o exercício. Também, pode 12
12
dirigir-se até ao CAA junto do seu tutor, caso 12
12
12
julgue necessário. 12
12
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História - Módulo 1
Lição 4 - 1ª Expansão Europeia e o Comércio Colonial
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História - Módulo 1
Lição 5 - A Primazia Portuguesa na Expansão
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5 A Primazia Portuguesa na
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Expansão
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12
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123456789012345678901234567890121234567890123456789 12
123456789012345678901234567890121234567890123456789 12
12
12
12
Objectivos de aprendizagem: 12
12
12
12
12
No final desta lição, você, deve ser capaz de: 12
12
12
12
Explicar os factores da primazia portuguesa na expansão 12
12
12
Indicar as principais conquistas territoriais de Portugal 12
12
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12
12
Tempo necessário para completar a lição: 12
12
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12
12
40 minutos 12
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123456789012345678901234567890121234567890123456789 12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
INTRODUÇÃO 12
12
12
12
12
12
Como verá, nesta lição, a Expansão Europeia foi realizada por vários países 12
12
europeus. Apesar de terem sido muitos os países envolvidos na expansão, a 12
12
sua entrada neste processo aconteceu em momentos diferentes. 12
12
Os primeiros países que se lançaram na expansão foram Portugal e Espanha, 12
12
dois países localizados na Península Ibérica. Portugal foi, entre estes dois o 12
12
12
primeiro a expandir-se e logo de seguida entrou a Espanha. Razão pela qual 12
12
se diz que Portugal teve primazia na expansão. Pelo que só passados cerca 12
12
de dois séculos é que outros países, como Inglaterra, França e Holanda 12
12
entraram no movimento. 12
12
12
12
Caro aluno, nesta lição, você, vai estudar os factores que ditaram a primazia 12
12
12
Portuguesa na expansão. Vai estudar igualmente as suas principais conquistas 12
12
territoriais. 12
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História - Módulo 1
Lição 5 - A Primazia Portuguesa na Expansão
○
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○
1
○
1
1
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1
1
1
1 A seguir veja quais foram os factores que
1
1 ditaram a primazia dos portugueses na expansão
1
1 Europeia.
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
Factores da Primazia
1
1
1
1
1
Portuguesa
1
1 Se é verdade que os diferentes países europeus tinham razões fortes para se
1
1 interessarem pela expansão pelo mundo, o adiantamento de Portugal nessa
1
1 “aventura” explica-se pelo facto de que já por volta do Século XV, ele se
1
1 encontrava em melhores condições para se lançar ao mar, fazendo qualquer
1
1
1 tipo de aventura.
1
1 A seguir vamos detalhar em que medida isso seria possível:
1
1
1
1 1. Condições geográficas óptimas e recursos humanos (mão de
1
1 obra) disponíveis
1
1
1
1
1
1
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1
1
1
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1
1 Agora, pára para realizar a seguinte actividade.
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1
42 História - Módulo 1
Lição 5 - A Primazia Portuguesa na Expansão
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○
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12
12
ACTIVIDADE 12
12
12
12
12
12
12
Observe atentamente o mapa. 12
12
12
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Escocia 12
12
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Irlanda 12
12
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12
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Mar Negro 12
12
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A 12
12
B 12
12
1 12
12
12
12
2 12
Mar Mediterrâneo 12
12
12
12
12
Fig.1 Situação política na Europa dos finais do Século XIV a finais do Século XV. 12
12
12
12
12
Reino da Suécia Reino de Castela Estados da Igreja 12
12
Ordem Teutónica A encontra-se o 12
Reino de Portugal Império Bizantino 12
12
Reino da Polónia Aragão
Reino de Ragao B Império Otomano 12
12
Principados Gossos
Russos 12
Império Germânico
12
12
Reino da Hungria Reino da Inglaterra 12
12
12
Principado de Acaia Reino da França
12
12
Granada Reino da Itália 12
12
12
12
12
12
12
12
No mapa acima, estão apresentados os dopis países da Península Ibérica 12
12
(Portugal e Espanha) com os números 1 e 2 respectivamente. 12
12
12
12
12
12
43 43
História - Módulo 1
Lição 5 - A Primazia Portuguesa na Expansão
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○
○
1
○
1
1
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○
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○
○
12
○
12
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De certeza, caro aluno, você assinalou b), c) e 12
12
f). A sua resposta mostra que a Europa, no Século 12
12
XIV, vivia num ambiente de falta de estabilidade. 12
12
12
Pois a maior parte dos Estados europeus estava 12
12
envolvida em guerras. 12
12
12
12
12
12
12
Na sua opinião esses Estados envolvidos em guerras podiam ter condições 12
12
para realizar outras ambições, como a expansão pelo mundo? É claro que 12
12
não, pois os recursos que devia ser utilizados para sustentar a expansão, 12
12
incluíndo as pessoas estavam todos ao serviço da guerra. 12
12
12
12
12
Repara que nesta altura, ao contrário do que acontecia com a maioria dos 12
12
Estados europeus, Portugal era um dos poucos países da Europa que já gozava 12
12
de paz no início do século XV. Pois, o último momento de conflito para este 12
12
País tinha sido a Revolução de 1383 – 1385, que permitiu a subida da dinastia 12
12
de Avis ao poder. 12
12
12
12
12
Os acontecimentos políticos de Portugal do final do Século XIV favoreceram 12
12
a expansão. 12
12
Por um lado, estando em paz, Portugal, podia melhor dedicar os seus recursos 12
12
para a expansão. Por outro lado, a nova dinastia de Avis que saiu vitoriosa da 12
12
revolução, para além de reforçar o poder do rei fez uma renovação dos 12
12
12
dirigentes que criaram condições favoráveis para as iniciativas de carácter 12
12
expansionista. 12
12
12
12
12
12
3. Condições Técnico - Científicas 12
12
12
12
12
Para além das boas condições naturais, políticas e da disponibilidade em 12
12
recursos humanos, Portugal dispunha, também, de condições técnicas e 12
12
científicas, que favoreciam a expansão, tais como: 12
12
12
12
Conhecimentos teóricos e técnicos sobre a navegação resultantes do 12
12
contacto dos portugueses com os judeus e árabes. 12
12
12
A introdução da bússola, quadrante e astrolábio pelos muçulmanos e 12
12
da carta - portulano (mapa que representava com muitos pormenores 12
12
os portos e os acidentes do litoral) pelos italianos. 12
12
12
O desenvolvimento da construção naval que permitiu a construção de 12
12
embarcações capazes de navegar no alto mar, tais como a caravela. 12
12
12
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História - Módulo 1
Lição 5 - A Primazia Portuguesa na Expansão
○
○
○
1
○
1
1
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1
1
1
1
1
1 Agora, você, vai estudar as principais conquistas
1
1 dos portugueses, no âmbito da expansão.
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1 Principais Conquistas Territoriais de
1
1
1
1
1 Portugal
1
1
1
1 Os portugueses, durante as suas viagens pelo mar, descobriram e conquistaram
1
1 diversas regiões. É o caso de Ceuta, Ilha dos Açores, Ilha da Madeira, Cabo
1
1 Bojador, Ilhas de Cabo Verde e outras regiões da Costa Atlântica de África,
1
1 numa primeira fase.
1
1
1
1
1
1
1 A Conquista de Ceuta
1
1 Ceuta, uma cidade muçulmana do norte de África, foi o primeiro ponto a ser
1
1 tomado pelos portugueses, em 1415, devido a sua importância económica e
1
1 política.
1
1
1
1 Porquê a escolha de Ceuta?
1
1
1
1 A Cidade marroquina de Ceuta fica situada à entrada do estreito de
1
1 Gibraltar, numa posição estratégica importante entre o mar
1
1 Mediterrâneo e o Oceano Atlântico. Era um activo centro comercial e
1
1
1 ponto de chegada de todas as rotas de caravanas que traziam o ouro da
1
1 região a Sul do Deserto de Sara ( Sudão)
1
1
1 A conquista de Ceuta tinha importância, como ponto de partida para a
1
1 conquista de outros territórios.
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1 Os portugueses deram prioridade à conquista de
1
1 Ceuta por razões comerciais e militares.
1
1 A seguir, acompanhe a cronologia desta expansão.
1
46 História - Módulo 1
Lição 5 - A Primazia Portuguesa na Expansão
○
○
○
○
12
○
CRONOLOGIADAEXPANSÃOPORTUGUESA 12
○
12
12
12
1415 – Conquista de Ceuta, um importante mercado no Norte de África. 12
12
12
1420 – Chegada ás ilhas da Madeira e dos Açores. 12
12
12
1446 – Chegada a Cabo Verde. 12
12
1456 – Chegada ao Golfo da Guiné. 12
12
12
1482 – Chegada à foz do rio Zaire. 12
12
12
1488 – Chegada ao cabo de Boa Esperança (sul do continente africano). 12
12
12
1497 – Vasco da Gama parte rumo à Índia. 12
12
1498 - Vasco da Gama chega à Índia, tendo aportado antes em 12
12
12
Moçambique. 12
12
12
1500 – Pedro Álvares Cabral chega ao Brasil. 12
12
12
12
12
12
12
12
EUROP
A 12
12
ÁSIA 12
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12
12
12
12
12
12
ÁFRICA 12
12
12
12
12
OCEANO 12
ÍNDICO 12
OCEANO 12
ATLÂNTICO 12
12
12
12
12
12
12
Fig. 2 Rotas da Expansão Portuguesa 12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
RESUMINDO… 12
12
12
12
A primazia de Portugal na 1ª Expansão Marítima explica-se pelo facto de 12
12
que este país, na altura, já era um estado centralizado, possuíndo boas 12
12
condições geográficas, tradição de comércio a longa distância e bom 12
12
conhecimento das técnicas de navegação. 12
12
A expansão portuguesa iniciou com a conquista de Ceuta em 1415. De 12
12
12
Ceuta os portugueses emigraram para outras regiões de África, Ásia e 12
12
América. 12
47 47
História - Módulo 1
Lição 5 - A Primazia Portuguesa na Expansão
○
○
○
1
○
1
1
○
1
1
1
1
1 Agora é a vez de testar o conhecimento que
1
1 adquiriu ao longo da lição com a resolução de
1
1 exercícios que apresentamos.
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1 EXERCÍCIOS
1
1
1
1 1. Mencione os factores que ditaram a Primazia Portuguesa, no
1
1
1 processo da Expansão Europeia.
1
1
1 _____________________________________________________________________
1
1
1
1 __________________________________________________________________
1
1
1 ________________________________________________________________
1
1
1
1
1
1
1 2. Os Portugueses, durante as suas viagens, conquistaram vários
1
1
1 territórios. Coloque V nas alíneas verdadeiras, e F nas falsas,
1
1
1 tendo em conta os territórios conquistados pelos Portugueses.
1
1
1
1
1
1 9
1 a) Melinde, Ilha de Açores e Cabo Bojador.
1
1
1 b) Cabo Bojador, Ceuta e Tombutu.
1
1
1 c) Ilhas Cabo verde, Ceuta, Cabo Bojador.
1
1
1 d) Ceuta, Ilha de Açores, Ilhas Cabo verde.
1
1
1
1
1
1
1 3. Complete a tabela sobre a cronologia da expansão portuguesa.
1
1
1
1 Local Ano
1
1 1497
1 Brasil
1
1 1456
1
1 Cabo Verde
1
48 História - Módulo 1
Lição 5 - A Primazia Portuguesa na Expansão
○
○
○
○
12
○
12
○
1. Descreva, resumidamente, a conquista de Ceuta. 12
12
12
12
_____________________________________________________________________ 12
12
12
__________________________________________________________________ 12
12
12
________________________________________________________________ 12
12
12
______________________________________________________________________ 12
12
12
12
___________________________________________________________________ 12
12
12
12
12
12
12
12
12
CHAVE DE CORRECÇÃO 12
12
12
12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901
12
12
12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901
12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901
12
12
12
12
1. Condições geográficas óptimas e recursos humanos; Condições 12
12
políticas e Condições técnicas e científicas. 12
12
12
12
12
12
2. 12
12
12
a) F 12
12
b) F 12
12
c) V 12
12
d) V 12
12
12
12
12
12
12
3. Local Ano 12
12
Índia 1497 12
12
Brasil 1500 12
12
Golfo da Guiné 1456 12
12
Cabo Verde 1446 12
12
12
12
12
12
4. Ceuta, Cidade Marroquina de Norte de África, foi conquistada em 12
12
1415, e transformada num activo centro comercial de grande 12
12
posição estratégica para o comércio, vida militar e intercâmbio 12
12
comercial. 12
12
12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901 12
12
12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901
12
12
12
12
12
12
49 49
História - Módulo 1
Lição 5 - A Primazia Portuguesa na Expansão
○
○
○
1
○
1
1
○
1
1 De certeza, você, aprendeu com muito gosto esta
1
1 lição. Mas se acha que há algum aspecto da lição
1
1 que não aprendeu devidamente releia-a, e tente
1
1 resolver de novo os exercícios.
1
1 Vai ver que as coisas vão ficar mais claras.
1
1 Força!
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
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1
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1
1
1
1
1
1
50 História - Módulo 1
Lição 6 - A Expansão Portuguesa em Moçambique
○
○
○
○
12
6 A Expansão Portuguesa em
○
12
○
12
12
12
12
12
12
Moçambique
12
12
12
12
12
12
12
12
12
123456789012345678901234567890121234567890123456789 12
12
12
12
Objectivos de aprendizagem: 12
12
12
12
12
No final desta lição, você, deve ser capaz de: 12
12
12
12
Explicar as razões da expansão Portuguesesa à 12
12
Moçambique. 12
12
12
Mencionar os locais de fixação dos mercadores 12
12
Portugueses em Moçambique. 12
12
12
12
12
12
Tempo necessário para completar a lição: 12
12
12
12
12
40 minutos 12
12
12
123456789012345678901234567890121234567890123456789 12
123456789012345678901234567890121234567890123456789 12
12
12
12
12
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12
12
12
12
12
INTRODUÇÃO 12
12
12
12
12
12
Na lição anterior, vimos os factores que ditaram a primazia de Portugal na 12
12
12
Expansão Europeia, bem como as principais conquistas por ele realizadas. 12
12
Agora você, vai estudar, as circunstâncias que terão levado à chegada dos 12
12
portugueses ao nosso país e os principais locais de fixação dos mercadores 12
12
portugueses. 12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
51 51
História - Módulo 1
Lição 6 - Características Económicas do Período de Transição
○
○
○
1
Os Portugueses em Moçambique
○
1
1
○
1
1
1 A expansão portuguesa em Moçambique aconteceu quase que por acaso.
1
1 Como, você, sabe, ao se lançarem na expansão, os portugueses tinham como
1
1 destino a Índia. Mas para chegar à Índia, os navegadores portugueses tinham
1
1 que contornar toda a costa do continente africano, até dobrar o cabo da Boa
1
1 Esperança, seguindo depois pela costa oriental até a Índia. Sendo esta rota
1
1
1 que ditou esta sorte de Moçambique para ser atingido pelos navegadores
1
1 portugueses.
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1 Caro aluno, reflicta e responda a seguinte pergunta
1
1 em relação a chegada dos portugueses ao nosso país.
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
ACTIVIDADE
1
1
1 Assinale com um 3 a resposta correcta à seguinte pergunta:
1
1
1 Na sua opinião, podiam os portugueses ter escalado Moçambique,
1
1 seguindo o trajecto descrito?
1
1
1
1
1
9
1 a) Sim, pois Moçambique localiza-se na costa oriental
1 africana, por onde os portugueses passaram.
1
1
1 b) Não, porque Moçambique não se encontra em parte
1
1
1 nenhuma do itinerário seguido pelos portugueses.
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1 Você assinalou a). Perfeito! Você assinalou
1
1 correctamente. De facto, o trajecto seguido
1
1 pelos portugueses, na sua viagem à India, permitia
1
1 que eles passasem por Moçambique, uma vez que
1
1 ele está na rota.
1
1
52 História - Módulo 1
Lição 6 - A Expansão Portuguesa em Moçambique
○
○
○
○
12
○
12
○
De facto, o primeiro contacto entre portugueses e moçambicanos teve lugar, 12
12
quando os portugueses atingiram a costa de Moçambique no ano de 1498 12
12
integrados numa expedição (viagem) comandada por Vasco da Gama. 12
12
12
12
A primeira escala dos portugueses em Moçambique, foi em Inhambane. A 12
12
paragem da esquadra de Vasco da Gama não foi programada. 12
12
Ela deveu-se, segundo se conta, a uma avaria da sua embarcação causada por 12
12
12
mau tempo, que se fazia sentir na foz do rio dos Reis, que se pensa tratar-se 12
12
do actual rio Limpopo ou Zavala. 12
12
12
12
Os portugueses eram pessoas totalmente estranhas às populações de 12
12
Inhambane. Tendo em conta este aspecto, como terá sido a recepção a estes 12
12
estrangeiros? 12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
A seguir realiza a actividade que se apresenta. Ela 12
12
ajuda a compreender este tema da lição. 12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
ACTIVIDADE 12
12
12
12
12
12
Leia atentamente o extracto que se segue. 12
12
12
12
12
12
LEITURA 12
12
12
12
Vasco da Gama, julgando achar-se na presença do rei desta terra fez-lhe 12
12
presente de uma jaqueta, um calção, um barrete e uma mitra. O chefe da 12
12
tribo ofereceu aos portugueses fruta, milho, galinhas, cabritos, e mel. 12
12
Houve grande contentamento de parte a parte, divertimentos e danças, 12
12
(…). 12
12
12
In: História 9ª classe, A. Assis e outros, 1990 12
12
12
12
Agora, com base no extracto, diga dois aspectos que mostram como foi o 12
12
relacionamento dos portugueses com as populações locais de Inhambane. 12
53 53
História - Módulo 1
Lição 6 - Características Económicas do Período de Transição
○
○
○
1
○
1
1
○
54 História - Módulo 1
Lição 6 - A Expansão Portuguesa em Moçambique
○
○
○
○
12
○
12
○
12
12
12
12
12
12
Veja, a seguir, o que é que diferencia uma 12
12
feitoria de uma fortaleza. 12
12
12
12
12
12
12
12
12
O que diferencia a Feitoria da Fortaleza? 12
12
12
12
12
Feitoria é o lugar ou estabelecimento (fortificado ou não), geralmente 12
12
12
situado num porto, destinado às trocas comerciais com a população nativa 12
12
dessa região ou com os mercadores que aí fazem trocas comerciaias. 12
12
Capitão feitor ou governador é o representante do rei nesse lugar. 12
12
12
12
Fortaleza é uma fortificação militar montada ao longo da costa ou no interior, 12
12
com o objectivo de defender os portugueses, bem como os seus produtos de 12
12
troca. Cada uma destas fortificações militares possuía um exército próprio. 12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
Vamos, de seguida, conhecer o tempo e o local de 12
12
fixação dos principais mercadores portugueses, 12
12
durante a sua expansão à Moçambique. 12
12
12
12
12
12
12
12
FEITORIAS 12
12
12
12
1505 – Feitoria de Sofala 12
12
12
1507 – Feitoria da Ilha de Moçambique 12
12
12
1530 – Feitoria de Sena e Tete 12
12
12
1544 – Feitoria de Quelimane 12
12
12
1522 – Conquista das ilhas Quirimbas 12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
55 55
História - Módulo 1
Lição 6 - Características Económicas do Período de Transição
○
○
○
1
○
1
1
○
1
1 FORTALEZAS
1
1 De Sofala De Sena
1
1
1 De Zumbo De Angoche
1
1
1 De Tete De Quelimane
1
1
1
1
1
1
1 Tete
1 Zumbo Ri o
1 Za
1
mb
1 Sena
1
ez
Angoche
e
1
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1
1 un Quelirnane
P
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1
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1
C
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1 Ri
o
O
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N
1
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1
C
O
1
1
1 Á F R I C A
1
Ri
1
oL
1 Regiões auríferas
im
eurifaras
1
po
1 Fronteira entre o
p
1 Moçambiquee Zimbabwe
1
1 Feitorias e Fortalezas
1
1
1
1 Fig.1. Locais de fixação das Feitorias e Fortalezas, em Moçambique
1
1
1
1
1
1
1
1 Uma das principais marcas da presença portuguesa em Moçambique, durante
1
1 a fase da expansão europeia, é a fortaleza da Ilha de Moçambique.
1
1 Caro aluno, você, sabe que a Ilha de Moçambique, hoje, é muito afamada e
1
1 considerada Património da Humanidade pela Organização das Nações
1
1
1 Unidas para a Ciência e Cultura (UNESCO)? Isso é exactamente, pelo valor
1
1 histórico que ela possui.
1
1 Observe a figura.
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1 Fig. 2. Fortaleza da Ilha de Moçambique
1
1
1
1
56 História - Módulo 1
Lição 6 - A Expansão Portuguesa em Moçambique
○
○
○
○
12
○
12
RESUMINDO ...
○
12
12
12
12
12
12
12
u Os Portugueses descobrem Moçambique durante a sua viagem para a 12
12
Índia. 12
12
12
u Os Portugueses, durante a sua viagem, aperceberam-se do intenso 12
12
comércio de ouro e de escravos entre os árabes e moçambicanos. 12
12
12
u Os portugueses em Moçambique fundam as feitorias de Sofala, Ilha 12
12
de Moçambique feitoria de Sena, Tete, Quelimane e ilhas das 12
12
12
Quirimbas. 12
12
12
12
12
12
12
12
12
Caro aluno, agora é a vez de aplicar os 12
12
conhecimentos que adquiriu durante o estudo 12
12
desta lição com a resolução dos exercícios que 12
12
propomos de seguida. 12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
EXERCÍCIOS 12
12
12
12
12
12
12
1. Assinale com V as afirmações verdadeiras, e Com F as falsa, em 12
12
relação à expansão portuguesa em Moçambique. 12
12
12
12
9 12
a) Os Portugueses descobrem Moçambique na sua longa 12
12
12
caminhada rumo à China. 12
12
b) Os Portugueses chegam à Moçambique em 1498. 12
12
12
c) Os Portugueses apercebem-se de um intenso 12
12
12
comércio de Marfim e de Escravos entre os árabes e 12
12
os moçambicanos. 12
12
12
d) A primeira paragem dos portugueses em Moçambique 12
12
foi em Inhambane. 12
12
12
e) Em 1507 funda-se as Feitorias de Quelimane. 12
12
12
57 57
História - Módulo 1
Lição 6 - Características Económicas do Período de Transição
○
○
○
1
○
1
1
○
1
1
1
1
1 1. a). V
1
1
1 b) V
1
1
1 c) F
1
1
1 d) V
1
1
1 e) F
1
1
1
1
1
1 2.
1
1
1
1 Feitoria de Sofala
1
1 Feitoria da Ilha de Moçambique
1
1
1 Feitoria de Sena e Tete
1
1
1 Feitoria de Quelimane
1
1 Ilhas Quirimbas
1
1
1
12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901
12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901
1
1
1
1
1
1
1
1 Muito bem, acertou em todas as questões? Se teve
1
1 algumas dificuldades no estudo da lição e na
1
1 resolução de alguns exercícios, não desanime,
1
1 volte a estudar-la, e resolva o exercício
1
1
1 novamente.
1
1 Você vai acertar o exercício, de certeza. Força!
1
58 História - Módulo 1
Lição 7 - Expansão Espanhola
○
○
○
○
12
○
12
○
12
Expansão Espanhola
12
12
12
12
12
12
12
12
123456789012345678901234567890121234567890123456789 12
123456789012345678901234567890121234567890123456789 12
12
12
12
Objectivos de aprendizagem: 12
12
12
12
No final desta lição, você, deve ser capaz de: 12
12
12
12
12
Explicar as razões da Expansão Espanhola 12
12
Explicar as causas das contradições entre a Espanha e 12
12
12
Portugal 12
12
12
12
12
12
Tempo necessário para completar a lição: 12
12
12
12
12
40 minutos 12
12
123456789012345678901234567890121234567890123456789 12
123456789012345678901234567890121234567890123456789 12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
INTRODUÇÃO 12
12
12
12
12
Depois de ter estudado a primeira expansão portuguesa nas lições 5 e 6, 12
12
você, vai estudar, agora, a expansão espanhola, nomeadamente: as razões da 12
12
12
expansão e as causas das contradições entre Portugal e Espanha. 12
12
12
12
Vamos ao estudo! 12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
59 59
História - Módulo 1
Lição 7 - Expansão Espanhola
○
○
○
1
○
1
1 A Expansão Espanhola
○
1
1
1 A Espanha é um dos países mais extensos da Europa e, situa-se na Península
1
1 Ibérica ao lado de Portugal.
1
1
1 A Espanha foi o segundo país a expandir-se para o mundo fora, logo depois de
1
1 Portugal, o primeiro país nesta aventura, como você já aprendeu na lição 5.
1
1
1
1
1
1
1 Porquê a Expansão Espanhola?
1
1
1
1 As motivações da expansão espanhola são idênticas às que já foram referidas
1
1 como causas gerais da expansão europeia; senão vejamos:
1
1
1 Tal como os portugueses, os espanhóis enfrentavam o problema dos
1
1
1 altos preços, cobrados pelos mercadores turcos e italianos no
1
1 Mediterrâneo sobre as especiarias orientais, pelo que precisavam de
1
1 obter especiarias a um preço baixo, e para isso, era preciso procurar
1
1 uma nova rota para atingir a Índia, local de onde vinham esses produtos.
1
1
1 Até ao Século XV, a Espanha já era um Estado Centralizado, tal como
1
1 Portugal.
1
1
1 Pretendia aumentar o seu território, formando um grande império que
1
1 incluiria a Espanha continental e a Espanha do Ultramar.
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1 Como você pode notar, as causas da expansão
1
1 espanhola estão ligadas à busca de especiárias
1
1 na Índia e à conquista de novos territórios.
1
1
1
1
1
1
1
1 As Rotas da Expansão Espanhola
1
1 A Espanha lançou-se tardiamente na aventura ultramarina, disputando com
1
1 Portugal a conquista de mais terras.
1
1
1
1 A expansão espanhola iniciou, em 1492, tendo como principal finalidade
1
1 descobrir o caminho marítimo para a Índia, seguindo para Ocidente do Oceano
1
1
1 Atlântico.
1
1
1
1 A missão de chegar à Índia, navegando para Ocidente foi encarregue a Cristóvão
1
1 Colombo.
60 História - Módulo 1
Lição 7 - Expansão Espanhola
○
○
○
○
12
○
12
○
12
TOME NOTA 12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
Cristóvão Colombo foi um italiano (de Génova) que se fixou 12
12
em Portugal cerca de 1476. 12
12
Depois de fazer várias viagens ao serviço do rei Português 12
12
para o Arquipélago da Madeira, amadureceu o projecto de 12
12
atingir a Índia navegando para Ocidente. Essas viagens 12
12
12
permitiram a Cristóvão Colombo adquirir, conhecimentos 12
12
da arte de navegar e recolher informações sobre a possível 12
12
existência de terras no Ocidente de Açores. 12
12
Entretanto, os responsáveis pela expansão portuguesa não 12
12
mostraram interesse por esse projecto, por isso Colombo 12
12
foi oferecer seus serviços à Espanha. 12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
Navegando ao serviço da Espanha em 1492, Cristovão Colombo partiu daquele 12
12
12
País navegando para o Ocidente do Mar Mediterrâneo. 12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
Caro aluno, realize a actividade que se segue. 12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
61 61
História - Módulo 1
Lição 7 - Expansão Espanhola
○
○
○
1
○
1
1
○
1
1
1
1
1
1 ACTIVIDADE
1
1
1 Fale da importância das primeiras viagens feitas por Cristovão
1
1 Colombo, quando estava ao serviço do rei de Portugal.
1
1
1 ______________________________________________________
1
1
1 _______________________________________________________________
1
1
1 ______________________________________________________________-
1
1
1 ________________________________________________________________-
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1 De certeza , você disse que essas primeiras
1
1 viagens permitiram ao Cristóvão Colombo
1
1 consolidar os seus conhecimentos na arte de
1
1 navegar, bem como recolher informações sobre
1
1
1 a possível existência de terras no Ocidente de
1
1 Açores.
1
1
1
1
1
1
1 Mas atenção, caro aluno, no tempo em que Colombo realizou essas viagens
1
1 que lhe permitiram mais tarde fazer longa viagem ã América, o mundo era
1
1 muito pouco conhecido pelos europeus: não sabiam que atravessando o
1
1
1 Oceano Atlântico encontrariam um outro continente. Este desconhecimento
1
1 da existência do continente americano do outro lado do Atlântico levou a
1
1 que, quando Colombo chegou à América pensasse que tinha alcançado o seu
1
1 grande objectivo, que era chegar a Índia.
1
1
1
1 Pelo que uma vez chegado à América, Colombo ficou convencido de que
1
1
1 tinha alcançado à Índia. Chamou índios a população local americana que aí
1
1 encontrou. E aos territórios descobertos, chamou Índias.
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1 Para melhor perceber este assunto, leia o extracto
1
1 que se segue .
1
1
62 História - Módulo 1
Lição 7 - Expansão Espanhola
○
○
○
○
12
○
12
○
12
12
12
12
12
LEITURA 12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
A ilusão de ter chegado à Índia, levou Cristovão Colombo a 12
12
dar o nome de Índios aos naturais da América (designação 12
12
que se manteve até hoje) e de Índias aos novos territórios. 12
12
Quando se reconheceu o erro do Colombo, passou a chamar- 12
12
12
se Índias Ocidentais ao continente americano, para as 12
12
distinguir da verdadeira Índia (Índias Orientais). 12
12
12
In História 8, Pág. 30 12
12
12
12
12
12
12
12
12
A descoberta do Continente Americano por Colombo permitiu o 12
12
12
conhecimento de um novo povo – a Povo Americano, que até então era 12
12
desconhecido pelos espanhóis. É por isso, caro aluno, que por vezes ouve 12
12
dizer: Novo Continente para se referir ao Continente Americano. 12
12
12
12
Depois de Colombo outras expedições espanholas à América permitiram a 12
12
Espanha edificar na América um grande império que se estendia desde o rio 12
12
12
Mississipi até à ponta Meridional do continente americano excluindo o Brasil 12
12
que já estava nas mãos dos Portugueses. 12
12
12
12
A expansão espanhola ao continente Americano, teve várias consequências: 12
12
12
destruição das civilizações americanas, nomeadamente os 12
12
Maias, Incas e Aztecas. 12
12
12
Pilhagem dos recursos minerais: ouro e prata, fazendo da 12
12
Espanha o Estado mais poderoso da Europa, na segunda 12
12
12
metade do Século XVI. 12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
A seguir vai estudar as consequências da entrada 12
12
Espanhola no processo de descoberta de novas 12
12
terras fora da Europa. 12
12
63 63
História - Módulo 1
Lição 7 - Expansão Espanhola
○
○
○
1
○
1
1
1
1
1 A entrada da Espanha na expansão provocou, desde o início, contradições
1
1
1 bastantes graves entre este país e Portugal, devido, principalmente, às
1
1 disputas pelo controlo do comércio com os povos das regiões ocupadas.
1
1
1
1
1
1
1 Como foram Ultrapassadas as
1
1 Contradições entre Espanha e Portugal?
1
1
1
1
1
1
1 Leia o texto
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1 O texto que se segue vai ajudá-lo a entender como
1
1 foi ultrapassada a contradição entre estes dois
1
1 países. Vamos a isso, amigo.
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
LEITURA
1
1
1
1
1
1
1 “Os reis católicos pediram a intervenção do papa Alexandre
1
1 VI, que era espanhol, em apoio das suas pretensões. Numa
1
1 bula de Maio de 1493, o papa dividia o mundo desconhecido
1
1
1 em dois hemisférios (o Oriental para Portugal e o Ocidental
1
1 para Espanha), segundo um meridiano que passava a 100
1
1 léguas a ocidente de Cabo Verde. O rei de Portugal não
1
1 concordou com essa proposta. Negociações posteriores
1
1 levaram por fim ao Tratado de Tordesilhas (nome da cidade
1
1 espanhola em que foi assinado). A insistência nas 370
1
1
1 léguas leva a supor que os portugueses saberiam já da
1
1 existência do território depois chamado Brasil”.
1
1 In: História 8. pág. 30
1
1
1
1
64 História - Módulo 1
Lição 7 - Expansão Espanhola
○
○
○
○
12
○
12
○
12
12
12
12
De seguida resolva a actividade que lhe 12
12
12
propusemos 12
12
12
12
12
12
12
12
12
ACTIVIDADE 12
12
12
12
12
Com base na leitura que acabaste de fazer do texto, responda às perguntas 12
12
que se seguem. 12
12
12
12
12
12
1. Que acções foram feitas para tentar resolver o conflito entre os dois 12
12
países? 12
12
12
_____________________________________________________ 12
12
12
______________________________________________________________ 12
12
12
________________________________________________________ 12
12
12
12
12
12
2. Qual foi o resultado final dessas acções? 12
12
12
12
_____________________________________________________ 12
12
12
______________________________________________________________ 12
12
12
________________________________________________________ 12
12
12
12
12
12
12
12
12
Certamente, as suas respostas não diferem muito 12
12
das seguintes: 12
12
1. Para tentar encontrar uma solução para o 12
12
problema que os opunha entraram em 12
12
negociações. 12
12
12
2. O resultado dessas negociações foi a 12
12
assinatura do Tratado de Tordesilhas. 12
12
12
12
12
12
Pois é isso mesmo, caro aluno, na tentativa de encontrar uma solução para o 12
12
conflito entre ambos, Portugal e Espanha iniciaram conversações entre si 12
12
que tiveram como resultado final a assinatura do tratado de Tordesilhas. 12
65 65
História - Módulo 1
Lição 7 - Expansão Espanhola
○
○
○
1
○
1
1 1494 e determinava que o mundo deveria ser dividido em duas partes por
1
1 meio de uma linha imagiária, ficando as terras descobertas ou a descobrir
1
1 para Oriente dessa linha pertencentes a Portugal e, as que estivessem para o
1
1 Ocidente, com a Espanha.
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1 ESPANHA PORTUGAL
1
1
1
1
1 Fig. 1 - Meridiano de Tratado de Tordesilhas
1
1
1
1
1
1
1
1 RESUMINDO
1
1
1
1
1
1 A Expansão Espanhola foi motivada pela necessidade de chegada ao
1
1 local de produção das especiárias e de conquista de novos territórios
1
1 no Ultramar.
1
1
1 As causas das contradições entre Espanha e Portugal foram: o controlo
1
1 do comércio com os povos das regiões na qual haviam chegado.
1
1
1 A descoberta do Continente Americano por Colombo permitiu o
1
1 conhecimento de um novo continente povo – o Povo Americano.
1
1
1 Portugal e Espanha, por causa do controle das novas terras, entraram
1
1 em contradições. Essas contradições terminaram com a assinatura do
1
1
1 Tratado de Tordesilhas, na Espanha.
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1 Agora é a vez de aplicar o que estudou ao longo
1
1 desta lição. Propomos os seguintes exercícios para
1
1 si.
1
66 História - Módulo 1
Lição 7 - Expansão Espanhola
○
○
○
○
12
○
12
○
12
12
12
EXERCÍCIOS 12
12
12
12
12
12
1. Mencione os territórios descobertos por Cristovão Colombo em 12
12
1492. 12
12
12
12
__________________________________________________________________- 12
12
12
_____________________________________________________________________ 12
12
12
12
12
12
12
2. Assinale com V as afirmações verdadeiras, e com F as falsas, em 12
12
relação a expansão espanhola. 12
12
12
12
a) Com a expansão, a Espanha pretendia fazer um grande
9 12
12
12
império. 12
12
12
b) O Tratado de Tordesilhas foi assinado pelos dois 12
12
países da península Arábica. 12
12
12
c) O Tratado de Tordesilhas foi acordado em 1493. 12
12
12
d) Cristovão Colombo chegou à América pensando ter 12
12
chegado à Índia. 12
12
12
e) Os espanhóis foram derrotados pelas civilizações 12
12
Astecas, Maias e Incas. 12
12
12
12
12
12
12
12
12
3. Mencione as decisões do Tratado de Tordesilhas. 12
12
12
12
__________________________________________________________________- 12
12
12
_____________________________________________________________________ 12
12
12
__________________________________________________________________- 12
12
12
_____________________________________________________________________ 12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
67 67
História - Módulo 1
Lição 7 - Expansão Espanhola
○
○
○
1
○
1
1
○
1
1
1 CHAVE DE CORRECÇÃO
1
1
12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901
12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901
1
1
1
1 1.R: Cristovão Colombo, em 1492, descobriu as Ilhas Canárias, Cuba,
1
1
1 Jamaica e Venezuela.
1
1 2.a) V
1
1 b) F
1
1 c) F
1
1 d) V
1
1 e) F
1
1
1
1
1 3.R: O Tratado de Tordesilhas determinava que o mundo deveria ser
1
1 dividido em duas partes, por meio de uma linha imaginária, ficando
1
1 as terras descobertas ou a descobrir para, Oriente dessa linha
1
1 pertencentes a Portugal e, as que estivessem para o Ocidente com a
1
1 Espanha.
1
1
1 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901
1 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901
12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1 De certeza gostou da lição, caro aluno. Assim,
1
1 muito bem!. Se teve algumas dificuldades, não
1
1 perca tempo, repita o estudo dos conteúdos e de
1
1 seguida, resolva os exercícios, novamente.
1
1 Em caso de necessidade, peça o apoio do seu tutor
1
1 de disciplina, no CAA .
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
68 História - Módulo 1
Lição 8 - Expansão Holandesa, Inglesa e Francesa (2ª fase da Expansão Européia)
○
○
○
○
12
○
12
○
12
Expansão Holandesa,
12
12
12
12
12
12
12
12
Inglesa e Francesa (2ª fase 12
12
12
12
12
12
12
da Expansão Européia)
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
123456789012345678901234567890121234567890123456789 12
12
12
12
12
Objectivos de aprendizagem: 12
12
12
12
No final desta lição, você, deve ser capaz de: 12
12
12
12
Mencionar as principais direcções da Expansão 12
12
Holandesa, Inglesa e Francesa 12
12
12
Descrever a Expansão Holandesa, Inglesa e Francesa 12
12
12
12
12
12
Tempo necessário para completar a lição: 12
12
12
12
12
40 minutos 12
12
12
123456789012345678901234567890121234567890123456789 12
123456789012345678901234567890121234567890123456789 12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
INTRODUÇÃO 12
12
12
12
12
Nesta lição, você, vai estudar o grupo de países que entraram tardiamente 12
12
12
no processo da expansão, durante o Século XVI. Esses países foram: 12
12
Holanda, França e Inglaterra. 12
12
Desde já, preste muita atenção ao estudo da lição. 12
12
12
12
12
69 69
História - Módulo 1
Lição 8 - Expansão Holandesa, Inglesa e Francesa (2ª fase da Expansão Européia)
○
○
○
1
○
1
1
○
1
1
1
1
1 Caro aluno, veja, a seguir, quais foram os aspectos
1
1 que motivaram este grupo de países a entrar na
1
1 expansão, depois de Portugal e Espanha.
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
Motivações para a Expansão
1
1 Caro aluno, como já estudou na lição anterior, nos Séculos XV e XVI, apenas,
1
1 estiveram envolvidas no processo da expansão Portugal e Expanha.
1
1 Contudo, a partir do Século XVII, Holanda, Inglaterra e França começaram a
1
1 mostrar também o interesse de participar neste processo.
1
1
1
1
1 Mas porquê estes países se interessaram pela expansão?
1
1
1
1 O interesse destes países pela expansão nasceu, quando eles se aperceberam
1
1 dos ganhos que Portugal e Espanha iam tedo: acumulação de muita riqueza
1
1 no contexto de comércio internacional.
1
1
1 Portanto, podemos afirmar que foi a expansão daqueles dois países da Península
1
1 Ibérica que despertou o interesse deste novo grupo de países.
1
1
1
1
1
1 Direcção da Expansão
1
1
1
1 Como já foi dito, Holanda, Inglaterra e França só entraram no processo da
1
1 expansão no Século XVII, portanto, muito mais tarde após o início da
1
1 expansão Portuguesa e Espanhola.
1
1 Se o primeiro grupo de países a expandir-se (Portugal e Espanha) dirigiu-se
1
1 para América do Sul e Central, África e Ásia, já o segundo grupo dirigiu-se,
1
1 principalmente, para América do Norte, África e algumas regiões de Ásia.
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1 Veja, a seguir, como é que se caracterizou a
1
1 expansão dos holandeses, ingleses e franceses a
1
1 partir dos meados do Século XVII.
1
1
1
1
1
1
70 História - Módulo 1
Lição 8 - Expansão Holandesa, Inglesa e Francesa (2ª fase da Expansão Européia)
○
○
○
○
12
○
Expansão Holandesa 12
○
12
12
A Segunda Fase da expansão europeia foi marcada pela entrada dos holandeses 12
12
neste processo. 12
12
Em 1652 chegam, na cidade de Cabo, África do Sul, na sequência da expansão, 12
12
os primeiros colonos boeres, vindos da Holanda. 12
12
12
A chegada destes colonos à Cidade de Cabo foi resultado do trabalho de várias 12
12
companhias marítimas fundadas e desenvolvidas durante o século XVII, 12
12
nomeadamente: 12
12
12
12
u Companhia das Índias Orientais fundada em 1602; 12
12
12
u Companhia das Índias Ocidentais fundada em 1621, que promoveu a 12
12
expansão para América, fundando nova Amesterdão como Colónia 12
12
12
mundial. 12
12
12
12
12
Nas Caraíbas, a Holanda conquistou a ilha de Curaco, tornando-a num 12
12
12
importante Centro de Pirataria. Isto é, esta ilha foi transformada em abrigo 12
12
para daí a Holanda fazer assaltos aos navios de outros países. 12
12
12
12
A Holanda tornou-se, assim, na maior potência marítima do século XVI e 12
12
princípios do Século XVII. 12
12
Contudo, a vigência do poderio Holandês só vigorou até 1672, devido à 12
12
12
concorrência com a Inglaterra e França e à guerra que teve com este último. 12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
Resolva de seguida a actividade que lhe 12
12
propomos 12
12
12
12
12
12
12
12
12
ACTIVIDADE 12
12
12
12
12
Mencione as duas Companhias Marítimas fundades pela Holanda no 12
12
âmbito da sua expansão. 12
12
12
________________________________________________________________________________ 12
12
12
__________________________________________________________________ 12
12
71 71
História - Módulo 1
Lição 8 - Expansão Holandesa, Inglesa e Francesa (2ª fase da Expansão Européia)
○
○
○
1
○
1
1
○
72 História - Módulo 1
Lição 8 - Expansão Holandesa, Inglesa e Francesa (2ª fase da Expansão Européia)
○
○
○
○
12
○
12
○
12
12
12
12
12
12
Territórios Conquistados 12
12
12
12
12
12
Na America Latina, os ingleses conquistaram e apoderam-se das illhas 12
12
antes conquistadas pelos espanhóis, nomeadamente: 12
12
12
12
Jamaica 12
12
12
Bahamas 12
12
12
e outros países das Antilhas 12
12
12
12
12
Na América do Norte, durante os finais do Século XVII, chegam ingleses 12
12
pobres ou perseguidos por questões políticas ou religiosas, onde fundam 12
12
13 colónias, nomeadamente: 12
12
12
12
12
Nova York 12
12
12
Pensilvânia 12
12
Virgínia 12
12
12
Carolina do Norte 12
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Carolina do Sul 12
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Geórgia 12
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Nova Hampshire 12
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Massachussets 12
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Rhode-Island 12
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Connecticut 12
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Nova Jersey 12
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Delaware 12
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Maryland 12
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A Inglaterra, como grande potência marítima, iniciou a sua expansão colonial 12
12
desenvolvendo a pirataria, contrabando e tráfico de escravos a partir do Golfo 12
12
da Guiné para América Espanhola. 12
12
12
No processo de conquista territorial, a Inglaterra considerava que os produtos 12
12
coloniais só podiam ser transportados exclusivamente pelos seus barcos. 12
12
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História - Módulo 1
Lição 8 - Expansão Holandesa, Inglesa e Francesa (2ª fase da Expansão Européia)
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Expansão Francesa 12
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Já falamos do domínio Holandês e Inglês sobre os mares, levando a cabo o 12
12
processo de Expansão. 12
12
Agora vamos falar do envolvimento da França, que envolvida em guerras e 12
12
atravessando um período de grande desenvolvimento económico, lançou-se 12
12
na expansão, sob a iniciativa de seus ministros Richelieu e Colbert, no Século 12
12
12
XVII. 12
12
Os franceses, no seu projecto de expansão, invadiram e ocuparam os seguintes 12
12
territórios: 12
12
América – Canadá e Flórida. 12
12
Caraibas – Ilhas de Martinica, de Guadalupe e Granada que se tornaram 12
12
activos e importantes centros de pirataria, que eram os locais onde se faziam 12
12
12
assaltos aos barcos de outos países. 12
12
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12
Os franceses, no continente Americano, Africano e Asiático criaram colónias, 12
12
cujo objectivo era desenvolver uma agricultura de plantações para alimentar 12
12
a indústria européia. 12
12
Em regiões ou países de baixa densidade populacional promoveu-se o 12
12
12
povoamento e estabeleceu-se a colonização. É o caso do Canadá. 12
12
12
12
No século XVIII, em virtude da Guerra dos Sete Anos (1756 – 1763), a 12
12
França perde grande parte dos seus antigos territórios coloniais a favor da 12
12
Inglaterra. Esta, funda o Império da Índia e alarga os seus territórios coloniais 12
12
na América do Norte. 12
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CANADÁ 12
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Fig. 1. A colonização da América do Norte nos finais do sec. XVII 12
12
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Territórios controlados pelos Ingleses 12
Colonização -? 12
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Colonização França 12
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Colonização Inglaterra 12
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Territórios
? controlados pelos Franceses 12
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História - Módulo 1
Lição 8 - Expansão Holandesa, Inglesa e Francesa (2ª fase da Expansão Européia)
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1 Fase da Expansão Europeia
1
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1
1
1 Moçambique foi um dos países que tiveram a sorte de viver a Primeira Fase
1
1 da Expansão Europeia a partir do Século XV, conforme aprendeu nas duas
1
1
1 ultimas lições. Pois, enquanto decorria a Segunda fase da expansão europeia,
1
1 em Moçambique decorria o Comércio de Marfim e de Escravos, mercadorias
1
1 que sucederam o comércio de ouro. Este comércio ficou conhecido na
1
1 História pela designação de Cíclo de Marfim e Cíclo de Escravos.
1
1 Antes da Segunda Fase da Expansão europeia Moçambique já mantinha alguns
1
1 contactos comerciais com portugueses (Comércio de Ouro). Este comércio
1
1
1 mais tarde foi substituido pelo cíclo de Marfim e de Escravos, o que passou
1
1 a ser conhecido na Historia mundial por penetração Mercantil Europeia.
1
1
1
1 No comércio de Marfim (Cíclo de Marfim), os intervenientes foram as
1
1 Comunidades Bantu (população local) e os Portugueses.
1
1
1
1
1 Na altura, a grande procura desta mercadoria fez com que as campanhas de
1
1 caça ao elefante fossem muito regulares e sistemáticas, em quase toda a zona
1
1 norte do País, onde este animal abundava.
1
1
1
1 Com o passar de tempo, a mercadoria marfim começou a escassear. O que
1
1 fez com que uma nova mercadoria, a pessoa humana, entrasse em cena. Era o
1
1
1 início do chamado Cíclo de Escravos.
1
1
1
1 No comércio de Escravos, foram intervenientes estrangeiros, os portugueses,
1
1 espanhóis, franceses e árabes, que compravam os escravos aos líderes das
1
1 comunidades locais (Ajauas e Macuas), levando-os depois para diferentes
1
1 partes do mundo.
1
1
1
1
1 Moçambique chegou a ser um países de referência no chamado comércio ou
1
1 tráfico de escravos na Costa Oriental de África.
1
1
1
1 Quer o comércio de escravos, quer o de marfim provocaram conflitos entre
1
1 os africanos e os estrangeiros intervenientes e, entre os estrangeiros
1
1 intervenientes, como compradores entre si.
1
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76 História - Módulo 1
Lição 8 - Expansão Holandesa, Inglesa e Francesa (2ª fase da Expansão Européia)
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RESUMINDO ....
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A Segunda fase da expansão dos Países Europeus, levada a cabo por Holanda, 12
12
França e Inglaterra visou a América do Norte, África e algumas regiões de 12
12
Ásia. 12
12
Os holandeses alcançaram, pela primeira vez, à Cidade de Cabo em 1652. 12
12
Os ingleses, na América, conquistaram as ilhas de Jamaica, Bahamas, entre 12
12
12
outras. 12
12
A França conquistou o Canadá, Flórida, Ilhas de Martinica, Guadalupe e 12
12
Granada. 12
12
Moçambique foi um grande entreposto do comércio de escravos na África 12
12
Oriental. 12
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Agora aplique o que aprendeu ao longo desta 12
12
lição, realizando o exercício que se segue. 12
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EXERCÍCIOS 12
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12
1. Mencione as principais direcções da 2ª fase da Expansão Europeia. 12
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__________________________________________________________________- 12
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_____________________________________________________________________ 12
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__________________________________________________________________- 12
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__________________________________________________________________- 12
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Lição 8 - Expansão Holandesa, Inglesa e Francesa (2ª fase da Expansão Européia)
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CHAVE DE CORRECÇÃO 12
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1234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890 12
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1234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890
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1. A expansão europeia dirigiu-se principalmente para América do 12
12
Norte, África e algumas regiões de Ásia. 12
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2. a) F 12
12
b) F 12
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c) F 12
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d) V 12
12
e) V 12
12
f) V 12
12
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12
3. No Cíclo de Marfim, os intervenientes foram as comunidades bantu 12
12
12
(população local) e os portugueses. Este comércio foi mais praticado 12
12
na zona norte do país, fundamentalmente em locais de abundância de 12
12
elefantes; ao passo que no Cíclo de Escravos, os intervenientes foram 12
12
os líderes comunitários locais (Ajauas e Macuas) ao lado de estrangeiros 12
12
(portugueses, franceses, espanhóis e árabes). 12
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12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901
12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901 12
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De certeza, você, gostou de estudar esta lição. Se 12
12
acha que ainda tem algumas dificuldades nesta 12
12
matéria volte a estudá-la e, resolva de novo os 12
12
exercícios. 12
12
Pode ainda deslocar-se até ao CAA para consultar 12
12
o seu tutor. 12
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Bom trabalho! 12
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Lição 8 - Expansão Holandesa, Inglesa e Francesa (2ª fase da Expansão Européia)
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Lição 9 - CONSEQUÊNCIAS DA 1ª EXPANSÃO EUROPEIA
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CONSEQUÊNCIAS DA 1ª
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EXPANSÃO EUROPEIA 12
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123456789012345678901234567890121234567890123456789 12
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Objectivos de aprendizagem: 12
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12
No final desta lição, você, deve ser capaz de: 12
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12
Explicar as consequências da Primeira Expansão 12
12
Europeia 12
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Tempo necessário para completar a lição: 12
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INTRODUÇÃO 12
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Caro aluno, você, tem estado a estudar a Expansão Europeia, ao longo destas 12
12
12
lições. 12
12
Agora vai estudar as consequências da Expansão Europeia nas regiões para 12
12
as quais ela se direccionou. 12
12
Essas consequências podem ser classificadas em: económicas, sociais, 12
12
políticas, religiosas e científicas. 12
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Vamos ao estudo, e bom proveito! 12
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Lição 9 - CONSEQUÊNCIAS DA 1ª EXPANSÃO EUROPEIA
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1 A Expansão Europeia colocou a Europa em contacto com os povos de
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1
1 diferentes continentes. Esses contactos produziram efeitos a vários
1
1 niveís, tanto para o lado dos europeus, como do lado dos povos atingidos
1
1 pelo movimento de expansão.
1
1 Sendo assim, podemos agrupar essas consequências da seguinte maneira:
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1
1 Veja, a seguir, quais foram os vários tipos de
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1 consequências para os países que foram afectadas
1
1 pelo processo de Expansão Europeia.
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1 CONSEQUÊNCIASECONÓMICAS
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1
1 Da Europa saíam produtos manufacturados. Mas por outro lado, a
1
1 pilhagem , o comércio de escravos e a escravatura tornaram-se para
1
1 a Europa uma enorme fonte de acumulação de capitais.
1
1
1 A acumulação da riqueza na Europa à custa dos recursos das
1
1 colónias.
1
1
1 Os Países europeus, através dos seus portos, passaram a receber
1
1 matérias-primas e outros produtos vindos das colónias.
1
1
1 Para os povos das colónias, a expansão significou a pilhagem das
1
1 suas riquezas, destruição das suas culturas e, em alguns casos, a sua
1
1
1 eliminação física, quase total.
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1 Fig. 1. Navio negreiro
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Lição 9 - CONSEQUÊNCIAS DA 1ª EXPANSÃO EUROPEIA
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Fig. 2. Homens e Mulheres eram levados como escravos 12
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12
Difusão e circulação, à escala mundial, de plantas e animais provenientes 12
12
de várias partes do planeta. Por exmplo, os europeus levaram para América 12
12
alguns dos seus animais domésticos (cavalos, bois, carneiros) e plantas 12
12
12
alimentares (trigo, centeio, vinha , oliveira). 12
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milho cana de
cana do 12
batate açucar
sçõcer 12
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trigo òrtoz
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Fig. 3. Difusão de culturas agrícolas no mundo 12
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Os Asiáticos, através da Europa, fizeram chegar à América a banana, o 12
12
arroz, o inhame e a cana-de-açúcar. 12
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12
A América , por intermédio dos colonizadores europeus, forneceu às 12
12
12
zonas temperadas e mediterrânicas a batata e o milho, e aos países 12
12
tropicais, a mandioca e a batata. 12
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Lição 9 - CONSEQUÊNCIAS DA 1ª EXPANSÃO EUROPEIA
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Muito certo , você, disse que esses aspectos 12
12
culturais ou religiosos que os dois continentes 12
12
possuem em comum são: 1- a Língua Portuguesa, 12
12
2 – a Igreja Católica, 3 – as Igrejas Protestantes. 12
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Portanto, os povos europeus, em expansão, influenciaram as populações dos 12
12
outros continentes. Esta influência é muito notória na América e em África: 12
12
12
12
12
A difusão do cristianismo foi um dos objectivos da expansão europeia. 12
12
Dai que a missão de evangelizar e de difundir a fé cristã aos “infiéis” 12
12
- designação que os ocupantes europeus davam ao povos por eles 12
12
12
subjugados - teve consequências bem notórias em quase todo o mundo. 12
12
12
A presença da Igreja Católica, Missão Suiça, Anglicana, Assembleia 12
12
de Deus e tantas outras da religião cristã é consequência indiscutivel, 12
12
no âmbito cultural e religioso. 12
12
12
A difusão das línguas e cultura europeias no Continente Africano, 12
12
Americano e Asiático (Português, Espanhol, Francês e Inglês). Por 12
12
exemplo, é o caso da Língua Portuguesa em Moçambique, Angola, 12
12
Brasil, Cabo Verde, etc. 12
12
12
Por sua vez, os povos destes continentes e países transmitiram alguns 12
12
dos seus valores culturais, como a Literatura, História, Geografia, 12
12
12
Ciências Naturais, Cartografia, Medicina e a Artes. 12
12
12
Nas artes, os europeus inspiram-se nas criações artísticas dos povos 12
12
orientais como, por exemplo, nos jardins e pavilhões chineses, móveis 12
12
indianos, tapetes e conchas persas. 12
12
12
O vestuário, as danças mais ou menos carnavalescas e os instrumentos 12
12
musicais têm profundas raízes africanas. 12
12
12
Como resultado do relacionamento entre europeus, ameríndios e 12
12
africanos surge a formação de comunidades mestiças, cujos exemplos 12
12
mais típicos são os casos do Brasil e de Cuba. 12
12
12
A decadência da Nobreza Feudal, o enriquecimento da Burguesia 12
12
Comercial e Financeira e a libertação definitiva dos Servos. 12
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1 Fig. 4. Assimilação de culturas entre povos
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1 A seguir, vai ver as consequências políticas
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1 resultantes da expansão.
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1 CONSEQUÊNCIASPOLÍTICAS
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1 Modificação das estruturas políticas tradicionais das colónias.
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1 Estabelecimento de novas estruturas administrativas e políticas.
1
1
1 Em África os grandes impérios antigos como Monomotapa, Shongai,
1
1 Daomé e outros foram destruidos e foram inplantados novos regimes
1
1 europeizados.
1
1
1 A América, Ásia e Austrália sofreram a mesma situação. Na Europa as
1
1 monarquias feudais foram substuídas pelas monarquias absolutistas.
1
1
1 Emergência do Capitalismo no mundo, e a consequente fragmentação
1
1 do Sistema Feudal
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Lição 9 - CONSEQUÊNCIAS DA 1ª EXPANSÃO EUROPEIA
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CONSEQUÊNCIASTÉCNICO-CIENTÍFICAS 12
○
12
12
12
12
12
12
No campo técnico científico podemos apontar as segintes consequências: 12
12
12
12
Desenvolvmento das ciências naturais, sociais e da técnica em quase 12
12
todas as regiões do globo terrestre; 12
12
12
Divulgação da técnica, ciência, arte e cultura; 12
12
12
Surgimento de uma nova mentalidade aberta da cultura moderna em 12
12
oposição à mentalidade fechada da Idade Média; 12
12
12
Formação do espiríto científico baseado na experiência. 12
12
12
12
12
12
12
Portanto, as viagens permitaram aos navegadores europeus aumentar o seu 12
12
conhecimento no campo das Ciências Naturais, Sociais e Técnica. Por 12
12
exemplo a ciência cartográfica passou a ter uma outra forma de pensar sobre 12
12
as projecções cartográficas do globo terrestre. 12
12
12
12
Todas as ciências passaram a preocupar-se em fazer experiências e não 12
12
12
somente descrever factos. 12
12
12
12
12
12
12
RESUMINDO .... 12
12
12
12
As consequências da 1ª Expansão Europeia foram: 12
12
Económicas 12
12
u Emergência do Capitalismo no mundo e a consequente 12
12
12
fragmentação do sistema feudal. 12
12
u Difusão de culturas agrícolas entre África, América e 12
12
12
Europa. 12
12
12
12
Políticas 12
12
u Modificação da estrutura política tradicional dos 12
12
continentes com que os europeus entraram em contacto. 12
12
12
12
Consequências sócio-culturais e religiosas 12
12
12
u Formação de comunidades mestiças, cujos exemplos mais 12
12
típicos são os casos do Brasil e de Cuba. 12
12
12
u Difusão da Igreja Católica e Protestante 12
12
12
87 87
História - Módulo 1
Lição 9 - CONSEQUÊNCIAS DA 1ª EXPANSÃO EUROPEIA
○
○
○
1
○
1
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○
○
○
○
○
12
○
12
○
12
CHAVE DE CORRECÇÃO 12
12
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12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901 12
12
12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901
12
12
1.O processo de pilhagem comercial e de comércio de escravos 12
12
12
12
levaram a Europa a ter uma enorme fonte de acumulação de capitais. 12
12
12
12
12
12
2. a) F 12
12
12
b)V 12
12
12
c) F 12
12
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d) V 12
12
12
e) V 12
12
12
f) F 12
12
12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901 12
12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901
12
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12
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12
Muito bem, você acertou em todas as questões. 12
12
12
Viu como foi tão fácil! 12
12
Se acha que teve algumas dificulades na 12
12
resolução do exercício, volte a ler a lição e 12
12
exercitar de novo. De certeza, vai conseguir. Não 12
12
desanime, você é inteligente! 12
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História - Módulo 1
Lição 9 - CONSEQUÊNCIAS DA 1ª EXPANSÃO EUROPEIA
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1
90 História - Módulo 1
Lição 10 - Renascimento
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Renascimento
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123456789012345678901234567890121234567890123456789 12
123456789012345678901234567890121234567890123456789 12
12
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Objectivos de aprendizagem: 12
12
12
12
No final desta lição, você, deve ser capaz de: 12
12
12
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Definir o Renascimento 12
12
12
Explicar as razões do surgimento do Renascimento 12
12
12
Caracterizar o Renascimento 12
12
12
Mencionar os principais Renascentistas 12
12
12
12
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Tempo necessário para completar a lição: 12
12
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40 minutos 12
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123456789012345678901234567890121234567890123456789 12
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12
INTRODUÇÃO 12
12
12
12
12
Durante os séculos XIV – XVI desenvolveram-se, na Europa, alguns 12
12
12
movimentos culturais e ideológicos, tais como Renascimento e Humanismo. 12
12
Nesta lição, você, vai estudar o Movimento Renascentista, cujo objectivo 12
12
era renovar a cultura Europeia, que se acreditava que foi perdida, durante os 12
12
tempo da Idade Média. 12
12
Vamos a este Estudo! 12
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12
91 91
História - Módulo 1
Lição 10 - Renascimento
○
○
○
1
○
1
1
○
1 Definição de Renascimento
1
1
1 Renascimento foi um movimento intelectual e de renovação cultural, que
1
1 surgiu na Itália nos século XIV e XV, tendo-se desenvolvido até ao século
1
1 XVI.
1
1 Este movimento integrava artistas e intelectuais.
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1 Caro aluno, de seguida apresentamos alguns
1
1 conceitos que encontrará ao longo desta lição.
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1 Mecenato – Protecção dispensada às artes e letras, bem como aos seus
1
1
1 cultores, por homens ricos ou sábios.
1
1
1
1 Mecenas – protector das letras e das artes.
1
1
1
1
1 Factores do Surgimento do Renascimento
1
1
1
1
1 Os factores do surgimento do Renascimento são:
1
1
1 Expansão Europeia
1
1
1
1 A expansão europeia permitiu o conhecimento por parte dos povos nela
1
1 envolvidos de outras regiões do mundo, bem como o contacto entre
1
1 aqueles e os restantes povos.
1
1
1
1
1 Por outro lado, estas viagens tornaram possível difusão das culturas
1
1 entre diferentes povos do planeta
1
1
1
1
1 Mecenato
1
1 É a protecção que se dava aos homens das letras e artes pelos reis e
1
1 sábios, incentivando grande curiosidade para a invenção e para a
1
1 descoberta.
1
1 O desenvolvimento do comércio, da indústria e da banca, nas principais
1
1
1 cidades italianas, proporcionou o enriquecimento de príncipes e da
1
1 Burguesia.
92 História - Módulo 1
Lição 10 - Renascimento
○
○
○
○
12
○
12
○
12
12
12
12
12
Alguns burgueses desejosos de conquistar o prestígio e glória, 12
12
financiavam o desenvolvimento das letras e das artes, tornando-se, 12
12
assim, Mecenas. 12
12
12
Lourenço de Médicis, natural de Florença (Itália) é um exemplo 12
12
daqueles Homens que protegiam as artes e as letras. 12
12
12
12
A redescoberta de antiguidades romanas 12
12
No século XV, príncipes, burgueses e papas financiavam e fomentavam 12
12
escavações arqueológicas das ruínas espalhadas pelo Sul da Itália e na 12
12
12
Ásia Menor. 12
12
Essas escavações pretendiam recuperar os valores e os elementos 12
12
artísticos da antiguidade Gréco-Romana. 12
12
12
12
No contexto das redescobertas, alguns elementos artísticos como as 12
12
estátuas de bronze, utensílios domésticos entre outras antiguidades 12
12
12
atrairam a admiração dos próprios renascentistas, inspirando-os. 12
12
12
12
Portanto, a Grécia Antiga e Roma passaram a merecer a atenção dos 12
12
renascentistas. Todas as obras inspiravam-se naquele passado 12
12
inesquecível. 12
12
As pinturas não ficavaram esquecidas como pode ver na figura a seguir. 12
12
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12
Fig. 1. Pintura Greco-Romana 12
12
93 93
História - Módulo 1
Lição 10 - Renascimento
○
○
○
1
○
1
1
○
1
1
1
1
1 Caro aluno, o Renascimento manifestou-se através
1
1 das artes e letras como pode testemunhar o texto
1
1 a seguir.
1
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1
1
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1
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1
1 LEITURA
1
1
1
1
1
1
1
1 Lourenço de Médicis tinha adornado os jardins da praça
1
1 de S. Marcos (em Florença) com belas estátuas antigas
1
1 (…). Todas as salas estavam embelezadas com admiráveis
1
1
1 estátuas, quadros e mil objectos da autoria dos melhores
1
1 mestres que tinham vivido em Itália ou no Estrangeiro
1
1 (….).
1
1
1 Giorgio Vasari, Vidas (1550)
1
1
1
1
1
1
1
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1
1
1
1
1
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1
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1
1
1 A seguir, você, vai estudar as caracteristícas deste
1
1 período histórico que chamamos Renascimento.
1
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1
1
94 História - Módulo 1
Lição 10 - Renascimento
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○
○
○
12
○
Características do Renascimento 12
○
12
12
12
Imitação da Antiguidade Greco-Romana nas obras literárias e artísticas. 12
12
12
Defesa da mudança da mentalidade: crença nos dogmas religiosos 12
12
12
para uma nova mentalidade assente no conhecimento científico. 12
12
Valorização do homem e das suas obras, considerando-o centro de 12
12
12
reflexão do mundo. 12
12
12
Individualismo e mudança do conceito de vida: o homem devia tentar 12
12
viver intensamente a vida terrena, procurando libertar-se da influência 12
12
negativa da religião. 12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
A seguir vai ver quais foram os principais 12
12
renascentistas, ou seja, os homens que estiveram a 12
12
frente deste movimento cultural e intelectual. 12
12
12
12
12
12
12
Principais Renascentistas 12
12
12
O movimento renascentista foi liderado pelos italianos, grandes 12
12
12
admiradores da Antiguidade Clássica, e que desprezavam os tempos 12
12
medievais, considerando-os tempos obscuros, das trevas e do 12
12
obscurantismo. 12
12
12
12
Podemos destacar os seguintes nomes, na lista dos renascentistas e as 12
12
respectivas obras: 12
12
12
12
Baptista Alberto – escreveu tratados de Filosofia, História, 12
12
Direito, Poesia e discursos. 12
12
12
Leonardo da Vinci – Percursor da mecânica e da ciência 12
12
modernas. 12
12
12
Erasmo de Roterdão – autor do poema “Elogios da loucura”. 12
12
12
Miguel Ângelo – arquitecto e construtor da Basílica de S. Pedro 12
12
de Roma. 12
12
12
Nicolau Copérnico – autor da Teoria Heliocêntrica. 12
12
12
Lourenço de Médicis – poeta e governante de Florença entre 12
12
1469 e 1482. Protegeu letrados e artistas (como Pico de la 12
12
12
Mirandola e Leonardo da Vinci) e criou a Academia Platónica. 12
95 95
História - Módulo 1
Lição 10 - Renascimento
○
○
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1
1
1
1
1
1 Fig. 2. Fachada da Basílica de São Pedro Fig. 3. Obra de arte (David 1501
1 – 1504, de Miguel Ângelo)
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
RESUMINDO
1
1
1 Renascimento foi um movimento intelectual e de renovação cultural, que se
1
1
1 desenvolveu na Itália, nos séculos XIV e XV.
1
1
1
1 O Renascimento caracterizou-se, fundamentalmente, pela imitação das obras
1
1 literárias e artísticas da Antiguidade Greco-Romana; pelo individualismo e
1
1 pela valorização do homem.
1
1
1
1
1 Factores do surgimento do Renascimento foram:
1
1
1
1 u 1ª Expansão Europeia
1
1
1 u Mecenato
1
1 u Redescoberta da antiguidade greco-romana
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1 Agora, você, vai testar os conhecimentos adquridos
1
1 nesta lição, resolvendo os exercícios que se
1
1 seguem.
1
96 História - Módulo 1
Lição 10 - Renascimento
○
○
○
○
12
○
12
○
12
12
12
EXERCÍCIOS 12
12
12
12
12
12
1. O que entende por Renascimento? 12
12
12
___________________________________________________________________ 12
12
12
_________________________________________________________________- 12
12
12
12
____________________________________________________________________ 12
12
12
12
12
12
12
12
12
2. Assinale com V as alíneas verdadeiras, e com F as falsas, tendo em 12
12
atenção as características do Renascimento. 12
12
12
9 12
12
a) Imitação da Antiguidade Greco-Romana. 12
12
12
b) Defendia o surgimento e a mudança da nova mentalidade . 12
12
12
c) A nova mentalidade valorizava os dogmas e os homens 12
12
12
d) Mudança do conceito de vida. 12
12
12
12
12
12
12
12
12
3. Indique os nomes dos principais renascentistas. 12
12
12
12
___________________________________________________________________ 12
12
12
12
_________________________________________________________________- 12
12
12
____________________________________________________________________ 12
12
12
___________________________________________________________________ 12
12
12
_________________________________________________________________- 12
12
12
____________________________________________________________________ 12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
97 97
História - Módulo 1
Lição 10 - Renascimento
○
○
○
1
○
1
1
○
1
1
1 CHAVE DE CORRECÇÃO
1
1
12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901
12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901
1
1
1
1 1. Renascimento foi um movimento intelectual e de renovação cultural,
1
1 que surgiu na Itália nos séculos XIV e XV, tendo-se desenvolvido até
1
1 ao século XVI. Este grande movimento integrava artistas e intelectuais.
1
1
1
1
1 2. a) V
1
1 b) F
1
1 c) F
1
1 d) V
1
1
1
1
1 3. Os principais renascentistas foram:
1
1 Baptista Alberto
1
1 Leonardo da Vinci
1
1 Erasmo de Roterdão
1
1
1 Miguel Ângelo
1
1 Nicolau Copérnico
1
1 Lourenço de Médicis
1
1 1234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890
1 1234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890
1
1
1
1
1
1
1
1
1 Muito bem, foi tão fácil resolver o exercício, não
1
1 é verdade? Se teve dificuldades nesta matéria,
1
1 volte a estudar a lição e a exercitar. Vai ver que,
1
1
1 afinal, nada é complicado.
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
98 História - Módulo 1
Lição 11 - Humanismo e a sua difusão
○
○
○
○
12
11
○
12
○
12
1
○
1
1
○
1
1
1
1
1
1
1 A seguir vai estudar a definição de Humanismo.
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1 Noção do Humanismo
1
1
1 Humanismo é um movimento intelectual, característico do Renascimento,
1
1 que consistiu, fundamentalmente, na revalorização do homem e da sua
1
1 personalidade, baseando-se na tradição da época clássica. Razão pela, o
1
1 Humanismo fez a redescoberta, reinterpretação e reedição das obras dos
1
1 escritores dos tempos clássicos.
1
1
1
1
1 Os humanistas eram homens eruditos (letrados) que, protegidos por mecenas,
1
1 dedicavam-se ao estudo das línguas (Grego, Latim e Hebraico) para
1
1 conhecerem melhor os textos dos autores da antiguidade. Esses homens
1
1 letrados faziam pesquisas da vida social e cultural das comunidades antigas e
1
1 comentavam os antigos manuscritos (antigas obras literárias) para poderem
1
1 definir o “Homem Novo”, o Homem do Renascimento.
1
1
1
1
1 As origens do Humanismo remontam do século XIV, graças às contribuições
1
1 dos poetas Dante (1265-1321) e Petrarca ( 1304-1375). Este movimento
1
1 teve maior dinamismo na segunda metade do Século XV, quando se
1
1 intensificaram os estudos da antiguidade, graças aos trabalhos de investigação
1
1 dos círculos humanistas de Florença e de Veneza e à vinda para a Itália de
1
1 sábios bizantinos. Estes, fugidos de Constantinopla (Grécia) face ao avanço
1
1
1 dos turcos, foram acolhidos em Florença (Itália) onde ensinaram a língua
1
1 grega e deram a conhecer os manuscritos da antiga grécia .
1
1
1
1 Os grandes centros do humanismo italiano foram Florença (no Século XV) e
1
1
1 Roma ( Século XVI ).
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1 Vai, caro aluno, a seguir estudar as características
1
1 do Humanismo.
1
1
100 História - Módulo 1
Lição 11 - Humanismo e a sua difusão
○
○
○
○
12
○
Características do Humanismo 12
○
12
12
O Humanismo, como um movimento cultural que coloca o Homem no centro 12
12
da criação, foi caracterizado por: 12
12
12
Imitação e revivência da estética clássica, imprimindo um forte 12
12
12
classicismo em todas as formas ou tipos de manifestação artísticas e 12
12
de pensamento. 12
12
12
Grande entusiasmo pelo estudo das obras da antiguidade. 12
12
12
Consideração do homem como criador, cuja intuição e investigação 12
12
explicam tudo. 12
12
12
Defesa da ideia de homem novo, como um ser dotado de nova 12
12
mentalidade, nova educação. 12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
Por outro lado, tendo como base as 12
12
características do Humanismo, podemos afirmar 12
12
que este movimento defendia alguns valores, 12
12
12
como os que seguem. 12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
Valores defendidos pelo Humanismo 12
12
12
12
12
12
12
curiosidade e espírito crítico – os humanistas interessavam-se por 12
12
12
tudo o que os cercava. Analisavam livremente todas as questões, não 12
12
hesitando em pôr em causa, mesmo, as teorias ou postulados já existentes. 12
12
12
12
Assim, os humanistas, apesar de admirarem os filósofos da Antiguidade, 12
12
discutiam e criticavam com rigor as suas afirmações. 12
12
Também discutiam e analisavam a sociedade e os seus problemas colectivos: 12
12
12
a paz e a guerra, a riqueza e a pobreza, ensino, a política, o perfil dos 12
12
governantes, chefes religiosos, a superstição, os problemas da natureza, etc. 12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
101 101
História - Módulo 1
Lição 11 - Humanismo e a sua difusão
○
○
○
1
○
1 Difusão do Humanismo
1
○
1
1 A difusão do Humanismo na Europa ocorreu no Século XVI. Para o
1
1
1 sucesso desta difusão contribuíram os seguintes meios e agentes:
1
1
1
1
1
1 I) Imprensa
1
1
1 A Imprensa foi criada em meados do Século XV, na Alemanha, por Gutenberg.
1
1 Esta nova técnica de impressão consistiu, fundamentalmente, na utilização
1
1 de letras móveis em metal.
1
1
1
1 A Imprensa permitiu uma rápida produção e respectiva distribuição de
1
1
1 livros, contribuindo, assim, para que as obras literárias, filosóficas e
1
1 científicas do Renascimento se espalhassem por muitas terras e pessoas.
1
1 Por outro lado, as oficinas de impressão constituíam importantes centros
1
1
1 de reunião e de trabalho dos humanistas.
1
1
1
1
1
1
1
1
1
I?s?l?â5n3
Suecia
1
15 531
1
1 1483
??dia
1
1 Dinamarca
1 Moscovo
1 1560
1600
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1 Boémia
1 Oceano 1476
1 Atlântico
1
1
1
1
1
1 Hungria
1
1 1673
1
1
al
1 Rome
Portug
1488
1 1467
1417
1 Serkha
1 1477
1
1
1
1 Mar Mediterrâneo
1
1
1
1 Fig. 1 Centros de Imprensa na Europa do Século XVII
1
1
1
1
1
1
1
102 História - Módulo 1
Lição 11 - Humanismo e a sua difusão
○
○
○
○
12
○
12
○
II) Colégios e Universidades 12
12
12
Como sabe, caro estudante, os humanistas formavam a camada social mais 12
12
12
instruída da época. Razão pela qual, nos Colégios e Universidades europeias 12
12
eram, em geral, eles que davam aulas, pesquisavam e mais tarde publicavam 12
12
os seus estudos. Ora, esse facto permitiu aos humanistas espalhar as suas 12
12
ideias por várias regiões da Europa, e não só. 12
12
No Século XVI, os círculos eruditos das Universidades, Colégios, Cortes, 12
12
Abadias e as grandes cidades mercantis constituíam uma autêntica “República 12
12
12
das Letras”. 12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
Caro aluno, veja a seguir quem foram as principais 12
12
figuras do Humanismo. 12
12
12
12
12
12
12
12
Principais Humanistas 12
12
12
12
Entre os grandes humanistas, destacaram-se: 12
12
12
Erasmo de Roterdão (Holandês) 12
12
12
Tomás More (Inglês) 12
12
12
Damião de Góis (Português) 12
12
Miguel Ângelo (Italiano) 12
12
12
12
12
12
No que diz respeito ao desenvolvimento da literatura (actividade de 12
12
escrita), destacaram-se os seguintes escritores: 12
12
12
12
Luís Vaz de Camões (Português) 12
12
12
William Shakespeare (Inglês) 12
12
12
Cervantes (Espanhol) 12
12
Nicolau Maquiavel (Italiano) 12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
103 103
História - Módulo 1
Lição 11 - Humanismo e a sua difusão
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1
○
1
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1
1
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1
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1
1
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1
1
1
1 Fig. 2 Um humanista coleccianador de antiguidade (Pintura renascentista)
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1 Fig. 3. O Homem no centro do universo (Pintura de Ticiano)
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1 RESUMINDO
1
1
1 Humanismo – Movimento intelectual característico do Renascimento que
1
1 se baseou na redescoberta e revalorização do Homem e da sua personalidade.
1
1
1 O Humanismo defendia a imitação activa e criativa das obras clássicas.
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1 Agora, você deve testar os conhecimentos adquiridos
1
1 nesta lição, resolvendo os exercicios que propomos.
1
1
104 História - Módulo 1
Lição 11 - Humanismo e a sua difusão
○
○
○
○
12
○
12
○
12
12
12
EXERCÍCIOS 12
12
12
12
12
12
1. O que entende por Humanismo? 12
12
12
12
_________________________________________________________________ 12
12
12
__________________________________________________________________ 12
12
12
_________________________________________________________________- 12
12
12
__________________________________________________________________ 12
12
12
12
12
12
12
12
2. Mencione os factores que contribuiram para a difusão do Humanismo. 12
12
12
_________________________________________________________________ 12
12
12
__________________________________________________________________ 12
12
12
12
12
12
12
3. Assinale com V as afirmações verdadeiras, e com F as falsas em 12
12
12
relação aos valores defendidos pelo Humanismo. 12
12
12
9 12
12
12
a) Os humanistas tinham uma nova atitude intelectual. 12
12
12
b) Ausência de espirito crítico era uma das características do 12
12
12
Humanismo. 12
12
12
c) Valorização da experiência e da observação. 12
12
12
d) Negação do antropocentrismo. 12
12
12
e) Valorização da imitação activa e criativa das obras clássicas. 12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
105 105
História - Módulo 1
Lição 11 - Humanismo e a sua difusão
○
○
○
1
○
1
1
○
1
1
1 CHAVE DE CORRECÇÃO
1
1 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901
12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901
1
1
1
1 1. Humanismo é um movimento intelectual característico do
1
1 Renascimento que consiste fundamentalmente na redescoberta,
1
1 reinterpretação e edição dos escritores e na valorização do
1
1
1 homem e da sua personalidade.
1
1
1
1 2. Os factores que contribuiram para a difusão do Humanismo
1
1
1 são: a Imprensa, os Colégios e as Universidades.
1
1
1
1 3. a) V
1
1
1 b) F
1
1 c) V
1
1
1 d) F
1
1 e) F
1
1
1
12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901
12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1 Que tal? Foi muito fácil resolver o exercício, não
1
1 é? Parabéns, caro aluno!
1
1 Se teve dificuldades na resolução, volte a estudar
1
1 a lição e de seguida resolva o exercício até acertar.
1
1 Vai ver que isto é fácil. Sê dedicado!
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
106 História - Módulo 1
Lição 12 - O desenvolvimento da ciência no século VII
○
○
○
○
12
12 O DESENVOLVIMENTO DA
○
12
○
12
12
12
12
12
12
1
○
1
1
○
1
1
1
1
1 Veja, de seguida, os factores que contribuiram
1
1 para o desenvolvimento das ciências, no Século
1
1 XVII
1
1
1
1
1
1
1
1 FACTORESDEDESENVOLVIMENTODACIÊNCIA
1
1
1
1 DURANTE O SÉCULO XVII
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1 Que factores terão contribuído para a chamada
1
1 revolução científica?
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1 Entre os factores da emergência da revolução científica há a destacar o
1
1 surgimento de dois métodos de investigação indispensáveis para o
1
1
1 surgimento e desenvolvimento das ciências, nomeadamente:
1
1
1 u Método Matemático
1
1
1 u Método Experimental.
1
1
1
1
1
1
1
1 Método Matemático
1
1
1 Como deve se lembrar, caro aluno, nos séculos XV e XVI ocorreu, na Europa,
1
1 um movimento cultural e artístico, que ficou conhecido na História Mundial
1
1 pelo nome de Renascimento. Este movimento, como você sabe, foi marcado
1
1
1 por um enorme desejo de mudanças (espírito crítico) e por importantes
1
1 alterações nos campos artístico e cultural. Portanto, foi o espírito crítico,
1
1 característico do Renascimento, que criou condições para o avanço das
1
1 ciências matemáticas.
1
1
1
1 O progresso na área das Matemáticas iniciado no século XVI, com a utilização
1
1
1 sistemática da linguagem algébrica, é que contribuiu para a invenção da maioria
1
1 dos símbolos usados, hoje, nas operações matemáticas.
○
○
○
○
12
○
12
○
Por exemplo, na primeira metade do século XVII, o francês René Descartes, 12
12
baseando-se nas matemáticas, desenvolveu o príncipio da Dúvida Metódica, 12
12
como um Método de Investigação. 12
12
12
12
De acordo com este método, o cientista deve duvidar de tudo o que não é 12
12
evidente nem racional. Portanto, só partindo de princípios evidentes, se 12
12
poderia depois deduzir, rigorosamente, as consequências verdadeiras. 12
12
12
12
12
12
12
Método Experimental 12
12
12
12
12
12
O Método Experimental constituía o caminho mais seguro para se chegar ao 12
12
verdadeiro conhecimento da Natureza. 12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
Galileu Galilei e Francis Bacon, é que criaram este 12
12
método que é composto pelas seguintes etapas: 12
12
12
12
12
12
12
12
12
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12
12
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12
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12
12
12
12
12
Fig. 2. Bal\ao de sondagem 12
Fig. 1. Primeiro tiar autom]atico 12
12
12
12
12
12
12
12
12
109 109
História - Módulo 1
Lição 12 - O desenvolvimento da ciência no século VII
○
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○
1
○
1
1
○
○
○
○
○
12
○
12
○
12
Tabela - 1. Principais descobertas científicas 12
12
12
12
12
12
12
12
Ciências
1
○
1
1
○
1
1
1
1
1
1 ACTIVIDADE
1
1
1
1
1 A tabela abaixo é sobre as principais inovações científicas
1
1 verificadas durante os sécs. XVII-XVIII. Complete-a.
1
1
1
1
1 Inovação Autor
1
1 a)
1 D‘Alembert
1
1
1 Análise do ar, da água e b)
1
1 fundação da Química moderna
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1 Muito certo, você disse que na alínea a a resposta
1
1 é: estudos sobre equações diferenciais e na
1
1 alínea b a resposta é Lavoisier.
1
1 Depois de ter estudado as inovações no campo
1
1 científico, de seguida vai estudar as inovações no
1
1 campo técnico.
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1 ASINOVAÇÕESTÉCNICAS
1
1
1
1
1
1 Os avanços técnicos iniciaram nos finais do século XVII, quando o francês
1
1 Denis Papin descobriu a força do vapor.
1
1
1
1
1 Na continuação desta descoberta, o inglês Newcomen inventou a bomba a
1
1 vapor e, na segunda metade do século XVIII, James Watt inventou a
1
1 máquina a vapor.
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
112 História - Módulo 1
Lição 12 - O desenvolvimento da ciência no século VII
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○
○
○
12
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12
○
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12
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12
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12
12
12
12
12
12
Fig. 3. James Watt 12
12
12
12
12
Devido ao grande contributo que a máquina a vapor, aplicada à indústria e 12
12
aos transportes teve na economia, ela tornou-se, por conseguinte, um 12
12
instrumento indispensável para a Revolução Industrial. 12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
O desenvolvimento das técnicas foi, de uma forma 12
12
geral, acompanhado pelo desenvolvimento das 12
12
ciências. 12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
Como deve calcular, para se fabricar máquinas é importante ter conhecimentos 12
12
que só a ciência oferece. Isto não significa que o desenvolvimento científico 12
12
teve reflexos imediatos no progresso técnico, mas podemos afirmar que 12
12
12
lentamente fossem criadas máquinas e instrumentos cuja utilização facilitou 12
12
o trabalho do Homem e melhorou a produção de riqueza. 12
12
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12
12
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12
113 113
História - Módulo 1
Lição 12 - O desenvolvimento da ciência no século VII
○
○
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1
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1
1
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○
○
○
○
12
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○
12
12
Caro aluno, você, acaba de terminar o estudo de 12
12
mais uma lição. Agora resolva os exercícios que 12
12
vêm a seguir, para verificar o seu nível de 12
12
compreensão. 12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
EXERCÍCIOS 12
12
12
12
12
12
12
12
1. Assinale com um V as afirmações verdadeiras e, com um F as falsas 12
12
em relação ao desenvolvimento das ciências nos séculos XVII e 12
12
XVIII. 12
12
12
12
12
a. O desenvolvimento das ciências naturais foi resultado 9 12
12
do Renascimento artístico e cultural, do pensamento 12
12
político da época e dos progressos positivos nas 12
12
ciências humanas. 12
12
12
b. Dúvida Metódica é um método científico criado por 12
12
Francis Bacon, que defende que os cientistas devem 12
12
duvidar de tudo o que não é evidente e racional. 12
12
12
c. O avanço das ciências matemáticas contribuiu para o 12
12
12
surgimento do espírito crítico, característico do 12
12
Renascimento. 12
12
12
d. O caminho seguro para chegar ao conhecimento da 12
12
natureza é o método experimental criado por Galileu 12
12
e Francis Bacon, e que tem várias etapas. 12
12
12
12
12
12
12
2. Que bases existiram nos séc. XVII e que permitiram o 12
12
12
desenvolvimento das ciências? 12
12
12
12
__________________________________________________________________ 12
12
12
_________________________________________________________________- 12
12
12
12
__________________________________________________________________- 12
12
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História - Módulo 1
Lição 12 - O desenvolvimento da ciência no século VII
○
○
○
1
○
1
1
○
1
1
1 1.
1
1 a) F
1
1
1 b) F
1
1 c) V
1
1 d) V
1
1
1
1 2. No Século XVII, mais do que em qualquer outro momento,
1
1 existiam as condições para o desenvolvimento das ciências,
1
1 tais como o surgimento dos métodos matemático e
1
1
1 experimental sob influência do espírito crítico renascentista.
1
1 3. a) d) e) g)
1
1
1 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901
12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901
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116 História - Módulo 1
Lição 12 - O desenvolvimento da ciência no século VII
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○
○
1
○
1
1
○
1
1 Como é que correu o exercício final? Está de
1
1
1 parabéns se acertou em todas as questões do
1
1 exercício.
1
1 Se errou em mais de duas, tente estudar a lição
1
1 de novo. De seguida resolva o exercício.
1
1 Tenha bom trabalho e siga para a lição seguinte,
1
1 depois de resolver o exercício.
1
1
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1
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1
1
1 Antes de ter relações sexuais, esteja
1
1 preparado(a), certifique-se:
1
1
1
1 Â Gosta mesmo dessa pessoa especial?
1
1 Â Ambos querem ter relações sexuais?
1 Sente-se bem e em segurança com
1 Â
1 essa pessoa especial?
1
1
1
1 Então ... utilize um preservativo novo e não
1
1 arrisque o perigo de doenças ou infecções.
1
1
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117 História - Módulo 1
Lição 12 - O desenvolvimento da ciência no século VII
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História - Módulo 1
Lição 13 - A Reforma Religiosa – Causas e Origens
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13 A Reforma Religiosa –
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Causas e Origens
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123456789012345678901234567890121234567890123456789 12
12
12
12
12
Objectivos de aprendizagem: 12
12
12
12
No final desta lição, você, deve ser capaz de: 12
12
12
12
Definir a Reforma Religiosa 12
12
12
Mencionar as causas da Reforma Religiosa 12
12
12
12
12
12
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Tempo necessário para completar a lição: 12
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40 minutos 12
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12
INTRODUÇÃO 12
12
12
12
12
Na lição anterior, você, estudou os factores que ditaram o grande avanço que 12
12
12
as ciências tiveram durante o Século XVII e XVIII. Mas também viu os 12
12
principais inventos técnicos que tiveram lugar, graças a esse avanço técnico e 12
12
científico. 12
12
Na presente lição, você, vai estudar as origens e as causas da crise religiosa 12
12
verificada a partir do Século XIV, e que se estenderam até ao Século XVI. 12
12
Crise, essa, que ficou conhecida, na História Universal, pelo nome de 12
12
Reforma Religiosa. 12
12
12
Bom trabalho! 12
12
12
12
12
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História - Módulo 1
Lição 13 - A Reforma Religiosa – Causas e Origens
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○
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1
1
1 Depois desta introdução, irá de seguida, ver a
1
1 definição de Reforma Religiosa.
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1 O que é a Reforma Religiosa?
1
1
1 A Reforma Religiosa foi um conjunto de transformações de ordem religiosa
1
1 verificadas no seio da Igreja Católica, na Europa, a partir do Século XIV.
1
1
1
1
1 Portanto, esta Reforma foi um movimento religioso de renovação durante o
1
1 Século XIV, cujos promotores foram o inglês John Wycliff e o checo João
1
1 Huss, Professores da Universidade de Oxford e Praga, respectivamente.
1
1 Estes senhores levaram a cabo esta contestação, conjuntamente com Girolamo
1
1 Savoranola, monge de Florença, levantando alguns questionamentos a respeito
1
1
1 dos dogmas religiosos (verdades indiscutíveis).
1
1 Este movimento de contestação e renovação conduziu a Igreja Católica à
1
1 divisão (Cisão), quebrando-se, assim, a sua Unidade.
1
1
1
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1
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1
1
1
1
1
1
1
1 Fig. 1. Papa acompanhado por bispos
1
120 História - Módulo 1
Lição 13 - A Reforma Religiosa – Causas e Origens
○
○
○
○
12
○
12
○
12
Igreja Católica no Século XIV: 12
12
12
12
12
Antecedentes 12
12
12
12
12
Enfraquecimento do Papado 12
12
12
12
Como você aprendeu na 8ª Classe, durante a Idade, a Igreja Católica tinha uma 12
12
grande influência na vida política da Europa. Isto é, todas as decisões eram 12
12
tomadas com base nos príncipios do Cristianismo. 12
12
12
12
Contudo, nos finais da Idade Média, entre os Séculos XIV e XV de 1373 a 12
12
1417, a Igreja Católica começou a entrar em desentendimento com o poder 12
12
político, como resultado da acumulação excessiva de riqueza pelo Papa, em 12
12
12
relação ao Rei. 12
12
12
12
Este desentendimento terminou em disputa pelo poder entre a Igreja e a 12
12
Liderança Política. O ponto mais alto desta disputa foi o Cisma do Ocidente. 12
12
12
12
O que foi o Cisma do Ocidente? 12
12
12
O Cisma do Ocidente foi a divisão da Igreja em dois grupos religiosos: um 12
12
grupo, que se manteve fiel ao Papa de Roma (grupo fiel aos princípios 12
12
anteriores) e o outro grupo, fiel ao Papa de Avinhão, em França (Grupo 12
12
12
revoltoso). 12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
Com o Cisma, a Igreja Católica ficou 12
12
12
enfraquecida, como consequência das 12
12
divergências e choque entre os seus membros que 12
12
passaram a caracterizar o seu funcionamento a 12
12
partir daquele momento. 12
12
12
12
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12
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História - Módulo 1
Lição 13 - A Reforma Religiosa – Causas e Origens
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○
○
1
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12
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Foi esta realidade que se vivia na época que originou o descontentamento dos 12
○
12
fiéis. A contestação viria a ganhar maior dimensão com o surgimento de um 12
12
movimento de contestadores e reformistas. Na fase inicial deste movimento 12
12
foram alguns homens esclarecidos e corajosos como John Wycliff, João 12
12
Huss, Savonarola, entre outros que denunciaram os abusos no seio da Igreja 12
12
12
Católica e propuseram uma profunda reflexão sobre o Cristianismo e as suas 12
12
práticas. 12
12
12
12
12
12
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12
12
12
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12
A seguir vai ver as causas da Reforma Religiosa. 12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
Como já foi dito, o ambiente que se vivia no seio da Igreja Católica não era de 12
12
harmonia. Pelo que os problemas existentes tornaram inevitável a Reforma 12
12
Religiosa. 12
12
12
12
12
12
Quais foram, então, as principais causas da Reforma Religiosa? 12
12
12
12
12
Principais Causas da Reforma Religiosa 12
12
12
12
12
12
12
Dentre vários factores da Reforma, podemos destacar: 12
12
12
12
12
12
1. Grave Crise na Estrutura da Igreja 12
12
12
Católica 12
12
12
12
12
12
Como já foi referido, caro aluno, os membros do Clero tinham desde finais 12
12
da Idade Média um comportamento que não lhes dignificava como servidores 12
12
de Deus, como podemos ver, a partir de certas práticas ou situações: 12
12
Os Papas viviam como verdadeiros príncipes, em palácios luxuosos, 12
12
12
praticavam o mecenato e intervinham na vida política. Os Bispos procuravam 12
12
tomar conta de várias Dioceses, e para isso recorriam, muitas vezes, à práticas 12
12
de corrupção. 12
12
12
12
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História - Módulo 1
Lição 13 - A Reforma Religiosa – Causas e Origens
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12
Como você pode perceber, no século XVI, os 12
12
europeus, passaram a entregar-se com maior 12
12
vitalidade ou força à religião, como forma de obter 12
12
a salvação de Deus. 12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
Como você pode perceber, no século XVI, os europeus, passaram a entregar- 12
12
se com maior vitalidade ou força à religião, como forma de obter a salvação 12
12
de Deus. 12
12
12
12
12
12
12
1. Tentativas de Renovação da Igreja 12
12
12
12
12
Como acabou de ver, caro aluno, os fiéis estavam cada vez menos confiantes 12
12
na Igreja. Para eles, a Igreja tinha perdido a sua pureza e legitimidade 12
12
tradicionais. 12
12
Foi dentro deste novo contexto de falta de credibilidade da Igreja que surgiram 12
12
algumas pessoas, como John Wycliff, João Huss, Girolamo Savonarola 12
12
trazendo ideias e práticas religiosas que procuravam renovar e recuperar a 12
12
12
credibilidade já perdida pela Igreja. 12
12
Começaram a surgir, em quase toda Europa, movimentos de renovação da 12
12
Igreja, o que ficou conhecido como Reforma da Igreja. 12
12
12
12
Os reformistas (aqueles que estavam preocupados em ver as coisas 12
12
modificadas na Igreja) apresentavam propostas sobre o caminho que a igreja 12
12
deveria seguir, destacando a necessidade do retorno àquilo que tinha sido o 12
12
12
Cristianismo nos primeiros tempos das sua existência. 12
12
12
12
Foi neste contexto que se criou um clima favorável à verdadeira reforma, 12
12
uma vez que, todos os fiéis estavam desejosos pelas mudanças no seio da 12
12
Igreja. 12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
A seguir , realize a actividade que propomos, para 12
12
12
consolidar o que vem estudando. 12
12
12
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História - Módulo 1
Lição 13 - A Reforma Religiosa – Causas e Origens
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1
1
1
1
1 ACTIVIDADE
1
1
1
1 Assinale com 3 as afirmações correctas, em relação as causas da crise
1
1 religiosa.
1
1 9
1
1
1 a) Grave crise na estrutura da Igreja
1
1
1 b) Grande vitalidade sócio-cultural
1
1
1 c) Tentativas da renovação da Igreja
1
1
1 d) Tentativas de encorajamento dos Papas
1
1
1 e) Grande vitalidade religiosa
1
1
1 f) Grave crise na estrutura política
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1 Muito bem! Você acertou nas respostas, se
1
1 assinalou as a), c), e e) que indicam as verdadeiras
1
1 causas da Reforma Religiosa na Europa. De
1
1 seguida faça o estudo do resumo da lição.
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1 RESUMINDO
1
1
1
1 Reforma religiosa foi um conjunto de transformações verificadas no
1
1 seio da Igreja Católica na Europa, a partir do Século XIV.
1
1
1 Os primeiros personagens que tentaram fazer os primeiros ensaios da
1
1 Reforma Religiosa na Europa foram: John Wycliff, João Huss e o
1
1 monge Savonarola.
1
1
1 As principais causas da Reforma Religiosa, na Europa foram:
1
1
1
1 u Grande vitalidade religiosa
1
1 u Grave crise na estrutura da Igreja
1
1
1 u Tentativas de Renovação da Igreja
1
126 História - Módulo 1
Lição 13 - A Reforma Religiosa – Causas e Origens
○
○
○
○
12
○
12
○
12
12
Caro aluno, acaba de concluir a lição 13. Agora 12
12
é momento de aplicação e consolidação da 12
12
matéria estudada. Resolva os exercícios que se 12
12
seguem. 12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
EXERCÍCIOS 12
12
12
12
12
1. Defina a Reforma Religiosa. 12
12
12
________________________________________________________________ 12
12
12
12
_____________________________________________________________ 12
12
12
12
12
12
2. Assinale com D a alínea correcta em relação aos percursores da 12
12
Reforma Religiosa. 12
12
12
9 12
12
a) John Wycliff, Monge Savonarola e Papa Alexandre I 12
12
12
b) Monge Savonarola, Inácio de Loyola e Henrique III 12
12
12
c) John Wycliff, João Huss e Monge Savonarola 12
12
12
12
d) John Wycliff, João Huss, Monge Savonarola e Inácio 12
12
12
de Loyola 12
12
12
12
12
12
12
CHAVE DE CORRECÇÃO 12
12
12
12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901
12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901 12
12
12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901
12
1. Reforma religiosa foi um conjunto de transformações de ordem 12
12
12
religiosas verificadas no seio da igreja Católica, na Europa, a partir do 12
12
séc.XIV. 12
12
2.c) 12
12
3. As causas da reforma religiosa na Europa foram: 12
12
12
Grande vitalidade religiosa 12
12
Grave crise na estrutura da Igreja 12
12
12
Tentativas de renovação da Igreja 12
12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901
12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901
12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901
12
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História - Módulo 1
Lição 13 - A Reforma Religiosa – Causas e Origens
○
○
○
1
○
1
1
○
1
1 Caro aluno, o que achou desta lição? Teve muitas
1
1
1 dificuldades em responder os exercícios e as
1
1 actividades? Se não, está de parabéns e siga para
1
1 a lição seguinte.
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128 História - Módulo 1
Lição 14 - A Reforma Protestante : O Luteranismo
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14 A Reforma Protestante : O
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Luteranismo
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123456789012345678901234567890121234567890123456789 12
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Objectivos de aprendizagem: 12
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No final desta lição, você, deve ser capaz de: 12
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Identificar as diferentes correntes reformistas 12
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Explicar os princípios do luteranismo 12
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Tempo necessário para completar a lição: 12
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40 minutos 12
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INTRODUÇÃO 12
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Na lição anterior, você, estudou os factores que conduziram ao grande 12
12
movimento da Reforma Religiosa na Europa. 12
12
Embora as motivações da Reforma Religiosa tenham sido comuns nos 12
12
diferentes estados europeus, é preciso destacar que o movimento reformista 12
12
teve algumas particularidades em cada país. 12
12
Este movimento reformista conduziu ao surgimento de diferentes Igrejas 12
12
12
Protestantes como o Luteranismo, Calvinismo e Anglicanismo. 12
12
Nesta lição,você, vai iniciar o estudo destes movimentos reformistas, 12
12
estudando o Luteranismo. 12
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Bom estudo! 12
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História - Módulo 1
Lição 14 - A Reforma Protestante : O Luteranismo
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1 Ao iniciar o estudo sobre as diferentes correntes
1
1 protestantes, vai estudar a reforma religiosa na
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1 Alemanha conduzida por Martinho Lutero.
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1 O Luteranismo
1
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1 O Luteranismo surgiu na Alemanha encabeçado por Martinho Lutero.
1
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1
1 Martinho Lutero nasceu em 1483, na
1
1 Alemanha e formou-se em Filosofia e
1
1 Teologia. Como muitas pessoas do seu tempo,
1
1 Lutero olhava criticamente as contradições
1
1 internas vividas na Igreja Católica. Ele morreu
1
1 em 1546.
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1 Fig.1. Martinho Lutero
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1 Mas, que contradições existiam no seio da Igreja
1
1 Católica, nessa altura?
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1
1 Como você estudou na lição anterior, nos finais da Idade Média, a Igreja ficou
1
1 enfraquecida, como resultado do grande Cisma do Ocidente e, por outro lado,
1
1
1 pela acção contínua dos contestadores que criticavam a vida luxuosa do Papa
1
1 e dos Bispos.
1
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1 Leia o pequeno extracto que se segue.
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130 História - Módulo 1
Lição 14 - A Reforma Protestante : O Luteranismo
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LEITURA 12
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Certos bispos da Alemanha põem facilmente de lado o culto, 12
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as bênçãos e cerimónias, para levar uma verdadeira vida de 12
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sátrapas. 12
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In História 9ª classe, Assis e outros, 1990, pp.61 12
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Segundo o extracto, os membros do Clero comportavam-se, claramente, de 12
12
uma forma não muito apropriada em relação à sua condição de Monges. Pois, 12
12
no lugar de uma vida modesta e dedicada à religião, viviam no luxo e na 12
12
12
ostentação, dedicando-se menos à Igreja. 12
12
Esta situação provocou um forte conflito entre a Classe Baixa (fiéis) e o 12
12
Papado. 12
12
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12
Como se lembra, caro aluno, no início do Século XVI, os fiéis estavam 12
12
aterrorizados devido às epidemias, guerras, etc, que julgavam ser castigo de 12
12
12
Deus e procuravam de diferentes formas obter a Salvação. 12
12
12
12
Neste contexto, à semelhança de outras pessoas do seu tempo, Lutero estava 12
12
preocupado com a questão da salvação, ou seja, do perdão dos pecados. Pelo 12
12
que, foi tentando dar resposta a este problema que ele recorreu à passagem da 12
12
Bíblia que diz: os justos viverão pela fé. 12
12
12
A partir desta ideia, Lutero concluiu que pela fé em Deus o Homem se torna 12
12
justo e consegue salvar-se. E, com base nesta conclusão, Lutero formulou 12
12
a sua ideia fundamental: A Salvação obtém-se pela fé. 12
12
12
12
Porém, esta ideia de Lutero é contrária à posição tradicional da Igreja, segundo 12
12
a qual as boas obras dos homens (doações à Igreja, oferta de esmola aos 12
12
12
pobres, etc.) é que conduzem os homens à salvação. 12
12
12
12
Foi a partir da observação da contradição existente entre o conteúdo da 12
12
mensagem da Bíblia e a prática da Igreja Católica que Lutero começou a criticar 12
12
o caminho que esta estava a seguir. 12
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História - Módulo 1
Lição 14 - A Reforma Protestante : O Luteranismo
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Fig. 2 Venda das indulgências 12
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Este peditório começou a ser visto como um negócio, no qual tinha que se 12
12
comprar o perdão, por isso criou descontentamento no seio dos fiéis. 12
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12
Como, você, já está a perceber, havia choque entre 12
12
a ideia de Lutero de salvação pela fé e a prática 12
12
12
das indulgências, que era a obtenção de perdão 12
12
pelos fiéis, mediante pagamento. 12
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O lançamento das indulgências por Leão X provocou uma reacção imediata 12
12
de Lutero através de um artigo no qual expôs as suas ideias sobre esta prática, 12
12
com o título “As Noventa e Cinco Teses contra as Indulgências”. 12
12
12
Lutero afixou esse artigo na porta da Catedral que dirigia. 12
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Quais as ideias que ele defendia nesse artigo? 12
12
Para melhor compreender as ideias de Lutero 12
12
sobre a questão das Indulgências, propomos que 12
12
leia o texto seguinte, que espelha a posição por 12
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ele assumida, face à prática das indulgências. 12
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História - Módulo 1
Lição 14 - A Reforma Protestante : O Luteranismo
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LEITURA
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1 Serão condenados por toda a eternidade os que
1
1 acreditarem ter assegurado a sua salvação através das
1
1 bulas de indulgência.
1
1
1
1 Por que é que o papa, cuja bolsa é mais rica do que a dos
1
1
1 restantes crentes, não constrói a Basílica de S. Pedro com
1
1 o seu próprio dinheiro em vez de a construir com o
1
1 dinheiro dos pobres? As indulgências, de que tanto
1
1 apregoam os méritos, não têm senão um: dar dinheiro.
1
1
1
1 É preciso ensinar aos cristãos que, se o papa conhecesse
1
1
1 os abusos dos pregadores de indulgências, preferiria ver a
1
1 basílica de S. Pedro reduzida a cinzas do que sabê-la
1
1 edificada com a pele, a carne e os ossos das suas ovelhas.
1
1
1
1 O verdadeiro tesouro da Igreja é o Santíssimo Evangelho.
1
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1
1 Martinho Lutero, As 95 teses contra as Indulgências
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1 Lido o extracto das 95 teses contra as Indulgências,
1
1 responda, agora, a actividade que segue.
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134 História - Módulo 1
Lição 14 - A Reforma Protestante : O Luteranismo
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ACTIVIDADE 12
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Assinale com um 9as ideias de Martinho Lutero em relação à questão 12
12
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das indulgências. 12
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9 12
a) As bulas de indulgência não são nenhuma garantia de 12
12
salvação. 12
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b) As indulgências devem ser aceites como caminho da 12
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salvação. 12
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c) As indulgências só servem para dar dinheiro aos papas e 12
12
12
mais nada. 12
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d) Durante a pregação de indulgências, os monges 12
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cometiam muitos abusos. 12
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e) Durante a pregação de indulgências, os monges sofriam 12
12
muitos abusos. 12
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Você assinalou a), c) e d)? Exacto é isso mesmo! 12
12
Segundo Lutero as indulgências não garantiam a 12
12
salvação (perdão dos pecados), apenas serviam 12
12
para os papas obterem dinheiro e foram 12
12
aproveitadas pelos monges para cometer abusos 12
12
contra os fiéis. 12
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A reacção de Lutero contra as indulgências representava um verdadeiro desafio 12
12
à autoridade do Papa, razão pela qual ele foi excomungado e expulso do 12
12
império alemão em 1521. 12
12
12
12
Tal como outras pessoas que assumiram posições contrárias às da Igreja 12
12
12
Católica, Lutero foi perseguido e, ameaçado de morte na fogueira. Para escapar 12
12
desse perigo, ele refugiou-se no Castelo de Vartburgo, onde teve a protecção 12
12
do príncipe Frederico da Saxónia. Ali Lutero escreveu as suas ideias sobre a 12
12
igreja, formando uma nova doutrina para uma nova igreja – a Luterana. 12
12
Também traduziu a Bíblia do latim para o alemão, para que todos os crentes 12
12
pudessem a ler e interpretar, livremente, sem necessidade de tradutor. 12
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História - Módulo 1
Lição 14 - A Reforma Protestante : O Luteranismo
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1 De seguida, leia o texto, que se segue, para melhor
1
1 compreender o contexto do surgimento do
1
1 Luteranismo.
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LEITURA
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1
1
1 No início do Século XVI, a Igreja Católica possuía um enorme
1
1 poder económico, que ultrapassava o poder dos reis e
1
1 príncipes.
1
1 A Igreja podia decidir sobre os assuntos de natureza política,
1
1 cultural, científica, etc.
1
1
1 Ora, os príncipes não estavam satisfeitos com esta
1
1 concentraço do poder nas mãos da Igreja, razão pela qual
1
1 viam as tendências reformistas como um caminho para o
1
1 alcance das liberdades dos cidadãos, no exercício dos seus
1
1 direitos individuais e colectivos.
1
1
1
1
1 Por esta razão o príncipe Frederico, à semelhança de outros
1
1 reis, apoiou a iniciativa das reformas levadas a cabo por
1
1 Lutero e outros reformistas.
1
1 Em 1522, já passado o perigo, Lutero regressa a Vitemberga.
1
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1
1 O Luteranismo (a nova Igreja fundada por Lutero) foi
1
1 uma corrente protestante que surgiu com Martinho
1
1 Lutero nos princípios do Século XVI, que defende o
1
1
1 princípio da salvação pela fé.
1
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136 História - Módulo 1
Lição 14 - A Reforma Protestante : O Luteranismo
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De seguida, você vai estudar as principais ideias 12
12
da doutrina de Lutero (Luteranismo), que como 12
12
sabe, se baseiam no princípio da salvação pela fé. 12
12
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Bases Fundamentais da Doutrina 12
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Luterana: 12
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A fé é uma dádiva de Deus - critica o valor das obras humanas como 12
12
meio de salvação ; 12
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12
A única fonte de fé é a sagrada escritura (Bíblia) – rejeita a 12
12
autoridade dos papas, concílios e padres da Igreja ; 12
12
12
A fé exprime-se pelos sacramentos do baptismo e da comunhão; 12
12
12
Culto em honra de Deus – consiste na pregação, cânticos comunhão, 12
12
suprime o culto da Virgem e dos Santos. 12
12
12
A Igreja de Cristo é invísivel – pelo que cabe ao Estado a protecção 12
12
das igrejas locais e a escolha dos pastores ou ministros do culto (não 12
12
admite as ordens religiosas nem o celibato dos sacerdotes). 12
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TOME NOTA: 12
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A doutrina luterana, no contexto da Reforma, estabeleceu uma profunda 12
12
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renovação religiosa: confiança na salvação divina, simplificação do culto 12
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religioso, uso da língua nacional nos cultos religiosos e promoção dos 12
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laicos a pastores da Igreja. 12
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Lição 14 - A Reforma Protestante : O Luteranismo
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1
1 RESUMINDO ....
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1
1
1 O Luteranismo surgiu na Alemanha encabeçado por Martinho Lutero.
1
1
1 O Luteranismo (a nova Igreja fundada por Lutero) foi uma corrente
1
1 protestante que surgiu nos princípios do Século XVI, que defende o
1
1 princípio da salvação pela fé.
1
1
1 Indulgência é o mesmo que perdão dos pecados aos que mostrem
1
1
1 arrependimento e cumpram boas obras, como, por exemplo, dar esmola
1
1
1
1
1
1
1
1
1
EXERCÍCIOS
1
1 1. Em relação aos tipos de Movimento Reformista, assinale com um
1
1 9a opção correcta.
1
1 Os Movimentos Reformistas que surgiram na Europa são:
1
1
1
1
1 9
1
1 a) Luteranismo
1
1
1 b) Bulionismo
1
1
1 c) Anglicanismo
1
1
1 d) Islamismo
1
1
1 e) Calvinismo
1
1
1 f) Catolicismo
1
1
1
1
1
1
1 2. Qual foi a Igreja formada por Martinho Lutero?
1
1
1
1 _________________________________________________________________
1
1
1 ______________________________________________________________
1
1
1
1
1
1 3. Mencione dois princípios doutrinários defendidos pelo Luteranismo.
1
1
1
1 _________________________________________________________________
1
1
1 ______________________________________________________________
1
1
1 _________________________________________________________________
1
1
1 ______________________________________________________________
1
138 História - Módulo 1
Lição 14 - A Reforma Protestante : O Luteranismo
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1
1
1 CHAVE DE CORRECÇÃO
1
1
12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901
12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901
1
1
1
1 1.a)
1
1 c)
1
1 e)
1
1
1
1
1 2. A nova Igreja formada por Martinho Lutero é a Igreja Luterana
1
1
1
1 3. Os dois princípios doutrinários defendidos pelo Luteranismo são:
1
1
1 fé como uma dádiva de Deus - crítica o valor das obras humanas
1
1 como meio de salvação ;
1
1
1 sagrada escritura como única fonte de fé – rejeita a autoridade dos
1
1 Papas, concílios e Padres da Igreja;
1
1
1
1
1 Nota: Fora destes princípios aqui apresentados, você, pode apresentar
1
1 outros, desde que estejam enquadrados naqueles já estudados.
1
1 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901
1 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901
1
1
1
1
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1
1
1
1
1 PEQUENO DICIONÁRIO
1
1 Excomunhão – acto ou efeito de excomungar; censura eclesiástica pela
1
1 qual o cristão é privado ou excluído da comunhão.
1
1
1 Celibato – condição ou estado de solteiro.
1
1
1 Sacramento – sinal sensível instituído por Deus para dar ao homem a sua
1
1 graça ou aumentá-la.
1
1
1 Basílica – Templo majestoso geralmente edificado por soberanos ou
1
1 pontífices em cumprimento de um voto. Designação utilizada para definir
1
1 certas Igrejas Cristãs, mais notáveis, caracterizadas pela sua grandeza e
1
1
1 majestade.
1
1
1 Peditório – acto de pedir ao público ou aos crentes produtos ou artigos
1
1 para fins de caridade religiosa.
1
1
1 Sátrapa - pessoa que leva uma vida de grande luxo e de prazer
1
1
1
1
1
1
139 História - Módulo 1
Lição 14 - A Reforma Protestante : O Luteranismo
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○
○
○
12
○
12
○
12
Como é que correu o exercício final? Está de 12
12
parabéns se acertou todas as questões do 12
12
exercício ou, pelo menos duas. 12
12
Se errou a mais de duas tente estudar a lição de 12
12
novo. De seguida resolva o exercício. 12
12
12
Tenha bom trabalho e siga para a lição seguinte, 12
12
depois de resolver o exercício 12
12
12
12
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12
12
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História - Módulo 1
Lição 15 - A Reforma Protestante: O Calvinismo e o Anglicanismo
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16 A Reforma Protestante: O
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Calvinismo e o Anglicanismo
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12
Objectivos de aprendizagem: 12
12
12
12
No final desta lição, você, deve ser capaz de: 12
12
12
12
12
Caracterizr o Calvinismo; 12
12
12
Caracterizr o Anglicanismo; 12
12
12
Explicar os princípios doutrinários do Calvinismo 12
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12
Explicar os princípios doutrinários do Anglicanismo 12
12
12
12
12
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Tempo necessário para completar a lição: 12
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INTRODUÇÃO 12
12
12
12
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12
12
Na lição anterior, você, estudou a reforma de Lutero, que deu origem ao 12
12
Luteranismo. 12
12
Nesta lição vai estudar a Reforma na Suíça, França e Inglaterra onde se 12
12
desenvolveram outras duas correntes protestantes: o Calvinismo e o 12
12
Anglicanismo. 12
12
12
Faça um bom estudo! 12
12
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História - Módulo 1
Lição 15 - A Reforma Protestante: O Calvinismo e o Anglicanismo
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1
1 Veja, então, a seguir o que foi o Calvinismo,
1
1 como surgiu e como se espalhou pelo continente
1
1 Europeu.
1
1
1
1
1
1
1
1
1 Calvinismo
1
1 Para além de Lutero o movimento reformista contou com a participação de
1
1 outros pensadores críticos que partiam do mesmo princípio – a salvação pela
1
1 fé – mas que tinham ideias diferentes.
1
1 Entre esses pensadores que apareceram na Europa podem se contar Zuínglio
1
1 e João Calvino, que difundiram a reforma na Suíça e França, criando uma
1
1
1 nova corrente religiosa: o Calvinismo.
1
1
1
1 O movimento reformista que a terminara com a criação do Calvinismo na
1
1 Suiça, foi iniciado por Zuínglio cerca de 1518. Contudo, mais tarde coube a
1
1 João Calvino a elaboração de uma nova doutrina. Foi esta nova doutrina que
1
1 ficou conhecida por o Calvinismo, cuja designação está ligada ao nome do
1
1
1 seu pensador principal.
1
1
1
1
1
1
1
1
1 Calvinismo é a nova corrente protestante fundada por
1
1 Jaão Calvino no âmbito da reforma religiosa e que,
1
1 embora baseada no princípio da salvação pela fé,
1
1
1 defende a doutrina da predestinação.
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1 Embora fosse um dos apoiantes do Luteranismo, Zuínglio não concordava
1
1 com a Teoria da Consubstanciação. Contudo ele aproveitou algumas ideias
1
1
1 do Luteranosmo para a construção da sua nova teoria - o Calvinismo.
1
1
1
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1
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1
1
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142 História - Módulo 1
Lição 15 - A Reforma Protestante: O Calvinismo e o Anglicanismo
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12
Teoria da Consubstanciação 12
12
Segundo esta teoria, o corpo e o sangue de Cristo 12
12
existem em simultâneo com o pão e o vinho no 12
12
momento da Ceia (jantar). 12
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12
12
12
12
12
12
João Calvino, o criador do Calvinismo era francês, mas realizou a sua obra 12
12
reformista na Suíça para onde emigrou, em 1534, fugindo da repressão contra 12
12
os protestantes na França. 12
12
12
12
A reforma, na Suíça, iniciou em 1536, quando Calvino publicou uma obra 12
12
intitulada As instituições da Religião Cristã. Esta obra surgiu numa altura 12
12
12
em que no seio dos protestantes existiam divergências. O seu objectivo era 12
12
de clarificar as posições reformistas. 12
12
Nesta obra, Calvino expôs de forma bastante clara a nova doutrina: a Doutrina 12
12
da Predestinação. 12
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O que defendia esta doutrina? 12
12
12
12
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12
12
12
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12
Segundo a teoria da predestinação cada homem nasce 12
12
12
já com o seu destino traçado por Deus. 12
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12
Agora, você deve resolver a Actividade que de 12
12
seguida lhe propomos. 12
12
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História - Módulo 1
Lição 15 - A Reforma Protestante: O Calvinismo e o Anglicanismo
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1
1 ACTIVIDADE
1
1
1
1 1. Das alternativas seguintes, assinale um X a opção correcta que
1
1 melhor exprime a Teoria de Consubstanciação:
1
1 X
1
1
1 a) O corpo e o sangue de Cristo existem em simultâneo
1
1 com o espírito e o vinho no momento da Ceia.
1
1
1 b) O corpo e o sangue de Cristo existem em simultâneo
1
1 com o pão e o vinho no momento da Ceia.
1
1
1 c) O corpo e o sangue de Cristo existem em simultâneo
1
1 com o pão e a alma no momento da Ceia.
1
1
1 d) O corpo e o sangue de Cristo existem em simultâneo
1
1 com a fé e a alma no momento da Ceia.
1
1
1
1
1
1
1
1 Muito certo, você assinalou o X na alínea b,
1
1
1 como a frase que melhor exprime a Teoria de
1
1 Consubstanciação.
1
1 De seguida, vai estudar as principais ideias do
1
1 Calvinismo que assentam na doutrina da
1
1 predestinação.
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1 Principais ideias do Calvinismo:
1
1
1
1 O homem é pecador e incapaz de se salvar por si próprio ;
1
1
1 O destino de cada homem foi traçado por Deus ;
1
1
1 Os que são salvos (os eleitos ou predestinados) recebem a fé
1
1
1 por intermédio de Jesus Cristo. Assim, segundo Calvino, a salvação
1
1 dos fiéis depende da graça divina e, nada pode ser feito para alterar
1
1 o destino do homem. A única coisa que o homem pode fazer é ter
1
1 confiança em Deus e cumprir os seus mandamentos.
1
1
1
1
1
144 História - Módulo 1
Lição 15 - A Reforma Protestante: O Calvinismo e o Anglicanismo
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○
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12
De seguida, você, vai estudar as ideias do 12
12
Calvinismo sobre o funcionamento e organização 12
12
da igreja. 12
12
12
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12
12
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12
12
12
O Calvinismo defende as seguintes 12
12
12
12
ideias sobre a Igreja: 12
12
12
12
a Igreja é assembleia dos « eleitos » ; 12
12
12
o culto de Deus deve ser realizado em templos sem quaisquer 12
12
12
símbolos ou imagens; 12
12
12
os sacramentos, que são sinais da graça de Deus para o fortalecimento 12
12
da fé, reduzem-se ao baptismo e à comunhão. 12
12
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12
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12
Depois de ter estudado o Calvinismo, agora vai 12
12
estudar o Anglicanismo. 12
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12
12
Anglicanismo, tal como o Luteranismo e Calvinismo, 12
12
é também uma corrente protestante, que surgiu no 12
12
12
contexto da Reforma Religiosa na Europa. 12
12
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História - Módulo 1
Lição 15 - A Reforma Protestante: O Calvinismo e o Anglicanismo
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○
○
1
○
1 Anglicanismo
1
○
1
1 Tal como a Alemanha e Suíça, também, a Inglaterra do Século XVI, vivia um
1
1
1 ambiente favorável à reforma, pois tinha os mesmos problemas que
1
1 propiciaram a eclosão da reforma, nomeadamente:
1
1
1
1 a vida luxuosa e os abusos do Clero,
1
1
1 o descontentamento da maioria da população em relação aos
1
1 dirigentes religiosos.
1
1
1 a pressão que os intelectuais faziam sobre a Igreja e o Clero.
1
1
1
1
1 Esta realidade fez com que as ideias luteranas tivessem maior impacto na
1
1 Inglaterra e contribuissem bastante para o reforço do espirito reformista.
1
1
1
1
1 A Reforma Protestante na Inglaterra teve a particularidade de ser obra do
1
1 próprio rei inglês e não de reformistas humanistas ou religiosos.
1
1
1
1 Inicialmente, o movimento reformista na Inglaterra, enfrentava a oposição
1
1 do rei Henrique VIII, pois embora não fosse favorável à influência política
1
1 e grande poder económico da Igreja a permanecia fiel à Igreja de Roma.
1
1
1 A posição religiosa de Henrique VIII veio, contudo alterar-se a partir do
1
1 início da década de 30 do Século XVI, por razões de carácter pessoal do
1
1 próprio rei.
1
1
1
1
1
1
1
1 Preste, então, atenção para saber a razão que ditou
1
1 o rompimento de Henrique VIII com a Igreja
1
1
1 Católica, terminando com a criação de uma nova
1
1 Igreja: a Igreja Anglicana.
1
1
1
1
1
1
1
1
1 É o seginte: o rei Henrique VIII tinha até aquela altura apenas filhas e desejava
1
1 ter pelo menos um filho. Pelo que pediu permissão ao papa Clemente VII a
1
1
1 anulação do seu casamento com a Catarina de Aragão, para se casar com uma
1
1 outra mulher, que pudesse lhe dar um filho varão.
1
1 O papa recusou o pedido do rei, porque as normas da Igreja Católica não
1
1 permitiam o divórcio. Mas o mesmo pedido foi aceite pelo arcebispo de
1
1 Cantuária, Tomás Cranmer. Uma vez aceite o seu pedido, ele casou com Ana
1
1 Bolena.
1
146 História - Módulo 1
Lição 15 - A Reforma Protestante: O Calvinismo e o Anglicanismo
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○
○
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○
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O Papa decidiu excomungar Henrique VIII, na sequência deste casamento, 12
12
dando-se, assim, a roptura entrea Igreja e o Rei. 12
12
A partir daí Henrique VIII lança uma campanha para se fazer mudanças na 12
12
Igreja. O que culminou com o “Acto de Supremacia”, através do qual o rei 12
12
inglês foi declarado chefe supremo da Igreja de Inglaterra. . 12
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12
12
12
O “Acto de Supremacia” deu poder ao rei Henrique 12
12
12
VIII para fundar a Igreja Anglicana. Portanto, a 12
12
Igrja Anglicana foi funadada na Inglaterra em nome 12
12
do próprio rei. 12
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A seguir veja quais são as características do 12
12
Anglicanismo. 12
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12
Caracterização do Anglicanismo 12
12
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12
O surgimento do Anglicanismo deveu- se, principalmente, à problemas de 12
12
ordem política e não doutrinária, como aconteceu com o Luteranismo e 12
12
Calvinismo. 12
12
Assim, sempre que houvesse mudança do rei, o Anglicanismo podia basear- 12
12
se nas ideias luteranas, calvinistas ou católicas, dependendo das opções 12
12
religiosoas do rei no poder, nessa altura, mudando de orientação doutrinária. 12
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História - Módulo 1
Lição 15 - A Reforma Protestante: O Calvinismo e o Anglicanismo
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1
1
1
1 Agora, você vai estudar os diferentes momentos
1
1 que caracterizaram a doutrina Anglicana na
1
1 Inglaterra.
1
1
1
1
1
1 No reinado de Henrique VIII, a Igreja Anglicana assumiu no início uma
1
1 tendência mais luterana, contudo mais tarde passou a ser uma espécie
1
1 de Igreja Católica não romana
1
1
1 No reinado de Eduardo VI, entre 1547 e 1553, o Anglicanismo tinha
1
1
1 muitos aspectos em comum com o Calvinismo
1
1 No reinado da Maria Tudor, entre 1553 e 1558, identificou-se mais
1
1
1 com o Catolicismo;
1
1
1 No reinado de Isabel I, o Anglicanismo assumiu uma posição mais
1
1 conciliatória, alternando elementos protestantes e católicos. Portanto,
1
1 na vigência desta monarca, o Anglinismo caracterizou-se da seguinte
1
1 forma
1
1
1
1 u fidelidade aos princípios básicos da doutrina católica romana;
1
1
1 u defesa da autoridade do monarca à maneira luterana;
1
1
1 u permanência de hierarquias dentro da igreja;
1
1
1 u cerimónias de aparência católica e orientação doutrinária de raiz
1
1
1 calvinista.
1
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1
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1
1
1
1
1
1 Fig.1. Difusão do protestantismo cerca de 1560
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○
○
○
12
○
12
○
12
12
12
12
12
12
A seguir vai resumir a lição que, você, acaba de 12
12
estudar. 12
12
12
12
12
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12
12
12
12
12
RESUMINDO…. 12
12
12
12
A reforma protestante iniciou na Alemanha liderada por Martinho Lutero. 12
12
Em seguida ocorreram movimentos reformistas em outros países europeus, 12
12
principalmente nos do Norte. Este movimento acabou dividindo a Europa 12
12
12
Cristã em dois blocos: o Norte Protestante e o Sul Católico. 12
12
12
12
Os principais movimentos reformista ou protestante são: 12
12
12
12
Luteranismo 12
12
Calvinismo 12
12
12
Anglicanismo 12
12
12
12
12
12
12
12
Muito bem, está no final de mais uma lição. Para 12
12
terminar esta lição resolva os seguintes exercícios 12
12
de auto-avaliação, para verificar o seu nível de 12
12
compreensão. 12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
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História - Módulo 1
Lição 15 - A Reforma Protestante: O Calvinismo e o Anglicanismo
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○
○
1
○
1
1
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1
1
1
1
1 EXERCÍCIOS
1
1 1. Assinale com V as afirmações verdadeiras , e com F as falsas, em
1
1 relação às principais ideias do Calvinismo.
1
1
1 9
1
1
1 a) A Igreja é assembleia dos « eleitos » ;
1
1
1 b) A salvação está baseada nas Indulgências;
1
1
1 c) O culto de Deus deve ser realizado em templos sem
1
1 quaisquer símbolos ou imagens ;
1
1
1 d) O celibato constitui um dos princípios da Igreja;
1
1
1 e) Os sacramentos são sinais da graça de Deus para o
1
1 fortalecimento da fé, reduzem-se ao baptismo e a
1
1 comunhão;
1
1
1 f) Os monges têm a autoridade de excomungar qualquer
1
1 fiel.
1
1
1
1
1
1
1
1 2. A que se deveu o surgimento do Anglicanismo?
1
1
1
1
1 _________________________________________________________________
1
1
1 ______________________________________________________________
1
1
1 ______________________________________________________________
1
1
1
1
1
1
1 3. Descreva dois aspectos que caracterizam o Calvinismo.
1
1
1
1 _________________________________________________________________
1
1
1 ______________________________________________________________
1
1
1 ______________________________________________________________
1
1
1 _________________________________________________________________
1
1
1 ______________________________________________________________
1
1
1 ______________________________________________________________
1
1
1
1
1
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Lição 15 - A Reforma Protestante: O Calvinismo e o Anglicanismo
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○
○
1
○
1
1
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1
1
1 CHAVE DE CORRECÇÃO
1
1
12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901
12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901
1
1
1
1 1.
1
1
1 a) V
1
1
1 b) F
1
1 c) V
1
1
1 d) F
1
1 e) V
1
1
1 f) F
1
1
1
1 2. O surgimento do Anglicanismo deveu- se, principalmente, à problemas
1
1
1 de ordem política do próprio rei.
1
1
1
1 3. O Anglicanismo é caracterizado por:
1
1
1
1 dependência em relação aos regimes políticos;
1
1
1 permanência de hierarquias dentro da Igreja;
1
1
1 cerimónias de aparência católica e orientação doutrinária de raiz
1
1 calvinista.
1
1 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901
1
12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901
12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901
1
1
1
1
1
1
1
1 Muito bem, você acertou em todas as questões,
1
1 não é?
1
1 Viu como foi tão fácil!
1
1 Se acha que ainda tem algumas dúvidas nesta
1
1
1 lição, volte a estudá-la e, exercite-se de novo.
1
1 Vai conseguir resolver o exercício na segunda
1
1 vez, de certeza. Não desanime.
1
1 Bom estudo!
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151 História - Módulo 1
Lição 15 - A Reforma Protestante: O Calvinismo e o Anglicanismo
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História - Módulo 1
Lição 16 - A Contra Reforma
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A Contra Reforma
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Objectivos de aprendizagem: 12
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No final desta lição, você, deve ser capaz de: 12
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Definir a Contra Reforma 12
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Explicar os princípios da Contra Reforma 12
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Tempo necessário para completar a lição: 12
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INTRODUÇÃO 12
12
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12
O movimento da Reforma Protestante, que você já estudou, abalou a Igreja 12
12
Católica no Século XVI, e representou um ambiente de crise que impunha 12
12
mudanças, tanto na doutrina, como nas práticas dentro própria Igreja Católica. 12
12
12
12
O movimento da Reforma Protestante, na Europa, obrigou a Igreja Católica a 12
12
12
operar mudanças no seu seio. 12
12
Neste contexto, a partir de meados do Século XVI, ela sentiu a necessidade 12
12
de reagir tanto para corrigir as suas irregularidades internas, como para travar 12
12
o movimento protestante em si. 12
12
No processo de tomada de medidas para a correcção da situação que se vivia, 12
12
teve destaque o papel assumido pelo Papa Paulo III (1534-1549). 12
12
12
12
12
Ao longo desta lição, você, vai estudar o que foi a Reforma da Igreja Católica 12
12
ou Contra-Reforma, termos que designam a reacção da igreja católica face a 12
12
Reforma Protestante. 12
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Bom estudo! 12
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História - Módulo 1
Lição 16 - A Contra Reforma
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1 ACTIVIDADE
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1 Mencione as causas da crise religiosa na Europa, a partir do Século
1
1 XIV.
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1 ___________________________________________________________
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1 Muito bem! Você disse que as causas da crise
1
1 religiosa são: grave crise na estrutura da igreja,
1
1 grande vitalidade religiosa e tentativas de
1
1
1 renovação.
1
1 Ora bem, face a esta situação a Igreja Católica
1
1 adoptou medidas como forma de travar o avanço
1
1 dos movimentos reformistas e a sua credibilidade.
1
1
1
1
1
1
1
1
1 O conjunto de medidas que a Igreja tomou para
1
1 assegurar a sua credibiliadade ficou conhecido
1
1 por Reforma Católica.
1
1
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1
1
1
1
1
1 Reforma Católica
1
1
1 No seio da Igreja Católica a reforma consistiu na tomada de um conjunto de
1
1
1 medidas para corrigir todas as irregularidades que se verificavam no seu seio,
1
1 indo assim, ao encontro do desejo dos seus crentes. Estes gostavam de ver
1
1 recuperada a imagem tradicional de pureza da Igreja Católica e, por
1
1 consequência, ganhar maior confiança na doutrina e no seu sistema de
1
1 funcionamento.
1
1
1
1
1 Pelo que, em suma podemos dizer, que a Reforma Católica foi,
1
1 essencialmente, um processo de renovação e reabilitação interna da Igreja
1
1 Católica.
1
154 História - Módulo 1
Lição 16 - A Contra Reforma
○
○
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A Contra Reforma 12
12
12
O movimento reformista que integrava o Luteranismo, o Calvinismo e o 12
12
Anglicanismo, na sua fase inicial, foi tratado com pouca seriedade pela Igreja 12
12
12
Católica. Portanto, a Igreja Católica só encarou os protestos como uma ameaça 12
12
real, quando começou a sentir uma pressão interna cada vez maior, ao mesmo 12
12
tempo que notava o avanço e a expansão do movimento, por toda a Europa. 12
12
12
12
Neste contexto, a Contra-Reforma foi um conjunto de medidas tomadas pela 12
12
Igreja Católica, tendo como objectivos moralizar a Igreja e impedir o avanço 12
12
das Igrejas Protestantes pelos países onde o movimento de protesto ainda 12
12
12
não tinha chegado. 12
12
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12
12
A Igreja Católica, com o objectivo de restaur o 12
12
Catolicismo convocou o Concílio de Trento. 12
12
Leia a secção que se segue, sobre este assunto. 12
12
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12
Concílio de Trento 12
12
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12
Concílio é o nome dado à reunião (assembleia) de bispos e cardeais católicos, 12
12
convocada pelo Papa, para a resolução de problemas da Igreja, especialmente, 12
12
os problemas de natureza disciplinar dentro da fé religiosa da Igreja Católica. 12
12
12
12
12
De facto, no Século XVI, a gravidade da crise que a Igreja Católica atravessava 12
12
por causa do movimento prostestante, justificava a convocação de um concílio. 12
12
Sendo na sequência disso que o Papa Paulo III, convocou para a cidade de 12
12
Trento, Itália, em 1545, o que ficou designado por Concílio de Trento. 12
12
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12
Concílio de Trento 12
12
Os bispos e cardeais católicos reunidos neste 12
12
12
Concílio, analisaram cuidadosamente as críticas 12
12
lançadas pelos protestantes contra a igreja católica, e tormaram 12
12
12
decisões sobre o rumo que a mesma deveria seguir a partir 12
12
daquele momento. 12
12
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História - Módulo 1
Lição 16 - A Contra Reforma
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1 Quais foram as medidas tomadas pelo Concílio de
1
1 Trento?
1
1 Leia o extracto abaixo.
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LEITURA
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1
1
1 O Santo Concílio ordena que (...), nos assuntos da fé e dos costumes,
1
1 ninguém se fie no seu próprio julgamento, nem tenha audácia de
1
1 interpretar as Sagradas Escrituras com um sentido diverso daquele
1
1 que dá a Santa Madre Igreja, à qual exclusivamente compete apreciar
1
1 esse sentido (...).
1
1 Praticai boas obras, porque Deus não é injusto e não esquecerá as
1
1
1 boas acções e a caridade praticadas em seu nome(...).
1
1 A Igreja deve introduzir cerimónias, luzes, ornamentos, para despertar
1
1 o espirito dos fiéis, através desses sinais vivos de piedade e de
1
1 religião.(...).
1
1 Os bispos devem ser irrepreensíveis no seu comportamento, sóbrios
1
1 e castos. Devem fugir dos vícios e procurar a virtude.
1
1 O Santo Concilio ordena que a prática das indulgências, muito salutar
1
1
1 para o povo cristão, deve ser conservada. (...) No entanto, tendo em
1
1 conta os abusos em que se caiu. O Santo manda que sejam abolidos
1
1 todos os deploráveis tráficos de dinheiro.
1
1 Se alguém diz que todos os cristãos têm poder de anunciar a palavra
1
1 de Deus e de ministrar os sacramentos, que seja excomungado.
1
1
1
1
1 Decretos do concílio de Trento (1545-154)
1
1 in: História 8, M. Diniz e outros
1
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1
156 História - Módulo 1
Lição 16 - A Contra Reforma
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Como pode ver no texto, de uma forma geral, o Concílio de Trento não aceitou 12
12
as propostas de mudança colocadas pelos protestantes, defendendo pelo 12
12
contrário, a manutenção de todos os dogmas da fé católica, pois: 12
12
12
12
Defendeu que a salvação do homem depende da fé e das obras; 12
12
12
Reconheceu as Sagradas Escrituras (Bíblia) e a tradição da Igreja como 12
12
únicas fontes da graça divina; 12
12
12
Reafirmou a presença de Cristo na eucaristia (teoria da 12
12
transubstanciação); 12
12
12
Manteve o uso do latim na liturgia, o culto dos Santos e o da virgem. 12
12
12
12
12
12
O Concílio de Trento também tratou a questão do comportamento do Clero, 12
12
e tomou medidas para mudar o comportamento dos Bispos e Párocos; proibiu 12
12
a acumulação de cargos, por exemplo, o controle de mais do que uma Dioscese 12
12
12
por um padre. Decidiu a obrigação de cada Bispo ou Pároco residir na sua 12
12
Diocese ou Paróquia. 12
12
A juntar a isso, os Padres passaram, obrigatoriamente, a ser formados em 12
12
seminários, para além da manutenção da decisão do celibato para os Clérigos. 12
12
12
12
A Contra-Reforma foi uma forma de luta contra o Protestantismo. 12
12
Neste sentido, foram adoptadas medidas e instrumentos para levar a cabo 12
12
12
esta luta, nomeadamente a Companhia de Jesus, a Inquisição e o Índex. 12
12
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De seguda resolva a actividade que lhe propomos. 12
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ACTIVIDADE 12
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1. Mencione as medidas tomadas pelo Concílio de Trento. 12
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157 157
História - Módulo 1
Lição 16 - A Contra Reforma
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1
1 Muito bem! De certeza, você disse que o
1
1 Concílio de Trento decidiu manter a doutrina que
1
1 a Igreja vinha tomando desde a fase da eclosão
1
1 da crise religiosa, nomeadamente: a salvação do
1
1 homem depende da fé e das suas obras. O
1
1 reconhecimento das Sagradas Escrituras (Bíblia).
1
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1 De seguida, você vai aprender as medidas
1
1 adoptadas no âmbito da Contra-reforma.
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1 Medidas adoptadas pela Igreja Católica
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1 no âmbito da Contra-Reforma
1
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1
1 Inquisição
1
1
1
1 A Inquisição foi um tribunal criado na Idade Média (Século XIII) pelo Papa
1
1 Gregório para combater as heresias em defesa da fé católica e dos bons
1
1
1 costumes.
1
1 Este tribunal vigiava, perseguia e condenava aqueles que praticassem outras
1
1 religiões. Por outro lado, exercia também uma severa vigilância sobre os
1
1 costumes e toda a produção cultural: livros, obras de arte, espectáculos.
1
1 Tudo era meticulosamente analisado.
1
1
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1
1
1
1 Heresia é aideia ou doutrina contrárias aos
1
1 príncipios da Igreja Católica.
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158 História - Módulo 1
Lição 16 - A Contra Reforma
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A Igreja Católica, na sequência das heresias, passou a levar cabo campanhas 12
12
de perseguição e condenação dos simpatizantes das Igrejas Protestantes. Esta 12
12
campanha de perseguição foi dirigida pelo Santo Ofício. 12
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Santo Ofício 12
12
12
Foi uma instituição formada pela Igreja Católica, 12
12
com objectivo de perseguir os adeptos do 12
12
Protestantismo. Esta instituição foi dirigido por seis Cardeais 12
12
sob autoridade do Papa, que liderava a campanha, a nível mundial. 12
12
12
De forma geral, este tribunal religioso, chamado Inquisição 12
12
foi uma arma violenta de repressão contra os protestantes. Ele 12
12
funcionou em todos os países da Europa, mas foi especialmente 12
12
muito violenta em Portugal e Espanha. 12
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Fig.1. Condenados de Inquisição a caminho da fogueira 12
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História - Módulo 1
Lição 16 - A Contra Reforma
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1 Índex
1
1 Foi também um instrumento de repressão contra os adeptos do
1
1 Protestantismo. Chamou-se Índex a lista ou catálogo de livros proibidos.
1
1
1 Qualquer pessoa que fosse encontrada a ler qualquer obra constantes dessa
1
1 lista era excomungado. Isto significa que o crente passava a ser interdito de
1
1 receber comunhão, até mesmo a sua participação nos cultos da Igreja Católica.
1
1
1
1
1
1 Companhia de Jesus
1
1
1
1
1
1 A Companhia de Jesus, cujo os seus membros eram chamados Jesuítas, foi
1
1 uma ordem religiosa criada por Inácio de Loyola. Para alcançar os objectivo,
1
1 os jesuítas desenvolveram uma forte acção missionária que consistiu em:
1
1
1
1 propagar a fé católica em todos lugares por onde passassem;
1
1
1 ensinar a ciência e a religião nos colégios e universidades europeus;
1
1 combater e travar, através da pregação, o protestantismo na Europa.
1
1
1
1 Neste contexto, podemos afirmar que no seu funcionamento, a Companhia
1
1 de Jesus, assumiu a forma de uma autêntica força militar anti-protestante,
1
1
1 dirigida por um comandante máximo com a designação de “geral”, que se
1
1 orientou por uma rígida disciplina.
1
1 Para um correcto funcionamento desta Companhia, os seus membros deviam
1
1 possuir uma formação religiosa sólida e um elevado nível cultural.
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1 Fig.2. Papa Paulo III a espera de receber Inácio de Layola, fundador da Companhia
1 de Jesus
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TOME NOTA: 12
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Depois do estudo das correntes reformistas é importante sublinhar que 12
12
apesar das grandes diferenças entre católicos e protestantes, existem 12
12
aspectos em comum, que caracterizaram as duas Igrejas, como 12
12
podemos constatar: 12
12
12
12
ambas Igrejas (Católicas e Protestantes) são cristãs; 12
12
12
têm fé absoluta na divindade de Cristo, 12
12
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preocupação pastoral em transmitir a fé. 12
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12
Depois de ter estudado as medidas e os 12
12
instrumentos da Contra-Reforma, agora é 12
12
momento de você estudar o impacto do mesma, 12
12
durante o Século XVI. 12
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Efeitos da Reforma Religiosa 12
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Os efeitos da reforma religiosa foram: 12
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divisão da Europa cristã em dois blocos religiosos: o Norte, 12
12
maioritariamente protestante e o Sul, predominantemente católico. 12
12
As duas áreas religiosas coexistiram, cada uma seguindo a sua 12
12
crença. 12
12
12
Durante a Expansão Europeia, no Século XIV, as religiões luterana, 12
12
calvinista, católica, anglicana e outras espalharam-se por vários 12
12
países do mundo, incluindo Moçambique . 12
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História - Módulo 1
Lição 16 - A Contra Reforma
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1 RESUMINDO
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1
1 A Contra Reforma foi um conjunto de medidas ofensivas e defensivas
1
1 estabelecidas pela Igreja Católica com o objectivo de impedir o avanço do
1
1 Protestantismo, sobretudo nos países até então não atingidos.
1
1
1
1 No âmbito da Reforma, a Igreja Católica para recuperar a confiança dos seu
1
1 crentes e garantir a reposição da sua imagem anterior de pureza teve que
1
1
1 tomar duas medidas fundamentais:
1
1 a Reforma Católica e a Contra Reforma.
1
1
1
1
1
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1
1 O Concílio de Trento, a Inquisição e o Índex são os instrumentos usados
1
1 para a implementação da Contra-Reforma.
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1
1 Muito bem! Depois de ter estudado esta lição, agora
1
1 é o momento de aplicar o conhecimento adquirido,
1
1 resolvendo os exercícios propostos a seguir.
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EXERCÍCIOS
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1 1. O que entende por Contra-Reforma?
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1 ___________________________________________________________
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162 História - Módulo 1
Lição 16 - A Contra Reforma
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PEQUENO DICIONÁRIO
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Pontificado – exercício da dignidade de pontífice, relativo ao padre 12
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supremo da Igreja. 12
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Protestantismo – designação popular do movimento de reforma da Igreja 12
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iniciada por Lutero. 12
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Catolicismo – designação adoptada para identificar a religião cristã 12
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oficializada na Igreja Católica Romana 12
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12
12
Muito bem, você, acaba de concluir mais uma 12
12
lição. 12
12
Espero que tenha resolvido com sucesso todos 12
12
os exercícios. E, por isso parabéns! 12
12
12
Passe, imediatamente, para a lição que se segue. 12
12
Bom trabalho! 12
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História - Módulo 1
Lição 17 - Teorias Económicas do Período de Transição:O Mercantilismo
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○
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Teorias Económicas do
○
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Período de Transição:O
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Mercantilismo
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123456789012345678901234567890121234567890123456789 12
123456789012345678901234567890121234567890123456789 12
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Objectivos de aprendizagem: 12
12
12
12
12
No final desta lição, você, deve ser capaz de: 12
12
12
Definir Mercantilismo 12
12
12
Caracterizar as diferentes correntes mercantilistas 12
12
12
12
12
12
Tempo necessário para completar a lição: 12
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40 minutos 12
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123456789012345678901234567890121234567890123456789 12
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12
INTRODUÇÃO 12
12
12
12
12
12
Na Europa, durante os Séculos XVI e XVII, desenvolvera-se, novas ideias 12
12
sobre as estratégias a adoptar no campo político e económico, com vista a 12
12
alcançar o desenvolvimento de cada nação. Essas estratégias ficaram 12
12
conhecidas pelas designações de Mercantilismo e o Fisiocratismo. 12
12
Nesta lição, você, vai estudar o Mercantilismo, em especial, o Mercantilismo 12
12
da Península Ibérica: o Mercantilismo Inglês, o Francês e o Holandês. 12
12
12
Vamos a isso! 12
12
12
12
12
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História - Módulo 1
Lição 17 - Teorias Económicas do Período de Transição:O Mercantilismo
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○
○
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1
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1
1
1
1 A seguir vai estudar a definição de Mercantilismo.
1
1
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1
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1
1
1
1 Mercantilismo
1
1
1
1
1 Mercantilismo foi um conjunto de medidas tomadas pelos governos europeus,
1
1 com o objectivo de asssegurar o crescimento da riqueza nacional e ao mesmo
1
1
1 tempo, promover o desenvolvimento da indústria.
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1 A seguir vai estudar as características desta
1
1 doutrina económica.
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1 Características do Mercantilismo
1
1
1
1
1
1 O Mercantilismo como uma teoria que orientava um conjunto de práticas,
1
1 caracterizou-se pelos seguintes aspectos partuculares:
1
1
1
1 Metalismo
1
1 O Metalismo foi um princípio básico do Mercantilismo. Este princípio ou
1
1
1 doutrina defendia que o enriquecimento dos Países ou Estados Europeus tem
1
1 como base os metais preciosos (dinheiro). Portanto, nessa visão, quanto mais
1
1 ouro e prata um país tivesse, mais rico e poderoso seria o seu Estado. A
1
1 importância que os mercantilistas deram ao dinheiro está expresso na
1
1 expressão “O dinheiro é o sangue das repúblicas”, muito usada nessa época.
1
1 Os Estados que não tivessem esses metais no seu território poderiam obtê-
1
1
1 los através do comércio com o resto do mundo.
1
1
1
1
166 História - Módulo 1
Lição 17 - Teorias Económicas do Período de Transição:O Mercantilismo
○
○
○
○
12
○
12
○
Manutenção de uma Balança Comercial favorável 12
12
Os governantes dos diferentes Países europeus deveriam evitar a saída 12
12
dos metais preciosos para garantir os pagamentos internacionais feitos 12
12
em ouro e prata, mantendo, assim, uma balança comerial positiva ou 12
12
favorável. 12
12
Portanto, a balança comercial favorável é a relação entre o volume das 12
12
importações e das exportações. 12
12
12
Neste caso, as exportações dos Países deviam superar as importações 12
12
para que o saldo fosse positivo. 12
12
12
12
12
Como forma ou medida de obtenção de uma balança comercial favorável, os 12
12
Estados proibiam a importação de produtos estrangeiros, concessão de 12
12
12
monopólios às companhias de comércio. 12
12
12
12
12
12
12
Nacionalismo Económico 12
12
12
O nacionalismo económico consistia na promoção do 12
12
desenvolvimento das industrias com vista a garantir a auto-suficiência 12
12
dos estados. O que assegurava que cada um deles se mantivesse livre 12
12
da dependência externa. A Indústria devia ser o sector que emprega a 12
12
maioria da população, ao mesmo tempo que promovesse o 12
12
desenvolvimento económico da nação. 12
12
12
12
12
12
Paternalismo 12
12
O Paternalismo foi outro traço característico do mercantilismo. Todo 12
12
cidadão gozava de direitos e obrigações dentro do seu País. O Estado 12
12
garantia a segurança social, a assistência médica gratuita a todos, dentro 12
12
do espirito de unidade nacional. Significa que todos os cidadãos, 12
12
12
dentro desta política, gozavam da protecção do Estado. 12
12
12
12
Imperialismo 12
12
Cada um dos Estados para assegurar a manutenção das suas riquezas 12
12
deveria conquistar cada vez mais colónias. Este facto, permitiria a cada 12
12
um destes ganhar a estabilidade económica, uma vez que, a partir das 12
12
12
colónias cada país podia adquirir metais preciosos e ou outros produtos 12
12
(tropicais ou abastecimentos navais) que garantissem ao país aumentar 12
12
os seus fundos . 12
12
12
12
12
12
12
12
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História - Módulo 1
Lição 17 - Teorias Económicas do Período de Transição:O Mercantilismo
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○
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1
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1
1
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1
1
1
1
1 Depois de estudar a definição, as caracteristicas
1
1 principais do mercantilismo, agora resolva a
1
1 actividade que se segue.
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1 ACTIVIDADE
1
1
1
1 Assinale com V as afirmações verdadeiras e, com F, as falsas sobre as
1
1 características do Mercantilismo.
1
1
1 V/F
1 a) O Metalismo é uma doutrina que considerava que os metais
1
1 não preciosos eram a base do desenvolvimento dos Países.
1
1
1 b) Os mercantilistas davam pouco valor ao dinheiro.
1
1
1 c) O nacionalismo económico consistia na promoção do
1
1 desenvolvimento da indústria, com o objectivo de garantir a
1
1
1 auto-suficiência dos Estados.
1
1
1 d) Os Estados deviam conquistar mais colónias, para aumentar
1
1 a sua riqueza nacional.
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1 De certeza, você, respondeu que a) e b) são
1
1 Falsas e que c) e d) são Verdadeiras. Está de
1
1 parabéns, por isso!
1
1
1
1
1 Pode avançar com o seu estudo. A seguir vai ver
1
1 as correntes mercantilistas.
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
168 História - Módulo 1
Lição 17 - Teorias Económicas do Período de Transição:O Mercantilismo
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○
○
12
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12
○
Correntes Mercantilistas 12
12
12
12
12
o Como viu, o mercantilismo é uma teoria económica que defende o 12
12
metalismo, isto é, a ideia de que a base da riqueza das nações está nos 12
12
metais preciosos. 12
12
12
12
Como, você, já sabe, os estados europeus pretendiam com esta medida 12
12
acumular a maior quantidade possível de metais preciosos. Facto que dependia 12
12
das condições específicas de cada estado. Pelo que cada um deles adoptadou 12
12
12
sua estratégia para conseguir tal acumulação. Sendo por essa razão que se fala 12
12
de diferentes correntes mercantilistas. 12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
Vaja, então, quais foram as principais correntes 12
12
mercantilistas. 12
12
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12
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12
12
12
Mercantilismo na Península Ibérica 12
12
12
12
12
A Península Ibérica é constituída por dois países, nomeadamente, Portugal 12
12
e Espanha. Estes dois países, nos Séculos XV e XVI, adquiriam metais 12
12
preciosos (ouro e prata) a partir do Continente Africano, Americano e 12
12
12
Próximo Oriente, dentro de uma política porc ada um deles desenhada, para 12
12
acumular metais preciosos. 12
12
12
12
12
12
Como forma de controlar estas mercadorias, os governos destes países 12
12
introduziram uma lei que limitava a saída dos metais preciosos para fora 12
12
das suas fronteiras. Esta situação ficou, historicamente, conhecida pelo 12
12
nome de Metalismo ou Bulionismo. 12
12
12
12
12
O Mercantilismo da Península Ibérica consistiu na acumulação de metais 12
12
preciosos (ouro e prata) provenientes das colónias e na limitação da 12
12
exportação dos mesmos. 12
12
12
12
12
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História - Módulo 1
Lição 17 - Teorias Económicas do Período de Transição:O Mercantilismo
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1
1
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1
1
1
1
1 Depois de ter estudado o mercantilismo na
1
1 Península Ibérica, agora, você, vai estudar o
1
1 mercantilismo holandês.
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1 Mercantilismo Holandês
1
1
1
1
1 O mercantilismo holandês foi um conjunto de práticas económicas
1
1 desenvolvidas pelos holandeses. No entanto, a Holanda para dar força a este
1
1
1 processo no seu país, actuou como intermediário no comércio europeu,
1
1 explorando com pormenor o comércio marítimo.
1
1
1
1 De facto, a Holanda desenvolveu-se economicamente graças à exploração
1
1 dos recursos minerais das suas colónias com a criação e desenvolvemento da
1
1 marinha; que mais tarde culminaria com a implantaçao das Companhias das
1
1
1 Índias Orientais em 1602 e Índias Ocidentais em 1621.
1
1 Foi dentro deste contexto, que este País a pouco e pouco conquistou a sua
1
1 prosperidade económica.
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1 Depois de ter estudado o mercantilismo holandês,
1
1
1 agora, você, vai estudar o mercantilismo inglês.
1
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170 História - Módulo 1
Lição 17 - Teorias Económicas do Período de Transição:O Mercantilismo
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○
12
○
Mercantilismo Inglês 12
12
12
12
12
O mercantilismo inglês foi desenvolvido a partir do século XVI (1580), 12
12
12
visando a exploração das riquezas nacionais agrícolas, minerais e industriais. 12
12
12
12
A Inglaterra, durante o Século XVI, protegeu fortemente a moeda nacional, a 12
12
Libra, mediante a concessão, pelo governo, de privilégios às empresas 12
12
industriais e comerciais para conseguir competir com as dos outros países. 12
12
Na mesma altura, a Inglaterra promulgou, também, o acto de navegação, que dava o 12
12
12
privilégio de os barcos ingleses explorarem o comércio marítimo internacional. Por 12
12
esta razão, a Inglaterra no Século XVIII, tornou-se na grande potência marítima 12
12
e económica do Mundo. Londres substituia,assim, no Século XVI, Amsterdão 12
12
no centro do comércio da Europa. 12
12
12
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12
Depois de ter estudado o mercantilismo inglês, 12
12
agora, você, vai estudar o mercantilismo francês. 12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
Mercantilismo Francês 12
12
12
12
O mercantilismo francês é também 12
12
conhecido pela designação de 12
12
12
Colbertismo, pelo facto de ter sido 12
12
Jean-Baptiste Colbert o princial 12
12
defensor desta doutrina, ao lado de 12
12
Cardeal Rechelieu. 12
12
12
12
A aplicação desta doutrina, em 12
12
França, teve o seu ponto mais alto 12
12
12
durante o reinado de Luís XIV, altura 12
12
em que Jean-Baptiste Colbert, o 12
12
teórico da doutrina, era Primeiro- 12
12
ministro. 12
12
12
12
Fig.2. Colbert 12
12
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História - Módulo 1
Lição 17 - Teorias Económicas do Período de Transição:O Mercantilismo
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○
○
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○
1
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○
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12
EXERCÍCIOS 12
12
12
12
12
12
12
1. Defina o Mercantilismo. 12
12
12
12
________________________________________________________________ 12
12
12
______________________________________________________________ 12
12
12
___________________________________________________________ 12
12
12
_____________________________________________________________ 12
12
12
12
12
12
12
12
2. Em relação aos tipos de Mercantilismo, coloque 3 em frente da 12
12
12
afirmação correcta. 12
12
Os tipos de mercantilismo que você estudou são: 12
12
9 12
12
12
a) Mercantilismo da Península Ibérica 12
12
b) Mercantilismo Belga 12
12
12
c) Mercantilismo Holandês 12
12
12
d) Mercantilismo Americano 12
12
12
e) Mercantilismo Inglês 12
12
12
f) Mercantilismo Português 12
12
12
g) Mercantilismo Francês ou Colbertismo 12
12
12
h) Mercantilismo Russo 12
12
i) Mercantilismo Árabe 12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
3. Em que consistiu o Mercantilismo da Península Ibérica? 12
12
12
12
________________________________________________________________ 12
12
12
______________________________________________________________ 12
12
12
___________________________________________________________ 12
12
12
_____________________________________________________________ 12
12
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História - Módulo 1
Lição 17 - Teorias Económicas do Período de Transição:O Mercantilismo
○
○
○
1
○
1
1
○
1
1 Caro aluno, depois de resolver os exercícios
1
1 compare as suas respostas com as apresentadas
1
1 na chave de correcção. Se não conseguiu
1
1
1 responder a todas as perguntas tente de novo.
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1 CHAVE DE CORRECÇÃO
1
1 1234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890
1234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890
1
1
1
1
1 1. Mercantilismo foi uma política económica que vigorou na Europa
1
1 entre os Século XVI e XVII, defendendo o enriquecimento dos países
1
1 ou Estados Europeus, com base nos metais preciosos.
1
1
1
1 2. a)
1
1 c)
1
1 e)
1
1
1 g)
1
1
1
1 3. O Mercantilismo da Península Ibérica consistia na acumulação de
1
1 metais preciosos provenientes das colónias, bem como na limitação
1
1 da exportação dos mesmos.
1
1
1 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901
12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901
1 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901
1
1
1
1
1
1
1
1 PEQUENO DICIONÁRIO
1
1
1
1
1 Tarifas aduaneiras - é a pauta de preços de certos produtos e os seus
1
1 direitos.
1
1
1
1 Metalismo ou Bulionismo – crença de que a acumulação de metais
1
1 preciosos constitui a única forma de riqueza.
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
174 História - Módulo 1
Lição 17 - Teorias Económicas do Período de Transição:O Mercantilismo
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1
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História - Módulo 1
Lição 18 - O Fisiocratismo e a Pilhagem Colonial
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O Fisiocratismo e a Pilhagem
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Colonial
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123456789012345678901234567890121234567890123456789 12
123456789012345678901234567890121234567890123456789 12
12
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12
Objectivos de aprendizagem: 12
12
12
12
No final desta lição, você, deve ser capaz de: 12
12
12
12
Definir Fisiocratismo; 12
12
12
Indicar as principais características do Fisiocratismo; 12
12
12
Indicar os principais defensores do Fisiocratismo; 12
12
12
Mencionar as diferentes formas de pilhagem colonial e 12
12
de acumulação primitiva do capital. 12
12
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Tempo necessário para completar a lição: 12
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INTRODUÇÃO 12
12
12
12
12
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Na lição anterior, você, estudou o Mercantilismo como uma doutrina 12
12
12
económica que vigorou na Europa, durante os Séculos XVI e XVII. 12
12
12
12
Na presente lição, vai estudar o Fisiocratismo, uma outra doutrina económica 12
12
do Período de Transição, que pelos seuspríncipios se opôs às medidas tomadas 12
12
pelo Mercantilismo. 12
12
12
12
Desejamos lhe desde já, um bom trabalho! 12
12
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177 177
História - Módulo 1
Lição 18 - O Fisiocratismo e a Pilhagem Colonial
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1 A seguir vai estudar a definição de Fisiocratismo.
1
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1
1
1
1
1 FISIOCRATISMO
1
1
1 Fisiocratismo foi uma política económica que surgiu na Europa, na 2ª metade
1
1 do século XVIII.
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1 O Fisiocratismo, como política económica,
1
1 defendia que a riqueza das nações só poderia ser
1
1 obtida com base na terra (agricultura).
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1 Enquanto para o Mercantilismo a riqueza das nações devia ser assegurada
1
1 pela indústria e comércio; para o Fisiocratismo era a agricultura que devia
1
1 servir de base da economia de qualquer país. Isto é, para os fisiocratas, o
1
1 comércio e a indústria eram actividades secundárias em relação à agricultura.
1
1 Fronçois Quesnay foi o principal defensor do Fisiocratismo. Ele foi o
1
1 primeiro que percebeu que no sistema económico das sociedades, existe um
1
1
1 mercado onde circula mercadorias, pessoas e serviços.
1
1 François Quesnay partiu do pressuposto de que a terra é a única fonte de
1
1 riqueza, daí a importância maior da agricultura dentro da economia. Afirmava
1
1 ainda que a actividade económica, como todos os fenómenos que ocorrem
1
1 no universo, é dotada de leis naturais, cabendo ao estado garantir o livre curso
1
1 da natureza.
1
1
1
1
1
1
1
1
1
178 História - Módulo 1
Lição 18 - O Fisiocratismo e a Pilhagem Colonial
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12
Fig. 1. Turgot, um dos defensores do Fisiocratismo 12
12
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12
12
12
12
Como se pode ver, esta teoria opõe-se ao 12
12
Mercantilismo, uma teoria económica que 12
12
colocava a agricultura num plano secundário no 12
12
contexto economia dos Estados. 12
12
Mas o que é que caracteriza esta teoria 12
12
económica? 12
12
12
Veja a seguir… 12
12
12
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12
Características do Fisiocratismo 12
12
12
12
12
12
As principais medidas defendidas pelos fisiocratas são: 12
12
12
As nações devem promover o desenvolvimento da agricultura, 12
12
colocando outros ramos económicos (comércio e indústria) no 12
12
segundo plano; 12
12
12
Os estados devem valorizar e estimular o trabalho da terra, a agricultura, 12
12
porque cria riqueza e garante liberdade de concorrência, laisser fire 12
12
laisser passer, ou seja, deixa fazer, deixa passar; 12
12
12
Os governos devem suprimir todas as barreiras das exportações dos 12
12
produtos agrícolas 12
12
179 179
História - Módulo 1
Lição 18 - O Fisiocratismo e a Pilhagem Colonial
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1
1
1
1 ACTIVIDADE
1
1
1 Tomando como base a produção agrícola do seu distrito, aldeia ou
1
1 comunidade, acha que na época de melhores colheitas há mudanças
1
1 nas condições de vida das pessoas? Mencione, pelo menos, três
1
1 aspectos.
1
1
1
1 ________________________________________________________________
1
1
1 _______________________________________________________________
1
1
1 _____________________________________________________________
1
1
1 _____________________________________________________________
1
1
1 ______________________________________________________________
1
1
1
1
1
1
1
1
1 Muito bem! De certeza, você disse que sim, há
1
1 mudanças de condições da vida: melhora-se a
1
1 situação de vida das pessoas, porque quando chega
1
1
1 essa época há mais disponibiliodade de comida;
1
1 dieta alimentar melhora, há excedentes agrícolas
1
1 para comercializar, o que permite as pessoas
1
1 comprem artigos e instrumentos para melhorar
1
1 a actividade agrícola da época seguinte.
1
1 O Fisiocratismo foi também uma doutrina
1
1
1 econômica que defendia o desenvolvimento da
1
1 agricultura e que teve resultados que de seguida,
1
1 você vai estudar.
1
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1
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1
180 História - Módulo 1
Lição 18 - O Fisiocratismo e a Pilhagem Colonial
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○
○
○
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○
12
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Efeitos do Fisiocratismo na Europa 12
12
12
12
12
12
A aplicação do Fisiocratismo, ou seja, de medidas económicas que 12
12
privilegiavam a agricultura, teve como consequência o aumento considerável 12
12
da produção agrícola. Este facto levou ao desencadeamento da: 12
12
12
12
Revolução demográfica – pois o aumento da produção agrícola 12
12
permitiu uma certa melhoria na diversificação da dieta alimentar; o 12
12
12
que significou mehoramento das condições de vida das populações, 12
12
sendo o efeito disso o aumento do efectivo da própria população. 12
12
Sendo isto que provocou a chamada Revolução demográfica; 12
12
12
Divulgação de novas culturas agrícolas - o novo interesse pela 12
12
agricultura, ligado à expansão europeia, reflectiu-se numa constante 12
12
busca de novas culturas, sobretudo nos territórios coloniais, com vista 12
12
a estimular esta actividade económica considerada vital para a 12
12
12
economia; 12
12
12
Aumento da esperança de vida da população – o desenvolvimento 12
12
da agricultura e a consequente melhoria da dieta alimentar, permitiram 12
12
que as pessoas passassem a ter mais esperança de vida, pois passavam 12
12
a se alimentar melhor. 12
12
12
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12
12
12
12
12
Depois de resolver a activadade proposta, agora, 12
12
você, vai estudar a pilhagem colonial e acumulação 12
12
primitiva do capital. Vamos a esse estudo ! 12
12
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História - Módulo 1
Lição 18 - O Fisiocratismo e a Pilhagem Colonial
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○
○
1
○
1
1
○
○
○
○
○
12
○
Os países europeus para concretizarem os seus grandes objectivos, no período 12
○
12
que vai do Século XVI ao Século XIX realizaram várias acções, dentre elas: 12
12
12
12
A exploração intensiva dos recursos minerais e agrícolas das colónias, 12
12
transformando as suas colónias em fontes de matérias primas diversas; 12
12
12
O comércio desigual, isto é, os europeus trocavam com as suas colónias 12
12
produtos de pouco valor comparativamente aos produtos que obtinham 12
12
das colónias. Foi esta prática que terminou com a expansão da burguesia 12
12
mercantil na Europa. 12
12
12
A introdução do sistema de manufacturas, oque provocou a falência 12
12
dos artesãos; 12
12
12
A pirataria no mar, que consistia em os barcos europeus assaltarem os 12
12
barcos comerciais de outros estados. 12
12
12
12
12
As manufacturas e a usura (pequeno empréstimo que os bancos concediam 12
12
aos pequenos proprietários à beira da falência, cuja devolução é feita, mediante 12
12
12
o pagamento de juros), permitiram a recuperação e estabilização económica 12
12
das nações. 12
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12
12
12
Fig.2. Porto de Sevilha no séc.XVI, que foi um grande ponto de chegada de metais 12
12
preciosos e outros produtos provenientes das colónias espanholas no continente americano. 12
183 183
História - Módulo 1
Lição 18 - O Fisiocratismo e a Pilhagem Colonial
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1
○
1
1 RESUMINDO….
○
1
1
1
1
1
1 Fisiocratismo foi uma política económica que surgiu na Europa, na 2ª
1
1 metade do século XVIII, que defendia que a riqueza das nações só podia ser
1
1 obtida com base no trabalho da terra (Agricultura).
1
1
1
1
1 Os principais defensores do Fisiocratismo são: Fronçois Quesnay (1694-
1
1 1774) e Anne-Robert-Jacques Turgot (1727-1781).
1
1
1
1 As principais medidas defendidas pelos fisiocratas são:
1
1
1
1 promoção do desenvolvimento da agricultara;
1
1 valorização e estimulação do trabalho da terra;
1
1
1 supressão de todas as barreiras na exportação de produtos agrícolas.
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1 Caro amigo, depois de ter estudado esta lição, agora
1
1 é momento de aplicar os seus conhecimentos,
1
1 resolvendo os exercícios que se seguem.
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1 EXERCÍCIOS
1
1
1
1
1 1. Defina Fisiocratismo.
1
1
1 ________________________________________________________________
1
1
1 ______________________________________________________________
1
1
1 ___________________________________________________________
1
1
1 _____________________________________________________________
1
1
1
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1
1
184 História - Módulo 1
Lição 18 - O Fisiocratismo e a Pilhagem Colonial
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○
○
○
12
○
12
○
2. Assinale com 9, apenas, as características do Fisiocratismo, nas 12
12
alíneas que se seguem. 12
12
9 12
12
12
a) promoção do desenvolvimento da Agricultura; 12
12
12
b) valorização e estimulação do trabalho do solo, porque 12
12
é dele que se obtém o dinheiro; 12
12
12
c) valorização e estimulação do trabalho da terra, porque 12
12
é dela que se obtém a riqueza; 12
12
12
d) supressão de todas as barreiras à exportação de 12
12
produtos agrícolas, comerciais e artesanais; 12
12
12
e) supressão de todas as barreiras à exportação de 12
12
produtos agrícolas; 12
12
12
f) promoção do desenvolvimento industrial; 12
12
12
12
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12
12
3. Assinale com um 9 os nomes dos defensores do Fisiocratismo: 12
12
12
12
12
9 12
12
12
a) Anne-Robert-jacques Turgot 12
12
12
b) Jean Jack Russeau 12
12
12
c) Fronçois Quesnay 12
12
12
d) Dureau Martin 12
12
12
12
12
12
12
12
4. Mencione (2) dois aspectos que mostrem as várias formas de 12
12
pilhagem colonial e de acumulação primitiva do capital. 12
12
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________________________________________________________________ 12
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______________________________________________________________ 12
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___________________________________________________________ 12
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_____________________________________________________________ 12
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______________________________________________________________ 12
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___________________________________________________________ 12
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_____________________________________________________________ 12
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185 185
História - Módulo 1
Lição 18 - O Fisiocratismo e a Pilhagem Colonial
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1
1 CHAVE DE CORRECÇÃO
1
1
12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901
12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901
1
1
1
1 1. Fisiocratismo foi uma nova política económica que surgiu na Europa,
1
1 na 2ª metade do século XVIII, defendendo que a riqueza das nações só
1
1 podeia ser obtida com base no trabalho da terra (Agricultura).
1
1
1
1
1 2.a)
1
1 c)
1
1 e)
1
1
1
1 3. a)
1
1
1 c)
1
1
1
1 4: As duas formas de pilhagem colonial e de acumulação primitiva do
1
1 capital são:
1
1
1
1 Exploração intensiva dos recursos minerais e agrícolas das suas
1
1 colónias, transformando-as em fontes de matérias-primas diversas;
1
1
1 Expansão da burguesia mercantil através do comércio desigual ;
1
1
1
1
1
1 NB. Fora destes dois aspectos, poderá apresentar outros, desde que estejam
1
1 correctos.
1
1 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901
1 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901
12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901
1
1
1
1
1
1
1
1
1 Muito bem! O que achou da lição? Teve
1
1 dificuldades em responder os exercícios e as
1
1 actividades? Em caso afirmativo, volte a estudar
1
1 a lição e de seguida resolva os exercícios.
1
1 Uma vez resolvidos os exercícios, passe para a
1
1
1 lição seguinte.
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
186 História - Módulo 1
Lição 19 - O Absolutismo na Europa
○
○
○
○
12
19
○
12
○
12
O Absolutismo na Europa
12
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12
12
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123456789012345678901234567890121234567890123456789 12
12
12
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12
Objectivos de aprendizagem: 12
12
12
12
No final desta lição, você, deve ser capaz de: 12
12
12
12
Definir o Absolutism 12
12
12
Mencionar as características do Absolutismo 12
12
12
Descrever o Absolutismo monárquico da França 12
12
12
Explicar o significado da política de centralização em 12
12
França 12
12
12
12
12
12
12
12
Tempo necessário para completar a lição: 12
12
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40 minutos 12
12
123456789012345678901234567890121234567890123456789 12
123456789012345678901234567890121234567890123456789 12
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12
12
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12
12
12
12
INTRODUÇÃO 12
12
12
12
12
12
12
12
Entre o Século XV e príncipios do Século XIX, a maior parte dos países 12
12
europeus esteve governado por Regimes Absolutistas. 12
12
Este tipo de regime surgiu como resultado da decadência do Regime Feudal 12
12
(Séculos XIV e XV), na Europa. 12
12
12
12
12
Nesta lição, você, vai estudar o que foi o Absolutismo, na Europa, bem como 12
12
as suas caracterÍsticas. 12
12
Bom estudo! 12
12
12
12
12
12
187 187
História - Módulo 1
Lição 19 - O Absolutismo na Europa
○
○
○
1
○
1
1
○
1
1 Para compreender o surgimento do Absolutismo,
1
1 faça uma breve revisão da organização polítca do
1
1 período que antecedeu este regime: O Período
1
1 Feudal.
1
1
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1 Absolutismo
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1
1 FAZENDO REVISÕES…
1
1
1
1
1 Na 8ª Classe, você aprendeu que na Idade Média, a nível politico, o poder
1
1
1 estava descentralizado, isto é, estava nas mãos dos senhores feudais. Portanto
1
1 estes é que eram os detentores dos grandes domínios feudais: as grandes
1
1 extensões de terra pertencentes ao senhor feudal.
1
1 Cada senhor feudal era dono do seu feudo: ele controlava uma porção de
1
1 terra, tinha os servos que dependiam de si e que lhe pagavam impostos.
1
1 Contudo, por outro lado, existia o rei, que, praticamente, era uma espécie
1
1
1 de símbolo da nação sem nenhum poder dentro do país.
1
1
1
1 Ora, com o enfraquecimento do Feudalismo, a descentralização do poder
1
1 começa a ser substítuida pela centralização do poder. Isto é, os Estados
1
1 deixam de estar divididos em domínios feudais, verificando-se um processo
1
1 de unificação do poder político dentro dos países e a consequente formação
1
1 de Estados Centralizados, nos quais o poder já pertencia a um rei.
1
1
1 Aos poucos, os reis passaram a controlar todo o poder quer político, quer
1
1 económico incluindo o religioso.
1
1 Pelo que este regime político é que começou a concentrar todo o poder
1
1 nas mãos de um individuo - o monarca (rei).
1
1 A este tipo de regime político chama-se Monarquia Absoluta ou
1
1 simplesmente Absolutismo.
1
1
1
1
1
1
188 História - Módulo 1
Lição 19 - O Absolutismo na Europa
○
○
○
○
12
○
12
○
12
12
12
O Absolutismo foi um sistema político vigente na 12
12
Europa entre o Século XVI e finais do Século 12
12
XVIII, que consistia na centralização de todo o 12
12
12
poder nas mãos de um rei. 12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
Como os Reis Passaram a Controlar Todo 12
12
12
12
o Poder? 12
12
12
12
12
Os reis conseguiam concentrar, nas suas mãos, todos os poderes 12
12
recorrendo ao uso de certas medidas, tais como: 12
12
12
reforço do Aparelho de Estado, retirando poderes ao clero e à 12
12
12
nobreza, limitando as autonomias locais; 12
12
criação de um exército nacional; 12
12
12
controle da economia em benefício da comunidade; 12
12
12
12
orientação da acção da Igreja a favor dos interesses nacionais; 12
12
formação de alianças com a burguesia nacional. 12
12
12
12
12
12
12
O Absolutismo, como um regime político, foi teorizado por escritores como 12
12
Nicolau Maquiavel no Século XVI, Bodin e Bossuet já no Século XVII. 12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
Depois de ter estudado os téoricos e a definição 12
12
do Absolutismo, agora, você, vai estudar as suas 12
12
características principais. 12
12
12
12
12
12
12
12
12
189 189
História - Módulo 1
Lição 19 - O Absolutismo na Europa
○
○
○
1
○
1
1
○
1 Características do Absolutismo
1
1
1
1
1
1
1 O Absolutismo foi caracterizado pelos seguintes elementos:
1
1
1 Centralização de todo o poder político, económico, social e religioso
1
1 nas mãos do rei;
1
1
1 o rei era a divindade e chefe supremo;
1
1
1 o rei tinha a autoridade máxima de mandar cunhar a moeda, isto é,
1
1 adoptar a moeda que devia circular no país.
1
1
1 administração do Estado e do exército através de um corpo de
1
1 funcionários nomeados pelo rei.
1
1
1
1
1 Apesar de ser absoluto, o poder dos reis não era arbitrário. Pois, a sua actuação
1
1 devia sujeitar-se às leis de Deus, às leis fundamentais, aos costumes e basear-
1
1
1 se na Moral e na Justiça.
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1 Depois de ter estudo as principais caracteristicas
1
1 do Absolutismo, agora, você, vai estudar como se
1
1 caracterizou o Absolutismo na França.
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1 O Absolutismo na França
1
1
1
1
1
1 Um dos exemplos mais elucidativos do tipo de Absolutismo Europeu foi a
1
1 França, país onde este regime durou cerca de 4 séculos. Tendo sido Luís XIV
1
1 o primeiro rei de França.
1
1 Luís XIV, para se tornar um monarca absoluto, tomou um conjunto de medidas
1
1 viradas, principalmente, para retirar o poder das mãos dos senhores feudais e
1
1 do Clero.
1
1
1
1
1
1
1
1
1
190 História - Módulo 1
Lição 19 - O Absolutismo na Europa
○
○
○
○
12
○
12
○
Assim ele adoptou as seguintes medidas: 12
12
12
12
Chamou para a corte os grandes senhores – Deste modo os 12
12
senhores já não administravam os seus domínios e ficavam sob 12
12
controlo directo do rei. 12
12
12
Concedeu pensões aos grandes senhores concentrados na corte. 12
12
Como no passado, os senhores estavam habituados a levar uma vida de 12
12
luxo nas suas parcelas de terra (domínios), era preciso que o rei 12
12
garantisse que eles ao passar a viver na corte nada lhes faltasse. Só 12
12
12
assim, eles poderiam aceitar facilmente abandonar as suas terras e 12
12
viver na corte. 12
12
12
Retirou muitos dos senhores de terras dos cargos importantes. 12
12
Para ter melhor controlo do governo, Luís XIV preferiu ter como 12
12
funcionários administrativos, indivíduos da Pequena Nobreza e da 12
12
Burguresia, pois era mais fácil ser respeitado por estes do que pelos 12
12
grandes senhores. 12
12
12
Criou uma Igreja Nacional (a Igreja Galicana) – Esta nova Igreja 12
12
passou a estar sob o domínio do rei, o que punha fim ao poder 12
12
12
concetrado nas mãos da greja em si. 12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
Quais foram as principais características do 12
12
absolutismo na França? 12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
Características Principais do 12
12
12
12
Absolutismo Francês 12
12
12
12
12
O absolutismo francês apresentou as seguintes características principais: 12
12
12
governo forte, centralizado na pessoa do rei, que tomava todas as 12
12
decisões; 12
12
12
aplicação das leis e da justiça através de magistrados seus delegados; 12
12
12
O rei, familia e os restantes membros da classe dominante levavam 12
12
uma vida muito luxuosa 12
12
191 191
História - Módulo 1
Lição 19 - O Absolutismo na Europa
○
○
○
1
○
1
1
○
1
1
1
1 ACTIVIDADE
1
1
1
1
1 1. Assinale com um 3 na resposta correcta em relação às caracteristicas
1
1
1 do regime absolutista na França.
1
1 9
1
1 a) O regime absolutista francês tinha um governo muito
1
1 forte e centrada na pessoa do rei.
1
1
1 b) O Parlamento era bastante democrático.
1
1
1 c) Todas decisões eram tomadas pelo rei.
1
1
1 d) O rei deficilmente cunhava a moeda.
1
1
1 e) A aplicação da justiça e das leis era através de
1
1 magistrados seus delegados.
1
1
1 f) O rei, a família e os restantes membros da classe
1
1 dominante levavam uma vida muito vulgar.
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1 Muito certo! Você assinalou nas a), d) e f), estas
1
1 afirmações caracterizam muito bem o regime
1
1 absolutista na França.
1
1 Para ter uma compreensão completa deste
1
1 regime, faça o estudo do assunto a seguir.
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1 O significado da Centralização do Poder
1
1
1
1
1 Político na França
1
1
1
1 O Regime Absolutista, com Luís XIV à frente do governo, marcou o início
1
1 dos tempos do estado moderno na França.
1
1 Assim, a política de centralização na França resumiu-se no seguinte:
1
1
1
1
1 Unidade de poder, como base para a organização do Estado moderno;
1
1
192 História - Módulo 1
Lição 19 - O Absolutismo na Europa
○
○
○
○
12
○
12
○
unidade política, como princípio de submissão de todos os municípios 12
12
e da própria nobreza à vontade do rei; 12
12
12
unidade administrativa: direcção de todos os sectores estratégicos do 12
12
estado pelo rei unidade religiosa: proibição do protestantismo na França 12
12
e estabelecimento de uma igreja nacional francesa, independente do 12
12
12
papa. 12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
RESUMINDO .... 12
12
12
12
12
O Absolutismo foi um sistema político vigente na Europa entre os Séculos 12
12
XVI e finais do Século XVIII. Este regime consistia na concentração de 12
12
12
todo o poder nas mãos de um rei do Século. 12
12
12
12
As características principais do Absolutismo são: 12
12
12
Centralização de todo o poder político, económico, religioso e social 12
12
nas mãos de um rei; 12
12
12
Autoridade total e absoluta do rei sobre todos os seus súbditos (classe 12
12
12
dominada); 12
12
Rei como chefe supremo e da divindade (realiza o culto religioso). 12
12
12
12
12
12
Por outro lado, a centralização do poder na França consistia em: 12
12
12
Unidade de poder, 12
12
12
Unidade política, 12
12
12
Unidade administrativa, 12
12
12
Unidade religiosa. 12
12
12
12
12
12
12
12
12
Caro aluno, acaba de concluir a lição nº19, que é 12
12
a última deste 1º Módulo da disciplina de 12
12
História. 12
12
Agora é momento de, você, consolidar a matéria 12
12
que estudou, resolvendo os exercícios, que de 12
12
seguida apresentamos. 12
12
12
193 193
História - Módulo 1
Lição 19 - O Absolutismo na Europa
○
○
○
1
○
1
1
○
1
1
1
1
1
EXERCÍCIOS
1
1
1
1 1. Defina o Absolutismo.
1
1
1 ________________________________________________________________
1
1
1 ______________________________________________________________
1
1
1 ___________________________________________________________
1
1
1
1
1
1
1 2. Mencione, pelo menos, duas (2) caracteristicas do Absolutismo.
1
1
1
1 ________________________________________________________________
1
1
1 ______________________________________________________________
1
1
1 ___________________________________________________________
1
1
1 _____________________________________________________________
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1 3. Assinale com um 9 a opção correcta em relação a politica de
1
1 centralização do poder em França.
1
1 A política de centralização do poder em França consistiu em:
1
1
1
1
1 9
1
1
1 a) unidade do poder;
1
1
1 b) unidade militar
1
1
1 c) unidade politica;
1
1
1 d) unidade administrativa;
1
1
1
1 e) unidade jurisdicional
1
1
1 f) unidade religiosa
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
194 História - Módulo 1
Lição 19 - O Absolutismo na Europa
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○
○
○
12
○
12
○
12
12
CHAVE DE CORRECÇÃO 12
12
12
12
12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901
12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901
12
12
12
12
1. Absolutismo foi um sistema político, que vigorou na maioria dos países 12
12
europeus entre o Século XVI e finais do Século XVII. Este sistema 12
12
consistiu na concentração de todo o poder nas mãos de um rei. 12
12
12
12
2. As características do Absolutismo são: 12
12
12
12
Centralização de todo o poder político, económico, social e 12
12
religioso nas mãos de um rei; 12
12
12
autoridade máxima do rei, que podia mandar cunhar a moeda, isto 12
12
é, adoptar a moeda que devia circular no país 12
12
12
autoridade total e absoluta do rei sobre todos os seus súbditos 12
12
12
(classe dominada). 12
12
12
12
12
3. a), c), d), e f) 12
12
12
12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901
12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901
12
12
12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901
12
12
12
12
PEQUENO DICIONÁRIO 12
12
12
Monarquia – é um estado em que o chefe supremo é um monarca 12
12
(rei), que concentra todo o poder nas suas mãos. 12
12
12
12
Magistrado – é um funcionário público com competência, poder e 12
12
autoridade judicial ou administrativa (juiz). 12
12
12
12
12
12
12
12
12
Muito bem! O que achou da última lição deste 12
12
módulo? Se respondeu correctamente, em ambos 12
12
os exercícios, siga em frente. 12
12
12
Caso tenha tido algumas dificuldades em 12
12
responder os exercícios e a actividade, não 12
12
hesite. Volte a resolvê-los e prossiga. 12
12
De seguida passe a resolver os exercícios do 12
12
teste de preparação, que se seguem. 12
12
Bom trabalho! 12
12
12
195 195
História - Módulo 1
Lição 19 - O Absolutismo na Europa
○
○
○
1
○
1
1
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1
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1
1
1
1
1
1
196 História - Módulo 1
Teste de Preparação
TESTE DE PREPARAÇÃO
Duração Recomendada - 60 minutos
9
a) Agricultura, Pecúaria e Indústria.
b) Comércio, Agricultura e Artesanato
c) Agricultura, Indústria e Comércio
d) Indústria, Pesca e Pastoricia
9
a) causas económicas, culturais e filosóficas
b) causas políticas, económicas e militares
c) causas económicas, políticas e técnico-científicas
d) causas religiosas, socias e económicas
__________________________________________________________________-
________________________________________________________________
_______________________________________________________________-
________________________________________________________________
_________________________________________________________________
197 197
História - Módulo 2
Teste de Preparação
Local Ano
1497
Brasil
1456
Cabo Verde
9
a) Melinde, Ilha de Açores e Cabo Bojador
b) Cabo Bojador, Ceuta e Tombutu
c) Ilhas Cabo verde, Ceuta, Cabo Bojador
d) Ceuta, Ilha de Açores, Ilhas de Cabo verde
199 199
História - Módulo 2
Teste de Preparação
__________________________________________________________________-
________________________________________________________________
_______________________________________________________________-
_______________________________________________________________
9
a) Grave crise na estrutura da Igreja
b) Grande vitalidade sócio cultural
c) Tentativas de renovação da Igreja
d) Tentativas de encorajamento dos Papas
e) Grande vitalidade religiosa
f) Grave crise na Estrutura Política
9
a) John Wycliff, Monge Savonarola e Papa Alexandre I
b) Monge Savonarola, Inácio de Loyola e Henrique III
c) John Wycliff, João Huss e Monge Savonarola
d) John Wycliff, João Huss, Monge Savonarola e Inácio
de Loyola
201 201
História - Módulo 2
Teste de Preparação
9
a) Luteranismo
b) Bulionismo
c) Anglicanismo
d) Islamismo
e) Calvinismo
f) Catolicismo
__________________________________________________________________-
________________________________________________________________
_______________________________________________________________-
_______________________________________________________________
_____________________________________________________________
______________________________________________________________
9
a) Mercantilismo da Península Ibérica
b) Mercantilismo Belga
c) Mercantilismo Holandês
d) Mercantilismo Americano
e) Mercantilismo Inglês
f) Mercantilismo Português
g) Mercantilismo Francês ou Colbertismo
h) Mercantilismo Russo
i) Mercantilismo Árabe
__________________________________________________________________-
________________________________________________________________
_______________________________________________________________-
_______________________________________________________________
_____________________________________________________________
______________________________________________________________
203 203
História - Módulo 2
Teste de Preparação
__________________________________________________________________-
________________________________________________________________
_______________________________________________________________-
_______________________________________________________________
__________________________________________________________________-
________________________________________________________________
_______________________________________________________________-
_______________________________________________________________
_____________________________________________________________
______________________________________________________________
CHAVE DE CORRECÇÃO
123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789
123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789
1. c)
2. c)
4. Local Ano
Índia 1497
Brasil 1500
Golfo da Guiné 1456
Cabo Verde 1446
5. a) F
b) F
c) V
d) V
6. Feitoria de Sofala
205 205
História - Módulo 2
Teste de Preparação
7. a) V
b) F
c) F
d) V
9. a) F
b) V
c) F
d) V
e) V
f) F
11. a) V
b) F
c) V
d) F
e) F
12. a), c) e)
13. c)
14. a)
c)
e)
17. a)
c)
e)
g)
207 207
História - Módulo 2
Teste de Preparação
NB. Fora destes dois aspectos, poderá apresentar outras, desde que
estejam correctas.
HISTÓRIA
Módulo 2
REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E CULTURA
INSTITUTO DE EDUCAÇÃO ABERTA E À DISTÂNCIA - IEDA
Ficha técnica
Consultoria:
Rosário Passos
Direcção:
Messias Bila Uile Matusse (Director do IEDA)
Coordenação:
Luís João Tumbo (Chefe do Departamento Pedagógico)
Maquetização:
Fátima Alberto Nhantumbo
Vasco Camundimo
Ilustração:
Raimundo Macaringue
Eugénio David Langa
Revisão:
Abel Ernesto Uqueio Mondlane
Lurdes Nakala
Custódio Lúrio Ualane
Paulo Chissico
Armando Machaieie
Simão Arão Sibinde
Amadeu Afonso
REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E CULTURA
INSTITUTO DE EDUCAÇÃO ABERTA E À DISTÂNCIA - IEDA
Disciplina de História
Módulo 2
Elaborado por:
Salvador Agostinho Sumbane
Vicente Naftal Muchanga
Introdução
○
○
○
○
12
○
12
ÍNDICE
12
○
12
○
12
○
12
○
12
○
12
○
12
12
12
12
12
12
12
12
12
Pág. 12
12
12
INTRODUÇÃO --------------------------------------------- I 12
12
12
Lição 0 1: A Emergência do Capitalismo na Europa ------------------------ 1 12
12
12
Lição 02: As Transformações na Indústria e no Comércio ------------------ 11 12
12
12
Lição 03: A Revolução Burguesa na Inglatera ---------------------------- 21 12
12
12
Lição 04: As Fases da Revolução Burguesa na Inglaterra ------------------- 33 12
12
12
12
Lição 05: As Colónias Inglesas na América do Norte ---------------------- 47 12
12
12
Lição 06: A Revolução Americana -------------------------------------- 57 12
12
12
Lição 07: A Constituição Americana ------------------------------------ 67 12
12
12
Lição 08: A Revolução Francesa ---------------------------------------- 77 12
12
12
Lição 09: As Bases Intelectuais da Revolução Francesa: O Iluminismo -------- 89 12
12
12
Lição 10: O Arranque da Recolução Francesa ---------------------------- 99 12
12
12
Lição 11: A Assembleia Nacional Constituinte --------------------------- 111 12
12
12
Lição 12: A Convenção ----------------------------------------------- 121 12
12
12
Lição 13: O Directório ------------------------------------------------ 129 12
12
12
Lição 14: A Importância da Revolução Francesa -------------------------- 135 12
12
12
TESTE DE PREPARAÇÃO ------------------------------------ 153 12
12
12
12
12
12
12
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12
12
12
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12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
História - Módulo 2
121
Introdução
○
○
○
1
○
1
○
1
○
1
○
1
○
1
○
1
○
1
○
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1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1 Ficha técnica
1
1
1
1 Consultoria:
1
1 Rosário Passos
1
1
1
1 Direcção:
1
1 Messias Bila Uile Matusse (Director do IEDA)
1
1
1
1 Coordenação:
1 Luís João Tumbo (Chefe do Departamento Pedagógico)
1
1
1
1 Maquetização:
1
1 Fátima Alberto Nhantumbo
1
1 Vasco Camundimo
1
1
1
1 Ilustração:
1
1 Raimundo Macaringue
1 Eugénio David Langa
1
1
1
1 Revisão:
1
1 Abel Ernesto Uqueio Mondlane
1
1 Lurdes Nakala
1
1 Custódio Lúrio Ualane
1
1 Paulo Chissico
1
1 Armando Machaieie
1 Simão Arão Sibinde
1
1 Amadeu Afonso
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
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1
1
1
1
1
1
História - Módulo 2
Introdução
○
○
○
1
○
1
○
1
○
1
○
1
○
1
○
1
○
1
○
1
1
1
1 REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE
1
1 _______
1 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E CULTURA
1
1
1
1
1
1 PROGRAMADEENSINOSECUNDÁRIOÀDISTÂNCIA
1
1
1 MENSAGEMDOMINISTRODAEDUCAÇÃOECULTURA
1
1
1
1 Estimada aluna,
1
1 Estimado aluno,
1
1
1
1 Sejam todos bem vindos ao primeiro programa de Ensino Secundário
1
1 através da metodologia de Ensino à Distância.
1
1
1 É com muito prazer que o Ministério da Educação e Cultura coloca
1
1 nas suas mãos os materiais de aprendizagem especialmente
1
1
1 concebidos e preparados para que você, e muitos outros jovens
1
1 moçambicanos, possam prosseguir os vossos estudos ao nível
1
1 secundário do Sistema Nacional de Educação, seguindo uma
1
1 metodologia denominada por “Ensino à Distância”.
1
1
1 Com estes materiais, pretendemos que você seja capaz de adquirir
1
1 conhecimentos e habilidades que lhe permitam concluir, com sucesso,
1
1 o Ensino Secundário do 1º Ciclo, que, compreende a 8ª, 9ª e 10ª
1
1 classes. Com o 1º Ciclo do Ensino Secundário você pode melhor
1
1 contribuir para a melhoria da sua vida, da sua família, da sua
1
1 comunidade e do país.
1
1
1
1 O módulo escrito que tem nas mãos, constitui a sua principal fonte
1
1 de aprendizagem e que “substitui” o professor que você sempre
1
1 teve lá na escola. Por outras palavras, estes módulos foram
1
1 concebidos de modo a poder estudar e aprender sozinho obecendo
1
1 ao seu próprio rítmo de aprendizagem.
1
1
1
1 Contudo, apesar de que num sistema de Ensino à Distância a maior
1
1 parte do estudo é realizado individualmente, o Ministério da
1
1 Educação e Cultura criou Centros de Apoio e Aprendizagem (AA)
1
1 onde, você e os seus colegas, se deverão encontrar com os tutores,
1
1 para o esclarecimento de dúvidas, discussões sobre a matéria
1
1 aprendida, realização de trabalhos em grupo e de experiências
1
1
História - Módulo 2
Introdução
○
○
○
1
○
1
○
1
○
1
○
1
○
1
1 Para permitir a realização de todas as actividades referidas
1
1 anteriormente, os Centros de Apoio e Aprendizagem estão
1
1 equipados com material de apoio ao seu estudo: livros, manuais,
1
1 enciclopédias, vídeo, áudio e outros meios que colocamos à sua
1
1 disposição para consulta e consolidação da sua aprendizagem.
1
1
1
1 Cara aluna,
1
1 Caro aluno,
1
1
1
1 Estudar à distância exige o desenvolvimento de uma atitude mais
1
1 activa no processo de ensino aprendizagem, estimulando em si a
1
1 necessidade de dedicação, organização, muita disciplina,
1
1 criatividade e, sobretudo determinação nos seus estudos.
1
1
1
1 O programa em que está a tomar parte, enquadra-se nas acções
1
1 de expansão do acesso à educação desenvolvido pelo Ministério
1
1 da Educação e Cultura, de modo a permitir o alargamento das
1
1 oportunidades educativas a dezenas de milhares de alunos,
1
1 garantindo-lhes assim oportunidades de emprego e enquadramento
1
1 sócio-cultural, no âmbito da luta contra pobreza absoluta no país.
1
1
1 Pretendemos com este programa reduzir os índices de
1
1 analfabetismo entre a população, sobretudo no seio das mulheres
1
1 e, da rapariga em particular, promovendo o equlíbrio do género na
1
1 educação e assegurar o desenvolvimento da Nossa Pátria.
1
1
1
1 Por isso, é nossa esperança que você se empenhe com
1
1 responsabilidade para que possa efectivamente aprender e poder
1
1 contribuir para um Moçambique Sempre Melhor!
1
1
1
1 Boa Sorte.
1
1
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1
1
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1
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1
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1
1
1
1
1
1
1
História - Módulo 2
Introdução
○
○
○
○
12
○
12
INTRODUÇÃO 12
○
12
○
12
○
12
○
12
○
12
○
12
Vai, agora, iniciar o estudo do módulo 2 de História da 9ª classe. 12
12
12
12
12
Depois de ter aprendido, no módulo 1, algumas das principais mudanças 12
12
ligadas ao processo de transição do Feudalismo ao Capitalismo, vai, ao 12
12
longo deste módulo, estudar alguns dos fenómenos ligados ao triunfo das 12
12
ideias políticas liberais. Serão, portanto, objecto de estudo, deste 12
12
módulo, as revoluções liberais, cujo efeito mais saliente foi a 12
12
eliminação definitiva do regime absolutista que vigorou no Antigo 12
12
12
Regime católico-feudal e a implantação de regimes parlamentares 12
12
liberais. 12
12
12
12
Será um estudo particularmente interessante dado que irá adquirir 12
12
conhecimentos importantes que o ajudarão a compreender melhor 12
12
fenómenos actuais tais como a democracia, a liberdade de expressão, a 12
12
12
igualdade dos cidadãos perante a lei e outros. 12
12
12
12
Como sempre acontece, você vai se confrontar com questões novas que 12
12
lhe poderão criar algumas dificuldades de aprendizagem. Não desanime, 12
12
pois a senhora Madalena sempre estará presente para o apoiar e orientar 12
12
no seu estudo. Por outro lado, o tutor estará sempre à sua disposição 12
12
12
para quaisquer esclarecimentos ou explicações, no CAA. 12
12
12
12
12
12
Bem-vindo de novo, caro aluno! Como sabe, eu 12
12
12
sou a Sra. Madalena e vou acompanhá-lo no seu 12
12
estudo. Se tiver algumas questões sobre a 12
12
estrutura deste Módulo, leia as páginas 12
12
seguintes. Caso contrário... pode começar a 12
12
trabalhar. Bom estudo! 12
12
12
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12
12
125 I
História - Módulo 2
Introdução
○
○
○
1
○
1
○
1
○
1
○
1
disciplina?
○
1
○
1
○
1
1
1
1 O seu estudo da disciplina de História é formado por 4 Módulos,
1
1 cada um contendo vários temas de estudo. Por sua vez, cada
1
1 Módulo está dividido em lições. Este segundo Módulo está
1
1 dividido em 14 lições. Esperamos que goste da sua apresentação!
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1 Como vai ser feita a
1
1
1
1
avaliação?
1
1
1 No final de cada Módulo, apresentamos um Teste de
1
1 Preparação. Este Teste corresponde a uma auto-
1
1 avaliação. No final do teste você corrige as
1
1
1 respostas, e com a ajuda da Sra. Madalena. Depois
1
1 disso, você decide se está preparado ou não para
1
1 fazer o Teste de Fim de Módulo com sucesso. A Sra.
1
1 Madalena irá acompanhá-lo durante o seu estudo.
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1 Claro que a função principal do Teste de
1
1 Preparação, como o próprio nome diz, é
1
1 ajudá-lo a preparar-se para o Teste de Fim de
1
1 Módulo, que terá de fazer no Centro de Apoio
1
1 e Aprendizagem - CAA para obter a sua
1
1
1 classificação oficial.
1
1 Não se assuste! Se conseguir resolver o
1
1 Teste de Preparação sem dificuldade,
1
1 conseguirá também resolver o Teste de Fim
1
1 de Módulo com sucesso!
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
II História - Módulo 2
Introdução
○
○
○
○
12
○
12
Assim que completar o Teste de Fim de Módulo, o Tutor, no 12
○
12
○
CAA, dar-lhe-á o Módulo seguinte para você continuar com o seu 12
○
12
○
estudo. Se tiver algumas questões sobre o processo de avaliação, 12
○
12
○
leia o Guia do Aluno que recebeu, quando se matriculou, ou 12
12
dirija-se ao CAA e exponha as suas questões ao Tutor. 12
12
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12
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12
12
12
12
Como estão organizadas as 12
12
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12
lições? 12
12
12
12
No início de cada lição vai encontrar os Objectivos de 12
12
Aprendizagem, que lhe vão indicar o que vai aprender nessa 12
12
lição. Vai, também, encontrar uma recomendação para o tempo 12
12
12
que vai precisar para completar a lição, bem como uma descrição 12
12
do material de apoio necessário. 12
12
12
12
12
12
12
12
Aqui estou eu outra vez… para recomendar que 12
12
leia esta secção com atenção, pois irá ajudá-lo a 12
12
preparar-se para o seu estudo e a não se 12
12
12
esquecer de nada! 12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
Geralmente, você vai precisar de mais ou menos meia hora para 12
12
completar cada lição. Como vê, não é muito tempo! 12
12
12
12
12
12
No final de cada lição, vai encontrar alguns exercícios de auto- 12
12
avaliação. Estes exercícios vão ajudá-lo a decidir se vai avançar 12
12
para a lição seguinte ou se vai estudar a mesma lição com mais 12
12
atenção. Quem faz o controle da aprendizagem é você mesmo. 12
12
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12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
127 III
História - Módulo 2
Introdução
○
○
○
1
○
1
○
1
○
1
○
1
○
1
1
1
1
1
1 A Chave de Correcção encontra-se
1
1 logo de seguida, para lhe dar acesso
1
1 fácil à correcção das questões.
1
1
1
1
1
1
1
1 Ao longo das lições, vai reparar que lhe
1
1 vamos pedir que faça algumas
1
1 Actividades. Estas actividades servem
1
1 para praticar conceitos aprendidos.
1
1
1
1
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1
1
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1
1
1
1 Conceitos importantes, definições, conclusões,
1
1 isto é, informações importantes no seu estudo e
1
1 nas quais se vai basear a sua avaliação, são
1
1 apresentadas desta forma, também com a ajuda
1
1 da Sra. Madalena!
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1 Conforme acontece na sala de aula, por vezes
1
1 você vai precisar de tomar nota de dados
1
1
1 importantes ou relacionados com a matéria
1
1 apresentada. Esta figura chama-lhe atenção
1
1 para essa necessidade.
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
IV História - Módulo 2
Introdução
○
○
○
○
12
○
12
12
○
E claro que é sempre bom fazer revisões da
12
○
12
○
matéria aprendida em anos anteriores ou até em
12
○
12
○
lições anteriores. É uma boa maneira de manter
12
○
presentes certos conhecimentos. 12
12
12
12
12
12
12
O que é o CAA? 12
12
12
12
O CAA - Centro de Apoio e 12
12
Aprendizagem foi criado especialmente 12
12
para si, para o apoiar no seu estudo 12
12
através do Ensino à Distância. 12
12
12
12
12
12
12
No CAA vai encontrar um Tutor que o poderá ajudar no seu 12
12
estudo, a tirar dúvidas, a explicar conceitos que não esteja a 12
12
12
perceber muito bem e a realizar o seu trabalho. O CAA está 12
12
equipado com o mínimo de materiais de apoio necessários para 12
12
completar o seu estudo. Visite o CAA sempre que tenha uma 12
12
oportunidade. Lá poderá encontrar colegas de estudo que, como 12
12
você, estão também a estudar à distância e com quem poderá 12
12
trocar impressões. Esperamos que goste de visitar o CAA! 12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
E com isto acabamos esta introdução. 12
12
Esperamos que este Módulo 2 de História seja 12
12
interessante para si! Se achar o seu estudo 12
12
aborrecido, não se deixe desmotivar: procure 12
12
estudar com um colega ou visite o CAA e 12
12
converse com o seu Tutor. 12
12
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12
Bom estudo! 12
12
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12
12
12
12
12
129 V
História - Módulo 2
Introdução
○
○
○
1
○
1
○
1
○
1
○
1
○
1
○
1
○
1
○
1
1
1
1
1
1
1
1
A Malária
1
1
1
1 A malária é o mesmo que paludismo. É transmitida
1
1 através de picadas de mosquito e, se não for tratada a
1 tempo, pode levar à morte, principalmente de crianças e
1
1 mulheres grávidas.
1
1
1
1 Quais os sintomas da malária?
1
1
1
1 Â Febres altas.
1
1 Â Tremores de frio.
1 Â
1 Dores de cabeça.
1 Â Falta de apetite.
1
1 Â Diarreia e vómitos.
1
1 Â Dores em todo o corpo e nas articulações.
1
1
1
1 Como prevenir a malária?
1
1
1
1 Em todas as comunidades devemo-nos proteger contra a
1
1 picada de mosquitos. Para isso, devemos:
1
1
1 Â Eliminar charcos de água à volta da casa - os
1
1 mosquitos multiplicam-se na água.
1
1 Â Enterrar as latas, garrafas e outros objectos que
1
1 possam facilitar a criação de mosquitos.
1
1 Â Queimar folhas antes de dormir para afastar os
1
1 mosquitos (folhas de eucalipto ou limoeiro).
1 Â Colocar redes nas janelas e nas portas das casas,
1
1 se possível.
1
1 Â Matar os mosquitos que estão dentro da casa,
1
1 usando insecticidas.
1
1 Â Pulverizar (fumigar) a casa, se possível.
1
1
1
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1
1
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1
1
1
1
1
1
1
1
História - Módulo 2
Lição 1 - A Emergência do Capitalismo na Europa
○
○
○
○
12
○
12
A Emergência do
○
12
12
12
12
12
12
12
1
○
1
1
○
1
1
1 FAZENDO REVISÕES…
1
1
1
1
1
1
1 Feudalismo foi um sistema político, económico e social
1
1
1 que surgiu na Europa durante a Idade Média, caracterizado
1
1 pela divisão do poder e da propriedade por um grande
1
1 número de senhores de terras e, por um sistema de
1
1 obrigações entre o suserano e o vassalo.
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1 Ora, a partir de finais do século XV e até princípios do século XVI, ocorre
1
1 uma expropriação das terras aos camponeses pelos homens mais ricos,
1
1
1 acompanhada pelo surgimento da manufactura (produtos elaborados por
1
1 processos manuais em fábricas) em substituição da indústria feudal, que
1
1 como ainda se lembra era artesanal. Ao longo deste processo, começam a
1
1 estruturar-se na Europa um novo tipo de relações: as relações capitalistas.
1
1
1
1
1
1
1
1 O que é o Capitalismo?
1
1
1
1
1
1
1 De uma forma geral podemos dizer que Capitalismo é um sistema de
1
1 produção, distribuição e troca no qual a riqueza acumulada é utilizada
1
1 por proprietários particulares com um fim lucrativo.
1
1
1
1 O estabelecimento do Capitalismo significou uma mudança nas estruturas
1
1 económicas feudais até aí existentes.
1
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1
1
2 História - Módulo 2
Lição 1 - A Emergência do Capitalismo na Europa
○
○
○
○
12
○
12
○
12
12
ACTIVIDADE 12
12
12
12
12
12
12
Assinale com um 3os aspectos que caracterizam a economia feudal: 12
12
12
12
9 12
12
12
a) Relações de produção baseadas no salário. 12
12
12
b) Economia baseada na agricultura e centrada no campo. 12
12
12
c) Indústria centrada nas cidades, como actividade 12
12
económica predominante. 12
12
12
d) Venda de produtos e obtenção de lucros, como principal 12
12
objectivo da produção. 12
12
12
e) Produção virada principalmente para a subsistência. 12
12
12
12
f) Relações pessoais baseadas na vassalidade. 12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
Assinalou b), e), f)? Muito bem! Você ainda se 12
12
recorda do que estudou sobre o Feudalismo na 8ª 12
12
12
classe. 12
12
12
12
12
12
12
12
12
Mas como referimos, este processo de passagem do Feudalismo ao 12
12
Capitalismo trouxe alterações profundas na economia europeia: 12
12
12
12
Deixa de se basear na agricultura e passa a basear-se na indústria; 12
12
O principal centro de produção passa a ser a cidade; 12
12
12
O principal objectivo da produção passa a ser o lucro; 12
12
Os trabalhadores são homens livres que trabalham para obter um 12
12
salário. 12
12
12
12
Como vê, estas são diferenças bastante significativas, que vão influenciar 12
12
grandemente o desenvolvimento sócio-económico e político da Europa. 12
12
12
12
12
Ora bem, como surgiu este novo regime? Como se caracteriza? 12
12
3 3
História - Módulo 2
Lição 1 - A Emergência do Capitalismo na Europa
○
○
○
1
○
1
1
1
1 O surgimento do Capitalismo na Europa deu-se na Inglaterra, onde, no
1
1
1 século XVI tiveram lugar profundas transformações nas antigas estruturas
1
1 sócio-económicas feudais, que vieram a dar origem ao estabelecimeno de
1
1 estruturas capitalistas.
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1 Ao longo destas primeiras lições, vai aprender
1
1 quais foram as principais transformações que se
1
1 operaram na economia europeia, marcando a
1
1 passagem do Feudalismo ao Capitalismo. Para
1
1 começar, preste atenção às transformações na
1
1 agricultura.
1
1
1
1
1
1
1 As Transformações na Estrutura Agrária
1
1
1
1
1
1 Antes de começar a estudar estas transformações, veja se ainda se
1
1 lembra de uma das consequências da expansão europeia, resolvendo
1
1 uma pequena actividade.
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1 ACTIVIDADE
1
1
1
1 Assinale com um 3 o aspecto que corresponde a uma das
1
1 consequências da expansão europeia:
1
1
1
1
1 a) Desenvolvimento da pesca
1
1 b) Entrada de metais preciosos na Europa
1
1 c) Formação de estados centralizados
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
4 História - Módulo 2
Lição 1 - A Emergência do Capitalismo na Europa
○
○
○
○
12
○
12
○
12
12
12
Você assinalou b)? Está correcto! Uma das 12
12
12
consequências da expansão europeia foi a entrada 12
12
de metais preciosos na Europa. Vai ver a seguir, 12
12
como a entrada de metais preciosos na Europa 12
12
contribuiu para a transformação das estruturas 12
12
agrárias feudais em estruturas capitalistas. 12
12
12
12
12
12
12
12
Ora, se a entrada de ouro e prata na Europa era benéfica para os europeus, 12
12
também teve as suas desvantagens. 12
12
12
12
12
O aumento de metais preciosos na Europa permitiu que se fabricasse cada 12
12
vez mais papel-moeda, o que levou a que começasse a haver mais dinheiro, 12
12
do que produtos para comprar. Assim, o dinheiro perdia o seu valor real, 12
12
pois os poucos produtos que existiam eram vendidos a preços muito altos. 12
12
12
12
12
12
Durante o século XVI, devido à subida dos preços dos produtos, os 12
12
senhores feudais, que possuíam quase todas as terras, começaram a perder 12
12
o seu poder económico. Porquê? 12
12
12
12
12
Para poder enfrentar os altos preços, alguns senhores feudais 12
12
venderam as suas terras aos mais ricos. Assim, esses homens ricos 12
12
passaram a ser proprietários de grandes extensões de terras, 12
12
formando assim uma burguesia rural. 12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
Fig. 1 - Casal de grandes proprietários 12
12
12
12
5 5
História - Módulo 2
Lição 1 - A Emergência do Capitalismo na Europa
○
○
○
1
○
1
1
○
○
○
○
○
12
○
12
○
Esta transformação das estruturas agrárias e das técnicas agrícolas levou a 12
12
que, entre os séculos XVI e XVII ocorresse na Inglaterra aquilo a que se 12
12
chamou Revolução Agrícola caracterizada pela introdução de novas 12
12
técnicas de produção tais como: 12
12
12
Abandono do pousio; 12
12
12
Uso de forragens; 12
12
12
Aumento das pastagens; 12
12
Uso do estrume; 12
12
12
Irrigação dos campos; 12
12
Selecção das sementes, etc. 12
12
12
12
12
12
Veja no quadro-resumo, a seguir, as principais diferenças entre a agricultura 12
12
feudal e a capitalista. 12
12
12
12
12
12
12
Agricultura feudal Agricultura capitalista 12
12
12
12
Pequenas parcelas de terras Grandes extenões de terras 12
12
entregues aos camponeses pertencentes a grandes 12
12
que são obrigados a pagar proprietários capitalistas. 12
12
rendas aos donos das 12
12
mesmas. 12
12
12
Produção de bens de Utilização de mão-de-obra 12
12
consumo, pelos camponeses, assalariada, constituída pelos 12
12
nas parcelas cedidas pelo antigos camponeses 12
12
12
senhor feudal. expropriados. 12
12
12
Produção em pequena Produção em grande escala, 12
12
escala, da qual só uma totalmente destinada ao 12
12
pequena parte comércio. 12
12
fica para o comércio. 12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
7 7
História - Módulo 2
Lição 1 - A Emergência do Capitalismo na Europa
○
○
○
1
○
1
1
○
○
○
○
○
12
○
12
○
2. Assinale com um 9 as principais alterações operadas na agricultura 12
12
inglesa nos séculos XVI e XVII. 12
12
12
9 12
12
12
a) Abandono do pousio. 12
12
12
b) Uso de forragens. 12
12
12
c) Desenvolvimento das cidades. 12
12
12
d) Aumento das pastagens. 12
12
12
e) Uso do estrume. 12
12
12
f) Desenvolvimento das manufacturas. 12
12
12
g) Irrigação dos campos. 12
12
12
12
h) Selecção das sementes, etc. 12
12
12
i) Aumento da produção. 12
12
12
12
12
12
12
12
12
3. Assinale com um 9 todos os aspectos característicos da agricultura 12
12
capitalista. 12
12
12
12
12
a) Predominância da pequena propriedade trabalhada 9 12
12
pelos camponeses que eram obrigados a pagar renda 12
12
aos proprietários das mesmas. 12
12
12
b) Agricultura feita em grandes propriedades. 12
12
12
c) Produção virada especialmente para a subsistência, 12
12
ficando apenas uma pequena parte para o comércio. 12
12
12
d) Utilização de mão-de-obra assalariada, principalmente 12
12
constituída pelos antigos camponeses expropriados. 12
12
12
e) Produção para fins comerciais. 12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
Já respondeu a todas as questões? Então compare 12
12
12
as suas respostas com as que lhe apresentamos na 12
12
chave de correcção, já a seguir. 12
12
9 9
História - Módulo 2
Lição 1 - A Emergência do Capitalismo na Europa
○
○
○
1
○
1
1
○
1
1
1 CHAVE DE CORRECÇÃO
1
1
12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901
12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901
1
1
1
1 1. b) d)
1
1 2. a), b), d), e), g), h)
1
1 3. b) d) e)
1
1 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901
1
12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1 Acertou em todas as respostas? Óptimo, assim é
1
1
1 que é! Pode passar para a lição seguinte. Mas se
1
1 não acertou, não tem que desesperar. Leia de novo
1
1 a lição e responda novamente. Caso algumas
1
1 dúvidas persistam, recorra ao tutor no CAA.
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1 Antes de ter relações sexuais, esteja
1
1 preparado(a), certifique-se:
1
1
1
1 Â Gosta mesmo dessa pessoa especial?
1 Ambos querem ter relações sexuais?
1 Â
1 Â Sente-se bem e em segurança com
1
1 essa pessoa especial?
1
1
1
1 Então ... utilize um preservativo novo e não
1
1 arrisque o perigo de doenças ou infecções.
1
1
1
1
1
1
1
1
1
10 História - Módulo 2
Lição 2 - As transformacões na Indústria e no comércio
○
○
○
○
12
2 As transformações na
○
12
○
12
12
12
12
12
12
12
Indústria e no Comércio 12
12
12
12
12
12
12
12
12
123456789012345678901234567890121234567890123456789 12
123456789012345678901234567890121234567890123456789 12
12
12
12
12
Objectivos de aprendizagem: 12
12
12
12
12
Explicar as principais alteracões na indústria e no 12
12
comércio europeu no século XVII; 12
12
12
Explicar como é que a manufactura permitiu o 12
12
desenvolvimento do comércio na Europa. 12
12
12
12
12
12
12
Tempo necessário para completar a lição: 12
12
12
12
12
40 minutos 12
12
123456789012345678901234567890121234567890123456789 12
123456789012345678901234567890121234567890123456789 12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
INTRODUÇÃO 12
12
12
12
12
Como estudou na lição 1, a passagem do Feudalismo para o 12
12
Capitalismo consistiu numa série de alterações a nível da economia 12
12
europeia. Constatou que as alteracões na agricultura deram origem a 12
12
12
alterações na indústria e no comércio. Ora, são essas alterações que 12
12
vai estudar com mais pormenor, nesta lição. Bom estudo! 12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
11 11
História - Módulo 2
Lição 2 - As transformacões na Indústria e no comércio
○
○
○
1
○
1
1 O Desenvolvimento das
○
1
1
1
1
1 Manufacturas
1
1
1
1
1 O processo de passagem do Sistema Feudal para o Capitalista
1
1 consistiu em transformações a vários níveis. Na lição anterior,
1
1 estudou as transformações na estrutura agrária. No entanto, também
1
1 ocorreram mudanças na indústria e no comércio.
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1 ACTIVIDADE
1
1
1
1
1 Ainda se recorda, certamente, que na época feudal, a economia
1
1 baseava-se na agricultura, enquanto a indústria tinha um papel
1
1 secundário.
1
1
1
1 No espaço dado, indique algumas das características da indústria
1
1
1 feudal:
1
1 ___________________________________________
1
1
1 ___________________________________________
1
1
1
1 ___________________________________________
1
1
1
1
1
1
1
1
1 De certeza que, na sua resposta, fez referência
1
1 ao facto de o trabalho ser artesanal e feito em
1
1 pequenas oficinas familiares, para além de
1
1 utilizar poucos trabalhadores, em geral,
1
1 membros da família do artesão. Muito bem, é
1
1 isso mesmo!
1
1
1
1
1
1
1
1
1 A indústria feudal era uma actividade que se praticava em condições muito
1
1
1 semelhantes àquelas que você certamente já viu numa oficina caseira de
1
1 latoaria, de fabrico de esteiras, cestos, carpintaria, etc.
1
12 História - Módulo 2
Lição 2 - As transformacões na Indústria e no comércio
○
○
○
○
12
○
12
○
Ora bem, a partir do século XVI, a indústria começa a registar mudanças. A 12
12
pequena indústria doméstica começa a dar lugar a uma nova indústria em 12
12
que o trabalho é feito na fábrica e o número de trabalhadores é 12
12
relativamente maior: a manufactura. O que é a manufactura? 12
12
12
12
Manufactura é, em geral, definida como um sistema produtivo no qual os 12
12
produtos são elaborados por processos manuais. 12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
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12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
Fig. 1 - Uma empresa manufactureira 12
12
12
12
12
12
12
12
Veja em seguida, o quadro comparativo da producão feudal (doméstica) e 12
12
12
da manufactura. 12
12
12
12
12
12
Produção Feudal (doméstica) Produção Manufactureira 12
12
Produção feita em pequenas Trabalho feito na fábrica; 12
12
12
oficinas familiares (em casa do Maior número de trabalhadores 12
12
artesão); em relação à produção feudal; 12
12
12
Uso de poucos trabalhadores (na Realização de uma tarefa por 12
12
sua maioria membros da família); 12
cada operário; 12
12
Ausência de especialização; 12
Producão quantitativa e 12
12
Produção quantitativa e qualitativamente alta. 12
12
qualiativamente baixa. 12
12
12
12
12
12
12
13 13
História - Módulo 2
Lição 2 - As transformacões na Indústria e no comércio
○
○
○
1
○
1
1
○
○
○
○
○
12
○
12
○
desenvolvimento de outras indústrias 12
12
O desenvovlimento das manufacturas iniciais (téxteis) estimulou a 12
12
indústria de extracção do carvão, que por sua vez favoreceu o 12
12
desenvolvimento das indústrias de ferro, estanho, vidro, sabões e 12
12
construção naval. 12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
Fig. 1 - Uma mina de carvão na Inglaterra 12
12
12
12
12
12
O surgimento do lupen do proletariado (vagabundos, mendigos, 12
12
salteadores, etc.) 12
12
12
12
12
12
A mão-de-obra, utilizada nas manufacturas, era constituída por camponeses 12
12
12
expropriados das suas terras, que, como já não possuíam terras para 12
12
produzir os seus alimentos, eram obrigados a vender a sua força de 12
12
trabalho em troca de um salário. Como as manufacturas não conseguiam 12
12
absorver todos os trabalhadores que chegavam à cidade, muitos tornaram- 12
12
se vagabundos, mendigos, salteadores, etc. Este grupo ficou conhecido 12
12
como lupen do proletariado. 12
12
12
12
12
A existência do lupen do proletariado tornava os trabalhadores mais 12
12
dependentes dos patrões, ou seja, uma mão-de-obra fácil de contratar por 12
12
salários baixos. Porquê? Veja a seguir… 12
12
12
12
Sendo o lupen do proletariado uma enorme massa de pessoas sem 12
12
12
emprego, os que se encontravam empregados podiam ser substituídos a 12
12
qualquer momento por aqueles que não estavam empregados. Assim os 12
12
trabalhadores tinham que aceitar as condições impostas pelos patrões, para 12
12
não perder o emprego. 12
12
15 15
História - Módulo 2
Lição 2 - As transformacões na Indústria e no comércio
○
○
○
1
○
1
1 atitude do governo inglês perante o lupen do proletariado, pois em vez de
1
1 adoptar medidas para solucionar o problema, criou as chamadas leis
1
1 sangrentas para perseguir e castigar os vagabundos.
1
1
1
1 O aumento do comércio interno e externo e o desenvolvimento
1
1 da burguesia mercantil
1
1
1
1
1
1 A existência de um número cada vez maior de trabalhadores, na manufactura,
1
1 e na agricultura estimulou o comércio interno, por duas razões principais:
1
1
1
1 Os trabalhadores da manufactura e da agricultura não produziam
1
1 bens para o seu consumo, mas sim para o patrão e recebiam em
1
1
1 troca um salário.
1
1
1
1 Uma vez que os trabalhadores recebiam um salário, passavam a
1
1 ter dinheiro para comprar aquilo que necessitavam para o seu
1
1 consumo, o que dava mais incentivo aos que produziam para
1
1 vender, pois tinham compradores.
1
1
1
1
1 Por outro lado, a Inglaterra foi o primeiro país a desenvolver a manufactura
1
1 e por isso passou a produzir mais e melhores tecidos que os outros países
1
1 europeus. Assim, os produtos ingleses começaram a ser colocados noutros
1
1
1 países dentro e fora da Europa. Surgia assim o comércio externo, no qual
1
1 se destaca o comércio colonial, entre a Inglaterra e as suas colónias.
1
1
1
1 Em geral o comércio externo inglês consistia na exportação de produtos
1
1 acabados e na importacão de matérias-primas. Este comércio permitiu o
1
1 aumento da produção interna (manufactureira), pois facilitou a entrada de
1
1
1 matérias-primas vindas das colónias. Por outro lado o aumento da produção
1
1 e o comércio colonial garantiram grandes lucros à burguesia inglesa que
1
1 assim aumentou o seu poder marítimo e comercial.
1
1
1
1 Lembra-se, caro aluno, que a economia capitalista tinha como base a
1
1 indústria? Pois bem, o desenvolvimento da manufactura foi importante para
1
1
1 o desenvolvimento do Capitalismo, visto que a primeira indústria, com
1
1 dimensões maiores, estimulou o desenvolvimento de outras indústrias, tais
1
1 como extracção do carvão, ferro, estanho, indústria de sabões, etc.
1
1
1
1 Por outro lado, o desenvolvimento da manufactura contribuiu para o
1
1 surgimento de um elemento importante do Capitalismo: a mão-de-obra.
1
16 História - Módulo 2
Lição 2 - As transformacões na Indústria e no comércio
○
○
○
○
12
○
12
○
Como viu atrás, nesta lição, a manufactura criou o lupen do proletariado 12
12
que permitiu aos capitalistas dispor de mão-de-obra numerosa e barata. 12
12
12
12
Ao estimular o desenvolvimento do comércio interno e externo, que 12
12
permite o fortalecimento da burgesia mercantil, a manufactura contribuiu 12
12
12
para que se criasse outro elemento fundamental para a existência do 12
12
Capitalismo – o capital (dinheiro). Para haver Capitalismo deve haver 12
12
investimento de dinheiro (capital) porque, como já foi dito, no 12
12
Capitalismo, os meios de producão (terras, fábricas, máquinas etc.) 12
12
pertencem a um capitalista. Isso significa que o capitalista é alguém capaz 12
12
de comprar terras, máquinas, etc. 12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
Muito bem, caro aluno, chegou o momento de 12
12
verificar se conseguiu aprender a licão que 12
12
acabou de estudar ou não. Responda, então aos 12
12
12
exercícios que lhe apresentamos em seguida. 12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
EXERCÍCIOS 12
12
12
12
12
12
1. Entre os aspectos que se seguem, assinale com um 3os que 12
12
12
caracterizam a manufactura: 12
12
a) Cada operário realiza uma tarefa específica 9 12
12
12
(especialização). 12
12
12
b) A produção é feita em pequenas oficinas 12
12
familiares, usando poucos trabalhadores, na sua 12
12
maioria membros da família. 12
12
12
c) Não existe especialização na produção. 12
12
12
d) A produção é quantitativa e qualitativamente alta. 12
12
12
12
e) A produção é quantitativa e qualiativamente baixa. 12
12
12
f) O trabalho é feito numa fábrica. 12
12
12
g) A mão-de-obra é relativamente numerosa. 12
12
17 17
História - Módulo 2
Lição 2 - As transformacões na Indústria e no comércio
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CHAVE DE CORRECÇÃO 12
12
12
12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901
12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901 12
12
12
1. a), d) f) g) 12
12
12
12
2. Os dois factores que permitiram o desenvolvimento da 12
12
manufactura foram: 12
12
12
12
A disponibilidade de capitais - que permite um re- 12
12
12
investimento em matérias primas, equipamento e mão-de- 12
12
-obra, permitindo, assim, um maior desenvolvimento da 12
12
produção. 12
12
12
12
O aumento da produção e da importação de matéria- 12
12
prima – a produção interna e a importação de matéria-prima 12
12
12
permitiam que a manufactura tivesse sempre matéria-prima e 12
12
assim laborasse sem problemas. 12
12
12
12
12
3. O desenvolvimento da manufactura criou condições para o 12
12
desenvolvimento do comércio nomeadamente: 12
12
12
A existência de um grupo de pessoas que não produz bens para 12
12
o seu consumo e que precisam de adquirir esses produtos a 12
12
12
quem os produz. 12
12
12
12
A existência de poder de compra, visto que os trabalhadores da 12
12
manufactura têm um salário. 12
12
12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901
12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901 12
12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901
12
12
12
12
12
12
12
12
Então, conseguiu acertar em todas as perguntas? 12
12
Se acertou está de parabéns. Mas, atenção! Não se 12
12
esqueça que as suas respostas podem ser dadas de 12
12
12
diferentes maneiras, não coincidindo as suas 12
12
palavras com as da chave de correcção. Se tiver 12
12
dúvidas em relação a alguma resposta sua, 12
12
consulte o seu tutor no CAA. Se tiver errado 12
12
alguma questão, releia a lição e tente responder 12
12
de novo. 12
12
12
12
19 19
História - Módulo 2
Lição 2 - As transformacões na Indústria e no comércio
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1
1
1 A Malária
1
1
1
1 A malária é o mesmo que paludismo. É transmitida
1
1 através de picadas de mosquito e, se não for tratada a
1
1 tempo, pode levar à morte, principalmente de crianças e
1
1 mulheres grávidas.
1
1
1 Quais os sintomas da malária?
1
1
1
1 Â Febres altas;
1
1 Â Tremores de frio;
1
1 Â Dores de cabeça;
1
1 Â Falta de apetite;
1
1 Â Diarreia e vómitos;
1
1 Â Dores em todo o corpo e nas articulações.
1
1
1 Como prevenir a malária?
1
1
1
1 Em todas as comunidades devemo-nos proteger contra a
1
1 picada de mosquitos. Para isso, devemos:
1
1
1
1 Â Eliminar charcos de água à volta da casa - os
1
1 mosquitos multiplicam-se na água;
1 Â Enterrar as latas, garrafas e outros objectos que
1
1 possam facilitar a criação de mosquitos;
1
1 Â Queimar folhas antes de dormir para afastar os
1
1 mosquitos (folhas de eucalipto ou limoeiro);
1
1 Â Colocar redes nas janelas e nas portas das casas,
1
1 se possível;
1
1 Â Matar os mosquitos que estão dentro da casa,
1
1 usando insecticidas;
1 Â Pulverizar (fumigar) a casa, se possível.
1
1
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1
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Lição 3 - A Revolução Burguesa Na Inglaterra
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A Revolução Burguesa na 12
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Inglaterra
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12
12
12
12
12
Objectivos de aprendizagem: 12
12
12
12
12
Explicar os conceitos de revolução e de Revolução 12
12
Burguesa; 12
12
12
Explicar as causas da Revolução Burguesa na Inglaterra. 12
12
. 12
12
12
12
Tempo necessário para completar a lição: 12
12
12
12
12
40 minutos 12
12
12
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123456789012345678901234567890121234567890123456789 12
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12
12
12
12
INTRODUÇÃO 12
12
12
12
12
12
12
Em lições anteriores, você aprendeu a noção e a origem do Capitalismo 12
12
na Europa. É importante salientar que o surgimento do Capitalismo não 12
12
beneficiou as antigas classes que detinham o poder económico e político, 12
12
pois como bem se lembra, os senhores de terras, pelo contrário, 12
12
12
perderam o seu poder. Nesta fase de passagem do Feudalismo ao 12
12
Capitalismo, a economia começa a ser controlada pela burguesia. Ao 12
12
controlar a economia, a burguesia via a estrutura política em vigor como 12
12
obstáculo para a realização das suas ideias económicas. 12
12
12
12
Esta realidade conduziu a luta desta classe pela conquista do poder, o que 12
12
21 21
História - Módulo 2
Lição 3 - A Revolução Burguesa Na Inglaterra
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○
○
1
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1
1 conduziu às chamadas revoluções burguesas, que iniciaram na Inglaterra, no
○
1
1 século XVI e atingiram outros países da Europa e América no século XVIII.
1
1
1
1 Nesta lição vai aprender o que foi a Revolução Burguesa na Inglaterra e
1
1 quais foram as razões da sua ocorrência.
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1 A Revolução Burguesa na
1
1
1
1
Inglaterra
1
1
1
1
1
1 Como já foi referido na introdução desta lição, a Revolução Burguesa
1
1 começou na Inglaterra. Veja então a seguir o que é Revolução e o que é a
1
1 Revolução Burguesa.
1
1
1
1
1
1 Revolução
1
1
1
1
1 Revolução é por definição, a queda repentina e de longo alcance na
1
1 continuidade do desenvolvimento de um sistema social. Por outras
1
1 palavras, fala-se em revolução quando, numa sociedade, ocorre uma
1
1
1 interrupção repentina no rumo do seu desenvolvimento, mudando
1
1 totalmente as formas de vida até aí existentes.
1
1
1
1 A revolução pode ser:
1
1
1
1
1 Política – mudança radical, na maioria das vezes violenta, a nível
1
1 político-social, o que leva a que todo um sistema político e jurídico
1
1
1 seja derrubado e substituído por outro.
1
1
1
1 Sócio-cultural – modificações também radicais, mas graduais e não
1
1 políticas. Não envolve a aplicação de violência e ocorre em diversos
1
1 aspectos do campo sócio-cultural (revolução industrial, revolução
1
1 artística, revolução científica, etc.).
1
1
1
1
1 As Revoluções Burguesas foram, portanto, revoluções lideradas pela
1
1 burguesia e que pretendiam satisfazer os interesses deste grupo
1
1 social. Foram revoluções de carácter político, que levaram à queda do
1
1
1 absolutismo como forma de governo e à afirmação do parlamentarismo.
22 História - Módulo 2
Lição 3 - A Revolução Burguesa Na Inglaterra
○
○
○
○
12
○
Como se sabe os burgueses defendem ideias liberais (liberdade de 12
12
○
12
expressão, económica, etc.), sendo por isso considerados liberais. Assim, 12
12
as revoluções burguesas são também designadas revoluções liberais. 12
12
12
12
12
A Inglaterra foi o primeiro país onde se desenvolveram relações 12
12
capitalistas. Foi também o primeiro país onde teve lugar a Revolução 12
12
Burguesa. Como já aprendeu, o Capitalismo, como sistema económico, 12
12
deu origem a grandes transformações económicas e sociais na Europa. 12
12
12
Uma dessas transformações foi o surgimento de uma classe social que 12
12
ganhou poder económico, através do desenvolvimento do comércio e da 12
12
indústria: a burguesia. Vai ver a seguir, como esta classe começa a dominar 12
12
também o poder político na Europa a partir do século XVII. 12
12
12
12
12
12
12
12
Os Antecedentes da Revolução Burguesa 12
12
12
na Inglaterra 12
12
12
12
12
12
Embora a Revolução Burguesa na Inglaterra tenha ocorrido no século XVII, 12
12
as suas origens remontam à Idade Média. Lembre-se que, mesmo no 12
12
sistema feudal, já se começava a falar de uma nova classe que começava a 12
12
dedicar-se ao comércio, como consequência do desenvolvimento da 12
12
12
agricultura na Baixa Idade Média. De certeza ainda se lembra que, à medida 12
12
que a produção agrícola aumentava, algumas pessoas abandonavam a 12
12
agricultura e passavam a desenvolver outras tarefas, como o artesanato e o 12
12
comércio, entre outras. Vamos, então, recordar a organização política 12
12
inglesa no período que definimos como Baixa Idade Média. 12
12
12
12
12
Desde a Idade Média, o poder do rei na Inglaterra era limitado pelas 12
12
imposições colocadas pela Magna Carta (1215) e pelas Provisões de 12
12
Oxford (1258). 12
12
12
12
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12
12
12
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Lição 3 - A Revolução Burguesa Na Inglaterra
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1
ACTIVIDADE
1
1
1
1 Assinale com um 3 as ideias defendidas na Magna Carta.
1
1
1 9
1 a) A câmara dos Lordes só podia ser composta pelos grandes
1
1
1 proprietários e pelo Clero.
1
1
1 b) O rei tinha a obrigação de respeitar as liberdades dos súbditos.
1
1 c) O rei só podia lançar impostos com o consentimento dos
1
1
1 súbditos.
1
1
1 d) O Absolutismo devia ser derrubado e no seu lugar instalado o
1
1 Parlamentarismo.
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1 Com certeza você assinalou b) e c). Pois, é isso
1
1 mesmo. A Magna Carta obrigava o rei a governar,
1
1 mantendo sempre o respeito pelas liberdades dos
1
1 súbditos, não podendo lançar impostos sem o seu
1
1 consentimento.
1
1
1
1
1
1
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1
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Lição 3 - A Revolução Burguesa Na Inglaterra
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○
12
12
○
Nos princípios do século XIV a monarquia inglesa começou a ser
12
controlada por um parlamento de duas câmaras: 12
12
12
Câmara dos lordes – formada pelos barões (grandes proprietários de 12
12
terras) e pelos prelados (dignidades religiosas). 12
12
12
Câmara dos comuns – formada pela burguesia e pela baixa nobreza. 12
12
12
12
12
12
12
12
Primeiro- 12
12
M
ministro 12
12
12
12
12
12
12
Câmara Câmara 12
12
Lordes
dos lordes dos C
comuns 12
12
12
12
12
12
12
12
Barões e Burguesia e 12
P
prelados baixa N
B 12
nobreza 12
12
12
12
12
12
Fig. 2 - Constituição do Parlamento Inglês no século XIV 12
12
12
12
12
Portanto, caro aluno, ao contrário do que acontecia noutros países da 12
12
Europa, na mesma ocasião, na Inglaterra o rei governava com base em 12
12
regras bem definidas e era controlado e apoiado por um parlamento nas 12
12
12
suas funções. Deste modo, a Inglaterra era um modelo de constituição 12
12
política do seu tempo, em que o poder não era controlado somente pelo 12
12
rei. 12
12
12
12
No século XVI, o poder na Inglaterra pertencia à dinastia dos Tudor, que 12
12
entre 1485 e 1603 governou a Inglaterra através dos seguintes Reis: 12
12
12
12
12
Henrique VII (1485 – 1509) 12
12
12
Henrique VIII (1509 - 1547) 12
12
Eduardo VI (1547 - 1553) 12
12
12
Maria I (1553 - 1558) 12
12
Isabel I (1558 – 1603) 12
12
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Lição 3 - A Revolução Burguesa Na Inglaterra
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Para isso, Jaime I tomou várias medidas, das quais se destacaram: 12
○
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12
Introdução de novos impostos sem consultar o parlamento; 12
12
12
Dissolução do parlamento por várias vezes: 12
12
12
Interferência na liberdade de comércio, concedendo grandes 12
12
privilégios a companhias protegidas e prejudicando os outros 12
12
comerciantes; 12
12
12
Condução das relações exteriores sem tomar em conta os interesses 12
12
12
de alguns sectores da economia inglesa. Por exemplo, enquanto os 12
12
mercadores ingleses pretendiam retomar a guerra contra a Espanha 12
12
para destruir o império comercial daquele país, Jaime I assinou um 12
12
acordo de paz com a Espanha. 12
12
12
12
12
Como pode perceber, caro aluno, com a tomada de poder por Jaime I, 12
12
operaram-se alterações na vida política inglesa que retiraram aos 12
12
cidadãos ingleses direitos conquistados desde o século XIII, o que era 12
12
motivo de descontentamento da população. 12
12
12
12
12
12
12
12
12
Uma das principais razões da Revolução Burguesa 12
12
12
na Inglaterra foi o aparecimento de tendências 12
12
absolutistas com alguns reis, contrastando com a 12
12
organização política até aí existente, baseada na 12
12
Carta Magna e privilegiando o parlamento como 12
12
principal órgão de governo. 12
12
12
12
12
12
12
12
12
Problemas religiosos entre o rei e os protestantes 12
12
Para além dos problemas políticos, a população inglesa também teve 12
12
outros problemas com o rei Jaime I. 12
12
12
12
12
Durante o tempo da reforma religiosa, que você estudou no módulo 1, o 12
12
Anglicanismo oscilava entre o Protestantismo e o Catolicismo, até que, 12
12
no reinado de Isabel I, se adoptou uma política conciliatória, que tentava 12
12
estabelecer um equilíbrio entre as duas tendências religiosas. Nesse 12
12
sentido, o Anglicanismo, no tempo de Isabel, seguia muitas das práticas 12
12
12
protestantes, como o casamento dos padres, a não veneração dos santos 12
12
e relíquias, mas manteve as práticas religiosas cristãs. 12
12
27 27
História - Módulo 2
Lição 3 - A Revolução Burguesa Na Inglaterra
○
○
○
1
○
1
1 tornava a Igreja Anglicana muito parecida com a Igreja Católica e, por isso,
1
1 criaram o Movimento dos Puritanos.
1
1
1 Quando Jaime I chegou ao poder, assumiu uma política religiosa pouco
1
1 favorável aos puritanos, beneficiando quase sempre os católicos.
1
1
1
1 Em 1605, o conflito entre o rei e os puritanos agravou-se. Naquele ano,
1
1 ocorreu a chamada Conspiração da Pólvora (plano dos católicos
1
1 fanáticos para explodir o parlamento durante a sessão). Em resposta àquele
1
1 plano, o parlamento, composto na sua maioria por protestantes, adoptou
1
1 várias leis contra os católicos, mas as mesmas foram ignoradas pelo rei, o
1
1
1 que aumentou a fúria dos protestantes.
1
1
1
1
1
1
1
1
1 Outro motivo que levou à revolução inglesa foram
1
1 os problemas religiosos que opunham o rei
1
1 aos protestantes.
1
1
1
1
1
1
1
1
1 RESUMINDO
1
1
1
1
1
1
1 Nas vésperas da Revolução Burguesa, a Inglaterra era um exemplo
1
1 de organização política na Europa e no mundo, pois o rei
1
1 governava com base em regras bem definidas desde o século XIII.
1
1 Era controlado e apoiado nas suas funções por um parlamento,
1
1
1 criado no século XIV.
1
1
1 No século XVI, os reis ingleses pertenciam à dinastia dos Tudor.
1
1 Apesar de mostrar simpatia pelo Absolutismo, os reis Tudor
1
1 mantiveram as instituições tradicionais e o respeito pelos usos e
1
1
1 costumes dos ingleses.
1
1
1 No início do século XVII, o poder passou para a Dinastia dos
1
1 Stuart. Com os Stuart no poder, iniciou-se na Inglaterra a
1
1 Revolução Burguesa, devido ao surgimento das tendências
1
1
1 absolutistas do rei e aos problemas religiosos que opunham os
1
1 reis aos protestantes.
1
1
1
1
28 História - Módulo 2
Lição 3 - A Revolução Burguesa Na Inglaterra
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○
○
○
12
○
12
12
○
12
Muito bem! Terminado o estudo desta lição, é 12
12
chegado o momento de fazer mais uma pequena 12
12
auto-avaliação. Resolva os exercícios que a 12
12
seguir lhe apresentamos. 12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
12
EXERCÍCIOS 12
12
12
12
12
1. No espaço dado, defina, por palavras suas, o conceito de revolução. 12
12
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__________________________________________________________ 12
12
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__________________________________________________________ 12
12
12
__________________________________________________________ 12
12
12
__________________________________________________________ 12
12
12
__________________________________________________________ 12
12
12
__________________________________________________________ 12
12
12
__________________________________________________________ 12
12
12
12
12
12
12
12
2. Indique dois aspectos que diferenciam uma revolução política de uma 12
12
revolução sócio cultural. 12
12
12
12
12
__________________________________________________________ 12
12
__________________________________________________________ 12
12
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__________________________________________________________ 12
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__________________________________________________________ 12
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Lição 3 - A Revolução Burguesa Na Inglaterra
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5. Explique como é que os reis da Dinastia Stuart criaram um ambiente
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favorável à Revolução Burguesa na Inglaterra. 12
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Agora que terminou a resolução dos exercícios, 12
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verifique se as suas respostas estão correctas 12
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comparando-as com as da chave correcção a 12
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seguir. 12
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CHAVE DE CORRECÇÃO 12
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1. Revolução é a queda repentina e de longo alcance na continuidade 12
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do desenvolvimento de um sistema social. 12
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2. Na sua resposta pode considerar dois dos seguintes aspectos: 12
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Política 12
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u Na maioria das vezes violenta; 12
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u Repentina; 12
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u Implica derrube e substituição de um sistema político e 12
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jurídico por um outro. 12
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Sócio-cultural 12
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u Não envolve a aplicação da violência; 12
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u Gradual; 12
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u Não implica derrube do poder político. 12
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História - Módulo 2
Lição 3 - A Revolução Burguesa Na Inglaterra
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1 Então, acertou em todas as respostas? Óptimo!
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1 Está em condições de passar para a lição
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1 seguinte. Se algumas das suas respostas não
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1 estão de acordo com as que lhe damos, tente
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1 procurar as respostas você mesmo na lição. Por
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1 vezes, ao voltar a ler a lição, consegue perceber
1
1 as coisas de outra maneira. Se assim for,
1
1 responda às questões de novo. Mas atenção, na
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1 pergunta 5 você pode ter uma resposta que
1
1 parece diferente daquela que vem na chave de
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1
1 correcção. Isso é normal, porque você está a dar
1
1 a sua ideia com base no que percebeu nesta lição.
1
1 O importante é ver se a ideia é de facto,
1
1 diferente ou se é a mesma coisa dita por outras
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1 palavras. Para isso, pode mostrar a sua resposta a
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1 outros colegas ou ao tutor. Força!
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32 História - Módulo 2
Lição 4 - As Fases da Revolução Burguesa na Inglaterra
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As Fases da Revolução
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Burguesa na Inglaterra
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Objectivos de aprendizagem: 12
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Descrever as fases da Revolucão Burguesa na Inglaterra; 12
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Identificar as principais conquistas em cada fase. 12
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. 12
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Tempo necessário para completar a lição: 12
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40 minutos 12
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INTRODUÇÃO 12
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Depois de ter estudado as causas da Revolução Burguesa Inglesa, vai a 12
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seguir aprender quais foram as principais etapas dessa revolução, quem 12
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foram os protagonistas e ainda quais foram os resultados da mesma. 12
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Preste, pois, atenção a esta lição! 12
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História - Módulo 2
Lição 4 - As Fases da Revolução Burguesa na Inglaterra
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1 O Início da Revolução Burguesa
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na Inglaterra
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1 Como tem vindo a aprender ao longo deste módulo, o início da Revolução
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1 Burguesa, que veio dar origem ao Capitalismo, teve lugar na Inglaterra, no
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1 século XVII e decorreu em três fases:
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1 1. O período de 1628 (petição dos direitos) a 1658 (fim do
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1 governo de Cromwel);
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1 2. O período da restauração e do Habeas Corpus, logo a seguir ao
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1 governo de Cromwel;
1 3. O período da declaração dos direitos.
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1 A Petição dos Direitos
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1 Depois da morte de Jaime I, em 1625, subiu ao poder o seu filho e
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1 sucessor Carlos I. Este resolveu manter a política absolutista de seu pai,
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1 continuando a decretar impostos sem o consentimento do Parlamento,
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1 como por ex