RISPERIDONA
RENAME: Solução oral (frasco com 30 Ml) de 1 mg/mL, comprimido de 1 mg, 2 mg e 3 mg.
FORMAS FARMACÊUTICAS: Sólida e Líquida.
APRESENTAÇÃO: Comprimido e solução oral.
FORMA DE APRESENTAÇÃO: Sua forma de apresentação é em comprimido de 0,25mg, 0,50mg,
1mg, 2mg e 3mg, solução oral de 1mg/ml e em solução injetável 25mg, 37,5mg e 50mg.
INDICAÇÕES:
1. Tratamento de uma ampla gama de pacientes esquizofrênicos incluindo:
1.1 a primeira manifestação da psicose;
1.2 exacerbações esquizofrênicas agudas;
1.3 psicoses esquizofrênicas agudas e crônicas e outros transtornos psicóticos nos quais os sintomas
positivos (tais como alucinações, delírios, distúrbios do pensamento, hostilidade, desconfiança), e/ou
negativos (tais como embotamento afetivo, isolamento emocional e social, pobreza de discurso) são
proeminentes;
1.4 alívio de outros sintomas afetivos associados à esquizofrenia (tais como depressão, sentimentos de
culpa, ansiedade);
1.5 tratamento de longa duração para a prevenção da recaída (exacerbações agudas) nos pacientes
esquizofrênicos crônicos;
2. Tratamento de curto prazo para a mania aguda ou episódios mistos associados com transtorno bipolar I.
3. Tratamento de transtornos do comportamento em pacientes com demência nos quais os sintomas tais
como agressividade (explosão verbal, violência física), transtornos psicomotores (agitação, vagar) ou
sintomas psicóticos são proeminentes.
4. Tratamento de irritabilidade associada ao transtorno autista, em crianças e adolescentes, incluindo
sintomas de agressão a outros, auto agressão deliberada, crises de raiva e angústia e mudança rápida de
humor.
A risperidona é indicada, por até 12 semanas para o tratamento de transtornos de agitação, agressividade ou
sintomas psicóticos em pacientes com demência do tipo Alzheimer moderada a grave.
A risperidona também pode ser usada para o tratamento de irritabilidade associada ao transtorno autista, em
crianças e adolescentes, incluindo desde sintomas de agressividade até outros, como autoagressão deliberada,
crises de raiva e angústia e mudança rápida de humor.
CONTRA-INDICAÇÕES:
Hipersensibilidade
Risco C gravidez.
FARMACOCINÉTICA:
ABSORÇÃO: É completamente absorvida após administração oral, com pico até 1-2 h. Não é alterada pela
alimentação.
DISTRUBUIÇÃO: Rapidamente distribuída, com volume de distribuição de 1-2 L/kg. Ligação com
proteínas plasmáticas no plasma com albumina e alfa glicoproteína ácida e de 88-77% para a 9-hidroxi-
risperidona (metabólito ativo).
METABOLISMO: É metabolizada pela CYP2D6 em 9-hidroxi-risperidona. Assim, a fração ativa é
realizada pelos dois juntos. Outra via metabólica é a N-desalquilação.
EXCREÇÃO: Meia-vida de 3 horas e do metabólito é de 24 h.
FARMACODINÂMICA:
A risperidona é um antagonista seletivo das monoaminas cerebrais, com propriedades únicas.
Ele tem uma alta afinidade pelos receptores serotoninérgicos 5HT2 e dopaminérgicos D2. Liga-se
igualmente aos receptores alfa-1 adrenérgicos e, com menor afinidade, aos receptores histaminérgicos H1 e
alfa-2 adrenérgicos. Não tem afinidade pelos receptores colinérgicos. Apesar de ser um antagonista D2
potente, o que é considerado como ação responsável pela melhora dos sintomas positivos da esquizofrenia, o
seu efeito depressor da atividade motora e indutor de catalepsia é menos potente do que os neurolépticos
clássicos. O antagonismo balanceado serotoninérgico e dopaminérgico central pode reduzir a possibilidade
de desenvolver efeitos extrapiramidais e estende a atividade terapêutica sobre os sintomas negativos e
afetivos da esquizofrenia.
A ideia de que uma disfunção de 5-HT poderia estar envolvida na esquizofrenia tem variado
muitas vezes quanto à sua aceitação. Foi originalmente baseada no fato de que o LSD, um agonista parcial
dos receptores 5-HT2A, produz alucinações. Atualmente, o discernimento convencional é que a 5-HT não
está diretamente envolvida na patogênese da esquizofrenia. Apesar disso, a manipulação farmacológica da
atividade dos receptores 5-HT, combinada com antagonismo dos receptores D2, tem resultado em novos
fármacos com perfis terapêuticos melhorados.
Há uma infinidade de receptores 5-HT, com distintas funções no corpo. É o receptor 5-HT2A
e, em um menor grau, o 5-HT1A, que são importantes no tratamento da esquizofrenia. Os receptores 5-
HT2A são receptores acoplados à proteina Gi/Go e a sua ativação produz inibição neuronal (através de uma
diminuição da excitabilidade neuronal no soma e liberação diminuída de transmissores nas terminações
nervosas). Dessa forma, na via nigroestriada, os receptores 5-HT2A controlam a liberação de dopamina.
Fármacos com propriedades antagonistas de 5-HT2A (p. ex., olanzapina e risperidona) aumentam a liberação
de dopamina no estriado pela redução do efeito inibitório de 5-HT. Isso reduzirá os efeitos adversos
extrapiramidais (mais adiante). Em contraste, na via mesolímbica, pensa-se que os efeitos combinados de
antagonistas D2 e 5-HT2A neutralizariam o aumento da função de dopamina que origina os sintomas
positivos da esquizofrenia. Mais ainda, ao aumentar a liberação de dopamina e glutamato no circuito
mesocortical, o antagonismo dos receptores 5-HT2A poderá melhorar os sintomas negativos da
esquizofrenia.
É um antipsicótico atípico de 2° geração. Farmacos antipsicoticos atípicos Clozapina,
asenapina, olanzapina, quetiapina, paliperidona, risperidona, sertindol, ziprasidona, zotepina e
aripiprazol são farmacos antipsicoticos atípicos. A clozapina e o prototipo. A paliperidona e a 9-hidroxi-
risperidona, o metabolito ativo da risperidona. A risperidona e rapidamente convertida em 9-hidroxi-
risperidona in vivo na maioria dos pacientes, a excecao de cerca de 10% deles, que são metabolizadores
fracos. Esses farmacos apresentam farmacologia complexa, porem compartilham uma maior capacidade de
alterar a atividade dosreceptores 5-HT2A do que de interferir na ação dos receptores D2. Na maioria dos
casos, atuam como agonistas parciais no receptor 5-HT1A, produzindo efeitos sinergicos com antagonismo
dos receptores 5-HT2A. A maioria consiste em antagonistas dos receptores 5-HT6 ou 5-HT7.
POSOLOGIA: Para esquizofrenia.
ADULTOS
Dose inicial: 2 mg/dia. Pode ser aumentada para 4 mg no segundo dia. A dose em geral é entre 4-6
mg/dia. Doses acima de 10mg não possuem eficácia maior e podem causar efeitos extrapiramidais.
Não avaliado segurança de dose acima de 16mg.
IDOSOS (65+)
Dose inicial 0,5 mg 2 x ao dia. Pode ser ajustada com incrementos de 0,5 mg 2 x ao dia, até uma dose
de 1-2 mg 2 x/dia.
PEDIÁTRICOS (13-17 ANOS)
Dose inicial de 0,5 mg/ dia. Ajuste no mínimo em 24 h, de 0,5-1 mg/dia até 3 mg/dia.
REAÇÕES ADVERSAS:
Infecções: nasofaringite, infecção do trato respiratório superior e urinário, sinusite.
Anemia, hipersensibilidade.
Distúrbios psiquiátricos: insônia, ansiedade e nervosismo.
SNC: Parkinsonismo (movimento irregular/congelado- movimento lento e embaralhado, tremor de
descanso, aumento de saliva, perda de expressão do rosto), Acatisia, Sonolência, tontura, sedação e
tremor, distonia, letargia, síncope.
Visão turva, dor de ouvido, taquicardia, hipotensão ortostática, hipotensão, congestão nasal, dispneia,
epistaxe, congestão nasal.
Náusea, constipação, vômito, diarreia, hipersecreção salivar, dor abdominal.
Erupção cutânea, pele seca, caspa, dor nas costas, artralgia, dor nas extremidades.
Incotinência urinária, falha na ejaculação, fadiga, astenia, febre, dor torácica.
Pode aumentar a creatinina e a frequência cardíaca.
Os principais efeitos adversos que devo destacar são o ganho de peso e sintomas extrapiramidais e
hipotensão em altas doses.
INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS:
Interações relacionadas à farmacodinâmica:
Medicamentos com ação central e álcool.
Levodopa e dopaminérgicos – antagoniza o efeito.
Psicoestimulantes – sintomas extrapiramidais
Medicamentos com efeito hipotensor – aumenta a hipotensão.
Medicamentos que prolongam o intervalo QT.
Interações relacionadas à farmacocinética:
Inibidores da CYP2D6: Aumenta as concentrações de risperidona, mas menos do
metabólico ativo. Ex. paroxetina.
Inibidores da CYP3A4 e ou da P-gp: Aumenta as concentrações do metabólito ativo.
Ex. intraconazol.
Indutores da CYP3A4 e/ou P-gp: Diminui concentração do metabólito ativo. Ex.
carbamazepina.
Medicamentos com alta ligação a proteínas: Não há deslocamento relevante.
-Antibacterianos: Rifampicina e Eritromicina
- Inibidores da colinesterase
- Antiepilépticos – topiramato ou valproato.
- Antipsicóticos: aumentam a concentração de risperidona. Ex. fenotiazínicos.
- Antivirais: ritonavir pode aumentar as concentrações de metabólitos da
risperidona.
- Betabloqueadores: Aumentam a concentração plasmática de risperidona.
- Bloqueadores de canal de cálcio: verapamil. Aumenta concentração de ambas as
frações.
- Diuréticos: aumento da mortalidade.
- Medicamentos gastrointestinais: cimetidina e rinatidina – aumenta risperidona.
- Antidepressivos tricíclicos e inibidores seletivos da receptação de serotonina:
Fluoxetina – inibidor da CYP2D6 – Aumenta concentração da risperidona.
Paroxetina, mesma coisa. Atd tricíclicos aumentam concentração de risperiona.
Amitriplina não afeta. Sertralina e fluvoxamina em doses baixas não alteram a
concentração da droga significativamente.