Capítulo I
Provas Operatórias Piagetianas
Para que serve?
Como aplicar?
Como avaliar?
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PROVAS OPERATÓRIAS PIAGETIANAS
- As Provas Operatórias Piagetianas objetivam observar no sujeito as noções de tempo,
espaço, conservação, causalidade, número, etc.
- Uma criança com dificuldade de aprendizagem pode ter a idade cognitiva diferente da idade
cronológica, e esse pode ser o motivo da sua dificuldade de aprendizagem.
- Através das Provas Operatórias podemos chegar a determinar o grau de aquisição de
algumas das noções do desenvolvimento cognitivo, cujo conteúdo leva em conta cada uma
delas de um modo muito específico. Algumas provas tratam sobre a noção de conservação da
quantidade referida a aspectos numéricos, geométricos ou físicos, e outras indagam as
questões vinculadas às classes e às relações.
- O nível de construção alcançado pela criança em cada uma das noções e sua relação mútua
faz referência ao grau da estrutura operatória que subjaz em cada etapa do desenvolvimento.
- Através das Provas Operatórias Piagetianas é possível detectar o nível do pensamento
alcançado pela criança ou, o nível de estrutura cognitiva com que o sujeito é capaz de operar
na situação presente.
- As idades de aquisição das estruturas do pensamento, como também os intervalos, se
relacionam sempre com as condições socioculturais, e, mais especificamente, com as
escolares.
- Cada uma das Provas Operatórias é uma situação experimental bastante elaborada, que nos
permite determinar as potencialidades do pensamento da criança através do estudo do grau de
explorar até que ponto estão adquiridas ou não essas noções, em uma estrutura operatória, e se
os julgamentos da criança resistem às contra argumentações que são formuladas.
- A técnica utilizada é basicamente a mesma para todas as provas: Interroga-se a criança na
presença de fenômenos observáveis ou manipuláveis, convidando-a a relacionar sobre eles. É
claro que o modo de experimentação está sempre subordinado aos problemas específicos que
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são colocados. Além disso, o desenvolvimento do interrogatório varia um pouco
conforme se trate de problemas de natureza lógica ou de fenômenos físicos.
- Os interrogatórios derivados de cada uma das provas tem como objetivo, não só de conhecer
os julgamentos da criança, mas também a sua capacidade de argumentar.
- Por exemplo: não apenas nos interessará saber se a criança confirma ou nega a invariância
quantitativa na prova de líquido mas, principalmente, que argumentos usa para justificar seu
juízo de conservação ou não conservação.
Apresente os materiais à criança:
É necessário, antes de iniciar cada prova, que a criança se familiarize com o material com que
vai trabalhar. Isso permitirá a ela:
- Discriminar melhor os elementos componentes.
- Suavizar a ansiedade que todo material desconhecido provoca.
Para isso, pode-se deixá-la manipular o material, ou, em geral, pedir que responda: “me diga o
que você está vendo...”, “o que temos aqui?...”, etc.
Instruções de trabalho:
- O método de interrogação utilizado nas provas não possui recomendações estritas para cada
situação. Pelo contrário, sugere-se um diálogo entre a criança e o experimentador insistindo-
se nos aspectos críticos e reveladores do problema em pauta.
- As perguntas formuladas à criança devem ser claras e precisas, como também as instruções
iniciais de cada atividade, procurando fazer com que o sujeito entenda bem o que deve fazer.
O importante é que a criança entenda a tarefa que deve executar, "não importando a
linguagem que se usa para transmiti-lo".
- Os resultados devem ser anotados detalhadamente (suas reações, inquietações, ansiedade,
fala, argumentos, de que maneira manipula o material).
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- Deve-se evitar aplicar várias provas em uma mesma sessão, para evitar
contaminação das respostas do aluno e fadiga. Também deve-se alternar entre as
provas de seriação, conservação e classificação.
- Não demonstre ao sujeito que ele está se saindo bem ou não nas provas. Apenas estimule-o a
continuar e utilize palavras de incentivo durante os testes.
- Não é necessário corrigi-lo após o erro. Apenas continue normalmente.
Avaliação
Em cada prova avalia-se o grau de construção operatória que a criança alcançou em relação à
noção em estudo. Basicamente, podemos determinar três níveis dessa construção, ou seja:
1) Nível 1- Não operatório/Ausência/Não Conservatório – Não há conservação
2) Nível 2 - Intermediário - Em um momento conserva, em outro não.
3) Nível 3 - Operatório/Obtenção/Conservatório – Há conservação
- O primeiro nível seria constituído por todas as condutas que nos dão a entender uma clara
ausência da noção.
- No segundo nível incluiríamos todas aquelas manifestações que revelam uma etapa
intermediária de aquisição: são condutas ou respostas vacilantes, instáveis, incompletas, etc.
que não denotam a aquisição estável da noção, como acontece no nível 3.
- Como critério geral, podemos dizer que a criança alcançou a etapa final de aquisição de uma
noção (resposta de nível 3) quando:
a) Pode justificar seus juízos (em sua linguagem peculiar) com explicações claras e
suficientemente explícitas.
b) Os juízos, relativos a essas noções, emitidos pela criança, resistem aos contra-argumentos
ou contra sugestões apresentadas pelo experimentador.
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c) Resolve com exatidão todas as atividades a ela propostas e/ou às questões a ela
formuladas.
Por fim, é importante ressaltar que algumas crianças chegam com queixa de déficit de atenção
e, quando aplicamos as provas operatórias, observamos defasagem cognitiva, mas não
observamos o déficit de atenção como transtorno.
Dessa forma, observamos que, se o conteúdo o qual o professor trabalha em sua sala de aula
estiver acima da sua idade cognitiva, a criança poderá focar seu olhar para outros interesses
que não os da sala de aula.
Portanto, as Provas Operatórias podem ser de grande valia para que o profissional consiga
identificar se a idade cognitiva do sujeito está de acordo com a idade cronológica.
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Capítulo II
Orientações para confecção
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INSTRUÇÕES PARA CONFECÇÃO DAS PROVAS OPERATÓRIAS
PROVA 01 – CONSERVAÇÃO DE PEQUENOS CONJUNTOS DISCRETOS DE
ELEMENTOS
MATERIAIS:
EVA vermelho e azul
- Dez fichas vermelhas;
- Dez fichas azuis.
Cada uma deve ter em média 3cm de lado.
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PROVA 02 – CONSERVAÇÃO DA QUANTIDADE DE LÍQUIDO
TRANSVASAMENTO
MATERIAIS:
- Dois copos iguais;
- Um copo mais fino e alto ou um copo mais baixo e largo;
- Quatro copinhos iguais.
PROVA 03 – NOÇÃO DE QUANTIDADE DE MATÉRIA
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MATERIAIS:
- Duas massinhas de modelar de cores diferentes.
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PROVA 04 – CONSERVAÇÃO DE COMPRIMENTO
Materiais:
- Dois carrinhos;
- Uma corrente, lã ou barbante de aproximadamente 15cm;
- Uma corrente, lã ou barbante de aproximadamente 30cm.
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PROVA 05 – CONSERVAÇÃO DE PESO
MATERIAIS:
- Uma balança;
- Duas massinhas de modelar de cores diferentes.
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PROVA 06 – CONSERVAÇÃO DE VOLUME
MATERIAIS:
- Dois copos iguais;
- Duas massinhas de modelar de cores diferentes.
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PROVA 07 – MUDANÇA DE CRITÉRIO – DICOTOMIA
MATERIAIS:
EVA vermelho e azul.
- Cinco círculos vermelhos de 2,5cm de diâmetro;
- Cinco círculos vermelhos de 5cm de diâmetro;
- Cinco quadrados vermelhos de 2,5cm de lado;
- Cinco quadrados vermelhos de 5cm de lado;
- Cinco círculos azuis de 2,5cm de diâmetro;
- Cinco círculos azuis de 5cm de diâmetro;
- Cinco quadrados azuis de 2,5cm de lado.
- cinco quadrados azuis de 5cm de lado
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PROVA 08 – QUANTIDADE DA INCLUSÃO DE CLASSES
MATERIAIS:
- Dez margaridas ou flores vermelhas;
- Dez rosas ou flores brancas.
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PROVA 09 – INTERSECÇÃO DE CLASSES
MATERIAIS:
- Cinco círculos azuis de 3cm de diâmetro;
- Cinco círculos vermelhos de 3cm de diâmetro;
- Cinco quadrados vermelhos de 3cm de lado;
- Uma folha de EVA ou cartolina branca medindo 35X50 com dois círculos em intersecção,
sendo que um preto e outro amarelo (você pode utilizar pratos grandes como molde).
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PROVA 10 – SERIAÇÃO DE BASTONETES
MATERIAIS:
- EVA colada em papel cartão e recortada em 11 bastonetes de tamanhos variados (com um
cm de diferença de altura).
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PROVA 11 – PROVA DE COMBINAÇÃO DE FICHAS DUPLAS PARA
PENSAMENTO FORMAL
MATERIAIS:
- Seis fichas de EVA com 3cm de diâmetro, uma de cada cor.
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PROVA 12 – PERMUTAÇÕES POSSÍVEIS COM UM CONJUNTO
DETERMINADO DE FICHAS
- Quatro fichas de EVA com 5cm de diâmetro em cores diferentes.
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PROVA 13 – CONSERVAÇÃO DE SUPERFÍCIE – PERCEPÇÃO EM
RELAÇÃO A QUANTIDADE
MATERIAIS:
- Duas folhas de cartolina ou EVA verde medindo 21X30;
- Doze casinhas em EVA, todas do mesmo tamanho;
- Uma vaquinha.
- Um homenzinho
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PROVA 14 - PREDILEÇÃO
MATERIAIS:
- Dezessete fichas verdes;
- Dez fichas vermelhas;
- Seis fichas azuis;
- Uma ficha branca;
- Uma sacolinha de TNT;
Todas as fichas devem ter em média 3cm de diâmetro.
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LISTA DE MATERIAIS:
EVA
- VERMELHO
- AZUL
- AMARELO
- VERDE
- BRANCO
- MARROM
UMA FOLHA DE PAPEL CARTÃO (PARA OS BASTONETES)
UMA RÉGUA (PARA SERVIR DE BASE PARA OS BASTONETES)
COPOS DE ACRÍLICO OU VIDRO
- 2 COPOS IGUAIS
- 1 COPO MAIS ALTO E FINO OU MAIS BAIXO E LARGO.
- 4 COPOS BEM PEQUENOS E IGUAIS
UMA CAIXA DE MASSA DE MODELAR
UMA BALANÇA MANUAL (PODE SER EM MDF)
UMA BALANÇA DIGITAL (OPCIONAL)
UMA SACOLINHA DE TNT (COR ESCURA PARA QUE O SUJEITO NÃO VEJA O QUE TEM
DENTRO)
CORRENTES, BARBANTE OU LÃ (45 CM)
DOIS CARRINHOS
UM CAVALINHO
UM HOMENZINHO
14 SACOS PLÁSTICOS (PARA GUARDAR CADA PROVA)
UMA CAIXA DE PLÁSTICO (PARA GUARDAR TODO O MATERIAL)
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Capítulo III
Protocolo
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PROVAS OPERATÓRIAS PIAGETIANAS
PRONTUÁRIO Nº _______/20___.
PROVA 01 – CONSERVAÇÃO DE PEQUENOS CONJUNTOS DISCRETOS DE
ELEMENTOS
Pedir que o sujeito escolha uma das coleções de fichas e as coloque lado a lado
formando uma fila.
Fazer embaixo a mesma fila com as fichas de outra cor.
Perguntar ao sujeito se estas filas tem a mesma quantidade.
Separe as fichas da fila de baixo e pergunte se as duas filas possuem a mesma
quantidade. Por quê?
Para uma resposta conservativa “correta” perguntar: se esta linha está mais comprida,
será que ela tem mais fichas? Por quê?
Para uma resposta não conservativa perguntar: você se lembra que antes as duas
fileiras tinham a mesma quantidade? O que você acha agora?
Dar as fichas vermelhas para o aluno e ficar com as azuis. Perguntar: Quantas fichas
eu tenho na mão? Responda sem contar. Como você sabe?
Colocar as fichas em círculos. Perguntar: E agora? Minhas fichas tem mais, menos ou
a mesma quantidade que as suas? Se as fichas fossem chocolates quem comeria mais,
menos ou igual.
AVALIAÇÃO DA PROVA:
( ) NÍVEL 1 – CONDUTAS NÃO CONSERVATIVAS (ATÉ 4 OU 5 ANOS) – o sujeito
não conserva a noção quando modificada e poderá ou não resolver a questão de quantidade.
( ) NÍVEL 2 – CONDUTAS INTERMEDIÁRIAS (ENTRE 5 E 6 ANOS) – o sujeito
consegue conservar quando há a troca, mas vacila na resposta e não justifica o porquê.
Consegue resolver a questão da quantidade.
( ) NÍVEL 3 – CONDUTAS CONSERVATIVAS (APÓS 6 ANOS) –
- Tem noção de identidade (sujeito identifica: tem o mesmo, não tirou e não botou nada);
- Tem noção de reversibilidade (se esticar não muda);
- Tem noção de compensação (uma está com as fichas mais perto e o outro com as fichas mais
longe).
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PROVA 02 – CONSERVAÇÃO DE QUANTIDADES DE LÍQUIDOS –
TRANSVASAMENTO
Fazer a criança constatar que os recipientes a serem usados são iguais.
Colocar a mesma quantidade de líquido em dois copos iguais.
Perguntar para a criança se ela beber o que há no copo A e você o que está no copo B,
quem beberá a maior quantidade? Ou estarão bebendo a mesma quantidade?
Resposta____________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
Você irá passar o líquido do copo B para um copo mais baixo e largo/ou mais fino e
alto.
Perguntar: E agora? O copo B tem mais, menos ou a mesma quantidade que o copo A?
Após a resposta pergunte por que razão acha isto?
Resposta____________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
Agora você coloca o líquido de volta ao copo inicial deixando os dois copos como
estavam no começo (retorno empírico).
Pergunta: Qual dos copos tem maior quantidade de líquido? Se você beber o líquido
do copo A e eu beber o líquido do copo B nós beberemos a mesma quantidade? Ou
você beberá mais ou menos?
Após a resposta pergunte por que razão acha isto?
Resposta____________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
Agora você irá passar o líquido de um dos copos para quatro copinhos pequenos
Pergunte: E agora, se eu beber o líquido destes quatro copinhos e você beber o líquido
do outro copo, quem beberá mais, ou beberemos a mesma quantidade?
Após a resposta pergunte por que razão acha isso?
Resposta____________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
Faça o retorno do líquido dos quatro copinhos para o copo inicial (retorno empírico) e
deixe os dois copos novamente como estavam no início.
Pergunte, novamente, e agora? Temos a mesma quantidade, mais ou menos nestes dois
copos?
Após a resposta pergunte por que acha isso?
Resposta____________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
AVALIAÇÃO DA PROVA:
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( ) NÍVEL 1 – JULGAMENTOS OSCILANTES ENTRE CONSERVAÇÃO E
NÃO CONSERVAÇÃO (ENTRE 5 E 6 ANOS) – predomínio da não conservação.
Considera-se que tem mais no mais alto, oscilando as suas respostas (hora tem mais
e hora tem menos). As justificativas dadas não são claras.
( ) NÍVEL 2 – CONDUTAS INTERMEDIÁRIAS OSCILANTES ENTRE
CONSERVAÇÃO E NÃO CONSERVAÇÃO (ENTRE 6 E 7 ANOS) – oscila nas suas
respostas principalmente pela contra argumentação. Melhoram as justificativas mas estas
ainda não são bem claras.
( ) NÍVEL 3 – NOÇÃO CONSERVATIVA ( A PARTIR DE 7 ANOS) – realiza a operação,
justifica e a resposta é mantida mesmo com a contra argumentação.
PROVA 03 – NOÇÃO DE CONSERVAÇÃO DE QUANTIDADE DE MATÉRIA
(QUANTIDADE CONTÍNUA)
Faça as duas bolas de massa de modelar iguais.
Pergunte: se fossem bolos e nós fôssemos comer, estas duas teriam a mesma
quantidade?
Quem comeria mais?
O que devo fazer para ficarem iguais? (caso o aluno diga que não estão iguais)
Agora transforme uma das bolas em uma salsicha.
Pergunte: será que tem a mesma quantidade na bola e na salsicha?
Como você sabe?
A salsicha é mais comprida que a bola?
Ela tem a mesma quantidade?
Você não lembra que as bolas tinham a mesma quantidade? (contra argumentação,
caso o aluno diga que as bolinhas não têm a mesma quantidade após a modificação de
formato)!
E se eu transformar a salsicha em uma bola agora elas ficam iguais?
E se eu fizer a salsicha de novo?
Agora vou fazer bolas pequenas. Elas ficam com a mesma quantidade?
AVALIAÇÃO DA PROVA
( ) NÍVEL 1 – CONDUTAS NÃO CONSERVATIVAS (ATÉ 5 ANOS) – não consegue
conservar quando muda a bola, mesmo com a contra argumentação.
( ) NÍVEL 2 – CONDUTAS INTERMEDIÁRIAS (ENTRE 5 E 6 ANOS) – julga igual ou
diferente, mas muda com a contra argumentação. As justificativas não são claras.
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( ) NÍVEL 3 – CONSERVAÇÃO (A PARTIR DOS 7 ANOS) – realiza a
conservação e justifica.
PROVA 04 – CONSERVAÇÃO DE COMPRIMENTO
Mostrar duas fitas (pode ser cordão, lã ou correntes de bijuteria de loja de armarinho),
sendo uma maior e outra menor.
Falar para o sujeito que as fitas representam estradas onde os carrinhos irão percorrer.
Perguntar: se na estrada A o carrinho vai percorres a mesma coisa que o carrinho da
estrada B?
Por que acha isto?
A estrada A é menos comprida, mais comprida ou a mesma coisa que a estrada B?
Perguntar qual o carrinho vai chegar primeiro e peça pra explicar por que acha isto.
Deforme as fitas ou correntes, fazendo ondulações na maior dando a impressão de ser
menor, e pergunte qual o carrinho que vai chegar primeiro ao final. Após a resposta
pergunte: Por que você acha isso?
AVALIAÇÃO DA PROVA
( ) NÍVEL 1 – CONDUTAS NÃO CONSERVATIVAS (ATÉ 6 ANOS) – quando
transformadas as fitas não conserva e não justifica, ou não justifica corretamente.
( ) NÍVEL 2 – TRANSIÇÃO (6/7 ANOS) – ora conserva, ora não conserva.
( ) NÍVEL 3 – CONDUTAS CONSERVATIVAS (APÓS 7 ANOS) – conserva e justifica.
PROVA 05 – CONSERVAÇÃO DE PESO
Utilize a balança mostrando, com o auxílio de diferentes materiais, como é o uso de
uma balança.
Dê para o sujeito dois pedaços de massa de modelar e peça para que ele faça duas
bolas.
Use a balança para mostrar o peso.
Depois transforma uma das bolas em uma salsicha.
Pergunta: você pensa que a salsicha pesa a mesma quantidade que a bola, é mais
pesada ou pesam igual?
Por que acha isto?
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Volte a colocar a massa no formato inicial (retorno empírico) e pergunte: E
agora? Qual das bolas pesa mais ou pesam a mesma quantidade?
Por que acha isto?
Depois transforma a bola em mini pizza e depois em pedaços de 8 a 10 bolas
pequenas. Sempre perguntar o que pesa mais.
Você pode utilizar também balança digital de cozinha!
AVALIAÇÃO DA PROVA
( ) NÍVEL 1 – NOÇÃO NÃO CONSERVATIVA (6 A 7 ANOS) – o peso é julgado mais ou
menos pesado em cada transformação e ele não sabe justificar o porquê.
( ) NÍVEL 2 – NOÇÃO INTERMEDIÁRIA (7 ANOS) – os julgamentos oscilam entre a
conservação e na não conservação.
( ) NÍVEL 3 – NOÇÃO CONSERVATIVA (A PARTIR DE 8 ANOS) – os pesos são
julgados iguais e sabe justificar o porquê.
PROVA 06 – CONSERVAÇÃO DE VOLUME
Leve o sujeito a constatar a mesma quantidade de água nos dois copos usados.
Peça para que o sujeito faça duas bolas iguais, que tenham a mesma quantidade de
massa.
Pergunta: se você colocar esta bola dentro do copo o que acontecerá com a água lá
dentro?
Porque você acha isto?
Se colocarmos a bola no outro copo, a água subirá o mesmo que este, mais, ou menos?
Por que você acha isto?
Depois transforme uma das bolas em uma salsicha e faça o gesto de colocá-la no copo.
Pergunta: Se eu coloco esta salsicha aqui a água subirá a mesma coisa que no outro
copo, mais ou menos?
Faça o mesmo procedimento com a mini pizza e com 8 a 10 bolinhas pequenas.
AVALIAÇÃO DA PROVA
( ) NÍVEL 1 – CONDUTAS NÃO CONSERVATIVAS (8 A 9 ANOS) – o peso varia
conforme a justificativa dada e muitas vezes não consegue justificar.
( ) NÍVEL 2 – CONDUTAS INTERMEDIÁRIAS (10 ANOS) – as respostas variam de
acordo com a noção de não conservação e de conservação e consegue justificar com confiança
mesmo que esteja errado.
( ) NÍVEL 3 – CONDUTAS CONSERVATIVAS (11 A 12 ANOS) – demonstram a noção
de conservação e justificam as suas colocações.
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PROVA 07 – MUDANÇA DE CRITÉRIO (DICOTOMIA)
Distribuir aos alunos fichas azuis e vermelhas, redondas e quadradas (são 05 de cada),
pequenas e grandes.
Coloque as fichas na mesa e pergunte para o sujeito o que ele está vendo.
Solicite ao sujeito: Você pode juntar todas as fichas que combinam?
Peça para que coloque junto todas que são iguais.
Agora peça que ponha junto todas que tem alguma coisa igual.
Após cada solicitação lembrar de perguntar “Por que você as colocou assim”?
Solicite ao sujeito: Agora gostaria que você fizesse apenas dois grupos. Por que você
colocou assim? Como a gente poderia chamar este grupo? E este aqui?
Diga: Gostaria que você fizesse novamente dois grupo, mas, dessa vez utilizando
outro critério. Como poderíamos chamar cada um dos grupos?
AVALIAÇÃO DA PROVA
( ) NÍVEL 1 – AUSÊNCIA (4 A 5 ANOS) – classificam por uma característica, mudando o
critério e não utilizando todas as possibilidades.
( ) NÍVEL 2 – INTERMEDIÁRIO/INÍCIO DA CLASSIFICAÇÃO (5 A 6 ANOS) – faz
classificações justapostas sem ligação entre eles. Faz grupos dos vermelhos, dos azuis, dos
grandes, dos pequenos, dos círculos, dos quadrados.
( ) NÍVEL 3 – ÊXITO/DICOTOMIA SEGUNDO TRÊS CRITÉRIOS (APÓS 7 ANOS) –
realiza a classificação (dicotomia) nos três critérios (tamanhos, cores e formas), os quais são
rapidamente identificados e por vezes antecipa o uso destes antes mesmo que lhes seja
solicitado.
PROVA 08 – QUANTIDADE DA INCLUSÃO DE CLASSES
Verifique se a criança conhece o nome das flores a serem usadas.
Perguntar se neste ramo há mais flores vermelhas ou brancas?
Dizer que você precisa de um ramo só de flores vermelhas e pedir que o sujeito
separe.
Perguntar qual o ramo que tem mais, o de flores vermelhas ou o de flores brancas?
Se eu dou para você as flores vermelhas o que fica no outro ramo?
Eu vou fazer um ramo só de flores vermelhas e você fica com o de flores brancas.
Quem vai fazer o ramo maior?
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Como você sabe?
AVALIAÇÃO DA PROVA
( ) NÍVEL 1 – AUSÊNCIA DE QUANTIFICAÇÃO INCLUSIVA (5 A 6 ANOS)
– identifica que há mais margaridas do que rosas mas erra na subtração das classes.
( ) NÍVEL 2 – CONDUTAS INETERMEDIÁRIAS ( 6 A 7 ANOS) – responde
acertadamente algumas questões, outras não.
( ) NÍVEL 3 – EXISTÊNCIA DE QUANTIFICAÇÃO INCLUSIVA (A PARTIR DOS 7
OU 8 ANOS) – responde corretamente a todas as questões.
PROVA 09 – INTERSECÇÃO DE CLASSES
Coloque o círculo da prova com as fichas redondas vermelhas no meio da junção dos
dois círculos. Por fora deixe as redondas azuis e as quadradas vermelhas.
Perguntar: Por que você acha que eu deixei as redondas vermelhas no meio.
Há mais fichas vermelhas ou azuis?
Há mais fichas quadradas ou redondas?
Há mais fichas redondas do que azuis?
Há a mesma coisa, mais ou menos fichas quadradas do que azuis? Como é que você
sabe?
O que tem no círculo preto?
E no azul?
Quais as fichas que estão nos dois círculos ao mesmo tempo?
AVALIAÇÃO DA PROVA
( ) NÍVEL 1 – SEM NOÇÃO DE INTERSECÇÃO (4 A 5 ANOS) – responde as perguntas
em separado, mas não compreende a intersecção e a inclusão.
( ) NÍVEL 2 – CONDUTAS INTERMEDIÁRIAS (6 ANOS) – faz repetições e pode dar
algumas respostas corretamente.
( ) NÍVEL 3 – NOÇÃO DE INTERSECÇÃO (7 A 8 ANOS) – dá respostas corretas.
PROVA 10 – SERIAÇÃO DE BASTONETES
Coloque os palitos na mesa em desordem e pergunte: Esses palitos são iguais?
Por que?
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Entregue o material em desordem para que ele monte. Peça que ele faça uma
escadinha com o material, colocando-os do menor ao maior.
Peça que o sujeito feche os olhos e você retira um dos bastonetes. Depois
peça para o sujeito recoloque no local correto.
Agora você entrega ao aluno um novo bastonete e pede que ele coloque no local
correto.
Agora você entrega os bastonetes em desordem e coloca alguma barreira (pode ser
uma tampa de caixa de sapato ou um livro) entre você e o sujeito, e pede para que ele
lhe entregue os bastonetes do menor para o maior para que você vá formando uma
escadinha sem que ele veja. Ao final você tira a barreira para que ele observe se
entregou-lhe na ordem certa.
AVALIAÇÃO DA PROVA
( ) NÍVEL 1 - AUSÊNCIA DE SERIAÇÃO (3 A 5 ANOS) – de 3 a 4 anos existe a ausência
de série e não compreende a proposta. De 4 a 5 anos faz série de 3 a 4 bastões, se confunde
com o todo e não consegue intercalar os outros.
( ) NÍVEL 2 – CONDUTA INTERMEDIÁRIA (5 A 6 ANOS) – a seriação é por ensaio e
erro, seria por intuição, comparando até achar o que serve.
( ) NÍVEL 3 – ÊXITO OBTIDO POR MÉTODO OPERATÓRIO (7 anos em diante) –
antecipa os critérios e realiza corretamente as atividades.
PROVA 11 – PROVA DE COMBINAÇÃO DE FICHAS DUPLAS PARA
PENSAMENTO FORMAL
Peça que o sujeito faça, com estas fichas, o maior número de combinações possíveis
(utilize a sacolinha com seis fichas de cores diferentes). Tente fazer com as fichinhas
todas as duplas que puder, não pode repetir.
Obs: Total 30 pares
Descreva como o aluno realizou a prova:
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
AVALIAÇÃO DA PROVA
( ) NÍVEL 1 – AUSÊNCIA DE CAPACIDADE COMBINATÓRIA (11 ANOS) – não
consegue descobrir as possibilidades das diversas combinações. As tentativas são aleatórias.
( ) NÍVEL 2 – CONDUTAS INTERMEDIÁRIAS (12 ANOS) – faz combinações mas não
consegue prever o número total de combinações, as combinações são incompletas.
( ) NÍVEL 3 – CONDUTAS OPERATÓRIAS/ÊXITO (13 ANOS EM DIANTE) – chega a
descobrir até 30 duplas e justifica suas combinações.
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PROVA 12 – PERMUTAÇÕES POSSÍVEIS COM UM CONJUNTO
DETERMINADO DE FICHAS
“Os procedimentos serão os mesmos da PROVA 11, só que desta vez serão
utilizadas apenas quatro fichas!”
Peça que o sujeito faça com as fichas, o maior número de combinações possíveis
(utilize a sacolinha com quatro fichas de cores diferentes). Peça ao sujeito que tente
fazer com as fichinhas todas as duplas que puder, não pode repetir.
Descreva como o aluno realizou a prova:
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
_______________
AVALIAÇÃO DA PROVA
( ) NÍVEL 1 – AUSÊNCIA DE CAPACIDADE COMBINATÓRIA (11 ANOS) – não
consegue fazer muitas combinações e não estabelece critérios, tentativas aleatórias.
( ) NÍVEL 2 – CONDUTAS INTERMEDIÁRIAS (12 ANOS) – faz combinações mas não
consegue prever o número total de combinações e não lembra do que fez por falta de método.
( ) NÍVEL 3 – CONDUTAS OPERATÓRIAS/ÊXITO (13 ANOS EM DIANTE) – chega a
descobrir até 30 duplas e justifica suas combinações, por vezes o aluno pede lápis e papel para
registrar seu raciocínio. Isto deve ser permitido.
PROVA 13 – CONSERVAÇÃO DA SUPERFÍCIE - PERCEPÇÃO EM RELAÇÃO À
QUANTIDADE
Você irá avaliar a percepção do sujeito frente à quantidade de pasto livre para o
cavalinho em dois pastos diferentes. Inicialmente deve-se fazer o sujeito identificar
que os dois pastos tem o mesmo tamanho, assim como as casinhas!
São montados dois pastos, sendo que posteriormente coloca-se casinhas em cada pasto
e questiona em que pasto há mais espaço para o cavalinho pastar? Após a resposta
pergunta-se por que acha isso?
Modificações:
1- Apenas um pasto com uma casinha, o outro fica livre.
2- Uma casinha em cada pasto, uma no canto inferior esquerdo e a outra no canto inferior
direito do pasto.
3- Quatro casinhas em cada pasto, mas em posições diferentes.
4- Repete-se mudando as casinhas de lugar do campo experimental. Pode-se trabalhar
com até seis casinhas em cada campo.
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AVALIAÇÃO
( ) Não Conservador – (até 5/6 anos)
Estabelece a igualdade inicial. Não conserva em nenhuma das modificações.
( ) Intermediário/transição –
As respostas não tem justificativas completas, mudando conforme a aplicação de cada prova,
ora conserva ora não conserva.
( ) Conservativo – A partir de 5 anos
A criança já possui alguma noção de quantidade e espaço, e até justifica o óbvio.
PROVA 14 – PREDILEÇÃO (AVALIAR O PENSAMENTO FORMAL)
Coloque as fichas sobre a mesa e peça que o sujeito observe por algum tempo.
Depois, guarde-as em uma sacola não transparente.
Peça para o que o sujeito retire uma ficha. Quando ele colocar sua mão na sacola, você
deverá segurar sua mão ainda dentro da sacola e perguntar-lhe que cor ele acha que irá
sair e por quê. Depois, permita-lhe retirar e olhar a ficha. Pergunte por que ele acha
que tirou essa cor?
Guarde novamente a ficha na sacola e repita desta vez perguntando qual a cor que ele
acha que tem mais chances de pegar?
Qual a cor que ele acha que tem menos chances de pegar e por que?
Nível I (ausência) – Não consegue prever a probabilidade de sair a cor verde por ter mais
quantidade. Pode dizer: “Vai sair azul porque gosto de azul etc...
Nível 2 (intermediário) – Ora consegue prever a probabilidade, ora não. As justificativas são
incompletas.
Nível 3 (êxito) – Usa justificativa baseada na predileção. O aluno consegue prever que irá sair
a cor verde porque é a que existe em maior quantidade.
Marcar o nível em que o sujeito se encontra:
( ) 1 – Primeiro subestágio do operatório concreto.
( ) 2 – Segundo subestágio do operatório concreto.
( ) 3 – Primeiro subestágio do operatório formal.
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OBSERVAÇÕES
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Carimbo e data.
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