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Guia Completo sobre Apendicite

A apendicite é uma inflamação do apêndice vermiforme que causa dor abdominal aguda, anorexia e sensibilidade à palpação no quadrante inferior direito. O diagnóstico é clínico e pode ser suplementado por TC ou ultrassonografia. O tratamento é a remoção cirúrgica do apêndice por apendicectomia aberta ou laparoscópica.
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Guia Completo sobre Apendicite

A apendicite é uma inflamação do apêndice vermiforme que causa dor abdominal aguda, anorexia e sensibilidade à palpação no quadrante inferior direito. O diagnóstico é clínico e pode ser suplementado por TC ou ultrassonografia. O tratamento é a remoção cirúrgica do apêndice por apendicectomia aberta ou laparoscópica.
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Apendicite

Apendicite é uma inflamação aguda do apêndice vermiforme, classicamente resultando em


dor abdominal, anorexia e dor à palpação abdominal. O diagnóstico é clínico, frequentemente
suplementado com TC ou ultrassonografia. O tratamento consiste na remoção cirúrgica do
apêndice.

(Ver também Dor abdominal aguda.)

Nos EUA, a apendicite aguda é a causa mais comum de dor abdominal aguda, necessitando de
cirurgia. Mais de 5% da população já desenvolveu apendicite em algum momento. É mais
comum em adolescentes e ao redor dos 20 anos, mas pode ocorrer em qualquer idade.

Outras condições que afetam o apêndice incluem carcinoides, câncer, adenoma viloso e
divertículos. O apêndice pode também ser afetado por doença de Crohn ou retocolite
ulcerativa com pancolite (doença intestinal inflamatória).

Etiologia

Apendicite é considerada o resultado da obstrução da luz do apêndice, tipicamente por


hiperplasia linfoide, mas ocasionalmente por fecálito, corpo estranho ou até mesmo
helmintos. A obstrução causa distensão, hipercrescimento bacteriano, isquemia e inflamação.
Se não tratada, podem ocorrer necrose, gangrena e perfuração. Se a perfuração for contida
pelo omento, um abscesso se desenvolve no local.

Sinais e sintomas

Os sintomas clássicos de apendicite aguda são

Dor epigástrica ou periumbilical seguida por náuseas, vômitos e anorexia

Depois de algumas horas, a dor se desloca para o quadrante inferior direito. A dor aumenta
com a tosse e a movimentação.

Os sinais clássicos da apendicite são

Dor à palpação e à descompressão no quadrante inferior direito no ponto de McBurney


(junção dos terços médio e lateral da linha que parte da cicatriz umbilical até a crista ilíaca
superior)

Os sinais adicionais de apendicite são a dor no quadrante inferior direito à palpação do


quadrante inferior esquerdo (sinal de Rovsing), aumento da dor causada pela extensão passiva
da articulação do quadril direito que estica o músculo iliopsoas (sinal do psoas) ou a dor
causada pela rotação interna passiva da coxa flexionada (sinal do obturador). Febre baixa
(temperatura retal de 37,7 a 38,3° C [100 a 101°F) é comum.

Infelizmente, esses achados clássicos aparecem em < 50% dos pacientes. Ocorrem muitas
variações nos sinais e sintomas da apendicite. A dor pode não ser localizada, em particular em
crianças e lactentes. A dor abdominal pode ser difusa ou, em raras ocasiões, ausente. As
evacuações costumam ser menos frequentes ou ausentes; se a diarreia é um sinal, deve-se
suspeitar de apêndice retrocecal. Pode haver leucocitúria e hematúria. Sintomas atípicos são
comuns em idosos e grávidas; particularmente, a dor é menos intensa e a dor à
descompressão localizada é menos frequente.
Diagnóstico

Avaliação clínica

TC abdominal, se necessário

Ultrassonografia é uma opção à TC

Quando os sinais e sintomas clássicos da apendicite estão presentes, o diagnóstico dela é


clínico. Nesses pacientes, adiar a cirurgia de apendicite para realizar testes por imagem apenas
aumenta a probabilidade de perfurações e complicações subsequentes.

Em pacientes com sintomas atípicos ou achados duvidosos, os exames de imagem devem ser
realizados sem demora. A TC com contraste apresenta boa acurácia no diagnóstico de
apendicite e pode também revelar outras causas de abdome agudo. Ultrassonografia com
compressão gradual normalmente pode ser feita rapidamente e não utiliza radiação (uma
preocupação particular em crianças); no entanto, ela é ocasionalmente limitada pela presença
de gás intestinal e é menos útil para reconhecer causas de dor não provenientes do apêndice.

A apendicite continua sendo principalmente diagnosticada por exame clínico. O uso criterioso
e seletivo de radiografias pode reduzir a incidência de laparotomia branca.

Apendicite agudo

IMAGEM CEDIDA POR PARSWA ANSARI, MD.

Laparoscopia pode ser usada para diagnóstico, bem como para tratamento definitivo; ela pode
ser especialmente útil em mulheres com dor abdominal inferior ou etiologia indefinida.
Estudos laboratoriais costumam mostrar leucocitose (12.000 a 15.000/μL), mas esse achado é
bastante variável; uma contagem normal de leucócitos não deve ser usada para excluir
apendicite.

Prognóstico

Sem cirurgia ou antibióticos (p. ex., em um local remoto ou historicamente), a taxa de


mortalidade da apendicite é > 50%.

Com a cirurgia precoce, o índice de mortalidade é < 1% e a convalescença é normalmente


rápida e completa. Com complicações (ruptura e desenvolvimento de abscesso ou peritonite)
e/ou idade avançada, o prognóstico é pior: cirurgias repetidas e longa convalescença podem
ser necessárias.

Tratamento

Remoção cirúrgica do apêndice

Líquidos IV e antibióticos

O tratamento da apendicite aguda é apendicectomia aberta ou laparoscópica; como o atraso


no tratamento aumenta a mortalidade, uma taxa de apendicectomias negativas de 15% é
considerada aceitável. O cirurgião pode geralmente remover o apêndice, mesmo que
perfurado. Ocasionalmente, o apêndice é difícil de ser localizado: nesses casos, geralmente se
encontra atrás do ceco ou do íleo e do mesentério do cólon direito.
Uma contraindicação para apendicectomia é a doença inflamatória intestinal envolvendo o
ceco. Contudo, nos casos de ileíte terminal e ceco normal, o apêndice deve ser removido.

A apendicectomia deve ser precedida por antibióticos intravenosos. Cefalosporinas de terceira


geração são as preferidas. Para apendicite não perfurada, a continuação da antibioticoterapia
não é necessária. Se o apêndice estiver perfurado, os antibióticos devem ser continuados até
que a temperatura do paciente e a contagem de leucócitos estejam normalizadas ou mantidas
por um prazo fixo, de acordo com a preferência do cirurgião. Caso a cirurgia não seja possível,
antibióticos — embora não curativos — melhoram de maneira substancial a sobrevida.
Embora vários estudos sobre o tratamento conservador da apendicite (apenas com
antibióticos) tenham mostrado altos índices de resolução durante a hospitalização inicial, um
número significativo de pacientes apresenta recidiva e precisa fazer apendicectomia durante o
ano seguinte. Portanto, a apendicectomia ainda é recomendada (1).

Quando uma massa inflamatória grande é encontrada envolvendo apêndice, íleo terminal e
ceco indica-se a ressecção de toda a massa e ileocolostomia. Em casos avançados em que um
abscesso pericólico já se formou, o abscesso é drenado por um cateter percutâneo guiado por
ultrassonografia ou por operação aberta (com a apendicectomia sendo feita em uma data
posterior).

Pontos-chave

Pacientes com os sinais e sintomas clássicos devem ser submetidos à laparotomia, em vez de a
exames por imagem.

Os pacientes com achados não diagnósticos devem ser submetidos a exames por imagem com
TC ou, especialmente em caso de crianças, ultrassonografia.

Administrar uma cefalosporina de 3ª geração no pré-operatório e, se o apêndice foi perfurado,


manter a medicação no pós-operatório.

Quais os cuidados de enfermagem para apendicite?

Durante este período, alguns cuidados importantes com a apendicectomia incluem:

Ficar em repouso relativo nos primeiros 7 dias, sendo recomendada pequenas caminhadas,
mas evitando-se esforços e carregar peso;

Fazer o tratamento da ferida no posto de saúde a cada 2 dias, removendo os pontos 8 a 10


dias após a cirurgia;

Como é feita a cirurgia de apendicite, recuperação e possíveis riscos

Dr.ª Clarisse Bezerra

Médica de Saúde Familiar

Abril 2020

A cirurgia para apendicite, conhecida como apendicectomia, é o tratamento utilizado em caso


de inflamação do apêndice. Esta cirurgia, geralmente, é feita sempre que se confirma a
apendicite pelo médico, através do exame clínico e uma ultrassonografia ou tomografia do
abdômen, por exemplo. Veja que médico procurar em caso de apendicite.
A cirurgia para apendicite costuma ser feita com anestesia geral e dura entre 30 a 60 minutos,
podendo ser feita de 2 formas:

Cirurgia para apendicite por laparoscopia: o apêndice é removido através de 3 pequenos


cortes de 1 cm, por meio dos quais são introduzidos uma pequena câmera e os instrumentos
cirúrgicos. Neste tipo de cirurgia a recuperação é mais rápida e a cicatriz menor, podendo ser
quase imperceptível;

Cirurgia para apendicite tradicional:é feito um corte com cerca de 5 cm no abdômen do lado
direito, necessitando de uma maior manipulação da região, o que torna a recuperação mais
lenta e deixando uma cicatriz mais visível. Normalmente é utilizada sempre que o apêndice se
encontra muito dilatado ou rompeu.

A cirurgia para retirada do apêndice costuma ser feita nas primeiras 24 horas após o
diagnóstico da doença, de forma a evitar complicações desta inflamação, como apendicite
supurada ou infecção generalizada do abdômen.

Os sintomas que indicam a apendicite aguda são dor abdominal intensa, piora da dor quando
se alimenta, enjoos, vômitos e febre, entretanto, é possível ocorrer uma apendicite
com sintomas mais brandos, dando origem a uma doença mais arrastada, que é a apendicite
crônica. Saiba como identificar os sintomas que indicam apendicite, e quando ir ao médico.

O tempo de internamento na cirurgia para apendicite é de cerca de 1 a 3 dias, sendo que a
pessoa volta a casa assim que conseguir se alimentar normalmente com alimentos sólidos.

Como é a recuperação

A recuperação após cirurgia para apendicite pode demorar de 1 semana até 1 mês no caso da
apendicectomia tradicional, sendo que costuma ser mais rápida na apendicectomia por
laparoscopia.

Durante este período, alguns cuidados importantes com a apendicectomia incluem:

Ficar em repouso relativo nos primeiros 7 dias, sendo recomendada pequenas caminhadas,


mas evitando-se esforços e carregar peso;

Fazer o tratamento da ferida no posto de saúde a cada 2 dias, removendo os pontos 8 a 10


dias após a cirurgia;

Beber pelo menos 8 copos de água por dia, especialmente bebidas quentes como chá;

Comer alimentos grelhados ou cozidos, dando preferência para carne branca, peixe, legumes e
fruta. Saiba como deve ser a alimentação no pós operatório da apendicite;

Pressionar a ferida quando for necessário tossir, durante os primeiros 7 dias;

Evitar exercícios nos primeiros 15 dias, tendo cuidado ao pegar em objetos pesados ou ao
subir e descer escadas, por exemplo;

Dormir de barriga para cima nas primeiras 2 semanas;

Evitar dirigir durante as 3 primeiras semanas após a cirurgia e ter cuidado ao colocar o cinto de
segurança sobre a cicatriz.
O pós-operatório pode variar de acordo com a técnica cirúrgica ou com possíveis complicações
que possam existir, por isso, o cirurgião é o indicado para referir quando é possível retornar ao
trabalho, a dirigir e à atividade física.

Preço da cirurgia para apendicite

O valor da cirurgia para apendicite é de cerca de 6.000 reais, porém o valor pode variar de
acordo com o hospital selecionado, a técnica utilizada e o tempo de internamento. No
entanto, a cirurgia pode ser feita gratuitamente através do SUS.

Possíveis riscos

As principais complicações da cirurgia para apendicite são a prisão de ventre e a infecção da


ferida e, por isso, quando o paciente fica mais de 3 dias sem defecar ou apresenta sinais de
infecção, como vermelhidão na ferida, saída de pus, dor constante ou febre acima de 38ºC
deve informar o cirurgião para iniciar o tratamento adequado.

Os riscos da cirurgia para apendicite são raros, surgindo principalmente em caso de


rompimento do apêndice.

APENDICECTOMIA

Complicações na Cirurgia de Apendicectomia

Autor:Amanda Matiko Tanaka

Orientador: Cristina Correia e Bruna Bueno                   

RESUMO

TANAKA, [Link]ções na Cirurgia de Apendicectomia 2014, 16 pá[Link] de


Conclusão de Curso de Técnico em Enfermagem do Centro de Educação Profissional Anísio
Pedrussi – Curitiba, Paraná.

A apendicite aguda é uma inflamação no apêndice, que ocorre devido a falta de absorção
desse órgão de alguns alimentos, assim ocasionando a inflamação desse órgão.O tratamento
para essa doença é a realização da retirada do apêndice, apendicectomia, essa cirurgia poderá
ter complicações como peritonite, abscessos. O objetivo desse trabalho é ter o devido
conhecimento sobre apendicite aguda, apendicectomia e suas complicações, abordando os
sinais e sintomas, diagnóstico, tratamento, complicações, cuidados ao paciente pela
enfermagem e orientações para alta hospitalar. O trabalho foi realizado através do relato de
experiência de um paciente com apendicite aguda, foram realizadas pesquisas em artigos
científicos (site da internet) e livros. O autor mais utilizado foi MOTZER et all, 2003.
Conhecimento sobre apendicite aguda, apendicectomia e suas complicações, como tratar as
complicações, cuidados pré-operatório e pós-operatório e orientações para o paciente.
Conclui-se com esse trabalho a importância de um diagnóstico diferenciado e específico, o
tratamento adequado para a doença e as orientações ao paciente sobre a doença, o
tratamento, a cirurgia e os cuidados pós-operatórios. Também, a importância do paciente ir ao
médico assim que tiver os primeiros sintomas, para evitar complicações. Os cuidados da
enfermagem pré e pós-operatório são essenciais e as orientações ao paciente para alta
hospitalar.

 
Palavras-chave: Apendicite. Complicações. Apendicectomia.

1       Introdução

A apendicite aguda é uma inflamação no apêndice devido à presença de corpos estranhos. Os


sintomas geralmente são febre, dor abdominal intensa, náuseas, perda de apetite e entre
outros. O diagnóstico é através de raios-X, tomografia computadorizada, exames laboratoriais
e ultra-sonografia.

A causa da apendicite é desconhecida em alguns pacientes, porém em alguns casos, podem ser
restos de vegetais, sementes de frutas e outros corpos estranhos que o organismo não
consegue digerirpermanecendo no apêndice causando a inflamação ou a presença de parasitas
intestinais.

O tratamento é apenas cirúrgico que deve ser realizado imediatamente, para evitar a
perfuração do apêndice. Existem duas formas de apendicectomia, a porlaparotomia que é a
cirurgia aberta e a laparoscopia que é cirurgia por vídeo. Durante e após a cirurgia pode-se ter
complicações, porém tratadas adequadamente não terá riscos a saúde do paciente.
Complicações como insuficiência respiratória durante a cirurgia, e peritonite e abscessos após
a cirurgia. Essas complicações são todas tratáveis.

Os cuidados da enfermagem pré-operatórios e pós-operatórios são essenciais, nos cuidados


básicos, administração de medicamentos e orientações.

Para prevenir a doença, é necessário ter uma alimentação saudável, porém a inflamação
causada por parasitas não tem como ser evitada e não temos como prever se algum alimento
causará a inflamação.

Conclui-se com esse estudo que a apendicite aguda não é uma doença grave e a
apendicectomia é uma cirurgia simples, porém é necessário um cuidado intenso para evitar
complicações, que em casos raros pode levar o paciente a óbito.O diagnóstico médico e da
enfermagem na avaliação do paciente é fundamental para a descoberta da doença, pois esta
doença pode ser confundida com outros tipos de inflamações na região abdominal.

2       FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

APENDICECTOMIA

            Relato de experiência de acompanhamento de uma paciente do sexo feminino, 54 anos,


a qual realizou consulta com clínico geral de um pronto atendimento da cidade de Curitiba,
apresentando queixa de dor intensa em região do abdome, prescrito pelo médico remédio
buscofen, para aliviar a dor, paciente retornou para casa. Mesmo permanecendo em repouso
e medicada a dor persistiu, novamente retornou ao pronto atendimento onde, onde foram
realizados exames: tomografia computadorizada de abdômen, tomografia computadorizada
de pelve/bacia, radiografia de tórax PA, exames laboratoriais: hemograma, TAP, KPTT,
gasometria arterial, sódio, potássio, cálcio iônico, uréia, creatinina, lactato, bilirrubina total e
frações, albumina, proteína C reativa e diagnosticado apendicite aguda. Foi encaminhada para
o centro cirúrgico, para a realização da apendicectomia por videolaparoscopia. Durante a
cirurgia teve insuficiência respiratória, após a cirurgia não retornou da anestesia no período
esperado, de acordo com diagnóstico médico paciente tem alergia a anestesia, anestesia geral
(propofol), mesmo com estímulos dolorosos, devido a isso foi encaminhada para a UTI.
Apresentava curativo na região do abdome, este era observado em cada turno e se necessário,
dependendo de seu aspecto, era realizado sua troca. Na madrugada do dia seguinte retornou
da anestesia e permaneceu na UTI durante 3 dias, após recuperada foi encaminhada para o
quarto onde permaceu 1 dia e depois recebeu alta. Retornou para casa sem sequelas e não
ocorreram mais complicações.

APENDICITE AGUDA

Apendicite é a inflamação aguda do apêndice vermiforme. Os principais achados


histopatológicos são congestão vascular e edema, exsudato fibrinoleucocitário e perfuração
com abscesso em alguns casos. Ocorre em ambos os sexos e em todas as idades.

O apêndice fica inflamado e edemaciado em consequência de se dobrar ou ficar ocluído por


uma massa fecal endurecida, tumor ou corpo estranho. O processo inflamatório aumenta a
pressão intraluminal, assim iniciando uma dor periumbilical ou generalizada, cada vez mais
intensa, localizando-se no abdome do lado direito inferior. Após, o apêndice inflamado se
enche de pus.

A causa é desconhecida em alguns pacientes, a obstrução da luz do apêndice por coprolitos


(mais comum), hipertrofia dos tecidos linfóides, bário espessado (restos de contraste utilizados
em enema opaco), vegetais, sementes de frutas e outros corpos estranhos, parasitas
intestinais (Ascaris, Oxyurus). (MOREIRA, 2005)

A apendicite aguda é incomum em idosos e quando ela ocorre, os sinais e sintomas são
alterados e podem variar muito. A dor pode estar ausente ou ser mínima. (MOTZER et all,
2003)

A apendicite aguda é dividida em dois grupos: não complicadas e as complicadas. Essa divisão
determina em muitos casos qual é a conduta que será adotada pela equipe medica, se será
realizada uma cirurgia minimamente invasiva como a laparoscopia (por vídeo) ou se será
necessário fazer a cirurgia por via aberta (laparotomia).Logicamente uma cirurgia maior, com
uma incisão (corte) abdominal maior, exige mais tempo de recuperação e de repouso maior do
paciente no pós operatório. (EDINGER, 2014)

SINAIS E SINTOMAS

Febre baixa e náuseas, algumas vezes, vômitos. A perda de apetite é comum.

A dor local é produzida no ponto de McBurney quando se aplica pressão. Quando o apêndice
se enrola por trás do ceco, a dor e a hipersensibilidade são percebidas na região lombar,
quando sua extremidade está na pelve, esses sinais podem ser provocados apenas ao exame
retal.

A dor à defecação sugere que o apêndice está repousando contra o reto, a dor à micção sugere
que a extremidade está próxima à bexiga ou colide com o ureter. Rigidez no músculo inferior
direito pode ocorrer. O sinal de Rovsing pode ser produzido palpando-se o quadrante inferior
esquerdo, isso, faz com que a dor seja percebida no lado direito. Quando o apêndice se
romper, a dor torna-se mais difusa, a distensão abdominal se desenvolve em consequência do
íleo paralítico. (MOTZER et all, 2003)

Livro Tratado de Enfermagem Médico-Cirúrgica

EXAMES DIAGNÓSTICOS

Hemograma – Leucocitose.

Exame simples de urina – Normal.

RX simples do abdome

Apêndice não preenchido por bário

Ultra-sonografia – Inflamação apendicular (permite descartar outra doença pélvica, como


massa inflamatória).

TC (tomografia computadorizada) – Permite reconhecer abscesso periapendicular. (MOREIRA,


2005)

O diagnóstico baseia-se em um exame físico completo, exames laboratoriais e exames de


imagem. O hemograma completo demonstra uma contagem elevada de leucócitos com uma
elevação dos neutrófilos. Radiografias abdominais, exames ultra-sonograficos e imagens por
TC podem revelar uma densidade no quadrante inferior direito ou distensão localizada do
intestino. A laparoscopia diagnóstica pode ser utilizada para excluir a apendicite aguda nos
casos duvidosos.

A radiografia simples do abdome demonstra anormalidades em menos de 50% dos exames e é


muito inespecífica.

A ultra-sonografia abdominal é sensível e específica, resultado mais preciso e reduzindo a


possibilidade de regressão da doença através de um diagnóstico mais precoce e
consequentemente evitando que evolua para a perfuração em apendicite aguda.(MOREIRA,
2005)

Tomografia Computadorizada (abdome e pelve)

Indicações:

Avaliar os tecidos moles e os órgãos do abdome, da pelve e do espaço retroperitonial.

Investigar doenças inflamatórias. (ABRAMO et all, 2007)

Exames Diagnósticos

Risco para infecção relacionado com a possibilidade de ruptura ou perfuração do apêndice

Resultados esperados:
Não terá sinais nem sintomas de peritonite, incluindo-se desaparecimento súbito da dor
abdominal seguido de recidiva da dor, que se intensifica e torna-se constante, outros sinais e
sintomas são: febre, taquicardia, hipotensão, distensão abdominal, agravamento das náuseas
ou dos vômitos e incapacidade de evacuar ou eliminar flatos.

Normalizará a contagem de leucócitos e temperatura e manterá esses parâmetros dentro da


variação normal. (ABRAMO et all, 2007)

TRATAMENTO MÉDICO

Para corrigir ou evitar o distúrbio hidroeletrolítico, desidratação e sepse, os antibióticos e os


líquidos intravenosos são administrados até que a cirurgia seja realizada.

A apendicectomia é realizada logo que possível para diminuir o risco de perfuração. Pode ser
realizada com uma incisão abdominal baixa (laparotomia) ou por laparoscopia. Tanto a
laparotomia quanto a laparoscopia são seguras e efetivas no tratamento da apendicite com
perfuração. No entanto, a recuperação da cirurgia laparoscópica geralmente é mais rápida.

Quando a perfuração do apêndice acontece, um abscesso pode formar-se. Quando isso ocorre,
o paciente pode ser inicialmente tratado com antibióticos, e o cirurgião pode colocar um
dreno de abscesso. Depois que o abscesso é drenado e não mais existe evidência de infecção,
então é realizado a apendicectomia. (MOTZER et all, 2003)

COMPLICAÇÕES

A principal complicação da apendicite é a perfuração do apêndice, podendo causar peritonite,


formação de abscesso (grande quantidade de material purulento) ou pileflebite porta, que é a
trombose séptica da veia porta provocada por êmbolos vegetativos que se originam do
intestino séptico. Em geral, a perfuração ocorre 24 horas após o início da dor. Os sintomas
incluem febre de 37,7

 º C ou mais, aparência toxêmica e dor ou hipersensibilidade abdominal continua. (MOTZER et


all, 2003)

Existem dois tipos de peritonite:

Peritonites generalizadas: podem aparecer no decorrer da doença ou no pós-operatório. O


tratamento do paciente é com antibióticos, transfusões de sangue, alimentação parenteral e
aspiração do conteúdo gastrintestinal por meio de sondas gástricas ou intestinais. O uso de
clister, sonda retal e estimulantes da musculatura lisa, além de ineficaz, pode ser prejudicial.

Peritonites localizadas: devem ser drenadas. A mais comum é o abscesso no fundo do saco de


Douglas, que apresenta sintomas como, dor no baixo ventre, dor ou dificuldade ao urinar,
diarreia, febre, ao toque retal: relaxamento do esfíncter, dor acentuada e abaulamento do
fundo de saco, é comum do 6º ao 12ª dia após cirurgia. É raro o abscesso subfrenico, a
conduta, é drenagem e levantamento do estado geral. (DE FREITAS, 1953)

Numa pesquisa realizada, predominou a peritonite generalizada com 55,7% dos casos. A media
de idade foi de 35,3 anos. A faixa etária mais comprometida em ambos os grupos, foi a que
ficou entre os 21 e 30 anos. Houve predomínio da raça branca e do sexo masculino em todos
os tipos de peritonites. (D'ACAMPORA et all, 1992)

PERITONITE

Distúrbio agudo ou crônico é a inflamação do peritônio, ou membrana que reveste a cavidade


abdominal e recobre os órgãos internos. Essa inflamação pode estender-se por todo o
peritônio, ou ficar restrita em forma de abscesso. Em geral, a peritonite diminui a motilidade
intestinal e causa distensão das alças intestinais por gases. A taxa de mortalidade é de cerca de
10% e a causa é obstrução intestinal. (BOUNDY et all, 2004)

CAUSAS

Na peritonite, bactérias invadem o peritônio. Isto geralmente é causado por apendicite, entre
outras inflamações.

Nas inflamações química e bacterianas, líquidos contendo proteínas e eletrólitos acumulam-se


na cavidade peritoneal e tornam o peritônio, que normalmente é transparente, opaco,
vermelho, inflamado e edemaciado. Como a cavidade peritoneal é muito resistente à
contaminação, essa infecção geralmente fica localizada em forma de abscessos.

A peritonite pode levar à formação de abscessos, septicemia, disfunção respiratória, obstrução


intestinal e choque. (BOUNDY et all, 2004)

AVALIAÇÃO

Os sinais e sintomas do paciente dependem de o distúrbio ser avaliado em um estágio inicial


ou tardio da sua evolução. No começo, o paciente pode relatar dor abdominal vaga e
generalizada. Se a peritonite estiver localizada, o paciente pode fazer referência a dor numa
área específica (geralmente no local da inflamação), se a peritonite for generalizada, o
paciente pode queixar-se de dor abdominal difusa.

A medida que o processo avança, a dor abdominal fica cada vez mais grave e persistente. Em
geral, a dor é agravada pelo movimento e pela respiração. (BOUNDY et all, 2004)

TRATAMENTO

Para evitar a peritonite, as medidas importantes são tratar imediatamente os distúrbios


inflamatórios do trato GI (gastrointestinal) e administrar antibióticos antes e depois das
cirurgias. Depois que o cliente desenvolver peritonite, o tratamento de emergência deve
objetivar manter a estabilidade hemodinâmica, controlar a infecção, recuperar a motilidade
intestinal e repor líquidos e eletrólitos.

A cirurgia, que é necessária logo que as condições do paciente estejam suficientemente


estáveis para que ele possa tolerar o procedimento, tem como objetivo controlar a causa da
peritonite. O foco infeccioso é eliminado pela avaliação do conteúdo aspirado e pela colocação
de drenos. O procedimento cirúrgico varia segundo a causa da peritonite. Por exemplo, pode-
se realizar apendicectomia quando houver ruptura do apêndice. (BOUNDY et all, 2004)

CUIDADOS DE ENFERMAGEM PRÉ-OPERATÓRIO APENDICECTOMIA

Aliviar a dor, evitar o déficit de volume de líquidos, reduzir a ansiedade, eliminar a infecção
decorrente da ruptura do trato GI (gastrointestinal), manter a integridade da pele e melhorar a
nutrição.

O paciente é preparado para a cirurgia, o que inclui uma infusão IV para repor a perda de
líquidos e promover a função renal adequada e a antibióticoterapia para evitar a infecção.
Quando existe evidência ou probabilidade de íleo paralítico, insere-se uma sonda nasogástrica.
Enema não é administrado porque pode levar à perfuração. (MOTZER et all, 2003)

CUIDADOS DE ENFERMAGEM PÓS-OPERATÓRIO APENDICECTOMIA

Após a cirurgia o paciente é colocado na posição de Fowler alta. Essa posição reduz a tensão
sobre a incisão e os órgãos abdominais, diminuindo a dor. Sulfato de morfina é prescrito para
aliviar a dor. Quando tolerados, são administrados líquidos orais. Qualquer paciente que
estava desidratado antes da cirurgia recebe líquidos intravenosos. O alimento é fornecido,
quando desejado e tolerado, no dia da cirurgia, quando o intestino está normal.

O paciente pode receber alta no dia da cirurgia, se a temperatura estiver dentro da


normalidade, não apresentar desconforto indevido na área operatória e a apendicectomia não
apresentar complicação.

Os pacientes em risco de complicação podem ser mantidos no hospital por vários dias e são
monitorados com cuidado quanto aos sinais de obstrução intestinal ou hemorragia secundária.
Os abscessos secundários podem formar-se na pelve, sob o diafragma ou no fígado, assim
elevando a temperatura, frequência de pulso e contagem de leucócitos.(MOTZER et all, 2003)

O pós operatório é dividido em dois momentos, imediato (logo depois da cirurgia) e o tardio
(passado alguns dias da cirurgia). (EDINGER, 2014)

ORIENTAÇÕES PARA ALTA HOSPITALAR

Ao receber alta, o paciente e a família são orientados sobre os cuidados da incisão, dieta
alimentar, conforme prescrição médica. O enfermeiro instrui o paciente a agendar uma
consulta para que o cirurgião remova as suturas entre o 5ª e 7ª dia depois da cirurgia. A
atividade normal do cotidiano pode ser retomada dentro de 2 a 4 semanas. (MOTZER et all,
2003)

As recomendações ao paciente são que evite pegar/carregar pesos, evite qualquer tipo de
esforço na região operada independente da cirurgia ter sido aberta ou fechada. A pressão
intra-abdominal e na região do abdome deve ser mantida a mínima possível durante o pós
operatório imediato, pois os pontos intra-abdômenes podem romper.

A orientação se mantém no pôs operatório tardio, mas nessa fase o paciente pode voltar a
exercer com moderação as atividades normais de costume, ficando mais livre para tomar
banho sozinho e fazer mais esforço. Das recomendações medicas ainda inclui-se tomar
medicação antibiótica que auxilia na diminuição do risco de complicações infecciosas (a
própria manipulação do intestino pode provocar infecções; além de poder infectar a região do
corte cirúrgico. (EDINGER, 2014)

 3       Considerações Finais

Apendicite aguda é uma inflamação que tratada no período adequado não terá riscos a saúde
do paciente, porém, se a doença for descoberta muito tarde terá complicações que podem
levar a deixar sequelas e em casos raros levar à óbito, se não solucionados imediatamente.

Essa doença é tratada apenas com cirurgia, a apendicectomia, em casos de complicações,


como peritonite e abscessos, é utilizado tratamento com antibióticos antes da cirurgia e se
necessário a colocação de drenos. A cirurgia pode ser realizada de duas formas, por
laparotomia ou por laparoscopia. A cirurgia por laparoscopia (vídeo) terá uma recuperação
mais rápida.

A apendicectomia é uma cirurgia simples, porém, quando ocorre alguma complicação durante
ou após a cirurgia, o paciente deve ser avaliado. É muito importante ressaltar a importância da
enfermagem no cuidado ao paciente, nos cuidados pré-operatório, como na diminuição da
dor, não o alívio, pois se a dor passar é provavelmente devido a perfuração do apêndice, a
administração dos medicamentos e o conforto físico e esclarecimento ao paciente e a família
sobre a doença e cirurgia para tranquilizá-los.  Os cuidados pós-operatórios visam a
recuperação do paciente, cuidados com a higiene, administração de analgésicos,
antinflamatórios e antibióticos é importante para o bem estar do paciente, informar o paciente
e sua família de que o paciente não poderá carregar peso e fazer esforço, sendo necessário o
auxílio da família. Ao receber alta hospitalar, quando o médico avaliar o quadro do paciente e
este estar estável, é necessário as orientações do médico e da enfermagem. Cuidados como
carregar peso nas minhas primeiras semanas, subir e descer escadas, tomar banho sozinho nos
primeiros dias, a higienização do curativo, alimentação balanceada e agendar a retirada dos
pontos após 7 dias.

É importante o papel da família e se necessário em casos de pessoas que não tem quem auxilie
a ajuda de uma enfermeira. Para que a recuperação do paciente seja rápida e tranquila.

Quando a laparoscopia é indicada?

A laparoscopia ou videolaparoscopia é um procedimento minimamente invasivo indicado para


o tratamento de diversas patologias que afetam os órgãos da região abdominal. É realizada
com o auxílio do laparoscópio, instrumento dotado de uma câmera e foco de luz desenvolvido
para orientar o cirurgião durante o procedimento.
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Para que serve o exame de laparoscopia?

A laparoscopia pode ser uma cirurgia exploratória quando serve como exame de diagnóstico


ou biópsia ou ser uma técnica cirúrgica para tratar alguma doença, como remover um tumor
de algum órgão.

O que é laparoscopia abdominal?

A Laparoscopia é uma técnica cirúrgica minimamente invasiva, na qual pequenas incisões -


duas ou três - são feitas na região abdominal para introdução do laparoscópio, equipamento
com microcâmera integrada que permite a visualização direta da cavidade peritoneal, e dos
outros instrumentos cirúrgicos, como pinças, ...

A laparoscopia diagnóstica é um procedimento cirúrgico usado para avaliar doenças intra-


abdominais ou pélvicas (p. ex., tumores, endometriose) em pacientes ...

A cirurgia por laparoscopia é realizada com pequenos furos, o que diminui bastante o tempo e
a dor da recuperação no hospital e em casa e, é indicada para ...

Hérnia: o que é, sintomas e como tratar

Dr.ª Clarisse Bezerra

Médica de Saúde Familiar

Dezembro 2020

Hérnia é um termo médico utilizado para descrever quando um órgão interno se desloca e
acaba ficando saliente por baixo da pele, devido a uma fragilidade, o que pode acontecer em
qualquer parte do corpo, como umbigo, abdômen, coxa, virilha ou coluna, por exemplo. 

Um dos tipos mais comuns de hérnia é a hérnia inguinal, em que um pedaço do intestino
consegue se deslocar por entre a parede abdominal e ficar visível, como uma pequena
saliência ou inchaço, debaixo da pele na região íntima. 

Quando uma hérnia aparece, ela precisa ser tratada e o mais comum é realizar uma cirurgia,
com anestesia epidural.

Principais tipos de hérnia

Os tipos de hérnia variam de acordo com a causa e o local do corpo em que aparecem.

As hérnias mais frequentes são:

1. Hérnia inguinal
A hérnia inguinal é uma saliência que aparece na virilha e ocorre quando se tem uma abertura
nos músculos abdominais fazendo com que uma parte do intestino ou de outro órgão do
abdômen consiga sair por essa abertura. 

Este tipo de hérnia geralmente não causa dor, mas pode ser observado como um pequeno
inchaço na região, que pode estar sempre presente ou aparecer quando se faz esforços. A
hérnia inguinal pode acontecer em homens e mulheres, mas nos homens a hérnia pode afetar
também o escroto, causando dor ou dificuldade para andar, por exemplo.

2. Hérnia de disco

A hérnia de disco afeta a coluna e ocorre nos discos intervertebrais, que funcionam como
amortecedores entre as vértebras da coluna, sendo mais comum em idosos por um processo
natural de envelhecimento ou por obesidade, carregar peso em excesso ou por
enfraquecimento dos músculos do abdômen e das costas que dão suporte à coluna.

Os sintomas da hérnia de disco geralmente aparecem quando a hérnia se localiza na região


lombar e incluem dor, formigamento ou dormência das pernas, pela compressão dos nervos
que ficam próximos da vértebra. 

3. Hérnia de hiato

A hérnia de hiato, também chamada de hérnia diafragmática, acontece quando uma parte do
estômago consegue passar pelo hiato, que é um orifício presente no músculo diafragma
responsável por separar o tórax do abdômen. 

Quando acontece a hérnia, uma parte do estômago acaba por subir pelo hiato e fica localizada
no tórax, gerando sintomas semelhantes aos do refluxo, como sensação de queimação no
estômago, arrotos ou refluxo dos ácidos do estômago que podem provocar tosse e enjoo.

4. Hérnia umbilical

A hérnia umbilical é a passagem de uma parte do intestino através dos músculos do abdômen,
o que normalmente provoca um estufamento na região do umbigo. Esse tipo de hérnia é mais
comum em bebês ou crianças e geralmente não precisa de tratamento específico. 

5. Hérnia femoral

A hérnia femoral acontece quando uma parte do intestino consegue passar através dos
músculos do abdômen, na região do canal femoral, e causa uma saliência na coxa ou na
virilha. 

Além disso, a hérnia femoral pode causar sintomas de dor abdominal, náusea, vômitos ou
cólicas intestinais, por exemplo.

6. Hérnia muscular

A hérnia muscular pode surgir em qualquer músculo do corpo, mas são mais comuns nas
pernas, na região entre os joelhos e o tornozelo. Este tipo de hérnia é mais comum em
adolescentes e jovens que praticam atividades físicas intensas.
7. Hérnia incisional

A hérnia incisional pode acontecer na cicatriz de uma cirurgia abdominal, meses ou anos após
a cirurgia, e geralmente não causa sintoma, apenas um pequeno inchaço ou nódulo na cicatriz.
No entanto, com o passar do tempo a hérnia incisional pode aumentar, causando dor no local.
Nestes casos, pode ser indicada cirurgia.  

Causas da hérnia

A hérnia pode ter diversas causas, mas as mais comuns são: 

Levantamento de pesos na academia ou no trabalho;

Carregar bolsas muito pesadas frequentemente;

Tosse excessiva;

Esforço extremo;

Fazer muita força para defecar;

Ter várias gravidezes num curto espaço de tempo.

As hérnias podem surgir em qualquer idade, mas são mais frequente nos adultos. Nas crianças
a hérnia mais comum é a hérnia umbilical, que surge por volta dos 6 meses de idade e
geralmente some sozinha por volta dos 4 anos. 

Sintomas da hérnia

Alguns dos sintomas que podem indicar a presença de uma hérnia podem incluir: 

Saliência na pele, em qualquer região do corpo;

Inchaço no local da saliência;

Dor na região, especialmente depois de realizar esforços;

Dor na região ao evacuar ou tossir.

Em alguns casos o diagnóstico da hérnia pode ser feito com base nos sintomas e através da
palpação local de forma a identificar se existe alguma protuberância ou saliência sob a pele.
No entanto, para confirmar o diagnóstico o médico pode pedir a realização de uma
ultrassonografia.

Se a região da hérnia inchar, mudar de cor ou se a dor for muito forte, é recomendado ir para
o hospital imediatamente.

Principais tratamentos para a hérnia

Os tratamentos para hérnia dependem do tipo de hérnia e incluem:

1. Cirurgia

A cirurgia para hérnia é o melhor tratamento disponível, e consiste em reposicionar o órgão no


seu devido lugar, colocando se necessário uma tela de proteção para evitar que a hérnia volte. 

A cirurgia pode ser feita nos casos de:

Hérnia umbilical em adultos;


Hérnia inguinal;

Hérnia femoral;

Hernia muscular;

Hérnia incisional;

Hérnia de disco que não melhora com fisioterapia.

Para a hérnia de hiato pode ser feita cirurgia exclusivamente por laparoscopia no casos mais
graves e que não melhoram com o uso de medicamentos.  

O ideal é fazer a cirurgia logo que a hérnia é diagnosticada para evitar complicações como o
estrangulamento do órgão que acontece quando a hérnia não volta para o lugar e prende a
circulação sanguínea no local.

2. Medicamentos 

Os medicamentos para hérnia, principalmente hérnia de disco, podem incluir analgésicos para
dor como paracetamol ou dipirona ou opióides prescritos pelo médico em casos de dores
fortes.

Nos casos de hérnia de hiato, pode-se utilizar omeprazol ou esomeprazol, por exemplo, para
reduzir os sintomas de queimação no estômago e refluxo gastroesofágico.

3. Observação

A observação é indicada nos casos de hérnia umbilical em crianças e bebês pois geralmente
não necessitam de tratamento específico podendo ser somente feito o acompanhamento
médico.

Além disso, o tratamento da hérnia muscular é repouso ou uso de meias de compressão


indicadas pelo médico, sendo a cirurgia indicada somente e nos casos de dor intensa

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