Curso Conclusão 12º Ano
Módulo/UFCD STC 6 – Urbanismo e Mobilidade Data
9/01/2022
Formador Anabela Reis
Formando Rafaela Fernandes
FICHA DE TRABALHO
O regresso à vida no campo
As características naturais do mais remoto Interior Norte servem de atrativo
para muitos jovens que ali estão a construir as suas vidas por Francisco Pinto
Miguel Nóvoa mora há́ sete anos em Atenor. É natural de Esposende, mas é
ali, naquela pequena aldeia mirandesa, que tem hoje a sua vida, como
secretario técnico da Raça Asinina de Miranda e técnico da Associação Para o
Estudo e Proteção do Gado Asinino (AEPGA), ali sedeada.
O gosto pela natureza e biodiversidade, características do interior do país, cada
vez cativa mais jovens originários dos centros urbanos que contrariam a
desertificação e alguma ausência de desenvolvimento socioeconómico. Miguel
Nóvoa sempre vai afirmando que estas pessoas são importantes para regiões
onde falta alguma capacidade de iniciativa ou o desenvolvimento de um projeto
ou ideia. “Um dos motivos que leva à minha fixação no Planalto Mirandês é o
de acreditar que ainda existe futuro para o mundo rural associado à
conservação da natureza e à proteção dos valores culturais. Nesta região outro
tipo de opiniões pode fortalecer a ideia de que não só́ à custa da industria e do
betão se pode proporcionar o desenvolvimento económico da região", explicou
Miguel Nóvoa.
"O trabalho desenvolvido em diversas áreas começa a ser uma referência que
ultrapassa as fronteiras da região, sendo o mesmo reconhecido no país e no
estrangeiro", frisou. Para além da orientação que é dada aos criadores da raça
de burros das Terras de Miranda, que se encontra ameaçada, a AEPGA
proporciona ainda varias atividades ligadas ao turismo da natureza, que atrai à
região cerca de cinco mil visitantes por ano.
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Esta é a região mais periférica do Norte do país, estendendo-se desde
Vimioso, no distrito da Bragança, a Figueira de Castelo Rodrigo, no Norte do
distrito da Guarda, e é muitas vezes considerada "o interior do interior". Porém,
ali é possível encontrar licenciados em diversas áreas que deixaram as
grandes cidades para aí desenvolverem vários projetos. Muitos chegaram à
região mal concluíram os cursos universitários, acabaram por ficar e criaram as
suas formas de sustento. Alguns destes jovens assumem-se já como "neo-
rurais", o termo criado para designar uma nova classe de pessoas que, tendo
nascido na cidade, optam por viver no campo.
Vantagens e desvantagens
António Roleira, um biólogo de 29 anos, que reside em Vilar Seco (Vimioso),
centrou os seus conhecimentos na recuperação e revitalização dos pombais
tradicionais, através de uma outra associação que fomenta o desenvolvimento
rural, a Palombar.
"As diferenças entre o litoral e o interior acabam por ser mais positivas que
negativas. O contacto com as pessoas é mais facilitado para além de ser um
espaço único para desenvolver o meu trabalho de forma a promover a região
com base naquilo que lhe é característico", explica o biólogo.
No campo da promoção turística, há́ técnicos no terreno preocupados com a
exploração da região de forma a criar atividades relacionadas com o turismo
não massificado, como foi a opção escolhida por Joana Braga e Bruna Moreira.
No entanto, estas duas técnicas de turismo e ambiente mostram-se algo
"apreensivas" com o futuro, já que a falta de apoios financeiros ao trabalho que
desenvolvem pode condicionar a permanência na região.
"Gostava de ficar na região e continuar o trabalho já desenvolvido. Os apoios
financeiros, por parte das mais diversas entidades, são poucos, sendo difícil
fazer previsões de futuro", esclarece Joana Braga.
É uma ideia generalizada entre estes jovens profissionais que é preciso criar
mecanismos financeiros que ajudem a fixação de profissões ligadas à
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conservação da natureza para que haja também uma maior fixação de
pessoas, dado o potencial da região.
Mais otimista mostra-se Sara Riso, que chegou ao Parque Natural do Douro
Internacional (PNDI) para concluir o projeto final do curso de Biologia. O
trabalho desta jovem centra-se na avifauna daquela área protegida, com
destaque para o estudo da Cegonha Negra, uma espécie igualmente
ameaçada pelos novos hábitos humanos.
"A motivação começou a crescer e rapidamente iniciei projetos em outras áreas
e fui ficando. A minha ligação a estas terras já é muito forte, passe por onde
passe, um dia ficarei cá a morar", afiança a jovem bióloga de 23 anos, vinda de
Lisboa.
Se o percurso de Sara Riso ainda está no seu início, Ana Berliner, igualmente
bióloga, teve já́ vivências profissionais semelhantes.
Questões
(1) Assuma-se como um habitante de uma zona rural e defenda a posição da
vida no campo em detrimento da vida na cidade. Apresente todas as vantagens
e desvantagens da situação que defende.
R: A zona rural é muito importante para a zona urbana, pois é o ambiente no
qual são produzidos os alimentos que são vendidos nos supermercados, como
frutas, legumes, verduras, carne, ovos, leite e seus derivados. A vida na zona
rural é diferente da vida na zona urbana, especialmente pelo tipo de atividade
que acontece em cada uma delas. No entanto, as duas estão inter-
relacionadas, o que significa que uma depende da outra para existir.
Vantagens:
Estilo de vida mais saudável- Ar mais limpo, proximidade com a
natureza, fácil acesso aos alimentos biológicos
Maior segurança
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Custo de vida mais barato- As casas no campo são mais acessíveis que
as casas em áreas urbanas, os impostos sobre o rendimento e os
impostos sobre a propriedade são normalmente mais baixos em áreas
não urbanas, as despesas como mercearias e bens de primeira
necessidade, até bens e serviços tendem a custar menos no campo.
Mais espaço- Seja para cultivar alguma da sua própria comida, seja para
adicionar painéis solares (para que gaste menos energia).
Distância entre vizinhos
Mais privacidade
Ser tão ou autossuficiente quanto quiser
Desvantagens:
Menos oportunidades de emprego
Acesso limitado aos cuidados de saúde
Menos oportunidades de educação
Menos opções de entretenimento
Clima
Terá de se habituar ao sossego
Serviços limitados
Perigos únicos- Como vida selvagem poderá de ter de enfrentar
atropelamentos, ou ate mesmo infestações que podem causar danos
em casa, incêndios florestais, inundações.
Isolamento
Trabalho árduo
(2) Assuma-se como um habitante de uma zona urbana e defenda a posição da
vida na cidade em detrimento da vida no campo. Apresente todas as vantagens
e desvantagens da situação que defende.
R: A zona urbana é um espaço organizado a partir de conhecimentos
científicos e tecnológicos, caracterizado pela existência de complexa
infraestrutura. O processo de urbanização está relacionado com a
industrialização, pois quanto mais as indústrias ampliam as suas atividades,
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mais trabalhadores são necessários. Com isto, as pessoas que antes viviam no
campo, migram para as cidades para suprir essa carência de mão-de-obra.
Onde antes havia um ambiente marcado pela ruralidade e suas dinâmicas, com
a urbanização é implantada uma infraestrutura clássica das cidades, o que se
reflete também nas atividades desenvolvidas. Atualmente, mais da metade da
população mundial vive em zonas urbanas, e a tendência é que esse número
aumente.
A zona urbana tem uma organização e dinâmica própria.
Vantagens:
Tudo é perto e fácil. Basta ir ao supermercado, à padaria, etc. Esse
acesso fácil ao comércio e serviços é um dos itens que diferencia muito
a vida da cidade e do campo.
Acesso mais fácil á mecanismo de saúde, educação, cultura e outros.
Apesar de hoje estar bem melhor, não era assim na época em que morei
no sítio e o acesso a todos esses serviços eram caóticos.
Acesso a recursos modernos. Hoje também já mudou bastante, mas
ainda há diferenças significativas entre a quantidade e qualidade dos
recursos tecnológicos disponíveis entre a cidade e o campo.
Desvantagens:
Falta segurança e as pessoas vivem constantemente com medo.
Embora a vida no campo já não tem sido tão sida tão sossegada assim,
mais:
O custo é alto, ex.; aluguel, transporte, escolas e outros;
A poluição é muito forte em alguns locais. Doenças respiratórias são os
grandes problemas desta poluição;
A poluição sonora é uma grande causa doenças e desconforto em
muitas pessoas;
A proximidade com tanta gente causa problemas. Em muitos casos as
pessoas vivem amontoadas e não é incomum encontrar conflitos por
conta disso;
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A correria urbana parece não ter fim e as pessoas mais trabalham do
que qualquer outra coisa;
NOTA: Construa, para cada uma das questões colocadas, um texto que tenha
pelo menos 150 palavras.
Bom Trabalho!
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