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N-2282 Segurança em Teste de Formação E de Produção Na Presença de Gás Sulfídrico (H S)

Este documento estabelece procedimentos de segurança para testes de formação e produção em zonas com presença de gás sulfídrico (H2S). O H2S é extremamente tóxico e pode causar asfixia em poucos minutos dependendo da concentração. A norma define requisitos para equipamentos de proteção respiratória e determina que a detecção de H2S deve ser realizada a partir da abertura do poço. Grupos de emergência devem estar preparados para lidar com qualquer ocorrência.

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N-2282 Segurança em Teste de Formação E de Produção Na Presença de Gás Sulfídrico (H S)

Este documento estabelece procedimentos de segurança para testes de formação e produção em zonas com presença de gás sulfídrico (H2S). O H2S é extremamente tóxico e pode causar asfixia em poucos minutos dependendo da concentração. A norma define requisitos para equipamentos de proteção respiratória e determina que a detecção de H2S deve ser realizada a partir da abertura do poço. Grupos de emergência devem estar preparados para lidar com qualquer ocorrência.

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N-2282 REV.

A JUL / 98

SEGURANÇA EM TESTE DE
FORMAÇÃO E DE PRODUÇÃO NA
PRESENÇA DE GÁS SULFÍDRICO
(H2S)
Procedimento
Esta Norma substitui e cancela a sua revisão anterior.

Esta Norma é a Revalidação da revisão anterior.

Cabe à CONTEC - Subcomissão Autora, a orientação quanto à interpretação do texto


desta Norma. O Órgão da PETROBRAS usuário desta Norma é o responsável pela
adoção e aplicação dos itens da mesma.
Requisito Mandatório: Prescrição estabelecida como a mais adequada e que deve ser
CONTEC utilizada estritamente em conformidade com esta Norma. Uma eventual resolução de
Comissão de Normas não seguí-la ("não-conformidade" com esta Norma) deve ter fundamentos técnico-
Técnicas gerenciais e deve ser aprovada e registrada pelo Órgão da PETROBRAS usuário desta
Norma. É caracterizada pelos verbos: “dever”, “ser”, “exigir”, “determinar” e outros
verbos de caráter impositivo.

Prática Recomendada (não-mandatória): Prescrição que pode ser utilizada nas


condições previstas por esta Norma, mas que admite (e adverte sobre) a possibilidade
de alternativa (não escrita nesta Norma) mais adequada à aplicação específica. A
alternativa adotada deve ser aprovada e registrada pelo Órgão da PETROBRAS usuário
desta Norma. É caracterizada pelos verbos: “recomendar”, “poder”, “sugerir” e
“aconselhar” (verbos de caráter não-impositivo). É indicada pela expressão: [Prática
SC – 37 Recomendada].
Cópias dos registros das "não-conformidades" com esta Norma, que possam contribuir
Segurança de Poços
para o aprimoramento da mesma, devem ser enviadas para a CONTEC – Subcomissão
Autora.
As propostas para revisão desta Norma devem ser enviadas à CONTEC – Subcomissão
Autora, indicando a sua identificação alfanumérica e revisão, o item a ser revisado, a
proposta de redação e a justificativa técnico-econômica. As propostas são apreciadas
durante os trabalhos para alteração desta Norma.
“A presente Norma é titularidade exclusiva da PETRÓLEO BRASILEIRO
S.A. - PETROBRAS, de uso interno na Companhia, e qualquer reprodução
para utilização ou divulgação externa, sem a prévia e expressa autorização
da titular, importa em ato ilícito nos termos da legislação pertinente,
através da qual serão imputadas as responsabilidades cabíveis. A
circulação externa será regulada mediante cláusula própria de Sigilo e
Confidencialidade, nos termos do direito intelectual e propriedade
industrial.”

Apresentação

As normas técnicas PETROBRAS são elaboradas por Grupos de Trabalho –


GTs (formados por especialistas da Companhia e das suas Subsidiárias), são comentadas pelos
Representantes Locais (representantes das Unidades Industriais, Empreendimentos de Engenharia,
Divisões Técnicas e Subsidiárias), são aprovadas pelas Subcomissões Autoras – SCs (formadas por
técnicos de uma mesma especialidade, representando os Órgãos da Companhia e as Subsidiárias) e
aprovadas pelo Plenário da CONTEC (formado pelos representantes das Superintendências dos
Órgãos da Companhia e das suas Subsidiárias, usuários das normas). Uma norma técnica
PETROBRAS está sujeita a revisão em qualquer tempo pela sua Subcomissão Autora e deve ser
reanalisada a cada 5 (cinco) anos para ser revalidada, revisada ou cancelada. As normas técnicas
PETROBRAS são elaboradas em conformidade com a norma PETROBRAS N -1. Para
informações completas sobre as normas técnicas PETROBRAS, ver Catálogo de Normas Técnicas
PETROBRAS.

PROPRIEDADE DA PETROBRAS 20 páginas e 5 formulários


N-2282 REV. A JUL / 98

PÁGINA EM BRANCO

2
N-2282 REV. A JUL / 98

PREFÁCIO

Esta Norma PETROBRAS N-2282 REV. A JUL/98 é a Revalidação da Norma PETROBRAS


N-2282 REV. Ø DEZ/89 não sido alterado o seu conteúdo.

1 OBJETIVO

Esta Norma estabelece procedimentos de segurança a serem adotados em testes de formação e


de produção de zonas portadoras de H2S. Além dos procedimentos aqui estabelecidos, devem
ser seguidos também os da norma PETROBRAS N-2253 - “Segurança em Testes de
Formação e Produção”.

2 DOCUMENTOS COMPLEMENTARES

Os documentos relacionados a seguir são citados no texto e contêm prescrições válidas para a
presente Norma.

NR-15 da Portaria nº 3214, do Ministério do Trabalho;


PETROBRAS N-2253 - Segurança em Testes de Formação e Produção;
ABNT NBR - 7500 - Símbolos de Risco e Manuseio para o Transporte e
Armazenamento de Materiais;
API SPEC 5CT - Specification for Casing and Tubing;
NACE MR-01-75 - Sulfide Stress Cracking Resistant Metallic Materials for
Oil Field Equipament.

3 DEFINIÇÕES

3.1 Área de Sonda

Área destinada a acomodar a sonda, seus equipamentos e as instalações de apoio para


execução dos testes de formação ou de produção.

3.2 Área Controlada

É a área onde não pode haver presença de terceiros, nem fontes de ignição estranhas às
operações de controle.

3.3 Sistemas de Proteção Respiratória

Podem-se definir três tipos para efeito desta Norma:

a) Aparelho de Adução de Ar

Equipamento constituído de peça facial interligada por meio de mangueira ao


sistema de fornecimento de ar, que pode ser obtido por simples depressão
respiratória, forçada por meio de ventoinha ou similar e ar comprimido por
compressor ou cilindros de ar comprimido.

3
N-2282 REV. A JUL / 98

b) Aparelho Autônomo de Proteção Respiratória

Aparelho que permite ao usuário respirar independentemente da atmosfera


ambiente.

c) Respirador ou Máscara de Fuga

Aparelho que protege o usuário contra a inalação de atmosferas perigosas em


situações de emergência, com risco à vida ou à saúde, durante o escape.

3.4 Grupo de Controle de Emergência

Grupo de pessoas destinado a sanar a ocorrência causadora de emergência.

4 PROPRIEDADES DO H 2 S

4.1 Físicas e Químicas

Consultar a “Ficha de Informação sobre Produto Químico” relativa a H2S em ANEXO D.

4.2 Toxidez do H2S

4.2.1 O ANEXO D (FOLHA 5) apresenta os efeitos físicos, conforme a concentração e o


tempo de exposição ao H2S.

4.2.2 O H2S (gás sulfídrico ou sulfeto de hidrogênio) é extremamente tóxico e, por ser mais
pesado que o ar, se acumula nas regiões mais baixas.

4.2.3 É um gás venenoso, e dependendo da concentração é capaz de paralisar o sistema


respiratório e matar em questão de minutos.

4.2.4 O limite de tolerância de exposição ao gás sulfídrico é de 8 ppm para uma jornada de 8
horas diárias, conforme NR-15 da Portaria nº 3214 do Ministério do Trabalho.

4.2.5 É um gás hipersensibilizante, isto é, a exposição freqüente torna o organismo cada vez
mais vulnerável.

4
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4.2.6 Em baixas concentrações tem odor forte e desagradável, semelhante ao de ovo podre.
Para concentrações entre 8 e 50 ppm, provoca perda de olfato em até 1 hora e problemas nos
olhos e garganta a seguir; entre 100 e 150 ppm na atmosfera provoca perda de olfato em até
15 min., podendo causar a morte a partir de 8 horas de exposição; 200 ppm podem causar
morte do indivíduo a partir de 4 horas de exposição. A concentração letal é de 600 ppm; neste
teor o H2S mata em instantes.

4.2.7 O H2S age da seguinte forma sobre o organismo: quando se respira, o H2S, através dos
pulmões, entra na corrente sanguínea. Para se proteger, o organismo oxida (queima) o H2S o
mais rápido possível, formando um composto não prejudicial. Quando a concentração
aumenta, o organismo não consegue oxidá-lo totalmente e o excesso de H2S age no centro
nervoso do cérebro que comanda a respiração, resultando na paralisação total do sistema
respiratório. Como conseqüência, os pulmões param de funcionar e a pessoa se asfixia.

4.2.8 O H2S queima como uma chama de coloração azulada, produzindo o SO2, que também é
venoso, apresentando com concentração letal de 1000 ppm. Entretanto, sua presença na
atmosfera é mais facilmente perceptível do que no caso do H2S, na medida em que o SO2 não
atua inibindo o olfato, mas sim provocando sufocação do homem ao abandono imediato do
local de trabalho.

4.2.9 Consultar os procedimentos de segurança estabelecidos no ANEXO D.

Nota: O ppm aqui referenciado é em volume.

5 DETECÇÃO DE DETERMINAÇÃO NO TEOR DE H 2 S

5.1 Devem-se utilizar detectores de H2S a partir da abertura do poço para fluxo.

5.2 Para determinação do teor de H2S do fluido produzido devem ser seguidos os
procedimentos descritos no ANEXO A.

5.3 Uma vez comprovada a existência de H2S no fluido produzido, deve ser instalado um
sistema de detecção fixo com sensores distribuídos nos seguintes locais:

a) manifold e cabeça de teste;


b) área dos vasos separadores;
c) ”bell nipple”;
d) tanques de lama;
e) peneiras de lama;
f) sala de bombas de lama;
g) sistema de admissão de ar para as acomodações;
h) sistemas de admissão de ar para os compressores.

5
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Os sensores fixos devem ser posicionados o mais próximo possível dos pontos vulneráveis a
vazamento, nos locais acima citados. Nos casos em que o teor de H2S do fluido produzido for
menor que 50 ppm, a monitoração do H2S na atmosfera pode ser feita apenas por detectores
portáteis.

5.4 O sistema de detecção fixo deve possuir 2 níveis de alarme, em função da concentração de
H2S na atmosfera, a saber:

a) Nível 1: 8 ppm na atmosfera;


b) Nível 2: 50 ppm na atmosfera.

No ANEXO B consta um Plano de Emergência Básica, para cada um dos níveis de alarme
citados.

5.5 Durante todo o transcorrer do teste deve ser feita monitoração constante com detectores
portáteis em toda a área da sonda.

6 EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL

6.1 O pessoal envolvido na detecção e na monitoração de H2S deve utilizar sistemas de


proteção respiratória conforme itens 3.3 a) e 3.3 b).

6.2 Deve haver máscaras de fuga e óculos de proteção contra gases em quantidade suficiente
para todo o pessoal da plataforma/locação. Para testes em plataformas com fluidos com teores
maiores que 9500 ppm, estas máscaras devem ser do tipo máscara de fuga autônoma.

6.3 Para teores de H2S no fluido produzido maiores que 50 ppm, o pessoal envolvido na
operação deve utilizar durante todo o teste proteção respiratória conforme itens 3.3 a) e 3.3 b)
e transceptores portáteis do tipo à prova de explosão ou intrinsecamente seguros.

6.4 Para teores de H2S no fluido produzido menores que 50 ppm, o pessoal envolvido na
operação deve portar máscaras de fuga e óculos de proteção contra gases.

6.5 Em zonas em que não se conhece previamente o teor de H2S, o pessoal da operação deve
utilizar proteção respiratória conforme itens 3.3 a) e 3.3 b) desde a abertura do poço para
fluxo, até que se tenham dados confiáveis do teor de H2S do fluido produzido, para que os
procedimentos previstos nesta Norma sejam então adotados.

6
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6.6 O sistema de proteção respiratória conforme itens 3.3 a) e 3.3 b) utilizado deve ser
obrigatoriamente de pressão positiva.

6.7 Não podem tomar parte na execução dos testes pessoas que usem barba ou que estejam
em desacordo com o ANEXO D (FOLHA 4), item Medidas de Proteção.

6.8 Antes da execução do teste deve ser feito teste de estanqueidade das máscaras com o
pessoal envolvido na operação.

7 SELEÇÃO DOS EQUIPAMENTOS E MATERIAIS

7.1 Considerações Preliminares

7.1.1 O processo de seleção de materiais para trabalhos em ambientes com H2S deve seguir os
critérios adotados pela NACE MR-01-75.

7.1.2 Nos trabalhos em poços de petróleo e, em particular, nos testes de formação e


produção, que são operações relativamente curtas, o tipo de corrosão mais freqüente e,
conseqüentemente, o mais preocupante, é a corrosão sob Tensão Fraturante em Presença de
H2S (SSC - “Sulfide Stress Cracking”), que tem como característica o desenvolvimento rápido
da trinca.

7.1.3 Verificar no ANEXO C se as condições de pressão e o teor de H2S do fluido produzido


indicam a susceptibilidade à formação da SSC. Caso se esteja na região propícia à formação da
SSC os materiais utilizados devem ser resistentes à SSC, ou então as condições ambientais
devem ser tais que inibam a ocorrência do fenômeno. Nesse caso, os aspectos mais relevantes
são o teor de H2S e a pressão de temperatura do meio.

7.1.4 Os materiais dos equipamentos utilizados, podem ser de aço-carbono comum, com
dureza máxima de HRC 22, ou de aço liga da série (41XX), com dureza de até HRC 26, desde
que temperado e revenido. Existem outros materiais, como os aços inoxidáveis, que também
podem ser utilizados com H2S, desde que sob determinadas condições, conforme NACE MR-
01-75.

7.1.5 Os materiais com dureza maior que HRC 26 só podem ser utilizados em casos
excepcionais, e mesmo assim, após prévia aceitação dos órgãos operacionais envolvidos.

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7.1.6 Altas temperaturas inibem o processo da SSC. Ver TABELA item 7.2.2.1

7.2 Equipamentos e Materiais Utilizados

7.2.1 Ferramentas de Teste

O tratamento do fluido de formação na ferramenta de teste só será permitido quando,


conforme os gráficos do ANEXO C, se estiver fora de região sujeita à SSC. Quando se estiver
na região da SSC, os materiais devem ser resistentes ao H2S na temperatura ambiente,
conforme NACE MR-01-75. As contratadas devem fornecer certificados de especificação
técnica dos seus equipamentos.

7.2.2 Colunas de Tubos

No processo de escolha do tipo de tubos a serem utilizados para descida da ferramenta de teste
devem ser considerados os seguintes fatores: material e tipo de conexão. A conexão deve ter
vedação na rosca ou vedação de anéis “o Ring”. Existe uma grande variedade de tipos de aço
próprios para estes trabalhos. A seguir estão listados alguns dos principais materiais utilizados,
conforme API SPEC 5CT, assim como a influência da temperatura sobre estes.

7.2.2.1 Aços-carbono

TABELA - AÇOS-CARBONO RECOMENDADOS PARA TRABALHOS COM H2S

GRAU J-55 C-75 P-105


H-40 E E N-80 C-95 E
T(ºC) F-55 L-80 P-110
Ambiente Sim (1) Sim Sim Não Não Não
Até 65,55 Sim (1) Sim Sim Não Não Não
De 65,55 Sim (1) Sim Sim Sim (2) Sim Não
Até 79,44
> 79,44 Sim Sim Sim Sim Sim Sim

A TABELA considera os materiais solicitados à tração limite de escoamento.

Notas: 1) Tensão máxima de escoamento de 551,6 MPa (80.000 psi);


2) Temperado e revenido.

Outros aços-carbono com limites máximos de escoamento de 758,5 MPa (110.000 psi) e
965,3 MPa (140.000 psi), desde que temperados e revenidos, podem ser usados a partir de
65,55 e de 79,44ºC respectivamente.

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N-2282 REV. A JUL / 98

7.2.2.2 Outros materiais - Além dos materiais supracitados, é permitido o uso de outros, tais
como aço-liga da série (41XX), aços inoxidáveis, sempre sob determinadas condições,
conforme NACE MR-01-75.

7.2.3 Equipamentos de Superfície

As linhas e equipamentos de superfície estando nas condições sujeitas à formação da SSC,


conforme ANEXO C, devem estar especificados de acordo com esta Norma. As contratadas
devem fornecer certificados de especificações técnicas dos seus equipamentos.

7.2.4 Anéis de Vedação

Os anéis de vedação devem ser próprios para serviços em ambientes com H2S.

8 PROCEDIMENTOS PARA EXECUÇÃO DE TESTES

Além das condições estabelecidas na norma PETROBRAS N-2253, devem ser obedecidos os
seguintes critérios:

8.1 Antes do Início do Teste

8.1.1 Realizar reunião com o pessoal envolvido na execução do teste, conforme norma
PETROBRAS N-2253, a fim de:

a) discutir o programa de teste e regras gerais de segurança;


b) definir o pessoal mínimo necessário para a execução do teste, com registro dos
nomes e suas respectivas atribuições;
c) definir o pessoal mínimo para o funcionamento normal da sonda/plataforma;
d) definir os participantes do grupo de Controle de Emergência e suas respectivas
atribuições;
e) divulgar o Plano de Emergência, com fixação dos pontos de reunião.

8.1.2 Só podem participar da execução de testes com a presença de H2S pessoas que não
apresentem tímpanos perfurados, problemas respiratórios ou cardíacos, conforme ANEXO D
(FOLHA 4) item Medidas de Proteção.

8.1.3 O Serviço Médico deve ser notificado da realização do teste e ter à sua disposição as
fichas de saúde de todo o pessoal envolvido na operação.

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N-2282 REV. A JUL / 98

8.1.4 Na locação deve haver equipamentos ressuscitadores respiratórios. Na base, a


necessidade de um plantão médico em paralelo às operações será definida entre o Serviço
Médico e o Órgão responsável pela execução do teste.

8.1.5 Em plataformas ou áreas terrestres de difícil acesso, deve ser prevista, na base de apoio,
a disponibilidade de um helicóptero para atendimento em caso de emergência, com tripulação a
postos, durante todo o transcorrer do teste.

8.1.6 Em toda a área controlada, devem ser dispostas, em locais previamente determinados,
placas de sinalização da série “PERIGO”, alertando para a presença de H2S.

8.1.7 Os pontos de reunião devem ser fixados em locais opostos devidamente identificados,
considerando os ventos predominantes, e sinalizadas as vias de fuga para acesso aos mesmos.

8.1.8 Instalar indicadores contínuos da direção do vento, tais como birutas e bandeiras, com
condições de visibilidade à noite.

8.1.9 Ao selecionar a posição dos queimadores que serão utilizados durante o teste, tomar
cuidados especiais com a direção em que os fluidos queimados serão carregados, na medida
em que o SO2, gás obtido com a queima do H2S, também é tóxico.

8.1.10 Para testes com fluidos como teor de H2S maior que 100 ppm, também devem ser
previstos ventiladores à prova de explosão, posicionados estrategicamente para reduzir riscos
de exposição ao H2S.

8.1.11 A ferramenta de teste e a coluna de tubos devem ser inspecionadas previamente,


conforme procedimentos preestabelecidos.

8.1.12 Nos casos de testes de poços de gás ou fluidos com elevada razão gás-óleo (RGO),
deve ser feito teste de estanqueidade da coluna antes do inicio do teste de formação/produção,
de preferência na mesma descida.

8.1.13 Não utilizar colchão de água, para assim minimizar as possibilidades de ocorrência de
“SSC” (ver item 7.1.2).

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8.2 Durante a Realização do Teste

8.2.1 A entrada na área de operação deve ser feita tomando-se as seguintes precauções:

a) aproximação cautelosa, observando a atitude do pessoal de operação;


b) localizar e observar os indicadores de direção do vento;
c) certificar-se da localização das vias de fuga e pontos de reunião.

8.2.2 Deve-se manter atenção constante aos sinais de alarme.

8.2.3 A realização de qualquer tipo de trabalho não relacionado ao teste na Área Controlada
só poderá se dar mediante autorização do responsável pelo teste.

8.2.4 Serviços em áreas isoladas e em áreas confinadas com possibilidade de concentração de


H2S devem ser efetuados através de trabalho em dupla ou de trabalho assistido.

8.2.5 Quando houver concentração de H2S na atmosfera, observar os procedimentos do Plano


de Emergência (ANEXO B).

8.2.6 A plataforma da sonda deve ser mantida limpa e com os materiais necessários à
operação organizados.

8.2.7 Recomenda-se o uso de “manifold” com um restritor de fluxo (“choke”) ajustável e


outro positivo, evitando aberturas do “manifold” para a atmosfera.

8.2.8 Recomenda-se a injeção de inibidores de corrosão por H2S à atmosfera do restritor de


fluxo (“choke”).

8.2.9 Durante o acompanhamento do sopro pela mangueirinha, o fluxo deve ser desviado para
o queimador assim que se observar a presença de H2S. A mangueirinha deve ser aberta apenas
para monitoração. Para coleta de amostra e medição do teor de H2S do fluido no manifold,
usar procedimento do ANEXO A, conforme recomendado no item 5.2.

8.2.10 Todas as linhas de fluxo devem ser mantidas firmemente fixadas e não devem passar
por áreas confinadas.

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8.2.11 As válvulas de segurança, de alívio e de exaustão do separador e o tanque de


aferição/medição devem ser conectados por uma linha de exaustão a uma área em que não haja
presença de pessoas, observando-se a direção dos ventos predominantes.

8.2.12 Circuitos piloto de cabeça de teste, separadores e aquecedores não devem ser supridos
com gás do separador.

8.2.13 Não é permitido armazenar fluidos portadores de H2S em tanques. Os fluidos


produzidos devem ser queimados ou dirigidos para gasoduto ou oleoduto.

8.2.14 A aferição/medição da altura do fluido no interior dos tanques de aferição só será


realizada nos casos em que o teor de H2S no fluido for menor que 50 ppm e com utilização de
proteção respiratória, conforme itens 3.3 a) e 3.3 b). Após a aferição/medição os fluidos
devem ser descartados o mais rápido possível.

8.2.15 O piloto do queimador deve estar permanentemente aceso, durante os períodos de


queima.

8.2.16 Os operadores responsáveis pelas válvulas de sub-superfície e do equipamento de


superfície devem estar permanentemente junto a seus controles, no decorrer do teste.

8.3 Depois do Teste

8.3.1 Todas as linhas e vasos usados no teste devem ser purgados utilizando-se gás inerte ou
água, garantindo-se que não continuem contaminados pelo H2S.

8.3.2 Todos os espaços confinados ou que possam acumular H2S devem ser verificados
quanto a sua presença, antes de serem liberados para ocupação rotineira. O H2S é mais pesado
que o ar, por isso a probabilidade de se acumular nas áreas mais baixas é maior.

8.3.3 A ferramenta de teste e a coluna de tubos devem ser inspecionadas imediatamente após
a utilização, conforme procedimentos preestabelecidos.

8.3.4 Quando da armazenagem de amostra com H2S, estas devem ser identificadas conforme
ANEXO D (FOLHA 4) item Transporte, e verificadas quanto a possíveis vazamentos.

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9 PARTICULARIDADES PARA POÇOS EM TERRAS

9.1 Para testes com fluidos com teor de H2S maior que 100 ppm:

a) a área controlada deve ter no mínimo 100 m de raio a partir da cabeça do poço;
b) deve ser instalada uma estação fixa de rádio-comunicação na periferia da Área da
Sonda;
c) quando se tratar de altas pressões, usar cabeça de teste acionável distância.

9.2 Durante o transcorrer do teste, na Área Controlada deve permanecer apenas o pessoal
necessário à execução do teste e ao funcionamento normal da sonda.

10 PARTICULARIDADES PARA POÇOS NO MAR

10.1 Deve ser mantido o bordo somente o pessoal necessário à execução das operações e ao
funcionamento normal da plataforma.

10.2 Todo o pessoal não essencial à execução das operações deve permanecer na área do
alojamento durante os períodos de fluxo e de reserva. Durante os demais períodos do teste, o
acesso às áreas externas só poderá se dar mediante autorização prévia do responsável pelo
teste.

10.3 A embarcação de apoio deve permanecer sob máquinas numa distância máxima de
300 m, evitando permanecer na direção em que os fluidos produzidos são carregados pelo
vento.

10.4 Durante os períodos de fluxo e de reserva, todas as portas, escotilhas e tomadas de ar


externa devem permanecer fechadas.

10.5 Quando se tratar de poços ou de fluidos com elevada razão gás-óleo (RGO), em sondas
flutuantes, utilizar válvula de retenção acima da árvore submarina de teste.

10.6 Para testes com fluidos com mais de 50 ppm de H2S, usar cabeça e teste acionável à
distância.

____________

/ANEXO A

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PÁGINA EM BRANCO

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ANEXO A - PROCEDIMENTO PARA DETERMINAÇÃO DO TEOR DE

H2S DO FLUIDO, NA LOCAÇÃO

A-1 A amostra para determinação do teor de H2S na fase gasosa do fluido produzido deve ser
coletada na tomada para coleta de amostras (“Kerotest”) no manifold a montante ou jusante do
restritor (“choke”). Caso não seja possível a obtenção de uma amostra do gás neste ponto,
fazê-la no ponto de coleta de amostra da linha de gás do separador.

A-2 O cilindro de amostragem (CA) para gás de preferência com revestimento interno para
resistir ao H2S, capacidade de 1 litro, munido de manômetro, deve ser acoplado à tomada para
a coleta de amostras (“Kerotest”) e purgado por um mínimo de 5 minutos para uma área bem
ventilada. Trapear a amostra de gás no CA, com pressão no máximo igual a 448 kPa
(65 psia).

A-3 Desacoplar o CA da tomada de coleta de amostra. Preparar o equipamento para medição


do teor de H2S, introduzindo o tubo colorimétrico em uma das saídas do CA. Abrir a válvula
de purga até a pressão interna cair até a pressão atmosférica. Se possível, manter 1 a 2 psi
acima da pressão atmosférica, no interior do CA para garantir a não contaminação do gás
coletado pelo ar ambiente. Em seguida, abrir a saída do CA na qual o equipamento de medição
foi colocado.

A-4 Efetuar a medição do teor de H2S do gás do interior do CA. Caso a concentração deste
gás esteja acima do limite de detecção da ampola, repetir procedimento com amostra nova
(nova amostragem) e nova ampola de maior faixa de detecção.

A-5 Durante o procedimento para determinação do teor de H2S do fluido na locação,


observar as exigências relativas a proteção respiratória conforme itens 3.3 a) e 3.3 b) da
Norma PETROBRAS N-2282.

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ANEXO B - PLANO DE EMERGÊNCIA (BÁSICO)

B-1 CONDIÇÃO 1: CONCENTRAÇÕES DE H 2 S ENTRE 8 E 50 ppm NA


ATMOSFERA

B-1.1 Interromper o teste.

B-1.2 O alarme de emergência é acionado (toque intermitente), é dado aviso “gás sulfídrico” e
informado ponto de reunião.

B-1.3 Todos devem-se dirigir-se ao ponto de reunião, usando equipamentos de proteção


individual, conforme item 6 da Norma PETROBRAS N-2282.

B-1.4 Proceder a chamada do pessoal do Grupo de Controle de Emergência.

B-1.5 O Grupo de Controle de Emergência passa a atuar, equipado com aparelhos autônomos
de proteção respiratória.

B-1.6 O pessoal indicado monitora as áreas para identificar as de maior concentração de H2S.

B-1.7 Proceder as chamada no ponto de reunião para checar se todos atenderam ao alarme.

B-1.8 Avisar a barcos, aeronaves e a base.

B-1.9 O pessoal envolvido na recarga de cilindro de ar comprimido deve estar de prontidão.

B-1.10 Equipamentos de primeiros socorros devem estar prontos para uso no ponto de
reunião.

B-1.11 Pessoal não envolvido no controle de emergência deve permanecer no ponto de


reunião aguardando instruções.

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N-2282 REV. A JUL / 98

B-2 CONDIÇÃO 2: CONCENTRAÇÃO DE H 2 S SUPERIORES A 50 ppm NA


ATMOSFERA

Nesse caso, além das medidas recomendadas para a Condição 1, devem ser cumpridas também
as seguintes medidas adicionais:

B-2.1 Todo o pessoal não essencial ao controle da emergência deve evacuar a plataforma ou
locação usando equipamento de proteção individual conforme item 6 da Norma PETROBRAS
N-2282.

B-2.2 Os procedimentos operacionais para controle da emergência devem ser seguidos


rigorosamente.

B-2.3 Caso a situação escape do controle, o Grupo de Controle de Emergência deve


abandonar a plataforma ou locação.

Nota: Para efeito de adoção desse Plano de Emergência Básico, as concentrações de H2S na
atmosfera devem ser medidas na distância de aproximadamente 5 metros de fonte de
surgência de H2S, na posição mais desfavorável.

____________

/ANEXO C

18
Nº REV.

FOLHA:
FICHA DE INFORMAÇÃO SOBRE PRODUTO QUÍMICO 1 de 5
DATA DE EMISSÃO:

PETROBRAS GÁS SULFÍDRICO


NOME COMERCIAL NOME QUÍMICO

ÁCID0 HIDROSOLUSFÍDRICO
SULFETO DE HIDROGÊNIO

FABRICANTE/FORNECEDOR SINONIMÍA

GÁS DE OVO PODRE

ENDEREÇO FÓRMULA QUÍMICA

H2 S

COMPONENTE % FIN Nº

ESTADO FÍSICO/APARÊNCIA/ODOR

GÁS INCOLOR, LEVEMENTE MAIS PESADO DO QUE O AR, POSSUINDO ODOR SEMELHANTE AO DE OVO PODRE EM CONCENTRAÇÕES
ACIMA DE 0,13ρρm ATÉ 50ρρm, CONCENTRAÇÕES ACIMA DE 50ρρm PERDE-SE O SENTIDO OLFATIVO.

PONTO DE EBULIÇÃO (ºC) PONTO DE FUSÃO (ºC) PRESSÃO DE VAPOR (mmHg) DENSIDADE DO VAPOR (AR = 1)

- 60,4 - 85,5 13325,7 A 20ºC) 1,189

DENSIDADE (ÁGUA = 1) VISCOSIDADE (oρ) VOLÁTEIS (% EM VOLUME) TAXA DE EVAPORAÇÃO (ÉTER = 1)

- 60,4

ρH (CONC. ESPECIFICADA) COEF. DE EXPANSÃO CÚBICA TEMPERATURA CRÍTICA (ºC) PRESSÃO CRÍTICA (mm/1g)

4,1 (0,1N) 100,4 67631,5

SOLUBILIDADE EM ÁGUA SOLUBULIDADE (SOLV. ORG.) FAMÍLIA OU FUNÇÃO QUÍMICA

2
186 cm /100ml a 40 ºC ÁLCOOL E DISSULFETO DE SULFETO INORGÂNICO
CARBONO

ESTABILIDADE CONDIÇÕES DETERMINANTES DE INSTABILIDADE

x ESTÁVEL ¨ INSTÁVEL

TEMP. DECOMPOSIÇÃO (ºC) PRODUTOS DETERMINANTES DE DECOMPOSIÇÃO TÉRMICA/OUTRAS

850 ºC) H2 e S2

POLIMERIZAÇÃO DESCONTROLADA CONDIÇÕES FAVORÁVEIS A POLIMERIZAÇÃO DESCONTROLADA

¨ OCORRE ¨ NÃO OCORRE

MATERIAIS INCOMPATÍVEIS
REAGE PERIGOSAMENTE COM ÁCIDOS FORTES (ÁCIDO NÍTRICO CONCENTRADO) E SUBSTÂNCIAS OXIDANTES PODEROSAS.
NA PRESENÇA DE UMIDADE REAGE RAPIDAMENTE COM VÁRIOS METAIS FORMANDO SULFETOS METÁLICOS, PROVOCANDO
CORROSÃO. A CAMADA DE SULFETO DE FERRO CRIADA NA SUPERFÍCIE INTERNA DO TANQUE PODE INFLAMAR-SE, POR AUTO-IGNIÇÃO,
AO ENTRAR EM CONTATO COM O AR - FORMA MISTURA EXPLOSIVA COM O AR.

ORIGINAL REV. A REV. B REV. C REV. D REV. E REV. F REV. G REV. H


DATA
PROJETO
EXECUÇÃO
VERIFICAÇÃO
APROVAÇÃO
AS INFORMAÇÕES DESTE DOCUMENTO SÃO PROPRIEDADE DA PETROBRAS, SENDO PROIBIDA A UTILIZAÇÃO FORA DA SUA FINALIDADE.
Nº REV.

FOLHA:
FICHA DE INFORMAÇÃO SOBRE PRODUTO QUÍMICO 2 de 5
DATA DE EMISSÃO:

PETROBRAS GÁS SULFÍDRICO


PONTO DE FULGOR (ºC) PONTO DE COMBUSTÃO (ºC) PONTO DE IGNIÇÃO (ºC)

260

CLASSE DE INCÊNDIO LIMITES DE INFLAMABILIDADE/EXPLISIVIDADE

INFERIOR: 4,3% DO VAPOR POR VOL. AR SUPERIOR: 46% DO VAPOR POR VOLUME
B
DE AR
CLASSIFICAÇÃO

x INFLAMÁVEL ¨ COMBUSTÍVEL ¨ EXPLOSIVO ¨ OXIDANTE

AGENTES EXTINTORES INCOMPATÍVEIS

PROCEDIMENTOS NA EXTINÇÃO DE INCÊNDIO:

- MANTER ESPECIADORES AFASTADOS;


- ISOLAR A ÁREA DE RISCO E IMPEDIR A ENTRADA DE PESSOAS;
- MANTER-SE COM O VENTO PELAS COSTAS E AFASTAR-SE DE ÁREAS BAIXAS;
- VENTILAR LOCAIS FECHADOS ANTES DE ENTRAR;
- USAR DISPOSITIVO DE RESPIRAÇÃO COM PRESSÃO POSITIVA E ROUPAS ESPECIAIS DE PROTEÇÃO;
- EVACUAR A ÁREA COLOCADA EM RISCO PELO GÁS;
- AVISAR ÀS AUTORIDADES QUE POSSAM PRESTAR ASSISTÊNCIA;
- RESFRIAR A ÁREA COM ÁGUA, UTILIZANDO DISPOSITIVO MANEJADO À DISTÂNCIA, ATÉ BEM APÓS O FOGO TER SIDO EXTINTO;
- ISOLAR A ÁREA ATÉ QUE O GÁS TENHA-SE DISPERSADO.

RISCOS ADICIONAIS SOB CONDIÇÃO DE FOGO

PRODUZ VAPOR DE DIÓXIDO DE ENXOFRE (SO2) NOCIVO À SAÚDE E EXTREMAMENTE IRRITANTE E LETAL NA CONCENTRAÇÃO DE
1000 ρρm.
AS ÁGUAS RESULTANTES DO CONTROLE DO FOGO E AS ÁGUAS DE DILUIÇÃO PODEM CAUSAR POLUIÇÃO.

CLASSIFICAÇÃO LIMITE DE ODOR

x ALTA TOXIDADE ¨ MÉDIA TOXIDADE ¨ BAIXA TOXIDADE 0,13ρρm a 50ρρm


¨ ATÓXICO ¨ IRRITANTE x CORROSIVO

PRODUTO / COMPONENTES LT (BRASIL) LT (OUTRAS FONTES)

H2 S 8ρρm (V) EEUU - 10ρρm

INGESTÃO INALAÇÃO

600ρρm

PELE OUTROS

AS INFORMAÇÕES DESTE DOCUMENTO SÃO PROPRIEDADE DA PETROBRAS, SENDO PROIBIDA A UTILIZAÇÃO FORA DA SUA FINALIDADE
Nº REV.

FOLHA:
FICHA DE INFORMAÇÃO SOBRE PRODUTO QUÍMICO 3 de 5
DATA DE EMISSÃO:

PETROBRAS GÁS SULFÍDRICO


SISTEMA RESPIRATÓRIO

EDEMA PULMONAR, BRONQUITE, BRONCO PNEUMONIA, PARALIZAÇÃO DO SISTEMA RESPIRATÓRIO.

OLHOS

INFLAMAÇÃO DOS TECIDOS CONJUNTIVOS, LACRIMEJAMENTO DOLOROSO.

PELE

QUANDO EM SOLUÇÃO EXERCE AÇÃO ÁCIDA, PROVOCANDO QUEIMADURA.

OUTROS

DOR FORTE, TONTURA, TREMOR, PALPITAÇÃO DO CORAÇÃO E MORTE.

SISTEMA RESPIRATÓRIO

PARALIZAÇÃO DO SENTIDO DO NERVO OLFATIVO, IRRITAÇÃO, DISTÚRBIOS RESPIRATÓRIOS.

OLHOS

IRRITAÇÃO, CONJUNTIVITE, FOTOFOBIA, VISTA EMBAÇADA.

PELE

QUANDO EM SOLUÇÃO EXERCE AÇÃO ÁCIDA PROVOCANDO IRRITAÇÃO.

OUTROS

DISTÚRBIOS DIGESTIVOS, PERDA DE PESO, DEBILIDADE GERAL, DOR DE CABEÇA, IRRITAÇÃO NA GARGANTA.

INFORMAÇÕES ADICIONAIS

A AÇÃO IRRITANTE É EXPLICADA POIS H2S COMBINA COM ÁLCALIS PRESENTES NA SUPERFÍCIE ÚMIDA DO TECIDO, FORMANDO
SULFETOS DE SÓDIO.

AR

RISCO DE INCÊNDIO E DE POLUIÇÃO DE MAIS ALTO GRAU DE TOXIDEZ.

ÁGUA

ACELERA O PROCESSO DE CORROSÃO.

INALAÇÃO

- REMOVER A VÍTIMA PARA LOCAL COM AR FRESCO;


- SOLICITAR ATENDIMENTO MÉDICO DE EMERGÊNCIA;
- SE A VÍTIMA NÃO RESPIRAR, FAZER RESPIRAÇÃO ARTIFICIAL;
- SE A RESPIRAÇÃO É DIFÍCIL, MINISTRAR OXIGÊNIO;
- CONSERVAR A VÍTIMA QUIETA E AGASALHÁ-LA PARA MANTER A TEMPERATURA NORMAL DO CORPO.

CONTATO COM A PELE

LAVAR IMEDIATAMENTE A PELE COM ÁGUA CORRENTE, DURANTE PELO MENOS 15 MINUTOS - USAR CHUVEIRO DE SEGURANÇA.

CONTATO COM OS OLHOS

LAVAR IMEDIATAMENTE OS OLHOS COM ÁGUA CORRENTE DURANTE PELO MENOS 15 MINUTOS - USAR LAVA-OLHOS DE SEGURANÇA.

INGESTÃO (ANTÍDOTO E TRATAMENTO)

AS INFORMAÇÕES DESTE DOCUMENTO SÃO PROPRIEDADE DA PETROBRAS, SENDO PROIBIDA A UTILIZAÇÃO FORA DA SUA FINALIDADE.
Nº REV.

FOLHA:
FICHA DE INFORMAÇÃO SOBRE PRODUTO QUÍMICO 4 de 5
DATA DE EMISSÃO::

PETROBRAS GÁS SULFÍDRICO

EXAUSTORES FIXOS (PARA LOCAIS FECHADOS) E SISTEMA DE DETECÇÃO, FIXOS OU PORTÁTEIS, COM MONITORAÇÃO
CONSTANTE DO H2S, POSSUINDO 2 NÍVEIS DE ALARME:
NÍVEL 1 - 8ρρm DE H2S NA ATMOSFERA
NÍVEL 2 - 50ρρm DE H2S NA ATMOSFERA

RESPIRATÓRIA

SISTEMA DE PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA COM PRESSÃO POSITIVA E MÁSCARA DE FUGA.

OLHOS

ÓCULOS DE PROTEÇÃO CONTRA GASES

PELE

OUTRAS

AS PESSOAS QUE APRESENTAM AS CARACTERÍSTICAS ABAIXO MENCIONADAS NÃO SÃO INDICADAS PARA TRABALHAR EM
AMBIENTES COM RISCO DE H2S:
- TÍMPANO PERFURADO; - CONFORMAÇÃO FACIAL INADEQUADA PARA ESTANQUEIDADE DA
- PROBLEMAS RESPIRATÓRIOS E CARDÍACOS; MÁSCARA.
- BARBA POR FAZER;

VAZAMENTOS/DERRAMAMENTOS

ESTANCAR O VAZAMENTO, SE ISTO PUDER SER FEITO SEM RISCO.


CORTAR FONTES DE IGNIÇÃO; EVITAR CENTELHAS, CHAMAS OU FUMAR NA ÁREA DE RISCO.
USAR ÁGUA EM NEBLINA PARA REDUZIR OS VAPORES.
ISOLAR A ÁREA ATÉ QUE O GÁS TENHA-SE DISPERSADO.

DESCARTE

PELA QUEIMA OU ABSORÇÃO EM SOLUÇÕES ALCALINAS OU LEITO DE ASCARITA..

2
TEMPERATURA PRESSÃO (Kg/cm ) OUTRAS CONDIÇÕES

AMBIENTE 17,7

FORMA ROTULAGEM

CILINDRO DE AÇO CARBONO, COR CREME, PARA AMOSTRAS H2S SECO COM 99% DE USAR ROTULAGEM DA CLASSE 2 DO
PUREZA. TRANSPORTE (FIG. DA NBR 7500)

RECOMENDAÇÕES ESPECIAIS

OS CILINDROS DEVEM SER ESTOCADOS LONGE DE ÁCIDO NÍTRICO, SUBSTÂNCIAS OXIDANTES FORTES, LÍQUIDOS OU GASES
CORROSIVOS E POSSÍVEIS FONTES DE IGNIÇÃO. PROTEGER CONTRA ELETRICIDADE ESTÁTICA, LUZ DIRETA DO SOL E EXCESSIVO
CALOR.
NÚMERO RISCO OUTRAS CONDIÇÕES

1053

CLASSE/SUB-CLASSE RISCO SUBSIDIÁRIO

RECOMENDAÇÕES ESPECIAIS

FONTES DE REFERÊNCIA

AS INFORMAÇÕES E RECOMENDAÇÕES FICHA DE INFORMAÇÃO SOBRE PRODUTO QUÍMICO DO GAPRE/DESEMA.


CONSTANTES DESTA PUBLICAÇÃO FORAM
COMPILADAS DE FONTES TIDAS COMO IDÔNEAS E
CAPACITADAS PARA EMITI-LAS.
A PETROBRAS - PETRÓLEO BRASILEIRO S/A, NEM
GARANTE, NEM SE RESPONSABILIZA PELA
VERACIDADE E REFERÊNCIA DOS DADOS NELAS
CONTIDOS.

AS INFORMAÇÕES DESTE DOCUMENTO SÃO PROPRIEDADE DA PETROBRAS, SENDO PROIBIDA A UTILIZAÇÃO FORA DA SUA FINALIDADE.
Nº REV.

FOLHA:
FICHA DE INFORMAÇÃO SOBRE PRODUTO QUÍMICO 5 de 5
DATA DE EMISSÃO::

PETROBRAS GÁS SULFÍDRICO

TEMPO DE EXPOSIÇÃO X EFEITOS FÍSICOS

0 A 2 min. 2 a 15 min. 15 a 30 min 30 min. a 1 hora 1 a 4 horas 4 a 8 horas 8 a 48 horas

0a 8 ODOR CARACTERÍSTICO E DESAGRADÁVEL; CONCENTRAÇÃO MÁXIMA PARA SE CONTINUAR EXPOSTO AO GÁS SEM
PROBLEMAS.

8 a 50 PERDA DO SENTIDO DO OLFATO PEQUENA IRRITAÇÃO NOS OLHOS E NA GARGANTA

50 a 100 PERDA DO SENTIDO DO OLFATO PEQUENA CONJUNTIVITE E IRRITAÇÃO DAS VIAS RESPIRATÓRIAS

100 a 150 IRRITAÇÃO NOS OLHOS E NAS VIAS DIFICULDADE IRRITAÇÃO NA SALIVAÇÃO E CORIZA, DOR HEMORRAGIA E
RESPIRATÓRIAS, TOSSE, PERDA DE GARGANTA. FORTE NOS OLHOS E TOSSE. MORTE.
DO SENTIDO DO OLFATO. RESPIRAÇÃO,
DOR NOS
OLHOS,
TONTURA.

150 a 200 PERDA DO SENTIDO DO OLFATO IRRITAÇÃO NOS OLHOS E GRANDE DIFICULDADE DE HEMORRAGIA E
GARGANTA.. RESPIRAÇÃO, VISTA EMBAÇADA, MORTE.
FOTOFOBIA.

200 a 350 IRRITAÇÃO NOS OLHOS, PERDA DO IRRITAÇÃO NOS LACRIMEJAMEN- FOTOFOBIA, HEMORRAGIA E MORTE.
SENTIDO DO OLFATO. OLHOS. TO DOLOROSO CATARRO , DOR
E LETARGIA. NOS OLHOS,
CONJUNTIVITE,
DIFICULDADE
DE
RESPIRAÇÃO

350 a 450 IRRITAÇÃO NOS OLHOS E PERDA DIFICULDADE AUMENTO DE TONTURA, FRAQUEZA E MORTE.
DO SENTIDO DO OLFATO. DE IRRITAÇÃO
RESPIRAÇÃO, NOS OLHOS E
TOSSE E NARIZ, DOR DE
IRRITAÇÃO NOS CABEÇA,
OLHOS. LETARGIA E
FOTOFOBIA.

450 A 600 TOSSE, PERDA DISTÚRBIO PALPITAÇÃO DO DOR FORTE, TONTURA, TREMOR E MORTE.
DE RESPIRATÓRIO, CORAÇÃO.
CONSCIÊNCIA. IRRITAÇÃO NOS
OLHOS.

A PARTIR PERDA DE CONSCIÊNCIA E MORTE.


DE 600

ORIGINAL REV. A REV. B REV. C REV. D REV. E REV. F REV. G REV. H


DATA
PROJETO
EXECUÇÃO
VERIFICAÇÃO
APROVAÇÃO
AS INFORMAÇÕES DESTE DOCUMENTO SÃO PROPRIEDADE DA PETROBRAS, SENDO PROIBIDA A UTILIZAÇÃO FORA DA SUA FINALIDADE.

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