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A Pessoa do Filho: Cristologia e Messias

O documento apresenta uma introdução à Cristologia, discutindo: 1) O significado do nome de Jesus e sua identidade como Messias aguardado; 2) A pessoa do Filho como expressão total do Pai e revelador dos mistérios divinos; 3) A Encarnação como meio de Deus se comunicar plenamente aos seres humanos e torná-los participantes da natureza divina.
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A Pessoa do Filho: Cristologia e Messias

O documento apresenta uma introdução à Cristologia, discutindo: 1) O significado do nome de Jesus e sua identidade como Messias aguardado; 2) A pessoa do Filho como expressão total do Pai e revelador dos mistérios divinos; 3) A Encarnação como meio de Deus se comunicar plenamente aos seres humanos e torná-los participantes da natureza divina.
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Cristologia

A Pessoa do Filho
Expressão de amor do Pai

Resumo: Para compreender a fundo a mensagem de Jesus é


preciso compreender sua pessoa e sua personalidade. Nos
evangelhos descobrimos com suficiente clareza, os traços mais
característicos da personalidade desse homem. Sua vida foi dar
testemunho do Pai. O Pai se revelava no Filho através de seus
atos.

Introdução

J
esus é o Redentor do gênero humano, Filho de Deus e homem juntamente. Ele é o
Messias, tanto tempo esperado para a nossa salvação. Nasceu quanto à sua natureza
humana, por obra do Espírito Santo e de uma Virgem, chamada Maria, no reinado de
Augusto, seis meses depois do nascimento de São João batista.

O significado do nome de Jesus quer dizer, em hebraico, “Deus Salva”. No momento da


Anunciação, o Anjo Gabriel dá-lhe como nome próprio o nome de Jesus, que exprime ao
mesmo tempo sua identidade e missão. Uma vez que “só Deus pode perdoar pecados” (Mc
2,7), é Ele que, em Jesus, seu Filho eterno feito homem, “salvará seu povo dos pecados” (Mt
1,21). Em Jesus, portanto, Deus recapitula toda a sua história de salvação em favor da
humanidade.
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Na história da salvação, Deus não se contentou em libertar Israel da “casa da escravidão”


Pá gina

(Dt 5,6), fazendo-o sair do Egito. Salva-o também de seu pecado. Por ser o pecado sempre uma
ofensa feita a Deus, só ele pode perdoá-lo. Por isso Israel, tomando consciência cada vez mais
clara da universalidade do pecado, não poderá mais procurar a salvação a não ser na invocação
do nome do Deus Redentor.
Cristologia

O nome de Jesus significa que o próprio nome de Deus está presente na pessoa de seu
Filho feito homem para a redenção universal e definitiva dos pecados. É o único nome divino
que traz a salvação e a partir de agora pode ser invocado por todos, pois se uniu a todos os
homens pela Encarnação, de sorte que “não existe debaixo do céu outro nome dado aos homens
pelo qual devemos ser salvos” (At 4,12).

Cristo vem da tradução grega do termo hebraico “Messias”, que quer dizer “ungido”. Só
se torna o nome próprio de Jesus porque este leva à perfeição a missão divina que significa.
Com efeito, em Israel eram ungidos em nome de Deus os que lhe eram consagrados para uma
missão vinda dele. Era o caso dos reis, dos sacerdotes e em raras ocasiões, dos profetas. Esse
devia ser por excelência o caso do Messias que Deus enviara para instaurar definitivamente seu
Reino. O Messias devia ser ungido pelo Espírito do Senhor ao mesmo tempo como rei e
sacerdote, mas também como profeta. Jesus realizou a esperança messiânica de Israel em sua
tríplice função de sacerdote, profeta e rei.

O anjo anunciou aos pastores o nascimento de Jesus como o do Messias prometido a


Israel: “Hoje na cidade de Davi, nasceu-vos um Salvador que é o Cristo Senhor” (Lc 2,11).
Desde o início Ele é “aquele que o Pai consagrou e enviou ao mundo” (Jo 10,36), concebido
como “Santo” no seio virginal de Maria. José foi chamado por Deus “a receber Maria, sua
Mulher”, grávida “daquele que foi gerado nela pelo Espírito Santo” (Mt 1,21), para que Jesus
“que se chama Cristo”, nascesse da esposa de José na descendência messiânica de Davi (Mt
1,16).
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Pá gina
Cristologia

A Pessoa do Filho
Mistério de comunicação

Ao
lado do Pai e em eterna
comunhão com Ele, está o
Filho. Ele é a total expressão do
Pai. O Pai se reconhece no Filho, em sua
eternidade e em seu mistério de ternura. O Filho
mostra a distinção em Deus e, ao mesmo tempo, a
comunhão. Por isso Pai e Filho estão sempre
juntos, se reconhecendo e se entregando
mutuamente.

Para levar a criação à plenitude, passando pela redenção, o Filho se encarnou. Por sua
encarnação no foi revelado o mistério de comunhão que é o Deus Trino. Já o temos
considerado: no meio das pessoas, agindo de forma libertadora, o Filho nos revela o Pai; o
dinamismo transformador que dele irradiava significativa a presença do Espírito Santo. Como
Jesus de Nazaré, aquele homem pobre e solidário com todos os sofredores, nos revelou a
Pessoa do Pai. Se tomarmos os evangelhos assim como estão escritos, não é difícil de perceber:
o Filho está aí com toda a sua presença densa, como revelador dos segredos do Pai, como
mediador da plena libertação para todos, a começar pelos pobres, na força do Espírito que
habita.

Em primeiro lugar, Jesus se mostra Filho de Deus na oração. Ele sempre invoca a Deus
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como Abbá, Paizinho querido. Quem chama a Deus de Pai se sente seu Filho. Ensinou-nos a
Pá gina

chamá-lo também de Pai e a nos fez entendermos que somos filhos e filhas de Deus e, por isso,
como irmãos e irmãs. Em segundo lugar, Jesus se comporta como Filho do Pai. Assume a
representação do Pai: assim como o Pai trabalha até agora, ele também trabalha (Jo 5,17).
Assim como o Pai é misericordioso, ele também é misericordioso; perdoa pecados, e
convivendo com os pecadores lhes confere a certeza do perdão do Pai. Em terceiro lugar,
obedece ao Plano do Pai, que é a instauração do Reino, até a morte, mesmo quando se vê
Cristologia

tentado; resiste com fidelidade face a todas as perseguições; e mesmo no alto da cruz, no
máximo abandono, se entrega confiando ao Pai.

Há ainda três pontos na vida de Jesus que devemos levar em consideração para melhor
entendermos sua revelação, que são: a Encarnação, a Eucaristia e a sua morte de cruz.

A Encarnação

Por que o Verbo se fez carne?

O
Verbo se fez carne para salvar-nos
reconciliando-nos com Deus: “Foi Ele
que nos amou e enviou-nos seu Filho
como vítima de expiação por nossos pecados” (1Jo
4,14). “Este apareceu para tirar os pecados” (1Jo
3,5);
 O Verbo se fez carne para que, assim conhecêssemos o amor de Deus: “Nisto manifestou-se
o amor de Deus por nós: Deus enviou seu Filho Único ao mundo para que vivamos por Ele”
(1Jo 4,9). “Pois Deus amou tanto o mundo, que deu seu Filho Único, a fim de que todo o que
crer nele não pereça, mas tenha a vida eterna;
o Verbo se fez carne para ser nosso modelo de santidade: “Tomai sobre vós o meu julgo e
aprendei de mim...(Mt 11,29). “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida; ninguém vai ao Pai a
não ser por mim” (Jo 14,6). E o Pai, no monte da Transfiguração, ordena: “Ouviu-o” (Mc 9,7).
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Pois Ele é o modelo das Bem-aventuranças e a norma da nova Lei. “Amai-vos uns aos outros
como eu vos amei” (Jo 15,12). Este amor implica a oferta de si mesmo em seu segmento;
Pá gina

 O Verbo se fez carne para tornar-nos “participantes da natureza divina” (2Pd 1,4): “Pois esta
é a razão pela qual o Verbo se fez homem, e o Filho de Deus, Filho do homem: é para que o
homem entrando em comunhão com o Verbo e recebendo, assim a filiação divina, se torne filho
de Deus”. “Pois o Filho de Deus se fez homem para nos fazer Deus”. O Filho Unigênito de
Deus fez isso para que participássemos de sua divindade.
Cristologia

Verdadeiro Deus e verdadeiro homem

O acontecimento único e totalmente singular da Encarnação do Filho de Deus não


significa que Jesus Cristo seja em parte Deus e em parte homem, nem que ele seja o resultado
da mescla confusa entre o divino e o humano. Ele se fez verdadeiramente homem
permanecendo verdadeiro Deus.

O Filho assumiu um homem concreto, Jesus de Nazaré. O Natal revela o projeto que
Deus se propusera a si mesmo. Deus quis comunicar-se de forma completa a um outro ser
diferente dele. Dignou-se dar-se de presente a alguém. O criador dispôs-se fazer-se também
criatura. Não entendeu comunicar somente o seu Bem, a sua Verdade e a sua Beleza. Ele nos
presenteou também com isso. Conseguinte, sempre que radicalmente amamos o Bem,
pensamos o Verbo e apreciamos a Beleza, estamos apreciando, pensando e amando a Deus.
Mas ele pretendeu muito mais. Quis dar-se: Deus dá Deus mesmo. Para se dar, precisa existir
alguém diferente que o possa receber. E esse alguém foi criado, capaz de receber a Deus. É o
ser humano. O ser humano, portanto, só tem sentido pleno enquanto receptáculo de Deus.

A gente está tão cansada de ouvir e de dizer o Verbo se fez carne - que nem chega a
refletir o que isto significa. Ele quis realmente ser como um de nós, como eu e como tu, menos
no pecado: um homem limitado que cresce, que aprende e que pergunta; um homem que sabe
ouvir e pode responder. Deus não assumiu uma humanidade abstrata, animal racional. Ele
assumiu desde, desde o seu primeiro momento de concepção, um ser histórico, Jesus de Nazaré,
um judeu de raça e de religião, que se formou na estreiteza do seio materno, que cresceu na
estreiteza de uma pátria insignificante, que amadureceu na estreiteza de um povinho de vila
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interiorana, que trabalhou num meio limitado e pouco inteligente, que não sabia grego nem
Pá gina

latim, as línguas da época, que falava um dialeto, o aramaico, com sotaque galilaico, que sentiu
a opressão das forças de ocupação de seu país, que conheceu a fome, a sede, a saudade, as
lagrimas pela morte do amigo, a alegria da amizade, a tristeza, o temor, as tentações e o pavor
da morte e que passou pela noite escura do abandono de Deus. Tudo isso Deus assumiu em
Jesus Cristo. A nada foi poupado. Assumiu tudo o que é autenticamente humano e pertenceà
nossa condição, como a ira justa e a alegria sã, a bondade e a dureza, a amizade e o conflito, a
Cristologia

vida e a morte. Tudo isto está presente na figura franzina do Menino que começa a choramingar
no presépio entre o boi e o asno.

O Natal nos mostra a que Deus é capaz, Ele pode fazer-se realmente outro, um homem
como um de nós, sem deixar de ser Deus.

A Eucaristia

O
amor de Deus para à humanidade é tão
grande que lhes mandou Jesus Cristo, o
filho querido, para ser a sua presença no
meio de nós.
Jesus por sua vez, nos amou tanto, que além de viver
entre nós e dar sua vida por nós, quis também ser
nosso alimento.
Jesus não se contentou em ser o grande amigo. Quis ser o alimento para nossa vida,
permanecendo presente entre nós pela Eucaristia.

Certa vez, Jesus disse: “Eu sou o pão da vida, quem come a minha carne e bebe o me
sangue permanece em mim e eu nele, e este possuirá a vida eterna”.

“Sabendo Jesus que chegara sua hora de passar deste mundo para o Pai, tendo amado os
seus que estavam no muno, amou-os até o fim” (Jo 13,1). Nosso Redentor, sabendo ter chegado
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a hora de partir deste mundo, antes de morrer por nós, quis deixar-nos a maior prova possível
Pá gina

de seu amor. Foi precisamente o dom do Santíssimo Sacramento.

A instituição da Eucaristia

Tendo amado os seus, o senhor amou-os até o fim. Sabendo que chegara a hora de partir
deste mundo para voltar a seu Pai, no decurso de uma refeição lavou-lhes os pés e deu lhes uma
Cristologia

garantia deste amor, para nunca afastar-se dos seus e para fazê-los participantes de sua Páscoa
instituiu a Eucaristia como memória de sua morte e ressurreição, e ordenou a seus apóstolos
que a celebrassem atéa sua volta.

Jesus escolheu o tempo da Páscoa para realizar o que tinha anunciado em Cafarnaum:
dar a seus discípulos seu Copo e seu Sangue.

Somos transformados naquele que recebemos

Pela Eucaristia, a pessoa humana é transformada naquele que acabara de receber. O pão
eucarístico não estabelece apenas um laço indissolvível entre Cristo e a Igreja e entre Cristo e
cada um de nós. Esse ato associa-nos todos com a grande corrente de vida nova que vem de
Cristo e que é a única com poder de transformar o gênero humano.

O fruto que nós devemos conseguir da Eucaristia é unir-nos, mudar-nos e transforma-


nos espiritualmente em Cristo; é fazer-nos semelhantes a ele na vida e nas atitudes: humilde
como Cristo, obedientes como Cristo, puros e pobres como Cristo.

Na consagração converte-se a substância do pão e do vinho na substância do Corpo de


Cristo ficando inteiros os acidentes; na comunhão se faz o contrário, que fica a substância do
ser humano e se mudam os acidentes, porque o ser humano de soberbo se torna humilde.

Pela Eucaristia, Jesus e o seu Espírito santo renovam a substância íntima do ser humano
com a transformação sacramental-místico-eucarística e portanto segue a transformação dos
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acidentes, isto é, os atos que serão pensamentos e ações boas segundo as normas dadas por
Pá gina

Deus.

A transformação que conta é aquela da pessoa no seu coração, na sua consciência


fundamental, e essa é obra do Espírito Santo, por via sacramental e por via fé-esperança-
caridade.
Cristologia

Cruz: uma mensagem de amor

Ao
longo da história, a piedade cristã
compreendeu a cruz de Jesus como sendo
um sacrifício exigido pelo Pai e
necessário para nossa salvação. Esta compreensão comum da
piedade cristã, que tem seu fundamento na Teologia de Santo
Anselmo, nos levaa ver Jesus paciente, resignado,
conformado com o sofrimento e a morte.

Mais do que isso, leva os cristãos a aceitarem e justificarem as situações de sofrimento e


de morte ao longo da vida. Isso nós sabemos, não é a intenção da fé cristã acerca da cruz de
Jesus de Nazaré.

Para evitar esses desvios de compreensão sobre a cruz é necessário fazer uma leitura de
ordem histórica acerca da cruz de Jesus; pois, do contrário, corremos o risco de compreender a
cruz como um acontecimento “supra histórico” dentro de um plano previamente ordenado.

Jesus morre na cruz em conseqüência de seu amor ao Pai e do projeto que assumiu. A
cruz é o resultado de um processo. Quem diz “processo”, diz acusação acerca de atos cometidos
ou de atos acusados de criminosos. Jesus é arrastado a um tribunal pelo movimento de sua
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oposição a dados considerados essenciais na tradição judaica de sua época. Palavras e atos de
Pá gina

Jesus foram considerados inaceitáveis por aqueles que eram os responsáveis pela boa
transmissão da tradição, este que lutara contra toda forma de exclusão, acaba sendo, Ele
mesmo, excluído: sua morte na cruz constitui a sanção dessa exclusão por sua própria
comunidade histórica. A cruz de Jesus significa, que ele teve de levar até suas últimas
consequências o seu engajamento profético.
Cristologia

Jesus não morre crucificado para provar a verdade de algum ideal ascético, justificar ou
exaltar o sofrimento, denegrir o amor pela vida. Jesus morre para dar testemunho da seriedade
com que se deve amar o próximo e libertar o fraco. Jesus morre para que advenha a justiça; e
sua morte violenta atesta a desumanidade de nossa sociedade, denuncia a ilusão que consiste
em crer que se possa garantir um oásis de bem estar e felicidade, quando se zomba do próximo
ou se deixa que alguém o explore.

Portanto, a morte de Jesus não foi algo fora do compromisso histórico, mas tão ligado a
história que podemos chamá-la de “morte humana”. Isto porque, se situa dentro de um tipo de
comportamento divergente, de um engajamento, e de exigências que provocaram as forças
religiosas e políticas do tempo, a ponto de , para salvar o sistema, condenaram a Jesus.
Os motivos principais da morte de Jesus foram:
1) Questão Teológica: é condenado por blasfemo; apresentou um Deus diferente daquele
da tradição. O deus de Jesus é Pai de infinita bondade que ama os ingratos e maus (Mt
5, 44-45), e privilegia o filho pródigo e a ovelha perdida (Lc 15). Deus que quer ser
servido nos outros, especialmente nos oprimidos (Mt 25,40). Deste Deus-Pai, Jesus se
sente Filho (Jo 14,6-11);
2) Profetismo: Jesus não emerge como agente do sistema imperador. Irrompe como um
profeta que grita: “Eu sou a Verdade” (Jo 14,6) e prega uma “nova doutrina” (Mc 1,27).
A Lei e a Tradição eram a corporificação do sistema imperante. E Jesus submete a Lei
a um critério antropológico libertário: não é o homem que serve ao sábado...mas é o
sábado que serve ao homem. (Mc 2,27). Para Jesus a Lei só vale enquanto ajuda o
encontro pelo amor do homem com outro e o abre para Deus. Do contrário, a Lei não
vale nada;
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3) Privilegia os pobres: Jesus privilegia os pobres, os marginalizados, considerando-os


Pá gina

“bem-aventurados” de Deus e os primeiros beneficiários da Ação Libertadora de Deus.


São bem-aventurados não porque são bons, mas porque são pobres e é do agrado do Pai
privilegia-los. (Mt 5,1-12; Lc 6,20-23; Mt 9, 10-13);
4) Incomodou os dominadores: E Jesus foi condenado porque colocou o Absoluto de
Deus acima dos pretensos “absolutos” humanos (Jo 11,45-54).
Cristologia

A atitude de Jesus face ao conflitos

1) Não foi ingenuamente à morte, nem a buscou como um suicida (Jo 10,39;
11,53-54);
2) Porque era justo estava disposto a sacrificar sua vida em testemunho da
verdade que compreendeu do Pai (Mc 10,45; Jo 10,11-15.17.18);
3) Ficou fiel até o fim (Mc 14,35-36; Flp 2,8);
4) Teve consciência do martírio como a única forma de libertação vinda de Deus
e sua mensagem (Jo 16, 16-17);
5) A morte é assumida como expressão de amor e liberdade. Ele a assume como
doação livre (Jo10 ,18);
6) Fé e esperança acima de todo sofrimento e acima de todo sentimento de
abandono por parte do Pai (Mt 26, 38; Mc 15, 34; Lc 23, 46).

Jesus de Nazaré, o Cristo, libertou-se totalmente e de si mesmo para ser todo de Deus.
Por isso, foi glorificado na vitória da vida sobre a morte: Ressuscitou (Lc 24, 5-6; Mc 16, 6;
Mt 28, 6; Jo 20; 1ª Cor 15).

A morte de Jesus na cruz representa, enfim, a vitória de Deus e do Amor que triunfa
sobre todo pecado, que afastava dolorosamente o homem de Deus. Assim se restabelecem as
condições de comunhão com Deus para a vida da humanidade querida pelo Pai.
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Pá gina

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